domingo, 12 de fevereiro de 2012

[Castle Fic] Valentine Heat


Taí a 2a fic do Projeto Valentine's Day! Enjoy!


Valentine’s Heat
Autora: Karen Jobim
Classificação: PG-13/NC-17
Gênero: AU
Advertências: Angst,Romance – em algum lugar na 4T
Capítulos: One-shot
Completa: [ x ] Sim [ ] Não


Resumo: Dia dos namorados e todos tem um encontro exceto Beckett. Ela deixaria assim ou arriscaria mudar esse cenário?

Nota da autora: Apenas uma fic pequena para comemorar o dia dos namorados. Aproveitando pra exercitar NC já que não estou usando na longfic. Enjoy!


Valentine Heat



12th distrito – 3 pm
Véspera do dia dos namorados


Eles tinham um novo caso. O assassinato sugeria vingança e parecia não ter nada especial com relação ao seu culpado. Beckett resolveu tomar um café enquanto esperava pelo retorno de Lanie da autópsia. Levantou-se e foi até a área da pequena copa. Castle tinha aproveitado para almoçar em casa e como as coisas andavam devagar, ela já imaginava que ele ficaria por lá mesmo.

Ao se servir de café, pra variar ela conseguiu fazer sujeira. Não adiantava, aquela máquina de expresso era sentimental ou realmente o problema era com ela. Depois de muito tentar ela conseguiu servir-se de um café descente. Escorou-se na porta e acabou por escutar a conversa animada dos rapazes.

- Eu fico grato por ter alguém. Passar o dia dos namorados sozinho é muito ruim. Agora sou um homem casado. Minha comemoração será bem diferente. Você já decidiu o que vai fazer?

- Vou convidar Lanie para jantar. Afinal, ela acabou me dando uma chance.

- E nada de presentes?

- Ah, você acha que é necessário?

- Estamos falando da Lanie, bro.

- Ah não! E agora? Não tenho a mínima idéia do que comprar...

Beckett ria baixinho do jeito de Esposito. Parecia mesmo apavorado. Ryan deu logo o conselho.

- Se eu fosse você perguntava a opinião de Beckett. Elas são amigas. Ela vai poder te ajudar.

Beckett sorriu e pensou em se juntar a eles porém nesse momento Castle voltava ao distrito e fora direto a mesa deles à procura dela.

- Vocês viram a Beckett? Ela foi investigar o caso sem mim?

- Beckett está...

- Relaxa, Castle! Não fui a lugar nenhum. Foi bom o seu almoço? Ela perguntou ironizando pelo tempo que ele demorara.

- Pois é, demorei. Pequena crise adolescente em casa. O que temos de novo?

- Nada por enquanto. Ainda estou esperando o resultado da autópsia.

- Hey Castle, será que você pode me dar uma ajudinha?

- Claro, Esposito. O que foi?

Percebendo o olhar desconfiado de Esposito, Beckett resolveu voltar para sua mesa mas antes pediu um favor a Castle.

- Quando terminarem, será que você poderia trazer uma xícara de café para mim Castle?

Ele olhou para as mãos delas, segurava uma caneca de café.

- Pensei que você já estivesse tomando...

- É verdade, só que vou querer mais.

Ela sorriu e voltou a sua mesa. Não ia dizer a ele que gostava mais do café que ele preparava do que do dela. Ao sentar-se, Beckett se viu pensando na conversa dos rapazes. Ela esquecera completamente que amanhã já era dia dos namorados e tudo indicava que ela passaria a data sozinha.

- O que você ia me perguntar, Esposito?

- Ele tá ferrado. Não comprou presente para Lanie do dia dos namorados.

Castle fez uma cara engraçada indicando que ele realmente estava perdido.

- Vocês vão me ajudar ou não?

- O que você pretende fazer?

- Levá-la para jantar.

- Sugiro primeiro você enviar flores para ela pois pelo menos é um tipo de presente e depois converse com Beckett porque acho que a Lanie vai querer um presente e ninguém melhor que a Beckett para ajudá-lo.

- Não te disse? A propósito, e você Castle, o que vai fazer amanhã? Algum encontro com uma modelo sexy?

Ele sorriu.

- Quem sabe... mas não vou contar para vocês.

- Escondendo o jogo safado! Ah conta Castle. A gente promete que não conta pra Beckett.

- Sem chance.

E ele foi preparar o café. Ao voltar e entregar a bebida a ela, Castle percebeu o quanto ela estava pensativa.

