quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.60


Nota da Autora: Ok, estou boazinha kkkkk... na verdade estou aproveitando que me livrei de uma apresentação hoje para escrever. Como mencionei, os proximos capitulos irão abordar natal, ano novo, presentes...(culpem o hiatus!) Começaremos a ver nosso casal se preparando para as festas.... Ah! Não estranhem a falta de NC é proposital para o capitulo ideal... enjoy!


Cap.60

- Desculpe... eu... -  Jeff estava surpreso e também envergonhado diante do que acabara de presenciar. Não tanto quanto Stana que além de vermelha, estava enrolando-se toda atrás de Nathan para cobrir o corpo o mais rápido que podia. O coração acelerado parecia que ia sair pela boca.

- Oh, meu Deus...meu Deus – ela repetia várias vezes o mantra em voz alta e continuou em sua mente, isso não podia estar acontecendo. Ao tentar vestir-se com a camisa dele, percebeu que as mãos tremiam.

- Você não pode ir entrando assim na casa dos outros, você sequer avisou que estava vindo para Los Angeles.

- Hey, bro... eu nunca precisei fazer isso, esqueceu? Você sempre me deixou livre para ir e vir na sua casa. Colocou até a chave no vaso próximo ao portão da garagem para facilitar minha entrada para não atrapalhar seus horários que geralmente são loucos. Não fiz nada do que já não estava combinado. Mais uma vez desculpe, eu não pretendia atrapalhar nem muito menos constranger ninguém.

Nathan passou a mão nos cabelos, virou-se para fitar Stana. Ela ainda estava meio em choque com o susto. Estava de calça e vestira a camisa dele para sentir-se menos vulnerável em frente ao irmão de Nathan. Era uma situação embaraçosa, mas agora teriam que lidar com isso. Jeff seria mais um a saber do segredo deles. Suspirando, ela deu um meio sorriso para o marido como um sinal de aceitação, como quem diz vá em frente.

Segurando a mão dela, Nathan a trouxe até o sofá para ficarem de frente para Jeff.

- Acho que não precisam de apresentação, mesmo assim. Jeff conheça Stana Katic – Jeff estendeu a mão sorrindo para cumprimenta-la quando Nathan completou - minha esposa – os olhos do irmão se arregalaram.

- Sua o que?

- Minha esposa. Estamos casados há um ano, bro.

- Meu Deus! Preciso me sentar... – ele mantinha os olhos arregalados na direção de Stana e depois para Nathan, muita informação – espera, quando isso aconteceu? Como? Por que você não me disse antes? Wow! Agora sei o que sentiu quando eu entrei e vi vocês. Wow! Desculpa, Stana. É um prazer conhece-la pessoalmente sem o ambiente de gravações e séries, mas... caramba! Contem essa história direito. Você não está zoando com a minha cara, certo Nate? É claro que não, depois do que eu vi – o irmão mostrou a aliança – é definitivamente o lance é sério.

- Sim, muito sério. Aconteceu logo no início das filmagens da sexta temporada. Ambos decidimos dar uma chance para os nossos sentimentos, deu certo. Descobrimos que assim como nossas personagens não conseguimos ficar separados. Optamos por manter a relação em segredo e pouquíssimas pessoas sabem disso. Hoje, apenas um cara que trabalha conosco sabe. Casamos no mesmo dia que filmamos o casamento de Castle e Beckett, assim ninguém desconfia do nosso envolvimento muito menos das alianças verdadeiras que usamos.

- Como vocês conseguem viver assim? Como conseguem trabalhar sem levantar suspeitas?

- É um pouco frustrante as vezes, porém o fato de nossas personagens estarem casadas ajuda na dinâmica.

- Então, Andrew o criador, sabe.

- Sabe, mas somente porque contamos para eles antes deles saírem do comando da série. Os produtores atuais não têm ideia.   

- Nossa! Seja bem-vinda a família Fillion, Stana. Mesmo que seja atrasado, fico feliz de ver que vocês estão bem. Aliás, você é o verdadeiro motivo do meu irmão estar assim, radiante. Sabia que algo estava acontecendo com ele, só que nunca pensaria que seria você a responsável por essa suposta fase de felicidade. Você já deve saber que ele sempre foi apaixonado por você, arrastava um caminhão... eu fui uma das pessoas que chegou a desencoraja-lo quanto a esse romance. Eu dizia: Stana não irá cair nas suas cantadas, na sua lábia. Ela é inteligente demais, não se deixará levar. Você é meio moleque. E olha o que aconteceu!

- Se serve de consolo, eu também era apaixonada por ele desde o momento que filmamos o piloto. Ele me conquistou com esse jeito bobo de menino – ela acariciava a coxa dele já mais calma – éramos teimosos demais para admitir nossos sentimentos, além de tudo o que envolvia o nosso trabalho.

- Bem, vocês parecem ter superado esse obstáculo. E quem mais sabe? Mamãe?

- Não! – Nathan respondeu rapidamente arregalando os olhos - E você nem pense em contar a ela. Sabe o quanto ela é ruim em guardar segredos. Lembra da Melissa no décimo ano?

- Vividamente – Jeff fez uma careta - Tudo bem, esquece a mamãe.

