sábado, 14 de maio de 2016

[Castle Fic] Let´s Dance!




Let´s Dance!

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Romance
Histórias: Parte do projeto - Guilty Pleasures   
Quando: S7 – em That 70´s show – cenas finais
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados!
Castle e Beckett acabaram de encerrar um caso. Ainda no ritmo do teatro criado por Martha, eles se entregaram em um momento de “Embalos de sábado a noite”. O que não poderia acontecer em uma noite de disco?

Nota da Autora: Sexta história do projeto - Guilty Pleasures. Essa sugestão veio da Vanessa, conversamos e eu escrevi essa ideia. Lugares, lugares... combinam com Castle e Beckett. Esse não poderia ser diferente... obrigada, Van! Aliás, a outra está guardada... mais tarde quem sabe? Confesso que ficou bem pequena em comparação as outras. Tudo porque praticamente tratava-se da ação em si.  Espero que não caia no conceito.


O próximo desafio talvez ainda em maio? Botem a cabeça para funcionar! Confesso que tenho duas ideias já, mas estão difíceis de desenvolver. Preciso de tempo! Desejo ou fantasia de Castle e Beckett, ok? Lugares... de preferências lugares públicos ou difíceis (não impossíveis, por favor!), cenários, roleplay...     

Lembrem-se é TOP15 a situação tem que ser boa! Deixem as ideias no post oficial do projeto.


Let´s Dance!



Kate Beckett já tivera sua cota de casos estranhos na polícia. Supostos vampiros, “con mans”, ninjas, mágicos, falsos zumbis e obviamente assassinos frios e serial killers. Poderia dizer sem dúvidas que sua vida profissional não era nada chata, o mesmo aplicava-se a pessoal.

De frente para o espelho do banheiro na casa de seu noivo, ela tirava a maquiagem pensando sobre os acontecimentos dos dois últimos dias. Um assassinato dos anos 70 caíra em suas mãos. Até aí, nada estranho.  Algumas conexões com a máfia e famílias que dominavam os negócios naquela época em Nova York. Porém, quando um de suas potenciais testemunhas tratava-se de um cara que ainda pensava estar vivendo exatamente em 1978, tudo tomava uma outra perspectiva. Foi assim que ela acabou vivendo uma investigação de volta a era da disco.

Harold era apenas mais um homem apaixonado que fora privado de passar sua vida ao lado da pessoa amada. Felizmente, a justiça acontecera para seu parceiro, mesmo que um pouco tardiamente. E o que Beckett podia dizer disso tudo? Apesar da angústia e das dificuldades que tivera que superar durante o caso incluindo uma bronca de sua capitã, o resultado fora além das suas expectativas. Mais uma loucura para a sua história com Rick Castle. A questão é que a loucura, estendera-se a outro nível. Eles sempre arranjavam um jeito de apimentar a sua vida sexual que, convenhamos, nada tinha de tediosa. Sorrindo, ela se pôs a relembrar alguns desses momentos.  


XXXXXXXX


Quando Castle contou para ela que sua mãe iria transformar a delegacia em um cenário clássico dos anos 70, Beckett literalmente se sentiu em uma emboscada. Por mais que a ideia acabasse por ajuda-los, era muito arriscado. Demais. Se algo desse errado era sua carreira, seu distintivo na linha de fogo. A delegacia estava sob sua responsabilidade enquanto a capitã atendia a um seminário sobre terrorismo em outro canto da cidade. Durante todo o caso, ela convivera com o nervosismo. A cada novo movimento, ela pedia para não fazerem besteira. Era uma sensação terrível.

Quem poderia culpa-la? A excentricidade de Martha Rodgers, a imaginação de Castle e um homem desorientado fingindo viver nos anos 70 era a combinação clássica para o desastre. Ela queria desaparecer no instante que ouvira a Capitã gritando seu nome assim que as portas do elevador se abriram.

