domingo, 21 de agosto de 2011

[Bones Fic] Between Love & War - Cap.21


Previously...

- Temperance, eu...eu fui chamado para o Afeganistão. Querem que eu passe dois meses treinando soldados.


- O que?

- Eu sinto muito...

Brennan sentiu as forças se esvairem do seu corpo, desabou no sofá.


Cap.21


Uma bomba acabara de explodir em suas mãos...

Ela escutara direito? Como ele pode fazer isso?

- Tempe, hey ... eu sinto muito, não esperava por isso e também...

Ela se levantou o mais rápido que podia.

- Sente muito? Sente muito? Se é assim, não aceite!

- Tempe não funciona assim, eu sou um empregado das forças armadas. Não é uma resposta que não posso dar, não tenho opção. Devo partir no próximo fim de semana.

Ela estava visivelmente chateada, elevou a voz.

- Mas eu-eu estou grávida! Você disse isso a eles? Estou com seis meses de gestação, você não pode me abandonar...

- Acredite, eu expliquei isso a eles, não importa. Devo servir meu país.

- Como não importa? Você não pode ir embora deixando para trás a sua filha e eu! Você vai para uma guerra...como vou saber se Katherine ainda terá pai quando nascer?

- Eu não vou para o campo de batalha, vou treinar soldados.

- Ainda assim você estará num pais em guerra, zona perigosa. Não, você vai voltar amanhã com o seu comandante e vai dizer que não irá para o Afegasnistão, pronto! Você tem motivo para isso.

- Tempe, não funciona assim. Tenho obrigação para com o país. Eu não posso simplesmente dizer não. Se eu fizer isso, serei preso por desacato e ainda vou responder processo sobre isso.

- Que fique preso! Pelo menos você estaria aqui, pelo menos saberia que você está vivo e Katherine não estaria orfã de pai.

- Amor...

Ela mordia os lábios, o nervosismo era visível no seu rosto.tudo que ela sempre temeu estava acontecendo de novo. Booth a estava abandonando, a ela e a filha. Ela não podia evitar, sentia as lágrimas arderem nos olhos. Fazia um esforço supremo para não chorar.

- Então é isso, você vai nos abandonar para treinar soldados.

- Eu não estou abandonando vocês, são dois meses! Estarei aqui para ver a Katherine nascer....

- Sabe, Booth eu não tenho tanta certeza disso. E sou uma pessoa que detesta incertezas sendo assim, se esse é seu veredito final, sua decisão, então Booth você pode ir ao Afeganistão mas infelizmente nossa relação acabou.

- Não Temperance não faz isso.... eu te amo!

Ela já pegara a bolsa e caminhava para a porta.

- Eu te disse desde o início que não gostava de apostar no tal do sentimento do amor, você sabia que era difícil de me render a essa mistura de emoções, você insistiu, eu cedi. E olha onde isso nos trouxe? Quando pensei que estava realmente formando minha família, você vai me deixar aqui sozinha, grávida e sem a certeza de ve-lo outra vez.

- Você não ouviu o que eu disse? Eu te amo!

- Amor....por um momento pensei ter acreditado nele, que era algo bom.

- Mas é algo maravilhoso!

- Como pode ser maravilhoso se me faz sofrer? Se me deixa triste e sem saber o que fazer? Pensei que seria diferente com você, infelizmente me enganei.

- Não, por favor....

Ele a puxou pelo braço. Os rostos ligeiramente próximos. Ele não esperou mais e beijou-a sem pensar. Um beijo ansioso, nervoso. Brennan correspondeu aos movimentos dos lábios dele, falar era fácil mas quando ele a beijava tudo se tornava mais difícil, era difícil ser forte, ir embora mas ela estava confusa. Não podia fraquejar. Ela quebrou o beijo.

- Fica, Tempe...

- E-eu não posso...

Ela abriu a porta e com o rosto marcado por lágrimas, ela sussurrou.

- I love you....

A porta fechou atrás dela. Booth ficou ali parado. Fechou os olhos.


