quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

[Castle Fic] An Unexpected Visitor - Cap.3


Nota da Autora: Demorou, mas tia Teresa está de volta... aliás, as coisas andam tensas no loft dos Castle. Preparem-se para ver o que uma tia pode fazer com Kate. Só que não tenham raiva dela, é possivel entende-la... divirtam-se! 


Cap.3 

Kate se preparou psicologicamente para passar as próximas horas na companhia da tia. Devidamente vestida para frequentar a 5ª avenida nos termos que Teresa aceitava, ela subiu as escadas a procura da sua companheira de compras.

- Tia? Já está pronta? Estou apenas lhe aguardando – ela mal virou no corredor e deu de cara com a tia pronta, na opinião de Kate, para um jantar de luxo.

- Já estava descendo. Pelo menos você está adiantada. Onde iremos?

- A escolha é sua. Estamos mais próximas do SoHo, sugeriria começar por aí. Podemos caminhar e aproveitar cada loja que apareça. Tem muita grife boa por aqui.

- Não vamos de carro? Você não espera que eu vá entrar em um metro para ir até a quinta avenida, certo? E nem pense em me fazer andar naquele seu carro de segunda da NYPD – ela respirou fundo, melhor não retrucar.

- Pegarei um dos sedans de Castle. Não terá que se preocupar.

Elas andaram por muitas lojas no Soho. Nada parecia satisfazer a tia. Experimentara vários vestidos, fizera muitas vendedoras se rebolarem para achar peças dificílimas apenas para desistir de leva-los no fim. Kate estava envergonhada por tanto descaso com o trabalho das moças. Quando entraram na Burberry, uma das garotas veio logo na direção de Kate.

- Capitã Beckett! Que bom vê-la por aqui. Já faz alguns meses. Acredito que sua última compra aqui foi há uns dois meses. Mas o senhor Castle esteve aqui comprando aquele casaco divino vermelho da coleção nova – de repente, ela se atentou – ah, não! Você não sabia do casaco, estraguei a surpresa! Desculpe!

- Não, Diana. Eu ganhei na semana passada e você tem razão, ele é divino.

- Recebemos umas pashiminas e echarpes lindas que tem tudo a ver com o casaco. Quer dar uma olhada? São da última coleção – Teresa olhava desconfiada para a interação da sobrinha com a vendedora. Ao que tudo indicava, Kate era uma espécie de cliente VIP da loja e devia gastar bastante ali. Talvez o casamento tenha lhe dado certas vantagens. Além de ser conhecida como seu título da polícia.  

- Vamos ver, sim. Porém, hoje estou aqui com a minha tia. Ela é a prioridade.

- Claro, capitã. Podem me acompanhar? O que a senhora deseja olhar? Casacos, vestidos? Acessórios?

- Casacos, mostre-me sua nova coleção – enquanto a moça trabalhava proporcionando o melhor atendimento que podia, ela conversava com Beckett sobre vários assuntos, de moda ao noticiário chegando na curiosidade sobre os livros de Castle. A tia fazia o mesmo que fizera em outras lojas, dava trabalho para a vendedora sem lhe dar a certeza de que levaria algo.

- Quando vai sair um próximo Nikki Heat? Não aguento de curiosidade! Os livros de Rick Castle são ótimos, mas ele realmente se superou na série Heat, muito melhor que Derrick Storm. A dobradinha Frozen e Deadly é excelente, e o Raging muito intenso e o romance? Lindo demais. A senhora deve ter muito orgulho da sua sobrinha, não é qualquer pessoa que pode inspirar tantas histórias excelentes.

- Um escritor deve ter imaginação, não quer dizer que ela é responsável pelas histórias – retrucou Teresa.

- Claro que o escritor tem a técnica, as palavras, mas se não tiver o exemplo, a inspiração? Ele não vai tão longe. Sua sobrinha serve de inspiração para muita gente, dentro e fora da NYPD. Motivo de orgulho.

- Nossa! Obrigada – Beckett ficou mesmo surpresa com a demonstração da moça.

- Qual foi o casaco que você mencionou antes, o vermelho? – Teresa estava curiosa para ver se era realmente bonito. A vendedora foi buscar a peça.

- Temos o mesmo modelo em bege e cinza, além da estampa característica da nossa marca. Que tal experimentar? – quando viu o casaco, Teresa teve que reconhecer, era muito elegante.

- Realmente é uma bela peça, elegante – disse finalmente.

- Sim, concordo tia. Rick tem muito bom gosto. Ele sabe exatamente o que gosto, não escolheu o vermelho à toa. Eu tinha um outro em tom parecido daqui mesmo, infelizmente estava muito velho, não combina com uma profissional na minha posição um casaco puído.

- Surpreendente! – a tia sorriu – seu marido não é tão desligado como parece. Pena que seja com a aparência – Kate não se deixou levar pelo comentário, ela só queria um motivo para iniciar uma discussão e não daria esse gostinho a ela – vou provar o bege. Combina mais comigo.

