domingo, 15 de maio de 2011

[Demily] London is calling... For More!

NC-17 à vista........

Gênero: Angst,Drama,Romance
Advertências: Naughty – Bastidores da Season Premiere S4 – Londres
Capítulos: 1 – One shot
Completa: [ X ] Sim [ ] Não


Resumo: Essa fic se passa em Londres durante as filmagens do episódio duplo da S4. Um país distante, um clima diferente e o universo conspirando a favor deles. O que esperar dessa junção de fatores especialmemte quando se tem química, sentimento e desejo envolvidos?


London is calling... For More!


FOX Studios
9am


Hart estava no seu escritório a espera de David e Emily para sua primeira reunião sobre a season premiere da quarta temporada.

David chegou primeiro ao estúdio e ficou papeando sobre como estava sendo a folga. Descansara e viajara.

- Então você se divertiu mesmo? Que bom.

- Não necessariamente. Estou doido para voltar ao trabalho.

- Mesmo?

- Sim, sinto falta das longas horas de filmagem, das brincadeiras, dos amigos e da minha companheira. Sinto muita falta da Emily.

- Falando nela...

- Oi, meninos! Tudo bem?

- Hey, bela.

David se levantou, beijou-a e abraçou-a. Ela retribuiu. Depois foi a vez de Hart.

- Sente-se Emily. Como foi de férias?

- Ah, muito bem. Descansei e não vejo a hora de voltar a trabalho.

- Nossa! Vocês são dois workaholics! Já que vocês estão com tanta vontade, chamei vocês aqui para descrever o que estou pensando para a season premiere dessa temporada. Será um episódio duplo mas que não irá ao ar por duas horas, será parte 1 e parte 2.

- Ah, que interessante. E qual o plot principal?

- Como sempre será assassinato.

- Serial killer?

- Não um assassinato mas dessa vez em Londres.

- Wow! Londres!

- E o que Booth e Brennan estariam fazendo em Londres?

- Ah, Emily. Você vai dar uma palestra na Oxford. Booth arranjou uma desculpa e vai dar uma paletra na Scotland Yard apenas para não te deixar ir sozinha.

- Típico. E você faz isso só pra deixar nossos fãs ansiosos e excitados e depois vai fazer alguma maldade.

- Ouch, Emily!

- Estou falando alguma mentira? Ele ilude os fãs com promessas e depois tudo fica igual. Porque não coloca Booth e Brennan juntos de vez?

- Emily não apresse as coisas.

- Ah, Hart, ela tem uma certa razão. Depois daquela SF e do desespero dela ao ver Booth levar um tiro.

- Hey, vocês vão querer se unir para me colocar contra a parede agora?

Emily e David se olharam e botaram para rir.

- Ok, Hart. Vamos para Londres?

- Sim, irão. As filmagens levarão 2 semanas. Aqui estão os roteiros com as falas de vocês e pretendemos começar os trabalhos na semana que vem. Alguma objeção?

- Não, por mim tudo bem.

- David?

- É acredito que não mas vou checar em casa e te ligo para contar.

- Você acha que terá problemas com Jamie? É o seu trabalho,David. Como sua esposa ela deveria apoiar.

- Emily não estou dizendo que ela não apoia. É que como vamos para Londres, bem vou ficar duas semanas fora do país.

Hart para evitar da discussão se prolongar, decidiu terminar o assunto.

- Ok, David. Cheque com a Jamie e me avise. Tenho que marcar a viagem de vocês.

Emily se levantou. Apertou a mão de Hart e sorriu.

- Conte comigo.

David se levantou e acenou para Hart. Emily ia se despedir dele mas ele a impediu.

- Vou com você até o estacionamento.

- Ok.

Sairam juntos do estúdio e Emily remoía o que o amigo dizia. Conhecia muito bem Boreanaz a ponto de saber que algo ia mal. No estacionamento, ela o segurou pelo braço.

- Ok, David. O que está acontecendo?

- Nada.

- David, sou eu. Você pode me dizer o que te incomoda.

- Emily...eu...

Ele se esquivou dela. Virou o rosto e ela não se deixou enganar. Ela virou-o para si.

- Fale.

- É apenas, eu passei esse tempo todo longe dessa agitação e não via a hora de voltar. Quer dizer, eu viajei, me diverti com os meus filhos mas não suporto o clima da minha casa. Quando meu filho não está em casa, eu sinto um vazio. Minha mulher está lá, grudada todo minuto. Não consigo.

- Hey, tudo bem. Você logo estará trabalhando comigo novamente e com toda a agitação você orá se distrair.

- Eu acho que ela vai querer ir para Londres.

- Tudo bem, deixa ela ir. Você estará trabalhando mesmo. Relaxe.

- Ah, Emily, você falando parece tão fácil...

- Se você quiser, vai ser sempre fácil. It’s London, baby!

Ela deu um tapinha no braço dele. Ele sorriu.

- Você é maravilhosa, sabia?


- É eu sei.

- OMG! Você está incorporando a sua personagem.

- Com orgulho,David. Fica bem,tá? te vejo daqui a uma semana.

Ela beijou-o no rosto e entrou no carro.

Quando chegou no seu apartamento, porém, toda aquela confiança que demonstrara para David sumira. No fundo, ela apenas tentara remediar a situação do amigo. Deixa-lo calmo. Emily demonstrava ser uma fortaleza para Boreanaz que não era. Desde que eles se conheceram a amizade foi como um click. Emily se considerava afortunada por ter um parceiro de cena tão comprometido e divertido ao mesmo tempo. Era difícil ve-lo de mal humor. Ele gostou dela no ato, foi recíproco. Emily adorava se juntar a ele para implicarem com o resto do elenco e produção. O que começou como uma inocente amizade entre companheiros de trabalho, evoluiu rapidamente para uma amizade sincera onde se tornaram confidentes. O jeito de Boreanaz com ela, implicando, provocando, como ele procurara sempre uma brecha para te-la em seus braços, tocá-la e beijá-la. Por mais que lutasse contra isso, Emily gostava de toda a provocação, o frisson. Tudo era controlável ou assim ela pensava até aquele maldito beijo.

Quando ela leu o scrip daquele episódio da 3ª temporada, ela começou uma luta contra si mesma. O que seria beijar David? Como ela se sentiria? Por mais que ela tentasse dizer que ela seria profissional, apenas em pensar nessa possibilidade ela sentia aquele sentimento estranho no estômago. Hoje, Emily sabia com certeza que se apaixonara pelo parceiro de cena. Ela estava apaixonada por David Boreanaz.

Escondia o segredo a sete chaves. Como não se apaixonar por ele? Charmoso, lindo. Sexy. Ele tinha um magnetismo próprio, seu jeito de tratá-la, suas brindadeiras. Impossível. Agora, ela convivia com esse sentimento. Já tentara namorar, reatara com David, a ironia de ter namorado com o mesmo nome do homem dos seus sonhos. Não adiantava. Boreanaz dominava seus pensamentos.

Essa ida a Londres, poderia transforma-se num momento ótimo para eles mas se David estava certo quanto ao fato da esposa dele acompanhá-lo então Emily não queria considerar passar qualquer tempo além das fillmagens com ele. A última coisa que ela precisava na vida era um escândalo com uma ex-coelhinha da playboy.


Uma semana depois...


Emily estava no aeroporto de LA e faltavam apenas meia-hora para o embarque quando ela viu Boreanaz chegando com a mulher a tira-colo. Não que fosse surpresa para ela, David a ligara para contar só que ver a cena era sempre incomodo para ela. Ele acenou para Emily e sorriu. Ela acenou de volta. Sabia que estariam sentados longe e nesse momento apenas tentou relaxar. No avião, após se preparar no seu assento de primeira classe, Emily ligou seu ipod e pegou o script para ler. Ia ser um longo vôo.


Londres
Primeiro dia de gravações


Emily encontrou com o pessoal de produção no café e acabou vindo com eles até o estúdio. David chegou depois. Cumprimentou a todos e ficou ao lado de Emily. Deu um beijinho nela.

- Bom dia, Emily!

- Bom dia... tudo bem com você?

- Melhor agora, definitivamente.

- Ok, pessoal. Venham até aqui que preciso repassar algumas instruções.

- O dever nos chama,David.

Eles foram para junto do diretor. Discutiram detalhes das cenas, da ordem de filmagem e algumas sugestões de locação. Emily e David iriam filmar as partes das cenas outdoor pela manhã para aproveitar a luz do sol. A tarde, trabalhariam no indoor.

O dia de filmagens fora tranquilo. Eles aproveitaram bem o tempo e cumpriram todas as tomadas programadas. Ao final do trabalho, o diretor os chamou para fazer um resumo do dia e conversar sobre as atividades do dia seguinte.

Assim que terminaram, David perguntou.

- O que você vai fazer agora?

- Vou tomar um banho no hotel e devo sair para jantar em algum lugar da cidade. A Indira sugeriu que fóssemos a um restaurante britânico e o Andrew vai nos acompanhar. Você também está convidado mas aí depende você sabe...

- Tá, te ligo ok?

- Ok.

Como Emily já imaginava David telefonou desculpando-se por não ir.

Os dias passavam e a primeira semana praticamente voou. Emily além dos horários de gravação não via David, ela até tentou marcar algo mas a Jamie fazia marcação cerrada. A impressão que Emily tinha era que todas as vezes que ela a olhava, parecia querer tirar pedaço, de cima a baixo, não era um olhar bom, era algo traiçoeiro, estranho. Emily não gostava da sensação.


Na sexta


Pela manhã, Jamie recebeu uma ligação que deixou-a muito preocupada. A mãe telefonara comentando que Jaden adoecera e que suspeitavam de catapora. O garoto estava muito mole e com febre muito alta. Chamava pela mãe constantemente. Jamie não queria voltar aos USA e deixar David sozinho mas o filho precisava dela. Ao ouvir a voz dele choramingando no telefone, ela não pode resistir. Aliás, David estava muito nervoso pois antes dela insistir em vir a Londres com ele, a primeira preocupação de Boreanaz era com o filho. Não que a mãe de Jamie não pudesse cuidar do neto mas nada substitui a presença da mãe e agora com o filho doente, ele não pensara duas vezes, mandaria Jamie querendo ou não de volta a Califórnia. Mesmo sabendo que catapora era uma doença infantil e que não apresentava risco para Jaden, a presença de Jamie na recuperação dele era fundamental.

Quando chegou ao estúdio, Emily percebeu o cenho franzido, o olhar preocupado. David chegara atrasado as filmagens também. Ela foi ao encontro dele.

- David, aconteceu alguma coisa?

- Me atrasei porque tive que ir atrás de passagem para a Jamie, ela está no aeroporto agora.

- Algum problema entre vocês?

- Não, Jaden está com catapora e está chamando pela mãe.

- Oh, David, sinto muito.

- Tudo bem, é só uma catapora, doença de criança. Aposto que quando a mãe tiver do lado dele,ele ficará bem melhor. Tem muito dengo nisso também.

- Ah, que bom então.

- Eu disse para ela não vir em primeiro lugar mas ela não me ouve. Mas agora vai ficar tudo bem, vamos trabalhar?

Ele saiu puxando-a pelo braço e depois de se desculpar com o produtor, ele quis logo gravar uma cena. Depois de duas horas de filmagem, David iria filmar junto com Emily e Indira a cena onde ele dirigia pelas ruas de Londres em círculos. Emily perdera a concentração totalmente ao ver que o parceiro não conseguia de verdade acertar a fala. Eles gargalhavam juntos e estavam no quarto take e nada de acertar.

- Concentre-se David! E ela desatava a rir. O diretor pediu silêncio mais uma vez.

- E ação!

- God, I hate London! I hate England! I'm glad we had a revolution!

E finalmente a cena ficou perfeita.

Eles trabalharam até as 7 da noite e quando terminaram, o diretor informou que como estavam adiantados nas filmagens, eles teriam o fim de semana de folga. Aproveitando a oportunidade, David encostou em Emily e falou.

- Que tal aproveitarmos nossa folga para sair, conhecer algum lugar transado em Londres?

- É pode ser.

Nesse instante, Indira vinha passando e Boreanaz a chamou.

- Hey, Indi! O que você indica para uma boa noite de diversão desses dois turistas americanos?

- Querem se divertir ou apenas comer bem?

- Se puder ter as duas coisas.

