sábado, 7 de novembro de 2015

[Castle Fic] One Night Only?! - Cap.39


Nota da Autora: E o angst se mantem, mas dei uma aliviada porque ainda teremos alguns capítulos bem complicados a frente. A S4 sera sempre torturante... Enjoy! 

Atenção NC17!


Cap.39


- Kate... o que te faz pensar que não é real? A ameaça existe.

- Você acha que eu não sei? Parece irracional, louco, mas eu não quero ficar perto de qualquer coisa referente a Josh.

- Você não vê que está agindo da forma errada? Onde está a minha detetive forte e determinada? Beckett, preciso dessa força, dessa pessoa. E ela que vai ajudar você a superar tudo isso. Você precisa querer para eu te ajudar. Podemos vencer esse medo, não quero ver esse pavor em seus olhos!

- Você quer saber o porquê do medo? Por que luto todas as noites contra esse sentimento através de sonho? Porque é minha culpa, Castle. Tudo isso aconteceu por minha causa e se alguma coisa acontecer com você, com a sua filha, se Josh o matar, eu não vou me perdoar por isso – ela se aproximou dele, os olhos aflitos – não há jeito simples de fazer isso, Castle.

- Kate...

- Não me interrompa, Castle. Por favor... não quero viver com a culpa nem mesmo ter que lidar com sua possível morte, sua perda. Então, o melhor a fazer é eu me afastar da sua vida. Você pode continuar no distrito trabalhando em casos comigo ou com os rapazes, mas isso – ela apontou para o ambiente que estavam com os braços e em seguida para os dois – o relacionamento, nos, isso não pode continuar ou acabaremos mortos. Eu sinto muito, Rick... eu me preocupo com você o suficiente para sair por aquela porta.

Kate lutava contra as lagrimas. Castle a fitava incrédulo. Isso não estava acontecendo. Ela não podia simplesmente ir embora. Contudo era exatamente isso que ela estava fazendo seguindo até a porta da frente. Não enquanto ele pudesse evitar. Castle apertou o passo e agarrou-a pelo braço.

- Onde você pensa que vai? Acha que é assim tão fácil? Joga uma bomba na minha cara e sai pela porta? – ele a segurava pelos braços, disposto a não deixa-la sair pela porta - Não. Você ouviu metade das coisas que disse? Você se viu naquela estranha que falava? Porque para mim aquela Kate de um minuto atrás é uma covarde. Não é a mulher que eu conheci, que inspirou minha Nikki. Cadê a sua coragem para enfrentar seu medo? Você luta contra assassinos, vai deixar um médico te destruir? Ditar o rumo da sua vida?

- Eu não sou uma covarde. Estou te protegendo.

- Não, você está fugindo. Vai desistir assim? Isso é uma demonstração de covardia. Estamos protegidos pela lei, se quer lutar terá que fazer isso comigo. Juntos, Kate.

- Por que você é tão teimoso?

- Olha quem fala! Pelo menos dessa vez, assuma! Dê o braço a torcer! Encare isso de vez. Josh não pode lhe fazer mal. Sua mente, no entanto é a principal responsável por você se entregar a esse ciclo vicioso. Como pode achar que eu voltaria ao distrito sabendo que você não está bem e não me quer em perigo? Eu não conseguiria encara-la todo o dia sabendo que fugiu de mim. Por que não cede? Você pode superar tudo, Kate. Não me deixe fora disso, por favor.

- Droga, Castle! – ela bateu a porta com força. O semblante demonstrava raiva.

- Kate, admita... pelo seu bem. Precisa de mim, de Dana. É hora de voltar a ser a verdadeira Kate Beckett. Engula o orgulho e vamos tirar Josh e esse medo de uma vez por todas de sua vida – ele viu Kate baixar a cabeça depois passar as mãos nos cabelos. A linguagem corporal era confusa, mas ele sabia que ela estava considerando a sugestão dele. Ao levantar os olhos para fita-lo, pode ver um pouco de tristeza. Ela caminhou sentando-se na cadeira mais próxima. As pernas estavam bambas.

- Como eu cheguei até aqui? Por que você é tão irritante? Onde aprendeu a ler a minha mente desse jeito? Eu não sei...

- Sim, você sabe. Pode reverter toda a situação. O primeiro passo é admitir que precisa de ajuda.

- Por que estou ouvindo conselhos de você? Não pode me convencer.

- Tanto posso como estou fazendo isso nesse exato momento. Se não aceita meus conselhos, aceite os de Dana. A única coisa que eu peço é que não fuja e não coloque a nossa relação em cheque por causa disso. Promete que vai dar a volta por cima?

Kate não sabia ao certo porque estava fazendo isso. A decisão de separar-se dele fora por causa do medo, mas o que estava prestes a dizer, não sabia explicar de onde vinham a reação ou que sentimento a movia, apenas falou.

- Com algumas condições. Não falamos dessa situação com ninguém no 12th e não vamos procurar noticias de Josh. Temos um acordo? – Castle suspirou aliviado. Pelo menos o primeiro passo estava dado. Havia ainda outras discussões para serem exploradas, Kate não fora de todo honesta. Ele era um homem paciente e também tinha segredos seus que não abriria mão de investigar. Se aproximou de onde ela estava, estendeu a mão para Kate.

- Será do seu jeito... – ele a puxou em um abraço. Kate se deixou levar pela caricia – pode procurar Dana amanhã?

- Vou fazer isso. Acho que tenho algumas coisas importantes para conversar com ela. Você ficará chateado se não dormir aqui hoje? Preciso de espaço, Castle.

