segunda-feira, 12 de maio de 2014

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.23


Nota da Autora: Mais um capítulo, consegui me inspirar no findi e com todo esse clima de casamento, melhor mesmo termos opções para driblar a ansiedade, não? Gostaria de lembra-los que tudo isso não passa de ficção e voltado puramente ao entretenimento. Não levem tão a sério... e pra celebrar a data de hoje, adivinha? NC! Sim, e nem preciso avisar para considerarem o texto em itálico como flashback. Enjoy! 

Atenção...NC17 be aware!


Cap.23   

Ao sair do local, ela percebeu um flash vindo de algum lugar. Na mesma hora, pegou o celular e enviou uma mensagem para Nathan.

“Thx for the wonderful evening, pure heat. I’ll be dreaming of you, babe. ILY. XS.
PS: Could please take care of the photos? Hide them. “

Segundos depois, ela recebeu a resposta.

“Best.Party.Ever. LY and don’t worry. Everything is gonna be alright. Say hi to Anne. N”

Satisfeita, ela entrou no carro e seguiu para o hospital.

Stana passou a noite ao lado da cama de hospital de Anne. Por volta das duas da madrugada a febre finalmente começara a ceder. Após uma boa dosagem de soro e ingerir ainda de noite uma sopa, a cor e a melhora já eram visiveis no rosto da menina. Acordou sentindo-se bem melhor e passou uma manhã muito tranquila, o que apenas serviu para corroborar a teoria de Stana sobre a real causa de tudo aquilo. Anne tivera uma crise emocional retratada através de um quadro clínico. Estando devidamente cansada pela maratona da noite, por volta do meio-dia, horário que Anne estava almoçando, Stana sentou-se ao lado dela e satisfeita por ver a menina voltando a agir normalmente, resolveu falar sobre o ocorrido.

- Se sente melhor não, Anne?

- Sim, tia. Dodoi tá passando. A tia aqui ajudou. E a festa? – perguntou a menina curiosa.

- Estava muito boa pelo que pude perceber mas você sabe que não fiquei tempo suficiente lá. Gostaria de ter ficado um pouco mais. Ah, e ele mandou um recado para você. Disse que se não ficar logo boa, nada de festa.

- Mas Anne tá boa! – os olhos arregalados serviam apenas para justificar o fato dela estar chantageando a tia.

- Sempre soube. Olha Anne, a tia ficou chateada com o que você fez e por pouco não pude ver o Nathan. Ainda bem que a minha mãe insistiu para que eu fosse a festa mas não faça mais isso comigo, ok? Nathan ficou tão feliz... agora preciso ir para casa, trocar de roupa e descansar um pouco. Mais tarde sairei com seus avós e você ficará com sua mãe, fui clara?

- Sim,tia Stana. Anne entendeu direitinho e desculpa – ela beijou a testa da sobrinha e saiu do quarto. Depois de dar um tempo para si, ela se arrumou e saiu com os pais. Percorreram os vinhedos do Napa Valley, fizeram degustação e comeram em um pequeno restaurante deliciosamente aconchegante. Era o tipo de lugar discreto que ela adorava e o primeiro pensamento que teve era que gostaria de voltar ali com Nathan... se ao menos pudessem...

Ao pararem já próximo da casa do irmão para tomar um café, a mãe começou a aborda-la de maneira estranha, colocando uma certa ruga de preocupação no rosto de Stana. O papo era sobre viagens e do nada, a mãe teceu comentários bem fora do assunto em questão.

- Viajar é bom mas você não prefere ficar quieta onde está, apreciando o que tem? Dando uma chance para observar a cidade que mora e preencher seu tempo livre com o que realmente gostaria? Sem obrigação de acordar cedo ou estar com os amigos apenas porque também fazem parte do seu trabalho? Por que não usar seu tempo livre para experimentar o outro lado?

- Posso fazer isso viajando. LA é ótima mas passar três meses aqui. Teria que ter o melhor calendário de eventos ou uma boa justificativa – disse Stana.

- E será que não tem, filha? – Stana engoliu em seco mas não respondeu a pergunta da maneira correta.

- Estou com saudades da Servia, da familia – ela pensou estar usando a melhor justificativa, até seria se nesse momento ao seu lado não tivesse surgido um casal com um bebê lindo por volta dos seis meses que fez não apenas Stana mas também sua mãe babar. Sem perceber, ela suspirou e o gesto não passou despercebido por Rada.

- Engraçado você falar isso, gosta tanto de familia mas já reparou que em nenhum momento parece se preocupar em formar a sua? Ou talvez eu seja surpreendida algum dia com você a minha porta com meu neto ou neta no colo.

- Ah, mãe. vamos mudar de conversa? Não é tão simples como parece. A menos que faça uma produção independente.

- Ah, filha por favor! Você não precisa disso. Se quer mudar de tópico, tudo bem. Me conte sobre a festa de ontem, como foi? Muita gente? O lugar era bonito?

- Sim, tudo muito bem arrumado de muito bom gosto porque nisso todos concordam. Nathan é muito elegante e gosta de coisa boa. Encontrei alguns amigos, cumprimentei o aniversariante e sai muito rápido. Quando recebi seu telefonema não podia ficar mais nem um minuto ali. Anne me deixou preocupada mesmo sabendo que tudo era de cunho emocional.

- E ele? Como estava? Devia estar um charme não? Sou casada e já não tenho idade pra arriscar mas não posso deixar de comentar que Nathan é pedaço de mau caminho e sua simpatia e gentileza ainda o fazem mais irresistível. Se eu fosse mais nova como você não deixaria um homem como aquele escapar.

- Mãe! Ele é meu parceiro de trabalho.

- Como se não tivesse percebido o jeito de vocês dois naquelas gravações... aquilo era mais que colega de trabalho.

- É verdade – Stana lembrou-se das palavras de Nathan antes de respoder – a senhora usou a palavra chave: gravação. O que viu foi Kate Beckett e Rick Castle, dois personagens apaixonados que naquele momento viraram uma pagina muito importante da sua história. Atuação, mãe. É bom saber que fomos bastante convincentes. Sinal que estamos fazendo a coisa certa.

- Não é só isso – Stana aproveitou a desculpa de fazer sinal para a garçonete para evitar o olhar da mãe, estava a um passo de se enrolar – eu vi algo diferente, acho... – felizmente o pai dela interviu.    