E finalmente, Teresa faz alguma compra. Saindo da loja, ela diz a Kate que quer fazer uma pausa antes de seguirem para a Saks. A sobrinha sugere uma visita a Dean e Deluca. Novamente, ganhou uns pontos com a tia. Aproveitou para elogiar sua compra. De volta a quinta avenida, Teresa acabou encontrando seu lugar na Saks. Após uma sessão de maquiagem, a tia comprou vários cremes e cosméticos. Quando estava provando algumas roupas de Carolina Herrera, Beckett recebe um telefonema. Uma situação surgira na 54th e ela precisava ir até a central para uma reunião dali a trinta minutos. Esperou que a tia saísse do provador para dar a notícia.

- Nossa, ficou muito bem em você, tia. Devia levar, sem dúvida foi feito sob medida.

- Sei que está bonito, não precisa exagerar nos elogios – ok, ela tentara. Era hora de encerrar o passeio.

- Tia, acabei de receber uma ligação do meu chefe. Preciso estar na central em meia hora. Acho que nosso passeio acabou. Se quiser ficar comprando, eu entendo. Posso leva-la para casa se preferir.

- Você não é a chefa? Pensei que estava de folga. Não tem autoridade para isso?

- Do meu distrito, sim. Estou falando do comandante da polícia. Ele é meu superior.

- Provavelmente vai fazer você trabalhar até de madrugada outra vez. Não sei como consegue manter esse casamento.

- Ossos do ofício.

- Vou pagar esse vestido e podemos ir.

Kate deixou a tia em casa e checou o relógio. Droga! Tinha quinze minutos para chegar a reunião. Nem sequer avisara Castle que não poderia encontra-lo. A hora da reunião era a mesma que ele dissera que estaria em casa. No caminho para a Central, ela ligou para o marido.

- Hey, honey. Já estou me arrumando para sair. Sua tia lhe deu muito trabalho?

- O de sempre. Estou ligando porque tenho más notícias. Fui chamada para uma reunião de emergência. Estou a caminho da 1PP nesse instante. Desculpe por estragar nossos planos, amor. Não era minha intenção e você vai ficar preso a tia Teresa novamente.

- Isso está virando uma constante. Talvez seja melhor eu ficar por aqui. Sua reunião vai demorar?

- Espero que não. Quero ao menos jantar junto com você. Não deixe ela abusar, Castle. Nada de salada. Faça o bolo de carne que está temperado na geladeira. Vou fazer o possível para ser rápida. Quero ficar sozinha com você essa noite, compreendeu?

- Claramente. Faça o que precisa fazer, Kate. Eu me viro.

Castle enrolou um pouco mais no escritório por não querer aturar Teresa por muito tempo. Então, lembrou-se que se não fosse para casa, provavelmente seria obrigado a comer igual tartaruga. Chegando em casa, encontrou Teresa assistindo tv. Cumprimentou-a e foi direto para a cozinha para colocar a carne no forno. Somente então fez a parte social. Sentando-se ao lado dela no sofá, ele perguntou.

- Então, como foi a sua tarde de compras? Aproveitou bastante?

- Bem menos do que eu esperava, mas consegui comprar algumas coisas interessantes. A quinta avenida não é a Rodeo Drive, mas dá para o gasto – vendo Castle com um pote de sorvete nas mãos, exclamou – você não vai comer isso agora! Nem fez seus exercícios hoje.

- Tenho pressão baixa, preciso do açúcar nesse momento – ela tirou o pote da mão dele.

- Coma uma fruta, é mais saudável e faz o mesmo efeito – ela colocou o pote no freezer voltando com uma maçã – aqui está – Castle se segurou para não gritar, mas logo em seguida ela mudou o tópico da conversa – sua esposa parece ser bem conhecida. Hoje na loja, as pessoas a chamavam pelo nome e falavam do livro.

- Kate é reconhecida como policial. Como detetive ela fez coisas grandes pela cidade, prendeu criminosos importantes. O prefeito e a 1PP reconhecem seu profissionalismo, sua determinação e comprometimento com a justiça. Ela coloca seu coração no que faz para honrar as vítimas. Isso a torna extraordinária. Uma pena que você não enxergue essa Kate, Teresa. Devia ter orgulho de sua sobrinha.

Pela primeira vez, Teresa pareceu encantada com a sobrinha e com o jeito como Castle a descrevia. Podia ver em seus olhos o amor que sentia por ela. Mesmo assim, não estava disposta a ceder.

- Ah, mas ela não é famosa como minha filha. Claire é modelo em Paris, desfila para grifes famosas. E não corre o risco de voltar para casa com um ferimento. Kate tem marcas por todo o corpo! Acaba com a beleza.

- Essas marcas são parte da história dela, definem quem ela é. Eu não me importo, na verdade, eu a amo ainda mais por isso. Ela é minha musa, minha – ele não ia entrar no mérito da história da filha dela que Kate lhe contou.

