quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

[Castle Fic] Rise Again - Cap. 2

Cap.2



As coisas começaram a se agitar no 12º distrito. Pessoas sendo mortas é algo que se vê todos os dias numa cidade como NYC. Com sorte, Beckett afundou-se no que ela mais sabia fazer, investigação policial.


Entre um caso e outro, ela distraia-se com as teorias malucas de Castle e deixava bem escondido em seu sub-consciente toda a historia do atirador. Continuava freqüentando o psicólogo da polícia e mantendo segredo sobre isso.

O caso que estavam investigando agora era um prato cheio para as viagens de Castle. Um super-herói misterioso por se dizer, matara um homem cortando-o ao meio. Pra variar, ela obteve todo o seu background no assunto através dele. Não que ela já não conhecesse sendo uma fã de quadrinhos desde seus quatorze anos.

A caminho da loja de quadrinhos, Castle não podia resistir a excitação que sentia e dividi-la com ela.

- Sente esse cheiro?

- O suave odor de páginas impressas?

- A Comicadia nos chama.

- Esse lugar é a loja mais importante de quadrinhos. É o Vaticano para o católico. É Meca para o peregrino.

- É a correnteza para a desova...

- Sei, Castle. Comprei meu primeiro quadrinho aqui com 14 anos. "Sin City: Uma Dama por Quem se Mata".

- Hardcore!

Mais uma coisa que ele descobria sobre ela. Aos poucos formava a personalidade de Beckett e estava adorando descobrir que ela era tão geek e nerd como ele. Forçou um pouco mais.

- Certo, espere, espere, certo. Se pudesse ser um personagem de quadrinho, quem você seria?

- Elektra.

- Uma assassina implacável que esconde suas emoções.

A cara dele a fez desviar o olhar.

- Não, talvez porque ela tenha habilidades ninjas da pesada.

- E você? Homem de Ferro? Homem-Aranha? Não, espere. Já sei. Homem Irritante.

Ela adorava implicar com ele.

- Tente bilionário industrial Bruce Wayne, o Cavalheiro das Trevas. Ele é ressentido, bonito e tem os brinquedos mais legais.

- Exagerou com essa.

Eles entraram na loja e Castle deu de cara com vários exemplares dos quadrinhos de seu livro.

- E já mencionei que gosto refinado eles têm aqui na Comicadia?

- Sr. Castle. E você é Kate Beckett, certo? Mike Hoover. Senhor, sou um grande fã. É uma grande honra conhecê-lo.

- A honra é minha.

- Acabamos de receber o Derrick Storm.

- Digo... a arte, a escrita... é, em uma palavra, incrível.

- Qual é sua parte preferida?

Beckett revirou os olhos e falou.

- Não precisa responder. O ego dele não precisa de incentivo.

- Sem dúvida quando Derrick Storm escapa dos bandidos batendo no táxi.

- Táxi.

Ambos falaram a palavra juntos.

- Desculpe, Det. Beckett. Deveria ter avisado do spoiler.

- Não. Tudo bem. Não vou ler.

- Sério? Vi seu nome na nossa lista. Você encomendou uma cópia.

-É mesmo?

Droga! Fora pega. Ele não ia deixá-la em paz por conta disso.

- Só estava sendo solidária. Não estamos aqui por isso. Preciso fazer umas perguntas.

- Isso mesmo.

E dessa forma Beckett desviara a conversa. Depois da loja, infelizmente Beckett não teve boas noticias, na verdade, ela recebeu uma bronca grande de Gates e a mesma insinuou que ela não era uma boa detetive. Aquilo enfureceu Beckett, ela odiava ser tratada como incompetente.

Ela se dedicou completamente ao caso. Nada de fantasias criadas pela mente do seu parceiro, queria fatos concretos, reais que pudesse levar a um promotor e limpasse sua barra com a Capitã. Infelizmente, as pistas levam sempre para o mundo dos super-heróis. Ou melhor, dos seus escritores.

Seguindo as pistas, as idéias loucas, eles chegaram a policial, Ann. Após uma discussão calorosa na sala de interrogatório, Beckett chegou a conclusão de que ela não era a assassina, apenas um boa policial tão obcecada pela morte do pai que acabou buscando outros meios de fazer justiça mas não matara ninguém. Para falar a verdade, elas se pareciam e de alguma forma, Ann tocou fundo em certas feridas sobre sua mãe que não queria remoer no momento, não quando ela tinha um caso para resolver.

Sua conversa com Ann porém, rendeu a ela ótimas informações e apontou-lhes o verdadeiro assassino. Após a prisão do assassino, Beckett sentiu-se na obrigação de dar conselhos a ela.

- Ann, você é uma boa policial e tem alguém que se importa com você. Não foque tanto no passado para não jogar seu futuro fora. Cuide-se.

Elas se despediram e Ann foi até o namorado, abraçou Paul. Beckett ficou pensativa ao vê-los deixar o distrito. O que era mais engraçado nisso tudo era que ela estava dando os conselhos que deveria seguir.

Castle e Beckett ficaram lado a lado enquanto Ann e Paul seguiram para o elevador, trocaram um beijo enquanto as portas se fecharam.

- Um escritor e sua musa. Lutando contra o crime. Como nós.

Beckett abre um pequeno sorriso para ele, no seu olhar era possível perceber uma minúscula parcela de inveja do casal à sua frente. Um ar sonhador cruzou o seu rosto ao olhar para Castle que notou algo diferente e sentiu-se embaraçado.

- Amanhã?

- Certo.

Castle virou-se para sair mas acabou retornando apenas para fazer uma pergunta que ficara buzinando na sua mente.

- Você reservou mesmo uma cópia da minha novela gráfica?

Beckett suspirou e segurou a onda. Não queria dar bandeira.

- Sim, Castle. Eu reservei como disse antes estava sendo solidária a você não que você precise mesmo do dinheiro...

- Beckett, porque não consigo acreditar no que você diz? Pelo que me lembro, você é uma fã assídua de Derrick Storm. Porque não estaria interessada nessa versão? Diz aí, você mal pode esperar para ler não?

A cara de alegria dele era algo peculiar. Parecia uma criança. Ela não poderia dar a ele a satisfação de ve-la admitir o que ele queria. Então, ela enrolou.

- Considere isso um gesto de solidariedade já que você está trabalhando aqui conosco. Os rapazes também compraram.

- Jura? Excelente.

Ela balançava a cabeça para ele.

- Oh, Castle... vai pra casa.

- Eu vou. E aposto que ainda vou ver você se deliciando com o meu quadrinho.

Ele se foi. Beckett voltou para sua mesa e pegou-se pensando no desfecho do caso. Até aquele momento, ela não tinha analisado a situação como Castle a pintara. Ann e Paul eram um casal parecido com ela e Castle, combatiam o crime sem perder a visão da fantasia. De repente, ela se deu conta do que pensara. Nós não somos um casal! Mas o que nos impede de ser ? Ela tocou o anel da mãe dela, essa era realmente o motivo.

Passando as mãos nos cabelos, ela resolveu não divagar sobre esse assunto. Talvez daqui a um tempo possa discutir algo com o terapeuta. Voltou sua atenção para o computador. O distrito estava em silêncio. Ela era a única pessoa ali. Sentiu-se sozinha e sem a menor vontade de trabalhar.

Kate ficou se recriminando. Podia ter segurado Castle por mais um pouco para garantir a ela alguns minutos ou horas a mais de companhia. Suspirando, ela desligou o computador, arrumou suas coisas e foi para casa. No caminho porém, ela parou na Comicadia para apanhar seu exemplar de quadrinhos de Derrick Storm. Tinha um encontro essa noite.

Após tomar um banho e vestir-se confortavelmente, Beckett deitou na cama e preparou-se para a leitura. Na sua cabeceira estava o ultimo livro de Castle – Heat Rises – que ele autografara quando ela foi procurá-lo.

Ao ler a dedicatória do livro, Kate não poderia deixar de lembrar os últimos meses.

“To Captain Roy Montgomery, NYPD. He made a stand and taught me all I need to know about bravery and character.”

Aquelas palavras de Castle foram profundas. Montgomery morrera por ela, para protegê-la. O plot do livro também demonstrava uma história tensa, de muita dificuldade com certeza algumas nuances da própria vida real dela estaria escrita nas entrelinhas.

Desde então, o exemplar estava na sua cabeceira e Beckett não tivera coragem de iniciar a leitura. Ela queria muito ler porém, depois daquele tiro, ela passara a ver as histórias de Nikki Heat com outros olhos. Na sua interpretação, considerava que tudo que Rook dizia ou fazia era um reflexo próprio de Castle e sua imaginação era afetada pelas palavras do escritor.

Decidiu-se por fim em ater-se a história em quadrinhos, era menos perigosa.

No dia seguinte, Beckett estava atolada de trabalhos burocráticos. Tinha todos os relatórios do último caso para fechar e ainda por cima, Gates pediu uma série de informações sobre alguns casos já encerrados durante o tempo de Montgomery e seus gastos. Segundo ela, o 12º distrito estava gastando dinheiro com coisas sem importância em vez de adquirir equipamentos adequados para investigação por exemplo.

Se tinha algo que Beckett detestava fazer era papelada. Não conseguia entender porque eram preciso tantas assinaturas e formulários para se encerrar um caso. Já passava das duas da tarde quando Castle apareceu no distrito.

- Olá, Beckett!

- Resolveu aparecer, Castle?

- Porque você estava com saudades?

Ela fez cara de poucos amigos para ele. Percebeu que ela estava irritada.

- Passar uma manhã longe de mim te deixa de mau humor, Beckett?

- Não, papelada me deixa de mau humor. Não aguento mais escrever, anexar fotos. Estou com os olhos ardendo.

Falando isso, ela esfregou os olhos com as mãos e empurrou a cadeira para trás. Segurando na mão dele puxou-o forçando a se levantar.

- Que foi?!

- Venha Castle, preciso de um café.

No pequeno espaço que eles chamavam de copa, Beckett se escorou no armário de frente para a máquina de café. Com a cabeça fez sinal para ele indicando que estava esperando. Castle se fez de desentendido apenas para ve-la pedir.

- Você não ia tomar café? Porque está parada ai?

- Estou esperando você me servir...

- Qual a palavra mágica detetive?

- Castle...

- Ah, essa também é mágica mas estava esperando algo como “Por favor, Castle eu adoro seu café!”.

Ele falou imitando a voz dela o que fez Beckett sorrir. Ela se aproximou dele e sussurrou no ouvido dele.

- Por favor, Castle eu preciso de uma xícara de café...

Satisfeito até demais com o gesto dela, ele virou-se para a máquina e começou a fazer o tal café. Beckett ficou observando o jeito dele. A concentração, a ruga formada entre os olhos, o movimento das mãos. Ela podia ficar admirando-o por um longo tempo. O cheiro forte de expresso começava a invadir seus pulmões, ela salivava e inalava profundamente o aroma. Castle pegou a caneca e virou o café. Fumegava. Ofereceu a ela.

Beckett abriu o sorriso, esse era um vício que ela fazia questão de cultivar. Ao tomar o primeiro gole, fechou os olhos. Ao abrir sorria. Castle já segurava a sua caneca e sorriu de volta.

- Delicioso...

- O café e o barrista?