- Tem um pub tipicamente londrino bastante frequentado e nesse caso não é por turistas. Tenho certeza que vocês irão gostar. Posso passar o endereço para vocês.

- Melhor! Quer vir conosco?

- Ah, hoje não dá tenho um compromisso. Se quiserem amanhã...

- O que você acha Emily?

- Por mim tudo bem, estamos de folga mesmo.

Indira pegou um papel e escreveu um endereço e um telefone.

- Aqui, vão a esse endereço hoje e amanhã vocês me telefonem para marcarmos o horário de irem no pub.

- Ok, combinado.

Eles se distanciaram e foram caminhando de volta ao hotel.

- Vamos nos encontrar que horas?

- Vou tomar um banho e te encontro no lobby em uma hora.

Uma hora e quinze depois, Booth a viu sair do elevador. Vestia uma calça preta social e uma blusa roxa. Trazia nos braços um casaco fino.

- Então?

- Você está linda vamos?

Ele ofereceu o braço a ela. Eles saíram pelas ruas de Londres.

Ao chegarem no restaurante, David escolheu uma mesa bastante reservada. Sentaram-se.

- O que você quer beber Emily?

- Já que estamos na Inglaterra vou tomar gin tônica.

- Eu vou de cerveja, uma Fuller’s bitter.

O garçon atendeu prontamente o pedido dos dois. David levantou o copo e propos um brinde.

- A nossa estadia em Londres e mais um trabalho de sucesso.

- A nossa parceria, dentro e fora das telas.

Eles brindaram e beberam.

- Então, David agora que temos o fim de semana de folga e podemos aproveitar o que você quer fazer amanhã?

- Ah, que bom que perguntou! Amanhã quero dar uma de turista mesmo. Quero visitar o Big Ben, o Palácio de Buckingham e a abadia de Westminster.

- Tem o Hyde Park também.

- Então estamos resolvidos, amanhã vamos curtir e á noite a gente se encontra com Indira no pub.

Eles jantaram e conversaram sobre um pouco de tudo sempre num clima bastante descontraído.

No dia seguinte, eles tomaram café no hotel e as 9 da manhã já estavam na rua. Seguiram com um mapa e um roteiro sugerido por Emily. Hyde Park, excelente para caminhada. Depois o palácio, Boreanaz tentou de todos os jeitos distrair os guardas sem sucesso. A única coisa que conseguira foi arrancar gargalhadas de Emily. Como turistas de carteirinha, David parou na frente de um carrinho que vendia souvenirs e colocou um chapeú enorme na cabeça que representava a bandeira da Inglaterra e pediu a Emily para tirar foto, fez o mesmo com um chapéu da guarda real, ele imitava os pobres coitados na frente do palácio e ela também se divertia.

Durante o passeio, eles riram, tiraram fotos, tomaram sorvete e conversaram bastante. Uma vez ou outra, ele abraçava-a pela cintura, ou a conduzia com os braços em volta dos ombros dela. E chegou a beijá-la umas duas vezes no rosto. Emily não se esquivou em nenhum momento. Estava adorando passar a tarde com ele, curtindo cada minuto sem qualquer receio ou preocupação. A muito tempo ela não se divertia tanto. Quando já estava anoitecendo, eles foram ao Piccadilly Circus. Ao ver a loja de material esportivo, David não resistiu e teve que entrar. Emily revirou os olhos e entrou.

- As vezes você parece pior que mulher! Olha a sua cesta de compras!

- Ah,Emily! Preciso comprar umas camisas dos times da Inglaterra, olha só essa do Manchester United!

- David você parece criança!

Ela ria dele. Em meia hora, ele estava com duas cestas cheias de camisa para ele e o filho além de bolas de rugby. Dirigiu-se ao caixa e pagou. Em seguida, David ligou para o filho para saber como ele estava. Depois de muitas gargalhadas e de saber as novidades ele desligou.

- Tudo bem?

- Sim, apesar da doença o humor tá bem melhor, nada como ter a mamãe do lado cuidando da gente. Jaden as vezes é bem chantagista.

- Sei, ele tem a quem puxar...

- Como é?

- De qualquer forma eu quando ficava doente também sempre queria minha mãe a meu lado.

Ela sorriu. Com as sacolas na mão, eles andavam pela rua. Emily tirou foto dele em frente ao neon. Ele também tirou dela mas as sacolas ficaram jogadas ao chão o que arrancou risadas de Emily.

Enquanto ele ligava para Indira pois já passava das 7, Emily se pegou pensando nos momentos dessa tarde. Quem não conhecesse a história deles, diria que eles eram um casal de namorados curtindo uma tarde divertida em Londres. Ela gostava da idéia embora não fosse verdadeira. No fundo, ela sempre se perguntara como seria ter David para si, beijá-lo, passar uma noite com ele, amá-lo sem culpa. A vontade de te-lo em seus braços era grande demais porém o sentimento de culpa e amizade a deixava sem ação. Exatamente como estava agora. Se fosse fácil, ela já tinha feito alguma coisa afinal eles estavam sozinhos, livres para viver uma aventura em plena Londres e ainda assim o bom senso de Emily ganhava de seu desejo íntimo mesmo que seu corpo a traísse de vez em quando.

- Tudo certo! Ela já está a caminho. Vamos entrando?

- OK.

Ele repousou a mão na parte inferior das costas dela e a guiou para dentro do estabelecimento. O pub estava relativamente lotado. David escolheu uma mesa próxima ao telão onde passavam alternadamente clips e cenas de esportes. Sentou-se de frente para a tela mas do lado de Emily deixando o lugar a sua frente para Indira. Um dos garçons se aproximou e David percebeu que era um garoto universitário. Aliás, o lugar era de certa forma um ambiente para jovens universitários curtirem e também descolar uma grana.

- O que vocês querem beber?

- Queremos sua recomendação, somos turistas.

- Bem, eu sugiro uma das nossas melhores cervejas na minha opinião é a Fullers mas o nosso chopp ale também é delicioso.

- Vamos de chopp primeiro e depois provamos a cerveja.

- Você ouviu a moça, chopp!

Quando o garçon voltava com as duas tulipas, indira se juntava a eles.

- Desculpe a demora mas vejo que vocês já se viraram. Pode ver um chopp para mim também?

Ela ajeitou-se na cadeira e começou a conversar com eles. Quando a bebida chegou, fizeram um brinde. Após boas conversas de situações bem engraçadas de ingleses, ela perguntou como tinha sido a folga deles.

- Ah, o dia foi bem produtivo. Nos divertimos muito. Deixa eu mostrar as fotos bestas de David como turista. É pra rir!

Emily pegou o celular e começou a mostrar as fotos. Indira achou uma graça.

- Ele sabe como ser turista não?

- Não se engane, David é um palhaço isso sim. Morro de rir com ele todos os dias. Nem sei como aguentaria trabalhar mais de 12 horas por dia sem a alegria e as piadas dele.

Ela sorriu para ele.

- Tudo bem que ela me chamou de bobo da corte agora mas ela também não fica atrás. Na verdade, somos uma dupla imbatível. Nem sei como nos aguentam no estúdio.

- É somos bem irritantes.

- Nossa, quer dizer que além de lindos, charmosos, com toda essa química ainda são brincalhões? Que casal, que dupla! Não me levem a mal, mas se eu tivesse um parceiro de cena como ele, meu amor não perdia um minuto sequer.

Eles olharam para a colega a frente deles e depois se olharam. Emily suspirou. Era a mais pura verdade.

- Somos amigos, bons amigos.

Ela virou o resto do chopp.

- Girl, sou a favor da amizade colorida!

- Caso você não tenha percebido, o David é casado.

- E quando isso quer dizer alguma coisa?

Ela virou mais um chopp e parece que teve uma revelação.

- Espera, você está me dizendo que aquela loira sem graça que não largava do pé dele sempre que acabava o trabalho é a sua mulher?

- É sim, porque?

- Oh, Lord! Cada vez menos entendo os homens...

Emily queria rir mas disfarçou bebendo um pouco mais do seu chopp. David parecia estar gostando da conversa. Conhecendo ele como ela conhecia, podia imaginar o que estava passando na mente dele. Indira não parou por aí.

- Sabe menina, acho que você está perdendo tempo. Com seu look aposto que conquistaria qualquer um que quisesse e se esse for o seu propósito, sugiro você ir a Itália. Do jeito que os italianos são safados e atirados você não fica um minuto sequer solteira, além de ter a chance de conhecer os melhores amantes do mundo. Você já esteve na Itália, Emily?

- Em Roma de passagem.

- Ah, você deveria ir lá.

- Eu tenho descendência italiana.

- Mesmo?

Ela olhou para Emily com recriminação. Como se dissesse o que você está esperando? Indira se levantou e sentiu o corpo ceder. Não ligou. Chamou o garçon e pediu um gin tônica antes de ir ao banheiro. Emily e David olhavam-se sem saber o que pensar. Foi David que sugeriu.

- Você não acha melhor ir com ela? Vai que ela passa mal?

- Ok, eu vou.

Chegando no banheiro, ela encontrou Indira lavando as mãos.

- Tudo bem Indira?


- Tudo ótimo! Já com você...

- Como assim?

- Olha Emily eu não te conheço tão bem mas sou boa em ler a linguagem corporal das pessoas então não adianta mentir para mim. Sei que você é apaixonada pelo David e provavelmente usa a desculpa do casamento para se enganar. Mas adivinha? Ele é louco para ficar com você.

- Indira, ele é casado!

- Girlfriend, isso nunca foi um problema. Me responde, ele é fiel a esposa?

- Não, já teve casos.

- Sinal de que falta algo em casa. Homem só procura fora quando não está satisfeito.

- Eu não sirvo para ser a outra.

- Querida, nenhuma de nós quer ser a outra. Porém a pergunta que você deve se fazer é: eu consigo seguir sem ceder a tentação, viver no "e se"? A resposta a essa pergunta é o que vai definir suas ações. Afinal, quem garante que você seria somente mais uma na cama dele?

Emily suspirou.

- Sabe, Emily se eu fosse você pagava para ver. Isso pode fazer de você uma traidora no primeiro momento mas o que a traição para quem ama? Pense nisso.

Elas voltaram ao bar. Indira pegou o copo de gin tônica e tomou um gole. Emily também resolveu trocar de bebida é pediu uma dose de vodka. David observava a cena sem entender. As palavras de Indira tinham mexido com Emily.

Mais umas doses de gin e David resolveu cortar a bebida de Indira.

- Acho que já chega por hoje não? Melhor ir para casa Indira.

- Olha, eu não vou discordar de você mas só porque você é lindo. Vou pra casa.

Ela se levantou e se despediu de Emily, ao beijar David no rosto, ela não pode deixar de falar.

- Não deixe a oportunidade escapar...

Assim que ela saiu, David desatou a rir. Emily o olhava pensativa.

- Ela é uma figura não?

- Sim, muito simpática e doida apesar de achar que algumas coisas que ela diz podem ser verdade.

- Como o que?

- Nada, só estava pensando.

- Fala Emily...

Ela virou a dose de vodka e olhou para ele.

- Como o fato de você ser bonito, charmoso...

- É mesmo?

- Hum,hum...

Ela se aproximou mais dele. Pediu mais uma dose de vodka. Assim que tomou o próximo gole, virou-se para fitá-lo.

- O que foi?

- Sabe você é irritantemente irresistível as vezes...

- Emily, acho que já chega de bebida para você.

- Não se preocupe David, eu estou muito bem.

- Esse é o primeiro sinal de que você já bebeu demais.

- Sabe do que eu sinto falta? Das vezes que você tentava me beijar nos bastidores.

- Emily...

Ela o olhava fixamente. David estava tentado a fazer algo mas temia que a bebida fosse responsável pelas atitudes da amiga e apesar de querer demais ficar com ela não estava disposto a magoá-la. Ele decidiu pedir a conta e saíram caminhando pela rua. Emily se enroscou no braço dele. Parou num café e pediu um expresso duplo para ela. Depois de tomar, ela o encarou.

- Você ainda acha que falei aquilo tudo por causa do álcool David?

Ele permaneceu calado.

- Porque? Você acha tão difícil a sua amiga certinha tomar uma atitude mais ousada? Seguir seus desejos?

- Emily, eu...

- Você o que David? Tem medo de assumir que quer ficar comigo, me beijar? Quer dar uma de Booth, de puritano?