Flashback
Academia de NY – mesmo dia


Booth acabara de sair de mais uma foneconferência com a equipe de Washington. Fizera alguns follow-ups nas ações que ficaram em aberto na época da sua viagem. Sabia que tinha apenas até amanhã para resolver as pendências pois os soldados viajariam no dia seguinte.

Satisfeito com o resultado, ele enviou um email para seu superior informando o progresso.

Ele tinha voltado do almoço quando recebeu uma ligação da secretária do comandante. Ele queria ve-lo. Sem qualquer indício de preocupação, Booth se dirigiu a sala do seu superior imaginando que ele tinha algumas perguntas sobre o email que ele enviara anteriormente. Porém, Booth não tinha sequer idéia do que aconteceria nas próximas horas na sua vida.

- Com licença, senhor.

- Ah, Capitão Booth por favor sente-se.

Booth obedeceu.

- Vi seu acompanhamento das atividades de Washington. Muito bom trabalho.

- Obrigado,senhor.

- Na verdade, eu lhe chamei aqui para confiar a você uma importante tarefa. Sei que você está a altura dela e não irá me decepcionar.

Booth ouvia atentamente, em sua mente imaginava que teria que treinar um novo pelotão a exemplo do que acontecera em Washington.

- Após o seu desempenho com a turma de Washington eu cheguei a seguinte conclusão de que o grupo treinado só terá sucesso por sua causa. Sendo assim, eu estou designando você para chefiar o pelotão que irá para o Afeganistão amanhã.

Booth arregalou os olhos. Ele escutara direito?

- Não se preocupe, você não vai precisar viajar amanhã, embarcará no fim de semana e ficará dois meses no Afeganistão.

- Senhor, e-eu ainda... essa notícia, eu não esperava por ela e não me entenda mal, estou lisonjeado com a escolha...

- Você provou seu valor, Capitão. Você não irá para o campo de guerra propriamente, você irá reforçar o trienamento dos soldados que já estão lá e verificar se aqueles que você treinou agem conforme o que precisamos.

- Bem, sim o convite é motivo de orgulho para mim mas infelizmente terei que recusar senhor. Não posso deixar o país, minha mulher está grávida, com seis meses não posso me ausentar.

- Capitão Booth, não sabia disso.

- É minha primeira filha.

- Acredito que o capitão não entendeu. Esse não é um convite, é a sua obrigação como militar para com o seu país. Você serve aos Estados Unidos da América, não tem nada que anule essa decisão. Isso não é algo negociável. Acredito que o senhor conhece bem as implicações legais em caso de desobediência não?

- Perfeitamente, senhor. Detenção.

- Exato.

- Senhor eu....

Porém resolveu calar-se. Sabia que não havia discussão ou se quer chance de argumentação. Teria que cumprir às ordens do comandante. Suspirou resignado.

- Ok, senhor. Cumprirei meu dever.

- Obrigado Capitão Booth. Sabia que poderia contar com o seu compromisso.

Ele esticou a mão e Booth cumprimentou-o numa espécie de fechamento de um acordo. Quando ele deixava a sala do seu superior, ele falou.

- Ah, parabéns pelo sua filha e não se preocupe, você verá ela nascer. Dois meses passam rápido. Amanhã passe com o Tenente Williams para acertar os detalhes da sua viagem.

Booth caminhou de volta para sua sala cabisbaixo. Ele estava confuso, chocado. Não esperava por isso e na sua mente a única preocupação que a martelava era Temperance. Como ele iria contar a ela? Como diria que a deixaria sozinha, grávida por dois meses? Ela não aceitará isso.

Pegou suas coisas na sala e saiu do prédio meio sem rumo. Precisava pensar. Ele vagou pelas ruas de NY meio sem destino. A cabeça a mil. Fizeram várias simulações em sua mente mas nenhuma delas parecia adequada a situação que ele viveria logo mais. Nenhuma trazia a ele uma solução aceitável. O fato era que hoje ele estaria colocando em risco seu relacionamento, seu amor e sua futura família. Sentia-se preso em um beco sem saída.

