terça-feira, 21 de outubro de 2014

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.29


Nota da Autora: Demorou mas saiu! Escrevi a maior parte desse capitulo no fim de semana apenas a última parte deixei para ontem. Estou surpresa com algumas coincidências entre o epi e o que escrevi hahahaha.... anyway, ela está de volta! Overdose de Anne para vocês e também algumas situações que podem ou não vingar no futuro... Ah! Ainda não abordei o lance do 703, vcs sabem do que estou falando....Enjoy! 


Atenção! NC17! 


Cap.29


As filmagens do próximo episódio começariam na segunda. Antes, a reunião com o diretor e David aconteceu durante a sexta para entrega de scripts e cronogramas de gravações. Ao saber que uma parte do episódio simulava Montreal, Nathan sugeriu que usassem filmagens da propria cidade. Comentou que estaria lá no fim de semana seguinte para um evento em Toronto, o qual coincidia com a metade do tempo de gravação das cenas. David argumentou falando do curto orçamento.

- E seu esticasse até Montreal para tirar umas fotos ou mesmo filmar algumas áreas? Não tenho problema quanto a isso. Aí, vocês avaliam o que fazer com elas.

- Nathan, não precisa. Arranjaremos imagens já mostradas pela ABC e criaremos nosso cenário aqui mesmo, em LA.

- Não seria problema algum.

- Obrigado, mas não se sinta pressionado a isso. Voltando ao caso da semana... – David continuou a explanar enquanto Stana folheava seu script apenas escutando o que eles discutiam, sua curiosidade era saber se haveriam cenas Casketts. Achou que a apresentadora pegou pesado com Castle. Foi então que se deparou com a cena do beijo trocado entre Castle e Gates. Rapidamente folheou o resto do texto e não encontrou uma cena de beijo entre eles, apenas algumas confissões.

- Que história é essa de Castle beijar a Gates e não me beijar? – ouvindo o que disse corrigiu na mesma hora – quer dizer, beijar a Beckett. Quanto tempo vamos esperar para uma cena mais íntima?

- O lance com Gates é para ser engraçado. Você leu a cena final? – perguntou David – ali está o momento deles, vamos abordar isso com o decorrer da história ambos estão meio perdidos em relação ao outro, tentando encontrar o ritmo novamente, parece estar tudo normal, Castle age assim, porém não está.

Dara que até então se mantivera calada, resolveu interferir para procurar ajudar os dois lados.

- Entendo a frustração de Stana, o cara desaparece no dia do seu casamento deixando a noiva por dois meses sem notícias, quando retorna diz que não se lembra de nada e age como se tudo estivesse bem. Para piorar, nem mesmo uma reconciliação entre eles, um beijo. É a revolta dos shippers através dela ou vocês não leem comentários dos fãs no twitter? Sempre citam a falta de cenas entre os dois. Concordo que eles precisam se acertar, apenas temos que ter um certo cuidado com o andamento desse relacionamento. Eles são noivos, não apenas parceiros da NYPD.

- Ainda bem que alguém consegue perceber o mesmo que eu – disse Stana aliviada.

- É, o ponto dela é válido – concordou Nathan – vocês deviam pensar um pouco a respeito. Somente olhares e toques de mãos já não convencem tanto.

- Acredito que todos tem um ponto ou outro que vale uma avaliação. No momento é esse o episódio que iremos gravar – David falou – irei conversar um pouco com Terri e Marlowe a respeito.

- Eu apenas digo que já estou inclinada a reverter a situação. Stana, aguarde somente mais um pouco.

- Ah Dara, agora você me deixou curiosa...

- Vai ter que continuar assim...

- Não acredito! O que você está aprontando?

- Nada... por enquanto – disse maliciosamente Dara. Stana entortou a boca e fez cara de poucos amigos em resposta. A discussão do episódio continuou por mais meia hora quando foram liberados para ensaio e preparação de cenas que David determinou serem gravas naquele dia mesmo.

Ao final da tarde, despediram-se de todos cada um seguindo seu rumo. Por mensagens combinaram de se encontrar mais tarde na casa dela. Stana chegou em casa, tomou um bom banho dedicando-se a lavar os cabelos. Assim que saiu do banheiro, ainda enrolada na toalha, concentrou-se de frente para o espelho em secar o cabelo. Meia hora depois, estava devidamente pronta para receber Nathan. Vasculhando a geladeira, pensava no que iria oferecer no jantar. Teve a triste constatação de que não havia nada. Em matéria de comida, ela era bem parecida com a sua personagem. Encontrou itens vencidos e verduras estragadas. Era esse o resultado de trabalhar horas irregulares toda a semana.

Agora, procurava inventar alguma coisa. Será que ele se importava de trazer algo? Antes de decidir ligar para ele, o celular tocou. Viu o número da cunhada no visor. Já sabia que era Anne cobrando o fim de semana. Sorrindo, atendeu.

- Alô?

- Tia Stana! É a Anne.

- Sabia que era você, docinho. Tudo bem?

- Sim, tia. Anne está ligando para saber do passeio. Falei com a mama e ela deixou eu sair com a tia. Ela quis saber porque a tia pediu para levar biquini.

- Diga para ela que vou te levar para um passeio ao ar livre em um parque e depois vamos dar um mergulho na praia. Quer saber? Ela está próxima a você? Deixe eu falar com ela – Anne passou o telefone para a mãe gritando que Stana queria falar com ela. Depois de explicar a cunhada o que pretendia, a mesma falou a Stana que tudo era invenção de Anne, como se quisesse provar para a mãe que ia mesmo sair com a tia. Claro que a estratégia era para não levantar suspeita diante dos outros sobre seu real destino. Confirmou que passaria na casa da menina um pouco antes das nove da manhã.

Ao desligar, tocou o nome de Nathan na sua lista de favoritos. Ao segundo toque, ele atendeu.

- Tudo isso é saudade? Em dez minutos estou aí Staninha...

- Nate, eu ia pedir... é que não tenho nada para jantarmos aqui, desculpe, será que você não pode passar em algum lugar e trazer comida?

- Ah! Que tal pizza? Ou posso passar em um food truck que tem no caminho. Tem uns tacos e burritos deliciosos.

- Fico com a pizza. Marguerita? E por favor peça uma porção extra de manjericão.

- Tudo bem. Chego aí em vinte minutos.

Quando Nathan entrou segurando a pizza quente nas mãos, o cheiro fez com que a boca de Stana se enchesse d´água. Com um beijo rápido, ela tirou a embalagem da mão dele colocando sobre o balcão da cozinha. Ele observava a forma como ela abria a caixa, cortava a pizza com delicadeza. Sobre o balcão, ela havia deixado pratos, taças, guardanapos além do azeite e do vidro de catchup, caso ele quisesse. Entregando um prato com uma fatia para Nathan, disse.

