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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.46


Nota da Autora: Feliz 2019! Sim, eu sei que estou sumida, mas a vida tem diferentes caminhos e atividades para mim nesses ultimos meses e apesar da paixao por escrever, eu preciso faze-lo de forma diferente. Anyways, ai está mais um capitulo. Espero que gostem! 


Cap.46          
Castle prometera e não falhara, na manhã seguinte ele passou no apartamento de Paul cedo, logo que Kate saiu para o trabalho. Com Lily em seu colo, a bolsa pendurada nos ombros e um sorriso nos lábios, ele tocou a campainha. Audrey apareceu em um minuto escovando os dentes ainda embora já vestisse uma calça jeans, blusa de gola alta e um suéter sem manga por cima. 
— Quando você falou cedo imaginei umas dez da manhã. O alarme da cozinha acabou de tocar indicando nove. 
— O que eu posso fazer se minha mulher é uma workaholic? Noticias dos recém casados? 
— Que nada! Acho que esqueceram que nós existimos. 
— Isso é bom. Eles precisam desligar. Cadê o Charlie? 
— Na cozinha tomando café. Entre! Eu preciso ir no banheiro…- Castle caminhou até a cozinha. Charlie estava bebericando uma caneca de café e comia um pedaço de pão com queijo. Notou que havia frutas à mesa também. 
— Está pronto para sua aventura em Nova York? 
— Hey, Castle. Você chegou cedo. Ah, estou ansioso. Audrey me disse que iremos visitar a Lady? 
— Bem, ainda não é certo. Depende do tempo. Para ser sincero, tem coisas bem mais interessantes para se apreciar na cidade. Vou levado a um dos meus lugares preferidos. É lá que começaremos nosso passeio, mataremos dois coelhos com uma cajadada. Central Park e o Museu de Historia natural. 
— Ah, acho que é o único lugar sem comida que amo em Nova York - disse Audrey reaparecendo na sala pronta - e a biblioteca, claro! Hey, Lily - ela tirou a pequena dos braços de Castle - você está cada dia mais linda e a cara de sua mãe. 
— Também meu lugar favorito. Tenho que perguntar, que acha de comermos no Eataly hoje? A menos que tenha outra sugestão. Eu estou pensando em leva-los para jantar no Le Cirque à noite se sua mãe aparecer. 
— Não tenho qualquer objeção. Ainda tenho que levar o Charlie ao Chelsea market, a Dean & Deluca, tantos lugares! 
— Terão tempo para tudo. Podemos ir? - Charlie levantou-se rapidamente em direção ao banheiro. Dez minutos depois, eles saiam de casa. 
Castle não tinha a fama de bom anfitrião à toa. Enquanto passeava com os jovens, os entretida com historias e curiosidades da cidade, segredos e ainda incluía detalhes de algumas investigações que fizera com Kate. Como a historia do duelo no Central Park e o caso dos estudantes da escola particular que cometeram um crime. Claro que ele não deixou de comentar o quanto detestou o tal garoto assim que conversou com ele da primeira vez. 
— E ainda quis cantar a Beckett! Vocês acreditam na audácia? Nós não estávamos juntos ainda, não por minha culpa. Era tudo o que queria. 
— Ela já gostava de você? - perguntou Audrey. 
— Dizia que não, tudo da boca para fora. Ela já se sentia atraída por mim. Eu sabia quais botões apertar e era apenas nosso terceiro caso juntos. 
Eles continuaram suas aventuras por Nova York. Em outro lugar da cidade, Johanna e Paul conseguiram finalmente levantar da cama e ir para o banheiro. Era inevitável. Por mais que estivessem adorando, tinham que deixar o hotel. Castle enviara uma mensagem para os dois dizendo que saíra com Audrey e Charlie e não voltariam tao cedo. Obvio que o escritor queria dar mais privacidade para o casal. O chuveiro foi palco para mais uma rodada de prazer e meia hora depois eles deixavam o Four Seasons. 
De volta ao apartamento, eles resolveram comer algo. Johanna remexeu a geladeira em busca das sobras do jantar de ontem. Esquentou para os dois e no maior clima de romance, eles saborearam novamente a culinária de Audrey. Apos um pouco de mousse acompanhado de vinho, eles namoraram um pouco no sofá até decidirem ir para o quarto. Paul abraçou a esposa pela cintura. Ajeitou seus cabelos acariciando o rosto. 
— Quero fazer amor com você no nosso quarto, na nossa cama, agora como marido e mulher. Hoje e sempre. 
— Para a vida inteira, moreno. Vamos aproveitar todos os momentos que Castle nos deu para nos esbaldar - ele a ergueu do chão. Com Johanna em seu colo, ele se aproximou da cama e deixou-se cair com ela trocando um longo beijo. Esqueceriam de tudo e de todos por umas duas horas. 
XXXXXXX
Eram cinco da tarde quando Beckett se despediu de sua equipe e pegou o telefone para ligar para Castle. No terceiro toque, ele atendeu. Ela reconheceu de imediato onde estavam. High lane. Lily em seu colo tentava pegar o celular. 
— Castle, não está muito frio para você estar na High lane com Lily? Ela pode adoecer. 
— Olá, amor. Estávamos com saudades. Diga oi para a mamãe, Lily - a menina já abria o sorriso batendo palmas. 
— Hey, Lily. Está se divertindo, meu amor? Esse seu daddy é irresponsável. Está frio! 
— Nós já estávamos de saída e ela está agasalhada. Charlie estava tirando umas fotos. Você está livre do distrito? 
— Acabei de sair, por que? 
— Estava pensando em irmos jantar. Prometi para o Charlie que o levaria no Le Cirque. Podíamos ir todos juntos, que acha? 
— Por todos você está se referindo a nós, Audrey e Charlie? 
— Johanna e Paul também. Podíamos nos encontrar no apartamento deles. Charlie e Audrey querem tomar banho e trocar de roupa. É claro que você teria que ligar para ela, afinal não queremos surpreende-los em uma atividade comprometedora.  
— Certo. Por que você não vai para o loft, se arruma, pegamos as coisas de Lily e seguimos para o apartamento de Johanna com os dois? Não se preocupe que ligo para eles antes. 
— Não tinha pensado nisso. É melhor e se mamãe tiver em casa podemos deixar Lily com ela. 
— Não passe nossa responsabilidade para Martha. Ela já ficou com Lily ontem. 
— Estou apenas verificando as possibilidades. Se ao menos Alexis já estivesse aqui, tínhamos mais uma babá. 
— Castle! É nosso dever cuidar da nossa filha. 
— Tudo bem. Encontro você no loft em quinze minutos. 
Eles realmente foram para o loft. Castle ao ver a mãe não perdeu a oportunidade de perguntar se ela queria ficar com a neta, porem Kate o interrompeu e perguntou se Martha não gostaria de ir com eles. A sogra aceitou o convite de Kate. Meia hora depois, eles estavam prontos. Seguiram para o apartamento dos Gray, Kate já ligara para a amiga informando que iriam jantar juntos e passariam no apartamento entre meia hora talvez um pouco menos. Foram uns quarenta minutos na verdade. Encontraram Johanna e Paul devidamente arrumados na sala. Audrey correu para o banheiro da mãe, Charlie fez o mesmo usando o banheiro do quarto vizinho. Estando apenas os adultos na sala, a curiosidade de Kate falou mais alto. 
— Então, como vocês passaram a noite? Dormiram em algum momento? 
— Sim, nós dormimos e aproveitamos muito. Que hotel maravilhoso! 
— Eu sei, Castle já me levou lá. 
— Pelo menos alguém se divertiu porque me prometeram uma noite especial e não vi nada. 
— Quer parar de reclamar, Castle? Era sua filha que estava chorando. Acho que não gostou da mistura que dei de laranja e mamão como vitamina e teve dores de barriga, mas já está bem, né meu amor? 
— Ah, que bom - disse Johanna. 
— Nessas horas eles só querem a mãe - afirmou Martha. 
— Isso é verdade - disse Paul - lembro eu pequeno e doente agarrado na saia da mamãe. Ela teria adorado a Joh. 
— Faz tempo que ela se foi? 
— Cinco anos. 
— Ok, estamos prontos. Quero descobrir porque esse tal de Le Cirque é tão badalado - disse Audrey. 
— Não é nenhum restaurante super chique, Audrey. Foi onde sua mãe teve o primeiro encontro dela com Paul. E o filé é muito bom - disse Kate - acredito que seja apenas uma preferencia afetiva - eles deixaram o local rumo ao restaurante. Como era de se imaginar, o jantar foi excelente. Boa comida, bebida, muitas risadas, um clima de festa total. Ao final da noite, Lily dormia nos braços de Kate. Os amigos se despediram e prometeram se encontrar em breve, afinal Castle estava morrendo para saber o que Paul acho de seu livro. 
Em casa, Kate colocou a filha no berço satisfeita por ela estar melhor. Ao chegar no quarto encontrou o marido saindo do banheiro. Castle vestia um pijama de flanela, a camiseta com mangas curtas expondo os biceps fortes. Os cabelos estavam um pouco bagunçados do jeito que ela adorava, pois lhe dava um ar moleque. 
— Acho que ela dormirá a noite toda - ela se aproximou dele envolvendo os braços no pescoço de Castle - você está disposto? Quer se divertir um pouquinho? - a mão já descia apertando o membro sobre o tecido. A cara safada da esposa demonstrava o quanto ela queria recuperar o tempo perdido. Puxava o elástico do short para baixo fazendo-o cair até o meio dos joelhos. 