Ela não respondeu para ele, mentalmente dizia sim. Ela abaixou-se e abriu o armário em busca de algum biscoito ou salgadinho para acompanhar o café. Encontrou um pacote de cookies já no final. Apenas dois. Ao ver isso, Castle deduziu o que acontecera.

- Você almoçou, Beckett?

- Não, fiquei tão absorta naqueles relatórios que nem parei para comer.

- Você não deveria fazer isso. Agora fica se entupindo de besteiras.

- Quem fala! Vive comendo muffins, chocolates e todo tipo de porcaria. Você pensa que não sei que é Alexis que se preocupa com a sua alimentação e não o contrário? Ela mesma me contou.

Ele fez bico mas não desistiu.

- Mesmo assim, não justifica. Você precisa se alimentar...

- Castle, eu sei me cuidar. Droga! Eu já estava me satisfazendo com o biscoito agora você foi falar de comer e me deu vontade de comer uma boa massa acompanhada de um bom vinho tinto. E ainda tenho mais da metade do relatório para fazer...

Ela seguiu para a salão com sua caneca e sentou-se de frente para o computador. Ele sentou-se no seu lugar de sempre. Beckett ergueu as sobrancelhas e resolveu tentar.

- Castle, que tal você me ajudar? Você podia organizar as fichas das pessoas envolvidas conforme a linha do tempo enquanto eu faço o upload de todas as fotos do caso.

- Ok, vou te ajudar.

E ele pegou as fichas relacionadas ao caso. Beckett estava concentrada no computador preenchendo o relatório com as fotos e sua respectiva legenda. Quinze minutos depois, Castle fechou a quarta pasta que examinava.

- Isso é muito chato!

- Bem-vindo a rotina policial. Burocracia é realmente um saco.

Ele tamborilava os dedos sobre a mesa dela. Beckett tentava não se irritar com ele. Pegou as informações que ele já separara e começou a digitá-las. O barulho agora era outro. O apertar constante de uma caneta. Tec tec tec. Ela suspirou. Ele parecia estar desafiando-a mas no fundo, Castle estava entediado. Quando ele começou a bater a caneta na ponta da mesa, Beckett largou o arquivo que estava digitando e tirou a caneta da mão dele com um olhar de matar. A única coisa que Castle conseguiu dizer foi.

- Ninguém morre mais nessa cidade?

- Castle vai pra casa. Você está entediado e está me atrapalhando.

- Aqui é NY, tem sempre um motivo pra matar porque seu telefone não toca?

- Castle...

- Tá bom, vou deixar você em paz. Talvez Alexis esteja em casa agora.

Ele se levantou e sorrindo para ela se despediu.

- Bom trabalho, Detetive...

- Tchau Castle, prometo que se alguém morrer você será a primeira pessoa que eu ligarei.

Porém, ninguém morreu na tarde daquele dia. Beckett finalmente terminara o relatório e arquivou o caso. Também entregou os dados que Gates solicitara a ela. Cansada do longo dia em frente ao computador, ela só pensava em esticar o corpo por alguns minutos.

Chegou em casa, tirou os sapatos e o casaco deixando-os pela sala mesmo. Jogou-se na cama alongando as costas e os braços. Fechou os olhos e se permitiu uns minutos de sossego. Vinte minutos depois sentindo-se um pouco mais relaxada, Beckett levantou-se da cama, tomou um banho e voltou à sala. Sobre a mesinha de centro estavam o primeiro livro de Richard Castle de Derrick Storm e a novela gráfica abertas em paginas específicas.

Após ler a novela gráfica, Beckett resolveu pesquisar algumas dúvidas no livro de Castle. Esse era o grau de fanatismo que ela tinha pelas obras do escritor da mesma forma que ela também era fã de Temptation Lane. É claro que Castle não precisava saber do nível de tietagem que ela nutria pelas obras dele embora, ela sabia, ele desconfiasse.

Ela puxou o livro para cima do sofá e colocou a revista em quadrinhos no colo. Começou a reler a parte de onde parara ontem. Ela foi absorvida na leitura e nem reparou o tempo passar até o seu estômago começar a reclamar. Levantou-se com a revista nas mãos e foi até a cozinha checar o que poderia comer quando a campainha tocou.

Ela casualmente aproximou-se da porta ainda com os olhos na leitura e percebeu quem estava na porta.

- Castle?

Ela lembrou do que tinha em mãos e rapidamente tentou se livrar sem sucesso do livro, deixando-o cair no chão bem à frente dele. Castle abriu o sorriso.

- Olá, Beckett! Percebo que você está bastante ocupada se deleitando com a minha novela gráfica. Fico muito feliz.

Ele foi entrando no apartamento dela.

- Não é nada do que você está pensando, Castle. Estava apenas folheando as paginas, os gráficos são bem feitos.

- Não são melhores que a história com certeza.

- Não li.

- Mesmo?

Castle deu de cara com o livro sobre o sofá. Sorriu. Kate mordeu o lábio inferior. Ela fora pega no flagra. Ele não podia perder a oportunidade de zoar com ela.

- O que você quer, Castle?

- Bem, eu passei aqui para te convidar para irmos a uma cantina italiana muito boa, afinal você não estava com vontade de comer massa? É claro que não sabia que você estava tão envolvida com a leitura de Derrick Storm mas se serve de consolo, jantar na companhia do escritor e criador do personagem pode te dar algumas vantagens. Você poderá por exemplo tirar dúvidas, comentar cenas, dizer qual a sua frase preferida....

- Castle quer parar?

- Só estou sendo gentil! Aceita o meu convite?

Ela ficou olhando para ele ponderando a opção. Jantar com Castle poderia ser um programa bem divertido para o fim de noite além de não ter que ficar sozinha.

- Então, Detetive Beckett? Porque não desfrutar da companhia da sua celebridade favorita? Sou melhor que o próprio Derrick Storm. E nem todos tem o privilégio da minha companhia.

Ela revirou os olhos.

- Ok, Castle. Eu aceito porque estou morrendo de fome mas tem uma condição: nada de ficar me enchendo por causa dos seus quadrinhos, temos um acordo?

- Ah, qual o problema de conversarmos sobre isso? Um assunto que ambos gostamos e...

- Boa noite, Castle.

- Não, não tudo bem. Sem Derrick Storm, prometo!

- Ou Nikki Heat.

- Porque pensaria em Nikki Heat se estou com a minha musa de carne e osso?

Beckett não respondeu à provocação dele mas sorria intimamente. Gostava do jeito como ele demonstrava o respeito por ela e de certa forma a elogiava.

- Me dá cinco minutos.

Ela desapareceu para o quarto. Enquanto ela trocava de roupa, Castle sentou no sofá. Curioso, verificou o que ela fazia com seu livro e deparou-se com um bloco amarelo de anotações. Tinham perguntas sobre a história e alguns comentários com relação ao jeito dele de escrever uma história. Sabia que não podia levar o papel, mas resolveu o problema pegando seu celular e tirou fotos das anotações dela. Prometera que não ia falar disso hoje para ela só que isso não o impedia de achar um momento para explorar o que ela escrevera.

Nessa hora, Beckett aparece na sala trajando uma calça jeans, botas de cano longo preta e uma blusa azul decotada que realçava seu colo. O cabelo solto transformava a imagem em algo deslumbrante. Ele respirou fundo.

- Vamos?

Ao chegar perto dela já na saída da porta, ele sentiu o cheiro característico de cerejas. A marca registrada de Beckett.


Cantina Buena Sera


Castle entrou no restaurante conduzindo-a com a mão nas costas dela. Ele vinha cumprimentando varias pessoas no caminho até encontrar a mesa reservada para ele num local reservado ao fundo. Ele puxou a cadeira para ela como um perfeito cavalheiro. Sentou-se de frente para ela.

Um garçon já se aproximou dando a eles os cardápios.

- Olá, Mr. Castle. O que deseja beber? Vinho branco, tinto? Talvez um champagne?

- O vinho da casa. E traga umas bruschettas para nós.

- Pois não, senhor. Trarei num segundo.

- Você é cliente da casa não, Castle?

- Frequento essa cantina desde a época que escrevia meus primeiros livros de Derrick Storm. O dono é meu fã. Não é o restaurante mais badalado de New York mas é o meu preferido.

- Sendo assim, o que você recomenda?

- A massa aqui é caseira e os molhos divinos. Sugiro o tradicional. Fettuccine a bolognese. É maravilhoso.

- Aceito a sugestão.

O garçon serviu o vinho e deixou o aperitivo na mesa. Castle fez o pedido para ambos. Quando o garçon se afastou, Castle esperou ela saborear os primeiros goles do vinho para puxar conversa.

- Muito bom esse vinho...

- Sim, é cabernet sauvignon.

- Fiquei pensando sobre o caso que encerramos ontem.

- Em que sentido?

- Gosto quando durante um caso descubro mais sobre você. Principalmente quando a descoberta é algo que seja comum a nós dois. Kate Beckett fã de histórias em quadrinhos. Isso é o máximo.

- Como assim?! Não tem nada demais nisso. Muitas pessoas gostam de quadrinhos.

- Isso não é verdade, nerds, geeks esses sim gostam de quadrinhos. E você daria uma Elektra perfeita. Você tem o olhar poderoso, uma história de vida, a personalidade de Elektra é...

E ele se pos a divagar sobre a personagem. Beckett sorriu. Só mesmo alguém como Castle traria uma garota para jantar e conversaria sobre quadrinhos com ela. Era simplesmente quem ele era, sem disfarces, sem jogos. Podia conversar sobre as noticias do mundo, alguma manchete polêmica do país mas não, ele preferia divagar na fantasia. Não que ela se importasse, Kate gostava disso nele. Era um dos motivos que o tornava único. Quem precisa conversar sobre economia num encontro? O pensamento a pegou desprevenida. Encontro? Não, isso não era um encontro! Apenas uma noite agradável entre amigos. Mas a afirmação que ela mesma fizera não traziam segurança aquele pensamento de antes.

Beckett tomou um pouco mais de vinho e sorriu. Precisava ocupar a mente. Então, ela começou a discutir com ele sobre personagens dos quadrinhos.

- OK, você fica aí falando da Elektra, dando vários motivos para explicar porque escolhi a ela e quanto a você? Bruce Wayne? Você podia ser mais discreto mas acredito que Rick Castle tem uma veia megalomaníaca muito acentuada.

- Ora e porque não? Bruce combina comigo. É chique, clássico. Rico como eu, amante da tecnologia, misterioso...

- Misterioso? Castle você não tem nada de misterioso!

- Como não? Sou um homem que vive de mistérios.

A comida deles chegou no meio da conversa animada que faziam. Após serem servidos, Beckett provou a massa.

- Hum...que delicia!

- Eu avisei.

- Bem , onde estávamos mesmo? Ah, na parte que eu me intitulava um homem de mistérios, além de ser um autor de Best Sellers do gênero.

- Exato! Você escreve livros de mistérios porém ao contrário de suas histórias e personagens, você é um livro aberto. Totalmente transparente, Castle.

- Ah, Detetive Beckett... você sabe que a respeito como profissional mas tenho que discordar. Creio que o seu faro de detetive está enganado a meu respeito. Tenho meus segredos, Beckett.

- Você? O curioso? Você nem consegue guardar um segredo, Castle.

- Ah, Kate. Não julgue o livro pela capa.

