quinta-feira, 6 de julho de 2017

[Castle Fic] Vendetta - Cap.5


Nota da Autora: E mais um capitulo na saga de Castle e Beckett contra o serial killer. Um momento para relaxar, novos elementos, teorias e claro nossa convidada especial. Um pouco de paciência pois a vida anda agitada. Divirtam-se! 


Cap.5 


Eles passaram no loft apenas para pegar algumas roupas e seguiram para o hotel. Castle reservara uma das suítes de luxo. Havia uma garrafa de champagne e uma cesta de frutas frescas esperando por eles no quarto. 
Beckett tirou o casaco e começou a provar as frutas que estavam sobre a mesa. Castle observou o jeito despretensioso da esposa ao realizar pequenos gestos levando as berries a boca.  
— Eu sugeriria que não exagerasse com as frutas porque vamos jantar. Minha ideia é comermos no restaurante do hotel porque se eu sugerisse um banho antes provavelmente não sairíamos do quarto.  
— E isso é ruim porque... - ela abriu um sorriso esperando pelo argumento de Castle.  
— Não é ruim, só que o restaurante tem pratos divinos que não podem ser servidos no quarto. O Chef daqui é um dos mais renomados de Nova York, além do mais temos o fim de semana inteiro para fazer o que está se passando na sua cabecinha, Beckett.  
— Hey! O pervertido aqui é você. 
— Sei sei... não vou insistir nessa discussão. Podemos ir? - ela tocou o rosto dele, o polegar roçou os lábios. As bocas se encontraram em um beijo carinhoso, ao se afastar ela sorria.  
— Eu amo meu pervertido...vamos - de mãos dadas deixaram o quarto. 
Castle tinha razão não apenas o ambiente do restaurante era moderno e elegante como os pratos do menu eram de fazer qualquer um salivar apenas por ler sua descrição. Ele pediu um vinho branco já que ambos escolheram pratos principais que combinavam com a bebida. Para ele, bacalhau. Para ela, spaghetti al nero di seppia com lagostins. De entrada uma bela salada do jeito que Beckett gostava. Eles bebiam e esperavam o prato principal. Trocavam carícias de vez em quando então Beckett comentou.  
— Jordan agora é diretora assistente. Ela sabe que sou capitã até me parabenizou por isso. Por que você acha que ela aceitou me ajudar sem o envolvimento do FBI? Curiosidade?  
— Talvez, definitivamente é uma das razões. A outra pode ser a mesma que a incomoda: a falta de ação. Uma pausa no trabalho burocrático. E a principal, ela tem uma dívida com você, Kate. Salvou a vida dela.  
— Não tinha pensado nisso - ela virou-se para fita-lo - Castle, você lembra que Jordan foi uma das primeiras pessoas a achar que estávamos juntos? Mais que isso, ela disse que você se importava comigo e que nunca estava errada.  
— Parece que ela acertou de novo. 
— Teremos que contar para ela sobre nós.  
— Aposto que ela sabe, não é segredo, amor.  
— Se sabe, por que não disse nada?  
— E perder a chance de olhar na sua cara quando falar disso? Por favor!  
— Droga! Eu temia isso. Posso até ver a cara de satisfação dela - de repente, o semblante dela mudou, estava séria. Com o dedo apontou quase na face dele - e antes que eu me esqueça, nada de gracinha com Jordan. Eu lembro bem dos seus elogios e da forma como puxava o saco dela. Se eu vir você fazendo isso, corto sua diversão.  
— Sem videogame, mamãe? - ele provocou.  
— Ah, não... sem sexo mesmo - Castle arregalou os olhos - não é provocação, estou falando sério - ele não aguentou e começou a rir - hey!  
— Você sempre teve ciúmes de mim... lembro como ficou irritada naquele caso especialmente quando disse que ia criar uma personagem baseada nela para duelar com Nikki.  
— Cala a boca, Castle! - não resistindo ao jeito irritado da esposa, ele sorveu seus lábios com vontade. Beckett quis se fazer de durona tentando empurra-lo , o que era completamente inútil. Acabou rendendo-se ao beijo - droga... - dessa vez o xingamento foi um sussurro - porque você sempre faz isso - não era uma pergunta e sim uma afirmação.  
— Adoro quando fica irritada, é sexy.  
— Você tem o dom de fazer isso! Você é muito irritante... 
— Um dos motivos porque você se apaixonou por mim. Você adora, confessa... 
— Não mesmo! E estava falando sério quanto a Jordan.  
— Eu também. Ah! Nosso jantar chegou. Prepare-se para saborear uma comida dos deuses, Beckett.  
Eles jantaram, beberam, namoraram. Castle tinha razão, a comida era incrível. Assim como a sobremesa. Antes de voltarem para o quarto, ele a arrastou para o bar. Tomaram mais uns drinques ao som de um piano clássico. Então as carícias começaram a ficar intensas demais para um ambiente neutro e público. Castle já sentia as pontadas na região da virilha e Beckett não ficava atrás. A cada toque dele, sentia a umidade em seu centro aumentar. Castle mordiscava o lóbulo da orelha dela enquanto sussurrava o que gostaria de fazer com a esposa. Beckett deixou escapar um pequeno gemido antes de se levantar e sem nenhuma palavra o arrastar para fora dali rumo ao quarto.  
