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segunda-feira, 16 de julho de 2012

[Demily] Comic Con 2012 - Mito ou Fato?!


E mais uma Comic Con aconteceu, mais um painel de Bones e... mais uma chuva de momentos "cutes" entre David Boreanaz e Emily Deschanel. Como todo shipper que se preza aposto em vários casais. Uns eu acerto, outros quebro a cara, faz parte da vida de seriadora e shippeira.

Porém, existem certas coisas que saltam aos nossos olhos. Muitos consideram Demily um mito - coisa que colocaram na sua cabeça (e não é chifre...hum não foi bem na minha LOL). Se isso é um mito, como explicar essas fotos, essa intimidade toda? O carinho, os sorrisos, o clima? 

Se Demily não existe realmente, deveria existir! Eles formam um casal lindo e ainda não entendo como após 8 anos o DB ainda nào pediu o divórcio para ficar com esse amor de pessoa que é a Emily. 

As vezes, concordo em dizer que o momento deles passou. Casados, com filhos, estáveis. Mas então penso: porque ficar preso a algo que não te faz feliz? Porque não jogar tudo pro alto e arriscar? 

Independente da vida real, da ficção ou da simples loucura em expressar um desejo de fã, Demily viverá para os que acreditam e eles serão um dos casais mais lindos do mundo do entretenimento. 

Deliciem-se e divirtam-se com as legendas que criei para cada foto... 


"Ah, que saudade de abraça-la assim, Em..."


"Ops! Quase que nos pegam no flagra, David!"


"Falta muito pra gente sair daqui e dar uns amassos em algum camarim, David?"

 
Alguém aí sentiu cheiro de chifre queimado?! LOL....


Bjks..........


segunda-feira, 2 de abril de 2012

[Bones] Xô, Hiatus!!!









02.04.2012 Um marco na história de Bones!!!

Quem acompanha o seriado a alguns anos sabe muito bem do que estou falando. Foram mortes, tiros, sequestros, ameaças, namoradas “inventadas” - posso chamar a Rena de andróide, Lu? – tudo prara tentar negar o óbvio : They belong together!!!

Sete anos depois e com muita falta de criatividade, o sonho acontece! B&B são um casal! E os Boneciados choram, vibram, comemoram.

A data de hoje marca o nascimento do que se pode conseguir de mais bonito em uma relação: o nascimento de uma criança consolidando a relação e o verdadeiro significado de família a duas pessoas que por conta das adversidades da vida, não viveram minutos preciosos que esse relacionamento pode nos oferecer.

Uma nova etapa inicia-se para Booth e Brennan, algo novo e excitante que mexerá com toda a sua rotina pessoal e profissional. Nós seremos testemunhas dessa fase e torceremos arduamente para que tudo seja da maneira como esperamos. Nem tudo serão flores, afinal que família vive num mar de rosas?! Porém, espero encarecidamente ao HH que não estrague as coisas dessa vez como ele deixou de aproveitar o que poderia ter sido a declaração de amor mais shipper da história das séries...

O nascimento de Christine (sim, apesar de spoilerfree já sabia o nome da bebê desde que disseram que Brennan estava grávida), pode resgatar parte do que foi perdido na virada da 6T para a 7T e sinceramente espero que isso aconteça. Um outro pedido pessoal é que HH não mude a essência de uma das melhores personagens das séries já criadas – Brennan.

Muitos imaginam que eu desisti de Bones, esse post serve para esclarecer um pouco desse mal entendido. Eu AMO #BONES !!! AMO Brennan!!!

Estava morrendo de saudades da minha cientista preferida, Temperance Brennan e Emily Deschanel são os 2 motivos principais pelo qual assisto ao seriado e assistirei até a última cena.

Vou com ele até o fim mas isso não me deixa cega para as coisas erradas que veja e que me entristecem, crititcarei sempre, elogiarei também. Essa será apenas a minha opinião e como escritora valorizo demais as críticas portanto falarei do HH quando achar que ele enfiou os pés pelas mãos - nem adianta reclamar!

Dei meu recado :)

Happy #Bones Day !!! (saudades de dizer isso!!!)

domingo, 11 de março de 2012

[Demily Fic] Baby Boom


Baby Boom

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC-17.
Gênero: Angst,Drama,Romance
Advertências: Naughty e dramático – Bastidores da Season Premiere S7. Por volta do 7x06
Capítulos: 1 – One shot
Completa: [ X ] Sim [ ] Não

Resumo: Emily está em seus ultimos dias de trabalho. Na verdade, já deveria ter entrado de licença mas concordou em filmar mais um episódio de Bones antes de sair. A pergunta é estaria o seu bebê disposto a esperar o trabalho da mãe ser concluido? Que surpresas reservam esse momento na vida de Emily?

Nota da Autora : Essa fic foi escrita para uma ocasião especial. Presente de aniversário para a minha amiga Fany (@Estebones). Decidi fazer essa Demily mesmo ela estando totalmente fora do meu projeto Demily então considerem isso ok? Fany aceito críticas. Não conseguiria escrever uma B&B mas espero que vc goste dessa.

Feliz Aniversário, Amiga! Salve, 12 de março!!!


Baby Boom


Bastidores da 7ª temporada
FOX Studios

Já passava das 10 da manhã quando Emily chegou ao set de filmagem. Nesses últimos dias de trabalho, ela tinha horário bastante flexivel devido ao seu estágio avançado de gravidez. Na verdade, ela já deveria ter entrado de licença na semana passada mas sua dedicação ao trabalho a fez concordar com mais um episódio antes de sair para ter seu bebê.

Não era nada difícil trabalhar cercada de mimos da produção e especialmente de seus amigos. David estava sendo um verdadeiro cavalheiro, zeloso ao extremo até em cuidados com ela e o bebê. O fato de sua personagem também estar grávida ajudava em muitas coisas.

É claro que Emily estava pesada e já não tinha a mesma mobilidade de antes. Ela caminhava vagarosamente em direção ao set onde David e Michaela conversavam com seus scripts em mão. Ao ve-la, ele abriu o sorriso e falou.

- Olha quem chegou! A mamãe Bones! Ou devo dizer a nossa mascote, a patinha.

E riu. Ela mostrou a lingua pra ele e Michaela deu um tapinha nele.

- Não fale assim, David! Olha o respeito com a nossa grávida! Se ela resolve rogar uma praga, você está ferrado. Já pensou se o seu brinquedinho não subir mais?

David arregalou os olhos.

- Isso não tem graça. É um assunto muito sério, Michaela.

- Gravidez também, seu bobão.

Emily estava rindo da cara de David.

- Deixa ele, Michaela. Duvido que aguentasse metade do tempo com uma barriga desse tamanho.

- Com certeza.

Ele se afastou um pouco delas para falar com o diretor.

- Então, falando sério. Como você está realmente? Devia estar repousando Em porque é tão teimosa! Já completou nove meses não?

- Semana que vem mas essa é a última, já entro de licença.

- Mesmo assim você já deveria estar em casa se preparando para o nascimento do baby.

- Falta pouco, muito pouco.

- E como está esse coração? Ansioso?

- Você nem imagina! Não vejo a hora de segurá-lo em meus braços. Fora que minhas pernas doem, minhas costas, mal consigo arranjar uma posição para dormir agora. Mas tudo isso vale a pena.

- E como o David está nisso tudo?

- Do jeito dele, ele é muito tranquilo. Não se abala com muito, eu já sou mais agoniada. – ela suspirou pensando em outra coisa que não iria falar para a amiga – deixa eu ir me trocar, tenho 3 cenas para filmar hoje.

- Almoçamos juntas?

- Claro!

E Emily se dirigiu ao camarim. Vinte minutos depois, ela já estava de volta ao set e pronta para filmar sua primeira cena do dia com Boreanaz. Realmente, ela não tinha do que se queixar, além de se preocupar com o seu conforto, ele sempre procurava agrada-la seja trazendo algo pra comer ou beber, seja acariciando sua barriga e falando besteiras para o bebê. Emily estava muito feliz por passar essa fase da sua vida no set com pessoas especiais.

Após as gravações das suas três cenas, ela estava exausta. Precisava muito sentar-se, suas pernas doíam muito. Procurando por uma cadeira e fazendo careta, ela se jogou no assento e livrou-se dos sapatos. David vendo a cara de dor, se aproximou com um copo de suco verde que era o único que ela tomava ultimamente.

- Tudo bem, Em?

Ela pegou o copo e sorriu de leve. Tomou o primeiro gole.

- Estou bem, David. Dores nas pernas apenas por ficar em pé por mais tempo, algo normal de gravidez.

Ele puxou uma outra cadeira e sentou-se ao lado dela.

- Como você consegue beber esse treco verde só de folhas?

- É saudável e não estou conseguindo tomar muitos tipos de suco ultimamente. Enjoei demais. Você devia provar, é gostoso.

Ele continua a olha-la e de repente ergue a perna dela e começa a massagear seu pé.

- O que você está fazendo?

- Massagem ora! Colocar os pés para cima e fazer massagem ativa a circulação e melhora a dor.

Ele continuou massageando os pés dela e Emily não discutiu. Encostou-se na cadeira e apreciou o momento. Era muito relaxante, David tinha mãos de fada e ela não se importava nem um pouco com a massagem dele, a fazia relaxar. O toque das mãos dele era quente e aconchegante, como uma volta para casa. Ela suspirou satisfeita quando ele acabou.

- Obrigada, David! Você é mesmo um amor.

- Sempre às ordens.

Sorrindo, ela se levantou e se despediu. Eram quase seis da tarde.

- Como você vai para casa?

- De taxi.

- Não mesmo! Vou te deixar.

- David você ainda tem que filmar...

- Não discuta comigo, Emily. Vamos.

Ela seguiu com ele até o estacionamento. Conversavam animados e ele acabava apressando o passo até se lembrar que ela não acompanhava o ritmo dele como antes então parava e esperava por ela. Ao chegar na frente da casa de Emily, ele acabou sondando e oferecendo mais para ajudá-la.