Castle estava sério. A olhava intensamente e algo naquele momento fez ela sentir um arrepio percorrer-lhe a espinha. Ele falara sério. Castle tinha segredos e um deles pelo menos ela conhecia. Ele a amava. Para ele era um segredo já que ela dissera que não se lembrava de nada sobre o tiroteio. Para ela, era uma dúvida com a qual ela precisava lidar.

- Ok, Castle. Não vou discutir com você. Se tem segredos, vou descobrir. É disso que vivo esqueceu?

- Um brinde a uma noite entre amigos, Beckett.

Ela sorriu e virou o copo de vinho. Depois de um sorvete italiano maravilhoso, Castle pediu a conta e deixaram o restaurante. Beckett já ia descer as escadas para a estação de metrô quando ele a segurou.

- Onde você pensa que vai?

- Pra casa, Castle. Amanhã tenho que trabalhar.

- E que tipo de noite agradável eu poderia te oferecer se não a encerrasse com a sua bebida preferida? Vamos até a esquina tomar um bom café, Kate.

Por essa ela não esperava. Esses pequenos gestos dele eram as coisas mais importantes para ela. Beckett abriu o mais lindo dos sorrisos.

- Com direito a essência de vanilla?

- O toque final.

Eles entraram na cafeteria da esquina e Castle foi buscar os cafés enquanto ela se sentava observando o publico freqüentador do local. Na sua maioria estudantes com seus notebooks e livros bem acompanhados com um copo de café. Um grupo de amigas ria entre goles e alguns casais estavam namorando. Beckett percebeu que não havia uma pessoa sequer sozinha e agradeceu mentalmente por Castle estar ali com ela essa noite não tornando-a a exceção.

- Pronto! Aqui está seu favorito: Grande skim latte, two pumps sugar free vanilla.

- Obrigada Castle. Podemos ir andando? Caminhar um pouco.

- Vamos.

Lado a lado, saboreando cada gota de café, eles caminhavam e conversavam. Quinze minutos depois, eles saltaram de um taxi na frente do apartamento de Beckett. Ele a levou a ter a porta do seu apartamento. Quando entrou, Kate virou-se para ele e sorriu.

- Eu te convidaria para entrar para tomar café se já não tivéssemos feito isso e se eu tivesse café descente em casa.

- Agradeço o convite. Quem sabe em outra oportunidade? Eu preciso ir.

- Foi uma noite maravilhosa, Castle. De verdade. Obrigada.

- É sempre um prazer, Beckett. Talvez possamos fazer isso mais vezes.

- Eu adoraria. Boa noite, Castle.

O sorriso despontou no rosto.

- Boa noite, Kate.

Ele se inclinou na direção dela e beijou-lhe a bochecha. Virou fechando a porta entre si sem perceber que Beckett suspirava pelo gesto. Fazia tempo que ela não se tinha um momento tão bom. Os últimos meses da sua vida não tinham sido nada fácil e teve que reconhecer que afastar Castle da sua vida mesmo que por três meses fora um erro. De alguma forma, Castle sempre tornava seus dias mais interessantes.



Continua....

sábado, 10 de dezembro de 2011

[Castle Fic] Rise Again - Cap. 1




Rise Again
Autora: Karen Jobim
Classificação: PG-13/NC-17
Gênero: AU / POV Beckett
Advertências: Angst,Romance – A partir de SP Rise 4T
Capítulos: 1 de ?
Completa: [ ] Sim [ x ] Não

Resumo: Após levar um tiro, Beckett está entre a vida e a morte. Castle está desesperado e sente-se impotente por não poder ajuda-la. Uma long fic paralela para acrescentar um algo mais na vida do pessoal do 12º distrito.


Nota da autora: Está é uma fic diferente. A exemplo do que já fiz com outra série, a história aqui contada é uma AU da S4. Muitos dos elementos da temporada corrente estarão presentes, inclusive diálogos mas algumas situações serão tratadas de maneira diferente. Até agora estou muito satisfeita com o rumo da atual temporada de Castle porém sempre dá para criar coisas novas não? Espero que gostem.


Rise Again


Tudo parecia acontecer em câmera lenta. Em pequenos flashes. Ela não tinha conhecimento do que acontecera. Precisava saber. Kate abriu os olhos vagarosamente. A claridade a cegou por uns segundos, ela piscou várias vezes até adaptar-se à luminosidade do ambiente. Estava num quarto de hospital.

Hospital. Dores. Sangue. Tiro.

De repente, a memória voltou com a força de um furacão. Beckett tornou a fechar os olhos e mordeu os lábios. Tudo veio à tona. Montgomery, o funeral, tristeza, um disparo, ela atingida, Castle.

Castle.

Ele a empurrara ao chão, tentou protegê-la. Não foi tão rápido. Ela lembrava da face dele. Tensa. Preocupada. E então, aquelas palavras: Stay with me, Kate, I Love you. Aquilo era a última coisa que ela se lembrava. De algum modo, ela tinha sentimentos contraditórios quanto aquilo. Uma parte dela acreditava que foram as palavras de Castle e seu jeito sincero de olhá-la que a fizera querer lutar contra a morte. A outra parte, queria bloquear tudo o que acontecera, não se achava pronta para lidar com isso, não sabia o que tudo significava.

Ela estivera à beira da morte. Sobrevivera era verdade. Beckett porém, não se sentia completa. Algo mudara seriamente nela e Kate ainda não sabia o que isso traria para sua vida.

Batidas pequenas na porta chamaram sua atenção. O rosto familiar surgiu sorrindo. Josh. Ele se aproximou e beijou-lhe a mão. Beckett ensaiou um pequeno sorriso.

- Como você está, Kate?

O corpo todo doía, estava cansada e conversar era o que menos desejava no momento.

- Fraca e cansada. Muita dor.

- Você passou por uma cirurgia muito difícil. Esteve entre a vida e a morte. É natural que esteja assim. Precisa de repouso absoluto. Você quer que eu fique aqui com você?

- Não, só quero dormir e algo para a dor, Josh. Por favor.

- Tudo bem, vou chamar a enfermeira para aplicar uma dose de morfina em você. Estou de plantão já tem 48 horas. Vou para casa tomar um banho e volto.

- Descanse, você precisa.

Ele beijou-lhe a testa e saiu. A enfermeira voltou ao quarto e aplicou a droga. Em menos de cinco minutos, ela caiu em um sono profundo. Dormiu por quase oito horas. Ao acordar, sentia ainda muitas dores. Porém, esse não era o maior dos problemas de Beckett. A droga a ajudou a descansar não a ponto de esquecer aquilo que martelava em sua cabeça. As palavras de Castle.

I Love you. Três palavras poderosas. Seria esse mesmo o sentimento dele para com ela? Não teria sido um impulso? As vezes, ela gostaria de acreditar que sim porém o medo registrado em seu olhar dizia outra coisa. Ela estava muito confusa, não sabia o que fazer. Ela também tinha medo. Era uma detetive competente, respeitada em seu meio, destemida. Era. Agora, ela se transformara numa vitima de um atirador de elite e sabia que tudo isso era devido ao caso inacabado da sua mãe.

Diante de todos os fatos, ela escolheu o seu caminho. Beckett decidiu por bloquear qualquer emoção ou sentimento inseguro que pudesse estar atrapalhando sua recuperação. Não estava pronta e nem raciocinava corretamente para entender ou escolher qual o melhor caminho a seguir. Ela optou por se fechar em copas.


Um dia depois...


- Castle...

Beckett acordara chamando por ele. Ela estranhara a ausência dele até agora. Sentia falta dele mais do que gostava de admitir. Estava sozinha no quarto o que foi um alivio para ela afinal o que Josh pensaria se ouvisse ela chamando pelo escritor?

Já passava das 10 da manhã quando Beckett estava sentada na cama fazendo um pequeno lanche com o namorado a seu lado. A porta se abriu e Castle surgiu segurando um buque de flores. Ao vê-lo, o sorriso despontou e o coração acelerou. Era bom ver o rosto dele novamente. Isso de certa forma a deixava calma. Josh estava com ela e ao vê-lo despediu-se a contragosto para dar um tempo a ela.

- Hey, Castle...

Um sorriso cansado e uma ligeira preocupação com a aparência.

- Devo estar horrível pelo jeito que você está me olhando.

- Não, é que eu não pensei que ia vê-la novamente.

Ele sentou ao lado dela. Beckett tentava disfarçar o que sentia por vê-lo ali. Ela já fizera sua escolha.

- Soube que você tentou me salvar...

- É...soube? Você não se lembra?

- Não me lembro de nada.

A feição de Castle assumiu um misto de dor e frustração. Ela não se lembra.

- Você não lembra...do tiro?

- Não, a ultima coisa que eu lembro é de estar no púlpito e depois escuridão.

Ele não acreditava no que estava ouvindo. Não podia ser verdade. Beckett se preparava para dizer algo que iria tornar a expressão dele ainda mais triste. Sim, ela reparara o quanto as palavras por ela pronunciadas o deixaram triste.

- Algumas coisas são melhores se forem esquecidas. Estou cansada,Castle.

- Tá certo, conversaremos amanhã.

- Castle...talvez eu precise de um pouco mais de tempo para me recuperar.

- Ok, quanto mais?

Kate sentiu um aperto no coração ao olhar para ele e falar.

- Eu te ligo, ok?

- OK.

Saiu. Beckett olhava para a porta fechada a sua frente. Mordia o lábio. Ela odiara o que acabara de fazer.

Rick Castle caminhava pelo corredor alheio a tudo ao seu redor. Ainda não conseguia acreditar no que ouvira. Ela não se lembra de nada. Ela não tem recordação do que aconteceu então...ela não sabe que ele se declarou, que disse que a amava. Droga! Não deveria acontecer assim. Vê-la tão pálida e cansada naquela cama de hospital mexera com ele. Kate Beckett não era nem de longe a mulher, a detetive forte que ele conheceu e que amava, correção, ama. Tão frágil... e agora ela queria um tempo. Pra pensar? Tentar se lembrar? Ou simplesmente esquecer?

Não. Beckett não era uma mulher de desistir. Esse era um dos motivos que fizeram ele se apaixonar por ela. Ela não colocaria essa história de lado, ela a investigaria a fundo custe o que custasse. Ela desafiaria a todos que cruzassem seu caminho para saber quem atirou nela. Essa era a sua Beckett. Determinada. Exceto que agora ela não agia assim. Para Castle, trabalhar com a melhor detetive de NY tornara-se um privilegio, um prazer. Ele não estava disposto a se afastar, como ela não queria deixar assassinos impunes. Precisava honrá-la de qualquer forma. A Montgomery que dera a vida por ela e a própria Beckett, a mulher que amava. Castle não descansaria enquanto não descobrisse algo que a ajudasse a pegar o filho da mãe que fizera isso a ela. Tinha que voltar ao distrito e cavar essa história. Devia isso a ela.


Três meses depois...


Beckett voltara a pisar essa manhã no 12º distrito. Trazia consigo o colar com o anel de sua mãe. Era uma espécie de amuleto e um lembrete de que aquilo ainda não acabara. Fora recebida com alegria pelos colegas. Ryan e Esposito aproveitaram e a encheram com toda a informação possível sobre o que descobriram sobre o seu atirador. Também acharam muito estranho ela não saber de nada já que o mérito de tudo o que descobriram ate agora tinha sido de Castle. Ambos ficaram espantados por saber que ela não falava com ele a três meses. Do mesmo modo, Beckett também ficara surpresa ao saber que ele continuava indo ao distrito e correndo atrás de pistas para achar o atirador.

