sábado, 9 de agosto de 2014

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.27


Nota da Autora: Tentei colocar nesse capítulo o máximo de informações que conseguimos durante o hiatus de gravação. Criei uma linha do tempo porém gostaria de lembrar que como uma obra de ficção, não precisa ser tal e qual a realidade já que o propósito inicial é divertir, portanto não racionalizem demais. Enjoy! 

Atenção! NC-17...  

Cap.27       

Semanas se passaram apõs a comemoração do aniversário de Stana. Nesse período, ela optou por se preparar para as duas viagens que faria em seguida. As coisas estavam devidamente arranjadas para sua ida a Sérvia. Também combinara com suas primas e sua mãe que a acompanharia para ver a família.

Alguns dias depois de conversar com Nathan durante o primeiro intervalo entre eventos quando este se encontrava em trânsito nos aeroportos, ele garantiu que Michele estava com praticamente tudo resolvido. Em mais um dia, recebeu todas as informações pertinentes à viagem através de um email enviado por Nathan. À noite, ligou para ela.

- Hey, gorgeous... como você está? – o sorriso solto apareceu na tela da ligação via facetime.

- Com saudades. E os eventos? Aposto que você está se divertindo muito. Imagino as horas que passa bebendo e jogando videogame afinal quando existe um console à sua frente, nem preciso me preocupar com outros assuntos. E por isso entenda mulheres.

- Ah, detecto uma crise de ciúmes Staninha? – brincou

- De um jogo? Não mesmo. Você deve estar adorando essa sua fase de molecagem... aproveite.

- Não se preocupe, estou me divertindo porém, só tenho olhos para você.

- Sei, sei – disse ela fazendo cara de implicante.

- Mudando de assunto, recebeu as informações da viagem? Está claro? Devo voltar a LA daqui a dois dias. Dia oito é a entrevista portanto passo apenas mais um dia na cidade. Vamos nos encontrar? Ou quem sabe fazer algo com Anne, estou com saudades desse menina.

- E de mim não? – a carinha manhosa o fez sorrir – sou egoísta se vamos nos encontrar que seja apenas eu e você ou manteremos o contato por telefone até New York.

- Ah, como é lindo você passar da delicadeza ao seu melhor estilo Kate Beckett de mandona em segundos. Isso é que é amor. Tudo bem, podemos deixar para rever Anne quando voltarmos à ativa. Quinta na minha casa, então?

- Claro.

Na véspera da viagem para New York, Stana foi a casa de Nathan para revê-lo. Ele abriu a porta vestindo apenas o roupão. Assim que fechou a porta, ela se jogou nos braços dele. O encontro dos lábios provocou um choque eletrizante por todo seu corpo instigando o desejo adormecido a alguns dias. Sentiu a excitação do reencontro na resposta obtida ao sentir o membro dele pressiona-la. Rever aqueles olhos azuis era um presente. Quando finalmente quebraram o beijo, ela acariciou o rosto descendo a mão pelo pescoço e o peito, sorrindo. Nathan beijou-lhe a testa, mordiscando o lóbulo da orelha enquanto sussurrava ao seu ouvido.

- Como senti falta desse cheiro delicioso, dessa pele. Estou mal acostumado, amor. Sabe o que quero fazer com você agora? – mordia o queixo dela voltando para o ouvido – lamber você todinha – adorou ouvir o gemido que escapou-lhe aos lábios apenas em pensar ter seu corpo devorado por ele.

- O que você está esperando, Nate? – ele a puxou pela mão rumo ao quarto. Com pressa, lvrou-se da blusa e da calça que ela vestia em segundos. Sorriu ao se deparar com o cordão que Stana trazia no pescoço com o anel pendurado. Tornou a se aproximar dela para beija-la, sorvendo-lhe os lábios de maneira forte, urgente. Stana se deixou levar pelo ritmo imposto, desfazendo o nó responsavel por mante-lo ainda vestido. O roupão veio ao chão revelando o corpo nu. Instintivamente, as mãos percorreram o bumbum beliscando-o em seguida arrancando uma risada de Nathan, tirando-lhe a concentração do ato de beijar.

Carregou-a em seus braços para deitar-lhe na cama. Ali, esparramada sobre seu colchão, não cansava de admira-la. Uma beleza singular, pensou. Conforme prometera, debruçou-se ao lado dela e começou a viagem mágica no universo daquele corpo esbelto de pele macia e delicada. Seus lábios passeavam calmamente por toda a extensão esbelta começando pelo pescoço e colo. Por um bom tempo brincou com os seios dela provando um após o outro sugando-os delicadamente. A lingua circulava o mamilo, enquanto os dedos apertavam o outro tornando o momento sublime para Stana que gemia e arqueava o corpo na direção dele. Repetiu o gesto por várias vezes sabendo que o resultado estaria representado no meio das pernas dela. Os gemidos baixinhos escapavam dos lábios despertando-a para uma aventura repleta de carícias e prazer.

A boca de Nathan estava sobre o seu abdomen. As mãos executavam a tarefa de retirar o último pedaço de pano existente entre eles. Chegou ao local mais ansiado. Ao penetra-lhe com dois dedos, ouviu o grito e pode sentir o calor e a umidade que predominavam lá dentro. Massageando o clitóris, seguiu explorando o corpo. As longas pernas eram um capítulo à parte. Enquando deliciava-se beijando cada milimetro das pernas maravilhosas, continuava provocando-a com os dedos.

Stana encontrava-se totalmente a mercê do toque e das sensações provocadas pelo homem que a dominava. Corpo, mente e coração apenas respondiam aos comandos dele. Nathan sabia exatamente o que fazer para leva-la a perda de resistência completa. O tremor já se apossava dela, o calor a envolvia pedindo passagem para a explosão que chegava. Em minutos, entregou-se ao primeiro orgasmo quando foi surpreendida pela pressão dos lábios dele nos seus.

Não esperando por um pedido formal, penetrou-a devagar mantendo o contato visual entre eles. Stana agarrou-o pela nuca e puxou-o contra si mordendo-lhe os lábios e perdendo-se ao esfregar o rosto contra a barba recém-crescida arranhando sensualmente a pele sensível da face. Moviam-se em sincronia. A cada estocada, cravava as unhas nas costas dele e pedia por mais. Atingindo o limite do controle, sucumbiu ao prazer levando-a consigo em um orgasmo sem qualquer resistência para ambos.

Nathan deixou-se cair sobre o corpo da amada apenas até conseguir recuperar um pouco da energia perdida e virar-se para o lado. Ainda de olhos fechados, Stana procurava regular sua respiração para a normalidade. Precisaram de alguns minutos para conseguirem mover-se de novo. Deitou-se por sobre o corpo dele, carinhosamente depositando beijinhos em seu rosto, pescoço e ombros. Brincava com os dentes sobre a pele e os músculos até o instante que, satisfeita, fitou os profundos olhos azuis num gesto tão simples e puro que fez o coração de Nathan bater mais forte. Beijando-o novamente, falou.

- Senti tanto sua falta... amo sua pele, sua voz. Amo você, completamente.

- Eu também, Staninha. Tanto que não sei ao certo como lidarei com sua ausência por mais de um mês. Mas, não é hora de falarmos ou pensarmos sobre isso. Amanhã iremos para New York e teremos dias maravilhosos na companhia um do outro na melhor das cidades – ajeitou a mecha de cabelo que teimava em cair sobre o rosto – está com fome? Quer beber alguma coisa?

- Um vinho cairia bem, não acha? E depois dele, podíamos continuar a matar as saudades com um bom banho de piscina, que tal? Não usando sequer uma peça de roupa. Nada.