— Não sei, tem alguma chance da Nikki aparecer? - ela mordiscou os lábios dele e o empurrou na cama. Castle caiu sentado. Kate já se abaixava em direção ao membro que estava semi ereto. Acariciava-o com a mão e tornou a olhar para o marido. Podia ver a ansiedade e o desejo estampado no rosto. 
— Me diga você - foram as ultimas palavras dela antes de prova-lo. Depois desse passo foi fácil se perderem nos braços um do outro. 
XXXXXXX
Beckett não havia contado para Castle que tirara a sexta de folga. Deixara Ryan no comando do distrito. Sentia-a feliz por poder fazer isso mais frequentemente agora que seu amigo e Lieutenant está interessado em ajuda-la. Ao abrir os olhos, notou que Castle ainda dormia, tinha o lençol cobrindo o corpo da cintura para baixo. Estava nu assim como ela. Podia começar essa manhã de maneira interessante, não ouvira sons vindo do quarto de Lily o que significava que ela deveria estar dormindo. Melhor ainda. Ela passava a ponta dos dedos no peito dele. Ergueu um pouco o corpo da cama para se colocar sobre o peito dele. Os lábios foram beijar-lhe o pescoço descendo pelo peito. Inalava o cheiro dele. Suor, perfume e resquícios de seu próprio hidratante. Prova irrefutável da noite de amor que tiveram. Com o peso do seu corpo sobre o dele, ela encosta os lábios no ouvido dele. 
— Rick? Está na hora de acordar, gatinho… Rick… - ele arregalou os olhos assustado. Beckett percebeu o coração acelerado por baixo de sua mão. Tentou se levantar e quase acertou uma tapa nela que começou a rir. 
— Jesus! Quer me matar? 
— Eu só estava tentando acorda-lo… não quer se divertir? 
— Você fez isso de propósito, Kate. É maldade. 
— Por que, gatinho? - ela esfregou o nariz no dele - você precisava ver sua cara. Acha mesmo que Meredith poderia invadir nosso quarto e nossa cama? 
— É de Meredith que estamos falando. 
— Tudo bem, vamos nos ligar em coisas mais importantes. 
— Espera, que horas sao? Não deveria estar no distrito? 
— Eu sou a capitã. Tirei o dia de folga, o que quer dizer que será sua vez de “trabalhar”, Rick Castle. 
— Quando você diz trabalhar está se referindo a cama, certo?   
— O que você acha? 
— Queria apenas me certificar… - e puxou-a para um beijo. 
Mais tarde, Kate estava sentada à mesa brincando e alimentando a filha. Lily ria e soltava gritinhos com a mãe enquanto Castle cuidava do café. 
— Já que tirou a sexta de folga, o que pretende fazer? Alguma programação especial? 
— Você já terminou de mostrar Nova York para o Charlie? 
— Não ainda, pensei que talvez Johanna quisesse um tempo com a filha. 
— Cas, eles querem é ficar sozinhos. Voltam a trabalhar no domingo. Não vão ter outra folga tao cedo. Devíamos sequestrar os dois e deixar Joh e Paul se esbaldarem. 
— Terão folga no natal, não? Eu já os convidei para vir ao loft. 
— Você sabe muito bem o que quero dizer com folga. 
— Não é a melhor época do ano para ir aos Hamptons, mas poderíamos combinar de passar o fim de ano lá, que acha? 
— É uma boa ideia, mas podemos nos concentrar no agora? Vou ligar para a Joh, se tirarmos Audrey e Charlie de casa ela vai me agradecer. 
Kate tinha razão. Assim que ligou para a amiga e comentou o que pretendia, a sugestão foi aceita imediatamente. Meia hora depois, ela e Castle estacionavam na frente do prédio esperando pelos jovens com Lily. Visitaram a biblioteca, andaram por Chinatown, Little Italy e acabaram almoçando no Chelsea market com direito a sobremesa no Dean & Deluca. À tarde foi a vez do memorial do 11 de setembro e Brooklyn. Ao final da tarde, pararam em uma sorveteria italiana e terminaram o passeio no Battery park. Estava um dia bonito, nada de neve. O sol iluminava a cidade embora fizesse 6 graus. Eles conversavam animadamente e Charlie agradecera a hospitalidade de Castle e Beckett. 
— Terei o maior prazer de retribuir em Paris. Eu gostei muito de Nova York, é uma cidade movimentada, vibrante. As pessoas parecem estar sempre com pressa, mas você consegue observar diversão, alegria. 
— Você não acha parecida com Paris? 
— Não exatamente. As vezes acho que os parisienses não gostam de ter pessoas de fora em sua cidade. Turistas não são bem-vindos em minha opinião. Uma prova disse é a barreira que impõem com a lingua. 
— Eu não percebi isso, talvez porque falasse a lingua - disse Beckett - é um ponto interessante porque a cidade é famosa e depende do turismo economicamente. 
— Meu ponto. 
— Será o casal já está satisfeito? O que você acha, Castle? Vamos acabar com a festa deles? 
— Estava pensando no jantar. Vocês tem planos? Podemos preparar algo no apartamento e ficar por lá. 
— Seria uma boa ideia, mas vocês ainda não enjoaram de nós? - perguntou Audrey. 
— Claro que não, Audrey. Embora eu não concorde com a ideia. Sei muito bem que o plano de Castle tem segundas intenções. Quer jogar. E você esqueceu que sua filha chega amanhã? Não vai preparar nada? Nem sei como está o quarto de Alexis. 
— Não há nenhuma agenda, você que vê maldade em tudo. Nem tinha pensado em jogo. 
— E eu nasci ontem, Castle. Vou ligar para Joh avisando que estamos voltando - quinze minutos depois, eles paravam na frente do prédio e mesmo com a insistência de Johanna para subirem para um café, Kate se viu obrigada a recusar o convite. Contudo não contava com a presença de Johanna na portaria e acabou subindo - Joh, estou falando serio, é um café e vamos embora. 
— Se você acha que está atrapalhando, está errada. Eu e Paul precisamos de um descanso. Acredite, vamos acabar batendo seu recorde - Kate ergueu as sobrancelhas sem entender a colocação da amiga, Johanna cochichou ao ouvido dela - já chegamos aos três orgasmos nessa tarde, se você continuar nos dando espaço vou bater o seu recorde. 
— Melhor você atualizar essa sua contagem, eu e Castle já estamos em quatro - Johanna arregalou os olhos. 
— Filha da mãe! Quando? Como? - a voz de Johanna elevada. 
— Está tudo bem com vocês? - perguntou Castle. 
— Tudo ótimo, Castle - Kate tornou a fitar a amiga, o sorriso safado no rosto. Quase sussurrando, ela falou - na noite do lançamento de Before Dawn, o que posso dizer? É o efeito Nikki e um pouco de poesia. 
— Coelhinha safada… - murmurou Johanna rindo da amiga. Eles sentaram-se ao redor da mesa. Audrey tomara a frente e enquanto Paul colocava a cafeteira para trabalhar, ela ajudava o médico a preparar as torradas francesas e uns sanduíches de queijo quente. Em pouco tempo eles saboreavam o pequeno lanche. 
Castle comentou que Alexis estava chegando no dia seguinte e que estava ansioso para ouvir as novidades. 
— Eu sei que ele está morrendo de saudades, mas será que vai ficar feliz se Alexis trouxer o namorado? 
— Namorado? - ele olhava em pânico para Kate - como assim? Do que você está falando? Sabe de algo que eu não sei? Kate, por favor… - Beckett caiu na gargalhada. 
— Castle, até eu percebi que ela estava implicando com você - disse Paul. 
— Sem graça, isso é um assunto muito sério, Kate. 
— O que? Você acha que esse tempo que Alexis está em Londres ela não namorou, não fez sexo ou… 
— Pare! Por favor, pare de colocar imagens na minha mente! 
— Melhor mudar de assunto - disse Paul - vocês já tem planos para a próxima semana? Eu e Joh voltaremos aos plantões amanhã. Como pretendem passar os dias, Audrey? 
— Ainda temos muito o que explorar na cidade. Eu e Charlie temos vários lugares para ir ainda. 
— Falando em planos, já sabem o que vão fazer no ano novo? Estão de plantão? Vocês não esqueceram de pedir a folga no natal, certo? Cearemos todos juntos lá em casa. 
— Está tudo acertado. Daniel é judeu, ele vai trabalhar no natal. E quanto ao ano novo deixaremos os residentes de plantão, embora ainda não tenhamos ideia do que faremos. 
— Agora tem. Estou convidando-os oficialmente para passar a véspera de ano novo nos Hamptons conosco. É uma forma de Charlie conhecer o local também, não é a melhor época, o clima de inverno não ajuda, mesmo assim é possível desfrutar de coisas boas. 
— Como os frutos do mar - disse Kate - são divinos. 
— Acho que não podemos deixar de aceitar o convite. Vai sem bom para todos - disse Paul. 
— E dá para ver os fogos da minha casa. Vamos torcer para uma noite limpa e sem neve - eles continuaram conversando por um bom tempo até que Kate se levantou com Lily dormindo em seus braços e chamou o marido para irem para casa. Ela ainda queria se certificar que a casa estava arrumada e o quarto de Alexis pronto para recebe-la. Despediram-se. 
No dia seguinte, passava das dez da manhã. Kate estava na cozinha preparando uma vitaminada de frutas para Lily e fazendo um novo café para si. A filha na cadeirinha se divertindo com uns pedacinhos de banana. Beckett sorria admirando o jeito da pequena, toda lambuzada com a banana. Já sabia que sua próxima atividade era dar banho nela. As duas curtiam um momento juntas. Não perceberam o barulho na porta. 
