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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

[Castle Fic] L.O.V.E.




LOVE

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Romance
Capítulos: One-shot / Songfic
Quando: S7 – em algum lugar dessa temporada, Caskett estão casados. 
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados! 

Beckett está quase a beira da exaustão de tanto trabalho. Castle decide consertar isso criando uma pequena brincadeira entre eles e cumprindo a promessa que fizera a esposa.

Nota da Autora: Uma oneshot pequena e que certamente podia fazer parte do projeto GP. Usando vários momentos do nosso casal ao longo das temporadas e como base, um pedido. A musica me inspirou e também queria fazer algo especial para a minha leitora e assistente maravilhosa. Happy BDay, Van!
PS.: A música em questão é L.O.V.E. cantada pela Diana Krall. 
Segue o link : LOVE Enjoy! 




L.O.V.E.


Kate Beckett tivera duas semanas extremamente agitadas. Casos complicados que exigiram dela muito mais do que seu lado analítico. Perseguições a suspeitos, jogos de gato e rato e noites em claro na delegacia. O excesso fora tanto que ela sequer fora para casa algumas noites e quando ia apenas desabava na cama sem ao menos dar cinco minutos de atenção ao marido. Isso a estava fazendo sentir-se culpada. Precisava reverter essa situação. Contudo, ela ainda tinha relatórios para terminar e uma audiência no tribunal naquela manha. O cansaço estava refletido em seu rosto e suas doses triplicadas de café. Esfregou os olhos tentando se concentrar. 

Castle tinha passado boa parte do tempo investigando ao lado dela somente quando Beckett o expulsava do distrito era que se separavam de maneira bem contrariada por parte do escritor. Naquela manhã, ele fora para o 12th distrito com ela, porém acabou saindo para rua com os rapazes para checar uma cena de crime. 

— Foco, Beckett - ela dizia para si mesma - você tem um relatório para terminar. 

O que a detetive não sabia era que o marido estava pensando também na maneira como as últimas semanas afetaram sua vida de casados. Foi em uma das noites que ela chegara de madrugada que a ideia lhe ocorrera.  Movido por uma espécie de saudades causada devido ao momento que viviam e também por uma das promessas que fizera para a esposa antes mesmo de casar, ele começou a trabalhar em um plano. Queria surpreende-la através de uma brincadeira, fazê-la relaxar e principalmente curtir um momento a dois como não faziam já há alguns dias. 

Aproveitando que Beckett tinha se ausentado do distrito para ir ao tribunal, ele pediu a ajuda e o sigilo dos rapazes para executar seu plano. A missão de Ryan e Esposito era avisa-lo quando Beckett estivesse de volta ao distrito e distrai-la para que ele pudesse deixar um café na mesa dela para iniciar a sua própria versão de uma caça ao tesouro. 

Felizmente, os rapazes não falharam. Assim que Beckett retornou ao distrito, Esposito distraiu-a pedindo sua opinião em um caso que estavam investigando levando-a para a sala de video e dividindo sua teoria com a detetive. Isso deu a Castle tempo suficiente para preparar um vanilla latte do jeito que ela gostava e deixá-lo sobre a mesa com um pequeno envelope direcionado a ela. Em seguida, ele pegou o elevador desaparecendo. 

Beckett sentou-se na sua cadeira e reparou imediatamente a caneca fumegante em sua mesa. Sorriu. O envelope na cor creme também não passou despercebido. Ela tomou um longo gole do café e virou-se para perguntar a Ryan. 

— Cadê o Castle? Ele voltou com vocês, não? 

— Voltou, mas disse que precisava ir até a editora. Gina queria alguma coisa dele. 

— Ryan, você está mentindo! Tem um café quente na minha mesa que somente ele poderia ter preparado e não deve ter mais que cinco minutos que isso aconteceu… - Ryan deu de ombros e fingiu que seu celular vibrara para se desviar da mira da detetive. Beckett suspirou e voltou sua atenção para o envelope. Abriu. Dentro dele havia um pedaço de papel da mesma cor com uma espécie de recado escrito a mão. Ela reconheceu a letra do marido. 

“Olá, Kate. Está na hora de fazermos uma pausa e realizarmos um jogo importante. Scavenger Hunt na versão Castle. Eu sei que anda cansada de mistérios, detetive, mas também é fato o quanto adora os meus. Você devera seguir minhas pistas e coletar os pequenos magnéticos ao longo do caminho. Nada de revirar os olhos, detetive! Prometo que não será nada difícil, nenhum mistério cabeludo. Apenas uma forma interessante de passar o tempo. Pronta?” 

Ela de fato havia revirado os olhos ao ler as palavras de Castle sorrindo em seguida com a constatação de que ele previra que isso aconteceria. Então ele queria brincar. Nesse momento, ela poderia ignorar as sandices do marido, contudo ele tinha razão. Uma pausa poderia fazer bem a ela. Continuou a ler o recado. 

“A primeira pista é bem simples. Você deve se dirigir ao primeiro local onde conversamos de verdade. Ainda se lembra do que disse a você? Sobre ter olhos lindos e que ficaria feliz se quisesse me bater?” 

Era fácil demais! Claro que ele estava se referindo a sala de interrogatório onde ela fez várias perguntas ao escritor e sofreu sua primeira irritação na presença dele. Beckett se levantou e caminhou até a sala. Os olhos de detetive vasculhavam cada canto do recinto a procura do suposto magnético que ele mencionara. Encontrou-o preso no canto superior do vidro. Ao alcançá-lo, Beckett percebeu que se tratava de um magnético redondo cor de rosa com a letra L em vermelho. Checou a parte de trás e viu outra instrução digitada em pequenas letras. Ele usara o computador dessa vez. A mensagem mandava que olhasse debaixo da mesa. Beckett achou um segundo envelope. Abriu-o. 

L is for the way you look at me… preciso dizer mais? Amo seu olhar de detetive. Intenso, atento. O mesmo olhar que também é capaz de ser doce e gentil. Cheio de amor. Olhos que mudam de cor conforme seu estado de espirito. Não tem como eu não admira-los. Olhar profundo no qual eu me perco alegremente. Vamos a segunda pista: trata-se de um local muito importante para mim. Minha carreira, minhas histórias nasceram entre aquelas paredes. Porém, o fato mais importante foi o que aconteceu em um determinado caso e você entendeu. Devo mencionar algemas?” 

Ela sorriu. Por mais que ela e Castle tivessem investigado mais de cem casos juntos, haviam alguns extremamente marcantes. Houvera duas ocasiões onde ela estivera na biblioteca pública de Nova York por causa de Castle. A primeira foi para prende-lo por ter roubado evidências do caso que ela investigava. Contudo, ele não mencionara as algemas apenas por isso, Castle se referia a segunda vez. O caso com Jerry Tyson quando o psicopata o incriminou por assassinato. Eles estavam namorando a pouco tempo. Nem gostava de lembrar o quanto sofrera naquela época. Não fora fácil para nenhum dos dois. Nunca deixara de acreditar nele, porém o caso foi uma verdadeira luta contra o tempo. Algo como os dois contra o mundo. 

Beckett saiu da sala de interrogatório, pegou sua bolsa, a chave do carro e seguiu para o elevador. Iria continuar a caça ao tesouro de Castle. 

A chegada à biblioteca fora rápida. Ela se dirigiu para o mesmo local onde o encontrara. Ainda recordava o semblante ansioso escondido atrás do boné que ele usava. Na mesma mesa, ela viu um novo magnético. Dessa vez, roxo com a letra O em verde preso a lâmpada sobre a mesa. Novamente, a mensagem impressa no verso dizia “cheque o livro”. Havia um exemplar de Casino Royale sobre a mesa. Beckett o folheou encontrando um novo envelope. 