- Adorei a ideia. Vou providenciar o vinho e fique à vontade para invadir a piscina quando lhe convir.

Stana procurou um roupão no closet dele. Encontrando, desceu as escadas para a área de piscina. Caminhou pelo jardim, acendeu as luzes do lugar e sentiu com a ponta do pé a temperatura da água. Deliciosa. Ao olhar para cima, foi presenteada por um céu limpo e uma lua cheia. Pressentiu a presença dele ao seu lado. Entregou-lhe a taça com o vinho tinto e brindaram em seguida. O liquido praticamente evaporou-se da taça dela, obrigando Nathan a acompanha-la. Em pouco tempo, entre beijos e caricias, deixaram a garrafa com menos de três dedos.

A risada dela ecoava pelo espaço aberto embalada pela alegria contagiante do alcool que circulava em suas veias. Abriu o roupão que vestia e jogou-se de cabeça na água. Ao submergir, arrumou os cabelos abrindo os olhos a procura dele. Não estava em lugar algum à vista.

- Nathan? Hey, Nate!

Nenhuma resposta. Foi quando sentiu o puxão em suas pernas que a levou para o fundo da piscina. Ao recuperar-se deu de cara com ele rindo do susto que dera nela. Muito contrariada, fez bico para demonstrar sua indignação.

- Você está maluco? Eu podia ter me afogado aqui! – se aproximou envolvendo seus braços no pescoço de Nathan apoiando-se com as pernas na cintura – você terá que me recompensar por esse susto.

- Mesmo? – caminhou dentro d água até o pequeno desnível que separava a parte rasa da funda colocando-a sentada contra os azulejos mantendo as pernas ao redor do seu corpo – o que exatamente vai querer, Stana? Uma demonstração de afeto ou puro êxtase? – perguntou mordiscando-lhe o queixo.

- Deus! Puro êxtase, por favor.

Ele puxou o cabelo dela para trás expondo melhor a garganta para morde-la. Com a mão livre, acariciava-lhe o seio puxando repetidas vezes o mamilo. Apoiando o próprio corpo no desnível, virou-a de lado deixando uma das mãos deslizarem até o centro afagando-lhe com dedos ágeis. Stana virou o rosto em busca dos lábios e envolveram-se num beijo ardente. Pode ver nos olhos amendoados o efeito do prazer. Querendo ainda mais, penetrou-a de uma vez mantendo a mão em seu centro. Uma, duas e tantas outras estocadas a faziam gemer. A luxúria tomava conta de seu sangue e seu corpo sendo traduzida em movimentos rápidos e precisos. Stana se segurou enroscando-se ao pescoço dele para recebe-lo com toda a força que imprimia sobre ela.

Ao sentir que estava prestes a ceder ao orgasmo, Nathan a puxou com um único movimento trazendo-a para junto de si, ficando de pé na piscina. Uma estocada a mais e gritou levando-a consigo. Stana sentiu as pernas bambas quase desfalescendo em seus braços. Nathan a abraçava contra o corpo movendo-se em busca de apoio na parede lateral da piscina. Deixou sua cabeça descansar nos ombros dela. Ambos permaneceram calados e imóveis usando o próprio peso para se manter de pé.

Queria ficar com o corpo colado nele para sempre. Criando coragem, afastou-se um pouco virando-se de frente para fita-lo. Roçou o nariz com o dele, plantou um selinho nos lábios e o puxou para um mergulho. Ao emergir, trocaram um novo beijo.

- Qualquer dia nós caímos duros depois de tanto esforço, babe...

- E de quem é a culpa? – brincou com uma mecha de cabelo sorrindo.

- Deus! Dos dois! Somos ambos culpados, tarados. Dignos de sermos presos. Loucos – acariciava o rosto com as pontas dos dedos – quer saber? Amo essa loucura.

- E eu amo você por proporcionar isso para mim – entregaram-se a mais um beijo, dessa vez carinhoso. Após algumas braçadas na piscina, finalmente deixaram a água.


New York


A chegada no JFK foi tranquila. Viajando em voos separados com a variação de horário de vinte minutos entre eles, Stana usando óculos escuros e boné desceu vestida casualmente no saguão do aeroporto pegando um taxi em seguida rumo ao hotel indicado no Upper West Side. Constatou que seu companheiro ainda não se registrara. Acordara usar o nome fictício de Sr. Reynolds, clara referência a Firefly. O check-in aconteceu sem maiores problemas. Nathan chegou quinze minutos depois dela já estar instalada no quarto. Sua entrevista com Letterman era no dia seguinte por volta das quatro da tarde.

Naquela noite, pretendiam caminhar pela Times Square e jantar em algum lugar próximo ao hotel. No dia seguinte, a fim de não levantar suspeitas, eles combinaram de seguir caminhos separados tornando a se encontrar por volta das oito da noite no hotel. Stana aproveitou o dia para zanzar pelas lojas maravilhosas da quinta avenida e da Madison. Matou a vontade de comer kebab na rua e durante a caminhada se encheu de café. Estava elétrica. Retornou ao hotel poucos minutos após às sete. Tomou um banho e ficou esperando por ele. Na programação, eles tinham reserva para jantar nada menos que no restaurante preferido de Castle, Le Cirque.

Quando ele chegou por volta das sete e trinta, estava animado. Durante o banho, contava detalhes da entrevista, do calor dos fãs além dos comentários chocados pelo fim da temporada. Ouvia a tudo enquanto se maquiava. Em meia hora, estavam devidamente prontos e desceram para caminhar, afinal ali era New York e Stana devota do ATP. Não havia motivo para não usar o transporte público ou andar. A reserva de Nathan fora para um local discreto do restaurante no andar de cima. Selecionado o vinho, os aperitivos e os pratos, ficaram livres para conversarem e namorar. Nathan ficou feliz ao ver que o anel estava no dedo à amostra. Isso demonstrava a forma positiva e destemida que ela encarava o significado da jóia.

A noite correu maravilhosamente bem. Jantando, Stana recordou as vezes que o mesmo restaurante fora mencionado e usado nos roteiros de Castle. Namoraram, brindaram, enfim agiram como um casal normal. Também aproveitaram para decidir os passeios do dia seguinte. Por ser sábado, optaram por uma volta no Soho e Lower Mahattan, o que incluia uma parada na fachada do loft tantans vezes mostrado na série. Depois pretendiam dar uma volta na Union Square e almoçar no Eataly. Ocupariam o resto do tempo com outras coisas, à noite iriam ao teatro.

Ao voltarem para o hotel, Nathan tirou uma foto da cama bem arrumada. E já se preparava para posta-la no twitter quando Stana o questionou intrigada.

- O que você está fazendo? Vai postar a cama?

- Apenas uma brincadeira com os fãs. Mexer com a imaginação deles. Quer apostar quanto que vão ficar discutindo quem poderia estar dormindo comigo nessa cama?

- Você não presta, Nate – falou rindo - Não sabe que qualquer foto suspeita atiça a curiosidade do fandom? No mínimo vão dizer que você não viajaria sozinho para cá e então começará a especulação: quem será a mulher misteriosa que acompanha Nathan em New York?

- E você acha que não é por esse motivo que estou fazendo isso? Quanto mais especularem, menor a chance de pensar em você. Para todos os efeitos, você sumiu Staninha, está escondida em algum lugar do mundo sem comunicação enquanto eu estou badalando pelo país – postou, deixou o telefone na mesa e jogou-se na cama – agora, vem cá. Vamos testar se a cama irá me dar uma ótima noite de sono. Ela se aproximou e sentiu o puxão desabando sobre o corpo dele. Fizeram amor antes de entregarem-se abraçados ao sono profundo.