Alexis entrou no loft empurrando uma mala. Vendo o silencio da sala, ela chamou. 
— Pai! Vó! Cadê todo mundo? Kate? Pai! - achou estranho. Não podiam estar dormindo a essa hora - Pai! - Kate ouviu finalmente e respondeu. 
— Na cozinha! - Alexis apareceu na frente do balcão. Viu que Kate estava sozinha e Lily sentada na cadeira - hey, Alexis! Esperávamos você somente à noite. Seu pai disse que chegava às oito. 
— Da manhã - ela riu. 
— Nossa! Você está bonita. Seu rosto, seu semblante…. não sei, está relaxada. É o ar de Londres que está de fazendo bem ou alguém com o sotaque britânico? 
— É a cidade mesmo, a aventura, o trabalho. E meu pai? 
— Saiu para o mercado. Ele percebeu que não tinha marshmallows e você sabe que ele está louco para fazer um chocolate quente especial para você. Só espero que não invente de fazer aqueles chomeletes dele. 
— Por Deus, não! 
— Sua vó está lá em cima. Eu estou alimentando Lily - Alexis finalmente se virou para fitar a criança pela primeira vez. Levou a mão no rosto. 
— Ah, Kate! Ela é linda. Hey, Lily… sabe quem sou eu? Alexis, sua irmã. Como ela parece com você. Não tem nada do papai. 
— Tem sim, o traseiro - elas riram - sugiro você esperar eu dar banho nela para carrega-la. Ela está toda grudenta por causa da banana. 
— Que nada! Eu preciso de um banho mesmo. Quer vir para o meu colo, Lily? - a pequena sorria para Alexis. Não era de estranhar ninguém. Enquanto a ruiva carregava a irmã e conversava com voz de bebê com ela, outra ruiva surgiu na sala. 
— Katherine, você sabe o que… Alexis! Oh, você está aqui. 
— Oi, vó. 
— Minha menina, que saudades! Não ganho um abraço? Você já está bem à vontade com Lily - a neta se aproximou da avó abraçando-a e beijando-a. 
— Você não acha que ela está maravilhosa, Katherine? 
— Eu disse a ela. O ar de Londres fez muito bem a ela. 
— Nossa! Você é bem pesadinha, não Lily? Olha essas pernocas! 
— Come muito bem, esse é o motivo - elas ouvem um barulho na sala seguido de uma voz. 
— Kate, ainda bem que fui no mercado porque não acredito que tenha pancheta suficiente para fazer o carbonara e… - o rosto de Castle se iluminou ao ver a filha - Alexis! Eu estava…você só chegava à noite. 
— De jeito nenhum. Oito horas da manhã, pai - entregando a pequena para Kate, ela correu para abraça-lo jogando-se em seus braços. 
— Oh, filha… que saudades - ele beijava seu rosto e o topo da cabeça. 
— Vou deixar vocês conversarem. Alguém precisa de um banho urgente - Beckett se ausentou deixando pai e filha curtirem o momento. Ela também ia se divertir com sua Lily. Eles conversaram por meia hora, Alexis se recusou a responder a maioria das perguntas do pai alegando que faria isso durante o jantar. Persuadiu o pai a preparar um chocolate quente especial para ela, o que Castle fez todo empolgado. 
— Delicioso como sempre, pai. Agora eu preciso de um banho, essa viagem longa acaba com a gente e ainda tem o jetlag. 
— Isso! Tome um longo banho quente, relaxe. Devia tentar dormir, Alexis. Nós a chamaremos para o jantar. 
— Não posso dormir ou vou virar zumbi. Depois do banho eu desço para brincar um pouco com Lily se ela não estiver dormindo - subiu as escadas. Quando Kate voltou para a sala com Lily no colo, encontrou o marido sozinho guardando as compras. 
— Cadê a Alexis? 
— Foi tomar banho e descansar. Eu não pretendia cozinhar no almoço, achei que pediríamos algo. Não esperava que ela chegasse agora. 
— Ela disse que você entendeu errado, o que não é do seu feitio. Se bem que ficou tão excitado ao saber que ela estava vindo que não duvido que tenha se atrapalhado - ela se aproximou acariciando o peito dele - está feliz, babe? 
— Muito. Toda a minha familia reunida, as pessoas que mais amo. As mulheres da minha vida - ela beijou-lhe carinhosamente os lábios. 
— Não se preocupe com o almoço, siga com seu plano. Acho que Alexis nem deve estar com vontade de comer. Deixe para usar seus talentos no jantar, escritor - ele acabou seguindo o conselho da esposa e pediu comida chinesa. Beckett estava certa sobre Alexis. Duas horas depois, ela desceu e quando Castle ofereceu comida, ela se contentou com dois rolinhos primavera e um guioza.
— E quanto ao seu novo livro? Eu vi as criticas. Foi muito bem recebido. Será que ganharei um exemplar? Estou curiosa. 
— Claro que sim, guardei um exemplar especialmente para você. Está no escritório, vou buscar - ele saiu às pressas, adorava quando sua garotinha queria saber do seu trabalho. Voltou mais rápido que podia - aqui. Até autografei para você. É a primeira edição, ou melhor, primeira prensagem. 
— Você se incomoda se eu subir e começar a ler agora? 
— Claro que não! Quero saber suas impressões depois do jantar. 
— Pai, eu não vou terminar até o jantar. Talvez amanhã ou depois se eu não estiver muito cansada e ainda quero brincar com Lily. Eu preciso passar um tempo com minha irmãzinha para ver se ela gosta de mim e não vai me esquecer depois que eu for embora.  
— Dê um tempo para ela, Castle - Alexis sorriu para Kate e subiu as escadas - e você não vai começar a pensar no jantar? A cozinha é toda sua.  
— Você viu isso, Kate? Ela chamou Lily de “minha irmãzinha"… acho que Londres fez muito bem a ela. 
— Parece que sim. Agora pare de babar, papai e trate de preparar um ótimo jantar. 
— Desde quando fiz um carbonara ruim? 
Por volta das oito da noite, eles estavam reunidos ao redor da mesa. Kate estava finalizando o jantar de Lily. A menina comia com gosto enquanto Alexis observava e mexia com a pequena. Castle estava esperando sua esposa terminar para então colocar a massa para cozinhar. 
— Muito bem, Lily. Comeu tudinho. Vou buscar seu suco de maçã. Alexis, pode ficar de olho nela? 
— Sim, pode deixar - Martha aproveitou o momento para pegar a garrafa de vinho na geladeira e as taças. Serviu três. 
— Você quer vinho, Alexis? 
— Não, vó. Estou bem - Martha estendeu a taça para o filho e a nora, Kate entregou a mamadeira para Alexis. A jovem ofereceu para a pequena que aceitou no mesmo instante. 
— Quando ela estiver sonolenta eu faço uma mamadeira de leite que vai derruba-la rapidinho. Acho que já pode cuidar da massa, babe. 
— Deixa comigo - quinze minutos depois eles saboreavam o carbonara. Quem iniciou a conversa sobre as novidades foi Martha porque duvidava que seu filho fosse querer saber as mesmas coisas que ela sobre Londres. Porem, para não deixa-lo chateado logo de inicio, ela começou a conversa falando dele. 
— Como você já deve ter lido na internet, o ultimo evento de seu pai foi um sucesso. A crítica e os leitores amaram a nova historia não foi à toa que chegou a lista dos mais vendidos. O melhor mesmo foi a entrevista de Katherine colocando aquela reporter do Ledger no lugar dela. 
— Mãe, nem foi tanto assim. Ela é uma boa reporter. 
— Não é mesmo - disse Alexis - nunca gostei da forma que ela escrevia sobre os seus livros, na verdade ela se concentrava em falar mais do escritor do que da historia. Sei lá, ela não me parecia sincera. Acho que só queria chamar sua atenção, pai. Queria sair com você. Kate fez bem. 
— Até tu, Alexis? - ele fez cara de drama. 
— Não se faça de desentendido. No fundo, sempre soube o que ela queria. 
— Vamos mudar de assunto - disse Kate - por que não nos conta como anda sua vida em Londres? Quais as suas novidades? 
— Ah, Londres é tão incrível. As pessoas, as misturas, cosmopolita e ao mesmo tempo tradicional. A Universidade é ótima, as experiências académicas foram de grande valor e agora com o trabalho acredito que estou no lugar certo. 
— E a vida em geral? - perguntou Martha - nada excitante? Ninguém especial? 
— Mãe! Alexis acabou de falar dos estudos, carreira. É claro que ela não tem interesse no que você está sugerindo. 
— Por que não? - se intrometeu Kate - ela é jovem, tem que viver e aquele sotaque é tentador, não? - Alexis riu ao reparar nas caretas do pai. 
— Sim, estou focada nos estudos e na minha carreira. Tenho muito o que aprender, porem sempre se arranja tempo para se divertir. Londres é bem eclética. Eu não estou namorando ninguém serio - ela viu o semblante de Castle amenizar e ele suspirou de alivio, por pouco tempo - mas eu tive uns namoricos, umas experiências. Namorei um escocês muito bonito, um irlandês e se vocês pensam que o sotaque britânico é irresistível, tem que ouvir um irlandês falando. Ah, e teve o Pablo, de Madri. 
— Madri? Mas você está em Londres! Como namorou um cara da Espanha? 
— Londres tem gente de toda a parte do mundo, pai. Tem sido bem interessante. 
— Alexis, você está na Europa há menos de um ano e já ficou com todos esses caras! 
