quarta-feira, 8 de julho de 2015

[Castle Fic] One Night Only?! - Cap.25



Nota da Autora: E mais um capitulo. Vamos aos Hamptons? Esse é também light. Caskett é só amor de fim de semana, sem stress, sem casos, apenas o momento relax. Afinal, estava devendo isso e uma NC, não? Realmente espero agradar... veremos! Procurei fazer algo bem doméstico. Nesse momento, nada de cobranças de relacionamento... enjoy! 


Atenção... NC17! 


Cap.25


O caminho para os Hamptons foi muito interessante, entre conversas, beijinhos e caricias, chegaram a casa. Kate trouxera uma mala pequena. Devidamente alocados, a primeira coisa que ela queria fazer era contemplar o mar. De mãos dadas com Castle desceu para a praia aspirando o cheiro da maresia. Caminharam lado a lado por quase uma hora. Tirando os sapatos, Kate deixou seus pés sentirem a força das ondas e a água gelada beijando-lhe a pele. Suspirava abrindo um sorriso. Estava muito feliz em estar ali novamente acompanhada de Castle para mais um fim de semana a dois.

Vendo o jeito sereno de Kate com os olhos fechados e a cabeça para trás, ele ficou curioso por saber o que se passava na mente dela naquele exato momento. Abraçando-a por trás, Castle beijou-lhe o pescoço e perguntou.

- Tudo bem? No que está pensando?

- Na beleza da paisagem, em como é bom estar aqui novamente com você. Estou me sentindo muito bem.

- Que bom, fico feliz e a recíproca é verdadeira, já ansiava por esse momento a dois com você desde que mencionou que queria estar aqui. Pensei em fazer o seguinte programa hoje à noite, ao invés de dar trabalho a você e a mim, prefiro leva-la a um restaurante daqui da região comer um bom prato de frutos do mar. Tem um risoto de morrer. O que você acha?

- Parece uma ótima ideia, mas vou logo avisando que quero cozinhar alguma vez aqui.

- Cozinharemos juntos, depois do seu jantar quero conhecer mais receitas de Kate Beckett.

Aproveitaram o local em que se encontravam para apreciar o por do sol. O céu de primavera estava límpido, sem qualquer nuvem e o fim do dia parecia ter sido encomendado. Satisfeita com a chance de vivenciar esse pequeno espetáculo ao lado de Castle, ela abraçou-o beijando apaixonadamente.

De volta para casa, ela decidiu por tomar um banho e arrumar-se para sair para jantar com seu namorado. Ela ainda se surpreendia quando pensava nele como namorado, antes era amante, escritor, porém a verdade era que Castle era especial. Optou por um vestidinho simples, pois ele havia lhe dito que o restaurante ficava a beira do píer. Colocou os saltos altos ou não seria Kate Beckett e pegou um casaco para evitar passar frio. Castle já a esperava vestido casualmente. Juntos foram de carro até o restaurante. A lua nova brilhava enorme no céu.

O local não estava tão cheio para uma sexta-feira, mas havia uma certa agitação no ar. O maitre cumprimentou Castle com sorrisos, ele era figura cativa no local. Acompanhou-os até a mesa selecionada para os dois. Com a carta de vinhos nas mãos, ele optou por champagne. Como aperitivo, pediu casquinhas de siri. A visão do píer era algo maravilhoso de se ver. Kate deixou com ele a tarefa de escolher o prato principal e Castle manteve sua sugestão sobre o risoto de frutos do mar. Antes porem, pediu um caldo de mariscos, outro aperitivo que estava delicioso.

Ele não mentira sobre o risoto. Estava divino. Kate comeu até se fartar. Consumiram duas garrafas de champagne. Para encerrar, de sobremesa pediram uma torta de nozes com caramelo e o café expresso para fechar o cardápio perfeito. De volta para casa, tudo o que ele queria era namorar e não fazia ideia de que ela tinha uma surpresa especial para fazê-lo ansiar por mais.

Castle levou-a direto para o quarto. Sentou-se na cama puxando-a em sua direção. Ele a manteve presa de pé entre as pernas. Os lábios sorviam o gosto de nozes e champagne ainda presentes na boca. As línguas exerciam o balé perfeito para os deixarem devidamente excitados. As mãos de Castle percorriam as costas dela até chegar aos seios apertando-os sobre o tecido do vestido. Sentindo a excitação dele se manifestar contra seu próprio corpo, Kate sabia que chegara a hora de surpreendê-lo ou o limite do decoro para que se rendesse a ele a impediria.

Afastando-se dos lábios dele colocando as duas mãos em seus ombros, ela mordiscou o lábio inferior, seguiu pelo pescoço e atacou o lóbulo da orelha. Finalmente separando-se do contato com o corpo de Castle, ela sorriu.

- Volto já. Preciso ir ao banheiro. Por que você não consegue mais uma bebida para nós? Uma dose de tequila ia bem.

- Com prazer – aproveitando que ele deixara o quarto, ela pegou o que precisava na sua mala correndo para o banheiro. Quando Castle voltou segurando a garrafa de tequila e dois copinhos de shot, quase os derrubou no chão. Kate estava escorada na porta do banheiro vestindo uma cinta liga vermelha, seu cap da NYPD prendendo os cabelos para cima e o distintivo preso no meio dos seios. Uma das mãos escondia-se atrás das costas.