- Prontinho! Está entregue.

- Obrigada, David.

- É um prazer – abriu o sorriso – se quiser posso vir te pegar todos os dias para irmos ao Studio juntos...você não pode ficar andando sozinha de taxi nesse estado.

- Não é preciso, sério! Hoje foi um caso especial. David me leva ao Studio todas as manhãs e me pega no fim do dia, ele só teve um compromisso inadiável. Mas obrigada mesmo assim.

- Tudo bem, precisando...

- Boa noite, David.

E ela se inclinou e beijou a bochecha dele.

- Boa noite, Em.

Ela desceu do carro e já na porta de casa virou e acenou para ele.

Uma semana se passou e Emily continuou a trabalhar devagar cumprindo todas as cenas do episódio que estava sendo filmado. Nos dois últimos dias, ela vinha sentindo mais dores que o normal. Andar tornara-se uma missão muito difícil com todo aquele peso e a inchaço nas pernas. Porém, ela era teimosa e não deixaria de cumprir com o compromisso que assumira.

Era uma terça-feira e Emily estava no set filmando uma cena com Boreanaz. A dor e a pressão na barriga a incomodavam tremendamente mas ela se mantinha firme, escondendo o que sentia de todos. Na cena seguinte quando começou errando sua fala, percebeu que estava chegando no seu limite. Pediu desculpas e o diretor repetiu a cena, Emily estava olhando para David e falando conforme o script.

- Apenas precisamos pedir a Hodgins verificar o que mais ele pode concluir dos particulados achados no corpo da vitima e assim poderemos ter uma ideia de onde ela foi mortaaaaaaa ....

David arregalou os olhos, espantado com ela.

- OMG! Ahhhhhhh

- Emily! Tudo bem? Fala comigo!

Ela se segurou com todas as forças que lhe restavam na mesa à frente e gritou mais uma vez. Recuperando um pouco da fala, ela tentou explicar.

- David...a bolsa... ela...

Foi um técnico quem gritou e fez a ficha de todos no set cair.

- Ela vai ter o bebê! Chamem uma ambulância!

- Não.... melhor um de nós leva-la para o hospital.

David estava estático olhando para ela. Michaela chegou feito um relâmpago chamando por ele.

- David, precisamos ir.

Nada.

- David!!!

- Ahn?! Ah certo, precisamos...hospital...claro.

Michaela franziu o cenho ao olhar para ele enquanto amparava a amiga.

- Quantos filhos você já teve mesmo? Está parecendo marinheiro de primeira viagem. Vamos, me ajuda aqui. Segure ela. Cadê as chaves do carro?

Ele meteu a mão no bolso e entregou as chaves para ela. Com cuidado, ele levava Emily apoiada até o estacionamento. Ela gemia baixinho. Michaela falava com ela para mante-la focada e esquecer da dor.

- Amiga, de quanto em quanto tempo são as contrações?

- Não sei...direito acho que dois minutos.

- Respire como na lamaze, vamos. David, você cuida dela um minuto que vou pegar a bolsa e os documentos dela, vamos precisar. Cadê seu celular, Emily?

- Tá no camarim.

- Ok, volto já.

David estava apreensivo. Até um pouco pálido. Michaela foi rápida como um relâmpago e logo se uniu a eles no mesmo instante que Emily experimentava outra contração. Ela ajudou a amiga a entrar no carro. David foi para o banco do motorista. Michaela pedia para Emily respirar com ela e segurava a mão da amiga. A dor incomodava demais porém Emily tinha prometido a si mesma que iria aguentar e ter o bebê de parto normal.

- Melhorou?

- Um pouco.

- Devo ligar pro seu médico, tem o telefone aqui?

Ela tinha o celular de Emily na mão.

- Dr. Parker.

- Estamos quase chegando, Em...aguente!

David gritava definitivamente nervoso. Michaela já avisava o médico da situação e de onde estavam indo. Depois ela tentou a irmã de Emily sem sucesso. Depois de um minuto, Zooey retornou a ligação.

- Hey, sis!

- Oi, Zooey! É a Michaela. Está na hora, Emily vai ter o bebê.

- O que?! Como ela não avisa?

- Foi muito rápido, estamos chegando no hospital. St. Ambrose.

- Ah, OMG! Está realmente acontecendo?! Baby boom!!! Vou avisar a mamãe... encontro vocês lá.

- Sua Irmã é louca, fato! Baby boom, o que é isso?

- Era nossa palavra código para quando o bebê viesse.

- Sério? Michaela olhava intrigada para ela. – Então vocês duas são malucas...

David freou o carro abruptamente.

- Hey, cuidado! Tem uma mulher grávida aqui, David!

- Chegamos!

Ele saiu com pressa do carro e Michaela preparou-se para ajudar a amiga. Voltou com uma cadeira de rodas e Emily que ainda podia andar foi quem acabou se arranjando sozinha e sentando na cadeira. David parecia meio perdido, como se tudo aquilo que estava acontecendo fosse algo surreal. Michaela girou a cadeira e começou a empurrar. Ele permaneceu parado.

- Hey, David! O que está esperando? Mova esse traseiro!

Eles entraram no hospital no exato momento que Emily começava a ter outra contração e isso chamou a atenção dos funcionários que prontamente a atenderam e a levaram para a enfermaria para prepara-la para o parto.

- Quer algo para dor, moça?

- Não, quero ter meu filho normal. Nada de drogas...

- David, acompanha ela enquanto arrumo a papelada e ligo pro médico de novo.

Ele mordeu os lábios. Ele não devia fazer isso, devia? Cadê o marido dela? Só então caiu a ficha de que eles nem sequer lembraram dele. Michaela olhava para ele com um olhar interrogativo, de quem não entendia o porque da relutância dele.

- Você já fez isso antes, duas vezes, porque está agindo assim David? Mexa-se.

E ele o fez pensando: que se dane! Era de Emily e de seu bebê que estavam falando. Ele a acompanharia e ajudaria quer o marido dela gostasse ou não! Ele correu para alcança-la e sem dizer uma palavra, envolveu seus dedos nos dela.

Michaela resolveu a papelada e tornou a ligar para o médico, ele estava a cinco minutos do hospital. Depois tentou falar com o marido de Emily, sem sucesso. Ela esperava que David estivesse cuidando bem de sua amiga. Assim que o médico chegou, Michaela o reconheceu por ouvir que ele falara o nome de Emily. Trocou algumas palavras com ele e deixou-o trabalhar.

- Olá, Emily! Pronta para segurar seu bebê nos braços?

- Não vejo a hora doutor.

- Como estão as contrações e a dilatação? Ele perguntou para o residente que assistia a paciente.

- Está na hora, dez centímetros.

- Emily, não podemos mais esperar...

Ela olhou pro médico concordando com a cabeça e depois para David. Ele suava e estava visivelmente nervoso. Parecia marinheiro de primeira viagem. Ele segurava fortemente a mão dela. Os olhos estavam repletos de sentimento, eram um espelho de calmaria em contradição ao que mostrava o rosto dele. Ele queria que ela estivesse segura, confiante que tudo ia ficar bem.

- David, por favor...você fica comigo?

Ele viu o apelo e a lágrima que começava a se formar nos olhos dela. Não poderia deixa-la sozinha num momento desse.

- David eu... ela queria dizer algo muito importante para ele, mas não sabia como organizar suas palavras. Era um segredo que ela escondera até aquele momento.

- Eu fico Emily, segurarei sua mão durante todo o processo. Estou aqui, Em.

- Eu preciso te dizer...preciso... – as lágrimas escorriam pelo rosto – o bebê, esse bebê... e a contração a interrompeu.

- Não podemos mais esperar, vamos leva-la para a OR.

Assim que entraram na OR, a equipe tratou de preparar tudo para chegada da criança. Emily ainda queria dizer algo para David mas a coragem e dor causavam uma confusão enorme na sua mente naquele momento. David ao perceber as lagrimas procurou acalma-la. Ele abaixou-se perto dela olhando-a fixamente e segurando a mão dela, suas palavras saíram como sussurros.

- Olhe, Em vai ficar tudo bem, você vai ter esse bebê e logo vai estar sorrindo com ele nos seus braços. Sei que você está assustada, nervosa. Não fique. Esse momento é mágico. Você vai se lembrar dele por muito tempo. É uma felicidade tão plena!

Ele levou a mão dela aos lábios e a beijou. Viu que ela ainda derramava lágrimas.

- David... esse momento não podia ser o mais errado e o mais feliz para estarmos aqui. Preciso dizer, eu escondi isso por tanto tempo e se eu não colocar para fora eu não vou me perdoar.

A dor invadia seu corpo novamente mas Emily não iria fraquejar agora.

- Você me deu o melhor presente que podia desejar, David.

David parecia confuso. Ela estava delirando? Ela falava como se eu tivesse importância nisso tudo. Acho que ela quer dizer David, o marido. Sentiu ela apertar ainda mais forte a mão dele.

- David, esse é o nosso filho...

Boreanaz arregalou o olho. Ela estava delirando.

- Em, tudo bem, deve ser a dor, ele é seu filho com o Hornsby.

- Não, é seu. Ele é um Boreanaz...

- O que?

O médico interrompeu a conversa com preocupação.

- Hora de empurrar, Emily. Pronta?

- Pronta.

- No três. Um, dois..e empurre!

Ela obedeceu e gritou pela força que fizera. O médico agradeceu e elogiou pediu para irem mais uma vez. E ela empurrou.

- Já vejo a cabeça... vamos Emily falta pouco.

Ela suava. Estava vermelha e sentia seus músculos doerem até os ossos. Queria acabar logo com tudo isso, queria seu filho.

- Respira, Em, respira.

Ele imitava a respiração típica da lamase com ela sem nem por um momento desviar o olhar do seu.

- Só mais uma vez, Emily e terá o prazer de segurá-lo. Vamos lá?

- Um, dois e empurre!