- Além de Andrew e Terri, Dara e Chad que além de escritores de Castle são nossos amigos, Trucco e a esposa, Gigi a irmã de Stana e Anne, sobrinha dela e minha também.

- Incrível! Vocês conseguiram manter um segredo como esses, um verdadeiro prato cheio para os repórteres e paparazzi por mais de dois anos. Como vocês se viram com viagens, trabalhos, os tais hiatos. Imagino que nem saem de casa juntos.

- Temos nossos refúgios. Alguns lugares característicos e usamos alguns disfarces. Mas, não é nada fácil. Não podemos curtir nada em LA.

Stana havia se levantado indo em direção a cozinha. Nathan não tinha ideia do que ela fora fazer ali. Talvez precisasse de um momento sozinha para se recuperar do susto. Sorriu ao vê-la voltando com uma garrafa de vinho e três taças.

- Não sei quanto a vocês, mas eu preciso de uma bebida.     

- Obrigado, amor. Todos precisamos – Nathan serviu vinho aos três. Ela virou a taça quase toda de uma vez. Ainda estava nervosa com toda a situação.

- Quanto tempo vocês pretendem manter essa situação?

- O quanto conseguirmos. Você tem que procurar entender, Jeff. O meio que trabalhamos é bastante vulnerável quanto a fofocas, intrigas e relacionamentos. Expor o que temos para a mídia pode ser um tiro no pé. A quantidade de perguntas, fotos, insinuações referentes a nossa vida serão enormes e constantes. Especialmente porque rola pelas redes sociais que eu e Stana não nos damos bem. A revelação de um casamento seria um choque para muita gente.

- E tem o trabalho. Enquanto estivermos fingindo apenas atuar, está tudo bem. Ninguém desconfia realmente. Tudo bem que existem alguns fãs que insistem que gostamos um do outro. Eles não estão errados, mas são desacreditados pela maioria – disse Stana.

- Nossa! Eu ainda estou impressionado com toda essa informação. A ficha ainda não caiu. Meu irmão casado com uma bela mulher, feliz e bem. Havia notado que você estava com um ar mais vibrante – Jeff coçou a cabeça - Não sei como vocês conseguem viver desse jeito, porém tenho que concordar que está funcionando muito bem. Como vocês fazem com relação as suas casas, dividem os dias da semana para um dormir na casa do outro?

- Não, moramos juntos na minha casa a um bom tempo.

- Oh, entendo. Sendo assim, é melhor eu ir para um hotel. Não quero tirar a privacidade de vocês.

- De jeito nenhum. Temos quartos de hóspedes suficiente nessa casa. Você é muito bem-vindo, Jeff – disse Stana sorrindo – faço questão que fique. Sei como o Nathan sente sua falta. Será bom passar uns dias com você. 

- Poxa, Stana. Muito obrigado. Se realmente não serei um problema, irei aceitar seu convite.

- Problema nenhum – afirmou Nathan.

- Ótimo. Será que agora eu posso dar um abraço na minha cunhada? Estou devendo um cumprimento adequado.

- Claro que sim – sorrindo, ela deixou-o se aproximar e o abraçou. Jeff deu-lhe um beijo na bochecha.

- Parabéns pelo casório. E obrigado por cuidar tão bem do meu irmão – ele virou-se para Nathan – e você também! Parabéns! Nem acredito que você tem um bambolê no dedo – Jeff abraçou o irmão com vontade dando-lhe várias tapinhas nas costas. Mais aliviada, Stana sentiu o corpo relaxar.

- Quanto tempo você ficará em Los Angeles, bro?

- Uma semana. Preciso resolver alguns negócios aqui, depois volto para o Canadá.

- Certo. Cadê sua mala? – virando-se para Stana, falou – amor, sabe o que estava pensando? Podíamos organizar um jantar para Jeff conhecer a Gigi. Agora ambos são da família e tem o segredo em comum. Seria uma ótima oportunidade para se conhecerem. Vamos verificar nossas agendas de gravações.

- É uma boa ideia. Enquanto isso, por que não vai mostrar o quarto para o seu irmão? Tenho certeza que ele está bem cansado depois da viagem. Vou organizar as coisas por aqui e depois subo, ok?

- Tudo bem.

- Boa noite, Stana. E bem-vinda a família Fillion.

- Boa noite, Jeff – juntos, os irmãos subiram as escadas. Ela recolheu os copos e a garrafa de vinho levando-os para a cozinha. Stana continuava tentando digerir o que acontecera nessas últimas horas. Ser surpreendida por seu cunhado quase pelada prestes a fazer sexo com o irmão dele era bem embaraçoso. Ela deixou um suspiro escapar enquanto fechava os olhos procurando aceitar a situação. Mais uma pessoa sabendo do segredo deles. Até quando isso iria durar? Resignada com os fatos, ela subiu as escadas rumo ao seu quarto.

Nathan mostrou onde estavam todas as coisas que Jeff precisaria, ajudou-o com a mala e ao ficar sozinho com o irmão, Jeff sentiu-se mais à vontade para comentar.

