quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

[Bones Fic] - What Happens in Vegas... - Cap.5

Esse é o capítulo final da fic, espero que gostem!

Atenção!!! NC-17!!! Be aware!!!

Cap. 5 - Final

Ela correu para o banheiro e trancou a porta. Olhou-se no espelho e suspirou. Sentou no vaso e apoiou a cabeça com as mãos.

- O que eu fiz?

Ela sabia bem o que fizera. Apesar das lembranças ainda não estarem tão claras, ela estava consciente de que o efeito da bebida fora explosivo para ambos. Mas quem você quer enganar Brennan? Não foi culpa da bebida, ela apenas ajudou a você expor o seu real desejo. Confesse. Quanto tempo fazia que você não transava? A quanto tempo ela não sentia o calor e o peso de um corpo masculino sobre o seu? Definitivamente já perdera a conta. Só que esse não era qualquer homem, não era um carinha de one-night stand. Era o seu parceiro, seu amigo. E agora? O que iam fazer? Como ficaria a sua relação profissional com Booth depois disso? Sim porque tinha que encarar o fato como ele era. Booth é homem, um macho alfa que tem instintos como qualquer outro. Como saber se ele não passaria a olhar pra ela de maneira diferente? Como se estivesse nua?

Ela se colocou na frente do espelho. A quem você pretende enganar Temperance? Você não conseguirá olha-lo da mesma forma. Na verdade, seja racional, você já não olha pra ele do mesmo jeito tem algum tempo. Ela deu um longo suspiro e sorriu. Teria que enfrentar a realidade não podia se fazer de inocente.

Devagar, ela saiu do banheiro e foi em direção a cama. Ele ainda dormia tranquilo mas estava de barriga pra cima expondo o peito nu bem definido. Ela procurou a calcinha e vestiu. Devia tomar um banho mas a mistura do perfume e do cheiro dele estavam na sua pele e ela queria ter essa sensação prolongada pelo menos por alguns minutos mais. Sentou-se ao lado dele na cama, ele parecia sorrir. Estar tão próximo ao corpo dele já mexia com ela novamente, tinha vontade de toca-lo, acaricia-lo. O que está acontecendo comigo? Você é uma pessoa racional, fez sexo com seu parceiro para saciar suas necessidades. Foi só isso. Sexo! Que sexo nada! Isso foi melhor que sexo, foi algo tão... sensual, tão forte... não é só desejo mas o que era isso então? Essa vontade de toca-lo, de abraça-lo, esse desejo liberto pelo alcool? Como chama-lo? Como explica-lo? Seria isso...

Nesse momento ele se mexeu, virou-se na cama como se a procura de algo. Ele deixou o braço cair sobre ela e automaticamente ela acariciou tdo o comprimento com a ponta dos dedos. Fechou os olhos.

Ela não percebeu que ele acordara e estava observando o jeito dela. Estava adorando o toque leve no braço. Ele colocou a cabeça no colo dela e beijou-o levemente. A mudança do peso, ela abriu os olhos. Prendeu a respiração ao sentir ele depositar vários beijinhos no seu estômago. O que ele está fazendo?

Ela se moveu chamando a atenção dele. Booth sorriu e se inclinou indo em direção ao rosto dela. Quando estava bem próximo dos lábios, ele balançou a cabeça e franziu o cenho. Bones,mas o que....

Ele se afastou dela como um raio.

- Bones! O que você está fazendo no meu quarto na minha cama?

- Sua cama?

Booth pareceu atordoado. Ele virou-se de costas pra ela, não podia encara-la agora. Eles realmente dormiram juntos? O sorriso surgiu sorrateiro nos lábios. Sim, ele dormira com Bones, sua Bones. Que mulher! Balançou a cabeça, porque será que ultimamente vivia tendo sonhos estranhos com ela? Desde a tal operação ele sempre sonhava com ela, juntos na cama, numa relação. Aposto que o Sweets dava um braço pra saber sobre esses sonhos. Suspirando, ele levantou-se da cama nu.

Brennan ficou admirando o corpo esguio, o bumbum perfeito. Ele não tinha vergonha de andar nu na sua frente? Ele espreguiçou-se e tocou as costas finalmente percebendo que estava nu. Já ia caminhar até o banheiro quando ouviu-a.

- Você vai ficar desfilando nu pelo quarto?

Ele deu um pulo. Não, estava imaginando isso.

- Booth?

Ele virou-se e cobriu as partes com as mãos.

- Bones! Mas o que você...

- Esse é meu quarto, Booth e não tem nada ai que eu já não tenha visto.

Ele se atrapalhou e acabou tirando a mão ao tentar pegar um lençol para se cobrir. Estava vermelho de vergonha. Não foi um sonho, foi real. Meu deus! Ele dormira com a Bones! A bebida.... e dessa maneira um chocado Seeley Booth lembrou-se das loucuras da noite anterior. Ah, noite maravilhosa, inesquecível. Temperance Brennan é uma mulher fantástica e agora poderia dizer, em todos os sentidos.

- Hey, booth! O gato comeu sua lingua?

- Err... vou escovar os dentes.

Saiu correndo para o banheiro. Oh, isso é grande. Dormir com Bones era um dos maiores desejos dele. Te-la em seus braços, beijar aqueles lábios divinos, foi tão bom... de repente, a sensação de prazer sumiu do rosto dele e um ar de preocupação e medo o dominou. O que ia acontecer agora? Como Brennan estava digerindo tudo aquilo? Será que ela apenas o considerava um mero parceiro sexual para satisfazer suas necessidades como ela mesma gostava de afirmar? Será que o lado emocional dela não aflorou depois dessa noite ou ela estaria culpando o alcool? Não, ele não ia jogar fora a chance de acertar os ponteiros com ela, afinal como poderiam conviver da qui pra frente sem colocar tudo as claras? Tenho medo dela não entender meus sentimentos, medo dela achar que nada disso foi importante. Só restava enfrentar as consequencias agora.

Booth voltou ao quarto para encontrar Brennan de pé na varanda observando a vista de Las Vegas. Ele caminhou devagar até ela. Tocou de leve o braço dela.

- Hey...
Brennan não se mexeu, não queria encara-lo. O rosto marcado pelas lágrimas. Resultantes do medo, um sentimento tão forte e odiado por Temperance. Toda a sua vida ela lutou por extinguir o medo da sua vida. Medo da rejeição. Isso a apavorava. Foi por não querer sentir isso de novo que ela se fechou para o mundo. E agora, esse fantasma a encontrara novamente. Dessa vez porém, estava em jogo a pessoa mais importante da sua vida. Jogo, ironicamente a palavra mais falada em Vegas. Sua vida estava em jogo, ela não acreditava em sorte. Um passo em falso e Brennan sabia que o perderia pra sempre.

- Você não vai olhar pra mim? Porque não quer me encarar?

- Booth, você tem noção do que aconteceu aqui? Do que isso significa?

- Eu poderia tentar explicar: dois amigos que decidiram aproveitar a cidade de Las Vegas da maneira que mais combina com ela, diversão, bebidas e sexo sem compromisso.

Ao ouvir as palavras dele, ela congelou. Não, ele não pode estar falando sério. Era assim que ele via? Nada além de diversão? É isso que eu sou pra ele? Ela já não controlava as lágrimas, tentava apenas conter os soluços e isso fazia sua voz embargar e seu corpo tremer.

- Booth eu...

- Shhh , ainda não terminei. Essa é a explicação que eu talvez ouvisse de uma certa cientista racional mas que está longe de ser a verdade. Mesmo porque essa pessoa não está aqui agora. A Dra. Brennan deixou o corpo a minha frente, aqui está apenas Temperance, a mulher que possui sentimentos, emoções e desejos. O que aconteceu aqui nesse quarto, foi a união de duas pessoas que se desejam, se respeitam e se amam mesmo que regados a litros de alcool. Nada acontece por acaso. O que fizenos aqui, eu e você não foi sexo, não foi satisfazer uma necessidade básica do ser humano. O que celebramos na noite passada, foi o amor. Não da maneira ideal, talvez loucamente dominados pelo desejo a tanto tempo reprimido. Apenas aceite, Temperance.