- Chateado não é a melhor descrição. Preocupado, sim. Você vai enfrentar os pesadelos sozinha?

- Tenho que recuperar minha coragem como você disse, não? Essa é uma forma de encarar e trazer de volta a Kate Beckett que você descreveu.

- Tudo bem – ele ficou parado observando-a pegar sua bolsa, vestir o casaco e olha-lo mais uma vez. Não precisou dizer nada. Esboçou um sorriso e saiu pela porta. Castle não se mexeu. Sentado na penumbra da sala, ele se recuperava daquele momento que quase acabara com a sua felicidade. Sim, Castle era um otimista. Ele acreditava que um dia será capaz de subir ao altar com Kate Beckett. Um dia, ela se entregaria de corpo e alma para ele. Não ia a lugar algum, independente do que tivesse que enfrentar.

Na manhã de sábado, Kate tomou café e preparou-se para ver o que a conversa com Dana renderia a ela. Dormira mal, como Castle bem previra. Acordara duas vezes na madrugada. Ainda estava surpresa por ter concordado de maneira tão fácil com Castle. Ela estava segura sobre terminar o envolvimento entre eles. Prometera para si mesma que não cederia, será que faltaram argumentos? Quando ela ficara tão ruim em negociação? Ela pretendia entender o porquê através de Dana.

A terapeuta não se surpreendeu com o telefonema de Kate. Esperava por isso desde o momento que Castle deixara seu consultório. Também notara a ansiedade em querer se comunicar. Ela estava pronta para enfrentar mais um momento confuso e difícil ao lado da sua amiga. Sabia que seria uma sessão emotiva, mesmo assim sugeriu que se encontrassem em um restaurante bem reservado que conhecia no Soho. Ali teriam privacidade suficiente e um ambiente informal, o que achava ser importante para o estado de espírito de Kate.

Quando Alexis acordou, estranhou o silêncio e a ausência de seu pai na cozinha. Já passava das nove e mesmo sendo um sábado esperava vê-lo zanzando por ali depois da noite anterior. Ela dormira no meio da madrugada estudando e já tinha perdido tempo, dormira demais. Estava preparando uma omelete quando o pai surgiu ainda de cara amassada na sua frente.

- Bom dia, dorminhoco. Quem olha para você pensa que está de ressaca por conta da farra de ontem a noite, apesar de sabermos que não se pode chamar a sua noitada de farra. Quer ovos?

- Vou aceitar depois de um café bem forte e o que você está querendo insinuar com isso?

- Me diga você. Sei que tiveram problemas ontem. Por que estavam discutindo? – o pai olhou-a estranhamente – ok, sei que não é da minha conta, a verdade é que se eu não tivesse tirado o fone de ouvido por volta da meia-noite para ir ao banheiro, não teria ouvido. Vocês não foram muito silenciosos. Tem a ver com o lance do pânico da Kate, não?

- Tem, você está certa.

- Pai, eu disse para você não confronta-la se não estivesse pronta.

- E eu obedeci o quanto pude. Mas o que você queria? Ela me aparece na porta de casa para um jantar, tudo está bem mesmo visivelmente claro no rosto dela que não. Então, de repente, ela confessa que teve outro pesadelo, você não iria ajuda-la? Não iria orienta-la para fazer algo que tirasse aquela expressão aflita, o olhar de pavor do seu rosto? Eu não poderia vê-la se entregar, se afastar. Ela quis terminar comigo alegando que era para a minha proteção, a sua, Alexis! Eu não conseguiria ver Kate sair por aquela porta com uma desculpa esfarrapada porque lhe falta a coragem de se abrir com os outros e expor seus sentimentos. No fundo, essa é a causa raiz de todo o problema. A dificuldade de Kate em entender e aceitar seus sentimentos. Por isso ela precisa de Dana, de mim.

- Pelo menos a discussão serviu para arrumar as coisas ou vocês agirão como dois teimosos cada um para o lado sofrendo e evitando o que deveria ser feito?

- Não, eu consegui convencê-la. Ela irá procurar Dana e não rompemos como ela pretendia quando veio até aqui.

- Evolução, então.

- Pode-se dizer que sim – ele confirmou colocando uma garfada dos ovos na boca. Ele estava ansioso por saber noticias do encontro dela com Dana, porém precisava dar um certo espaço, deixa-la a vontade. Além do mais, ele também tinha alguns assuntos a resolver assim que terminasse seu café.

Castle aceitara a condição de Kate para que ela cedesse ao pedido dele, porém ele não seria ele mesmo se a obedecesse. Trata-se de um caso de segurança. Beckett ainda estava fragilizada, aprendendo a lidar com a síndrome de pânico e com a possibilidade de topar com Josh nas ruas de Nova York. Era seu dever certificar-se de que o risco dessa situação acontecer fosse mínima. Ele precisava investigar junto ao hospital. Não contaria a ela, independente do resultado. Para sua própria sanidade. Com sorte, eles não teriam o desprazer de encontrar o médico.

Retirando-se para o seu escritório com a missão em mente, ele se preparou para receber a noticia, boa ou má, para definir o que faria. Pegou o telefone do chefe de Josh, Dr. William, respirou fundo e escutou o toque se repetir quatro vezes antes de alguém atender a ligação. Era voz de uma mulher. Ao se identificar a procura do médico, a mulher informou que ele estava em cirurgia há três horas. Castle pediu para que assim que pudesse o médico retornasse a ligação para ele fornecendo seu numero. Por mais incrível que parecesse, a espera daquele telefonema tornara-se angustiante.