- Que seja! Ainda acho que ela podia ter ido para Paris com Claire e sido modelo ao invés de caçar bandidos.

- Se fosse diferente, se sua mãe não tivesse sido assassinada, certamente seria uma advogada brilhante. Talvez estivesse conduzindo a suprema corte. Mas o destino a mudou e sinceramente foi para melhor. Não sei se ela concordaria comigo, porém sei que se a história fosse outra, a NYPD perderia muito. E não sei se eu estaria aqui falando da minha esposa para você.

Nesse instante, o silêncio pairou entre eles, Teresa podia ver que ele falava com emoção, vindo do coração. A porta do loft se abriu e Kate entrou sorrindo.

- Hey, pensei que estivessem jantando. Não estão com fome? Passa das sete – Castle se levantou indo em sua direção, o beijo a pegou desprevenida – alguém sentiu minha falta?

- Estávamos esperando por você – ele respondeu – vamos, Teresa?

No jantar, procuraram falar de assuntos neutros, porém Teresa não resistiu em perguntar de Kate sobre o seu sumiço para o trabalho.

- Então, você vai trabalhar de madrugada de novo? Vai caçar bandidos? Ou você inventou aquela reunião apenas para não ter que ficar comigo?

- Não é nada disso, tia. A reunião aconteceu, na verdade, eu terei que voltar para a 54th. Haverá uma nova emboscada hoje à noite e preciso estar presente. Ryan vai servir de isca – ela olhou para Castle – sinto muito, amor. O comandante e toda a 1PP estão de olho nessa operação. Querem resultados rápidos – ele esticou a mão para tocar a dela em sinal de compreensão – prometo compensa-lo depois. Tia, quando estava vindo para casa, papai me telefonou. Disse que amanhã está livre para leva-la aos museus, fazer passeios e assistir um musical na Broadway – o tamanho do sorriso de Castle foi impagável, iria se livrar da tia carrasca e nada de exercícios – disse que liga mais tarde para acertar os detalhes.

- Será bom passar um tempo com meu irmão.

- Que horas você vai ter que ir trabalhar? – perguntou Castle claramente pensando em passar um tempo sozinho com sua esposa.

- As dez horas. Não sei que horas volto.

- Sinceramente não consigo entender esse seu trabalho. Chefes não trabalham de madrugada.

- É diferente, tia. Estamos lidando com crimes.

- Mesmo assim. Médicos eu posso entender, mas policiais? Espero que tenha um tempo para mim antes de ir. Quero arrumar umas coisas e saber onde encontro umas encomendas aqui em Nova York para uma amiga.

- Certo – ela olhou relutante para Castle que obviamente viu seus planos irem por água abaixo. Teresa fez questão de ocupar Kate até vinte minutos antes da hora que precisava estar na delegacia. Enquanto vestia-se correndo, Castle comentava a história do sorvete.

- Você pode pegar o pote para mim antes de sair? Não quero mais dar de cara com a sua tia hoje.

- Tudo bem – cinco minutos depois ela volta de mãos abanando – Castle, não tem nenhum pote de sorvete no freezer.

- Mas ela colocou lá...

- Não tem. Revirei tudo – ela viu o marido fechar os punhos, a cara irritada - Vou checar de novo.

- Não precisa. Sei o que ela fez. Ela jogou no lixo! Só para eu não comer.

- Será? – relutante, Beckett voltou para checar. Tinha razão. O pote estava na lata de lixo derretido, o que daria trabalho para limpar, voltou ao quarto – sinto muito, amor. Você estava certo. Está todo derretido no lixo – ela se aproximou dele dando um beijo rápido em Castle – esses não tem sido bons dias para nós, não? Amanhã faz uma semana e somente mais três dias, babe. Volto assim que puder - e saiu. Ele também não vira a hora que a esposa retornara para casa. Pensava que ia se livrar de Teresa no dia seguinte, porém ela acordara mais cedo especialmente para colocá-lo na academia fazendo exercícios. Seu café da manhã? Uma tigela de aveia e linhaça com frutas.

Kate e Castle se desencontraram por dois dias. Falavam-se brevemente por telefone, mensagens nas quais Castle reclamava do tratamento que recebia da tia. Por isso, decidira se esconder em seu escritório de PI dizendo que somente voltaria para casa quando ela estivesse lá para dividir o fardo. Kate estava surpresa, ela pedira ou melhor, implorara para o pai tirar a tia de casa e dar um descanso para os dois, especialmente para Castle, infelizmente, não contava que tivesse que trabalhar tanto nesses dias. Ela também estava exausta. A operação chegara ao fim, fora bem-sucedida. Porém, Beckett acabou tendo que lutar com uns bandidos, o que lhe rendeu um roxo no ombro e no rosto.

Ela estava louca para ir para casa, encontrar Castle e relaxar. Estava farda da adrenalina e da tensão. Já se passara uma semana desde que a tia chegara e ela não conseguira ter um minuto de paz com o marido. Ao entrar no loft, percebeu que Castle não estava lá. Da cozinha, Teresa a olhou com uma cara de desaprovação.