— Ela tem a quem puxar - disse Kate - DNA não mente. Ou você já esqueceu da sua fase de playboy e page 6, Castle? - Martha ria. 
— Bem lembrado, Katherine. 
— Hey! Querem parar? Não tem graça. Alexis não tem apenas meu DNA, isso é culpa da Meredith - as três riam do jeito de Castle, ele olhou sério para Kate, a irritação claramente exposta em seu rosto - e caso você tenha esquecido, Kate, a Lily não é somente minha filha, ela tem seu DNA, você já parou para pensar como ela vai ser? 
— E dai, Castle? Todos tem direito a experimentar, viver, errar. Faz parte do aprendizado. Com Lily e Alexis não pode ser diferente só porque elas são suas filhas. 
— Vai pensando assim, vai pagar sua lingua, Kate Beckett. 
— Deixa de ser bobo, Richard. Alexis, aproveite mesmo. Você já teve a chance de viajar pela Europa? Foi a Italia? Amsterdã? Diga que provou o bolinho de maconha! 
— Mae! - Alexis gargalhava. 
— Ainda não, vó. Eu estou esperando o proximo verão. Em resumo, eu estou adorando Londres e a experiência profissional está longe de acabar. Kate, acho que alguém está com sono. 
— É verdade, vou fazer o leitinho dela - Kate se levantou da mesa. Todos já haviam terminado de comer. 
— E como estava o carbonara? 
— Ainda pergunta, pai? Meu prato está limpo. Delicioso como sempre. 
— Ótimo. Amanhã vamos ao Le Cirque. Aposto que está com saudades do filé e da cheesecake. 
— Apesar de estar comendo muito bem em Londres, algumas coisas apenas lembram nossa casa. E qual a sobremesa de hoje? 
— Tem sorvete e vou preparar um chocolate quente especial para você. 
— Eu aceito - Kate pegou Lily nos braços e seguiu para o quarto, em quinze minutos estava de volta. A menina tomara toda a mamadeira e apagara. Castle fez questão de preparar uma caneca de chocolate para a esposa também. Martha continuava no vinho. Eles conversaram um pouco mais até Alexis dar sinais de cansaço - acho que preciso me deitar. O jetlag me pegou. Estou cansada e talvez consiga dormir a noite toda. 
— Isso, melhor descansar, kiddo. Você tem muitos dias para matar a saudade de tudo em Nova York. Sem contar o natal e o ano novo. Ou você duvida que seu pai vai fazer uma festa enorme para um batalhão? 
— É um natal em familia, mãe. 
— Sim, sabemos disso, pai. Boa noite - ela beijou o rosto do pai - obrigada pelo chocolate quente. Gosto de casa. Boa noite, Kate. Você vem agora, vó? 
— Sim, kiddo. Boa noite para vocês - e abraçada a vó, Alexis subiu as escadas rumo ao seu antigo quarto. 
No dia seguinte, logo após o café Alexis se ofereceu para cuidar de Lily. Kate precisava ir a 1PP para uma reunião às onze e não se importou em aceitar a ajuda, afinal Castle ia adorar passar o dia com suas garotas. Beckett ligou para Ryan avisando da reunião e pedindo para o Lieutenant fazer um resumo dos acontecimentos e dos casos pendentes dos últimos dias. Meia hora depois, ela beijava o marido e a filha e saia para o trabalho. 
O dia correu muito bem para os Castles. Com as atividades de fim de ano, os números de assassinatos em Nova York aumentavam o que geraria trabalho extra para os detetives do 12th distrito. Felizmente, os motivos eram sempre os mesmos: dinheiro, brigas em familia, alguns suicídios, amantes. Beckett não entendia como essa época deixava as pessoas alteradas, nervosas e no limite. Terminada a reunião com Gates, ela se dedicou a preparar a escala de fim de ano para o natal e o ano novo. Ryan pedira para ficar de folga na véspera do natal e no primeiro dia do ano. Espo se ofereceu para trabalhar no dia 24 e 25 de dezembro e folgar na véspera de ano novo assim como no primeiro dia do ano. Beckett não se importava. Havia vários detetives disponíveis para dividirem os demais dias e a escala tornou-se fácil. Ela enviou por email também informando a sua ausência e as pessoas no comando nas respectivas datas que cobriam as duas semanas do fim do ano. 
Ao chegar em casa, encontrou Alexis dando umas frutas para Lily. A menina parecia muito interessada na comida e na companhia. 
— Hey, Lily! Mommy chegou. Você está gostando da companhia de Alexis? - ela beijou o topo da cabecinha da filha - e cadê o seu pai? Ele era quem devia estar cuidando de você. Aposto que Alexis já está cansada. 
— Que nada, Kate. Lily é ótima. Nós brincamos, ela dormiu antes das três horas e tornou a acordar há pouco. Papai está no escritório. Disse que eu poderia dar as frutas para ela porque não sabia que horas você viria para casa, mas vovó fez uma sopinha para ela. É só esquentar. 
— Tudo bem. Seu pai não tem jeito. Coloca todo mundo para trabalhar para ele. Vamos sair para jantar? 
— Sim. Ele disse que fez a reserva para às oito - Beckett checou o relógio ainda eram seis. 
— Temos tempo. Vou tomar um banho para dar o jantar de Lily assim você pode se arrumar também. Kate desapareceu em direção ao escritório. Castle estava concentrado digitando.  Ela procurou não fazer barulho e se encaminhou para trás da cadeira. Conhecia bem o nível de concentração do escritor. Ele sequer piscava. Apenas quando ela o abraçou envolvendo seus braços no pescoço dele foi que piscou e sorriu. Kate beijou o rosto dele. 
— Por que está tão concentrado? 
— Estou trabalhando. No meio de um capitulo do prequel. 
— E deixou sua filha cuidando de Lily? Alexis deve querer um tempo para ela, Cas. 
— Ela disse que queria ficar com a irmã. Fiz reserva para hoje à noite. Devemos levar Lily? 
— Claro que sim. Martha quer jantar com a neta também. Vou tomar banho e dar o jantar dela - beijou o rosto de Castle novamente, ele a puxou para um beijo nos lábios. Ela sorriu e se afastou. Já na porta, ela se virou para encara-lo - à propósito, eu terminei a escala do distrito. Estou livre para o natal e o ano novo. 
— Excelente! 
Mais tarde, quando Kate apareceu na sala encontrou Alexis sentada no tapetinho colorido de Lily e a menina sentada entre suas pernas brincando com uma bola que se iluminava assim que quicasse o chão. Kate podia ouvir o riso gostoso da filha. 
— Ela está se divertindo. Quer deixa-la comigo para se arrumar? 
— Termine de preparar o seu jantar então eu vou. 
— Certo - Kate seguiu para a cozinha. A bola escapuliu das mãos de Alexis rolando na frente de Lily e parando a uma certa distância da menina. Lily impulsionou o corpo na direção do objeto, as perninhas acompanhavam o ritmo. Alexis olhava encantada enquanto Lily seguia para a bola. 
— Você não me disse que ela já engatinha, Kate. 
— O que você disse, Alexis? - Kate apareceu com o prato de sopa nas mãos tentando esfria-lo um pouco. Alexis repetiu. 
— Você não me disse que Lily engatinha. 
— Porque ela não faz isso ainda - Alexis apontou para onde a menina ia - meu Deus! 
— É a primeira vez? 
— É! Oh, meu Deus! Castle vai pirar. Cadê meu celular? Castle! - ela gritava - Vem aqui! Rápido! - Alexis já filmava com o seu celular - olha esse traseiro, digno de Castle. 
— O que houve? Tudo bem? 
— Olha! - Kate apontou para Lily que finalmente alcançava a bola apenas para deixa-la escapar um pouco mais. Novamente, Lily empinou o bumbum e engatinhou na direção da bola. 
— Ah, ela está engatinhando! - olhava para a menina e depois para Kate. No rosto de ambos, felicidade e orgulho. 
— Assim que ela alcançar a bola, vou ergue-la. Preciso dar o jantar - ela sentiu os braços de Castle na sua cintura, ele beijou o pescoço da esposa - reparou no traseiro, daddy? - Kate riu. 
— Nossa menininha, Kate. Nossa Lily engatinhando. 

— É, somos dois pais babões - ela acariciou o braço dele com a mão e deixou a pequena aproveitar um pouquinho mais sua liberdade. 


Continua....

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.45


Nota da Autora: Tentando dar um gás nas historias depois de tanto tempo. Esse capitulo é especial. Tem festa, risos e muita emoção. Muitas de vocês sabem o quanto eu me apego aos personagens que crio. Aqui é um exemplo disso. Tudo é (ou quase) sobre Paul e Joh. Sobre os votos, achei importante dar um pouco de backstory, espero que esteja emocional para vocês como foi para mim. E se querem um conselho (se gostarem) nas partes emocionais/hots ouçam La Vie en Rose... enjoy! 


Cap.45

Eles beberam e comeram um bolo delicioso. A alegria e as risadas tomavam conta das conversas. Ao ser questionado por Daniel sobre o discurso e os votos, Paul não teve tempo de explicar já que Castle tomou à frente. 
— Não se preocupe. O Paul ainda tem um tempo antes de revelar suas palavras encantadoras que irão roubar o chão de Johanna. Será hoje durante o jantar. 
— Isso é que eu chamo de botar pressão - disse Johanna - como você está se sentindo depois dessa, moreno? 
— Um pouco intimidado devo confessar. 