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Kate já estava sentada tomando um suco de frutas vermelhas quando Dana sentou-se a sua frente com um sorriso nos lábios. Pelo semblante da amiga, a terapeuta sabia que a conversa talvez não fosse tão amigável. O que quer que tivesse acontecido nos últimos dias, tinham afetado a detetive visivelmente. Dana podia apostar que teria relação com sua conversa com Castle. Estava prestes a descobrir o que sua paciente tentara aprontar.

- Olá, Kate. Não posso dizer que fiquei surpresa com o seu telefonema, curiosa seria o termo mais apropriado. Sou toda ouvidos!

- Não quer ao menos pedir algo para beber?

- A conversa é longa, pesada? Eu preciso de álcool? – a cara de irritada que Kate fez foi suficiente para a risada de Dana aflorar – tudo bem, será do seu jeito – ela sinalizou para o garçom – pode me trazer um gim tonica? – esperou o rapaz se distanciar – agora, pode começar. O que você quer conversar comigo? Está arrependida de algo, quer reclamar de Castle ou o pânico tornou a incomoda-la?

- Um pouco de tudo. Eu não sei o que está acontecendo comigo. Desde esse ataque de pânico como você chama, eu não pareço a mesma pessoa. Faço coisas e tenho atitudes que nunca me passaram pela cabeça. Pior, não consigo me manter fiel a elas. Eu voltei a ter pesadelos com Josh, diferente dos primeiros, mas igualmente apavorantes. Então, eu tomei uma decisão. Estava certa de que era capaz de lidar com a minha escolha e justamente quando precisei ser forte e me impor, nada aconteceu. Ou melhor, tudo o que não podia aconteceu.

- Você está falando do que exatamente?

- Eu estive no apartamento de Castle ontem a noite. Ele havia me convidado para uma refeição, para relaxar. Eu fui até lá  com um propósito. Diante de tudo o que estava vivenciando nesses últimos dias, minha mente estava pronta para fazer o lógico. Eu fui ao loft com intenção de terminar meu relacionamento com Castle.

- Como chegou a essa conclusão? Que se distanciar dele era o melhor devido a síndrome de pânico?

- Eu preciso protegê-lo. Josh não ira pensar duas vezes antes de feri-lo por minha causa. Especialmente sabendo que nos estamos juntos. E tem Alexis, se ele decidir fazer mal a menina apenas para se vingar dele? Tudo é culpa minha. Terminar o relacionamento seria a solução para evitar uma tragédia. Disse que ele poderia continuar trabalhando com a NYPD, comigo ou os rapazes, mas juntos no loft ou no meu apartamento não ia funcionar.

- E pelo seu primeiro comentário, algo saiu errado.

- Errado... totalmente! Castle reagiu como eu esperava não querendo a separação, porém ele jogou um monte de acusações na minha cara, disse que eu era uma covarde, não a Kate que ele conhecera e enquanto ele despejava todos os pontos e argumentos sobre mim, eu não sabia o que pensar. Parte de mim estava louca para pular no pescoço dele manda-lo calar a boca e sair dali cumprindo o que era a minha missão. A outra parte lutava com as duras palavras que ele dizia, odiando me imaginar como a tal covarde, aquela que foge. Então, ao invés de estar saindo pela porta, eu me vi sentada de pernas bambas com raiva por ele ser tão teimoso, por parecer me conhecer tão bem e simplesmente conseguir me convencer sem ao menos entender porque eu cedi tão facilmente. Isso me irrita! Quando foi que fiquei tão vulnerável aos argumentos de Castle?

- Então, vocês não terminaram e ele a convenceu a conversar comigo?

- Sim, disse que se eu não quisesse escutar os conselhos dele que ouvisse os seus. Por que eu cedi, Dana? Quando foi que eu me perdi? Como não tenho a habilidade de manter minha palavra e minhas decisões? O que aconteceu para eu amolecer tanto assim?

- Kate, você está sob muita pressão desde que esse ataque de pânico ocorreu. Isso não a diminui como pessoa e ao contrario do que pensa, não está perdida. Confusa e apreensiva devido aos efeitos da síndrome, sim. O que é completamente aceitável. Você não amoleceu. Apenas precisa aceitar que aquela mulher durona, determinada e focada em trabalho e na função de detetive 24 horas por dia, continua dentro de você, ela apenas decidiu que poderia aceitar outras coisas em sua vida. Você se abriu para uma nova oportunidade, deixou-se apaixonar. Essa proteção que tanto frisou como um argumento para Castle, não se trata da policial falando. Era a namorada, a pessoa que se importa. Consegue perceber isso?

- Dana é claro que me importo. Meu dever é protegê-lo, como policial e claro que também falo como namorada, mas a decisão foi lógica e não sentimental.

- Isso é o que você está querendo se convencer. A sua decisão, mesmo que causasse dor e sofrimento a ambos, foi totalmente emocional. Pelo menos, Castle foi enfático o bastante para convencê-la da besteira que estaria fazendo. Quando a instiga-la, taxando-a de covarde, de uma certa forma ele estava correto. Você se entregou ao problema ao invés de enfrenta-lo. Josh não pode fazer mal a nenhum dos dois, se tentar, vai preso. Na minha opinião, você não tem medo de ser atacada pelo médico, tem pavor de que ele faça mal a Castle. Esse é o x da questão, estou errada?