Apesar da bronca levada, da raiva claramente estampada no rosto de Gates e da descoberta que era uma péssima atriz, acabaram por achar o ritmo certo e mais uma vez seus instintos e habilidades de detetive a ajudaram.

Felizmente, tudo acabara bem. O caso resolvido, o mistério solucionado. E quem diria, mais um crime passional, outra história de amor cheia de percalços, dificuldades. Como a dela e de Castle. Sensibilizados com o que ouviram de Harold, o escritor entrou novamente em ação. Obrigou a todos aproveitarem o momento após a farsa para festejar. Em roupas características dos filmes de Travolta, 

Castle vestido como o próprio, a propósito, Beckett deixou-se relaxar. Só tinha que agradecer a Martha por isso. Tinha que reconhecer, a criatividade e a imaginação eram de família. DNA. Mãe e filho nasceram para encantar, mesmo que algumas vezes de maneiras esdruxulas ou não convencionais. Eles acertavam.   

Não podia deixar de pensar sobre isso ao vê-los conversando animadamente. Fora uma das razões por que se apaixonara pelo escritor. A capacidade de se reinventar, de ver além do preto e branco, ler as entrelinhas. Até hoje, Beckett sentia-se encantada pela forma como Castle conseguia criar o cenário, bolar a melhor história através de uma simples cena do crime. Aproximando-se dele, ela bateu de leve em seu ombro.

- Apenas queria agradecer por tudo que você fez, Martha. Deslumbrante.

- Fico feliz que tenham se encantado com a minha arte, isso significa que podemos revisitar o projeto das flores para o casamento? – ambos se olharam e responderam imediatamente.

- Não.

- Castle, pode pegar uma bebida para nós?

- Alguma sugestão especial?

- Apenas whisky.

- Já volto – enquanto esperava por ele, Beckett observava a pista de dança. As pessoas se divertiam de verdade ao som dos anos 70. Ela também gostava da música, das luzes, era um ótimo fim de noite. Ele estendeu o copo de whisky na frente dela, tomava champagne. Após brindarem, ambos ficaram de olho na pista – e você reclamava outro dia que tinha medo que nossa vida se tornasse chata. Ah, Beckett! Carly nunca terá as nossas experiências. Quem poderia imaginar que estaríamos revivendo os anos da disco tão vividamente? – ela sorriu para ele – o que me lembra que deveríamos tentar nossa chance na pista de dança. O que acha? Uma música, detetive.

- Por que não? – segurando a mão dele o puxou para a pista de dança. Em meio a movimentos típicos da disco, eles sorriam e se divertiam. Castle estava se sentindo o próprio Travolta.

- Não sabia que você tinha os movimentos da disco, detetive.

- Ah, é apenas um dos meus muitos talentos escondidos, Castle... – ela fez sinal com o dedinho para que ele se aproximasse, segurando pela gola de seu paletó, ela o beijou sentindo as mãos do noivo a envolverem pela cintura.

- Eu farei questão de desvendar todos eles... mal posso esperar, e devo acrescentar que esse vestido está deslumbrante em você – após alguns passos de dança, eles gargalhavam entrando no ritmo - Olha só, até sua capitã está na pista de dança!

- Que bom que ela está de bom humor, nem sei o que poderia ter acontecido se esse caso tivesse estourado ou se não conseguíssemos prender a assassina.

- Relaxe, Beckett. Gates sabe das suas qualidades e admita, foi bem divertido encenar papéis.

- Ah, não. Esse talento eu não tenho. Seria uma péssima atriz. Comprovei isso hoje. Já você, certamente estava adorando... Capitão Castle. Você se realizou, não?

- Docinho, foi mais que a realização. Não é a questão de viver um papel. Eu seria um excelente chefe de polícia e teria uma assistente maravilhosa, mesmo novata – ela entortou a boca - Na verdade, irei guardar aquela placa porque tenho certeza que isso não foi apenas um pequeno momento de sonho. Sei que em um futuro próximo meu nome será de fato imortalizado na NYPD, naquele mesmo distrito. E farei questão de colocar a mesma placa sobre aquela mesma mesa.