- Rada, não faça suposições e não pressione a menina. Tudo a seu tempo. Stana é feliz hoje com a vida que leva, quando quiser mudar ela o fará como sempre fez desde pequena – ela agradeceu mentalmente a posição do pai ao defende-la mas não pode deixar de constatar que ambos tinham razão. Sua mãe por lembra-la de quanto ela queria ter um bebê e seu pai por saber que no momento certo, ela faria suas escolhas. O problema era que desde a última conversa séria com Nathan ela não conseguia definir quando e qual seria o próximo passo. Porém, aquela não era a hora nem o lugar para pensar nisso.

- Podemos ir? – ela perguntou e seguiram até a casa do irmão comentando a paisagem e a vida em LA.

Assim que chegou em casa, ela sentiu uma necessidade muito grande de falar com ele. Antes, resolveu verificar se havia comentários da festa no twitter. Ao ver a foto dos seus companheiros de elenco celebrando, bateu uma certa tristeza por saber que poderia estar nessa mesma foto. Tornando a olhar uma outra foto dele sorrindo, ela viu o brilho nos olhos azuis. Ele estava feliz. Discando o número dele, Stana esperou até o quinto toque para receber a sinalização da caixa de mensagem.

“Olá, você ligou para Nathan Fillion. Deixe seu recado após o sinal. Pi! Não esse, o outro” – ela riu da mensagem.

- Hey, Nate. Você pode me ligar de volta? Vou esperar.

Aproveitou para tomar um banho rápido pois se pudesse, iria se encontrar com ele. Ao sair do banheiro enrolada na toalha, ouviu o celular tocando. Era ele.

- Hey, babe... – o sorriso logo aparecia no rosto – como você está?

- Com dor de cabeça, ressaca mas feliz. Você não saiu dos meus pensamentos ontem. Deixou uma marca e tanto Staninha. Como está Anne?

- Melhor. Deve sair do hospital hoje. Voltou a comer.

- Ótimo. Está com seus pais? Acho que não ou não podíamos estar conversando. Onde andas?

- Acabei de deixa-los na casa do meu irmão. Amanhã saio na hora do almoço para leva-los ao aeroporto. Queria apenas ouvir a sua voz. Acho que sai rápido demais da sua festa, ficou um certo gostinho de quero mais. Como está o pescoço? Alguém reparou? Depois que vi o que fiz fiquei preocupada.

- Gostinho de quero mais, sei. Você faz toda aquela cena, provoca e me deixa na mão.

- Ah, você teve que recorrer a ela? Poxa! – e caiu na gargalhada.

- Isso, pode rir mas não fiz nada disso sua pervertida! E sobre o ataque ao meu pescoço, tive sorte de estar em um ambiente a meia luz e muito agitado. Não deu tempo de ninguém perceber mas talvez não tenha a mesma sorte amanhã, a começar pelo pessoal da maquiagem.

- Teremos que dar um jeito nisso. Posso tentar disfarçar pra você.

- Há! Agora quer reparar sua besteira? Você não existe Staninha.

- Vai dizer que não gostou? Ou você esqueceu da marca que deixou no meu bumbum depois daquele dia que filmamos a cena do strip poker? Sorte que a Beckett não anda de calcinha pela casa...

- Claro que não esqueci e seria uma ótima ideia se você fizesse isso por aquele loft...

- Mentiroso! Você fica todo nervosinho quando tem que me tocar e me beijar no set! De que adiantaria ficar rodando de calcinha na sua frente?

- O que você quer que eu faça? Passe vexame? Tem razão, ia ser muito ruim porque não saberia dizer qual seria minha reação já pensou se... podíamos perder o emprego.

- Ah, Nate ficar excitado você já ficou e duvido que perderíamos o emprego, já a compostura... – e outra gargalhada – e já era o nosso segredo não?

- O que estamos fazendo falando ao telefone, você me provocando... me diga Staninha o que está errado nessa história? Não devíamos estar um ao lado do outro? Digamos desafiando e quem sabe provando alguns pontos de vista?

- Quem está de ressaca é você... – ela provocou.

- Me dê algumas horas, por volta das sete estarei aí. Ponha o vinho para gelar.

- Vinho? Ainda aguenta?

- Quem disse que é para mim? Beijo, gorgeous.

- Te espero. Com um sorriso nos lábios, ela se levantou da cama onde sentara e foi fazer o que ele pedira. Colocar o vinho na geladeira. Em seguida, ela secou os cabelos e vestiu uma roupa de casa. Camiseta e shortinho, afinal qual era o ponto de encher-se de roupas se logo as perderia uma vez que o namorado entrasse pela porta?

Ela colocou uma música para tocar enquanto se entretia com um livro. Não qualquer um, lia a nova aventura de Storm, Terri havia dado uma cópia a ela. Era uma forma de passar o tempo à espera dele. Porém, ao ler uma cena quente entre Derrick e sua companheira, acabou por provocar em si mesma sensações de momentos bons vividos com Nathan. O mesmo que ela usara para provoca-lo ao telefone.


Estavam no set de filmagens tarde da noite. Era apenas ela, o diretor, ele e duas pessoas da equipe técnica para auxiliar com as luzes. Eles já haviam discutido como fariam a cena do strip poker. Sabia que ele estava um pouco nervoso por atuar junto a ela vestindo apenas a lingerie. Ossos do ofício, pensou. No primeiro take eles acabaram errando, pois Nathan se esticou tanto que acabou revelando estar de calça. O diretor o orientou a apoiar-se na mesa o mínimo possível para aparentar estar somente com a camisa vermelha. Para ajuda-lo, acertou o ângulo da camera a fim de facilitar. Ela esperava tranquilamente sentada na sua posição. O problema era conseguir se conter para não provoca-lo. Percebera que não precisava muito para mexer com ele.

Depois de uma orientação rápida, eles voltaram a filmar e felizmente conseguiram terminar o take sem maiores problemas. Como era a última cena da noite, foram logo liberados. Stana pode perceber a forma avantajada através da calça que ele usava. Não falou nada mas teve que lutar contra a vontade de provoca-lo um pouco mais. Ela se dirigiu ao seu camarim para a troca de roupa e nem bem entrou já recebera uma mensagem no celular dele.

“Sua casa em meia hora. Urgente!” – ela gargalhou da mensagem e respondeu. “Vou esperar, precisa chamar o bombeiro? Ou se eu preparar um balde de água gelada resolve?”

Ele não respondeu. Stana não o viu deixando o estúdio, de qualquer forma, foi direto para casa. Meia hora depois a campainha tocava insistentemente. Ela mal abriu a porta e já foi sentindo os braços dele puxando-a em um beijo ardente. Ele fechou a porta com os pés e saiu caminhando pela casa com ela. Stana agarrou-se ao pescoço dele com medo de acabar caindo se entregando aos lábios dele que devorava sua boca como um amante em plena seca. As mãos subiam e desciam nas costas dela até quebrar o beijo e se concentrar no pescoço. Seus dedos desfaziam os botões da blusa dela avidamente. Queria se perder em casa centímetro daquele corpo, daquela pele. Queria possui-la exatamente da mesma forma que ela estava naquela cena, com aquele soutian branco.