O is for the only one I see… tem ideia do quanto significa para mim, Kate? Quem mais iria seguir as loucuras de um escritor maluco e acreditar em tudo que ele diz? Você acreditou mesmo com todas as evidências contra mim. É por esse e tantos outros motivos que eu só consigo ver você, mais ninguém. Você é a única mulher para mim, quem eu quero ver antes de fechar meus olhos para dormir e a primeira imagem a minha frente quando eu acordar, todos os dias. Proxima pista: relacionamentos são importantes. Tem seus altos e baixos. Nesse local, as maiores decisões de nossas vidas aconteceram. Enfrentamos medos, rimos. Em um ambiente propicio para trazer alegrias à crianças, fizemos nossas reflexões e eu finalmente ouvi duas palavras muito importantes. I do.” 

Beckett levou o envelope ao peito. De repente, ela se viu em uma pequena viagem ao passado. Castle estava fazendo-a relembrar o que vivera naquele lugar. Um filme passava em sua mente. Ele irritado, magoado porque eles não se falavam há três meses depois do atentado. Ela, cheia de medos e sob os efeitos da PTSD além da lembrança triste da morte de Montgomery e a revelação feita por Castle logo após ela ter levado o tiro. Castle dissera que a amava. Reconhecia o quanto estava confusa naquela época. 

Nesse instante, Beckett percebeu que o marido estava criando uma espécie de caça ao tesouro diferente, uma que a fazia pensar sobre o relacionamento deles. Deixou a biblioteca e dirigiu até o parque onde o set de balanços ficava. Tinha uma ideia do que iria encontrar ao chegar lá. 

Antes de avidamente procurar pela próxima peça do quebra-cabeça pessoal, Kate Beckett se deu uns minutos para apreciar o lugar tão estimado por ela. Sentada em um dos balanços, ela começou a se balançar contemplando o que havia ao seu redor. O dia estava bonito, o céu azul com poucas nuvens lembrando que a primavera logo se renderia ao verão. Ali, ela dissera “sim” ao pedido de casamento de Castle e mesmo depois de algumas reviravoltas, eles eram agora marido e mulher. Beckett esticou a mão para admirar a aliança. Suspirou. 

O próximo magnético estava preso a lateral do balanço. De cor vermelha com a letra V em roxo. O recado a mandava olhar embaixo do assento. Beckett abriu o envelope. 

V is very, very extraordinary… sim, você é extraordinária. Declarar isso é um dos meus momentos de prazer e culpa, quando mais gosto de ser repetitivo porque estou atestando a verdade. Heat Wave está ai para a posteridade. E tanto quanto você, foi o momento há dois anos atrás. Ajoelhado a sua frente, a pergunta. A sua própria confusão. Um marco, um  milestone para ambos. Especial e que guardo com carinho na memória. O primeiro passo para a nossa vida de casados. Ao pensar em nossa jornada até aqui, eu sorriu lembrando da sua reação à pergunta. Eu me orgulho todos os dias de ser seu marido e de tê-la como minha esposa. Ultima pista: se esse é o local do começo de tudo, o próximo é onde fazemos nossa historia pessoal todos os dias. Nossos problemas, nossas dúvidas, sentimentos, desejos são trocados e estão impressos ali. Em cada centímetro quadrado. Home is where the heart is…” 

O loft. Ela não tinha dúvidas. Agora, ela apressava o passo. Estava ansiosa para ver o que o marido aprontara ao final. Se era uma caça ao tesouro, qual seria o prêmio final? Sabia qual era a próxima letra e a palavra que iria se formar. De fato, reconhecera as linhas saídas de uma canção antiga. 

A ansiedade tomava conta de Kate Beckett. Queria encontra-lo o quanto antes. Assim que abriu a porta do loft, ela se deparou com o silêncio. Por instinto, virou-se para o escritório e chamou por ele. 

— Castle? - não houve resposta. Continuou caminhando e se deparou com a porta do escritório fechada. No centro dela havia um pedaço de madeira retangular atrelado a porta. Quatro quadrados idênticos e um pouco acima o magnético faltante. A cor era verde com a letra E em cor de rosa. A mensagem atrás dele dizia para que ela colocasse todos os magnéticos na ordem certa e puxasse a pequena seta abaixo da estrutura. Beckett fez o que era pedido. Ao puxar a seta, mais um envelope apareceu. Abriu-o. 

E is even more than anyone that you adore… adorar, admirar, amar. LOVE. É o que nos uni a cada segundo que passamos juntos. O sentimento que nos guia e representa nossa confiança, nossa amizade, nossa conexão. 
And love is all that I can give to you. Love is more than just a game for two
Two in love can make it
Take my heart and please don't break it
Love was made for me and you. 
Abra a porta, Kate.” 

Ela obedeceu. Uma trilha de pétalas de rosas vermelhas e brancas misturavam-se a seus pés passando por todo o escritório e adentrando o quarto. A melodia que complementava a letra até ali começou a tocar. Beckett percebeu que as pétalas continuavam sobre a cama. Havia velas, incenso, óleo de massagem. Aos pés da cama, estava Castle. Ele usava uma calça de moletom e uma camiseta polo. Os fios de cabelo caindo sobre os olhos. Sorria. 

Ele deu alguns passos em direção a ela envolvendo-a em seus braços puxando-a para dançar. A música continuava a tocar, dessa vez desde o primeiro verso. 


L is for the way you look at me
O is for the only one I see
V is very, very extraordinary
E is even more than anyone that you adore

And love is all that I can give to you
Love is more than just a game for two
Two in love can make it
Take my heart and please don't break it
Love was made for me and you
Love was made for me and you
Love was made for me and you


Ele inclinou-se e beijou-lhe os lábios apaixonadamente. Beckett rendeu-se ao toque puxando-o mais próximo ao seu corpo intensificando o beijo. Perdeu a noção do tempo que ficaram curtindo a doçura dos lábios um do outro. Castle afastou-se um pouco. A forma como a olhava fez o corpo de Beckett estremecer, o coração encher-se de amor. Abriu o sorriso deslizando a ponta de seus dedos pelo rosto dele. 

— Eu te amo, Kate. 

— Eu também. Always. 

— E a caça ao tesouro terminou. Como você se sente? 

— Acabou? E qual é meu prêmio? 

— Quem disse que tem um prêmio? Era uma brincadeira para você relaxar. 

— Achei que tinha um tesouro para encontrar. Por que fez isso, Castle? 

— Eu estou apenas cumprindo uma das promessas que fiz a minha esposa, a mulher que eu amo bem antes de casarmos. Você me fez prometer que nunca seriamos chatos ou tediosos, que a rotina não faria parte do nosso casamento. Depois dessas duas semanas intensas, achei que merecíamos algo diferente, para relembrarmos o que é importante e como chegamos até aqui, Você irá ficar decepcionada se eu disser que eu sou seu prêmio? 

— De modo algum - ele desabotoou a camisa que ela usava, desfez o fecho do sutiã. De mãos dadas, ele a guiou até a cama. O próximo passo foi a calça. Castle a deitou na cama somente de calcinha. Tirou sua própria camisa e calça ficando apenas de boxer. Pegou o oleo de massagem e sentou-se ao lado dela. A massagem delicada e atenciosa levou uma hora. Ele usava muito bem as mãos para excita-la. Brincando com os seios, puxando os mamilos. Deslizando os dedos no interior das coxas, apertando-as. Via Kate se contorcer aproveitando as sensações que o toque dele a proporcionava. 

