segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

[Castle Fic] An Unexpected Visitor - Cap.1



Nota da Autora: Que tal nos divertirmos um pouco, colocar comédia na vida de Caskett... uma pausa no angst sempre faz bem! Sim, haverá NC em algum lugar... espero capturar a ideia que ronda as mentes das minhas leitoras e a minha já há algum tempo... enjoy! 

PS.: Don´t kill the messenger... 

Watch out! NC17... ou pitadas disso!


An Unexpected Visitor - Cap.1

Era uma manhã normal na vida do casal Castle. Bem, “normal” era uma palavra que definitivamente não definia o dia a dia de quem lida com assassinos. De qualquer forma, ao espreguiçar-se naquela manhã de primavera, Kate foi brindada com uma enxurrada de beijos e carícias de seu marido. Sim, Castle acordara mais cedo para adiantar o café de ambos, porém nesse momento ele apenas queria passar um tempo a mais na cama ao lado da esposa. Eles mereciam isso de vez em quando, além do mais, ele sentia-se na obrigação de agrada-la sempre que possível especialmente depois da comemoração da semana passada.

- Hum, o que deu em você essa manhã? Você sabe que tenho que estar na delegacia as oito. Tenho o relatório de ontem para terminar o qual você mesmo me impediu de fazer me arrastando com você para o Le Cirque.

- Admita, você não queria fazer trabalho burocrático ontem.

- Tudo bem, concordo. No que você está pensando me acordando desse jeito?

- Apenas em diferentes modos de agradar minha esposa. Eu acredito que ainda estou em dívida com você pela semana passada. Aquela celebração do nosso aniversário foi definitivamente uma das nossas melhores.

- Ainda não ganhou da primeira vez, mas concordo. Temos sorte, nem todos os casais podem dizer que a primeira vez deles foi excelente – disse Kate acariciando o rosto dele.

- Sim, talvez porque nossa primeira vez foi muito intensa. Quatro anos de espera, muito sentimento querendo vir à tona. Eu não sei como você conseguiu resistir por tanto tempo, capitã Beckett… oh, na verdade, eu sei. Sua teimosia e aquele maldito muro.

- Haha… muito engraçado… se continuar falando desse jeito, vai perder os pontos que acabou de ganhar.

- Isso não importa, que tal concentrarmos nossos esforços em outra coisa interessante? Como por exemplo, a vontade que estou de explorar todo o seu corpo com a minha boca e minha língua?

- Ah, eu realmente gostaria disso… - ela o puxou sobre seu corpo beijando-o apaixonadamente. Castle intensificava o beijo pouco a pouco. Brincava com a língua no interior da boca de Kate até que ela gemesse. Afastando-se um pouco, ele explorava a pele macia usando os lábios e a língua. Pescoço, colo, seios, descendo até o estomago enquanto desfazia os botões da camisa dele que ela usava. Castle adorava quando ela usava as suas camisas para dormir. As mãos seguiram de volta para os seios apertando-os, puxando os mamilos para novamente usar os lábios sugando-os e levando sua esposa a loucura.

Precisou apenas de alguns minutos para deixa-la completamente pronta para recebe-lo. Juntos, moviam seus corpos em frenesi e preguiçosamente mudando o ritmo gradualmente até atingirem o ápice do prazer.

Nada mal para um começo de manhã em plena quinta-feira. Após recuperar as energias, Castle se levantou da cama voltando logo em seguida com uma bandeja contendo panquecas, frutas, brioches e, claro, café. Oh, o cheiro do café feito especialmente para ela.

-Nossa! Eu devo ter me superado semana passada ou você tem alguma agenda por trás desse tratamento VIP que está me oferecendo, Castle?

- Não há nada por trás, estou apenas retribuindo, fazendo nossa manhã prazerosa e com sorte, nosso trabalho durante o dia não será tão ruim. Especialmente o seu com toda aquela papelada.

- Certo – ela tomou um gole do café – não acredito que irei dizer isso, mas eu estou torcendo por um homicídio difícil para que possamos investigar juntos. Teorizar ou melhor, você falar besteiras e que eu possa brigar com você. Seria um dia normal no trabalho, como nos velhos tempos.

- Oh, Capitã Beckett, detecto algo interessante aqui? Você está dizendo que está entediada por fazer seu trabalho de capitã? Quer ir para a rua com esse charmoso PI? Tai algo que eu não irei escutar todo dia. Talvez eu devesse gravar esse momento para a posteridade – e na mesma hora levou um murro dela no peito enquanto Kate mordia um pedaço da panqueca.

- Você fala demais! Só que eu sinto mesmo falta de decifrar um bom homicídio.

- Você está convidada a investigar meus casos no escritório e praticar suas habilidades investigativas comigo a qualquer hora. Como capitã, você pode escapar de vez em quando do seu ambiente para fazer isso.

- Acho que não seria a mesma coisa. Casos de divórcio não são tão interessantes. Vamos fazer um trato. Se aparecer um caso novo de homicídio hoje no 12th, eu ligo para você e podemos investigar juntos.

- Temos um acordo, capitã.

- Ótimo. Agora preciso tomar um banho ou irei me atrasar – ela se levantou da cama comendo o último pedaço da panqueca e roubando um brioche. Sorrindo, voltou para beija-lo mais uma vez – obrigada pelo café e pelo sexo. Pode repetir quando quiser – seguiu para o banheiro.