- Lembrou que tem casa e marido? Meu Deus! Você já se feriu de novo?

- Não foi nada.

- Para você não foi nada, nem que quisesse poderia ser modelo como a Claire com esse corpo cheio de hematomas e marcas. A propósito, seu marido não está em casa. Abra o olho, se continuar trabalhando desse jeito, ele vai arranjar é uma amante.

- Tia Teresa, por que você é assim? Não admito que fale dessa maneira de mim e do meu marido. Um pouco de respeito, a senhora está na minha casa. Juro que estou tentando fazê-la se sentir bem-vinda, curtir um tempo conosco, infelizmente a senhora torna isso praticamente impossível. Se meu corpo está cheio de cicatrizes, isso é um problema meu. Eu escolhi minha profissão ao contrário da minha prima que prefere servir mesas em um restaurante qualquer em Paris do que morar perto da mãe. Sabe qual é a diferença entre eu e Claire? Eu perdi a minha mãe, a dela a afastou – as palavras de Kate foram um baque para Teresa. Talvez tivesse exagerado, fora dura, mas era resultado do estresse que vivera nos últimos dias. Não importava, ela precisava ouvir.

- Eu vou trocar de roupa. Tenho que voltar para o meu distrito – cinco minutos depois, Beckett saia pela porta. Seu destino não era o 12th.

XXXXXX

Castle chegara da rua há uns cinco minutos chamando por Alexis várias vezes.

- Que foi, pai? Por que esse desespero?

- Estou morrendo de fome. Só comi fruta e cereal hoje e são quatro da tarde. Pode mandar entregar um cheeseburguer duplo, batata frita, nachos e um pote de sorvete de chocolate.

- Pai, o Remy´s não vai entregar um pote de chocolate.

- Então, você compra e traz para mim.

- Nossa, o que deu em você? O lance com a tia da Kate está tão ruim assim?

- Ruim nem começa a descrever. A mulher tem uma birra com Kate e parece que faz questão de me punir por defende-la ou para atingi-la. Ela jogou meu sorvete no lixo!

- Ok, pai. Já entendi. Vou providenciar o que quer – vinte minutos depois, Alexis estava sentada na sua mesa esperando a suposta entrega da refeição do pai. Ao ouvir um barulho na porta, pensou finalmente. Ao erguer a cabeça do computador, se deparou com Beckett bem a sua frente.

- Alexis, me escute. Você vai se levantar dessa mesa, pegar esse dinheiro e tirar uma hora, não! Duas horas de folga. Tome um café, coma alguma coisa. Melhor, estou te dando o resto do dia de folga.

- Mas o papai pediu comida e eu...

- Esquece a comida. Eu preciso ficar a sós com seu pai, é urgente!

- Oh! – ela entendia que estavam falando de intimidade – tudo bem, estou sumindo. Fui! – a menina saiu correndo pela porta, queria estar bem longe para sequer imaginar o que fariam naquele escritório. Kate abriu a porta da sala de Castle. Ele estava cabisbaixo examinando uns papeis.

- Até que enfim, Alexis. Pensei que ia jantar esse hambúrguer. E você trouxe... – ele ergueu a cabeça calando-se com o que viu. A sua frente, Kate jogara o casaco no chão, tirara os sapatos e abrira a blusa. A passos largos, ela caminhou até ele.

- Castle, feche esse computador, largue essa papelada. Eu estou estressada, cansada, sem paciência. Sinto sua falta. Já faz uma semana que não conseguimos ficar juntos, transar como um casal normal e eu estou no meu limite.

- Kate, o que aconteceu com seu rosto?

- Não ouviu o que eu disse? Eu não aguento mais! Eu preciso de sexo! - puxando-o pela gola da camisa para a sala secreta de reunião praticamente jogando-o sobre a mesa, ela abriu as calças dele e puxou a camisa deixando os botões rolarem pelo chão - Estou enlouquecendo e se ficar mais um minuto naquele loft sem você vou acabar matando a minha tia! E você terá que chamar a minha equipe para me prender por homicídio – ele tocou de leve o rosto dela, via em seus olhos que ela estava irritada, tensa - Faça amor comigo – jogou a blusa que vestia no chão ficando apenas de sutiã - Não! Sexo selvagem! – ela sorveu os lábios dele com vontade.       

As mãos dela passeavam pelo corpo de Castle tentando se livrar das peças de roupa que os impedia de sentir pele contra pele. Sim, Kate estava movida pela raiva, o stress e o desejo contido nesses últimos dias. Ela não queria nada devagar. Deitada sobre o corpo dele na mesa de madeira, ela mordicava seus lábios e esfregava o corpo no dele. As mãos de Castle mal conseguiam toca-la como gostaria tamanha era a dinâmica dos dois. Para freá-la um pouco, ele trocou de posição com a esposa prendendo seus punhos sobre a cabeça com suas mãos e usando a boca para prova-la no pescoço, colo, seios. Vendo que ela começava a relaxar, soltou os braços dela permitindo que usasse suas mãos para explorar o corpo.