- É melhor comer agora enquanto está quente. Pizza fria é horrível. Exceto quando fica na geladeira de um dia para o outro.

- Você tem essa mania também? – ergueu-se da cadeira para pegar um vinho na geladeira. 

- Fazia muito isso no tempo de faculdade, sempre sobrava pedaços de pizza, era um excelente café da manhã principalmente quando se estava atrasada.  Acho que a maioria dos estudantes faz isso – ele entregou a taça com vinho tinto a ela – exceto aqueles naturebas, vegetarianos, vegans.

- Que nada! Eles acabam fazendo também. Hum, esse vinho é bom. Pegue seu prato, vamos sentar à mesa – levou consigo a garrafa de vinho e ela levou o copo dos dois. Ele sentou-se na cabeceira com ela ao seu lado – isso aqui está muito bom.

- Capricharam no manjericão... está uma delícia.

- Sabe como é, cliente antigo, famoso... – Stana gargalhou.

- Metido! – disse bebendo um pouco do vinho e inclinando-se para perto dele a fim de beija-lo – hum... queijo, manjericão e alcool, excelente combinação – beijou-o novamente voltando em seguida a atenção a sua pizza. Nathan satisfeito com a demonstração dela de afeto abriu outro assunto.

- Pensei que você fosse brigar com David hoje da mesma forma que fez com Marlowe sobre o casamento Caskett. Algum problema em eu beijar a Penny?

- Você sabe que não é isso – revirou os olhos - Não tenho ciúmes da Penny, o que me incomoda é a ausência de carinho entre eles. Como seu noivo some por dois meses e depois de esclarecido parte do ocorrido não há uma troca de carinhos, uma aproximação? Claro que as coisas continuam nebulosas sobre o desaparecimento de Castle, ainda não se encaixaram mas sem carinho, como poderiam?

- Calma, amor. Estamos apenas no segundo episódio. Ainda tem muita história para contar.

- Eu entendo o que David está propondo, de verdade. Apenas gostaria que tivesse um pouco mais de dedicação na abordagem do relacionamento – disse Stana tomando o resto do vinho da sua taça.

- Confessa, você quer mesmo é me beijar – disse Nathan implicando com ela.

- Não se trata disso – entortou os lábios – mas seria bom poder te beijar durante o trabalho. Só espero que isso mude.

- Talvez a Dara tenha algo interessante para nós, pelo menos me deixou curioso, ela sempre faz um lance mais shipper. Você tem que concordar comigo que se pudessemos nos beijar várias vezes no set a coisa não ia prestar, não seríamos capazes de nos segurarmos e poderíamos fazer algo comprometedor. Um amasso... bem, é complicado.

- E daí? Kate e Castle se amam. Nada mais natural. Quando você viaja para Montreal?

- Toronto. No próximo fim de semana. É uma comic con. Você bem que poderia vir comigo. Assim eu participava do evento e depois podíamos curtir um pouquinho do nosso Canadá. O que acha?

- Como vou viajar com você? Além do mais, seu evento deve ter jantares com amigos nerds de longas datas, patrocinadores, você não terá tempo para mim – ele sentiu um pouco de mágoa nessa colocação – não quero ter que dividir seu tempo, melhor ficar por aqui – se levantou da mesa um pouco chateada levando os pratos até a pia, não queria demonstrar a ele que não havia gostado de saber junto com todos que ele viajaria para um evento em outro país, mesmo que fosse o Canadá. Percebendo que ela estava descontente com o assunto, Nathan se levantou e foi na direção dela. A última coisa que gostaria nesse momento era que ela ficasse triste ou se afastasse dele usando de indiferença. Tocando-lhe o braço, ele a puxou para si envolvendo com uma das mãos a cintura dela. 

- Hey... vem cá – aproximou seus corpos ficando com o nariz quase colado ao dela – não quero dividi-la com ninguém, estou convidando a minha namorada para me acompanhar numa viagem a trabalho. Depois do evento serei todo seu, basta você querer. Então, o que me diz?

- Eu adoraria mas é complicado, Nate. Você é muito solicitado e visado nesses eventos. Podemos dar bandeira.

- Não daremos. Você viajará em outro horário, outra companhia aérea até. Ficaremos em hotéis diferentes. Vamos, Stana. Será bom para nós. O evento é no sábado, teremos o domingo todo para nós – ele mordiscava o lóbulo da orelha dela tentando convence-la através de carinho, as mãos subiam pelas costas ficando na lateral dos seios, o que lhe permitia toca-los de leve. Os lábios voltaram a atenção à boca entreaberta e convidativa a sua frente. O beijo sexy a fez gemer, quase ronronar – então, posso entender essa reação como um sim?

- Não ainda, o que mais você pode me oferecer? – instigou com a voz rouca claramente afetada pela excitação que começava a tomar conta dela. Nathan mordiscou o queixo dela, sorrindo.

- Uma ou outra coisa... está a fim de experimentar? – perguntou apertando o mamilo dela.

- Muito... – ele a ergueu sobre o balcão da cozinha e em minutos as roupas de Stana encontravam-se no chão. Com um pouco mais de tempo e gemidos, ambos se entregaram ao prazer. Continuaram a brincadeira até altas horas da noite quando finalmente ela o expulsou alegando que ele precisava se preparar para receber a sobrinha dela.


Casa de Nathan – 9am


Nathan conferia os últimos detalhes. Piscina pronta, churrasqueira preparada, jogos e claro os materiais para o almoço. Não esquecera da sobremesa, dessa vez Anne teria uma surpresa. A temperatura da cerveja estava ótima e restava a ele se trocar e esperar a chegada das duas mulheres que lhe dariam o prazer de sua companhia. Quinze minutos depois, a campainha tocava. Ao abrir a porta, Nathan apenas sentiu aquele empurrão nas pernas.

- Tio Nathan! – Anne estava agarrada nas pernas dele – que saudade! – Stana se encarregou de fechar o portão já que a sobrinha estava ocupada enchendo Nathan de beijos. Quando finalmente, ele a carregou no colo, a garota sossegou. Ele se aproximou da namorada sorrindo.

- Será que posso beijar sua tia agora? Ela pode ficar com ciúmes de você.

- Tia Stana não tem ciúmes de você. Tio Nathan é que precisa cuidar dela. Todo mundo inteiro acha a tia linda. Gente adulta que nem você. Todos amam a tia – a menina olhou com cara de sapeca para Stana e para não perder as regalias do outro, tratou de consertar – o tio é muito bonito também – usava as duas mãos para segurar o rosto de Nathan, gesto típico de Stana com ele – muito bonito – o dedinho tocava de leve o olho – Anne gosta dos olhos bem azuis do tio, parece o céu. A tia Stana tem sorte de conhecer o tio...

