terça-feira, 25 de novembro de 2014

[Castle Fic] There's Always Tomorrow - Cap.28


Nota da Autora: Esse capítulo trás um pouco de tudo e preparem-se porque o angst começou a dar sinais de vida. Nesse momento, aproveitem as novas informações e contexto. Teremos, a partir do próximo, alguns percalços pela estrada. Divirtam-se! 

Atenção! NC17...


Cap.28  


Por volta das cinco e meia, Nadine chega ao The Old Haunt. Kate pretendia não demorar muito com a repórter porque afinal era sexta-feira e depois de duas semanas bem cheias, todos mereciam um descanso. Indo diretamente para o escritório ou sala de guerra como Castle o apelidara, eles utilizaram o telão para verificar o trabalho de Nadine e fazer as suas observações e correções. Ela mesma tinha marcado partes do texto que gostaria da ajuda de Castle para melhor escolher as palavras.

Eles conversavam, discutiram, discordaram até finalmente chegar a um senso comum. Bastava agora escolher que evidências deveriam ir à tona. Sentindo que Kate tinha tudo sobre controle, ele pediu licença para se ausentar a fim de providenciar o jantar e também conversar com seus clientes.

Vendo-se sozinha com Nadine, Kate sentiu-se à vontade para falar de seu relacionamento com Castle e aproveitar para ver o que o assunto faria com a poderosa jornalista que a escutava.

- Ele é sempre assim. Castle está na maioria do tempo procurando por formas de agradar a todos e especialmente a mim. Não me entenda mal, isso é algo natural para ele, não que faça para se redimir de qualquer ato. Essas últimas semanas foram tão loucas, o lançamento do livro, nosso projeto, os casos que apareceram, cidades visitadas em turnê, tanta correria que nem pudemos comemorar o aniversário dele adequadamente. Por isso quero ir aos Hamptons, merecemos nossos momentos a sós e principalmente é hora de fazer algo por ele já que Castle faz praticamente tudo por mim.

- A relação de vocês é bem bonita. O sentimento verdadeiro, a paixão. Isso é bem nítido, basta olhar para vocês. Tem muita sorte.

- Sim, realmente temos. Não foi sempre assim e admito aqui e só para você que durante muitos anos pensei não ser digna de ter algo assim. Castle bem sabe que eu demorei para aceitar que podia ser feliz. Não foi tão fácil me conquistar e ficarmos juntos. Depois de tudo que experimentei na minha família, achei que isso não era para mim. Romance, dividir a vida com alguém, era casada com meu trabalho e estava tudo bem, ou pelo menos eu pensava que estava até me ver saindo da minha zona de conforto com Castle. Hoje posso dizer que vivo um relacionamento sério, apaixonado e por que não chama-lo de conto de fadas da vida moderna?

- É, sua cara de boba demonstra isso. Não é errado ser casada com o seu trabalho, especialmente quando nós mulheres precisamos batalhar o dobro pelo nosso lugar ao sol. Estou focada na minha carreira, ser âncora do maior telejornal da minha emissora, o segundo em audiência. Quero torna-lo o primeiro.

- Sei que você é capaz disso. Vai chegar lá. Aliás, Nadine você não precisa se justificar para mim sobre sua relação com Jeff. É a sua vida, suas escolhas. Não estou aqui para julga-las.

- Eu gosto de Jeff, apesar dele ser o oposto de mim. Calmo, recluso, não se abala com nada. Eu estou sempre ligada nos 220 volts. Talvez por isso goste da companhia dele, Jeff me acalma, faz com que eu relaxe. Mas um relacionamento? Eu não sei... gosto de pensar que somos apenas amigos com benefícios, a chamada amizade colorida sabe?

- Isso é bom e funciona por um tempo, mas será suficiente? Você já se perguntou se Jeff está satisfeito com isso?  

- Ele nunca reclamou...