Ao chegar em casa, antes de abrir a porta ele respirou fundo. Tomara a sua decisão, contaria a notícia sem rodeios.


Momento atual


Booth ainda estava sentado com uma cara desolada. Ele sabia que não seria fácil. Sabia que Brennan não aceitaria a notícia não só pelo seu estado como também pelo seu passado. Ele não queria perde-la, não podia. Porém, precisava dar um tempo a ela para digerir tudo isso e assim poderia tentar novamente. Ele não deixaria o país sem resolver essa pendência. Ele não a deixaria escapar. Era o seu futuro em jogo, o amor da sua vida.


XXXXX

Brennan deixou o apartamento de supetão. Ela foi direto a estação do metrô pegando o primeiro trem que parar rumo ao upper side. Sentada, ela tentava controlar as lágrimas. Como isso pode acontencer? Porque tudo na vida dela era difícil? Ela pensara que pela primeira vez tinha sua chance de encarar a vida de outra maneira. Estava construindo sia própria família algo que para ela já estva descartado a algum tempo. Ela se doou a Booth, ela deixou boa parte de suas convicções de lado e para que?

Passar novamente pela decepção, pela tristeza,pelo abandono...

Brennan chegou no seu apartamento como um furacão. Angela até se assustou de ve-la por lá.

- Hey, amiga.... fazendo visagem?

- Angela agora não...

- Hey....

Então Angela percebeu o semblante de Brennan. Acontecera algo muito grave.

- Você brigou com o Booth? O que aconteceu? O que você...

Brennan ficou vermelha no mesmo instante e cortou a amiga.

- Para,Angela! Antes de você sequer perguntar o que eu fiz, saiba que não fiz nada. Booth fez! Ele estragou tudo!

- Mas...

- Ele vai abandonar a mim e a Kat. Ele está indo para o Afeganistão!

- OMG! Por que? Por quanto tempo?

- Quanto tempo? Não interessa quanto tempo Angela....ele vai me deixar, assim.

Ela apontou para a barriga.

- Eu acreditei que ia ser diferente, achei que realmente estava mudando a minha vida, a minha forma de ver o mundo, eu me entreguei e agora estou sozinha e com uma filha pra criar! Isso serve de castigo para mim, nunca deveria ter aberto mão da minha razão...romance, isso não existe!

Ela sentou no sofá e chorou. Angela sentou-se ao lado dela e a abraçou. Acariciava os cabelos dela deixando-a desabafar, colocar a dor que sentia para fora. Percebendo que a amiga começava a se acalmar, ela criou coragem e pediu para ela contar exatamente o que acontecera entre ela e Booth. Brennan contou ainda lutando contra a respiraçào e as lágrimas. Ao terminar, ele esperou alguns segundos para fazer um comentário porém foi surpreendida quando a amiga tornou a falar.

- Angela, eu estou confusa, triste mas eu amo o Booth não sei como vou superar isso. Por mais raiva que eu tenha dele agora, eu o amo. Ele foi a pessoa que mais me fez feliz nesses últimos tempos, na verdade em toda a minha vida. Ele me ensinou que posso ser amada e me deu um filha... porque isso tudo foi acontecer hoje? Logo agora!

- Amiga, acho que você precisa descansar, tentar dormir. Com a cabeça mais fria, você poderá pensar com mais calma, ver as coisas mais claramente e quem sabe você não fala com Booth novamente?

- Acabou, Angela.

- Não, Tempe enquanto você o amar posso afirmar: não acabou.

Brennan se levantou e foi para o quarto dela. Deitou-se na cama e ficou olhando para o teto. Não tinha sono e sua mente só pensava em Booth.

Angela deixou a amiga ficar sozinha. Ela precisava desse tempo.

Na manhã seguinte, ela acordou com um telefonema. Era Booth.

- OI, Booth...