- Anne! Deixe de ser puxa-saco! – exclamou a tia rindo do jeito da menina.

- Ela só está falando a verdade, Staninha – colocou a menina no chão – vá colocar seu biquini para aproveitarmos a piscina, Anne. Deixa eu conversar com a sua tia. A menina saiu em disparada para a casa. Nathan se aproximou dela apenas para sentir os braços de Stana ao redor do pescoço dele. Os lábios já atacaram os dele sorvendo-os carinhosamente entre os seus. Mantendo as testas apoiadas, ela sorria passando os dedos pelo rosto dele – você não me deu uma resposta ontem sobre Toronto. Acho que não convenci o bastante, afinal você me expulsou da sua casa, foi isso?

- Não, seu bobo. Por sua causa eu não dormi quase nada e quanto a sua performance, foi bastante satisfatória, tanto que aceito viajar para o Canadá com você – segurou o rosto dele com as duas mãos e beijou-o intensamente.

- Ah! Como eu amo essas mulheres Katics... – deu mais um beijo nela – não se preocupe com nada, agendarei passagem e hotel além de pensar em algo que podemos fazer na cidade – ela mordiscou o maxilar dele enquanto as mãos vagavam pelo peito desfazendo os botões da camisa, desceu para o pescoço quando sentiu o puxão de leve da sua calça. Era Anne que mexia com ela.

- Tia...tiaaa... – Stana ficou toda errada ao ver que a sobrinha presenciara um momento íntimo dela e de Nathan, mais relaxado e descolado, ele tomou aquilo como normal e já foi se distanciando dela pegando na mão de Anne para seguirem no rumo da piscina.

- Pronta? Porque eu estou. Só preciso tirar a bermuda. Sua tia ainda precisa se vestir, enquanto ela faz isso, que tal a gente já dar um mergulho? Apostando corrida? – a menina concordou sorrindo, os olhos brilhavam de alegria - Um, dois... – mas a pequena já saíra em disparada para pular na água – ei! Isso é trapacear! Volte aqui! – e Nathan correu para encontra-la à beira da piscina. Stana observava a cena na qual a sobrinha saia da piscina e o empurrava caindo na gargalhada do jeito exagerado que Nathan gritava. Nathan daria um ótimo pai, pensou. Aquilo a fez suspirar surpresa com o próprio pensamento. Ela se pegou avaliando a situação até decidir seguir para a casa e se trocar.

Quando se juntou a eles na piscina, Nathan inventou brincarem de basquete dentro da piscina. Ele tinha um aro improvisado em um dos cantos e Anne já estava com a bola de plástico leve na mão. Colocou-a sobre seus ombros e juntos formariam um time contra a tia. Durante a diversão, as gargalhadas da menina eram as melhores, principalmente quando Stana fingindo estar chateada jogava a bola em Nathan. Por um momento, ele quase se desequilibrou deixando a menina cair na água. Por sorte, a tia a segurou e nada estragou a brincadeira.

Nathan deixou as duas na piscina e foi cuidar do churrasco para o almoço. Disse a elas que era um pequeno intervalo de descanso porque assim que colocasse a carne no fogo, iriam para a guerra e apontou para o quintal, no batente que separava o cimento do gramado estavam as armas d´água.  Com o almoço encaminhado, ele trouxe uma jarra de limonada acompanhada de um prato de biscoitos. Serviu as duas e tirou um biscoito para si.

Em seguida, correu para pegar as armas e seguir com a menina para o quintal, Stana resolveu dar uma ajuda com o almoço enquanto os dois se divertiam.

- Ah, não! A tia tem que brincar também!

- Anne , eu vou brincar. Deixe eu adiantar algumas coisas aqui. Comece com o Nathan e já vou atrás de vocês. Quer apostar como matarei os dois rapidinho?

- Olha só, Anne. Sua tia está nos desafiando. Duvido que ela consiga ser mais rápida que eu no gatilho. Vai deixar ela ganhar essa? – disse Nathan provocando a menina – juntos a gente derruba sua tia, só precisamos de uma estratégia.

- Tio, você acha que podemos ganhar? Ela é a polícia, esqueceu? Ela sabe atirar pra matar.

- E eu sou o que? O parceiro dela, sou tão bom quanto a detetive – ele viu a menina revirar os olhos – o que foi?

- O moço “buito” nem tem um “revovel”! – Stana desatou a rir.

- Dois a zero, Nathan. Anne se você treinar com ele quem sabe não conseguem me enganar? Tentem um pouco e já acabo com a festa de vocês.

- Isso! Vamos provar para sua tia que ela está errada.

Stana ficou rindo do jeito que os dois saíram bolando planos mirabolantes para ganhar dela. Aproveitou que Nathan entretia a menina para preparar alguns legumes e um purê de batatas que Anne adorava. Sabia que ele estava assando carne e um pedaço de porco, resolveu fazer uma cone slaw além de cortar espigas de milho em três pedaços para colocar na churrasqueira. Satisfeita com o que fizera, deixou por último o molho da salada e um molho de mostarda e mel com pimenta que aprendera para comer com a carne de porco. Checou a picanha reparando que ele havia prepararado hamburgueres para colocar na grelha também.

Estando tudo encaminhado, ela pegou a arma de brinquedo deixada pela menina e na ponta dos pés começou a andar pelo gramado à procura deles. Não queria dar qualquer pista de que se aproximava. Seu objetivo era surpreende-los e assim agir como a boa e esperta detetive Kate Beckett apenas para ter o prazer de derrotar Nathan. A história do feitiço virou contra o feiticeiro. Para quem queria surpreender, Stana foi pega com uma cena bem diferente. Nathan deitado ao lado de Anne de bruços sobre a grama apontando a arma e discutindo com a menina como deveriam atingir a tia. A forma como tudo acontecia a sua frente, despertou novamente o sentimento ocorrido mais cedo em Stana. Percebeu seus olhos encherem de água e para driblar e evitar que ele visse qualquer sinal disso, rapidamente limpou os olhos e avançou ao encontro deles atirando certeira primeiro nele, depois nela.

- Parados! Vocês estão presos! – disse apontando a arma – ou deveria dizer mortos? – rindo, ela completou – não disse que vencia os dois fácil, fácil? Nathan quis me desafiar...

- Eu disse tio! Ela é boa com “revovel”! – esclamou Anne cruzando os braços chateada.

- E quem disse que acabou? – perguntou Nathan fazendo sinal para Anne – corre!

Os dois pegaram-na desprevinida. Nathan tentou ergue-la pelas pernas, mas Stana foi rápida escapando dos braços dele e caindo ao perder o equilibrio. Levantou-se com agilidade e correu para longe dele. Claro que os dois seguiram em seu encalço. Após rodar pelo quintal, ela voltou correndo para a região da piscina, mergulhando. Quando eles chegaram, ela já estava rindo deles.