- Do que você está falando? – ela tinha uma ideia, mas queria ouvir a imaginação dele em ação. Saiu puxando-o da pista de dança para beberem outro drinque.

- Você sabe do que estou falando. Não quer concordar ou falar você mesma porque sabe que tenho razão. Você, um dia se tornará a dona daquele distrito e quando isso acontecer, será o meu nome na placa, consegue ver: “Captain Castle”. Finalmente um lugar digno para mim na NYPD. O escritor de mistérios que entrou para os anais da história da investigação policial.

- Como é que é? Quem te disse que eu usarei seu sobrenome? Tenho um nome a zelar na polícia, é ele que me acompanhará se um dia eu subir os degraus para a capitania.

- Não irei discutir com você, Beckett. Se prefere ficar com a ilusão, docinho, que seja. Veremos quem terá razão mais tarde.

- Você realmente adorou fazer o papel de capitão, não? Se sentiu o verdadeiro policial das antigas, mandando em mim, agindo como machista falando do meu traseiro...

- Não se trata de gostar do papel. Eu sou ótimo em investigações, tenho faro de detetive. Sei que daria um excelente capitão. Desvendando crimes, prendendo assassinos. Os nossos anos juntos não me deixam mentir. São mais de cem casos solucionados. Aliás, não menti. Você tem um traseiro lindo, pena que não fique tão visível nesse vestido – ele se aproximou mais dela passando a mão por trás, sobre o seu bumbum e deslizando por baixo do vestido – já as pernas estão fantásticas, docinho.

- Quer parar de me chamar de... – ela sentiu a mão no meio de suas pernas, por um instante prendeu a respiração – docinho...

- Por que, Kate? Tem medo de gostar mais do que deve? – ele tirou a mão, adorava provoca-la. Especialmente quando ela não esperava nada dele. Aliás, esse era um dos maiores trunfos de Castle. Ele se disfarçava mostrando que tinha sua atenção voltada para a distração, os detalhes criativos do caso, demonstrava a capacidade de se fazer de bobo através de teorias malucas e refutáveis, tudo para além de faze-la engajar-se em refutar o que dizia, surpreender-se em algum ponto.

- Oh, Castle...não pare... – ela gemeu.

- Tarde demais, detetive.

- Você não devia ter feito isso... – ela reclamou já sentindo a excitação começar a umedecer a calcinha.

Era verdade que as vezes ele a irritava mais do que pretendia. Não essa noite. Castle estava curtindo a vibe de uma outra época, mas tinha um plano e se desse certo, Kate Beckett ia terminar sua noite de uma maneira bem diferente do que imaginara quando pôs os pés naquela discoteca.

- Olhe, Castle... o jeito de Harold – ela chamou sua atenção para a pista de dança. Nela, ao som de um clássico da disco, ele dançava sozinho, com os braços voltados para o céu. Como seu amante estivesse ali com ele, sentindo todo o significado daquele momento e daquela dança especial. Castle sorriu. Tratou de conseguir mais bebidas para os dois. Escorado no balcão, ele a puxou para si. Mantinha o braço ao redor da cintura dela, Kate se encostou em seu peito para observar a pista. Ele beijou-lhe o pescoço, a orelha. Ela virou-se para que seus lábios encontrassem os dele em um novo beijo. Ficaram assim, trocando caricias por algum tempo, alheios ao que se passava ao seu redor.

Apesar de estarem cercados de amigos, eles estavam de folga. Kate não podia deixar de pensar que dali a alguns meses estaria casada com o mesmo homem que a abraçava agora, o mesmo homem que há alguns anos atrás era capaz de irrita-la. A mesma pessoa que esperou quatro anos por ela, pacientemente. Não, ela não tinha dúvidas de que o amava e também sabia que ele tinha razão. Carregar o nome de Castle junto ao seu seria motivo de orgulho e uma declaração de amor diária a todos esses anos que passaram juntos, lutando e fazendo justiça. Buscando sua própria felicidade.

