domingo, 21 de fevereiro de 2016

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.64


Nota da Autora: Sim, eles estão de volta. E aparentemente as complicações não param de querer aparecer na vida de nosso casal. O que só gera material para para a história. Mais de dois anos escrevendo essa fic e parece não ter fim! (Não se iludam, ela terá). Sem falar nas personagens que ganham vida e importância como criar um novo shipper. Obrigada de coração por acompanharem e me apoiarem... divirtam-se! 



Cap.64


- Meu Deus! – ela deixou o quarto e sentou-se no sofá da sala precisava se recuperar do choque. Gigi fora atrás. Sentou-se de frente para a irmã – como isso foi acontecer? E logo com o irmão de Nathan? Que loucura! Como pode fazer isso, Gigi?

- Hey, se acalme! Desde quando é proibido? Jeff é um homem como qualquer outro, ele só tem a coincidência de ser da mesma família do seu marido. Isso não é um crime. Não quero que fique me julgando ou me olhando como se tivesse cometendo um pecado mortal. Já fiz isso, acredite. Ou você acha que não me xinguei até a décima geração quando dormimos juntos a primeira vez? Eu já fiz todo o trabalho de prós e contras, loucura e autopunição que podia. 

- Essa não é a primeira vez... – Stana tentava digerir o caminhão que passara sobre ela naquele instante - Como aconteceu?

- Depois que eu conheci Jeff naquele jantar, trocamos telefone. Então, um belo dia ele me liga dizendo que estava na cidade e com vontade de tomar um café e comer um cheesecake. Perguntou se não queria tomar um café com ele. Eu aceitei, não vi nada demais, somos praticamente parentes. O encontro foi bom, conversamos bastante, descobrimos interesses comuns além dos nossos irmãos e ao final ele me comentou que gostara muito. Disse que da próxima vez que viesse a LA, iríamos jantar. Duas semanas depois, ele retornou e me ligou. Queria me levar a um restaurante de frutos do mar. Talvez esse tenha sido nosso primeiro encontro, apesar de não ter acontecido nada entre nós. Eu mencionei que tinha descoberto um novo restaurante mexicano e gostaria de experimentar. Jeff sugeriu que fosse a nossa próxima parada.

- Por isso você falou aquilo no natal...

- Sim, ele retornou a Los Angeles e me convidou para irmos ao restaurante mexicano. Eu exagerei na tequila e acabei dormindo com ele. O álcool tem boa parte da culpa na escolha e a ressaca ficou pior quando me peguei pensando no quanto isso era errado. Quer dizer, no mínimo estranho. Eu dormira com o irmão do meu cunhado. Não sei dizer quantas vezes me xinguei pela besteira, cheguei a considerar um deslize. Na minha mente, não ia acontecer novamente. Então, naquela noite Jeff bate a minha porta. Novamente me convida para sair. Eu digo que não, melhor não repetirmos a dose, que a noite foi um erro, porém ele insistiu que o ocorrido não nos impediria de sermos bons amigos, afinal éramos parentes e tínhamos um segredo a zelar. Acabei saindo e dormi de novo com ele. Na verdade, quando você veio me pegar, ele tinha saído fazia meia hora daqui.

- Há quanto tempo ele está aqui? Quero dizer, em Los Angeles?

- Quatro dias.

- Você está me dizendo que ele chegou no dia que vocês saíram para o tal restaurante mexicano? – Gigi assentiu – Nathan vai ficar muito decepcionado se souber que ele estava aqui esse tempo todo e sequer ligou para o irmão. Afinal, o que está acontecendo com vocês?

- Estamos nos conhecendo. Ele é divertido, tem um charme e um jeito especial de falar e conduzir as coisas. Não sei o que vai acontecer, quero apenas curtir o momento. Olha, sis, eu realmente tentei não continuar com isso, pensei no quanto era errado, na situação com Nathan, mas ele insistiu, conversou e quando vi estava transando de novo com ele. Como acha que será a reação de Nathan?

- Espero que seja bem melhor que a minha, para seu próprio bem. Ainda estou zonza – nesse momento, Jeff aparece enrolado em um roupão, o sorriso amarelo demonstrava a culpa pelo ato.

- Hey, cunhada. O que você faz aqui? – com todo o susto, ela havia esquecido o real motivo de sua visita.

- Primeiro, acho que você deveria ligar para o seu irmão. Não conte a novidade pelo telefone.

- Tudo bem. Olha, Stana quero que saiba não foi nada planejado. Realmente só estava querendo conhecer a Gigi melhor. Ela era parte da família e dividimos o fato de saber do relacionamento de vocês. Só que a medida que a conhecia, eu gostei dela. Não apenas como um membro da família.

- Gostou muito rápido, não? É assim que você conhece os novos membros da família?

- Stana! – Gigi ralhou com ela.