- Algum problema, Beckett?

- Hum?

- Perguntei se você está com algum problema?

- Eu? Não! Porque estaria?

- Não sei, está calada. Reservada.

- Nada.

- Algum plano especial para amanhã à noite?

Ela entortou a boca olhando para ele.

- Até onde sei não tenho namorado, Castle.

- Isso não quer dizer que não possa ter marcado um encontro.

- Pois não marquei.

Ela pareceu irritada mas nessa hora seu celular tocou.

- Beckett.

Ela ouvia atentamente enquanto ele a observava. Assim que desligou, ela pegou o sobretudo e falou.

- A autópsia terminou. Lanie quer nossa presença no necrotério. Você vem?

- Claro! E saíram juntos.


Necrotério


Lanie explicou tudo para Beckett e Castle que já sabiam como proceder na investigação. Enquanto a amiga explicava algumas particularidades que ela encontrara, o celular de Castle tocou e ele atendeu se distanciando um pouco delas. Beckett não pode deixar de notar que ele parecia feliz com a ligação e acabou ouvindo algumas partes.

- Ah amanhã à noite? Claro. Ouvi dizer que não tem erro... certo. A gente se fala depois. Um beijo.

Seria esse o compromisso de Castle para o dia dos namorados? Ela apostava que seria um daquelas modelos sem cérebro que ele gostava de se exibir ou alguma fã exagerada que pediam autógrafos dele no peito. Droga! Isso não era hora nem lugar de demonstrar ciúmes, afinal eles não eram namorados! Castle não devia nada a ela.

- Você escutou alguma coisa do que falei?

- Eu a-acho...não, desculpe.

- No que você estava pensando?

- Não importa. Pode repetir?

Lanie sorriu e repetiu cada informação para ela. Ao terminar, Beckett perguntou.

- Quanto tempo para você avaliar esse DNA e as manchas de sangue na calça?

- Dependendo da mistura de substância diria umas 8 a 10 horas. Pode ser mais.

- Dá pra ser amanhã pela manhã?

- Não, vou precisar da ajuda do pessoal do laboratório. Talvez à tarde. Apenas uma última informação. Só trabalho até as quatro então muito provavelmente você vai ter que esperar até o outro dia.

- Porque você vai trabalhar até quatro da tarde? Era Castle que perguntava.

- Tenho que me produzir para sair... dá trabalho ficar bonita! E ao contrário de umas e outras, eu tenho vida social.

- Esposito é um cara de sorte.

Lanie sorriu.

- Falando nisso, o que você está precisando? O que quer de presente?

- Como assim, Kate?

- Esposito ainda não veio falar comigo mas tenho quase certeza que virá logo que eu voltar ao distrito. Facilite. Ele quer te dar um presente.

- É verdade, falou para mim também e eu o aconselhei a procurar a Beckett.

E o celular dele volta a tocar. Castle pede licença e sai da sala.

- E você? Vai ficar em casa mofando?

- Lanie...

- Ah qual é Kate! Você é linda, pode ter todos os homens que quiser e fica ai curtindo a solidão como se isso fosse algo normal. E sei o que você quer então porque não para com o charminho e convida logo Castle para sair?

Beckett arregalou os olhos.

- O que?

- Nem tente disfarçar, sei que é isso que você quer então porque esse jogo duro?

- Você está errada. E o que te faz achar que ele já não tem um encontro? Tenho certeza que vai sair com alguma modelo siliconada.

- E você vai perder para elas? Pra mim ele não tem companhia e se tivesse aposto que dispensaria por você.

Ela revirou os olhos.

- Tenho que ir. Então nenhuma dica de presente?

Lanie pegou um papel e escreveu algo entregando para ela.

- Isso basta e vê se toma uma atitude, garota!

Beckett encontrou Castle esperando do lado de fora do necrotério com as mãos no bolso.

- Vamos?

- Conseguiu descobrir o presente?

- Sim.

- Ainda bem. Esposito está indócil.

Eles riram.

De volta ao distrito, Beckett contactou um dos suspeitos e o trouxe a interrogatório. Acabou encontrando outra peça solta na história que valia a pena investigar. Depois, pediu a Ryan para verificar o que achara e também a pista de Lanie. Enquanto conversava com Esposito, Castle a observava.