- Perdedores e fracotes, isso que vocês são – ria e fazia uma dança – dancinha da vitória, la la la!

- Como você é sem graça, Staninha – disse Nathan pulando na piscina em seguida – vem, Anne! Desça pela escada. Ele foi até ela para ajuda-la a entrar na água novamente. No colo dele, ela fazia caras de poucos amigos – o que foi, princesa?

- Eu disse que ela ia ganhar. Sua “estateja” não funcionou. Tia Stana é melhor porque ela é da polícia.

- Aceite que perdeu, Nate. Vai ser melhor.

- Você está curtindo isso, não? Tudo bem. Perdemos, Anne. E agora?

- Agora Anne quer comer! Tem carninha?

- Está com fome? Então fique aqui com sua tia que eu vou dar um toque especial na carne e já vamos almoçar, combinado?

- Sim!!!

Nathan checou a carne no fogo, temperou o porco e chamou-as para almoçar. Stana deu o último toque na salada, mexeu no purê e serviu Anne. Quando a menina provou a comida, fechou os olhos e elogiou.

- Tá uma delícia! Tia Stana faz o melhor purê do mundo. A carninha também é gostosa viu, tio?

- Essa menina dá pra política, pode apostar. Você quer o que?

- Porco primeiro, fiz um molho especial para comer com ele. Acho que vai combinar bem com essas cebolas, batatas assadas e o milho.

Eles comeram enquanto conversavam animadamente. Depois, ela levou a sobrinha para tomar um banho e tirar uma soneca. Nathan ajeitava a sujeira do almoço. Mas a pequena se recusou a dormir. Sabendo que a teimosia seria vencida logo, a tia a colocou para assistir desenho no sofá da sala. Quando Nathan se juntou a elas, já de banho tomado, Anne dormia com a cabeça apoiada no colo de Stana. Cuidadosamente, ele a ergueu e levou para o quarto que ela sempre ocupava na sua casa. Voltou para se sentar ao lado dela no sofá.

Já chegou beijando-a e aconchegando Stana em seus braços, o que ela não ia reclamar. Era bom passar esse tempo a dois, ela já se animara com a curta viagem que teriam a frente pelo mesmo motivo, algumas horas somente deles. Após quebrar o beijo, passava a mão pelo rosto dele, como quem admira alguém. Nathan fez o mesmo com o rosto dela e ajeitando os cabelos para trás da orelha.

- Sabe que eu adoro te ver brincando com Anne? Parece que você se diverte mais que ela.

- Ah, é divertido sim. Gosto dela, de agrada-la. Ainda tenho uma surpresa para o lanche. É só Anne acordar. Crianças são divertidas, sua ingenuidade e autenticidade me fascinam. Sempre me sinto bem ao lado delas, são capazes de te arrancar um sorriso mesmo quando seu dia está péssimo, não há desconfiança ou falsidade. É bom viver o mundo delas de vez em quando para não nos esquecermos que pequenas coisas como observar uma flor desabrochar, um caminho de formigas no jardim, ganhar um sorriso, podem fazer toda a diferença na vida de alguém.

- Você falando desse jeito... me dá vontade de... – ela acariciava-lhe o rosto sem tirar o olhar fixo dele. Não sabia ao certo como completar aquela frase usando seu pensamento sem soar estranha ou levantar uma situação contrangedora entre os dois.

- Diga, te dá vontade de que? – perguntou Nathan.

- De me entregar completamente a você – disse ela saindo pela tangente. Para ele, bastou. Puxou-a para junto de si tomando-a num beijo apaixonado, calmamente deitou-a no sofá jogando seu peso sobre o dela sem quebrar o contato dos lábios. As linguas se roçavam, as mãos tocavam o corpo um do outro. Havia murmúrios e gemidos. Ela sentiu o membro dele pressionado contra a sua coxa. Queria tanto seguir adiante, curtir o momento íntimo e de prazer mas não era correto, Anne poderia aparecer a qualquer momento. Nathan apertava os seios dela enviando as mãos por baixo da camisa que ela vestia. A obrigação de para-lo foi contida devido aos toques que recebia dele fazendo-a gemer e sentir a umidade se instalar no centro das pernas. Reuniu todas as suas forças para impedi-lo de continuar.

- Nate... por favor...não podemos continuar... Anne... – ele sequer dava ouvidos ao que ela dizia. A boca continuava devorando o pescoço rumo ao colo. Abocanhou um dos seios sobre o tecido mesmo da camisa fazendo-a gemer e arquear o corpo contra ele – por favor... não... – era tarde demais. Estava tão excitada que bastou alguns toques dele entre as pernas para que o orgasmo a atingisse. Roubando um último beijo, ele finalmente parou para admira-la. Após recobrar o fôlego, ela suspirou aliviada antes de falar.

- Seu louco! Eu não te disse para parar? E se a menina chegasse de uma hora pra outra? Nossa!

- Tudo bem, amor. Nada aconteceu, ou melhor aconteceu algo bom pra você. Gostou?

- Você ainda pergunta? Mas preciso me trocar. Que calor.... – levantou-se do sofá mas inclinou o corpo na direção dele de novo – louco, louco – segurou o rosto de Nathan e beijou-o mais uma vez.

Ao acordar, Anne desceu as escadas e encontrou os dois na frente da tv. Reclamou que estava com fome, então Nathan decidiu que era a hora da surpresa. Sumindo para cozinha, colocou os bolinhos para assar. Levariam cerca de doze minutos. Preparou os pratos enquando Stana entretia a menina. Terminado o tempo, serviu e acrescentou o sorvete de creme e a calda de chocolate. Chegou com a bandeja colocando-a sobre a mesinha de centro. O cheiro do chocolate já despertara a curiosidade das duas.

- Petit gateau, ma cheriee?

- Bolinho de chocolate com sorvete! – Anne bateu palmas empolgada – Anne adora chocolate. Posso comer, tio?

- Claro! Vamos todos comer.

Assim que saborearam o doce, Nathan perguntou se Anne gostaria de jogar, porém seu convite foi negado. Ela pediu para que esperasse um pouco e subiu as escadas com uma rapidez impressionante. Voltou quase na mesma velocidade trazendo sua mochila. Retirou de dentro um estojo de maquiagem de brinquedo.

- Anne quer brincar de maquiar...

- Mas isso é com sua tia.

- Não, Anne quer maquiar o tio – a cara de pavor de Nathan fez Stana segurar a sua risada – pode? Por favor?

- Claro que sim – Stana respondeu – Nate é tudo brincadeira, vai...