- Vim atender um chamado da vizinhança. Alguém reclamou que o senhor Rick Castle estava fazendo arruaça na sua casa e muito barulho. Como policial, não admito essas coisas senhor Castle. Temos uma reputação a zelar no local, portanto terei que puni-lo adequadamente – ela fazia várias poses, então tirou a mão de trás das costas revelando um par de algemas. Com um sorriso malicioso, ela andou bem devagar até onde ele estava. Uma das mãos pegou a garrafa de tequila colocando-a sobre a cama – deverá fazer exatamente o que essa policial mandar, compreende?

- Sim, policial. Desculpe, você não me disse seu nome.

- Heat. Meu nome é Nikki Heat.

- Quente como o fogo... adoraria me queimar...

- Não tolero desacato, senhor Castle. Posso prendê-lo por isso. Não vou alerta-lo novamente. Sente-se na ponta da cama, perto daquela pequena coluna de metal – Castle obedeceu sorrindo a maravilhosa surpresa que estava por vir – ela segurou a blusa dele pelas extremidades tirando-a e jogando-a no chão, pegou a mão direita dele algemando-a no metal – não ouse a fazer qualquer movimento brusco ou sofrerá as consequências – a mão livre de Castle não resistiu acariciando a perna dela colocando os dedos sobre a cinta. Kate deixou que ele tivesse seu momento entendendo o que a roupa que usava despertava nele. Podia ver o membro despontando contra o tecido da calça jeans. Julgando que já bastava, ela segurou a mão dele apertando-a com força fazendo Castle gritar.

Segurou-o pelo queixo fixando o olhar nele.

- O que eu disse sobre movimentos? Você fará o que eu mandar – beijou-o com intensidade deixando o seu corpo roçar na pele dele. Aquilo estava sendo um verdadeiro suplicio para ele. Queria toca-la, sentir o tecido da cinta, soltá-la, explorar a roupa, a pele. Cada sentindo seu estava aflorando com uma intensidade sem igual. Ao sentir os dedos dela abrindo suas calças, ele gemeu em antecipação ao que ela iria fazer.

- Fique de pé – ele obedeceu observando-a tirar a peça de roupa levando junto o boxer deixando-o completamente nu a sua frente. As mãos de Kate passeavam por seu peito até encontrar seu membro e suas bolas. Apertou-as com uma delas e sorriu roçando os dentes no ombro dele. Massageava com as duas mãos mantendo o olhar fixo nas reações de Castle. A cada gemido, ela abria um sorriso no canto da boca. Sentindo o membro rígido em suas mãos, ela o provou. Em questão de minutos, conseguia vê-lo chegar próximo ao seu limite.

Satisfeita, ela se colocou de pé empurrando-o de volta a cama. Pegando a tequila serviu um shot e ofereceu a ele. Duas doses depois, ela sorveu os lábios colocando a mão livre dele sobre o seu bumbum. Entre os beijos, ela pediu para Castle desfazer a cinta. Tentando manter a calma para não estragar o momento delicioso entre eles, Castle engoliu em seco enquanto soltava as primeiras tiras. O corpete tinha um zíper para facilitar o ato de despir. Quando terminou, ela serviu-se de uma dose da bebida para dar a nova ordem.

- Dispa meu corpete e prove que é bom com as mãos, senhor Castle. Ou melhor, com uma mão.

- Será um prazer, detetive Heat – ele puxou o zíper de uma só vez – posso usar a boca?

- Pode – então, assim que o corpete tocou o chão, a boca de Castle encontrou os seios dela. Como um ávido amante, sugou-lhe os mamilos provocando sensações maravilhosas para Kate que sentiu a umidade formar-se em seu centro. Percebendo o caminho que a mão de Castle fazia, instintivamente abriu mais as pernas para dar passagem a ele. Quando sentiu os dedos dele sendo introduzidos dentro de si, não pode segurar o grito prazeroso que lhe escapou aos lábios. As bocas tornaram a se encontrar, dessa vez com urgência e extremo desejo.

Kate derretia-se nos movimentos dos dedos dele. O corpo rapidamente cedera aos caprichos de prazer provocando os tremores em toda a extensão da pele. Ela se remexia para estimula-lo a continuar. Não aguentando mais conter o desejo, deixou-se receber o orgasmo jogando seu corpo contra o dele, afundando o rosto no ombro.

Vendo que ela ainda recebia espasmos oriundos do orgasmo, Castle vagarosamente tirou os dedos de dentro dela e passou a acariciar o resto do corpo da bela mulher. Estava louco para prolongar esse momento de desejo. Sem pedir permissão, ele tirou o cap dela deixando os cabelos fartos caírem nos ombros. Acariciou os belos cachos longos trazendo seu rosto para próximo do dele, dominando a boca tão gostosa em beijos intensos. Com um movimento rápido, ele a puxou para o encontro de pele. A temperatura e o suor acabaram se misturando, instigando através do contato do corpo a querer mais.

Kate, agora totalmente despida, subiu no colchão para acomodar-se sobre o membro ereto. Deslizando apoiada nos ombros dele, ela recebia satisfeita a sensação de estar preenchida por completo. O fato de Castle ter apenas uma das mãos ao seu dispor, dificultava, porém instigava a libido dos dois que procuravam dividir e provocar o máximo de prazer que pudessem um ao outro. Segurando-se no pescoço de Castle, ela começou a movimentar-se com ele de modo ritmado.