Desde cedo ele pensara em várias maneiras de abordá-la sobre o dia de amanhã porém ainda não achara a forma correta. Sabia que ela não tinha nada programado. Beckett mesmo confirmara para ele, então porque ele não a convidava logo? No fundo tinha medo da reação dela. Ele tinha vontade de fazer um programa tipicamente novaiorquino com ela. Suspirou. Tinha até de manhã cedo para tomar coragem.

Ele a viu pegando o casaco e se antecipou.

- Vamos a algum lugar, Beckett?

- Você eu não sei, eu vou para casa. Chega por hoje.

- Oh! Ok.

- Até amanhã, Castle.


Apartamento de Beckett


Kate se arrumava para dormir. Como não podia ser diferente, ela se pegou pensando nas palavras de Lanie e na data de amanhã. Como a amiga podia dizer que Castle não tinha um encontro? Ele sempre tinha. Ela não poderia simplesmente convidá-lo para sair. Não era certo. Por outro lado, ela gostaria de passar a data com ele, mesmo sem qualquer compromisso. No fundo, Beckett estava cada vez mais se rendendo aos encantos do escritor. Queria poder jogar tudo pro alto, esquecer esse medo de se arriscar e a tal responsabilidade e fazer algo para si. Suspirou pensando se amanhã poderia mudar de idéia e agir.

De repente, ela teve vontade de ler algo bem específico. A página 105 de Heat Wave. Tortura ou não, a leitura era prazerosa e uma forma de se ver pelos olhos de Castle.


No dia seguinte...


Beckett chegara cedo ao distrito e já distribuíra algumas atividades para os rapazes quando Castle apareceu trazendo seu café e uma caixa cheia de biscoitos e cupcakes decorados para a data.

- Bom dia, Detetive...

- Hum, alguém está animado hoje não? – e ela não gostava nada disso.

- Quer coisa melhor do que começar o dia com café e bolinhos? E o amor está no ar...

Ela revirou os olhos mas pegou um dos cupcakes e teve que se render.

- Hum, está mesmo delicioso!

- Não disse? Quando você vai aprender a não discutir certos assuntos comigo?

- Grandes planos para a noite, Castle?

Percebendo que ela lhe deu abertura, Castle resolveu colocar seu plano em ação.

- Planos?

- Sim, qual das super modelos sairá com você hoje?

- Nossa, Beckett. É isso que você pensa de mim? Que passo o dia dos namorados com modelos?

- E por acaso você não estava todo alegre no telefone ontem combinando a noite?

Ele franziu o cenho pensando.

- Ontem... encontro?

- No necrotério...

- Ah, lembrei! – e um sorriso maroto se formou em seu rosto apenas pelo prazer de ver a irritação de Beckett – não era um encontro para mim. Era Alexis. Ela está empolgada com o dia de hoje. Lembra aquele rapaz que ela me trocou no casamento do Ryan? Pois é, ele a chamou para sair hoje.

- Oh! Isso é... bom.

E Beckett não conseguiu disfarçar o alívio ao saber dessa informação. Castle continuou enquanto ela saboreava o café.

- Na verdade, não tenho nenhum encontro hoje à noite. Pensei em chamar você para jantar ou...

A surpresa de Beckett foi tanta que ela quase se engasga com o café. Arregalou os olhos na direção dele.

- Hey, calma... se você gosta da idéia de jantar com o seu parceiro, podíamos tomar uns drinks no The Old Haunt mesmo. Não seria um encontro, apenas uma forma de não passarmos a noite sozinhos. Ou você já tem compromisso? Alguém te chamou para sair?

Agora quem parecia em pânico era ele.

- Não, Castle. Eu te falei ontem que não tinha encontro para o dia dos namorados. Se você faz tanta questão de sair e da minha companhia, acho que podemos tomar uns drinks no seu bar. Afinal, se você não quer ficar sozinho como sua parceira devo te apoiar.

No fundo, ela estava adorando a idéia de passar um tempo com ele em vez de ficar remoendo o fato de não ter um encontro nesse dia fatídico. Castle sorriu e estendeu um cupcake com um coração feito de glacê para ela.

- Kate Beckett, would you be my valentine tonight?

O leve roçar de dedos e o tom da frase de Castle fizeram Beckett sentir um arrepio na espinha.

- De mentirinha é claro, o que você acha? Passo para te pegar?

A frase dele teve outra conotação para ela que viajou direto para a noite anterior. Steamy. Lembrando da cena quente do livro.

- Beckett? Às 7:30h? Está bom?

