sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.126


Nota da Autora: E apareci. Primeiramente, obrigada pelos comentários em todas as fics. Adoro ler as reações de vocês, contudo meu tempo para escrever e publicar está diminuindo com as tarefas do dia a dia. Não se preocupem, não sumirei. Apenas tenham paciência. Esse capitulo é a continuação do Valentines do nosso casal preferido. Como Nikki Heat, está no nome. E quanto a um detalhe que verão no capitulo. Não foi coincidência, foi proposital. #brothersinsinc Divirtam-se! 



Cap.126 


Ao entrarem no chalé, Stana foi tirando o casaco, o cachecol e o gorro que usava. O ambiente estava com uma temperatura bastante agradável devido ao aquecedor. Nathan alertou-a. 
— Eu pedi para o jantar ser servido às nove aqui mesmo no chalé ou se preferir no restaurante principal. Aviso de antemão que é completamente seguro. O local não está cheio e a probabilidade de nos reconhecerem é zero. Você tem alguma recomendação? Gosta do horário? 
— Por mim, está tudo bem e já que estamos comemorando o dia dos namorados e trouxe um vestido, por que não fazer disso um encontro. Vamos para o restaurante. Posso saber qual o cardápio? 
— É um cardápio especial do próprio local, se não me engano vi cordeiro ou peixe como opção, eu fiquei de ligar para escolhermos nosso menu - ele olhava ao redor do quarto procurando algo - ah, aqui está. Eles avisaram que iam deixar no quarto. Quer escolher logo? Assim eu ligo e não temos mais com o que nos preocuparmos até a hora de comer. 
— Claro - eles não levaram nem dez minutos escolhendo o que iam comer. Nathan ligou para a recepção e fez os pedidos de acordo. Era um menu completo com entrada, principal e sobremesa ainda dando a opção do café expresso com licor que obviamente ambos quiseram. Terminada essa etapa, Nathan sorriu para ela - pronto. Jantar resolvido. 
— Isso é ótimo, só que ainda são seis da tarde. O que faremos até lá? 
— Teremos que nos arrumar, não? Que tal aproveitar aquela jacuzzi ali? Um bom banho de espuma será providencial para relaxarmos. O que acha? Aceita minha sugestão, Staninha? 
— Porque eu acho que essa ideia de banho é só um pretexto… - ela implicou, porém já começava a tirar a roupa. 
— Posso concluir pela sua reação que isso é um sim… vou encher a banheira com agua quente e preparar os sais de banho. Não demore muito - Stana tirou a roupa que vestia colocando sobre a chaisez long. Sobre a cama, havia dois roupões. Ela pegou um deles e cobriu o corpo. Por baixo apenas a calcinha. Nem iria se preocupar em levar o outro roupão para Nathan. Tinha certeza que ele estava completamente nu a essa hora. Ela ouviu um jazz. De onde vinha essa musica? 
— Amor, cadê você? O banho está pronto - quando ela chegou ao banheiro, Nathan a esperava nu, segurando duas taças de vinho. Ele pegara, sem ela perceber, uma das garrafas que compraram - pronta? Tire esse roupão, Stana - rindo ela deixou a peça deslizar até o chão do banheiro. Nathan suspirou ao ver a esposa quase nua a sua frente. Entregou uma das taças a ela que sorveu um pouco do liquido. 
— A agua está quente? Sinto cheiro de lavanda e madeira. 
— Cedro, de acordo com o rótulo. Vem, entre na agua - ele não esperou pela esposa. Foi o primeiro a entrar em contato com a agua. Estendeu a mão para ajuda-la - você deveria tirar esse calcinha. Está sobrando no conjunto - rindo, ela tirou a peça e segurando a mão do marido entrou na banheira. Eles se acomodaram sentando-se. Stana de costas para ele. 
— Hum, a temperatura da agua está boa. 
— Quer que eu ligue a hidromassagem por um tempo? 
— Por que não? - ela encostou o corpo no peito dele e fechou os olhos sentindo os jatos massagearem seus músculos, sua pele. Deixou um pequeno gemido escapar. Sorrindo, Nathan começou a acariciar a pele da esposa primeiro deslizava a mão pelos braços, ombros, colo, seios. Parou ai aproveitando para massageia-los enquanto os lábios encontravam os dela em um beijo carinhoso. Então as mãos seguiram um pouco mais para baixo alcançando o meio das pernas. 
— Pensei que íamos tomar banho… - a voz saiu mais rouca que o normal já demonstrando o quanto ela estava excitada. 
— E estamos. Eu estou esfregando seu corpo com o sabonete liquido. Não percebeu? - era obviamente uma mentira. 
— Nate, não estou vendo nenhum vidro de sabonete por perto - ele sorriu safado para ela. 
— Ops! Devo ter deixado cair na agua. 
— O único vidro que vejo está do seu lado esquerdo - ele olhou para onde a esposa apontava. Prontamente pegou a embalagem, abriu-a e colocou uma boa quantidade de sabonete nas mãos. Sem pedir licença, ele começou a espalhar o liquido no colo dela, descendo para os seios. Os dedos faziam questão de deixar a pele coberta de espuma. Nathan derramou outro tanto de sabonete novamente em suas mãos, seu alvo eram exclusivamente os seios agora. Ele os cobriu de espuma enquanto os massageava. Puxava os mamilos e beijava o pescoço de Stana vendo seu corpo reagir ao toque. A esposa se contorcia ao toque de suas mãos o que deixava ambos ainda mais excitados. Ele queria toca-la, provocar sensações loucas em seu corpo. Foi assim que introduziu os dedos em seu centro, atiçando-a. O gemido lhe deu o encorajamento para continuar a brincadeira. Isso e o seu nome escapando dos lábios dela. 
— Nate…sim, por…favor… 
Nathan continuou sua tarefa para leva-la ao ápice do prazer. Ele mesmo estava rijo contra as costas dela. Não importava. Stana era sua prioridade. A medida que aumentava os movimentos, sentia a esposa se contorcer e viver o momento. Ouviu sua respiração tornar-se ofegante e os gemidos se intensificarem. Ela estava prestes a ceder. Nesse exato momento, ele calou seus gemidos com um beijo apaixonado e sentiu o corpo dela vibrar diante do seu recebendo o poder do orgasmo. 
Alguns segundos se passaram antes que ela pudesse fazer qualquer movimento. Com os olhos semicerrados ainda envolvida pelo resultado do prazer, ela o fitou sorrindo. 
— É essa a sua ideia de banho? - não esperou que o marido respondesse. Virou-se ficando de frente para ele, os olhos extremamente verdes fitavam o par de azuis. Stana segurou o membro dele em suas mãos acariciando-o, massageando-o retribuindo o que ele fizera por ela. Sentindo que ele estava pronto, ela se deixou deslizar no membro dele segurando-se em seus ombros. As mãos deslizavam pelo peito de Nathan retornando no proximo instante ao seu pescoço até que ela se inclinasse e sorvesse-lhe os lábios com paixão. 
O beijo se tornou intenso, urgente, quase selvagem tanto que Stana se viu obrigada a abraçar -lhe o pescoço para aprofundar o contato. Os movimentos de sua cintura causavam um frisson que a fazia gemer entre o beijo. Nathan a guiava aumentando os movimentos à medida que eram tomados pelo momento de prazer. Juntos, eles trocavam caricias, tocavam-se, mordiam-se até perderem-se completamente um no outro quando o orgasmo os atingiu. 
A agua na jacuzzi já se tornara fria embora ambos continuassem com a pele quente curtindo as ultimas sensações provocadas pelo orgasmo. Stana foi quem primeiro falou. 
— Acho que preciso de um banho enfim - ele a olhou safado - literalmente, Nathan - ele riu. 
— Tudo bem, podemos ir para o chuveiro. 
— Sem gracinhas, babe - eles realmente foram para o chuveiro e Stana se certificou que nenhuma gracinha ocorresse durante o mesmo, ou quase. Houveram amassos quentes, beijos ardentes e só. Ao terminarem, ela enrolou-se na toalha e começou a secar o cabelo. Nathan sabia que a diversão acabara, pelo menos por enquanto. 
Ele a esperava no quarto vestindo uma calça social e uma camisa de botão com as mangas enroladas até o cotovelo. No bolso, ele escondera um pequeno presente que comprara em Vancouver para ela. Ambos prometeram que não trocariam presentes no dia dos namorados, mas ele nunca resistia. Havia checado com a recepção e o jantar estaria sendo servido em meia hora. Nathan esperava que pudesse ao menos desfrutar de alguma bebida com ela antes disso.  
— Staninha, você ainda vai demorar muito? Eu liguei para a recepção e o jantar será servido em meia hora. Pensei que poderíamos ir para o bar… - ele se calou ao ver a esposa pronta a sua frente. Stana vestia um longo verde. Simples e elegante. Tinha um colar dourado no pescoço, brincos compridos combinando com o vestido com detalhes em esmeralda. Nathan pode notar que os olhos dela, na maioria das vezes amendoados, estavam extremamente verdes formando um conjunto perfeito. Os cabelos arrumados em um coque. 
— Estou pronta. 
— Wow! Está deslumbrante. 
— Que bom que gostou. Podemos ir? Você estava falando algo sobre o bar… 
— Sim, quero lhe convidar para tomar uma bebida antes de jantar. O que você acha, minha eterna namorada? 
— Eu adoraria.   
Eles se encaminharam para a casa principal onde ficavam a recepção, o bar e o restaurante. De mãos dadas, eles escolheram dois lugares no bar e Nathan perguntou o que ela gostaria de beber. 
— Whisky. Cowboy. 
— Essa é a minha garota. Dois cowboys, por favor - o bartender os serviu. Eles brindaram e saborearam a dose da bebida esvaziando os copos rapidamente. Ele fez sinal para que o bartender servisse a segunda dose. 