12th Distrito

Beckett estava em sua sala concentrada na tela do computador. Infelizmente, seu desejo por um novo homicídio não aconteceu. Por um lado, isso era bom. Estava realmente atrasada com seus relatórios para a 1PP. Isso era em parte sua culpa e também de Castle. Mas, lhe daria uma chance afinal a sua manhã tinha começado muito bem. Isso era uma das coisas que mais amava em seu escritor, a habilidade de surpreende-la, de se preocupar em agrada-la. Pequenos gestos, nada exagerado. Ele a conhecia muito bem para saber que Kate preferia um café na cama do que uma joia. Tudo bem, que de vez em quando um presente mais elegante e caro era necessário. Que mulher não gosta de ganhar diamantes? Na maioria das vezes, porém, os detalhes e os carinhos faziam a diferença.

Ela decidiu que era hora de fazer uma pausa. Sim, um café seria muito bem-vindo. Esse era outro motivo que sentia a falta dele no distrito. Sua caneca de café nunca ficava vazia com Castle por perto. Ela ergue-se da cadeira rumo a minicopa. Não ficou surpresa ao encontrar Ryan por lá.

- Você está apenas recarregando as energias com o café ou não tem o que fazer?

- Eu estou terminando o relatório, relaxa Beckett. Envio para você em meia hora.

- Não estou cobrando nada. Só achei estranho você estar aqui sem sua cara metade.

- Espo está ajudando a detetive Hastings em um caso. Ele e Tory.

- Sei, ele nunca aprende. Quantas vezes ele já tentou algo com Tory e não deu em nada?

- Nem diga isso perto dele, fere seu ego. Falando em cara metade, como vai a sua? Castle faz falta por aqui.

- É verdade, ele anda bem ocupado com o negócio de PI. Realmente deu bem certo. E está se preparando para escrever outro livro de Nikki Heat. Eu falei para ele essa manhã que se um novo caso de homicídio aparecesse, eu o chamaria para investigar conosco.

- Você é a chefe, adoraria ver Castle por aqui novamente. Certo, deixa eu voltar para o meu relatório. Sabe como é, a nova capitã é bem brava especialmente se não cumprimos com nossos prazos – ele piscou para ela e seguiu para o salão. Beckett terminou seu café e reabasteceu a caneca antes de retornar a sua sala.

Mal voltou recebeu uma ligação de um outro capitão do 54th distrito para obter informações sobre um antigo caso que ela trabalhara há três anos atrás e pedindo ajuda de um dos seus detetives para auxilia-los em uma investigação. Sobrou para Ryan, o que fez o detetive agradecer a Beckett, já estava ficando entediado fazendo relatórios. Claro que ela somente o liberou após a entrega do trabalho que estava fazendo.

Finalmente, pode voltar suas atenções para o relatório que precisava ser concluído. Sua meta era envia-lo em meia hora e resolveu focar no seu objetivo. Ela acabara de anexar o arquivo no e-mail que redigira para o comandante quando ouviu o sinal de mensagem do seu celular. Não deu muita importância até que enviasse a comunicação que estava trabalhando.

Satisfeita, ela espreguiçou-se na cadeira antes de voltar sua atenção ao celular a sua frente. Uma mensagem de seu pai. Estranho. Ela falara com ele na semana passada quando ele ligara para lhe dar os parabéns pelo primeiro ano de casada. O que será que ele queria? Ainda estavam na metade do mês e seus almoços geralmente aconteciam na última semana.

Digitando o código na tela de seu iphone, ela abriu a mensagem. Sua reação foi imediata. O que aquilo significava? Ela encarava o visor relendo as palavras pela quinta vez.

“Hey, Katie. Precisamos conversar. Ligue ASAP. É importante. Dad.”

Ao se ler uma mensagem como essa, a preocupação logo vem a mente. Não seria diferente com Beckett, especialmente dado o seu histórico de problemas e atentados que já vivera na família. Não queria entrar em pânico ou ser realmente paranoica diante do que lera, mas aquelas palavras a deixaram alerta. O medo correu por sua espinha. Não retornou a ligação como seu pai pedira. Invés disso, ela ligou para Castle.

- Rick Castle, investigador particular. Como posso ajuda-la? – obviamente ele reconhecera o número do distrito.

- Castle, você sabe que sou eu. Esse seu aparelho tem bina.

- Olá, Capita Beckett. Por acaso, apareceu algum homicídio que necessita da minha atenção? Terei o maior prazer em ajuda-la e ao 12th distrito.

- Não é por isso que estou ligando.

- Ah, você prometeu.

- Castle, é sério. Não estou ligando por causa de um caso. Eu recebi uma mensagem do meu pai. Acho que aconteceu alguma coisa com ele – ela repetiu as palavras – será que ele está doente? Escondeu de mim e agora precisa da minha ajuda?

- Kate, nós falamos com ele semana passada. Para mim estava tudo bem. Ele disse algo diferente para você?

- Não, eu tinha falado com ele dois dias antes do nosso aniversário. Ele parecia bem. Além do mais, papai não diria que estava com problemas justamente no dia em que estávamos comemorando algo especial, conheço meu pai. Ele esconderia se houvesse algo errado.