- Ah, eu pensei que íamos direto do distrito não?

- Não! Qual a graça nisso? Passo na sua casa às 7:30 e vamos juntos para o bar.

- Ok.

Ela deu de ombros para não demonstrar que isso era grande coisa, porém a quantidade de borboletas no seu estômago era enorme. Ela acabara de aceitar um encontro no dia dos namorados com Castle. Parecia ser algo casual, de mentirinha até como ele afirmava mas porque ela se sentia ansiosa? Balançando a cabeça, ela procurou não pensar no assunto até o termino do expediente. Tinha trabalho a fazer.

O dia correu tranqüilo e eles conseguiram pegar o assassino encerrando mais um caso. Sobrou a parte que menos agradava a ela. Papelada. Beckett decidiu que deixaria isso para amanhã. Ao consultar o relógio, percebeu que já passava das cinco da tarde.

- Nossa! O tempo voou.

- Sim e já vou indo. Tenho um encontro. – Esposito piscou para ela – obrigado pela dica do presente.

- Por nada. Divirtam-se.

- Também já vou, Beckett. Jenny está me esperando para o nosso primeiro dia dos namorados depois de casados. E você, vê se vai se divertir...

Ela sorriu e viu quando Castle caminhava em sua direção já vestindo o sobretudo.

- Te vejo mais tarde.

E piscou para ela.


XXXXX


Beckett já revirara todo o seu guarda-roupa e ainda não sabia o que devia vestir. Ela repetira mais de mil vezes que aquilo não era um encontro e que portanto não precisava se produzir. Porem seu cérebro parecia bloquear tudo o que ela dizia. Vão existir outros casais nesse bar, talvez até solteiros elegantes e quem sabe...

- Ah, droga Kate! A quem você está querendo enganar? Você quer se produzir para Castle não está preocupada com as pessoas no bar.

Ela mesma se repreendia e convencendo a si mesma, ela voltou a olhar suas opções de vestidos.

Às 7:30 em ponto, o interfone dela tocou avisando que ele chegara. Castle esperava no carro ansioso para ver como ela estaria. Ele acabou por desistir da noite novaiorquina, já fora uma vitória conseguir estar com ela essa noite.

Quando Kate entrou no carro, ele viu que ela usava um sobretudo vermelho que cobria até o meio de suas pernas e percebeu também que ela não usava calças compridas ao ver o sapato stiletto preto e parte da perna dela à amostra. Os cabelos perfeitos soltos nos ombros impecáveis. E o perfume adocicado inundou o carro.

- Nossa! Está frio demais essa noite.

- Não se preocupe. The Old Haunt tem aquecimento além das bebidas.

Ela sorriu.

Ao chegarem no bar, Castle estava a seu lado e cumprimentava a todos. Dirigiram-se a uma mesa reservada próximo ao pianista. Ele puxou a cadeira para Beckett e ajudou-a a tirar o casaco. Castle prendeu a respiração ao ver o vestido preto colado ao corpo que ela usava. Era curto expondo as pernas longas e bem torneadas além de ter um decote avantajado nas costas. Ela estava de tirar o fôlego.

Ele se recompôs e sentou-se de frente para ela. Ele não conseguia tirar o sorriso dos lábios. Beckett percebeu que ele estava perdido em pensamentos.

- Hey, Castle. Não vai me oferecer nada para beber?

Ele estava vidrado nela. Beckett tombou a cabeça para o lado e chamou por ele mais uma vez sem sucesso. Mudando de tática, ela esticou o braço e tocou a mão dele.

- Hey, terra para Castle... que tal me oferecer um drink?

- Ah, desculpe. – ela ainda tocava a mão dele – quer escolher ou posso fazer isso?

- O que tem em mente?

- Bem, eu ia te oferecer uns drinks com vodka mas como pretendo jantar quero tomar um vinho, pode ser?

- Jantar, Castle? Pensei que íamos apenas beber, talvez petiscar.

- Nah, eu gosto de comer e aqui podemos fazer isso. Tenho um chef na casa.

- Hum, interessante... tudo bem, vamos ao vinho.

Castle chamou o garçon e pediu um vinho específico. Também solicitou uma tabua de frios e pediu para perguntar ao chef quais as opções da noite para jantar. O garçon retornou com a garrafa e serviu aos dois. Deixou a tábua de frios e entregou um papel a Castle.