- Você tem todos os motivos do mundo para estar com raiva. É algo grande para se digerir, deve estar se sentindo traída. Acredite, essa nunca foi a intenção. Quando aconteceu fiquei um pouco receoso, na verdade, entrei em pânico pensando no que tinha feito. Só que mesmo a princípio considerando errado, eu não queria me afastar. Pelo bem do relacionamento de vocês, então eu tentei novamente. Sua irmã quase não cedeu, uma coisa levou a outra e aqui estamos. Estou sendo sincero ao dizer que parece estranho, mas não me arrependo.

- Desculpe, Jeff. Não quis ser rude, é muito para processar. Especialmente agora. Estou aqui porque temos um grande problema pela frente, Gigi. A mamãe ligou para você?

- Não. Pelo menos não até o momento que chequei meu celular – Gigi foi até o quarto buscar o aparelho deixando Stana sozinha com Jeff, havia um momento estranho no ar.

- Quanto exatamente você viu? Não pareceu surpresa em me ver.

- Porque já tinha visto até demais. Suas costas nuas é algo compreensível para você? Costas completas, se me entende. Vi o seu... traseiro – ela estava vermelha.

- Oh, certo – ele falou sem graça - Acho que estamos quites então.

- Por favor, que isso não se repita – Gigi voltou para a sala mexendo no celular.

- Ela realmente me ligou. Está acontecendo algo? Alguém está doente?

- Gigi, mamãe ligou para o Marko dizendo que virá para LA passar um tempo conosco. Você sabe o que isso significa, não? Eu terei que voltar a morar com você aqui porque certamente ela vai querer ficar conosco. Nada me tira da cabeça que essa vinda dela é para nos espionar. Ela ficou muito desconfiada no natal. Só que ainda não ligou para mim. Acho que quer usar você para chegar ao meu segredo.

- Como assim sua mãe desconfia?

- Ela está pressionando Stana desde o natal, fala de namorado, filhos. Depois me perguntou se sabia porque a minha irmã estava tão feliz em voltar para Los Angeles. Ela estava pescando, na sua mente, Stana tem um namorado secreto. Eu me excedi com ela, o que só confirmou o caso. Isso é mal. Ela vem com faro de detetive e mamãe quando põe algo na cabeça... Temos um problema, sis. Como vai fazer com Nathan?

- Conversei com ele. Não terei outra alternativa senão acampar aqui e ficar longe dele por duas semanas.

- Espera – Jeff se pronunciara pela primeira vez – talvez não seja um problema. Você já pensou em abrir o jogo para sua mãe, Stana? Talvez seja a melhor saída. Como mãe, ela pode entender e não irá sair por aí fazendo fofoca.

- Você não é a primeira pessoa a me dizer isso. Não sei o que pensar a respeito. Isso tudo me pegou de surpresa.

- É uma possibilidade, mas a decisão é inteiramente sua – disse Gigi. Levantando-se do sofá, ela resolveu que era melhor voltar para casa.

- Já vou. Muita informação para um dia só – Gigi alcança a mão dela forçando-a a encara-la.

- Estamos bem, sis? Essa situação... – Gigi olhou para Jeff e depois voltou a encarar a irmã.

- Estamos. Eu só preciso me acostumar com tudo isso, o significado, sabe? É um pouco demais.

- Stana, você acha que pode evitar de mencionar isso em detalhes para o Nathan? Todos os detalhes? É meio embaraçoso...

- Agora você sabe como me senti – ela suspirou – tudo bem, vou ser discreta. Falo com você depois e Jeff, ligue para o seu irmão – com uma certa pressa, ela saiu pela porta.

Na verdade, não estava tudo bem. Era muito estranho, quase bizarro. Em outros tempos quando estava no ensino médio, ela fizera isso com uma amiga, sair com dois irmãos em um encontro duplo, chegou a namorar por seis meses. Mas isso era diferente. Nathan era seu marido, tinham um segredo a esconder e Gigi, como isso foi acontecer? Ela dirigia pensativa de volta para casa. Não sabia como contaria para Nathan. Entrou em casa relutante, ele logo notou a presença dela.

- Hey, amor. Estava pensando, quer que eu faça o jantar hoje ou pediremos algo para comer? – ele estava entretido olhando a geladeira – como foi a conversa com Gigi? – somente ai se virou para fita-la, logo soube que algo estava errado – o que foi? Sua mãe pressionou Gigi e ela acabou contando sobre nós? Stana, você está bem? Está pálida – ele foi até ela obrigando-a a sentar.

- Nate, não tem um jeito fácil de dizer isso... eu, eu fui até minha antiga casa. Gigi, ela não estava sozinha.

- Hum... arrumou um amante! Por isso estava cansada.

- Nathan, não é qualquer pessoa – ela pausou fitando-o com um certo apelo no olhar, era difícil escolher as palavras, procurou ser o mais direta possível - É o seu irmão. Gigi e Jeff estão juntos.