Ele a colocou de frente para si. Os olhos dela vermelhos do choro. Ele fitou as contas azuis e sorriu com ternura.

- Por mais que aquele serzinho racional martele no seu ouvido feito um diabinho, você não pode esconder seus sentimentos de mim. Está explícito no seu olhar, no seu rosto, nas reações do seu corpo. Não lute contra o maior de todos os sentimentos,Bones. Viva o amor!

Ela suspirou. As palavras dele tocavam o coração dela intensamente. Amor. Seria isso que ela não conseguia distinguir a principio? Essa sensação de plenitude?

Ela lambeu os lábios e fechou os olhos por alguns segundos. Quando tornou a abri-los, ela acariciou o rosto dele.

- Eu...eu não sei como lidar com isso... como agir... sou um gênio e não sei o que fazer.

- Isso não é um problema, você é uma excelente aluna, tenho certeza que vai aprender rapidinho. Na verdade, acredito que você já sabe só precisa se entregar.

- Mas eu nem sei o que falar, eu sou péssima com as palavras e ...

- Hey, você é uma escritora de best-sellers, você é ótima com as palavras. Mas Bones, você não precisa de palavras para expressar o amor. Está no seu olhar, nos seus gestos.

Só então ela reparou que estava com os dedos entrelaçados nos dele e que descansara a outra mão no peito dele.

- Diga que sim e sinta o amor aqui, nesse quarto. Eu quero te amar, te fazer amar. Diga sim.

Ela inspirou profundamente e abriu um sorriso.

- Sim, faça amor comigo Booth.

Ele a tomou nos braços e beijou-a ternamente carregando-a até a cama. Com delicadeza, ele retirou a camiseta que ela vestia. Ele colou seus lábios nos dela e sorveu o gosto delicioso daquela boca. A lingua tocava cada canto daquele refúgio enquanto as mãos deslizavam sobre as curvas do corpo de pele fria. O toque dele era quente e queimava inscitando o desejo no centro dela.
Agora a boca dele descia pelo pescoço dela sugando a pele alva. Todos os sentidos do corpo dele estavam alertas. Quando ele tomou um dos seios em sua boca, ela se contorceu contra o corpo dele e pode sentir a ereção gritante contra seu quadril. Ele apertou o mamilo dela e o gemido escapou aos lábios dela. Ele deslizava a boca agora pelo estômago enquanto mantinha uma mão acariciando os seios dela. Chegando na calcinha, ele beijou o centro sobre o tecido fazendo Brennan arquear contra o rosto dele. Retirou a calcinha e a penetrou com dois dedos voltando sua atenção aos lábios dela dessa vez tomando-os num beijo sensual que ela correspondeu imediatamente entre gemidos. Ele acariciava o clitóris dela levando-a a loucura. Podia sentir o corpo reagindo ao prazer, a libido atingindo seu máximo e fazendo sucumbir ao orgasmo finalmente.

Ah, mas ele queria satisfaze-la ainda mais. Mordiscou o pescoço dela e tornou a sugar os seios dela arrancando mais gemidos de orgasmos múltiplos. Ela sentiu-se livre, leve.

- Booth... faça amor comigo... eu quero você dentro de mim...

Ela se esticou e puxou o lençol que o cobria. Ele pos o corpo sobre ela e acariciou-lhe o rosto. Sorrindo, beijou suavemente os lábios e o queixo dela. Finalmente penetrou-a devagar. Ao senti-lo dentro de si, ela chamou por ele.

- Oh, Booth...

Ele deu a primeira estocada e assim impos o ritmo. Não tinha pressa, queria aproveitar cada minuto. A cada movimento, ele a olhava, oras beijava, oras mordiscava a pele alva dos ombros. Ao aumentar o ritmo, ela gritou.

- Tudo bem? Te machuquei?

- Não, tudo bem...

Ele tornou a beija-la e após quebrar o beijo, ele intensificou os movimentos. Sabia que ela logo cederia a um novo orgasmo, ele já estava no limite. De repente, ele retirou o membro de dentro dela, o vazio a fez reclamar gemendo apenas para sentir uma estocada rápida de uma vez. Quando ele tocou novamente o seu clitóris, ela atingiu o climax mais uma vez.

Linda, plena. Ele não se segurou e acabou gozando também.

A sensação de prazer era intensa. O peso do corpo dele sobre o seu, a batida do seu próprio coração, tão forte, tudo tão perfeito.

Ele se levantou de cima dela e deitou-se ao lado, apoiando-se no cotovelo. Não queria deixar de olhá-la. Sorria. Buscou a mão dela e entrelaçou os dedos dela nos seus.

- Um só... você pode sentir isso?

Uma lágrima correu o rosto dela, balançou a cabeça em afirmação.

- Sim, senti.

- Wow, Bones... você acaba de admitir que quebrou as leis da física.

- A culpa é sua. Sua e de Vegas...

- Minha, sei… pelo menos você não culpou a tequila.

- Mas Booth, o que você quer que façamos? Saimos de mãos dadas? E o nosso trabalho?

- Meu amor por você não pode ficar preso a uma lembrança de Vegas. Nós vamos viver juntos cada momento, um passo por vez.

- Sabe aquela frase “What happens in Vegas…”

- “Stays in Vegas?”

- Isso! Ela não existe pra mim.

- Isso é tão louco, irracional e maravilhoso...

- Isso é amor Bones, isso é se entregar.

Ela parecia apreensiva. Ele a beijou suavemente na testa.

- Hey... relaxa...escuta.... eu te amo,Temperance Brennan. Nunca se esqueça disso e eu não vou a lugar nenhum.

Ela o abraçou forte. Alívio era o que sentia naquele momento. Ele a amava, ele não a deixaria.

- Eu não.. eu não sei o que dizer....eu tive tanto medo,Booth.

- Medo?

- De te perder.... de me perder sem você.

- Você não vai me perder.

Ele a beijou apaixonadamente. Ela envolveu seus braços no pescoço dele e sentiu o contato mágico, pele contra pele. Aconchegou-se no peito dele e ali ficaram por um bom tempo.

- Bones?

- Humm....

- Vamos perder o nosso vôo...

- Esqueça, pegamos um mais tarde.

Ele sorriu com a afirmação dela.

- Hey, Bones.... me lembre de comprar um bom estoque de tequila pra te embebedar de vez em quando,ok?

Ela beliscou ele com força.

- Ouch! Isso doeu!

- É pra doer.

Ela se levantou da cama.

- Ah, qual é! Só porque a tequila te deixou selvagem?

Ela virou-se pra ele e colocou um joelho sobre o estômago dele.

- Não preciso de tequila pra ser selvagem.

Os olhos incisivos o encaravam.

- Então prove!
Ela ficou de joelhos na cama e mordiscou os lábios dele, a mão procurou sorrateira o pênis dele e majestosamente movia a mão sobre o membro acariciando-o. Ele gemeu em resposta. Ela apertou a cabeça do membro e sorriu. Largou o penis e encarou-o.

- Então?

- Oh deus Bones continue por favor...

- Nah, acho que não estou a fim, uma pena não ter tequila.

- Temperance Brennan não se atreva!

Ele a puxou contra si e enterrou o rosto entre os cabelos dela a procura da nuca. As mãos foram diretamente aos seios e ao toque ela gemeu. Ele a jogou na cama e prendeu as pernas dela com as suas. Aproximou seu rosto do dela e sussurrou.

- E agora? O que me diz?

- Viva Las Vegas!

E o puxou pelo pescoço para si, somente para se perder naqueles lábios novamente.

THE END.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

[Bones Fic] - What Happen in Vegas... - Cap.4

Atenção!!! NC-17!!! Be Aware!!!



Cap 4

Brennan tinha um sorriso malicioso nos lábios.