Enquanto isso, Beckett observava o ambiente. Castle realmente tinha muito bom gosto. Ela percebeu o pianista se arrumando para tocar. Voltou a olhar para ele com a taça de vinho nas mãos.

- Em que você estava pensando, Castle?

- Não pensava, estava perdido em você, Kate. Está linda.

Ela virou a cabeça um pouco surpresa mas sorrindo.

- Não que você não seja linda, é sempre mas está ... maravilhosa.

Beckett passou a língua nos lábios inconscientemente e decidiu mudar de assunto.

- Cheers!

- A nós! Aos bons momentos, a parceria, a amizade, ao futuro e claro ao amor, o sentimento do dia.

- E o escritor toma conta dele. – ela sorriu e bebeu um pouco do vinho, na verdade ela não conseguia tirar o sorriso do rosto – delicioso. Você fez um ótimo trabalho aqui não? O lugar está ainda melhor do que da ultima vez que estive nesse bar. E agora serve jantar... gostei.

- Jantar somente em ocasiões especiais, nada muito abrangente, afinal este ainda é um bar.

- Ocasiões especiais?

- Sim, dia dos namorados, superbowl, St. Patrick, dia dos pais... essas coisas.

- Hum, entendo.

Ela pegou um pedaço de queijo e provou. Castle não podia deixar de notar que até para comer um simples petisco, ela é sexy. Ele tornou a encher o copo dela e começou a puxar conversa.

- A vida às vezes é bem estranha não? Quando olho para você não posso deixar de pensar como ela não tem um encontro no dia dos namorados? É até insano! Olhe para você Kate. É uma mulher linda, inteligente, sexy...

Beckett sentiu o coração acelerar no peito. As palavras dele mexiam com ela profundamente. O diálogo que se seguiu acabou sendo feito a base da emoção porque racionalmente talvez ela nunca perguntasse.

- Castle você fala como se fosse proibido ou abominável eu não ter um encontro. Não há nada de errado em eu passar um dia dos namorados sozinha, agora você, isso sim é novidade. Cadê suas modelos? Aposto que tem umas cinco pelo menos na sua lista para um dia como esse. – ela instigou – afinal você, um autor de Best-sellers famoso sem uma companhia, soa bem estranho para mim.

- Se você estivesse me falando isso a uns três, quatro anos atrás não poderia concordar mais com você. Agora nada disso me interessa, modelos, papos vazios, corpos siliconados. Quero algo mais. Algo concreto, real. Um relacionamento de verdade, que me desafie. Minha vida não cabe mais futilidades, Kate. Estou farto disso.

A resposta dele a pegou de surpresa. Era como se ele estivesse se referindo a ela mas isso era coisa da cabeça dela, ou não? Ela tomou o último gole de vinho e decidiu continuar nessa linha de raciocínio.

- Nossa, Castle. Estou surpresa.

- É tão difícil assim me ver como um cara sério e responsável, Beckett?

- Não, até admiro especialmente o jeito que você cria sua filha. Confesso que prefiro o lado brincalhão e moleque de Rick Castle. Isso é parte do seu charme.

E ela enrubesceu ao falar isso.

- Nosso jantar chegou. Posso pedir mais vinho?

- Apenas uma taça para mim. Estou com vontade de beber outra coisa depois do jantar.

Castle olhou para ela intrigado mas gostou da sugestão. Ela provou a massa e fechou os olhos.

- Deliciosa, Castle. Nossa!

- Sabia que você ia gostar.

Nesse momento, o pianista começa a tocar uma canção bem conhecida deles. Piano Man. Beckett sorriu.

- Deja vu... lembra quando você comprou esse lugar?

- Claro que sim. Aquela noite entre amigos foi muito boa pra mim. Me senti de certa forma acolhido.

- E você não se sente assim? Todos adoram você, quer dizer exceto Gates.

-É verdade, posso dizer que vocês do 12th distrito são minha segunda família.

Permaneceram calados enquanto comiam. Eles terminaram de jantar e Beckett sorriu para ele.

- Que tal umas doses de tequila Castle?

Isso podia ser muito interessante.

- Tequila? Ora,ora será que Kate Beckett está inspirada em alguma personagem que eu conheça?

- Pensei que era o contrario. Sua personagem é inspirada em mim.

Ele riu e chamou o garçon. Este trouxe uma garrafa de tequila, limão e sal. Ela se preparou enquanto Castle a servia o primeiro shot.

-Vamos Castle, vira de uma vez esse troço.