- Tudo bem... – pela concordância ele ganhou um abraço de Anne e um beijo de Stana. A diversão da menina começou. A tia ajudou-a a arrumar os materiais, mostrou como se usava certas coisas e seguindo as orientações da tia, Anne maquiava Nathan. Ela mesma escolhia as cores que ia usar. De vez em quando, ele dava sua opinião sobre as cores que gostava e o que achava bonito. A medida que o rosto dele era pintado, Stana tentava segurar o riso ao ver o que estava se formando diante delas. Por outro lado, admirou a paciência com a menina e o incentivo, só não tinha certeza da reação ao resultado final. Anne pegou o batom vermelho para dar o toque final. Primeiro, Stana pegou o batom e mostrou como fazer em seus próprios lábios.

Anne então caprichou no vermelho sobre e ao redor dos lábios de Nathan, pegou o espelho a fim de mostrar seu feito para ele.

- Olha tio como ficou “buito” – estendeu o espelho para ele enquanto Stana segurava o riso. O rosto estava cheio de pó compacto bem rosado, as sombras bem azuis cobriam até as sobrancelhas e o batom era um caso à parte. A boca de Nathan parecia a de um palhaço. O choque inicial deu lugar ao riso.

- Nossa! Como eu estou... diferente – olhou para Stana procurando alguma ajuda mas percebeu o quanto ela se segurava para não mangar dele – você gostou de fazer isso?

- Muitão.

- Acho que merece uma foto – disse Stana pegando o celular – Anne, fique ao lado do Nathan, isso. Agora sorriam – tirou a foto – ótimo, deixa eu tirar uma somente do tio – repetiu o processo. Guardaria aquilo para um momento apropriado, afinal nunca se sabe o que o futuro lhes reservaria.

- Você está adorndo isso não, Staninha? – falou num tom que beirava o sarcasmo, virou-se para a menina - Então posso lavar o rosto agora – disse Nathan se levantando já louco para se livrar daquelas pinturas todas mas foi interrompido por Anne que segurou seu braço.

- Não, tio! Tem que ficar assim. Só tira a maquiagem quando for dormir. E Anne tá com fome.... o que tem pra jantar, tio? – Nathan ainda olhava para Stana com uma cara de desespero por saber que não poderia contrariar a criança a menos que ela o ajudasse, no fundo via que ela estava adorando tudo aquilo.

- Que tal hamburguer? Sobraram do almoço que nem foram para a churrasqueira. Podemos fazer um super sanduiche. Enquanto seu tio frita a carne eu preparo umas batatas fritas para acompanhar, que tal?

- Hamburguer com catchup e pão também? – perguntou Anne já lambendo os lábios.

- Claro. Tudo bem pra você, Nate?

- Sim, vamos para a cozinha. Princesa, fique assistindo desenhos ok?

Ele seguiu para a cozinha com Stana se preparando para retrucar o fato dela não ter apoiado para que ele se livrasse da pintura no rosto. Porém, antes de começar a reclamar, foi surpreendido com um beliscão no bumbum e um beijo no rosto mesmo que todo coberto de pó.

- Eu nem sei dizer o que eu sinto quando vejo a maneira como você interage, aceita e entra na brincadeira para agradar Anne. Sabe eu sinto que fico em dívida com você e ainda mais apaixonada, babe – olhava para ele com sinceridade no olhar e um sorriso tão belo que amansou o coração dele – como é possível você ser tão..tão cativante? – aproximou-se dele sem importar-se com a pintura, sorveu os lábios dele aos seus. Nathan aprofundou o beijo puxando-a para si. Ao quebrar o contato, o batom manchara o rosto de Stana e ficara ainda mais borrado no rosto de Nathan – você está mais fofo agora...

- Sei, sei com cara de palhaço...

- Meu palhaço... meu bobo amado... – Nathan apenas sorriu de volta – vamos cuidar do jantar da pequena antes que ela grite estar com fome.                                              

Eles trabalharam juntos para fazer o jantar. A idéia de Stana era servir para em seguida colocar Anne na cama. Na verdade, ela gostaria de levar a menina de volta para casa a fim de curtir o final de semana com Nathan, mas em virtude de tudo o que acontecera durante o dia, ficou com pena de acabar com a alegria da criança. Sentaram-se à mesa para saborear os belos hamburgueres e as batatas fritas que na verdade foram feitas no forno, de maneira saudável. Anne achou tudo delicioso. Para a sobremesa, Nathan tirou da geladeira um pote com morangos enormes, um frasco de chantilly e uma calda quente de chocolate que Stana preparara. Deliciaram-se com a guloseima até lamber os dedos. Nathan repetiu a mesma besteira que Castle faz com o chantilly e seu rosto ficou ainda pior, o que rendeu excelentes gargalhadas das duas.

- Chega de sujeira! Vou colocar a Anne para dormir e não tente fazer nada no seu rosto. Vou usar produtos apropriados para limpar isso tudo. Encontro com você no quarto – assim ela ordenou que Anne tomasse banho, separou sua roupa de dormir e penteou os cabelos dela. Já deitada, Stana a cobriu.

- Tia, você não vai contar uma história? Anne quer ouvir uma hiatória da policial... tem alguma com neném? 

- Está tarde, docinho – Stana gostaria de faze-la dormir o quanto antes. Não percebeu que Nathan estava escorado na porta escutando a conversa.

- Eu tenho uma ótima história com um bebê. Você vai descobrir Anne que a policial não leva muito jeito com crianças ou assim ela diz, a realidade é um pouco diferente – ele se sentou ao lado da cama de Anne, o rosto ainda todo lambuzado de maquiagem e começou a contar o caso próximo ao natal, Stana buscou a mão dele e a envolveu com a sua, novamente um gesto de gratidão por ter tanta paciência com a menina. Próximo ao fim da história, Anne já estava caindo de sono fechando algumas vezes os olhos mas persistia em ouvir o que Nathan dizia. Depois do desfecho, ela ficou olhando para a tia por um momento antes de perguntar o que estava preocupando sua cabecinha.

- Tia, você também não quer bebê igual a policial?

- Claro que quero, Kate também. Ela só tem medo de não ser uma boa mãe, mas ela tem Castle para ajuda-la.

- E a tia tem o tio, certo? O tio gosta muito de bebê e de criança. Tio Nathan gosta da Anne.

- É verdade... – Stana cortou o assunto antes que se tornasse complicado para ambos, especialmente após os pensamentos que lhe ocorreram durante aquele dia – bem, você ja ouviu sua história então hora de dormir. Boa noite, docinho – beijou a testa da menina e a cobriu.

- Boa noite, Anne. Não vou te beijar porque...bem... não quero sujar você.

- Tá, boa noite. Amo vocês, o tio e a tia.