Castle inclinou-se sorvendo os seios um a um. Os dentes tocavam nos mamilos puxando-os. Mordiscava de leve a pele do colo. Não resistindo mais, os dedos começaram a massagear o clitoris por sobre o tecido da calcinha. A boca tomou a dela em um beijo provocante. Beckett queria mais. O olhar dizia tudo. Castle parou o que fazia e deitou seu corpo sobre o dela não sem antes ouvir protestos vindos da esposa por ter parado o estimulo que vinha lhe causando. Ele calou-a beijando-a mais uma vez e acariciando seus seios. Beckett sentia a ereção dele contra o meio de suas pernas. Mas ele tinha outros planos. 

Ele quebrou o beijo deslizando seus lábios pelo pescoço, colo, o meio dos seios. Uma das mãos segurava o pulso dela acima da cabeça enquanto continuava seu passeio pela pele de Kate. Estômago, costelas, ventre. Usou os dentes para provoca-la roçando bem proximo a calcinha. Um sorriso sacana se formou em seu rosto ao olhar para ela. Finalmente ele tirou a ultima peça cuidadosamente deixando-a nua a sua frente. Afastou as pernas e ouviu o gemido de antecipação dela. Ele a provou devagar, curtindo seu momento. Explorando, instigando. Os movimentos do colchão indicavam o quanto Beckett estava excitada contorcendo-se. Sentiu uma das mãos dela adentravam seus cabelos pressionando sua cabeça contra seu centro indicando claramente para não parar. 

Castle agarrara as pernas dela e se perdera no contato. Sua missão era faze-la atingir o primeiro orgasmo exatamente assim. Não demorou muito mais a acontecer. Pequenos espasmos tomavam o corpo de Kate, os tremores aumentando a cada toque da lingua, o corpo quente proximo ao seu ponto de ebulição. O grito escapou de seus lábios e a onda de prazer a atingindo por completo. Em meio a gemidos, ele ouvia seu nome. Isso apenas servia para deixa-lo mais excitado e com mais vontade de vê-la sucumbir e render-se ao prazer. 

Afastando os lábios do seu centro, Castle tornou a desliza-los pela pele dela fazendo o caminho de volta. Sorveu-lhe os seios com vontade, sugando, chupando. Então, ele a fitou. O desejo impresso nos olhos amendoados. Trocaram outro beijo intenso. Castle ergueu-se da cama, tirou o boxer e tornou a sentar-se. Beckett rapidamente passou sua perna sobre ele preparando-se para sentar-se sobre o membro dele. Novamente sorveu os lábios dele mordiscando e rindo ao ouvir o gemido dele. 

Apoiando suas mãos nos ombros dele, ela se deixou recebe-lo. Deslizava devagar sentindo o membro dele possui-la, preenche-la por completo. O gemido de prazer escapou pelos lábios seguido de uma risada prazerosa. Então a dança dos corpos recomeçou. Castle segurava firme na cintura dela e impulsionava-se para dentro, mais e mais. Estocava ritmadamente. As mãos subiam de vez em quando pela lateral do corpo de Beckett para apertar-lhe os seios. Entrando no ritmo do prazer, ela jogou a cabeça para trás o que proporcionou a Castle a chance de prova-los outra vez. Agora o ritmo era ainda mais intenso. Abruptamente, ele a deitou na cama aprofundando-se o máximo que podia dentro dela. Beckett atracou as pernas na cintura dele se permitindo sentir tudo o que podia do momento. Castle estava em seu limite, precisava vê-la reagir a um possível novo orgasmo para que pudesse fazer o mesmo. 

— Se solte, Kate…. apenas deixe acontecer. Vem comigo, amor… - ele sorveu os lábios dela em um beijo provocante usando a lingua para mexer com seus sentidos. Começava a funcionar. O corpo dela tremia, os gemidos aumentavam e Castle se viu estocando mais dentro dela. Dessa vez, praticamente cedendo ao seu próprio desejo. Respondendo ao chamado de prazer que seu próprio corpo clamava. Em segundos, ele sentiu as unhas de Beckett em suas costas e percebeu que ela estava gozando. Foi sua vez de ceder. Ambos tornaram-se subservientes do prazer, escravos das sensações que dominavam seus corpos. Os corações batendo rapidamente, os gemidos urgentes até se tornarem um só. 

O alivio e o estupor que atingiu a ambos após o momento de prazer se fez presente no instante que Castle deixou seu corpo tombar sobre o da esposa. Beckett podia sentir a respiração quente em seu pescoço, ofegante. Logo ele virou-se para o lado dando-lhe espaço para respirar. Minutos se passaram até que um deles se manifestasse. Kate suspirou longamente virando-se para fita-lo. Sorria. 

— Hey… - ele falou primeiro. 

— Hey yourself…. 

— Tudo bem? - beijou-lhe o ombro anuindo. 

— Very very extraordinary…. obrigada babe. Por não esquecer da promessa, por não nos deixar cair na rotina. Eu senti sua falta, Cas… - ela se aproximou um pouco mais dele, o nariz roçando no peito dele, inalando a mistura de perfume e suor. Uma das mãos subia e descia no peito dele. 

— Tudo por você, Kate - ele ergueu o rosto da esposa para beija-la mais uma vez. Aconchegando-a contra seu corpo, Castle murmurava baixinho a melodia da canção - Love was made for me and you… 

Ao som dos murmúrios de Castle, ela acabou por adormecer. 

THE END  



quinta-feira, 30 de março de 2017

[Castle Fic] How Would You Feel - Oneshot




How Would You Feel… 

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Songfic Romance 
Histórias: Castle – S4 Cops and Robbers    
Quando: Durante o episodio. 
Capítulos: Oneshot 
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados! A canção que inspirou essa fic é de Ed Sheeran - How would you feel. Não me pertence. 

Ed Sheeran - How Would You Feel

Nota da Autora: História criada a partir do episódio “Cops and Robbers”. Imaginem que diante do perigo em que se encontrava quando refém, Castle começa a se questionar sobre a maneira que agira com Beckett. Estaria adiando um momento importante para acabar morrendo sem a possibilidade de dizer a ela como se sentia? A musica de Ed Sheehan me inspirou a criar uma historia alternativa para aquele episódio. Essa canção está martelando na minha cabeça desde a primeira vez que a ouvi. A exemplo de outras songfics que escrevi, usarei alguns versos para moldar a historia deixando-os no meio do texto. Não necessariamente tudo o que a canção diz será abordado e mudei o contexto do episódio. Enjoy! Dedicada as minhas ajudantes Ana e Lee que contribuíram para escolher o melhor momento para contar essa historia. Sugiro ler com a musica.  




How Would You Feel 


Enquanto esperava pelos paramédicos a fim de ter o cara com epilepsia atendido, Castle se perguntava se realmente teriam chance de dominar aqueles bandidos e saírem dali com vida. Claro que confiava em Beckett. Sabia que ela faria o impossível para tirá-lo dali, porém ela não era a pessoa à frente de toda a operação. Quanto poderia interferir? Quanto estaria em suas mãos? 

Naquela manhã quando decidiu acompanhar sua mãe ao banco ao invés de ir direto para o distrito encontrar Beckett, Castle não tinha noção do que estava para acontecer em apenas uma hora. Parte dele gostaria de ter ido à delegacia porque dessa forma estaria ao lado de Beckett trabalhando em outra investigação. Por outro lado, sua mãe ainda seria uma vitima de sequestro dentro daquele mesmo banco. No fim, ele estando dentro do cenário poderia ajudar bem mais à detetive para desvendar o que de fato estava por trás do tal sequestro. 