- Genética é uma coisa fascinante – ouvindo ela bufar do outro lado da linha, resolveu colaborar – pode não ser nada demais. Ele pode ter algo importante para falar não necessariamente é um caso de vida ou morte. Isso! Talvez ele queira sua ajuda em um caso de tribunal e precisa da informação o mais rápido possível. Por isso o ASAP.

- E se não for? E se de alguma forma, meu pai encontrou algo do passado da minha mãe e está correndo perigo? Eu não sei... receio ser algo ruim.

- Hey, o caso da sua mãe está encerrado, a página virou. Bracken morreu, Kate. Não comece a ficar paranoica e a querer trazer problemas do passado. Tenho certeza que não é nada terrível, então por que não retorna a ligação dele e descobre de uma vez? – o silêncio dela o fez compreender porque ligara para ele ao invés do pai – Kate, você por acaso não ligou para mim porque quer que eu vá até o distrito para estar com você, é isso?

- Não, não... eu... posso ir até o seu escritório? – ah, se ela pudesse ver o sorriso no rosto dele...

- Claro, venha Kate.

- Vejo você em alguns minutos – Beckett desligou o telefone, pegou seu casaco e a bolsa saindo como um furacão pelo saguão do distrito. Esposito tentou para-la.

- Yo, Beckett eu queria ...

- Agora não, Espo. Estou atrasada para uma reunião na central.

- Ok... – deixou o amigo no vácuo, virando-se para Tory – o que deu nela?

Castle estava em seu escritório esperando pela chegada de sua esposa. Desde que desligara o telefone, ele dedicara um tempo para pensar no que acabara de ocorrer. Kate era uma mulher corajosa, destemida. Ser frágil não é algo que combina com sua capitã, porém o rápido momento de nervosismo e insegurança era compreensível. Ela já sofrera com a perda e toda a saga que envolvera a mãe. Isso a mudara. Talvez, esse seja o ponto fraco de Beckett. Ela não consegue imaginar como reagiria se alguém que ama estivesse correndo perigo e se houvesse qualquer possibilidade de perder alguém e tivesse que passar por todo aquele sofrimento novamente. Então, sua reação era aceitável.

É claro que ele não acreditava que algo ruim estava acontecendo com Jim. Provavelmente, ele queria a ajuda da filha em algo. No fim, ela ficaria aliviada e detestaria que Castle a lembrasse do quanto pilhada ela ficara antes, mas ele usaria isso para demonstrar que sentir-se vulnerável, de vez em quando, era totalmente natural.

Quando ela abriu as portas de seu escritório, ele sorriu. Sabia exatamente qual era seu papel ali. Mantê-la calma e resolver essa situação de uma vez.

- Você foi rápida.   

- O assunto pede rapidez – ela sentou-se na cadeira de frente para ele.

- Kate, tenho certeza que não será nada. Você irá ligar para o seu pai e depois que conversar, vamos rir da maneira como se preocupou por uma bobagem. Vamos, pegue seu celular e ligue de volta. Está na hora de resolver logo isso.

- Está bem – ela selecionou o nome do pai e aguardou. Após o quarto toque, a voz de Jim surgiu – hey, pai. Sou eu. O que aconteceu? Você está bem? Está sentindo alguma coisa? É a sua saúde?

- Kate, minha saúde está ótima. Não estou em um hospital se é isso que está insinuando. Não aconteceu nada, ainda.

- Pai, você me assustou com essa mensagem. Você por acaso... pai, esse assunto importante tem a ver com a mamãe? Encontrou alguma coisa estranha?

- Não, filha. A razão porque mandei aquela mensagem para você é porque quero que se prepare psicologicamente para o que irei dizer. Sua tia Teresa está vindo nos visitar.

- O que? – pelo semblante de Kate, Castle julgou que era algo complicado que ela não esperava.

- Sim, Katie. E essa não é toda a notícia. Ela quer ficar no seu apartamento, não o antigo. Estou falando do loft.

- Por que? – agora ela parecia angustiada para Castle. Que diachos estava acontecendo? – Sério, pai, por que?

- No fundo, você sabe. Conhece o jeito de sua tia. Ela não deixaria essa oportunidade passar.

- Quando?

- Sábado.

- Sábado? Esse sábado?  

- Sim, tenho que pegá-la no aeroporto as 14 horas. Terei que levá-la direto para o loft. Entendeu porque era importante, Katie? Preciso que se prepare, e Castle. Nem preciso dizer que ela espera um jantar com todos a noite.

- Oh, Deus! Pai, eu não sei se consigo!

- Terá que conseguir, Katie. Você sabe que quando sua tia toma uma decisão, ela não ouve mais ninguém. Mantenha a calma e com sorte esses dez dias passarão voando.

- O que? Dez dias? É tempo suficiente para eu cometer um homicídio!

- Relaxe, filha. Talvez não seja tão ruim. Já pensou que sua tia pode gostar de Martha? Isso nos pouparia muito trabalho.

- Deus te ouça, pai.

- Cuide-se, Katie – ela desligou o telefone e baixou a cabeça em seu colo por uns instantes.

- Então, acertei. Ele tem um caso complicado, quer sua ajuda só que o tempo está correndo contra vocês. E tudo indica que vocês estão com medo de não conseguir resolver e a vida de um bom homem pode estar em perigo. Viu? Decifrei toda a sua conversa com o Jim. Nossa! Eu sou um excelente PI – ele sorria para Kate que finalmente ergueu o rosto. - Hum... você não parece muito satisfeita. Tão mau assim? Pena de morte?