- O que? Jeff não está em Los Angeles – mas o olhar da esposa era claro – Gigi e Jeff?

- Eu sei. Eu descobri da pior maneira e não poderia ter acontecido em pior momento. Nosso segredo, a suposta visita da minha mãe e agora isso? É estranho, é errado. Ela não podia ter feito isso comigo, conosco. Tanta gente para ela escolher, por que logo o seu irmão? – Stana andava de um lado para o outro gesticulando, nervosa.

Nathan estava calado. Estava digerindo o que ela contara ou ainda não conseguira entender o que acontecera? Ela buscou as mãos dele procurando dar um pouco de conforto ao esposo, a notícia também não era nada fácil para ele.

- Então, eles estão juntos. Pra valer? Tequila. Eles foram ao tal restaurante e uma coisa levou a outra...

- É, foi como aconteceu. Não sei se será algo sério, mas de qualquer forma, não era para ter acontecido.

- Por que não, Stana? O que há de errado com meu irmão? Eles pareciam bem, certo?

- Não dava para saber devido as circunstancias do nosso encontro – o jeito como ela o olhava dizia tudo, foram flagrados como acontecera com eles – a quem estou enganando, eles estão bem. Nathan, você acha isso certo? Não está chateado com essa situação?

- Amor, por que estaria chateado? Sua irmã é uma pessoa maravilhosa, eu a adoro e meu irmão... ele é tudo para mim, a segunda pessoa mais importante na minha vida depois de você. Se ele e Gigi se dão bem, estão curtindo, eu acho isso ótimo. Eles também merecem ser felizes – Stana baixou a cabeça, suspirou e passou a mão nos cabelos antes de tornar a fita-lo – Stana... o que há de errado com meu irmão?

- Você deve estar me achando uma egoísta idiota... foi um susto muito grande. É uma daquelas coisas que você nunca espera.

- Pode ser estranho a princípio, não nego, especialmente nas condições que você os encontrou. Imagino que estavam nus?

- Não totalmente. Parecia um deja vu ao contrário.

- E não lhe considero egoísta, sei que quer a alegria da sua irmã somente está um pouco em choque com a descoberta. Você está pensando na complicação, da dificuldade devido ao nosso segredo, mas está esquecendo de algo importante. Da mesma forma que eles estão do nosso lado nos ajudando a ter nossa felicidade, eles merecem algo bom da vida. Se for apenas diversão, tudo bem. Se evoluir para algo sério, não ficaria nem um pouco chateado de ver Jeff com alguém como Gigi.

Ela abraçou-o descansando a cabeça no peito dele.

- Você não existe, eu estava preocupada achando que você ia ficar com raiva e do jeito que o Jeff disse para ir devagar ao contar para você... eu sei que sou uma boa pessoa, mas você? Babe, você tem um jeito todo especial de lidar com as pessoas. Consegue lê-las, compreende-las. Enxergar além do obvio. Eu me acho um bicho do mato na sua frente.

- Você é um bichinho do mato, vive se escondendo em países distantes, se infiltra no lado bucólico da vida. Mas eu não me importo, adoro meu bichinho – ele a beijou.

- Acha que podemos chama-los aqui em casa para jantar e entender o que aconteceu e como?

- Olha só, você está curiosa. O sangue Fillion deve ter algo mágico que atraem as Katics. É uma boa ideia, mas antes preciso ter uma conversinha séria com meu irmão.

- Pensei que estava tudo bem...

- Quanto ao relacionamento, sem dúvida. O que não aceito é o fato de ter vindo a Los Angeles e sequer ter me dado um telefonema. Isso não posso perdoar fácil. Mesmo que ele tenha uma boa explicação para isso que nesse caso é Gigi. Não justifica.

- Eu disse para ele te ligar...

- Aparentemente, ele não te obedeceu. Eu volto logo. Pode cortar aqueles temperos para eu cozinhar nosso jantar? 

Nathan falou com o irmão. Claro que não estava com raiva. Deu uma bronca apenas para assusta-lo e tocou no assunto da descoberta de Stana. Sem jeito, Jeff revelou que eles não haviam planejado e que simplesmente aconteceu. O irmão parecia não estar bolado com isso. Sugeriu para que eles viessem amanhã à noite na casa deles para jantarem e conversarem.

- Está tudo bem? – ela perguntou assim que ele surgiu na cozinha.

- Está, amor. Chamei Jeff e Gigi para virem aqui amanhã. Acho que será bom conversar e entender a situação de vez. Além disso, temos que nos planejar para a potencial visita de sua mãe. Alguma notícia?

- Ainda não. Estou achando que ela não vai falar comigo. Fará tudo através da Gigi.

- Sua mãe sabe que vocês sempre se falam, é óbvio que Gigi contaria para você.