- Angela, a Tempe está por ai? Já liguei mais de dez vezes pro celular dela.

- Está sim...ela chegou ontem a noite arrasada. Ainda está dormindo.

- Ela te contou?

- Contou...como isso foi acontecer Booth?

- Não sei, Angela...também fiquei chocado e não tem volta. Devo obedecer se não vou preso. Eu não quero ir embora sem falar com ela, não quero acabar nada. Eu vou voltar e continuaremos juntos. Você acha que ela me ouve?

- Booth, a Bren está machucada, com raiva mas ela te ama. Você seria muito burro se não tentasse reverter isso...

- Eu vou pra ai, posso?

- Pode não, deve.

- Obrigado, Angela.

- Tudo pelo amor, Booth.

Vinte minutos depois, a campainha tocava. Angela abriu a porta e deixou-o entrar. Brennan ainda dormia, aparentemente.

- Vou tentar acordá-la.

Angela bateu na porta e chamou por ela.

- Tempe? Amiga? Tá na hora de acordar...

O silêncio continuava. Ela tentou abrir a porta. Felizmente, ela não trancara a porta. Ela entrou no quarto e viu que ela ainda dormia. Percebeu que ela ainda usava a mesma roupa de ontem, ficou com pena de acordá-la pois não sabia que horas ela finalmente dormira. Tornou a encostar a porta do quarto.

- Melhor deixá-la dormir mais um pouco. Tenho certeza que passou quase a noite toda em claro, nem trocou a roupa.

- Acho que você tem razão...eu espero.

- Enquanto isso, vamos tomar um café.

Angela foi para a cozinha e Booth a seguiu sentando-se a mesa. Após colocar os pães e o café na frente deles, fizeram a refeição conversando um pouco sobre a situação da Brennan e dele agora com essa missão.

- Booth, você acha que essa missão vai durar realmente dois meses?

- Normalmente as missões do exército tem data de início e fim são raríssimas as exceções.

- E você acha que pode ser tornar uma exceção?

- Não. Quando falei com o meu Comandante sobre a Tempe estar grávida, eu acabei deixando precedentes para que a missão não fosse extendida. Consta na minha ficha essa observação.

- Pelo menos esse é um bom sinal...

- Sim, também acho.

- É possível você voltar antes?

- Se for algo muito importante, sim. Mas não devo contar com isso. Tenho que considerar os dois meses.

- Acredito que se você conversar agora com a Tempe, pode até convence-la. Ela deve estar mais calma e pode reconsiderar. Você tem que entender que foi um susto danado para ela ainda mais considerando a história dela.


- É eu pensei muito sobre isso e concordo com você. Talvez ela aceite.

Brennan surgiu na sala e viu os dois sentados à mesa. À princípio, ela ficou chateada. Será que Angela ligou para ele? Então lembrou de como Booth podia ser insistente em alguns assuntos e antes de acusar alguém era melhor perguntar.

- Booth?

Ao ouvir a voz dela, Booth virou-se. Percebeu o rosto cansado e abatido dela. As olheiras negras despontavam sobre a pele alva do rosto.

- Oi, Tempe...

- O que você veio fazer aqui? Angela você ligou para ele?

- Não, eu não vim aqui porque a Angela me chamou, vim porque quero conversar com você.

- Eu vou deixar vocês...

- Não, Angie. Não precisa, não tenho nada para conversar com o Booth. Acredito que já disse tudo que precisava a você, não?

- Você talvez sim, mas eu ainda tenho algo a dizer para você.

- Eu vou para o meu quarto.

Angela deixou a sala e assim que a porta bateu, Booth fez sinal para Brennan sentar-se ao sofá. Ela obedeceu vagarosamente.

- Você não dormiu bem né?

- Não.

- Tempe eu, eu sei que pedir desculpas não adiantaria. E também sei que você disse que a nossa relação acabou. Você realmente acredita nisso?

Brennan ficou calada.