Ele já havia terminado seu drinque. Colocara a taça sobre a mesa.

- Por que você está calado? – perguntou.

- Apenas admirando os movimentos na pista de dança. Pensando se deveríamos nos arriscar outra vez.

- Você quer ir para a pista?

- Não é que eu ame dançar, porém algumas vezes eu gosto da interação, o ritmo, o balançar dos corpos, me faz pensar em outras coisas interessantes que se assemelha a dança...

- Castle, o que você está insinuando? – ele não respondeu à pergunta, apenas voltou a colocar a mão por baixo das pernas dela – oh...isso... a música que está tocando não é muito boa. Podemos esperar uma melhor, mas o que você pretende fazer na pista? Não podemos dar muita bandeira.

- Oh, Beckett, você não tem ideia do que estou imaginando... – ele sussurrou em seu ouvido. A menção disse a fez gemer. Ele deveria estar pensando em algo maluco, isso bastava para empolga-la. Quando Castle era criativo, ele era muito bom – eu volto em um instante. Não suma – ela não viu para onde ele foi, decidiu pegar mais uma dose de whisky.

Castle desapareceu para o fundo da boate, procurando um dos gerentes. Ao encontra-lo, pediu por um favor diretamente para o dono. Frank Russo. Explicou exatamente o que precisava, como deveria ser feito e, claro, também precisava de discrição por parte deles. Devido a cooperação e a forma com que a NYPD conduziu a investigação, ele não se importou em ajudar o escritor. Pediu apenas meia hora para ter tudo preparado. Sorrindo, ele voltou para o salão. Encontrou a noiva conversando e bebendo com a sua mãe. Era hora de tira-la de lá.

- Hey, ladies... o que estão fazendo?

- Apenas comentando a beleza que os anos 70 traz as nossas vidas. O glamour, o brilho, as roupas – Martha falava deslumbrada enquanto Kate sorria.

- Vocês são muito parecidos, o fruto não cai mesmo longe da arvore.

- Vou considerar isso um elogio, Katherine.

- E é! Eu tenho que admitir, você põe seu coração em tudo que faz, Martha. Devia voltar a atuar.

- Nossa! Você não precisa puxar o saco da sogra, Kate, ela já adora a nora que tem. E não é de hoje.

- Richard!

- Castle! – sim, as duas repreenderam-no na mesma hora. Rindo, Kate continuou – estou dizendo a verdade.

- E falou a mulher apavorada com a decoração do distrito algumas horas atrás – ela deu uma olhada típica de Beckett para ele, felizmente, Martha veio em seu amparo.

- É natural que ela estivesse, sua capitã não estava lá, a responsabilidade era dela e havia uma morte envolvida. Sabia muito bem onde estava me metendo. O importante é que ela confiou em mim – Beckett sorriu e olhou para Castle como quem diz “está vendo? ”. Ele riu.

- Vocês decidiram se juntar para me irritar? Tenho certeza que isso é obra de Kate, ela não superou o fato de eu ter agido como um ótimo capitão para o 12th enquanto ela era uma mera assistente que eu carregava de um lado para outro apenas para admirar sua beleza e poder chama-la de docinho – pelo comentário, ele levou uma tapa no peito.

- Se tem uma coisa que você não sabe ser é machista, Castle. Olhe, ao seu redor, você sempre foi dominado por mulheres, belas e decididas devo acrescentar. E pela última vez, não me chame de docinho, ou vou ter que atirar em você!