O sábado em Manhattan era um dia agitado. Milhares de pessoas tomavam as ruas. Uma mistura eclética entre turistas, moradores, jovens, senhores, alguns menos apressados que outros. Andavam em bandos ou sozinhos com um headphone ao ouvido involtos em seu mundo particular. Havia aqueles que corriam e os que seguiam sem qualquer pretenção. Tomaram café na rua e usaram o metrô para se locomover até o Soho. Apesar de muita gente nas ruas, caminhar era sempre uma excelente opção. Não havia empurra-empurra, podia-se admirar a paisagem e as vitrines durante o percurso.

No Soho, ao chegarem a Broome Street, Stana fez questão de tirar fotos da fachada do prédio para guardar. Sua vontade era entrar lá, mas acabou concordando com Nathan de que isso não era uma boa ideia. Tomaram mais uma dose de café na Dean & Deluca e seguiram de mãos dadas pelas ruas do bairro. Retomaram o passeio após pegarem o metrô rumo a Union Square. Ao sentarem-se no trem da linha C, como toda boa fã de Castle, se recordou do episódio do sequestro do menino que ficara em cativeiro exatamente na intersecção das linhas ACE na Canal Street. Arrancando sorrisos, ele falou.

- Às vezes você me assusta com a sua memória. São detalhes.

- Sou como os elefantes – brincou – eles nunca esquecem. Portanto, fique esperto.

- Wow! Será devo assumir isso como uma ameaça? – sentiu o soco no seu ombro.       
    
- Bobo!

O passeio continuou após um almoço tardio delicioso no Eataly, caminhavam sem grandes pretenções pela cidade. Um dos pontos positivos de andar ali, era que em cada rua, em cada esquina era possivel encontrar algo novo e intrigante. Uma verdadeira caixinha de boas surpresas. Nathan continuou postando fotos de vez em quando como uma espécie de marcação de território. Por volta das seis estavam no hotel novamente para arrumarem-se para o teatro. Nathan comprara assentos premiere para o musical em homenagem a Carole King entitulado Beautiful. Isso dava a eles certa comodidade e privacidade no teatro. Casa lotada e um excelente show.

Os dias dividiram-se em mais passeios por New York, entre a manhã no Central Park, a ida ao Chelsea Market, museus, Battery park e tantos outros lugares bacanas intercalados com o melhor da culinária do mundo nas ruas da cidade. Hoje era seu último dia ali, Nathan voltaria para L.A. onde no inicio da próxima semana já teria novos compromissos para cumprir. Voltarai a viajar pelos Estados Unidos particiapando de várias comic cons. Ela, por outro lado, pegaria o avião diretamente para a Europa rumo a Sérvia.

Estavam em um restaurante em Tribeca chamado Bouley almoçando. O lugar era fantástico, um clima francês com um menu muito interessante. Outro ponto positivo era o fato do restaurante possuir ambientes diversos e reservados para uma refeição íntima. O serviço era um acessório à parte. Saboreavam um vinho branco com seu aperitivos quando a conversa sobre a separação próxima foi colocada à mesa invariavelmente como já imaginavam que ia acontecer.

- Quanto tempo vai ficar pela Europa?

- Primeiro vou descansar com a minha família na Sérvia. Dar uma volta pelos arredores. As filmagens em Florença começam apenas no inicio de junho. Devo retornar a Los Angeles apenas na segunda semana de julho porque filmo até o dia 10. E você? Quais os seus planos para me tirar da cabeça por um tempo? Se trancar numa sala com todos os jogos de videogames? – ela mesmo riu da ideia fazendo-o acompanha-la na risada.

- Taí um bom plano mas não. Mesmo que fizesse isso, não tiraria você da minha mente, talvez por algumas horas mas por meses? Impossivel! Tenho eventos nos Estados Unidos, vou para o Canada também realizar painéis em comic cons, aproveito para ver alguns amigos e primos, ver a mama... e claro que preciso de um tempo para mim também. Jeff já disse que irá me arrastar para algum lugar, potencialmente no caribe. Ainda não sei onde.

- Caribe, sei... tequilas, praia, mulheres de biquini, um mar trasnparente e top less. Uma ótima combinação para me tirar da cabeça não acha?

- Hum, está com ciúmes Staninha? Ou será que está arrependida de não sumir no mundo comigo? – esticou a mão para alcançar a dela e envolve-la com carinho – não precisa se preocupar. Irei apenas relaxar, não garanto dispensar a tequila mas o resto não me interessa. Pode confiar.

- Vão ser dias difíceis a partir de agora. Ainda teremos o fuso horário contra nós.

- Ah, pense da seguinte maneira. Se eu ligar para você no meu horário de almoço será noite, a melhor hora do dia para uma chamada de sexo por telefone. Da mesma forma, se eu ligar por volta da meia-noite, será dia, você provavelmente estará acordando e acabará recebendo um agrado cedo pela manhã. Tem melhor coisa que sexo matinal?

- Você é um tarado – ria muito – eu falando de saudades e só o que vem a sua mente é sexo? Seu pervertido!

- Se sou assim, a culpa é sua. Quem manda ficar exibindo esse corpo, essas pernas e jogando esses olhares provocantes na minha direção? Não sou de ferro, Stana... – levou a mão dela aos lábios mas foi surpreendido ao sentir o pé dela empurrando sua virilha por baixo da mesa, arregalando os olhos devido ao contato – Oh, Deus! Para com isso, sua louca! – sussurrava enquanto ela apenas ria da agonia estampada no rosto dele ao procurar disfarçar o misto de sentimentos controversos. A vontade de aceitar o que ela oferecia mediante a excitação que começava a se espalhar pelo corpo e a luta contra a agonia que impunha ao seu corpo para resistir a fim de não fazer uma besteria em público.

Stana achava divertido a cena apresentada à sua frente. Tudo era uma questão de apertar os botões certos para tê-lo a seus pés. Tinha consciência disso da mesma forma que a distância do corpo dele a fazia sentir algo próximo a abstinência de um viciado. Claro que nunca tivera vícios na vida, exceto pelo café porém, era assim que reagia ao tempo passado longe dele. Às vezes acreditava que ele não tinha consciência disso. Ou se tinha, não usava isso como uma arma ou uma desculpa para se gabar.

Ciente da situação que poderia causar e compromete-los, retirou o pé vendo o alívio no rosto do homem, seu homem. Abriu um sorriso compreensivo, piscou para ele e sussurrou um “ eu te amo” sincero recebendo a mesma resposta.

- Vou sentir falta disso, de poder de provocar nos momentos mais inoportunos.

- Você adora me ver sofrendo, não? Apesar de não dizer ou me gabar, sei que vai sentir muito minha falta. Onde vai arranjar um homem tão prendado que te leva café na cama, te faz jantares, te toca e te leva pro céu tão majestosamente como eu? Ainda tem o fato de eu ser irresistivelmente lindo.

- Ha! Estava estranhando a falta do momento de modéstia que sempre o acompanha, Nate – pegou a taça de vinho e sorveu mais um pouco do líquido deixando o copo vazio – gostaria de dizer que tudo não passa de uma mentira, uma demosntração masculina de virilidade, mas a quem eu quero enganar? É a mais pura verdade, vou sentir falta de tudo isso especialmente de seus beijos e da sua bunda linda.

- Você e essa fixação pelo meu traseiro. Acho melhor suspender o vinho. Já lhe subiu a cabeça,Staninha – disse sorrindo.

- Faça melhor. Peça a conta e vamos embora aproveitar o dia para marcar um ao outro. Parece uma boa maneira de encerrar nossa viagem a Manhattan?