— Quer a terceira ou devemos nos dirigir para o restaurante agora? 
— Mais uma dose. É tempo de celebrar e não estamos com pressa, certo? 
— Definitivamente não. A noite é uma criança para nós, amor - tomaram a terceira dose de whisky e por fim se dirigiram ao restaurante. Assim que foram levados para a sua mesa, Stana percebeu que o ambiente era bastante reservado. As luzes eram poucas, grande parte da iluminação vinha das velas acesas nas mesas criando uma atmosfera intima e romântica. A mesa deles ficava no canto do restaurante. Ele puxou a cadeira para que ela sentasse como um perfeito cavalheiro. Sentou-se de frente para a esposa, porém puxou a sua cadeira um pouco para a lateral a fim de ficar um pouco mais proximo dela. O garçom se aproximou e Nathan informou o número do seu chalé. Ao checar sua lista, o atendente falou que voltava em alguns minutos com a garrafa de vinho e a entrada. 
— O ambiente é bem discreto, intimo. Eu gostei. 
— Acho que é perfeito para essa ocasião, não? 
— Verdade. Se bem que para nós essas datas são apenas pretexto. Não é como se precisássemos de algo especial para aproveitarmos momentos a dois. Acho que a natureza da nossa relação acabou criando isso. Queremos que cada momento vivido seja inesquecível. Esse fim de semana não fica atrás. 
— Então podemos dizer que estamos na direção certa. Temos mais que aproveitar porque quando voltarmos a Los Angeles eu começarei a dublagem de Cars 3. E Michelle me mandou uma mensagem hoje querendo uma reunião na agencia na próxima semana. Não me disse para que. 
— Será que é a outra série? Aquela que você mencionou na Netflix? 
— Pode ser, mas ainda assim não era necessário envolver a agência. Que tal esquecermos trabalho e pensar em nós? Um brinde a melhor namorada que alguém pode ter - ele ergueu o copo, Stana fez o mesmo. 
— E ao melhor marido, meu eterno namorado - beberam o vinho e ela estendeu a mão direita tocando a esquerda dele brincando com a aliança. O garçom trouxe o prato principal. Eles saboreavam o jantar conversando e rindo de assuntos diversos. Como ele amava ouvir a gargalhada dela - nossa! Está tudo delicioso, principalmente a companhia - ela sorriu com uma carinha de safada e Nathan entendeu o porque. Sentiu os pés dela deslizando por sua calça debaixo da mesa até chegar no meio de suas pernas. Stana pressionou o membro dele sob o tecido propositalmente. 
— Não faz isso, amor… ainda temos a sobremesa - ela fingiu que não o ouviu. Continuou usando o pé para massagear e excita-lo. Pode ver a mudança no semblante de Nathan. A respiração ficou pesada. As pupilas começavam a dilatar e os olhos estavam extremamente azuis. Queria levar a brincadeira para um outro nível. Retirou o pé e aproximou sua cadeira dele. Agora estavam lado a lado. Ela procurou os lábios dele e sorveu-os apaixonadamente. Nathan se deixou levar. Foi o suficiente para ela o distrair e fazer o que pretendia. Stana usou uma das mãos para abrir o fecho da calça dele e tirou o membro para fora. Ele gemeu entre os lábios dela - o que você… - ele não precisou terminar a frase para entender. Ela o massageava, instigava. A mão trabalhava com esmero. Os olhos fixos nos dele. Via Nathan tentar controlar a respiração e o desejo que dominava seu corpo enquanto seu membro enrijecia nas mãos da esposa. 
— Meu Deus… - ele a puxou pelo pescoço e tomou-lhe os lábios em um beijo urgente. Mordiscava os lábios dela, seguia para a orelha. Mordiscava o lóbulo e sussurrava bobagens ao ouvido dela fazendo-a rir - estou louco para ter você, Staninha. Devora-la por completo. Você está brincando com fogo… - rindo, ela o empurrou afastando-se um pouco. 
— Acho que está na hora da sobremesa. Recomponha-se, Nathan… 
— Você é má, mulher… - ele gemeu. Como poderia se recompor? Nem se quisesse! Estava tão duro que não sabia como vestiria as calças para voltar ao chalé. Respirou fundo. Uma, duas, três vezes. 
— Eu vou ao banheiro, espero que tenhamos um doce para comer quando eu voltar. Um que não seja picolé - ele arregalou os olhos para a esposa que já se distanciava rindo. Demorou e foi uma missão extremamente difícil, mas Nathan conseguiu relaxar a ponto de fechar o zíper da calça embora estivesse desconfortável pois o sangue continuava circulando ativamente naquela região. Ela retornou encontrando as sobremesas esperando em seu prato. Essa também era a hora que Nathan estava esperando para entregar um pequeno presente que trouxera para a esposa. 
— Isso está com uma cara muito boa - disse ao avaliar o doce a sua frente. 
— Antes de voce provar o doce, será que pode me dar um minuto da sua atenção? 
— Claro - ela o viu tirar uma caixa retangular do bolso - Nate, o que você está fazendo? Nós prometemos sem presentes. 
— Eu sei. Na verdade, eu comprei isso em Vancouver e deveria ter lhe entregue assim que voltei. Não é bem um presente de namorados. Eu estava passando da rua voltando de uma locação e me deparei com a loja. Entrei por impulso. Não demorei um minuto para encontrar o que está dentro da caixa. Não resisti. Pode abrir - Stana desfez a faixa prata que envolvia a caixa azul marinho. Ao ver o nome Swarovisky pensou logo em se tratar de uma joia, ela já tinha tantas! Ao abrir a caixa, porém teve uma surpresa. Não era uma pulseira ou um colar, nem mesmo um relógio. Era uma bela caneta prata com vários cristais na parte superior e uma correntinha com uma folha de maple também de cristal na ponta. 
— Nate, é linda! 
— Quero que use-a para escrever. De preferência quando precisar assinar o contrato da sua nova série, Canadian girl - o sorriso largo, o brilho nos olhos, a imagem lhe roubava o fôlego. Ela se aproximou e beijou-o. 
— Obrigada, babe. Eu adorei. 
— Ótimo. Agora coma sua sobremesa porque eu não vejo a hora de voltarmos para aquele chalé - eles terminaram de saborear a sobremesa, tomaram café, licor e antes de deixar o restaurante Nathan pediu uma outra garrafa de champagne para levar para o chalé. De mãos dadas, eles seguiram pelo caminho iluminado em direção ao seu chalé particular. Stana não conseguia ficar sem beija-lo ou fazer qualquer carinho nele. Assim que Nathan abriu a porta, ela o empurrou para dentro de supetão. Ele viu o desejo estampado em seus olhos amendoados. Sorriu. Ele apenas teve tempo de colocar a bebida sobre a mesa próxima a pequena lareira. Stana avançou em sua direção desabotoando a camisa que ele vestia, beijando-o durante o ato. Mordiscava os lábios do marido, sorria e tornava a beija-lo. Nathan segurava sua cintura, mas não a puxava para si porque ela estava ocupada desfazendo-se da calça dele, gesto que ele agradeceu porque desde a pequena provocação no restaurante a peça se tornara extremamente desconfortável. Ela se afastou um pouco para admira-lo. Ele estava completamente nu. Nathan percebeu o risinho de satisfação no rosto dela. 
— Alguém tem muita roupa agora. Não acha que devemos reverter esse jogo? 
— Não ainda… - ela voltou a se aproximar dele passando as mãos no peito de Nathan, os lábios roçavam seus ombros, pescoço, mordiscavam o lóbulo da orelha dele. Usava as unhas para sentir a pele. Tornou a beija-lo. Dessa vez, ele a agarrou pela cintura colando seu corpo ao dele. A ereção estava plena esperando pelo momento que iria poder tê-la completamente. Não ainda foram as palavras de Stana e ele estava disposto a deixa-la comandar o show. Não imaginava o que ela tinha em mente, porem conhecia a esposa muito bem para saber que seria uma ótima aventura. 
Stana o empurrou na cama. Nathan se apoiou nos cotovelos e observou-a explorar seu corpo. Ela beijava e mordiscava a pele de seu peito, sugou seu mamilo mordendo-o em seguida, desceu para o estômago e retornou fazendo uma trilha de beijos até o pescoço do marido. Nathan percebeu que ela o atiçava esfregando-se em seu corpo, era excitante embora o vestido de certa forma atrapalhasse, estava louco para tocar-lhe a pele, beijar-lhe os seios e possui-la por fim. 
— Staninha… você está me torturando… 
— Estou? - ela provocou no instante que segurou o membro dele em suas mãos e começou a massagea-lo. O gemido que escapou da boca do marido a fez rir. Saindo de cima dele, se levantou ainda segurando o membro dele nas mãos - sente-se, Nate - ele obedeceu. Se afastou e despiu o vestido. Nada por baixo. Deus! Ela era linda! E sua, completamente sua. Stana afastou as pernas dele um pouco. Meteu-se no meio e puxou-o pela nuca para um beijo intenso. Nathan usou as mãos para sentir o corpo da esposa, desejava beijar, sugar, lamber aquela pele. Como ela estava de pé os seios estavam praticamente na direção da boca do marido que quebrou o beijo e sugou um dos seios com vontade fazendo-a gritar diante do ato de prazer. Sentia seu centro latejar desejando-o. Não ainda, lembrou para si mesma antes de agarrar os cabelos de Nathan puxando-o para fita-la. Os olhos estavam mudando de cor, ele percebeu, aos poucos ganhavam a tonalidade verde. Ela deslizou os lábios pelo peito dele ao mesmo tempo que o empurrava de volta ao colchão. Subindo na cama, ela se posicionou de maneira a ficar no meio das pernas dele. Havia espaço suficiente na cama para o que pretendia. Ficando de joelhos de frente para ele, inclinou o corpo para deslizar seus lábios outra vez pelo peito dele até o baixo ventre. Nathan gemeu em antecipação ao que viria a seguir. Stana mordeu o interior da coxa dele. Usou a lingua para provoca-lo. Com uma das mãos, ela repetiu o que fizera no restaurante observando o marido começar a sucumbir ao prazer. Massageou a cabeça do membro rijo a sua frente e finalmente a provou, tomando-a por completo ouvindo os gemidos de Nathan. Sua intenção era leva-lo a loucura. Sentiu a mão do marido em seus cabelos, clamando por mais. Usou a lingua e as mãos para deixa-lo quase no limite. Ao erguer a cabeça, notou o peito do marido vermelho, os olhos fechados indicavam que ele estava lutando contra o desejo. Ela se posicionou na direção do membro dele. Beijou-lhe o peito, acariciou seu rosto e viu-o abrir os olhos, as pupilas dilatadas. Sorriu e deslizou no membro dele. Era tudo que Nathan esperava. 