- Nathan, quero te pedir desculpas mais uma vez. Não foi minha intenção pega-los de surpresa, naquela situação. Cara! Foi muito estranho. Sinto mesmo. Nem imagino o que está se passando na cabeça de sua mulher nesse momento. Sua mulher! Pelo jeito ela está fazendo muito bem a você. A felicidade está estampada na sua cara. Finalmente conseguiu o que ansiava em seus sonhos, não? Estou muito feliz por você.

- Obrigado, bro. Ela me faz muito feliz. Não podia escolher companheira melhor. Sou perdidamente apaixonado por Stana.

- Bom para você. Agora, preciso dormir. Tenho várias reuniões amanhã. Avise quando tiver um tempo para eu te desafiar no videogame.

- Se tiver disposto a perder... boa noite, Jeff e por favor, nenhuma palavra sequer a mãe e ao pai, beleza?

- Pode deixar.

Ao chegar no quarto, Nathan encontrou Stana já deitada passando hidratante na pele. Ele rapidamente se junta a ela, beijando-lhe o rosto e cheirando a pele do pescoço. Ela sente cocegas e afasta-o, rindo.

- Que noite, não Staninha? Muitas emoções e nem sequer tivemos a oportunidade de comemorar adequadamente como gostaríamos.

- Sim, ainda estou meio zonza com tudo. Um pouco envergonhada. Mais um pouco e seu irmão pegaria nós dois em situação pior. Meu Deus! Estou tentando superar e esquecer isso. Preciso mesmo de uma boa noite de sono.

- Eu também, mas você concorda com o jantar? Podemos tentar fazer sábado. Encomendamos tudo. Que tal? Você fala com Gigi? Se quiser, tentamos chamar Dara e Chad. A escolha é sua.

- Não, vamos manter isso em família. Nossa primeira reunião familiar... taí algo que não imaginara acontecer tão cedo.     

- Admito que também não esperava, mas já que aconteceu, vamos tirar proveito disso.

- Amanhã falo com Gigi – ela se aconchegou nos braços dele, sentindo o corpo quente colado ao seu – boa noite, Nate. Saiba que eu adoro ser a Sra. Fillion...

- Sonhe com os anjos, Staninha – cansada, ela fechou os olhos dormindo quase que instantaneamente.
Marcaram o jantar para sábado à noite. Stana queria muito conversar a sós com a irmã sobre os últimos acontecimentos, mas teria que adiar a conversa um pouco mais. Ela convidou Gigi sem revelar o real propósito do jantar. Disse ser uma pequena reunião familiar, o que a irmã achou ótimo. Estava com saudades de conversar com Nathan.

No sábado, ambos cuidavam dos preparativos para o jantar. Stana providenciava a sobremesa, Nathan checava os vinhos e cerveja pois seu irmão preferia essa bebida a outras algumas vezes e Jeff avisou aos dois que ia sair para resolver algumas coisas voltando para casa a tarde. Apesar do seu convidado e hóspede fazer o possível para agrada-la, Stana ainda tentava se acostumar com o fato de que alguém mais sabia de seu segredo. Não tinha o que reclamar de Jeff, o problema era com ela mesmo. E se o cunhado desse com a língua nos dentes e contasse para a mãe? Controlar Gigi já era uma dificuldade e uma façanha, será que Nathan conseguiria controlar o irmão?

Forçando-se a esquecer os potenciais problemas no futuro, ela decidiu se preparar para a noite e curti-la na companhia da irmã. Tinha certeza pela alegria de Nathan que ele estava adorando tudo isso.

À noite, enquanto ela se arrumava, Nathan já estava na sala bebendo e conversando com o irmão. A campainha tocou e Stana desceu com pressa. Não queria que a irmã fosse pega de surpresa sem que ela estivesse presente. Ao chegar no último degrau da escada, viu Nathan se aproximando da porta.

- Não, babe. Deixa que eu abro.

- Tudo bem, vá em frente – ela passou por ele roçando seu corpo devagar próximo ao dele. Nathan puxou-a pela cintura e a abraçou por trás – você está cheirosa, Staninha – disse após dar um beijo no pescoço dela e acariciar seu colo.

- Nate... não é hora para isso...

- Só quero um beijo... – ele virou seu rosto na direção de seus lábios e beijou-a. Ela não resistiu ao toque dos lábios retribuindo o gesto com a mesma intensidade. Afastaram-se quando a campainha soou novamente – melhor atender sua irmã. Já está ficando impaciente - Rindo, Stana se dirigiu a porta. E girou a chave. Ao abrir a porta da garagem, ela encontrou a irmã sorridente. 

- Por que demorou tanto? Estava fazendo o que não deve com meu cunhado? – Stana ia abrir a boca para contestar, mas a irmã foi mais rápida abraçando-a e dando-lhe um beijo – seu batom está borrado, sis. Nem gaste suas palavras querendo justificar que não estava se agarrando com seu marido que não vai colar – Stana revirou os olhos. Como ela podia ser tão observadora?  

- Oi, Gigi. Bom ver você. Venha comigo, estamos na sala.

- Obrigada pelo convite. Fazia tempo que queria ver e conversar com meu cunhado. Está tudo bem com vocês? Estão trabalhando muito?

- No mesmo ritmo de sempre. Nate! Olha quem chegou! – ela viu o marido de costas conversando com o irmão, assim que ouviu a voz dela o chamando, ele virou-se.