Ela buscou toda a força que podia em seu ser e empurrou. Um choro forte ecoou pela sala. Seu bebê nascera. Ela se deixou cair na mesa sorrindo. A enfermeira fez a primeira limpeza da criança e enrolou-a num cobertor de lã do hospital. Aproximou-se dela e entregou a criança.

- É um lindo menino, parabéns!

Emily envolveu o filho nos braços e sorria. Os dedos acariciavam de leve o rosto do filho.

- Hi, baby. It’s mommy. Hi! Você é tão lindo… Henry…

David observava o jeito dela. Parecia ainda mais linda do que ele poderia imaginar, havia algo mágico em torno dela, um brilho especial. O bebê era muito lindo, gordinho e vermelhinho como todo o recém-nascido. A mãozinha agarrou a ponta do dedo de Emily e ela voltou a olhar para ele sem perder o sorriso dos lábios.

- Ele é lindo, Emily. Você será uma mãe maravilhosa.

- Obrigada. Você já é um ótimo pai também. Henry, olha quem está aqui. Sabe quem é ele, filho? – ela olhou de volta para David e sussurrou – daddy...

David beijou-lhe a testa e acariciava o braço dela quando a enfermeira voltou a se aproximar deles.

- Mamãe, que tal me devolver o garotão por uns instantes? Precisamos fazer alguns exames, medições e arrumá-lo para sua primeira mamada.

- Claro! Mamãe vai já pegar você tá? Só um pouquinho tá meu amor?

E entregou o pequenino para a moça. O médico aproveitou a deixa para conversar com eles.

- Vamos transferi-la para um quarto onde lhe daremos uma alimentação balanceada para que você comece a amamentar seu filho. Como seu parto foi normal, amanhã você já deve ir para casa. Volto pra te ver pela manhã ok? Parabéns mamãe!

- Obrigada.

- Emily eu vou dar noticias a Michaela que já deve estar aflita e assim que você estiver no quarto, eu volto a ficar com você está bem?

- Ok, David.

Ele saiu da OR e no caminho pegou o médico.

- Doutor, posso lhe fazer uma pergunta?

- Claro.

- O senhor deu alguma medicação para dor de Emily, que possa ter efeitos colaterais?

- Não, seguimos a recomendação da paciente. Ela não queria drogas e em nenhum momento nós a desobedecemos. Por que algum problema?

- Não, nenhum eu só pensei que ela tivesse tomado algo.

- Não mas se ela se queixar de alguma coisa, alguma dor, me avise ok? Ela é uma mulher forte e decidida. Aguentou muito bem o parto normal, sei que eu e você não conseguiríamos. Com licença.

E se distanciou no momento em que David chegou à sala de espera. Michaela andava de um lado a outro apreensiva. Quando avistou Boreanaz, relaxou por ver o sorriso nos lábios dele.

- É um lindo menino!

Michaela gritou de alegria e o abraçou. Zooey que também estava lá com a mãe comemorou a noticia.

- Parabéns titia! Boreanaz brincou com ela. – A Emily está sendo transferida para um quarto, logo vão nos avisar. Cadê o David?

- Ele está em Monterey filmando parte de um documentário. Deve chegar daqui a umas 5 horas.

- Ah! E David guardou o comentário para si. Se fosse ele, vinha correndo, pegava o primeiro avião. Como ele pode ainda pensar em trabalhar ou mesmo dirigir diante de uma noticia dessa? É o filho dele que nasceu!

- Podemos vê-la? Zooey perguntou.

- Sim, a enfermeira virá chamar.

E mal ele acabara de falar, a moça apareceu. David sentou-se pela primeira vez em horas. Michaela juntou-se a ele para fazer companhia mas antes buscou um copo de café, ele devia estar precisando pensou. Enquanto a mãe e a Irmã de Emily foram visita-la, ela sentou-se e perguntou.

- Como você está? E ela? Tudo bem?

- Sim, tudo bem. Estou meio cansado, meio confuso. Foi muita informação e emoção nas últimas horas. Emily está radiante, estou orgulhoso dela. uma verdadeira guerreira e vai ser uma mãe fantástica. Vamos dar um tempo para ela curtir a família. Depois a gente vai visita-la.

- Não vejo a hora.

Ele tomou um gole de café e escorou-se no sofá. Estava tenso, ainda não compreendera o que ela queria dizer a ele com toda aquela conversa se não havia tomado nenhuma medicação. Ele teria que perguntar a ela depois. Voltou a beber o café e Michaela percebeu que ele estava cansado e ansioso mas ela queria comentar, precisava.

- David você não acha estranho essa historia do marido da Emily? Poxa, o filho deles está nascendo e o cara não pode largar o trabalho para ver a mulher, assisti-la? Você que já passou por isso, o que você acha?

- No mínimo estranho mas quem sou eu para julgar? Quando meus filhos nasceram e antes mesmo disso eu morria de preocupação com a Jamie. Tinha medo que perdesse o momento que a bolsa estourasse, o último mês sempre foi de agonia. E nada se compara ao nascimento de um filho, nada. E ele perder isso? Não quero me meter mas acho uma falta de compromisso e respeito com uma pessoa como a Emily.

- Eu também.

Zooey voltou a sala de espera.

- Ela quer te ver Michaela. E disse pra você também voltar, David.

Eles levantaram-se e foram até o quarto. Michaela foi logo abraçar e beijar a amiga fazendo mil perguntas a ela. Enquanto curtiam o momento delas, David se escorou numa das paredes do quarto observando. Nesse momento, a enfermeira trouxe Henry para sua primeira mamada. Ao ver o bebê, a vovó se emocionou. Carregou-o nos braços, acariciou-lhe a testa e sorria.

- Filha, ele é lindo!

- É sim, mãe.

- Parece com você, sis.

- Qual a cor dos olhos? Perguntou Michaela.

Emily pegou o filho nos braços e sorriu.

- Ainda não dá para saber. Temos que esperar mais uns dias para ver realmente. Acredito que serão azuis.

- O pequeno precisa comer. Quer que eu ajude mamãe?

- Sim, por favor.

Eles deram passagem a enfermeira para ajudar a Emily. Em poucos minutos, ela explicou como ela devia fazer e o pequeno Henry pegou logo o peito da mamãe, ávido por comer. A sensação era maravilhosa para ela. Algo novo e inexplicável. De repente, ela sentiu as lágrimas correrem pelo rosto. Estava tão feliz! Faltava apenas uma coisa para que ela se sentisse completamente feliz, contar a Boreanaz.

Depois de alguns minutos desligada do mundo, finalmente Henry se satisfez e adormeceu pendurado no seio da mãe. Com cuidado, Mary ajudou a filha a tira-lo do peito colocando-o para arrotar.

- Ah, sis, meu sobrinho é tão lindo! Estou apaixonada por ele.

E beijou o rosto da irmã. Emily tomou coragem e falou o que queria de uma forma que não magoaria ninguém.

- Mãe, você pode ir com a Zooey na minha casa? É que foi tudo tão rápido que nem trouxe roupa pra mim e para o Henry. Não estou com a minha mala que preparei justamente para esse momento. E amanhã tenho que sair do hospital e nem roupa tenho.

- Ah, filha claro que farei isso. Traremos tudo que precisa. Mas você vai ficar sozinha aqui?

- Não se preocupe. David e Michaela me fazem companhia.

- Tudo bem, se você acha que está tudo bem. Vamos Zooey?

- Voltamos logo, sis.

Quando as duas saíram, Michaela falou.

- Oh amiga, você podia ter me pedido para pegar suas coisas e deixado sua mãe aqui com você. Eu iria sem problema.

- Na verdade, isso foi um pouco proposital. Eu preciso de um tempo sem elas por perto porque preciso conversar sobre um assunto com David. Você pode nos deixar à sós, Michaela?

- Claro que sim. Vou fazer melhor. Vou em casa trocar de roupa e trago uma comida decente para gente David. Pode ser? Assim deixo vocês à vontade para conversar, tudo bem?

- Claro! Você não existe, Michaela. Que mais posso querer de uma amiga?

Ela se aproximou e pegou a mão da amiga. Deu um beijo no rosto da amiga.

- É um prazer. Vou deixar vocês conversarem.

E ela saiu. David se aproximou e sentou-se ao lado dela. Tomando sua mão na dele, ele a encarou.

- O que você precisa conversar comigo, Em?

- David, eu preciso esclarecer algo para você. Preciso contar um segredo que guardo comigo mas que a partir de hoje não posso fazer isso porque não seria justo com você. Eu agi no momento da emoção e por isso talvez não tenha sido compreendida.

Ela suspirou antes de derrubar a bomba no colo de David.

- Henry, ele é seu filho David. É um Boreanaz. Eu sei.

Ele franziu a testa e arregalou o olho não ela não poderia estar brincando com um assunto tão sério como esse, não a Emily.

- Em, eu não entendo...isso não pode ser verdade. Como...não...

- É verdade, fiz as contas e tomei a liberdade de fazer um DNA. Eu tinha dúvidas e não poderia conviver com ela. Ninguém sabe disso além de mim e do meu médico e agora você por direito. Não sabia quando de contaria mas ao ver tudo que passamos hoje, juntos, saber que você assistiu o nascimento de seu próprio filho e não saber a verdade, não era correto.

Ele ainda estava zonzo com a noticia. Precisava saber como ela desconfiara, porque.

- Como?

- Foi no inicio de janeiro. Lembra logo que voltamos a filmar? Fizemos uma entrevista para aquele repórter do Hollywood Report? Ele foi no set ver as filmagens e lembro que começou a fazer perguntas sobre a Katheryn.

- Não lembro. É talvez seja melhor você me contar tudo.

- Ok, ele pediu uma entrevista para nós e aceitamos. Estávamos sentados num canto do set e ele nos perguntava sobre o andamento da sexta temporada.


Nove meses atrás...


Emily estava sentada ao lado de Boreanaz e o repórter a frente deles. Era comum para os dois darem entrevistas logo que voltavam a filmar episódios novos no set. O repórter queria de certeza saber sobre a influência da personagem Hannah nesse resto de temporada.