A pergunta de Booth ficou no ar e para respondê-la, Brennan envolveu o rosto dele nas mãos e beijou-o novamente. Ela deixou as mãos deslizarem pelos ombros dele acariciando enquanto os lábios moviam-se sensualmente sobre os dele. Com um movimento rápido, ela jogou a jaqueta dele no chão e correu as mãos por debaixo da camiseta fazendo Booth gemer ao toque quente contra sua pele. Ela mordiscou o lábio inferior dele apenas para distraí-lo enquanto puxava a camisa pela cabeça dele. Booth quebrou o beijo para dar acesso a ela e se livrar da peça de roupa. Ela o surpreendeu ao empurrá-lo contra a parede do quarto. Ele sentiu a boca dela passear pelo seu tórax sem cerimônia. Ela queria sentir esse peito a tanto tempo e desde aquele caso próximo ao natal sua vontade só aumentara. Ela lambeu o mamilo dele e sugou de leve. O gemido de prazer escapou dele e a reação foi imediata fazendo as calças se tornarem mais apertadas. Brennan colou o corpo no dele sentindo cada músculo contra as suas roupas. Ainda não era a melhor sensação. Afastou-se e tirou a camisa que foi direto para o chão. No segundo seguinte, ela desabotou a calça e finalmente estava na frente dele somente com a roupa de baixo.

Booth não poderia deixar de admirar aquelas curvas. O corpo esbelto e perfeito naquela pele de seda. Ela aproximou-se dele e dessa vez ele não deixou-a agir. Ele a colocou de costas pra ele e a abraçou pela cintura fazendo suas mãos deslizarem pelo abdomen liso. O toque arrepiava os cabelos dela. Ele achou os seios e os apertou sob o soutian fazendo Brennan gemer e se contorcer contra o corpo dele. Ela o provocava dançando sensualmente apenas para garantir o toque de seus corpos. A calça de Booth estava para explodir. Ele abriu o soutian dela e jogou-o no chão. Com os dedos ele fazia pequenos círculos em cada mamilo deixando-os duros e eriçados. Ela sentia o prazer aumentar cada vez mais no meio de suas pernas. Sabia o quanto estava molhada. Fazia tanto tempo que ela não sentia o prazer do sexo. Ela não queria adiar mais o momento. Virou-se para ele mas quando pensou em pedir para ele se livrar das calças foi surpreendida com a boca dele nos seus seios. Ele os beijava, sugava e apertava nos lábios levando-a a loucura. Ela deixou-se levar pelo momento, jogou a cabeça pra tras e fechou os olhos. Booth a saboreava com a boca e a língua. Ela era deliciosa demais. Podia sentir a mistura de perfume, hidratante e prazer na pele dela. Devagar, a colocou na cama e continuou a explorar o corpo a sua frente. Ele sabia que não aguentaria muito tempo mais, a dor era muito grande. Assim que chegou as coxas dela, ele as beijou internamente e ouviu os murmúrios enigmáticos que escapavam dos lábios dela. Ele tirou as calças. Não sentindo mais o toque dele, ela levantou o tronco apoiando-se nos cotovelos. A imagem que vi a fez rir. Booth estava de pé a sua frente com um boxer cheio de cavalinhos. Ela não segurou o riso que rapidamente se transformou em gargalhada. Como ele amava aquela gargalhada.

Ela sentou-se na cama olhando para ele ainda rindo.

- O que foi? Cadê seu senso de humor?

Ainda com o sorriso nos lábios, ela engatinhava para a ponta da cama somente de calcinha e empinando o bumbum propositalmente. Ela ganhava tempo para admirar o corpo belo daquele homem a sua frente. Chegando próxima a ele, ela pos-se de joelhos na cama e segurou os elástico da cueca com os dedos brincando com o mesmo. Olhando pra ele, ela puxou o boxer e finalmente libertou o membro ereto dele. A reação foi espontânea.

- Whoa!

Booth riu e olhou pra ela piscando.

- Horse!

Os dois riram da alusão. Ela apoiou-se nos ombros dele e ficou de pé na cama encostando seu corpo no dele e sorvendo os lábios com vontade. Booth envolveu as pernas dela na sua cintura deixando Brennan ciente do tamanho da ereção contra sua coxa. De repente, ele jogou-a na cama. Ela estava surpresa com o movimento. Ele arrancou a calcinha dela com um puxão. Quando a encarou tinha os olhos cheios de desejo.

- Quem está rindo agora hum?

E se deitou sobre ela tomando os lábios nos seus enquanto as mãos se entretiam nas curvas do corpo dela. Ele enfiou dois dedos na entrada úmida dela fazendo-a gritar de prazer. Ele moveu os dedos instigando e mordiscava o lóbulo da orelha dele. Ela deslizou uma mão pela costa dele procurando pelo seu objeto de desejo. Ao acha-lo, apertou a cabecinha devagar arrancando um gemido dele. Ela massageava o comprimento dele enquanto sentia os dedos dele massagenado seu clitoris. Ela ofegava, o corpo quente, a respiração difícil. Queria senti-lo agora mas quando abriu a boca somente o gemido e o prazer do orgasmo a atingiam. Ela tremia.

Booth queria ve-la assim, perdida, continuava massagenado o clitóris dela sem parar.

- Booth... eu...

E outra onda a atingia. Ele sorria pelo prazer de ver a bela mulher a sua frente se entregar tão facilmente. Ela abriu os olhos e o fitou. Buscando forças ela o empurrou para o lado e sentou-se sobre ele. Ela fincou suas mãos no peito dele e encaixou o membro ereto na sua entrada tão facilmente que o gemido de prazer provocou uma contração apertando o pênis dele contra ela.

Brennan começou a mover-se com ele, as mãos de Booth estavam na cintura dela ajudando-a a manter o ritmo. Ela passava as mãos no próprio corpo quando suas mãos encontraram a de Booth. Ela as segurou firme levando-as até os seus seios.

- Booth... vem Booth....

Seu nome era musica nos lábios dela. Aquilo só aumentou o desejo dele. O ritmo agora era intenso e ele apertava os mamilos dela. Com esforço ele se elevou da cama, ficando com a boca na direção do pescoço dela. Sugava a pele alva deixando marcas. Com uma última estocada, ele sentiu-a gozar e tomou os lábios dele num ultimo beijo antes de se envolver na onda de prazer junto com ela.

Brennan jogou o corpo sobre ele e ambos tornaram a cair na cama. Ela ainda sentia o membro dele a completar. Não queria se mover da posição que se encontrava. Podia ouvir o compassar louco do seu coração junto ao dele. A sensação de prazer era indescritível. Ela sentia falta disso. Ele a envolveu com seus braços e beijou o topo da cabeça dela.

Devagar, ela se desvencilhou do abraço e levantou-se rumo ao frigobar. Tirou duas garrafinhas de baby chandon* e voltou pra cama. Entregou uma delas para ele já aberta. As tampas ficaram em algum lugar no chão do quarto. Sentou-se na cama e Booth a acompanhou. Ela levantou a garrafa em sinal de brinde e sorriu.

- Viva Las Vegas!

Triscou sua garrafa na dele e virou num grande gole. Gotas de champagne escorreram pelo pescoço dela. Booth lambeu-as com precisão até chegar aos lábios dela. Beijou-a com paixão. Brennan deixou os lábios dele para mordiscar o pescoço dele. Ela tomou outro gole do champagne e ficou reparando no modo que ele a olhava.

- O que foi?

- Deus abençoe a tequila!

E virou o champagne na boca. Ela avançou até ele.

- Hey! Não beba tudo!

Tirou a garrafa com apenas um dedo da mão dele.

- Porque?

- Eu tenho uma experiência a fazer...

- Tava demorando a ciência atrapalhar o momento.

- Nah... você vai gostar.

Brennan o empurrou na cama e sentou-se sobre ele. Derramou o conteúdo da champagne sobre o peito dele e jogou a garrafa longe.

- Sua louca isso é vidro! Você po...

As palavras foram substituidas por gemidos ao sentir a língua dele lamber a bebida no seu corpo. Ela foi deslizando a boca pelo corpo dele e alternando com um pouco mais de champagne da outra garrafa. Quando sentiu o liquido no penis ele gemeu mas foi o grito que saiu em seguida da boca dele que a fez sorrir satisfeita. Brennan colocou o membro dele na boca e chupou.

- Ah...Tempeeee

Ia ser uma longa noite em Vegas.