- Gigi! Minha cunhada preferida! – ele veio ao seu encontro para dar-lhe um beijo e um abraço. Ela retribuiu o gesto.

- Você fala assim porque sou a única cunhada que tem, já que sou a única que sabe do casamento de vocês. Mas, aceito o elogio. Também estava com saudades. Faz tempo que não nos encontramos para conversar. Quando Stana me ligou fiquei surpresa com o convite, porém muito feliz em poder passar um tempo com vocês. Anne também está aqui? Ela mencionou ser uma reunião de família...

- Não. Hoje à noite é para adultos. Um jantar, bom vinho e muita conversa.

- Só nós três então? Vocês não vão me fazer segurar vela, vão? Porque isso é maldade– Gigi perguntou no exato momento que Jeff apareceu por trás de Nathan. Ela arregalou os olhos.

- Gigi, esse é Jeff. Meu irmão. Agora nós quatro temos muito em comum – Gigi buscou a irmã ainda surpresa, seus olhos e o rosto eram como uma grande interrogação.

- O que está acontecendo aqui, Stana?

- Jeff veio até a casa de Nathan e nos pegou desprevenidos, portanto nosso segredo agora tem mais um guardião.

- Espera, quando você diz que ele os pegou... vocês estavam sem roupa? Se agarrando? Meu Deus! Estavam pelados? – os olhos de Gigi só faltavam soltar do rosto. Nathan já prevendo um possível embaraço para sua esposa, resolveu interceder antes que Gigi deixasse a irmã desconfortável.

- Gigi, estávamos no sofá namorando e não vimos Jeff chegar porque como meu irmão, ele sabe onde eu guardo uma chave extra e eu havia me esquecido que isso podia acontecer. Não tínhamos muito o que explicar depois do que ele viu. Portanto, contamos tudo para ele inclusive do casamento e das pessoas que sabem da nossa história. Por isso, chamamos você aqui hoje. Essa é a nossa primeira reunião em família. Nada mais justo que você conhecer meu irmão e trocarmos experiências de família.

- Claro! – Stana aproximou-se de Nathan entrelaçando a sua mão na dele, em um gesto claro de agradecimento por não tornar a situação mais constrangedora na frente de Gigi, ela precisaria de um tempo com a irmã para desabafar e explicar toda a loucura. Ele a abraçou pela cintura. Beijou-lhe o rosto.

- Que tal uma taça de vinho para começar a noite?

- Excelente ideia. O que iremos jantar hoje?

- Paella. Encomendei de um restaurante que adoro.

- Hum, adorei a escolha – disse Gigi.

- Mas, primeiro tenho umas tapas. Sente-se no sofá, fiquem à vontade. Eu e Stana já voltamos com as bebidas e os aperitivos – Gigi, sem cerimônia, sentou-se no sofá ao lado do irmão de Nathan. Ela o cumprimentou educadamente e começaram a conversar. Na cozinha, Nathan pegava as taças enquanto Stana se ocupava em encher as bandejas com as tapas. Ela resolveu comentar o que acontecera a minutos atrás.

- Obrigada, Nate. Você tornou a situação bem mais tranquila não contando detalhes do que ocorreu. Sei que Gigi faria um escândalo se soubesse. Eu ainda preciso conversar com ela, mas não agora.

- Não precisa agradecer, Staninha. Não ia expor nossa intimidade assim. Só espero que o Jeff se mantenha calado e que se entenda com a sua irmã. O pior que poderia acontecer era os dois se detestarem.

- Não acho que isso possa acontecer – e ela tinha razão, ao voltarem para a sala encontraram os dois engajados e animados numa conversa bem interessante. Por pelo menos meia hora, eles saboreavam os petiscos, bebericavam o vinho e ouviam Jeff contar sobre sua última viagem ao Caribe. Nathan havia se ausentado para esquentar a paella e logo os convidou para sentarem-se a mesa onde poderiam saborear o jantar e continuarem a história.

Porém, ao começarem a comer, o assunto mudou. Do nada, Jeff decidiu perguntar a Gigi o que ela achava do relacionamento de seus irmãos, especialmente do casamento.

- Gigi, como foi para você descobrir que Nathan e Stana estavam juntos? E quanto ao casamento deles, o que você acha?

- Posso dizer que primeiro fiquei um pouco chocada. Minha irmã é bem reservada com sua vida pessoal. Eu sempre desconfiei que ela gostasse dele, apesar dela nunca querer admitir. Quando me contou que estavam juntos para valer, eu adorei. Fiquei super feliz porque, na boa? Disse para ela, se você não quiser tem quem queira. Nesse caso estava falando de mim. Por favor, que mulher poderia dizer não a um cara como Nathan?

- Ah, várias... você nem imagina – disse Jeff.

- O que? Você está de brincadeira, não? Zoando com a minha cara, só pode!

- Não estou não – afirmou Jeff o que fez Nathan olhar mais intensamente para o irmão claramente pedindo que ele não insistisse no assunto. Não adiantou, afinal era com Gigi que ele conversava.

- Segure esse pensamento. Deixe-me concluir a resposta a sua outra pergunta. Sobre o casamento. Na minha opinião, acho que não tem duas pessoas mais perfeitas para formar um casal. Eles se completam. São muito melhores juntos que separados e o principal, eles se amam. Tem minha benção e meu apoio sempre que precisarem.