Quando as portas se abriram, Castle quase sorriu ao vê-la entrar no banco disfarçada de paramédica. Não esperava por isso. Ele adorava vê-la de uniforme, ficava tão sexy! Seus olhos se encontraram. Ela cuidava para colocar o homem na maca fingindo interesse quando na realidade ela apenas se preocupava com Castle. Reafirmando com palavras que o tiraria dali, contudo foi o gesto de segurar sua mão e a ternura que viu nos olhos amendoados que trouxe todo o conforto do mundo para o coração do escritor. Eles ficariam bem.  

E depois? Quando tudo isso acabasse algo mudaria? Ele se pegou pensando em sua própria vida.Talvez a ameaça de estar em um prédio cheio de C4 despertasse a necessidade de pensar sobre o que fizera até ali e seu futuro de maneira mais decisiva.  

Não tinha dúvidas. Ela era a mulher perfeita para ele. A escolhida. Estar ao lado dela era a única coisa que importava. Em meio a uma investigação, de vigília noturna dentro de um carro apenas jogando conversa fora enquanto esperavam a movimentação do suspeito. O momento do café. Podia ficar todo o tempo do mundo, passar toda sua vida experimentando a maravilha de se apaixonar profundamente por Kate Beckett. Sonhava em passar o verão com ela, roubar beijos no quintal de frente para o mar azul dos Hamptons. Tinha tantos planos. 


You are the one girl
And you know that it's true
I'm feeling younger
Every time that I'm alone with you
We were sitting in a parked car
Stealing kisses in the front yard
We got questions we should not ask but


Sua reflexão foi interrompida pela agitação dos bandidos e reféns no banco. Se havia a chance de ajudar Beckett, ele o faria. Tudo para poder abraçá-la uma vez mais.  

O enredo do sequestro se complicou quando Castle presenciou a raiva e o jeito como Beckett se posicionou com o sequestrador sobre conseguir o ônibus. Ele pode ouvir cada palavra que ela dissera. Arfou o peito de orgulho diante da ameaça que ela fizera. Mesmo com uma arma apontada em seu peito. Extraordinária.  

— Sua namorada tem coragem - o "doutor" falou.  

— Ela não é minha namorada.  

— O que? Ela é demais para você? - naquele momento foi imediato voltar seus pensamentos para a bela detetive. Não, Beckett não era sua namorada, porém podia ser, certo?  

Ele já se declarara uma vez. Pensou que tivesse perdido-a para aquele atentado. Ele dissera que a amava. Kate afirmava não se lembrar. O que isso significava para os dois afinal? Teriam uma nova chance? Eles mais do que ninguém sabiam o quanto a vida era frágil, o quão rápido tudo podia mudar, num piscar de olhos. E se ele dissesse as palavras outra vez? Como ela se sentiria? Estaria preparada?  


How would you feel, if I told you I loved you?
It's just something that I want to do
I'll be taking my time, spending my life
Falling deeper in love with you


Algumas vezes ele deduzia que sim. Pequenos gestos como o de há pouco provavam que sim, ela tentava esconder, porém Castle sabia que Beckett gostava dele não como amigo ou parceiro. Havia algo mais naquela dança de provocação e sedução que eles faziam diariamente. Ela tinha ciúmes dele não era de hoje. Ao longo dos anos via seus pequenos ataques com Kyra, Maddie, Nathalie e mais recentemente com Serena. Podia teimar e disfarçar, estava lá.  

E não podia esquecer o beijo. Um impulso incontrolável em um momento oportuno. Beckett revelara tanto com aquele beijo. Sim, não havia dúvidas quanto a gostar dele. Mas, como se sentiria se dissesse que a amava? Era tão certo fazê-lo. Ele queria dizer. Queria se declarar. Revelar que passaria o resto de sua vida apaixonando-se por ela. Como Kate se sentiria? Ela retribuiria o gesto? Diria que o amava também? 


How would you feel, if I told you I loved you?
It's just something that I want to do
I'll be taking my time, spending my life
Falling deeper in love with you
So tell me that you love me too


O sequestrador informou que iriam para um outro local. Mandou todos ficarem de pé. Prenderam suas mãos com uma espécie de tira plástica. Ele ouviu a mãe se desculpar, disse que estava tudo bem. Ele dissera que a amava, Martha retribuíra o gesto. Logo descobriram para onde iriam. Um cofre. Castle sabia que estariam rodeados de C4. Não tinha mais o que fazer. Restava esperar por um milagre. Para ele o nome desse milagre era Kate Beckett. Sentado no chão da área engradada que os bandidos o colocaram, ele encostou a cabeça na parede fria e suspirou.  

Então era isso? Morreria em uma explosão de C4 sem ter a oportunidade de dizer a Beckett que a amava? Sem poder beija-la outra vez? Seus desejos e sonhos se perderiam entre cinzas? Queria tantas coisas. Imaginava-se abraçando-a, beijando-a. O sol refletindo em seus cabelos. Se ele declarasse seu amor por Beckett, haveria carinhos trocados, beijos roubados, noites inteiras fazendo amor com ela. Ambos queriam mais, precisavam de mais. Simplesmente não poderiam deixar a historia entre eles inacabada. 


XXXXXXX


Do lado de fora, ela estava apreensiva. Ganhara alguns minutos ao discutir com o sequestrador embora isso não significasse muita vantagem do seu ponto de vista. Castle a alertara sobre os explosivos. Será que esse bandido era tão louco a ponto de mandar pelos ares um prédio todo com quase vinte reféns? Seriam vinte vidas inocentes perdidas e uma delas era extremamente importante para Beckett. Não desmerecendo Martha e os demais, ela salvaria a todos se o poder para fazer isso estivesse em suas mãos, porém Castle era a pessoa que importava.  

Estranho ela estar pensando nisso agora. Não era como se ele fosse morrer. A ideia de algo acontecer com ele era muito dolorosa de se imaginar. Um pensamento voltou a sua mente. O dia que ele lhe dissera "eu te amo". Ela escondera a verdade dele. Não de propósito, apenas não estava pronta para ouvir e admitir o que sentia por Castle. Ela estava apaixonada, por mais que tentasse disfarçar, uma vez ou outra ela cometia uma gafe, deixava-o perceber  carinhos, ciúmes. Pequenos deslizes.

Havia algo mais. Uma peça do quebra-cabeça estava faltando. Por que o sequestrador aceitou seus 20 minutos de bom grado? Por que não pediu nada em troca? O supervisor da operação não queria ouvi-la, porém Beckett sabia que estavam fazendo as perguntas erradas. Pegou seu celular e ligou para os rapazes na intenção de conseguir maiores informações sobre o homicídio e talvez iluminar o seu pensamento quanto a essa investigação. Tudo começara com um assalto a banco, mas ela sabia que ia além de dinheiro. 

Estava tão absorta em seus pensamentos que o súbito barulho da explosão a fez pular da cadeira arregalando os olhos. O C4. Castle.  

Beckett correu para a rua. A sua frente, os resíduos e a fumaça da explosão espalhavam-se. Uma parede completa viera ao chão.  

De repente, ela se viu invadida pela mesma sensação que tivera no dia do seu atentado. Dessa vez, não fora um flash de sua vida. A única imagem que lhe viera a mente era o rosto de Castle e a triste realização de que ele se fora sem saber exatamente o que significava para ela. Tudo parecia acontecer em câmera lenta. Na verdade, era apenas a forma como ela tentava lidar com o choque. Ele se fora realmente? Era o fim? Beckett nunca teria a chance de dizer o que gostaria. O coração disparado no peito. Castle não podia ter morrido, não faria sentido. Sozinha, a ideia de voltar a ser uma alma solitária despertava um medo surreal nela. Um arrepio percorreu sua pele. Recusava-se a perde-lo. Determinada e com uma injeção de adrenalina correndo pelas suas veias, ela enfrentou o medo que a paralisara no meio da rua, pegou sua arma e correu para o banco.  