9 am


Os primeiros raios de sol invadiam o quarto já batendo no rosto dela. Com uma careta, Brennan abriu devagar os olhos. Olhou para a cabeceira a procura do despertador. Estranho. Automaticamente, levantou da cama espreguiçando o corpo, esfregou os olhos e sentiu um arrepio no corpo, frio. Indo em direção ao banheiro, ela tropeçou numa garrafinha de baby chandon.

- Mas o que isso faz...

O espelho do guarda-roupa revelou a sua silhueta coberta por uma camiseta preta e parte do bumbum a amostra. De repente, um sinal de alerta acendeu-se na sua mente. Essa camisa é do...
Ela virou-se para a cama e viu seu parceiro deitado de bruços sem camisa. Roupas espalhadas pelo chão, lençois e sapatos. Pequenos flashs de memórias voltavam agora a ela como ondas. Temperance Brennan passou a mão pelo rosto.

- Damn, Tequila!


CONTINUA...




PS: * Baby Chandon é uma champagne deliciosa que é vendida em pequenas garrafinhas simbolizando doses individuais. São maravilhosas! Recomendo.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

[Bones Fic] - What Happen in Vegas... - Cap.3

Pessoas, peco desculpas pois não pude revisar o português.... me perdoem! Mas foi bem corrido essa semana e só tive ontem pra elaborar o cap.


Cap.3


Brennan acabava de ajeitar o cabelo. Checou o relógio. Bem na hora.Estava a fim de diversão.Mais que isso, era na verdade a primeira vez após a cirurgia de Booth que ela teria para ficar com o parceiro sem pensar em trabalho e ela sabia que algo estava mudando entre eles, pelo menos da parte dela.Sentia-se bem mais ligada a Booth que antes,não só falando em termos de amizade, algo mais se mostrara para ela a partir daquele momento, ela não sabia explicar direito mas ela estava mudada. Alem disso, tinha uma ideia em mente que esperava ter a chance de testar. Ela saiu do quarto e bateu na porta de Booth.


- Hey,Booth! Vamos!

Ele abriu a porta estava vestido casualmente,calca jeans e camiseta com a jaqueta de couro preto por cima. Reparou que ela estava a vontade também.Calca jeans e uma blusa roxa de gola V estilo babylook que colada ao corpo realçava suas curvas e seios.


- Vamos,Bones. Porque tanta pressa?


- Não estou com pressa, apenas cumprindo o horário que você mesmo marcou.Sou pontual.


- Ok,entendi Bones mas me promete uma coisa? Essa noite você pode relaxar e se divertir um pouquinho?


- Nos vamos nos divertir, Booth.


- Promete?


Um sorrisinho no canto da boca se formou.


- Prometo desde que você aceite e tope se divertir comigo.


- Combinado.


Ele estendeu a mão para ela.


- Vamos Booth, a noite e uma criança.


Eles foram a um show de dança que lembrava cabaré. Booth parecia empolgado com a cena e Brennan gostou muito da mobilidade das dançarinas.

- Gostou do show?

- Ah,sim. As danças são bem interessantes mas e claro que os homens acabam não percebendo muitos detalhes, mas não posso culpa-los. E natural um macho alpha sentir atracão pelas mulheres com corpos bem desenvolvidos e longas pernas, na verdade não passa de um conjunto reacoes químicas provocadas por hormonios especialmente o feromonio que e o maior instigador do desejo mais puro, devido a origem animal. E claro que...


- Bones, para ok? Falamos em nos divertir,lembra? Então nada de avaliação antropologica,ok?


- Então, porque não vamos a algum lugar onde possamos beber?


Ele riu.


- Ta certo, entao beber e sua ideia de diversão?

Ela olhou pra ele como quem diz "Algo errado com isso?"


- Ok, vamos!


Eles saíram e encontraram um otimo bar, ambiente hi-tech e descolado. Uma garconete veio logo atende-los.

- Boa noite, como estão?

- Ah, tudo bem.


- O que gostariam de beber?


- Whisky, Bones?


- Não, nada de whisky. Eu não gosto. Vamos de tequila.

Booth arregalou os olhos,surpreso.


- Tequila?


- Sim, você pode pedir cerveja se acha que não consegue me acompanhar.


A garconete riu pois percebeu o tom de desafio na voz da mulher e a insinuação dela no olhar.


- Tequila para dois.

- E pra já.


- Que historia e esse de não gostar de whisky?


- E não gosto mesmo.


- A minha garrafa que o diga, imagine se você gostasse. Esvaziou a pobre.


- Aquilo foi e, bem, foi uma emergência. Era a bebida mais forte disponível.


- Emergência?


A garconete serviu as doses de tequila acompanhada do pratinho com sal e limão. Brennan espalhou o sal na mão e colocou o limão próximo dela. Vendo que Booth apenas observava, ela o olhou intrigada.


- Você não vai me acompanhar?

Ele se preparou.


- Saude!


Brennan provou o sal, virou de uma vez a dose e chupou o limão.


- Deliciosa. Quero mais uma!

E fez sinal pra garconete.


- Você não respondeu minha pergunta, qual foi a emergência?


- Você sabe o problema do ciume.


- Ciume e algo natural de sentir, não classificaria como emergência.


- Não foi so isso, você sabe, a ideia de se apaixonar, amar, se perder no outro. Isso me fez sentir ciumes mas tambem me senti tão sozinha naquele dia.


Ele sorriu e ela baixou o rosto. A garconete colocou outra dose para eles na mesa. Booth esperou a garconete sair e esticou a mão para tocar a dela.

- Hey, você não esta sozinha. Tem amigos queridos, pessoas que se importam e amam você, tem seu pai, seu irmão e você tem a mim,Bones. Sempre tera, não importa o que aconteca, sempre estarei aqui pra você, do seu lado.

Ela tornou a fita-lo. Ele sorria. Como ela adorava aquele sorriso.


- Tks,Booth. Vamos brindar a isso.


E mais uma tequila. Dose apos dose, ela se via relaxando e brincando com o parceiro. Booth estava impressionado com a forca de Brennan para a bebida.

- Nossa! Acho que ja chega de tequila Bones.


Ela colocou mais um punhado de amendoim na boca.


- Ja esta tonto,Booth?

- Essa bebida e muito forte mas nao estou tonto!


- Sei, ok entao vamos tomar mais uma dose e dar uma volta.


A garconete trouxe outra dose de tequila para eles e Brennan novamente virou com vontade, ela estava se sentindo otima. Booth pagou a conta e levantou-se, sentiu as pernas pesadas. Quantas doses foram afinal? Ficou surpreso de ver que foram 6 para cada. Brennan pos-se de pe e titubeou um pouco. Ele a segurou pela cintura.

- Tudo bem?

- Esta sim, so me desequilibrei por causa do banco. Nao estou bebada,Booth.

Recuperando o seu equilibrio, ela se pos na frente dele. Os joelhos meio bambos mas nada que ela nao pudesse controlar.

- Vamos?

Eles passaram a andar pelos imensos espacos dos hoteis, Booth mangava de algumas pessoas bem estranhas fazendo ela rir dos seus comentarios. Na entrada do cassino,ela olhou pra ele procurando alguma reacao.Tinha medo que ele caisse em tentacao.Booth apenas olhava para o salao, o brilho das maquinas, o balancado das fichas sobre a mesa, o bater dos dados na madeira.Instintivamente, ela segurou a mao dele.


- Tudo bem?


- Sim.


- Vamos?


Eles cruzaram pela segunda vez o cassino de maos dadas.Brennan estava gostando da sensacao de sentir a mao dele na sua.

- Hey,Bones que tal irmos dancar um pouco?


- So se eu tomar algumas doses a mais.


- Ah, qual e! Vem comigo.


Eles entraram numa boate bem agitada. A musica era dancante.Beyonce.Single ladies. A batida fez Brennan rapidamente mexer os quadris. Eles adentraram a boate ate o bar. Booth pediu uma cerveja e Brennan insistiu que era melhor a tequila. Apos o primeiro copo, ela balancava os ombros e a cabeca. Definitivamente, um bom ritmo.


- Booth vamos dancar! Esse ritmo e bom. Moco, me da mais uma dose de tequila.

