terça-feira, 18 de julho de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.21


Nota da Autora: Certo, estou um pouco atrasada na minha programação de escrita e postagem, mas vida que segue. Nesse capitulo tem vovô Jim, Joh e Kate, para as fanzzocas: casal Greys Anatomy em um milestone importante e vocês estão com saudades da melhor parceria de todos os tempos? Tem um pouco disso também. O capitulo está grandinho! Enjoy! 


Cap.21 


Beckett estava na cozinha fazendo um lanche para ela e Martha enquanto Castle se isolara desde a manhã para escrever. As duas conversavam sobre os últimos acontecimentos da gravidez e a saga do kebab. Martha ria da própria loucura que o filho teve que encarar para satisfazer a nora.  
— Confesso que cheguei a me arrepender de ter feito Castle sair a procura desse kebab, mas o desejo foi maior do que a culpa. Juro que ainda me surpreendo ao perceber o quanto somos vulneráveis ao comportamento de nosso corpo.  
— Coisas da gravidez, Katherine. Ao menos você tem alguém como Richard ao seu lado disposto a fazer qualquer sacrifício por você.  
— Isso é verdade, porém não é tudo. Martha quando eu penso que já vi Castle fazer todas as loucuras possíveis, ele vem com uma novidade e me pega de surpresa. Não apenas ele encontrou o cara do kebab como acabou pagando uma dívida que ele tinha comprando kebabs para todo o distrito. Eu juro que não sei explicar, a bondade, a visão que ele tem da vida é... droga! Nem sei ao certo definir - tinha um sorriso lindo no rosto.  
— Katherine, quando eu escuto você falando sobre meu filho desse jeito, de seus feitos, percebo que criei um bom homem. E não se engane, você também é assim. Sua mãe estaria orgulhosa da mulher que se tornou - Martha beijou-a no rosto acariciando a barriga. Voltaram a experimentar os petiscos que faziam. Nesse instante Castle surgiu já abraçando a esposa por trás.  
— O que as duas tanto conversam sobre mim? - Beckett ergueu a sobrancelha olhando de volta para o marido. 
— Quem disse que estávamos falando de você?  
— Eu sei. Sou o assunto preferido das duas. Não adianta negar.  
— Diga, Martha. Você o ensinou a ser super convencido também?  
— Isso veio dele, quem sabe do pai... ou o mundo das artes onde esteve desde pequeno o influenciou, vai saber!  
— Ele definitivamente continua com a síndrome de Peter Pan - elas riram.  
— Isso é algo bom! Melhor voltarem para a parte que estavam me elogiando - a campainha toca - eu atendo. 
— Alguém quer evitar uma discussão - disse Martha. Kate riu. Castle voltou acompanhado do pai de Beckett. 
— Finalmente alguém para me ajudar a balancear a discussão.  
— Olá, Jim!  
— Pai! Que surpresa boa... - Beckett se levantou e abraçou o pai.  
— É bom ver você, filha. Olha só, está linda. Como estão minha Lily e minha Katie?  
— Muito bem, se o tanto que ela se mexe for um indicativo de como será, prepare-se para correr, vovô - ele riu.  
— Sente-se, Jim. Aceita um café? Eu e Katherine estamos acabando de fazer um lanche - ela o acomodou na mesa de jantar onde as guloseimas já estavam arrumadas esperando para serem devoradas. Martha fez questão de servir o pai de Beckett enquanto a nora colocava uma jarra de suco sobre a mesa. Castle estava sentado em seu lugar cativo.  
— Muito obrigada, Martha. Aproveitei uma folga para vir saber as novidades. Vocês dois não estão aprontando por aí colocando a minha Lily em risco, certo?  
— Por incrível que pareça, eles andam bem comportados - disse Martha - o que é uma vitória em se tratando desses dois. Katherine estava comentando sobre seu último desejo. Kebab.  
— Ah! Mas esse desejo é fácil de resolver, o que não falta em Nova York é kebab.  
— Ah, Jim, você conhece a sua filha. Claro que não ia querer qualquer kebab. Tinha que ser um específico fui do Brooklyn ao Queens para satisfazer a vontade dela.  
— A Johanna também teve desejos, eram simples para ser honesto, mas durante a gravidez de Katie, ela mudou toda a nossa alimentação porque só queria comer com pimenta. Tudo levava pimenta. Algumas vezes eu fugia do almoço ou do jantar porque era pimenta demais - Castle ria - é sério, duvido que você aguentaria.  
— Com certeza não, mas não é por isso que estou rindo. Agora entendo de onde vem todo o fogo da Kate - ela o olhou entortando a boca, jogou o guardanapo na cara dele.  
— Castle! Olha como fala! - Jim ria vendo a filha ficar envergonhada.  
— Abençoada Johanna... - deixou escapar.  
— Isso não foi tudo, várias vezes eu peguei sua mãe chupando limão com sal de madrugada.  
— Limão com sal? Caramba, não é à toa que sua filha é irritada! E brava.  
— Acho bom você se calar antes que eu perca a paciência e decida revogar alguns dos seus privilégios se você me entende - a cara de pânico de Castle fez Jim gargalhar. Kate olhou para o pai surpresa.  
— Isso definitivamente ela herdou da Joh, a arte da negociação e ameaça. Você é muito parecida com ela, inclusive a teimosia, Katie - a filha sorriu.  
— Termine de comer que vou mostrar o quarto e as coisas de Lily, pai. 
— Ótimo! Assim eu tenho uma ideia do que comprar de presente para a minha neta. É difícil competir com Castle. 
— Não seja tão educado, Jim. É impossível competir com Richard, apenas diga a verdade - Martha acabou fazendo todos rirem. O pai de Beckett ainda passou muito tempo na companhia da filha, ficara realmente impressionado com todo o cuidado que os futuros pais tiveram em preparar tudo para o bebê que logo chegaria e prometeu comprar um presente especial para Lily. 