O primeiro encontro com a nova Capitã não foi dos melhores. Ela sabia que teria problemas daqui para frente. Um caso de homicídio surgiu e os meninos deixaram o distrito. Beckett sentou-se a sua mesa e suspirou.

Três meses. Ela não falava com Castle a longos três meses. Na verdade, ela tentava esquecer um pouco de toda a loucura que tomara conta da sua vida. Kate se isolou na cabana do pai, rompeu com o namorado e bloqueou ao máximo todas as recordações daquele dia e com ela a pessoa de Castle. Desde que começara a trabalhar com ele, Beckett nunca ficara tanto tempo sem falar com ele. E ainda assim, ela não deixou de pensar nele. Ela ainda tinha medo do que significaria encará-lo novamente, de como seria trabalhar com ele e tê-lo a seu lado constantemente.

Porém saber o que ele andara fazendo na sua ausência, da sua dedicação para com ela e o ocorrido, a fez sentir-se grata e em débito com ele. Castle sempre esteve lá por ela. Sempre. De alguma forma, ela teria que trazê-lo de volta a sua vida. Tê-lo por perto nem que fosse para agradecer de maneira torta. Ela sentia tanta falta dele mas do que estava disposta a admitir. Essa fora a razão que terminara seu romance com Josh. Nem de longe ela percebia nele a devoção que via em Castle mesmo que fosse uma amizade, era mais verdadeira e dedicada que seu relacionamento com o médico.

Ela ainda se recordava da maneira como Josh reagira. Ele tinha ido visitá-la na cabana de seu pai. Fazia dias que não se viam, falavam-se moderadamente por telefone. Quando Josh dissera que vinha visitá-la, Beckett sabia que não podia mais adiar sua decisão. Não foi um fim de relacionamento fácil.

- Precisamos conversar, Josh.

- Essa frase nem sempre é sinônimo de boas noticias Kate.

- Não, você tem razão.

- Você vai terminar comigo? Quer ficar sozinha depois de tudo que passou? Acha que essa é a melhor resposta agora, que é a coisa certa a fazer?

- Você não sabe o que eu passei...

- É claro que sei! Você levou um tiro, quase morreu. Tudo por um impulso de querer achar o assassino da sua mãe, por se deixar levar por um idiota.

- Não foi só um tiro e nem por impulso. Eu perdi um amigo, eu me arrisquei por justiça! Não foi só um tiro, não é só um caso. É a minha mãe!

- Sua mãe está morta Kate. Quanto mais você terá que sofrer para perceber que ela se foi?

- Ela se foi mas isso não significa que devo esquecê-la e deixar tudo pra trás. Não é minha natureza e se você não consegue entender isso é mais um motivo para não estarmos juntos.

- É por causa dele não? Essa sua insanidade, o fato de jogar-se nessa caçada louca, é tudo culpa daquele escritor idiota e as fantasias dele.

- Não meta o Castle nisso.

- E ainda o defende. Há!

- Sabe Josh ao contrário de você, Castle não me critica pelas escolhas. E você está errado. Não é ele que me puxa para encontrar o assassino da minha mãe, a diferença é que ele não sai do meu lado durante a caçada.

Kate tinha lagrimas nos olhos. Baixou a cabeça por uns segundos a fim de se recompor. Voltou a falar.

- Apenas vai embora, Josh. Você merece alguém que realmente o entenda e goste de viver em seu mundo. Eu não sou essa pessoa. Somos muito diferentes e eu não estou pronta para lidar com isso. Não estou pronta a deixar meu passado para trás.

- Kate, como pode? O que esse cara tem?

- Ele me entende.

Beckett sabia que tinha algo importante a fazer. Pegou o casaco e deixou o distrito.


XXXXXX



Rick Castle lançara mais um romance da série Nikki Heat. Ele estava autografando em uma livraria pacata de New York hoje. Infelizmente, o trabalho que tanto adorava parecia para ele agora tão sem sentido, tão mecânico. Tudo porque sua verdadeira inspiração decidira desaparecer totalmente de sua vida e ele sequer sabia o porquê disso. Três meses, porque você sumiu Kate?

Essa pergunta inundava a mente do escritor com uma freqüência bem maior do que ele podia suportar. Isso o fazia sofrer. A cada toque do seu celular, ele pulava assustado achando que poderia ser ela dessa vez.

Agora ele estava ali, assinando livros para leitores assíduos, pessoas que o admiravam e o fazia como alguém que servia o lanche da cantina da escola do bairro. Castle queria apenas saber se ela estava bem. Será que o esquecera por completo? Ele apenas queria saber...

Nomes e mais nomes. Agradecimentos e assinaturas e então.

- A quem devo dedicar?

- Pode dedicar a Kate.

A voz. Ele ergueu a cabeça do livro e a fitou. Era realmente ela à sua frente. Kate Beckett. Sua musa, sua amiga, seu amor. Ele assinou o livro e a fila se moveu. Meia hora depois, ele encerara a sessão e deixou a livraria agradecendo a todos. Kate esperava por ele e francamente ele não sabia se deveria conversar, discutir ou mesmo falar com ela. Ele estava magoado demais. Ela o ignorara após tudo o que passaram, após vê-la morrer bem na sua frente.

- Castle, espere...

- Eu esperei por três meses. Você nunca ligou.

- Sei que está com raiva...

- Pode apostar que sim!

Ele virou-se para ela. O semblante sério.

- Eu a vi morrer numa ambulância. Sabia disso? Sabe como é? Ver a vida se esvair de alguém que você... – ele pausou por um segundo, não ia dizer a palavra, não dessa vez – gosta?

- Eu disse que precisava de tempo.

- Você disse alguns dias...

- Eu precisei de mais.

- Deveria ter avisado.

- Castle ,espere. Eu não podia te ligar. Não sem reviver tudo o que estava tentando me afastar. Precisei de tempo para digerir tudo isso.

- Josh te ajudou?

- Nós terminamos.

Apesar da raiva, aquelas palavras acalmaram seu coração. Ela terminara o namoro. Ela estava sozinha. Beckett fechou a cara e virou-se indo embora. Castle relutou e brigou consigo mesmo diante do que acabara de acontecer ali entre eles. Foi atrás dela.

Sentados no balanço de uma pracinha, eles não se falaram por algum tempo. Beckett folheava o livro em suas mãos criando coragem para puxar assunto.

- Gostei da dedicatória.

- Pareceu apropriada.

- Deve ter sido difícil escrever esse final.

- Sim, dadas as circunstâncias foi sim.

Ele esperou uns segundos. Ele precisava matar a curiosidade.

- Porque vocês terminaram?

- Eu realmente gostava dele. – olhando para Castle reafirmou – Mas não era suficiente.

Ela tomou coragem e falou.

- Depois que a minha mãe morreu, algo dentro de mim mudou. É como se eu tivesse construído um murro dentro de mim. Não sei, acho que não queria sofrer daquele modo de novo.

Ela olhava para ele.

- Eu sei que não conseguirei ser o tipo de pessoa que gostaria, sei que não conseguirei ter o tipo de relacionamento que quero até que essa parede seja derrubada. E não acontecerá até que eu encare isso.

Ela olhava para ele buscando um sinal de compreensão, de aceitação. Os olhares intensos apenas revelavam a cumplicidade de ambos. Ele sabia que demonstrar seus sentimentos era algo difícil e totalmente fora do estilo e da personalidade de Beckett. Isso significava que de alguma forma, ela tentava dizer que sentia muito.

- Então acho que teremos que achar esses caras e acabar com eles. Isso não significa que eu não estou mais bravo.

- Os rapazes me contaram o que você fez, seguiu o rastro do dinheiro. Procurou os policiais pagos.

- Eu gostaria que tivesse sido útil. Eu localizei os arquivos mas quando o banco fechou pegaram todos os arquivos e guardaram num armazém em Union City. Anos depois houve um incêndio e eles foram destruídos. É só mais um beco sem saída.

- Como o incêndio aconteceu?

- Foi um acidente, fiação velha.

- Tem certeza?

- Sim, foi investigado.

- Viu o relatório do investigador?

- Não, mas incendiar um armazém? Parece muito trabalha por alguns arquivos.

- Não mais trabalho do que já fizeram antes.

E como um passe de mágica, ela sentiu-se satisfeita. Não só vira a dinâmica com Castle voltar a funcionar como ela gostava, mas também encontrara algo para seguir com a investigação. Só tinha um problema. Gates.

- Como você vai voltar se foi expulso pela Gates?

- Eu só deixei ela me expulsar porque não havia razão para ficar. Ela vai me aceitar.

Beckett sorriu. Ele ia usar o prefeito. Para Castle, era muito mais que apenas voltar ao distrito e fazer pesquisas, investigar casos. Para ele, era a forma de estar ao lado dela, ajudando-a, protegendo-a. E isso era tudo que importava por hora.

Ao voltarem ao distrito já tinham um caso e acabaram por envolver-se nisso não sem esquecer a investigação sobre o armazém que faziam escondidos. A rotina parecia ter voltado a vida deles com seus procedimentos, suas obrigações e uma capitã osso duro de roer até o momento em que Beckett ficara frente a frente com uma arma apontada para ela.

Naquele galpão, ao encarar a arma apontada para si, Beckett fraquejou. A respiração tornou-se pesada, ela foi paralisada pelo medo. Seus olhos indicavam pânico e tudo que ela fez foi baixar a guarda e ficar parada ali, sem qualquer reação. Ela não ouvia nada que acontecia ali por vários minutos. Apenas sentia sua mão tremer segurando a própria arma. Guardou-a no coldre ainda muito afetada pelo que acabara de acontecer com ela.

De volta ao distrito, ele a questionou. Vira tudo. O medo, o tremor. Ele insistira para que eles conversassem e ela negou. Disse apenas que não aconteceria novamente. Saiu dizendo que ia investigar o incêndio. Castle não a deixaria sozinha nessa. E tinha razão, ela ainda estava muito abalada com tudo. Ele a acompanhou até o apartamento dela. Discutiam detalhes do caso e tentavam conecta-lo com tudo que sabiam. Ela estava desesperada. Ela precisava acreditar que aquele incêndio fora culposo. Era a única pista que tinha.

Castle tentou convencê-la do contrário e a reação de Beckett partiu seu coração. Ela tinha os olhos cheios d’água quando dissera aquelas palavras. Todos se foram, Castle. E por esse motivo, ele estava debruçado em todos os dados que tinham, tentando achar algo solto, uma pista, qualquer coisa que desse a ele a oportunidade de conseguir respostas. Castle não estava preparado para aquele telefonema e as informações que recebera. Ele precisava mantê-la afastada do caso, para sua própria segurança. Era uma tarefa difícil, arriscada em se tratando de Beckett. Precisava convencê-la. Sua vida dependia disso. Ele não arriscaria perde-la novamente. Mesmo que isso estivesse criando problemas com a sua família. Independente da opinião da sua mãe ou de Alexis. Beckett era parte importante da sua vida tanto quanto elas.