- Claro que e bom, Beyonce e otima.

- Beyonce? O que e Beyonce?

Ela virou outra dose de tequila e o puxou pela mao para o meio do salao. A musica ecoava na pista. Booth realmente se surpreendeu ao ver sua parceira tao envolvida na danca, talvez fosse a bebida, ou o fato de estarem apenas curtindo mas sabia que ela estava diferente. Ela se mexia no ritmo da musica sorrindo e de certa forma dancava de maneira sensual, ou era apenas a imaginacao dele? Ela chegou perto dele e gritou.

- Preciso ir ao banheiro. Nao some!

Brennan estava agitada. Ela sabia que parte era culpa da bebida mas por outro lado, poder aproveitar a companhia de Booth de maneira relaxada era de fato o que estava mexendo com ela. Seu parceiro era um cara muito atraente, divertido e ela sabia um cavalheiro. As vezes so sentir o cheiro do perfume dele ja a fazia sentir melhor. E apos a conversa sobre ele estar sempre ao lado dela, bem, aquilo mexeu ainda mais com a cabeca e a libido dela, disso tinha certeza.


Ajeitou os cabelos e olhou-se mais uma vez no espelho. Precisava de mais uma dose.

Ao procurar por Booth encontrou-o escorado no bar com uma cerveja na mao.

- Hey, ja desistiu de dancar?

- Se voce ainda quiser, posso tentar.

A musica que tocava era Crazy in Love. Ela esperava mais uma dose de tequila no balcao.

- Vai andando que ja te encontro.

Booth virou a cerveja e olhou pra ela. Brennan irradiava beleza e energia.Via que ela balancava o corpo no ritmo da musica.Ia se distanciando sem tirar os olhos dela. Brennan estava adorando a noite, o ritmo da musica era contagiante. Sentiu alguem encostar ao lado dela.


- Hey, baby. Nao acredito que uma coisinha tao linda esteja sozinha aqui. Quer dancar?

Brennan olhou pro carinha ao seu lado. Revirou os olhos.


- Primeiro nao me chame de "baby" e coisinha, segundo eu nao estou sozinha.

- Wow adoro mulheres valentes e decididas.

Ele se aproximou dela e tocou o rosto dela com uma das maos e com a outra tocou o seio dela. Ele nao sabia o que estava fazendo. Brennan segurou o pulso dele e rodou-o fazendo os ossos estalarem, nao satisfeita bateu o pulso dele sobre o balcao arrancado um grito do cara.

- Voce e louca?

- Nao apenas prevenida.

Nesse instante Booth chegou ao lado dela.

- Bones o que voce esta fazendo?

- Apenas me defendendo, esse cara nao acreditou que eu nao estava sozinha. Viu, acredita agora?

- E por isso voce bateu no cara?

- Ele me tocou com intensoes sexuais,Booth.

- O que?

- Calma, meu chapa. Eu ja vou e sua namorada e doida.

- Ela nao e...

- Doida, diga amor. Vai embora antes que meu namorado resolva chutar o seu traseiro!

Booth olhou pra ela sem entender.

- Namorado?


- Disfarca Booth! Ele esta olhando.


Nesse instante ela envolveu os bracos no pescoco dele e manteve o corpo colado e dancando. Booth suspirou maravilhado. A sensacao de te-la rente ao corpo era incrivel.

- Acho que ja chega de dancar.

Uma nova musica comecava. Hot'n'cold.

- So mais essa musica, eu gosto dela.

Ela virou mais uma dose de tequila e seguiu com ele para a pista, a musica ja estava avancada.De frente pra ele, ela comecou a cantar e a dancar,gesticulando.

We used to be

Just like twins

So in sync

The same energy

Now's a dead battery

Used to laugh 'bout nothing

Now your plain boring

I should know that

you're not gonna change


Ela pulava um pouco e quando chegou o refrao, ela o tocava com o indicador ou mesmo segurava a beira da jaqueta dele enquanto cantava. Booth apenas aproveitava o momento, gostava de ve-la alegre e solta.

Cause you're hot then you're cold

You're yes then you're no

You're in then you're out

You're up then you're down

You're wrong when it's right

It's black and it's white

We fight, we break up

We kiss, we make up


- Chega! Eu preciso de uma bebida.


Ela o puxou pela jaqueta direto para o balcao e pediu uma agua. Apos saciar a sede, a dose de tequila. Quando virou o copo, falou.

- Chega de dancar por hoje, vamos dar uma volta. Acho que sei o que podemos fazer.

Eles deixaram a boate e caminhavam pelo hotel. Brennan sentia que estava meio alta mas ainda estava bem, ela queria testar seu parceiro agora. Ao chegarem na frente do guiche, ela parou.

- Booth vamos andar de montanha-russa!

- Ah nao, Bones! Qualquer coisa menos isso.

- Vai ser divertido.

- Nao mesmo! Nos bebemos demais e vamos passar mal.


- Ah,Booth...


Ela se aproximou dele e segurou na jaqueta dele com as duas maos.

- Por favor,Booth. Voce prometeu, disse que valia tudo... vamos.


Ele olhou para ela pensativo. Seria capaz de enfrentar seu medo por causa dela? Ele ja sabia a resposta. Engoliu em seco.

- Tudo bem.


- Voce vai gostar,Booth. Tenho certeza. E vamos na primeira fila.


- O que? Ficou maluca? Nao ja basta eu estar enfrentando esse pesadelo e voce ainda quer que eu va na primeira fila? Francamente, Bones!


- Booth cientificamente a primeira fila e melhor nao so do ponto de vista de diversao mas de sensasoes, quanto mais para tras pior. Pois toda a forca mecanica e a pressao vem de tras e...acho que explicaria melhor se nao tivesse alta. Vamos logo.

Eles sentaram-se a frente e acionaram as protecoes. Brennan sorriu para Booth tentando encoraja-lo mas ele estava mesmo assustado. O carrinho comecou a se mover e o panico de Booth so aumentava. Ao chegar ao topo, ele ouviu o grito de Brennan antes do carro mergulhar nos trilhos.


- Relaxe Booth.

A viagem era uma loucura, Brennan ria e gritava realmente adorando a sensacao de adrenalina que percorria seu corpo. Ouvia os gritos de medo ao seu lado, Booth tinha medo mesmo. A volta foi bem rapida e ela saira revigorada queria mesmo era ir novamente, mas nao faria isso com ele. Desceu rindo do carrinho e ao ver a cara de Booth, ela se preocupou.


Ele estava branco feito papel.


- Booth, voce esta bem?


Ela o puxou para o banco mais proximo e com as maos examinou o seu rosto. Sentiu-o gelado.


- Tudo bem,Booth? Fala comigo.


- Isso foi....louco.


- Voce quer algo para beber?


- Nao, estou bem. Ja passou.


- Tem certeza?


Ela voltara a segurar as maos deles ainda estavam geladas mas a cor ja voltara as suas bochechas. Ela sentou-se ao lado dele.


- Poxa, Booth eu...


Ele pensou que ela ia se sentir culpada pelo pedido mas entao ela soltou uma gargalhada.


- Eu nao acredito que voce tem medo de montanha-russa! Serio!


- Ah, legal eu penso que voce esta se sentindo culpada e tal mas so quer tirar sarro da minha cara mesmo.


Ela se levantou e fez sinal para ele a seguir. Caminhavam lado a lado no corredor, ela ainda ria e implicava com ele. Por vezes, escorava-se nele,dessa vez o alcool a atingia masi forte do que antes.


- Como pode um cara tao corajoso temer uma montanha-russa?

E ria de novo.

- Voce esta bebada!

- Nao estou! Voce que esta.

- Ok, eu te desafio a fazer um quatro,Bones.

Ela riu e mostrou os quatro dedos da mao para ele.

- Nao esse 4! O 4 com as pernas.

- Entao faca junto comigo. No tres. Um... dois...

Ela nao disse o tres, tentando formar o 4 com as pernas, ela firmou-se na parede e dobrou as pernas. Ele tambem tentava mas nao conseguia segurar. Ela soltou a parede e gritou.