Os lábios dele voltaram a receber o conforto dos dela, um pouco mais sedutor e carinhoso dessa vez pelo menos até que a loucura do prazer invadisse completamente seu ser. Quando isso aconteceu, ambos se uniram de corpo, alma e coração sobre o mesmo espaço. Por alguns instantes, Kate permaneceu calada e estática sentindo o corpo de Castle quente junto ao seu. Em seguida, ergueu-se um pouco para abrir as algemas libertando a mão direita marcada pelo metal e dormente pelo tempo que ficara presa.

Mesmo assim, isso não o impediu de segurá-la com as duas mãos jogando seu corpo contra o colchão. Com o peso do corpo, ele devorava seu pescoço provando e instigando a pele com beijos e mordidas levando-a mais uma vez a explosão de prazer fazendo amor novamente. Exaustos, cada um jogou-se para um lado da cama por algum tempo. Com parte da energia recuperada, Kate rastejou sobre o colchão até acomodar-se nos braços de Castle.

Ele acariciou o braço dela com a ponta dos dedos. Beijou-lhe os cabelos.

- Preciso daquela tequila. Onde ela está?

- Provavelmente em algum lugar no chão, ouvi quando a garrafa caiu. Você subia em meu colo. A propósito, de onde veio essa ideia, Kate?

- De uma pequena reclamação que você fez alguns dias atrás. Achei que seria interessante e uma boa hora para testar.

- Você quase fez meu coração parar com essa roupa, detetive... gostei demais. Iniciamos o fim de semana em grande estilo.

- Humhum... mas ainda preciso da minha dose de tequila, Castle – colocando-a gentilmente sobre o colchão, ele levantou-se para pegar a garrafa que rolara para longe da cama. Não sabia onde estavam os copinhos. Talvez isso não importasse para Kate. Voltando a cama, mostrou a bebida para ela que sentou-se na cama abrindo a tampa e tomando um longo gole – muito boa, acho que agora eu consigo relaxar. E amanhã, vou logo avisando que quero correr na praia e você vai comigo.

- Quem está determinando, Kate ou Nikki?

- Não interessa, eu sou as duas, esqueceu? Vem , Castle. Vamos dormir – ela colocou a garrafa sobre a cabeceira e bateu no colchão ao seu lado pedindo para ele ocupar o espaço. Assim que se deitou, Kate aconchegou-se de conchinha e adormeceu quase instantaneamente.

Os primeiros raios de sol iluminaram a cama onde ambos ainda dormia. Espreguiçando-se vagarosamente, Castle consultou o celular esfregando os olhos. Quase nove da manhã, Kate não ia gostar nada de saber que perdera a hora para correr na praia. Ele, porém, imaginara outra coisa para começar o dia. Um ótimo café da manhã com panquecas, porque ela merecia pela noite anterior, ovos e bacon. Pensou em trazê-lo na cama, cuidadosamente levantou-se da cama sem acorda-la e seguiu para a cozinha.

Vinte minutos depois, Castle entrava no quarto com uma bandeja caprichada de comida e duas xícaras de café fumegando. Percebeu que ela continuava dormindo. Apoiou a bandeja cuidadosamente na cabeceira sentando-se na cama com o corpo inclinado para beijar-lhe o ombro a fim de acorda-la. Ela remexeu-se na cama virando na direção dele. Lentamente abriu os olhos.

- Hey... bom dia, amor.

- Bom dia... – ela puxou-o na sua direção beijando-lhe os lábios – preciso de um café. Aliás, estou com muita fome...

- Eu sei. Trouxe um café especial para você – dando-lhe espaço, esperou que ela se sentasse na cama para colocar a bandeja a sua frente – panquecas, ovos, tirinhas de bacon, torradas francesas e suco de abacaxi. E claro, o item mais importante, seu café – ao ver a bandeja repleta a sua frente, ela tornou a beija-lo. depois, pegou a xícara nas mãos e dedicou-se a suprir seu corpo com a cafeína.

A refeição foi consumida devagar e deliciosamente. Kate provou de tudo. Ao terminarem, Kate quis saber que horas eram e assustou-se ao saber que eram quase dez da manhã. O belo café não a fez desistir de seu propósito, indo para o banheiro já avisou que se trocaria e sairiam em no máximo dez minutos.

Depois de uma ótima corrida na praia, ela livrou-se da roupa de ginástica mostrando um maiô por baixo. Ansiosa por um banho de mar, ela não esperou por Castle. Em passos largos seguiu em direção à água jogando-se sobre as ondas sentindo o contraste de temperatura da água gelada chocando-se com seu corpo quente da malhação. Após algumas ondas e mergulhos, ela notou a presença de Castle a seu lado. Envolvendo-o em seus braços, ela dedicou-se a namorar no ritmo das ondas.

Passaram um tempo trocando carícias até que ela o distraíra o suficiente para dar um caldo nele. Dali para frente, a brincadeira começou. Ambos tentavam enganar o outro com suas melhores armas, a sedução e a provocação. Por horas ficaram dentro do mar aproveitando o bom sol do dia. Quando voltaram para casa, Castle sugeriu que tomassem um banho e seguissem para a cidade. Havia ótimos lugares para se visitar nos Hamptons. Kate aprovou a ideia.