- Castle, se o que você disse fosse verdade eu estaria dando pulos de alegria. A situação é bem pior. E não tem nada a ver com justiça. Minha tia Teresa está vindo para Nova York.

- Ah, finalmente vou conhecer a famosa tia Teresa. Isso é uma ótima notícia! Não? – ao ver o jeito como Beckett arregalou os olhos.   

- Essa é a pior notícia que eu podia receber! Não, a visita da tia Teresa é uma péssima notícia. Você não a conhece. Não é somente o fato dela estar vindo para Nova York, ela quer ficar no loft conosco. Isso é um pesadelo!

- Ah, que isso, Beckett. Ela é sua tia, não pode ser tão ruim.

- Não, ruim nem começa a descreve-la.

- Você fez questão de convida-la para o nosso casamento, achei que você gostasse dela. É sua única tia, não?

- Castle, vou lhe dizer quem é a tia Tereza. Ela se acha superior a todos. É viúva. Seu marido morreu de um ataque cardíaco. Era um excelente cirurgião em Los Angeles, onde aliás minha tia mora. Tem uma única filha. Claire, ela mora em Paris há quase dez anos. Para minha tia, ela é modelo. A verdade? Claire faz uns bicos como modelo para lojas e marcas menores. É garçonete em um café, mas não se preocupa com isso. Tudo para ficar longe da mãe com quem ela não aguenta passar nem um dia. Tia Teresa implicava com a minha mãe porque ela acreditava que ela se preocupava mais com os delinquentes que defendia do que em preparar o jantar para o meu pai. O problema é que minha tia nunca cozinhou para o marido. Tem empregados por toda a casa. Típica esposa troféu. Nem sei dizer quantas cirurgias plásticas ela já fez na vida.

- Ouch! De repente, agradeço por não ter mais família. Minha mãe já faz drama demais para uma pessoa só. Sério, Kate, não há nada de bom?

- Não é que ela seja ruim. Quando minha mãe morreu, ela veio de Los Angeles para ficar conosco por uns meses. Sim, ela cuidou de nós, porém sempre tinha algo que não a agradava. Foi embora uma semana antes de eu entrar na academia. O que ela desaprovou. Eu não gosto do jeito dela. Como ela vê o mundo. Ela é implicante. Adora criticar os outros e não olha para o seu próprio umbigo. Por isso estou preocupada com essa visita.

- Por que ela pode ser implicante comigo, conosco?

- Sim, ela não tem limite. Não quero vê-lo chateado, exposto em sua própria casa. Eu sinto muito, Castle, antecipadamente.

- Kate, confie em mim – ele se aproximou dela abraçando-a – vamos lidar com sua tia da melhor maneira possível. Não deixe que ela a atinja.

- Babe, você não tem ideia de como será difícil. Não é um fim de semana, são dez dias!

- Nós enfrentamos bandidos, serial killers. Por que não aguentaríamos sua tia? – dessa vez, Castle realmente não tinha nenhuma ideia do que estava por vir.

Sábado

Kate acordara cedo. Estava preocupada em verificar cada canto da casa para ter certeza que tudo estaria perfeito para a chegada de sua tia. Além disso, ela precisava preparar o jantar. Se apenas encomendasse de algum restaurante, seria a primeira discussão que enfrentaria e provavelmente a tia iria comentar sobre a sua mãe. Kate não queria que isso acontecesse.

Quando Castle chegou na cozinha, encontrou-a temperando um lombo de porco. Havia outras panelas no fogo e algo sobre o balcão que parecia uma massa para algum bolo.
- Bom dia, você levantou cedo? Tem café?  

- Sim. Na cafeteira. Tenho que deixar tudo pronto para a chegada da tia Teresa e para o jantar de logo mais. Você não esqueceu, certo?

- Claro que não, amor. Só não sei porque insiste em cozinhar se podíamos encomendar tudo do Le Cirque.

- E correr o risco dela me insultar ou falar da minha mãe? Não, obrigada. Ainda tenho que bater o bolo e depois lavar meu cabelo, ver vestido. Que horas são?

- Dez da manhã. Você tem tempo. Quer ajuda com alguma coisa?

- Sim, você poderia cortar essas maçãs e coloca-las na agua para não ficarem escuras. O porco está marinando no vinho e depois vou tempera-lo com barbecue antes de colocar no forno. Ah, o abacaxi também. A salada faço mais tarde. Terminando com a carne vou para a sobremesa. Farei uma das receitas de minha mãe. Torta de chocolate com creme de avelã. Só que vou usar nutella.

- Não fale assim, Kate. Não conseguirei resistir até o jantar.

- Nem pense nisso. Tudo tem que estar perfeito para a chegada da tia Teresa porque se nessa condição ela ainda arranja o que criticar imagina se sirvo uma torta já mexida. Ah, quase esqueci. Você pode depois que terminar com o abacaxi escolher o vinho para a noite? Separe pelo menos umas cinco garrafas.

- Espera, tia Teresa não bebe socialmente? Você não está me dizendo que ela é daquelas que acaba com a bebida nas festas, é por isso sua raiva? Por que de certa forma é uma má influência para o seu pai?