Por alguns segundos, Kate ficou calada. Dana tinha uma estratégia e a detetive estava disposta a provar que a terapeuta estava errada.

- Claro que não quero que nenhum mal aconteça a Castle. E também comigo. Não conseguiria viver com outra morte de alguém que a-... – a palavra quase a traiu – gosto em minhas costas, em minha mente. Não, tenho que lutar para mante-lo a salvo.

- E quanto ao seu problema? Superar esse medo que continua causando episódios de pânico a você, pesadelos quase todas as noites? Você não vai acabar com isso?

- Eu pensei bastante. Acho que precisarei aceitar o remédio, essa é a única forma que posso me curar.

- Sei, isso pode ajudar – Dana sabia que essa não era a resposta certa, mas o simples fato dela aceitar ser medicada já poderia deixa-la mais confortável com a situação e talvez com um pouco de perseverança por parte da terapeuta, Kate finalmente admitisse que o que estava por trás de todo o medo era simplesmente a aceitação de seu amor por Castle – irei prescrever uma receita para você, mas tem que me prometer que ira lutar contra esse medo idiota e nada de se afastar de Castle.

- Tudo bem, ele não vai deixar isso acontecer de qualquer jeito.

- Ótimo. E quanto ao seu lado de detetive? Você não irá checar se sua suspeita é real? Josh está na cidade realmente?

- Não. Eu não quero nem pensar em topar com Josh. Será melhor eu achar que ele está aqui e tomar as devidas precauções.

- Se você diz... que tal pedirmos uns tacos para degustarmos? Vamos falar de coisas mais alegres como o jantar que Castle preparou para você antes de surtar. Qual era o menu? – elas acabaram conversando e rindo bastante. Kate deixou o lugar bem mais relaxada. Passou na farmácia, comprou o remédio e já tomou a primeira dose. Sentindo-se animada, ela decidiu voltar ao loft. Castle provavelmente ainda estaria um pouco chateado com a sua saída de ontem a noite. Sorrindo, ela seguiu para seu apartamento. Uma muda de roupa e um fim de semana ao lado dele certamente resolveria o problema.

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Castle estava em seu escritório. Após enrolar respondendo alguns emails atrasados, navegar na internet olhando sites com bonecos de action figure e jogar uma partida de um de seus joguinhos preferidos no computador, ele finalmente criou coragem para fazer a ligação que vinha evitando a, pelo menos, duas semanas. Mesmo depois da conversa com Dana, ele não conseguiu deixar essa parte da historia de lado. Talvez fosse o lado de escritor falando mais alto ou simplesmente a necessidade de saber se tudo o que estava forçando Kate enfrentar não poderia pega-los de surpresa em um futuro breve.

Pode-se considerar como uma forma de zelar pela saúde mental e física de Kate e sua própria, mas no fundo era uma questão de orgulho próprio. Precisava conhecer o terreno que estava lidando. Se a detetive preferia evitar, alguém tinha que fazer o cheque para que a segurança permanecesse inabalada. Já que não houve um retorno, ele tentaria de novo.

Castle pegou o telefone e discou o numero do antigo chefe de Josh. Dr.Williams era a pessoa mais indicada para indicar o paradeiro do médico. Três toques depois, a voz do homem surgiu.

- Dr. Williams, como posso ajuda-lo?

- Ola, doutor. Não sei se você lembra de mim. Rick Castle, trabalho em parceria com a NYPD e estive envolvido em um processo de ordem de restrição contra um de seus médicos, Dr. Josh Davidson.

- Claro que me lembro. Você e a detetive Beckett, certo?

- Exato.

- Em que posso ajuda-lo, Mr.Castle?

- Isso pode soar estranho, mas eu preciso de uma informação. Josh está na áfrica trabalhando com o programa “Médicos sem fronteiras”, correto? Existe alguma data prevista para a volta dele? Lembro que o senhor comentou algo sobre três meses lá, o médico retornava ao pais para uma folga.

- Você está correto, de acordo com o programa, Josh deveria voltar no fim desse mês. Porém, houve uma mudança de planos. O Dr. Davidson retornou ao pais a quase um mês atrás devido a um caso grave que ele encontrou durante seus trabalho junto aos africanos. Uma criança com uma síndrome grave e rara autoimune que precisava de tratamento especifico para se manter sob controle ou a criança morreria. Ele não pensou duas vezes, após uma autorização do responsável maior na África, Josh retornou com o doente. Desde então, ele está em Manhattan tratando esse paciente. Assim que considerar que o garoto está curado e apto para viajar, ele retornara para o continente africano levando o vitima e ficando por lá para continuar seu trabalho.

- Ah, interessante... – Castle estava um pouco surpreso. Não que achasse que Kate estava mentindo, mas ela podia estar confusa e com outros problemas. Sabe como nossa imaginação pode ser afetada com todas as informações.

- Mr. Castle, por acaso está preocupado com um possível encontro com o médico? Ou já o viu? Por isso está ligando, não? – ele sabia que não podia enganar o médico, porém não podia expor Kate, especialmente porque ele prometera que não iam procurar saber a verdade.

- Sim, eu tive a impressão de tê-lo visto na rua. Por isso decidi investigar. Apenas preciso estar preparado.

- Garanto a você que nada irá acontecer com relação a isso. Josh sabe o que está em jogo aqui. Além do mais, ele está morando praticamente no hospital. Com o menino, sequer tem tempo de fazer outra coisa, sua atenção está voltada somente para o africano que quer salvar.