De mãos dadas, ela caminhou pelo píer, visitou lojinhas, o grande mercado de peixes e acabaram fazendo uma refeição por lá mesmo comendo bolinhos de siri, lagostim e camarão. Castle a levou para conhecer uma outra praia situada do outro lado da cidade. Caminharam pela areia e dividiram sorvetes. Ao cair da tarde, tomaram uns drinques em um dos barzinhos mais populares dos Hamptons, a base de vodca e frutas tropicais. Ao voltarem para casa, Castle parou em um mercadinho para pegar queijo fresco e mais bacon. Essa noite pretendia cozinhar para ela a fim de retribuir um pouco a noite maravilhosa que tiveram ontem. Kate também escolheu alguns ingredientes, a sobremesa ficaria por sua conta.

De volta à mansão, Castle avisou que faria o jantar. Sua especialidade, o spaguetti a carbonara. Não querendo ser deixada de lado ou tratada como visita, Kate se ofereceu para ajuda-lo. Na verdade, ela não queria ficar longe dele. Queria aproveitar-se da cada minuto ao seu lado. Sabendo que ela tinha jeito com a cozinha, não hesitou.

- Minha massa é um prato único, ela é tão boa que não precisa de acompanhamento, mas acredito que precisamos de uma entrada para petiscar com o nosso vinho. Pensei em fazer bruschetta. Você pode cortar os tomates, o manjericão e os temperos, especialmente cebolas porque precisarei delas no molho do macarrão.

- Você não me mandou cortar a cebola porque não quer chorar na minha frente, certo Castle?

- Não, quem disse que choro com cebolas? – mas sua cara não convenceu.

- Mentiroso! – ela riu – você chora sim! – então entendeu – você quer que eu chore. Quer me ver chorar. Para seu azar eu sei como cortar cebolas sem derramar lagrimas. Quer que te ensine um truque? É muito simples na verdade. Basta deixa-las de molho por um tempo antes de cortar – ela pegou uma vasilha encheu de água e mergulhou as três cebolas que pretendia usar para descansar. Começou cortando os tomates sem deixar de reparar na própria habilidade de Castle com a faca enquanto cortava o bacon – você manda bem com uma faca. Preciso me lembrar disso caso um dia me ameace com uma.

- Tenho habilidade com objetos cortantes. Facas, espadas, eu treino esgrima com Alexis ou você pensa que somente Kate Beckett tem talentos ocultos?

- É bom saber – ela já havia cortado todo o material para as bruschettas – onde está o pão? Em seguida vou preparar nossa sobremesa. Rápida e prática.

- No armário, na parte de cima – a interação dos dois continuava. No trabalho, na cama e agora na cozinha, eles se dividiam e montavam a entrada juntos. Castle mostrava como fazia e Kate o imitava. Entre uma atividade culinária e outra, rolavam caricias, beijinhos, provas de ingredientes dados a boca. Algumas gargalhadas enchiam o ambiente e as primeiras taças de vinho foram enchidas ainda no preparo da refeição. O clima não poderia ser mais doméstico. Era como se fizessem isso a muito tempo. Curioso, Castle prestava atenção ao mousse que ela preparava. Ao vê-la cortar a pimenta e pegar um pouco do bacon frito que sobrara do preparo do molho, entendera que ela realmente conhecia um pouco de cozinha.

As tacinhas de mousse já estavam no freezer, o molho do macarrão estava praticamente pronto, a primeira assadeira de bruschettas no forno e a garrafa de vinho pela metade quando Castle anunciou após arrumar a mesa onde comeriam que tomaria uma ducha rápida.

Quando retornou à cozinha, foi a vez de Kate desaparecer. Quando voltou, Castle estava servindo a primeira bruschetta no seu prato regando com azeite e um pouco de orégano. Ela sentou-se no seu lugar. Ao lado de Castle, ela provou a entrada. Estava deliciosa. Após mais uma taça de vinho, ele se levantou da mesa para colocar a massa para ferver. Minutos depois, ele misturou ao molho e trouxe o prato fumegando para a mesa. O cheiro estava muito bom.

Assim, eles fizeram a refeição juntos entre conversas, provocações e beijos. A massa estava deliciosa. O molho de Castle tinha um gosto apimentado que se misturava com o bacon e a fazia querer repetir mais de uma vez. Satisfeitos, ele apenas recolheu a comida guardando-a. Em seguida, foram para a sala com uma outra garrafa de vinho. Ainda estavam muito cheios para se arriscarem a qualquer sobremesa. Mesmo assim, Kate retirou-as do freezer colocando-as na geladeira, sabia que uma hora precisariam de um doce. Sentados no sofá, Kate se inclinou para beija-lo. As mãos já faziam o seu papel exploratório pelo corpo de Castle. Os botões da camisa já foram se perdendo dando acesso ao seu peito e à pele quente.

Quando as coisas começavam a esquentar, porém, fora Castle quem brecara os movimentos de Kate impedindo-os de fazer amor ali mesmo no sofá. Ele queria uma demonstração dela novamente ao piano. Para isso, precisava adula-la e tirar pelo menos por um tempo a ideia do prazer de sua mente. Afastando-a um pouco de seu corpo, ele fingia retribuir os carinhos dedicando-se a devorar o pescoço e o colo. Com mordidinhas leves em seu lóbulo da orelha, ele instigava Kate ouvindo seus pequenos gemidos. Sabendo que conseguira sua atenção para entregar-se ao seu comando, ele sussurrou em seu ouvido.

