quarta-feira, 26 de maio de 2010

[Bones Fic] The End or Just the Beginning?

Título: The End or Just the Beginning
Autora: Karen Jobim
Classificação: NC-17
Gênero: Angst,Drama,Romance,missing scene
Advertências: Spoilers da SF 5x22.
Capítulos: One-shot
Completa: [x] Sim [ ] Não
Resumo: A versão da minha SF. Sorry, HH! Adorei mas eu preciso apimentar essa história.
PS: Desisti de teorias mas dei uma interpretação diferente a um elemento bem comentado, vcs vão ver. Espero que gostem!

ATENÇÃO!!! NC-17.......BE AWARE!!!


The End or just the beginning



Aeroporto de Dulles

Brennan despediu-se de todos, sabia que precisava partir mas se recusava a faze-lo sem se despedir dele. Ao virar o rosto mais uma vez para o saguão, ela o viu. Um pequeno sorriso aparecia imperceptível em seus lábios. Foi ao encontro dele.

- Desculpe. Eu não consegui um passe de saída. Tive que dar uma escapada da base para vir me despedir.

- Escute,Bones, você tem que ser realmente cuidadosa naquela selva da Indonésia,ok?

- Booth, em uma semana, você irá para a zona de guerra. Por favor, não seja um herói. Por favor, não seja você.

Ele pegou a mão dela na sua.

- Um ano a partir de hoje. Nós nos encontraremos no espelho d’água do shopping perto do...

- Carrinho de café. Eu sei.

- A contar de hoje, um ano.

As mãos se soltaram. Os olhares mantiveram-se fixos por mais uns segundos. Ela começou a retornar para o portão de embarque. Ele caminhou rumo a saída. Virou-se, precisava olhar para ela uma última vez. Brennan respirou fundo e olhou pra trás. Ele estava olhando pra ela intensamente. Não precisavam de palavras. Ela sabia o que aqueles olhos diziam. Três palavras de significado tão duvidoso e incompreensivel pra ela. Os olhos de Booth diziam “Eu te amo”.

Finalmente, ela atravessou o portão de embarque.

XXXXXXXXX

American Airlines
Vôo 744
3 horas depois da partida

Brennan estava concentrada em um livro. Não que realmente quisesse ler. Ela não estava a fim de conversar e sabia que se desse espaço Daisy falaria a viagem inteira a seu lado. Da mesma forma de sempre, conseguiu controlar sua companheira de viagem até que relativamente fácil talvez pelo fato dela estar um pouco abatida com o fim do relacionamento com Sweets. Brennan olhou disfarçadamente para o lado. Daisy dormia tranquila. Ao ver a cena, Brennan relaxou. Colocou o livro de lado e sorveu mais um gole do champagne. Uma imagem da viagem a China lhe veio a mente. Lembrou-se do brinde que ela e Booth fizeram no avião comemorando a resolução de mais um assassinato. Sorriu ao perceber que as palavras ditas pelo garoto naquele momento ainda estavam gravadas na sua mente. Hoje elas tinham um novo significado para ela. Instintivamente, ela pegou na sua bolsa a carteira e tirou de lá a medalha colocando-a na palma da mão. Segurou a medalha entre os dedos esfregando-a com as pontas como se a acariciasse, como se pedisse proteção a São Cristovão. Não, Temperance Brennan não mudara sua opinião sobre religiosidade. Para ela, aquele pingente significava algo mais importante.

FlashBack

Apartamento de Brennan
Dia anterior - 10pm
Temperance Brennan colocava seu último casaco na mala. Ticou mais um item do seu checklist de viagem. Correu os olhos pela lista. Faltava apenas algumas coisas de uso pessoal que ela apenas colocaria na mala um pouco antes de sair de casa. Na sua outra bolsa de mão, já estavam agenda, livros e o notebook com seus acessórios. Os demais aparatos técnicos ficavam por conta do projeto. Olhou para o celular sobre a cama. Ela tinha conversado com Booth à tarde. Ele já estava no quartel e dissera que iria conseguir um passe para se despedir dela amanhã no aeroporto. Sinceramente, ela não queria que ele fosse.