Arrancou-lhe a calcinha e abriu suas pernas para prova-la. Kate não precisou de muito estímulo para atingir o orgasmo, ela já estava energizada. Trocando novamente de posição, Castle a colocou sentada na mesa ficando de pé. A altura da mesa era ideal para o que ele tinha em mente. Quando ele a penetrou, o grito de Kate ecoou pela sala. Ela estava úmida e pronta para tê-lo dentro de si. Buscou pelos lábios dela sorvendo-os em um beijo sensual e cheio de tesão. Movimentava-se dentro dela apoiando as mãos nos quadris da esposa. Rápido, preciso e profundo.

Quebrou o beijo para admirar o corpo da mulher a sua frente. De repente, se viu beijando-a no meio dos seios, bem no local da cicatriz do tiro. Depois, abocanhou um deles e arrancou vários gemidos prazerosos. Ouviu-a repetir seu nome várias vezes, implorando por uma nova explosão de prazer. A cada estocada, ele sentia que estava mais próximo de atingir o clímax. No ápice, ele sentiu os dentes de Kate mordendo seu ombro e seu pescoço. O corpo dela já tremia em suas mãos e Castle aproveitava-se disso para fazer da experiência algo ainda mais intenso. Quando em um movimento de penetração ele adentrou profundamente dentro dela, Kate cedeu. Juntos, eles deixaram os corpos falarem por si sós numa explosão mútua de prazer.

Castle deixou seu corpo tombar sobre o dela. Permaneceram assim por alguns minutos até que ele ergueu-se puxando-a pela cintura. Carregou-a até um sofá no canto da sala. Deitou-se e acomodou-a perto de si. Então viu o hematoma no ombro. Cuidadosamente, beijou-lhe a pele e acariciou o local com a ponta dos dedos.

- Você disse que não ia para o campo.

- Não deveria, mas houveram imprevistos. Não foi nada, Castle.

- Como se sente?

- Bem melhor agora, obrigada.

- Eu não recusaria uma transa no meio da tarde com a minha esposa. Afinal, o que deu em você? Não que eu esteja reclamando, longe disso.  

- Eu apenas precisava. Diante de tudo que vem acontecendo, a distância de você por causa do trabalho, a minha tia nos testando, vontade, desejo. Você sabe que não sou uma pessoa de ficar muito tempo sem fazer amor, nós dois somos assim. Tinha que me sentir bem novamente.

- Entendo. Agora vai me contar como se feriu?

- Não foi nada importante. Tivemos um contratempo ao prender os caras e tive que ajudar Ryan, me descuidei na luta e acabei deixando ele me acertar. Depois o derrubei com vontade.

- Como derrubou aquele cara quando demos nosso primeiro beijo?

- Parecido – então ela calou-se por vários minutos, Castle ficou acariciando seus cabelos enquanto ela parecia ter se perdido em uma outra dimensão em meio aos seus próprios pensamentos. Aquele silêncio incomodou-o, porém conhecia a esposa o suficiente para saber que ela estava remoendo alguma coisa e quando isso acontecia, era preciso dar um tempo e saber como endereçar a conversa para que Kate o dissesse o que estava lhe incomodando. Esperava que não fosse o trabalho.

- Alexis... eu esqueci completamente dela.

- Eu disse para que tirasse a tarde de folga.

- Ah... então foi tudo premeditado, capitã Beckett – ele sorriu beijando-lhe o topo da cabeça, ergueu o rosto dela de modo a beijar-lhe o queixo e os lábios – hey, o que houve? Pensei que você tivesse dito que estava melhor. Pensando no trabalho?

- Não, na verdade estava pensando na minha tia. Aconteceu uma situação realmente chata antes de eu vir para cá. Foi por causa do que disse que acabei vindo atrás de você – Castle a olhava encorajando-a a falar - Eu cheguei em casa cansada, ferida, querendo um beijo e um abraço seu, do nada ela começa a me atacar. Insinuando coisas, falando mal do meu trabalho, de você, de nós.
      
- Kate... você...

- Deixe-me contar. Eu disse certas coisas para ela que não deveria. Foi coisa de momento, na raiva. Reconheço que não deveria ter feito o que fiz, mas ela me deixa louca! Por que não pode ser uma pessoa normal, uma tia que quer saber como você está, se precisa de conselhos, que te elogia? Por que tem que ser uma pessoa tão arrogante e crítica! Poxa, ela é minha única tia – Castle a muda de posição para que pudesse ficar em cima dele, porém fitando-o.