- É mais fácil ela exercer a pressão na minha irmã. Eu sempre terei a desculpa do trabalho. Só que eu ainda espero receber um telefonema dela. Não vamos pensar nisso agora. Venha cuidar do jantar – os dois permaneceram juntos dividindo os afazeres da cozinha. Após a refeição, Nathan perguntou se ela não gostaria de assistir um pouco de tv na sala de som. Stana concordou, porém disse que precisava trocar de roupa e ficar mais à vontade. Minutos depois, ela bate na porta que estava fechada provavelmente por causa do ar condicionado. Nathan era muito calorento e as vezes ela sofria com isso porque sentia muito frio. Na verdade, era uma ótima desculpa para sempre se aninhar em seus braços. Bate outra vez.

- Hey...

- Quem é? – ele pergunta para implicar com ela. Mal sabia Nathan que Stana estava pronta para a brincadeira.

- Svetlana, sua amante russa sexy – Nathan riu da colocação e abriu a porta. Aparentemente, Stana não brincara quando disse ser Svetlana. Ela vestia uma camisola curta preta e transparente por baixo do roupão. A peça caiu no chão assim que entrou na sala.

- Hum... por acaso está com saudades do seu novo álter ego, amor? – ela envolveu os braços no pescoço dele – foi um episódio bem divertido de filmar, não? O interessante é que nos comportamos bem na época, nem aprontamos durante as gravações. E olha que motivos não faltaram, uma cena na cama, seminus. Por que não tiramos vantagem disso, Staninha?

- Talvez porque nossa vida sexual estava bem agitada e atualizada? Não filmamos esse episódio logo que voltei de Paris?

- Tem razão. Então, você está dizendo que não quer assistir nenhum filme na tv, ou vestiu essa roupa apenas para me provocar?

- Podemos fazer as duas coisas, afinal é final de domingo, amanhã o trabalho começa pesado.

- Sei... isso é uma boa desculpa... – Nathan tomou-a nos braços e beijou-a – vamos resolver esse probleminha, não queremos desperdiçar as últimas horas do domingo – ela a puxou até o sofá da sala deitando-a gentilmente para em seguida tirar sua camisa e as calças juntando-se a ela pressionando-a com o peso de seu corpo. Perderam-se fazendo amor.

Depois do ato, eles permaneceram deitados. A tv mostrava um episódio de um show qualquer. Stana brincava com os pelos parcos do peito dele. De vez em quando inalando seu cheiro delicioso presente ainda na pele mesmo com o esforço do ato. Ele acariciava os cabelos dela.

- Não sente falta de mais momentos para brincarmos e nos desafiarmos no set? Era bom quando Dara estava lá, ela podia facilitar as coisas, escrever cenas. Agora dependemos dos escritores e de um ou outro toque que damos como produtores.

- Chad ainda está lá.

- Não é a mesma coisa, babe. Não tenho liberdade para chegar nele e simplesmente pedir por cenas quentes entre Castle e Beckett. É diferente, mas tudo bem. Nós cuidamos de nossos momentos – ela virou o rosto para beija-lo. Ficou quieta por um instante – Nate, você está bem com essa situação de Jeff e Gigi? Você não comentou nada depois que falou com seu irmão. Tenho que me preocupar?

- Não, claro que não. Confesso que foi algo inesperado, mas acho que fará bem aos dois. A pergunta é você está bem com isso?

- Por mais estranho que seja, sim. Só que eu preciso me acostumar. Você já imaginou o que seria se mamãe descobrisse sobre Gigi antes de nós? Quer dizer com todo esse lance dela ficar cercando a minha irmã, sabe lá o que pode acontecer.

- Hey, não fique remoendo possibilidades. Lidaremos com as coisas do nosso jeito. Estamos a mais de dois anos fazendo nossa relação funcionar. Conseguiremos manter tudo como queremos. O único lado ruim dessa história é que terei que ficar longe de você e não poderei mimar minha sogra.

- Você realmente se acha, não?

- Não fui eu quem falou, foi ela. Sou um bom partido, Staninha. Vem, vamos para cama. Amanhã teremos tempo de sobra para conversar com nossos irmãos e entender qual será nosso próximo passo – nem se deu o trabalho de vestir-se.     

- Nossos irmãos... oh, Deus... ainda lembro da cena... – ao ver Nathan de costas para ela.

- Posso fazer você esquecer rapidinho – ele disse pressionando-a contra a parede próxima a escada. Stana sorveu os lábios dele e as mãos foram direto para o bumbum apertando-o – acho que não vamos dormir afinal – ela subiu as escadas correndo com ele atrás – não adianta fugir, Svetlana!

O dia no set foi agitado como sempre. Eles estavam terminando as filmagens do episódio de número doze em paralelo com o treze. Stana já filmava cenas do quatorze. O trabalho terminaria cedo pelo menos. Nathan contava já estar em casa por volta das oito. Mandou uma mensagem para o irmão confirmando a pequena reunião familiar em sua casa. Pretendia passar no restaurante do Jon e pegar o jantar. Era mexicano, bem sugestivo, porém nada de tequila. Ela saiu primeiro que ele do estúdio e mandou uma mensagem avisando que Gigi confirmara a ida até lá.