Brennan não saberia lidar com aquele momento. Sabia que podia ter a reação mais adversa possível a situação. O modo como ela encarara a suposta morte de Booth a um tempo atrás era um exemplo disso. Claro que nesse momento, Booth estava indo pra guerra, não morrendo e ela esperava que continuasse assim. Mas desde a última conversa deles sobre a relação e os sentimentos existentes entre os dois, tudo parecia muito confuso pra ela mesmo com toda a sua inteligência, ela não conseguia explicar de forma natural o que acontecera com eles. Parecia que algo havia se quebrado entre eles, não por ela mas Booth parecia mais distante e Brennan não compreendia direito o porque disso. Suspirou e jogou-se na cama forçando seu cérebro desligar por alguns instantes. Quando começava a cochilar, ela ouviu a campainha. Sentou-se na cama alerta. Endireitando os cabelos, ela olhou pro relógio da cabeceira.

- 10:45? Quem será?

Pelo olho mágico, ela o viu encostado a parede. Abriu a porta.

- Booth? Que faz aqui a essa hora? Você não deveria estar no quartel?

Ela deu espaço para ele entrar. Vestia uma camiseta azul de malha e calça jeans. Tinha o rosto cansado e preocupado.

- Eu só consegui permissão pra sair agora. Não vou poder ir ao aeroporto amanhã.

- Tudo bem,Booth. Você parece cansado. Vou fazer um café.

Ele nem teve tempo de recusar pois Brennan saiu as pressas para a cozinha. Ele levou as mãos a cabeça, escondendo o rosto entre elas. Estava totalmente apreensivo, não queria se despedir dela assim, não sabia que palavras iria usar para expressar algo que não queria realmente dizer. Tudo parecia tão simples na sua cabeça quando estava a caminho dali. Colocaria sua máscara e falaria da melhor forma possível com Bones usando a lógica e a racionalidade porém bastou olhar naquelas duas safiras brilhantes para perder parte da sua própria razão.

Brennan voltou para a sala trazendo duas canecas de café. Entregou uma a ele e sentou-se ao seu lado. Após o primeiro gole, Booth resolveu puxar conversa para não tornar o momento constrangedor e quem sabe assim ele conseguiria fazer seu discurso racional.

- Está tudo arrumado já? Precisa de ajuda?

- Está tudo sob controle mas obrigada por perguntar.

- A que horas sai seu vôo?

- As 4 da tarde. Chego em Paris as 5 da manhã pra você e as 9 já estarei voando para a Indonésia mais 10 horas de vôo.

- Nossa! Ainda bem que você voa de primeira classe,

- A sua viagem não será tão diferente assim.

- Mas eu não vou direto. Fico um dia na Inglaterra.

De repente, o silêncio se estabeleceu entre eles. Brennan brincava com as mãos de maneira inquieta sobre seu colo. Ela realmente não sabia como reagir ou o que dizer em seguida. Booth então virou-se para ela e sorriu. Criando coragem, falou.

- Olha Bones, eu sei que você é uma cientista e está bem feliz por chefiar essa equipe na ilha Malolo mas quero te pedir pra não fazer nenhuma besteira, sabe, nenhuma aventura maluca que te exponha ao perigo. Aquilo é uma selva perigosa.

- Booth, eu sei me cuidar. Não é a minha primeira viagem a lugares exóticos nem minha primeira escavação, eu posso me virar muito bem sozinha.

- Bones não foi isso que eu disse.

Ele se levantou.

- Eu conheço a sua paixão por se manter em encrenca e eu não vou estar lá pra te ajudar e nem pra te proteger.