Stana apagou a luz e saiu rumo ao quarto de Nathan com ele atrás. Foi direto ao banheiro pegar algodão e seus produtos para remoção de maquiagem. Ela já havia deixado algumas coisas por lá para facilitar as vezes que acabava ficando a noite. Sentados na cama um de frente para o outro, ela removia cuidadosamente o excesso da maquiagem do rosto. Nathan estava de olhos fechados mas suas mãos deslizavam para cima e para baixo nas pernas dela. Quinze minutos depois, o rosto de Nathan estava limpo e devidamente hidratado. Stana encostou o nariz na pele das bochechas e cheirou até os lábios voltarem a se encontrar novamente.

O beijo foi aprofundado. Nathan deitou-a na cama, deslizando as mãos pelo corpo dela. Em questão de segundos, ela estava sem roupa usando apenas a calcinha. Foi a vez dela virar-se para ficar por cima e no controle. Preocupou-se em livrar-se das calças, tudo isso sem perder contato corpo a corpo. Ela quebrou o contato dos lábios voltando sua atenção para o lóbulo da orelha. Uma das mãos deslizou para apertar o membro a meio caminho da total excitação, ao ouvir o gemido dele sussurrou ao ouvido sensualmente.  

- Preciso de você, Nate. Completamente dentro de mim...agora.

Como música, ele obedeceu fazendo amor com ela entregando-se juntos ao ápice do prazer.

O domingo foi calmo. Muitas brincadeiras, comilanças e muito carinho de Anne com os dois. Por volta das cinco da tarde, despediran-se dele e Stana levou-a para casa. Era impressionante como esses momentos entre eles faziam Stana sentir-se muito bem. Em sua cama, ela recapitulou tudo o que ocorrera naquele final de semana. Queria guardar na memória lembrançss totalmente preciosas presenciadas por ela entre Nathan e Anne. Em alguns momentos, ele parecia o pai dela. Stana não ousava comentar isso com ele mas, por várias vezes naquele fim de semana se pegou pensando em como seria ter um filho com Nathan Fillion. Ele amava crianças, adorava conversar com elas, se igualar a elas e como sabia muitas vezes ele parecia ainda ter nove anos, porém a forma como as tratava demonstrava zelo e preocupação, o mesmo cuidado que ele tinha com Stana. Não tinha dúvidas que Nathan tinha a paternidade pronta dentro de si, esperava apenas que alguém lhe desse uma chance de vivê-la, não com o filho dos outros e sim com os seus próprios. Ela também tinha o desejo de ser mãse, a pergunta era quando? Não tinham muito tempo para decidir. O relógio biológico começava a apressar com seu tique taque constante. Stana se perguntava como poderia decidir se nem conseguia conversar sobre o assunto com Nathan? A idéia de ser mãe também a apavorava, tinha medo de não ser metade da mãe que D. Rada foi, isso era assustador o suficiente para fazê-la recuar em seus planos.

As gravações da semana corriam muito bem. O mistério sobre o que acontecera com Castle perdurava. Porém, esse não era o assunto que dominava a conversa nos bastidores do Raleigh Studios. Todos comentavam da aproximação do lançamento do DVD da sexta temporada. Tanto entre o fandom como entre as pessoas da equipe técnica, o comentário era o mesmo. Sempre se perguntavam se colocaram as cenas melhores nos bloopers, se os documentários estavam apropriados, os episódios com comentários. Cada detalhe era importante. Stana estava particularmente feliz pelo documentário que gravara com Mark para os extras, houveram momentos que ele a capturou com sua lente que nem mesmo ela percebera. Em sua opinião, os fãs ficariam satisfeitos. Contudo, nada era mais aguardado que a cena deletada de Always, não importava que fossem vinte, trinta segundos. Essa cena valia mais que todo o DVD para milhares de fãs. Não se tratava de sexo ou pegação, era apenas a continuação de um dos momentos mais lindos da série. Seja para o público, para os produtores e principalmente para ela e Nathan.

Estavam em um breve intervalo das gravações aguardando a troca de cenários na sala dos escritores. Nathan havia saído para buscar café e Dara escrevia os últimos detalhes do script que ambos receberiam na próxima semana. Terri estava montando as bases de produção para o quarto episódio a ser filmado durante o mês de agosto. Ao lado do computador, estava uma caixa com a amostra do DVD e cada um dos extras em separado para serem preparados e jogados na mídia. Os discos vieram para uma última supervisão dela antes de dar o “ de acordo” para a produção.

Nathan retornou com duas canecas de café, uma para si e outra para Stana. A dela tinha um coração desenhado na espuma. Sorriu ao perceber o gesto singelo dele. Sentou-se ao lado de Dara querendo bisbilhotar o que ela fazia. Claro que a escritora percebeu no ato a intenção dele e tratou de bloquear a tela do notebook.

- Devagar, Sr. Espertinho. A curiosidade matou o gato.

- Falando em curiosidade – disse Terri – fico impressionada com a vontade dos nossos fãs, ou melhor dos fãs desses dois em contar os dias para ver os extras do DVD. Desde que Lisa soltou na rede que a cena deletada de Always estaria no box da sexta temporada, a internet enlouqueceu.

- Os bons e velhos shippers, eles são pelo amor, Terri. Isso não devia te espantar afinal, foi Marlowe quem alimentou o romance desde o início com todo o lance de musa, tal qual a história de vocês. Eu acho fascinante.

- Olha quem fala, a shipper queen. Stana você não é referência. Mas, devo admitir que não se trata de não saber o amor de nossos fãs pela série mas o quanto realmente nós alcançamos em seis anos de show. Aproveitando que vocês estão aqui, deixa eu mostrar como ficou os bloopers e o trabalho de Mark.

- Ah, Terri. Mostre logo a cena deletada – disse Dara o que fez Terri franzir o cenho – o que foi? Eu também sou shipper. Eles riram da reação dela. Cedendo aos apelos, Terri passou os bloopers que foi motivo de risada e várias reviradas de olhos dos dois atores para então mostrar o pedaço da cena. Quando a mesma passava no monitor dela, Stana concentrou-se em sentir apenas. Sua mente retornou aquela noite de abril em estúdio onde poucas pessoas presenciaram um dos momentos mais perfeitos daquele show. Muitos acreditaram apenas em ser uma cena mais quente entre dois atores maravilhosos, atuação de primeira linha. Porém, apenas ela e Nathan sabiam o que aquela cena de Always e sua sequeêcia significaram para cada um deles, a princípio individualmente para meses depois declararem o óbvio um ao outro. Inconscientemente, ela buscou pela mão dele embaixo da mesa e a apertou-a. Quando a cena terminou, Nathan foi quem falou.