- Não, Castle. A quantidade a mais é para mim, por precaução. Acho que precisaremos de muito, muito álcool.

- Ah, então melhor eu me preparar porque isso pode significar um excelente fim de noite para mim.

- Depois do jantar a gente conversa. Tenho certeza que esse seu sorrisinho maroto irá desaparecer na metade da noite. Você pensa que eu estou exagerando? Tudo bem. Veremos.

Kate continuou na cozinha trabalhando para ter tudo encaminhado antes da sua tia chegar. Ficando apenas o porco para ser assado. Também queria se arrumar. Todo detalhe é importante quando se tratava de tia Teresa. Havia outra coisa que incomodava Kate. A reação dela em relação a Martha. Podiam se adorar como podiam se odiar, não dava para prever.

Ela estava saindo do chuveiro quando recebeu uma mensagem de seu pai dizendo que estava a caminho do aeroporto. A chegada estava próxima. Secou o cabelo, colocou uma roupa simples, mas apresentável, maquiagem leve e decidiu procurar Castle. Encontrou-o na frente da televisão jogando com Alexis. Aparentemente, a menina acabara de chegar e deveria ficar a tarde toda por ali.

- Olá, Alexis. Não pensei que fosse te ver por aqui hoje.

- Só dei uma passada rápida, vou sair com as minhas amigas. Papai estava me contando que estão com visitas hoje. Sua tia. Gostaria de conhece-la, sei que não faltará oportunidade. Estou apenas dando uma surra no seu marido – ela fez alguns movimentos com o controle do videogame e rapidamente acertou a nave de Castle, acabando com suas chances - viu? Já era.

- Quero revanche!

- Nada disso, Castle. Meu pai já me avisou que estava a caminho do aeroporto. Acredito que mais meia hora e ele estará por aqui. Quero você apresentável e se passando por um homem sério e responsável, não um adolescente doido por videogame.

- Ouch! Vou relevar porque sei que você está nervosa e disse essas coisas da boca para fora. Você adora o meu jeito moleque e sabe que sou responsável quando tem que ser.

- Boa sorte para vocês, do jeito que a Kate fala, vocês vão precisar – pegou suas coisas e saiu.

- Pelo menos, alguém concorda comigo. Castle, você colocou os vinhos para gelar?

- Já, amor. Não se preocupe. Vai dar tudo certo. Vou conquistar sua tia, você verá. Vou ser a pessoa preferida da vida dela.

- Queria tanto que isso fosse verdade... resta esperar.

Meia hora depois, Kate estava preparando um prato de frios para o caso de sua tia querer degustar com vinho. Era uma simples forma de tentar impressionar sem grandes pompas. A campainha tocou fazendo Kate respirar fundo. Ela se aproximou de Castle e balançou a cabeça sinalizando que ele poderia abrir a porta. Ele obedeceu.

- Olá, Jim. Bom te ver. E você – ele virou-se para Beckett – Kate, tem certeza que essa mulher encantadora é sua tia? Ela parece ser tão jovem! Rick Castle, é um prazer recebe-la em minha casa, Teresa. Posso chama-la de Teresa, não? – ele estendeu a mão pegando a da mulher levando-a aos lábios.

- Um galanteador... parece que temos um bom anfitrião, Jim. Espero que Kate tenha aprendido algo com ele. E sim, pode me chamar de Teresa – Kate precisou de todas as forças para não revirar os olhos ao ouvir a primeira alfinetada da tia.

- Por favor, entre...

- Olá, tia. É um prazer revê-la – Kate aproximou-se dando-lhe um beijo na bochecha – vamos entrando – ela deu espaço enquanto abraçava o pai, sussurrando – como vou sobreviver dez dias? Ela já me atacou em menos de um minuto, pai.

- Paciência, Kate. Se Rick cair nas graças dela, você está salva.

Eles se juntaram aos demais. Tia Teresa estava devidamente acomodada no sofá e Kate notou que Castle já providenciava as bebidas. Ela foi até a cozinha para pegar os frios. Colocou-os na mesinha de centro. Sentou-se ao lado da tia deixando propositalmente um espaço entre elas e um lugar vago do seu outro lado para que Castle sentasse ali caso precisasse de apoio e de alguém para segurar sua mão.

- Aqui está. Vinho branco, Sauvignon Blanc para os aperitivos. Esse é de uma vinícola muito famosa perto de Nice na França. Um dos meus preferidos, sempre tenho na minha adega – entregou a taça para a convidada, outra para Kate. Retornou em questão de segundos trazendo um suco de laranja para Jim e sua própria taça – aqui, Jim e vamos brindar, não? A nossa saúde e que seu período em Nova York seja bastante proveitoso, Teresa.

- Obrigada, Rick. Então, acredito que serão dez dias muito interessantes. Faz pelo menos dez anos que não venho a Manhattan. Estive aqui logo que Johanna faleceu e retornei para visitar meu irmão e minha sobrinha cinco anos depois. Sabe, era uma mulher muito ocupada em Los Angeles. Meu marido, Deus o tenha, era um cirurgião maravilhoso. Um dos melhores da cidade. Sempre tínhamos nossas agendas cheias de compromissos e quando Robert adoeceu, começou a se queixar de dores constantes no coração, eu tive que me dedicar a cuidar dele. Três anos e parece que foi ontem.