- Perfeita! – fez sinal para o garçom. Saíram do restaurante em menos de cinco minutos. Entraram na primeira estação de metrô que os levasse ao Upper West Side caminhando com uma certa urgência para o hotel. Às portas fechadas, entregaram-se novamente um ao outro tentando com esse ato deixar a marca do que representavam torcendo para que as lembranças criadas fossem suficiientes para mante-los bem durante a separação.

No dia seguinte, Nathan a levou para o aeroporto. Seu voo era somente no início da noite. Chegaram com uma hora de antecedência e se estenderam namorando em um canto escondido do lugar por um bom tempo. Apenas na hora de embarcar, Stana finalmente conseguiu se desvencilhar a muito custo dos braços dele para partir. Deu-lhe um último beijo carinhoso dizendo que ligaria assim que chegasse.

Foram muitas horas de viagem, o cansaço tomou comta dela. Precisaria de várias horas de descanso, dormir. Optou por enviar apenas uma mensagem via what´s app a fim de dizer que chegara bem e que telefonaria assim que dormisse um pouco. Mais de oito horas depois, acordara melhor e faminta porém ao checar o relógio, passava de duas da manhã se quisesse falar com Nathan, era melhor que fosse agora. Bastaram dois toques para ele atende-la do outro lado.

- Hey, gorgeous... – a voz era quase um sussurro fazendo-a se arrepiar – dormiu bem?

- Sim, descansei. Você já está em LA? Que bobagem...claro que sim. Quando você viaja mesmo?

- Na próxima semana, vamos combinar de nos falar pelo menos duas vezes por semana dependendo das nossas agendas. Não vou aguentar muito tempo sem falar com você, amor. Sei que por um tempo vai curtir a família, a cidade, quero só que arranje um tempo pra mim.

- Claro que sim – ficaram conversando por bastante tempo, coisas simples, besteiras, o importante era manter o contato, ouvir a voz. Meia hora depois, criaram um impasse sobre quem deveria desligar, pareciam dois adolescentes. Nathan acabou sendo forçado a fazer isso por pena já que era meio da madrugada para Stana.

- Boa noite, babe... – ela disse.

- Até a próxima ligação. Sonhe comigo. Um beijo.                            


Início de Junho


Stana aproveitou o mês para curtir a família, andar de bicicleta, visitar as cidades da redondeza e claro, descansar. Nas primeiras vezes que saia para um restaurante ou pub com as primas sempre encontrava alguém que lhe perguntasse se tinha namorado, se estava a fim de curtir e mesmo sentindo-se acuada, ela respondia que não queria alguém nesse momento. A insistência era tanta que uma das suas primas acabou se indispondo com um amigo por conta disso. Intimidade e privacidade tornam-se coisas muito complicadas quando se é famoso piorando um pouco mais no caso dela pois mantinha um relacionamento secreto que nem mesmo a família tinha conhecimento.

A primeira semana de junho foi voltada ao estudo de sua personagem no novo filme além de recordar um pouco do idioma pois fora alertada quanto ao possível uso nas filmagens. Apesar de ser um papel pequeno, não era segredo para ninguém que trabalhasse com Stana da sua dedicação e afinco. Um texto, seja qual fosse o papel, recebia o mesmo tratamento de um roteiro de Castle. A perfeccionista falava mais alto, era capaz de passar horas a fio se dedicando a analisar a personagem, cria-la na sua mente e incorpora-la.

Viajou para Florença no dia sete pois começaria a trabalhar dia nove. Assim que aterrisou em solo italiano, se sentiu em casa. A musicalidade da lingua, a simpatia do povo italiano, o barulho e o clima festivo sempre presente faziam do lugar um mundo diferente dos demais. A tal expressão povo de sangue quente era vísivel a cada rua. Stana se deu a chance curtir a atmosfera.

Assim que se instalou na cidade, saiu para percorrer suas ruas. Serviu-se de um gelatto di fragole, ótima pedida para driblar o calor. Mais tarde, entregou-se a uma boa massa italiana regada a vinho da região. Policiou-se para beber apenas duas taças conhecendo sua reação à bebida. Como sobremesa, provou um tiramisu. Incrivel como certas coisas tão simples te fazem suspirar. Continuou a caminhada retornando ao hotel bem na hora de tomar um belo café expresso. Estava no saguão quando avistou Brett, acabara de dar entrada no hotel. Acenou para ela. Depois do cumprimento entre eles, Brett brincou.

- Pelo jeito, você não teve qualquer dificuldade de se adaptar. Vejo que está em casa.

- Como não poderia? A energia do lugar impressiona e o povo italiano é maravilhoso. Adoro risadas, barulho e a culinária.

- Já que você está quase uma nativa, que tal sairmos para jantar hoje à noite com todo o elenco? Posso organizar tudo para as oito, que tal? Assim todos se conhecem, conversam e tiramos aqueles momentos estranhos que geralmente acontecem no início de uma nova produção.

- Concordo, excelente ideia.

- Te mando uma mensagem confirmando tudo. Vou falar com o hotel para arranjar transporte para nós.

- Transporte? Dependendo de onde formos, podemos caminhar.

- Acha mesmo? – ele pareceu cético.

- Tenho certeza. Isso é uma das melhores coisas a fazer para conhecer e observar o lugar.  Vou subir pra descansar um pouco e me refrescar. Espero sua mensagem – virou-se a caminho das escadas.

No quarto, como não sabia se Nathan estava disponível para atender sua ligação, decidiu mandar uma mensagem. Escolheu a varanda para ficar à espera da resposta dele. Outra forma de sentir os aromas e observar. Ao longe ouvia uma melodia italiana  apaixonada, fechou os olhos e se viu imaginando Nathan ali ao seu lado. A campainha do facetime a assustou.

- Nate!

- Olá, Staninha. Como vão as coisas aí pela Italia? Já em Florença?

- Sim, estava pensando em você a pouco. Esse clima de romance no ar é bem propício a isso. Fico imaginando como seria alguns dias em sua companhia em um lugar tão mágico.

- Mediante a essa declaração nem preciso falar de saudades. A recíproca é verdadeira e a idéia tentadora. Queria ter tempo para voar até aí mas a Michele está determinada a me fazer trabalhar o hiatus inteiro.

- Não reclame porque no fundo sei que você gosta. Mais tarde vou sair para jantar com o pessoal do filme. Uma espécie de boas-vindas antes de começar os trabalhos na segunda. Devo ficar por aqui até o dia 20, isso é um chute saberei na segunda provavelmente. Estava pensando que amanhã você poderia me acordar daquele jeito que prometeu. Umas oito da manhã... – a carinha de safada fez o coração dele disparar.

- Adoraria Staninha mas estarei em transito rumo ao Canada, chego apenas pela manhã.

- Poxa.... – percebeu sua cara de frustração.

- Não fique assim, prometo que compenso isso de algum jeito. Que tal no dia seguinte?

- Não. Preciso primeiro saber como vão funcionar os horários de gravações, além do mais não posso arriscar chegar atrasada no primeiro dia. Nós dois sabemos que existe essa possibilidade.

- Tudo bem. Defina seu horário e me avise quando podemos nos entender – uma mesagem surgiu na tela, era Brett confirmando o encontro em meia hora.

- Certo, tenho que desligar. Preciso me arrumar.

- Vou ficar com saudades. E amor? Cuidado com o vinho, você sabe...

- Tá bom, babe. Love you.

- Hey, always… - sorrindo desligou e seguiu para o banheiro.