- Você já conversou sobre isso com ele? Longe de achar que sou a dona da verdade, mesmo porque eu sou um mau exemplo com relação a trabalho e relacionamentos até conhecer Castle. Porém, posso me basear nesse que deu certo para dividir um pouco de experiência e conselhos. Eu demorei muito tempo escondida no trabalho e no caso de minha mãe, sabotando literalmente minha chance de ser feliz. Por teimosia, eu quase perdi a vida e Castle. Eu já sabia que ele me amava, eu não queria ficar longe dele e mesmo assim o empurrrei para fora da minha vida no momento mais crítico, quando deveria tê-lo escutado. Não faça como eu, Nadine. Não espere se tornar a melhor jornalista ou a âncora do horário nobre para então pensar em si, na sua vida. Grandes conquistas merecem ser atingidas e celebradas, são momentos importantes, mas garanto que ficam ainda melhores se comemorado com quem você ama.

As palavras de Kate deixaram Nadine pensativa, na verdade, calara a jornalista por uns bons minutos. Isso a fez sorrir, sabia que deixara a sagaz repórter intrigada. Ela ainda falou mais um pouco, sobre Jeff.

- Jeff me parece ser um cara divertido, bacana e gosta de você. Levando em consideração todos os anos que se conhecem, talvez seja a hora de fazer essa relação sair da fase de sexo por conveniência e favores profissionais para algo mais real.

- Não conhecia esse seu lado de cupido, Kate. Acho que é apenas mais uma faceta da Lieutenant que ainda não havia descoberto – disse sorrindo – mas talvez você tenha razão. Eu me dediquei tanto a chegar ao topo, me acomodei nessa relação estranha com Jeff que esqueci de pensar em mim, pessoalmente. E quando ouço você contando um pouco da sua história, vejo que tenho problemas parecidos com o que você viveu – a repórter escondeu o rosto nas mãos para se declarar – eu adoro o Jeff, não eu acho que é, eu não sei, eu devo estar apaixonada, mas tenho medo, muito medo. E se eu destrui tudo o que criamos? A cumplicidade, a amizade, não quero magoa-lo. Eu tive experiências ruins no passado. Não quero perder o que tenho com ele.

- Quem disse que perderá? Ter medo é normal, eu tive. Ainda tenho, ele não desaparece, mas perde força quando o amor nos guia.

- Wow! Quase poetisa hein, Kate! Acho que a influência de Castle é maior do que pensa em sua vida. Obrigada, eu realmente gostei da conversa. Vou pensar com carinho. Terminamos por aqui?

- Sim, a reportagem está ótima. Falta apenas você tentar arrancar uma declaração de Collins, o que aliás duvido que vá conseguir e isso só irá nos ajudar.             

A noite de sexta estava apenas começando para Tory, o jantar com seu suposto amigo da CIA corria muito bem, já estavam na segunda garrafa de vinho e ainda pretendia levar mais uma para o apartamento dele. Após o jantar, eles se pegaram no carro em frente ao apartamento o que apenas esquentou as coisas entre eles, fazendo por fim o agente a convida-la para subir.

Assim que estava dentro do apartamento, ela quis outra bebida. Enquando ele arrumava as taças, Tory usava seu olhar investigativo para decorar cada parte do apartamento em sua mente. Ela pretendia distrai-lo para na segunda rodada de bebida pretendia colocar o sonífero. Assim que tomou o primeiro gole da taça dada por ele, Tory se colocou sobre o colo dele e tomou-o num beijo intenso. Não era nada difícil essa tarefa, pois o agente era um pedaço de mau caminho.

A brincadeira começou no sofá continuando na cama. Após a primeira transa, ela levantou-se indo até a cozinha e preparando a bebida para ambos. O agente sequer desconfiou. Logo estavam de volta aos lençóis e depois de um orgasmo bem merecido, eles decidiram dormir. Claro que ela apenas fingiu. Tendo certeza que ele dormia como uma pedra, Tory se levantou da cama indo direto ao notebook que observara sobre a mesa do pequeno escritório. Tirando da sua bolsa um par de luvas que calçou antes de tocar no computador, também um pequeno pendrive, inseriu-o na entrada USB do aparelho e sorriu. Ela trazia ali um programa de quebra de senhas que agia rapidamente. Em menos de cinco minutos, a tela do computador se abriu diante dela e Tory começou a trabalhar. Duas horas depois, ela travava o notebook após copiar uma preciosidade que encontrara para sua própria nuvem. Um programa de decodificação de última geração. Satisfeita, retornou para a cama a fim de não levantar qualquer suspeita.       