— Relaxa, Paul - disse Beckett - ele está implicando com você porque não pediu ajuda dele para escrever seus votos. Acho que não confia no que você pode fazer. O que é besteira, afinal você conhece Joh melhor que ninguém. Tenho certeza que se sairá muito bem. 
— Vamos nos concentrar em comemorar - disse Johanna beijando o marido. 
— Vocês comemorem. Eu e Charlie vamos para casa cuidar do jantar. 
— Audrey, espere. Podemos ir todos juntos. 
— Não, mama. Eu pego o metro. Divirta-se - ela beijou o rosto da mãe - parabéns, Sra. Gray. Vamos, Charlie! - eles continuaram conversando e rindo por mais uma hora. Finalmente decidiram ir para casa. Beckett despediu-se da amiga e disse que a veria mais tarde dizendo que esperava se divertir muito hoje, tirara inclusive folga para não ter que se preocupar em acordar cedo no dia seguinte. 
— Vamos beber todas. 
— Castle, se ela estiver dizendo a verdade sobre o que pretende, acho que você está ferrado. 
— Pelo contrário, estarei pronto para mais uma visita de Nikki Heat. Adoro quando ela incorpora seu alter ego - Johanna riu seguindo de mãos dadas com Paul para o carro que Castle alugara para os dois. 
Chegando em casa, Paul a parou na porta. Como manda a tradição do casamento, ele a ergueu em seus braços e entrou no apartamento. Johanna sorria um pouco impressionada com o gesto do marido. Eles encontraram Audrey e Charlie na cozinha, porém dessa vez sequer se preocuparam em cumprimenta-los. Foram direto para o quarto. Sabiam que não podiam abusar com Audrey e Charlie em casa, mas isso não os impediu de comemorar um pouquinho. Paul segurou as mãos de Johanna nas suas, a olhava com cumplicidade e adoração. 
— Pode acreditar? Nós estamos casados. Você é a Sra.Gray agora. E eu sou o homem mais feliz do mundo por ter você. 
— Hey, moreno… não gaste todas as suas palavras ainda tem os votos hoje à noite. Eu também, não caibo em mim de felicidade. 
— Você está tão linda nesse vestido. Fico feliz que Audrey tenha insistido nesse ponto - Paul beijou a esposa apaixonadamente nos lábios. Johanna deixou-se levar pelos braços dele ao redor da sua cintura, a intensidade da boca tomando a sua, havia paixão e amor. As pernas de Johanna começaram a amolecer, ela sentia o corpo cedendo ao desejo. 
— Moreno… precisamos parar. Não vou responder por mim… - Paul já devorava o pescoço dela, roçando os dentes na pele. 
— Tem certeza? - ele instigava com os lábios. 
— Não, você sabe que não - ele se afastou rindo - por que você está rindo? 
— Porque estou louco para tirar essa roupa e jogar você na cama e sei que não podemos. Olha para o meu estado, Joh - foi a vez dela rir ao ver o volume no meio das calças do marido - hey, não é engraçado. 
— É sim, parecemos dois adolescentes. Relaxa, amor. Teremos muito tempo para brincar depois do jantar. Falando nisso, estou curiosa para saber o que Audrey está cozinhando. Para que tanto mistério? 
— Joh, é surpresa. Deixa a menina quieta. Ela pediu para você não se intrometer. 
— Não vou me intrometer, eu apenas quero saber o que vou comer no meu jantar de casamento. Não posso? 
— Nesse caso? Não, porque é o presente dela para nós. 
— Acho melhor eu tirar essa roupa. Infelizmente, você não vai cumprir essa parte do ritual de casamento, o que não me importa nem um pouco. Mal posso esperar pela parte que ficamos nus e sozinhos - Paul riu vendo a esposa seguir para o banheiro. Ele também trocou de roupa para algo mais confortável. Minutos depois, Johanna apareceu vestindo uma calça legging e um moletom. Os cabelos continuavam presos embora sem os adereços de antes - você realmente tem os seus votos prontos? 
— A curiosidade matou o gato, Joh… - ela riu sorvendo os lábios do marido. Seus olhos brilhavam e o sorriso despontava cada vez que essa palavra vinha a sua mente e aos seus lábios. Batidas na porta indicavam que o momento a sos estava acabando.
— Mama? Vocês estão decentes? O porteiro interfonou sobre uma encomenda para vocês - Johanna se afastou de Paul que abriu a porta. 
— Encomenda? 
— Foi o que ele disse. Enfim, mandei subir - a campainha tocou - e ele acabou de chegar. Você pode receber? 
— Claro - Paul se dirigiu para a porta, Johanna aproveitou para seguir Audrey a fim de descobrir o que a menina estava cozinhando, mas Audrey estava esperta e logo impediu os próximos passos da mãe. 
— Onde a senhora pensa que vai, dona Johanna? Não ouviu que a encomenda é para vocês dois? Siga seu marido. Sei muito bem o que está pretendendo. Eu não vou conseguir esconder muito mais o cardápio de vocês quando os aromas começarem a encher o apartamento então será que pode desencanar um pouco? Por favor? - Johanna suspirou. 
— Tudo bem, vou ver que encomenda é essa - ela mal se virou e viu Paul com uma caixa enorme - meu Deus! O que é isso? 
— Presentes de casamento. 
— De quem? Não convidamos ninguém e…. não me diga que é de Castle e Kate? 
— Tudo indica que sim, mas teremos que abrir e ler o cartão para ter certeza. 
— O que esses dois aprontaram? - Paul abriu a caixa para encontrar duas outras caixas - isso é uma mini adega? Nossa! E a outra caixa? - ele ergueu a caixa mostrando o item a ela - um super processador? - curiosa, Audrey correu para ver do que se tratava. 
— Wow! Olha só para essa maravilha! É a melhor marca de processador, o mais moderno. Eu sonho com um desses! Quem deu isso para vocês? - Paul já abrira o cartão, sorriu. 
— Quem mais? “Joh e Paul, sabemos que vocês tem muito em comum, porém nada se compara ao amor que tem para cozinhar um para o outro. Pensando nisso, resolvemos facilitar os processos para os dias de folga e jantares. Além disso, o que é um jantar sem um bom vinho para acompanhar? Para compensar as vezes que fiz raiva a vocês ao atrapalhar a execução da refeição (palavras de Castle, não minhas). Aproveitem cada momento dessa nova fase que está começando. Dos amigos e padrinhos, Kate e Rick.” 
— Eles não existem! - feito crianças, eles admiravam seus novos brinquedinhos. 
Mais tarde, Johanna estava devidamente pronta esperando seus convidados. A cozinha estava sob controle, Audrey e Charlie estavam se arrumando e Paul apareceu na sala procurando por ela. 
— Nervoso? Estou esperando grandes coisas de você hoje à noite, moreno.  
— Por que estaria? Teremos um jantar excelente na companhia de nossos amigos, depois serei todo seu por toda a noite, a manhã, até cansar. 
— Melhor se preparar mesmo… - ela piscou para Paul. 
— Ok, agora você me deixou ansioso. O que acha de cancelarmos o jantar e irmos direto para a diversão no hotel? 
— Não tão rápido, moreno. Ainda quero ouvir os seus votos - a campainha tocou - nossos convidados chegaram - ela fez questão de abrir a porta para Kate e Castle, suas primeiras palavras foram sobre os presentes - vocês são loucos? Mais presentes? Pensávamos que o hotel já era bom demais! 
— Ah! Ainda bem que eles entregaram hoje. Estava com receio que não conseguissem. Vocês gostaram? 
— Se gostamos? Adoramos e aparentemente ganhamos competição porque Audrey quer estrear o processador a qualquer custo. 
— Ouvi o meu nome, o que foi? 
— Estava falando para Castle que você quer estrear o processador antes de nós. 
— Claro! Aquilo é o holy gral de um chef. 
— Então vamos fazer um acordo aqui. Quando você terminar o seu curso na Le cord de bleu, eu lhe dou um de presente. O top de linha da época. Combinado? 
— Combinadíssimo!  
— Vamos entrando, por favor. Aceitam vinho, whisky? 
— Vinho para mim. Ah! Quase esqueci. Isso é para você - disse Kate estendendo uma caixa de papelão para a amiga.
— O que é isso? 
— O seu bolo - disse Castle - você não sabe que deve congelar o bolo do seu casamento por um ano e depois come-lo. Traz boa sorte e prosperidade - Johanna ergueu a sobrancelha para Kate intrigada. 
— Não olhe para mim, isso é coisa do Castle - Johanna deu de ombros e pegou a caixa das mãos da amiga. 
— Castle, você bebe o que? - perguntou Paul.  
— É uma noite especial. Ficarei com o vinho também. 
— Ótimo! Você pode servir as bebidas, Paul? - mal ela terminou de falar, a campainha soou outra vez. Como era de se esperar, Daniel e a noiva chegaram. Apos cumprimentarem a todos, eles se acomodaram na sala bebendo e conversando enquanto esperavam pelas instruções de Audrey sobre o jantar. Castle estava realmente curioso com relação a um assunto em particular. Virando-se para Paul, perguntou. 
— Então, Paul, você terminou o Before Dawn? - Kate revirou os olhos. 
— Terminei há uns dois dias. 
— Mesmo? Quais suas impressões? Pontos altos? Melhor cena? - Castle parecia uma metralhadora. 
— Pode parar, Castle. Esse não é assunto para noite - disse Beckett. 
— Por que não? Estou conversando sobre livros o que é perfeitamente adequado para passar o tempo e envolver pessoas em um jantar. 