O jantar com o pessoal do elenco e o diretor foi bem divertido. Como já havia previsto, o restaurante ficava a uma quadra do hotel, o que os fez seguir o conselho dela e caminhar. Muitas risadas, momentos estranhos e bebida fizeram parte da noite. Stana procurou não exagerar para evitar qualquer situação desconfortável. Infelizmente, as perguntas sobre namorado, noivo ou afins acabavam sendo feitas obrigando-a a repetir o jargão  “estou focada na minha carreira”. O alcool pesou em seu corpo obrigando-a assim que voltou pra casa a desabar na cama.

O primeiro dia de trabalho inicioou com uma reunião de produção onde o cronograma de gravação foi apresentado. O tempo total de filmagem eram de 45 dias. Para ela, sua participação foi dividida em dois períodos. A primeira fase iria até o dia 18, precisando retornar a Florença no dia quatro de julho. Pelas contas de Stana, seu trabalho terminaria dia nove o que seria ótimo pois pretendia sair da Italia diretamente para Los Angeles. Os trabalhos da nova temporada de Castle começariam dia quinze para ela com a pré-produção.

Fizera os primeiros ensaios para definir presença de cena, luz e discussões sobre as características da personagem. As gravações começaram na manhã seguinte. Por se tratar de pouco tempo, eram bastante exigidos. A dependência da luz do sol era outro fator dominante e decisivo para as tomadas externas. Apenas no terceiro dia foi que teve uma folga para informar a Nathan sobre seu novo cronograma de trabalho.

Estava almoçando somente com Brett quando encontrou os primeiros fãs de Castle e por que não dizer os Stanatics? O restaurante estava calmo porém do lado de fora havia vários fãs italianos, espanhóis, alemães, franceses, todos esperando por ela. E se tinha algo que Stana aprendera ao longo de sua carreira era a importância de um fã. Considerava que todo artista, seja qual fosse seu ramo de trabalho, devia sempre tratar com carinho seus fãs. Afinal, eles eram os responsaveis por tornar o que faziam especial. Era para cada um deles que acordavam cedo e viravam noites fazendo seu trabalho. Havia mais um fator nisso tudo. Ela amava falar com seus fãs. Gostava de ouvir o que eles achavam do seu trabalho, da história. Isso era um presente.

Foi assim que passou quase uma hora tirando fotos, dando autógrafos e conversando com alguns deles.

Na manhã de seu quinto dia de filmagem, o celular tocara durante o intervalo. Era uma pessoa da Kika produções, uma empresa de midia com quem Stana já trabalhara algumas vezes. Sabendo que ela estava em Florença, convidaram-na para fazer um photoshoot na cidade aproveitando a época do verão. Queria saber se havia interesse e também disponibilidade. Por ter criado um laço de amizade com a fotógrafa, propos realizar o ensaio após a primeira fase das filmagens. Assim, ela esticaria sua estada na cidade até o dia 22. Teriam quatro dias para fazer as fotos. A assistente de Kika que se identificara como Sophia, topou na hora falando que comunicaria a chefe da sua decisão agradecendo várias vezes a maneira como Stana adequou seu tempo para eles. Ossos do ofício, pensou. No fundo, seria muito bom passar mais um tempo em Florença, nenhum sacrifício.

À noite, Stana acabara de sair do banho quando seu celular tocou. Nathan.

- Nate!

- Hey, gorgeous. Onde você está? Ainda trabalhando?

- Não. Acabei de sair do banho, estava me preparando para dormir.

- Então liguei na hora certa. Acho que você terá que adiar seu sono por algumas horas. Tenho a tarde livre por isso pensei que seria um momento excelente para me deidcar a minha namorada querida. Está interessada em uma ligação prazerosa, amor?

- Hum... só de você falar já imaginei até o que vestia...

- Pode me mostrar como você está vestida agora? – ligou a camera do celular para sua direção dando a chance dele ver a cama e o espaço por completo. Vestia apenas uma camiseta e calcinha, matinha os cabelos soltos – perfeito. Como está o clima, aposto que quente devido ao verão europeu. Seria bem mais interessante se você perdesse a camisa. Ajudaria a relaxar, ficaria mais confortável para dormir. Que tal, Staninha? Tire essa peça para mim, afinal o que é bonito deve ser admirado. Só um detalhe: antes de tirar desligue a camera e volte a ligação.

- Por que Nathan? Não quer me ver? – a voz era sensual, melosa - Pensei ter dito que gostaria de me admirar.

- Então não é mais um sex fone. É video?

- Por que não? - disse tirando a roupa de frente para o celular revelando o corpo esbelto e uma calcinha minúscula – vou me deitar, estou um pouco cansada, relaxar é uma ótima ideia – deitada na cama, ela olhava para ele tocando o próprio seio para provocá-lo – queria tanto sentir os seus lábios, o seu toque...

- Você vai sentir. Feche os olhos – obedecendo, foi guiada pela voz dele repetindo tudo o que estava fazendo com o corpo que, para todos os efeitos, estava recebendo o toque de Nathan. Seu corpo reagia a cada palavra e ordem pronunciada, era inegável o poder do pensamento e do desejo exercido sobre alguém apaixonado.

Foram minutos de trocas de palavras, exploração carnal e gemidos para deixa-la a ponto de receber a onda crescente que se aproximava. Contorcia-se na cama, lutando contra os gritos que tentava reprimir até que não podendo segurar, ela gemeu pedindo.

- Por favor, Nate... preciso de você dentro de mim, não posso mais... 

Nathan atendeu ao pedido dela dizendo exatamente o que ela precisava. Ao vê-la se entregar completamente a ele, sentiu a pontada na virilha ainda mais forte. O membro rijo demonstrava o quanto queria estar lá com ela. Observa-la em meio ao orgasmo era algo  especial. Uma mulher bela como Stana ficava muito mais linda nesse momento. Era uma beleza estonteante, quase, porque não dizer, divina? O coração transbordava de carinho, amor e desejo por ela. Quando finalmente se recuperou do orgasmo, ela sorriu vendo o olhar semicerrado que tanto já conhecia, uma mistura de amor e luxúria.

- Hey, babe... assim você me deixa mal acostumada.

- Foi um prazer, literalmente amor – ela gargalhou e deu o troco.

- Você não faz ideia...

- Não mesmo, estou a ponto de explodir de tanto tesão apenas ao te olhar... – o tom da voz revelava exatamente isso, a pressão de estar no limite – você me deixa esgotado quase fora de mim.

- Por que nã se rende, Nate? Deixe-se levar...

- Eu não sei se consigo fazer isso... – a voz falhou – na sua frente.

- Eu quero te ver, por favor, faça... – agora era ela quem dava as cartas, com palavras doces e a voz sexy tomou o controle para si e o levou ao caminho do prazer. Em meio ao gozo, pediu – diga meu nome, Nate...diga... – sem controle obedeceu.

- Ah, Stanaaaa....você... – as forças exigidas pelo corpo não mais o permitia falar. Vê-lo sucumbir à sua frente, tornou a deixa-la excitada. Sorria satisfeita com a travessura que acabaram de realizar. Esperou até que ele recuperasse o fôlego estando apto para falar novamente. Viu quando ele levou a mão ao coração, com um sorriso no canto dos lábios – Staninha, desse jeito vou ter um infarto qualquer dia desses... sou um homem de quarenta, tenha um certo cuidado comigo.

- Sei, sei... vai me dizer que não gostou e sequer pensa em repitir a dose? – implicou.

- Hoje não, mas seria um louco se dissesse que não quero fazer essa loucura novamente.

- Que bom, assim você ficará pensando em mim o resto do seu dia e eu posso até sonhar com você ao dormir.

- Você percebeu que já estamos a mais de duas horas ao telefone. Não é à toa que o celular está pegando fogo. Como nós, devo acrescentar. Mas sinceramente, preciso de um banho gelado para me recuperar. Antes de desligar, deixe-me te perguntar uma coisa. Já te disse que te amo hoje?