- Sabe o que adoraria ver agora, meu amor? Você tocando piano novamente para mim... acho tão sexy... por favor, toque para mim – sem dar tempo dela responder, Castle sorveu os lábios dela com paixão enquanto uma das mãos acariciava seu seio. Podia ouvir os gemidos escapando entre o movimento das bocas e línguas perdidas. Aquele instante era deles. Como se o tempo tivesse parado. Afastando-se dela, ele fazia uma trilha de beijinhos do queixo, passando pela garganta até chegar ao colo e terminando no meio dos seios.

De supetão, ele se levantou esboçando um sorriso no rosto. Puxou-a com uma das mãos para ergue-la do sofá. Ofereceu a taça de vinho a ela levando-a na direção do piano. Kate sentou-se no banco contemplando as teclas a sua frente. Tomou um novo gole da bebida, suspirou. Os dedos correram suavemente sobre o teclado até experimentar os sons buscando a afinação perfeita.

Uma simples melodia começou a emanar do instrumento. Kate estava afiando os dedos quando Castle sentou-se ao seu lado. Ele estava acostumado a ver a mãe sentar a frente de um piano e passar horas tocando peças de compositores famosos como Beethoven e terminar com musicas da Broadway. Reconheceu os acordes da nova melodia assim que ela começou a dedilhar no piano. Heart and Soul, um clássico. Aliás, a única composição que ele se arriscava a tocar um pedacinho além de “parabéns a você”. Sorrindo, Kate encontrou os olhos dele ao mesmo instante que suas mãos esbarravam tocando a melodia.

O piano ficava em um lugar bem estratégico na sala de Castle. O pianista ficava ao lado de uma imensa parede de vidro de onde se podia ver o quintal de grama verde e o mar. Consequentemente, o barulho das ondas podia ser ouvido mesmo com os sons do piano. Ao terminar a canção, ela inclinou-se para beija-lo. Inspirada pela paisagem, uma nova canção veio à mente. Voltando sua atenção ao piano, Kate dedilhou uma nova melodia, dessa vez acompanhando-a com a própria voz em francês “La mer,qu'on voit danser le long des golfes clairs a des reflets d'argent La mer des reflets changeants sous la pluie” e continuou até terminar a música aos olhos encantados de Castle.

A sugestão de Castle pareceu despertar o gosto de Kate por tocar. De repente, veio-lhe a mente uma canção que tinha tudo a ver com a frase mencionada por ele para definir o que esperava do relacionamento deles. Tudo ou nada. A música já cantada por tantos, levava um toque especial na versão de Diana Krall, a voz de Kate entoou mais um hit do Blue eyes.

“All or nothing at all, half a Love doesn’t appeal to me, if your heart never could yield to me then I’d rather have nothing at all. All or nothing at all, if it’s love there ain’t no in-between why begin then cry for something that might have been. No, I’d rather have nothing at all. Please don’t put your lips so close to my cheek, don’t smile or I’ll be lost beyond recall. The kiss in your eyes, the touch of your hands makes me weak and my heart may grow dizzy and fall…”


Não suportando mais adiar o momento entre eles para beija-la, toca-la e dar a sua mulher o prazer que ela merece, Castle levantou-se do banco ficando atrás dela saboreando o pescoço, os ombros fazendo suas mãos viajarem nas curvas do corpo de Kate chamando-a para se juntar a ele em um novo momento a dois. Ele ofereceu a mão convidando-a a acompanha-lo. Kate levantou-se do piano e seguiu com ele até a varanda.

O quintal de grama verdinha estava iluminado pela luz do luar. Levando-a até as espreguiçadeiras, Castle sentou-se numa delas deixando suas mãos vagarem por baixo da saia do vestido de Kate em busca da calcinha. Tão logo a peça atingiu o chão, ela inclinou-se para beija-lo enquanto os dedos desfaziam o botão da calça dele. Posicionando-se sobre o colo dele de modo a firmar o encaixe perfeito, ela apoiou-se nos ombros sem perder o contato com os lábios.

Sob a luz do luar, eles executaram sua própria dança na noite quente de primavera. Um movimento único de dois corpos unidos por sentimento e desejo. Fizeram amor vagarosamente, entregue aos braços um do outro. Sem se importarem muito com o decoro, retornaram à casa como vieram ao mundo, completamente nus. Castle serviu-se de uma dose de whisky que ela recusou encontrando algo bem mais interessante para satisfazer aos dois. tirou da geladeira as tacinhas de mousse, jogou um pouco do bacon triturado que reservara sobre o creme e pegou uma lata de chantilly, caso ele quisesse incrementar a sobremesa dele.

Ao provar o doce, ele suspirou. Sem se importar com o chantilly, Castle devorou completamente o conteúdo da taça passando a língua em seus lábios ao final.

- Isso está divino!O bacon dá um sabor diferenciado ao chocolate. E o que é esse leve ardor que sinto no creme?

- Pimenta.

- Você colocou pimenta no mousse?

- Coloquei, dá um gosto especial para saborear o chocolate, especialmente se for amargo.

- Ponto para você, amor. Isso está muito bom. 

Com um sorriso malicioso, ela pensou em dar ao chantilly uma nova utilidade. Espirrou um pouco do creme entre os seios oferecendo a ele. Quando Castle fez menção de alcança-la, ela saiu correndo pela casa. Numa espécie de esconde-esconde em meio a gargalhadas, eles se divertiram até terminar ambos sobre a cama exaustos, após um orgasmo poderoso.