- Obrigada, sis – Stana disse sorrindo para a irmã sentada a sua frente.

- É tudo verdade, sis. Agora, se pudermos voltar ao ponto anterior. Que história é essa de que Nathan foi rejeitado antes? No mínimo a mulher era louca.

- Jeff, deixa isso para lá... – Nathan não queria ouvir histórias do passado que poderiam deixar ele e Stana embaraçados. Não era esse o objetivo do jantar.

- Ah, não. Vai ser interessante. Já que estamos falando de relacionamentos, é bom recordar que nem sempre acertamos ou que eles são perfeitos. No último ano antes de Nate entrar para o ensino médio teve o baile dos juniores. Ele convidou Sandy para ir com ele, era simplesmente uma das patricinhas da sala. Claro que ela não aceitou. Ele ficou muito chateado, mas não desistiu. Resolveu fazer uma serenata para ela.

- Jeff...

- Qual foi a música? – perguntou Gigi interessadíssima.

- Estava na época do Karate Kid. Então, ele escolheu cantar “Glory of Love”. Vocês podem imaginar o vexame. O pai da menina jogou um balde de agua gelada nele.  

- Oh, mas isso é triste. Que menina idiota! Aposto que agora que ele é famoso, ela quis se aproximar.

- E quis mesmo, mas eu não deixei.

- Você não fez uma serenata para mim, adoraria ouvi-lo cantar... – Stana disse acariciando o rosto dele e em seguida beijou-lhe os lábios.

- Ridícula! – Gigi ainda resmungava, estava revoltada com a história – acho que todos estamos sujeitos a isso em relacionamentos, Stana também teve seu coração partido pelo capitão do time de lacrosse.

- Gigi, não precisamos ouvir essa história – Stana alertou.

- Nada mais justo já que ouvimos uma do Nathan – então, Gigi começou a contar um dos relacionamentos frustrados de Stana. A medida que a história fluía, Stana ia ficando mais vermelha. Ela não teve que cantar ou tomou um banho como Nathan, ela fora abandonada na quadra do colégio pronta para o baile pelo garoto que fez questão de dizer que ia para a festa com a rainha e não com o sapo de aparelho – se ele soubesse que minha irmã estaria entre as mulheres mais bonitas de Hollywood. Cobiçada e paparicada por caras como Nathan e Salvatore Ferragamo, ele não faria o que fez. Sabe o que é melhor nisso tudo? Ele continua um zé ninguém, não foi para a faculdade e trabalha num bar.

- A vida tem suas formas de mostrar as pessoas que fazer mal ou humilhar os outros acaba por se voltar em algum momento contra você mesmo. Não entendo porque há sempre aquela vontade de mostrar que eu sou melhor que você. Isso é tão mesquinho – disse Nathan.

- Concordo, cunhado. Essa paella está muito boa! Posso comer mais um pouco? – ela se serviu de um pouco mais - Mas nem todas as histórias de Stana são ruins. Ela já teve pessoas bacanas e as vezes eu dizia que ela era burra por não casar com determinado namorado, bons partidos mesmo. Agora entendo que ela estava esperando pelo certo.

- É verdade, Staninha? – Nathan perguntou se sentindo todo faceiro.

- Sei o que isso vai fazer ao seu ego, mas tenho que dizer a verdade. Sim, Gigi tem razão. Eu sempre soube que nenhum deles era a minha metade. Soa piegas, eu sei. Nenhum deles me fez sentir como eu me sinto hoje. Somente você – ele se inclinou para beija-la, não foi um beijo comum, era apaixonado e intenso por isso mesmo, Gigi se fez notar.

- Hey, vocês dois! Estão com visitas! Deixem para jurar amor eterno e se pegarem quando eu e Jeff estivermos longe – os dois quebraram o beijo rindo da forma como ela falara. Stana aproveitou a deixa para ir pegar a sobremesa. Nathan inventou que ia ajuda-la. Assim que eles desapareceram, Gigi comentou – você quer apostar quanto que os dois foram se agarrar na cozinha?

- Se apostar, irei perder – disse Jeff rindo com Gigi.

O resto da noite correu muito bem. Eles conversaram mais um pouco, comeram a sobremesa, tomaram café e finalmente Gigi decidiu ir embora para dar alguma privacidade ao casal. Ela adorara a noite.

- Acho que precisamos repetir algumas vezes esses jantares de família. Foi um prazer desfrutar de boa comida, bebida e da companhia. Foi bom te conhecer, Jeff e saber que temos mais alguém para ajudar a manter o segredo desses dois intacto – ele estendeu a mão para se despedir, mas Gigi não era mulher de formalidades. Logo deu um abraço no irmão de Nathan da mesma maneira que faria em seguida com o cunhado. Stana não podia culpa-la, era o seu jeito expansivo de ser. Ela deu um abraço e um beijo estalado na irmã antes de finalmente deixar a casa.

- Juízo vocês dois! Boa noite, pessoal!

- Boa noite, Gigi. Dirija com cautela – disse Nathan. Assim que fechou a porta, Stana já se dirigia para a sala a fim de recolher o resto da louça. Queria deixar tudo limpo para poder dormir um pouco mais no domingo. Nathan correu para ajudá-la e Jeff também.