Repetia várias vezes para si mesma, como um mantra pessoal. Ele não poderia estar morto, simplesmente não poderia. Castle era inteligente. Seu coração e seu instinto de policial diziam que ele estava bem, vivo. De arma em punho, ela adentrou o local em meio a poeira. Gritava por ele enquanto andava pelos destroços.  

— Castle! Castle! - os olhos de policial atentos a qualquer movimento. Chamou uma vez mais - Castle! - a voz angustiada e trêmula refletia o medo que a atormentava. 

— Beckett! - o coração só faltou sair pela boca ao ouvir a voz dele. Castle estava vivo. No mesmo instante, ela respondeu. 

— Castle! 

— Aqui, Beckett - ela seguia a voz dele. Passando pelos escombros, a detetive percebeu que os reféns estavam presos em um dos cofres do banco. Castle sorria. Ver Beckett era sempre um descanso para olhos cansados, nesse momento? Era bem mais que isso. Era a certeza de que poderia ter sua segunda chance. Após abrir a porta, ela se ajoelhou de frente para Castle. Não conseguia esconder o sorriso e o alivio de vê-lo. Ali, diante do escritor, o seu mundo congelara. Olhar para ele, ver que estava bem, vivo, era tudo o que lhe importava. Beckett pegou seu estilete. 

— Pronto? - cortou o objeto plástico que mantinha suas mãos presas. Instintivamente, ela esticou o braço tocando a gola da camisa. Não parara de sorrir um segundo sequer. Aquele simples gesto indicava a Castle o quanto ela se importava com ele - como você está? - se pudesse, ele congelaria o momento. O jeito que ela o olhava era especial. Estavam alheios a tudo e todos. Nada importava além dos dois. O simples modo que se olhavam dizia tanto sobre o que sentiam. Sem qualquer palavra, era um momento de intimidade e realização. Até o instante que sua mãe os trouxe de volta à realidade. Sem graça, Beckett pediu desculpas e se distanciou de Castle para ajudar Martha. 

Contudo, bastaram aqueles poucos segundos para ele entender que aquele dia trouxera uma nova perspectiva para suas vidas, se superaram mais esse obstáculo, não havia porque não arriscar e seguir seu coração. 

Após se reunir com sua filha e se certificar que tudo estava bem, Castle seguiu para a delegacia com Beckett. O sequestro poderia ter acabado, porém o mesmo se transformara em um caso de homicídio colidindo peças com a morte da senhora idosa dona da caixa de deposito que Castle desvendara enquanto refém. 

A investigação seguiu seu curso e acabaram salvando o dia outra vez. Sentado em sua cadeira cativa, Castle esperava por Beckett que tinha ido atualizar Gates do ocorrido. Ele não conseguira esquecer o resultado de suas reflexões. Por esse motivo, estava disposto a ter alguns momentos a sós com Beckett essa noite. Não apenas para agradecer por ter salvo sua vida, mas principalmente para dar um passo importante envolvendo o relacionamento dos dois. 

Beckett sentou-se na sua cadeira. Sorrindo, ela o observava. Ele era charmoso. Aquele sorriso meio debochado, meio exibido era sua marca registrada. Castle falou. 

— Mesmo como um refém, eu ainda a ajudo a resolver homicídios. Beckett, eu acho que você tem o parceiro perfeito. 

— Exceto que você não gosta de fazer a papelada - ela sorria enquanto olhava para Castle.

— Touché! 

— Você está pronto? Eu lhe pago uma bebida. Melhor, vamos jantar. 

— Bem, eu adoraria. Porém, você terá que me prometer algo. Minha mãe está simplesmente fazendo uma festa no loft, portanto quero que após o nosso jantar, você venha comigo para o loft. Pode me prometer isso? Um pequeno aviso: Martha Rodgers não aceitará que você não comemore com ela e isso inclui comer alguma coisa. 

— Ela está cozinhando? 

— Milagres que acontecem uma vez em um milhão de anos. Então? 

— Tudo bem. Eu não tenho qualquer problema em ir com você ao loft. Agora, que tal falarmos do jantar? Eu ia sugerir Remy’s, mas não teríamos bebida alcoólica e nós certamente estamos precisando de uma essa noite. Nada de Old Haunt porque eu irei pagar. Alguma sugestão, Castle? 

— Que tal uma boa pizza? Combina perfeitamente com vinho, não? Também não irá deixa-la tão cheia para provar os quitutes de Martha. 

— Parece muito bom. 

— Eu conheço o lugar perfeito. Vamos? - ela se levantou, pegou o casaco e juntos rumaram para o elevador. Castle a levou para uma pizzaria que ficava no Brooklin. Segundo ele, a melhor de Nova York. O ambiente era típico italiano apesar de ter uma pequena área reservada. Foi exatamente ali que Castle escolheu sentar-se. Com os menus em mãos, ele voltou sua atenção a ela. 

— O que quer beber? 

— Já que você conhece o lugar, porque não escolhe o que vamos comer? Não exagere ou sua mãe vai brigar conosco se não deixarmos um espaço no estômago para a sua comida. Você avisou que chegaríamos mais tarde? 

— Sim, vamos considerar esse momento como um happy hour - ele sinalizou para o garçom e fez os pedidos. Cinco minutos depois, ele voltara com o vinho servindo a ambos após a aprovação de Castle - acho que irá gostar. É um pinot grigio da California - ela provou a bebida. 

— É muito bom. 

— Claro que o dia de hoje podia ser comemorado com champagne, mas teremos muitas comemorações pela frente ainda. 

— Você realmente achou que ia morrer? 

— Você não? - o jeito como ela o olhara dizia tudo. Ela tivera medo  - Bem, havia muito C4. Se eles quisessem de verdade, teriam matado a todos nós. Isso não significa que perdi as esperanças em você. Eu sabia que precisava de um milagre, era você. E realmente aconteceu. 

— Eu não sou a heroína aqui, Castle. Estava fazendo meu papel, porém a investigação não estava sob meu controle. 

— Podia não estar, mas você quebrou o “doutor” com o seu discurso acalorado. Pessoalmente? Eu gostaria de ter visto a cena. Você entrando naquele banco de arma em punho e olhar determinado. Bastaria um único tiro. E como soou sexy, Beckett… - ele percebeu o rubor em seu rosto diante do comentário. Sorriu. 

— Essa não foi a primeira vez que eu estive em perigo, contudo de alguma forma, se tornou mais significativa. O tempo em que eu estive a mercê dos seqüestradores, me peguei pensando sobre muitas coisas. As vezes, a vida tem um jeito estranho de nos mostrar que estamos agindo errado ou seguindo pelo caminho contrario ao que foi traçado. Fazemos isso porque em algum momento achamos que estaríamos sendo compreensivos, coerentes. Não, podemos interpretar de forma equivocada os sinais da vida. 

— Nossa! Isso está bastante filosófico e você sequer terminou seu primeiro copo de vinho. 

— Acho que divaguei demais na ideia. Eu queria dizer algo mais simples. Eu percebi que vinha fazendo algo errado e quero consertar. Eu não posso fechar os olhos para isso.

— Entendo - ela engoliu em seco a ver a intensidade nos olhos azuis - vai mudar seu estilo de vida, Castle? 

— Não nesse sentido, Beckett. Apenas acredito que está na hora de parar de ignorar algumas coisas obvias que estão bem a nossa frente. 

— Como o que? - a voz saiu quase como um sussurro. Castle puxou sua cadeira para ficar mais próximo dela. 

— Quero que me responda uma coisa. O que você sentiu ao ouvir a explosão e depois ao me ver naquele cofre? Seja sincera, Beckett. Eu saberei se estiver mentindo. 