- Booth quer parar! Você é quem vai estar em perigo daqui a algumas semanas no meio de uma guerra. Você não pode pensar que deve me proteger sempre.Você escolheu isso, você decidiu voltar para aquele maldito exército não eu!

Brennan não conseguiu disfarçar a raiva e deixou a voz se elevar.

- Ha! tá bom agora a culpa é minha? Eu fui chamado pra defender o meu país não pra brincar de procurar esqueletos de gente morta a um zilhão de anos!

- Você já defendeu até demais o seu país, Booth. E se meu trabalho como antropóloga não passa de uma brincadeira pra você, então eu tomei a decisão correta quando aceitei essa expedição e sai do Jeffersonian.

Ela se pos de costas pra ele. Já não aguentava segurar as lágrimas. O que deu nele?

Booth esfregou os olhos nervoso. O que ele estava fazendo? Ele não viera ali pra brigar, ele viera ali pra vê-la uma ultima vez e lembrá-la do quanto a amava.

- Droga! Bones, eu sinto muito. Eu sou um idiota não quis te magoar, você sabe que eu a admiro muito e que pra mim você é perfeita do jeito que é. Uma cientista brilhante, uma mulher incrível. Eu...

Ela virou-se para ele. As lágrimas marcando o rosto de porcelana.

- Você disse que nunca me abandonaria mas o fez na primeira oportunidade que teve. Você escolheu, Booth e não foi a mim.

Aquelas palavras foram uma facada no coração dele. Ele realmente a tinha magoado e tinha de admitir, quebrara a promessa. Ele precisava consertar isso. Ela continuava chorando. Ele se aproximou e com o polegar, limpou as lágrimas do rosto dela.

- Não chore,Temperance. Você parte meu coração desse jeito. Eu não escolhi o exército em vez de você. É complicado, tenho um dever a cumprir. Eu nunca poderia escolher nada além de você, Bones. Você está em meus pensamentos 24horas por dia, 7 dias por semana. Eu tentei seguir em frente mas é impossível! Você está guardada no meu coração a sete chaves.

Brennan fez que ia replicar mas Booth a proibiu colocando o indicador sobre os lábios dela.

- Não, isso é uma metáfora. Estou usando as palavras para expressar como eu me sinto. Não posso ir contra o que sinto,contra meu amor. Você é insubstituível,Bones. Onde quer que eu vá, você estará comigo porque eu te amo. Porque você não consegue entender isso? Porque você não pode apenas admitir que o sentimento é recíproco, que o amor existe?

Brennan viu a urgência nos olhos dele. Ela estava sem palavras. Sentia as mãos dele nos braços dela, quentes. Um arrepio percorreu seu corpo.

- Booth, eu-eu... você insiste em dizer que me ama, como posso responder a isso se eu não sei como amar, se eu não sei definir o amor?

A voz dela saiu embargada, os olhos já estavam novamente cheios d’água.

- É claro que você sabe!

- Não, Booth. Eu já te disse isso antes. Eu sou uma cientista e a razão é...

- Não, Temperance Brennan é uma mulher antes de tudo e como toda mulher tem sentimentos e opiniões fortes. Vou provar pra você que você sabe sobre amor. Vou fazer umas perguntas pra você, promete que me responde honestamente? Sem tentar explicar cada uma delas cientificamente?

- Posso tentar.

- Estamos numa sala com um criminoso e estou desarmado. O cara puxa o gatilho na minha direção. O que você faz?

- Me jogo sobre você para tira-lo da direção da bala. É a coisa lógica a fazer.

- Não, Bones. Isso chama-se instinto protetor. As pessoas protegem aqueles que são importantes para elas, aqueles que elas amam. Você morreria por mim?

A resposta foi automática.

- Sim.

- Porque?

- Porque eu sei que você faria o mesmo se a situação fosse inversa. Você já fez isso.

- Esse não é o real motivo. Eu morreria por você porque eu te amo. Foi por isso que me sujeitei a isso. Porque Bones?