- Não Emily! Eu só... eu quero muito você mas tenho medo do que isso pode significar para nós. A nossa relação, a nossa amizade...

- David, eu entendo o que você quer dizer, sou adulta. Sei ponderar os riscos e as possíveis consequências dos meus atos mas o fato é que eu não consigo mais viver com essa dúvida! Eu sou apaixonada por você e mantenho esse sentimento comigo desde a terceira temporada. Eu quero mais...

Nem esperou a resposta dele e colou seus lábios nos de David. Ele a princípio sentiu apenas a boca molhada e com gosto de café sobre a sua mas a tentação e a vontade de beijá-la foi maior. Ele sorveu os lábios dela e suas línguas se exploraram. Emily deixou os braços ao redor do pescoço dele e sentiu ele enroscar os braços na cintura dela e puxando-a para si. Quebraram o beijo em busca de ar. David foi quem falou.

- Isso é loucura...

- Sim, mas uma loucura maravilhosa...

- Vamos sair daqui Emily.

Eles mal chegaram no hotel, o elevador parecia demorar uma eternidade. Ao ficarem sós no elevador, ela apertou o botão de segurança e voltou a beijá-lo. O corpo de David empressado na parede e as mãos vagando pelo corpo dela. Quebrou o beijo apenas para beijar-lhe o pescoço. Ela podia sentir a ereção dele se formando contra seu corpo. Satisfeita por deixá-lo em estado de alerta, ela se separou e acionou o botão do elevador novamente.

- Isso foi....


- Shhhh....não fale!

Eles entraram no quarto de Emily. David passou a mão no rosto demonstrando nervosismo. Emily sentou na cama. Já se livrara dos sapatos, cruzou as pernas sobre a cama na posição de ioga. Ela olhou fixamente para ele que permanecia de pé sem dar uma palavra, ou tomar uma atitude.

- David, eu preciso saber... você apenas brincava comigo ou você realmente queria algo mais? Seu sentimento é verdadeiro ou serei somente mais uma na sua cama?

- Emily, como você pode falar assim? Temos uma amizade tão linda...

- Então, devo entender que seríamos friends with benefits?

- É claro que não! Eu sempre quis você, é terrível passar o tempo longe de você, sinto falta das conversas, das brincadeiras, do sorriso e Deus! Sinto falta dos seus olhos lindos, do seu corpo, dessa boca que desejo beijar todos os dias... nunca poderíamos ter uma relação baseada somente em sexo, uma amizade colorida. Isso não funciona para nós e você sabe porque?

Ele se aproximou dela e ajoelhou-se na beira da cama pegando suas mãos nas dele. os polegares acariciavam a pele alva e seus olhos se encontraram. Ele estava emocionado. A voz de Emily saiu como um suspiro.

- Porque David?

- Porque... eu sou louco por você, porque eu sou um eterno apaixonado. Você nunca seria mais uma na minha cama, não com o amor que sinto por você. Eu queria poder dizer a todo mundo que você é meu tesouro, que amo tudo que você faz. Pode soar piegas, Emily porém, acredito que somos almas gêmeas. Que o destino trabalhou para nos unir. Primeiro com um trabalho, depois a amizade até que o próprio destino pregou em nós sua peça favorita : ele nos fez apaixonar um pelo outro. E nesse momento, nós perdemos a razão e apenas o sentimento nos guiou.

Emily chorava ao ouvir aquelas palavras. David resumia toda a jornada dos dois. Quatro anos, os melhores da vida dela. Sorriu entre lágrimas e passou a mão pelo rosto dele.

- I love you... so much, David.

- I do love you too, Em.

Ele a puxou pela nuca e beijou-a apaixonadamente. O beijo era carinhoso e sedutor. Todo amor reprimido por anos foi estravazado nesse beijo. As linguas se conhecendo mais uma vez, explorando, instigando. O coração dela batia descompassado,sentia os pelos da nuca se eriçar. O sangue pulsava, tudo era novo. Ela quebrou o beijo.

Os olhos dele estavam cheio de lágrimas. O sorriso era tão cativante!

- Faça amor comigo, David...

Ele tirou a camisa dela e expos a pele alva em contraste com a lingerie preta. As mãos tocaram sua cintura e subiram tocando os seios. Ela gemeu. Os lábios de David continuavam a provar a pele dela. Seus dedos desfizeram o fecho do soutian que foi ao chão. Os polegares roçaram nos mamilos fazendo-os enrijecer imediatamente. Ele se levantou do chão sem largar do corpo dela e sem deixar de acariciá-la. Ergueu-a em seus braços apenas para posicioná-la novamente na cama com cuidado. Ele desfez o botão da calça jeans e devagar deslizou a peça por toda a extensão do corpo dela até que ela estivesse no chão. Ele livrou-se da própria calça e camisa ficando nu. Emily prendeu a respiração ao ve-lo daquele jeito a sua frente. Era um pedaço de mau caminho. O membro já demonstrava o prazer que ele sentia.

David se debruçou na cama e foi acariciando a extensão das pernas dela, o interior das coxas até tocar o centro dela com os dedos sobre a calcinha. Ele apertou os dedos contra o centro dela arrancando gemidos dela. A boca voltou a tocar a pele do abdomen rumo aos seios. Provou-os um a um, sugando os mamilos. Emily gemeu o nome dele.

- Oh, Daviiiiid.....

Ela sentiu a pressão do membro dela rígido contra sua coxa. Podia sentir a umidade no seu centro. Sentiu uma das mãos de David entrar na sua calcinha e tocar seu clitóris, massageando-o. Ela entrou em extase.

- Oh ,my....God...David....

Ele sorriu e mordiscou a pele dela. Tornou a beijá-la na boca. Emily entrelaçou os braços dela nas costas dele, tocando-o e sentindo os músculos fortes. Ele enfiou os dedos nela e começou a mexer devagar aumentando o prazer para ela. Emily quebrou o beijo e mordiscando a orelha dele, pediu.

- Quero você dentro de mim....por favor...

Ele retirou a mão e de joelhos na cama, ele puxou a calcinha com as mãos. Agora sim, ela estava nua. Ele parou por um instante para admirá-la. Como pode ser tão linda? Perfeita. Ele se debruçou sobre as pernas dela e provou-a com a língua. Emily contorceu o corpo na direção dele, erguendo-se da cama e gemendo baixinho, as palavras inteligíveis.

Ele se deliciava e se esmerava em dar prazer a ela. Queria ve-la livre e sem qualquer preocupação, o momento era para ela, unicamente para sua Emily. Uma das mãos dela encontrou a dele tocando seu seio. Ela sobrepos a mão dele encorajando-o e guiando seus movimentos. Num dado momento, ela entrelaçou os dedos nos dele e David a sugou. Uma explosão se fez sentir em todo o seu corpo, arrepiando-a e fazendo-a tremer. Emily se deixou levar pelo orgasmo. David continuou incentivando-a e provando-a. Ela apenas aproveitava a sensação do prazer que a dominava. Ele ergueu-se sobre ela e devagar introduziu o pênis rijo. A sensação era incrível. Como ela ansiara por isso. Ele deslizou para dentro dela suavemente, David podia sentir o quanto ela estava úmida. Devagar, ele começou a movimentar-se dentro dela, o peso do corpo dele sobre o dela. Ele manteve os olhos pareados com os dela, as feições do rosto mostravam a reação que ela tinha com o momento. Os olhos mantinham-se fechados.

- Abra seus olhos, Em. Deixa eu te ver...

Ela abriu vagarosamente, as pupilas dilatadas devido ao desejo. Ele aumentou o ritmo do movimento e ela o acompanhava. Ele beijava-lhe o pescoço, o rosto e os lábios. David virou-se sem parar de mover-se dentro dela. Agora, Emily estava em cima e rapidamente ela moveu os quadris sentindo o orgasmo começar a se formar. Ela apoiava as mãos no peito dele e o ritmo entre eles cresceu. Ela já não aguentaria por muito tempo. David sabia disso e procurava proporcionar o máximo de prazer a ela. Ele ergueu-se da cama e seus lábios foram de encontro aos seios dela. Ao sugar e lamber os mamilos, Emily gemeu. O frisson fora imediato e antes que ela pudesse fazer algo a respeito, seu corpo contorceu-se de prazer, o orgasmo a atingiu fazendo-a jogar a cabeça para trás. David aproveitou para tocar e beijar o pescoço na área da garganta. Entre gemidos e gritos, ela procurou se agarrar a ele para sustentação. As mãos apertavam os ombros dele e as unhas cravavam na pele ao sentir a última estocada dele. david também rendeu-se e ambos seguravam-se. Pele contra pele, ela ofegava e ele buscava os lábios dela. Roubou-lhe mais um beijo segurando seus cabelos. Tudo era intenso, forte. Sexy.

O tremor a fez perder as forças e David tornou a se deitar na cama trazendo-a junto com ele. Ela respirava profundamente apenas sentindo o calor e o suor do corpo dele, o ritmo louco do seu próprio coração. David acariciava os cabelos dela, os olhos fechados. Depois de alguns minutos, ela deu um selinho nos lábios dele. mordiscou o queixo dele. David abriu os olhos. Fitou-a.

- Sabe que você fica ainda mais linda depois do prazer? Se é que isso é possível.

- I love you, David. Não importa o que aconteça, você só precisa saber disso.

- Emily, desde o primeiro dia que te vi eu sabia que você ia me dar trabalho, você é linda, charmosa, sexy. O que não imaginava que estar com você seria o ponto do meu dia e principalmente não pensei que me apaixonaria por você. Emily, você é parte de mim, da minha vida e não tenho nenhuma razão para não amar você. Você é a mulher mais extraordinária que conheci na vida. Sempre vou te amar.

- Sempre?

- Sempre. Não quero pensar no amanhã, agora quero viver o presente porém você precisa saber que meu amor é para sempre.


- O meu também, aconteça o que acontecer.

Ela aconchegou-se no peito dele e sorriu. nada lá fora importava, quem eles eram, a vida que levariam após esse momento. Agora tudo que importava era a batida de seus corações e o amor que eles finalmente expressaram entre aquelas quatro paredes.




FIM

sábado, 14 de maio de 2011

[Bones Fic] Between Love & War - Cap.11

Atenção!!! NC-17......



Lu, q tal mais um presente de niver? (não está tão bom pois foi escrito em tempo record mas é de S2, tá? )


Cap.11



Dois dias depois, Brennan sai de casa com um belo plano em mente. Conforme tinha dito a Booth, hoje era sua folga e ela iria fazer uma pequena surpresa a ele para recompensá-lo pela ausência do fim de semana. A primeira parada era na Macy’s para comprar algumas coisinhas. Em seguida, Brennan ia ao supermercado e depois arrumar algo para o jantar.

Na sua mente, apenas um pensamento: qual seria a reação de Booth ao ver o que ela pretendia. Sorrindo, ela seguiu pelas ruas de NY.

Já próximo das cinco horas, ela telefonou a Angela e avisou que dormiria no apartamento de Booth. Fez uma segunda ligação antes de entrar na estação do metro. Após 3 toques, ele atendeu.

- Oi, gorgeous...

- Olá, namorado! Ainda trabalhando?

- Sim, mas saio daqui a meia hora.

- Você não esqueceu que vou para sua casa hoje certo?

- De jeito nenhum, quer que compre algo para comer?

- Não, fiz umas comprinhas para um jantar rápido. Você não se importa de comer macarrão né?

- É claro que não. Assim que eu chegar em casa, te ligo.

- Tudo bem, estou na rua mesmo.

- Um beijo.

Brrennan desligou e desceu para o metro. Ela já estava no SoHo quando o celular tocou.

- Já chegou?

- Sim, amor pode vir.

- Ok, acabei de chegar ao SoHo vou passar numa loja e já chego aí.

Brennan entrou na sua deli favorita – Dean & Delucca. Vinte minutos depois a campainha do prédio de Booth soava e a porta era aberta para ela entrar. Sorrindo, ele a recebeu e franziu o cenho ao ver tantas sacolas.

- Que isso Tempe? Comprou o supermercado inteiro para fazer uma macarronada?

- Não, as sacolas são de diversas lojas Booth.

Ela entrou e deixou a sacola do supermercado na cozinha e seguiu para o quarto com as restantes. Quando voltou deu logo o be-a-bá para ele.

- Nada de bisbilhotar minhas sacolas você vai me ajudar com o jantar. Depois, vou tomar um banho e aí nossa noite começa.