Ele a segurou pela cintura e se deixou penetra-la afundando-se nela. As mãos imprimiam o mesmo ritmo acelerado dos quadris, estocando-a, convidando-a a fazer essa dança com ele. Stana tinha suas mãos firmes no peito dele adequando-se ao ritmo, sentindo o próprio corpo ceder ao momento de prazer. Bastaram poucos minutos para que ambos sentissem seus desejos aflorarem e o orgasmo os consumir. Ela se deixou cair no peito dele. Nathan porem apenas mudou de posição ficando por cima dela. Sorveu-lhe os lábios apaixonadamente. Era desejo, paixão, tudo intenso, aflorava. Stana mordiscava seus ombros sentindo-o aprofundar-se outra vez dentro dela, mais e mais. Queriam mais, corpo, mente, coração clamavam por prazer. E minutos depois, a nova explosão aconteceu. 
Com o coração a galope, Nathan escorreu deitando-se ao lado da esposa. Nenhum dos dois falou por alguns minutos. Estavam muito ocupados ainda sentindo os efeitos do ato de fazer amor em seus corpos, deixando suas respirações em ritmo normal. Então, Stana se aconchegou no peito dele inalando o cheiro da sua pele, beijando o tórax do marido. 
— Hey… happy Valentine’s day… 
— Happy Valentine’s com certeza - respondeu Nathan - isso foi intenso… 
— E muito bom - ela tornou a cheirar-lhe a pele, roçar os lábios nele - adoro seu cheiro… uma mistura de cedro, suor, sal… - ela estava agora debruçada no peito de Nathan olhando-o. 
— Prefiro o seu - ela riu - e gosto dos seus olhos assim, completamente verdes. Sei que está feliz, serena. 
— E estou - ela se aproximou um pouco mais para beijar-lhe os lábios. Os braços fortes de Nathan a envolveram aprofundando o contato. Ficou ali mesmo. Deitada sobre o marido sentindo suas caricias. Mais um minuto se passou até que ela falasse outra vez. 
— Nate? Quando você disse que voltaríamos para Los Angeles? 
— Amanhã à noite. Por que? - ele a fitou - o que foi, amor? 
— Você vai rir de mim, vai me achar boba. 
— Nunca! 
— E-eu amo ficar assim com você, fazer amor, ser paparicada, mas… e-eu estou com saudades da Katie, estou com saudades da minha filha - ele a fitou com um olhar de puro amor, sorriu. 
— Ora, ora! Você passa mais de um mês longe de mim e não sente tanta saudade. Um dia longe de Katherine e está morrendo? 
— Não fala assim, Nate. Você sabe o quanto eu sofri com você longe é apenas… eu não sei, coisa de mãe? - ele segurou o rosto dela com as duas mãos rindo a beijou. 
— Como você é boba, Staninha… uma mãe boba apaixonada. Eu adoro isso - ele a deitou de volta no colchão. Apoiou-se no braço para fita-la - não tem nada de errado com você, mamãe. O único problema é que essa é a noite dos namorados - ele deslizava a mão pelo corpo dela, acariciando a pele, os seios. Stana arqueou o corpo em resposta. Riu de si mesma. 
— Acho que preciso de champagne… - ela levantou da cama, pegou a garrafa e duas taças que estavam sobre uma das cabeceiras. Sentando-se na cama, entregou a bebida para que ele abrisse. Nathan serviu a champagne nas taças apoiando a garrafa na cabeceira ao seu lado. Brindaram e beberam. Stana terminou sua taça rapidamente o que serviu de incentivo para ele enche-la outra vez. Ao virar o resto da bebida, ele tirou a taça das mãos dela. Tornou a beija-la deitando-a na cama. As mãos deslizavam tocando seus seios, brincando com os mamilos, beliscando-os e fazendo-a gemer em seus lábios. 
Nathan quebrou o beijo fitando-a calmamente. Ajeitou a mecha teimosa de cabelo em seus olhos. 
— Eu te amo, Staninha - e desceu os lábios em direção aos seios dela sugando-os com vontade. A noite ainda reservava muitos momentos quentes e de prazer para ambos.  
Foram adormecer por volta das quatro da manhã, o que os fez perder completamente o horário acordando após o meio-dia. Ainda preguiçosos, optaram por não sair da cama rendendo aos dois bons momentos de caricias até o momento que Stana anunciou estar com fome. Nathan se levantou colocando o roupão e fez uma ligação para o serviço de quarto pedindo um café completo. Vinte minutos depois, batiam a porta do chalé trazendo uma bandeja enorme com muitas guloseimas. Ele serviu o café quente para a esposa. Stana vestiu a camiseta do pijama dele e a calcinha vindo se sentar à mesa guiada pelo cheiro característico e delicioso do café. 
Pães, brioches, queijos, ovos, bacon, geleia, frutas e iogurte compunham a bandeja do café da manhã. O cheiro da comida apenas servia para aumentar sua fome. Comeram em grande parte do tempo em silêncio, apenas saboreando e trocando beijinhos e carinhos de vez em quando. Ao terminar, Stana suspirou. 
— Foi um ótimo começo de manhã…
— Você quer dizer de tarde, amor. São mais de uma da tarde - ela riu - o que quer fazer agora? 
— Se eu dissesse que queria me vestir e explorar lá fora estaria mentindo. Tenho tudo o que preciso aqui dentro - acariciou a coxa dele.
— Isso quer dizer que quer voltar para cama? - ele olhou safado para ela. 
— Talvez… e mais tarde posso querer um banho - ela se levantou de onde estava vindo ao encontro dele. Sentou-se em seu colo e após acariciar seus cabelos e o rosto, o beijou. A mão de Nathan tocava sua coxa e seu bumbum. 
— A ideia em muito me agrada. 
— Sabe, você poderia deixar o seu cavanhaque crescer um pouco. Senti algo arranhando minha pele e gostei. Mas só um pouco! O suficiente para me satisfazer quando roçar minha pele, meu corpo. 
— Bigode também? 
— Não que eu goste, mas não vou me importar. Por um tempo… lembre-se que tem a nossa filha e a pele dela é mais sensível que a minha. 
— Tudo bem, por um curto intervalo de tempo. Seu desejo é uma ordem, amor - ela se levantou puxando-o pela mão. 
— Mesmo? Então venha para a cama, Nate… 
No fim da tarde, eles pegaram a estrada de volta a Los Angeles. Stana fez a maior festa ao reencontrar a filha. Kate também parecia estar com saudades da mãe. Não parava de conversar em seu próprio dialeto, fazia carinho no rosto de Stana e a enchia de beijos especialmente nos lábios como sempre fazia. A festa para o pai foi quase igual embora o chamego fosse maior com a mãe. A menina não queria sair do colo de Stana por um longo tempo e a mamãe orgulhosa amou cada segundo. Quando ela finalmente conseguiu que a menina dormisse, dona Cookie os chamou para jantar. 
— Parece que ela estava com tanta saudade quanto a mãe - comentou Nathan - acredita que ela queria Kate no meio da nossa comemoração de namorados? 
— Não foi assim! 
— Ah, filho. Quando se é mãe de um bebê, todos seus pensamentos se voltam para eles. Ficar longe é muito ruim. Mas pela carinha de vocês posso ver que aproveitaram muito. Estão sorrindo, relaxados. 
— Foi ótimo, dona Cookie. 
— E amanhã voltamos à realidade. Eu tenho trabalho. Noticias do mano e da Gigi? 
— Esses dois continuam perdidos pelo mundo - disse Bob. Eles riram - só voltam amanhã, isso se não mudaram de ideia.        
Na manhã seguinte, Nathan tomou café com a filha no colo e a companhia da esposa. Falou para a mãe voltar para a casa do irmão se quisesse ou ficasse paparicando a neta. Era sua escolha. Saiu para o estúdio a fim de iniciar seu trabalho de dublagem de Cars 3. 
Como Nathan mencionara, a volta à realidade servia para todos. Nem bem chegaram de São Francisco, Gigi e Jeff retornaram aos seus afazeres. A primeira parada de Gigi foi na casa de Malibu para checar como estava o andamento da construção. Pelos seus cálculos, a sala de estar deveria estar quase pronta aguardando apenas os nichos de modulados que ela encomendara e deveriam chegar no fim do mês e a area externa deveria estar com a pintura praticamente concluída. 
Após observar a obra, ficou quase satisfeita. Não gostou do acabamento em gesso que foi dado a cozinha externa e mandou quebrarem e fazer outro. A sala de jogos estava linda. Tinha certeza que Ryan adoraria e a sala de estar estava passando pela fase de limpeza pesada. Com as instruções distribuídas, ela seguiu para o escritório. Tinha reunião com seus sócios e com fornecedores o resto do dia. Era a rotina voltando aos lares dos Fillions. 
Três dias depois, Nathan estava em casa brincando com Katherine enquanto Stana preparava o jantar da menina quando seu celular tocou. Michelle. 