- Gratidão? Porque somos parceiros e amigos?

- Gratidào também é uma forma de amor, morrer por alguém é uma prova de amor.

Ele sorriu.

- Ok, última pergunta. O que você sente quando eu a toco desse jeito?

Ele passa a mão no rosto dela e vai descendo pelo pescoço,ombros, braços desenhando pequenos círculos pelo caminho e sorriu ao ver os pelos eriçarem. Sussurrou.

- Me diga o que sente...

- A reação normal provocada no corpo quando a sensualidade é exposta. Libero endorfina e o nível de adrenalina aumenta fazendo meu corpo responder ao desejo. As pupilas tendem a dilatar com o tempo, a pele... esquenta e o corpo reage... excitado.

- Não, talvez eu não tenha sido bastante claro. O que você sente agora?

Ele mordiscou o lóbulo da orelha dela e deslizou os lábios pelo pescoço dela depositando pequenos beijos sobre a pele já quente. Brennan deixou um gemido escapar. Ele sussurrou ao pé do ouvido.

- Me diga...

- Eu quero, eu penso em como... eu consigo ficar longe por tanto tempo de você, como eu luto por auto-controle para não agarrá-lo cada vez que você me fala as mais lindas palavras, como eu quero arrancar todas as suas roupas e prová-lo por inteiro. Como vou suportar ficar um ano sem ver seu sorriso e sentir o perfume que emana de você.

Os olhos dela o fitavam intensamente.

- Porque eu continuo falando se tudo o que eu quero é beijar esses lábios tentadores?

E sem mais cerimônia ela colou os lábios nos dele com urgência. Ele a envolveu nos seus braços para evitar que ela fugisse se recuperasse a razão. Ela aprofundou o beijo de forma sensual, suas mãos percorriam os cabelos de Booth e depois seguiam pelas costas até se posicionarem sobre o bumbum dele como se fosse algo bastante natural para ela. Quebrou o beijo. A testa de ambos permaneciam unidas. Recuperavam o fôlego.

- Isso é amor,Bones. Você acaba de completar a primeira lição.

- Então eu passei no teste?

- Com louvor.

Ela o abraçou com força. As lágrimas voltavam a cair. Ela cheirava a camisa de Booth na altura do ombro. Beijou levemente o pescoço dele. Booth podia sentir o coração dela acelerado.

- Por favor não morra Booth, eu não saberia viver sem você. Você me ensinou tudo que eu sei sobre pessoas até hoje. Eu não quero viver num mundo sem você.

Ele a empurrou suavemente e a encarou.

- Wow,Bones! Essa é a declaração de amor mais linda que já ouvi. Obrigada.

Os olhos dele estavam vermelhos quase a beira do choro. Ela sorriu.

- Podemos ir pra segunda lição da noite sobre amor?

- Claro! E qual seria?

- Me ensine a quebrar as leis da física. Faça amor comigo.

Booth não acreditou no que ouvira. Isso era a realização de um sonho, sonho que ele pensara nunca poder se realizar depois que a sua Bones disse não a ele.
- Você tem certeza? Você está pronta agora pra cruzar a linha?

- Sim, absoluta. Cansei de lutar contra o desejo, contra a mentira que conto a mim todos os dias na frente do espelho.

Ele sorriu. Acariciou o rosto dela e então inclinou-se e selou seus lábios com um longo beijo. Como Brennan sentia falta daqueles lábios. Ela intensificou o beijo sorvendo o gosto da lingua dele na sua. Deixou as mãos enroscarem-se primeiramente no pescoço dele para depois descer pelas costas musculosas. A eletricidade entre eles causava espasmos de desejo que percorriam sua espinha e automaticamente a excitava. Booth roçou seus dedos na barra da blusa do pijama dela e devagar retirou a camiseta dela. E ele adorou o que viu. Parou por um momento para admirar a beleza de Temperance Brennan. Não resistindo mais, ele tocou-lhe os seios bem devagar fazendo-os caber nas suas mãos perfeitamente. O contato fez Brennan gemer e jogar a cabeça para trás. Booth passou o polegar sobre os mamilos dela e inclinou-se para beija-los. Brennan enroscou seus dedos no cabelos dele incentivando-o a não parar. Booth sugou um dos mamilos e depois outro e foi descendo suas mãos pelos abdomen dela até chegar ao elástico da calça do pijama. Ele estava maravilhado pelas reações de Brennan a tudo isso.