Na manhã de domingo, Castle acordou sozinho na cama. Não estranhou totalmente a ausência dela por saber que provavelmente, ela teria escolhido começar o dia correndo na praia. Após a primeira higiene matinal, ele pensou que podia preparar o café para quando ela voltasse. Não sabia ao certo o que Kate tinha em mente para esse último dia nos Hamptons, também não se importava desde que passasse o máximo de tempo ao lado dela.

Ao descer as escadas, percebeu que o corpo estava um pouco dolorido, resultado das peripécias a dois da noite anterior. Será que ela também estava sentindo os efeitos da rodada de sexo? Assim que alcançou o fim das escadas, deparou-se com Kate sentada na varanda. Quando o viu, ela prontamente se levantou vindo ao seu encontro para salda-lo com um beijo especial da manhã. Demorou consideravelmente no cumprimento abrindo um sorriso.

- Bom dia, babe... quer tomar seu café da manhã na minha companhia? – ela sequer notou a forma carinhosa que usara para chama-lo tão casualmente já envolvida no relacionamento - Já fiz a massa da panqueca, estava esperando você levantar para fritar. Sente-se à mesa. Eu vou buscar a parte saudável da refeição – Kate voltou trazendo da geladeira uma vasilha funda com salada de frutas. Colocou na frente dele – e nada de creme de leite e leite condensado. As frutas estão bem docinhas – Kate seguiu para o fogão a fim de fazer panquecas quentinhas.

- E você? Não vai comer?

- Claro que sim. Estou fazendo panquecas para nós dois. Você pode fazer o café?

- Com prazer – Castle se levantou logo dominando a cafeteria. Minutos depois, eles estavam sentados um ao lado do outro com um prato de panquecas, mel e manteiga além das canecas de café. Saborearam a refeição sem pressa e com muito carinho. Terminando, Kate deu a ordem.

- Castle, agora você está encarregado de lavar as louças. Vou me vestir para curtir um pouco a piscina.

- O que pretende fazer hoje?

- É nosso ultimo dia aqui, portanto não queria sair de casa. Melhor ficar juntinhos, temos piscina, mar, tudo a nossa disposição. Por que não?

- Tem razão. Um bom banho de piscina pode ser uma excelente pedida para a manhã. Posso providenciar um churrasco para almoçarmos então não nos preocupamos com nada. Pode ir trocar de roupa, assim que terminar aqui vou encontra-la na piscina.

- Conte com isso – Castle tratou de se apressar para acompanhar Kate na piscina. Fez uma ligação para um de seus empregados pedindo para providenciar carnes para um churrasco. Aproveitou também para separar ingredientes específicos para preparar margaritas. Uma de suas especialidades.

Quando Kate surgiu novamente na sala, ela estava com uma saída tornando impossível para Castle perceber o que ela vestia por baixo. Ele disse que já encontraria com ela, cinco minutos para estar lá. Ao chegar na área da piscina, ele a viu de pé contemplando o mar do canto da churrasqueira. A visão era privilegiada. Ela estava de costas, trajando um maiô azul com uma bela abertura deixando as costas à amostra. Quando virou para a piscina, Castle pode ver que o traje era sem alças. O corpo de Kate parecia uma obra de arte. Foi impossível não ficar boquiaberto diante da imagem. Ele abriu o roupão ficando apenas de calção preto. Aproximou-se dela com um sorriso lindo no rosto.

- Você caprichou, hein?

- Gostou? – ela perguntou acariciando o peito exposto dele.

- Como não poderia? Deslumbrante. Que tal mergulharmos nesse instante? A água parece bem convidativa – ela não esperou a próxima tentativa de persuadi-la, lançando um olhar provocante para ele, Kate atirou-se na água sumindo em seu fundo. Automaticamente, ele pulou atrás. Esperou que ela emergisse da água após algumas braçadas. Os cabelos ondulados ficavam ainda mais compridos molhados encobrindo parte das costas nuas.

Ela se aproximou dele recebendo um delicioso beijo nos lábios. Continuaram trocando caricias por alguns minutos quando Kate decidiu nadar um pouco mais. Castle não se importava em ficar observando a performance da sua bela musa. Ao finalmente se dar por satisfeita, ela passou por ele provocando mais uma vez ao beliscar o bumbum e apertar o membro dele.

- Será que você pode passar bronzeador no meu corpo, Castle? – sem esperar resposta, ela saiu da piscina. Um pouco atordoado com a proposta, ele preciso de alguns segundos para se recompor e seguir atrás dela. Porém, antes de atender ao pedido, Castle se dirigiu a pequena cozinha de apoio para preparar as bebidas.

Kate estava deitada em uma das cadeiras de sol à beira da piscina banhando seu corpo com os raios de sol que estava bem quente para uma manhã de primavera. Ele aproximou-se entregando a bebida gelada nas mãos dela. Sentou-se na cadeira sorvendo o primeiro gole.

- Hum, muito boa. Você realmente entende de margaritas. Essa tequila é muito boa.       

- É uma bebida que combina com piscina, esse clima gostoso de primavera, você... já providenciei o almoço. O que era mesmo que você queria de mim? – Castle perguntou com uma voz sedutora. Abrindo o sorriso, ela pegou um vidro redondo e entregou na mão dele.