- Vou começar fazendo uma pergunta a Emily. Como você se sente em ter uma nova entrante competindo com você pela atenção de Booth? Nós vemos Brennan procurando ser amiga de Hannah mas até que ponto isso é verdadeiro?

- Olha, a entrada da personagem trouxe uma nova dinâmica pro set e pessoalmente é muito estranho ver depois de seis anos alguém disputar com você o lugar principal. Não é algo natural. Nem pra mim, nem para Brennan. Do jeito dela, ela procura se ajustar porque quer a felicidade do Booth mas ela chega a um ponto onde começa a se questionar sobre essa suposta amizade, quer dizer, isso é saudável?

- Especialmente após o Doctor in the photo e da revelação de Brennan não?

- Ah, sim. Aquela cena no carro com o Booth, foi um soco no estomago. Pela primeira vez, Brennan deixou suas emoções transparecerem e isso a deixou vulnerável. Receber aquela resposta de Booth a fez questionar seu mundo, seus sentimentos e a presença de Hannah na vida dela. Eu particularmente adorei esse episódio, ele teve uma carga emocional muito grande para mim e para a personagem. Na boa? Não vejo a hora de gritar fora Hannah!

O repórter riu junto com ela. Boreanaz a olhava secamente.

- E você, David? Como está sendo ter Katheryn Winnick como parceira e namorada?

- Ótimo! Hannah é uma namorada fantástica e Katheryn uma ótima atriz e parceira de cena. Acho que o Booth estava realmente precisando de algo assim. Movimentar sua vida. Esse lance de ficar esperando um dia Brennan se decidir se quer ou não ficar com ele, acho que já deu. Estou adorando ver Booth devotar sua atenção à nova namorada.

Agora era Emily quem fazia cara de poucos amigos, não estava gostando nada do rumo da conversa.

- Quer dizer que você aprova a decisão de Hart ao contrario de todos os fans de Booth e Brennan?

- Sim, apoio. Hart acertou em cheio. Katheryn é linda, inteligente, excelente atriz e divertida. De alguma forma, ela transferiu tudo isso a sua personagem transformando Hannah na mulher perfeita para Booth.

- Então ele ama a Hannah?

- Sim, ama. Posso vê-lo casado com ela certamente.

- Nossa, Emily! Você tem uma grande rival não?

- É, você está certo em dizer isso. E que fique claro que Brennan ama e muito o Booth, se ele acha que Hannah é melhor para ele, o que posso dizer? A escolha é dele pena que será a errada afinal cinco anos de parceria e dedicação não podem ser jogados no limbo por uma loira com um belo par de pernas. Se for assim, Booth nunca mereceu a Brennan.

O repórter não percebeu mas Emily fuzilava Boreanaz com o olhar.

- Wow! Opiniões divergentes. Então, David acho que a pergunta que não quer calar é o Booth ainda ama a Brennan?

- Não sei. Isso quem vai dizer é Hart. Ele com certeza ama a Hannah.

- Muito interessante, obrigada aos dois. Essa entrevista vai dar o que falar.

Emily mal se despediu e saiu como um furacão. Ela estava muito irritada com as declarações de David. Ele ainda a chamou uma duas vezes mas ela não deu a mínima. Eles ainda tinham uma cena para gravar antes do repórter solicitar a entrevista e deveriam grava-la agora. Como eles se atrasaram, o diretor optou por gravar uma cena de TJ e Michaela. David conversou com ele e comentou que Emily estava um pouco indisposta e resolveram fazer a cena amanhã. Já passava das 8 da noite e agora David podia tirar a limpo aquele piti todo que ele percebera durante a entrevista.

O set estava quase vazio com exceção de alguns técnicos que ainda ajustavam algumas coisas por ali. Ele dirigiu-se ao camarim dela encontrando a porta fechada, bateu.

- Emily, você está ai? Esqueceu que ainda tínhamos uma cena para filmar. Emily!

- Vai embora David, não quero falar com você.

- Quer abrir essa porta? Eu não vou a lugar nenhum até você me explicar o que foi aquilo.

Do lado de dentro do camarim, ela enxugava as lágrimas. O rosto vermelho de raiva. Como ele se atrevia a falar daquele jeito sobre ela, sua personagem e a tal da Katheryn? Se ela abrisse aquela porta não ia prestar. Ele ia ouvir pelas besteiras que falara.

- Eu estou esperando Emily.

Ela abriu a porta e o puxou pra dentro do camarim passando a chave.

- Qual o problema, Emily?

- Problema? Ah! Além do fato de você ter me desmerecido na entrevista, de ter falado mal da minha personagem? Nenhum imagina! E que historia é essa de declarar para um repórter que quer casar com Hannah, que não ama Brennan. Em que planeta você vive?

- Hey, foi só uma entrevista. Nada demais.

- Como nada? Você chegou nesse seriado agora por acaso? Cinco anos de história e você quer Booth casado com Hannah? Ah faça-me o favor!

- Você está levando para o pessoal...

- É, e não deveria? Se está tão insatisfeito com sua parceira de cena, diga a Hart e fique com Katheryn. Posso me demitir pra facilitar as coisas para você.

- Pare com isso! O que deu em você?

- O que deu em você pra me ofender e ao meu trabalho. Em dois tempos, Katheryn ganhou toda sua atenção e tornou-se melhor que eu. Você está me descartando como atriz. Eu não gostei disso. Satisfeito? Vai ficar com sua Hannah. Eu e a Brennan somos boas demais para alguém como você.
E finalmente ele entendeu.

- Você está com ciúmes, Emily? Da Katheryn?

Ela mordeu os lábios. Droga! Agora estava perdida.

- Emily , você não deveria...

- Porque? Devo ser sempre a boazinha? A certinha? Devo ser a Brennan? Você pensa que é fácil ver todos esses beijos, saber das cenas de amor, de cama. Contracenar com ela e você é muito difícil pra mim. Não tenho sangue de barata.

- Mas isso faz parte do seu trabalho. Não pode optar em não fazer. Você é uma atriz.

- Eu sei! E por isso me mantinha quieta. Profissional. A partir do momento que você ofende meu trabalho ai a coisa muda de figura. Droga, David!

Ela virou-se de costas para ele a fim de segurar as lagrimas e não demonstrar sua vulnerabilidade. Respirava fundo. Ele a observava calado. Odiava brigar com ela, não merecia isso. Ele a adorava. Queria tanto poder não esconder o quanto gostava dela. Antes era natural demonstrar o quanto gostava dela mas agora ela era casada e traição era algo que não passava na mente dela. Ele se aproximou e acariciou os braços dela que se mantinha de costas para ele.

- Desculpe, Em. Eu não sabia disso. Não queria te magoar.

Ela virou-se para ele. Fitou-o nos olhos ainda com resquícios das lagrimas que se formaram.

- Mas magoou. E eu também estou errada. Não devia estar tendo uma crise de ciúmes, você não é meu namorado, nem meu marido. Não tenho direito a sentir ciúmes.

- Você está enganada. Sentimos ciúmes de todas as pessoas que amamos. Eu também tenho ciúmes de você, várias vezes. Todo o dia quando você vai embora para casa com o outro David que não sou eu, Em.

Ele acariciava ainda os braços dela, uma das mãos subiu pelo ombro dela e tocou-lhe o rosto. O polegar deslizava pela mandíbula e queixo, provocando.

- Não devíamos, não podemos... Deus mas eu quero tanto...

- Eu também, Em... – ele a puxou pela nuca e beijou-a com vontade. Algo que queria fazer novamente em muito tempo, para ser exato desde que ela avisou que ia se casar. A língua dele circulava pelo interior da boca explorando cada pedacinho. Ela o puxou para mais perto, colando seu corpo ao dele. Num misto de movimentos rápidos, David a colocou sobre uma bancada do camarim. As calças dele já estavam no joelho e o membro de fora já começava a enrijecer. Ele suspendeu o vestido que ela usava e arrancou-o pela cabeça dela. Carregando-a, a colocou sentada em seu colo no sofá. Emily desfez a camisa dele e jogou no chão. As mãos dela passeavam pelo peito dele enquanto ele se livrava do soutian dela.

Ele segurou os seios dela entre suas mãos e com a língua provou um e depois o outro para finalmente abocanhar um deles e a fazer gemer e jogar o corpo para trás. Ela sentiu a umidade aumentar entre as suas pernas. Ela o desejava, ansiava por tê-lo dentro dela.

- David por favor...

Ele entendeu e em um rápido movimento a penetrou. Emily adorou a sensação de estar completa. Eles se moviam em sincronia como se tudo aquilo fosse algo natural para os dois. Era como estar em casa. Vez por hora, trocavam beijos e caricias sem deixar de perder o ritmo. Sentiram os corpos esquentarem e Emily sentiu o tremor percorrer o corpo anunciando a chegada do prazer. Ele continuava a mover-se dentro dela acelerando ao máximo apenas para vê-la sucumbir ao orgasmo. Para não gritar, ela enterrou a cabeça no pescoço dele mordendo-lhe o ombro. Em poucos segundos, ele também gozou. Ficaram abraçados por vários minutos naquele sofá até resolverem se levantar. A ultima coisa que Emily se lembrava era de um beijo apaixonado e de que quando saíram não havia mais ninguém no Studio.

- E foi assim que Henry foi concebido.

- Deus, num ato impensado e louco.

- Num momento de loucura e paixão, David.

Ele sorriu.

- Como você desconfiou?

- Numa consulta entre o sexto e sétimo mês. O médico insistia para que eu soubesse do sexo e eu relutava. Então observando o ultrasom, ele comentou que eu era corajosa e que o bebê deveria nascer entre o dia 18 e 26 de setembro. Fiz as contas na minha cabeça e sabia que tinha algo errado. Meu bebê deveria ser do fim de agosto, começo de setembro. Ele mostrou para mim a provável data da concepção e foi ai que desconfiei. Aconteceu no inicio de janeiro, David. Fiz o DNA e constatei que era seu filho.

- Isso é tão... intenso!