- Da última vez que me ameaçou de, se me recordo bem, quebrar minhas duas pernas por lhe chamar de musa, não obteve muito sucesso, Beckett... olhe para você agora, está prestes a casar-se com o escritor, assumiu o verdadeiro papel de musa. Porque você não acredita quando digo que todos os meus sonhos se tornam realidade, docinho?

Ela revirou os olhos. Martha ria.

- Eu detestaria não apoiá-la, querida, mas dessa vez ele está certo. Você se deixou encantar pelo escritor. E ele consegue tudo o que quer – Kate teve que sorrir, Castle piscou para ela jogando um beijo no ar. Observava a pista de dança quando fez seu próximo comentário. 

- Ah, os anos 70... Era a época livre, de se sentir bem fazendo o que se desejava. Sexo, drogas, rock and roll... mas minha parte preferida é mesmo a do sexo. Ninguém julgava ninguém. Posso roubar minha noiva um instante?   

- Fique à vontade – ele puxou Beckett pela mão levando-a a pista de dança.

- O que está tramando nessa sua mente inventiva, Castle?

- Eu? Quero apenas dançar com você e essa música é bem convidativa não acha? – ele passou a ponta dos dedos por entre o decote do vestido dela. Kate ainda não tinha percebido que música era. Até que as primeiras falas de Fever enchessem o salão.

“Never know how much I love you, never know how much I care.
When you put your arms around me, I get a fever that's so hard to bear.
You give me fever – ele puxou-a contra o seu corpo, beijou-a.
When you kiss me, fever when you hold me tight.
Fever! In the morning, fever all through the night.

Castle dançava com ela, o mais interessante era que encontraram seu próprio ritmo da dança. Kate remexia-se sensualmente, provocando o homem a sua frente. Encostava o corpo e descia esfregando-se nele no ritmo da música. Queria um motivo para sensualizar? Pois ela lhe daria um. Castle a segurou pela cintura e Kate entrou na brincadeira. Usava os quadris para atiça-lo, pode sentir o membro dele se animando com o contato intenso. Ele beijava-lhe o pescoço revidando, afinal sabia que ela ficava toda arrepiada com beijos no pescoço. Fora assim desde sua primeira vez. Ouviu um leve gemido, continuou o que fazia e outro gemido mais longo. Isso Castle, falta pouco para ela pedir misericórdia.

Então, ele sorrateiramente colocou uma das mãos por baixo da saia do vestido, enquanto a outra a segurava pela cintura, ele seguia apertando-lhe a pele, vagando pelo interior de suas coxas querendo tocar um único local. A boca mordiscando o lóbulo da orelha dela. Quando estava quase chegando no local desejado, ela gemeu quase antecipando o que ele pretendia fazer. Por um segundo, antes que ele conseguisse, ela escapou de suas mãos e virou-se para agarra-lo. Não foi um beijo qualquer. Foi um ataque avassalador capaz de deixa-lo zonzo. Os dois simplesmente esqueceram de onde estavam. Para sorte de ambos, o salão já não estava tão cheio. As luzes haviam sido reduzidas. Mesmo assim, o comportamento deles não era de todo apropriado para uma pista de dança, contudo nenhum dos dois pareciam se importar muito naquele instante. 

O desejo já contagiava o corpo de ambos, a excitação era perceptível na calça de Castle. Beckett parecia não se importar com o local, queria apenas sentir. A música mexia com seus sentidos e vontades mais intimas levando-a a extrapolar barreiras. Ele a afastou de seu corpo para gira-la, o vestido levantava mostrando parte das belas pernas enquanto rodopiava apenas para voltar direto para seus braços. Ele inclinou um pouco seu corpo tornando a beija-la. Ela se agarrou no pescoço dele projetando seu corpo contra o de Castle. Se continuasse agindo assim, aquela pista de dança seria pouco para os dois.