Quando Nathan chegou em casa, encontrou Stana sentada no sofá esperando por ele. Ao ver o que ele havia comprado, ela comentou.

- Mexicana, sério?

- Era mais prático, juro que não tem nenhuma alusão ao ocorrido. Pensei que eles já estariam aqui – deu um beijo na esposa, sentindo o seu celular vibrar no bolso – acabaram de chegar. Você pode colocar isso na cozinha? Vou abrir a porta. Eu tirei a chave do esconderijo depois do que aconteceu – ele sorriu.

- Tudo bem – enquanto Stana arrumava os pratos para eles comerem, Nathan recebia o irmão e a cunhada. Gigi parecia um pouco desconfiada, nunca a vira assim. Ele fez questão de perguntar antes mesmo dela falar com a irmã.

- Sua cara não está boa, Gigi. Antes que pense mal de nós, já aviso que ninguém aqui vai dar lição de moral no outro se é isso que está lhe preocupando.

- Nathan, sei que vocês não irão simplesmente brigar conosco, mas do jeito que a minha irmã saiu lá de casa, eu não sei, acho que ela está desapontada comigo.

- Por que estaria? Porque você escolheu curtir a vida, aproveitar uma oportunidade? Ela não está com raiva de você, só precisou de um pouco mais de tempo para digerir a situação. Vamos, coloque um sorriso nesse rosto. Stana não vai dar sermão em você – Gigi sorriu – na verdade, eu nem deixaria ela fazer isso. Não depois de tudo o que você já fez por nós – Gigi dá um beijo estalado na bochecha de Nathan.

- Você é um amor! – abraçou o cunhado dando outro beijo para ouvir a reclamação de Jeff.

- Hey... eu estou bem aqui... – ela olhou para o potencial namorado e sorriu.

- Nada de ciúmes! Ele é seu irmão. Falando nisso... sis! Cadê você, sis?! – e saiu a procura de Stana. Jeff abraçou o irmão.

- Ela é incrível, não? – Nathan reparou a cara de bobo do seu irmão, estava a poucos minutos de se apaixonar por completo.

- É sim, todas as Katics são – eles chegaram na sala e já encontraram as irmãs rindo na cozinha. Aparentemente, a pequena tensão que Gigi apresentava ao chegar já se dissipara. Ao ver Jeff, Stana abriu o sorriso, embora ainda conservador.

- Oi, Jeff. Tudo bem?

- Oi, Stana – ele deu um beijo na bochecha dela. Nathan tratou de servir os convidados de bebida. Hoje ficariam na base da cerveja – está tudo bem. Obrigada pelo convite. Acho que estamos precisando de momentos descontraídos de família, não acha Gigi?

- Com certeza, mas pelo que estava conversando com a sis, teremos tempestade pela frente. Será que podemos comer logo? Conversamos durante o jantar porque estou morta de fome!

- Claro! Sentem-se. Espero que estejam de bem com a cozinha mexicana porque era mais fácil já que não íamos ter tempo de cozinhar – disse Nathan – afinal, o tempero ajudou nessa aproximação de vocês. Juro que não foi proposital.

- Tudo bem, desde que não tenha tequila – disse Gigi. Assim que todos já se serviram, a própria Gigi iniciou a conversa enquanto dava uma mordida em um nacho com guacamole – sei que essa repentina união minha e de Jeff pegou-os desprevenidos. O fato é que não planejamos nada. Aconteceu. No início, quando trocamos telefone era com intuito de nos conhecermos melhor por causa de vocês. Se vamos continuar ajudando a manter o segredo, era natural que nos aproximássemos. Só que Jeff acabou sendo mais que um cara bacana, um amigo que se encontra para uma conversa no bar ou trocar confidências. Eu realmente gostei dele, do jeito como vê a vida, eu não sei explicar... acho que tinha que acontecer. Quer dizer, existe algum hormônio, feromônio, pó mágico nos Fillions?

- Acredito que tanto quanto existe nas Katics – disse Nathan segurando a mão da esposa.   

- Não posso prometer que isso que estamos vivendo vai se tornar um relacionamento. Estamos nos descobrindo, curtindo. Eu expliquei para o Jeff que sou bastante mente aberta e que jamais uma relação será mais importante que a família. Se não der certo, não iremos tornar as coisas difíceis para vocês. Tem minha palavra, sis.

- Sim, Gigi e eu conversamos muito sobre isso. Não considerem a nossa relação como uma ameaça a de vocês e sim um apoio a mais. Stana, eu sei que as vezes que nos encontramos foram um pouco traumáticas, desconfortáveis. Acho que está na hora de mudarmos isso, não?