E ela provou o sal da mão, virou a bebida e chupou o limão fazendo uma pequena careta. Pegou a garrafa e serviu-se de mais uma dose porém percebeu que o copo dele permanecia intacto.

- Ah, qual é Castle. Toma logo esse negócio. Vire junto comigo vamos.

Ela puxou a mão dele depositou sal e apontou o drink.

- Vamos lá, prove o sal e vire o copo comigo. Um, dois...três.

E eles viraram juntos a dose. Beckett estendeu o limão para ele que chupou ainda fazendo careta.

- Revigorante não?

Ela sorria. Não tinha percebido que agora estava lado a lado com ele, talvez inconscientemente ela havia se aproximado dele. Seus braços se roçavam enquanto ela preparava mais uma dose. Beckett sentia-se leve pelo álcool que ingerira, estava alegre e de certa forma, ela queria se soltar mais,queria sim arriscar.

- Vamos tomar mais uma?

- Você realmente está se divertindo não? E parece que acertei quando imaginei que você, ou melhor seu alter-ego gosta da tequila.

Ela aproximou-se dele e sussurrou ao ouvido.

- Você não tem idéia.

Foi a vez dele sentir a nuca se arrepiar.

- Ok, vamos tentar outra coisa. Pegue seu copo Castle.

Aquilo era um ordem e ele entendera muito bem. Só não sabia o que ela pretendia ao se levantar e se colocar atrás dele.

- Agora preste atenção. Você vai provar o limão, beber o shot e eu vou mostrar como os verdadeiros tequileiros fazem. Pronto?

- Acho que sim.

- Então, lamba e vire e não engula.

Ele obedeceu e quanto sentiu o liquido ardente na sua boca. Percebeu as mãos de Beckett chacoalhando a cabeça dele.

- Engula!

Quando ela soltou a cabeça dele posando suas mãos no ombro de Castle. Ele estava meio zonzo.

- Morda o limão Castle, vai se sentir melhor.

- Nossa! Que loucura! Não esperava que você fosse fazer isso comigo.

- Eu avisei. Ela ria do jeito dele.

Ela fez menção de sentar-se novamente mas ele a segurou firme pela mão. Os olhos fixos nela.

- Quero mais uma dose, Kate.

A voz saiu rouca, sexy e Beckett sentiu os pelos dos braços e da nuca se arrepiarem. Ele afastou a cadeira da mesa para dar a ela mais acesso. Kate sorriu e pegou mais uma dose de tequila. Agora ela estava de frente para ele, de pé no meio das pernas dele. Pegou o sal e espalhou na mão dela. Ofereceu a ele que lambeu com delicadeza sentindo a pele macia dela. Em seguida, Beckett virou a cabeça dele para trás e derramou a dose na boca. Com as duas mãos, ela balançou a cabeça e o mundo de Castle. Ao parar, tudo o que ele pensou saiu automaticamente pelos lábios.

- Nossa isso foi sexy, excitante. Heat.

Isso arrancou um sorriso lindo de Beckett e manifestou nela um desejo imenso pela bebida principalmente para suprir um outro tipo de desejo que aflorava por todo seu corpo. Ela sentou-se e serviu mais uma dose para si. Castle a olhava com os olhos vidrados, a tensão era quase insuportável entre eles. E Beckett fez o que precisava ser feito naquela noite, quebrou a última barreira que os mantinham racionais.

Kate pegou a mão de Castle, colocou sal e vagarosamente começou a lambê-la. Ele sentiu a luxúria tomar conta de si e um aperto forte na sua calça indicava o quanto isso o excitara. Ela virou a dose, mas em vez de buscar o limão, Kate estava a centímetros do rosto dele. E ela preferiu buscar os lábios à sua frente.

Quando o roçar de lábios aconteceu, algo explodiu dentro dela e Beckett esmagou a boca de Castle com urgência. Ele abriu os lábios dando a ela o acesso que desejava e a intensidade do beijo refletia-se nos gestos de ambos. As mãos de Castle a envolviam na cintura e nas costas enquanto que as de Beckett enroscavam-se no pescoço dele diminuindo a distância entre eles no momento em que o beijo tornava-se mais sensual. Kate sentia o corpo vibrar, tudo parecia ter se intensificado a enésima potencia, levando o prazer e o desejo ao seu ápice.

Foi ela quem quebrou o beijo e mordiscou a orelha dele antes de sussurrar.