Com o fechar da porta, o quarto tornou-se palco de uma luta de corpos com um objetivo em comum, saciar o desejo que os dominava.  
A dança dos corpos fazia a temperatura do ambiente subir. As roupas foram perdidas, jogadas no chão. Castle sentou-se na beira da cama enquanto Beckett ajoelhou-se acomodando seu corpo entre as pernas dele, sentindo o membro de Castle a preencher. Ela adorava a sensação.  
As bocas se encontraram novamente. Ela  mordiscava-lhe os lábios movida pelo desejo que lhe queimava a pele. Castle puxou seus cabelos fazendo a cabeça dela inclinar deixando a garganta exposta completamente para si além de facilitar o acesso aos seus seios. Usava os dentes para prova-la, uma das mãos apertava seu mamilo fazendo Kate gemer. Em movimentos rápidos, ele a tomava com vontade.  
Os gemidos aumentavam com a proximidade do orgasmo. Castle a surpreendeu ao trocar de posição depressa, colocando-a na cama. Sorveu seus seios usando a língua, provocando-a. O último gesto bastou para levá-la a loucura. O orgasmo aconteceu fazendo-a chamar seu nome. Não demorou muito para as estocadas de Castle se converterem em seu próprio gozo deixando seu corpo cair sobre o dela. Porém, não pararam por aí.  
Bastou apenas cinco minutos de pausa e outros cinco de carícias explícitas e intensas de Beckett em seu peito enquanto as mãos dela trabalhavam acariciando seu membro para reiniciarem uma nova rodada fazendo amor que culminou em prazer mútuo.  
Castle tinha as mãos acariciando os cabelos de Beckett, ela permanecia com os olhos fechados apoiada no peito dele. Ao sentir as carícias dele, se espreguiçou.  
— Acho que é uma boa hora para abrirmos aquela champagne e relaxar com um bom banho de espuma. Afinal, você me prometeu.  
— Seu desejo é uma ordem, amor - ele esperou Kate se afastar para levantar. Castle colocou a banheira para encher, despejou um pouco de sais de banho e espuma e aguardou. Viu Beckett andando preguiçosa ao seu encontro com a garrafa de champagne e duas taças. A visão dela nua era uma delícia.  
— Quer checar a temperatura da água para ver se está do seu agrado?  
— Tenho certeza que está boa - ela ergueu uma perna imergindo-a na banheira Repetiu o gesto com a outra perna sentando-se na banheira. Estava perfeita. Ela podia sentir o cheiro de lavanda - você não vai entrar? Preciso de algo macio para me apoiar.  
— É só para isso que eu sirvo?  
— Claro que não... - ele entrara na banheira e se posicionou atrás dela. Beckett se aconchegou no peito dele virando o rosto para beijar-lhe os lábios - que tal me dar um pouco de champagne agora? - ele obedeceu e ligou à hidromassagem. Por alguns minutos, eles ficaram apenas bebendo e curtindo o banho de espuma. Castle colocou a sua taça de lado e começou a massagear os ombros e a nuca de Beckett. O toque a fez suspirar e gemer baixinho.  
— Você está bem mais relaxada agora. 
— Eu me sinto bem, mas isso não quer dizer que estou dispensando a massagem. 
— Claro que não, nem eu ousaria parar. Acha que está pronta para ouvir minha teoria? O que estava trabalhando antes de você fingir brigar comigo para ficar bem na frente de seus detetives? 
— Por que não? O que você descobriu que pode ser importante para o caso de Jane e como isso se conecta com o histórico de Logan? 
— Que bom que perguntou. Desde que você mencionou o fato das vitimas, ou pelo menos algumas, estarem ligadas ao mundo das artes e depois que Esposito mencionou o livro de Rembrandt que Jane possuía, eu comecei a desconfiar de uma ligação entre a insanidade ou o ódio por mulheres de Logan e o gosto refinado pelas artes - ele parou de falar para beijar o pescoço dela inclinando a cabeça de Beckett para melhor acesso. Uma das mãos de Castle deslizou para acariciar um dos seios dela. Ela não conseguiu evitar o gemido que escapou de sua boca. Castle sorriu. 
— Se essa é sua tentativa de me distrair para eu concordar com a sua teoria, saiba que não vai funcionar… - ele apertou o mamilo dela e outro gemido deixou os lábios de Beckett. 
— Para mim, está funcionando perfeitamente embora esse não seja o ponto. Eu encontrei um padrão nas mortes de Logan. Todas as de numero impar, tiveram uma vitima com envolvimento em artes, não apenas isso, em adição as cenas de crime se referiam à obras de arte, Dali, Rembrandt, Modigliani. Se o plano do nosso serial killer era seguir os passos de Logan, ele não fez um bom trabalho afinal a cena do crime não lembra nenhuma obra de arte, contudo há uma outra possibilidade. Uma, devo acrescentar, que você não vai gostar. 