- Sem maos, sem maos... voce nao consegue!

Ela desequilibrou-se rindo e tombou pra cima dele que ria dela. Os rostos ficaram a milimetros de distancia. As respiracoes ofegantes. Brennan encarou os labios e o olhar a sua frente. Ele sorria com as maos na cintura dela. Devagar ela se afastou e fez sinal com a cabeca para seguirem adiante.


Chegaram finalmente aos seus quartos. Brennan sorria. Booth ja estava bem melhor.

- Adorei a noite,Booth. Obrigada mesmo.

- Eu tambem gostei muito de ficar com voce.

- Desculpe pela montanha-russa, serio.


- Nao precisa se desculpar, acho que vce me fez perceber que nao e tao ruim assim.

- Voce ta falando isso porque nao viu a sua cara na saida.


Ela segurava na jaqueta dele.


- E melhor dormir agora,Bones.


- E, e melhor mesmo.

Mas ela nao soltava a jaqueta.

- Boa noite, Bones.

Ele ajeitou uma mecha de cabelo teimosa atras da orelha dela. Brennan tascou um selinho nele e tornou a fita-lo. Pego de surpresa, ele nao se mexeu. Ela entao o puxou pela jaqueta e tornou a beija-lo, dessa vez ela quis provar os labios dele e sentiu Booth ceder a tentativa e provar os labios dela. Entrando no quarto dela, Booth quebrou o beijo. Ela realmente nao gostou.


- O que foi isso Bones?


- Um beijo.


- Nao quero saber o que isso significa.

- Me deu vontade de te beijar, voce e atraente e eu decidi fazer isso.

Ela se aproximou dele. Ele sabia que isso tinha influencia do alcool e nao queria fazer nada que pudesse se arrepender mas como resistir aqueles doces labios? Tudo que ele queria era te-la. O alcool nao o deixava raciocinar.


- E quero beija-lo de novo.

Ela nao esperou a resposta dele, colando seus labios nos dele.A sensacao de beija-lo era surreal. Ela sentia seu corpo responder imediatamente. Um arrepio percorria a sua espinha e o coracao acelerava. Booth a envolveu pela cintura tonando a distancia entre seus corpos nula. Ele nem acreditava que estava vivendo esse momento. Brennan quebrou o beijo e fitou-o sensualmente. Sussurou.


- Booth... eu quero mais...


- Oh, meu deus....


- Vale tudo,Booth.

- Bones por favor.


- Nao me chame de Bones. diga Temperance...


- Temperance...?

- Sim?

- Voce tem certeza que e isso que quer, Temperance?


O sorriso formou-se no rosto dela.







CONTINUA....

sábado, 30 de janeiro de 2010

[Bones Fic] - What Happens in Vegas... - Cap 2

Cap.2

Em pouco tempo, eles estavam de volta ao saguão do hotel.Brennan vestia uma saia preta e uma blusa roxa com um certo decote que realçava os seios dela. Booth estava à vontade, calça jeans e camiseta.

- Vamos?

Ele ofereceu o braço a ela que aceitou de bom grado.

- Eu estava olhando os livros sobre esse hotel, temos muita diversão aqui.Podiamos ficar aqui mesmo.

Eles entraram na passagem do New York para o Paris.

- Booth, não vamos de carro?

- Pra que Bones? Os cassinos são interligados, a rua é clara e cheia de gente, vamos andar.

Eles assistiram ao show de piratas no Treasure Island e Brennan realmente se divertiu. Ele a observava, adorava ve-la sorrir e relaxar. Em seguida, foram ao Caesar. Depois do show, Booth comprou sorvete para eles.Caprichara no chocolate e na calda do seu.

- Deixa eu provar o seu,Bones.De que é mesmo?

- Soja com frutas vermelhas.

Ele tomou a mão dela na sua e lambeu o sorvete. Fez uma careta.

- Isso é horrível! Como você consegue?

- Nao é nada horrível, é muito bom e saudável.

- Sou mais o meu de chocolate.

Eles andavam pelas calçadas de Vegas.Brennan mantinha seu braço envolto no de Booth.Ele gostava disso.Quem os visse diria que eram um casal de namorados ou talvez recém-casados curtindo a cidade.

- Entao, você gostou do show?

- Ah, sim apesar da fantasia e das mentiras, eu me lembrei do nosso caso no circo.Eu gostei muito de ser Natacha.

- Eu percebi.

- Booth podemos ir jantar agora? Estou com fome.

- Tudo bem,Bones. Algum pedido especial?

- Ah,não podemos comer num dos restaurantes do nosso hotel mesmo.Assim fica mais fácil depois. Já passa das 8:30.

- Ok, você manda.

No caminho de volta para o hotel, eles deviam atravessar um dos cassinos.Brennan olhou para ele antes de realmente entrarem no salão, ele parecia apreensivo. Ela tinha que admitir, queria jogar.Da última vez que foi a Las Vegas com ele, ela acabou sendo levada pela vontade de ganhar e frequentou o cassino tarde da noite para não tenta-lo. Ele já se desvencilhava do braço dela.Brennan passou a observa-lo. Ele parecia angustiado, ela percebeu que os dedos dele coçavam, ele esfregava o polegar no indicador e no anelar.A testa dele estava franzida.Ela percebeu o suor se formando na testa dele.Não gostava de ve-lo sofrer. Instintivamente, ela estendeu a mão e entrelaçou os dedos nos dele. O polegar acariciando a costa da mão dele.Booth virou-se para ela e seus olhos se encontraram.Ela abriu um pequeno sorriso. O olhar intenso dela o envolvia.

- Vamos,Booth.Temos que jantar.

Ela saiu puxando-o pelo salão.Quando chegaram no restaurante ela sentou-se na mesa sem largar a mão dele.Booth sentou ao seu lado, só então largando a mão dela para pegar o cardápio da mão do garçon.

- Boa noite, bem-vindos ao Amazon RainForest Cafe. O que gostariam de beber?

- Uma coca. E você,Bones?

- Um suco de abacaxi.

Quando o garçon se afastou, ele virou-se para fitá-la.Sorriu.

- Tks,Bones pelo o que você fez a pouco.

- Tudo bem.Não precisa me agradecer.

Ele voltou a olhar o cardápio ainda sem graça. Com o tempo que trabalhavam juntos, Brennan conseguia perceber algumas coisas referente ao seu parceiro que não percebia nas outras pessoas. Sua ligação com ele era diferente e simplesmente ela não sabia explicar porque.

- O que você vai comer,Bones?

- Hum, acho que esse risoto veggie.Você?

- T-Bone!

Ela revirou os olhos nem ia começar a discutir com ele porque era inútil.

- Ë impressionante a quantidade de gente nessa cidade.

- Ah,sim aqui tem gente do mundo inteiro ,Bones.

- Booth porque eu vejo que você se sente meio fascinado por Vegas?

- Como não ficar? Essa cidade é energia pura, bebidas, mulheres, jogo, adrenalina a mil!

Ela abriu um sorrisinho mas os olhos demonstravam preocupação. Ela colocou sua mão na dele.

- Booth, por favor, promete que você não vai fazer nenhuma besteira aqui. Você não vai...

Ela não quis falar pois não sabia como ele iria reagir.

- Prometo,Bones.

- Poxa, eu queria beber... você acha que a gente resolve esse caso rápido?

- Hum, já quer voltar pra casa? Você me diz, é a especialista aqui.

- Espero que sim.

- Vamos combinar o seguinte, quando resolvermos o caso teremos uma noitada em Vegas, combinado?

- Vale tudo?

Ela não atentou para o poder das suas palavras.

- Você manda! Menos você sabe...
Booth arrependeu-se da frase que disse será que ela entenderia algo tipo sexo? Ia tentar consertar mas ela já respondia.

- Ok, combinado e nada de cassino.

Eles apertaram as mãos selando o acordo. Terminaram de jantar e foram passear ainda pelo hotel até que se depararam com a entrada da montanha-russa.

- Hey,Booth, que tal um passeio de montanha-russa?

Booth congelou. Oh,não. Ele tinha pavor dessas viagens malucas, o que era bem ridículo para um agente do FBI e ex-sniper.