Então Brennan segurou as mãos dele nas suas impedindo-o de continuar. Ela voltou a beijá-lo dessa vez um beijo de puro desejo. As mãos puxaram a camiseta e a jogaram no chão. Imediatamente, as mãos delas passeavam descobrindo pela primeira vez o tórax já conhecido pelos seus olhos. Ela seguiu para o cinto dele e desabotou-o bem devagar. Quando ela desabotou a calça dele e a mesma escorregou pelas pernas dele, Booth falou.

- Hey, pare um minuto. Não temos pressa.

Ele livrou-se da calça jeans e ficando apenas de boxer, ele colou seu corpo no dela e a beijou novamente. Brennan se pendurou no pescoço dele e Booth a elevou fazendo-a enroscar as pernas nele enquanto ele a segurava pelo bumbum sem quebrar o beijo. Devagar ele a conduziu desa maneira ao quarto. Deitou-a cuidadosamente na cama e posicionou-se sobre ela pronto para explorar aquela pele alva. O toque dele na pele quente, os lábios sugando e beijando o caminho, ele se concentrava em dar prazer a ela acariciando com a ponta da língua os mamilos já duros e salientes. Ela apenas fechou os olhos e decidiu aproveitar o momento fechando os olhos e apenas sentindo a reação do seu próprio corpo as carícias de Booth.

Ele se deliciava a cada centímetro de pele percorrido. Tinha a mulher mais linda e doce ainda que enigmática a seu bel prazer e isso apenas o deixava mais excitado. Ele lutava com o membro duro pressionando sobre ela e o tecido do boxer mas não iria se apressar, essa noite era dela, primeiro dela. Os dedos dele brincavam com o elástico do pijama dela e devagar ele o fez deslizar expondo as pernas longas. Em seguida foi a vez da calcinha mas antes ele acariciou o centro dela sobre o tecido arrancando gemidos baixinhos. A calcinha também foi ao chão e finalmente ela estava completamente nua a sua frente. Ele livrou-se do boxer e Temperance pode ve-lo por inteiro. Ela não pode deixar de sorrir. Um sorriso maroto de quem adoraria aprontar.

- Hey, vem cá Booth. Quero sentir seu corpo sobre o meu.

Ele obedientemente o fez. Ela o beijou com paixão. Sentia o membro dele pressionar sua coxa e percebeu o movimento da mão dele em direção ao seu centro. Ao sentir os dois dedos dele dentro dela, ela arqueou o corpo e fincou as unhas nas costas dele. Com o movimento dele, ela sentiu a onda de prazer crescer dentro de si, ele massageava o seu clitóris e o corpo de Brennan respondia a cada nova investida. Booth concentrava-se na tarefa com maestria e não podia deixar de admirar as feições dela em resposta ao prazer proporcionado. As ondas de prazer evoluíram com rapidez e antes que pudesse avisar, ela gemeu alto e deixou o orgasmo a tomar por completo.

Meu Deus! Quanta beleza....

Booth continuava proporcionando prazer e admirando o momento dela. Foram orgasmos múltiplos e seus gemidos soavam como melodia aos seus ouvidos. Ele voltou a beijar-lhe os seios e por fim tirou sua mão do cantinho quente e aconchegante para tocar-lhe um dos seios. Brennan abriu os olhos e buscou pela boca daquele homem capaz de provocá-la ao nível da loucura. Beijou-o com sofreguidão ainda embalada pelo desejo. Ao mordiscar a orelha dele, ela sussurrou.