- Não realmente com palavras...

- Como estamos metida hoje, hein Staninha? – uma nova gargalhada ecoou no quarto.

- Aprendi com o melhor.

- Nossa! Isso foi um elogio! O que a distância não faz... é por isso que te amo, muito. Ou como diz a Anne. Muito muitão. Bons sonhos, amor. E claro, bom trabalho.

- Bom dia para você, amore mio. Te voglio tanto benne. Baci mille.

- Ai, meu Deus... assim eu fico ainda mais apaixonado.Um beijo. 

No dia seguinte, Stana sorria aos quatro ventos. Sua alegria mesmo sempre presente foi percebida de forma diferente pelos companheiros de elenco. Quando questionada pelo motivo, sua resposta foi bem simples: “ La vita é bella!”. Pressionada por Brett, ela não cedeu.

- Uma manhã linda de verão, cercada de pessoas maravilhosas, por que não estaria feliz? A vida é bela, sim.

- Acho que essa vida tem nome e sobrenome, Stana. Não quer me contar?

- Não tenho nada pra contar, Brett. Vamos trabalhar. E para provar que estou de bom humor, hoje pago seu almoço – a reação dela o fez rir. Em poucos dias trabalhando com ela, já se acostumara às brincadeiras e às risadas. Ficava imaginando o quanto seria divertido trabalhar ao lado dela todos os dias ao longo de nove meses. Além de não ser sacrifício algum olhar para Stana enquanto trabalhava. Porém, já convivera suficientemente com ela para saber do seu jeito reservado.

Os dias da filmagem chegaram ao fim para Stana. O restante do elenco continuava a gravar. A primeira fase acabara e já deixava um gostinho de quero mais. Isso sempre acontecia quando se trabalhava com pessoas bacanas. Tinha certeza que os fãs também sentiriam falta pois durante todos os dias que estava ali, recebeu o carinho deles, presentes, conversou e tirou fotos. Pensou em como tinha sido afortunada em escolher esse trabalho para sua vida. Optou por continuar no mesmo hotel enquanto fazia o trabalho das fotos. Depois daquele dia em que falara com Nathan, voltaram a conversar duas vezes mais quando mencionou do trabalho que havia acordado com Kika. Curioso, ele logo a implorou para ver o resultado mas Stana foi taxativa ao dizer que não podia fazer isso. Claro que já pensava em algo para convencer a Kika sem contar a ele.


Dias depois...


Stana posava para as fotos em uma escadaria de um prédio famoso e patrimônio histórico de Florença, era o último dia de suas fotos. Ela perdera a noção de quantas roupas usou que dirá de quantas fotos foram tiradas. As locações escolhidas foram muito bonitas, não tinha dúvida que o photoshoot ficaria muito belo e elegante. Em um pequeno intervalo, o telefone tocou. Sua agente.

- Oi, Stana. Sei que você está ocupada com as fotos mas preciso saber da sua disponibilidade para um evento. Coisa rápida.

- Pode falar, que evento é esse?

- Uma festa na FoxLife grega. Eles ficaram sabendo que você estava na Europa e como vão fazer uma espécie de Summer Party para comemorar o fim da temporada de série, o que inclui o fim da temporada de Castle por lá, acharam que seria muito bom ter você entre os convidados para de certa forma te agradecer pelo sucesso da série no país deles. Preciso saber se você estaria disponível para ir ao evento. Será no dia 27 de junho.

- Um momento, tenho que checar minha agenda – não que tivesse qualquer coisa programada, queria saber apenas quando deveria estar de volta a Florença. Seria ótimo participar de uma festa assim, em plena Europa comemorando o sucesso de Castle. Na Grécia, então! Não poderia ter lugar melhor – tudo bem, pode confirmar minha presença. Você me passa os detalhes depois para meu email? – viu que a fotógrafa sinalizava em sua direção – tenho que voltar ao trabalho. 

- Ok, envio os detalhes mais tarde, com certeza. Bom trabalho.

Stana retomou às fotos. Terminado o ensaio, a própria Kika veio mostrar alguns dos resultados para ela. Ficaram muito bonitas, tanto as externas quanto as internas.

- Adorei cada um delas, fica difícil escolher a mais bonita. Você é sempre uma modelo impecável,Stana. Nem sei como vou escolher para colocar na revista.

- Ah, obrigada mas você também sabe como captar o melhor numa foto – pensando ser esse o momento ideal para conseguir algo da fotógrafa, falou – Kika, sei que assino um contrato com cláusula de confidencialidade para não prejudicar a imagem da revista mas, seria possível você me ceder uma ou duas fotos? Gostaria de mostrar para minha agente e também para minha mãe. Não se preocupe ninguém mais terá acesso a elas. Poxa, ficaram tão especiais. Eu gosto muito de Florença e esse foi um diferencial especial para essas fotos.

- Olha, eu não costumo fazer isso com ninguém – Kika estava pensativa – por se tratar de você, por já termos trabalhado juntas outras vezes e pelo grau de confiança que tenho além da discrição, vou deixar você escolher duas delas. Então te passo o arquivo digital – Stana abriu o sorriso tornando a olhar para as fotos, uma tinha certeza de que levaria, faltava escolher a segunda.

- Vou querer essa na escada de vestido preto e com as pernas à amostra, quanto a outra, estou em dúvida. Não sei se pego a da cama em vermelho ou uma externa – o que atiçaria mais o Nathan, pensou – hum... acho que vou com a de vermelho.

- Bela escolha, está melhor que eu para decidir. Vou pedir para Sophie enviar para você nesse instante. E acabamos por aqui, querida. Nem sei como agradecer a você por abrir essa brecha nas suas férias que sei, são mais do que merecidas depois de uma temporada puxada. É sempre um prazer tê-la sob as lentes da minha camera.

- Que isso, Kika! Eu tenho que agradecer por fazer uma sessão em um lugar tão lindo e mágico como Florença – após receber as fotos em seu celular, ela despediu-se da fotógrafa e da equipe rumando para o hotel. Pegaria o voo pela manhã, o que lhe dava tempo suficiente para curtir um último jantar italiano com um belo vinho. Tinha se programado direitinho. Iria para o hotel, tomaria um banho e sairia para jantar. Na volta, faria uma surpresa a Nathan.

Seus planos correram muito bem, exceto pela parte do jantar. O gerente do hotel recomendou a ela uma cantina maravilhosa apenas esqueceu de dizer que havia música ao vivo. Não era segredo para ninguém o amor dela pela música italiana e justamente por isso, não conseguia deixar o local. Os clássicos cantados a pleno pulmões por italianos bonachões e muito alegres contagiava a todos no restaurante.

De Volare a funicoli funicolá, passando por muitas outras românticas, Stana foi fisgada pela alegria e cantava com os demais clientes. De repente, a vontade de dividir o momento com Nathan foi maior que o seu comportamento. Talvez a influência do vinho da casa estivesse tomando as decisões por ela. Apertou o nome dele na lista de favoritos e esperou. Os cantores começavam a cantar “ Io che amo solo te”. No instante que ele atendeu era a hora do refrão, isso foi o que ela falou.

- Io che amo solo te , io mi fermeró e ti regalero quel que resta della mia gioventú – e já emendou mais uma – amore, scusami si sto piangendo amore scusami, ma ho capito che lasciandoti Io soffrirò – o coro acompanhou-a - Amore baciami, arrivederci amore baciami e se mi lascerai ricordati che amo te.

- Nossa... – foi tudo o que ele conseguiu dizer enquanto Stana cantava alto em companhia de outras vozes. Percebeu que havia bebido mas estava em tão em choque que sequer teve outra reação ao ouvir a bela voz falando palavras em italiano que sabia serem belas mesmo não entendendo o seu significado. E continuava.                    