- Desculpe.

- Desculpar de que? Você me deu uma lembrança linda e um filho. Um símbolo do nosso amor, Emily.

- Ou da nossa traição...

- Não, nem pense assim.

- Eu estou tão feliz por ele ser seu filho, isso me faz uma má pessoa?

- Não, te faz uma pessoa romântica e que acredita no amor.

Ele parou de falar, beijou a mão dela e deixou escapar.

- Tenho um filho... um menino meu e seu Emily. Isso é tão surreal e maravilhoso.

- É sim. Você me perdoa por esconder isso de você?

- Claro que sim. Não deve ter sido fácil.

- Quando vi a sua preocupação, o jeito como tentou me ajudar, assistindo ao nascimento do seu próprio filho, eu simplesmente não podia esconder a verdade de você.

Ele sorriu, inclinou-se e a beijou nos lábios. Um beijo carinhoso, de agradecimento.

- E agora? O que fazemos?

- Continuamos com as nossas vidas como elas são por enquanto. É muita mudança de uma vez só para mim, David. Sou mãe de primeira viagem, minha vida vai mudar, o trabalho. Preciso me adaptar. Não sei o que o futuro nos reserva mas prometo que de alguma forma você fará parte da vida de Henry. Eu farei o que puder para que isso aconteça.

David olhou para o bebê dormindo pacificamnte no bercinho ao lado dela. Um sorriso lindo se formou no rosto dele. Devagar, ele pegou o menino em seus braços e sentiu a emoção o dominar.

- Eu sou pai, Em. Esse é o nosso bebê.

Ela sorriu de volta para ele. David cheirou a cabecinha do menino. Aquele cheirinho inconfundível de bebê. Delicioso. Cheiro de amor e pureza.

- Obrigada, Em. Foi o melhor presente que você poderia me dar.

- Eu que agradeço, e te amo mais ainda por isso.

- Também te amo, como você bem sabe, mesmo com todas as adversidades das nossas vidas.

Ele inclinou-se ainda com o bebê nos braços e a beijou-a apaixonadamente. Ao quebrar o beijo, ele viu a lágrima no rosto dela.

- Olha, Henry mamãe tá chorando feito boba. Sabe porque? Porque papai te ama e também ama a mamãe.

Henry começou a choramingar e David sorriu.

- Parece que o mocinho está com fome novamente.

Ele estendeu o filho para ela e Emily o ajeitou no seio para mamar, uma mão apoiava o filho e a outra buscou pela dele. Ficaram calados observando aquele momento mágico em família que certamente se repetiria nas suas vidas mudando-as de forma inesperada, obrigando-os a se adaptar a adversidade e ainda assim viver momentos de felicidade.


THE END

domingo, 12 de fevereiro de 2012

[Demily Fic] Valentine Bliss

Taí a primeira fic do Projeto Valentine's Day!



Valentine Bliss
Autora: Karen Jobim
Classificação: PG-13/NC-17
Gênero: AU
Advertências: Angst,Romance – durante Two bodies in the lab 1T
Capítulos: One-shot
Completa: [ x ] Sim [ ] Não

Resumo: David e Emily estão filmando o 15º episódio da temporada. Tudo parece bem mas a presença de um outro ator começa a deixar Boreanaz insatisfeito.

Nota da autora: Em continuação ao projeto melhores momentos Demily. Sugiro ler Do not blame the wine e All I want for XMas primeiro! :) E fiz um pequeno comentário que pode soar ruim para algumas leitoras, mas eu fiz porque quis. LOL.

Enjoy!


Valentine Bliss



Fox Studios – 9 am

Emily chegava para mais um dia de trabalho. Hoje começariam as filmagens de um novo episódio. Particularmente, ela tinha gostado da temática. Brennan decidira investir no namoro virtual, algo totalmente imprevisível para sua personagem e claro que isso causaria um certo desconforto ao seu parceiro Seeley Booth.

Ela cumprimentou a todos por onde passava até chegar ao camarim. Rapidamente, a maquiadora já estava a postos para prepará-la para as primeiras cenas a serem gravadas.

Vinte minutos depois, ela estava de script na mão conversando com o diretor sobre seu posicionamento de cena. David apareceu nessa hora gritando bom dia aos quatro ventos. Hoje ele começava a filmar apenas dali a duas horas e iria aproveitar para estudar melhor o seu texto. Foi até ela e deu-lhe um beijo no rosto.

- Oi, gorgeous!

- Oi, David! Está animado hein?

- Só estou de bem com a vida.

- Certo, isso é bom.

- Falou David mas a Emily precisa gravar, pode ser? Depois vocês conversam.

- Ouch! Que coisa, tá bom vou pro meu camarim.

Ela riu do jeito dele fazendo careta para o diretor. Um eterno menino bobo. Ela gravou suas primeiras cenas e partiu para a gravação com David do caso. Tudo correra bem pela manhã e dentro do cronograma. Foram avisados que às duas da tarde, Hart queria uma pequena reunião com o elenco para ajustar alguns detalhes.

Almoçaram pelo estúdio mesmo para poupar tempo a fim de saírem cedo. Passaram duas horas conversando com Michaela. Às 14 eles estavam na sala de reunião a espera de Hart que chegou dez minutos depois acompanhado de um rapaz bem charmoso.

- Boa tarde pessoal! Como estão?

Todos cumprimentaram Hart. Michaela olhava para Emily maliciosamente apontando com a cabeça o novo integrante na sala. Emily sorriu para a amiga e deduziu que ele só podia ser o ator que ia contracenar com ela no papel de David.

- Antes de mais nada, quero apresentar Coby Ryan para vocês. Ele fará o papel do suposto namorado de Brennan.

- Oi, Coby!

- Hey!

- Seja bem-vindo! Michaela falou – A Emily é uma sortuda, só divide a cena com gatos!

Todos riram.

- Só você mesmo Michaela... prometo que vou arranjar um namorado pra você ok?

- Vou cobrar hein, Hart!

- Chega de brincadeiras, vamos ao trabalho. Sente-se Coby. Então, o que gostaria de discutir com vocês é ...

E Hart ganhou a atenção de todos por quase duas horas discutindo detalhes do episódio. As cenas mais difíceis, confirmando equipamentos técnicos. Quando finalmente terminou, ele fez as últimas recomendações:

- Bem, agora vamos nos concentrar nas cenas de TJ, Michaela e Erick. Pelo que entendi, David e Emily gravaram todas as cenas previstas para hoje, portanto David você está livre para ir. Amanhã terá que trabalhar até mais tarde por conta das tomadas externas noturnas. Quanto a você, Emily fica a seu critério mas sugiro que aproveite para conhecer Coby, discutirem as cenas de vocês e ensaiarem. Agora ou amanhã pela manhã porque às 9 quero começar as cenas de vocês internas e à noite as externas como já citei.

- Ok, não tenho pressa de ir para casa então vou aproveitar e conhecer o Coby se você não se importar.

Ela disse sorrindo para o ator.

- Claro que não Emily será um prazer.

David entortou a boca. Não estava gostando nada daquela história. Infelizmente, ele não podia ficar de guarda na sala e resmungou alguma coisa sobre ir ao seu camarim.

Emily indicou a cadeira a seu lado para Coby sentar e em poucos minutos eles já estavam bem à vontade. Coby era divertido, charmoso e muito atencioso. De sorriso fácil, a interação dos dois foi automática. Ele também era muito focado no trabalho e sugeriu várias coisas para testarem nas cenas.

Ficaram ali quase duas horas e combinaram de chegar ao estúdio às 7 da manhã para ensaiarem. Saíram rindo da sala e Coby se despediu dela dando um beijo na bochecha o que não passou desapercebido a Michaela. Assim como a Boreanaz que enrolou o máximo que pode no estúdio para ver quando ela ficaria livre. Porém, Michaela foi mais rápida que ele seguindo-a até o camarim.

- Então? Como é ele?

- Ótimo.

- Detalhes, Emily, detalhes.

- Oh, Michaela nada demais! Ele é atencioso, divertido, charmoso e bem profissional. Poderia acrescentar que talvez merecesse o título de cavalheiro.

- Hum... detecto um interesse maior que profissional aqui, Em?

- Claro que não! Tudo bem que ele parece um bom partido mas não, se você quiser...

- Ah, não acredito em você! Oh, Emily você é solteira, bonita porque não aproveita?

- Ah, porque não estou interessada...

- Não diga isso, avalie a possibilidade.

Emily riu.

- Bem, chega por hoje. Até amanhã amiga.

E ela caminhou para a saída. Ao chegar ao estacionamento, se surpreendeu ao encontrar Boreanaz escorado no seu carro.

- David? O que você faz aqui? Pensei que já estava em casa a muito tempo.

- Não, aproveitei para passar meus textos e aprender algumas dicas de direção com o Mike. Você está indo pra casa?

- Estou.

- Não quer comer antes? Tailandesa?

- Não, David. Obrigada mas eu passo. Quero descansar, amanhã o dia será cheio.

Ele fez uma cara de desapontado. Mas resolveu não insistir.

- Mas quarta está tudo certo? Vamos para o nosso happy hour?

- Se o Hart não nos colocar para trabalhar até de madrugada...

Ele riu.

- Boa noite, David.

Ele sorriu e puxou-a direto pelo braço e deu um beijo na bochecha.

- Boa noite, Em.

E largou-a deixando ela caminhar para o carro.


Dia seguinte...


Emily chegou cedo ao estúdio e já estava ensaiando suas falas com Coby. Eles se divertiam e conversavam bastante. Emily parou para observar o jeito dele com ela. De certa forma, ele criara uma atmosfera confortável entre eles e tentava flertar com ela. Emily achava bonitinho o jeito dele e se fosse em outra época até daria corda mas infelizmente seu coração tinha dono. Mesmo esse suposto dono não tendo qualquer relacionamento oficial com ela.

Quando David chegou, a encontrou tomando um suco e rindo com Coby. Não gostou nada do que viu. Quem essa cara pensa que era? Acabara de chegar e já queria se enturmar assim? Resolveu que estaria de olho e se precisasse colocaria ordem na casa.