E com as palavras certas, ele conseguiu. Ela se rendeu ao argumento dele. Voltaram ao caso, trabalharam juntos e descobriram a pista do verdadeiro assassino. Ao voltar ao galpão onde ela sofrera a sua parada, onde encarara o medo, Beckett foi surpreendida pelo assassino. Mas ela não sucumbiria dessa vez. Buscando toda a força necessária dentro de si, ela gritou com Mitch. Castle estava a seu lado dando-lhe apoio, incentivando-a a manter a calma. E ela conseguiu vencer o temor que a assombrara antes prendendo o cara.

Eles se despediram não sem antes ela agradecer por estar lá com ela. Castle fez uma promessa a ela, achariam um modo de resolver aquilo tudo. Por hora, deixariam assim.

Ao voltar para casa, Castle conversou com a filha e acabaram por entender-se sobre Beckett. No escritório, ele acessou um arquivo com o nome dela na tela de led. Todas as conexões que juntara até ali, todas as pistas e dúvidas existentes. Seu próprio arquivo confidencial. Seu segredo obscuro. Beckett não sabia e ele pretendia manter assim. Tudo isso era demais para ela suportar agora.

Beckett deixou o distrito pensativa. Fazia apenas dois dias que voltara ao trabalho e sabia que estava longe de ser aquela detetive rápida e exemplar de antes. Estava abalada. O tiro, sua mãe, a quase morte, Castle. Nada disso podia ser esquecido. Era parte dela e por esse motivo a afetava tanto. Ela entrou no consultório. Sabia que precisava voltar a ser quem era, precisava enfrentar seus demônios, seus medos. Pela sua mãe, por Castle, por ela.

Sentada de frente para o psicólogo, Beckett começou a falar. Se queria suportar tudo isso e se reerguer novamente, antes de mais nada, ela precisava dizer a verdade.

- Eu menti antes.

- Do que você se lembra?

- Eu me lembro de tudo.

Ela sentiu o impacto daquelas palavras. Poderosas. Ela conseguia ver o rosto de Castle apreensivo, ouvir as palavras dele. Se queria seguir em frente, quebrar o muro que construíra ao seu redor, ela precisava se abrir, precisava falar.

I Love you, Kate.

Ela teria que aprender a entender o quanto aquela frase podia mudar sua vida. Enquanto não fizesse, este seria seu segredo.

À noite em seu apartamento, Beckett serviu-se de uma taça de vinho. Assim que os primeiros goles de álcool atingiram seu corpo, ela se sentiu tomada por uma solidão enorme, um medo sem explicação, uma tristeza e a saudade da mãe tirada tão abruptamente da sua vida.

Ela chorou. Verteu lagrimas até não poder mais suportá-las. Em posição fetal, ela enrolava-se na cama, o corpo tremendo pelo choro compulsivo que vinha em ondas até ela. A respiração forte a fez buscar por ar enquanto acalmava o coração. A cabeça latejava já não chorava mais. Extinguira todas as lagrimas.

O celular tocou sobre a cabeceira da cama. Ela não atenderia. Não queria. A insistência era grande. Ela esticou-se para pega-lo. No display, havia o registro de ligações perdidas. Castle. Ela mal checara a informação quando o celular tornou a tocar.

- Hey...

- Kate, está tudo bem? Te acordei?

- Não, só estava deitada. Está tudo bem, Castle.

- Eu acabei saindo com pressa do distrito e acabei por não falar direito com você. Ia te chamar para comer alguma coisa.

- Não precisa, Castle. Estou cansada. Nos falamos amanhã ok?

- Está tudo bem mesmo, Beckett?

- Sim, Rick. Boa noite para você.

- Kate, você sabe que estarei ao seu lado não importa como nem porque. Always.

- Eu sei Castle, obrigada.

- Durma bem e precisando, me ligue. A qualquer hora.

Ela encerrou a ligação. Um sorriso inocente surgiu em seus lábios. Dissera para si mesma.

- Um dia de cada vez, Kate. Um dia de cada vez.



Continua....

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

[Castle Fic] Opening Doors - Epílogo




Atenção....NC-17!



Opening Doors – Epílogo
Autora: Karen Jobim
Classificação: NC-17
Gênero: AU / Missing Scene POV Beckett
Advertências: Angst,Romance – Episódio 3x22 LA
Capítulos: One-shot
Completa: [ x ] Sim [ ] Não

Resumo: Para as curiosas de plantão! Castle e Beckett estão no avião de volta para NY. Seqüência de Opening Doors. Você deve ler a primeira para entender...

Nota da Autora: Exclusivamente para aquelas que leram a fic anterior Opening Doors. Afinal, promessa é dívida. Rapidinha como bem, entendam o trocadilho. Perdoem pela frase inicial, sempre quis dizer isso kkk

Opening Doors - Epílogo



Previously on Castle ....

- Era essa sua idéia de diversão, Kate? Dar uns amassos a milhares de metros de altura?

- Na verdade, eu pensei que...

Ela aproximou-se do ouvido dele e sussurrou.

- Me encontre no banheiro em cinco minutos...

- Beckett você está sugerindo o que eu estou pensando?

Castle arregalou os olhos e fitou-a. O olhar de Beckett confirmara suas suspeitas.

- Você é uma policial! Não pode fazer isso...

- Não tenho jurisdição aqui em cima Castle. Ainda não sobrevoamos New York. Pensei que você

era mais aventureiro, gostasse de arriscar...

Ela debruçou o corpo todo sobre ele, provocando passou a língua nos lábios e deixou uma das mãos deslizar pelo peito dele.

- Então, Castle...é pegar ou largar, o que você escolhe?

Castle suspirou profundamente sentindo a fisgada na virilha em resposta.

- Eu pego, Beckett... não precisa perguntar duas vezes.

Ele acariciou o seio dela sobre a blusa e a fez gemer baixinho.

- Cinco minutos, nem um segundo a mais.

E sorrindo ela desapareceu pelo corredor do avião rumo ao banheiro. Castle a acompanhava com o olhar. Ele amava um desafio porém nada superava seu fascínio por um mistério. Não era à toa que estava fascinado por ela. Kate Beckett, o maior mistério da sua vida.


XXXXXX


Kate Beckett caminhava sorrindo até o banheiro que fica na parte traseira do avião. Tinha certeza que surpreendera Castle. Ela mesma tinha se sentindo um pouco ousada demais porém, essa não seria a primeira vez dela nesse departamento e podia apostar que não seria também a sua última.

Cautelosamente, entrou no banheiro e fechou a porta. Avaliou bem o espaço disponível. É, seria suficiente para uma rapidinha digamos assim. Apenas de pensar em se espremer com ele naquele pequeno espaço, ela podia sentir o corpo cedendo à tentação. A umidade começava a tomar conta de seu centro.

Para adiantar as coisas, Kate livrou-se da calça e abriu os botões da camisa deixando o soutian à amostra. Ajeitou os cabelos e esperou por ele.

Castle consultou o relógio para saber se poderia já se levantar. Ele era o típico viajante tarimbado. Não usava calçado. Estava usando apenas as meias que a companhia aérea o entregara e foi com elas que ele seguiu pelo corredor. Por mais aventureiro que fosse, Castle nunca fizera essa loucura. Seria a sua primeira vez e apenas o pensamento deixava-o excitado. Mais ainda quando ele pensava que essa ocasião totalmente nova seria desfrutada junto de Beckett.

Finalmente ele chegou à porta do banheiro. Respirou fundo e bateu lentamente com os nós dos dedos na porta. Estava ansioso e seu corpo já demonstrava o nível disso fisicamente. A porta foi destrancada levemente para deixá-lo entrar. Ele sorrateiramente deslizou para dentro do banheiro travando a porta atrás de si.

Beckett estava encostada no canto entre a pia e o vaso. Ao virar-se para ela, percebeu que já se desfizera da maior parte das roupas. Usava um soutian rendado branco combinado com a calcinha. A imagem à frente de Castle era prazerosa.

- Acredito que você não está acostumado com espaços pequenos, não Castle?

- Acertou...

- Tudo bem, o objetivo aqui é permanecermos a maior parte do tempo com nossos corpos colados.

Dizendo isso, ela começou a desabotoar a camisa dele seguindo logo para calça. Tinha de ser rápida para não dar bandeira. Ficou feliz ao ver que ele já estava a ponto de bala o que com certeza facilitaria muito. Sugou os lábios a sua frente com paixão. Castle deslizou suas próprias mãos pela cintura dela enlaçando-a. Baixou a calcinha e quebrou o beijo sorrindo. Beckett livrou uma das pernas da lingerie e apoiou-a na tampa do vaso deixando um bom espaço para ele.

Castle beijou-lhe o colo e acariciou os seios sob o soutian enquanto sentiu as mãos de Beckett em seu membro alisando-o para cima e para baixo. Ela gemeu ao sentir a boca tocá-la e beija-lhe a pele.

- Castle....rápido...

Ela já estava pronta para ele.


Ele segurou-a pela cintura e penetrou-a de uma vez. Ela mordeu o ombro dele para evitar o grito. Ele puxou a perna dela que estava sobre o vaso para mais perto dele e a usava para impulsionar-se nela. Os movimentos eram rápidos, ela passava as mãos pelo cabelo dele e enroscava os braços no pescoço buscando apoio.

Beckett sentia o corpo tremer e ser pressionado contra a parede. Mordiscou o lóbulo da orelha dele e sentiu mais uma estocada com pressão tomar-lhe totalmente. A explosão do orgasmo fora imediata. Mas Castle não queria parar por ali. Continuava bombeando dentro dela e resolveu trocar de posição. Puxou-a junto com ele buscando o apoio da pia. Suspendeu-a e colocou-a sentada meio sem jeito no local. O movimento quebrou o contato entre eles e ela soltou um gemido reclamando.

A falta de contato demorou apenas uns segundos, tempo necessário para ele se posicionar com cuidado e penetrá-la novamente. Beckett enlaçou as pernas na cintura dele e espremeram-se desajeitadamente no pequeno espaço. Ela segurou-lhe o rosto e beijou-o fervorosamente. Sentia que seu corpo estava a ponto de ceder a mais uma onda de orgasmos e por isso sussurrava palavras de incentivo ao ouvido dele.

Castle estava à beira do prazer intenso. Ela o levava à loucura e por conta disso ele a queria em êxtase. Apesar do seu próprio corpo já mostrar sinais de rendição, ele precisava fazê-la gozar uma vez mais. Aumentou o ritmo e com uma das mãos baixou o tecido do soutian traçando o mamilo de um seio com a ponta da sua língua. As unhas dela cravaram-se nos ombros somente para deixá-lo mais duro dentro dela. Podia sentir o movimento interior que ela provocava ao se contorcer no membro dele. Ele beijou o mamilo e sugou o seio vagarosamente. Beckett mordeu o próprio lábio pelo prazer que sentia. O corpo começara a tremer mais uma vez e ela buscou nos lábios dele a intimidade que só um beijo mesmo ardente podia dar aquele momento súbito de desejo que experimentavam.

E com o beijo, ela sentiu o corpo amolecer com a força de mais um orgasmo. Castle sufocou o próprio grito de prazer durante o beijo enquanto se esvaziava dentro dela.

Suados, permaneceram calados. Ela dobrava todo o corpo sobre ele que tentava equilibrar-se para recuperar um pouco as forças das pernas. Ele beijou-lhe o rosto e ajeitou os cabelos dela para trás da orelha.

- Louca...