Ela gemia sem se conter já experimentando sensações com a forma como Nathan a tocava e a segurava tão rente ao seu próprio corpo. Ela se distanciou dele para poder desfazer os botões da camisa. Ao perceber que ela estava com outra lingerie, ele gemeu frustrado. Mordiscou o lóbulo da orelha dela e sussurrou.

- Por favor, Staninha. Põe aquele soutian branco... preciso dele. Ela riu do jeito dele mas no segundo seguinte gemeu ao sentir que ele apertara seu mamilo. Provocando, era isso o que estava fazendo. Os lábios dele deslizaram pelo colo e beijavam agora o meio dos seios dela. Então, se afastou. Stana pode ver o olhar vidrado de desejo, grande parte do azul havia sido consumido pela pupila dilatada. A calça dele parecia que ia explodir a qualquer momento. Ela desfez o botão deixando a peça cair pelas pernas dele. Nathan a chutou para longe. Estava somente de boxer a frente dela. Stana livrou-se da própria calça e sorriu para ele.

- Me espere no quarto... – virou-se de costas e entrou no banheiro. Dominado pelo desejo, ele caminhou até a cama dela para espera-la. Tirou o boxer para que a sua ereção ficasse livre. Aquela mulher provocava nele as reações mais loucas possíveis. Muitas vezes, ela não precisava fazer absolutamente nada. Um simples olhar, um gesto, uma mexida no cabelo era suficiente para causar nele os pensamentos mais impuros. Foi o que acontecera em pleno estúdio. A porta do banheiro se abriu e Stana saiu de lá vestindo a mini calcinha branca e o soutian da mesma cor rendado e com bojo realçando os seus seios. Os cabelos estavam soltos sobre os ombros. Era uma visão do paraíso. Nathan deixou escapar um gemido de prazer.

Stana caminhava calmamente na direção dele. Sorrindo e de mãos na cintura desfilava para ele. era sua vez de provocar. Parou a uma certa distância dele passando os dedos para cima e para baixo entre os seios e a garganta, querendo dar uma de inocente e perguntou.

- O que deu em você, Nate? Por que está assim tão mexido por um soutian branco? Não tem nada demais nele – ela o fitava para em seguida baixar os olhos para o soutian contornando-o com a ponta dos dedos. Voltou a caminhar até ficar bem na frente dele. Posicionou os braços do lado do corpo, ele ergueu o rosto para olha-la mais uma vez antes de envolver com um dos braços sua cintura. Stana deixou uma das mãos sobre o ombro dele. Inclinou-se encontrando os lábios de Nathan e tomou-lhes em um beijo cálido. Um leve roçar de bocas sem quase se tocar. Os dentes dela mordiscaram levemente o lábio inferior dele. Um selinho e mais outro e outro para somente após segurar o rosto dele com ambas as mãos sorver a boca tão ansiada deixando sua língua encontrar a dele. Nathan rendeu-se aos encantos dela com facilidade. Deu a ela a oportunidade de achar que estava outra vez no comando. O beijo se intensificou e ela deixou o corpo encostar totalmente no dele sentindo o contato com a pele quente dele.

Vendo que ela estava entregue ao sentimento, fez o que queria. Ergueu-a do chão deitando-a na cama. Colocando todo o seu peso sobre ela, beijou-lhe rapidamente os lábios seguindo devorando o pescoço dela arrancando-lhe gemidos que apenas aumentaram quando ele chegou ao soutian dela. Nathan se deu um momento para apreciar a visão. Ele estava encantado pela forma como aquela peça se encaixara perfeitamente para ela. beijou os seios sobre o tecido e a instigou abocanhando um deles ainda com a peça. Puxou um dos lados expondo o seio e tomou-lhe o mamilo com a boca. Ela gemeu e sentiu a umidade em seu centro aumentar. Satisfeito por ver o efeito causado sobre Stana, ele tornou a cobrir o seio. Continuou explorando o corpo dela com os lábios e a língua até chegar na calcinha. Retirou-a sem pensar duas vezes e jogou-a no chão do quarto. Tocou-a para sentir se ela já estava preparada para recebe-lo. ao fazer isso, massageou o seu clitóris e pode perceber que pouco faltava para ela ter o primeiro orgasmo. O corpo já se contorcia abaixo do seu, a pele estava avermelhada na região do colo. Ele se permitiu provoca-la um pouco mais com os dedos em seu centro. Stana arfou por ar. Beijou-lhe o estomago antes de repetir o gesto. Isso levou-a ao orgasmo.

Nathan não parou até ve-la gemer mais alto. Em seguida, ele posicionou-a de lado na cama e movendo sua mão pela lateral  do corpo dela chegou até o pescoço, afastou os cabelos e beijou-lhe a pele levemente. Stana virou o rosto buscando a boca do homem que a provocava. Trocaram um beijo apaixonado e ele aproveitou o momento para penetra-la de lado. Ela fora pega de surpresa. Não esperava. Definitivamente ele resolvera surpreende-la hoje. Sentiu o braço dele envolve-lhe a cintura, a mão procurou o seio e o apertou. Ele se movimentava dentro dela e mordicava seu ombro, horas usando apenas os lábios, horas puxando a alça do soutian com os dentes. Foi exatamente assim que eles caminharam para o ápice do prazer. Ele abriu o fecho do soutian arrancando-o antes de gozar com ela. Não queria parar por ali, o ombro dela já estava arranhado pelos dentes dele. Mas Nathan queria mais. A colocou de bruços e explorou-lhe as costas enchendo-a de beijos. Ao se deparar com o bumbum tão firme e deliciosamente redondo, ele não resistiu e tascou uma mordida em uma das bochechas. Ela deu um gritinho que apenas serviu para deixa-lo excitado novamente. Observando a área, sabia que deixaria uma marca ali. Não se importou e repetiu o gesto.

Somente então ele virou-a de frente para si e beijou-lhe os lábios novamente. Tornou a penetra-la e quando estava prestes a gozar mais uma vez sussurrou em seu ouvido o nome dela com uma voz tão rouca e sensual que a arrepiou antes de fechar os olhos e se entregar totalmente a ele.

Minutos se passaram até que algum deles falasse algo ou se movimentasse. O coração ainda estava descontrolado quando Stana deitou-se sobre o peito dele. Suspirou longamente. Após um beijinho sobre a pele suada, ela ergueu o rosto para fita-lo. Ele estava de olhos fechados. Tinha um sorriso nos lábios.