Isso apenas lhe deu mais vontade de provoca-lo. Ficando outra vez de costas para Castle, ela empinou o bumbum sobre a saia do vestido. Ele estava com o membro armado, a pista e a dança serviram para aumentar o tesão entre os dois. Beckett levou uma das mãos para tocar seu pescoço fazendo pequenos carinhos na nuca e nos cabelos enquanto seu corpo mexia-se pressionado contra o dele. A boca de Castle foi parar em seu pescoço, sugando-o, roçando os dentes e sugando novamente. Ela gemia, sempre se rendia aos carinhos dele ali. Ele tanto sabia que abusava. A respiração dela começava a ficar mais urgente.

Castle passava as mãos no corpo dela abraçando-a. Queria mais. Deixou uma das mãos escapulir e envolver um dos seios dela. Mordiscou o lóbulo da orelha e falou.

- Precisamos sair daqui... necessito de você, Kate. Não... quero possui-la... completamente.

- Oh, Castle... por favor... – ela gemeu – vai demorar para chegarmos em casa.

- Quem falou em casa? – ela olhou-o surpresa. Um sorriso genuíno se formou no rosto dele. Puxando-a pela mão, Castle a arrastava para os fundos da discoteca.

- Para onde você está me levando?

- Você já vai saber – ele parou na frente do banheiro feminino. Havia uma placa de interditado bem na entrada – acho que encontramos o lugar perfeito, não?

- O banheiro? Castle, estamos em uma boate, um lugar público. Está cheio de gente conhecida aqui. Não podemos fazer isso...

- Que melhor lugar se não um interditado? E nem adiante vir com a conversa de que você já não fez isso antes porque eu sei que já. Ninguém vai nos perturbar, Kate. Você não acha isso nem um pouco excitante? Não é como se estivéssemos com pressa para consumar um ato como geralmente acontece nesse tipo de cenário, apesar que eu estou quase no meu limite. Eu juro se não tiver você, eu vou explodir.

Ele deu um puxão trazendo-a de volta ao seu corpo apertando-a e brincando com os lábios, simulando um beijo sem tocar os dela. Roçava o nariz na pele dela, gesto que fez Kate fechar os olhos. Então, ele sorveu-lhe os lábios. Não fora um beijo simples, fora de tirar o folego, deixar zonza. Ele a pegara de jeito, não dando espaço para ela se soltar ou respirar. A intensidade do desejo que corria em suas veias fora demonstrada através do beijo.

Castle a empurrou para dentro do banheiro feminino. Kate inspecionou o local, parecia bem decente e limpo. Ele a agarrou por trás mantendo os braços ao redor da cintura dela, como se fosse escapar. Querendo acabar com qualquer suspeita e dúvida de Kate em continuar o ato, ele sussurrou no ouvido dela.

- Confia em mim, detetive?

- Você sabe que sim... – gemeu ao sentir a mordida de leve no pescoço. – mas, esse espaço...

- Não se preocupe com isso, eu sei o que estou fazendo, planejei isso... – ele apertou o seio dele com uma das mãos – apenas se entregue...preciso possui-la, Kate... – a mão deslizou pelo decote por baixo do tecido para apertar o mamilo com o polegar e o indicador fazendo-a gemer. Ele aproveitou o momento de descuido dela para deslizar suas mãos na lateral do corpo de Beckett fazendo-a se inclinar sobre a pia do banheiro de costas para ele. Gentilmente, afastou as pernas dela um pouco. Por baixo da saia puxou a calcinha até os joelhos. Uma das mãos tocou seu centro.

Enfiando dois dedos dentro dela, Castle massageava o clitóris e brincava para deixa-la excitada, zonza e louca para tê-lo. Na verdade, ele estava muito pronto para possui-la, porém queria que ela estivesse também pronta para recebe-lo. A outra mão abriu o botão e zíper da calça que usava liberando o membro armado. Ela gemia a cada novo movimento dele. Castle sabia leva-la a loucura. Tinha uma ideia do que ele imaginava ao dizer que precisava tê-la.