- Er, não Bones, nós acabamos de comer não pode fazer bem...e, e temos que descansar amanhã temos trabalho.

- Ah,Booth uma volta não são nem cinco minutos, vamos... eu adoro andar de monatnha-russa. A quantidade de adrenalina liberada é muito boa para o corpo e a mente.

- Não, Bones...

Ela percebeu que ele estava gelado quando o puxou para a entrada. Ele tinha um olhar estranho. Como o Sweets classificaria esse olhar?

- Booth você está bem?

- Er- e-eu estou sim mas é que bem podemos deixar isso pra outra hora,amanhã temos que trabalhar e...

Brennan cortou a conversa, não acreditava no que via.Booth estava com medo?

- Booth, você está com medo? Você tem medo de montanha-russa? É isso?

Ela já começava a esboçar um sorriso. Ele ficou vermelho e mexia demais as mãos, gesticulando sem saber direito o que dizer.

- Não é que você, você tá entendendo tudo errado...e

- Booth! Não acredito! Você enfrenta bandidos, serial killers e tem medo disso?

Agora ela gargalhava. Era demais pra ela.

- Ah, legal agora você vai ficar tirando sarro da minha cara.
- Mas Booth isso é engraçado, um homem como você? Um macho-alfa?

Ela ainda ria mas tentou se controlar para não deixa-lo com raiva.

- Desculpe, Booth. Prometo que vou esquecer. Vamos subir.

Ela segura no braço dele e caminham juntos até o elevador. Chegando no seu quarto, despediram-se e combinaram o horário que desceriam para o café.Brennan ainda demorou a dormir pensando no que descobrira sobre seu parceiro hoje. Como pode conviver com alguem a cinco anos e não saber disso? Também,Brennan você não pergunta, não se envolve ou se abre para ele. Quantas vezes você desejou a companhia dele em um fim de semana? Quantas noites sonhou com ele? É claro que isso não é uma atitude de uma pessoa racional, lógica e que não acredita em monogamia mas o fato é que desde a cirurgia de Booth ela percebeu que o modo de observar e agir com ele mudara. Outro pensamento rondava sua mente, o que ele quis dizer com vale tudo menos .... o que era o menos? Seria sexo? Booth realmente considerava o fato de ter relações sexuais comigo? Não, isso não pode ser, somos parceiros, trabalhamos juntos e ainda assim... Cansada de remoer sobre o assunto acabou adormecendo.

7:20 am

Batidas leves na porta o alertaram. Ele saiu do banheiro ainda com a escova de dentes na boca.

- Oi, Bones...en-tra.

Ele escovava o dentes na frente dela.

- Ainda temos que tomar café,Booth.

Ele tentava concordar com ela quando derramou pasta na gravata. Soltou um palavrão e começou a limpar.

- Espera Booth você vai fazer ficar pior.

Ela foi até ele e removeu a gravata com cuidado. Dirigiu-se ao banheiro e habilidosamente limpou a pasta sobre o tecido. Ele parou para observa-la. Tratou sua gravata como se fosse um dos seus ossos preciosos. Saiu do banheiro e colocou a gravata para secar no ar condicionado.

- Booth! O que você está fazendo ai parado ainda? Vamos nos atrasar. Ele pareceu sair de um transe e correu pro banheiro, ao sair encontrou-a com a gravata na mão e sem pedir permissão, ela mesma a colocou e ajeitou o nó.

- Tks, Bones.

Deixaram o quarto, tomaram café e se dirigiram a delegacia. Chegando lá, foram logo para a sala do delegado que estava no telefone.

- Bom ver vocês novamente. Existe alguma coisa que precisam fazer antes de irmos ao local do crime?

- Não, podemos ir.

O delegado se levantou, pegou o chapéu e fez sinal para eles o acompanharem.

- Com todo o respeito agent Booth, você deveria ter colocado uma roupa mais leve. Vocês sigam o carro da polícia.

Ao entrarem na estrada, Brennan voltou-se para Booth.

- Eu também não entendi. Você me alertou para usar roupas leves e está de terno e gravata.

Ele a olhou. Vestia uma calça jeans e uma blusa de malha de manga curta sobre uma camiseta branca.

- É, sei lá acho que foi bobeira.

Cena do crime
Meio do deserto
9am

- Por aqui senhores.

Já de longe, Brennan detectou o corpo e reparou nos resíduos da área.

- É normal essa sujeira toda no deserto?

- Não mas infelizmente não conseguimos cobrir toda a área, o deserto é imenso.

Brennan se abaixou rente ao corpo, calçou as luvas e fez as primeiras observações.

- Homem, a arcada dentária sugere ao redor dos 30, branco. Tem pouca porção de carne mas vou recolher assim mesmo para Cam. Booth, você pode me passar alguns sacos para evidência?

Ao olhar pra ele, viu que Booth já se livrara do paletó e da gravata. Enrolava as mangas da camisa.

- Tá Bones, peraí.

Ela própria estava sentindo o efeito do calor. Sentia o suor descer pelos cabelos e molhar o rosto. Ela tentou enxugar com o braço ou a manga da camisa sem sucesso. Como suas mãos já estavam contaminadas, ela não podia tirar a camisa. Quando Booth estendeu os sacos a ela, Brennan pediu.

- Booth, você poderia limpar o suor do meu rosto?

Booth olhou pra ela meio sem jeito.

- Eu faria mas minhas mãos estão sujas e cobertas de evidência.

Ele pegou o lenço que trazia no bolso e aproximou-se dela. Brennan fechou os olhos instintivamente. Booth suspirou e passou levemente o lenço sobre a pele do rosto dela. Demorou o quanto pode fazendo isso. Assim que Brennan percebeu a falta do toque no rosto, abriu os olhos e sorriu.

- Tks,booth. Mais uma coisa. Você pode tirar meu casaco? Eu mesma tiraria mas...

Ele se aproximou por trás dela e cuidadosamente tirou o casaco.Ao faze-lo, seus dedos tocaram a pele alva exposta pela camiseta. Ela estava quente. Assim que se viu livre do casaco, Brennan voltou ao corpo.
- Essas amostras são pra Cam. E... essas para Hodgins, aposto que ele pode descobrir muita coisa com esse pedaço mínimo de tecido.

Ela colocou as amostras na bolsa de apoio e voltou a se concentrar no corpo. O calor a deixava cansada, sentia-se pesada mas precisava recolher todas as amostras necessárias para enviar ao Jeffersonian. Examinando os ossos, ela percebeu no esterno a marca do que aparentemente era uma bala.

- Parece que temos um tiro no peito, veja a marca no esterno.

Booth se aproximou para examinar o osso que ela mostrava. Ao faze-lo, o perfume dela encheu suas narinas. Além disso, ele percebeu o efeito do sol no corpo dela. A pele reluzia de suor, a camiseta estava grudada no corpo e mesmo não querendo ele percebeu o caminho de suor entre os seios e no colo dela.

- Deve ter uma bala por aqui em algum lugar. Detetive, o senhor por acaso encontrou algum projétil perto do corpo?

- Não mexemos em nada, se tinha uma bala, ela continua aí.

Brennan revirava metodicamente os ossos a procura de uma bala,Booth estava passando por um momento muito perigoso. Ver sua parceira ali, tão concentrada mesmo com a influência do calor, o sol queimando a pele, o suor deslizando pelo corpo, os mamilos sobressaindo na camiseta, nossa, ele sentiu uma pontada na virilha. Ela estava tão linda e tão sexy naquele momento, ele não conseguia pensar em mais nada a não ser em como gostaria de tocar, beijar e lamber aquela pele. O calor começou a tomar conta do seu próprio corpo mas não era efeito do sol, era tesão, desejo e ele não podia estar sentindo isso agora! Estava trabalhando! Precisava ocupar sua mente com outra coisa. Ele forçou a si mesmo de distanciar-se dela. Procurando por água para aliviar a sensação de agonia, ouviu quando ela falou.

- Achei!

Brennan se levantou rapidamente e sentiu o mundo girar ao seu redor. Cambaleou nas próprias pernas e antes que ela se desequilibrasse, sentiu os braços fortes a suportando.