- Hey, babe... – ela esperou que ele abrisse os olhos – se eu soubesse o quanto um soutian branco ia transforma-lo e excita-lo já tinha usado antes. Ele riu.

- Não foi somente o soutian mas o conjunto das coisas. E você não vai ficar tão satisfeita ao ver como está seu ombro e seu bumbum.

- Como assim? – ela o encarou com uma sobrancelha arqueada.

- Digamos que me empolguei e acabei deixando uma marca no seu traseiro. Considere uma marca de amor.

- Tipo um chupão?

- É, isso ai – ela se mostrando curiosa tentou olhar para o local sem sucesso – acho que você não conseguirá ver assim. Desculpe.

- Tudo bem, pelo menos não é em um local visível. Mas somente por isso você me deve um beijo.

- Só um? – ela gargalhou e sentiu a mão dele a puxar pela nuca para o encontro dos lábios.

Stama estava tão absorta em pensamentos que não ouviu a campainha que tocava insistentemente. Como desperta de um transe, ela se levantou e abriu a porta. Um rapaz de boné segurava um pacote nas mãos. Estranho, ela não pedira nada porque um serviço de delivery estava a sua porta?

- Pois não? Acredito que você errou de apartamento. Eu não pedi nenhuma entrega.

- Stana Katic?

- Sim.

- É o seu nome e seu endereço que estão no pacote. Veja – ela percebeu que tinha razão – a senhora precisa assinar aqui.

Stana assinou e agradeceu. Estava curiosa. Quem mandara aquilo para ela? Seria presente de fãs? Ela abriu o pacote onde encontrou um envelope endereçado ela com um outro embrulho uma caixinha térmica também cumpunha o pacote. Ela reconheceu a letra. Nathan. Retirou um cartão de dentro. Estava escrito.

“Staninha, este é um pequeno agrado para sua mãe. Por favor, entregue a ela em meu nome antes dela viajar. Um pedacinho do Canada. Melhor consumir o quanto antes. Beijos, NF.”            

Ela teve que sorrir. O gesto fora adorável. Gentil e galanteador como sempre, pensou. Sua mãe iria adorar e certamente o agrado apenas serviria para aumentar ainda mais as suspeitas dela quanto aos dois. talvez nem fosse uma boa ideia entregar-lhe o presente. Porém, não podia fazer isso. Não com ele. Guardou o recipiente em um lugar arejado para conserva-lo pois só entregaria a mãe no dia seguinte. Aproveitou a ida à cozinha para checar o vinho, não resistindo serviu-se de uma taça. Estava deliciosamente gelado. Retornou ao livro.

Por volta das sete e quinze sua campainha tornou a tocar. Agora ela sabia exatamente quem era. Nathan aparecera na soleira da sua porta trajando calça jeans e uma camisa polo preta. Apesar dos olhos marcados pelas olheiras, seu semblante estava relaxado. O perfume amadeirado entrou por suas narinas e a fez inspirar profundamente e sorrir.

- Entre...

Ele esperou Stana fechar a porta para então cumprimenta-la apropriadamente. Ela caminhou até onde Nathan estava. Colocou uma das mãos no peito dele enquanto a outra brincava com a gola da camisa. Ele a beijou primeiro. Um beijo carinhoso de quem estava com saudades. Separou seus lábios dos dela e acariciou-lhe o rosto sorrindo.

- Hey...

- Hey...

Não foi preciso mais nenhuma palavra. Stana entrelaçou a mão na dele e em silêncio o levou até o quarto. Em poucos segundos, eles estavam despidos e se perdiam um nos braços do outro, cheios de amor para dar. Ali era o momento deles, exclusiva e completamente deles.

Quarenta minutos depois, ele se levantou da cama trôpego. Ela segurou a mão dele não querendo ficar sozinha na cama.

- Onde você vai, Nate?

- Buscar uma taça de vinho para você. Não quer?

- Quero.

Ele voltou com duas taças cheias do vinho tinto que estava numa temperatura perfeita. Entregou um dos copos a ela, sentando-se na cama novamente ao lado dela, ergueu o copo na direção dela para fazer um brinde.

- A nós dois – o tintilhar das taças e o primeiro gole desceu perfeitamente pela garganta fazendo-a suspirar. Ela se aninhou perto dele cheirando o pescoço e deixando um beijinho na pele perfumada bem  no local onde a marca da noite anterior ficara. Depois ela contemplou o feito com a ponta dos dedos.

- Dói?

- Não... – ele se virou e deu um selinho nela – só precisa de disfarce. Vi que você recebeu minha encomenda. O que achou? Precisa entregar para sua mãe amanhã sem falta.

- Muito gentil da sua parte, só acho que temos um problema Nate. Mamãe anda desconfiada. Fez algumas perguntas e comentários suspeitos. Esse seu mimo pode gerar ainda mais questionamentos ou ela pode concluir naquela cabecinha que você quer agrada-la porque quer me conquistar.

- Não deixa de ser verdade, a diferença é que já te conquistei.

- Você sempre cheio de razão... mas tudo bem, vou ter que lidar com minha mãe morrendo de amores por você novamente.

- E isso é um problema, Staninha? Tem tanto ciúmes assim de mim?

- Bobo... – ela disse dando um tapinha no ombro dele – você vai dormir aqui?

- Se você deixar... posso? – ele fez a carinha de pidão que ela quase nunca resistia.

- Pode. Vou tomar um banho e já volto para nos arrumarmos para dormir.

- Vou pra cozinha então.

Quando Stana saiu do banho encontrou a mesa posta e ele esperando com torradas francesas, queijo e o café quentinho. Tomaram a refeição juntos e enquanto ela cuidava das louças, ele foi se preparar para dormir. Naquela noite, ela dormiu tranquilamente envolta pelos braços fortes e carinhosos da pessoa mais importante na sua vida. Não sentiria frio esta noite porque tinha Nathan para esquentar sua cama e seu coração.


Raleigh Studios
9 am


Nathan chegou primeiro ao set a fim de não levantar suspeitas. Por onde passava era cumprimentado pelas pessoas em relação a sua festa de sábado. Ele também agradecia a presença deles. Como ele mesmo declarara em um tweet, era uma pessoa abençoada por ter tantos amigos.

Stana chegou vinte minutos depois, cedo pela manhã ela ligou para a casa do irmão a fim de falar com a sobrinha para saber como estava se sentindo pedindo juízo a ela e em seguida falou com a mãe. Combinou o horário do aeroporto com ela e desligou. Assim que chegou ao estúdio, foi avisada que iriam regravar uma cena indo direto para a maquiagem após uma rápida parada em seu camarim para deixar a encomenda de Nathan para sua mãe.