- Estamos empatados, Jeff. Dois momentos estranhos e dois momentos ótimos quando nos reunimos. Eu voto em desempatarmos esse placar com novos encontros duplos. Desculpe se pareci egoísta ou até antissocial. Você tem que admitir que foi um choque a descoberta, especialmente porque eu sou meio paranoica com o lance do nosso segredo. Eu amo demais seu irmão para arriscar nossa felicidade. Espero que ambos me perdoem por ter agido errado.

- Está perdoada, sis.

- Já até esqueci, Stana.

- Ótimo! Fico feliz que tudo esteja esclarecido e Jeff, veja se cuida bem dessa moça. Ela é especial.

- Pode deixar, bro. Que tal um brinde? – Jeff olhou para as pessoas sentadas ao seu redor, sua nova família – ergam suas garrafas de Corona. Eu digo a família e ao amor.

- Aos bons segredos e as novas descobertas – disse Stana.

- E por que não ao novo casal. O que acha, Staninha? Se Castle os conhecesse provavelmente os chamaria de... deixe-me pensar...ah! Já sei! Um brinde a Stanathan e Giff!

- Nathan! – Stana balançou a cabeça rindo, eles caíram na gargalhada.

- Gostei! Giff! – disse Gigi beijando o novo ficante. Terminaram de comer e Stana levou-os para sala enquanto Nathan trazia o sorvete e o café. Bem acomodados, eles sentaram-se em casal, um de frente para o outro. Então, Stana decidiu que era hora de falar de um assunto mais sério.

- Gigi estava me contando o que a mamãe disse para ela. Dona Rada insiste em vir para Los Angeles ficar conosco duas semanas. Ela queria vir no início de fevereiro. Só que Gigi sabiamente disse a ela que teria que chegar comigo porque se o intuito era passar um tempo com as duas de nada adiantaria se eu estivesse extremamente ocupada. Em resumo, não tem brecha. Teremos que encenar outra vida durante esse tempo.

- E quando seria melhor, Stana? – Jeff perguntou.

- Na verdade, se pudesse escolher? Nenhuma data, mas as coisas não funcionam assim com dona Rada. Eu terei que dizer quando será melhor. Portanto estou pensando no fim de fevereiro, início de março, assim temos tempo para nos preparar e não corremos o risco dela ficar para o seu aniversário, amor. Sei que as gravações estarão bombando, mas podemos usar isso ao nosso favor, afinal imprevistos acontecem.  

- Talvez essa seja a melhor data mesmo. E quanto a você, Jeff? Não vai estar por aqui nesse período, vai? Se estiver, terá que vir aqui para casa – disse Nathan – se eu nem quero pensar em ser pego em maus lençóis, você muito menos. Eu ainda tenho um certo prestigio com a sogrinha – Stana deu uma tapa no ombro dele – hey, não estou falando nenhuma mentira.

- Isso era outra coisa que queria participar a vocês. Eu fui designado para um projeto aqui em Los Angeles, portanto iremos nos ver mais vezes. A ideia inicial era passar uma semana por mês verificando o andamento das atividades, porém quando colocamos na ponta do lápis é mais vantajoso eu morar por aqui durante o andamento do projeto. Estou falando de seis meses. Aconteceria a partir do mês que vem, me mudo oficialmente dia cinco de fevereiro.

- Menos de quinze dias então...

- Sim, estamos acertando a parte de aluguel, despesas, essas coisas.

- É uma ótima notícia para você, Gigi – disse Nathan – também vou gostar de tê-lo por perto.

- É sim. Ele me contou ontem antes de, vocês sabem, estávamos comemorando. Mas, voltando ao assunto da mamãe, como você quer fazer, sis? Não poderá levar todas as suas coisas para a casa antiga. Temos que fingir que é o nosso lar sem sacrificar o seu verdadeiro.

- Talvez se eu levar parte de meus objetos pessoais, uma mala de roupa, será suficiente. Quando menos tempo mamãe tiver para bisbilhotar as coisas, melhor.

- Está pensando em pedir uns dias de folga do Alexi, amor?

- Não está nos meus planos porque isso arruinaria as nossas escapadas. Somente se não houver outra alternativa.

- Mas você sabe que a mamãe vai querer vivenciar o nosso dia a dia, seu objetivo principal é nossa convivência, sua vida amorosa, então prepare-se para jantares, perguntas ou melhor interrogatórios, saiba que irá perguntar do trabalho, de Nathan. O cerco está se fechando, sis. Estava pensando que você deveria considera a ideia de contar a ela sobre sua nova vida. Será que ela não aprovaria? Seria tão ruim assim dividir o momento que está vivendo com ela?

- Sei de tudo isso que você falou, Gigi. Terei que me preparar, mas não será fácil. Quanto a contar, eu não sei, preciso de mais tempo para pensar. Saber pode ser um pretexto para pressionar sobre outros assuntos. E nem pense em dar qualquer bandeira de que também está envolvida com alguém. Já imaginou se ela descobre sobre você e Jeff antes?