- Fico mais aliviado com as suas clarificações. Tenho somente um pedido a fazer. Você poderia, se algum dia isso acontecer, evitar de comentar o assunto com Beckett? Quanto menos ela souber sobre a vida de Josh, melhor para ela.

- Claro, pode contar comigo – sorrindo, eles se despediram via fone encerando a conversa.

Agora Castle tinha um segredo que intencionava manter para si. O milionário bobo e deslumbrado queria apenas garantir que Kate não tivesse um encontro indesejável e muito menos uma recaída em sua recuperação da tal síndrome de pânico. Não esquecera que pedira a ela para não esconder nada dele, estava fazendo exatamente o contrario. Tinha uma boa razão para isso e em se tratando de Kate, nada seria um exagero. Castle considerou apenas uma precaução.

Se tinha uma coisa que Castle aprendera sobre Beckett além de sua teimosia, era o fato de possuir uma dificuldade imensa em se abrir para os outros, em confiar e se entregar. Com ele não era diferente, claro que após esses três anos e em função de seu relacionamento, algumas coisas mudaram, porém Castle ainda tinha duvidas se ela seria 100% honesta em qualquer situação com ele.

Consultou o relógio. Quase sete da noite. Será que ela desistira de voltar ao loft? Teria a conversa com Dana sido muito pesada para que ela quisesse ficar sozinha? Talvez imaginasse que ele ainda estava chateado por causa da briga da noite anterior. Ele realmente deveria por conta das circunstancias. Castle odiava o fato de que o primeiro pensamento de Kate fora excluí-lo de sua vida. Podia afirmar que estava chateado por isso. A verdade era que apenas queria que ela voltasse para casa. Mas podia fazer o papel do namorado irritado se isso fosse rende-lo carinhos e pedidos de desculpas.

Ouviu a campainha tocar seguida de algumas vozes numa conversa. Será que era sua mãe que voltara de suas pequenas férias no SPA? Então, com uma frase, ele reconheceu a voz de Kate. Levantou-se imediatamente indo ao encontro dela. Alexis acabara de dizer que ele estava no escritório. Quando surgiu na sala, ele manteve o semblante sério, como quem não estava esperando vê-la ali.

- Oi, pai. Olha quem apareceu!

- Kate? O que faz aqui? Não esperava vê-la por aqui. Aconteceu algum assassinato? Temos um crime para investigar?

- Não. Eu decidi vir conversar com você – ela parecia preocupada, apreensiva. Alexis aproveitou a deixa para sumir.

- Vou voltar para as minhas leituras. Boa noite, Kate – deu um beijo no pai e subiu as escadas. Castle apontou para o sofá indicando a Kate que deveria sentar-se. Ela seguiu o conselho dele. Ele enrolou para sentar-se ao lado dela.

- O que você quer conversar comigo?

- Eu estive com Dana hoje. Você tinha razão. Depois de conversar com ela, eu me senti bem melhor. Dana disse que a síndrome do pânico pode diminuir, ate desaparecer. Eu preciso enfrenta-la e não vou conseguir se não tiver sua ajuda. Eu apaguei quem eu realmente sou, Castle. Deixei isso tudo me afetar mais do que deveria, eu quase me joguei no buraco do coelho novamente. Fui uma covarde. Até agora.

- Finalmente alguém conseguiu colocar um pouco de bom senso nessa sua cabeça teimosa. Só que isso não diminui o fato grave que você me expos antes. Você quis sair da minha vida ou melhor sutilmente, queria que eu saísse da sua. Você não pensou se eu ia sofrer, se eu ficaria bem, ou se eu realmente queria isso. Você foi egoísta, Kate.

- Eu só queria te proteger... – ela disse com o olhar apreensivo.

- Proteger... de que? De Josh? Ou de você?

- De Josh! Não quero que nada aconteça a você, Castle. Porque você continua se fazendo de desentendido? Eu somente pensei em você, não fui egoísta.

- Kate, você pensou por mim, não comigo. Temos um relacionamento, pelo amor de Deus! Duas pessoas tomando decisões juntas, é assim que deve ser.

- Temos? Quer dizer, você não me expulsou da sua vida mesmo? Sei que disse para procurar ajuda, que enfrentaríamos isso juntos, mas parte de mim achou que você não queria me ver. Estava chateado. Pude ver no seu olhar, ainda está – ela mordiscou os lábios. Suspirou – eu sinto muito. Acho que te devo um pedido de desculpas – ela olhava ansiosa por uma resposta dele. Castle decidiu não tortura-la mais.

- Eu não a expulsei e nem pretendo fazer isso tão cedo. O problema é que me irrita vê-la lutar com o obvio, você sabe que precisa de ajuda, que tem pessoas em que pode confiar, se abrir, mas prefere ficar no isolamento. Sofrer sozinha. Esqueça a sua vida de anos atrás na qual tinha que enfrentar tudo sozinha, você tem a mim agora. Não vou a lugar algum. Tudo bem?

- Tudo bem – ela sentiu a mão de Castle tocando a sua. Ele inclinou-se para beija-la e Kate automaticamente respondeu ao chamado. A língua dele penetrava graciosamente sua boca, buscando contato, mostrando que se importa. Milhares de sensações expressas e sentidas através de um simples beijo. Ao se separarem, Kate sorria – eu trouxe minhas coisas, sabe, para passar o fim de semana.

- Você veio pronta para ficar e se eu não aceitasse seu pedido de desculpas?

- No fundo, algo me dizia que você aceitaria – ela acariciou a linha da mandíbula dele, encostou a cabeça em seu peito abraçando-se ao corpo quente e tão familiar para ela.