Em casa, ela fez uma pequena mágica para esconder e disfarçar a marca no pescoço de Nathan e torcia para que ninguém reparasse. Apesar de terem finalizado todas as cenas do episódio, eles precisavam regravar um trecho que não agradara ao diretor e para evitar o corte total na edição decidiram dar mais uma chance a cena. Quando eles se encontraram no set do distrito, Stana foi logo questionada pela amiga Tamala.

- Garota! Como está sua sobrinha? Dara nos contou que ela foi hospitalizada.

- Sim, ela teve inclusive convulsão. Fiquei muito preocupada porque a febre dela começara no dia anterior e não cedia. Felizmente, ela já está bem. Foi para casa ontem à noite.

- Você adora essa menina, não? Já pensou quando for sua própria filha? – cutucou Tamala. Ela apenas sorriu procurando não estender a conversa. Seamus foi o próximo a querer noticias. De certa forma, ela gostava de ver a preocupação dos amigos com ela e a sobrinha. Claro que eles sempre mencionavam que sentiram a falta dela e podia ter ficado mais um pouco na festa. O papo foi cortado por Rob que já exigia a completa atenção dela. Meia hora depois, terminaram tudo.
Andrew chegara ao estúdio acompanhado de Terri a dez minutos e já chamara por ela e Nathan.

- Bom dia aos dois!           

- Bom dia – responderam quase juntos.

- Imagino que estejam animados para o próximo e último episodio. Stana sei que está. Ela não vê a hora de se vestir de noiva e subir naquele altar para se casar, ou melhor casar a Beckett – disse Marlowe.  Stana teve que rir, o chefe sempre implicava com ela – quero passar algumas instruções para vocês antes de começarmos as filmagens amanhã. Não sei como seus fãs irão reagir mas daremos alguma coisa para ficarem revoltados.

- Como assim? – o lado fangirl dela já se assustou ao pensar que ele iria fazer algo que impedisse o casamento – você vai casa-los não? Não pode simplesmente estar com tudo pronto e criar algo que os impeça – foi a vez de Marlowe rir da cara de pânico de Stana.

- Ah! sempre a shipper... Stana você é um excelente laboratório para termos uma ideia da reação do fandom. Que bom! Sinal de que vou receber muitos xingamentos. Porém – ele via a rigidez como ela segurava o iphone deixando as juntas da mão brancas - antes que você decida atirar esse celular na minha cabeça, deixe-me apresentar o pivô da história. Terri, ele já chegou?

- Sim. Stana, Nathan conheçam Rogan. A pessoa que está prestes a estragar seus planos – disse Terri. Eddie sorria para eles.

- Olá, Eddie! Quanto tempo! – disse Nathan – bom tê-lo a bordo. Essa como Terri já disse é Stana, minha parceira de cena.  Apesar de ser uma pessoa adorável não sei se ela o receberá de bom humor com a noticia que Andrew acaba de nos dar, ela é muito passional quando se trata de Kate Beckett  – ninguém resistiu a brincadeira de Nathan e caíram na gargalhada exceto por ela que revirava os olhos para então fita-lo com o olhar matador de Kate Beckett.

- Por que vocês adoram implicar comigo? – ela estendeu a mão para Eddie – seja bem-vindo, Eddie e não acredite em tudo que Nathan diz.

- É um prazer conhece-la finalmente. As fotos não lhe fazem justiça, você é ainda mais bela pessoalmente.

- Viu Nathan? Talvez o Eddie atrapalhar a vida de Castle e Beckett não seja uma má ideia – ela o desafiou mais uma vez com uma cara maliciosa – Eddie faz o tipo de Beckett.

- É exatamente por isso que todos implicam com você. Pega corda muito fácil. Você acha que depois de toda a preparação, toda a dificuldade Castle não vai casar com Kate? Há! Double Há! – ela viu uma pontinha de ciúmes naquele comentário, teve que sorrir.

- Agora que vocês parecem ter entrado no clima “amigável”, que tal sentarem para que eu possa explicar qual a ideia da nossa season finale? Já vou avsando que parte da conversa nessa sala não deve ser comentada com mais ninguém do elenco e da técnica, nem preciso mencionar twitter certo, Dona Stana? Depois do que você fez ontem com a foto dos elefantes? Prefiro não arriscar.

- Não fiz nada, foi uma foto inocente – eles sentaram-se na mesa onde geralmente se fazia as reuniões de produção e com o elenco.  

- Com uma frase, sei. De qualquer forma, vocês também não saberão de tudo. Os scripts serão parciais. Assim a reação e a interpretação de vocês ficará melhor. Enquanto tivermos fazendo esse episódio, não quero qualquer comentário. A primeira surpresa que nossos fãs deverão ter é ao ver a promo. Dara e Terri estão trabalhando em outros projetos com a ABC deixei a cargo delas todo o lance de divulgação. Entendido?

- Claro – disse Nathan – sabemos que é importante manter sigilo. Somos capazes disso – ele olhou de relance para ela, segredo era algo com que os dois conviviam a algum tempo.

- Tudo bem. Já vi Stana sorrir e se sentir emocionada com algumas coisas desse show mas talvez esse seja o episódio que ela mais espera nesses cinco anos – Andrew sorriu para ela e já pode ver o olhar demonstrar o que ela sentiria – para começar, vocês irão...
A conversa continuou por duas horas de portas fechadas. Porém, seguindo o conselho e no fundo a ordem do chefe, eles deixaram a sala sem comentar o assunto. Apesar da tentativa de disfarçar, o sorriso bobo na cara de Stana era impossível de esconder, felizmente apenas os mais espertos e chegados conseguiam perceber, como Dara.

Para passar despercebida, Stana foi direto para a mini copa tomar um café. Nathan resolveu fazer o papel de anfitrião para Eddie, o que no fundo significava um momento para somente os meninos. Dara foi em seu encalço. Deixou que ela se arrumasse e calmamente sentasse para saborear o café. Stana sorveu o primeiro gole e continuou com o sorriso bobo no rosto. Ela sentou-se ao lado da amiga, sim, Dara se considerava amiga daquela mulher espetacular. Com um leve toque de ombros, ela fez Stana olhar para ela.

- Já vi que você está feliz com as possibilidades da season finale. Você não consegue disfarçar o quanto adora seu trabalho e sua personagem. Também não poderia ser diferente, tem muito de Kate Beckett em você assim como tem muito de Stana nela.

- Não sei do que você está falando, Dara – mas riu antes de tomar mais um pouco do café.

- Ah, tudo bem. Então aposto que também não deve saber de nada que aconteceu em uma sala do La Boheme no sábado à noite.