- Eu sinto muito. Deve ter sido bem difícil. Perder um ente querido é algo que nos marca, mexe com o nosso lado mais humano em diferentes sentidos.

- Esse vinho é bom, mas eu já provei melhores na França – Castle ergueu a sobrancelha, mas nada disse – então, Jim me contou que você é escritor. Isso dá dinheiro? Quer dizer, você tem um apartamento razoável, confesso que esperava bem mais das acomodações afinal pelo que Jim falava imaginei que morasse de frente para o Central Park. Sabe, as vezes acho melhor que Johanna não esteja aqui. O que ela ia pensar da filha? Policial em vez de juíza como ela sonhava e podendo casar com um médico bem-sucedido, casa com um cara que passa o dia em casa na frente do computador e se intitula escritor – Castle estava tentando se controlar, Kate percebeu que ele estava vermelho.

- Tia, Castle é um escritor de best-sellers. Seus livros todos ficaram na lista dos mais vendidos do New York Times. E caso não tenha percebido, ele é milionário. Tenho certeza que minha mãe o teria adorado – ela sorriu para Castle, pegou a mão dele na sua e levou aos lábios propositalmente para mostrar o anel com o enorme brilhante e a pulseira cheia de pequenos diamantes, ambos presentes de Castle. Ela percebeu o olho da tia para si.

- Você está me dizendo que isso aí não é bijuteria?

- Não, jóia de verdade. Esse foi meu anel de noivado que nunca tiro do dedo e ganhei a pulseira de dia dos namorados. Nosso primeiro – viu a tia entortar a boca – Castle, você pode me ajudar a esquentar o jantar?

- Você vai fazer isso com seu marido? Isso é função da esposa. Continua com esse seu lado independente e moderno, não Kate? Essas mulheres de hoje, por isso que esses casamentos não duram! Rick, vai ficar aqui comigo. Quero conversar com ele.

- Tudo bem. Aviso assim que tudo estiver na mesa – Kate saiu andando, mas pode escutar a pergunta da tia.

- Ela sabe mesmo onde estão as coisas na cozinha? Johanna era uma ótima pessoa, porém dava liberdade demais a menina. Devia ter ensinado todas as prendas que uma jovem deve saber.

- Kate cozinha muito bem quando tem tempo. Ela me surpreendeu várias vezes. Acredito que vá surpreender você também. E para sua informação, gosto de mulheres modernas e independentes. Com sua própria profissão.

- Acho difícil de acreditar, mas veremos. Então, lista dos mais vendidos. Já li algum deles?

- Se gostar de mistérios... 

- Assassinatos? Não! Detesto violência e esses livros são muito sem graça. Gosto de romances. Como Cinquenta tons de cinza, apesar de ser contra o sadomasoquismo. Não se trata uma mulher assim.

- Deveria ler a série Heat. Foi por causa dela que me apaixonei por Kate. Ou melhor, ela foi minha inspiração para escrever a série.

- Kate? Sua inspiração?

- Ela é minha musa.

- Meu Deus! O que as pessoas andam lendo? – Castle abriu a boca para contestar, obviamente tia Teresa acabara de falar mal de seu livro sem ao menos ler. Pior ainda o menosprezara como escritor. Felizmente, Kate aparecera nesse instante avisando que o jantar estava servido. Contrariado, ele os acompanhou resmungando ao lado de Kate.

- Sua tia acabou de me insultar. Ela me comparou com aquele projeto de escritora de 50 tons! – ele sussurrou indignado – pior, na comparação, eu perdi - Ela mordeu os lábios e apertou a mão dele.

- Desculpe, babe, mas esse é apenas o começo. Acredite.

- Você que cozinhou, Kate?

- Sim, é um cardápio simples. Uma salada de entrada com molho de iogurte e nozes, lombo de porco assado ao molho barbecue com abacaxi, também tem um molho adicional picante e um purê de maçãs para acompanhar além de biscuits e espigas de milho assada. Um jantar tipicamente sulista.

- E para acompanhar, um vinho tinto Merlot sem toque amadeirado. Esse é da Califórnia – disse Castle já servindo a bebida nas taças.

- E eu achando que ia comer um jantar no estilo francês. Imagino que você não saiba fazer filet.

- Ah, aí você se engana. Kate faz um filet ao molho de cogumelos simplesmente divino. Na verdade, eu que pedi para que ela fizesse porco. Estava desejando comer o molho com os biscuits. Ela gosta de satisfazer alguns desejos do marido.

- Pelo menos isso.

- Por favor, um brinde ao encontro de família, espero que haja outros como esse no futuro – Castle olhou para Kate no momento que ela o chutara na canela.

- Uma pena essa mesa não estar completa. Esperava ver Martha – disse Jim – e quanto a sua filha? Está na faculdade?

- Alexis saiu com os amigos. Último fim de semana antes que a semana de provas comece na faculdade. E mamãe, definitivamente não sei onde ela está. Agora que não mora mais aqui dedica-se a sua escola praticamente em tempo integral e com o novo musical...

- Ouvi falar, estou curioso para assistir.

- Ela vai adorar conversar sobre esse assunto com você, Jim. Conhece minha mãe, adora ser a diva.