- Está com fome? Eu ainda não jantei.

- Quer comer o que?

- Pizza?!

- Isso não é jantar, Castle.

- Ah, mas pode ser um excelente menu para uma noite de reconciliação – ele a fitava com um olhar maroto.

- Vá em frente, peça sua pizza. Vou cuidar do vinho – ela seguiu para a cozinha enquanto ele se encarregava do telefone. Após fazer o pedido, eles tiveram meia hora para degustar da bebida, conversar um pouco e namorar. Assim que a pizza chegou, ambos caíram de boca na saborosa mistura ordenada por ele. Meia garrafa de vinho já se fora quando começaram a comer e logo estava terminada. Quando Kate fez menção de querer arrumar e lavar as louças, Castle a impediu.

- Deixe tudo ai, temos algo mais interessante para fazer – puxando-a pela mão, levou-a até seu quarto. Fechou a porta. Envolveu sua cintura com os braços e sorveu os lábios disponíveis a sua frente. O contato das bocas causava arrepios ao corpo de Kate. Não sabia explicar esse magnetismo que sentia quando estava junto de Castle, o toque era elétrico. Já sentia os mamilos roçando o tecido da blusa que vestia e a umidade predominar em seu centro. Ele a manteve colada ao seu corpo enquanto a empurrava junto consigo ate a cama.

Jogou-a sobre o colchão e pousou seu corpo sobre o dela sorvendo-lhe os lábios com sofreguidão. Ele sentira falta do toque, do beijo, do corpo, dela por completo. As mãos ágeis encontraram os seios por baixo da blusa que usava. Massageou-os, apertou-os, bolinou-os com gestos precisos que fizeram Kate contorcer-se completamente embaixo dele. Satisfeito com as reações que provocava, ele afastou-se um pouco apenas para livrar-se da calça que ela usava levando a pequena calcinha consigo.

Ao tentar voltar para roubar-lhe um beijo, Castle foi surpreendido pelo rápido movimento de Kate. Agora, trocaram de posições. Era a vez dela ficar por cima. Sentada sobre as pernas dele, Kate desabotoou a calça dele, tirando o membro dele. Segurando-o em suas mãos, ela começou a brincar. Massageava-o suavemente ouvindo os pequenos gemidos emitidos pelo homem indefeso a sua frente. Continuou seu momento aumentando gradativamente as caricias ate o ponto de estar simulando o ato de masturbar-se. Ele estava chegando ao limite. Kate não queria que ele gozasse ainda.

Rapidamente, ela se posicionou para recebê-lo. O contato foi sublime. As vezes ela esquecia o quanto esse contato era delicioso. Sentia-se plena, completa. Castle entendendo o que acontecia, colocou-se sentado na cama, o peso de Kate sobre seu corpo e a blusa ainda cobrindo-lhe os seios. Ele livrou-se da blusa e começou a mover-se dentro dela.

Os movimentos eram sincronizados e excitantes. Castle apertava-lhe os seios e Kate acabou por jogar o corpo para trás dando-lhe mais espaço para explora-los. Ao sentir os lábios ávidos sugando seus mamilos, ela gritou. Com maestria, ele sugava-os sem perder o ritmo a penetrando. Uma, duas, três, as estocadas eram rápidas e precisas. O movimento foi aumentado e Kate teve que se agarrar aos ombros de Castle. Ela já estava no limite, todo o corpo arrepiava-se e começava a tremer.

Ela mal percebeu quando a explosão começou. Apenas se deixou levar pela onda de prazer. Castle a segurava para que não se desconectasse dele. Continuava a fazer todos os movimentos para manter o prazer. Trocou de posição ficando por cima dela novamente. Ele próprio começou a sentir os efeitos do orgasmo o consumindo e com uma ultima estocada, ele se deixou levar pressionando seu corpo sobre o de Kate.

Ficaram na mesma posição por vários minutos. Castle deslizou para o lado dela com as costas contra o colchão. Kate ainda sentia seu coração disparado. Mesmo assim, ela decidiu que queria mais uns beijos. Virando seu corpo para ficar sobre o dele, Kate começou com uma trilha de beijinhos no rosto dele até sorver os lábios em um beijo intenso. Depois, ela continuou a trilha pelo pescoço, peito e estomago.

- O que você está fazendo?

- Carinhos, me aproveitando do seu corpo...

- Nem um descanso?

- Eu quero mais – e tornou a beija-lo intensamente. Não havia outra alternativa senão dar a ela o que queria. Castle sequer se lembra como tudo aconteceu realmente. A tensão e o desejo acabaram dominando seus corpos outra vez e numa dança envolvendo mãos, línguas, pele e lábios, eles experimentaram um novo orgasmo. Os corpos clamavam por contato, toque, estavam cheios de luxuria e simplesmente não podia parar de sentir prazer. Kate não se lembrava quantos orgasmos tivera naquela noite, exceto que dormira como uma pedra ainda completamente nua sem forças para pensar.

Castle ainda conseguiu cobri-los com o edredom, apagando em seguida.

Pela manhã, ele foi surpreendido com Kate na cozinha fazendo panquecas.

- Hum, que cheiro delicioso! Inspirada, Kate?

- Ah, pensei em fazer um agrado para o nosso café da manha. Você tem sido bem paciente com as minhas neuroses ultimamente. Só mesmo uma forma de agradecer. Sabem como se diz, panquecas são uma maneira de dizer “obrigada pela noite maravilhosa” – ela sorriu timidamente para Castle.