Felizmente, não foi preciso Boreanaz dar escândalo pois Coby era educado e discreto assim como Emily que percebeu a cara de poucos amigos de David logo pela manhã quando ele encostou ao lado dela antes de filmar sua primeira cena e soltou a pérola.

- Seu novo amiguinho,Emily? Unha e carne é?

Claro que Emily tirou por menos nem se dando ao trabalho de responder.

Gravou a manhã toda com eles, algumas cenas com Boreanaz, outras com Coby. Na parte da tarde teve uma certa folga já que concentraram as cenas de laboratório e gravou apenas com Michaela. É claro que a amiga comentou sobre Coby e também das reclamações nada satisfeitas sobre o novo colega de David.

- Acho que se sentiu ameaçado por não ser mais o gostosão do pedaço.

- Não fale assim, Michaela.

- Porque não se é verdade? Ele resmungava do jeito dele com você... ciúmes, amiga.

- Ciúmes de que? Não somos namorados! Ele é casado.

- Por isso mesmo, você é livre e se quiser pode dar uma chance a Coby, ele não pode impedir daí a raiva dele.

- Só você mesmo para pensar nessas coisas...

Ela deixou a amiga indo ao seu camarim se arrumar para a próxima cena que gravaria. Sabia que ela tinha razão, David certamente faria o possível para evitar que ela desse bola para Coby. Porém Emily decidiu deixar esse assunto de lado.

Como fora avisado por Hart, eles trabalharam até às duas da manhã e foram dispensados com a volta ao estúdio apenas na parte da tarde. No dia seguinte, Emily estava um pouco cansada da maratona e sabia que precisava se alimentar bem resolveu ir ao trabalho mais cedo assim quem sabe almoçava com Michaela? Ficou surpresa ao ver que Coby já estava lá.

- O que faz aqui?

- Pediram para eu vir refazer uma tomada. E você? Não estava de folga até a tarde?

- Estou, mas pensei em vir mais cedo e chamar a Michaela pra almoçar. Ela está por aí?

Um dos técnicos respondeu.

- Estúdio 3.

- Obrigada!

Ao encontrar Michaela filmando, Emily resolveu sentar-se ao lado do diretor e observar. Cinco minutos depois, ouviu-se o corta e a amiga foi até ela.

- Que faz aqui?

- Vim te chamar para almoçar.

- Ah, eu adoraria mas pelo andar da carruagem, não vou terminar tão cedo. Estou filmando dois episódios.

- Ah, entendo. Tudo bem, vou sozinha.

- Porque? Aposto que o Coby ia adorar te fazer companhia. Ou devo dizer David...

Emily revirou os olhos, não ia entrar na provocação da amiga. Por outro lado, a idéia de ter a companhia de Coby para almoçar não era má.

- Vou indo então, volte pro trabalho.

Ao retornar ao estúdio onde filmavam as cenas principais, ela encontrou Coby conversando com o diretor. Riam animadamente.

- Hey, Emily! Já está de saída?

- Michaela não poderá almoçar comigo então vou logo fazer isso.

- Você se importa de me acompanhar no almoço? Sei que não sou tão boa companhia como ela mas...

- Que isso! Eu adoraria.

Foram almoçar num pequeno bistrô próximo ao estúdio. Ela não se arrependeu por ter aceitado. O almoço foi muito bem e Coby era mesmo muito divertido, além de conversar sobre vários assuntos diferentes.

- Emily, posso te fazer uma pergunta?

- Claro!

- Mas é meio pessoal por favor não se ofenda, se não quiser responder eu entendo ok?

- Pergunte logo!

- Você e David tem algum tipo de relacionamento?

Emily se espantou com a pergunta. Coby percebeu e tentou consertar.

- Calma, deixa eu explicar. É que desde que cheguei no estúdio, ele me trata com indiferença, joga algumas indiretas e já o ouvi conversando com um dos auxiliares de câmera sobre não gostar do jeito que você fica me dando atenção. Sempre me disseram que Boreanaz é um cara ótimo de se trabalhar e eu estava ansioso por trocar experiências com ele mas parece que ele só vive de cara feia para o meu lado...

- Oh, entendi. Eu e David somos amigos e parceiros de cena. Ele é casado e talvez esteja tratando você assim por não estar acostumado a ter um outro cara a competir com ele no estúdio. O ego dele é bem grande!

Ela riu. – Não diga a ele que falei isso.

- Tudo bem. Mas você tem certeza que não é ciúmes de você?

- Até pode ser um pouco mas não da forma que você está imaginando.

- Então quando ele souber que almoçamos juntos, isso não ira trazer problemas para o nosso lado?

- Não deveria e se ele se irritar com isso, deixe que eu sei como segura-lo.

- Tem mais uma coisa, Emily.

Ela percebeu que estava prestes a receber uma cantada.

- Gostei muito de você. É melhor do que eu imaginava. Você é linda, divertida, atenciosa, super profissional. Estou muito feliz por poder trabalhar com você.

- Nossa, Coby! Obrigada.

- E quer saber? Acho que entendo um pouco o David. É muito fácil se afeiçoar a você. Não é a toa que ele sente ciúmes.

Ela apenas sorriu. Ele esticou a mão e tocou a dela roçando o seu polegar levemente sobre a pele. Emily pressentiu o que poderia acontecer e a priori não estava preocupada. Ele se aproximou dela e pelo olhar, ela sabia exatamente onde isso acabaria. Não resistiu. Coby e ela estavam a centímetros um do outro quando ele fez o próximo movimento roçando seus lábios nos dela antes de entreabri-los para beijá-la. E Emily deixou.

O beijo foi simples e carinhoso. Tinha jeito de um primeiro beijo. Emily gostaria tanto que isso pudesse ter futuro, que ela pudesse se envolver com um cara legal como ele porém quando o coração não coopera, não há como fingir.

Ele quebrou o beijo e ficou olhando para ela.

- Desculpe, acho que não devia ter feito isso.

- Não se desculpe. Eu também quis.

- Mas será apenas isso não?

- Sim,Coby. Infelizmente. Eu gostaria muito mas não posso ir contra meus sentimentos e princípios. Não quero usar e magoar você. Desculpe.

- Tudo bem, não vou insistir mas Emily, pense bem no que você está fazendo para não acabar sendo a magoada da história.

Ela voltou a sorrir.

- Você é bom demais, Coby.

Ele ficou meio envergonhado e para disfarçar pediu a conta. Voltaram ao estúdio caminhando lado a lado. Emily tinha o braço envolto no dele e eles conversavam e riam muito à vontade. David já estava no set e viu a alegria dos dois quando entraram. Fechou a cara na hora. Coby cumprimentou a todos e Boreanaz apenas balançou a cabeça com cara de poucos amigos. Percebendo a irritação de David, ela resolveu acalmá-lo. Foi até ele e puxou-o para um canto reservado com o pretexto de discutir uma cena. De frente para ele falou baixinho.

- Quer tirar esse bico quilométrico da cara?

- Porque? Algum problema? Estou incomodando você e seu novo amiguinho?

- Porque você fica horrível quando está irritado. E pare de implicar com o Coby. Ele queria muito poder aprender com você mas nem um bom dia decente ele consegue te dar. Parece uma criança birrenta!

- Wow! Se já está defendendo deve ser seu novo namorado, não?

Ela revirou os olhos.

- Você é bem desagradável quando quer não David? Pare com isso! Coby não é meu namorado, bem que poderia ser. Ele é bonito, atencioso, divertido.

- Tantos elogios... ele falou sarcástico.

- Poderia se eu não...

- Se você não?

- Ah, esquece!

- Complete a frase, Em.

- Se eu não fosse burra o bastante pra pensar em você. Droga!

Ele abriu o sorriso.

- Já percebeu que até quando Brennan arranja um suposto pretendente ele tem a ver com você? Porque foram arranjar logo um David para ela?

- Porque os Davids são os melhores!

- Arf! Convencido! E pare de dar show pelo estúdio. E nada de cara feia para o Coby, estou de olho!

Enquanto ela se distanciava, ele sorria por dentro. Chamou por ela.

- Hey,Emily!

- Oi...

- Tudo certo para hoje à noite? É quarta...

- Sim, tudo certo.


À noite


David e Emily despediram-se de todos e seguiram para seu momento happy hour que todos conheciam. As quartas eram deles. O que Emily não percebera era que essa quarta em especial era véspera do dia dos namorados e nem imaginava o que David pretendia aprontar com ela. Foi só quando reparou que ele pegara um caminho diferente que perguntou.

- David onde estamos indo? Você errou a saída.

- Não errei, hoje vamos a outro lugar.

- Porque?

- Quer parar de fazer pergunta... você já vai saber.

- Estamos quebrando a rotina da quarta e você está misterioso, o que está havendo?

- Não estou quebrando a rotina é só que hoje decidi conhecer um outro lugar.

Ele estacionou o carro na frente de um hotel de Los Angeles. Entregou as chaves para o manobrista e ao lado dela guiava-a para dentro do hotel com a mão apoiando as costas dela.

- Para a esquerda, Emily.

A recepcionista do bar sorridente os cumprimentou.

- Boa noite! Mesa para dois?

- Sim, está reservado. Boreanaz.

Ela checou a informação e acenou com a cabeça.

- Sigam-me por favor.

Ela os levou a uma mesa de canto para duas pessoas, informou que o garçon já viria atende-los e desejou uma ótima noite. Sentada de frente para ele, Emily observava o lugar. Muito aconchegante.

- Onde descobriu esse bar?

- Um amigo me recomendou.

- Que amigo?

- Você provavelmente não o conhece. Ele é ator também. Nathan Fillion. Tem muito bom gosto.

- Nathan? Capitão Reynolds, Mal de Firefly?

- Você conhece ele, Emily?

- Eu assistia a série por ele. Acho-o muito charmoso. Ainda não consegui conhecê-lo realmente.
David entortou a boca. Ela teve que sorrir.