- Vamos sair daqui...

Castle sentiu uma pontada na virilha. Era agora ou nunca.

- Não, vamos descer Kate.

Ele a tomou pela mão e puxou-a por um corredor. Kate ainda conseguiu se equilibrar nos saltos. Ao passarem pela porta do sótão, Castle a trancou. Desceram as escadas numa rapidez invejável para quem estava alto. Sem pensar duas vezes, Castle a ergueu e colocou-a sobre a mesa do escritório. Bastou isso para sentir novamente os lábios dela nos seus em um novo beijo. As mãos dele passeavam pelo corpo dela tocando cada pedaço possível. Deslizavam pela perna bem torneada enquanto sentia a camisa ser arrancada do corpo dele. Beckett cravou seus dentes no ombro de Castle e suspirou por ele no momento que ele enviara a mão sob o vestido dela tocando-lhe o centro sobre a calcinha.

- Oh, Rick...

Rick. Seu nome era música para ele. Castle enfiou a outra mão sob o vestido e agilmente arrancou a calcinha dela. Desabotoou a própria calça deixando-a escorregar pela perna revelando o boxer que vestia preto. Tornou a beijá-la. Enquanto perdiam-se em caricias e beijos, Kate buscou o membro dele, sentindo-o duro em suas mãos. Castle ainda a beijava acariciando os seios dela sobre o tecido do vestido. Ela já estava úmida, excitada, não queria mais esperar. Queria ele, precisava dele dentro dela.

- Quero você, Rick...agora...

E mordiscou o queixo dele. Castle não se fez de rogado e sem mais demora a penetrou. Kate gritou. Aquela sensação a inundara com um prazer imenso. Sentiu o corpo tremer no instante que ele começou a se movimentar dentro dela. O orgasmo fora instantâneo tamanho o desejo que a já a consumia porém nem assim ele deixara de estimulá-la. Queria mais. Castle a golpeava ritmadamente. Ela explorava o peito dele com as mãos e por vezes jogava a cabeça para trás em reação ao contato do membro dele com seu centro. O ritmo aumentava e ela o puxou ainda mais para perto dela de modo a preencher todos os espaços ainda existentes entre eles.

Ela sentia que estava prestes a gozar de novo. Sentia a explosão formar-se dentro de si. As mãos de Castle deslizavam pela lateral do corpo dela até alcançar a altura dos seios e os tocar friccionando seus polegares sobre o tecido. Ele enterrou seus lábios no pescoço dela da mesma forma que enterrou o membro dentro dela fazendo-a gemer alto. Os movimentos aumentaram indicando que ele estava tomado pelo desejo e bem próximo de atingir o orgasmo. Ele segurou os cabelos dela e a puxou colando a sua boca com sofreguidão na dela. Sentiu ela apertar seu membro e ceder a um novo orgasmo gemendo entre seus lábios. Foi a vez dele render-se finalmente ao prazer.

Kate apoiou-se no corpo dele tamanha foi a força do orgasmo que a atingira. Castle a abraçava e enterrara sua cabeça no ombro dela. Ela ainda tremia pelo efeito provocado em seu corpo. O coração pulando em seu peito e a sensação de leveza que sentia em sua cabeça a fizeram abraçar ainda mais o homem a sua frente. Ela parecia ter sido inundada por uma sensação que superava o prazer. Sentiu pequenos beijinhos sendo depositados na linha do seu pescoço, subindo pela orelha, contornando a mandíbula e finalmente chegando aos lábios. E então ele olhou para ela com as pupilas dilatadas e um sorriso maroto nos lábios.

- Heat...

- Não, Castle... não sou quem você imaginou no papel, sou real.

- Sim, Kate, bem real. Isso foi...

- Uma loucura...pode culpar a tequila.

- Não culpe a bebida, culpe a nós dois por querermos isso tanto que chega a nos deixar perdidos.

Ela acariciou o peito dele com os dedos delicados. Sorriu.

- E qual a definição certa para isso? Me diga Rick Castle.

- Eu poderia dizer que é desejo, luxúria, prazer, mas no fundo isso Kate nada mais é do que duas pessoas extremamente teimosas e apaixonadas finalmente cedendo à oportunidade de tentar acertar e ser feliz.

Ela olhou-o demoradamente, um olhar que transmitia um calor súbito a ele, capaz de acalmá-lo e de fazê-lo querer muito mais do que ela poderia imaginar.