- Eu aceito seu agradecimento com prazer – ele sentou-se na frente dela já roubando um pedaço da massa. Kate deu uma tapa na mão dele – você se lembra quando estava sobre vigília naquele caso do seu fanático, o cara obcecado por Nikki? Espo e Ryan passaram o dia me azucrinando por causa das panquecas. Eles queriam saber se eu tinha dormido com você, o que era obvio, mas não podia dizer.

- Esses dois são uns fofoqueiros.

- Nada! São péssimos detetives! Ok, isso soou errado, estou falando de fofocas. Eles não descobriram nada sobre nós até agora.

- Melhor que continue assim. Já imaginou o que teríamos que enfrentar se soubessem? – ela entregou o prato com as panquecas para ele acompanhado de um beijo de bom dia.  

Tomaram café juntos e decidiram ficar o dia todo em casa. Para um fim de semana comum, eles até que aproveitaram muito bem o que tinham a sua disposição. De volta ao trabalho na segunda, Kate sentia-se mais confiante. Logo foram para as ruas investigar um novo homicídio. Conforme havia combinado com Dana, ela fazia sessões duas vezes por semana. Castle estava sempre lembrando-a dos compromissos agendados.

Os encontros com Dana e o tal remédio pareciam estar funcionando muito bem para Beckett. Durante o intervalo de uma semana, ela apenas tivera uma noite com pesadelos. Infelizmente, o mesmo de antes e estava sozinha em seu apartamento. Apesar da taquicardia e do susto que a deixara tremendo, Kate conseguiu recuperar-se mais rapidamente dessa vez. Ao comentar o ocorrido para Dana, a amiga acabou fazendo uma pergunta que Kate recebeu com surpresa.

- Kate, a noite do pesadelo, por que estava em seu apartamento?

- Porque eu acabei ficando no distrito até mais tarde analisando uns relatórios financeiros da vitima e quando dei por mim, era meia-noite. Castle tinha ido para casa bem mais cedo. Tinha uma reunião com sua agente. Não quis simplesmente aparecer no loft tão tarde.

- Essa foi a única noite que dormiu em seu apartamento essa semana?

- Foi. As demais eu estava no loft com Castle – Kate ficou em silencio por uns segundos – espera, você não está sugerindo que eu tive o pesadelo apenas porque eu estava sozinha? – ao ver a cara de Dana, era fácil deduzir a resposta – ah, não! Nem comece com a essas ideias. Agora você vai sugeri que eu me mude de vez para o apartamento de Castle porque lá  não terei pesadelos?

- Você que está sugerindo. Eu nem abri minha boca. Na verdade, essa era a minha suspeita. Quando você está sozinha, acaba visitando os pesadelos, lugares sombrios. Posso dar um conselho?      

- Você dará de qualquer jeito...

- Faça um teste. Convide Castle para dormir em seu apartamento uma noite, se você não tiver pesadelos, o fato de estar sozinha é o ativador. Se tiver, descartamos o lance da solidão. Teremos que explorar outros motivos.

- Isso é completamente nonsense! Acho que você está querendo me mostrar outra coisa através desse pesadelo.

- Mesmo? Agora quer fazer meu trabalho? Então, me diga Kate, o que estou querendo fazer você enxergar?

- Droga! Eu cai na armadilha direitinho! Odeio você, Dana! – a terapeuta ria – eu não quero falar sobre outro assunto, estamos aqui para tratar da minha síndrome de pânico. Qualquer outro problema somente será comentado se eu o endereçar.

- Estou vendo que não tenho vez mesmo como terapeuta. Tudo bem, como você quiser desde que continue escrevendo em seu caderninho. Um dia tenho certeza que ele será bastante útil – Kate revirou os olhos – pode fazer a careta que quiser, você ainda irá me agradecer por ter mandado você iniciar esse exercício. Como está sua adaptação com o remédio? Algum enjoo, efeito colateral?

- Não, tenho me sentido bem. Nos primeiros dias tive dor de cabeça, mas depois desapareceu.

- Você contou a Castle que está tomando medicamento?

- Não. E nem você deve contar. Isso é parte do tratamento, só que não precisa tornar-se publico. Estou fazendo terapia como ambos queriam, as coisas estão andando bem, portanto nada de criar mais expectativas sobre isso.

- Certo.

Quando saiu da consulta naquela tarde, Kate estava pensativa. Será que a teoria de Dana era verdadeira? Ela realmente se acostumara a estar com Castle que o fato de estar sozinha a tornava vulnerável e os pesadelos retornavam? Parece uma historia tão improvável, furada. De qualquer forma, ela tinha uma forma de prova-la. Não essa noite porque já combinara com Castle que dormiria no loft, mas na noite seguinte seria a vez dele.

Estava terminando o jantar quando resolveu tocar no assunto.

- Castle, você tem algum problema em dormir na minha casa amanhã?

- Não, mas algum motivo especial?

- Nem tanto, mas as vezes sinto que estou passando tempo demais aqui. Sinto falta do meu apartamento e não me importo se você ficar comigo. Estou te fazendo um convite.

- E eu estou aceitando.