— Está dizendo que o copycat é Logan? Isso é impossível. Ele está preso. 
— Não necessariamente. A razão para números impares é a preparação para a suposta obra-prima de Logan. Sete é o número ligado às artes. Logan matou cinco mulheres. Eu acredito que seu plano original era matar sete, mas você o pegou. O copycat deveria ter feito uma referência a uma obra de arte se conhecesse o trabalho e a mente do serial killer a fundo, a menos que essa seja a morte de número seis na lista de Logan. O que significa duas coisas: ele treinou um aprendiz para agir em seu nome e teremos uma sétima vitima a qualquer momento para fechar o ciclo. A cena do crime irá refletir uma pintura ou nosso serial killer irá criar sua própria pintura, sua própria tela. 
— É uma teoria plausível se ambos não soubéssemos que Logan está encarcerado. E se ele é tão consciente do significado de sua obra, por que deixaria um aprendiz realizar o seu número sete? Não faz sentido e aposto que Jordan irá concordar comigo. 
— Eu sei que a teoria parece um pouco fora da caixa, porém explica o seu motivo principal: vingança. 
— Castle, eu não sei. Após ouvir tudo o que você falou eu estou começando a achar que temos um copycat barato. 
— Beckett, olhe para mim - ele segurou seu queixo virando-a para fita-la - você não acredita no que acabou de me dizer, na verdade, você está pensando que a minha teoria é valida e em quem poderia estar trabalhando junto com Logan. Eu me arrisco a ir além e afirmar que você está preocupada em saber quem será a vitima de número sete. Algo me diz que Logan não deixaria um aprendiz continuar sua obra. 
— Está insinuando que ele pretende fugir? 
— É uma opção. A outra é ser liberado por bom comportamento e ganhar liberdade condicional. 
— Agora você extrapolou. Quem seria louco o suficiente para dar liberdade condicional a um serial killer? 
— Muitas pessoas, tudo depende de como você endereça a situação e para quem. O diretor da Sing Sing se encaixa nessa lista, a propósito. Seus instintos concordam comigo. 
— Eu não sei o que pensar. Será que podemos esquecer esse assunto até segunda? Já vi que teremos uma longa conversa com Jordan. 
— Sem problemas. Já esqueci - ele beijou os lábios dela - o que quer fazer agora, Beckett? 
— A agua esfriou. O que acha de esquentar as coisas um pouco? - ela enfiou a mão debaixo d’água à procura do membro dele, ao segura-lo viu a mudança imediata no semblante de Castle - acho que sua expressão disse tudo - e voltou a sorver os lábios do marido. 
Enquanto alguns se divertiam no fim de semana, outros mantinham suas mentes ocupadas com planejamento. 
No sábado era dia de visita em Sing Sing, contudo Logan não era um prisioneiro acostumado a receber visitas. Dessa vez, ele estava ansioso. Desde que seu aprendiz ganhara a liberdade, ele se perguntava como andariam as etapas de seu plano. Sabia que a morte já ocorrera e estava intrigado por não ver qualquer referência na mídia. O que estava ocorrendo? Logan tinha uma suspeita de que os incompetentes da NYPD não iriam querer alarde, essa foi a razão porque instruiu Mike para agir caso isso acontecesse. 
Não esperava a visita do seu fiel escudeiro, porém acreditava que ele arranjaria uma forma de se comunicar com o mundo interior da prisão. Isso de fato aconteceu. Uma caixa de chocolates chegou até a prisão endereçada para Logan. Como Mike conhecia os esquemas internos, ele usou um conhecido do mercado negro para fazer o conteúdo chegar até seu mestre. Assim, quando a mulher de Jamal trouxe entre outras coisas a caixa vermelha, os guardas apenas se preocuparam em checar se havia drogas dentro dos chocolates. Nenhum deles atentou para o que poderia estar escondido na embalagem em si. 
Quando Jamal terminou sua visita, veio procurar Logan no pátio. Trazia consigo a caixa de chocolate. Em troca, Logan passou um papel com as coordenadas que precisaria para transferir uma grana no lado de fora para Jamal. Trabalhar na biblioteca tinha suas vantagens além do conhecimento que Logan obviamente tinha de sobra. 
Satisfeito, ele se isolou em uma parte do pátio para analisar o conteúdo da caixa. Sim, era chocolate de verdade que ele saboreou com calma. Entretanto, o item de maior valor estava escondido na tampa. Havia uma mínima abertura em um dos cantos. Logan cuidadosamente levantou o pedaço de papelão para encontrar um bilhete escondido por trás. Sorriu. Deixando a caixa de lado, ele se concentrou em ler a mensagem. 