De repente, a mente foi ficando avoada, os pensamentos sumiam. O seu corpo estava anestesiado com o toque dele. Começou a sentir a pele arrepiar-se e os tremores tomando conta de seu ser. Percebendo que ela estava prestes a gozar, Castle sabia o que deveria fazer. Não dissera, não a preparara. Apenas introduziu o membro de uma vez dentro dela. Kate gritou. Ele sequer deu tempo dela se recuperar. Simplesmente começou a se mover imprimindo um ritmo maior do que o normal. Sim, ele estava muito excitado, quase no limite.

Penetrava-a profundamente, indo e vindo. Sentiu quando ela gemeu alto recebendo o orgasmo que já estava próximo. Ele não parou. Enquanto ela sentia as sensações loucas do gozo, ele dava velocidade ao ato. Segurava a cintura dela para ajudá-lo a aprofundar-se. Castle não aguentaria muito mais, ela agarrava a borda da pia tentando se manter de pé. Quando ele se viu perdido, liberou-se dentro dela com vontade. O efeito do orgasmo dele, provocou um outro nela.

Castle deixou o corpo pender sobre o dela para que pudesse se recuperar da força do desejo que os atingiu. Com a respiração pesada, ele tinha a boca perto do pescoço dela. Beckett virou o rosto para encontrar seus lábios. O beijo foi rápido, os dois praticamente sem folego. Então, Castle ficou de pé novamente. Ele a fez virar-se para fita-lo. Beckett tirou o paletó que ele vestia. A camisa estava molhada.

Ele acariciou-lhe o rosto. Podia ver o lampejo de desejo ainda presente naqueles olhos amendoados. Ainda não acabar de se divertir. Aproximou o rosto do dela, os lábios agora a beijaram gentilmente. Começara uma dança sensual com aquele beijo, Beckett envolvera suas mãos no pescoço dele deixando-se viajar nos lábios, no toque das línguas, no sentimento de amor e desejo presente naquele momento.

Poucos minutos depois, ele já estava totalmente excitado, pronto para tê-la outra vez. Dirigindo-se para uma das cabines, ele pegou o paletó e colocou sobre o vaso. Sentou-se. Erguendo o vestido dela, ele a convidou para sentar-se em seu membro. Rindo, ela começou a deslizar encaixando-se aos poucos e perfeitamente sobre o pênis rijo. As mãos de Castle deslizaram pelo vestido em busca dos seios dela. Apertou ambos de uma vez. Kate gemeu. Ela virou-o rosto para encontrar os lábios dele, perderam-se em um novo beijo.

Juntos, movimentavam-se querendo repetir o momento de prazer. Dessa vez, eles foram mais devagar, estimulando um ao outro, fazendo o desejo crescer gradativamente com toques, caricias e movimentos firmes. Beckett apertava o membro dele contra seu centro. Castle começava a alcançar seu limite. Aumentando o ritmo, ele puxava a cintura dela contra si, mordiscava o pescoço dela, fazia os pelos do corpo eriçarem-se.

- Kate... entregue-se.... – ele não poderia segurar muito mais. Precisava que ela estivesse pronta. Ele alcançou um dos seios e puxou o mamilo, instigando. Ela gemeu. Ele continuou acariciando, então uma das mãos afastou parte dos cabelos dela deixando o pescoço exposto. Cobrindo-o de beijos, mordidas e pequenos chupões, ele finalmente conseguiu faze-la render-se devorando-lhe a nuca com beijinhos.

Quando o orgasmo começou a refletir no corpo de Kate, ele se liberou. Sentindo cada segundo do clímax que os acometera, Castle a abraçou pela cintura puxando-a de encontro ao seu corpo, ele mesmo encostando-se contra a parede. Os corações batendo rápidos. O sangue pulsando nas veias, o calor e os arrepios ainda os rodeavam. Ele encostou os lábios de leve no rosto dela. Beckett segurava os braços dele envoltos em sua cintura. Fechara os olhos. Ficaram ainda uns minutos tentando se recuperar da loucura.