- Na verdade, é loção bronzeadora com protetor solar. Você pode esfregar nas minhas costas e pernas. Eu já fiz na parte da frente. Pode começar? – ele fez sinal para que ela se deitasse. Quando Kate se pos de bruços na cadeira, fez questão de abrir as pernas para facilitar o trabalho dele. Castle se colocou ao lado dela com espaço suficiente para fazer seu papel. Começou com muita delicadeza pelas pernas. A oportunidade de passar loção no corpo dela também dava abertura para provocações. Ele acariciava as pernas lentamente. Calcanhar, panturrilha, coxas. Os dedos ágeis instigavam o interior das coxas dando pequenos apertões na pele. Com destreza, ela geme ao sentir os dedos de Castle esbarrarem na virilha. De repente, ela percebeu o que fazia. Um longo suspiro escapou dos lábios dela enquanto os músculos contraiam-se sobre seus dedos, o sorriso de satisfação no rosto dele era genuíno. Isso serviu de incentivo para continuar. Em questão de minutos, ele tinha Kate se contorcendo sobre suas mãos.

Depois de sentir o primeiro orgasmo colocar o corpo de Kate em estagio de profundo relaxamento, Castle continuou sua tarefa de espalhar a loção nas costas, nos ombros, nos braços. Percebeu o sorriso prazeroso dela que mantinha os olhos fechados soltando um suspiro ou um gemido aqui e ali provocado pelo toque de Castle. Quando ele se aproximou e beijou-lhe a testa indicando que terminara, Kate virou-se de barriga para cima na cadeira e segurou a mão dele de um jeito preguiçoso. Olhando fixamente para ele, pediu.

- Não pare... – o sorriso vitorioso apareceu no rosto dele, inclinou-se e beijou-lhe apaixonadamente os lábios. As mãos já passeavam novamente pelo corpo deixando os dedos sentirem sua pele, o calor e deixando a loção espalhar-se uniformemente a fim de proteger a pele. Espirrou um pouco de loção nos dedos e espalhou devagar pelo colo e bem próximo dos seios a titulo de provocação. O olhar de Kate pedia para que ele fizesse o que ela queria e tinha em mente. Castle deixou os dedos afastarem o tecido do maiô para acariciar os seios. Apertando os mamilos, ele arrancava gemidos mais altos devido aos movimentos. Queria mais, precisava de mais.

Novamente, ele debruçou-se sobre ela beijando-a sedutoramente. Kate puxou-o contra si saboreando a boca ansiosa. Extremamente satisfeita com o momento delicioso passado com Castle, ela afastou-se colocando-se de pé já caminhando para a piscina. Antes de pular, porém pediu outra bebida.

- Que tal preparar outra margarita e se juntar a mim na piscina? – convidativamente ela se espreguiçou e pulou na água. Após várias braçadas dando voltas na piscina, Kate foi encostar-se na borda esperando por Castle. Ele se juntou logo a ela. Colocou as bebidas sobre a borda pulando ao seu lado abraçando-a por trás beijando-lhe o pescoço. Em seguida, entregou o copo para ela, brindaram e beberam. Encostada no peito de Castle, ela se rendia aos carinhos dele. Kate fechou os olhos suspirando sentindo as mãos dele abraçando-a e beijando seus ombros e rosto. Virou a cabeça para beijar-lhe o queixo.

- Cas, eu nunca pensei que estaria tão feliz. Meu corpo, minha mente. Eu me sinto muito bem. Estar apaixonada é muito bom. Dana tem razão. Não se deve entender, racionalizar. Apenas sentir. Estou contente por poder sentir seu toque, seu beijo, seu cheiro. Adorei passar esse final de semana ao seu lado, somente nós dois aqui, abraçados, nos divertindo, nos permitindo querer um momento de paz.

- Eu adoro estar com você, Kate. Já são três anos, por mim não perderia nenhum segundo ao seu lado. Você tem ideia do quanto é importante e bom ouvir isso de você? Depois de tudo? Sou louco por você, detetive. Tudo em você. Seus momentos de alegria, suas birras, seu jeito mandão. Observa-la é uma das coisas que mais gosto de fazer. Não preciso falar que beija-la, toca-la, fazer amor é minha preferida. É muito bom vê-la assim, com sorriso no rosto, relaxada e principalmente saber que é por minha causa, que eu a fiz sentir assim.

Kate virou-se para fita-lo. Acariciou o rosto dele com a ponta dos dedos, passou o polegar no seu lábio, deu um pequeno beijinho na ponta do nariz e abriu o sorriso.

- Sim, você é o responsável por eu estar assim, leve e rindo à toa. Por estar me sentindo desejada, sexy e feliz, babe. Eu nunca pensei depois daquele nosso primeiro encontro que acabaria assim, nos braços de um homem tão irritante.

- Mentirosa, foi justamente a forma que eu a irritava que atiçou sua curiosidade. Isso e meu charme e beleza natural, claro – ela riu dando uma tapinha no peito dele – o que? É a mais pura verdade.

- Não mesmo – olhando um pouco admirada para ele, ela mordiscou o lábio e completou – talvez, um pouco. Não importa. Estamos aqui, não?

- Claro. Além disso, não sou eu que faço você se sentir feliz ou sexy. Kate Beckett é sexy de qualquer jeito. Quanto ao feliz, eu sou apenas um meio, no fundo foi você que se permitiu sentir-se assim, feliz – ele acariciou o rosto dela ajeitando os cabelos e beijando-a outra vez - Kate, promete uma coisa? Mesmo voltando para o trabalho e a agitação de Nova York, estaremos sempre ao lado um do outro? Nada de brigas ou desculpas sem sentido.