No dia seguinte, Beckett decide ligar para Johanna. A verdade era que ela estava curiosa para saber como fora a viagem e contar sobre a saga do kebab. 
— Hey, Katie! 
— Joh, você esqueceu dos amigos ou Paul está te mantendo muito ocupada? 
— Que nada! Depois que voltamos estamos trabalhando direto. Plantões e mais plantões. 
— Juntos? Espera, você está falando no sentido profissional mesmo? 
— Claro! Seu marido anda te influenciando demais, Kate. E como está a Lily? 
— Ótima. Você está de plantão amanhã ou pode tirar umas duas horas para almoçar com uma amiga? 
— Eu estou trabalhando, mas posso dar uma escapada. Uma da tarde está bom? Qualquer coisa, eu peço para Paul me cobrir. 
— Combinado. Encontre-me no distrito. Sairemos daqui. Um beijo. Lembranças ao Paul e vê se vai devagar com esses plantões, Joh - a médica desligou o telefone ainda rindo, mas não sem antes de provocar. 
— E falou a mulher das quatro vezes na semana com média de dois orgasmos.  
— Johanna! - era tarde demais, a amiga já desligara. 
Por volta da uma da tarde do dia seguinte, Johanna surge no 12th. A primeira pessoa que vê é Castle.  
— Oi, Johanna. O que faz aqui? - ele beijou o rosto da médica.  
— O que mais? Vim visitar sua esposa. Ela está ocupada?  
— Na sala dela. Vem, me siga - Castle abriu a porta e sorriu para a capitã - visita para você, amor.  
— Hey, Joh! - checou o relógio - nossa! Pontualidade britânica.  
— Espera, você sabia que ela vinha?  
— Nós combinamos.  
— E não me disse nada? - fez cara de magoado, mas no mesmo instante ele lembrou da pergunta que queria fazer - Johanna, como foi a viagem?  
— Ótima!  
— Só isso? Ótima? E quanto aos detalhes? O que você aprontou com Paul? Recriou uma cena de Nikki ou criou algo que eu possa usar no meu próximo livro?  
— Castle, isso é pessoal! Para de querer saber as intimidades dos outros.  
— Ué, eu sei que ela vai contar para você. Pode fazer o mesmo comigo. Onde vamos almoçar? - ele já se convidara automaticamente.  
— Eu e Johanna iremos sair para comer em um restaurante vegan que abriu.  
— Vegan?! E vocês chamam isso de almoço? É tortura!  
— Tem muitas comidas gostosas e saudáveis.  
— Não tem carne! - Johanna riu da careta que Castle fazia.  
— Exato e esse é um almoço de garotas. Da última vez que chequei apesar de ter muitas semelhanças no jeito de reclamar, nos cuidados com beleza e na implicância você ainda é homem - ela implicou se aproximando dele deslizando a mão até o meio das pernas dele apertando a calça. Ele arregalou os olhos - chequei a evidência ontem à noite, aliás.  
— Kate comporte-se! Você é uma capitã, está grávida e...e... Johanna...Johanna está... - ela se afastou rindo.  
— Johanna está acostumada. Agora vá encher a paciência do Esposito. Estou de saída. Vamos, Joh - elas deixaram a delegacia. Na rua, a médica perguntou.  
— Você estava apenas implicando com Castle, certo? Não vamos comer em um restaurante vegano.  
— O que foi? Não consegue fazer uma refeição sem carne? Logo você, uma médica? Que decepção! - Kate riu - não, boba. Fiz somente para implicar com ele. Vamos ao Brooklyn, quero te apresentar o melhor kebab de Nova York. Que tal começar a falar da sua viagem? Como foi passar 4 dias direto com Paul? - ela viu o sorriso despontar no rosto da mulher ao seu lado.  
— Ah, Katie... foi tão bom! Sabe essa implicância que você faz com Castle? Eu fiz com Paul. Precisava ver o jeito dele, envergonhado com os carinhos na frente de desconhecidos na conferência. Irritante, mas ao mesmo tempo tão adorável! E sabe o que foi o melhor? Ele me pedindo para ter paciência com ele e dizendo que ia sentir falta de me ter ao seu lado 24 horas por dia.  
— Meu Deus! Você está muito apaixonada. Por que não se mudam logo? Sabe você fica colocando obstáculos e - Beckett parou de falar e começou a rir.  
— Perdi alguma coisa?  
— Eu acabei de me lembrar da minha amiga Maddie. Ela fez um escândalo depois que conheceu Castle e meio que me viu com ciúmes. Ela disse que eu estava louca para fazer bebês com ele, demorou - ela tocou a barriga - mas acabei fazendo. O jeito que estou agindo com você, pareço Maddie é engraçado porque eu não era assim. Não sei se posso culpar a gravidez dessa vez.  
— Continue pensando assim, seus conselhos vem me ajudando muito. Realizei uma das minhas fantasias - ela olhava com um jeito levado para Beckett. 
— Hum, que fantasia dona Johanna? 
— Eu sempre me imaginei fazendo amor com ele depois de uma corrida. Eu sonhava com aqueles músculos, a pele suada, a mistura de suor e do cheiro de Hugo Boss. E aconteceu. Só que não foi bem fazer amor, foi muito intenso - Beckett riu. 
— Nem pense em contar isso para Castle! Ele vai querer escrever. 
— Paul morre - elas gargalharam - Desde que voltamos, eu tento passar o máximo de tempo com Paul. Quando meu plantão termina às duas da manhã eu vou direto para a casa dele. Tanto que ontem Audrey me questionou.  
— Ela reclamou que você estava trabalhando muito?  