- Não precisa se preocupar, Jeff. Pode ir para o seu quarto. Vá descansar. Eu e Nate damos conta disso rapidinho.

- É, Jeff. Pode ir.

- Tudo bem, se vocês insistem... boa noite para os dois e sabe, sua irmã é ótima Stana. Ela tem razão, vocês se completam. Amanhã quero acabar com você no videogame, bro. Vamos apostar.

- Tenho pena de você. Boa noite – vendo o irmão subir as escadas, ele virou-se para a esposa – todos gostam de Gigi. E acho que, do jeito dela, sua irmã conhece muito tudo o que passamos até aqui. Fiquei muito feliz com o resultado dessa noite.

- Eu também – ela se aproximou dele abraçando-o pela cintura – nossa primeira reunião familiar foi um sucesso. Parece que os Katics e os Fillions têm futuro, babe.

- Nunca duvidei disso. Deixe tudo aí, vamos para o nosso quarto provar que a teoria é válida. Tenho que retribuir o elogio que você me deu ao dizer que eu era o cara certo.

- Hum... será que está pensando o mesmo que eu? – ela sorria maliciosa.

- Hora de brincar, Staninha – de mãos dadas subiram as escadas ávidos por fazer amor. Satisfeitos, eles estavam estirados na cama, recuperando-se. Ela fitava o teto pensativa. Lembrava-se das conversas durante o jantar.

- Nate?

- Hum...

- Você cantaria para mim? Estilo serenata? Acho tão romântico...

- Jeff e sua boca grande! Eu não sou bom de cantoria, amor. Você ouviu a mesma história que eu, não? O resultado foi péssimo.

- Não, você canta bem. Fizemos um ótimo dueto de Sinatra. Eu não me importaria de ouvi-lo cantar para mim.

- Música antiga que nem a que eu cantei antes para Sandy?

- Não, você escolhe o que quiser cantar... – Nathan não afirmou nada, porém começava a levar o pedido em consideração.

No domingo, logo após o café, os irmãos decidiram se desafiar no videogame. Pareciam duas crianças bobas pulando e gritando. Piores que Anne. Stana aproveitou a deixa para se dar um tempo sozinha, ou era isso que queria que Nate pensasse.

Com o pretexto de ir se exercitar, ela pegou a bicicleta dizendo que ficaria umas duas horas fora. Tempo suficiente para os marmanjos aproveitarem sua brincadeira. Dando um beijo rápido no marido, ela saiu. Bastou virar a esquina de casa para que ela fizesse o que realmente pretendia naquele momento. Pegou o celular e ligou para a irmã.

- Hey, sis! Já está com saudades de mim?

- Gigi, eu queria conversar com você. Será que pode me encontrar na Starbucks a dois quarteirões do meu antigo apartamento? Quero conversar com você.

- Espera, você não brigou com Nathan, certo? Foi por causa de ontem, daquelas histórias do passado?

- Não é nada disso, Gigi. Estamos bem, só queria conversar com minha irmã. Ontem não tivemos muito tempo para isso.

- Tudo bem. Preciso de vinte minutos.

- Certo, eu ainda estou no meio do caminho. Te vejo lá.

Stana chegou primeiro que a irmã. Vinte minutos na linguagem de Gigi era quase uma hora. Não se importou. Pediu um café do jeito que ela gostava, colocou bastante canela e sentou-se numa mesa de canto para esperar sua companhia. Dez minutos depois, Gigi aparece.

- Desculpe! Estava saindo de casa quando a mamãe ligou. Vivo dizendo para ela ligar no celular, mas ela insiste no modo antigo. Tive que esperar. Ela quer saber se você vai para casa no natal.

- Vou sim, mas tenho que combinar com Nathan. Provavelmente passaremos o ano novo juntos. Caramba! Na próxima semana já é dezembro!

- Passa rápido. Então, o que você quer conversar comigo? Sei que tem algo te incomodando e nem adianta disfarçar. Esse foi o motivo de você vir até aqui. Eu te conheço, sis.

- Não é que esteja me incomodando. É que desde que aconteceu esse lance com o Jeff, eu preciso conversar e só tenho você e Dara. Na verdade, a história começa um pouco antes do irmão de Nate descobrir sobre nós.

- Tem mais na história do que você me contou, sobre Jeff?

- Tem, mas antes aconteceu outra coisa. Nós dois andamos aprontando uma de nossas loucuras. E naquele dia que eu conversei com você e a mamãe, eu já estava agoniada. Eu pensei que estava grávida. Aquela conversa com a dona Rada me perturbou. Depois de um período de ansiedade, acabei fazendo o teste e constatamos que eu não estava. Gigi, você devia ver a cara do Nathan quando revelei a possibilidade. Ele estava feliz e esperançoso. Eu mesma com todos os meus medos e nóias cheguei a pensar nesse filho. Eu chorei porque o resultado deu negativo, foi um misto de alívio e dor. Ele parecia tão triste...

- Stana, ambas sabemos o quanto Nathan quer ser pai. Só de ver o jeito que ele trata Anne.