— Oi, Mi. Tudo bem? 
— Comigo sim, e você? Como anda o trabalho de Cars 3? 
— Conforme o planejado. 
— Seu fim de semana em San Diego foi bom? 
— Melhor impossível. Stana adorou o local. 
— Sabia que ela ia gostar. Você recebeu minha mensagem ou me ignorou por completo? 
— Está falando da reunião com a agência? Eu recebi, mas não entendi. O que eles querem? Até onde eu saiba, você está tratando da minha contratação para Desventuras diretamente com Neil e o produtor, não? 
— Não se trata de Desventuras, Nate. Eu os contatei dizendo que você estava viajando e pedi maiores informações sobre a reunião. Eles fizeram um pouco de suspense, porém disseram que tem uma possível oportunidade para você. Querem expor a ideia. 
— Hum, só isso? Não disseram mais nada? Você não pescou nada? 
— Não. Ou é um projeto grande que não querem discutir detalhes no telefone ou algo sigiloso. Acho que teremos que ir para a reunião. Eles querem nos ver na sexta, três da tarde. 
— Michelle, amanhã é sexta. 
— Exato. Por isso estou ligando para avisa-lo. Limpe seu calendário. 
— Não se trata disso. Estou gravando até às quatro. 
— Posso ligar e postergar a reunião para às cinco, acha que consegue chegar? Eles não abrirão mão do encontro amanhã. Lembre-se que estão entrando em período de revisão de orçamento para a Fall season. Tem até o fim de março para escolher novos pilotos. 
— Tudo bem, eu vejo o que consigo adiantar no estúdio. Te encontro na sede da agência então? 
— Sim, até amanhã. Mande um beijo para Stana e outro na Katherine. 
— Obrigado. Tchau, Mi - Stana viu quando o marido desligou o telefone pensativo. 
— Algum problema, babe? 
— Não um problema…só estou estranhando essa reunião na agencia, muito mistério. 
— Não se preocupe com isso, Nate. Nada de sofrer por antecipação. Vai que seja uma boa oportunidade? Deixe as coisas acontecerem naturalmente - ele riu aproximando-se dela com a filha no colo. 
— É, você quem tem a fama de se preocupar na relação… - ela jogou o pano de cozinha no rosto dele pegando a filha de seus braços.
— Bobo! Vamos comer, Kate. Seu daddy está muito bobo hoje. 
— Dada…que “nhanhan”… - a menina pegou a colher pronta para comer. Stana estava estimulando-a a tentar comer embora soubesse que isso era sinônimo de muita sujeira não se importava. Adorava ver a filha descobrindo coisas novas.    
No dia seguinte, Nathan encontrou-se com Michelle na agência conforme combinado. 
— Ainda não entendi o que estamos fazendo aqui. 
— Não me pergunte. Vamos ouvir - eles foram até a recepção e foram enviados para a sala de reunião de numero 3. Sentaram-se na sala vazia. Uma senhora veio oferecer a eles agua e café que ambos aceitaram. 
— Você teve alguma confirmação da serie da Netflix? 
— Ficaram de responder até o fim do mês, eu dei uma mexida na proposta. Talvez seja por isso que estão demorando. 
— Mi, voce não pediu mais dinheiro, certo? Não é esse o caso. Estamos vivendo muito bem. Sério, o que procuro são oportunidades, algumas diversificações de currículo. Não estou querendo um salário milionário nessas participações. Cada trabalho é um trabalho. 
— Não foi nada disso, Nate. O valor é o mesmo que discutimos - eles ouviram uma conversa no corredor. Alguém se aproximava. 
— Boa tarde, Nathan, Michelle - o homem esticou a mão para cumprimenta-los. 
— Olá, George. Estamos surpresos com essa reunião - disse Michelle - qual o motivo de nos trazer aqui? 
— Temos uma oportunidade para você, Nathan, em nossos pilotos. Estávamos olhando as ofertas das emissoras e dos escritores e encontramos dois possíveis projetos. Contudo, apenas um nos parece ser um papel perfeito para vocé. Uma mistura de comédia e drama do jeito que voce incorpora tão bem. 
— De quem é o projeto? De alguma emissora em especial ou de algum escritor conhecido da agência? - perguntou Michelle. 
— Nesse momento não podemos revelar detalhes. O motivo principal dessa reunião é saber se o Sr. Nathan Fillion estaria disponível para um projeto na próxima Fall Season. 
— Você está querendo dizer daqui a aproximadamente seis meses? 
— Não. No outro ano. A proposta chegou até nós em sigilo. Eu estou aqui para sondar se você estaria disposto a fazer parte desse projeto. 
— Deixa eu ver se entendi. Você me chamou aqui com uma proposta de trabalho sigilosa para o ano que vem. Estou imaginando que não tenha um script do piloto também. 
— Não, apenas um draft da ideia que nos foi apresentada. 
— E voce quer que eu concorde em estar disponível para um projeto que eu sequer sei o que será, do que se trata? 
— Eu sei que soa estranho e… 
— Estranho? Isso é o mínimo. Não posso me comprometer em um projeto sem saber nada sobre o mesmo. Tem certeza que não pode revelar nada? Eu preciso saber com o que estaria lidando se aceitasse fazer um teste - o homem coçou a cabeça. Entendia o ponto do ator. 
— Tudo bem. Posso lhe afirmar quem é o produtor e escritor por trás dele. Apenas isso. Alex Hawley. Ele é quem está escrevendo e disse que o papel é perfeito para você. Na verdade, está escrevendo para você - Nathan balançou a cabeça. 
— Típico de Alex - ele ria quase debochado. Michelle olhava para ele esperando o que seu amigo iria dizer. O envolvimento de Alex em um projeto trazia lembranças complicadas à tona. 
— Então, você acha que pode participar agora que sabe se tratar de um projeto de Alex?  - Nathan suspirou. 
— George, diga ao Alex que se ele quer me oferecer um trabalho que faça da maneira correta. Apresente a proposta, um roteiro e talvez assim eu posso pensar em dar uma chance a ele. Da ultima vez que trabalhamos juntos, as ideias de Alex não foram muito interessantes para mim, para minha co-star e nem para a audiência do show que fazíamos juntos. Tanto que, bem você sabe o que quero dizer e o que aconteceu. Em resumo, diga a Alex para me fazer uma proposta concreta não promessas. Era isso? 
— Sim, basicamente. 
— Ótimo. Obrigado, George. A gente se vê por ai - Nathan deixou a sala acompanhado de Michelle. Seguiram calados até o estacionamento. Ela sabia respeitar o silêncio do amigo e pelo semblante dele pode compreender que sua mente estava além do pequeno discurso que demonstrou um pouco do ressentimento criado no passado. Finalmente, chegaram até o carro - vejo você quando tiver novidades ou provavelmente no aniversario de Katherine. Não vamos fazer festa grande, mas queremos comemorar em familia. Eu ligo para te dar os detalhes. 
— O que foi aquilo, Nathan? 
— Aquilo foi uma tentativa de me sondar sobre um trabalho onde há grandes chances de eu não aceitar. 
— Porque é do Alex, porque você sabe que ele foi um dos responsáveis pelo fim de Castle. 
— Sim, e porque eu tenho a leve impressão de que esse projeto já tem emissora inclusive. É da ABC. Por isso todo o sigilo, todo o clima como se tivessem pisando em ovos. 
— Então você acha que a ABC quer lhe oferecer uma nova serie. 
— E estão com medo da minha reação por causa do passado. Especialmente aquela presidente de meia tigela. 
— Tem certeza que é isso? 
— Não absoluta, mas a forma como estão conduzindo essa historia apenas me leva a crer que sim. Não posso falar sobre isso para Stana. Ou pelo menos tudo embora tenha prometido não esconder nada dela, isso vai chatea-la. 
— Ambos ainda guardam rancor da emissora pelo que aconteceu com Castle. 
— Não se trata de rancor. Eles a dispensaram como se fosse um nada, Michelle. E eu não pude fazer muita coisa. Alex, ele estava por trás disso, da demissão, sabia o que estava para acontecer e nos deixou no escuro porque assim como a tal presidente, acreditava que Castle podia seguir sem a personagem feminina. Sem Beckett. Isso só prova o quanto ele é ruim em prever sucessos. E-eu vou para casa. Nessa sexta-feira não há nada que eu deseje mais que uma boa taça de vinho na companhia da minha esposa e brincar com a minha filha - abriu a porta do carro - a gente se fala, Mi. 

— Tchau, Nate - ela o viu entrar no carro e pegar a estrada. Checou o relógio. Uma hora perdida para nada. Ela também queria curtir seu fim de semana. Entrou no carro e dirigiu para casa. 


Continua...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.34


Nota da Autora: E estamos deixando a bela Paris para voltar a nossa amada NY. Nesse capitulo, alguém anda um pouco ranzinza e depois de se atualizar com a amiga, veremos mais uma demonstração de porque Caskett é Caskett! Enjoy! 


Cap.34 


Audrey estava no saguão do hotel há meia hora. A mãe já devia ter descido com Paul. Estavam  atrasados. Sinal de que a noite foi muito boa. Tinha tentado o celular sem sucesso. Resolveu pedir para a recepção ligar para o quarto. 
Johanna ainda estava dormindo. Paul foi o primeiro a acordar, porém não se preocupou em checar as horas. Após ir ao banheiro, ele voltou para cama aconchegando-se na namorada e começando a enche-la de carinhos. Os lábios deslizavam pelo ombro nu e uma das mãos tocava-lhe o seio. Sentiu o corpo de Johanna responder, pequenos gemidos escapavam de seus lábios e ainda preguiçosa, ela virou para fita-lo. 