- Kate, escute. Reconheço que você tem razão, sua tia é uma pessoa extremamente difícil de lidar. Você não estava brincando. Mas, o que digo a você desde que a conheci? Há sempre uma história, uma cadeia de eventos que guia a pessoa e a muda, com Teresa não é diferente. Após a morte do marido, isso se intensificou. Ela se sente sozinha, infelizmente o mecanismo que achou para driblar a carência foi o criticismo, a arrogância, mostrar-se superior sempre. Tudo isso porque é solitária, não tem a filha por perto. Quer um conselho? Tente entender sua tia. Minha família é pequena, nunca tive a oportunidade de conviver com um tio para me dar conselhos. Eu sinto falta disso. Você tem alguém. E depois que perdeu sua mãe, ela deveria ser sua base, como mulher. Porque no fundo, isso é o que Teresa sente falta, de ter alguém para cuidar, exercitar seu lado maternal, embora de maneira totalmente errada. Veja o que ela fez comigo! Ainda assim... dê a ela a oportunidade de fazer o que Johanna faria.

Kate deixou a cabeça pender escondendo-se por trás dos cabelos com o rosto contra o peito dele.

- Eu sou horrível. Eu falei justamente disso para a minha tia. Que Claire não aguentava ficar com ela porque era uma péssima mãe.... não com essas palavras, mas... ah, droga! Como vou consertar isso?

- É difícil, porém não impossível. Não estou dizendo que aprovo o que faz, eu mesmo já dei umas indiretas nela. Só que eu entendo que ela está me usando para lhe testar, amor. E de certa forma, está cuidando de mim, exercitando seu lado maternal. Terrivelmente, devo acrescentar – ele fez com que Kate o encarasse, acariciou-lhe o rosto - Existem meios de consertar, o melhor deles é com uma conversa fraca e um pedido de desculpas. Antes terá que dar um tempo porque ela deve estar com muita raiva de você. Eu achei que você ia explodir antes, talvez tenha adiado porque esteve ausente com o trabalho.  

- Eu me sinto mal por isso. Como você consegue ler as pessoas tão bem?

- Você também é boa nisso, Kate. Apenas bloqueou sua qualidade por ser sua tia. Você já tinha um certo pré-conceito dela. Devia aprender com o mestre – o jeito como olhou para ela de ego inflado, fez Kate esmurra-lo. Ele perdeu o equilíbrio e os dois acabaram caindo do sofá direto no chão. Estatelados, só podiam rir.

- Melhor encerrar o expediente por hoje, PI. Precisamos ir para casa e não sei o que encontraremos a nossa espera.

Ela se levantou com cuidado começando a juntar as roupas jogadas pelo chão e vesti-las. Castle fez o mesmo, porém quando a viu a sua frente apenas de calcinha e sutiã, não resistiu e agarrou-a beijando-a apaixonadamente.

- O que você está fazendo?

- Apenas testando se você ainda está relaxada ou se precisa de uma mãozinha...

- Não comece, Castle... – tarde demais. Ele já desabotoara o sutiã e a empurrava contra a parede. Alguns minutos a mais de prazer não faz mal a ninguém.

Ao voltar para o loft, Castle e Beckett encontram Martha sentada no sofá tomando uma taça de vinho. Nem sinal de tia Teresa. Ela acenou para a sogra, tirou o casaco e foi direto para o quarto trocar de roupa enquanto Castle se juntava a sua mãe.  Ao retornar, perguntou sobre a tia.

- Martha, você está sozinha? Tia Teresa saiu?

- Não, Katherine. Quando eu cheguei, ela estava por aqui vendo umas revistas. Notei que ela estava meio cabisbaixa, não parecia a mulher que ostentava poder e superioridade outro dia. Perguntei se estava tudo bem, disse que sim só ficara um pouco desapontada com a educação de uns certos nova-iorquinos. Por acaso ela não se referia a vocês, certo? – a cara de Kate revelava tudo, isso e a mordida característica nos lábios. Suspirou – oh, entendo. Venha cá, Katherine... – ela se levantou indo até a nora abraçando-a pela cintura trazendo-a para sentar-se ao seu lado.

- Quer um pouco de vinho, amor? – ela assentiu. Ele queria dar espaço para as duas conversarem.

- Sabe, Katherine, as pessoas tendem a fazer e dizer coisas estúpidas por não se sentirem confiantes o bastante para expressar o que realmente querem. Não fique encucada com isso. Sua tia não é moleza. De qualquer forma, acho que os salvei de alguns problemas. Eu a convidei para um dia de spa amanhã.

- Martha, você não precisava fazer isso.
- É, talvez não. Mas eu queria aliviar as coisas para vocês e ela me pareceu bem mais sociável. O que me lembra, seu pai telefonou. Ele vai sair com ela hoje a noite. Eu atendi o telefone, avisei para Teresa porém, não sei se ela realmente prestou atenção. Um último conselho de Martha Rogers, Katherine. Nós não escolhemos nossos parentes. Devemos aprender a conviver com as diferenças. Só que no momento em que fazem parte da nossa vida, nós os apoiamos porque como diz a palavra são da família.