“Caro Mestre, espero que esse bilhete chegue a suas mãos rapidamente. É com cautela e orgulho que dou como concluída a primeira fase do nosso planejamento. A sexta expressão de arte aconteceu na última segunda-feira. Claramente a NYPD não tem ideia de quem cometeu o ato e acredito que estão mantendo o que eles chamam de crime em sigilo. Não há nada na imprensa. Informo que a jurisdição está na delegacia que foi escolhida como alvo. O que nos leva ao segundo passo do plano. Caso nada relacionado ao crime apareça na tv até domingo, colocarei em pratica a segunda fase. Espero poder brinda-lo com boas noticias em breve. 
Seu humilde aprendiz, 
M.” 

O sorriso presente no rosto de Logan se alargou. Então ele estava certo. A tal policial metida a saber tudo estava perdida. Era isso ou ela dirigia um bando de incompetentes, o que era fácil de imaginar, afinal mulheres não foram feitas para gerenciar ninguém, foram criadas para obedecer. 
Se Mike seguisse o plano à risca, ele receberia noticias no intervalo de uma semana. Graças a sua inteligência, ele conseguira negociar com Jamal uma forma de acessar as ultimas novidades do mundo usando um aparelho portátil de TV e um celular que o mestre do contrabando conseguira infiltrar para o seu bel prazer na prisão. Não podia negar, estava ansioso para ver a tal capitã Beckett se rebolar na tentativa de explicar sua inabilidade para investigar. Era o momento perfeito para sua mascara cair e mostrar a cidade de Nova York o quanto estavam errados ao permitir que uma mulher tivesse o comando de algo, especialmente de uma delegacia.    
Não era apenas o recebimento de atualizações com relação ao caso que motivava Logan. Ele ansiava por poder completar sua obra em aproximadamente um mês, talvez um pouco mais se conseguisse executar sua ideia. Ansiava pelo momento de concluir seu legado artístico para o mundo. Seria inesquecível. 