O sábado começou cedo para eles. Chegaram aos Hamptons por volta das nove da manhã. Martha não quis acompanha-los, portanto eram apenas Castle, Kate e Alex. Mais tarde talvez a filha dele aparecesse por lá. Por conta disso e pelos planos que tinha em mente, Kate arrastou consigo Amy. As coisas estavam melhorando, com essa porta aberta em conjunto com o FBI faria muita coisa sair de debaixo do tapete diretamente para o colo da tenente. Ela passara a viagem toda na estrada pensando sobre o assunto porém, assim que Castle estacionou o carro em frente à casa, ela decidiu deixar esse assunto suspenso em seu subconsciente. Era a hora de curtir um fim de semana em família. Ao descer do carro, Kate contemplou a vista, igualmente à primeira vez, era de tirar o fôlego. Já havia frequentado o lugar várias vezes desde que começaram a namorar ainda assim conseguia se admirar como se fosse a sua primeira vez.

Tinha o filho no colo. Sorria inspirando aquele ar com cheiro de iodo. Era muito bom estar ali. Beijou a cabeça de Alex e foi surpreendida por um beijo na bochecha além do abraço apertado ao redor deles. Ela virou o rosto para fita-lo sorrindo, beijou-o rapidamente.

- Você vai ficar aí mesmo? Vamos entrar, gorgeous.

- Eu gosto muito desse lugar, é tão relaxante. Tem um significado especial para mim. Nossa primeira escapada como casal.

- Como esquecer daquele fim de semana, não? Especialmente depois de termos resolvido o caso.

- Que, lembro bem, você não parou de falar até que eu concordasse em investiga-lo com você e ainda ganhei apelidos nada apropriados.

- É, sinto muito por isso.

- Vem, Castle. Vamos entrar porque quero colocar Alex para nadar.

Minutos depois, ela estava na piscina vestindo um maiô simples e com o filho nos braços. A babá preparava um pequeno lanche à base de frutas enquanto Kate brincava com Alex na água. Seu coração se enchia de orgulho ao ver o seu bebê nadando como um peixinho, Castle aproveitou para registrar aquele momento mãe e filho com a câmera enquanto ele mesmo babava na cena. Os olhos de Kate brilhavam de satisfação ao contemplar o menino. Não aguentando mais ficar fora do momento, Castle deixou a câmera de lado, tirou a camisa e se juntou a eles. Brincava mergulhando o filho ou jogando-o para cima arrancando risadas maravilhosas da criança. Para Kate, vê-lo interagir com o Alex era um momento mágico, especial. Sempre soube do amor de Castle por crianças, ter a chance de dar a ele um filho certamente tornou a felicidade deles ainda maior.

Novamente, o menino se jogou nos braços da mãe que após algumas brincadeiras e risos, sentou-se à beira da piscina para dar de comer ao filho. Amy já separara todos os itens para quando Kate decidisse retira-lo da piscina. Porém, o momento estava tão bom que certamente demoraria mais que o esperado. Ao menos a piscina da casa de Castle estava parcialmente coberta por algumas nuvens além do quilo de protetor que Kate passara no menino. Eram quase onze e meia quando finalmente ela entregou o filho para a babá cuidar do banho e arruma-lo para almoçar. Aproveitando seu tempo livre, ela começou a dar braçadas na piscina.

Após quatro voltas bem sincronizadas e ainda com fôlego, ela emergiu da piscina apenas para encontrar Castle a admirando com um sorriso bobo no rosto. Tinha dois copos nas mãos, estendeu um deles para ela.

- O que você estava fazendo?

- Admirando a paisagem... é long island iced tea.

- Está excelente – Kate deixou o copo por um minuto sobre a espreguiçadeira para colocar a canga em volta da cintura, voltando a pegar a bebida – quero dar uma volta na praia. Quer me acompanhar?