- Tudo bem, desde que você não invente nada que me deixe extremamente irritada. E nada de ex-amigas. Falando nisso, como anda a Itália? Você ainda vai viajar, não?

- Sim, eu já falei anteriormente que você deveria ir comigo. Passear em Roma.               

- Sabe que não posso confirmar nada com tanta antecedência.

- Nem uma possível certeza?

- Farei o seguinte. Quando voltar para Nova York, conversarei com Montgomery pedindo uns dias de férias antecipados. Não é garantia, mas vale a pena tentar.

- Ótimo. Assim parece mais promissor – ele a puxou de contra ao seu corpo querendo diminuir a distância entre eles. Kate envolveu os braços no pescoço de Castle e rendeu-se ao beijo. Depois de um longo período de caricias, ela deu mais umas braçadas na piscina enquanto ele saiu para verificar como andava o almoço. O fogo da churrasqueira já estava no ponto, então ele começou a preparar os hambúrgueres, as salsichas e as linguiças. Também colocou algumas cebolas para assar e preparou mais uma dose de margaritas.

Kate saiu da piscina pegando o copo deitando-se novamente na espreguiçadeira. Meia hora depois, ele a chamou para comer. Saborearam os hambúrgueres e uma bela salada ainda tomando margaritas. Era um almoço simples finalizado com um belo abacaxi assado. Castle confirmou que voltariam a Manhattan por volta do final da tarde. Após a refeição, ela informou a Castle que ia tomar um banho.   

Durante a tarde, eles optaram por programas de preguiçoso. Jogados na cama, Castle e Beckett passaram o tempo assistindo a filmes de ação. Agarrada ao corpo dele, Kate se deixou adormecer no meio de uma cena, Castle se sentia muito tranquilo com a sua nova relação e faria tudo o que estivesse ao seu alcance para permanecer nesse ritmo, o semblante sereno e feliz de Kate valia cada minuto perdido em sacrifício anteriormente.

Por volta das cinco, eles terminaram de arrumar as coisas carregando a Ferrari. Olhando por mais uma vez a mansão pomposa de Castle, Kate sorriu. Realmente gostava desse lugar e esperava voltar muito em breve. Passando o braço pela cintura dele, ela beijou-lhe o rosto e comentou.

- Já não vejo a hora de voltar aqui. É um lugar especial para mim.

- E acabou se tornando ainda mais para mim, Kate. É bom ver esse seu lado romântico e apaixonado aflorando. Me deixa inspirado. Sou capaz de escrever umas dez cenas de Nikki e Rook depois desse fim de semana.

- Todas pervertidas, aposto!

- Ah, detetive... que ideia mais feia você faz de mim. Estou falando de romance, mas não pode me culpar por uma pitada de sedição e sexo quando você mesma incentiva as provocações e perversões, Kate. Você quem começou. Desde o primeiro momento que exibiu aquele distintivo na minha cara.

- E sei que você não me culpa totalmente por isso ou esqueceu que eu li todos os seus livros? Você já escrevia cenas quentes com Clara Strike, o que significa que sua mente já era pecaminosa e pervertida antes de me conhecer.

- E somente se intensificou com você e sua beleza, seu corpo, suas curvas...- não completou o pensamento demonstrando o que queria dizer através de palavras. As mãos percorriam as curvas do corpo de Kate realçados pela calça jeans skinny e a camiseta branca. Ela se aproveitou do momento para beliscar o traseiro dele fazendo-o gemer entre os seios dela – meu Deus! Você tem fixação por bumbum, mulher!

- Só pelo seu... – ela sussurrou mordiscando o lóbulo da orelha dele e com muito custo se afastando de vez daquele corpo macio e quente.

- Melhor irmos andando porque se demorarmos mais uns segundos, ficamos nus na frente da casa – ela riu e entrou no carro. A volta para Nova York foi tranquila. Castle não discutiu quando Kate pediu para ficar em seu apartamento. Ele acompanhou-a até a porta carregando sua mala como um cavalheiro. Após um último beijo de boa noite, Castle comentou algo que gostaria de ter mencionado desde o início do fim de semana.

- Kate, eu deixei você vir ao seu apartamento, porém quero que me prometa algo muito importante. Quero que durma ao menos dois dias da semana no meu loft. Já ouviu o que Alexis e minha mãe pensam sobre o assunto e não aceito um não como resposta. Se estivermos muito enrolados com algum caso, você passa o fim de semana lá. Apenas aceite o inevitável, faz parte da vida de casal, de um relacionamento.

Ele ficou esperando a resposta. Kate sorriu brincando com a gola da camisa dele até resolver falar.

- Tudo bem. Eu prometo que você terá minha companhia. Vamos achar nosso ritmo. Boa noite, Cas... 

- Até amanhã, Kate.       

Suspirando, ela entrou em casa relaxada. A semana começaria com outra harmonia após esse fim de semana. Infelizmente, essa tranquilidade estava por ser ameaçada por um caso de alto risco.


Continua.... 

3 comentários:

cleotavares disse...

Que essa felicidade continue....Eita, lugarzinho bom é esse Hamptons.

Luciana Carvalho disse...

Lindossss e apaixonados!! Tô achando que vem Maddox por aí.. Será que a Kate tb será baleada na sua estória???

Silma disse...

Foi lindo 😍 Melhor impossível!!! ❤️