- O que me diz, Kate? Você concorda com a minha explicação?

- Talvez... – ela passou o dedo indicador levemente no rosto dele e sobre os lábios – acredito que preciso ter uma outra demonstração para chegar a conclusão. Quer testar a teoria novamente no meu apartamento, Rick?

- Você não precisa perguntar novamente.

Ele afastou-se dela e ajeitou as roupas. Kate levantou-se da mesa sem se preocupar com a calcinha afinal que diferença poderia fazer agora? Ajeitou o vestido e os cabelos e sentiu a mão dele sobre suas costas guiando-a. Porém quando ia começar a subir as escadas, Castle a puxou pela cintura num movimento rápido tornando a colar seus corpos a ponto de seus lábios ficarem a centímetros de um novo beijo. Castle virou a cabeça de lado e a envolveu em seus lábios dessa vez com uma dança sensual e carinhosa roubando-lhe o chão. Ao quebrar o beijo, Kate ofegava.

- Rick...

Ela estava zonza, leve e mordendo o lábio inferior antes de sorrir, ela brincava com a gola da camisa dele criando coragem para perguntar.

- Rick Castle, would you be my valentine?

- Sim, Kate. Always.

Ele a beijou novamente.

- Happy Valentine’s Day, Kate.

- O que você acha de mais uma rodada de tequila, Rick? Ainda quero te mostrar que sua Nikki Heat não me faz justiça.

- O que estamos esperando, Kate? Já devíamos estar no seu apartamento...

- Come on Castle... – ela deu um tapinha no bumbum dele e subiu as escadas – a última coisa que preciso é de um valentine preguiçoso. A noite ainda não acabou.

Ele subiu as escadas e a abraçou por trás segurando-a pela cintura cravando os dentes no pescoço dela. Sussurrou.


- Pode apostar que não e vou provar para você quem é preguiçoso nessa história.

Eles deixaram o bar entre risos e caricias. Provocações e demonstrações de carinho.

Abraçados e protegidos em seus casacos eles pareciam para os da rua estarem procurando se aquecer. O que eles não imaginavam era que em uma noite congelante de fevereiro, o calor de seus corpos estava no limite. Loucos por mais umas horas de prazer nos braços um do outro.


The End.



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6 comentários:

Eliane Lucélia disse...

O M G, Ameiiii essa fic, em primeiro lugar, sacanagem da Beckett e de Castle estragarem a surpresa do Esposito hein? poxa, aqueles dois tá me saindo a tampa e a panela, perfeito um para o outro, se encaixam tão bem, eeee comoooo se encaixam, não? eu daria tudo pra ver uma cena como essa deles no Bar (nos fundos do Bar na verdade)na série, já imaginou? Uiiiiiii, caraca, quando ela disse: "Apenas uma taça para mim. Estou com vontade de beber outra coisa depois do jantar." minha imaginação foi tão longe gêmea, fico até com vergonha de contar kkkk adoro uma cena de perigo em todos os sentidos, eles usando a mesa, OH MY, pensa eu lendo isso em plena madrugada, pior que o clima aqui já tava tão queeenteee, mas eu quero o resto, tudo bem que já imaginei essa sequencia de tudo que é jeito, o que acontece da saída deles do bar até depois que eles chegam no Ap da Beckett, no carro, no metrô, na escada, no elevador, no Banheiro, na sala, no quarto, na cozinha, na parede, no chão, no sofá, etc. todas as possibilidades possíveis, mas eu quero lerrr kkkk. Pensa com carinho please. Bjosss

val disse...

OMG!!
gente isso foi tão quente acho q vou precisar de um banho,kkkk nossa eu viajei na batatinha de tão longe q eu fui, imaginando as cenas quentes da Kate e do Castle.
foi muito intenso, romantico, apaixonado tudo, foi Caskett d+.

val disse...

would you be my valentine?
tudo... OMG!!! não me canso de ler.

Two Writers Girls disse...

OMG Cadê o oxigênio??? kkkkk
Que perfeitooo muito perfeito!
To sem palavras! A cada fic que leio você me deixa mais impressionada! *-*
Parabéns flor. Amei por completo a fic!


Vick

Adrianne Gurgel disse...

OMFG, quanto mais leio suas fics mais me impressiono. Parabéns, são todas muito boas (:

jujah disse...

amei a história, ela é bem a cara deles, afinal, foi mais ou menos isso que aconteceu em always com after the storm.