- Isso não vai acontecer. Sabemos nos comportar, ao contrário de um certo casal que parece estar sempre com a tal libido a mil.

- Imagina depois dessas duas semanas, hein? – Jeff completou olhando para o irmão. A cara era de alguém que tirava onda. Ele e Gigi simularam um hi-5 e riram.

- Não falem isso. Não somos tarados... – Stana torceu a boca.

- Oh, Staninha... eles têm uma certa razão. Mas que fique claro que não passarei duas semanas sem você. Tudo o que precisamos é bolar um plano – eles conversaram sobre várias possibilidades ainda por mais uma hora. Passava da meia-noite quando se despediram. Stana abraçou o cunhado sorrindo.

- Fiquei feliz com a sua mudança para Los Angeles. Fará bem ao seu irmão, a Gigi e poderemos desempatar esse placar que nos persegue. Curta seu momento, Jeff, tem meu apoio. E obrigada pelo que vem fazendo por todos nós.

- Será um prazer e quanto ao resto, você e meu irmão merecem muito tudo isso.

Mais tarde já deitados, Nathan a abraça e comenta.

- Adorei o que disse para Gigi e para o meu irmão. Aliás, não esperava outra atitude de você, amor. Também adorei a sinceridade de Gigi. Ela estava preocupada com sua reação quando chegou. Viu só? Está tudo dando certo. E quanto a sua mãe, também daremos uma solução para a história. Você vai ver. Boa noite, Staninha.

- Boa noite, Nate.

O resto da semana correu de maneira natural. Muito trabalho, longas horas no estúdio, pouco tempo entre as gravações para passarem algum momento juntos. Nada excepcional parecia acontecer. Na quarta-feira, após ver o trailer de Deadpool, Nathan postou algo sobre sua ansiedade para ver o filme. O comentário não passou desapercebido e lhe rendeu uma ligação de Morena.

- Olá, estranho. Como vão as coisas no mundo dos mistérios policiais?

- Oi, Morena. Continuam agitadas. Que surpresa ouvir sua voz.

- Não necessariamente. Eu vi seu tweet sobre Deadpool. Imaginei que você já tivesse falado com Ryan, mas me surpreendi quando ele disse que não. Tenho um presente para você - a amiga e antiga companheira de série comentou com ele que queria lhe dar dois ingressos para a première do filme. Nathan ficou nas nuvens. Agradeceu muito o gesto de Morena e disse que levaria o irmão consigo.    

- Não seja bobo, Nathan. Se for você e seu irmão, darei mais dois ingressos para que levem alguém, com isso estou me referindo a uma acompanhante, namorada, ficante e afins. Aliás, você está solteiro?

- Não, estou em um relacionamento sério comigo mesmo.

- Que desperdício. Você já foi melhor. Trate de arrumar alguém até lá. Vou mandar os ingressos para a sua casa, tudo bem? A première para imprensa será dia 10 na sala VIP do complexo AMC.

- Ótimo, vejo você lá. Muito obrigado, estou muito empolgado, querida. Um beijo – no momento que desligou o telefone, percebeu que Stana estava a seu lado, não se atentou para o fato que ela estava intrigada por ter ouvido a empolgação de Nathan. Ao vê-la sorriu – você nem sabe o que acabou de acontecer.

- Com quem você estava falando? – o tom era questionador quase de imposição, ele preferiu não dar muita importância.

- Com a Morena. Ela me deu quatro ingressos para a première de Deadpool, o que significa que teremos um encontro duplo. Eu, você, Gigi e Jeff. Não é ótimo?

- Ah, sim, é ótimo – mas Nathan não percebeu o tom de sarcasmo na voz de Stana – estão nos chamando para a próxima cena.

- Tudo bem, eu ligo para Jeff depois. Ele vai surtar – é claro que Stana queria muito ver o filme. Afinal era uma grande fã de Stan Lee e de quadrinhos. O problema remetia-se ao passado. Havia outra razão para ir a essa première, não suportava a ideia de deixar Nathan sozinho em um mesmo lugar onde Morena estava.

Na sexta-feira, foi a vez de Stana receber um telefonema surpresa. Dona Rada finalmente fizera contato.

- Olá, Stana! Estou com saudades da minha filha. Tudo bem com você?

- Tudo bem, mãe. Só um pouco agitado. E o papai, os manos?

- Estão todos bem. Escute, eu falei com Marko e Gigi. Talvez o que eu vá lhe dizer não seja novidade, conhecendo sua irmã, ela provavelmente já lhe contou que estou pretendendo passar duas semanas com vocês no início de fevereiro.

- Ah, mãe. Gigi comentou algo por alto. A senhora disse início de fevereiro? Daqui a dez dias? Mãe, essa é uma época muito ruim. Estamos filmando bastante, saio tarde do estúdio, você não vai aproveitar quase nada comigo.