— Não, ela me deixou perplexa com a sua colocação. Acredita que me perguntou no café por que eu voltava para casa às seis da manhã quando poderia ficar mais tempo com o meu namorado? Perguntei como ela sabia. Ela disse que podia sentir o perfume dele, “você não usa Hugo Boss, mamãe”. Eu disse que voltava para vê-la, dar o seu café e falar com a minha filha antes de ir para a escola. Ela retrucou. Disse mamãe, eu sei que você quer ficar com ele. Eu sou uma moça não preciso de babá. Nem sei porque vocês não estão morando juntos! 
— Alguém é mais mente aberta que você… - Kate riu - acho que você e Paul deveriam escutar os conselhos de Audrey. Deviam morar juntos logo. É tão estranho ficar escondendo essas coisas da sua filha. 
— Não acabou. Eu já estava super embaraçada e ela me sai com a seguinte pergunta: mãe, você ama o Paul? 
— Sério? E o que você respondeu? Por favor, diga que foi a verdade. 
— Sim, foi a verdade. Ela me disse para ficar com ele de verdade, morar junto se não quiser casar. “As pessoas fazem isso o tempo todo, mãe.” juro que fiquei chocada diante dessa revelação.  
— Talvez seja a hora de escutar sua filha - Beckett estacionou o carro - vem, chegamos. É logo ali na esquina. Você vai amar. Principalmente a historia. 
— Já estava curiosa, agora mais ainda. O que tem de tão especial nesse kebab? 
— Vou deixar outra pessoa te dizer. Hey, Jack! 
— Olha quem é! A policial que ama kebab - ele bateu continência - quer um caprichado com batata e molho, certo? 
— Certo, dois na verdade. Trouxe essa amiga muito especial para conhecer seu kebab. Quero que você conte para ela porque ele é importante. E especial - Jack sorriu. Entregou o prato para Beckett e preparou o segundo para Johanna. Ao entregar o espeto, Jack pegou um para si mesmo e sentou-se em um banquinho proximo a sua carrocinha. 
— Você quer que eu conte o que seu marido fez? - Beckett anuiu - tudo bem, vou contar em detalhes - Jack começou a falar enquanto uma Johanna atenta saboreava o seu kebab. Ela ria de várias partes da historia e Beckett apenas comia com um sorriso satisfeito no rosto - onde já se viu pagar três mil dólares por um kebab? Só um louco! Então eu acabei entendendo o porque - Jack meneou a cabeça na direção de Beckett - amor. Ele a ama. A esposa e a criança. Claro que ajuda o fato dele ter bastante dinheiro, porém não é apenas isso. Ele é um homem muito bom. Após eu ajuda-lo, ele me ajudou. Castle é engraçado também e posso dizer exagerado. Não conte para ele que disse isso, mas ele morre de medo dela. 
— Eu sei. Que historia, não? Digna de Rick Castle. E Kate tem razão, o kebab é incrível. E esse molho! Lily é uma garota de bom gosto. Foi um prazer conhece-lo, Jack e muito em breve eu voltarei aqui com outra pessoa também especial, para mim. 
— Ótimo! Adoro novos clientes. Falando nisso, cadê o Castle? 
— Está trabalhando ou fingindo, um dos dois - Beckett riu - esse é um almoço somente para garotas. Aqui, Jack - ela estendeu o dinheiro para o vendedor - ele fez sinal de não querer receber - nem comece. Tantas vezes que vier aqui, tantas vezes irei pagar. Simples assim. Pegue o dinheiro, Kebab Black. 
— Tudo bem. Até a próxima - Beckett saiu caminhando lado a lado com Johanna, a médica ainda ria, no carro ela falou. 
— Sua gravidez está fazendo história. Que tal um café para encerrar nosso almoço? Smoothie para você.  
— Ótima ideia - elas entraram no carro e Beckett dirigiu de volta para os arredores da delegacia. Estacionou o carro e após fazerem seus pedidos, sentaram para saborear a bebida.  
— Castle sempre roubando a cena mesmo quando o desejo é seu.  
— É, ele nunca para de me surpreender.  
— Fora isso, o resto da gestação está tranquilo?  
— Sim, estive com Charlotte depois que completei sete meses, Lily está se desenvolvendo muito bem - ela tocou a barriga instintivamente, Johanna fez o mesmo, sentiu a criança mexendo-se.  
— Hey, Lily... você não esqueceu da sua dinda Joh, certo? Espero que sua mãe não tenha parado de falar de mim. Estou louca para te carregar no colo, te beijar, abraçar. Vamos deixar sua mamãe bem doidinha com o que vamos aprontar. Vou te encher de presentes - Beckett observava o jeito da amiga com a filha, conversava com a menina como se não tivesse ninguém mais ali - falando em presente...- Johanna remexeu a bolsa e tirou de lá uma sacolinha azul que Beckett não reconheceu.  
— Ah, Joh... não precisava. Você e Castle ficam enchendo a Lily de presentes, até meu pai entrou na onda.  
— Porque é isso que se faz. E como sou a madrinha queria dar algo especial. Eu comprei em LA, lembrança de viagem, mas estava tão agoniada com os plantões que não tive tempo de ir até sua casa. Vamos, abra!  
Beckett sorriu desfazendo o nó do laço com cuidado. Retirou um embrulho com papel de seda e abriu. Dentro havia um sapatinho vermelho. 
— É da cor vermelha, para proteção. Eu já convivi com muitas mães para saber que é importante a criança sair do hospital com algo vermelho. Faça com que Lily use ao sair do hospital queremos evitar a inveja e o mal olhado para a nossa princesa. 
— Joh, isso é… obrigada. 
— Um presente especial de madrinha. Apenas isso, não precisa ficar espantada. Eu já disse que Lily terá tratamento de princesa. Confesso que a mão coçou para comprar outras coisas ontem. Especialmente uma pulseira linda que vi na vitrine da Tiffany’s de ouro branco com…  
— Com vários corações e um brilhante na ponta? - Johanna concordou - Meu Deus! Como pode? 
— Do que você está falando, Kate? 