- Por favor... quero você por completo...Booth.

Ele tirou uma mecha que encobria o rosto dela e sorriu. O olhar intenso mostrava o quanto ela o desejava e ele sabia que era mútuo. Gentilmente, deslizou a mão pela lateral do corpo dela e apoiando-se no colchão ele a penetrou bem devagar. A sensação era maravilhosa. Ao senti-lo totalmente dentro dela, o peso de Booth a consumia. Sem desviar o seu olhar, Booth começou a mover-se dentro dela. Não tinha nenhuma pressa. Queria aproveita cada momento. Ele movia-se em um ritmo paciente enquanto acariciava o corpo dela. Os corpos colados elevavam a temperatura a um nivel intenso de calor e prazer. Pele contra pele ao movimento ritmado. Ele aumentou o ritmo, mais forte, ela gemeu em resposta. Clamou por mais.

- Mais,Booth...

Ao ouvir seu nome sentiu o seu próprio prazer o dominar fazendo seu membro endurecer ainda mais quase beirando o orgasmo...não, ainda não. Ambos estavam no limite, o suor escorria na testa dela, estava vermelha, a respiração tornou-se fraca e ofegante, ela saba que não aguentaria mais tempo. Ao receber uma nova estocada, ela finalmente cedeu ao desejo que explodia de dentro do seu corpo tomando-a num turbilhão de emoções. Ele por sua vez também se entregou e por alguns minutos tudo o que se ouvia entre quatro paredes eram suas respirações descompassadas acompanhadas de gemidos e sussurros.

Por fim, Booth deitou-se ao lado dela e esperou tentando se recuperar daqule momento tão significativo para ele. Tão surreal. Brennan respirava ainda com dificuldade, ela ainda sentia arrepios de prazer por todo o corpo, a sensação de plenitude ainda a envolvia.

Silêncio.

Temperance Brennan tivera sua cota de amantes é verdade, sempre fora aberta ao sexo. Mas nada do que já experimentara se comparava ao que ela estava sentindo essa noite. Nada. As lágrimas findaram por cair e ela ainda não entendia o real porque. Qual o motivo dela se sentir tão diferente com Booth? Porque todas essas reações no seu corpo? Era somente resultado do momento do sexo ou algo mais? Ela respirou profundamente. Isso só pode ser o que ele chama amor.

Ela virou-se para ele apoiando a cabeça nas mãos com o cotovelo na cama.

- Booth... você está dormindo?

Ele virou o rosto para ela.

- Não, tudo bem?

Ela sorriu deslizando as pontas dos dedos pelo peito dele. Ele percebeu as marcas das lágrimas no rosto dela.

- Sim, é só que...eu não sei explicar o que estou sentindo agora. É tudo tão...

- Incrivel? Intenso?

- Sim, e novo...

- Ah,Bones. Vem cá.

Ele a puxou para si e a acomodou no seu peito. Ela se aconchegou e acabou por dormir.

XXXXXXX
Brennan sentiu um peso sobre o corpo. Abriu os olhos e percebeu o braço de Booth sobre seu estômago. Devagar, ela afastou o braço tentado não acordá-lo. Sentou-se na cama e seus olhos bateram no relógio da cabeceira.

4:47 da manhã.

Ficou alguns segundos observando-o. Ele dormia tão tranquilo. Ela sentiu um aperto no coração. Daqui a uma semana ele estaria indo pra guerra. Ela o conhecia o suficiente para saber o quanto ele gostava de bancar o herói e mesmo achando que ele estava certo ao agir assim, parte dela morria de medo disso acontecer.

Levantou-se e foi até a sala. Precisava pensar. Ele acordou sentindo o vazio na cama. Ambientando-se, ele sentou e procurou por ela. Brennan ouviu os passos se aproximando.

- Bones, o que você faz aí?