- Gigi falou que deveria conversar com você sobre as datas, mas já vou avisando, nem em sonho eu deixarei de ir visita-la, portanto escolha a data se for melhor para você.

- Nossa, Dona Rada, o que deu na senhora?

- Quero passar um tempo com meus filhos, ver como estão vivendo, mima-los um pouco, especialmente você e Gigi que tem um horário louco de trabalho. Estou com saudades – Stana conhecia bem o jeito da mãe para saber o que estava por trás dessas doces palavras.

- Tudo bem, mãe. Faremos o seguinte. Eu irei checar o cronograma de gravações e confirmo a melhor data para a senhora. De antemão posso dizer que início de março deve ser um pouco melhor.

- Vou ter que esperar mais tempo? – obviamente Stana notara a chateação na voz, significava que teria que esperar para sondar a vida dela, sorriu imaginando a cara que a mãe fizera do outro lado da linha – é duro ser mãe de artista, viu?

- Oh, tadinha... não se preocupe, verá seus filhotes. Ligo para lhe dizer das datas na próxima semana.

- Certo, e filha, será que é possível você me levar no estúdio de Castle? Queria muito ver a sua sala de capitã – claro que esse não era o proposito dela, Stana sabia muito bem que a mãe queria ver Nathan, ter a oportunidade de sondar o que estava fazendo tão bem a ele como ela mesma dissera.

- Podemos organizar sim. A gente se fala, um beijo Dona Rada, se cuida. Volim te.

- Volim te, Stana.

Ao desligar o celular, ela respirou fundo. Essas duas semanas seriam bem mais desafiadoras do que pensara. Aparentemente todos estavam na mira de dona Rada. Ela precisava garantir que nem Nathan nem Gigi fizessem besteira. Ela por si só já era um problema.

Chegando em casa, comentou a conversa com a mãe e o pedido inusitado para visitar o set.

- Você sabe o que isso quer dizer, não? Está atrás de você. Vai querer saber o seu segredo, porque está mais bonito, feliz. Acho que terei que levá-la em um dia que você não esteja filmando, ou dia de locação. Para não correr o risco.

- Será que precisamos mesmo agir assim? Eu não teria nenhum problema em conversar com sua mãe, amor.

- Você não a conhece. Quando coloca algo na cabeça... sai de perto. Ela vai fuçar até descobrir. Não se iluda. De qualquer modo, eu falei que ia checar as datas, mas já comentei em início de março para ganharmos tempo.

- Certo, eu falei com Jeff sobre a première de Deadpool. Ele já vai estar por LA e nossos irmãos são o disfarce perfeito para nós. Ninguém irá desconfiar. Temos motivos diferentes para estar lá. Eu conheço os atores, você é fã de Stan Lee, ambos somos canadenses e o filme foi filmado em Vancouver...

- Não sei se ninguém vai achar estranho a nossa presença nessa première, mesmo assim eu irei com Gigi. Só não sei como isso pode ser classificado como um encontro duplo. Estaremos em público.

- Existem várias maneiras de se apreciar um encontro, Staninha. Às vezes, basta dividir a pipoca – ela sorriu.

- Estou cansada, corri muito hoje com aqueles saltos. Quer fazer um café para mim? – ela pediu manhosa. Ele a abraçou beijando-a.

- Claro. Pode subir que levo para você. Vou fazer umas torradas francesas. Melhor comer algo antes de dormir.

- Ah, que bom. Gosto quando meu marido me mima. Não demore, amanhã temos um dia cheio pela frente.


Por hora, ela escolhera não pensar muito sobre o que aconteceria dali a pouco mais de um mês. Um dia de cada vez. E o sábado era de alguém muito especial. Tinham um encontro marcado com a pequena Anne.       


Continua....

5 comentários:

rita disse...

Muito bom Karen!! Estou adorando e querendo saber como a Stana e a Gigi vão se entender com a mãe.Abraços.

Géssica Nascimento disse...

Capítulo perfeito, como sempre Karen!!!
Louca pra ver a chegada de D. Rada!! Vai ser sinistro!!!kkkk

Unknown disse...

Eu ameiiiii karen , estava tão ansiosa haha , vc sabe kkk ... Obrigada pé tornar nossos sonhos em realidade mesmo que seja em fics ... A Svetlana adorei ... Não demora muito pra postar a próxima , OK ? ❤❤❤❤

marta santos disse...

Eu ameiiiii karen , estava tão ansiosa haha , vc sabe kkk ... Obrigada pé tornar nossos sonhos em realidade mesmo que seja em fics ... A Svetlana adorei ... Não demora muito pra postar a próxima , OK ? ❤❤❤❤

cleotavares disse...

Haha! Se D. Rada apertar o Nathan, ele entrega. Gente! Só eu que não queria vê a bunda do Jeff, kkkkkkkk.