— E-eu estou impressionada porque ontem eu passei na vitrine da Tiffany’s e não resisti. Entrei e olhei as joias. Havia o colar foi o meu preferido junto com a pulseira. Eu decidi comprar apenas um. Eu nem sequer mostrei para Castle, estava imaginando que quando comentasse ele iria atrás do colar. Então a moça me mostrou outras coisas, mas…
— Você comprou a pulseira. 
— Sim e agora você… como foi gostar do mesmo conjunto, Johanna? Pensar no mesmo? 
— Tenho bom gosto? - ela sorria. 
— Muito obrigada, de verdade - ela inclinou-se para abraçar a amiga. Johanna fez o mesmo e deixou os dedos tocarem o topo da nuca bem na área onde a coluna se juntava com o inicio do couro cabeludo fazendo movimentos circulares. O gesto pegou Beckett completamente desprevenida. Johanna sentiu o corpo da amiga enrijecer. Afastou-se para fita-la. 
— Está tudo bem, Katie? Você ficou tensa de repente e… 
— Joh, o que você acabou de fazer… tocando minha nuca e os dedos, minha mãe fazia isso comigo. Tanto que faço o mesmo gesto com Castle - ela suspirou - nossa! - voltou a se sentar. 
— Foi apenas um carinho, de verdade. 
— Eu sei, exceto que para mim foi bem mais que isso - ela sorriu apertando a mão da amiga - melhor voltarmos. Eu ainda tenho muito o que fazer antes do dia terminar. 
Na mesma semana, Beckett voltou a receber a visita do pai. Dessa vez, Jim veio preparado para entregar um presente especial para sua netinha. Eles estavam conversando na sala enquanto Castle preparava uma segunda rodada de café para o sogro. 
— Hora de entregar o presente da minha neta - ele abre a pasta de trabalho e tira uma sacola que Beckett reconheceu como sendo da Tiffany’s. 
— Pai… não precisava. 
— Nem comece, por acaso não tenho o direito de dar um presente a Lily? Vamos, abra - Beckett obedeceu, Com cuidado, ela desfez o nó da sacola e pegou a pequena caixa azul turquesa. Dentro dela havia uma medalhinha. 
— É um agnus dei, para proteção. Eu levei para benzer na catedral de San Patrick. Faça com que Lily saia do hospital com ele e use-o sempre que for sair com ela. Nada de inveja para a minha menina. 
— O senhor falou igual a Johanna, nossa… Obrigada, pai - ela o abraçou - essa Lily é a menina mais sortuda que já conheci. 

XXXXXXX

Johanna acabara de sair da sala de cirurgia, checou o relógio. Meia-noite e meia. Seu plantão hoje ia até às seis da manhã. Esfregou os olhos e decidiu ir até a cafeteria pegar um café decente e um sanduíche. Será que Paul estava operando? Ele tinha sorte que seu plantão acabava à uma da manhã. Pelo menos amanhã era sexta-feira e ela podia ir direto para a casa dele. Audrey fora para um acampamento da escola voltava somente no domingo. Sorvendo a  bebida e suspirando, ela entrou no conforto. Desabou numa das poltronas e comeu metade do sanduíche terminando o café rapidamente. Cansada, deitou-se em um dos beliches para esticar as pernas. Fechou os olhos. 
Minutos depois, ela sente alguém se aproximar. 
— Hey, Joh… - ela abre os olhos - desculpa, te acordei?  
— Não, amor. Eu só estava descansando um pouco. Já está de saída? 
— Sim, vou só trocar de roupa - ele tirou o jaleco colocando sobre a outra cama. Em seguida, tirou a camisa do uniforme. Ele só podia estar de brincadeira! Isso era provocação, ela pensou. Como Johanna não era de desprezar uma demonstração de implicância, sentou-se no beliche admirando o homem a sua frente. Puxou-o pelo elástico da calça para junto de si - o que você está fazendo, sua louca? 
— Respondendo a sua provocação, o que mais? - ela se levantou e deslizou as mãos pelo peito dele, pelas costas, deixando-as descansar sobre o bumbum dele. Os lábios beijavam os ombros, o pescoço, mordiscou o lóbulo da orelha dele e sentiu as mãos de Paul invadirem seu corpo por baixo do uniforme que usava. As bocas se encontraram, o beijo foi se aprofundando. Johanna baixou as calças dele levando a cueca junto. Ergueu os braços para que ele tirasse a camiseta dela. Paul entendeu o gesto. Estando apenas de sutiã a sua frente, ele beijou o meio dos seios, abriu o fecho e a peça se perdeu no chão do conforto. Ele a empurrou contra a parede devorando-lhe os seios. Ela gemeu baixinho. 
— Tem certeza que quer seguir em frente? - ela pegou a mão dele enfiando no meio das pernas pressionando para que ele sentisse o calor que já emanava em antecipação ao que viria. 
— Por favor… você começou, Paul… 
Paul baixou as calças dela enfiando uma das mãos no centro dela massageando o clitoris. Ela enterrou a cabeça no ombro dele para suprimir o grito. Então ele a instigou incansavelmente com os dedos. Johanna sentia o calor a consumir, o desejo circulando nas veias. Queria mais, ele também. Sem aviso, ele abaixou-se provando-a. O contato da lingua foi rápido o bastante, intenso. Um prelúdio para o que a esperava mais tarde. Ele impediu seus gemidos calando-a com uma das mãos sobre seus lábios ao sentir seu corpo se entregar ao orgasmo. 
Ele se afastou um pouco dela, tornou a vestir as calças escondendo o membro rijo e beijou-lhe a testa antes de ir para o banheiro. Johanna respirava vagarosamente, o coração batendo descompassado. Ele apenas a deixara com mais vontade de tê-lo dentro de si. O corpo amolecera pelo orgasmo e a provocação anterior não foi suficiente para acalma-la. Ao voltar completamente vestido com uma calça jeans e camiseta preta encontrou a namorada ainda escorada na parede sem sutiã. Aproximou-se dela, acariciou seu rosto e sorriu. 