- Nunca estive naquele lugar, muito menos numa sala específica. Era aniversário de um famoso não? Se eu estivesse em um lugar como esse poderia aprontar todo o tipo de coisas levianas afinal em um ambiente assim tudo pode acontecer, inclusive nada.

- Odeio você! – disse Dara se irritando com ela – o seu segredo não se aplica a mim, esqueceu? Você é uma péssima amiga, Stana. Péssima. Tenho duas coisas a declarar. Primeiro: o que aconteceu naquela sala foi muito bom, a ponto de fazer um certo alguém sair pisando nas nuvens ou flutuando escolha você. Segundo: o que posso dizer sobre a próxima vez que você me pedir ajuda é que irei negar a menos que você aceite assinar um contrato para contar o que aprontou.

- Que coisa! Tanta mágoa em um único coração, Dara. Isso não é bom. As pessoas devem ser altruítas. Fazer o bem sem esperar nada em troca.

- Acaba com essa conversa fiada, você não me convence.

Nesse instante, Nathan entra e percebe que as duas pareciam estar conversando algo pessoal.

- Opa! Desculpa, atrapalho alguma coisa?

- Não, chegou bem na hora de ouvir o momento Dalai Lama de Stana, a pessoa mais egoísta da face da terra. Diz pra ele.

- Ouch! O que você fez? – ele perguntou vendo a insatisfação no rosto de Dara.

- Nada, apenas disse que devemos fazer o bem, ser altruítas de vez em quando. Não concorda?

- Concordo. Você não, Dara?

- Vocês dois vão me deixar é maluca. Sério, vocês combinam esses papos para tirar uma com a minha cara? – ela suspirou e sorriu – vocês tem muita sorte por eu gostar muito dos dois e do meu trabalho. Soltar spoiler de Castle pode mas liberar um único detalhe sobre outra coisa nem pensar não, Stana?

Ao ver a cara de interrogação de Nathan, ela alertou.

- Não se preocupe, nada demais coisa de mulher. Melhor não querer saber. Onde está o Eddie? Cansaram do clube do Bolinha?

- Ele tinha um compromisso ao meio-dia – isso fez Stana arregalar os olhos ao ver as horas no relógio.

- Meu Deus! Estou atrasada. Preciso deixar meus pais no aeroporto. Dara, avise a Terri que volto em no máximo duas horas. E saiu voando pela porta fazendo Nathan rir sozinho do jeito desesperado dela. Foi até a cafeteira e preparou um macchiatto para ele e outro para Dara. Sentou-se no mesmo lugar que antes Stana ocupara.

- Beba isso e me conte o motivo da sua irritação.

- Deixa de ser bobo, Nathan. A Stana que estava me irritando, coisa que ela faz muito bem e de propósito. Nada demais mesmo, acredite não estou com raiva dela não! Ela é uma pessoa impossível de se ficar com raiva. Impossível, um doce mesmo. Relaxa – de repente ela se deparou com algo estranho no pescoço de Nathan, ergueu as sobrancelhas e arregalando os olhos – Nathan, o que é isso?

Antes que ele pudesse se distanciar dela para evitar o que ela poderia estar vendo, Dara já agarrou o colarinho da roupa e viu a marca no pescoço dele. O sorriso de vitória de Dara deixou Nathan desconsertado.

- Mas que bandida! – tocava a pele dele que a cada segundo ficava mais vermelho – isso é um...um chupão!

- Dara, olha eu não...tá, é uma mordida.

- Então, isso é parte do que ela fez naquela sala, nossa! A ação foi intensa... – vendo o constrangimento dele, ela se arrependeu um pouco dos comentarios exagerados – desculpa, acho que me excedi. Eu não vou fazer nem comentar nada. Alguém mais notou?

- Não, somente você. Ela passou maquiagem para disfarçar mas já deve ter saído ou não passou suficiente. Acho que todos vão ver agora e só me resta inventar alguma história sobre alguma garota na minha festa de aniversário – ela percebeu o quanto ele estava desapontado com tudo isso.

- Hey, posso te ajudar. Vou dar um jeito nisso. Você não irá mesmo precisar filmar mais hoje, estamos nas preparações para começarem as filmagens da season finale amanhã o que o ajuda. Viu? Era isso que queria ouvir dela e acabei descobrindo um pouquinho. Fique aqui. Vou pegar umas coisitas de maquiagem e resolveremos tudo.

- Obrigado, Dara.

- Que isso! Faço tudo pelos amigos e pelo meu casal favorito – piscou para ele e saiu. Minutos depois, ela já voltara e arrumara tudo. Se dependesse dela, ninguém saberia que Nathan tinha uma mordida no pescoço muito menos quem a provocou. 


Aeroporto de Los Angeles


Stana conseguira chegar a tempo na casa do irmão e garantir que os pais estivessem no aeroporto pelo menos com duas horas de antecedência. Pediu desculpas a eles alegando ter se enrolado no trabalho. Assim que fizeram o check-in e despacharam as bagagens, ela sugeriu que sentassem um momento para tomar um café e conversar antes de entrarem para a área de embarque. Na verdade, ela queria entregar a lembrança que Nathan mandara.

Já acomodados, ela comprou café para eles e pegou a sacola que trouxera.

- Tenho algo para você, mãe. para acompanhar seu café. Não é meu, foi o Nathan que mandou e nem sei o que é apenas que é para comer.

- Quando ele te deu isso, filha?

- Hoje, levou para o estúdio mas disse que foi feito ontem e por isso recomendava consumi-lo logo. Abra – Rada fez o que a filha dizia muito curiosa sobre o que seria da mesma forma que ficara impressionada com o gesto. Retirando a primeira camada de papel, ela se deparou com um envelope e um bilhete escrito a mão, Stana pode observar, por Nathan.

“Cara Sra.Katic, foi um prazer conhece-la mesmo que por tão pouco tempo. Uma pena não poder tê-la na minha festa de aniversário. Não pude guardar um pedaço do bolo para você, por causa disso, eu decidi oferece-la um pedaço especial do meu país de origem, o Canada. Bolo de maçã à moda de Columbia apenas para mostra-la um pouco do estilo canadense e seus bons modos (mesmo sabendo que a senhora deve conhecer o doce). Espero que tenha gostado muito de Los Angeles e do tempo que passou aqui. Por favor, volte logo. Sua filha adoraria.
Com carinho, Nathan Fillion.

PS: Se Stana ficar com aquele olhar no rosto no estilo do gato de botas em Shrek, por favor dê a ela um pouco do bolo ou ela morrerá devido ao seu vício incontrolável por doces. “     

- Não acredito que ele escreveu isso!