Sorrindo ela respondeu:

- Não seja puritano, Castle. Esse é um bom meio de aliviar o estresse.

Ela se desvencilhou do corpo dele e esbarrando de vez em quando conseguiu vestir-se novamente. Brincando com o dedo indicador na covinha do queixo dele, ela lambeu os próprios lábios e sussurrou.

- Não demore...estou morrendo de vontade de beber um champagne para celebrar. Nada mal para sua primeira vez.

- O que?

- Relaxa, Castle. E se vista antes que suspeitem de algo...

Ela deixou o banheiro e retornou a poltrona. Dois minutos depois, ele se sentava ao lado dela. Beckett notou que a camisa dele estava abotoada erroneamente e os cabelos todos desarrumados. Ela cuidadosamente ajeitou os botões trocados e passou a mão com carinho arrumando os cabelos deixando aqueles fios teimosos caírem sobre a vista dele. Aquilo era um charme a mais em Castle, pensou.

- Beckett, o que deu em você?

- Nada. Peça a bebida.

Ele chamou a comissária de bordo e pediu duas taças de champagne. Assim que os serviu e se afastou, ele virou-se para ela. Com um sorriso de tirar o fôlego, Beckett estendeu a própria taça batendo na dele para um brinde.

- Aos bons momentos...

- Kate Beckett o que você fez com a detetive linha dura que eu conheci.

- Absolutamente nada. Usando suas palavras, sou um mistério e o que acabamos de fazer é apenas uma demonstração do que posso esconder de você.

- Tem mais?

A cara de moleque ao perguntar isso fez o coração de Beckett disparar. Esse seu jeito maroto sempre mexera com ela mesmo quando a irritava.

- Muito, muito mais... então Castle seu talento de escritor de mistérios será suficiente para me desvendar?

- Ah, Beckett...vou desvendá-la nem que seja a ultima coisa que eu faça.

E inclinou-se sobre ela surpreendendo-a com um beijo. Na janela ao lado dela, via-se as primeiras imagens de New York. Estavam voltando para casa.


The End.

sábado, 3 de dezembro de 2011

[Bones] The Man in the Mail




Acabei de assistir a esse epi de Bones e gostei da abordagem criada porém, como escritora tenho algumas coisas a criticar. Tentarei fazer comentários breves e talvez não siga a minha linha normal de comentários.



Esse episódio em particular foi voltado para uma situação emocional. A morte do pai de Booth. Compreendo totalmente a idéia de mostrar isso. Gosto de episódios dramáticos e com carga emocional grande então porque considerei esse algo mediano?



A Resposta? Pequenas atitudes com grande impacto.




Pops aparecendo! Sempre é algo bom :) Infelizmente as notícias dessa vez não são. Booth reage a morte do seu pai com uma certa indiferença, o que é compreensível pela sua história. O que não aceito é toda a agressividade despejada durante todo o episódio nas pessoas que só queriam ajudá-lo.



Booth foi bruto com Brennan - caramba (não era isso que queria realmente escrever), ela até sugeriu que ele não pegasse o caso. Ele também foi bruto com o Pops, será que ele não percebe que por mais que o filho seja um bosta, todo pai/mãe o ama da mesma forma. Gostei muito de ouvir as palavras do Pops sobre isso. Acredito que serve para todos nós.



Bem, voltarei no emocional depois. Vamos as partes cômicas:



- Clark...ele não dá uma dentro. A cena com a Bren mexendo nos seios por causa do incômodo muito engraçada e todas as vezes que Clark tentou fazer algo pra superar o episódio anterior, ele fazia algo estranho , tadinho! Essas cenas só acontecem com o Clark, tudo porque ele quer ser o mais profissional possível. LOL



- Hodgins parece criança brincando com todo o tipo de artefato e arma...tsctsctsc



- Brennan nonsense... e inocente! É sempre bom ver momentos assim.




Pontos Altos:





- A cena do carro onde mais uma vez Brennan tenta fazer Booth falar. A carinha dela é muito linda e lá vai ele cortá-la com rispidez. E a troca de assunto? Do you mind if I sleep naked tonight? Sure, not at all... (mente pervertida vagou...) , oh Bren...



- Angela e Bren conversando também foi uma cena interessante. Claramente, Bren se preocupa com ele e quer ajudá-lo, o fato dela pedir ajuda a Angela deixa isso evidente. E aquela frase da Angela só você pode dar a Booth o que ele precisa? (pq pensei em outra coisa com isso? mente pervertida parte 2 - oh, lord!)



- Pops e a carta... não há o que comentar, fiquei emocionada. As palavras foram tocantes. Ponto para o nosso amado Pops.




Pontos Baixos/Ruins:



De novo o caso foi muito fraco e pra variar se perdeu em meio ao emocional do episódio.



Gente, qual o papel da tal Agente Shaw?! Ainda não vi a razão...substituir Bren na licença-maternidade?



A Cam tá mais pra estagiária que Chefe.... #justsaying




A Melhor Cena:



Acho que todos concordam que foi a cena final. Porém, antes de falar de Booth e Boreanaz vamos ao início da cena. Brennan. Durante todo o episódio, Booth se fechou para qualquer ajuda que ela quisesse oferecer. Mesmo assim, ela achou uma forma de confrontá-lo e da melhor maneira possível. Ela foi direta mas emocional. E ao contrário do que ela pensa, disse sim a coisa certa. E o fez perceber que ele tinha que passar por aquilo. Achei lindo ela se lembrar das histórias....



Ver Booth abrindo aquela caixa e lembrando dos momentos felizes com seu pai trouxe algumas emoções à tona. O momento foi tocante, ele relembrando a World Series e chorando. Boa atuação de Boreanaz mas não vale o PCA/Emmy etc.



Meu comentário final talvez não agrade a muitos. Estava totalmente spoilerfree e por isso posso dizer: ainda não foi um grande episódio. Foi bom e emotivo. Fazendo a fatal comparação com o episódio emocional de Brennan...sorry, deixou a desejar. E me xinguem mas Brennan continua fazendo a diferença mesmo em um episódio centrado em Booth.



Faltou emoção, porque Brennan não podia abraçar Booth? Ou beija-lo, fazer carinho? Eles são um casal! E um deles acabou de perder um ente querido, cadê o apoio? Droga de pudico ....HH arfff



No geral, 8,5... ainda foi o melhor episódio da S7. Porém o conjunto continua a ter falhas. Sabem quanto teremos um episódio breathtaking? Quando o caso investigado se misturar a situação emocional de algum personagem, de preferência nosso casal principal. Aí sim, teremos todos os elementos necessários de um ótimo episódio.


Lembrando mais uma vez.... minha opinião, ok?




See Ya!

[Castle Fic] Opening Doors




Opening Doors
Autora: Karen Jobim
Classificação: PG-13/NC-17
Gênero: AU / Missing Scene POV Beckett
Advertências: Angst,Romance – Episódio 3x22 LA
Capítulos: One-shot
Completa: [ x ] Sim [ ] Não

Resumo: A ida para Los Angeles logo após a morte de seu ex-parceiro acabou por mexer com os sentimentos de Beckett. Castle como sempre embarcou na aventura junto com ela mesmo que o Capitão a tenha dispensado e afastado do caso. O clima da cidade, a frustração ou simplesmente as palavras de Castle? Algo estava mexendo com Beckett... e afinal qual seria o resultado dessa viagem?


Nota da autora: adorei esse episódio de Castle e sempre quis escrever a cena que faltou. Ao ver Beckett fechar a porta pela segunda vez queria morrer! Porem, isso é apenas uma missing scene. Nada de exagero, analises de relacionamentos ou angst. Pura diversão. Ah, mudei algumas coisinhas do episódio mas nada grave. Espero que gostem.

Atenção...NC-17!!!



Opening Doors


Los Angeles
Primeiras horas da manhã


Beckett abriu os olhos. Os primeiros raios de sol já invadiam o quarto de hotel pairando sobre a cama. Ela esfregou os olhos ainda preguiçosa embalada pelo calor do edredom. Ela estava sem roupa. Ao virar-se para o outro lado da cama, percebeu o vazio. Suspirou.

Lentamente, ela se levantou da cama. Puxou o roupão que estava em cima da cadeira. Vestiu-o. ajeitou os cabelos e foi até o banheiro. Após fazer a primeira higiene do dia, ela finalmente saiu do quarto não se importando por não vestir nada por baixo do roupão.

Assim que abriu a porta, ela o viu sentado à mesa com uma xícara de café na mão.

- Bom dia, Kate...

- Caiu da cama, Castle?

- Não, acordei cedo e cuidei do nosso café da manhã. Aceita um croissant? Brioche? Ovos e bacon?

- Espere um instante, você pediu todas as opções do cardápio?

- Não, somente aquelas que sei que você gosta...

Ela sentou-se ao lado dele. Serviu-se de café e roubou um pedaço de bacon do prato dele.

- Dormiu bem?

- Maravilhosamente bem...

- Bom saber.

Ela bateu nele com o jornal a sua frente.

- Não se gabe!

Ele sorriu para ela. Quieta, ela continuou a comer. Ainda não acreditava na noite que tivera. Parecia algo tão estranho, tão inesperado e ainda assim muito bom. Beckett terminou seu café e levantou-se já voltando para o seu quarto.

- Aonde você vai?

- Tomar banho.isso não são férias, Castle. Temos trabalho a fazer...

- Mas...

Beckett apenas se virou para ele e lançou um daqueles seus olhares desconcertantes. Castle entendeu o recado.

Ao entrar no banheiro, ela ligou a água fria e deixou o roupão cair no chão revelando as curvas do corpo esbelto. Beckett se olhou no espelho, sorriu. Entrou no chuveiro e no mesmo instante que a água deslizava pelos cabelos e pela pele, ela fechou os olhos e se deu a chance de também voltar no tempo.


12 horas antes...


Beckett e Castle tinham chegado da rua num dia que não tiveram muito sucesso. Beckett estava mexida com o caso. Queria saber quem afinal matara Royce. Sentados no sofa do quarto chique de hotel de Castle, eles trocavam algumas idéias.

- Imagine isso: uma jovem atriz desesperada para fazer seu nome. Ela encontra nosso alvo no clube. Ele precisa de uma garota bonita para ajudá-lo a conseguir o código de voz. Ele diz a Violet que é um produtor promete fazê-la famosa se ela o ajudar com uma brincadeira com um amigo.

- Ela nem percebe que está participando de um crime, só muito depois. Ela não pode chamar a polícia então contacta Royce.

- Então nosso Mr. McCauley descobre.

- E Royce tenta mudar o jogo. Vai pra New York, vantagem de estar em casa. Clássico, clássico do Royce.

Ela suspira e aparenta uma certa tristeza.

- Eu era tão vidrada nele, Castle, quando eu o conheci, eu absorvia cada palavra dele e depois eu descobria que ele apenas estava inventando histórias para mexer comigo,

Ela sorri e logo depois fica séria.

- Não acredito que não vou vê-lo novamente.

- Você sabe o que eu pensei quando te conheci?

- Humm

- Que você era o mistério que eu nunca ia desvendar. Mesmo agora depois de passar todo esse tempo com você eu... eu ainda me surpreendo com a profundidade da sua força, seu coração... e sua sensualidade.

Um novo sorriso.

- Você também não é nada mal, Castle.