— Isso seria verdade se o tema livros fosse trazido por qualquer pessoa nessa sala exceto você. Duas pessoas podem conversar sobre os últimos livros que leram, mas aqui temos o escritor querendo receber elogios de um leitor novo. Não vai transformar a noite. Hoje é tudo sobre Paul e Joh. 
— E alguém disse que não era? Acontece que várias pessoas aqui apreciam meus livros, incluindo você e… - ele fez uma careta após sentir o beliscão de Kate em sua coxa - ouch! 
— Castle, cala a boca. Essa noite não é sobre você - Paul e Johanna tentavam e falhavam em segurar o riso. 
— Você está rindo? Pois saiba que depois que elas colocam esse anel no dedo se transformam. É um perigo! Mandam e desmandam! - para implicar ainda mais com o marido, Kate puxou a orelha dele. 
— E por acaso você não gosta disso? - perguntou Johanna. 
— Sem falar na violência. Espere algumas semanas e você vai entender o que estou falando, Paul. Você ainda tem chance de escapar - disse Castle virando-se para Daniel. 
— Hey, por acaso você acabou de dizer para Daniel continuar sozinho? Até parece! Aposto que você sonhava em casar com Kate bem antes dela - disse Johanna. 
— Não, eu sonhava em dormir com ela. Queria dormir com a detetive. Eram sonhos quentes… 
— Castle! - ralhou Beckett revirando os olhos. 
— Ela nega até hoje que se apaixonou primeiro que eu. 
— É verdade? - perguntou a noiva de Daniel. 
— Ah, não… por favor, não vamos entrar nesse assunto porque todas as vezes que discutimos não conseguimos concordar. Melhor evitar. 
— Claro! Dois teimosos. A discussão não pode acabar bem - disse Paul. 
— Na verdade, acabou bem. Ela confessou que me amava. Ponto para mim. 
— Tudo é uma competição entre eles? - perguntou Daniel intrigado. 
— Quase tudo. Não se preocupe, Daniel. Esse jogo de provocação é a razão porque estão juntos. Foi como tudo começou - ao ouvir as palavras de Johanna, Castle olhou para a esposa e sorriu. 
— É verdade. Ela se apaixonou pelas minhas insinuações, tiradas sexy e claro eu sou bonitão afinal. 
— E irritante! - ela disse sorvendo os lábios de Castle.  
Audrey se aproximou avisando que o jantar seria servido. Convidou todos a se sentarem à mesa antes de comentar o que iriam comer. 
— Certo, pessoal. O menu da noite é inspirado em algumas das técnicas e sabores que aprendi na França. Eu queria fazer dessa ocasião algo muito especial para minha mãe e Paul. É maravilhoso ver dona Johanna feliz outra vez. Acho que não me lembro da ultima vez que ela estava genuinamente feliz antes de começar a namorar Paul. Aproveitem o jantar. Vou pegar as entradas - ela voltou da cozinha com uma bandeja com pratos para todos - camarões ao conhaque e beurre blanc - após distribuir os pratos, ela sentou-se também para saborear o prato. 
— Nossa, Audrey. Isso está delicioso. Simples e saboroso. Parabéns! - disse Kate. 
— É verdade, muito bom - concordaram Castle e Paul. Johanna não disse nada, estava muito ocupada comendo - já estou ansioso para o prato principal. Qual será? 
— Então, eu queria fazer uma bouillabaisee porque sei que a mamãe comeu quando foi a Nice, mas não estamos na época de certos mariscos frescos. Optei por fazer um Coq au vin e comprei um pinot noir francês para acompanhar afinal tem que ser como manda o livro de receitas. 
— Estou salivando… - disse Kate. 
— Filha, Coq au Vin é um clássico. Não é tão fácil fazer e acertar todos os sabores. As vezes que tentei não consegui chegar no sabor ideal. Acho que tentei fazer uma vez para o Paul, não amor? 
— Estava gostoso, Joh. 
— Sim, mas não era um verdadeiro prato francês. 
— Não se preocupe, Johanna, foi Audrey que fez - disse Castle - será que podemos provar? - a mesa riu. 
— Alguém está ansioso para comer, não? - brincou Daniel. 
— Um pouco mais de paciência, Castle - disse Audrey. Eles terminaram as entradas, a conversa fluía muito bem. Checando o relógio, a menina decidiu que estava na hora de servir o prato principal. O cheiro estava maravilhoso. Charlie abriu a garrafa de Pinot noir a pedido da namorada e serviu aos convidados. Johanna olhava para a apresentação do prato surpresa. Era impecável. Parecia um prato de restaurante de primeira linha. O coração aqueceu e os olhos se encheram de lágrimas. Sua garotinha. Ela fez isso. Não podia estar mais orgulhosa - por favor, fiquem à vontade para se servir. 
— Vamos deixar os recém casados serem os primeiros. Eles vão precisar de toda a energia para dizerem seus votos logo mais.
— Sabe,Paul,reparou que Castle está muito preocupado com nossos votos? Que tal manda-lo fazer o discurso? Afinal ele é nosso padrinho. 
— Eu não tenho problemas com isso. Faço com prazer. 
— Depois dos votos, amor. Não queremos que roube o show de Paul e Joh - a médica sorriu. Havia acabado de se servir, Paul fazia o mesmo. Ao levar a primeira garfada à boca, ela fechou os olhos e suspirou. Tentava captar cada um dos temperos aguçando o paladar. Era uma mistura incrível, uma explosão de sabores na medida certa. Estava superior ao seu mil vezes. Quando abriu os olhos, as lágrimas estavam presentes fazendo os olhos amendoados brilharem ainda mais. 
— Acho que a Johanna acabou de ter um orgasmo gastronômico - brincou Castle, mas levou um beliscão da esposa. Kate percebera a emoção no rosto da amiga. 
— Audrey… meu Deus! - ela se levantou e abraçou a filha. Paul achou que era um gesto de agradecimento, foi somente após provar o prato que entendeu a reação de Johanna - eu estou tão orgulhosa de você! Isso está digno de um restaurante francês. E-eu nem sei o que pensar. Você será uma chef incrível! Posso vê-la comandando um restaurante estrelado. Talvez seu próprio com estrelas Michelin. Wow! 
— Mama, obrigada. Ainda tenho um longo caminho para percorrer, não é fácil entrar numa cozinha de renome em Paris. De qualquer forma, fiz por você.
— Oh, minha menina… - Johanna a encheu de beijos fazendo a menina dar varias risadas. 
— Vai comer, mama. Coq da Vin frio é horrível! 
— Sua mãe tem razão, isso está fantástico - disse Paul. Os demais convidados concordaram. A noiva de Daniel ainda completou. 
— Eu estive em Paris dois meses atrás em uma reunião de negócios e comi esse prato em um jantar. Posso dizer que esse é bem melhor. 
— Agradeço os elogios, está gostoso mesmo, mas ainda tenho que praticar mais. 
— Acredito que daqui a alguns anos todos nós iremos a Paris comer no restaurante de Audrey - disse Castle - é uma pena que Kate não tenha o talento da mãe para a cozinha. Ouvi dizer que Johanna era uma cozinheira de mão cheia. Sem chances da Lily me alimentar quando estiver velho, vou ter que me contentar com ela fazendo justiça. 
— Rick Castle! Quem disse que você poderia ficar me criticando e decidindo o futuro da nossa filha? - ele se encolheu a menção de seu nome. Johanna e Paul seguravam o riso enquanto Daniel e a noiva olhavam um pouco assustados - ela será o que quiser. 
— Ela vai ser. Mas a genética não erra, seguirá seus passos ou os meus.  
— Quem disse? Johanna não é chef, é médica. 
— Kate, acho que terei que concordar com Castle nessa. Se Joh não fosse médica, a cozinha seria sua segunda opção. 
— Obrigado, Paul. 
— É, Kate. Foi vendo mamãe cozinhar que fiquei curiosa e me interessei - frustrada, Beckett  bufou. Johanna começou a rir do jeito da amiga e tratou de explicar para os demais convidados o que acontecia. 
— Daniel, vocês não precisam ficar assustados. Está tudo bem, esse é o jeito deles. Ninguém está chateado ou vai matar ninguém. Você não trouxe sua arma, trouxe Kate? 
— Hey! - mas acabaram rindo da conversa maluca. Eles terminaram de saborear o prato principal. Audrey e Charlie recolheram os pratos e o resto do coq da vin para armazena-lo devidamente na cozinha. De volta à sala de jantar, eles encontraram Paul enchendo os copos dos amigos com outra garrafa de vinho. Foi Castle quem anunciou a próxima atração da noite. 
— Acho que chegamos ao momento mais esperado da noite, não? Será que podemos finalmente ouvir seus votos? Depois comemos a sobremesa. 
— Tudo bem, mas será que podemos ir para a sala de estar. Não gostaria de dizer essas palavras sentado, eu e Joh precisamos de espaço - eles se dirigiram ao outro cômodo. Quando todos estavam acomodados com suas taças em mãos e prontos para ouvir o casal, Paul segurou a mão de Johanna e fitando seus olhos começou a falar. 