- Como você quiser amor mas antes...

Ele a puxou pelo braço e a empressou em seu próprio corpo. Colou os lábios nos dela e deixou a lingua provoca-la até ouvir o gemido de prazer saindo dos lábios dela. Ao distanciar o rosto, ele sorriu. Ela deslizou os dedos pelo rosto dele e pelo pescoço rumo ao tórax. Beijou-lhe o pescoço e manteve suas mãos na cintura dele. Também sorria.

- Quase esqueço o principal não?

- É, quase...

- Como foi o seu dia, Booth?

- Normal até agora afinal minha noite promete ser bem agradável.

Ambos riram. Ela puxou-o pela mão e foram para a cozinha cuidar do jantar. Com o trabalho em equipe e apesar das brincadeiras de Booth muitas vezes tirando a atenção de Brennan na preparação do jantar, eles conseguiram concluir. Brennan apenas ia tomar banho e colocariam a massa para cozinhar. Booth ficou encarregado de arrumar a mesa. Apesar de um banho relativamente rápido, Brennan caprichou na loção hidratante e no perfume além de vestir a lingerie nova que comprou. Colocou um pijama simples para disfarçar durante o jantar não pretendia estragar a surpresa de Booth.

- Pronto, Booth. Pode cozinhar o macarrão.

Ele obedeceu e ela se aproximou dele. O olfato dele automaticamente reagiu ao ambiente. Virou-se para ela.

- Nossa... você está muito cheirosa...

O nariz logo se alojou feliz no pescoço e seguiu para o colo dela. Gostando, ele roçava o nariz e os lábios na pele dela fazendo cócegas.

- Para Booth... faz... cócegas....

- Faz é?

E continuava cheirando-a e arrancando risinhos dela.

- Booth! A massa!

Ela se virou e tirou a massa. Serviu no prato e levou a mesa. Sentaram-se e Booth os serviu de vinho. Comeram tranquilamente conversando sobre o dia de cada um. Booth elogiou o molho que ela fizera descobrindo mais uma faceta da sua amada. Booth adorava descobrir aos poucos coisas sobre ela mesmo que já soubesse o seu maior segredo, as pequenas coisas eram sempre importantes para ele, desde o lado que ela gostava de dormir ao seu sorvete preferido. Tudo sobre ela era especial e importante para ele.

Terminada a refeição, Brennan recolheu os pratos e os lavou enquanto Booth guardava as comidas e limpava a mesa. Assim que acabaram, ela o puxou pela mão e sentaram-se no sofá. Brennan se acomodava junto ao corpo dele acariciando o peito e desabotoando a camisa dele. booth ergueu o queixo dela na altura de seu rosto e beijou-a. Um roçar simples de lábios, pequenos beijinhos até que ela instigou-o com a lingua para que ele abrisse a boca. A lingua dela explorava o interior buscando cada espaço, o gosto da massa misturado ao sabor do vinho era mais que perceptível. Ela intensificou os movimentos e o beijo, o corpo dela colado ao dele. Brennan sentia o calor tomar conta do seu corpo. A umidade já parecia dar sinais entre suas pernas apenas aumentando a vontade de provar cada pedaço do corpo dele.

Ela quebrou o beijo, apenas para beijar a clavícula dele enquanto se desfazia da camisa dele. Já com o peito exposto, ele apenas escorou a cabeça no sofá para dar mais acesso a ela. Brennan aproveitou a oportunidade para prová-lo com os lábios e a lingua. As mãos se revesavam com a boca. Ela mudou de posição se colocando de joelhos no chão entre as pernas dele. Ela lambia e mordiscava o mamilo dele arrancando gemidos de Booth. As mãos acariciavam os músculos e a medida que o toque na pele dele acontecia, ela percebeu o membro dele se acentuar na calça de moleton. Para atiça-lo ainda mais, ela pos uma das mãos sobre o membro e começou a acariciá-lo. O gemido de satisfação de Booth deu a ela a resposta que queria. Impaciente, Booth a segurou pela cintura e suspendeu-a para deixá-la colada ao seu corpo e de forma que o membro dele fizesse algum contato com a região pubiana dela. Segurando os cabelos dela, ele a envolveu num beijo intenso.

Brennan quebrou o beijo e pensou... não tão rápido... ela se esquivou dele e pos-se de pé. Tirou a parte superior do pijama revelando um soutian meia-taça vermelho. Depois, tirou a calça do pijama e revelou a calcinha também vermelha e bem pequena revelando o bumbum bem formado. Ela debruça-se sobre ele e devagar desliza a calça dele até o chão revelando o boxer e o membro totalmente excitado. Ela estende a mão para ele e Booth se levanta do sofá para imediatamente abraça-la por trás e admirar a lingerie que realçava as curvas do corpo dela.
Ao chegarem ao quarto dele, Brennan se separou e ordenou.

- Booth, deite-se no centro da cama....

- Hum... o que você está pretendendo hein, Tempe?

- Me redimir com você....

Ela buscou algo na sacola no canto do quarto mas Booth não conseguiu ver o que era. Brennan se aproximou dele e se colocou de joelhos na cama buscando roubar a atenção dele com um beijo sensual na boca. Booth se rendeu e intensificou o beijo. Estava tão absorto no beijo que não reparou o que ela fizera com seu braço. Quando Brennan quebrou o beijo e passou sobre ele para o outro lado da cama foi que Booth reparou que estava preso a parte superior da cama por algemas. Sorrindo maliciosa, ela tomou o outro braço dele e prendeu da mesma forma. Booth a observava intrigado. Por essa ele não esperava.

- Relaxe, Booth. Essas algemas não vão te machucar mas você precisa cooperar para a brincadeira ser prazerosa para nós dois. Apenas aproveite o momento.

- Você é....

- Shhhh – ela colocou o dedo nos lábios dele – relaxe....

Ela sentou-se nas pernas dele e começou a acaricia-lhe o peito. Brennan beijava cada pedacinho da pele dele, sua lingua desliza calmamente pelo tórax, rumo ao estômago e voltando para lamber os mamilos. Booth gemia e tentava se mexer. Ele sentia a fisgada na virilha quando ela mordiscou um dos seus mamilos. Devagar, uma das mãos deslizou pelo abdomen dele em busca da região mais ansiada. Ela segurou sobre o boxer o membro dele e o toque arrancou outro gemido dele. Ela acariciava-o com a ponta dos dedos e roçando as unhas nos músculos dele. com ambas as mãos, ela puxou o boxer deixando-o caido ao chão. O membro ereto mostrou-se imponente. Brennan posiciona-se na frente dele e tira o soutian jogando-o para o lado. Sentiu o gemido de frustração de Booth por estar preso e não poder acariciar os seios fartos dela com os mamilos rijos. Ela sabendo da vontade dele, começou a toca-los de frente para ele movimentando e pressionando o seu centro sobre o membro dele. Ao sentir o frisson, ela mesmo gemeu.

- Tempe...por favor…isso é tortura!

Ela sorriu e aproximou os seios dos lábios dele e Booth pode prová-los. Ao sentir a lingua dele roçar em seu mamilo, ela própria gemeu e colou seu corpo ao dele o que deu a Booth a oportunidade de sugar o mamilo com os lábios e dar pequenas mordidinhas nele arrancado um gritinho prazeroso dela. Brennan tornou a se afastar dele sentindo o prazer se intensificar em seu centro. Ela se posicionou no abdomen dele e tomou-lhe o membro nas duas mãos. Começando com pequenas carícias, ela pressionava levemente a palma da mão na cabecinha do pênis dele enquanto a outra mão deslizava subindo e descendo em toda a extensão do membro ereto.

Ela provou a cabecinha com a lingua e em seguida com os lábios. O grito de prazer de Booth ecoou pelo quarto. Sem esperar mais, ela provou-o de uma vez. Enquanto chupava o membro, ela também acariciava as bolas e Booth ia à loucura. Ela aumentou o ritmo procurando dar a ele todo o prazer que podia. Brennan podia sentir o que tudo isso estava fazendo a ele. Os olhos de Booth estavam cheios de desejo, pupilas dilatadas, o suor escorria pelo corpo dele. A pele vermelha. Ela continuou sua tarefa até perceber que ele já estava no limite. Ao sentir que ela retirou o membro da boca, ele gemeu frustrado. Tentou se soltar sem sucesso. Mas ela continuava acariciando o pênis dele e agora resolvera bater uma punheta pra ele. Booth não aguentaria mais muito tempo e ela sabia. Deixando o membro em ponto de bala, ela finalmente voltou-se para ele e o beijou calorosamente. Ele mordiscou os lábios dela sem pena tamanho era o prazer que estava o dominando.

Brennan abriu as algemas uma a uma e antes que pudesse sequer olhá-lo novamente, sentiu os braços fortes na sua cintura e os lábios sugando sem demora os seus seios. Booth rapidamente se pos sobre ela e arrancou a calcinha em um puxão. Ele a penetrou de uma vez arrancando um grito dela ao receber o membro rijo contra as paredes umidas do seu centro. Eles se movimentavam ritmadamente, de maneira rápida. O tesão era maior do que ela imaginara e a brincadeira acabou transformando o homem a sua frente em uma máquina de prazer. A cada estocada, ela gemia e com alguns minutos apenas ela sentiu o orgasmo tomar conta do seu corpo. Dessa vez ela subestimou o seu parceiro.

Mal se recuperou do orgasmo, sentiu Booth levanta-la e mudá-la de posição. Ele a segurava pela cintura e ambos estavam de joelhos na cama. Ele beijava e mordiscava a nuca dela. O braço ora alternava na cintura ora nos seios apertando-os e arrancando gritinhos de Brennan. De repente, um vazio. Quando ia protestar sentiu o membro invadi-la mais uma vez. Isso bastou para leva-la ao prazer novamente mas dessa vez não foi sozinha. Ele a acompanhou e depois de uns segundos, ambos caíram sobre a cama abraçados.

Passou um certo tempo até que eles tornassem a se mexer. Os corpos suados, os lençóis amassados e o chão repleto de peças de roupa. Booth se aconchegou melhor na cama deixando espaço para ela se mover e respirar. Brennan, porém, apenas ajeitou o corpo junto ao dele, virou a cabeça e o beijou suavemente.

- Você definitivamente é louca...

- Eu disse que iria recompensá-lo não disse? Então, você gostou?

- Se gostei? Mulher você quase me matou de tanto tesão... você sabe o que significa não tocar seu

corpo para mim? Ainda mais com essa lingerie vermelha?

- Que por sinal está inutilizada....

- Por culpa sua, Tempe!

- Ok, eu admito. O importante é que você tenha gostado.

- E como, essas suas surpresas me tiram do sério... e-eu queria pedir desculpas inclusive por meu comportamento, acho que passei da conta em alguns momentos.

- Tudo bem, não precisa pedir desculpas, eu provoquei e sei que você apenas agiu como um macho-alfa, instinto animal faz parte da nossa essência Booth. Além do mais, sei o quanto você gosta de mim e eu aceito com prazer seus carinhos ou seus deslizes.

- Tempe, eu não gosto de você, eu amo você.

- O que eu posso dizer? É difícil eu pensar em algo sem antes lembrar de você. Acho que estou ficando viciada em Booth....

- E isso é ruim?

- Pelo contrário, é maravilhoso!

Ele a beijou novamente e desfrutaram de alguns momentos de calmaria antes de dormir. Na manhã seguinte, eles tomaram café juntos saboreando alguns doces que Brennan tinha comprado na noite anterior antes de vir ao apartamento dele.


Um mês depois....


Angela estava tomando café calmamente na cozinha. Eram pouco mais de 8 da manhã quando viu um furacão passar pela sala.

- Bren?

Ela estava vestida toda de branco e com um jaleco rosa nas mãos.

- Ah, oi Angela...

- Tudo bem?

- É, está sim... eu só, bem perdi a hora. Deveria estar no hospital as 6 da manhã. Tinha uma cirurgia a meia hora atrás!

- Amiga, está tudo bem mesmo?

Ela suspirou.

- Sim, tudo bem. Só estou com sono, muito sono... acho que é o resultado des noites que passo na casa de Booth, não dormimos quase nada....

- Posso imaginar.

- Tchau Angie.

Ela saiu deixando a amiga rindo.