XXXXXXXX

Fora dos muros da prisão, Mike levava uma vida extremamente comum e pacata. Tirando o fato de que matara uma pessoa, ele procurava viver no anonimato. Sentado na poltrona de frente para a televisão, ele se viu contemplando o caderno que deixara descansando sobre a mesinha de centro. Ali estava passo a passo o seu plano. Estava orgulho e tinha quase certeza que seu mestre também estaria. 
Desde que chegou a Sing Sing, Mike desenvolveu um interesse particular em Logan. Já conhecia sua historia e seu legado. Sim, era um fã. Sua proximidade com o mestre se deu na biblioteca de maneira tímida. Ele acreditava que conquistou a atenção dele através do  próprio crime que cometera e do conhecimento vasto e detalhado sobre a obra de Logan. Quando teve a oportunidade, soube aproveitar. Assim que o companheiro de cela do seu mestre recebeu sua sentença de morte, Logan acabou convencendo o seu psiquiatra que precisava de companhia indicando o nome de Mike. 
Agora se preparava para dar início ao próximo passo. A imprensa não tinha ideia do que acontecera na ultima segunda-feira. Ele iria fazer o papel do portador da notícia bombástica. Tudo estava meticulosamente planejado. Sabia qual meio de comunicação atingir e qual jornalista. Iria ser um prato cheio para especulação e bombardearia a policia de Nova York. Já podia vė-los acuados. Assistiria de camarote a tal capitã tentar se explicar sem argumentos. Adoraria vė-la admitir em rede nacional a importância de seu mestre e o quanto ele desestabilizava o trabalho da policia pelo seu jeito esplêndido de pensar. 
Hoje ele relaxaria, curtiria um bom programa culinário, sua segunda paixão e sua primeira missão da manhã de segunda era conversar com um jornalista muito prestigiado. Com sorte, haveria tempo suficiente para o furo chegar as telas de TV antes do meio-dia e ficar em evidência o dia todo, a noite e porque não a semana? 
O objetivo principal era fazer a tal capitã parecer mal e incompetente enquanto o caso ficaria sem solução, tornaria-se um daqueles casos frios, esquecidos contudo capazes de marcar a reputação de um policial ruim. Tudo fazia parte de um plano maior. Era proposital. Ele estava pavimentando o caminho para o seu mestre brilhar. Então o legado de Andrew Logan estaria completo por fim. Ele estaria ao lado do mestre colhendo seus louros. A vingança nunca soou tão bela para Mike. 
Ao retornar para o loft no domingo, Castle fez questão de manter o mesmo clima que viveram nos dois últimos dias. Ele avisou que pediria pizza para o jantar e poderiam jogar conversa fora ou assistir tv. Sua meta era manter a mente de Beckett ocupada com qualquer assunto que não a fizesse pensar em Logan ou na conversa que teria com Jordan Shaw. 
Ele quase fora bem sucedido em seu ato. De fato, ele acabara por se sabotar quando seu celular tocou e uma ligação em particular lhe trouxe noticias que precisaria dividir com ela. 
Beckett estava sentada no sofá bebericando uma taça de vinho. Castle sentou ao seu lado. 
— Cadê seu copo? 
— Prometo que já irei pega-lo. Eu sei que prometi não falar sobre o caso até amanhã, mas algo aconteceu. 
— Temos uma nova vitima? - rapidamente ele pode observar a mudança na postura da esposa. 
— Não, nada disso. Talvez um desenvolvimento no caso. Lembra quando você me comentou que teria que esperar o secretário de segurança falar com o governador a respeito do acesso aos arquivos e registros da prisão? Eu acabei de receber um telefonema do prefeito. 
— Como assim? 
— Eu meio que mencionei para ele que estávamos com uma investigação muito importante parada porque o Comandante precisava do aval do governador. Também mencionei o fato de você estar ansiosa para dar continuidade ao processo e um pouco frustrada e… 
— Espera, você não fez… - apenas de olhar para o marido sabia a resposta - você fez! Castle!
— Hey! É uma coisa boa, de verdade. Acontece que o prefeito estava nos Hamptons com o governador e acabou mencionando o que disse, falou muito bem de você e conseguiu que o secretário tivesse a reunião na primeira hora da manhã da segunda-feira para explicar o que desejava. 
— Você não podia… 
— Por que não? Estamos todos agindo no melhor interesse da NYPD e da cidade de Nova York. Se eu tenho as conexões certas, por que não tirar proveito disso? 
— Tirar proveito? Castle tem ideia do que fez? 
— Ok, você está zangada. Beckett, olha eu não quis… - ela o interrompeu. 
— Castle, você passou por cima da autoridade do meu Comandante, do secretário de segurança! Isso é grave! O que eles vão pensar de mim? Vão achar que usei a sua ligação com o prefeito para pedir favor, tirar vantagem. Sabe o que pode acontecer? Meu superior pode interpretar como abuso de poder ou conflito de interesses, é como se eu não tivesse respeitado a patente dele. No melhor dos casos eu serei punida e você expulso do meu distrito. 
— Eles não podem fazer isso. Seu distrito, suas regras. 
— Não se eu for suspensa! - ele arregalou os olhos. 
— Eles não podem fazer isso! Você está fazendo seu trabalho, cuidando de um caso importante - pelo semblante sério de Beckett, ele entendeu que não era brincadeira - e-eu vou fazer uma ligação - ela suspirou. Encostou a cabeça na almofada e fechou os olhos. Isso era ruim, muito ruim. Entendia perfeitamente a ideia do marido em ajuda-la ao tentar agilizar as coisas. Não queria brigar com ele da mesma forma que não queria problemas com o seu superior. Contudo, apenas em pensar que podia agilizar a investigação já queria a reunião para ontem. E ainda tinha Jordan. Nesse instante, Castle retorna à sala. 