- Stana, esse rapaz é tão... ele é um cavalheiro.

- Ele é canadense mãe. Por isso a educação. Exceto pelo que disse sobre mim.

- Não se trata apenas de educação, há algo mais. Ele não tinha nenhuma obrigação de fazer isso. Acabamos de conhece-lo um pouco mais e tão brevemente. Esse gesto é especial. E ele fala de forma carinhosa de você, não vá brigar com ele por isso.

- Não vou brigar, essa é apenas uma das muitas maneiras de Nathan implicar comigo – ela sorriu pensando em como revidar isso depois – mas vamos ao que interessa? Vamos comer.

Eles tomaram o café com o bolo e Stana se deliciou realmente com o doce. Checando o relógio, ela avisou que estava na hora de para o portão de embarque. Acompanhou-os até o limite onde deveria se despedir. Ela abraçou o pai por um longo tempo querendo manter aquele momento gravado na mente. Depois foi a vez da mãe.

- Adorei ter vocês aqui. Mais duas semanas e estarei de férias então vamos a Servia ver a família e os amigos.

- Vai passar seu aniversario lá, filha? Acha bom isso?

- Na verdade ainda não sei. Tenho que ver meus últimos compromissos por aqui mas aviso direitinho a vocês.

- Ainda acho que deveria ficar por aqui mesmo ou ir para algum lugar mais perto nos Estados Unidos mesmo, curtir o verão.

- Bem, não posso prometer nada. Façam uma boa viagem e me liguem assim que chegarem – a mãe tornou a abraçar a filha bem forte e falou ao seu ouvido.

- Agradeça o Nathan por mim. E filha, eu acredito que você deveria rever seus conceitos. As vezes, a felicidade que procuramos está bem ao nosso lado, apenas nos fazemos cegos demais para percebe-la. Pense nisso – Stana não pode conter o sorriso diante das palavras da mãe.

- Certo, mãe. Eu te amo. Boa viagem, dona Rada. Ela viu os pais entrarem no saguão de embarque. Suspirando,ela caminhou de volta ao estacionamento. Mãe... taí alguém difícil de enganar. Nathan estava devendo uma a ela, pensaria muito bem em como cobrar.

De volta ao estúdio, ela encontrou Nathan e Rob conversando. Aguardavam por ela para repassarem duas cenas e verificarem iluminação do set. Sem maiores comentários sobre o que acontecera no aeroporto, concentraram-se no trabalho. A tarde passou muito depressa, talvez pela agitação de estarem preparando o último episódio ou por pura ansiedade de ver o que esperava por eles nessa season finale. Foram dispensados por volta das seis. Stana deu uma rápida passada na sala dos escritores onde encontrou Dara, Terri e Andrew discutindo detalhes do episodio. Ao verem Stana, fizeram sinal para ela entrar.

- Já estou de saída. Amanhã começamos pra valer?

- Sim, segure essa sua ansiedade – disse Marlowe.

- Stana aproveitando que você está aqui, responde uma coisa. Se você pudesse decidir uma única coisa sobre o casamento de Beckett, o que seria? – perguntou Terri.

- Somente uma? – a cara de decepção dela foi impagável. Terri teve que segurar o riso.

- Querida, não é o seu casamento. É o da sua personagem. Você não precisa planeja-lo, esse é o nosso papel. Meu, de Dara e Andrew. Mas tenho curiosidade em saber, tem algo que considere muito importante e imagino olhando também pelo ponto de vista dos fãs, claro. O que já espero de você como a Shipper Queen, é assim que eles te chamam não?

- Sim, é verdade. Uma única coisa... definitivamente o vestido. Ela sorriu e Dara socou o ar rindo.

- Eu sabia! Falei para Terri, estou com você nessa garota. Kate merece vestir branco e ter um modelo que a valorize e de classe, afinal ela é uma mulher de extremo bom gosto e está prestes a se tornar a senhora Rick Castle. Pode bancar um vestido de um designer famoso.

- Hum, eu gosto da ideia – Stana concordou e já aproveitou para opinar um pouco mais – um branco rendado com uma saia grande mas nada escandaloso porque não combina com Beckett. Se estamos falando em casamento, teremos que pensar em lua de mel não? Aposto que os fãs adorariam ver um pouco disso também.

- Viu o que você fez, Terri? Bastou uma pergunta e ela já vai definir até o cardápio do evento – disse Marlowe balançando a cabeça e rindo – nada disso, sister. Era apenas uma pergunta. Pare de sonhar, Stana. Vá pra casa e se prepare para gravar o que nós escrevermos ok?

- Nossa! Apenas queria dar uns toques.

- Acredite, Dara e Terri já estão me deixando louco com tudo isso. Guarde sua ansiedade e emoção para as cenas que exigirão isso de você.

- É Stana, vai que você fica empolgada a ponto de querer morder o noivo? – Dara cutucou e por um instante ela olhou sem entender para a produtora. O risinho malicioso dela trouxe o verdadeiro motivo daquele comentário à tona. Ela sabia! Como descobriu pensava Stana tentando manter-se imune ao que ela dissera para não dar bandeira. Mordeu o lábio inferior e considerou essa sua deixa para sumir dali.

- Tudo bem, se não querem minha ajuda eu vou embora. Só queria lembra-los que esperei cinco anos por isso e os nossos fãs também. Vejo vocês amanhã.

- Amanhã, Stana – respondeu Andrew.

Rumo ao estacionamento, ela mandou uma mensagem para Nathan que já fora para casa. “Como a Dara sabe da mordida?” recebeu a resposta bem rápido “Ela viu. Não se preocupe, nada aconteceu. Indo pra casa?”. Ela tornou a escrever “Sim, acho melhor não nos encontrarmos hoje, tenho que me preparar para amanhã. Quer que eu te ligue mais tarde?”. “Claro”.

Ela chegou em seu apartamento e depois de um belo banho, ela ligou para a sobrinha e passou quase meia hora conversando com a menina que estava bem mais esperta que da outra vez, não tivera mais febre precisava apenas se hidratar e comer. Enfim, tudo passara. Ao largar o telefone, Stana se dedicou a estudar e decorar seus textos. Apenas por volta de onze da noite, ela ligou para Nathan.

- Hey, babe. Já estava dormindo?

- Não, estava esperando você me ligar decorando minhas falas.

- Nate, a mamãe adorou seu gesto. Confesso que também fiquei surpresa especialmente com seu último comentário. Você tem mais uma fã, só que dessa vez a coisa se complicou um pouco mais. Ela insiste em dizer que você é gentil, elegante, bonito e que seu gesto não foi apenas gentileza. Acredita que ela me disse para ficar em LA ou nos Estados Unidos mesmo durante as férias? Ela meio que insinuou que ficasse com você usando um papo sobre felicidade estar ao lado. Nós deixamos transparecer nossos sentimentos, babe.