- Nem precisa perguntar.

Eles saíram de mãos dadas caminhando calmamente pelo terreno de Castle até chegar à praia. Os cabelos de Kate, embora mais curtos, esvoaçavam ao vento. Ao colocarem seus pés dentro d’agua, Kate foi a primeira a fechar os olhos e deixar-se apenas sentir os sons, o vento, cheiro e o calor dos raios do sol. As pequenas ondas formando-se e quebrando aos seus pés, no vai e vem constante sugando a areia por baixo deles provocava uma sensação deliciosa de liberdade e plenitude. Ao abrir novamente os olhos, deparou-se com Castle observando-a novamente. Dessa vez, porém, ele se aproximou calmamente dela e a tomou nos braços e ajeitando parte dos cabelos emaranhados pelo vento, contemplou os olhos esverdeados e tão belamente realçados ao sol antes de beija-la apaixonadamente. Continuaram a caminhada por uma longa extensão da praia até o momento que Kate desatou a correr dele. Rindo e pulando ondinhas até ter a água do mar cobrindo até sua cintura.

Castle a seguiu e quase caiu devido ao puxão na camisa que ela deu. Como o objetivo de derruba-lo era algo que estava desde cedo em sua mente, ela o envolveu em um beijo caloroso colando seu corpo no dele, puxando-o para si. Vendo-o render-se aos carinhos, aproveitou a vinda de uma onda e empurrou-o contra a água, caindo desajeitadamente dentro no mar. As risadas intensificaram-se durante a tentativa frustrada de erguer-se após o caldo, cansados e resignados, ela apenas enroscou-se no corpo dele e perderam-se por minutos em beijos intensos.

Voltando para a casa, assim que Alex despertou de seu sono, os dois voltaram a curtir o filhote. Castle sentou-se de frente para o telão com o controle de videogame nas mãos e o pequeno sentado sobre a sua barriga, ele simulava o filho jogando e levava a criança às risadas com a bobagem do pai e os gráficos super coloridos de supermario kart. Ele batia palminhas ao ver o carro bater nas laterais da pista. Kate observava os dois, feliz por poder contemplar esses momentos entre pai e filho.

Mais tarde, ela se arrumava para saírem. Castle a pedido dela fizera reserva no melhor restaurante de mariscos dos Hamptons. A noite estava agradável com uma brisa leve, a primavera realmente tinha seu valor. Kate optou por um vestido simples de alcinhas bem estilo verão porém, realçado com as altas sandálias e o conjunto de colar e pulseiras que usou para compor o visual. Ele também se vestira casualmente. Uma camisa polo verde água e uma calça de brim preta que acabara por realçar ainda mais seus lindos olhos azuis.

A bebida da noite era um delicioso vinho branco. Acompanhado por uma entrada igualmente apetitosa de patinhas de caranguejo à milanesa. Uma vista realmente especial das praias e do mar dos Hamptons estava ao seu dispor, dando o cenário ideal para o momento.

- É bom ter um encontro de vez em quando. Não acha, Kate?

- Sim, especialmente quando temos bons motivos para comemorar. Seu aniversário, por exemplo.

- Isso também apesar de achar que todo dia é meu aniversário somente de estar ao seu lado – ele esticou a mão para toca-la – além de todas as outras coisas que estamos vivendo, nossa família, Alex, o trabalho vai bem, não tenho do que me queixar. De verdade.

- Tem razão, também não tenho do que me queixar e depois de uma declaração dessas, nem o que dizer – ela se levantou e puxou a cadeira para o lado dele. Em seguida, inclinou-se para beija-lo, longa e sedutoramente – e pensar que quase coloquei tudo a perder...

- Você está falando do que?

- Da minha teimosia – ela acariciava o peito dele com uma das mãos sem quebrar o olhar – mas isso não importa. Felizmente, consegui perceber a tempo.

- Ainda bem que você não desistiu com apenas um telefonema. Bater à minha porta foi a melhor coisa que você fez naqueles quatro anos. 