- Obrigada, Martha – Castle entregou a ela a taça de vinho. Ouvira o que a mãe dissera a Kate. Martha se levantou dando um beijo na nora.

- Estarei lá em cima no meu antigo quarto. Sugiro um de vocês avisar Teresa. Jim deve estar chegando em meia hora – Kate bebeu um pouco do vinho. Castle sentou-se ao lado dela.

- Sua mãe, vocês entendem bem do que é ser uma família, eu estou reaprendendo. Durante muito tempo eu apenas me concentrei em estudar, trabalhar, perseguir a justiça. Minha ideia de família depois que minha mãe morreu era jantar ou almoçar esporadicamente com meu pai, alguns telefonemas. Tudo isso após ele ficar sóbrio outra vez. Essa harmonia, apoiar um ao outro, voltei a viver com você. Não estava acostumada. É difícil.

- Eu sei. Mas para tudo na vida se tem uma segunda chance. Você pode ser a que dá o primeiro passo – Beckett já fazia menção de se levantar para ir até a tia, Castle a impediu – não agora. Ela ainda está com raiva de você. Deixe que eu vou. Amanhã quando ela retornar do passeio com minha mãe, pode ser sua oportunidade. Iremos para o Old Haunt e teremos uma noite em família. Volto já – Castle subiu as escadas caminhando até o quarto da sua hospede. Bateu de leve na porta.

- Teresa, é o Castle. Apenas para lembra-la que Jim estará aqui logo mais. Vocês irão sair, não? Teresa? Está me ouvindo? – ele esperou um instante, bateu na porta novamente - Teresa? – ela finalmente abriu a porta.  

- Já ouvi, Rick. Sabe, você atrapalhou meu sono da beleza. Agora não fará efeito. Para um nova-iorquino você realmente não sabe dar espaço as pessoas, não? – Castle respirou fundo, ela estava claramente chateada, não iria entrar no jogo – será que pode me dar licença para eu me arrumar?

- Tudo bem. Porém, primeiro eu gostaria, ou melhor, eu e Kate queremos fazer um convite para você. Após a sessão no spa com a minha mãe, queremos leva-la a um lugar especial. Na verdade, é um lugar típico da Nova Iorque antiga.

- Vocês não irão me levar em algum lugar tipo Staten Island, por favor!

- Não, iremos a um bar. Meu bar. Um lugar típico da cidade na época da lei seca.

- Você tem um bar? Logo vi que você não podia fazer tanto dinheiro como escritor. Tudo bem, agora pode deixar eu terminar de me arrumar?

- Claro.

De volta a sala, ele encontrou Kate sentada ainda com o copo vazio. Foi até ela, pegou sua mão e a guiou até a cozinha onde encheu seu copo com mais vinho e beijou-a na testa e nos lábios.

- Vamos tirar essa ruga de preocupação da testa, amor? Vou preparar nosso jantar. Algum pedido especial?

- Não, faça o que quiser... – ele tornou a pegar a sua mão – hey, as palavras da minha mãe não foram tão duras assim. Você não precisa ficar remoendo isso, Kate, logo vai poder falar com a sua tia e esclarecer tudo.

- Como pode ter certeza que eu não estraguei tudo? Eu sou muito ruim nessa história de relacionamento e cuidar do outro. Não tenho essa veia familiar.

- Hey, o que você está dizendo? Você é excelente em relacionamentos. Olha para a gente, você cuida de mim, se preocupa comigo, adora minha mãe, está sempre me ajudando com Alexis. Você é mais família do que imagina, Kate. Apenas se privou disso por algum tempo. E mesmo que não concorde, você será uma ótima mãe algum dia, porque está em seu DNA.

- Essa é a sua maneira de tentar me convencer a engravidar?

- Você quem está dizendo. Vou fazer uma omelete para nós, mas antes vou até o mercado da esquina comprar sorvete. Estou merecendo depois de todo o trabalho árduo de hoje à tarde – rindo, ela puxou-o para si pela gola da camisa. Envolvendo seus braços no pescoço dele, ela o beijou carinhosamente. O gesto evoluiu para algo mais intenso, Castle a colocou sentada em um dos bancos do balcão da cozinha. As mãos já deslizavam por baixo da camisa que ela vestia instigando o contato com a pele. Kate jogou a cabeça para trás dando acesso para que ele a provasse com a boca, talvez tirasse a peça de roupa. Ela abriu o botão e o zíper da calça de Castle fazendo-a deslizar até o meio das pernas expondo o bumbum que tanto adorava. Beliscou-o enquanto sentia os lábios dele roçando em seu pescoço, sugando-o.

Ela já começava a sentir a umidade crescendo em seu centro. Um desejo louco de tê-lo completamente para si. Inclinou-se para experimentar o contato com o corpo dele. Ao fazer isso, ela colocou as duas mãos sobre o bumbum dele apertando-o. ouviu gemer em resposta. Sabia que ele gostava disso. Quando estava atracando as pernas na cintura dele, um grito os tirou do transe.