— Bonjour… - eles trocam um beijo carinhoso. Johanna o empurra no colchão e deita-se sobre ele. Sente as mãos de Paul em suas costas enquanto ela desliza os lábios pelo rosto dele, beijando a pele, descendo para o peito. Ficando sentada sobre as pernas de Paul, ela acariciava-lhe o peito mordiscando a pele, Podia sentir a excitação presente em suas coxas, ela já acordara úmida para ele. Ao inclinar-se para beija-lo outra vez, tinha um único objetivo, pedir que a toma-se, fizesse amor com ela. Nesse instante, o telefone tocou. 
A principio não se preocuparam com os dois primeiros toques. Estavam curtindo um momento muito bom para serem interrompidos. 
— Deixe tocar…- Johanna sussurrou entre os lábios dele. A ligação cessou apenas por alguns segundos. Quando o telefone tornou a tocar, ela foi obrigada a sair de cima dele. Paul esticou-se e atendeu. A voz saiu mais rouca do que pretendia, não por sono, mas pelo desejo que já se despertava nele. 
— Alo? Monsieur Gray, tem uma jovem procurando por vocês aqui no saguão. Qual o seu nome, querida? 
— Audrey - Paul soltou uma palavrão mentalmente. Esqueceram completamente. A menina devia ter tomado o aparelho do rapaz do hotel. 
— Oi, Paul… vocês ainda estão dormindo? Estou esperando a meia hora. 
— Que horas são, Audrey? - ao ouvir o nome da filha, Johanna arregalou os olhos. 
— Quase dez da manhã. A farra foi boa então. Não se preocupem em tomar café, comemos algo no caminho. 
— Vou acordar sua mãe - ele falou embora Johanna já tivesse levantado da cama e corrido para o banheiro toda atrapalhada e deixando escapar vários palavrões - no máximo em quinze minutos descemos. Desligou. Sentado na cama, ele observava a bela mulher lutando para se arrumar. Foi até o banheiro. Johanna estava no chuveiro - posso entrar com você? Não temos muito tempo. 
— Só se prometer que não tentará nada, espertinho - ele riu.
— Não dá tempo. Você fica linda agoniada e dizendo palavrões. 
— Quer parar, Paul? Estamos atrasados! 
— Eu só estou comentando. 
— Seja rápido, ainda temos que fechar as malas - em ritmo frenético, eles conseguiram se arrumar e descer com as malas. Johanna não teve tempo de passar lápis ou batom, colocara apenas o creme com protetor solar, os cabelos estavam presos em um coque. Ao ver a filha, procurou ser o mais natural - bonjour, Audrey. 
— Bonjour, mama - ela disse rindo. Sabia que a mãe tinha corrido para se arrumar. Viu Paul acenar e dirigir-se para a recepção a fim de fechar a conta do hotel. Ainda atarantada, Johanna levou a mão direita nos olhos, esfregando-os. Ao ver o anel no dedo da mãe, Audrey deu um grito. 
— Mama! Oh, meu Deus! Quer me cegar? Mãe… você e Paul… - ela pegou a mão de Johanna para examinar o anel - meu Deus! Que lindo… ele tem muito bom gosto! Ele fez o que penso que fez? - Johanna ria da reação da filha - Mãe! Quer me contar de vez? Estou quase tendo um ataque cardíaco e está todo mundo olhando. 
— Não, ele não fez a pergunta. Paul me deu o anel e fez uma promessa. Disse que quem decide sou eu, no dia que eu quiser, ele promete que fará a pergunta. Oh, filha…. eu estou tão feliz e não é somente pelo anel, pelas palavras que ele me disse. A verdade é que tudo que está acontecendo é importante para tornar esse momento especial. Nós dois já somos um casal de verdade, moramos juntos e de certa forma somos casados. O resto é apenas formalidades, convenções bobas de sociedade - ela abraçou a mãe. 
— Fico feliz por você, mama - beijou o rosto de Johanna - Ai vem o Paul.    
— Tudo certo, deixei as malas com a recepção. Para onde vamos hoje? - a menina não resistiu e se pendurou nele abraçando-o. Beijou-lhe o rosto e sussurrou um “obrigada”. 
— Vamos passear pela Paris dos moradores, nada de lugares turísticos. Vou mostrar a vocês os lugares preferidos dos franceses. Devem estar com fome. Tem uma padaria ótima para o lado onde vamos - ela abraçou a mãe que retribuiu passando o braço na cintura da filha. A outra mãe buscou a de Paul. Johanna sorriu para ele. 
Eles andaram por boa parte de Paris. Audrey levou-os a galerias de arte, lojas, paisagens preciosas. A menina explicava costumes dos franceses, a historia dos lugares, dizia palavras em francês que deixavam a mãe boba e orgulhosa. Johanna sabia um pouco de francês, ela estudara na faculdade e fizera um curso intensivo quando esteve na Europa para sua especialização. Apesar de ter morado seis meses em Barcelona, ela se deu a chance de passar um mês em Paris depois que terminou o curso. Podia estar um pouco enferrujada, mas conseguia se virar. Ver Audrey falando a lingua com tanta propriedade era mágico. 
— Olha para ela, Paul. Parece uma francesinha. 
Audrey levou-os para almoçar em um restaurante afastado da muvuca de Paris. O lugar era incrível. Pequeno e aconchegante, tinha toda o glamour tipicamente francês com uma vantagem. Sem a quantidade de turistas desavisados que nem sabiam o que estavam prestes a comer. Escolheram uma mesa de canto e Paul perguntou a Johanna se ela queria beber. 
— Uma taça de champagne não fará mal, certo? Apenas voamos à noite - ele riu nem ia comentar o quanto ela bebera ontem na frente da filha. Pediu uma cerveja para si. Audrey recomendou que tomassem a sopa que era uma especialidade do lugar e depois podiam escolher qualquer prato. Tudo era gostoso ali. Assim que fizeram os pedidos, Charlie chega ao restaurante. 
— Ça va, mon petit… - ele beija Audrey nos lábios. 
— Bien, ma cherrie - Johanna olhava encantada para a filha, depois para Paul. Ele apertou a mão dela.
— Olá, dona Johanna. Paul. Tudo bem? 
— Tres bien! - Johanna respondeu - veio almoçar conosco? Acabamos de pedir nossa comida, sente-se e escolha o que quer. 
— Charlie veio nos encontrar porque vai levar vocês para o aeroporto na van de Pierre - o rapaz fez sinal para o garçom e rapidamente fez seu pedido voltando para a conversa. 
— É, o velho Pierre é engraçado. Audrey pediu para que ele emprestasse a van. Fez todo um drama depois que ela saiu. Reclamou, fez um pequeno escândalo mesmo só para aparecer. No fundo, ele adora a Audrey. Cede a tudo que ela pede - ele olhou para a namorada - eu também. 
— Ah, vocês formam um casal tão lindo. Não acha, Paul? - ele sorriu. 
— É, já vi que você foi fisgado pelo charme de uma tagarela Marshall - Johanna deu uma tapinha de leve no braço dele. 
— Hey! Não sou tagarela. 
— Paul, não sei de onde ela tira tanta energia. Estuda, trabalha, algumas vezes tem que andar bastante, mas sempre arranja um assunto para comentar, tem um sorriso no rosto e se der corda quer sair, fazer outras coisas, cozinhar. 
— É por ai mesmo. Tenho uma dessas em casa. 
— Veja como fala, não sou objeto - retrucou Johanna. Ele apenas sorriu para a namorada e completou. 
— É a melhor coisa do mundo chegar em casa e ter alguém que após um dia de plantão ainda tem fôlego para conversar, te fazer rir e cozinhar também. Apesar que eu também gosto de fazer isso para ela - Johanna inclinou-se e beijou-lhe os lábios. 
A comida chegou e a conversa versou entre comida, costumes franceses e um pouco de medicina porque Charlie sempre arranjava um jeito de perguntar algo a Johanna. Depois do almoço, Audrey recomendou que não comessem sobremesa porque ia leva-los a um confeitaria naquele mesmo bairro para comerem a melhor eclair de chocolate de Paris. Aproveitando a conversa, Johanna comentou. 
— Ontem eu comi o melhor mil folhas da minha vida. Aliás, que jantar! Como você descobriu aquele lugar? 
— Pergunte ao Paul. 
— Sem chance, ele me contou que você o ajudou. A sugestão foi sua. 
— Ele é bem conceituado, famoso. Não porque tem duas estrelas Michelin, porque ele é um prodígio. As pessoas brigavam por uma chance de jantar em seu restaurante antes de ser premiado. Marie esteve lá em seu aniversario de casamento. Ela me contou as maravilhas da culinária dele. Quando Paul me disse que estava querendo leva-la para jantar em um lugar especial, foi o primeiro que veio a minha mente. 
— Ótima escolha! - eles chegaram a confeitaria. Audrey pediu quatro bombas de chocolates e uma torta de limão e profiteroles. Comeram que se esbaldaram. Ao morder a bomba, o chocolate escorreu pela mão de Paul e Johanna não pensou duas vezes em pegar o creme com os dedos e levar a boca. 
— Castle ia amar esse lugar - disse Paul - Kate ia ter problemas. 
— Acho que os dois iam gostar. Ele mesmo diz que ela é uma formiga. Se pudéssemos levar conosco para dar de presente a eles não me importava. 
— Não chegará do mesmo jeito, mãe e ainda tem a alfândega - após provar os profiteroles e a torta de limão, Johanna deixou escapar. 
— Meu Deus! Isso é um verdadeiro orgasmo gastronômico - todos caíram na gargalhada com a sinceridade de Johanna. 
Enfim chegara a hora de ir para o aeroporto. No saguão do Charles de Gaulle, Johanna puxou a filha para uma das fileiras de cadeira a fim de conversar enquanto Paul se encarregava do check-in com a ajuda de Charlie. 