- Ficou muito bom – disse Nathan – quando vocês soltarem na internet podem se preparar para ver a cena extendida. Nossos fãs vão juntar os dois momentos como eles queriam que tivesse sido.

- Sabemos disso. É bom dar a eles algo para compensar a espera pelo casamento – disse Terri. Dara permanecia calada, parecia estar em outro lugar, nem piscava. Nathan notou o jeito dela mas resolveu não comentar, conhecia a escritora e cutuca-la poderia fazer com que ela desse uma indireta daquelas. Terri por outro lado, não tinha o mesmo problema – Dara, por que está tão calada? Hey! Terra para Dara! – com a voz um pouco mais elevada de Terri, ela voltou a dar atenção as pessoas ao seu redor.

- Desculpe, eu meio que viajei aqui. Essa cena é muito linda. Fico meio boba ao ver esses dois atuando ali. O que posso fazer? Sou uma romântica sem cura – sorriu e fez Stana sorrir com ela.

- Não somos todos? – disse Stana deixando um suspiro escapar – nossos fãs vão ficar satisfeitos, por hora. Nathan lembrou-nos de um bom ponto. Logo estarão perguntando se Castle e Beckett não irão se mostrar como um casal, cobrarão beijos e outras coisas. Foram dois meses angustiantes, sem notícias e se reencontraram sem qualquer demonstração mais forte de carinho? Confesso que adorei a cena final desse episódio, ver Kate se entregando às emoções foi um bom começo. Com Castle, ela sabe que pode fazer isso porque não existe nada entre eles. Todos os obstáculos, os muros, as reservas se foram.

- Sim, adoro como você lê as personagens tão bem, Stana – disse Terri – concordo com você sobre a questão do sentimento, de mostrar mais o sentimento entre os noivos, parceiros. Não fique tão preocupada, logo você e os fãs vão receber algo que vai responder a essa falta dos dois primeiros episódios. Nesse instante, uma das meninas da maquiagem vem chama-los. Somente nesse hora que Stana se tocou que ainda segurava a mão dele. 

- O recreio acabou – disse Nathan – vamos antes que briguem conosco Stana. Falta pouco agora. Hoje já é quinta. Deixaram a sala rumo ao set de gravação.

Na sexta à noite, Nathan embarcou em um avião rumo a Toronto. Pela manhã, foi a vez de Stana. Desde o papo na sala com Terri e após ter visto a cena deletada, ela não parou de pensar sobre o relacionamento deles e o impacto que aquele episódio significou na vida de ambos. Foi por causa daquele final de temporada que ela finalmente parou de negar o óbvio a si mesma. O pensamento na volta daquele hiatus e tudo o que se seguiu depois, levou-os a esse momento maravilhoso que viviam hoje. Isso trouxe outra revelação diante de várias daquela semana, eles estavam juntos a um ano. Stana sequer tinha percebido. Estar com ele era algo tão natural que a sensação era como se já estivessem juntos a anos. Não era tão desligada para datas, talvez esse esquecimento em particular fosse porque, no fundo, seu relacionamento novamente se misturava com o da ficção. Muitas vezes, tornava-se difícil saber se eram Castle e Beckett ou Nathan e Stana.

Assim que pousou na cidade, enviou uma mensagem a Nathan avisando que seguira para o hotel. Após desfazer a mala, tomou um banho, trocou de roupa e saiu para passear. Conforme se informara havia um museu próximo ao hotel que Stana fez questão de visitar. Depois de um café delicioso, ela se acabou no poutine. Recebeu a resposta de Nathan enquanto comia avisando que tivera um intervalo agora e mais tarde sua última sessão terminava às quatro da tarde. Pediu para que estivesse pronta às sete da noite que ele a levaria para jantar. Respondeu aceitando o convite. Passeou de metrô por vários locais da cidade e até fez compras para si e para a sobrinha. Retornou ao hotel clamando por um bom banho. Encheu a banheira e se deixou relaxar para estar bem disposta à noite. Se dependesse dela, eles não dormiriam.

Por volta de sete da noite, ela estava retocando a maquiagem à espera de Nathan. O telefone do seu quarto tocou informando que havia um cavalheiro de nome Richard à sua espera no lobby. Ele usara o nome da sua personagem. Sorrindo informou que desceria em dez minutos. Ajeitou o cabelo de frente para o espelho, vestia um longette vermelho aparentemente bem comportado, mas que deixava a pele à amostra tendo apenas um “X” na longa extensão das costas. Satisfeita, deixou o quarto. Ao chegar ao saguão do hotel, logo o avistou. Estava lindo com uma calça gelo e uma camisa rosa, Nathan exalava sensualidade. Aproximando-se dele, sorriu falando.

- Hey, gorgeous... esperando alguém? – ele virou-se para fita-la.

- Sim, uma bela mulher de olhos amendoados, pernas longas, lábios macios e um sorriso igual ao seu. Hey, Staninha... pronta para aproveitar um pouco a noite de Toronto? Qual sua preferência,comida em restaurante, pubs, bar... quer que cozinha?

- Você escolhe, qualquer coisa. Pode ser simples mesmo.

- Como um bom hambúrguer? Porque soube que inaugurou um restaurante sérvio, que tal?

- Sérvio? Aqui em Toronto? Nossa! Mas hoje eu passo, melhor ficar com comida simples, fritas, sanduiches, porco e poutine.

- Então já sei onde vamos – deu o braço para ela e saíram para rua onde Nathan deixava seu carro estacionado. Foram ao Farmer’s Daughter. O ambiente simples e despojado com a decoração ao estilo rústico, trazia um cardápio simples e cheio de gostosuras. Bebendo vinho, eles experimentaram um pouco de tudo e se acabaram no poutine. A noite foi bem agradável. Por volta das onze da noite, ele pagou a conta e deixaram o lugar – agora nós vamos até o meu hotel porque passaremos a noite lá e amanhã iremos para Montreal, voltamos de lá para L.A.

- Preciso pegar minhas coisas! Você nem me avisou antes. Tenho que fechar a conta do hotel.

- Vamos até o seu hotel e tudo que você precisa fazer é pegar suas coisas, não se preocupe em fazer o check out, está tudo resolvido.

Ele parou na frente do hotel e ficou no carro esperando por Stana. Ela não demorou nem dez minutos e Nathan arrancou rumo ao seu hotel. Estava hospedado em um Marriot. Subiram sem serem notados. No quarto, ela colocou a pequena mala sobre uma cadeira. Nathan a abraçou por trás beijando-lhe o pescoço, envolvendo a cintura dela com ambas as mãos. Uma delas subia rumo aos seios e Stana virou a cabeça para o lado dando-lhe melhor acesso. Quando apertou o seio dela sobre o vestido, gemeu buscando os lábios dele. O beijo começou leve e carinhoso porém em segundos evoluiu para uma atmosfera de desejo e intensidade que somenete aqueles dois conseguiam sentir ao se tocarem.