- Ti ricordi quella sera che per gioco ti baciai, sembrava quasi un'avventura, un'avventura in riva al mar... eco! – ela gritara cantando ainda mais próxima ao telefone - Dolcemente ti baciavo e non potevo immaginar che stavo invece a poco a poco innamorandomi di teeeee – a gargalhada surgiu docemente aos ouvido de Nathan que não pode deixar de sorrir e suspirar. O coro continuou enquanto ela se ria até gritar novamente as últimas palavras - Che amo te, che amo te, amo teeeee.

As palmas ecoavam após o show particular, pode ouvir a respiração dela como um suspiro depois da cantoria. Finalmente, ela dirigiu-lhe a palavra.

- Amor... saudades de você.

- Percebi, onde você está?

- Numa cantina italiana, vim jantar mas não esperava encontrar música. Todos estão super animados e ao ouvir as canções me deu uma vontade louca de cantar para você, queria que estivesse comigo, Nate.

- Ah, saudades ao bom estilo italiano e com vinho. Depois você terá que me explicar o que disse ao cantar. Não quero atrapalhar sua diversão. Pode curtir à vontade com seus colegas de elenco – notou o tom melancólico na voz.

- Quem disse que estou com alguém? Estou sozinha... sobre a música apenas disse que peço perdão por sentir sua falta pois com uns simples beijos, me apaixonei aos poucos e peço para não esquecer que te amo. Quase uma declaração. Vou terminar apenas o último copo de vinho para voltar ao hotel. Promete me esperar para falarmos?  

- Claro que sim... e Staninha? Acho que deveria cantar mais para mim.

- Vou pensar nisso. Desligou tornando a pegar a taça de vinho. Fez exatamente o que disse a Nathan, terminou o vinho ao som de um outro clássico italiano, pagou a conta, ganhou uma rosa dos cantores e saiu caminhando pela rua de volta ao hotel. Mal fechou a porta, tirou os sapatos e jogando-se na cama, ligou novamente para Nathan – hey... demorei?

- Nem tanto, amor. Quando volta para a Sérvia?

- Amanhã cedo. No fim de semana vou para Grécia. Tenho um evento lá. Não foi por isso que liguei. Quero te mostrar uma coisa. Vou mandar por what´s app – consultou a sua galeria de fotos, selecionou-as e enviou – veja se recebeu e me diga o que achou – enquanto esperava a resposta dele, Stana murmurava outra melodia italiana. O silêncio pareceu longo demais. Será que não recebera? – Nathan? Recebeu? Nate...

- Sim... estou tentando absorver tudo que vejo nessa foto. Espetacular! Essas pernas de fora...Deus, Stana! Por que me provoca assim?

- Porque eu gosto. Está vendo em primeira mão, nem podem sonhar que alguém mais viu. Gostou mesmo?

- Gostar? Vestir vermelho só me faz pensar em pecado. Eu queria estar aí para arrancar pessoalmente essa saia.

- Ui! Por que não me conta como faria, babe? – assim Nathan começou a dizer calmamente a sua vontade levando os dois a uma nova sessão de sexo em palavras.

A volta de Stana à Sérvia foi tranquila. Após uns dias, ela viajou à Grécia. Enquanto estava com sua família, não podia falar com Nathan, mandava apenas mensagens para dizer que estava bem, dar bom dia e desejar boa noite. Estando distante deles, assim que se instalou no hotel, na primeira oportunidade que o fuso lhe deu, Nathan pediu que esperasse sua ligação. Conversaram por mais de uma hora. Contou a ela que viajqria com o irmão para Roatán, em Honduras no início de julho. Não sabia como ficaria a comunicação nesse período mas faria o possível para dizer pelo menos que estava bem.

Infelizmente não era o que Stana gostaria de ouvir, porém ela mesma estaria ocupada nesse período com a segunda fase das filmagens. Levando em consideração os quase dois meses que passaram separados, até que conseguiram falar-se por um bom período de tempo. Claro que o falar não era o substituto ideal, queria o toque, desejava os lábios. Para consegui-los, teria que esperar pelo menos mais duas semanas.

- Eu entendo, babe. Não podemos ter tudo, certo? Quando volta para Los Angeles?

- Não sei a data certa, será entre 11 e 13 de julho. Pode anotar, assim que chegar ligarei para você.

- Acho bom mesmo! Não vou aguentar esperar o ritmo de trabalho voltar ao normal para ficar novamente com você.

- Sim, senhora. Tudo que a madame quiser. Preciso ir, o meu painel vai começar em dez minutos. Quero saber tudo sobre a festa de amanhã e o que irá vestir.

- É só não tirar os olhos do twitter ou você tem alguma dúvida de que uma porção de Stanatics estarão por lá?

- A magia das redes sociais e seus fãs loucos. Vou ficar de olho. Boa noite, amor.

- Durma bem, Nate.

Na noite seguinte, o evento da Fox Life foi um sucesso. Nem Stana imaginava a quantidade de fãs que apareceria na porta do local para ovaciona-la. Do momento que pisou no tapete vermelho, os gritos, as fotos e as entrevistas não pararam. Recebeu elogios pelo que vestia, pelo trabalho em Castle e muitas curiosidades surgiam em forma de perguntas que ela mesma não sabia responder. A festa feita pelos fãs era um show a parte e Stana sempre se alegrava e se contagiava com o espírito de excitação e alegria que eles proporcionavam a qualquer evento.

Por falar em evento, a festa da emissora grega estava simplesmente fantástica. Boa música, boa comida, bebida a vontade e muitas pessoas interessantes. Teve a oportunidade de conhecer pessoas do cinema e da tv européia, falar de sua carreira e receber as devidas homenagens pela sua atuação primorosa como Kate Beckett. E se divertiu, muito.

Por alguns dias permaneceu na Grécia com uma de suas primas que a acompanharam juntamente com a mãe. Rada voltou para a Sérvia e as primas continuaram aproveitando as cidades gregas, as praias e a boa culinária. Stana sabia que o período de descanso estava acabando, porém, pela primeira vez ela não se importava de voltar a Los Angeles. Estava contando os dias para ser bem honesta.


Início de julho


No dia quatro de julho, Stana desembarcou no aeroporto de Roma para voltar a Florença. As filmagens retomavam no dia seguinte se estendendo até o dia dez quando encerraria sua participação e voltaria aos Estados Unidos. A equipe a recebeu de braços abertos e com muita festa. Disseram sentir muita falta da risada e da companhia dela nesse período. Brett para implicar falou.

- A única coisa estranha foi que os biscoitos e os chocolates sobravam quase todo dia mesmo com toda a equipe comendo. Incrível, não. O que será que isso quer dizer?

- Brett! – mas mesmo ralhando com ele acabou rindo. Afinal, já estava acostumada com a fama de formiguinha.

Às vésperas do penúltimo dia de filmagem, o elenco decidiu se reunir para jantar. Convite que Stana nunca recusava. Durante esses dias em Florença, Nathan e ela apenas trocavam mensagens pois não havia condições de se falarem e o fuso não era o único problema. Privacidade era algo que o irmão dele não deixava acontecer naquele período, o que apenas ajudava a aumentar a ansiedade dela.

Durante o jantar, as risadas e as conversas despretensiosas rolavam numa boa. Massa e vinho era sempre uma combinação perfeita para se divertir entre amigos. Mesmo assim, ela devia ter deixado escapar algo pois foi pega de surpresa pela próxima pergunta de Brett.

- Está tudo bem, Stana? Estou te achando um pouco inquieta, ansiosa talvez?