— Acredito que consegui contornar o problema. Para ser bem sincero, o prefeito deve conhecer você melhor do que imagina Beckett. Ele abordou o assunto de uma maneira que nem se referiu a você ou a mim, foi uma conversa casual. Para todos os efeitos, eles estavam conversando sobre trabalho e o assunto surgiu. Seu comandante não irá desconfiar - ele sentou-se ao lado dela, acariciou o rosto da esposa - desculpe, Beckett. Na ânsia de ajudar, eu não medi as consequências. Não pensei que causaria um problema. E nem gosto de pensar na possibilidade de ficarmos separados. Foi impulso! Quando a vi chateada daquele jeito tinha que agir, não quero que esse caso a perturbe. Quero resolve-lo o mais rápido possível. Pode me perdoar?
— Não há o que perdoar. Você tentou ajudar do seu jeito. Um pouco estabanado e irresponsável, mas não pretendia me atingir. Tudo bem, babe. Eu também não vejo a hora de fechar esse caso. Da próxima vez que for tentar me ajudar ao menos converse comigo antes. 
— Ótimo. Certo. Agora que nos entendemos, vamos voltar para o clima do fim de semana. Vou pedir a pizza. Alguma preferência? Por favor, só não peça com verduras. Isso estraga a pizza. É uma ofensa para os italianos. Pizza é sobre queijo. 
— Quem disse que é uma ofensa? - ela riu - tudo bem, basta uma marguerita. Vou tomar um banho. 
O restante da noite correu bem. Eles beberam, comeram e deram risadas comentando os absurdos das cenas do ultimo filme do 007 que assistiam. Ao se recolherem para dormir, a mente de Beckett começava a chavear para o trabalho e sua conversa com Jordan. Não comentou nada com Castle pois sabia que ele ficaria curioso o que estenderia uma longa conversa ou preocupado o que ela não queria deixar transparecer. 
Devido ao que perambulava em sua mente antes de dormir, Beckett acabou sonhando outra vez com o serial killer. Novamente, o sangue sobre a neve mandava a mensagem. Vendetta. Ela via a si mesma ferida, marcada. Morta. Castle chorava ajoelhado ao seu lado. 
Despertou subitamente. O coração acelerado. Respirou profundamente. Castle dormia tranquilo. De repente, ela sentiu um calafrio percorrer seu corpo e uma vontade louca de abraça-lo. Urgência, um sentimento de necessidade que não conseguia explicar. Reflexo do sonho, talvez. Cuidadosamente, ela se colocou contra o corpo dele fazendo seus braços envolverem o corpo do marido. O rosto acomodou-se entre o ombro e o pescoço de Castle dando-lhe a possibilidade de inalar seu cheiro. Isso bastou para se sentir mais calma. O movimento não passou desapercebido para o escritor mesmo que estivesse perdido em seu sono. Notou a proximidade do corpo de Kate e automaticamente seus braços se alinharam acomodando-se mais perto dela, quase como se fossem apenas um corpo. Nesse instante, Beckett deixou-se relaxar completamente e adormeceu. 
Na manhã seguinte, Castle acordou com um excelente humor. Preparou o café dela, fez ovos e a acordou com um beijo apaixonado. 
— O que deu em você hoje? 
— Nada. Apenas paparicando a mulher que eu amo. Você tem um dia cheio hoje, não? 
— Por acaso está tentando me mimar por causa de Jordan? Não ficou claro como deve agir perto dela? 
— Que isso, Beckett! Deixa de ser desconfiada. E não fui eu que ficou se esfregando à noite, procurando carinho, abraço - ela enrubesceu - eu notei. Gosto quando você faz isso. Procura por mim. Sinal que mesmo a mulher decidida e independente gosta de demonstrar que precisa de mim. 
— De onde você tirou isso? Sou independente profissionalmente e nem tanto porque somos parceiros. E somos um casal, dividimos as coisas ambos precisamos do outro não transforme isso em algo exclusivamente sobre você - claro que ela entendera a colocação dele, mesmo porque Castle não tinha ideia do que estava por trás daquele gesto. Mas ela não daria razão a ele, era parte do jogo de provocações entre os dois.
— Hey… nada de ficar irritada porque isso a deixa sexy e terei que tomar alguma providência sobre isso -  de uma maneira simples, ele quebrara a tensão fazendo-a rir - um sorriso! Bem melhor. Venha tomar seu café, capitã. O trabalho a espera.  
— A você também, Castle. Não pense que porque é casado com a capitã do 12th terá regalias. Regras são regras. Sairemos juntos. 
— Será um prazer acompanha-la - ao se levantar da cama, Beckett foi tomada pela mesma urgência da madrugada. Segurando o rosto dele com as duas mãos sorveu os lábios de Castle em um beijo intenso e cheio de sentimento - hum… por que isso? É para me convencer? 
— Não, apenas tive vontade. Vá se arrumar, escritor - seguiu para a cozinha.    
Ao chegar no distrito, Beckett não se surpreendeu ao ver Ryan concentrado na frente do computador. Devia estar avaliando as filmagens. Ela se dirigiu ao detetive. 
— Bom dia, Ryan. Vejo que está dedicado na investigação. Tem alguma novidade? 
— Talvez. Assistir todas as filmagens das câmeras externas. Dos seis locais, consegui ver Jane chegando em quatro deles. Então avaliei um período de meia hora antes e depois da sua chegada. Comparei as imagens dos homens que circularam durante esse intervalo e consegui aparentemente distinguir um possível suspeito. Eles parecem semelhantes em dois dos quatro videos. Essa é a boa noticia. A ruim é que o cara além de estar usando boné e uma capa preta, escondeu muito bem o rosto. Para piorar a qualidade da imagem das cameras de transito é muito pobre. Preciso de mais resolução se quiser comparar o que consegui com o banco de dados. 
— E não conseguiu um técnico de informática que pudesse ajudar? 
— Acho que já fizemos tudo que podíamos com os nossos recursos. Eu teria que usar computadores mais preparados para limpar a imagem. 