— Melhor colocar ao menos a blusa novamente, Joh. Eu te espero lá em casa mais tarde - ele beijou o pescoço dela, a médica podia sentir o cheiro característico do perfume dele. Virou o rosto para beijar os lábios de Paul. 
— Sabe, você anda muito saidinho ultimamente. Pensa que pode brincar com fogo e não se queimar? - ela apertou o membro dele sob o jeans - Se prepare porque vou querer revanche, Paul - ela sorria. 
— Mal posso esperar - deu mais um selinho nela e saiu. Johanna sentou-se resignada no colchão colocando a blusa outra vez. O corpo amolecido o suficiente para querer dormir. O bipe soou. 911. Nada de soneca, hora de trabalhar.   

Dias depois… 

Beckett estava em sua sala avaliando os últimos números do mês. Estava bem satisfeita com a performance de seu time. A cada dia que passava, Ryan vinha se mostrando um ótimo lieutenant, sabia gerenciar bem os casos, as equipes e mostrava traços de liderança que a própria Beckett não observara antes. Acariciava a barriga sentindo a filha mexer-se. 
— É Lily, parece que seu tio Kevin vai dar conta de substituir a mamãe. Uma semana para completar oito meses. Logo você estará em meus braços, meu amor - Esposito bateu na porta de leve, ela fez sinal para que entrasse. 
— Beckett, creio que preciso da sua ajuda. Lembra do caso que eu estou investigando com a ajuda de Castle? Da empresária morta após sair de sua loja? O marido e principal suspeito está na sala de interrogatório. Ele se recusou a falar comigo. Quer falar com a pessoa responsável, a autoridade maior. Eu disse a ele que ia chama-la, porém adiantei que você é uma pessoa bem ocupada. Sabe como é, não gosto de dar moral à criminosos que pensam ser melhores que todo mundo. Não quer ser questionado por mim. 
— Tem o rei na barriga, já entendi. Temos evidências que apontam contra ele? 
— Sim, fez um seguro de vida no nome da mulher colocando-o como beneficiário há três meses, encontramos traços de sangue nos acessórios que a vítima usava e não pertenciam a ela. Havia DNA por baixo da unha. Eu mandei uma amostra da saliva dele para Perlmutter apenas para comprovar. É ele, o assassino. 
— Ele consentiu a amostra de DNA? 
— Não, usei o truque do copo. Servi água para ele. Beckett, o cara é arrogante, se acha melhor que os outros e tem mais um detalhe. A esposa pediu o divórcio há um mês talvez previsse que algo estava prestes a acontecer. Cheque isso - Esposito mostrou alguns papeis para ela, Beckett analisava atenta. 
— Tem razão. Motivo. Você acha que ele sabia do plano de Melanie? Do testamento? 
— Não,a irmã comentou que foi redigido em segredo e que Melanie fez questão de não levar qualquer papel para casa. 
— É uma pena. Ela era uma pessoa de sucesso. Integra e inteligente, merecia a posição que ocupava como empreendedora do mundo da moda. Pode deixar que eu assumo daqui. Castle estava com você? 
— Durante a investigação, não na sala de interrogatório. 
— Ótimo. Vou chacoalhar esse sujeito um pouquinho - ela saiu de sua sala com a pasta do caso nas mãos - Castle? Quer me acompanhar em um interrogatório? 
— Ainda pergunta? - disse empolgado - que papel eu farei? Tira mal ou o tira bom? 
— Apenas siga meu raciocínio, sei que vai encontrar um jeito de me ajudar - eles entraram na sala. Castle fechou a porta atrás dela. O suspeito olhou surpreso para ela. O que uma grávida estava fazendo ali? - Sr. Chapman? Sou a Capitã Kate Beckett, autoridade maior desse distrito. Sei que deve ser um período complicado para o senhor, perder a esposa. Eu sinto muito, estamos apenas querendo ajudar a solucionar o homicídio dela e fazer justiça. Entendi pelo meu sargento que o senhor se recusou a prestar depoimento e responder as perguntas dele. Posso saber a razão disso?
— Não costumo tratar com empregados. Eu me dirijo apenas a pessoas de um certo nível, nesse caso a de maior patente. 
— É uma pena porque eu não tenho empregados, o senhor está equivocado. Eu gerencio uma equipe de policiais, detetives, sargentos e tenentes qualificados e perfeitamente capazes de investigar homicídios, por mais difíceis que sejam. 
— Você é de fato a autoridade aqui? Está grávida, não devia estar em casa se preparando para a maternidade, fazendo crochê? Disse capitã, não? Sabe mesmo com quem está falando? Tem noção de quem eu sou? 
— Sim, eu sou a Capitã e gravidez não é doença. Certamente não atrapalha meu trabalho. E sim, para as outras perguntas também. Eu sei quem é - antes que Beckett pudesse completar o que ia dizer, o sujeito se pronunciou. 
— Eu sou o dono da grife Intentions, uma das dez mais respeitadas de Nova York. Famosa por seus acessórios, bolsas, venerada por celebridades. Não sou qualquer um. 
— Desculpe, capitã. Se me permite um esclarecimento… - disse Castle olhando para ela. 
— Vá em frente. 
— Sr. Chapman, acredito que o senhor está equivocado duas vezes. Primeiro, a grife Intentions pertencia a sua esposa. Segundo, isso aqui é uma delegacia não um spa cinco estrelas para clientes VIP’s. Não há tratamento especial. 
— Quem é esse idiota? 
— Oh, desculpe. Acredito que para você seria seis estrelas, devido, erh…seu calibre, sua fortuna… Meu erro - Beckett teve que se esforçar para não rir.
— Mas que… responda, quem é o idiota? 