- Meu Deus! – Kate perdeu o equilíbrio e quase se espatifou no chão não fosse o reflexo de Castle em segura-la – vocês não têm educação ou decoro? Ou vergonha? Não podem fazer isso no meio da cozinha. Meu Deus! – Teresa cobria os olhos com as mãos – não tem quartos nessa casa? Que ridículo!

Kate tentava se ajeitar e Castle todo atrapalhado permanecia de costas vestindo as calças. Isso não estava acontecendo. Pegos no flagra pela tia. Não, era um pesadelo!

- Tia, desculpe eu... não...

- É isso que vocês fazem normalmente em casa? Cadê os modos de vocês? Tem visitas! Se a sua mãe e sua filha não se importam com esse tipo de comportamento, eu sim! Francamente!

- Tia, eu... – mas Castle intercedeu para ajudá-la, não queria que a situação ficasse pior para o lado de Kate.

- A culpa é minha. Kate acabara de chegar, estava com saudades e foi me envolvendo no momento e acabei me deixando levar. Foi inapropriado porque eu sabia que estava em casa. Eu assumo o erro e a responsabilidade. Não fazemos isso regularmente, não! Nós não fazemos isso nunca, quer dizer, fazemos sexo, mas no nosso quarto e... – ele estava todo atrapalhado e Kate segurou sua mão apenas com o olhar indicando para que ele parasse de falar. Nesse instante a campainha toca. Salvos pelo gongo. Kate voa para atender. Castle corre para o refrigerador, precisava se acalmar.

- Pai... bom te – ainda tentando se recuperar do susto – ver.

- Hey, Katie... – deu um beijo na filha – olá, Teresa. Está pronta?

- Você não imagina o quanto. Preciso urgentemente de ar puro – Jim franze a testa olhando para a filha que dá de ombros. Nem em um milhão de anos ela comentaria o ocorrido na frente do pai e esperava que a tia fizesse o mesmo. Como ele já estava acostumado com o jeito da irmã, atribuiu o comentário a mais um de seus caprichos.

- Você sabe que iremos jantar em um restaurante, não passear no Central Park para você respirar ar puro.

- Força de expressão, Jim. Vamos que preciso ficar longe desse ambiente por algumas horas. O clima aqui está estranho – olhou diretamente para Kate que teve certeza que seu rosto ficara vermelho com o comentário. Para sua sorte, seu pai não percebeu. Tentando alcançar a tia de alguma maneira, ela disse.

- Divirta-se, tia. Espero que tenha uma excelente noite.

- Do jeito que começou meu dia e pelo ocorrido da noite, qualquer coisa será lucro para meus olhos – Jim olhou para a filha intrigado, Kate deu de ombros.

- Tudo bem, vamos indo. Até mais tarde. Tchau, Rick! – Jim acenou ao vê-lo de longe na cozinha.

- Tchau, Jim.

Assim que a porta fechou, Kate virou-se para fitar Castle. Seu rosto era um misto de vergonha e pânico. Ele riu.

- O que nós fizemos?

- Nada demais, agimos como um casal apaixonado dentro da nossa própria casa, Kate.

- Nada demais? Minha tia praticamente nos pegou fazendo sexo! Como pode afirmar que não é nada? Ela já tem um milhão de razões para implicar comigo, agora mais essa! Meu Deus, esses dias virarão um completo pesadelo. E se ela comentar algo com o meu pai? E com que cara vou olhar para ela amanhã? Você disse que devia pedir desculpas e agora...

- Kate, nada mudou. Vem aqui – ela caminhou até onde ele estava – você ainda vai fazer o mesmo que disse amanhã, a diferença é que se Teresa comentar algo sobre hoje, você irá responder naturalmente. É um direito seu como esposa e que sente muito por ela ter presenciado algo assim. Não tem que ter medo de falar com sua tia, você é capitã de um distrito de homicídios, lida com criminosos o tempo todo. Vai saber como abordar sua tia e se desculpar. Vai ficar tudo bem.


- Queria ter a sua certeza, babe.  


Continua...

6 comentários:

Pâmela Bueno disse...

kkkkkkkk eu não sei pq, mas ri bastante com esse capítulo! falando nisso, que bom que atualizou, achei que tinha esquecido da história kkk amei esse capítulo, ansiosa pelo próximo!!! de stanathan também hahaha

rita disse...

Muito bom, excelente!! Mais ninguém, por por que seja, merece ter uma tia como essa. Espero que você nos próximos capítulos a ensine. Beijos.Adorei o fogo da KATE!!

rita disse...

PIOR!!!

marta cristina oliveira disse...

Como faço para ler capirulos anteruores?

marta cristina oliveira disse...

Como faço para ler capirulos anteruores?

Karen Jobim _ Escritora e seriadora!!! disse...

Veja o indice : http://writingiseverything.blogspot.ca/2016/02/castle-fic-unexpected-visitor-o-indice.html