— Castle, eu… 

— Por favor, responda - ele viu-a morder os labios. 

— E-eu achei que você pudesse estar morto. Mesmo que meus instintos dissessem que não, cheguei a pensar. E isso significaria que eu falhara com você, com Alexis, comigo. Quando o vi bem, sem qualquer arranhão, senti alivio. 

— Apenas alivio? 

— Não. Eu fiquei feliz. Você estava vivo, me importo com você, meu parceiro. 

— É isso que sou para você, seu parceiro nos crimes?  

— Sim. Você é meu amigo, a pessoa que me entende, que eu confio e está disposta a me seguir e se arriscar por mim, o que não deixa de ser inconsequente e meigo. 

— Acho que é a hora de eu agradecer por ter salvo minha vida - ele ergueu a taça - a você, Beckett - eles brindaram e comeram boa parte da pizza. Castle a observava, em sua mente ele procurava uma maneira de expressar o que queria. Terminada a refeição, ele encheu suas taças mais uma vez. A proximidade de seus corpos, a influência do álcool e o perfume de Castle mexiam com a mente dela. De repente, sentiu a mão dele tocando a sua. 

— Eu não tenho sido completamente honesto com você ou comigo, Beckett. Por meses eu venho lutando com uma dúvida que me faz questionar meu próprio futuro. Há perguntas que  muitas vezes não deveríamos fazer, porém merecem respostas, assuntos não terminados. Estou falando de nós. 

— Castle, eu não… - ele colocou o indicador nos lábios dela. 

— Kate, não. Você mesma me perguntou o que éramos, você me chamou de “o cara mais engraçado” e me forçou a reavaliar meus sentimentos em relação a você. Depois do seu atentado, foi frustrante ser esquecido, ser descartado. Foi assim que me senti, depois de tudo o que fiz, o que disse. Fora tudo em vão. Você me irritou demais. Então me contou sobre seu trauma, seus medos e os muros. Você me deu uma opção ali. Eu podia ter decidido ir embora. Sumir da sua vida. A razão porque não fiz é bem simples, já expliquei uma vez a você. O coração quer o que quer. Lutar contra ele é inútil. O problema é que decidi seguir um caminho que não é o ideal. A vida é muito frágil, Beckett. 

— Não precisa dizer isso para mim, sou policial. Todo dia é um risco. 

— Ah, aí está a parte interessante. Você diz que todo dia é um risco profissionalmente. E quanto a vida propriamente dita? Semana passada, eu estava investigando um caso com você, encontramos uma ladra e lembro bem o quanto você se irritou comigo. Eu encarei sua reação como algo positivo, contudo na semana seguinte eu tive que encarar o perigo, lidar com a possibilidade de morrer. eu me perguntei, se morrer agora teria valido a pena? Haveria algum arrependimento? Sabe qual foi a minha resposta? Sim, eu estava arrependido por não seguir meu coração. Por mais compreensivo que pretendia ser, eu vi que estava me sabotando. 

A mão dele tocou de leve o rosto de Beckett. A intensidade dos olhos azuis faziam seu corpo arrepiar. Ela previa o que estava prestes a acontecer. Ele iria beija-la. De certa forma, ela estava de acordo com isso. Porém, estava enganada, As palavras ditas por Castle em seguida a roubaram o chão. 

— Não consigo esconder, negar ou mesmo me controlar. Guardar esse sentimento apenas para mim é prejudicial. Para nós dois. Você me disse que não se recorda do seu atentado. Eu consigo ver cada segundo, do tiro a queda, do sangue ao momento que seu coração parou de bater. Não posso esperar mais. Tenho que fazer isso. Beckett, como você se sentiria se eu dissesse que te amo? Eu me apaixono a cada dia por você, cada gesto, cada sorriso, eu te amo. Adoro ser seu parceiro, trabalhar ao seu lado, mas não é o suficiente, não mais. Eu quero passar a minha vida me apaixonando profundamente por você. Não tenho pressa, não quero sumir. Eu precisava dizer o quanto é importante, me declarar. Como você se sente sabendo que eu te amo, Kate? 


How would you feel, if I told you I loved you?
It's just something that I want to do
I'll be taking my time, spending my life
Falling deeper in love with you
So tell me that you love me too


O coração tamborilava descompasso no peito. Completamente inundada pelo sentimento e pela sinceridade das palavras de Castle. Uma sensação avassaladora tomara conta de si. Ele dissera outra vez. Ele a amava.   

— Kate, eu sei que talvez você não se sinta pronta ou não compartilhe do mesmo sentimento. Eu posso entender, apenas não me peça para deixar de ama-la. Se quiser que eu me afaste, se precisar de um tempo. Eu entendo, porém eu sei que você gosta de mim. Aquele olhar no banco? É amor. 

— Castle, e-eu… Deus! Por que isso é tão difícil? 

— Dizer que me ama também? Não estou pedindo isso. Não quero força-la a nada. Cansei de fingir ser o palhaço da turma, o bobo da corte no 12th distrito. Você tem um trabalho difícil, enfrenta bandidos, assassinos, é obrigada a ouvir desaforos, dar noticias ruins a famílias. É cansativo, estressante, doloroso. Saber ao final do seu dia que tem alguém ao seu lado capaz de compreende-la, pronto para cuidar de você. Alguém que a ama, deveria ser gratificante. Eu estou aqui, Beckett. E estarei por todo o tempo que precisar. 

Beckett tinha os olhos cheios de lágrimas, ela o encarou por alguns segundos. 

— Por que você faz isso? - ela pegou a mão dele colocando-a sobre seu coração - por acaso isso soa como se não me importasse? Como se não gostasse de você? - a outra mão acariciou o rosto dele. Inclinou-se na direção dos lábios dele, antes de fazer contato, ela sussurrou - eu gosto de você, Castle… eu sou apaixonada por você…

 O encontro dos lábios provocou faíscas entre os dois. A exemplo do seu primeiro beijo, havia uma urgência, a necessidade de se entregar ao outro, devorar cada centímetro da boca tão desejada. A intensidade os colocara a mercê de seus próprios gestos. Prazer, vontade, sim. Porém, havia muito mais a ser demonstrado naquele simples contato. 

Abruptamente, ela se afastou. Castle pode notar as pupilas dilatadas em meio ao amendoado dos olhos dela. 

— Não, essa não foi a forma como eu imaginei. 

— Beckett, por favor… - mas ela o puxou contra seu corpo, as testas coladas. O polegar deslizando nos lábios. 

— Eu quero algo assim… - Beckett sorveu os lábios dele de maneira lenta e sensual, deixou suas mãos passearem pelo peito dele enquanto experimentava o gosto de Castle. Havia carinho, provocação, desejo. Mas principalmente havia sentimento. Amor. Eles se perderam na boca um do outro. Não tinham pressa. Queriam que o momento durasse uma eternidade. Ele a puxou contra seu corpo envolvendo-a em seus braços. Beckett deixou-se aconchegar sem quebrar o contato dos lábios. A língua dele invadira sua boca aprofundando o beijo. Seu corpo todo reagia ao toque de Castle. Não se sentia assim há muito tempo. 

Ao quebrar o beijo, Castle sorria. 

— Eu sempre achei que era capaz de superar aquele beijo. O que não sabia era que poderia se tornar muito mais do que eu sonhei. 

— Você beija muito bem, Castle. Eu desconfiava após aquela experiência, mas eu devo admitir que o resultado é bem mais intenso agora. 

— Eu nunca tive duvidas que tudo sobre você é quente, excitante… 

— Você não imagina nem metade do que pode ser. 