— Eu não tinha certeza do que poderia acontecer com a minha vida quando me mudei para Nova York. A possibilidade de estudar na NYU, me especializar na Columbia, era um sonho para o garoto de Seattle que sonhava em ser cirurgião. Lembro dos meus amigos dizendo que era loucura deixar a cidade onde nasci para a selva de pedra. Nova York foi muito boa comigo. Tive sucesso na universidade e a sorte de conseguir minha residência e uma posição em um dos melhores hospitais da cidade. Tudo parecia bem, mas o tempo passou e nada realmente diferente acontecia além da fama profissional. Então, três anos atrás, uma novaiorquina de cabelos avermelhados surgiu no saguão do hospital. Ela tinha um sorriso encantador. Vestia um casaco bege sobre um vestido azul claro. O decote revelava as várias sardas que são minha perdição. Não tinha ideia de quem era até que viesse ao meu encontro e perguntasse pela minha chefe. Apresentou-se e me disse que era médica. Dra. Johanna Marshall. Durante um bom tempo eu fiquei me perguntando se algum dia eu criaria coragem para chama-la para jantar. Fomos nos aproximando, ficamos amigos e parceiros de ER. Reclamávamos, celebrávamos e incentivávamos um ao outro. Foi preciso um empurrão do destino para que eu criasse coragem. Agradeço todos os dias por aquele copo de café - ele olhou para Castle e piscou - Joh, você é uma mulher especial, uma força da natureza e ao mesmo tempo delicada como um belo diamante. Você me ensinou que podemos encontrar prazer em pequenas coisas, que carinhos são importantes, um sorriso, um olhar. Eu sou perdidamente apaixonado por você e prometo faze-la feliz por todos os dias da nossa vida. Protege-la, apoia-la, encanta-la. Com jantares, com tequila, respeitando e admirando-a. Acordar ao seu lado é um privilegio porque você é como um raio de sol iluminando por onde passa. Amo tudo em você, absolutamente tudo. Serei sua vida e você a minha - Johanna segurava as lágrimas. Ela suspirou esforçando-se para não chorar. 
— Acho que é a minha vez. Paul, eu sempre achei que somente havia espaço para uma chance na vida. Um casamento, um amor e fim. Portanto, após meu divórcio minha vida foi focar no trabalho e na minha filha. Eu também lembro da primeira vez que o vi, me perguntei quem era aquele moreno de olhos verdes cativantes? Acredite, eu não pensava em relacionamentos, essa palavra não existia no meu dicionário. Mas balancei. Talvez você não entenda o quanto mexia comigo. Seu perfume…. seus gestos. A sinceridade em seu olhar. Foram três anos de convivência, de cumplicidade profissional e amizade até que alguém me provou que existem segundas chances, na vida, no amor, basta que esteja disposta a aceita-las. Eu te amo, meu moreno. Tudo o que preciso é que me ame, me acompanhe na jornada da vida, esteja ao meu lado em todos os momentos. Você é o meu esteio, meu norte. A calmaria para minha tempestade. Como diz a canção: “De l'homme auquel j’appartiens”. Apenas me ame. Pour la vie - ela já estava em lágrimas. Paul tomou seu rosto nas mãos e beijou-a apaixonadamente. Os convidados batiam palmas e gritavam. 
— Audrey, pegue a champagne. Precisamos brindar esse momento - disse Castle - ele se saiu muito bem - Kate sorriu e deu um selinho no marido. Ela também estava emocionada. Aquele momento a fez recordar-se de seu próprio casamento. Seus votos. Castle serviu champagne para todos, porém antes de brindarem ao casal, ele queria fazer seu discurso - prometo não me estender tanto nas palavras. Apenas queria dizer que Paul e Johanna são grandes amigos, contudo eles são a razão de eu e minha esposa estarmos aqui. Seu profissionalismo, sua entrega à profissão nos deu uma segunda chance. Acredito que o empurrão foi providencial. Não é fácil guiar dois cegos teimosos. E um travado! - todos riram - vocês merecem o melhor da vida. Sejam felizes! Ao casal Gray! Saúde! 
— Saúde! - os demais responderam brindando. 
— Hora da sobremesa! - disse Audrey correndo para a cozinha. Ao retornar, trazia uma bandeja com pequenas taças - Mousse de chocolate com um toque de pimenta. Um clássico francês modernizado. 
— Chocolate! Meu ponto fraco! É para fechar com chave de ouro mesmo - eles comeram a sobremesa em meio à altas conversas e risadas. Novamente os elogios foram muitos para Audrey. 
— Hey, Castle! Por acaso o casal não tem que dançar a primeira vez depois de casados? - perguntou Audrey dando corda a quem não precisa. 
— Bem lembrado, Audrey! É claro que sim. Eu e Kate dançamos ao som do meu celular nossa música. Qual é a musica de vocês, Johanna? 
— La Vie en Rose, Edith Piaf. 
— Perfeito! É pra já - Castle mexeu no celular e em questão de segundos os versos da canção enchiam a sala. Paul tomou Johanna nos braços, ela encostou a cabeça no ombro dele, o rosto colado e os lábios repetindo a letra da canção. Castle puxou Beckett pela mão e também entrou na dança. Charlie e Audrey estavam de mãos dadas observando os casais, ele cantava os versos em francês ao ouvido dela, fazendo a namorada sorrir e cantar com ele. 
O resto da noite foi agradabilíssima. Duas garrafas de champagne e mais uma de vinho deixaram todos bem animados. Kate já estava de pilequinho e curiosa, quis saber porque a canção em francês. Johanna prontamente respondeu. 
— O significado da letra, do momento. Não dançamos ou ouvimos. Eu cantei um trecho para ele, em Paris. De repente, se tornou a nossa musica. Eu realmente acredito que a letra diz o que sinto. 
— Ah, que lindo… tão romântico, mama! Je suis enchanté! 
— Não querendo acabar com a festa, mas será que não é hora dos recém casados irem curtir a noite de núpcias? 
— É está na hora de fazer coisinhas… - Kate disse rindo - ficar bem quente… Joh quer ser Nikki Heat, eu quero ser Nikki, Rick. 
— Parece que realmente temos que encerrar a noite porque Nikki está me chamando - Paul e Johanna riam do jeito dos dois. 
— Vamos concordar com Castle dessa vez antes que tenhamos um pequeno espetáculo bem aqui nessa sala - disse Johanna. Os amigos se despediram do casal, Kate falou um monte de besteira no ouvido da amiga, alegando serem conselhos para mais tarde. Já na porta do apartamento, ela gritou para Johanna. 
— Não esquece a tequila, Joh. Nikki precisa de tequila. 
— Tudo bem, a Johanna vai levar a tequila, não se preocupe. Boa noite para vocês. 
Assim que todos saíram, Paul e Johanna foram para o quarto pegar as bolsas já preparadas anteriormente para pernoitarem no Four Seasons. Despediram-se de Audrey que já chamar um taxi para os dois, afinal não estavam em condições de dirigir. Não que estivessem bêbados, estava apenas alegres e leves. Prontos para curtir a noite juntos. Ao chegarem no hotel, Paul informou da reserva em seu nome e foram levados a suite presidencial do Four Seasons. Johanna não acreditou no tamanho do quarto quando entrou. A decoração era aconchegante, tudo limpo, arrumado e perfumado. Notou as flores, a garrafa de champagne e chocolates. O mensageiro desejou-os boa noite deixando-os sozinhos por fim. 
— Olha o tamanho dessa suite! Vai ser muito bom passar essa noite com você aqui, moreno. 
— Quer beber algo? Posso servir a champagne. 
— Primeiro eu quero tomar um banho rápido, você se importa? 
— Claro que não - ela se aproximou de Paul acariciando os braços dele beijou-lhe os lábios rapidamente. 
— Eu volto logo, meu marido - sorrindo, ela pegou sua bolsa e se dirigiu ao banheiro. Ela realmente agiu depressa, não era bem o banho que necessitava. Queria vestir a lingerie especial que comprara para essa noite no mesmo dia que adquirira seu vestido de noiva. Uma minúscula camisola de renda preta transparente que batia em sua cintura acompanhada apenas pela calcinha igualmente pequena estilo biquini. Passou o hidratante no corpo e aplicou duas gotas de perfume em sua nuca e no meio dos seios. Soltou os cabelos e se olhou no espelho. As sardas pronunciadas pela roupa e contrastando com a cor dos cabelos. Estava pronta. Saiu do banheiro usando um dos roupões disponíveis no banheiro para os hóspedes. Paul estava sentado na cama. Já tinha tirado os sapatos, abrira os botões da camisa e olhava o menu do serviço de quarto. 
— Não acredito que esteja com fome… 
— Não estou, queria apenas saber como é o café da manhã no quarto porque não estou nem um pouco interessado em sair daqui. Onde arranjou esse roupão? 
— Tem um disponível para você também no banheiro se quiser ficar mais à vontade… - ele sorria considerando a ideia dela - e Paul? Eu não me importarei se você usar um pouco do seu perfume. 
— É uma boa ideia, volto já - Johanna aproveitou para abrir a champagne e servir duas taças. Ela não tinha pressa alguma para satisfazer seu desejo essa noite. Tinham todo o tempo do mundo para eles. Paul surgiu de roupão, ela podia sentir o cheiro de Hugo Boss, cheiro do seu moreno - melhor agora? - ele perguntou se aproximando dela. Johanna beijou-lhe os lábios vagarosamente, enquanto as mãos dele deslizavam pelo roupão provocando e tentando tocar-lhe a pele. Desfez o laço fazendo a peça deslizar pelos ombros da esposa revelando a camisola que usava - isso é para mim, Joh? 
— Sim, afinal é a nossa noite de núpcias. Gostou? 
— Muito… realça tudo o que eu amo em você - ele beijou o ombro dela exatamente onde várias sardas se desenhavam na pele. Os lábios foram em direção ao pescoço para beijar o sinal que sempre o perseguiu desde a primeira vez que a viu. 