— Audrey, eu quero dizer algumas coisas para você antes de rir. Eu estou muito orgulhosa da jovem que você está se tornando, decidida, estudiosa, independente. É maravilhoso ver tudo isso e apavorante para mim que sou mãe. Eu só queria pedir que se mantivesse segura, filha. Gosto que tenha amigos e pessoas que a apoiam e cuidam de você. Isso me deixa um pouco mais aliviada. Continue se alimentando direito, deve me ligar toda semana. Preciso saber o que está acontecendo por aqui. 
— Mamãe, não se preocupe. Está tudo bem. Estou vivendo uma aventura e meu sonho. 
— Eu sei, Audrey. É por isso que concordei com isso e também estou tentando aceitar tudo numa boa. E Charlie, ele é um bom rapaz, eu gostei dele. Você já reparou que ele se parece com Paul? - Audrey franziu o cenho - eu percebi na primeira vez que o vi. A cor da pele bronzeada, os olhos verdes, o corpo magro e torneado, nada exagerado. O cabelo pode ser um pouco diferente, afinal ele é jovem, mas poderia ser considerado uma versão mais nova de Paul. Até nos gostos somos parecidas, não? - Audrey sorriu. 
— Eu acho o Paul um gato e super charmoso, se ele fosse um pouquinho mais novo… 
— Audrey! - elas riam e olhavam sorrateiramente para os dois homens que acabaram o check-in e estavam dando um certo espaço para mãe e filha se conectarem pela ultima vez. Desconfiado, Charlie perguntou ao homem ao seu lado. 
— Do que vocês acham que elas estão falando? Parecem estar olhando para nós de modo estranho.  
— Sinceramente, Charlie? Se conheço bem a mente da minha mulher, é melhor ficarmos sem saber - ele abriu um sorriso. Ele acabava de se referir a Johanna como sua mulher. Gostou da ideia. 
— Certo, Audrey, como eu estava dizendo sobre Charlie. Eu sei que gosta dele, eu vejo no jeito que olha para ele. Seu primeiro amor, é tão mágico. Quero que aproveite essa fase da melhor maneira possível. 
— Eu vou, mamãe. Tem razão, eu gosto muito dele. Charlie me trata tão bem, é tão cuidadoso e sei que as vezes eu sou exagerada, eu encho o saco dele, abraçando, beijando, fica vermelho rapidinho. 
— Oh, meu amor! Você está muito apaixonada. Como sua mãe e médica eu estaria totalmente errada se não falasse sobre esse assunto. Se você quiser, você sabe, fazer amor, ter sua primeira vez, e-eu…
— Mamãe! Eu não vou fazer isso. 
— Filha, você é jovem cheia de hormônios… pode acontecer. E-eu gostaria muito de saber que você pudesse trocar ideias comigo ou me contar quando for fazer. Poxa, nem levei você na ginecologista e… 
— Para, mamãe. Por favor! Eu não quero falar sobre esse assunto. Ele não é prioridade, não vai acontecer nada com Charlie. Eu tenho que estudar, me dedicar aos estudos porque não estou na minha cidade, no meu país. Prometo que se eu tiver vontade eu conto para você, tudo bem dona Johanna? Talvez eu espere sua próxima visita… no natal? 
— Talvez, não sei se aqui ou em Nova York. Do jeito que o Paul gostou de Paris, tem grande chance de voltarmos. Promete que espera pelo menos até lá? - a cara um tanto desesperada de Johanna fez Audrey rir. Ela abraçou com força a mãe. 
— Eu amo você, dona Johanna. Je t’aime, mama. Fique tranquila - ela sussurrou no ouvido da mãe - se fosse você não demorava a se tornar a Mrs. Gray. Só falta o papel mesmo… - deu um beijo estalado no rosto dela e envolvendo sua cintura, elas caminharam até onde os rapazes estavam - tudo pronto? 
— Estou dependendo apenas da sua mãe. Ela que manda. 
— Parece que você vem fazendo muito isso ultimamente, não Paul? - Audrey alfinetou. Johanna revirou os olhos vendo Paul rir do comentário da menina. 
— Voce está muito saidinha. Ainda sou sua mãe, viu? Se despeça do Paul que precisamos ir - Audrey rindo abraçou o médico e desejou boa viagem. Sussurrando em seu ouvido, pediu. 
— Cuida dela para mim, por favor. Não deixa que chore muito. Mantenha a dona Johanna bem ocupada para não ficar criando cenários loucos naquela cabecinha. 
— Eu prometo - disse Paul. Virando-se para mãe comentou. 
— E quando chegar em Nova York, Paul vai comprar um videogame, viu? - na mesma hora, o moreno ficou vermelho. 
— Audrey… não nega que é sua filha, Joh… 
Johanna se despediu de Charlie agradecendo por tudo e desejando sorte com a faculdade de medicina. Paul fez o mesmo, contudo achou prudente comentar algo baixinho para o rapaz. 
— Cuide bem de Audrey, se eu sonhar que você a magoou… Tenho pena de você, vai se ver comigo. 
— Não se preocupe - respondeu Charlie um tanto pálido. Apos dar um ultimo abraço na filha e de mãos dadas com seu moreno, Johanna seguiu para o embarque. 
Quando o avião levantou voo, ela encostou a cabeça no peito de Paul e chorou em silêncio. Ele afagava os cabelos dela com carinho sem dizer nada. Entendia que ela precisava daquele momento. Meia hora depois, ela respirou fundo e o fitou. Acariciando o rosto de Johanna, ele perguntou. 
— Está melhor? 
— Sim, obrigada. Eu vou ser forte, Paul. E-eu só precisava…
— Hey, eu entendo - ele acariciava os lábios dela com o polegar - Audrey está começando uma nova fase de sua vida, uma que você não estará presente todos os dias. E você também está mudando. O que era antes passageiro, virou sua nova constante. Novas aventuras e novos aprendizados esperam a todos nós. 
— Sim, boas mudanças. 
— Posso saber o que vocês duas tanto fofocavam? Eu sei que falavam de mim e de Charlie - Johanna riu - você não me engana… 
— Eu estava dizendo que Charlie é a sua versão mais jovem. Sabe o que ela me disse? Que voce é um gato e charmoso se fosse um pouco mais novo ela arriscaria. 
— Hum… eu agrado as mulheres Marshall. Infelizmente, eu prefiro a mãe. Sem qualquer dúvida. E se está preocupada com Charlie, fique tranquila. Ele vai cuidar dela. Prometo. 
— O que você quer dizer com isso, Paul? 
— Nada… - ele beijou seus lábios - acho que podemos voltar varias vezes a Paris, Joh. Essa cidade combina conosco. 
— Qualquer lugar é bom com você, moreno. Agradeço todos os dias por você ter trocado Seattle por Nova York, do contrario não teria entrado na minha vida - suspirando, ela beijou-o mais uma vez nos lábios e aconchegou a cabeça em seu ombro para cochilar em poucos minutos. O resto da viagem foi tranquila e por volta das cinco da tarde, eles pousavam em solo americano. 
Enquanto isso em outro canto de Manhattan, alguém não estava experimentando muitas aventuras outra vez. Com a evolução do livro, Castle continuava dedicando seu tempo enclausurado no escritório, Kate Beckett estava novamente entediada. Foi exatamente por essa razão que ela decidiu fazer algo diferente. Após alimentar a filha, Beckett a colocou no bebé conforto e seguiu para a cozinha. Durante a amamentação de Lily, ela pensava no que faria para o jantar. A ideia surgiu como um passe de mágica. Italiana. Dependendo dos ingredientes disponíveis, iria fazer pizza. Sim, sua intenção era fazer a massa do zero. Tudo para que pudesse ocupar-se por mais tempo. Na verdade, ela ponderou se não era melhor um talharim e o check na geladeira confirmou ser essa a melhor opção. 
Beckett colocou o bebê conforto da filha no chão em frente ao balcão da cozinha americana de modo que pudesse observa-la. Antes de começar, limpou o balcão com todo o cuidado e se preparou para brincar prendendo os cabelos em um coque. Misturou farinha e sal em uma vasilha e adicionou os ovos. Bateu-os com uma certa facilidade e com a massa ainda mole, distribuiu um pouco mais de farinha no balcão e começou a usar sua força para dar homogeneidade à massa. Ela imaginava que Castle tinha uma máquina de fazer massa em algum lugar, mas francamente não queria procurar por isso nesse instante. Terminando de fazer a bola de massa, ela colocou para descansar. Beckett já estava com a camisa suja de farinha além dos braços. Procurou pela cozinha e encontrou o rolo de macarrão. Teria que usar a força para abrir a massa. Ótimo, mais um processo para mante-la ocupada. O saco de farinha ainda estava sobre o balcão. Quando o tempo do descanso acabou, ela pegou a massa na geladeira e jogando uma mão cheia de farinha outra vez na superfície que ia trabalhar, suspirando usou as mãos para aplicar pressão a fim de abrir um pouco a bola antes de usar o rolo. Satisfeita, ela começou a passar o rolo para aos poucos dar forma a massa aberta. 
Era um exercício interessante, cada vez mais sua blusa ficava mais branca de farinha. Beckett sentiu o suor escorrer na testa e usou as costas da mão para evitar um desastre sem perceber que estava levando mais farinha ao rosto. 
Foi exatamente assim que Castle a encontrou. Fazendo força sobre o balcão com um rolo de macarrão. A principio, ele a observou intrigado. Beckett tinha os braços, a blusa e alguma parte do rosto suja de farinha. Percebeu que ela movimentos repetitivos. Ele que havia feito uma pausa para pegar um café, ficou satisfeito com a imagem à sua frente. Era sexy. Ainda intrigado, ele provocou. 
— Hey… por acaso estamos sem massa para fazer macarrão para o jantar? 
— Não, nós temos massa pronta. Eu somente queria fazer algo diferente - ele se aproximou dela ainda sem toca-la. 