- Eu sei, por que acha que doeu? Eu quero dar um filho para ele, quero ter nossa família. Ainda não é o momento, mas o tempo está cada vez mais curto. Não sou tão nova assim, você sabe. Isso me fez pensar, e se eu não puder ter um filho, engravidar? Essa não é a primeira vez que eu suspeito de gravidez e torna-se alarme falso. Somente com Nathan já foram duas vezes.

- Espera, você está me dizendo que desconfia que não pode ter filhos? Isso não existe, Stana. As mulheres da família Katic são progenitoras, parideiras. Mamãe teve seis. Titia tem quatro, isso está errado. Você pode esquecer essa ideia maluca! Paranoia da sua cabeça – ela via a dúvida nos olhos da irmã – olha, você sempre faz seu preventivo, está bem. Se tem dúvida, por que não marca uma consulta e investiga logo? Se quiser, posso ir com você, mas já digo que não há nada.

- Você fala com tanta certeza!

- Porque é verdade. Logo você vai chegar para mim e dizer que está esperando um bebê, você vai ver. E o que isso tem a ver com Jeff? Ele soube disso?

- Não! Você é a única pessoa que contei além de Nathan. Nem ele sabe que estou fazendo isso. Mas, foi logo depois que soubemos que não ia rolar um bebê, estávamos meio que comemorando quando fomos surpreendidos por Jeff. Oh, Deus! Isso é tão embaraçoso! Ele nos pegou no flagra, Gigi! Eu estava sem roupa! Quase nua nas preliminares bem no chão da sala! Só de calcinha para ser sincera. Queria um buraco para me enterrar...

- Stana Katic!!! Sua pervertida!

- Isso! Mais alto, acho que ninguém te ouviu na Austrália! – o olhar fulminava a irmã a exemplo de como ela fazia com Castle ao interpretar a detetive.

- Desculpe! Mas você joga uma bomba dessa na minha cara e não quer que eu me assuste?! 

- Gigi, isso é sério. Foi muito estranho. Que imagem ele vai fazer de mim depois disso?

- Ora, sis! Que você é uma pessoa casada, apaixonada pelo irmão dele e sexualmente mega ativa – Gigi ria tentando imaginar a situação – no fim, deu tudo certo. Ele estava bem satisfeito com a união de vocês. A sua vergonha teve um ponto positivo... aí, daria um braço para ver essa cena!

- Se não parar de tirar sarro da minha cara, eu juro que vou te encher de porrada.

- Hey! Violência, não! Ainda mais porque eu sei que você sabe bater muito bem. Sério, sis. Desencana, já passou. Reconheço que não deve ter sido fácil, mas agora temos uma certa ligação com a família de Nathan. Sempre achei muito chato somente os Katics saberem do segredo.

- Você e Anne já está de bom tamanho. Não quero que a mãe saiba.

- Se depender de mim, não vai acontecer. Mas vê se não dá bandeira na frente dela, viu? Você fica toda boba ou pior vermelha quando ela fala de relacionamento.

- Melhor ir andando. Não é muito seguro deixar aqueles dois sozinhos por muito tempo.

- Aposto que nem se lembraram de você ainda. Marque o médico e me avise. Vou com você.

- Obrigada, Gigi.

- Hey, sou sua irmã. Depois você me dá um presente bacana e está tudo certo – rindo ela abraçou a irmã.

- Interesseira! – Stana jogou mais um beijo na direção dela e subiu na bicicleta para voltar para casa.
Nathan e Jeff se divertiam. Já estavam na quarta partida e a competição estava acirrada. No meio do jogo, Jeff decide mencionar algo para o irmão.

- Nate, quero que saiba que gostei muito do jantar com Gigi. Impressionante como consigo ver o quanto está diferente. Ela faz muito bem a você. Demorou, mas consegui o que sempre quis, não?

- Sim, eu estou muito bem. Stana é a mulher da minha vida. Soube disso desde o primeiro momento que conversamos. Não sei explicar o porquê somente sei quer era para ser.

- Agora só falta um filho, não? – Nathan sorriu meio sem graça – aliás, sei que já disse antes, mas quero pedir desculpas pela forma que flagrei vocês outra vez, podia ser aquele momento. Foi bem ruim a conhecer daquele jeito. Espero que me perdoe.

- Ela já perdoou. Ficou envergonhada, mas já passou. Quanto ao filho, tudo a seu tempo. Agora que fizemos um ano de casados.

Ela chegou nesse instante. Sorrindo, perguntou.

- Então, vocês marmanjos não cansaram do videogame? São dez da manhã. Alguém tem que providenciar o almoço...

- Ainda sobrou paella de ontem, Staninha. Não se preocupe.

- E se você não se importar, vou fazer uns steaks na churrasqueira – disse Jeff.

- Nem um pouco, sendo assim vou tomar um banho e já desço para arrumar o almoço.

O resto do domingo foi muito tranquilo. A semana de maneira geral também teve seus momentos de tranquilidade apesar do ritmo de trabalho estar agitado com a proximidade do fim do ano. Algo positivo da nova política da ABC era esse espaço de tempo mais extenso entre a mid-season. Não precisavam correr tanto e cada novo episódio que filmavam era uma a menos para depois.