E por um momento tudo para. Ambos absorvendo o significado daquelas palavras e do momento, sem saber se devem arriscar um movimento para talvez seguir adiante. Depois de alguns segundos, Beckett fala.

- Melhor eu ir. Está tarde. Boa noite.

- Kate?

Ela já está na porta do quarto. Percebe o significado da pergunta atrelada a seu nome. If Only...

- Boa noite, Castle.

Ela fecha a porta mas a dúvida paira na sua cabeça. Ela encosta-se na porta e suspira. As palavras de Castle sobre ela repetiam-se aos seus ouvidos. O que deveria fazer? Era uma luta entre coração e razão, impulso e cautela. Beckett passou as mãos pelo cabelo, soltou um suspiro profundo e pos a mão sobre a maçaneta da porta abrindo-a. O olhar tenso e ansioso tornou-se resignado, desapontado ao se deparar com a sala vazia e a porta do outro quarto fechando-se.


Ela mordeu os lábios e fechou a porta do seu quarto atrás de si. Fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Sentia a tensão estalando na sua nuca. O que fora aquilo? Um desejo súbito? Uma recaída? Uma curiosidade?

Kate sentou-se na cama e apoiou o rosto entre as mãos. Era um pouco de tudo, verdade, porém havia um outro componente que parecia ser o que a dirigia naquele momento. A companhia. Kate Beckett não estava sozinha, mas toda noite quando voltava para casa, ela sentia solidão. Queria ter alguém ao seu lado que pudesse ouvir o que ela tinha a dizer, entende-la e aconselhá-la ou contestá-la. No fundo sentia falta de Castle. E apesar de reclamar ela gostava das idéias malucas, das teorias non-sense, do carinho que ele tinha por ela.

Ela perdera a noção de quanto tempo se passara desde que começara a divagar.

De repente, um frisson percorreu-lhe o corpo, uma lembrança veio à mente. O beijo. Ela sorriu ao lembrar da urgência do momento, parecia um choque de hormônios. Desejo. Um suspiro e Beckett se sentiu cheia de coragem. Abriu a porta e caminhou silenciosamente pelos poucos metros que os separavam.

Com cuidado abriu a porta de Castle e segurou a respiração por uns segundos. Ele estava deitado de bruços esparramado na cama. Vestia uma camiseta branca e um boxer que ficara aparente pela perna esquerda exposta enquanto o resto do corpo estava coberto pelo edredom.


Ela admirou a cena.

Em seguida, aproximou-se da cama. A vontade de tocá-lo era muito grande. O perfume amadeirado e o cheiro de after-shave invadiram seu nariz. Ela seguiu sua vontade e sentou-se devagar na cama. Ele não percebeu ou pelo menos foi o que pareceu a ela. Beckett notou que ele tinha os fones do ipod no ouvido. O aparelho tocava. Deve ter adormecido escutando música, pensou. Ela se pegou admirando a serenidade que ele aparentava enquanto dormia e sua mão não resistiu à vontade de tocá-lo. Suavemente, os dedos de Kate deslizaram pelos cabelos fartos e sedosos de Castle, retirou alguns fios teimosos que caiam sobre os olhos dele. Sem reconhecer qualquer movimento de Castle, ela se aventurou um pouco mais.

Tocou o rosto dele com as pontas dos dedos, acariciando de leve. Ela não percebeu mas o sorriso não saíra de seus lábios. Castle mexeu-se um pouco. Beckett se assustou e tirou a mão em reflexo. Ele abriu os olhos e a viu sentada a seu lado. Virou-se de lado para encará-la. Beckett prendeu a respiração por alguns segundos especialmente ao ouvir seu nome escapar dos lábios dele.

- Kate...

O silêncio pairou entre eles por um momento que a ela pareceu longo demais porém somente representaram segundos.

- O que foi que houve?

Ele sentou-se na cama. Tirou os fones do ouvido e deixou o ipod na cabeceira. Beckett suspirou e passou a língua pelos lábios como uma forma de tomar coragem para falar e até mesmo fazer o que pretendia quando decidira vir ate ali.

- Eu apenas pensei que...

Ela ajeitou-se na cama e tocou a mão dele. Virou a cabeça de lado e manteve os olhos fixos nele. Castle entendera exatamente porque ela estava ali sem que trocassem uma palavra sequer. Sabia também que isso significava um passo enorme para ela, para os dois. Ele segurou a mão dela e beijou-lhe a palma.

- Você tem certeza?

A resposta de Beckett foi através de um gesto. Ela inclinou a cabeça na direção de Castle e roçou seus lábios nos dele. Vagarosamente, ela abriu os lábios instigando-o e Castle tomou-os para si. Com ambas as mãos nos braços dela, ele a puxou para perto e intensificou o beijo.

Castle tocou-lhe os cabelos e sentiu as mãos de Beckett no seu pescoço e no seu peito. A temperatura no quarto aumentou vários graus. Ele deslizou suas mãos para os botões da blusa dela e desfez um a um sem perder a concentração no beijo que seguia-se. Beckett sentiu as mãos ágeis trabalhando em sua roupa e ajudou-o a livrar-se da peça. Ela agora estava de soutian na frente dele. Beckett finalmente quebrou o beijo e arfou por ar.

Ela livrou-se dos botões e tirou a calça. Apenas com a lingerie, ela subiu de volta na cama. As mãos dirigiram-se a camiseta branca de Castle e a suspenderam deixando-a ao chão. Segurou o rosto dele com ambas as mãos e se perdeu novamente nos lábios dele. A língua dela sentia-se em casa, explorando cada pedacinho que podia daquela boca. As mãos de Castle porém, deslizaram pela cintura dela sentindo o calor e a maciez da pele. Os dedos alcançaram o fecho do soutian branco e o abriu. Gentilmente, ele tirou a peça intima e revelou os seios pequenos e firmes.

Ele deixou seus dedos roçarem pelos mamilos e Beckett gemeu na sua boca. Ele segurou firme a cintura dela e rapidamente se colocou sobre ela surpreendendo-a. Os lábios agora desciam pelo colo e atravessavam o caminho entre os seios e o abdômen deixando beijinhos por toda a extensão. Beckett sorria e aproveitava o momento. Ela prendeu-o com as pernas longas pela cintura. A sensação da proximidade de seus corpos era tão nova e gostosa.

Castle não se intimidou por estar preso a ela. Beijou um dos seios e voltou a brincar com o mamilo. Segurava-o com os dentes de leve e chupava devagarinho. Ela se contorcia com o prazer que isso a proporcionava. Ele podia vê-la perdida no momento de desejo, tinha os olhos fechados.

Ele largou o seio e pressionou o corpo sobre ela. Acariciou os cabelos e beijou-lhe o queixo.

- Abra os olhos, Kate...

Ela obedeceu. Castle pode ver as pupilas dilatadas. Roçou o polegar nos lábios dela e voltou a beija-los, dessa vez apaixonadamente, mais lento e mais carinhosamente. Beckett sentia o desejo se intensificar no corpo. A umidade no seu centro aumentava a cada toque dele na sua pele. As mãos de Castle dividiam-se entre acariciar um seio e percorrer a extensão da lateral do seu corpo apenas para acabar entre suas coxas e tocá-la no lugar que mais ansiava. Ele massageava a área sobre o tecido da calcinha fazendo Beckett se contorcer e cravar as unhas no ombro dele.

Ela gemeu entre os lábios dele. Castle quebrou o beijo e continuou a beijar o pescoço dela. Beckett suspirou e deixou escapar um gemido e o nome dele.

- Oh, Castle...

Ela sentiu os dedos ágeis tocando o elástico da sua calcinha e percebeu que ela deixara de ser um obstáculo para eles. Castle se distanciou do corpo dela apenas para ouvir um gemido de protesto. Ele livrou-se rapidamente do boxer libertando a ereção que já se formara. Ele tornou a deitar-se sobre ela e Beckett sentiu o membro pressionando sua coxa. Aquilo a fez tremer de ansiedade, a umidade entre suas pernas aumentou. Castle já voltara para os seios dela quando sentiu que Kate o puxava e mordiscando sua orelha ela sussurrou.

- Castle...preciso de você agora...

Ele não esperou por outra manifestação. Beckett afastou as pernas para melhor acesso e Castle penetrou-a devagar. A cada movimento, ela sentia-se preencher gerando uma sensação deliciosa de prazer pelo ato. Quando ele estava totalmente dentro dela, Beckett envolveu as pernas na cintura dele e Castle começou a movimentar-se dentro dela. Beckett mordia os lábios diante do momento de transe que vivenciava. Deixava escapar pequenos gemidos a medida que ele orquestrava os movimentos dentro dela.

Ele sentia a resposta do corpo dela ao seu. Sentia seu membro pressionado na maciez e umidade do seu centro. Aumentava o ritmo, buscava levá-la ao orgasmo. Os gemidos começaram a intensificar. Ela arqueava o corpo e pedia.

- Mais...por favor...mais...

E ele obedecia. Queria vê-la sucumbir de prazer. O ritmo era acelerado agora. Beckett começou a tremer debaixo do corpo dele. Castle tirou todo o membro de dentro dela e viu-a gemer em protesto.

- Nãooo...

Mas era apenas para provocá-la. Penetrou-a de uma vez arrancando um grito de satisfação e voltou a mover-se dentro dela. Os arrepios e tremores de Beckett aumentaram e ela por fim cedeu ao orgasmo que a tomou.

Castle ainda não estava satisfeito. Queria prolongar o momento. Ela arfou tão alto que ele a tomou pela cintura e puxou-a para si. Seus rostos ficaram na mesma altura e ele pode ver o quanto ela estava em êxtase com o orgasmo. Beijou-a rapidamente e continuou a estocá-la.

Ele estava à beira do seu próprio gozo. Não agüentaria mais. E sem controle do corpo, ele a preencheu ainda sentindo os tremores do corpo dela sob o seu.

O corpo dele a pressionava contra a cama enquanto sentia os últimos efeitos do seu próprio gozo. Porém, Rick Castle ainda queria satisfazê-la, impressioná-la. Ele saiu de dentro dela mas procurou novamente pelos lábios deliciosos e a envolveu num beijo carinhoso enquanto a mão tocava-lhe o centro. Ele massageava o clitóris habilmente para proporcionar a ela mais prazer.

Kate percebeu a luxúria percorrer seu corpo como um comichão. Sentiu a respiração faltar-lhe por uns segundos e quebrou o beijo. Mas Castle a estava levando ao clímax mais uma vez e sentiu os lábios dele tomarem os seus sem pedir licença. Tomada pela força do orgasmo, ela mordiscou o lábio dele e o beijo tornou-se urgente. As mãos passeavam pelos cabelos dele com pressa. Ao sentir os dedos de Castle a tomando, não resistiu e gritou de prazer. Ela fora invadida por orgasmos múltiplos cravando suas unhas nas costas dele em resposta ao turbilhão que a atingira.

Ele retirou os dedos de dentro dela e concentrou-se em beijar-lhe o colo e os seios brincando com a língua neles. Beckett ainda tremia por conta dos últimos espasmos em seu corpo. Castle deitou-se ao lado dela acariciando o estômago liso e beijando-lhe o ombro. Ela tentava se recuperar daquilo tudo. Respirava pausadamente buscando por ar.

Quando finalmente sentiu-se em condições de mexer-se, ela virou o rosto para o lado e encontrou-o acariciando seu braço. Sorriu.