- Não, talvez seja o cansaço atrelado ao vinho. Estou bem.

- Suas férias estão terminando, as minhas também. Logo estaremos de volta à loucura de Los Angeles e  às infinitas horas de gravações de uma série de tv. Não me entenda mai, adoro o que faço mas você terá que concordar comigo que não é uma rotina fácil.

- Sim, fácil não. Mas é prazerosa. O grupo de pessoas com quem você trabalha faz muita diferença nesse momento. O trabalho parece mais uma ida ao parque de diversões. De verdade? Estou ansiosa para voltar, rever os amigos e descobrir o que Marlowe planejou para a minha personagem dessa vez.

- Tem razão. As companhias contam muito. E você tem ótimas ao seu lado. Mas, será que essa tal ansiedade não tem outro motivo? Um amor talvez? É algo bem difícil de entender, Stana. Uma mulher tão linda, tão envolvente e culta estar sozinha. Juro que não consigo entender.

- Por que não, Brett? Por que uma mulher bonita não pode estar sozinha mas se ela for feia ou um pouco mais cheinha é justificável? Se tem um que não tolero das pessoas são esteriótipos. Todos temos direito a escolha, livre-arbítrio. Fazemos dele nossa bandeira traçando nosso caminho de vida, cada um a seu modo – as palavras dela, mesmo sendo ditas educadamente serviram como uma espécie de “cala boca” para a discussão. Brett se contentou em não mais questiona-la. Quaisquer que fossem os motivos dela ao estar sozinha, Stana deixara bem claro que diziam respeito somente a si.

O tom da conversa acabou minando o resto de disposição que ela ainda tinha para a noite. Por sorte, os demais estavam cansados e decidiram pedir a conta para encerrar o jantar. Ao chegar no hotel, Stana se permitiu tomar um latte com uma boa dose de expresso duplo e um shot de licor de amarula. Ficou de conversa com o bartender até terminar sua bebida para subir finalmente ao seu quarto.

Há milhares de quilômetros dali, Nathan se esticava em uma espreguiçadeira após o mergulho que fizera com o irmão sob o mar de Roatán. Jeff observava o irmão sorver um drinque a base de tequila. Durante esses dias juntos, notou uma certa mudança no seu comportamento. Parecia mais tranquilo, sereno. Dançara, bebia, se divertia mas não se interessava por nenhuma mulher, um jeito incomum de agir para ele. Às vezes Jeff se perguntava se ainda estava curtindo a fossa do seu ultimo relacionamento relâmpago, aliás flashback frustrado. A calmaria no semblante do irmão, porém contradizia tudo. Já tentara perguntar sutilmente, apresentara garotas a ele e o viu dispensá-las numa boa. Definitivamente, havia algo acontecendo. Mais uma vez, ele tentou descobrir.    

- Nate, tudo bem aí? Curtindo as suas férias?

- Ah, tudo excelente... do que poderia reclamar? A bebida ótima, o mar azul transparente, o passeio energizante e essa brisa...ah essa brisa é especial! Você acertou maninho quando escolheu esse lugar. Tudo que eu precisava para me preparar para a volta ao trabalho – ergueu o copo que tinha em mãos – um brinde a você, bro!

- Acertei então – disse sorrindo e levantando o copo de mojito – mas ainda acredito estar faltando algo. Nesses dias que estamos aqui, não o vi dando muita atenção às garotas, pra não dizer nenhuma. Isso não combina muito com seu estilo. Tem algo acontecendo? Quer me contar? Mulheres também ajudam a relaxar, não preciso lembra-lo disso.

- Não mesmo. Você não precisa se preocupar comigo, estou bem. E antes de você fazer a pergunta idiota: sim, continuo adorando as mulheres. Apenas resolvi dar um tempo a mim mesmo. É algo tão difícil de entender?

- Não, Nate. Posso entender. Quer mais uma dose?

- Quero e aproveita pra trazer aqueles bolinhos de caranguejo. Ficam perfeitos com esse drinque – viu o irmão se afastar. Respirou fundo, velhos hábitos são difíceis de esquecer eram o que as pessoas diziam, mas por vezes você muda e os outros não acreditam ou não aceitam. Realmente não queria se importar com o que pensavam. Estava feliz por ter alguém que o fazia feliz.  

XXXXXXXXX

Os dois últimos dias correram normalmente. Terminada as filmagens, ela mal conseguia esconder a vontade de voltar para casa. Agradeceu a Brett pela chance de fazer o filme, ao diretor e claro, a todo o carinho recebido do resto do elenco e equipe. Saía de Florença satisfeita com o trabalho realizado ali. Tudo que queria agora era voltar ao seu lugar e encontrar Nathan.

A volta para Los Angeles foi tranquila apesar de muito longa. Ao chegar em casa, simplesmente desabou depois de um bom banho devido ao jetlag. Deveria ter dormido por mais de doze horas quando foi acordada pelo toque insistente do celular. Tateando em busca do aparelho, ela respondeu sonolenta.

- Alô...

- Estava dormindo, amor?

- Nate... é tão bom ouvir sua voz. Nem sei por quantas horas dormi.

- A julgar pela quantidade e o intervalo de tempo que te liguei, muito mais de oito horas. São quatro da tarde.

- Que dia é hoje?

- Doze de julho, por que?

- Meu Deus! Eu dormi mais de doze horas! Como isso aconteceu?

- Simples, cansaço e jetlag. Espero que esteja descansada agora porque quero te ver hoje à noite.

- Você já está na cidade? Jura Nate?

- Estou. Nesse exato momento na minha cozinha preparando algo para beliscar enquanto faço uma lista das coisas que vou precisar para o jantar que farei para você.

- Ah, amor...  como senti sua falta. Não vejo a hora de te ver.

- Então, por que ainda está falando comigo ao celular ao invés de correr para cá?

- Vou tomar um banho e logo estarei aí. No máximo uma hora.

- Não tenha pressa... temos a noite toda – mas sabia que ela não o ouvia mais. Rindo, disse as últimas palavras sabendo que se perderiam ao vento – um beijo, meu amor. Vem logo – terminou em dez minutos o que fazia na cozinha. Seguiu para o quarto para se arrumar. Era uma questão de tempo até que a campainha de sua casa tocasse anunciando a chegada da amada. 



Continua....

3 comentários:

Maria DA PENHA disse...

Perfeito como sempre ... Ansiosa para esses dois acabarem com esse mistério todo e contar a tods que estão juntos ...

cleotavares disse...

Amei o capítulo e o amor deles e também o esquecimento de certa pessoa nessas viagens.
E... Meus lindos! disso vocês não morrem,kkkk.

Marlene Caskett Stanatic disse...

ARMARIA!!!!!!!(como diria uma amiga minha)
Esses 2 não negam fogo,sobre o
"lamber você todinha"eeeeeeeeh vida,fiquei tipo =o
Que içu jovim???Apartir dai vi que vou precisar de um banho considerado no fim do cap. Achei super o fato de vicê descrever lugares de NY,numca fui lá buuuut a fic me fez imaginar cada detalhe,cada cantinho citado e a vontade de ir conhecer apenas se fortaleceu....Enfim,vamos voltar para fic Florença aaaah Florença esse cap. me fez esquecer de algo obrigada!
Ela realmente se sentiu em casa,ai vem outra parte que me fez as pernas tremerem,nada de Sex Fone....nananinanão,com a Stana fío é VEDEO,mulher hot parei pra respirar por que,seguir sem para não tinha condições =0 again.
Tivemos as fotos,oh god que fotos!
Stana cantando em italiana,não sei quem tem mais sorte nessa história,os 2 passam bem pra caramba!
Aguardando o proximo cap.
;)