— Eu posso ajudar com isso. Espere eu fazer uma ligação. Eu volto a falar com você. E quanto ao Esposito? 
— Ele está na mini copa. Na verdade, está esperando eu terminar com essa avaliação para irmos visitar os cafés. De qualquer forma, vou imprimir a imagem. Pode ser que tenhamos sorte com os funcionários do local. 
— Assim espero. Bom trabalho, Ryan. Estarei na minha sala. Avise quando estiverem saindo, vou tentar conseguir ajuda técnica para nós - ela seguiu para a sua sala, Castle foi ao seu encalço. Quando estavam a sós, ele perguntou. 
— Acha mesmo que temos uma boa pista? Com o tal homem no video? 
— É a primeira boa pista que temos em uma semana. Pelos padrões da NYPD, esse caso poderia ser esquecido hoje se não encontrássemos uma linha de investigação para seguir. Não que eu fosse fazer isso. Mesmo esfriando, existe linhas a percorrer, possibilidades. Vou ligar para Gates. Ela conhece alguns agentes do FBI local. Quero acesso aos laboratórios deles. 
— E quanto a Jordan? Quando ela irá aparecer? 
— Hoje, não me pergunte que horas - ela estava com o celular na mão quando o telefone a sua mesa tocou - Beckett. Ah, bom dia Comandante - ficou em silêncio ouvindo - uma reunião, com o governador… - ela calou-se outra vez - isso é muito bom, senhor. Agradeço sua ajuda e do secretário de segurança. Minha equipe também conseguiu algumas pistas, estão indo a campo para checa-las - novamente ela apenas balançava a cabeça - antes do meio-dia? Sim, será suficiente. Obrigada, senhor. Tenha um bom dia - ela desligou - o secretário vai se encontrar com o governador às dez da manhã. Ele não comentou nada sobre meu nome ou o seu. Parecia bem satisfeito com a novidade. 
— Eu disse que tinha contornado - ele sorria estufando o peito. 
— Não se ache. Ontem mesmo você estava apavorado. Sua sorte é que o prefeito transita muito bem entre seus pares na política. Vou ligar para Gates. Se os rapazes conseguirem uma identificação e com o acesso a Sing Sing, poderemos responder as nossas perguntas. Especialmente qual o real envolvimento de Logan nisso tudo. Confesso que estou torcendo para que o homem nas imagens seja fácil de encontrar. 
— Eu entendo, amor. Nada de serial killer. Eu também não quero que as nossas suspeitas se confirmem.   
Quinze minutos depois, ela sai da sua sala com um pedaço de papel nas mãos. 
— Ryan, Espo? Estou com uma ajuda para vocês. Eu falei com Gates. Esse é o nome do diretor assistente do FBI da divisão de crimes especiais de Nova York. Ele irá nos ceder um dos seus especialistas em computação para trabalhar nos videos. Aqui - ela estendeu o papel para Ryan - esse é o nome dele. Gates vai ligar antes para certifica-lo da ida de vocês até lá. Sugiro vocês tentarem as cafeterias e depois irem ao HQ do Bureau. 
— Claro. Estaremos de saída em meia hora. Estou organizando as informações para levarmos. 
— Ótimo. Precisamos agir rápido. Essa pode ser uma pista e tanto para esse caso. 
— Quer ir conosco, Castle? 
— Eu passo. Essas entrevistas não são interessantes. 
— E vai ficar fazendo o que aqui? Servindo café para Beckett? - disse Esposito.
— Sim, Espo. Adoro servir café para a minha esposa, porém tenho minha própria investigação para tocar. 
— Mesmo depois dela ter brigado com você? 
— Ela não brigou. E estou usando as informações desse quadro - ele apontou para a investigação montada no objeto atrás da mesa de Esposito - agora se me dão licença… - Castle se afastou rumo a sala de interrogatório onde deixara seus arquivos. 
— As vezes acho que Castle abusa por ser casado com Beckett. 
— Relaxa, Esposito. Ele não está fazendo nada disso. Está ajudando, investigando do seu jeito. Você quer implicar. Que tal nos concentrarmos no nosso trabalho? Temos uma longa jornada nas ruas, sem falar no trânsito que vamos enfrentar. 
Eles terminaram de se organizar, porém Esposito decidiu tomar um café antes de ir. Enquanto Ryan esperava pelo seu parceiro, as portas do elevador se abriram. Jordan Shaw avançou pelo salão. Caminhando com a confiança de sempre em saltos altos finos no estilo Kate Beckett, um casaco e uma postura de uma mulher determinada, ela tirou os óculos escuros na frente da sala da capitã. Bateu de leve na porta. Quando entrou na sala da capitã, o sorriso no rosto se alargou. 
— Kate Beckett. Nunca duvidei nem um minuto após conhecer você que um dia sentaria nessa cadeira e comandaria esse distrito. É bom vê-la novamente. 
— É bom ver você também. Como é viver atrás de uma mesa depois de percorrer o pais fazendo perfis e prendendo maníacos? 
— Devo dizer que é reconfortante. Tenho mais tempo para mim, minha familia e uma vez ou outra consigo ter um pouco de ação. Foi uma boa mudança. Também gosto de ter a oportunidade de ajudar colegas quando me requisitam. O que é exatamente o motivo que me traz aqui a Nova York. Você sabe que eu tenho uma divida enorme com vocês, pelo que fizeram, Castle e você. Salvaram minha vida. Se me recordo das suas palavras ao telefone, quer um perfil de um assassino, melhor dizendo, um serial killer que está encarcerado e a parte mais importante eu deixei para ouvir aqui. Vou ajuda-la, desde que me conte a verdade. Não esconda nada.  
— Sim, eu não esconderei. Eu apenas preciso…vou chamar Castle. Tudo bem? 
— Por que não estaria? 
Assim que a porta da sala se fechou, o murmurinho começou. 
— Aquela é… 
— Jordan Shaw - completou Esposito - o que ela está fazendo aqui? Não temos nenhum caso relacionado com o Bureau nesse instante. Será que tem algo a ver com o lance dos laboratórios?
— Talvez, ainda assim é estranho. 