Na noite seguinte, Castle acompanhou Kate até seu apartamento. Ela preparou um rápido jantar para ambos e ficaram umas duas horas no sofá da sala vendo televisão. Ao se recolherem para o quarto de Kate, ela cedeu o banheiro primeiro para ele. Após um banho quente e devidamente em seus pijamas, ela se deitou ao lado dele. Aconchegou-se no peito de Castle que acabou puxando-a para uma verdadeira enxurrada de beijos. Os carinhos se intensificaram e quando ambos já estavam ofegantes, ela sugeriu que seguissem para o próximo nível. Rapidamente perdeu seu pijama e deixou Castle apenas de boxer.

A adrenalina e o frenesi os dominaram e em poucos minutos, Kate já experimentava as sensações pré-orgasmo. Castle aproveitava-se da sensibilidade que ela demonstrava com o seu toque fazendo-a se contorcer em seus braços. Com destreza, ele a levou para um orgasmo intenso entregando-se logo em seguida ao prazer também.

Cansados, porém extremamente satisfeitos, adormeceram. Por incrível que pareça, ela dormiu como um anjo a noite inteira, estando um passo para admitir que a teoria de Dana era verdadeira. Contudo, Kate Beckett não cederia tão facilmente, era teimosa.

Em sua próxima sessão com Dana, esse foi um dos últimos tópicos abordados.

- Como foi a experiência de ter Castle com você no apartamento? Pesadelos?

- Não, eu dormi muito bem – ela viu o sorriso no rosto da terapeuta – contudo isso não quer dizer que Castle é a resposta para tudo e que não consigo ter uma boa noite de sono sem estar ao lado dele. Não prova sua teoria porque... bem, porque fizemos sexo antes de dormir. Uma calorosa rodada de caricias, beijos e amassos, fizemos amor e isso me exauriu. O cansaço pode ter impedido o pesadelo.

- Ah, Kate! Vamos! Porque é tão difícil admitir que estou certa?

- Porque não testamos realmente a teoria. Preciso testar de novo.

- Kate... – Dana balançava a cabeça.

- É sério! Se você quer que eu aceite suas teorias e métodos psicológicos, deixe-me testar a teoria.

- Tudo bem, isso é com você.

- Hoje mesmo Castle irá dormir no meu apartamento – e ela realmente o convidou. Dessa vez, ela não deixou que Castle a convencesse a fazer amor. Após algum tempo namorando, Kate aconchegou-se para dormir de conchinha com ele. E pela segunda noite, Kate dormiu o sono dos justos. Nem sinal de pesadelos. Teria que dar o braço a torcer a teoria de Dana.

Na próxima sessão, a revelação de Kate fez Dana rir e muito. Claro que a detetive ficou com cara de poucos amigos depois disso, mas a terapeuta tratou de acalma-la.

- Kate, deixe de bobagem. Desfaça essa tromba. Só porque eu provei minha teoria e você percebeu que já não consegue estar sozinha, não é o fim do mundo. Isso não a diminui em nenhum momento. Talvez o fato de estar sozinha, a faça lembrar do seu primeiro ataque daí a facilidade em ativar o pesadelo. Não estou dizendo que você não possa voltar a tê-los mesmo dormindo ao lado de Castle, porém de alguma forma existe um gatilho entre solidão e o pesadelo. Caso aconteça outra vez, eu preciso saber.

Porém, duas semanas se passaram sem qualquer pesadelo quando dormia com Castle ao seu lado. Ela já se sentia muito melhor, tanto que Dana diminuiu a dosagem do remédio. Tudo estava entrando nos eixos. Vendo Kate melhorar a cada dia, Castle começou a pensar em outro problema. Desde seu ultimo contato com o Dr. William não procurara mais noticias de Josh. Será que ele voltara para a África?

Com toda a melhora, Castle queria evitar qualquer possível contato entre Kate e Josh. Não sabia como tratar o problema. Devia ligar novamente para o chefe de Josh? Perguntar por noticias? Ele julgara que pelo tempo, o médico já estivesse de volta a Africa. Querendo evitar uma situação melindrosa e certamente assustadora para Kate, ele decidiu contatar o hospital como um paciente qualquer que procura por seu médico. Ligou para a recepção, identificou-se como outra pessoa e ao perguntar pelo Dr. Josh Davidson, a mocinha simpática lhe respondeu.

- Oh, senhor James, eu sinto muito. O Dr. Davidson não está mais trabalhando aqui. Ele está na África com o programa “Médicos sem fronteira”. Se o senhor quiser, posso indica-lo a outro médico – mas Castle agradeceu e desligou não dando chance para mais perguntas. 

Castle estava certo em querer evitar maiores problemas para Kate. Se ao menos ele pudesse adivinhar o que estava por vir, saberia que Josh era o menor dos problemas de Kate. Alias, a reviravolta que se apresentaria em poucos dias mexeria com os sentimentos e a vida de ambos de uma maneira inesperada e dolorosa. A síndrome de pânico de outrora, seria um verdadeiro passeio no parque em face do real pesadelo que retornaria a vida de Beckett. Numa bela manhã, o velho arquivo referente ao assassinato de Johanna Beckett estava prestes a ser reaberto e com ele, velhas feridas e antigos medos.


Continua....

5 comentários:

Maytê disse...

Você ainda vai nos matar do coração Karen! Como você para nessa horaaa rsrs

Bia Branco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cindy Evelyn disse...

Adoro esta Fic. Ansiosa pelos próximos capítulos.

Cindy Evelyn disse...

Muito Ansiosa...

Silma disse...

Se têm uma coisa que você não "é pena das suas leitoras" 😩 É sofrença a cada capítulo,daqui a pouco quem vai está tomando os remédios que a Dana indicou pra Kate sou eu e não ela.Keren manera aí com o sofrimento 😭