A jornada no hospital foi pesada. Depois de duas cirurgias, ela estava exausta. Brennan dirigiu-se ao conforto médico e dormiu por duas horas. Ao fim do plantão, ela voltou para casa e apenas mandou uma mensagem no celular para Booth dizendo que precisava descansar.

No dia seguinte, ela combinou de encontrar Booth na livraria para depois jantarem. Ela estava absorta nos livros de medicina quando Booth chegou por trás dela e a abraçou beijando-lhe a nuca.

- Hey, gorgeous…

- Como você me achou aqui?

- Você é médica então não é difícil deduzir que esse é um setor bastante visitado por você numa livraria.

Ela deu um selinho rápido nele.

- Adoro quando você usa a lógica comigo.

Ela entrelaçou os dedos dele aos dela e o puxou para outra sessão da loja.

- Na verdade, vim procurar livros de ficção. Gosto de best-sellers policiais Booth. Você não?

- Ah,sim gosto.

- Quero ver se o novo livro da Kathy Reichs ou da Tess Gerritsen já chegou.

- Quem são essas?

- São profissionais, uma médica e uma antropóloga forense especializda em ossos que escrevem aventuras baseadas em casos de suas vidas reais.

- Antropóloga ?

- Qual o problema?

- Profissão estranha não?

- Mais do que militar que treina soldados para lutar na guerra? Pois eu quase fui antropóloga... será que se eu não fosse médica você estaria namorando comigo?

- Tempe! Não seja boba. Eu namoro a mulher Temperance Brennan, não a médica que salva bebês.

Ela sorriu e colocou os braços ao redor do pescoço dele. Beijou-o carinhosamente sem se importar por estarem no meio da livraria. Depois de um bom tempo, ela largou dos lábios dele e voltou a procurar os livros. Depois de meia hora, ela pagou e satisfeita deixaram a livraria.

- Onde você quer comer?

- Hummm... sabe me deu vontade de comer? Aquele hotdog do Central Park...

- Mas achei que você queria jantar...

- Ai mas estou com vontade de comer o hotdog com um milkshake de morango.

- Que combinação...

- Ah, por favor Booth...

- Pode ser de outro lugar o sanduíche? Na esquina da 43th tem um carrinho...

- Podemos passar lá mas se eu não gostar vamos ao central park.

- Hum, já entendi. Central Park lá vamos nós.

Eles pegaram o metro e assim que saltaram na 72nd, Booth procurou o primeiro carrinho de hotdog. Comprou 2 para ela e entrou no Time Warner para comprar um sanduíche de filé para ele e o tão sonhado milkshake dela. Sentaram-se nos bancos do Columbus Circle e Brennan devorou a refeição. Booth a olhou surpreso. Ao terminar ela lambeu os dedos sujos de ketchup e mostarda. Em seguida, tomou o milkshake. Lambeu os beiços. Booth tomava a sua cerveja e a observava sorrindo.

- Estava delicioso....

- Ou você estava com muita fome...

Ela riu. Booth virou o resto da cerveja e de mãos dadas, eles desceram a Broadway de volta para casa.

Três dias depois, Brennan estava de plantão de dia e saíria às cinco. Combinara com o Dr.Bray para que ele a cobrisse no plantão noturno um pouco mais cedo para que ela pudesse sair e não deixar seus pacientes desamparados e sem assistência. Ela combinara com o Booth de ir ao teatro. Por insistência dele, acabou aceitando que ele fosse buscá-la na saída do trabalho.

As vezes, ela não entendia como conseguia ceder tão facilmente aos pedidos de Booth. Ele a telefonara como sempre fazia na noite anterior e a convidou para assistir um musical na Broadway. Ela não gostava de musicais, pelo menos não dos filmes e por esse motivo, nunca assistira nenhum show da Broadway o que não deixou Booth surpreso mas foi suficiente para que ele reforçasse seu convite usando isso como argumento. Reavaliando a situação enquanto suturava um bebê de 9 meses, ela até chegou a pensar que a forma como cedia a Booth poderia estar ligado ao tal sentimento do amor. Simplesmente não conseguia dizer não a ele.

Vindo dela, esse pensamento não era nada racional o que ela achava bastante interessante. Booth a estava mudando a cada dia. O melhor disso? Ela estava gostando de vivenciar esse outro lado da vida.

As cinco, ela passou todas as recomendações de seus pacientes ao Dr. Bray. Despediu-se de Patricia e dirigiu-se ao piso térreo do hospital. Assim que passou pela porta de vidro, ela avistou Mark sentado em um dos bancos fumando. Resolveu se dirirgir ao banco do lado oposto. A última coisa que queria era aguentar as chatices de Mark nesse momento. Apesar do dia relativamente calmo, ela estava com uma sensação de cansaço e um gosto estranho na boca. Não sabia o motivo disso, não tinha comido nada diferente.

Ela viu quando Mark levantou-se e veio sentar-se ao lado dela. Brennan suspirou.

- Olá, Brennan.

- Mark.

- Tudo bem com você? Parece meio desanimada… problemas com o namorado?

- Estou cansada e um pouco enjoada, um gosto estranho na boca.

- Gosto estranho na boca? Seu namorado tem mau hálito?

- Mark, qual o seu problema? Será que pode me deixar em paz? E eu nunca dei liberdade para você ficar criticando meu namorado. Esse assunto não é da sua conta!

Ela se levantou do banco procurando se distanciar dele. Mark se levantou e se colocou na frente dela. Ele a agarrou pela cintura colando seu corpo ao dela, Brennan tentou se disvencilhar dele e conseguiu mas o cara insistente, tornou a segurá-la e tentou beijá-la. Nesse momento, Booth chega e presencia a cena onde ela o empurra mas se mantém presa pelo braço a Mark.

- O que está acontecendo aqui? Temperance precisa de ajuda?

- Hey, cara não te mete! O assunto aqui é entre a doutora e eu. Você não tem nada a ver com isso.

- Pelo contrário, eu sou o namorado dela e tudo o que diz respeito a Temperance, diz respeito a mim.

Mark soltou um risinho sarcástico.

- Pois saiba que antes dela te conhecer, era comigo que ela ficava. Namorado, sei.... logo, logo ela enjoa de você e parte para outra ou quem sabe volta para mim... afinal é assim que a doutora aqui vive. Sem compromisso.

Ao ouvir aquilo, Booth ficou vermelho. Não esperou um segundo a mais. Foi em direção a Mark e com a mão direita, socou o rosto dele. Mark cobriu o local porém com muita raiva, girou o corpo com o punho fechado para acertá-lo.Booth já ia se desviar do golpe no entanto, Brennan se desesperou e puxou o namorado.

- Não, Booth....

Infelizmente, na ânsia de ajudar ela fez Booth perder o foco e Mark o acertou no queixo. O anel abriu um pequeno corte no canto da boca de Booth.

- Parem! Sai daqui Mark!

- Você é patético! Quando ela te largar você vai lembrar do que eu te falei. Babaca!

- Você é um grosso! Devia ter mais respeito pelas mulheres. Principalmente com a minha namorada.

- Não, Booth por favor.... chega.

Mark entrou no hospital massageando o rosto. Booth sentou-se no banco. A respiração pesada. Ele a encarou e viu a preocupação nos olhos dela.

- Me desculpe, Tempe... não devia ter batido nele.

- Você está sangrando.... vamos limpar isso no hospital.

- Não, ali eu não entro. Não com esse idiota ai...

- Tudo bem. Fique aqui. Volto em uns minutos.

Ela correu para o hospital. Em dez minutos estava de volta com um kit de primeiros-socorros na mão. Sentou-se no banco ao lado dele. Com cuidado, calçou as luvas e pegou um chumaço de algodão. Limpou a região do corte que felizmente fora pequeno porém deixou o canto direito da boca avermelhado e um pouco inchado. As mãos gentis roçavam cautelosamente o rosto dele, certa de que já terminara, ela tirou as luvas e tocou o lugar com a ponta dos dedos.

- Dói?

- Um pouco, nada que me tire o sono. Você me perdoa?

- Não há o que perdoar ou desculpar só que agradecer por me defender.

- Odeio esse tipo de cara que acha que as mulheres estarão sempre disponíveis para eles e que as desrespeitam.

- Mark é um idiota, Booth mas ele falou a verdade. Nós estivemos juntos por algum tempo sem compromisso, nossa relação era baseada em sexo, na satisfação de uma necessidade básica do ser humano. Sem uma palavra doce ou sentimento. Essa era eu antes de conhecer você e ver um outro lado das coisas, aprender o que é um relacionamento de verdade. Se tem alguém aqui que precisa pedir desculpas, sou eu Booth.

- Não, nada de desculpas... é um prazer estar a seu lado e te ensinar algo. Chega a ser meio surreal. Eu querendo ensinar um gênio.

- Posso ser um gênio para a ciência mas o expert em amor é você,

Ela beijou-o de leve nos lábios.

- Machucou?

- Nah, esse é o melhor remédio.

Booth sorriu e checou o relógio. Quase 7h, teriam que cancelar o programa.

- Acho que o nosso teatro já era.

- É, mas podemos ir outro dia.

Dizendo isso, ela se levantou e no mesmo instante sentiu tudo rodar. Ela tintubeou e tentou se apoiar no banco. Booth a segurou. Ele estava de frente para ela segurando-a pelos braços.

- Tudo bem Tempe?

- Sim, acho que me levantei rápido demais.

- Tem certeza? O que sentiu?

- Uma tontura leve, perdi meu centro de equilíbrio como se minhas funções motoras fossem afetadas por poucos segundos.

- Sensação de desmaio, certo? Só isso?

- É, creio que sim. Estou meio enjoada, um gosto estranho na boca.

Ela virou-se para uma lata de lixo próxima. Provocou. Depois tornou a olhar para ele.

- Acho que toda essa confusão de abalou um pouco, vem, vou te levar para casa. Saímos outro dia.

- Amanhã, sairemos amanhã.

- Como você quiser.

- Eu preciso ir ao banheiro.

Ela entrou no hospital e já no banheiro vomitou mais uma vez. Após uma higiene pessoal, ela se sentia melhor e de certa forma envergonhada por ter passado mal na frente de Booth. Ela retornou e de imediato entrelaçou seus dedos nos dele.

- Desculpa pela cena, normalmente não faço isso.

Ele apenas sacodiu a cabeça indicando que não importava e beijou o rosto dela.

- Booth, por favor, me leva pra casa.

- Claro, gorgeous.

Quando chegaram ao apartamento de Brennan, encontraram Angela na sala vendo tv. Pelo rosto pálido da amiga, ela percebeu que algo estava errado.

- O que aconteceu?

- Angie, não me sinto bem....

- Ela teve tonteira e vomitou. Ainda não comemos. Aconteceu algo desagradável na frente do hospital.

- Mark…

- Oh! Ah, esqueçam isso! Vem cá, Bren. Sente-se aqui. Booth se você não se importar, pode ficar aqui. Vou fazer uma sopa para ela jantar mas se quiser pode pedir algo para comer.

- Eu tomo a sopa.

- Booth, tenho certeza que não é nada. Só uma indisposição causada pela adrenalina secretada, pode ir pra casa descansar...

- Não, fico até você se alimentar e dormir. Depois vou para casa.

Ela se aconchegou sorrindo nele e Booth acariciava a sua pele beijando o topo da cabeça e as vezes o rosto dela. Angela serviu a sopa meia hora depois e Brennan comeu apenas metade do seu prato. Depois, Booth levou-a para o quarto e a ajudou a se arrumar para dormir, em quinze minutos depois de deitarem juntos, ela adormeceu. Booth ficou velando o sono dela por mais uma hora. Vendo que ela dormia tranquila, ele deixou o quarto.

- Dormiu?

- Sim... você acha que ela vai ficar bem?

- Vai sim, não se preocupe. Vá pra casa, Booth.

- Você me liga se ela precisar?

- Claro, Booth mas foi só uma indisposição.

- Tks, Angie.

Ela levou-o até a porta e assim que Booth saiu. Ela encostou-se na porta. Suspirou. Um pensamento rondava sua mente mas Angela não ia trazer a possibilidade à tona, pelo menos não agora. Cansada, se recolheu para dormir.

No dia seguinte ao acordar, Bren sentia-se melhor. Tomou um banho e foi para a cozinha procurar algo para comer. Assim que preparou um sanduíche e café, Angela surgiu na sala.

- Já de pé ? Como você se sente?

- Estou melhor. Quer café?