— Castle deve saber porque ela está aqui. Hey, Castle! - Esposito chamou por ele - Vem cá - obviamente, ele imaginou que o súbito interesse do detetive deveria ser para descobrir o que ele sabia sobre a chegada de Jordan. 
— O que foi, Esposito? 
— O que aquela agente do FBI, Jordan Shaw, está fazendo aqui no 12th distrito? 
— Por que está me perguntando isso? Eu não tenho ideia. 
— Ah, Castle, vamos. É claro que você sabe. 
— Só porque eu sou casado com Beckett não significa que eu sei de tudo que se passa na cabeça dela e na sala da capitã. 
— Para cima de mim, Castle? Você sabe. Beckett lhe conta tudo! 
— Nem tudo… - nesse instante, a porta da sala da capitã se abriu. 
— Castle, pode vir aqui? - o olhar curioso que Esposito demonstrou confirmava que o detetive suspeitava, o escritor estava mentindo. Ele saiu de fininho para evitar qualquer pergunta de Espo. 
— Jordan Shaw, é um prazer revê-la. 
— Castle, pensei que não teria outra oportunidade de encontra-lo. Quero dizer que adorei seu ultimo livro de Nikki. Aliás eu li e gostei de todos. Posso claramente ver Beckett ali - a capitã não pode deixar de sorrir, ela sempre ficava orgulhosa de ver sua influência sendo notada como musa do marido. 
— Obrigado. Agradar a melhor profiler com thriller de mistério é uma tarefa difícil. 
— Acho que a musa ajuda. Falando nisso - ela olhou para Beckett dando um sorriso sacana - eu disse que nunca erro, não? Você se lembra, Kate? Ele tanto se importava com você que acabaram casando. Acho que não era tão complicado como você dizia, hum? 
— Voce não tem ideia… - disse Castle tentando parecer o mais enfático possível. Elas riram. 
— Pelo menos ela aceitou casar com você, isso já foi uma vitória depois de tanta resistência. Afinal ela já gostava de você naquela época, Castle. Nunca me enganou, só um cego não veria. Sua pose de durona foi por agua abaixo, não? Ah, Kate…algumas coisas são inúteis de resistir. Parabéns aos dois - Beckett estava vermelha - agora que já jogamos conversa fora, está na hora de falar de trabalho. Então, capitã, qual é o real motivo por trás desse profile? Por que está interessada em alguém que cumpre pena em Sing Sing? Vou relembrar que não adianta me enrolar. Eu sei quando as pessoas não estão dizendo a verdade, Nikki - ela provocou.
— Jordan, o caso que estamos investigando tem o mesmo M.O. do serial killer chamado Andrew Logan. De imediato, nós pensamos em um copycat. Perseguimos a investigação nesse ângulo, entretanto não fui completamente sincera com a minha equipe. É exatamente por isso que você está aqui. Apenas eu, Castle e agora você saberemos disso por enquanto. Quero sigilo até que tire suas conclusões. 
— Posso fazer isso. 
— A verdade é que Andrew Logan está preso por minha causa. Eu fui a detetive que encontrou a evidência capaz de condena-lo doze anos atrás. Por esse motivo, quando eu vi a cena do crime de Jane foi uma viagem ao passado. Todos os elementos estavam lá. A ideia de um copycat é totalmente plausível, porém… - Beckett parou por uns segundos, respirou fundo. Quando estava pronta para continuar, algo a impediu - o que realmente importa é… - Ryan abre a porta. 
— Beckett, desculpe interromper, mas acredito que você vai querer ver isso. Acabou de sair um boletim na mídia. Está repetindo direto. 
— Claro. A tv no salão está ligada? 
— Sim - eles saíram da sala. Alguns policiais se emparelhavam a frente do monitor. A apresentadora do jornal falava criando um certo clima de suspense. 
— A nossa redação recebeu uma denúncia anônima esta manhã sobre um possível crime que está sendo investigado em sigilo pela NYPD. Segundo nossa fonte, o assassinato foi brutal. A razão para a policia estar escondendo o caso da mídia é porque alguns elementos da morte se assemelham a outros crimes de um famoso serial killer que está preso em Sing Sing, Andrew Logan. Resta saber se o caso em questão é uma homenagem a Logan? Um copycat? Ou um lunático qualquer querendo seus quinze minutos de fama? A verdade é que no passado os detetives da NYPD tiveram muito problema e sofreram pressão para encerrar o caso. Nossa produção irá contatar a NYPD para mais informações. A grande pergunta é será que o noivo de aço, apelido pelo qual Logan ficou conhecido, está recebendo uma homenagem? Estaremos seguros? Voltaremos a qualquer momento. Fiquem ligados - Beckett e Castle se entreolharam. 
— É ele - disseram juntos fazendo Jordan sorrir. Sempre em sincronia, ela pensou.   
— O copycat? Foi ele quem denunciou? - perguntou Ryan. 
— É a única pessoa com informação além de nós. Ryan, preciso que agilize o reconhecimento desse cara. Não temos tempo a perder. O Comandante irá ficar uma fera. Vão para a rua agora. 
— Claro, estamos de saída - ele e Esposito apressaram o passo. Beckett, Castle e Jordan retornaram para a sala dela. A portas fechadas, a diretora assistente se pronunciou. 
— Você não acredita no copycat? Foi por isso que me chamou aqui? O que exatamente não está me contando, Kate? 

— Eu acredito sim no copycat, mas ele não agiu sozinho. Não se trata apenas de um imitador, Jordan. Ele é mais que isso, é cúmplice. Sente-se, por favor. Vou contar toda a história por trás dos casos de Andrew Logan. 


Continua....

2 comentários:

Géssica Nascimento disse...

Karen, como comentei no Nyah, sem palavras para expressar o que sinto!!! Beijos! Parabéns!!!

cleotavares disse...

Que bom que tiveram um tempinho para se curtirem, pois a coisa está cada vez tensa. Achei que a coisa ia ficar feia pro lado do Castle, que Kate realmente ficaria com raiva dele. Sempre gostei da agente Shaw, e ela tirando "onda" com a Beckett, então!

Lendo Vendetta e Vingança Mortal.......Daqui pouco estarem trocando personagens.