- Que tal mudar de assunto? O que você quer beber? Vinho?

- Sim, tinto.

- Que tal um champagne hoje?

- Se você está a fim...

Ele se dirigiu ao garçon e fez o pedido também escolheu algum petisco para começarem a noite.

- Você está mais alegrinho desde que conversamos. Acabou a implicância com Coby?

- É, não que esteja satisfeito com sua declaração sobre ele mas acho que posso conviver por uns dias a mais. Logo ele vai embora.

- Oh, David! Que coisa mais chata de se dizer.

O champagne chegou e ele ergueu a taça querendo fazer um brinde. Emily achou estranho.

- Sabe que dia é hoje, Em?

- Quarta.

- Não Em, hoje é 13 de fevereiro, véspera do dia de São Valentim. O padroeiro dos namorados.

- Ah, tinha esquecido! Amanhã é dia dos namorados.

- Isso mesmo, e por isso quero fazer um brinde. Aos eternos apaixonados, como nós.

Ela sorriu. O gesto era bonito e como ela gostaria de comemorar a data com ele mas amanhã sua valentine seria a esposa. Ela sentiu uma pontada no coração. Odiava quando ele a afetava assim.

- É alguns tem motivos para celebrar...

Ela ergueu a taça e ele percebeu uma nesga de tristeza em seu olhar. Ele esticou a mão para tocar a dela.

- Hey, o motivo do brinde era para ser algo bom, alegre. Somos apaixonados pela vida, Em primeiramente e somos apaixonados de coração e mente também.

- Só que às vezes isso não basta, David.

- Eu sei. Por isso te trouxe aqui hoje. Queria ter meu próprio Valentine’s Day com você. Nós vamos jantar, beber e conversar. E se você quiser fazer qualquer outra coisa, basta pedir.

Ela sentiu as lágrimas formando nos olhos. Respirou fundo para controlá-las. Ele a tentava. Ele a fazia agir totalmente diferente do que ela era. Emily não conseguia explicar que atração era aquela que a fazia perder seu próprio norte.

- O que eu quiser, David?

- Qualquer coisa...

Ela suspirou criando coragem para o que iria dizer.

- Vá até a recepção, pegue um quarto. Peça mais uma garrafa de champagne e mande entregar lá com uma porção de morangos. Vamos comemorar a data da maneira correta.

- Mesmo? Nada de jantar?

- Depois pensamos sobre isso... e corra antes que eu recobre minha sanidade.

Ele nem esperou ela terminar de falar. Correu na recepção, pegou a chave de um quarto e solicitou a bebida e os morangos. Voltou ao bar e mostrou a ela o número do quarto. Ela assentiu e ele foi na frente. Emily esperou cinco minutos e andou na direção do elevador. Quando tocou a campainha do quarto, ele abriu já com uma taça de champagne para ela nas mãos. Mas Emily se jogou nos braços dele procurando pela boca tão ansiada.


O beijo foi intenso. Ela estava com saudades. Fazia mais de um mês que eles estiveram juntos e ela prometeu a si mesma que não deixaria acontecer novamente o que acontecera no natal. Porém, era bem mais forte que ela, quase incontrolável. As mãos de David passeavam pelas costas dela puxando-a para si.

Devagar, ela desabotoou a camisa dele e a jogou no chão. Deixando suas mãos sentirem os músculos do peito nu a sua frente, ela sorria entre os lábios dele. Finalmente, pegou a taça da mão dele e quebrou o beijo. Enquanto ela bebia, David se livrava das peças de roupa que ela vestia deixando-a apenas com a lingerie.

Emily pegou um dos morangos e comeu-o devagar. Depois ofereceu mais um a David que o mordeu e tornou a beijá-la levando-a vagarosamente para a cama. Livrou-se das calças e a fez deitar. Pressionando seu peso sobre o corpo dela, ele beijava-lhe o rosto o pescoço e seguia pelo colo até chegar aos seios ainda cobertos pelo soutian. Com uma mão, ele desfez o fecho e deslizou as alças pelos ombros dela até se livrar da peça deixando os seios à amostra.

Ele encostou a ponta da língua em um e depois repetiu o movimento no outro para só então abocanhá-lo arrancando um gemido dela. As mãos ágeis, acariciavam a lateral do corpo dela procurando tirar a calcinha. E em poucos instantes, ambos estavam nus.

Pele contra pele, o calor e o desejo tomavam conta dos dois. O ritmo das carícias passavam de doce à frenéticas em um curto intervalo de tempo. David alternava os dedos no centro dela fazendo-a contorcer-se no primeiro sinal de orgasmo. Seu nome ecoou no quarto quanto o clímax a atingiu. Emily puxou-o com vontade para beijá-lo e pedir por mais. Ela sussurrou o quanto o queria dentro dela. Aquilo o deixou ainda mais excitado, duro como uma rocha. E obedecendo os desejos da bela a sua frente, ele a penetrou devagar.

A sensação de plenitude só viria a ser superada pelas carícias e pelo novo orgasmo que a tomava fazendo seu corpo tremer abaixo dele enquanto sentia cada estocada a levar para um nível superior. Uma calmaria se instalou em seu coração quando David deixou-se cair sobre ela. Ainda que as batidas fossem descontroladas, o sentimento era de paz. Por breves momentos ela se viu a ponto de chorar. O sentimento puro de amor a inundara.

Quando conseguiu recuperar-se, David voltou a colocar a cabeça no peito dela. Roubou-lhe mais um beijo e falou.

- Happy Valentine’s Day, Em!

- Pra você também.

E acariciou os cabelos dele. Pensando por alguns minutos, ela acabou falando.

- Eu não sei porque fazemos isso... somos dois loucos.

- Ah, você é mais louca que eu.

- Não David, é sério! Onde isso vai parar? Cadê nosso autocontrole?

- Dr. Temperance Brennan – ele brincou - não existe autocontrole entre apaixonados. Apenas vontade, sentimento e desejo, conviva com isso e seja feliz.

- Mesmo que por alguns breves instantes?

- Sim, esses momentos são tudo o que realmente importa.

- Então porque estamos parados e conversando?

Ela riu e o puxou num beijo apaixonado. Loucura ou não, que maneira melhor de se comemorar o dia dos namorados do que com alguém que se ama?

Emily Deschanel certamente não reclamaria.


The End


Comentem!!!

sábado, 14 de janeiro de 2012

[Bones] The Crack in the Code

E depois de um hiatus muito chato, com certas frustrações e uma necessidade de ver algo mais...


E esse algo mais, chegou! Finalmente após cinco episódios (na minha opinião) fracos e sem magia, vemos tudo o que amamos em Bones surgir na sutileza da escrita de Carla Kettner.

Em 40 minutos, Carla conseguiu resgatar todos os elementos que amamos com uma perspectiva diferente : a mudança das relações humanas entre nosso personagens preferidos.
O caso é um capítulo à parte! Call me crazy but, I LOVE SERIAL KILLERS!!!

E o nosso especialista em informática não decepciona (pior ainda é bonitinho kkk). Com cenas grotescas de restos mortais e pistas escondidas em códigos somos tragados pelo que tanto respeitamos em nossos personagens - a inteligência.

Ao falar de QI, antes mesmo dela dizer eu pronunciei que a Bren era a única que conseguiria dete-lo usando a mesma arma: seu IQ e sim, concordo com ela - não conheço ninguém mais inteligente que ela!

Se tem alguém que pode vencê-lo, esse alguém é a Brennan. E ela o fará logo após dar a luz (assim espero!)

Hodgins e Angela são um show à parte e desvendar aquele código foi bem interessante.

Wendell outra coisinha fofa! Eficiente e prestativo.

Poderia citar muitas coisas sobre esse episódio mas vou me ater a última cena:

A verdadeira saga de procurar por uma casa chegou ao fim e da melhor maneira possível. Num ambiente onde tudo parece errado e inapropriado, Booth oferece um lar a Brennan. E o mais incrível foi a forma com a qual ela aceitou.

Os ossos da casa, posso vê-los!

E novamente o sentimento, a cumplicidade e os olhares que tanto amamos estava ali, numa cena que fechou um ciclo na vida do nosso casal. Uma nova etapa se inicia para eles, a família Booth terá um novo foco, criará novas situações que se bem exploradas serão fascinantes!

Ótimo episódio, certamente o melhor da temporada até agora e fica aqui minha solicitação oficial (e especial):

Querido Hart Hanson, seja feliz escrevendo The Finder, a Carla Kettner pode assumir Bones e fazer maravilhas na S7 e quiça, na S8!


See ya!

sábado, 3 de dezembro de 2011

[Bones] The Man in the Mail




Acabei de assistir a esse epi de Bones e gostei da abordagem criada porém, como escritora tenho algumas coisas a criticar. Tentarei fazer comentários breves e talvez não siga a minha linha normal de comentários.



Esse episódio em particular foi voltado para uma situação emocional. A morte do pai de Booth. Compreendo totalmente a idéia de mostrar isso. Gosto de episódios dramáticos e com carga emocional grande então porque considerei esse algo mediano?



A Resposta? Pequenas atitudes com grande impacto.




Pops aparecendo! Sempre é algo bom :) Infelizmente as notícias dessa vez não são. Booth reage a morte do seu pai com uma certa indiferença, o que é compreensível pela sua história. O que não aceito é toda a agressividade despejada durante todo o episódio nas pessoas que só queriam ajudá-lo.



Booth foi bruto com Brennan - caramba (não era isso que queria realmente escrever), ela até sugeriu que ele não pegasse o caso. Ele também foi bruto com o Pops, será que ele não percebe que por mais que o filho seja um bosta, todo pai/mãe o ama da mesma forma. Gostei muito de ouvir as palavras do Pops sobre isso. Acredito que serve para todos nós.