— Você percebeu que está suja de farinha? É um jantar especial? 
— Que seja, eu quis fazer a massa, tem algum problema? - ele se aproximou e abraçou-a pela cintura sorrateiramente usando uma mão para alcançar o saco de farinha. 
— Nenhum, ficou bastante interessado vendo minha esposa coberta de farinha fazendo um jantar especial para mim. 
— Não é por sua causa. 
— Ah, não? Que pena… eu estava achando tudo muito sexy. Extremamente sexy. Tem certeza que sabe fazer massa? Quer uma ajuda? Posso fazer força com você - ela sentiu que Castle a imprensara contra o balcão. Ele jogou um pouco de farinha sobre a massa e pegou o rolo de macarrão das mãos dela abrindo um pouco a massa, tudo pretexto - sabe, tem mais farinha em você que no balcão. 
— Pensa que não sei o que você está fazendo? Pode esquecer - ele riu e jogou farinha na blusa dela - Castle! - ela virou-se para fita-lo. 
— Ops?! - e não perdeu tempo em usar a mao suja de farinha no rosto dela - acho que você precisará de um bom banho, Beckett - ela tentou empurra-lo, mas foi pega de surpresa com o beijo roubado. Castle a suspendeu sentando-a no balcão aprofundando o beijo. Beckett esticou a mão alcançando a farinha e jogou um punhado no cabelo dele - oh! Por acaso quer guerra, capitã? Porque você está extremamente sexy coberta de farinha - ela gargalhou. O tédio parecia ter ido embora. Castle sacudiu a cabeça deixando boa parte da farinha cair no chão ou sobre o colo de Kate. As mãos ágeis tiraram a blusa dela, os lábios já devoravam seu pescoço descendo até o colo. Ele usava a boca para bolinar os seios dela ainda com o sutiã. Afastou um dos bojos e sorveu-o em seus lábios fazendo Beckett inclinar o corpo para trás, as mãos derrubaram a vasilha do balcão. 
— Cas… a massa… 
— Esqueça, amor… - ele puxou a legging que ela usava com calcinha e tudo. Afastou as pernas da esposa e a fez deitar atravessada no balcão. Segurou uma das pernas dela em seus ombros e a provou. Usava a lingua, os lábios e com os dedos massageava o clitoris de Beckett que começava a balbuciar palavras e gemidos incoerentes. Ele insistiu repetindo os movimentos até sentir o corpo dela tremer. Então, ele tomou-lhe os lábios em um beijo intenso e usou os dedos para penetra-la. Em menos de um minuto, ela gozou. Castle deixou que descansasse um pouco experimentando as sensações do orgasmo. Por mais que ele quisesse tê-la naquele momento, precisava dar um tempo para que ela curtisse o momento. 
Beckett ergueu-se vagarosamente do balcão, havia farinha em seu corpo. Ela acariciou o rosto do marido e sorriu. 
— Essa é a melhor maneira de fazer massa não acha? - ela gargalhou. 
— É a melhor maneira de arruinar um jantar. Eu preciso de um banho - ele a ajudou descer do balcão. Beckett sorveu os lábios do marido em um beijo apaixonado - obrigada, babe. Ganhei meu dia… 
— Você ainda me deve um jantar. 
— Tudo bem, mas usarei a massa pronta. E se você não quiser fazer hora extra escrevendo, eu posso retribuir com a sobremesa mais tarde. 
— Eu adoraria. 
— Pode olhar Lily para mim? Prometo não demorar no banho… 
— Claro, Kate. 
Mais tarde enquanto jantavam Beckett perguntou. 
— Por acaso perdeu a inspiração essa tarde? Por isso veio atrás de mim? 
— Nao, eu pretendia pegar um café. Devo confessar que foi bem melhor que a bebida - ela riu. 
— Será que Johanna já está em Nova York? Não deu noticias. 
— Deviam ter voltado ontem, não? De qualquer forma, eles devem estar ocupados. Vida de médico é complicado. Tirar uma semana de folga acaba sendo bom e ruim. Aposto que voltaram a trabalhar no dia seguinte. 
— Pode ser. Já acabou? - ele afirmou com a cabeça. Beckett recolheu os pratos levando-os à pia - ainda bem que Lily dormiu e comeu antes do jantar. 
— Por que? - ele se fingiu de desentendido. Ela enxugou as mãos e se aproximou dele abraçando-o pelo pescoço. 
— Não vai querer sua sobremesa, escritor? 
— Por favor… - ela deu um beijo estalado no pescoço dele. 
— O que está esperando? - puxou-o pela mão em direção ao quarto. 

XXXXXXXX

Três dias depois, Johanna finalmente tem um tempo livre. Desde que voltaram de Paris, ela e Paul tiveram que trabalhar no dia seguinte e aliado ao jetlag, os plantões foram bastante cansativos. Na sua primeira folga, ela não pensou duas vezes. Ligou para a amiga. 
— Oi, Kate! 
— Ufa! Você está viva! Achei que tivesse decidido ficar de vez em Paris com o seu moreno. 
— A tentação foi grande, não vou mentir. A verdade é que voltamos direto para o trabalho em ritmo acelerado. Essa é a minha primeira folga, Paul ainda não teve uma. Estou morrendo de saudades da minha afilhada. Será que você tem um tempinho para me encontrar para um café? 
— Não quer vir aqui em casa? 
— Não, sei que Castle está concentrado escrevendo e eu só ia atrapalhar. Também é uma chance de você sair de casa. Três horas está bom? No café da Union Square? Eu preciso dormir um pouco mais. 
— Ótimo. Te encontro lá. 
Por volta das três da tarde, Beckett saia do metro na estação da Union Square. Preferira levar o carrinho dessa vez assim ela e Johanna poderiam ficar mais tempo conversando mesmo que ela dormisse. Ao passar pela feirinha, ela gostou de umas belas blueberries que vira. Resolveu compra-las. Podia fazer uma torta amanhã para o fim de semana. Ao entrar no café, viu Johanna sentada na mesa que já se tornara cativa para as duas. A médica bebia um café gelado. Por precaução e para não estragar a surpresa, Johanna tinha removido o anel que ganhara de Paul da sua mão direita. Tudo ao seu tempo, pensou. 
— Hey! - Beckett abraçou a amiga sorrindo - você está muito bem. 
— Que nada! Estou só olheiras! 
— Por causa do trabalho, estou me referindo ao seu estado de espirito. A viagem foi boa? E Audrey? 
— A viagem foi excelente, mas antes de entrar em detalhes quero matar as saudades de Lily. Nossa! Ela cresceu! Olá, babe… sua dinda estava morrendo de saudades! 
— O que você esperava? Ela já fez três meses e continua comilona. Ainda não sei como vou fazer quando voltar a trabalhar. Ela vai sentir. 
— Você sabe que pode sair para amamenta-la, não? É direito da mãe e do bebê. Seria ótimo se conseguisse mante-la só com leite materno até os seis meses, mas provavelmente terá que começar o leite em pó. 
— E as frutas, não? 
— Ah, claro. Estava me referindo ao leite mesmo. Quer beber alguma coisa? 
— É, vou pegar um café gelado. Aproveite para caducar porque quando eu voltar você vai me contar todos os detalhes da viagem a Paris - Beckett não levou nem cinco minutos. Ao se sentar na mesa ao lado da amiga, sorveu um pouco do liquido e sorriu ao ver o jeito de Johanna com a sua filha - certo, pode começar. Quero saber como foi o lance de Audrey, o que fizeram e claro se você se divertiu muito com Paul nessas mini ferias em Paris. 
— O que eu posso dizer? Audrey já tinha tudo resolvido quando cheguei lá, mesmo assim foi muito bom conversar com a diretora, ouvir elogios sobre minha filha. Acredita que no teste que fez ela obteve notas tão altas quanto os estudantes nativos do primeiro ano do ensino médio? - Beckett notou que os olhos de Johanna brilhavam falando isso. Orgulho de mãe a exemplo do que já presenciara tantas outras vezes no olhar de Castle também - conheci a host mom dela. Marie. Um amor de pessoa. Ah, Katie… Audrey tem uma vida em Paris. Ela conseguiu se adaptar à cidade em tão pouco tempo! Tem amigos, emprego, pessoas que olham por ela. Deus! Ela tem até namorado! 
— Nossa! Só falta você me dizer que ele foi o motivo de Audrey querer ficar em Paris. 
— Eu cheguei a pensar nisso tanto que perguntei para Marie se isso havia influenciado a decisão da minha filha. Ela disse que não. Quando contou a Charlie o pegou de surpresa. É um bom rapaz, está no ultimo ano e pretende cursar medicina. Acredita que me encheu de perguntas? Foi divertido. E o mais engraçado, ele é uma versão jovem de Paul. Espera, vou te mostrar a foto - Johanna mexeu no telefone e encontrou as fotos. Kate riu. 
— Lembra mesmo o Paul. Parece que o genro conquistou a sogrinha - ela brincou. 
— Com todas as preocupações de mãe, eu sei que minha filha está feliz. Tem muito a conquistar. Kate, ela fez um jantar completo para nós em Paris. Estava tudo delicioso. Acho que foi seu modo de provar que sabe o que quer. Era quase como se dissesse “hey, mãe! Viu como posso fazer isso?”. E-eu me emocionei. 
— Ah, Joh… gosto de vê-la assim, feliz. E depois de tudo resolvido, vamos ao lado pervertido dessa viagem. O que você aprontou com Paul em Paris? - Johanna colocou Lily de volta no carrinho. 
— Acho que está fazendo a pergunta errada. Devia perguntar o que Paul aprontou comigo. 
— Como assim? 