- Nem precisa perguntar, dormi demais hoje. Sorte que sou a dona da galeria.

Brennan serviu a amiga de café e Angela bebeu um pouco e pegou umas torradas para comer. Percebeu que Brennan comia um sanduiche com frios e parecia com fome.

- Que horas o Booth saiu ontem?

- Mais ou menos umas dez, você já tinha dormido. Ele velou seu sono. Você tirou a sorte grande,amiga. Um homem como Booth não se encontra em qualquer esquina.

- Eu sei, principalmente depois de ontem com aquela cena do Mark. Mas ainda bem, que já passou e hoje vou arrastá-lo ao teatro de qualquer jeito.

- Está de folga hoje?

- Estou.

- Que ótimo! Então descanse bem e à noite aproveite seu gato!

À noite, eles foram ao teatro assistir O fantasma da ópera. Simplesmente deslumbrante. Brennan emocionou-se e chorou. Booth a levou para jantar depois e foram para o apartamento dela. Apesar de Brennan dizer mais de uma vez que estava bem, ele não quis arriscar. Namoraram por mais uma hora antes dele deixar o apartamento dela. Brennan o levou até a porta e beijou-o carinhosamente por longos segundos. Despediram-se e mais tarde ainda falaram ao telefone. Brennan adorava dormir depois de ouvir a voz dele.

No dia seguinte, ela acordou e foi direto para o banheiro. Teve mais uma indisposição matinal. Depois de um banho e já recuperada, ela foi tomar café. Angela lia o jornal com um copo de suco de laranja na mão.

- Já de pé a essa hora de um sábado? Achei que ia dormir com Booth... espera ele não está aí certo?

- Não, preferi dormir em casa, quer dizer o Booth me obrigou.

- Certo. Café ?

Nem bem tomou o primeiro gole, ela sentiu o gosto amargo na boca. Ao se levantar da cadeira para ir ao banheiro sentiu tudo rodar a sua frente. Pálida, ela se segurou no balcão, Angela veio ao seu encontro para ajudá-la.

- Hey, tudo bem?

- A-acho que sim.

- Sente-se.

Angela foi buscar um copo d’água para ela.

- Acho que peguei a virose do hospital. Estava auxiliando na pediatria e várias crianças estavam doentes.

- Tome a água. Depois coma essas torradas e o suco de laranja, esqueça o café.

Brennan obedeceu a amiga e assim que acabou de comer, Angela viu a cor se esvair do rosto dela. Sabia que ela iria vomitar. Correu com um balde e colocou próximo dela. Brennan colocou para fora tudo o que comera. Enjôo matinal. Era isso, Angela sabia que não podia mais esperar. Pegando a amiga pela mão, levou-a ao sofá. Sentou-se ao lado dela.

- Como se sente?

- Um pouco enjoada...

- Respire fundo.

Ela própria respirou e tomando coragem falou.

- Bren, eu sei o que está acontecendo com você.

- É uma virose, Angie.... preciso apenas me medicar.

- Não, isso não é virose. Bren, nós precisamos ter uma conversa muito séria.




Continua.........

Un Amico è Cosi - Para Lu

Engraçado como são as coisas da vida... quando menos se espera você é surpreendido por novidades que te fazem sorrir. Foi assim com a Lu, entre uma conversa e outra no twitter fui descobrindo como tínhamos gostos parecidos, seja para música, para livros e para séries. Amizades virtuais para mim são muito importantes e tenho várias sinceras e verdadeiras quase sempre iniciadas por uma série em comum mas que se desenvolvem e se tornam amizades iguais ou melhores que as da vida real.


Lu, nesse dia especial, sinta-se abraçada pela sua amiga doida e gêmea com orgulho!


Muitas Felicidades!!!!!


Parabéns!!!!


E pra comemorar esse aniversário, nada melhor que palavras de amizade da nossa Diva Laura!!!


Um bjo....


Love you!!!

Un Amico è Cosi........

È facile allontanarsi, sai
Se come te anche lui ha i soui guai
Ma quando avrai bisogno sarà qui
Un amico è così

Non chiederà nè il come nè il perchè
Ti ascolterà e si batterà per te
E poi tranquillo ti sorriderà
Un amico è così

E ricordati che finchè tu vivrai
Se un amico è con te non ti perderai
In strade sbagliate percorse da chi
Non ha nella vita un amico così

Non ha bisogno di parole mai
Con uno sguardo solo capirai
Che dopo un "no" lui ti dirà di "sì"
Un amico è così

E ricordati che finchè tu vorrai
Per sempre al tuo fianco lo troverai
Vicino a te, mai stanco perchè
Un amico è la cosa più bella che c'è

È come un grande amore, solo mascherato un pò
Ma che si sente che c'è
Nascosto tra le pieghe di un cuore che si dà
E non si chiede perchè

Ma ricordati che finchè tu vivrai
Se un amico è con te non tradirlo mai
Solo così scoprirai che
Un amico è la cosa più bella che c'è

E ricordati che finchè tu vivrai
Un amico è la cosa più vera que hai
È il compagno del viaggio più grande che fai
Un amico è qualcosa che non muore mai.



See Ya! Ciao...

sábado, 7 de maio de 2011

[Bones Fic] AsTime Goes By - Cap.38

NC-17! Be aware!!!



Cap.38







Eram mais de meio-dia quando Brennan entrou na sala de Cam.


- Cam estou indo para um almoço com a minha editora. Se precisar de mim me ligue ok?

- Sem problema Dr.Brennan. você vai lançar um novo livro?

- Sim, já foi para a gráfica fazer a primeira tiragem. Vou discutir com ela detalhes do lançamento.

- Ah, que bom.

Brennan saiu da sala. Encontrou-se quinze minutos depois com a sua editora. Brennan deixou-a falar por mais de quinze minutos expondo sua opinião do livro e sua idéia para o lançamento. Ela tinha pensado em uma livraria mas Brennan tinha outros planos.

- O que acha Dr.Brennan? Podemos fechar com a Borders?

- Sua idéia é boa mas tenho outra sugestão.

- Qual?

- Que tal fazermos no próprio Jeffersonian? Ou mesmo no museu de história natural?

- Não é melhor em um lugar que as pessoas possam já comprar seu livro?

- Não necessariamente eles precisam de uma livraria. Os museus tem estrutura para venda. Todos tem lojas de souvenirs.

- Só que a autorização é mais complicada, envolve governo.

- Quanto a isso não vejo problema eu trabalho no Jeffersonian e meu parceiro trabalha para o governo, é simples de conseguir uma autorização. Qual a data que você está pensando?

- Bem a tiragem fica pronta em duas semanas. Distribuimos e acredito que no início do próximo mês. Escolha a data.

- Lançaremos na primavera. Dia 24 de maio tá bom?

- Ótima data...

- Então temos um acordo. Vou falar com minha chefe.

- Que bom...

- Tenho que ir agora, ligo para você assim que tiver a informação.

- Ok. Boa sorte, Dr. Brennan.

Ao voltar para o Jeffersonian, ela procurou a Cam. Explicou o que pretendia e Cam orientou-a qual a melhor maneira de prosseguir. Brennan agradeceu e fez o que ela sugerira. Dois dias depois, ela recebeu o resultado. Não só aceitaram a proposta como escreveram um documento que estavam honrados em sediar o lançamento de mais um best seller de Temperance Brennan. Com isso, ela comunicou sua editora que ficou de providenciar todos os convites e a organização da festa.

Naquela mesma noite em casa, Brennan comunicou a novidade durante o jantar.

- Booth marque na sua agenda esse dia: 24 de maio.

- Porque?

- Temos um evento especial. Será o lançamento do meu próximo livro no Jeffersonian e dessa vez você será meu acompanhante realmente.

- Você já acabou de escrever o seu livro? Quando ?

- A uns dois meses... está na gráfica.

- Mas você nem pediu para eu ler?

- Você não lê meus livros antes de serem lançados,Booth.

- É que achei que agora estamos juntos e você iria pedir minha opinião.

- Não, nem da Angela eu pedi. Será surpresa para todos.

Booth olhou para ela por uns minutos. Resolveu não contestar. Esperaria pela tal surpresa afinal, ultimamente ela estava perita em surpreende-lo.



Véspera do evento



Brennan ficou presa no Jeffersonian com a sua editora organizando os últimos detalhes da festa. Ela havia conseguido o mesmo salão onde a festa de halloween acontecera anos antes. Depois de se certificar que tudo estava em ordem, ela resolveu ir para casa. Estava cansada e com saudades de um certo alguém.


Quando chegou em casa, ela encontrou a mesa posta e um cheirinho delicioso no ar.

- Booth, cheguei!

Ele apareceu na sala. Sorriu.

- Finalmente... quer comer algo?

- O que você preparou? O cheiro está muito bom.

- Nada demais, uma receita que vi. Risoto de açafrão ou como chamam Milanês. Está quase pronto.

- Posso tomar um banho antes?

- Claro!

Ela passou por ele e pos a mão sobre o peito dele e beijou-o. Adorava sentir aqueles lábios junto aos seus. Depois de algum tempo, ela finalmente quebrou o beijo sentindo-se por hora satisfeita. Encaminhou-se para o banheiro. Quando retornou a sala, Booth checava pela última vez a panela colocando o risoto no prato a ser servido. Ela sentou-se a mesa.

- Está pronto? Estou faminta!

- Sim,senhora madame.

Ele colocou o prato na mesa e voltou ao refrigerador para tirar uma garrafa de vinho. Serviu-a.

- Boun appetite!

Ela serviu-se e provou o risoto. Estava delicioso.

- Meus cumprimentos ao chef, está excelente Booth!

- Que bom que gostou.

Eles comeram e beberam tranquilamente. Booth não deixou ela lavar as louças. Deixou tudo na cozinha em ordem enquanto ela se entretia vendo o jornal na tv acompanhada de uma taça de vinho. Quando Booth sentou-se ao lado dela, percebeu que ela estava meio tensa. Ela sorveu mais um gole de vinho. Ele a puxou pela cintura e acomodou-a junto ao seu corpo. Beijou-lhe a cabeça e o ombro. Percebendo que ela continuava distante, ele pegou o controle remoto e desligou a tv. Ela nada disse.

- Você não está aqui, o que aconteceu Tempe?

Nenhuma resposta.

- Bones?

- Ah, oi Booth.

- O que você tem?

- Eu? Nada. Tudo bem, só estou cansada.

Ele se levantou e a puxou pela mão. Conduziu-a ao quarto. Brennan sentou-se na cama e colocou as pernas cruzadas a sua frente. Ele sentou-se atrás dela. Beijou-lhe o ombro e o pescoço.

- Nossa, Bones você está tensa. Seus músculos estão duros.

- É o cansaço...

- Acho que é mais que cansaço, você está preocupada com o evento de amanhã.

- Não, Booth esse não é meu primeiro evento você sabe bem disso.

- Mas há algo diferente nele, você está tensa quer que tudo dê certo.

Ele torna a beijar-lhe a nuca, roça os dentes no ombro dela. Ele a abraça pela cintura, colando seu corpo no dela. Beijando o rosto suavemente, ele sussurrou no ouvido dela.

- Sabe o que eu acho que você está precisando? Uma boa massagem para relaxar...

- Hum... parece bom.

Ele se levantou e foi ao banheiro. Voltou com uma garrafinha de óleo de amêndoas e colocou sobre a cabeceira da cama. Tornou a sentar-se na mesma posição de antes. Primeiramente, ele passou as mãos sobre a nuca e os nódulos do pescoço, desceu as mãos para os ombros dela apenas massageando de leve com a palma da mão. Ouviu Brennan gemer baixinho. Satisfeito com a resposta dela, ele continuou a massagem a seco, sempre alternando com um ou outro beijinho seja no rosto, no ombro ou no pescoço dela. Brennan estava achando tudo muito bom. Ele tinha razão, ela estava preocupada com o evento amanhã. Era o primeiro em que apareceria com o seu parceiro como companheiro na verdade. Além disso, ela também queria que tudo desse certo. Os pensamentos foram afastados um pouco quando sentiu os dedos de Booth levantaram sua camiseta. Ele retirara o tecido que o mantinha longe da pele dela. Brennan tinha o torso exposto, nu. Ele passou os lábios delicadamente por toda a extensão das costas dela. Podia ver o arrepio dos pelos na nuca da mulher a sua frente. Sua mais pura reação ao toque dele.