Ela não respondeu. Estava sentada no sofá abraçando os joelhos. Ele sentou-se ao lado dela e acariciou-lhe os ombros.

- Bones, hey, está tudo bem. Sou eu, o Booth seu parceiro, seu amigo.

Ao virar o rosto pra ele, tinha lágrimas nos olhos.

- Eu tinha medo disso, de romper os limites e agora... agora você está... está

- Partindo?

Ele também segurou as lágrimas e a abraçou contra o seu peito.

- Oh,Bones... eu não queria que fosse assim.

- Mas é, e dói. Você vai pro Afeganistão e eu vou...

- Pra Indonésia, é eu sei.

- Você disse que nada ia mudar entre nós mesmo depois que, depois daquela conversa. E agora tudo está mudando e eu não sei o que pensar da mudança e você justo agora, você não está comigo...eu não sei o que fazer...

- Hey!

Ele tomou seu rosto nas mãos e olhou fixamente nos olhos dela. Ambos emocionados pelo teor da conversa.

- Me escute, eu não estou abandonando você. É só um ano. Você sabe que eu tenho que ir e você, você disse que precisava desse tempo. Sei que é tudo novo, mas é uma mudança boa, mesmo que estejamos a uma certa distância por um período de tempo. Além do mais, somos dois cabeças duras que não vão desistir do que tem que fazer, certo?

- Caso contrário não seríamos nós.

Um pequeno sorriso formou-se nos lábios dela. Ele permanecia segurando o rosto dela.

- Preste atenção: daqui a um ano nós nos encontraremos no shopping no espelho d’água perto do carrinho de café. Eu estarei lá esperando você, ok?

- Ok.

- Espere um pouco.

Ele se levantou e foi até o lugar de deixava a sua mochila. Mexendo na carteira, ele tirou algo de lá. Voltou para o sofá.

- Aqui, eu sei que você não acredita em certas coisas espirituais mas eu quero que você leve essa medalhinha com você. É São Cristovão, o protetor dos viajantes. Você não precisa usar, basta guardar com você, é algo para você se lembrar de mim.

- Booth eu...

- Apenas se lembre que eu estarei sempre com você através dela, acredite. Você estará todo o tempo comigo, no meu coração.

Ele tomou a mão dela e colocou no seu peito para ela sentir as batidas fortes.

- Eu te amo,Bones. Nunca se esqueça disso.

Ela o abraçou e ele a beijou no rosto e depois na boca. Ao quebrar o beijo, ele se levantou e estendeu a mão pra ela.

- Vamos voltar pra cama.

De mãos dadas, eles seguirão novamente para o quarto. Deitaram-se e Brennan se aconchegou sentindo o calor do peito dele nas suas costas. Podia ouvir a respiração calma dele. Ficou um bom tempo pensativa. Sussurou baixinho.

- Eu acho que estou ligada a você, será isso amor? Acho que sim,Booth.

De olhos fechados, apenas um sorriso esboçava no rosto diante do que ele havia ouvido. Ele sabia que sim.

Fim do Flashback.

Um sorriso abriu-se no rosto dela, com a mão livre limpou os olhos molhados. Pegou novamente o livro e abriu na contra-capa. A ponta dos dedos percorriam o rosto dele na foto do natal tirada junto com ela. Ele sorria e a abraçava. Ela levou as mãos até o cordão e colocou a medalha nele. Ainda olhando a foto, ela voltou a tocar a medalha agora próxima ao seu peito e sussurrou.

- Um ano,Booth. Apenas um ano.

Fade away
FIM da Season 5

3 comentários:

Rubine disse...

Fic q me fez viajar total! Gostei muito!

belinha_britez disse...

Taa goosteei mto acheii mto bunitiinha as palavras dela pra elle e delle pra ella maiis cade a continuaçao?

Bá (# disse...

Uma versão muuuito melhor que a do HH... Sem dúvida alguma! :D
Adorei!
Parabéns!