— Ele é um consultor civil que auxiliou no caso da sua esposa. Sr. Chapman pode me confirmar se sua esposa tem seguro de vida? 
— Claro que tem! Eu a aconselhei a fazer. 
— E o senhor é o beneficiário? 
— Naturalmente. Nós não temos filhos. O seguro foi avaliado no valor da empresa. 
— Então o senhor contava com o dinheiro do seguro. Foi por isso que a assassinou? Por que ela pediu o divórcio e levaria consigo toda a fortuna que construiu? Sabemos que o negócio era dela e não eram casados em comunhão de bens. 
— Ah… as maravilhas de um acordo pré-nupcial. Salva muitos casamentos e divórcios devo acrescentar, eu deveria ter sido mais esperto com minhas duas ex-esposas - Castle comentou para provocar. 
— De onde você tirou essa ideia insana? Eu tenho direito a receber o dinheiro do seguro. Ela era minha mulher. Vocês não sabem de nada! Bando de amadores! Tem noção dos milhões que eu tenho, que a grife representa? - ele sorri com desdém - é claro que não! A quem eu quero enganar? Seu salário de policial não a possibilita de chegar perto da minha loja, que dirá comprar acessórios! H&M é o tipo de lugar que você frequenta, que seu dinheiro pode pagar. Estou perdendo meu tempo tentando explicar o valor do meu negócio. 
— Nossa! Falou como um típico novo rico que infelizmente não conhece nada de negócios. Como poderia se quem gerenciava tudo e investia era a sua esposa? Você sabia que ela deixou um testamento? - pelo jeito que arregalara os olhos, Beckett soube que não - estou vendo que não tinha essa informação. Ela redigiu logo após pedir para se divorciar de você. Deixou com a irmã. Talvez ela estivesse pressentindo o que estava por vir. E sabe, tem razão, Sr. Chapman. Meu salário de Capitã não suporta o privilegio de comprar na Intentions. Para a minha sorte, meu marido tem dinheiro suficiente para tal, afinal ele é milionário e poderia comprar um item de cada na loja se eu o pedisse. A propósito, ele é um escritor de best-seller bem sucedido. Apresento-lhe Rick Castle, meu marido - ela apontou para Castle - ele é o tal idiota a quem você se referiu antes. 
— Por essa você não esperava, um esnobe metido a rico trabalhando com a policia apenas porque é casado com a capitã. Exceto que isso é onde as coincidências sobre eu e você acabam. Ao contrario de você, Sr. Chapman, eu trabalhei bastante pelos meus milhões. Tenho que concordar com a capitã. Voce é péssimo em negócios. Quanto vale a grife, você sabe? 
— Claro! 50 milhões. 
— O exato valor do seguro… que interessante! - Beckett puxou um saquinho com uma pulseira - reconhece esse objeto? 
— É um bracelete da Intentions de uma coleção exclusiva e limitada. Minha esposa tinha um. 
— É o dela. Encontramos sangue nele, não era da vitima. Também havia resíduos na bolsa que usava. Tem ideia de quem seja o sangue, Sr. Chapman? - Beckett havia recebido uma mensagem de Esposito confirmando o DNA. Pegaram o babaca.  
— Claro que não. Esse é o seu trabalho! Descobrir quem a assassinou. 
— Sei perfeitamente disso. Tanto que estou prestes a afirmar de quem é. Seu. Você assassinou sua esposa para receber o seguro de vida no valor de 50 milhões de dólares. Uma pena ter sido tudo em vão. 
— Você não pode me acusar de mata-la! 
— Por que não? Tenho provas. Vamos para a próxima pergunta, onde estava anteontem entre sete e dez da noite? 
— Agora você vai checar meu álibi? Pensei que tinha provas - desdenhou - estava em um bar com um amigo. Saí de lá por volta das nove da noite, fui para casa. 
— Esse seu amigo tem nome? 
— Peter Cross. 
— Saiu às nove no entanto chegou em casa somente às onze e meia. Não havia transito à essa hora. Por que demorou tanto? 
— Quis dar uma volta, espairecer. Por que? Vai dizer que é proibido? 
— Claro que não. Só achei interessante você querer espairecer na esquina da loja da sua esposa - Beckett puxa a foto da câmera que Espo anexara a pasta - vai me dizer que esse não é você? Conseguimos um mandado para revistar seu carro, quer me dizer o que meus supostos oficiais incompetentes vão achar? 
— Você não tem esse direito! Precisa de meu consentimento! 
— Claro que tenho direito, afinal eu tenho o que na lei se chama “probable cause”, mas você não conhece o trabalho chato e insignificante de um policial - Esposito aparece na porta, Beckett faz sinal para ele entrar. Entrega um saco com a faca parcialmente limpa para a capitã - parece que alguém não se livrou das provas… tenho certeza que poderemos conseguir digitais e DNA. 
— Encontramos uma camisa também capitã, com resíduos de sangue. Já enviamos para o laboratório. 
— Obrigada, sargento. Prioridade zero - Castle esperou Esposito sair. A cara de Chapman não era das melhores, perdera a pose no instante que Beckett mencionara a foto. Ele ainda tinha alguns comentários a fazer, queria ver o babaca confessar.  
— E vale ressaltar outra vez sua incompetência para negócios - Castle o fitava - você me disse que a grife da sua esposa valia 50 milhões quando de fato vale o triplo. Melanie sabia disso, está em seu testamento. Ela deixou a empresa para a irmã e o sobrinho com 10% dos lucros revertidos para a caridade. Sabe qual a sua quantia? Nada. Acho que seus dias de spa e tratamento VIP acabaram. Incrível! 
— Aquela vaca! Ela me enganou! Devia ter forçado a assinar uma oferta maior. Eu tive que aguenta-la por cinco anos para isso? Ela mereceu morrer. Devia ter furado-a mais vezes - ele estava vermelho, Castle riu e continuou sua provocação. 