Nathan achou o fecho do vestido na lateral e como um passe de mágica, a peça foi ao chão. Stana virou-se para fita-lo, os dedos ágeis já desabotoavam a camisa, expondo o peito bem a sua frente. Novamente, ela sorveu os lábios dele para tirar-lhe a atenção livrando-se da calça que vestia. Agora estavam quites, ambos em suas roupas íntimas exceto que ela usava apenas calcinha. Sem querer esperar mais, empurrou-o na cama debruçando-se sobre o corpo de Nathan. Os lábios deslizavam pela pele do peito dele, a língua brincava com o mamilo provocando, mordiscando e deixando marcas de dentadas leves na pele dele. Sentiu a excitação do membro já em ponto de bala, ela mesmo estava úmida com poucos minutos de preliminares. Sentou-se sobre a cintura dele tornando a beija-lo. Nathan aproveitou o momento de distração para mudar de posição deixando-a presa abaixo dele.

Foi a vez dele comandar o show. Com maestria, Nathan desvendava com os lábios e a língua cada cantinho do corpo de Stana. Beijou-lhe os seios, acariciou-os e sugou-os para si levando-a a se contorcer todinha abaixo do corpo dele. As carícias continuavam até sua boca encontrar o elástico da calcinha. Não exitou em deslizar o fino tecido pelas pernas dela e jogando longe a lingerie. Afastou as pernas para poder se posicionar melhor. Então a provou.

Ao sentir os lábios dele provando-a, Stana reagiu no mesmo instante. O corpo contorcia-se por baixo dele, pequenos gemidos escapavam da sua boca ao sentir a língua a devorando. Nathan estava gostando do que fazia a mulher abaixo de si se rejubilar. Intensificou o movimento da língua e dos lábios até o momento que enfiou dois dedos para agilizar o prazer. A boca não parara porém, provava a parte interna de suas coxas, a outra mão escapou para apertar-lhe o seio. Pode sentir quando o corpo dela começou a tremer sob si mesmo. Sabia que estava próximo de atingir um orgasmo, bastava apenas um empurrãozinho a mais. Assim o fez, em poucos segundos Stana gritou e se deixou levar pelo orgasmo.

Ela mal se recuperara de um e Nathan já instigava-a novamente. Dessa vez, posicionou-se e penetrou-a. Stana enroscou suas pernas na cintura deixando-se levar por puro prazer. Ele ditava o ritmo, mas seus corpos trabalhavam juntos em sincronia. A cada estocada, sentia que se aproximava ainda mais do orgasmo. Nathan roubou-lhe um beijo e não satisfeito tomou-lhe os lábios de forma avassaladora. Roçava seus dentes na garganta dela já entrando em uma situação crítica de prazer, lutava com toda a força para manter o controle. Desejava gozar com ela, aumentou o ritmo tornando o ato mais frenético. Stana sentiu o corpo no limite pelos tremores e os arrepios que o tomavam, não aguentando mais, o orgasmo a consumiu. Nathan se juntou a ela.

Demorou pelo menos uns dez minutos para que os dois recuperassem o fôlego. Stana se aninhou no peito dele, beijou-lhe o peito.

- É bom ficar assim, só eu e você – sentiu os dedos dele acariciando o cabelo dela – uma noite maravilhosa. E que para mim, está longe de acabar.

- Hum... está mesmo com a corda toda hoje, Staninha? – ela ergueu a cabeça para encontrar os olhos dele, apoiou-se no corpo dele buscando os lábios – pelo jeito, está.

- Nate, reparou que estamos juntos há mais de um ano já? Que faz um ano que fizemos amor pela primeira vez? Parece que foi a tanto tempo que sequer me lembrei da data.

- É porque ainda não completou um ano, amor. Será na próxima semana.

- Mesmo? Como você pode se lembrar? Acho que considero tão natural a nossa união, algo tão Castle e Beckett que nem me toquei. Sou uma namorada má por isso?

- Claro que não! Só o fato de você achar que estamos juntos a mais tempo já me deixa feliz. Na próxima semana, comemoramos novamente. Porém, quero um pagamento especial pelo esquecimento.

- Sabia que não seria tão fácil assim.... – beijou o peito dele – o que você quer?

- Você pode começar fazendo uma massagem e depois.... quem sabe o que você pode bolar nessa sua cabecinha prodigiosa? – disse Nathan. Ela mordeu o peito dele, rindo. Ergueu-se ficando sentada enquanto ele se virara para receber a massagem. Debruçou-se sobre o corpo de Nathan aproximando-se do seu rosto, mordiscou o lóbulo da orelha e sussurrou.

- Tenha cuidado com o que deseja, Nate.... às vezes algo muito louco pode acontecer – iniciou a massagem nas costas dele esfregando o seu corpo na extensão do dele. Nathan entendera o recado, era apenas um prelúdio para mais uma rodada sexy e excitante de prazer entre eles. Não teriam problema, tinha a noite toda ao seu dispor.  

A volta para L.A. foi tranquila. De volta ao estúdio, Nathan entregou as fotos que tirara a Rob, independente dele usa-las. As filmagens do segundo episódio terminaram na terça. Antes de sair do trabalho naquele dia, já foram avisados para estarem cedo por ali. Ao questionar qual seria o tema do primeiro episódio de Dara e Chad, Nathan soltou uma gargalhada ao saber que seria sobre um homem invisível. Agora, mal podia esperar para filmar o que parecia ser muito divertido.

- Em outras palavras, tenho que me preparar para as teorias malucas de Castle – disse Stana.

- Um típico episódio de Castle mas Stana, acho que serei capaz de surpreender você dessa vez... – provocou Dara.

- A julgar pelas outras vezes, acredito que sim.


- Você verá – e Stana jurou que viu um sorriso malicioso no rosto da escritora.  


Continua........

Um comentário:

Marlene Caskett Stanatic disse...

Anne is back...Ovetdose de fofura!!!!
Amoooooo essa moça.Stana querendo bjo e algumas coisinhas entre Caskett,adoooooooooooro super me representa,Dara sempre que aparece diva <3
Senti a adrenalina a mil,perigo aaaaaah o perigo a menina no quarto e a coisa pegando fogo na sala,comoooooo lidar??????!!!!
Anne,minha pequena maquiou o tio dignamente dei altas risadas,confesso que pensei que o tempo iria fechar por conta da viagem dele.Mas,ela foi junto ufa!
O lado maternal dela dando sinal,vomito arco-iris pq sim!
Magina a coisa mais perfeita que saira desses 2,ñ vou saber lidar =p
Stana,Stana....Dara vai lacrar girl!