— Talvez eu não saiba, Só que não se trata apenas de desejo, de prazer. Esse beijo está cheio de sentimento, Kate. E sobre o próximo passo, eu preciso saber que isso não é somente atração. Preciso perguntar. você está pronta para experimentar? Ter um relacionamento? 

— E-eu não quero engana-lo. Eu não estou pronta. Eu não sei se estou à altura do que você quer, de retribuir tudo o que você deseja - ela fechou os olhos por uns segundos - mas… eu quero tentar, por você. Eu vou tentar se estiver disposto a ter paciência comigo. Quero dar uma chance a nós. 

— Eu já disse que estou 100% nesse relacionamento. Não tenho pressa. Cada momento que eu passo ao seu lado é maravilhoso. Talvez houvesse perguntas que não deveríamos fazer, contudo se ficasse calado como poderia ver esse brilho em seu olhar? Saber que esse sorriso é uma resposta de como você se sente ao ouvir eu dizer que te amo?   


We got questions we should not ask
How would you feel, if I told you I loved you?
It's just something that I want to do


— Eu não sei exatamente por onde começar… quer dizer, eu sei o que quero - ela ficou vermelha rapidamente - isso é embaraçoso, eu nunca fui assim. O que quero dizer é… quero você, Castle. Já faz um bom tempo. Quero você. 

— Podemos resolver isso muito facilmente, eu disse que não tenho pressa. 

— Isso não soa como você, Castle. 

— Você não acredita nisso. Sabe que eu sou um cara muito paciente. Acho que você está prestes a descobrir bem mais sobre mim. Acho que devemos ir para o loft. 

Ele se levantou estendendo a mão para Kate. Sorrindo, ela deixou os dedos se entrelaçarem aos dele. Viu quando ele jogou uma nota de cem dólares na mesa. A verdade era que tudo o que acontecera desde o instante que entraram naquele lugar fez a mente de Beckett sofrer uma espécie de bug. Esquecera que ia pagar, que era um pequeno gesto para Castle porque ele simplesmente a tirara o fôlego, a razão. 

Ao chegarem do lado de fora do restaurante, Castle puxou-a pela nuca em um beijo envolvente. Beckett colocou seus braços ao redor dele inclinando seu corpo contra o dele. As mãos do escritor deslizavam pelas suas costas, os lábios explorando a pele quente, macia do pescoço. 

— Oh, Castle… 

Ele sorriu ao sentir os dentes dela no lóbulo da orelha. As unhas cravando em suas costas até se afastar imprimindo a distância com a própria mão em seu peito. 

— Precisamos nos controlar… 

— Tem razão. Vamos. 

Ao chegarem no loft, ela chamou a atenção de Castle antes de entrarem. 

— Será que poderemos fingir que nada aconteceu? Que ainda somos parceiros e amigos? Isso é novo para mim e sua mãe… eu… 

— Tudo bem. Será o nosso segredo. 

Beckett acabou se envolvendo em longas conversas com Martha, provando sua comida, apreciando um bom vinho. Ela sentia-se leve, como se andasse pisando em nuvens. Não conseguia descrever a sensação, sorria por nada. Foram momentos interessantes. Uma vez ou outra, ela trocava um olhar com Castle. Esbarrava propositalmente nele porque precisava do toque. Quando Martha anunciou que ia se recolher, já eram uma e meia da manhã. Beckett gritou por dentro. Se despediu da mãe de Castle e outra vez ouviu os agradecimentos pelo que fizera hoje. 

Finalmente sozinhos, Castle se aproximou pegando a mão de Beckett. 

— O que você quer, Beckett? - olhando-o intensamente, ela sorriu e puxou-o na direção do quarto. De frente para a cama de Castle, ela desabotoou vagarosamente os botões da camisa que usava. O sutiã preto de renda exposto para ele. Castle segurou a respiração diante da imagem. A peça caiu no chão. 

— Quero você. Faça amor comigo, Rick. 

Ele pousou as mãos na cintura dela. Os lábios tornaram a se encontrar em um beijo cheio de desejo e sentimento. Uma das mãos dele alcançou o fecho desfazendo-se da lingerie. Os pequenos seios firmes e perfeitos despontaram em sua frente. Inclinou-se beijando o meio deles, a cicatriz. Pode ouvir o gemido de Beckett em antecipação. Embora quisesse prova-los o quanto antes, dissera não ter pressa. Queria levar o tempo que pudesse nessa experiência, cada momento, cada gesto. Vivendo a paixão pelo mulher extraordinária aos poucos. 


I'll be taking my time, spending my life
Falling deeper in love with you
It's just something that I want to do
Love flows deeper than the river
Every moment that I spend with you


Deitou-a na cama. Admirando-a, ele tirou as roupas que usava ficando completamente nu. Beckett vira que ele estava excitado, pronto para ama-la. Gostou do que viu. Ele se debruçou sobre o corpo da detetive beijando-a outra vez. Tocou um de seus seios brincando com o mamilo. Ela se contorcia embaixo dele. Quebrando o contato dos lábios, ele deslizou a boca pela pele macia. Provando, cheirando, beijando. A língua circulou o mamilo antes de abocanha-lo, suga-lo. Kate segurou os cabelos dele empurrando-o contra si. Gemia baixinho. 

Castle repetiu o gesto com o outro seio embora dessa vez mordiscara o pequeno bico que despontara para ele. As mãos estavam na calça que ela vestia trabalhando para despi-la. O caminho de beijos traçado pelos lábios dele se estendeu até o elástico da calcinha que usava. Roçando os dentes na pele sensível do ventre dela, ele percebeu-a afastando as pernas ansiando por contato. Beijou o interior da coxa, deslizou seu nariz por ela dando pequenas mordidinhas na pele. Kate gemia. Ele puxou a calcinha até os tornozelos dela e por fim o chão. 

Com extremo carinho, ele beijava toda a extensão das longas pernas de Beckett. Novamente chegara ao local ansiado. Tornou a fita-la. Beckett tinha os olhos fechados, mordia os lábios e tocava os seios ansiando por mais. Ao primeiro contato com o centro dela, sentiu-a arqueando o corpo. Castle a provou devagar. Usando língua, lábios, dentes. Beckett o segurava pelos cabelos empurrando-o, claramente querendo mais. Queria se afogar nela, proporcionar prazer e carinho. Era sua forma de demonstrar o quanto a desejava. Com os dedos massageava o clitoris. Contorcendo-se na cama, ela experimentava um novo nível de prazer, do sentir. Sim, fazia meses desde a ultima vez que estivera com alguém, porém a sensação provocada por Castle era completamente diferente de tudo o que experimentava até ali. Como era possível? 

O corpo tremia em antecipação ao orgasmo. Gritou e agarrou os lençóis sentindo os movimentos dos lábios de Castle se intensificarem. Quando a explosão a atingiu, foi tomada por outra surpresa. Ele estava sobre ela, tomando-lhe os lábios, apertando-lhe os seios. Era um átimo de prazer que a elevava a outro plano, estendia-se por longos minutos. Então, ela o sentiu invadi-la. Castle a penetrou preenchendo-a por completo. Ela não resistiu, chamou por ele de olhos fechados. 

— Castle… 

Sorrindo, ele acariciou o rosto dela, ajeitando os cabelos. 

— Olhe para mim, Kate - ela obedeceu. Podia ver o desejo expresso nos olhos amendoados, porém ia além disso. Havia carinho, sentimento e porque não dizer amor? - eu te amo, Kate. 