— Não fique tão triste, sei que não tem spa na prisão, mas eles tem massagens especiais e não estou me referindo ao estilo convencional. É uma massagem diferente, especialmente para os VIPs. Certamente será um candidato. 
— Marc Chapman, você está preso pelo assassinato de Melanie Chapman. Tem o direito de permanecer em silêncio. Tudo o que disser pode e será usado contra você no tribunal. Tem direito a um advogado, se não puder pagar, o estado lhe fornecerá um. Sinto muito, Sr. Chapman. Terei que algema-lo com as algemas comuns. Deixei o meu par com diamantes em casa hoje. 
— Como ousa? Isso é abuso de poder. Não pode falar assim comigo. Vou te denunciar. 
— Esposito, pode leva-lo daqui? Providencie a papelada e a transferência o mais rápido possível. O meu distrito não é lugar para assassinos de quinta categoria - Castle riu, ela se virou para ele - Castle, eu sei que havia pedido uma bolsa da Louis Vuitton de você, mas diante do que agora sei sobre essa outra marca, quero rever meus conceitos. Ouvi dizer que usaram o sangue da dona para confeccionar o ultimo item da coleção. Será que pode me comprar uma bolsa da Intentions, então babe? Gosto de fazer boas ações e 10% do valor vai para a caridade.  
— Até dez, amor - Beckett deu uma ultima olhada para o criminoso. Ele bufava. Saiu em direção a sua sala. Castle foi no seu encalço. Fechou a porta - wow! Isso foi incrível! Como nos velhos tempos - ela sorriu, beijou os lábios dele suavemente. 
— Foi bom mesmo. Eu me divertir. Somos uma dupla e tanto. 
— Como Starsky e Hutch? 
— Melhor, babe - ela colocou seus braços em volta do pescoço de Castle - bem melhor. Uma pena a historia de Melanie acabar assim, mas acredito que ela deve estar aliviada por não ter aquele traste ao seu lado. Que tal comemorar? 
— Adoraria e falei a verdade, se quiser uma bolsa nova, vá em frente. 
— Eu passo. Porém, não dispenso um jantar com melhor parceiro que também é o meu marido milionário no Le Cirque… 
— Seu desejo é uma ordem, minha Capitã - Beckett pegou o casaco, a bolsa e saiu de braços dados com o marido do 12th distrito. 
Era quinta-feira e Johanna estava radiante para terminar o seu plantão. Fazia um bom tempo que ela não saia às cinco da tarde do hospital. Paul estava de folga e esperava por ela para passarem a noite juntos visto que ambos não tinha trabalho no dia seguinte. Dessa vez, ela avisou a filha que ia ficar com o namorado. Audrey levou a noticia numa boa. Apenas sorriu e disse para a mãe aproveitar. 
Era bom saber que ela aceitava razoavelmente bem a condição de namoro da mãe. A médica se dirigiu para o conforto a fim de trocar de roupa e encerrar o plantão. Ao passar pela recepção, entregou os dois últimos arquivos pedindo para Cindy encaminhar para o seu residente que estava no quarto andar. Agradeceu, desejou boa noite e saiu.  
Ao chegar no apartamento de Paul, ele a recebeu com um enorme sorriso ao vê-la escorada na porta. Ela usava apenas uma calça legging e uma camiseta de alcinha. 
— Oi, moreno… a fim de companhia para a noite? 
— A sua? Sempre. Entre, Joh - ela passou pela porta mantendo o olhar fixo no tórax nu à amostra a sua frente - estava começando a preparar o jantar. Está com fome? 
— Vai cozinhar para mim? 
— Eu aprendi a preparar um guacamole bem gostoso e farei uma quesadilla. Minha namorada é fã de tequila. É sempre uma boa combinação.  
— E se eu disser que o jantar pode esperar porque eu estou com outro tipo de fome nesse instante? - ela se aproximou deslizando a mão pelo peito nu indo até a altura do elástico da calça de moletom que ele usava. A boca vagava pelos ombros roçando os dentes de leve na pele morena. Paul baixou as alças da camiseta que ela usava beijando as sardas. 
— Eu adoro suas sardas, Joh… por mim você as exibia sempre - ele acariciava o colo dela com as pontas dos dedos. Segurando seu pescoço enquanto o polegar brincava na garganta de Johanna, ele sorveu seus lábios com carinho. Provocando de maneira sensual. Virou-a de costas para si e vagarosamente devorava sua nuca, beijo atrás de beijos que faziam as pernas de Johanna enfraquecerem. Lingua, dentes, eram parte do instante de sedução. Paul mordiscava o lóbulo da orelha dela. Podia ver os mamilos despontarem sobre a camiseta. Ela gemia. Sentiu o membro dele contra o seu bumbum. A cada segundo que passava, ela o queria mais, o desejava. Ela ergueu os braços para sinalizar a ele qual deveria ser o próximo passo. Paul ergueu a camiseta pela cabeça dela e jogou-a no chão. 
Ao contrário do que Johanna esperava, ele não usou as mãos para tocar-lhe os seios que tanto ansiavam pelo seu toque. Paul dirigiu sua atenção ao estômago liso beijando-o até chegar ao ventre. Baixou a calça que ela usava, mordiscou o interior das coxas e ouviu os gemidos de prazer da namorada. 
— Meu Deus… e-eu não….
— Shhh… quieta. Quer fazer amor, Joh? 
— Sim, por favor… sim… - ela quis se antecipar livrando-se da legging. Paul se afastara para admirar a bela mulher. Finalmente, ele se aproximou erguendo-a do chão de surpresa e levando-a para o quarto em seu colo. Sorrindo, ele fez amor com ela. 
Horas depois, os dois permaneciam deitados na cama. Johanna estava aconchegada no peito dele. As mãos acariciavam seu rosto, seu ombro descendo pelo seu braço. Ela notou a cicatriz no biceps. Não era a primeira vez, mas nunca perguntara onde ele adquirira. 