- Você está bem,Bones?

Ela não estava, sabia que o sol a consumira mas ela não se entregava fácil.

- Sim, estou apenas levantei rápido demais.

- Bones,o sol está muito forte, é melhor parar. Vamos levar os restos para um laboratório, lá você pode trabalhar melhor.

- Eu estou bem Booth.

- Não quero arriscar.

Ele permanecia segurando-a rente ao seu corpo. Ele também estava suado e mais que isso, ela percebeu que ele estava em uma situação "desconfortável". Aquilo certamente era interessante, o que será que aconteceu com ele para ficar assim? Ela se afastou devagar tentando mostrar a ele que estava tudo bem mas titubeou.
- Não disse,Bones? Larga de ser teimosa! Vamos embora. Delegado, pode arranjar transporte para os restos, precisamos deles em um laboratório decente para que a doutora possa trabalhar.

- Claro, Agente booth. Enviarei o corpo para o laboratório de pesquisa da universidade de Nevada, uma unidade aqui mesmo em Las Vegas. Se quiserem podem se dirigir para lá imagino daqui a uma hora.

- Combinado. Vamos,Bones!

- Mas booth ainda tenho que coletar evidências e...

- Você já tem evidências suficientes, vamos voltar a cidade e enviar o material aos nossos amigos do Jeffersonian e em seguida iremos para o laboratório.

Ela seguiu até o carro. Ainda se sentia zonza mas não ia falar para o Booth. Em dez minutos, Booth encontrou uma loja de conveniência e estacionou o carro.

- Fique aí, eu já volto.

Em cinco minutos ele estava de volta, o ar condicionado do carro já melhorara a sensação de calor e cansaço que ela sentia. Ele estendeu a ela uma garrafa d’água e uma barrinha de chocolate.

- Coma logo isso pra se sentir melhor. Não quero você doente.

- Booth, não estou doente. Eu tive uma indisposição natural.

- O calor está muito forte e você tem que parar de teimosia.

Ela entortou a boca e bebeu a água. Tinha que admitir, sentia-se renovada após beber e comer. Satisfeito que ela finalmente o ouvira, ele deu partida no carro. Chegaram em Las Vegas e já providenciaram o despacho das amostras para o Jeffersonian.Brennan ligou para Cam e explicou exatamente o que precisava e qual o estado dos materiais. Em seguida, eles dirigiram-se ao laboratório da universidade.

Sem perder tempo, Brennan calçou as luvas e pos-se a examinar o corpo. Conectada com sua equipe em Washington, eles trocavam idéias a fim de identificar a vítima e a causa da morte. Booth andava de um lado a outro, levantava e sentava e sua movimentação estava realmente irritando a parceira.

- Booth, quer fazer o favor de ficar quieto? Você está tirando minha concentração.

- Ah, Bones! Eu estou entediado. Não aguento mais esperar, ficar sem fazer nada!

- Então já que são 2pm que tal arranjar algo para almoçarmos? É o tempo que eu termino aqui e ficamos no aguardo das respostas dos exames.

- Ótima idéia! Alguma preferência?

- Salada, quero algo leve por causa do calor.

- É pra já!

Ela sorriu finalmente. Sabia que ele estava entendiado. Voltou ao exame que fazia. Quando ele retornou, ela já tinha muitas novidades. Falava com Hodgins,Cam e Angela pelo computador.

- Todas as análises foram concluídas e os resultados certamente ajudarão Booth a solucionar o problema. Fácil,fácil.

- Esperem um momento que ele está chegando. Booth vem aqui, temos novidades.

Ele ficou ao lado de Brennan para ouvir. Ela foi quem primeiro falou.

- Encontrei marcas de tiros no esterno e na vértebra C5 sugerindo execução. A bala encontrada casa com o formato do tiro no esterno. Acredito que a idéia era acertar o coração e como deu errado, usou a nuca.

- Nas amostras enviadas pela Dr.Brennan encontrei no tecido rastros de sangue que aparentemente não eram da vítima.

- Então você quer dizer que pode ser do nosso assassino?

- Muito provavelmente, Angela tem mais informações sobre a identidade da vítima.

- Oi, como está Las Vegas?

- Hot!

Angela e Cam se entreolharam pois já haviam reparado que Brennan vestia somente uma camiseta e estava vermelha.

- Em que sentido,Booth?

Ele revirou os olhos.

- Será que podemos falar da nossa vítima?

Angela riu e concordou.

- Ok, o nosso rapaz é Charles Miller. Ele é motoqueiro e lidera um ferro velho nos arredores de Las Vegas. O DNA de Cam confirmou a identidade juntamente com as partículas de Hodgins.

- Já o sangue do tecido, é de outra pessoa pois a vítima é O+ e o sangue encontrado é A-.

- Espere um minuto.

Booth ligou rapidamente para o FBI e pediu a ficha de Charles.

- Pessoal, parece que o nosso amigo tinha uma vida social bem agitada. Tem passagem pela polícia por brigas de gangues com outros motoqueiros. Aposto que esse sangue é de um cara chamado Lou Rivers.

- Angela, você pode verificar se encontra algum registro médico desse cara?

- Me dê um minuto.

- Acho que o motivo do crime está relacionado com disputas entre gangues, ao que tudo indica Charles e Lou eram rivais na disputa de territórios entre motoqueiros.

- Achei. Lou Rivers, 34 anos. Excelente saúde. Sangue tipo A-. E bem bonitão devo acrescentar.

- Ótimo Angela, pessoal obrigado. Vou procurar o delegado.

- Vou desligar agora.

- Espera Bren, quando você volta?

- Assim que terminar o caso, talvez amanhã.

- Bren, faz um favor pra mim?

- O que é Angela?

Angela olhou pra Cam e sorriu.

- Está vendo esse pedaço de homem que estava ao seu lado? Pegue ele e Viva Las Vegas,baby!

- Angela, eu não sei do que está falando.

- Ah, sweetie você sabe sim... pare com isso. Viva um pouco. Quebre barreiras.

- Angela, se está falando do Booth, nós somos apenas parceiros.

- Sei, essa frase já perdeu sentido pra nós ok? Pense nisso e divirta-se.

- Certo Angie vou desligar.

Brennan ficou pensativa por um momento. Como Angela podia afirmar tantas coisas sobre a vida dela? Coisas que nem mesmo ela entendia direito. Lembrou-se da noite anterior com Booth. Realmente se divertira e gostaria de fazer isso novamente.

Nesse momento Booth entra no laboratório acompanhado do delegado.

- Bones, trouxe o delegado e contei quem é nossa vítima. Adivinha? Persona non grata!

- Charles Miller é um encrenqueiro de primeira, chefe da gangue Hellboys e rival incondicional da gangue Spirits of Satan, recentemente Charles melou um grande negócio do chefe da outra gangue e abocanhou cerca de usd 25mil pelo ato.

- Agora só falta vocês me dizerem que o chefe dos Spirits of Satan é Lou Rivers.

- Jackpot,Bones!

- Já acionei meus homens para prenderem Lou Rivers como suspeito de assassinato. Daqui pra frente é com o estado de Nevada.

- É só isso? Simples assim?

- Simples assim. Muito obrigada Dr.Brennan sem o seu trabalho não teríamos avançado. O Agent Booth estava certo quando me falou que você é a melhor.

Ela olhou pra Booth.

- Que é Bones? Não vai confirmar o que eu disse?

- Claro, eu sei que sou.

- Amo essa modéstia dela.

Eles apertaram as mãos e despediram-se. No caminho para o hotel, Booth comentou.

- Essa foi mais fácil que tirar doce de criança. Podemos voltar a Washington ainda hoje se quiser pra trabalhar no seu soldado múmia.

Ela sorriu, não definitivamente não.

- Espera aí, você me prometeu uma noitada em Vegas. Desistiu ou você julga que não sou boa companhia?

- Desistir? De jeito nenhum. Vamos aproveitar a noite então.

- Ótimo!

Ela virou-se para a janela e sorriu, talvez Angela tenha razão, ela precisava viver um pouco.

- E Bones, você é a melhor companhia que eu poderia ter.
CONTINUA...