Ao fim da semana, Nathan estava todo empolgado com um pacote que chegara pelo correio. Parecia uma criança. Ao vê-lo empolgado, ela curiosa perguntou.

- Por que está tão animado com essa encomenda dos correios? Por acaso você não comprou outro jogo para o seu PS4, comprou?

- Não se trata de videogame, Staninha. Você se lembra que eu mencionei sobre o musical de Waitress? A première na Broadway será somente em março do ano que vem, mas eu já recebi meus ingressos para a estreia. Sara enviou-os, três. Para mim, você e talvez Gigi, para o caso de precisarmos de um disfarce.

- Sara enviou para você? A própria Sara Bareilles? – ele podia ver o espanto no rosto dela.

- Sim, ela escreveu as músicas. Quis conversar comigo para saber da minha personagem, acho que faz uns seis meses que isso aconteceu. Ela é ótima. E não só enviou os ingressos para a peça como também mandou um par de ingressos para seu show em Nova York na semana que vem. Direto do Carnegie Hall. Interessada?

- Nate, eu adoro a Sara! É claro que estou interessada. Tenho que ir a Nova York! – ele riu da reação dela ao balançar os ingressos para que visse, ela pulou no pescoço dele beijando-o com vontade.

- Calma, amor. Se quisermos ir, teremos que convencer Alexi da nossa ausência por pelo menos dois dias. O show é na quinta. Não sabia que era tão fã da Sara assim.

- É só olhar meu celular. Tenho todas as músicas dela. Iremos convencer o Alexi só precisamos de um plano.

- Isso não é problema, eu já pensei em um. Já até comprei as nossas passagens. Pode avisar a Gigi, ela será seu disfarce – puxando-a até o sofá, Nathan contou sua ideia para a esposa. Na manhã seguinte, colocaram o plano em ação. Eles orquestraram uma pequena cena. Esse era o lado positivo de serem atores.

Estavam na sala dos escritores durante um dos intervalos tomando café. No momento que Nathan estava contando sobre sua ida a Nova York na próxima semana, Stana recebe um telefonema da sua agente. Eles não escutaram bem a conversa, mas ouviram a palavra Chicago e ATP. Ao desligar, ela suspira e comenta.

- Acredita que marcaram um evento do ATP para a próxima semana em Chicago. Um jantar com potenciais investidores. Sei que isso tem dedo da Gigi, ela estava cavando patrocínio para mim. O jantar é na quinta e tem uma reunião na sexta. Isso não estava nos planos e minha presença é obrigatória. Como resolveremos isso, Alexi?

- É, parece que as agendas de vocês dois andam em sincronia. A sorte de vocês é que, além de serem produtores, estamos avançados nas filmagens e liberar os dois por três dias não irá comprometer nada do show. Com o hiatus já acontecendo e nosso período de natal se aproximando em duas semanas, vocês podem se dar ao luxo de tirar esses dias – plano perfeito, pensou Nathan sorrindo.

- Muito obrigado, Alexi. O que vai fazer nesse período?

- Vou me concentrar na edição com a equipe e o pessoal do Rob, pode agilizar os promps para o próximo episódio. Será praticamente o último filmado quando voltarem.

- Daremos 100% quando voltarmos, prometo – disse Stana – obrigada mesmo, Alexi.

À noite, Stana comunicou da viagem para a irmã. Além de pedir seu apoio caso algo referente a ATP e Chicago viesse a ser mencionado algum dia. Gigi adorou saber que iria para Nova York curtir ao lado da irmã e do cunhado.

Na quarta, eles voaram rumo a Nova York em voos separados. Por precaução, Stana trazia consigo sua peruca loira. A big apple era campo minado em se tratando de Castle. E provavelmente toparia com repórteres no show, o que estava deixando-a agoniada por dividir um camarote com Nathan.

- Respira, sis! É hora de aproveitar. Vamos curtir o show.


Ela realmente curtiria uma de suas cantoras preferidas e nem sabia da surpresa que Nathan preparara para ela, como uma espécie de presente de natal antecipado. Stana não tinha ideia do que vivenciaria ao pisar no Carnegie Hall aquela noite trajando um dos vestidos de Salvatore Ferragamo. Seu coração receberia mais uma prova de amor de Nathan.   

Continua....

3 comentários:

cleotavares disse...

Amei essa interação Katic/Fillion.

Maytê disse...

Aiiii amei a interação entre eles as famílias! Hehe
Sobre a conversa da gravidez com a GiGi, amo esses momentos rsrs
Ahh esqueceu de mencionar na conversa delas o episódio de quando ela perdeu o feto no sagramento no banheiro. Ela citou dois alarmes falsos e esqueceu desse de quando ela realmente engravidou, acho que poderia ser explorado na consulta com o médico.
Não sei porque ela nunca contou a Gigi isso.

Pâmela Bueno disse...

Aiii eu to necessitada de mais capítulos!!!!! Por favorrrrrr... Ainda mais agora nese feriado/férias infinitas as minhas que eu não tenho nada para fazer rsrs esse cap foi muito bom, a conversa das irmãs, a Stana falando de gravidez com a Gigi e o encontro dos irmãos foi mt bom tmb,acho que rolou uma química entre eles hahhah quero Stana grávida logo