Booth pegou o óleo e espalhou um pouco sobre a pele dela. O líquido frio a fez arquear pelo contato. Calmamente, Booth deslizou suas mãos sobre o óleo espalhando-o uniformemente pela pele dela. Em seguida, começou a fazer uma série de movimentos com as mãos e as pontas dos dedos, massageando e tentando desfazer os nós nas costas e nos ombros dela. Brennan suspirava ao receber o toque dele tão carinhoso na sua pele. Fechou os olhos. Sentia o coração bater mais forte quando ele a mordiscava ou a provava com os lábios. Eles deslizou as mãos com óleo pela barriga dela em busca dos seios. Queria acaricia-los, queria despertar o desejo nela e faze-la relaxar e se entregar. Cada uma das mãos segurava um dos seios e os acariciavam como se estivessem massageando. Os dedos das mãos apertavam seus mamilos arrancando gemidos baixinhos da boca de Brennan. Ela se deitou sobre o corpo que a envolvia, dando mais acesso a ambos. Sua boca procurou a dele e num movimento de paixão e prazer, ela o beijou sensualmente. Ele permanecia acariciando os seios dela enquanto sorvia o gosto dos lábios que o beijavam avidamente.

A tensão começava a se dissipar. Ainda debruçada com as costas no peito dele, Brennan estava relaxada em seus braços e com uma das mãos ela se tocou. Booth soltou um seio e acompanhou a mão dela ao seu próprio centro. Ele livrou-se da calcinha para ela e tornou a colocar sua mão sobre a dela encorajando-a a se tocar e se masturbar. Era um momento íntimo, dela. Reservado para deixá-la relaxada e feliz. Apenas ela importava hoje. Ele a instigou a tocar-se alternando seus dedos com os dela. Brennan arqueava sobre o corpo dele em resposta ao prazer que sentia. A outra mão de Booth ainda estava sob o seio e suas bocas encontravam-se em beijos rápidos e intensos sempre que possível.

Aquilo era diferente, sublime. Brennan sentia-se calma e ainda cheia de desejo. Percebeu seu corpo cedendo ao momento de sedução e erotismo provocado pelo parceiro, pelo homem que amava e não pode mais resistir. Com um último gemido, ela deixou o corpo vibrar com o prazer. Booth roubou-lhe um beijo exatamente no climax e mordia os lábios dela com carinho. Ofegando por ar, ela quebrou o beijo e buscou a mão dele, entrelaçou seus dedos ao dele esperando todo a sensação do orgasmo deixar o corpo dela de vez. Ao se acalmar, Booth percebeu que ela tinha um sorriso nos lábios. Beijou-lhe o rosto e tambem sorriu.

- Melhor agora, Bones?

- Bem melhor...

- Feliz em poder ajudar...

Ela rolou para o outro lado da cama e deitou-se sobre o travesseiro olhando para ele. Booth também se aconchegou na cama. Ela continuava nua.

- Não vai se vestir para dormir?

- Daqui a pouco ainda estou curtindo a sensação de relaxamento.

Ele pegou o edredon e jogou sobre ela.Já conhecia o jeito dela, provavelemente cochilaria por um tempo para depois fazer o que estava dizendo. Fechou os olhos.

-Boa noite,Bones.




Noite de autógrafos




A noite no Jeffersonian estava agitada. Muitas pessoas enchiam o salão desde cientistas renomados, a jornalistas e vários estudantes de universidade. Além dos especialistas, Booth ficou surpreso de ver o grande número de jovens atraídos pelas histórias de Temperance Brennan. Eles comentavam animadamente suas partes preferidas dos romances anteriores e sua admiração pela antropóloga. Mal podiam esperar para ler o novo livro.

Brennan ia fazer uma leitura de três capítulos para o público e era exatamente nesse momento que ele a acompanharia pelo salão. Angela encostou ao lado dele. Tinha um copo de refrigerante nas mãos.

- Nervoso?

- Nah... deveria?

- Não mas a noite é bem importante para a Bren. E também é o primeiro evento de vocês como casal não?

- É, sabe a Bones estava nervosa ontem com tudo isso aqui. Você não acha estranho?

- Não, ela podia estar nervosa por saber que se preocupa mais com a sua opinião sobre o livro do que pretende demonstrar.

- Você acha? Ela não me deu o livro pra ler.

- Nem pra mim. Nem opinei dessa vez.

- Então você acha que é isso ou tem mais alguma coisa?

- Conhecendo Brennan? Isso e o bebê. Ou você esqueceu como isso tá mexendo com ela?

- Você falando assim, sei lá, parece que não estamos falando da mesma pessoa. A minha Bones não perde tempo com essas coisas emocionais e nem se preocupa com a opinião dos outros.

- A sua Bones se preocupa com tudo que diz respeito a você. Sempre foi assim, ela apenas arranjou uma nova maneira de demonstrar isso. Você conseguiu o que queria, Booth. Você quebrou a redoma de vidro que a impedia de mostrar que se importa.

- Você tem razão.

- E isso não te deixa feliz?

- Muito... mas mesmo assim amo a cientista.

- Não se preocupe, a Brennan racional não vai a lugar nenhum.

Nesse momento a editora de Brennan se aproxima dos dois e avisa a Booth que ele deve ir ao camarim que na verdade era uma sala do Jeffersonian improvisada. Estava na hora de trazer a estrela a festa. Booth saiu ajeitando o paletó e bateu de leve na porta do camarim.

- Bones?

- Está aberta, Booth.

Ele empurrou a porta e a vi. Estava linda em um vestido vinho. Usava um colar de ouro branco e uma pedra também vermelha que Booth deduziu ser um rubi. Foi até ela e a pegou pela cintura. Percebeu que não respirava apenas admirando-a.

- O gato comeu sua lingua, Booth?

Ele suspirou.

- Linda... você ainda vai me matar do coração Bones.

- Não é minha intenção...

Ela sorriu e beijou-lhe os lábios carinhosamente.

- Você está pronta?

- Sim, estou.

Ela ajeitou o paletó dele novamente e também a gravata. Ele sorrindo ofereceu o braço a ela. Brennan enroscou-se nele e juntos sairam do camarim. Um pouco antes de fazer sinal positivo para sua editora, ela tornou a olhar para ele e falou.

- Espero que você goste da noite e do livro, Booth. É para você.

- Tenho certeza que vou gostar.

Ela sinalizou para a editora que a anunciou. Enquanto aparecia no salão, uma salva de palmas e assobios soaram. Os vários flashes das câmeras voltadas somente a eles. Booth fez menção de soltar o braço dela para que a fotografassem mas ela o segurou e lhe deu um olhar suficiente para que ele se mantivesse quieto. Ela agradecia com a cabeça e sorrindo. Um dos fotógrafos pediu.

- Dr.Brennan posso tirar uma foto somente sua?

- Não,todas as fotos serão tiradas com o meu parceiro.

Booth encheu-se de orgulho, o peito estufou e o sorriso ficou maior do que já estava. Muitos flashes depois, ela beijou o rosto dele e dirigiu-se ao local onde o microfone a esperava para a leitura. Olhou para sua platéia e viu nela todas as pessoas importantes da sua vida. Seu pai estava ao lado de Cam e Caroline, Angela de mãos dadas com Hodgins e a pequena Layla em seus braços. Seus internos, Sweets e até mesmo Andrew, chefe de Booth. Suspirou. Estava na hora de começar.

- Primeiramente, gostaria de agradecer a presença de todos vocês aqui. Esse é mais um livro das aventuras de Kathy e Ryan. Lerei 3 capítulos para vocês e depois podem fazer as perguntas que quiserem.

Sua editora fez sinal para ela lembrando de algo que devia comentar.

- Ah, antes que eu me esqueça. Vocês devem estar achando estranho não termos cópias do livro espalhadas pelo salão mas eu explico. Esse livro é o primeiro de uma nova fase da personagem principal e conversando com a minha agente decidi por realizar a leitura sem que vocês tivessem um exemplar nas mãos porém assim que terminar vocês poderão se dirigir ao guichê da loja de souveniers a esquerda e adquiri-lo. Podemos começar?

- Sim....

Satisfeita, ela olhou para Booth mais uma vez e abriu o livro.

- A Tale Through Bones.

Ela lia pausadamente as primeiras páginas do seu novo livro. Os olhares de seus leitores estavam fixos a ela. Fotógrafos continuavam a registrar cada minuto. Booth estava quase babando enquanto olhava e escutava a sua cientista favorita. Quando terminou de ler, os aplausos foram imediatos. Alguns pediam mais. Brennan fechou o livro e encarou sua audiência.

- Perguntas?

- Tem romance nesse livro? Kathy vai ficar de vez com Ryan?

- Romance...hum não sei, digamos que tenha momentos quentes.

- Como a página 187 do último livro?

Todos riram.

- Não responderei a isso e sobre o relacionamento deles vocês terão que ler.

- É verdade que esse livro é um pouco diferente dos anteriores, Dr.Brennan?

- Não, a história é sobre assassinatos e aventura, Kathy quebrando regras e bem talvez uma pequena mudança.

O zumzumzum na sala foi grande. Brennan sorriu. Tinha conseguido deixar seus leitores mais curiosos. Isso já bastava. Sua editora e agente se aproximou dela e falou.

- Aposto que estão todos ansiosos para ler o novo livro, então antes de se dirigirem a loja, peço atenção. Tem cópias suficientes para todos e assim que comprarem seus exemplares voltem para o salão pois a Dr.Brennan irá autografar a todos. Agora ela tem dois exemplares aqui. O que você vai fazer com eles, doutora?

- Bem, um deles tem dono certo. O outro vou fazer uma pergunta e quem acertar fica com ele.

- Fique à vontade doutora.

Brennan suspirou e abriu o livro, a caneta tocava o papel com as palavras “With all my love, Temperance Brennan, your Bones.” Ela fechou o livro.

- Esse é seu Booth.

Ele se levantou e foi até ela sorrindo. Pegou o livro das mãos dela e aproximou-se para beijá-la no rosto. Brennan porém beijou-o nos lábios. Angela gritou e os flashes apareceram por todos os lados. Booth se afastou dela envergonhado. O rosto vermelho. Em seguida, Brennan fez a pergunta para as pessoas mas quem respondeu foi a Daisy. Ela entregou o livro para a sua interna. Booth estava sentado ainda absorvendo o momento de fama que passara a pouco. O livro no colo e envolto nas mãos. Brennan avisava aos seus fãs que podiam ir ao guichê da loja. Ela conversava com a sua editora e um colega de profissão quando Booth finalmente criou coragem para ler. Abriu o livro e seus olhos focaram primeiro na assinatura e então voltou-se ao pequeno texto da dedicatória.


“For Special Agent Seeley Joseph Booth, my great partner responsible for the most important six years of my life. To Booth, my love and my friend, thanks for teaching me that there’s life beyond cience. Everything I know about love and romance I’ve learned from you. You’ll be my partner for life, my heart is finally yours.



Love, Tempe. “




Booth estava estático. Prendeu a respiração e sentiu os olhos arderem quando as lágrimas se formavam. Disfarçadamente, ele procurou por ela. Estava se afastando de sua editora e vindo em sua direção. A maioria das pessoas tinham ido comprar o livro e o salão estava vazio. Brennan sentou-se ao lado dele.

- Então?

- Bones...eu....eu não sei o que dizer.

Ele olhou-a diretamente nos olhos e ela pode ver como ele estava emocionado. Apertou a mão dele e sorriu. Ele se inclinou na direção dela e a beijou. Um beijo apaixonado e de gratidão. Eles se perdiam no beijo quando ouviram algo.

- Hrum, hrum...

Eles quebraram o beijo.

- Será que a minha amiga pode autografar meu livro?

- É claro que sim, Angie.

Ela pegou o livro e a caneta de Booth. Enquanto escrevia, Angela observava Booth.

- Ela te surpreendeu de novo?

- Totalmente....

- Ela tem esse poder além de muitos outros.

- Aqui Angie, todo seu.

Ela virou-se para Booth.

- Posso deixar você por um tempo, Booth? Tenho que autografar uns livros.

- Ok, vai lá.

Ela demorou-se olhando para ele até finalmente seguir para a mesa de autógrafos. Booth olhava ainda perdido para o livro que ela o entregara. Tocava a página com um carinho especial como se estivesse tocando a própria Brennan. Fechou o livro e leu sua contra-capa. Algo dizia que ele ainda ia se impressionar na leitura.