— Fizemos os passeios de turista, claro. Ele não sossegou enquanto não concordei em ir ao Moulin Rouge. Fomos ao Louvre, torre Eiffel. Era a primeira vez dele em Paris. Eu apenas soube no avião. Enfim, ele me levou a uma vinícola em Nice encantadora e não parou por ai, com a ajuda da minha filha me levou para jantar em um restaurante super famoso com duas estrelas Michelin. Que jantar! Tudo maravilhoso e quando eu pensei que pararia por ai… - ela pegou o anel e colocou no dedo anelar da mão direita. Ao ver a joia, Beckett gritou. 
— Oh, meu Deus! Isso é…isso…
— Ele me deu de presente e não é o que você está pensando ainda. 
— Como não? Isso é um anel de compromisso, Joh. 
— De promessa. Agora que Audrey vai morar em Paris, eu e ele estamos realmente coabitando, morando juntos, como você queira chamar. 
— Vocês são praticamente marido e mulher, corta essa. 
— Sim, mesmo sabendo disso Paul não fez a pergunta. Ele fez uma promessa. Disse que quando eu estivesse pronta, bastava mudar o anel para a mão esquerda que ele perguntaria. E que noite, Katie… o homem estava inspirado - Beckett riu. 
— E você está esperando o que para pedir que ele faça a pergunta? 
— Kate, nós acabamos de virar uma página. Sei que nosso relacionamento sempre foi sério para Paul, para mim também. E-eu estou me adaptando, o que era passageiro virou permanente. Não tenho dúvidas do meu amor por Paul e que quero passar o resto da vida ao lado dele. Acho que é apenas uma questão de tempo. 
— Wow! E Paris prova ser realmente a capital do amor - Johanna riu. 
— Demais! Com direito a vários repetecos. 
— E pensar que você terá que fazer o sacrifício de voltar lá outras vezes… Castle vai vibrar com essa noticia. Você sabe que ele é louco para ver vocês dois casados. 
— Kate, nós já somos. É apenas uma questão de formalidade. Agora que contei todas as novidades de Paris, que tal você me contar como andam os livros de Castle? Estou curiosa. 
— Não tenho muito o que contar. Você sabe que ele não me deixa ler spoilers. Eu ajudo com elementos de investigação quando ele acha que devo. Castle pode muito bem descrever a investigação perfeita. Tem experiência para isso. As vezes acho que ele me envolve para que eu não me sinta muito só. Eu sei que o próximo prazo dele com Gina é semana que vem. Se quiser detalhes, terá que perguntar a ele. Posso dizer que tem cenas bem quentes ao melhor estilo de Nikki. 
— Ah, Kate! Isso é maldade, ele nunca vai deixar eu ler antes de publicar. Aposto que a data está bem longe ainda… 
— Talvez não. Gina quer muito antecipar ao máximo o lançamento, pelo menos foi o que ele me comentou. 
— Mesmo assim, vai demorar. 
— Nesse meio tempo divirta-se com o seu moreno e vê se não demora para mudar esse anel de lado - Johanna revirou os olhos. 
— Quanta pressa! Você, Audrey… 
— Estamos apenas atestando o óbvio, o pior cego é aquele que não quer ver - elas ficaram mais um pouco conversando. Johanna entregou um presente que trouxera para Lily e uma das garrafas de vinho que trouxeram de Nice para, segundo suas próprias palavras “Kate se esbaldar com Castle em qualquer noite dessas”. Elas se despediram e Beckett rumou para a estação de metro. 
Chegando no loft, percebeu o quanto o lugar estava silencioso. Sabia exatamente onde o marido estava. Deixou as blueberries que comprara sobre o balcão da cozinha. Lily adormecera na vinda para casa, portanto ela levou a filha para o quarto. Ao entrar no escritório, ela se deparou com Castle olhando para o monitor de 42”, o arquivo de sua storyline. Deveria estar revisando o plot ou vendo o que deveria escrever em seguida. 
— Hey…  - ela ficou ao lado dele - terminou sua escrita do dia? - ele virou-se para fita-la dando um beijo em seu rosto. 
— Você já chegou? Como foi com Johanna? Paris fez bem a ela? 
— Você nem imagina! Paul balançou as estruturas dela. Nada mal para alguém que se dizia travado, não Castle? 
— O que você quer dizer com isso? E nem comece, ele era bem travado quando o conhecemos. Johanna conseguiu muda-lo um pouco. 
— Ele levou a viagem a outro nível - Castle fechou os olhos fazendo uma careta. 
— Beckett, não estou interessado na performance de Paul ou nas intimidades de Johanna e nem pense em querer fazer disso uma competição, o que quer que seja, eu não quero saber. A imagem é muito forte para a minha mente - ela gargalhou. 
— Não é nada disso, seu bobo. Ui! Eu também não quero esse tipo de imagem na minha cabeça! Estou falando de relacionamento. Ele deu um anel de compromisso para Joh, um diamante enorme. Tipo o meu - ela tratou de corrigir antes que o marido ficasse chateado. 
— Você está dizendo que Paul a pediu em casamento? Eu bem que desconfiei! 
— Não! Ele não pediu, deixou a pergunta no ar, por fazer. Para ela decidir. Que historia é essa de que você desconfiou? 
— Vamos dizer que naquela ultima vez que vieram aqui e contaram sobre Paris, Paul deixou escapar algo sobre mudança. Some dois mais dois… 
— Bem, ainda não é um pedido de casamento, porém algo me diz que não vai demorar - ele notou que a esposa estava feliz com as novidades. Talvez fosse o melhor momento para conversar sobre a possibilidade do prequel. Ele trocou o arquivo que estava na tela por um entitulado Threatening Heat. 
— Podemos falar de negócios? - ela ergueu a sobrancelha - amor, desde a ultima reunião com Gina eu tenho pensado bastante em como abordar esse assunto com você. Ela está muito animada com a trilogia de Nikki e quer antecipar o que puder, lançar o quanto antes. Porém, comentamos sobre o risco que sempre existe com trilogias. Os leitores ficam curiosos, ávidos por novos capítulos, spoilers. O período ideal entre um livro e outro seria um ano, mas Gina não quer esse intervalo. 
— Mas não faz sentido, Castle. O ponto de uma trilogia é causar essa ansiedade da espera. Por que correr com isso? 
— Ela me comparou com a Nora Roberts. Disse que ela lança pelo menos dois livros de mistérios policiais todo ano. 
— Voce não tem que ser igual a ela. Gina as vezes abusa - ele riu da reação da esposa - você não tem apenas os livros, tem uma familia. 
— Eu sei. Foi por isso que sugeri outra coisa para ela. Antes de ter a ideia para o thriller médico, eu estava escrevendo um draft do que supostamente seria meu próximo livro. Eu estava receoso de levar adiante devido ao tema que escolhi. Essa obra pode ser o prequel da trilogia, onde conto como Nikki conheceu Johanna, ou melhor, Cintia Marshall e porque as duas acabariam trabalhando juntas em um futuro proximo. Tem oito capítulos até agora. 
— Nossa! Você pensou inclusive em um prequel? Estou impressionada, escritor. 
— Não fique impressionada tão rapidamente. Eu o mencionei para Gina, porém disse que somente iria levar a ideia adiante se você aprovasse. O motivo de eu estar dizendo isso é porque a historia base do livro é o caso de Loksat. Sei o quanto essa investigação transformou nossas vidas, ao escrever procurei mascará-lo ao máximo, contudo por mais que mude nomes e alguns detalhes, a essência está lá. Você reconhecerá ao ler. E-eu tenho um draft se quiser avaliar e… - ele viu o semblante da esposa mudar, o sorriso desaparecer - Foi através do atentado às nossas vidas que conhecemos Johanna. Por isso considero o prequel. Nikki teria que passar pelo que você passou. Rook também. É complicado, difícil. E-eu vou entender se não quiser que eu siga adiante. Eu posso tentar convencer Gina ou oferecer outra coisa. No pior dos casos, diminuo o tempo de espera entre os livros. 
Kate olhou para a tela a sua frente. Podia ver os detalhes principais do caso Loksat alinhados em uma linha do tempo. Uma das caixas no canto direito tinha os elementos do atentado. Outra, a sequencia do hospital. Em vez do seu nome, o de Nikki. Loksat virara Asgard o que demonstrava uma certa referência a mitologia nórdica. Ela suspirou e voltou a fita-lo. 
— Tem razão, Castle. É difícil retornar a esse assunto mesmo sabendo que todas as coisas ruins que o envolviam foram superadas. É parte da nossa historia pessoal. Nossa vida. Não é ficção. Ambos sofremos todas as consequências desse caso. Quase perdemos um ao outro. No entanto, por ser uma historia verídica é também importante. Escrever algo baseado em fatos da vida real sempre foi a essência dos livros de Nikki. Por que esse seria diferente? E sem esse caso, não conheceríamos Johanna.   
— Está dizendo que devo escrevê-lo? Não quero que se sinta na obrigação de concordar, Kate. Você irá ler a historia e sei que vai mexer com você, mexe comigo também. Tem certeza? 
— Sim, babe. Não preciso ler seu draft. Confio no escritor. Escreva. Troque nomes, informações, nós não podemos ter medo do passado. Isso é parte da nossa historia, por causa dele nós abrimos outro capitulo da nossa vida. Talvez seja uma daquelas partes imperfeitas ainda assim é valida. Além do mais, esse caso é um autêntico Nikki Heat - ele acariciou o rosto dela. Beijou-lhe os lábios. 
— Minha sempre destemida, Nikki. Minha musa. Kate, você fez outra vez. Provou o quanto é extraordinária. Eu te amo, por tudo. 

— Eu também, babe. Always - ele a puxou contra seu corpo e retribuiu as palavras com um beijo apaixonado. Ficaram vários minutos de testa coladas. Beckett acariciava a base da nuca do marido fazendo movimentos circulares a exemplo do que sua mãe fazia com ela até tomar a iniciativa e puxa-lo em direção ao quarto. 


Continua...