Bem, voltarei no emocional depois. Vamos as partes cômicas:



- Clark...ele não dá uma dentro. A cena com a Bren mexendo nos seios por causa do incômodo muito engraçada e todas as vezes que Clark tentou fazer algo pra superar o episódio anterior, ele fazia algo estranho , tadinho! Essas cenas só acontecem com o Clark, tudo porque ele quer ser o mais profissional possível. LOL



- Hodgins parece criança brincando com todo o tipo de artefato e arma...tsctsctsc



- Brennan nonsense... e inocente! É sempre bom ver momentos assim.




Pontos Altos:





- A cena do carro onde mais uma vez Brennan tenta fazer Booth falar. A carinha dela é muito linda e lá vai ele cortá-la com rispidez. E a troca de assunto? Do you mind if I sleep naked tonight? Sure, not at all... (mente pervertida vagou...) , oh Bren...



- Angela e Bren conversando também foi uma cena interessante. Claramente, Bren se preocupa com ele e quer ajudá-lo, o fato dela pedir ajuda a Angela deixa isso evidente. E aquela frase da Angela só você pode dar a Booth o que ele precisa? (pq pensei em outra coisa com isso? mente pervertida parte 2 - oh, lord!)



- Pops e a carta... não há o que comentar, fiquei emocionada. As palavras foram tocantes. Ponto para o nosso amado Pops.




Pontos Baixos/Ruins:



De novo o caso foi muito fraco e pra variar se perdeu em meio ao emocional do episódio.



Gente, qual o papel da tal Agente Shaw?! Ainda não vi a razão...substituir Bren na licença-maternidade?



A Cam tá mais pra estagiária que Chefe.... #justsaying




A Melhor Cena:



Acho que todos concordam que foi a cena final. Porém, antes de falar de Booth e Boreanaz vamos ao início da cena. Brennan. Durante todo o episódio, Booth se fechou para qualquer ajuda que ela quisesse oferecer. Mesmo assim, ela achou uma forma de confrontá-lo e da melhor maneira possível. Ela foi direta mas emocional. E ao contrário do que ela pensa, disse sim a coisa certa. E o fez perceber que ele tinha que passar por aquilo. Achei lindo ela se lembrar das histórias....



Ver Booth abrindo aquela caixa e lembrando dos momentos felizes com seu pai trouxe algumas emoções à tona. O momento foi tocante, ele relembrando a World Series e chorando. Boa atuação de Boreanaz mas não vale o PCA/Emmy etc.



Meu comentário final talvez não agrade a muitos. Estava totalmente spoilerfree e por isso posso dizer: ainda não foi um grande episódio. Foi bom e emotivo. Fazendo a fatal comparação com o episódio emocional de Brennan...sorry, deixou a desejar. E me xinguem mas Brennan continua fazendo a diferença mesmo em um episódio centrado em Booth.



Faltou emoção, porque Brennan não podia abraçar Booth? Ou beija-lo, fazer carinho? Eles são um casal! E um deles acabou de perder um ente querido, cadê o apoio? Droga de pudico ....HH arfff



No geral, 8,5... ainda foi o melhor episódio da S7. Porém o conjunto continua a ter falhas. Sabem quanto teremos um episódio breathtaking? Quando o caso investigado se misturar a situação emocional de algum personagem, de preferência nosso casal principal. Aí sim, teremos todos os elementos necessários de um ótimo episódio.


Lembrando mais uma vez.... minha opinião, ok?




See Ya!

domingo, 20 de novembro de 2011

[Bones] The Prince in the Plastic

E mais um episódio de Bones! Dessa vez posso dizer que gostei bem mais que os outros dois. É, acho que posso dizer que foi o melhor até agora mas ainda não merece um - wow. Vamos as partes interessantes:


Caramba! Eu simplesmente não consigo engolir essa idéia de Sweets como parceiro de campo do Booth mas apelar para uma arma? Come on, HH! Aí é forçar demais... na minha opinião, essa idéia foi para encher linguiça no episódio porque a Emily não podia estar presente em todo ele.


O caso também foi bem simples. Gostei pelo fato de envolver brinquedos aí sim, trazendo uma outra dinâmica para a nova fase da vida de Brennan. E aposto como todos sabiam quem havia matado a vítima, muito fácil!


A Squint da semana não é a preferida de vários fãs mas eu considero a Daisy apesar de afetada, muito inteligente e de certa forma ela traz uma nova perspectiva ao caso, o que não foi diferente dessa vez. A ligação dela com o Principe encantado acabou por ajudar na descobertas de boas pistas para o caso. A cena onde ela explica através do boneco partes importantes de como aconteceu a briga entre a vítima e sua agressora foi bem interessante e o mais engraçado é que Brennan acaba ouvindo o que ela tem a dizer na maioria das vezes.


Agora, colocá-la no campo com Booth?! Weird... porém ela consegue ser útil.


Pontos Altos:


As cenas de Angela e Brennan são sempre lindas! Adoro a amizade dessas duas e Angie recuperou o ponto que perdeu no episódio passado comigo.


Michael! Como pode um bebê ser tão fofo?!!!


A cena de Brennan e Booth no sofá, ela falando que não é boa com brincadeiras e que tem medo de não se conectar com a filha. Parte mais fofa ela falando de dissecar sapos...oh,Bren! E claro, o carinho de Boreanaz na barriga de Emily - e Demilys vão à loucura!!!


Angela estressada com o Baby walk - LOL - e sobrou pro Hodgins além dela quase ter batido na Cam.


Pontos Baixos:


Cam continua sobrando... não gosto disso!


Exageros de Sweets nos episódios e agora uma arma?! Got your back, Booth?! No comments!


Primeiro Sweets depois Daisy...onde vamos parar? Quem será o próximo em campo com o Booth? Aiaiai...


Melhor Cena:


Definitivamente a última cena foi linda tenho que considerar um empate porque afinal, o que é a Bren tentando brincar com o Príncipe? Rachei de rir... Emily Deschanel é impagável! Quando vão dar um prêmio para essa mulher? Façamos nossa parte no PCA, people!


Bem melhor que as semanas anteriores, merece um 8 mas ainda preciso de um estímulo! Preciso tremer nas bases, espero ansiosa para o dia que isso aconteça.


Bjks!





sábado, 12 de novembro de 2011

[Bones] The Hot Dog in the Competition

Ok, terminei de ver o segundo episódio da S7 e vou comentar bem rapidamente porque, bem, não tem muito o que comentar.


Vamos lá!


Achei o episódio normal quase beirando o fraco, mas em alguns pontos posso até dizer que foi melhor que a SP. O grande lance desse episódio foi o novo estagiário Finn. Minhas primeiras impressões?


Achei muito metidinho, cheio de si para quem tem todo um background duvidoso. Parecia que era O cientista! Aquilo é jeito de falar com o Hodgins? Tudo bem que ele também forçou mas o cara está chegando agora, pow! Sei que a Brennan gostou dele, a Cam nem se fala! Mas acho que a Caroline fez bem em abrir os olhos da Cam. Não que eu ache que ele seja um assassino (volto nessa parte depois) só acho que a Saroyan como responsável seria a primeira pessoa a investigar e desconfiar antes de contratá-lo. Anyway, ele é inteligente e amoooo o sotaque dele! Quero ve-lo mais em ação para decidir vocês vão entender porque daqui a pouco.


Pontos Ruins:


O caso, foi só um caso. HH nojeira não ganha audiência, um caso bem construído sim...falta algo no episódio...

Odiando a interação Booth/Sweets....

Alguém mais tem a impressão que o Booth adora agir como mala? Continua uma montanha-russa de emoções, acho que ele tem tendência bipolar. Ele fica magoado porque Bones não entende o seu lado mas ele por várias vezes não se preocupa em entende-la também... #justsaying

Angela não gostei de vc ter dito aquilo para Bren, você é a pessoa dela, que a entende... perdeu pontos :(


Pontos Altos:


As cenas de comédia de Brennan! Essa idéia de se colocar no lugar de Booth foi o que rendeu bons momentos no episódio e a primeira coisa que lhe vem a cabeça é sexo! Ela diz quero fazer sexo como quem pede água! Adoro!

A cena final... as always... apesar de que deveria ter mais interação entre eles. (Tudo bem que meu lado Demily ama por saber que é o David tocando a barriga da Emily!)

It's a girl! (tá não foi surpresa)


Pontos mal explorados:


A exemplo da SP, novamente HH deixou passar um momento especial na nova vida de B&B, achei a história do sexo do bebê muito mal explorado... não escreveria dessa forma mesmo! Ok, as vezes tenho que me lembrar que não escrevo Bones...


A melhor cena:


Indiscutivelmente a melhor cena é aquela em que a Brennan vai examinar o cadáver mais uma vez. A forma como a cena de Emily interagindo com o seu bebê, colocando a música. Tocante! A expressão no rosto dela, a personagem e a atriz compartilham a idéia de um dia de cada vez, ela procura aprender mais e o faz com paixão. Logo em seguida, ela faz o que ninguém tinha feito. Confronta o Finn diretamente e acaba por provar mais uma vez (para o Booth mesmo não estando lá, porque nós já sabemos disso ) que é um ser humano fantástico. E ela me fez olhar o rapaz com outros olhos... criei uma certa curiosidade a respeito dele. Quero ve-lo novamente.


Booth se diz tão entendedor das pessoas mas no fim é Brennan que sempre surpreende! Sempre! Pena que ele nunca está por perto quando isso acontece.


Sei que a maioria vai dizer que a melhor cena foi a do ultrasom, eu não concordo.


Um comentário especial:


Emily está linda! Eu me sinto honrada de poder acompanhar a evolução da gravidez dela mesmo sendo por poucos minutos em cada episódio. A gravidez fez muito bem a ela! E tenho que ressaltar o quanto ela é importante nesse momento para a série, ela continua roubando a cena e salvando-nos de um episódio tedioso!


É isso não foi um ótimo episódio...acredito que HH precisa rever sua fórmula porque tá faltando algum ingrediente... alguém pensou angst?! Continuo esperando pelo momento que me fará perder o fôlego. E certamente não foi dessa vez!


Bjks!


PS: Lembrando novamente, é a minha opinião...