- Ah, não necessariamente. Já é um fato que as mulheres da família Katic me adoram e sinceramente não acho que devemos perder muito tempo tentando entender o que sua mãe conseguiu captar do que viu. Como toda a mãe que quer ver a filha feliz, namorando ou casada, ela apenas quis encontrar um namorado para você e viu em mim o candidato perfeito. Se ela soubesse...

- Certamente isso não aconteceria se você não fosse tão...tão irresistível?

- Faz parte do meu charme, gorgeous.

- E pelo visto do seu ego imenso. De qualquer forma, eles viajaram e por algum tempo não preciso ficar disfarçando nada para ela. Falando em disfarce, como Dara descobriu a mordida afinal?

- Ela viu. Logo que você saiu. Parecia muito irritada com você, achei que estava com raiva. Então, ela me explicou que não era nada disso. Enfim, ela me ajudou disfarçando o local com maquiagem. Eu meio que passei o papel quando fui ao banheiro e lavei o rosto. Força do habito e ninguém mais percebeu. Como soube? Ela te pressionou?

- Soltou uma indireta antes de eu deixar a sala dos escritores hoje. Espero que não corramos riscos amanhã também.

- Pode ficar tranquila, Dara já aseegurou que vai nos ajudar. Ansiosa para começar a maratona de gravações do último episódio, Staninha? Em duas semanas teremos nossas merecidas férias.

- Não sei bem o que estou sentindo. Estou feliz por ter o descanso merecido chegando mas triste e agitada por tudo que essas duas semanas vão representar. Nem acredito que ficarei longe de você por meses! Já me sinto emotiva desde agora. Tenho medo de piorar, você vai precisar me ajudar a controlar as emoções e o choro.

- Mas é para ser um momento descontraído, de alegria gorgeous. Tristeza não cabe ali – sabia que no fundo falava da boca pra fora, a proximidade do hiatus daria a eles uma espécie de tregua do trabalho mas também na relação. Ainda não se dedicara a pensar sobre isso, muito menos discutiram o assunto.

- O choro será de alegria. Casamento mexe com as pessoas mais racionais. É um assunto importante para Kate assim como é para mim.

- Entendo perfeitamente, babe. Faremos desses, momentos prazerosos. Prometo. Descanse e durma bem, por que não sonhar comigo?

- É bem provavel que isso aconteça diante dos fatos. Sonhar com você porém não vai me fazer relaxar... pelo menos à principio...

- Você tinha que jogar pesado, não? Ah, Staninha nem sei porque eu ainda dou corda. Sempre saio perdendo – ao som da gargalhada gostosa ele ouviu a voz melosa desejando-lhe boa noite.

Ao colocar o celular sobre a cabeceira da cama, Stana desligou o abajur e se aninhou debaixo das cobertas. Depois da conversa supostamente amigável com Nathan, ela não podia deixar de pensar sobre o hiatus que se aproximava. Ela provavelmente iria se separar dele por um bom tempo e não sabia ainda como lidaria com isso. Precisavam arranjar uma hora para conversar apesar de saber que o resultado não a agradaria certamente.

Ela tinha medo dessas próximas duas semanas. Representar uma noiva pode trazer consequências para sua vida ainda mais quando a personagem se casa com o seu namorado na vida real. Teria que se policiar para não sucumbir completamente ao sentimento mas seria bem difícil segurar a emoção.

Ainda bolou na cama por algum tempo antes de adormecer. Previsivelmente, Stana sonhou com flores, buques, bebidas e um lindo vestido de noiva. Ela se viu caminhando em direção ao altar com um sorriso maior do mundo ao seu lado, porém não era Jim Beckett quem a conduzia ao altar mas sim seu próprio pai e a sua frente esperando nervosamente feliz estava Nathan.

Ao despertar, ela sorriu diante da lembrança seria o sonho um clássico caso da vida imita a arte? E por um breve momento ao cruzar os portões do estúdio, ela se perguntou. Seria o sonho um prelúdio de seu futuro? Pelo menos alguém ia se dar bem. Kate Beckett se casaria com o homem dos seus sonhos. E foi com esse pensamento que ela cumprimentou os colegas no set.

- Bom dia! Me convidaram para um evento essa semana. E aí? Todos prontos para o casamento do século? – o brilho no olhar amendoado foi a imagem que Nathan gravou ao sorrir de volta para ela.



Continua.....

4 comentários:

Maria DA PENHA disse...

Será que Stana vai se entregar na hora do casamento de Kate e Rick rsrsrsr o capítulo ficou perfeito...

cleotavares disse...

Ahhhhhhh! Que lindo , tudo lindo no paraíso. Que continue assim.
Por um instante achei que a Rada ia pegar os dois no flagra.

Jeanne Lobo disse...

ainnn eles são realmente mto fofoss juntos...a mãe da Stana ta de olhoo rsrs..falou umas coisas q a fizeram pensar..será q vão revelar q estão juntos e se amam...espero q sim... OMG esse casório da beckett e Castle,não gostaria q tivesse algo p atrapalhar..ja to arrasada com a SF... amandoooooo de paixão essa Fic...

Marlene Caskett Stanatic disse...

BAAAAAAH STANA SELVAGEM,UI!!!!!
Anne apareceu e fico feliz :) e Stana fez bem em ter um papo serio com ela.E a Stana pensa que engana a Mama Katic Há! "Sabe de nada inocente!" kkkkkkkkkkkk nada como ter o pai para ajudar né?!
A festa do Nate foi boa,Stana foi lá rapidinho e deixou sua marca literalnente...Coitada da Dara,ajuda e ñ recebi um agrado se quer sou solidaria a ela tadinha.Nada,nada supera ela ver o que a Stana causou no coitado"Sei como é Nate,tentar esconder esse tipo de marca,juro que sei"...Voltando,a reação de Dara me fez rir muito e no fim ajudou o amigo APPLAUSE!!!!
Até na despedida a Mama Katic ñ deixa passar batido nas indiretas,agora sei pra que a Stana puxou ;)
Nate agradando a sogra,esperto muito esperto kkkkkkkkkkk. e lavem o hiatus e agora casal???Como lidar???
Ps:Sobre o soutian e o que isso causou a eles...na minha humilde opnião "Super humilde",Stana fía vá a loja mais proxima e compre todos os modelos disponiveis.Obrigada,denada!
=P
Ps2:O soutian branco numca mais sera o mesmo depous desse cap.
Aguardando o proximo ;)