Depois da sessão de autógrafos, todos degustavam o coquetel. Bebiam e comiam animadamente enquanto imaginavam o que a Dr. Brennan teria escrito naquelas páginas em suas mãos prontas para serem devoradas. Alguns fãs mais ávidos, já se sentaram nas cadeiras espalhadas no salão e começaram a leitura. Brennan procurou por Booth com duas taças de champagne nas mãos.

- Trouxe para você. Cheers!

Ela virou o champagne rapidamente. Encostou seu corpo ao dele e sussurrou no ouvido dele.

- Sabe o que eu queria agora? Sumir por um tempo apenas para dar uns amassos em você...

- Bones...

Ela mordiscou o lóbulo da orelha dele e apertou o bumbum com a mão. Booth sentiu a fisgada na virilha. Definitivamente ela exercia um poder sobrenatural sobre ele. Ela o puxou pela mão guiando-o pelo corredor que levava para o seu camarim improvisado. Brennan abriu a porta.

- Tem certeza?

- Absoluta.

Ela o puxou pela gravata para dentro da sala. Booth empurrou a porta com o pé,fechando-a. Os braços de Brennan envolveram-se no pescoço dele. os lábios colaram-se aos dele, ávidos por senti-los. A lingua explorava o interior da boca de Booth ainda encontrando o sabor da bebida nela. As mãos de Brennan deslizavam pelo peito dele até acharem o cinto na calça. Livrou-se dele e do botão da calça. Com a ajuda de Booth, ela sentou-se sobre o balcão onde fizera a maquiagem. Ele tinha a mão na nuca dela. Brennan abriu as pernas para dar acesso a ele. Booth quebrou o beijo por um instante e fitou-a.

- Porque parou Booth? Temos que ser rápidos!

- Você é louca mesmo...

Dizendo isso ele rapidamente baixou o boxer e fez menção de pegar a calcinha dela. Olhou intrigado.

- Não precisa, estou sem ela hoje Booth.

- OMG!

Sem pensar novamente ele a penetrou. O fato dela estar andando nua apenas esperando por uma oportunidade para ficar com ele, te-lo dentro dela o deixava super excitado e por esse motivo ele não pensou em ser gentil. Estocava ritmadamente e depositava beijos ou lambidas no pescoço dela ou mesmo na pele exposta do seu colo. Brennan facilitava o acesso ao jogar a cabeça para trás e gemer. Eram dois loucos saciando um desejo que parecia não acabar. Aumentando o movimento, Booth deixou escapar algumas palavras .

- Só...espero que... ninguém nos...pegue....assim....e

Brennan o olhou e com a mão na nuca dele foi a vez dela de reclamar.

- Cala a boca, Booth...

Ela tomou-o com vontade em seus lábios. Aquilo somente aumentou a rigidez do membro que a preenchia. Ele estocava ainda mais rápido e o clímax para ambos era iminente. Ela gritou e logo as sensações de prazer a dominaram.

No salão, ainda estavam presentes alguns repórteres e leitores. A editora de Brennan parecia agoniada procurando por algo. Ao chegar perto de Angela, ela acabou perguntando.

- Você por acaso viu a Dr. Brennan?

- Perdeu ela de vista?

- Acho que sim...

- Agora que você falou é que percebi que não a vejo a um tempinho. Desde que deixou a mesa de autógrafos para ser mais exata.

- Mas onde ela pode ter se metido? Preciso que ela dê uma entrevista para o Washington Post.

- Vai ver ela está mostrando algo importante do Jeffersonian a um colega de profissão. Você sabe como é a Brennan, sempre fascinada pela ciência. Dê a ela uma oportunidade e ela pode te ocupar a noite toda com algum papo sobre descobertas de ossos velhos.

A editora olhou para Angela com uma certa desconfiança. Deu de ombros e virou as costas para Angela seguindo em outra direção procurando por Brennan. Hodgins se aproximou com mais uma taça de champagne para a esposa.

- O que ela queria?

- Saber da Brennan. Não sabe onde ela se meteu.

- E você provavelmente não a ajudou certo?

- Não porque não sei onde a Brennan anda mas de uma coisa tenho certeza.

- Do que?

- Ela não está sozinha. O Booth também sumiu.

Hodgins olhou para ela e ergueu a sobrancelha. Angela sorriu e concordou com a cabeça. Rindo, Hodgins falou.

- Um brinde a eles e as coisas boas da vida!

Quando Booth voltou ao salão ainda ajeitava a gravata. Brennan disfarçadamente parou para conversar com um estudante de antropologia. Ao ve-la a editora correu ao seu encontro.

- Aí está você! Tem uma entrevista para o Washington Post. Você nos dá licença?

Ela saiu puxando Brennan. Uma entrevista, algumas conversas com colegas e muitos elogios depois, o salão pareceu esvaziar-se nas duas horas seguintes. Com exceção dela e de Booth, apenas a turma do Jeffersonian e a editora permaneciam no lugar. Cam foi a primeira a se despedir de Brennan já que Michelle não via a hora de chegar em casa para ler o livro. Sweets e Daisy também se foram. Layla dormia tranquila no carrinho e Hodgins ainda apreciava mais uma dose de whisky. Booth o acompanhava. Sua editora se concentrava em juntar os materiais de publicidade e deixar o salão em ordem. Quando terminou, aproximou-se de Brennan e a cumprimentou.

- Outro sucesso, Dr Brennan. Parabéns! Tenho certeza que veremos seu nome na lista de best-sellers mais uma vez.

- Obrigada.

- Boa noite, Dr.Brennan.

- Boa noite.

Meia hora depois, Brennan apagava as luzes do salão. Abraçada a Booth, foi para casa.


Apartamento de Brennan




Ela estava no banheiro retirando a maquiagem. Pensava sobre a noite de hoje. Sua editora tinha razão, foi mais um sucesso. Independente do sucesso do livro, o que ela queria mesmo era homenagear Booth e ela conseguira. Ver as lágrimas que se formaram nos olhos dele, o rosto vermelho de vergonha e a emoção que o deixou sem palavras foi para ela o melhor da noite. Ela não esqueceria aquele olhar.

Ao sair do banheiro, ela vestia uma camisola branca de seda. Tinha os cabelos soltos e a pele perfumada pelo hidratante e pelo perfume que usava. Booth estava sentado na cama só de boxer apoiado no encosto e com o livro dela aberto nas mãos. Parecia concentrado enquanto devorava as páginas do romance. Nem percebeu que ela o observava até ela se aproximar dele encobrindo a luz do abajur. Ela sentou-se na cama e tocou a coxa dele.

- Está entretido no livro?

- Ah, está ótimo Bones. Estou gostando muito.

- Que bom.

Ela beijou o rosto dele e Booth sentiu o cheiro dela invadir suas narinas. A mão de Brennan continuava acariciando a coxa dele. Booth marcou o livro onde parara e com cuidado voltou a página da dedicatória. Releu pela enésima vez. Ele realmente perdera a conta. Tornou a olhar para ela.


- Você tem idéia de quantas pessoas no USA vão ler isso que escreveu?

- Milhares provavelmente.

- E tudo bem para você?

- Se não tivesse não tinha escrito, Booth. Olha...

Ela tomou o livro das mãos dele e colocou sobre a cabeceira ao lado dele. segurou a mão dele e sorriu.

- Tudo que escrevi é verdadeiro. E se dediquei meu livro a você é porque quero que o mundo saiba do meu amor por você. Simples assim, Booth.

- Simples? Bones isso não tem nada de simples, é uma revelação complexa.

- Não, é uma declaração de amor exatamente como você merece.

Ele a puxou para si e colou a sua testa na dela.

- É impossível não amar você por cada gesto, Bones.

- Faça amor comigo, Booth... ainda não descobrir maneira melhor de demonstrar como estou feliz do que me entregando a você.

Ele sorveu os lábios dela com os seus. Brennan se posicionou sobre os quadris dele, acariciava o peito musculoso e sem pelos. O beijo era apaixonado mas urgente, denunciando que ela queria muito mais. Quebrou o beijo e livrou-se da camisola que vestira anteriormente para ele apenas para que Booth descobrisse que mais uma vez ela não vestia lingerie. Brennan voltou a explorar a boca dele enquanto esfregava o seu corpo no dele, atiçando, provocando. Booth sentiu o membro reagir rapidamente a ela. Brennan se pos de joelhos na cama afastando-se da região pubica para beijar e lamber o tórax exposto. Mordiscou um mamilo de Booth o fazendo gemer, uma nova fisgada na virilha o deixava a esse ponto com a libido em ponto de bala. Brennan puxou o boxer dele revelando o pênis ereto. Ela então sentou-se sobre ele. Gemeu ao sentir-se plena. Com as mãos apoiada no peito de Booth, ela começou a se mover. Booth acariciava os seios dela e arrancava gemidos e gritos com a provocação. Provou-lhe os seios com os lábios e Brennan acariciava seus cabelos puxando-o para si, mostrando que queria mais dele. Ela já estava pronta para gozar e nem mesmo avisou a ele. Booth sentindo-a tremer, apoiou as costas dela no colchão num movimento tão rápido que Brennan apenas se deu conta que estava deitada quando as ondas de prazer diminuíram.

Booth ainda estava dentro dela porém em uma posição diferente. Ele estava de joelhos na cama e mantinha o quadril dela erguido da cama, apenas as costas de Brennan tocavam o colchão. As pernas dela apoiadas nos ombros dele. Ele movia-se dentro dela balançando os quadris na direção do membro dele. brennan podia ver as pupilas dilatadas e o desejo se espalhando no corpo dele. A pele vermelha, as gotas de suor e as feições dele demonstravam o quanto ela mexia com ele. Ao pensar nisso, sentiu-se molhada outra vez e começou a mover-se com ele. Booth esticou uma das mãos e massageou o clitóris dela. Isso foi suficiente para fazê-la gemer novamente. Os movimentos tornavam-se cada vez mais rápidos, sinal de que ele estava prestes a gozar. Ela contraia a vagina para excitá-lo ainda mais. Ela se agarrava aos lençóis a cada nova estocada, o prazer começava a invadi-la novamente. Sem forças para resistir, ela deixou o orgasmo vencê-la e assim que aceitou o prazer, sentiu Booth preenche-la com o seu gozo também .

Booth apoiou-se na cama para não deixar seu corpo tombar sobre o dela. Exaurido pelo prazer, ele deitou-se de lado. Ainda estava dentro dela e percebeu que estavam em diagonal na cama. Ele mesmo não sabia como eles conseguiram isso. Brennan permanecia calada. De olhos fechados. Ele acariciou o rosto dela com a mão retirando os cabelos dos olhos e dos lábios dela. Beijou-a suavemente nos lábios o que a fez entreabri-los para recebe-lo novamente. Booth deixou a lingua se enroscar a dela enquanto posava seu corpo sobre o dela. Pele contra pele. Marcados pelo desejo. Ela o beijava com carinho e com um impulso, ela o empurrou e ficou sobre ele novamente. Parou de beijá-lo e sorria. As mãos acariciavam o rosto dele.

- Eu te amo, sabia?

- Sim, você deixou isso bem claro na dedicatória do seu livro.

Ela beijou-o rapidamente.

- Mas isso não te dá o direito de se gabar por aí, viu Booth ?

- Sim senhora.

- Na verdade isso só te traz obrigações.

- Mesmo quais?

- De me amar de volta e de me satisfazer sempre que eu precisar. Sexualmente quero dizer.

- Bones eu entendi muito bem o que você quis dizer.

- Ótimo! Porque agora seria uma boa hora para demonstrar.

Ele sorriu.

- Ah, claro que sim... eu te amo minha doutora favorita. I love you so much, Bones…

- Isso é bom… porém não era isso que eu estava me referindo...

- De novo? Já? Mulher você só pode ter um vulcão aí dentro!

- E esse é um dos motivos que te fazem me amar, Booth.

- O fato de você ser tarada?

- Não, o fato de eu me adaptar muito bem ao seu ritmo. Você não tem nada de puritano, Booth.

- Eu nunca disse que era puritano... o que acontece em quatro paredes é íntimo.

- Sim, o que acontece entre nós, deve ser só nosso, certo?

- Exatamente.

Ela beijou-o novamente e sentiu Booth agarrar seu bumbum com vontade. A noite estava só começando.






Continua.....