— O que foi isso? Você já foi herói algum dia? Brigou na rua? - ele riu. 
— Tinha quinze anos. Estava no mercado publico de Seattle com uns amigos. Uma gangue tentou atacar uma moça, devia ter a idade de Audrey. Eu tive a impressão de que eles iam feri-la não apenas com o canivete e as facas que usavam, um deles se tocava olhando para ela. Então eu resolvi intervir. Cheguei distribuindo chutes e socos. Um deles me acertou no braço. Tive sorte não foi profundo, porém levei pontos. Meus amigos encontraram um policial que chamou reforços. Dois deles foram presos. A garota estava assustada. Eles me levaram para o hospital e descobri que o pai dela era médico. Ele me agradeceu por salvar a filha. Eu acabei namorando com Missy por dois anos, até me mudar para Nova York para fazer faculdade de medicina. 
— Ah, eu sabia que você tinha um bom motivo para ter essa cicatriz. É muito certinho para ter uma marca por uma atitude de rebeldia. 
— Isso é uma critica? Queria que eu tivesse feito loucuras? 
— Não, eu gosto do meu namorado do jeito que ele é. Se for para cometer loucuras, que seja por mim. Por amor. Acho que minha pessoa justifica isso, não? 
— Você é bem confiante. Quem disse que é tudo isso? Que é tão especial? 
— Eu sei - ela ria, Paul beijou seus lábios - amor, eu preciso contar algo para você. Sobre Audrey. 
— Ela está com algum problema, Joh? 
— Não, ela… na verdade, ela andou me fazendo alguns questionamentos. Sobre você, sobre nós. Queria saber porque eu não me mudo para morar com você. 
— E o que você disse? 
— Que não podia, tinha que cuidar dela. Sou responsável. Ela é uma adolescente de quatorze anos. Isso não é tudo. No ultimo ano, mesmo antes de nós estarmos juntos, ela estava estudando francês. Realmente se empolgou com a lingua e depois que voltou do acampamento me disse que queria fazer um intercâmbio, passar um ano em Paris. Acredita que ela já pesquisou tudo? Audrey me entregou o orçamento e o planejamento completo. Disse que ia acontecer em duas fases. Quer ir em julho passar o verão trabalhando e se ambientando para ano que vem seguir com o curso de um ano a partir de abril. 
— Ela é bem sua filha, gosta de aventuras e desafios. Como está seu coração diante dessa proposta? Sei que mães são bem protetoras de suas crias - Johanna sentou-se na cama. O olhar fixo no homem deitado e atento a ela. 
— Eu fiquei surpresa à principio, mas a quem quero enganar? DNA e genética não negam. Finalmente entendi a insistência dela em me ver morando com você. Ela quer ter certeza que ficarei bem. Fico feliz por ela querer explorar o mundo, vou morrer de saudades mesmo assim estou orgulhosa de vê-la tomando decisões para sua vida. Ela é nova, perder um ano de escola não mata ninguém especialmente comparado ao que ela vai ganhar de experiência de vida. Eu quero que Audrey seja independente. 
— Acho que ela já demonstrou a você que é - Paul sentou-se na cama. Acariciou o rosto da namorada, deslizou o polegar pelo seus lábios. Tomou a sua mão na dele - Joh, eu quero te fazer uma proposta. Quero que você se mude para cá assim que Audrey viajar para as ferias na Europa. 
— Serão apenas três meses, Paul… 
— Eu sei, escute. Nós passaremos esses três meses morando juntos e quando ela voltar, se não se sentir bem o suficiente para morar aqui conosco, vou entender e deixarei você retornar ao seu apartamento com a promessa de que quando ela viajar para o intercâmbio, você vem ficar comigo. 
— Paul, e-eu não sei… 
— Joh, eu amo você. Não é você que me diz para deixar de ser travado? Estou dando a você a chance de me destravar mais um pouco. Está na hora de colocar seu lado rebelde em ação. Se até sua filha lhe aconselha a dar o proximo passo, por que não? 
— Você tem certeza que quer conviver 24 horas comigo? Posso ser um pé no saco. 
— Eu me acostumo. Então, é uma promessa? 
— Sim, eu prometo. Não vale se arrepender depois, moreno. 
— Isso é meio impossível. Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida nos últimos anos. 
— Acho que teremos que agradecer a Kate e Castle mais uma vez. Sem eles, talvez não estivéssemos aqui, juntos. 
— Eu não teria tanta certeza, eu desconfiava que você me atacaria mais cedo ou mais tarde - ela riu. 
— Hey! Você está dizendo que sou alguma tarada? A pervertida da relação? Não fui eu quem atacou no conforto médico semana passada. 
— Que culpa eu tenho se você me tenta? 
— Ah, coitadinho… tão inocente - ela o empurrou de volta para o colchão, subiu nele inclinou-se e roubou um beijo - eu te amo, sabia? Demais. 
— Mesmo? Não está dizendo isso apenas porque eu te convidei para morar comigo? - ela apertou o membro dele fazendo-o gemer - Deus! - Ela se perdeu por uns instantes nos olhos verdes. 
— Está duvidando dos meus sentimentos, Paul? 

— Nunca! Vem cá, amor… hora da sobremesa - ele sorveu os lábios de Johanna.


Continua....

Um comentário:

cleotavares disse...

Pimenta, limão e sal. O Castle tem toda razão, apimentada e estressadinha, kkkkkkk.
A ligação entre Katie e Joh está cada dia mais forte, amei a parte da joia e do carinho.
Castle & Beckett, um assassino babaca e um interrogatório que só se vê com esses dois. A Audrey é um amorzinho apoiando a mãe, e Paul e Johanna estão se saindo "casal Grey´s" mesmo, com as "taradices" no hospital.