- Escutei alguém chamando a diva? – Martha apareceu do nada na sala – oh! Não sabia que tinham companhia. Eu pensei em dar uma passada para ver meu filhote e minha maravilhosa nora e encontro uma espécie de festa?

- Mãe, pensei que estivesse ocupada com o teatro, tem espetáculo hoje da escola, não?

- Não, Richard. Estamos em recesso por duas semanas devido aos meus compromissos com a Broadway.

- Oh, Martha! Eu não sabia, achei que Castle tinha a informação correta sobre sua agenda, senão eu mesma teria ligado para lhe convidar. É uma espécie de reunião familiar. Minha tia veio nos visitar – Kate se levantou pegou a sogra pela mão depois de um beijo e um abraço e a colocou de frente para a tia – Martha Rogers conheça tia Teresa, irmã de papai.

-É um prazer conhece-la – Martha estendeu a mão para cumprimenta-la e ia inclinando o corpo quando percebeu claramente que Teresa não ia querer contato direto. Ela recuou. Para não deixar o momento ficar mais estranho, Jim tomou a frente da situação.

- Sim, Martha, estávamos comentando sobre seu musical. Venha sente-se ao meu lado. Estamos no meio do jantar ainda, o que por sinal, está delicioso Katie. Você tem o tempero da sua mãe.

- Fiquei mais curiosa para provar – disse Martha servindo-se do porco e do purê. Assim que provou, deu seu parecer – tem razão, Jim. Está muito bom, bem temperado, não tão picante, hum... e esse purê! Tem mais alguma coisa nele, não? Tem um gosto diferente.

- Coloquei um pouco de canela e pimenta preta. Se quiser mais picante, tem esse molho a parte não quis exagerar porque nem todo mundo aprecia a ardência, mas o porco pede isso.

- Concordo, muito bem executado, Katherine!

- Eu tenho que discordar. Para mim está bastante apimentado. E não gosto de misturar doce e salgado. Johanna também tinha essa mania.

- É uma pena que você não goste de comida agridoce, Teresa. Os melhores pratos da cozinha tem essa mistura. Pato ao molho de laranja, por exemplo, um clássico – disse Martha – sem falar nos pratos picantes como os mexicanos. Um burrito com bastante chipotle é algo extremamente saboroso.

- Eu não como essas comidas simples e gordurosas. Sou uma pessoa saudável e elegante. Divas não costumam comer fast food – retrucou claramente alfinetando Martha.

- Ah! Mas eu sou uma diva da vida, sei o que é estar por baixo e por cima como a maioria dos atores nesse país. E um burrito ou uma quesadilla pode ser bem elegante se você comer uma versão preparada por um chef famoso mexicano como Enrique Olvera do Cosme. Uma pena que não goste, podia leva-la até lá. Um ótimo restaurante, bem chique no Flatiron District.

- Então, é por isso que seu filho virou escritor. A veia “artística” da família. Só falta me dizer que o pai dele é um diretor.  

- Não, o lado fabuloso da arte que ele herdou deve-se a mim unicamente – Martha definitivamente não estava gostando da maneira como a conversa estava se desenvolvendo – falando nisso, você estava me perguntando sobre o musical, Jim – ela ignorou a convidada para evitar maiores problemas o que Kate agradeceu silenciosamente a sogra depois de trocarem um olhar – posso leva-lo até o teatro, se quiser assistir uma parte do ensaio, tenho certeza que meu diretor não se importará. Rob é um amor!

- O convite é tentador.

- Ah, sim. Adoraria assistir também, Martha – disse Kate – uma pena que tenha que trabalhar tanto.

- Ah, Katherine. Você é a capitã daquele distrito tenho certeza que arranja um tempo livre. Quando tiver basta me ligar e terei prazer em recebe-la. Jim, se quiser podemos ir amanhã até lá. Domingo no ensaio da matinê. Depois podemos comer algo.

- Eu adoraria – sentindo que a irmã estava meio deslocada, ele tentou – tem certeza que não quer vir conosco, Teresa? É uma chance única de conhecer os bastidores da Broadway. Nem todos têm essa sorte.

Kate estava torcendo para que a tia aceitasse o convite, mesmo não sendo o ideal para Martha, mas tê-la longe de casa no domingo ia ser perfeito já que era o único dia que ela teria para ficar com Castle. Surpreendentemente, ela aceitou.

- Não é bem o meu tipo de programa, mas vindo da cidade do cinema talvez seja interessante ver do que esse pessoal do teatro tanto fala.

- Que ótimo! Aposto que mamãe pode mostrar muitos lugares interessantes de Nova York para você – ele estava ciente pela olhada que levou que iria escutar depois.

- Castle, você me ajuda a recolher os pratos enquanto trago a sobremesa?

- Claro – quando estavam sozinhos na cozinha, ela suspirou fundo. Sabia que ia escutar sobre a sobremesa também. Era o jantar mais difícil que já experimentara e olha que o primeiro jantar de família com seu pai e Martha não foi fácil! – como você está?

- Como você acha, Castle? Além de irritada, estou morrendo de vergonha por causa da sua mãe. Acabamos de mete-la numa roubada. Eu só quero que esse jantar termine logo – virou o resto do vinho em seu copo e tomou num gole só – eu avisei que não seria fácil.

- Ah, Kate. Não é tão mal. Sim, sua tia é daquelas nariz empinado, se acha melhor que os outros, mas as vezes precisamos relevar.