- Isso foi...

- Quente...

- Louco...

- Muito bom, Kate... e surpreendente como você sempre é.

Ela virou e se aconchegou no peito dele. Ele acariciava os cabelos dela. Depois de alguns minutos,Castle não conseguiu resistir a pergunta.

- Kate, o que acontece agora? Quero dizer conosco?

Beckett suspirou. Ela não queria falar disso agora, porque complicar?

- Castle, não pergunte. Porque você não aproveita o momento? Agora a única coisa que devemos fazer é curtir. Sem cobranças, sem motivos, apenas a diversão.

- Você fala como se quisesse evitar a mudança, Dormir com você não é algo apenas para diversão, pelo menos não para mim.

- Então por mim, você pode esquecer essa conversa? Pelo menos por umas horas?

Ela apoiou o corpo sobre o dele. Mordiscou o queixo dele e sorriu. Beijou-o nos lábios. O olhar intenso para ele demonstrando que queria mais. Ele sorriu.

- Ah, Kate Beckett sempre um mistério...

- Eu gosto de você, Castle. Tente não estragar o momento...

Ele a puxou para si, voltando a intensificar o beijo e perdendo-se com ela novamente em uma espécie de rendez-vous.


XXXXXX


Beckett estava enrolada na toalha escovando os dentes quando Castle entrou no banheiro. Ele acariciou os ombros dela e beijou a nuca.

- Qual seu plano para hoje, Cérebro?

- Achar uma pista do negociador daquelas balas que dissolvem. Vá se arrumar, Castle. Vamos dar um bom passeio.

Depois de entrevistar o segurança num esquema armado com o estúdio onde Nikki Heat estava sendo filmado,eles voltaram para o hotel. Maurice, o concierge acabou revelando-se muito útil quando falou que Ganz estava na piscina do hotel.

- O que você pretende fazer, Beckett? Você não pode agir como uma policial aqui. Temos que ligar para a polícia de LA.

- Tenho uma idéia melhor.

Rick Castle estava à beira da piscina saboreando um drink. Como Maurice preverá, Ganz estava sentado numa cabana bebendo e apreciando as beldades. Tinha um celular com ele. Na piscina, uma mulher sensual e extremamente bonita sobe os degraus. Ao vê-la, Castle quase engasga com o drink. Kate Beckett estava de tirar o fôlego. Ela sabia como atrair olhares e o de Ganz não passou despercebido. Após momentos de uma pequena conversa sem sucesso, Beckett acabou denunciando-se pelo simples fato de ver Castle na cabana onde antes estava Ganz. Por causa dele, ela foi desmascarada.

Ela estava uma fera e já chegou apontando o dedo e machucando-o.

- Olha o que você fez! Ele me desmascarou! O que pensou que estava fazendo?


- Vi o telefone dele na cabana e achei que valia a tentativa.

- Você pegou o telefone dele?

- Não tirei uma foto das ultimas ligações. Não me bata.

- Bater? Eu quero beijar você....

- Oh, Detetive...vá em frente.

Ela sorriu para ele mas o olhar era aquele que ela gritava “foco, Castle”.

- Podemos chamar o detetive Seamus agora?

E eles realmente fazem isso. Com o apoio da LAPD, eles conseguem armar uma emboscada no próximo local de venda. Santa Monica Pier. Mais uma vez, a destemida Beckett não se deixa abater pelo fato de não ser uma autoridade do local. Tomada pela raiva e pelo senso de justiça por Royce, ela segue a pista correta e deixa os outros para trás.

Numa caçada rápida, ela corre pelo píer e pela praia em busca do Ganz. Castle percebe sua ausência e começa a procurar por ela temendo o pior. Beckett está mais próxima dele e atira fazendo-o cair.

Por um instante, ela sente o corpo trair-lhe e a vontade de continuar a fazer justiça a dominou. Ela ajeitou a arma e seu dedo coçou no gatilho quando ouviu aquela voz familiar chamando-a.

- Kate...

E ela sabia exatamente o que teria de fazer.

Após a prisão de Ganz, ela não dissera nada. Ele respeitou seu momento. De volta ao hotel, ele perguntou.

- Como você está?

- Acho que é hora de voltar para casa, Castle.

- Tem certeza? Podíamos ficar alguns dias a mais em LA, descansar. Você não estava de férias?

- Castle é melhor não, prefiro estar em New York.

Castle se aproximou dela, acariciou o braço e beijou-a na bochecha. Kate fechou os olhos sorrindo. Ele deslizava a sua boca pelo pescoço dela. As mãos na cintura.

- Você não vai me convencer assim, Castle...

A voz saiu rouca. Na verdade, já estava convencida. Ele a beijou e Beckett cedeu ao instante de caricias que ele sugeria para ela. Beckett se perdeu nos braços dele aproveitando o beijo. Seu corpo já estava desperto para o algo mais. Infelizmente tinham um vôo para pegar e ao contrario de Castle, ela queria muito voltar para casa.

Ela quebrou o beijo e disse baixinho.

- Vamos perder o vôo...

- Podemos ir amanhã, Kate.

- Não, Castle...

Ele a olhou sério. Fez a pergunta que o atormentava.

- E depois? O que acontece com a gente em NY?

- Nós continuamos a investigar assassinatos e você escrevendo Best-sellers.

- Você sabe que não foi isso que perguntei...

Ela suspirou e sentou-se no braço do sofá.

- Eu sei...

- Então?

- Olha Castle, eu gosto muito de você, de verdade. Mas não quero apressar as coisas. Nós trabalhamos juntos, temos um vinculo profissional grande. Você é um civil, tenho a responsabilidade de protege-lo como policial, isso só aumenta pelo simples fato de eu gostar e me preocupar com você.

- Você já faz isso, Kate. E eu também. Protejo você, sempre que precisar.

- Eu sei. Só não quero que se estivermos juntos isso passe a ser uma barreira para a gente, que interfira no nosso dia a dia, no nosso trabalho.

- E não vai. Prometo. Ainda serei o escritor que te perturba, com as teorias e idéias malucas e você ainda será a policial mandona e bad-ass que eu amo.

- O que você disse?

- Disse que amo você.

- Mesmo?

- A culpa é sua por ser tão extraordinária Kate.

Ela sorriu para ele. Sentiu o coração acelerar. Ele aproximou-se dela. Acariciou-lhe o rosto.

- Vai ficar tudo bem, confie em mim.

Ela o puxou pelo colarinho e beijou-o intensamente. Sem fôlego, ela o soltou.

- Vamos para casa, Castle.

Ela já estava na porta de saída quando ele finalmente saiu do transe que ela o deixara após o beijo intenso. Ao caminharem lado a lado rumo ao carro, Castle resolveu jogar.

- Hum, Beckett...estive pensando. Quando você irá vestir aquele maiô para mim? Podia ser na piscina do meu apartamento, o que acha?

- Castle... mas ela tentava segurar o riso.

- Aquilo foi extremamente sexy, Kate...diz para mim, você vai vestir ele de novo?

Ela riu e empurrou o ombro contra ele.

- Cala a boca, Castle.

XXXXX


Como a perspectiva do ser humano pode afetar alguns fatos importantes da sua vida.

Ela estava ao lado de Castle na primeira classe no vôo de volta a NY. Ele dormia a seu lado. Quando Beckett pegou aquele avião para Los Angeles, ela tinha um único propósito em mente: descobrir o assassino de seu mentor e amigo Mike Royce. Ela ainda estava mexida com a sua morte e com tudo que aquilo ele representava na vida dela. Mais uma pessoa querida que se vai. Determinada como sempre, ela estava disposta a por um fim no caso e vingar o policial. Não queria fracassar com Royce, não queria decepcioná-lo depois de toda a confiança que ele depositara nela. Não, Kate Beckett decidiu que Royce não iria se transformar num coldcase como acontecera com sua mãe. E ela conseguiu o que queria. E talvez algo mais.

Los Angeles acabou por mostrar um cenário diferente da sua própria vida. É incrível que todas as vezes que algo novo acontece a ela, ele sempre está lá. Kate virou o rosto para observá-lo. Castle dormia sereno.

De alguma forma, as palavras de Royce, a atmosfera de LA e porque não dizer as palavras certas daquele escritor a fizeram ver que ela podia se oferecer algo mais. Ela cedera as suas próprias vontades, ao seu desejo. Deixou algumas barreiras caírem por terra dando a si mesma a oportunidade de recomeçar. A Kate Beckett que voltava agora para New York não era a mesma que a deixara três dias atrás. Ela gostava disso e nesse momento era tudo que importava, afinal porque não viver um dia de cada vez? Como policial, ela aprendera a não chegar a conclusões antes de obter os fatos, não pular etapas. Porque não fazer o mesmo agora? Apenas apreciar o que estava acontecendo aos poucos à sua vida?

Beckett releu pela terceira vez a carta de Royce. Ao fim da página onde havia o ultimo conselho deixado por ele, Kate não pode deixar de sorrir. If only. Essa dúvida ela não tinha mais. Dobrou o papel e o guardou. Tornou a olhar para Castle. Consultou o relógio. Eles ainda tinham uma hora e meia de vôo. Um pensamento divertido cruzou sua mente.

Ela inclinou-se e beijou o pescoço dele, pode inalar o cheiro masculino característico dele. Mordiscou a orelha e sussurrou ao ouvido.

- Castle...acorda...

Deixou sua mão acariciar o peito dele. Apenas a idéia já deixou-a excitada. Ele abriu os olhos.

- Você não vai dormir o vôo todo tendo outras possibilidades de diversão vai, Rick?

Ele sorriu e ajeitou-se na poltrona.

- Como isso, Beckett?

Ele a puxou pelo pescoço e sugou-lhe os lábios. Beijava-a com paixão e ela correspondia da mesma forma. As mãos de ambos esbarravam em seus corpos buscando o máximo de contato entre eles. O arrepio de desejo já tomava toda a extensão do corpo dela e arfando e gemendo ela quebrou o beijo em busca de ar.

- Era essa sua idéia de diversão, Kate? Dar uns amassos a milhares de metros de altura?

- Na verdade, eu pensei que...

Ela aproximou-se do ouvido dele e sussurrou.

- Me encontre no banheiro em cinco minutos...

- Beckett você está sugerindo o que eu estou pensando?

Castle arregalou os olhos e fitou-a. O olhar de Beckett confirmara suas suspeitas.

- Você é uma policial! Não pode fazer isso...

- Não tenho jurisdição aqui em cima Castle. Ainda não sobrevoamos New York. Pensei que você era mais aventureiro, gostasse de arriscar...

Ela debruçou o corpo todo sobre ele, provocando passou a língua nos lábios e deixou uma das mãos deslizar pelo peito dele.

- Então, Castle...é pegar ou largar, o que você escolhe?

Castle suspirou profundamente sentindo a fisgada na virilha em resposta.

- Eu pego, Beckett... não precisa perguntar duas vezes.

Ele acariciou o seio dela sobre a blusa e a fez gemer baixinho.

- Cinco minutos, nem um segundo a mais.

E sorrindo ela desapareceu pelo corredor do avião rumo ao banheiro. Castle a acompanhava com o olhar. Ele amava um desafio porém nada superava seu fascínio por um mistério. Não era à toa que estava fascinado por ela. Kate Beckett, o maior mistério da sua vida.



The End