How would you feel, if I told you I loved you?
It's just something that I want to do
I'll be taking my time, spending my life
Falling deeper in love with you
So tell me that you love me too


Ele movimentava-se dentro dela. Beijava seus lábios a cada estocada. Aprofundava-se dentro dela. O peso de seu corpo causava mais excitação em Beckett. Fazia querer mais e mais. Ela enroscou suas pernas na cintura dele. Sentia os lábios de Castle em seu colo, em seus ombros retornando aos lábios apenas para Beckett toma-lo em um beijo avassalador. Isso o fez imprimir ainda mais velocidade afundando-se completamente dentro dela. O movimento a fez gemer entre os lábios dele. 

Então ela mudou de posição sem perder o ritmo. Agora, ela tinha o controle o que não era algo tão certo já que cada fibra de seu corpo estava em fogo. Quente, excitado e arrepiado de tanto desejo. Castle sentiu as mãos dela agarrarem com vontade seu peito, cravando as unhas sobre a pele. Ele a surpreendeu sentando-se na cama o que a fez gritar pelo movimento de seu membro dentro de si. 

Os lábios sugavam um dos seios enquanto uma das mãos apertava seu mamilo puxando-o, torcendo-o. Ela gritou e ergueu a cabeça dele para morder seus lábios tomando-se em um beijo urgente. Castle aumentou o ritmo fazendo-a pender a cabeça. O tremor dominava seu corpo. Kate sentia o orgasmo se aproximando. Ele também não suportaria muito mais. Segurando os cabelos dela, trouxe-a de volta para fita-lo. Sorveu os lábios dela com paixão deixando-se esvaziar dentro de Beckett. Ao receber o impacto do gozo, ela se rendeu jogando-se sobre Castle derrubando a ambos na cama. 

De olhos fechados, era possível ouvir as batidas fortes do coração dela em seus ouvidos. Abraçou-a prolongando o contato. A respiração quente de Beckett estava em seu pescoço. Vagarosamente, ele a deitou na cama ao seu lado. Virou-se para admira-la. 

Linda. Por dentro e por fora. 

— Tudo bem? - perguntou sorrindo. Beckett tocou seu rosto. Descansou a mão no peito dele. 

— Mais que bem - ele inclinou-se para beija-la carinhosamente. Ficaram cerca de meia hora deitados ao lado um do outro. Eram quase cinco da manhã. A noite fora de descobertas, experiências e de recomeço. Em seguida, Castle levantou-se da cama indo até o seu closet. Curiosa, sentou-se na cama para observar o que ele fazia. Castle retornou vestindo um roupão, tinha outro em suas mãos. 

— Vista isso. Quero te mostrar uma coisa - ela ergueu uma das sobrancelhas intrigada e fez o que ele pedira. De mãos dadas deixaram o quarto. Castle abriu a porta do loft e guiou pelo corredor até uma espécie de saída de emergência. Puxando-a, subia os degraus da escada. Ela ficou impressionada com o que vira. Um terraço aconchegante em pleno telhado. Havia flores, um pequeno jardim e uma horta. 

— Que lugar incrível! 

— Melhor que o lugar só a vista - ele a puxou para a beira do telhado. A noite de Nova York estava por terminar. As estrelas e a lua começavam a perder espaço para o sol.    


We were sat upon our best friend's roof
I had both of my arms round you
Watching the sunrise replace the moon


— É lindo… - ele a envolveu com os braços em sua cintura. Beckett deixou-se encostar no peito dele. Acariciava seus braços sorrindo - os primeiros raios do sol e estou vendo-os com você. Alguma vez já imaginou algo assim, Castle? 

— Tantas que não sei nem contar. Talvez você tenha a impressão errada de mim achando que eu apenas pensava em cenas quentes, na cama ou sexo com você. Meus momentos preferidos são bem românticos como esse que estamos compartilhando nesse instante - beijou seu pescoço - eu sonhava acordado com os verões nos Hamptons, as cerejeiras florescendo, os lírios na cor púrpura. Nós dois curtindo a vista do oceano e cada momento ao seu lado. Imaginava-me roubando beijos no quintal, andando na praia. Muitos cenários, muitas aventuras. E sim, Kate, sempre visualizei estar sozinho com você, abraçando-a, beijando-a. Isso faz de mim um bobo apaixonado? Muitos dirão que sim. Não me importo, desde que esteja ao meu lado. 


In the summer, as the lilacs bloom
Love flows deeper than the river
Every moment that I spend with you
Stealing kisses in the front yard


Ela suspirou admirando os raios do sol despontando no horizonte. Virou-se para fita-lo. Trocou um novo beijo com Castle e deixou sua cabeça descansar no peito dele. Criando coragem para enfrentar seu medo e pedir algo a ele. Ao erguer a cabeça, Castle notou a expressão séria no rosto dela. 

— Castle, eu já perdi muito na vida. A maioria das pessoas que eu amava, admirava se foram. Não desapareceram, alguns saíram da minha vida por escolha, outros foram tirados de mim. Eles eram importantes, ainda são. Eu tenho a tendência de perde-los para o crime ou afasta-los. Eu não posso correr esse risco com você. Isso quase aconteceu hoje. Eu entrei em pânico - Castle viu a lagrima escorrer pelo rosto - Eu quero que me prometa que não irá desaparecer. Não me deixará. Pelo menos até que eu me sinta pronta para dizer o que você é para mim, o que eu sinto por você. Prometa que continuará ao meu lado para que eu possa retribuir o seu amor. 

— Oh, Kate - ele viu a determinação e a ternura em seus olhos. A ansiedade em sua voz - Não se trata de uma promessa. Como você pode pedir isso? Eu não irei a lugar nenhum. Você é a mulher que eu escolhi para minha vida. Eu já disse que passarei toda minha existência me apaixonando, te amando. Por que iria embora se posso vê-la se declarar para mim? Dizer o que sente ao ouvir o quanto te amo. E Kate, você está pensando em três palavras, porém seus gestos falam por você, mesmo que não admita. Seus olhos, seu sorriso, o jeito que segura minha mão. No fundo, você sabe disso. 


You are the one girl
And you know that it's true


Ela tinha lágrimas nos olhos. Beijou-lhe apaixonadamente. Os lábios perdendo-se nos dele, as mãos segurando o rosto do homem a sua frente, o abraço dele colando seus corpos. 

— Diga novamente. Apenas diga, Castle. 

— Eu te amo, Kate. Amo demais. 

— Always? 

— Always. 


How would you feel, if I told you I loved you?
It's just something that I want to do
I'll be taking my time, spending my life
Falling deeper in love with you


— Eu sou apaixonada por você. Pelo homem carinhoso, gentil, maravilhoso e charmoso. Um dia eu direi o que quer ouvir, Castle. Eu estarei pronta. É uma promessa. 

— Não tenho pressa para ouvi-la dizer que me ama também, Kate. Há muitas maneiras de dizer isso. Você já fez hoje. Duas vezes: ao me salvar e ao fazer amor comigo - ele acariciou o rosto dela - me enganei, acaba de fazer a terceira. Toda vez que eu dizer que eu te amo, você perceberá o sentimento crescendo dentro de si. Acredite, eu não me cansarei de dizer  essas palavras. Amo você. Isso me basta por agora. 

Beckett se aconchegou no peito dele abraçando-o. Inalou o seu cheiro na abertura do roupão. Sorriu. 

— Obrigada por não desistir de mim.  

— Nunca…

So tell me that you love me too
Tell me that you love me too
Tell me that you love me too

— Castle? 

— Hum? 

— Quero fazer amor com você outra vez - ele ergueu o queixo dela beijando-a. De mãos dadas desceram as escadas de volta ao loft. No quarto, ela desfez o nó do roupão de Castle deixando-o completamente nu a sua frente. Ele fez o mesmo com ela jogando-a na cama deitando seu corpo sobre o de Beckett e sugando-lhe os lábios apaixonadamente. 




THE END