— Paul… - o nome saiu quase como um sussurro, um gemido - espera… 
— O que foi? - ele ergueu a cabeça para fita-la. Os olhos verdes cheios de desejo. 
— Eu não tenho pressa, vamos tomar a champagne e ir devagar. Quero essa noite mais do que especial. 
— Será, Joh - ele pegou a taça e brindando com ela sorveu o primeiro gole. Enquanto bebericava o liquido borbulhante, ela desfez o nó do roupão dele. Paul usava apenas a cueca. Podia ver que ele estava meio excitado. Johanna beijou os ombros largos usando os dentes para provoca-lo e o nariz para sentir o aroma do perfume - diz que quer ir devagar, mas fica me provocando… você quer me pedir algo em particular, Joh? 
— Sim, vá bem devagar. Quero que me toque, faça o momento durar horas, me faça flutuar, Paul. Sou sua completamente, corpo, alma e coração - ele tirou a taça da sua mão deixando-a sobre a mesinha. Entrelaçando a mão à dela, ele a conduziu até a cama. Paul obedeceu exatamente o que a esposa pedira. Sentaram-se primeiramente, um ao lado do outro. Ele beijava as sardas do ombro e do colo expostas pelo decote da camisola. Uma das mãos tocavam sua pele por baixo do tecido. O contraste dos dedos quentes sobre a pele fria causava arrepios em todo o corpo de Johanna. Os lábios dele transitavam pela nuca, rosto até sorver os dela em um beijo apaixonado. A urgência das bocas tornou o contato intenso e extremamente sensual. Não esperou mais. Com cuidado e sem perder o contato com a esposa, Paul tirou a pequena camisola. Parou um instante para admirar a mulher a sua frente. No auge dos seus quarenta e poucos anos, Johanna era bela. Deitou-a vagarosamente no colchão, seu corpo inclinando-se sobre o dela continuando o beijo. 
Era a sua vez de proporcionar a ela o que lhe pediu. Paul tocava cada pedaço do corpo de Johanna com seus dedos ágeis e precisos provocando sensações maravilhosas em sua esposa. Ele brincou com os mamilos dela, puxando-os, acariciando os seios e arrancando suspiros e gemidos ao mesmo tempo que ela sentia seu centro umedecer como pura reação ao que experimentava. Quando Paul abocanhou um dos seios, ela inclinou o corpo agarrando os cabelos dele. 
— Paul…. 
Seu nome dançava em seus lábios a cada novo toque, ele livrou-se da calcinha que ela usava afastando as pernas em seguida para dar-lhe mais prazer. Ele a provou bem devagar fazendo o momento durar por longos minutos. A resposta do corpo de Johanna fora a mais natural do ato de fazer amor. O orgasmo a tomou em cheio, arqueando seu corpo contra o dele, gemidos encheram o quarto. Ele voltou a beijar seu estômago, o meio de seus seios e finalmente a fitou. Johanna tinha o rosto e o colo vermelhos, os olhos em tons de amêndoa desapareceram quase completamente devido ao dilatar das pupilas provocados pelo desejo. Tocou os lábios dela levemente com o polegar antes de beija-los outra vez. 
Johanna se deixou embriagar pelo beijo após o orgasmo recebendo todo o carinho do marido. Ao abraça-lo e sentir os músculos das costas tensionando pelos movimentos que fazia, ela não teve dúvida de seu proximo passo. Usou sua força para rolar na cama ficando com o corpo sobre o dele. Quebrou o beijo e começou sua própria viagem pelo corpo que era seu. Todo seu. Os lábios distribuíam caricias no peito dele, cheirando, sentindo, provando, seu moreno. Seu amor, seu marido. Os dentes começaram as provocações na altura do estômago descendo para o centro de suas atenções. Johanna usou a boca para brincar com o membro dele ainda guardado pelo tecido da cueca. Instigando, ela simulava abocanha-lo o que fazia a ereção de Paul despontar na única peça de roupa que vestia. Com uma das mãos, ela acariciava o local causando a dor na virilha acompanhada de gemidos. Decidiu por fim tirar a cueca libertando o membro que rapidamente se mostrou pronto para ela. Segurando-o com uma das mãos, ela se inclinou para beijar Paul outra vez. 
Estava perdida em seus lábios, mesmo assim, como uma gata se mexia até estar pronta para deslizar no membro dele. Recebeu-o devagar deixando a sensação de plenitude substituir o vazio e o anseio causado pelo desejo que a dominava. Sentindo as mãos de Paul em sua cintura, eles começaram a se movimentar juntos. Em perfeita sincronia, eles guiavam seus corpos em busca do prazer maior. Dar e receber. Completar um ao outro. Doar-se com todo o amor que tomava seus corações em ritmo acelerado. De vez em quando, a mão dele escapava e bolinava um de seus seios. O prazer crescente fazia o sangue correr rapidamente nas veias, a temperatura subir. O ritmo tornou-se frenético. Paul notara que ela estava bem próxima de um novo orgasmo. Primeiro ergueu seu corpo colando-o ao dela em busca dos lábios de maneira desesperada, urgente. Então, ele se aprofundou o máximo que pode dentro dela. O gesto a fez gritar, seu corpo começara a tremer pressentindo a chegada da nova onda poderosa que a tomava avassaladora e precisa. A explosão aconteceu fazendo Johanna jogar o corpo para trás. 
Paul a segurou em seus braços e rapidamente trocou de posição deitando-a contra o colchão e afundando-se mais e mais dentro dela como alguém sedento se jogaria em um lago em pleno deserto. Não pode mais segurar o que sentia e se deixou esvaziar sentindo o poder do seu próprio orgasmo o entorpecer jogando seu corpo sobre o dela. 
O tempo parou por alguns instantes.Segundos que representavam o ápice de todo o amor que sentiam um pelo outro. Johanna ainda zonza abraçava o marido de olhos fechados. O peso de seu corpo era uma forma de representar o quanto ela adorava ter seu corpo colado ao dela. Sussurrou ao ouvido de Paul. 
— Eu te amo, moreno. 
Paul virou-se de lado tirando o peso de cima dela, puxou-a para junto de si abraçando-a em um ato de possessão. Beijou-lhe o ombro e os lábios vagarosamente. 
— Também te amo, Joh - em poucos minutos apenas o silencio reinou então ela sentiu a mão de Paul acariciando seu braço e a lateral de seu corpo subindo pelo estômago até apertar um de seus seios. Sentiu os dedos dele entrelaçarem aos dela. Paul sussurrou perto ao seu ouvido - tem ideia de quanto eu estou feliz, Joh? Por ter você como minha esposa? Minha companheira para todo o sempre. 
— Claro que sei o quanto você está feliz porque eu também estou transbordando de felicidade. Eles não estavam brincando quando disseram que a vida começa aos quarenta - trocou um novo beijo com ele. Paul levou a mão esquerda onde estava o anel e a aliança até os seus lábios beijando-os suavemente, roçando seus dentes nas juntas dos dedos de Johanna. Após mais algumas trocas de caricias, eles finalmente adormeceram. 
Na manhã seguinte, Johanna foi acordada pelos beijos apaixonados de seu marido que rapidamente evoluíram para uma sessão matinal extremamente prazerosa, em poucos minutos se fundiram em um só corpo perdendo-se em sensações, respirações, gemidos e suspiros. Fazer amor com Paul era delicioso especialmente cedo. Não conseguiram ficar apenas na primeira vez, o desejo estava aguçado naquela manhã e Johanna deixou-se levar para uma nova rodada de prazer, dessa vez ainda mais poderosa e urgente que a anterior. Quando se deram por satisfeitos, Johanna não conseguia tirar o sorriso dos lábios. 
— Bom dia, Sra. Gray.  
— Muito bom dia, Sr. Gray. Se depois de casada eu for acordada assim todos os dias ficarei mal acostumada - ele riu entre os cabelos dela. Deixou seu corpo pressionar o dela em busca de um novo beijo. Em seguida, ele tornou a beijar o sinal no pescoço. 
— Sabe que sou fascinado por esse seu sinal e as suas sardas? 
— Da mesma forma que eu amo quando você está suado e quente após correr? - ela gargalhou - isso foi tão pervertido! 
— Essa sua mente é pervertida, Joh. 
— Mentiroso! 
— Vai negar agora? 
— A culpa é sua! Fica se exibindo na minha frente, esses músculos, essa pele morena gostosa… quem pode resistir? - trocaram um novo beijo. 
— Está com fome? Acho que podemos pedir nosso café no quarto, não? 
— Que horas são? 
— Quase dez da manhã. 
— Faça isso, eu não pretendo sair dessa cama tão cedo, a menos que seja para ir ao banheiro - sorrindo, ele sentou-se na cama e pegou o telefone na cabeceira. Discou o numero do serviço de quarto. Johanna também sentou-se abraçando-o pela cintura e beijando as costas dele. Ela murmurava uma melodia que Paul reconheceu como a música deles. Assim que fez o pedido desligou e comentou. 
— Levará de vinte a trinta minutos. O que você murmura ai, Joh? Reconheço esse ritmo. 
— Sei que sim, não posso me conter. É como uma declaração de amor - ela beijou-lhe o ombro e fitou-os olhos verdes acariciando seu rosto, cantando os versos como já fizera outra vez para ele - Il me dit des mots d’amour. Des mots de tous les jours et ça me fait quelque chose. Il est entré dans mon coeur. Une part de bonheur. Dont je connais la cause. C'est lui pour moi. Moi pour lui dans la vie. Il me l'a dit, l'a juré pour la vie”.
— Pour la vie, Joh - e beijou-a intensamente. 


Continua....