- Castle, confie em mim, você não viu nem a metade do que é a tia Teresa. Logo vai estar implorando para que eu a faça desaparecer. Vamos, porque agora é a vez de criticar a sobremesa já que a receita é da minha mãe. E estou preocupada com o meu pai de mediador com aquelas duas.

Eles voltaram para a sala. Encontraram os três sentados no sofá discutindo sobre as diferenças de suas cidades. Martha, obviamente, defendia Manhattan com unhas e dentes.

- Manhattan é clássica! Além do mais, a cidade não me abandonou quando fiquei mais experiente. Diferente de Los Angeles que foca os seus holofotes apenas na turminha nova. Perdem muitos talentos.

- Los Angeles é uma cidade que prega saúde, pessoas bem jovens, atraentes, glamorosas. Aqui todos só pensam em correr para ganhar dinheiro, pressa e estresse definem esse lugar.

- Tudo bem, distintas senhoras. Que tal esquecer um pouco essa discussão e nos concentrarmos na sobremesa? Kate fez uma torta maravilhosa de chocolate e avelã. Tenho um ótimo licor para acompanhar depois o nosso café e se ainda quiserem vinho...

- Eu aceito mais vinho – disse Martha – aposto que Katherine também, não?

- Com certeza.

Eles comeram a sobremesa e obviamente a tia reclamou que era doce demais, porem gostou do café e do licor. Martha decidiu conversar um pouco mais com Jim quando Teresa mencionou que gostaria de se recolher, pois estava cansada do dia e da viagem. Castle, como um cavalheiro, a levou até seu quarto que era do lado de Alexis. Também assegurou que não precisava se preocupar porque sua filha era uma jovem bastante responsável e quieta.

Claro que ouviu reclamações sobre o colchão e a temperatura do quarto que Castle prontamente ajudou-a a resolver. Desejando uma boa noite de sono, ele a deixou descendo as escadas. Reparou que Jim já estava de pé despedindo-se de sua mãe e de Kate.

- Ah, Rick... eu quero me desculpar por minha irmã com antecedência. Nem sei o que dizer das besteiras que ela falou. Teresa é uma pessoa muito complicada de se conviver e o que posso fazer? Ela queria conhecer o marido de Katie. Mesmo que seja para torcer o nariz depois. Se quer minha opinião, acho que ela ficou um pouco impressionada com sua vida e a relação de vocês dois.

- Não sei, pai. Da tia Teresa eu espero tudo. Serão longos dez dias...

- Dez dias? – Martha estava espantada – boa sorte para você, kiddo. Ainda bem que não moro mais aqui. Espero que ela não me cause problemas amanhã.

- Martha, se preferir podemos cancelar e...

- De jeito nenhum! Não é justo com você, Jim. E acho que esses dois precisarão de um tempo sozinhos para lidar com tudo isso. Vamos andando?

- Vamos. Boa noite e me desculpem mais uma vez.

Quando eles estavam finalmente sozinhos, Kate jogou-se nos braços de Castle como alguém que desesperadamente precisa de um colo. Com o rosto escondido no peito dele, ela inalava o cheiro do perfume masculino e do próprio corpo dele como se fosse um bálsamo.

- Isso foi um pesadelo. E só estamos falando do primeiro dia. Sinto muito, Castle. Eu queria poder evitar toda essa perturbação na nossa casa... você viu como ela me criticou o jantar inteiro?

- Eu sei, amor. Não fique pensando nisso agora, acredito que ambos precisamos de mais uma taça de vinho e uma noite de descanso. Amanhã damos um jeito na cozinha, vamos para o quarto.

- Não, deixe-me ao menos levar isso até a pia. Não quero ouvir sermão logo pela manhã.

- Tudo bem, eu te ajudo – certificando-se que tudo estava em ordem, eles seguiram para o quarto. Kate estava exausta não pelo trabalho de preparar o jantar e sim devido a todo o estresse que passara em poucas horas. Castle percebeu isso ao acariciar sua nuca. Imediatamente, ele se colocou por trás dela na cama e começou a fazer uma massagem para que ela relaxasse. Soube que isso acontecia ao ouvir os primeiros gemidos aliviados de Kate.

- Isso é bom. Estava precisando... – Castle inclinou-se virando o rosto dela para si e beijando-a – disso também... bem melhor, posso ganhar mais beijo? – a resposta foi em ação, em poucos segundos Kate livrara-se da roupa que vestia e já estava sentada em seu colo – tudo que preciso hoje é carinho e colo. Teremos dias difíceis pela frente, babe. Você não faz ideia.


- Talvez, mas não estou disposto a deixar tia Teresa me derrubar. Enquanto isso não acontece, eu tenho coisas bem mais interessantes para fazer... – os lábios perderam-se nas curvas do pescoço de Kate, se ela soubesse o que estava por vir, teria feito esse momento durar bem mais. 

Continua...

4 comentários:

Rosy disse...

Amei Karen!! Essa tia Tereza!

Géssica Nascimento disse...

Eles tem "quarto do pânico"? Não??
É bom providenciar, pra ontem!!

Rosy disse...

Com certeza Géssica!

rita disse...

Muito bom Karen!! Adorei!! Gosto de tudo que você escreve. Abraços.