- Você tem sim motivo para me odiar agora mesmo eu não tendo culpa de ter sido escolhido para essa missão, mas dizer que acabou? Dizer que você não me ama, não pensa em mim... e a nossa filha? Você me disse eu te amo ontem, seu amor não acabou em 8 horas...

Ele se aproximou dela, tomou suas mãos nas dele e beijou-as uma a uma. Os olhares se encontraram.

- Tempe...

- Você me deixou com muita raiva, você negligenciou a mim e a sua filha. Eu pensei muito Booth. Passei a noite remoendo o assunto, tentando imaginar como seria minha vida com você na guerra. Cuidar sozinha de uma criança, Katherine não tem culpa de nossas escolhas. Eu não quero que aconteça com ela o que aconteceu comigo. Ela não merece crescer sem um pai.

- Mas eu voltarei! São apenas dois meses...eu não vou abandonar vocês. Jamais faria isso.

- Booth você vai para a guerra, não pode escolher. Não sabe o que irá acontecer, estatisticamente a probabilidade de você se ferir seriamente ou mesmo...m-morrer é alta. Você tem razão, eu não posso deixar de amar alguém em oito horas, ninguém pode. Esse não é o ponto porque eu não quero deixar, eu não quero você longe da minha vida ou da minha filha. Eu não suportaria.

As lágrimas começaram a cair novamente. Ela o abraçou. Ele a envolveu em seus braços, beijou-lhe o rosto. Ele passou a mão na barriga dela e sentiu a pele ser empurrada. Sua filha. Ele nem teve tempo de curtir a novidade de ontem. Abriu um sorriso e antes que ele pudesse fazer qualquer comentário, ele ouviu-a falar, um leve sussurro.

- Eu estou com tanto medo...nunca senti isso antes. Medo de perder o que construímos. Tudo está contra nós...

- Não Tempe! Não temos nada contra, esqueça as estatísticas, esqueça a racionalidade. Concentre-se apenas no amor que sentimos um pelo outro, esse sentimento sozinho opera milagres.

- Booth, eu não acredito em milagres.

- Você não precisa, apenas me ame e eu acredito por nós dois. I love you, Temperance Brennan. Nunca duvide disso.

Ele acariciou o rosto dela e Brennan inclinou-se para beijá-lo. Eles se perderam por uns instantes num misto de nervosismo, ansiedade e sentimento. Cada um certo de seus próprios receios porém dispostos a superar o obstáculo que se punha diante deles. Brennan quebrou o beijo reclamando.

- Ouch...filha!

Booth colocou as mãos na barriga dela. Sorriu para Brennan.

- Ela mexeu de novo. Acho que seja sua voz. Ela sabe quem você é.

- Kat...eu nem pude sentir ontem e...oh! ela mexeu, Tempe.

- Katherine, seu pai está todo bobo. Mostre para ele que você está feliz porque ele está aqui.

E mais uma vez, a pele mexeu e Booth pode sentir. Ele tinha os olhos mareados.

- Isso é incrível!

- É sim, é maravilhoso.

De repente, o silêncio se colocou entre eles. Booth apenas queria sentir a vida dentro da pessoa mais importante para ele nesse momento. Brennan fechou os olhos. Queria aproveitar um minuto de paz antes de lembrar-se novamente da turbulência que os tomaria logo mais. Booth beijou a barriga dela e murmurrou algo para a filha. Brennan tornou a abrir os olhos. Fitou-o.

- O que faremos agora Booth?

- Faremos exatamente o que a vida exije de nós nesse momento. Você irá continuar cuidando muito bem da nossa menininha e eu irei prestar minha obrigação. Olha, não será tão ruim assim. Eu não vou lutar, vou apenas para treinar os soldados que já estão lá. Ficarei na cidade.

- Mas e a comunicação? Você vai poder usar celular?

- Não, nada que possa ser rastreado. Todo o equipamento de comunicação é exclusivo do exército. Terei telefone e permissão para falar com você duas vezes na semana. Acesso a email apenas pelo terminal de segurança.

- Você poderá usar skype para falar comigo?