Ao abrir os olhos, ela virou o rosto para beija-lo apaixonadamente. Ela se levantou do colo dele. Com as pernas ainda fracas, ela caminhou até a pia. Calmamente, ajeitava a calcinha, o vestido. Tentava se recompor. Castle ficou observando-a por alguns instantes. Sentindo-se pronto, ele levantou-se e também se arrumou. Kate olhava para ele através do espelho. Viu quando ele não se importou com o paletó. Não valia a pena. Ela virou-se para fita-lo.

- Pronta para ir para casa, docinho? – ela aproximou-se dele, arrumou a gola da camisa, passou a mão nos cabelos dele e tornou a beija-lo com carinho. Ao se afastarem, ele continuou – como você considera essa experiência, Kate?

- Extremamente satisfatória, Capitão Castle – entrelaçando os dedos nos dele, sorriu – vamos para casa, babe.

Eles surgiram no salão revigorados. Os sorrisos estampados no rosto. Havia poucas pessoas ali. Perfeito para escaparem a francesa.

XXXXXXXX

Terminando de tirar a maquiagem, ela sorriu para o espelho. Podia ver em seu reflexo o vaso. Às vezes Castle a surpreendia. Adorava quando isso acontecia. Apagando a luz do banheiro, ela adentrou o quarto. Ele estava sentado na cama com o edredom cobrindo as pernas, ela reparou na plaquinha que ele trouxera do distrito sobre a sua cabeceira. Sorriu.

- Está marcando território com essa identificação, Castle?

- Confessa que você gostou – ela caminhou até seu lado da cama. Sentou-se inclinando o corpo para beija-lo no pescoço – já vai dormir, Kate?

- Eu não sei... a noite foi bem agitada. Fazia muito tempo que não usava um banheiro de uma discoteca para, você sabe... me senti jovem, nos anos de faculdade outra vez – ela abriu o sorriso – e não sei se foi essa ideia de ser o capitão, o dono da vez, mas você estava com um fogo hoje, Castle! Quanta disposição. Eu agradeço.

- Não precisa agradecer. Esse fogo todo tem apenas uma explicação. Você, Kate. Apesar de você ter reclamado há anos atrás, não estava errado quando nomeei minha personagem Heat. Isso é o que você provoca em mim. A cada dia que passa eu me apaixono mais por você. Como se isso ainda fosse possível.

- Hum... então nós passamos a fase de falar coisas fofas um para o outro?

- Eu sempre gosto de deixar claro o que você significa para mim. É sempre hora.

- Você melhora meu mundo, todos os dias. Com cada ideia e invenção. E você daria um ótimo capitão nos anos 70. Eu reconheço, mas acho que eu ainda prefiro o PI com estilo noir. Eu gostei muito da surpresa. Você está cumprindo o que prometeu sobre não deixar nossa vida se transformar em algo sem graça.

- O prazer é meu, amor.

- Não, o prazer é nosso. Falando nisso, será que o capitão não estaria interessado em um novo round com sua assistente?   

- Não precisa perguntar duas vezes, docinho – ele deitou-se sobre ela sorvendo-lhe os lábios apaixonadamente.

A verdade era que não importava o cenário. O fogo, a paixão e o amor eram sempre os ingredientes que guiavam seus momentos mais prazerosos juntos. Complementando-se, em sincronia sempre, ying e yang.



THE END. 

4 comentários:

Camila Lorrane disse...

Uau adorei Castle e Beckett sabem mesmo como apimenta uma relaçao ein esses dois sao fogo 😬

Leila Simiao disse...

Esse projeto é incrível!

Ana Cavalari disse...

Uuouu, Karen você se superou, com esse frio todo e eu aqui morrendo de calor hahahaha. Amei, incrível como sempre.

cleotavares disse...

Uau! Mais uma hot, very very hot.