Ela sorriu e voltou a beijá-lo. Pegou a taça e voltou a fazer um brinde – usando as palavras do meu escritor favorito “may the dance never ends, and the music never stops”, a nós e principalmente a você, Rick Castle por estar ao meu lado, independente da loucura que eu esteja aprontando – as taças estalaram ao ser encostadas uma na outra.

- A nós, quanto à loucura, bem não sou nenhum exemplo de seriedade, basta olhar minha ficha na policia. Ah, você já fez isso - rindo, eles beberam o vinho. Quando a lagosta chegou, saboreavam o prato curtindo um pouco de conversa sobre vários assuntos. Então, Castle se lembrou do instante que deixou Kate e Nadine sozinhas no escritório.

- Sobre o que você e Nadine conversaram tanto? Tenho certeza que não foi apenas sobre a reportagem. Quando as deixei, estava tudo decidido e encaminhado praticamente.

- É verdade, eu acabei a pressionando de forma sutil a falar sobre Jeff e seu relacionamento, usei a nossa experiência como base. Às vezes, eu me assusto em quanto somos parecidas. Ela gosta dele, gostar não é a palavra, ela o ama, porém nem sabe decidir se está realmente apaixonada – riu- está caidinha por ele!

- E parece alguém que conheci, sofria desse mesmo problema.

- Eu não tinha dúvidas que gostava de você, eu sabia só tinha medo, não sabia se conseguiria me atirar numa relação sem ter resolvido o que me deixava presa ao passado. Tive que aprender do modo mais difícil, foi isso que quis passar para ela.

- Quem diria..... Kate Beckett dando conselhos amorosos.

- Até parece que você não faria o mesmo.

- Você me conhece tão bem... – inclinou-se para beija-la.

Ao voltar para casa, Castle e Beckett contemplavam o lugar em meio ao quintal de frente para o mar. O azul escuro da noite se fundia ao belo oceano tornando-se impossível de ver a divisão do infinito ou como muitos gostavam de chamar a tal linha do horizonte. Castle sumiu momentaneamente e voltou com um balde de gelo com uma garrafa de champagne e duas taças. Serviu-os e brindaram novamente. Aquele champagne estava bem geladinho e descera muito bem. Na mente de Kate, havia uma última coisa a fazer para tornar a noite completa.

Pedindo licença, ela afastou-se dele entrando na casa. Castle permaneceu tomando sua bebida e contemplando a noite. Quando retornou, ela não parecia ter feito nada diferente, isso porque já passara na piscina onde deixara o roupão de ambos.  Ele não a percebeu a sua volta então Kate o abraçou por trás mordiscando a orelha dele, escorregou suas mãos pelo peito, beijou repetidas vezes seu pescoço, rosto, nuca até Castle virar o rosto para que ela sorvesse seus lábios. Deu a volta na cadeira e sentou-se sobre as pernas dele em uma posição convidativa para deixa-lo em alerta. Novamente, ela deslizou as mãos pelo peito dele enquanto seus lábios brincavam com os dele, provocando até ceder ao iminente beijo. A intensidade do toque e o calor das mãos de Castle faziam seus corpos anteciparem o desejo que corroia suas veias, pulsando o sangue e no caso de Kate umidecendo seu centro arrepiando-lhe a pele. Podia sentir o membro dele crescendo bem em frente de si.

Kate afastou-se um pouco do contato com o corpo dele, apesar de realmente ser um sacrifício fazer isso nesse momento, ela se levantou e puxou-o pela mão. Sem saber o que ela pretendia, ele não exitou em acompanha-la, afinal tudo vindo de Kate era sempre prazeroso e dada a forma como ela o atacou atiçando o desejo de ambos, só podia esperar algo bom. Ela parou na área da piscina, a água azul totalmente estática, cintilava o luar.

- O que você está fazendo? – ele perguntou.

- Você se lembra da nossa primeira noite nos Hamptons, como estávamos felizes e dispostos a aproveitar cada momento?

- Até aquele corpo cair morto na minha piscina? Sim, eu lembro. Compensamos depois, não gorgeous? – ele disse enlaçando-a pela cintura.