- Isso eu não sei. Talvez não.

- Então vou passar dois meses sem ver você totalmente? Nem uma câmera?

- Acredito que sim, são regras de segurança. Mas posso escrever para você e você pode me mandar fotos suas e da Katherine, sabe as ultrasons.


- Eu não sei, dois meses são muito tempo para ficarmos separados e estarei no final da gravidez...e se eles quiserem que você fique mais tempo? Ai a Kat nasce e você não estará aqui. Isso não pode acontecer.

- E não vai. Quando se é designado para uma missão, ela tem tempo determinado além do mais, foi colocado a observação da sua gravidez na minha ficha. Não se preocupe, estarei aqui para ver a Katherine nascer, estarei aqui para segurar sua mão na hora do parto.

- Eu vou sentir muito sua falta, demais.

- Eu também. Mas enquanto não viajo podemos aproveitar os momentos juntos.

- Promete que irá me ligar sempre que puder, que não me deixará sem notícias. Eu não sei como ficarei sem você, eu posso desabar...eu pensei que fosse forte mas você me deixou diferente, de certa forma a fortaleza que eu era contém rachaduras e as vezes me vejo perdendo o foco, a racionalidade. Prometa que me ajudará a manter minha racionalidade viva e alerta, Booth.

Ele se ajoelhou na frente dela segurando uma das mãos e a outra na barriga dela.

- Eu prometo com todo o meu amor, prometo pela minha filha, pela nossa felicidade. Temperance, você não perdeu sua racionalidade, você está muito mais forte do que quando a conheci. Você tem o sentimento para te guiar, você não irá cair porque eu não vou deixar. Eu prometo.

- Booth, porque você está ajoelhado?

- Para demonstrar o valor da minha promessa para você e para te dizer que esse gesto é meu voto de amor e fidelidade para com você, simbolizo assim o meu amor por você.

Ela abriu o sorriso pela primeira vez naquele dia. Fez um sinal para ele se levantar. Quando estava novamente de frente para ela, Brennan acariciou o rosto dele com as costas dos dedos.


Ela não sabia o que aconteceria nos próximos dias, como seriam esses dois meses solitários, apenas sabia que ele voltaria, era uma promessa. Ele a faria completa novamente. Nada de abandono, nada de volta ao passado. Eles superariam essa fase.

- I love you, Temperance Brennan.

Ele a beijou novamente. Dessa vez, o beijo era apaixonado, sem ansiedade, medo, apenas sentimento. Ela enroscou os braços no pescoço dele e se deixou levar pelo momento. Ele aprofundou o beijo e ela gemeu entre os lábios. Eles namoraram por um longo tempo, depois foram para o quarto de Brennan e após muitas carícias, ela adormeceu feito criança.

Os dias passaram depressa sem que Booth saísse do lado dela. Aproveitaram cada minuto infelizmente já era sábado e portanto hora de dizer adeus pelo menos por dois meses. Eles chegaram no aeroporto com uma hora de antecedência para o embarque. Ficaram no saguão namorando e esperando pelo momento da partida.

De longe, Booth avistou um oficial do exército. Chegara a hora. Brennan estava com a cabeça apoiada no ombro dele com os dedos da mão entrelaçados aos dele pendentes sobre a barriga dela. Booth beijou o topo da cabeça dela e mexeu-se. Ela o fitou e imediatamente entendeu. Booth se mexeu na cadeira e pos-se de pé ajudou-a a levantar.

- Chegou a hora.

- É, aquele cara está esperando por você?

- Sim.

Booth inclinou-se e abriu a mochila tirando um CD e entregando para ela.

- Você tem que por esse cd todo dia para Katherine ouvir minha voz assim ela não vai me esquecer.

- Hum, só com a Kat que você se preocupa?

- Não, amor...você está sempre nos meus pensamentos. E sei que o tempo vai passar muito rápido para nós. Vou ligar assim que chegar e sempre que puder.

- Acho bom mesmo. Vou sentir sua falta...

- Eu também amor, muita.

Ela ajeitou a gola do uniforme dele. Sentiu os olhos arderem. Beijou-o no rosto e nos lábios. Sugou aqueles lábios que a faziam delirar por várias vezes. Ao quebrar o beijo, Booth percebeu a lágrima caindo. Com o polegar livrou-se dela.

- Hey, tudo bem...não chore.

- Sabe, você fica muito gostoso nesse uniforme...

Ele riu.

- Tinha que ser você mesmo...quando eu voltar e você puder brincar novamente, prometo vesti-lo para você, ok?

Ela sorriu.

- Ok.

Ele beijou-a mais uma vez e pegou sua mochila colocando-a nas costas. Segurou a mão dela. Beijou a barriga.

- Tchau Kat, papai volta logo.

Tornou a olhar para Brennan.

- Tchau, amor. I love you....

- Always?

- Forever and ever....

- Love you back.

Ele ainda exitou por uns instantes. Brennan não queria largar a mão dele. devagar, ele puxou e começou a andar até o oficial que o esperava. Brennan colocou a mão sobre a barriga e acariciando ficou observando Booth se afastar.

Ele virou-se mais uma vez para ela e sorrindo sussurrou novamente “ILY”, então desapareceu pelo portão.




Continua....

6 comentários:

Eliane Lucelia disse...

OMG, o que eu posso dizer deste capítulo? eu adoro drama e a Brennan deu um verdadeiro show, guardou seu lado racional em um cofre e ficou totalmente sentimental, ameiiiii, ficou lindooo, cada palavra, cada gesto deles foi tão bonitinho, tão fofo, já estou imaginando o conteúdo das cartas que irão trocar, aiai. Pronto, Parei, acho que estou sensível demais, mas enfim, gostei d+++++. bjosss (tow louca pra ver a sequência, sem pressão :D)

Estefane disse...

Só posso dizer que estou triste como a Brennan com a partida do Booth. É muito tempo para eles ficarem separados. Tadinha da Brennan agora que ela teria felicidade total e uma família, que estariam sempre juntos.
Pobre do Booth não teve nem escolha. Pessoa mala essa que não deixa ele ficar a mulher e sua filha.
Amo essa persistência do Booth, ainda bem que ele não desiste dela, e Brennan sempre segui seu coração.
Uma coisa a Brennan tem rezão o Booth fica muito gostoso de uniforme. kkkkkkkkkkkkkk
Vou ficar igual a Brennan esperando ansiosamente para o fim desses dois meses.
Esperando loucamente pelo próximo cap.
Fico muito emocionante o cap. Adorei amiga.

mika disse...

Karen outro cap. incrivel, parabéns!!
Continuaaa...estou loca para ler o proximo!!

emanu_cristina disse...

Eu gostei desse capítulo,mesmo estando triste com a partida do Booth,vai ser tão difícil p/ Bren ficar esse tempo todo longe dele... Mas uma coisa é certa,o Booth tem uma persistência enorme,nunca desiste de lutar pelo seu amor.
E ele de uniforme fica irresistível <3 Vou esperar pelo próximo cap com bastante ansiedade,vc escreve muito bem.

Julia Blaustein disse...

Oh gosh! Começou a melhorar, mas ainda está tenso! Se não fosse trágico seria cômico, essa Brennan é impossível! "Você fica gostoso..." pelamor viu... KKKKKKKKK ÓTEMO Cap. Amei mas continuo na tensào pra saber o que vai acontecer, isso até me lembrou do comecinho de ATGB, Anyway, parabéns!

Marlene Brandão disse...

oi flor!!!!!!!!!
chorei aqui com esse capitulo ficou lindooooooo por demais esperando anciosa pela continuação eu sou teimosa mas aculpa é sua kkkkk to aqui na lan com febre,dor no corpo uma gripe de matar mas mesmo assim vim ler a fic já estou em Macapá e adivinha? bem vc não se livrará tão fácil de mim kkkkk
bjones i love you flor s2