- Sim, isso fizemos, mas o que eu mais queria era mesmo ter nadado com você aqui. Sendo assim, que tal uma sessão de nado nu, Castle? Acho que cairá muito bem como comemoração de aniversário, não?

- Uma excelente ideia. Como sempre, Kate. Você me conhece muito bem para saber que esse é um ótimo presente de aniversário – ela tirou os sapatos, enquanto sentiu os braços de Castle ainda ao redor de si e as ágeis mãos desfazendo o fecho de seu vestido. Em seguida se afastou do abraço dele para olha-lo. Suas mãos foram direto para o botão da calça, fazendo-a deslizar nas pernas dele quase que instantaneamente. Castle livrou-se das peças assim como dos sapatos. Ele se aproximou de novo de Kate e com as mãos vagarosamente afastou as alças de seu vestido para vê-lo deslizar direto para o chão. Ela não usava nada por baixo, havia tirado a calcinha quando entrara na casa, bem como os acessórios que usava.  

- Acho que você tem roupas demais, Castle... – não esperou por resposta e jogou-se na piscina. Esse foi o sinal para que Castle se livrasse das demais peças ficando totalmente nu e pulando logo atrás dela. A água da piscina estava morna em contraste com o ar frio da noite apesar de primavera. Ele a encontrou rapidamente já trazendo-a para seus braços em um movimento que deixara Kate milimetricamente colada ao seu corpo. Ela acariciou seu rosto segurando-o com ambas as mãos sorvendo os lábios. Satisfeita com o efeito do primeiro beijo, pois ficara visível a reação dele, sorriu empurrando-o contra a parede.

Seus lábios brincavam passeando pelo rosto de Castle roçando seus dentes na mandíbula, se estendendo pelo pescoço. Fez questão de morder-lhe a garganta enquanto suas mãos tateavam seu peito, apertando-lhe o mamilo no mesmo instante que mordia um dos ombros, um gemido escapou aos lábios dele formando um sorriso no rosto de Kate. As mãos dela estavam agora segurando o membro ereto, acariciando em suas mãos com movimentos sincronizados. Castle fechou os olhos e se dedicou a apenas sentir. A provocação continuou arrancando vários gemidos e murmúrios incluindo o nome dela algumas vezes. Sabendo que explorara o limite dele, ela voltou a instiga-lo com os lábios fingindo um quase beijo, usando a língua para contornar seus lábios, mordiscou-os até toma-los em um beijo ardente, urgente.

Nesse instante, Kate sentiu o corpo sendo erguido e pressionado contra a parede. Castle trocara de posição com ela, acariciando-lhe os seios ainda saboreando a boca como um todo. Ao apertar os mamilos dela, foi a vez de Kate gemer. Como reação, ela enroscou suas pernas na cintura dele, podia sentir o membro urgente pulsando, o que a tornava ainda mais ansiosa pelo toque e por tê-lo dentro de si.

- Castle, por favor... preciso senti-lo dentro de mim... – a voz era um sussurro já carregado pelo frisson do prazer. Ainda não, ele pensou. Abaixou seus lábios para sorver os seios de Kate, a sensação era tão incrível. Podia sentir a excitação apenas aumentando em seu centro, ele estava provocando-a. Após deliciar-se naquelas pequenas perfeições, tornou a buscar os lábios dela. O desejo de Kate estava no limite então ela agarrou-o pelos cabelos sem querer soltar, o coração batia descompassado e ainda nem começaram realmente a sentir tudo o que fazer amor poderia representar para aqueles dois.

De repente, Castle quebrou o beijo mantendo o olhar fixo ao dela. Um pequeno sorriso se formou no canto dos lábios.

- O que foi? – ela perguntou inclinando um pouco a cabeça para o lado.

- Tive uma sensação incrível de deja vu, quando você bateu na minha porta naquela noite chuvosa, talvez seja por causa de seus cabelos molhados, você tem o mesmo olhar, como agora, intenso e determinado, você focava apenas os meus lábios, urgente – ao ouvi-lo dizer isso, ela o puxou pela nuca e beijou-o apaixonadamente. Ela teve o grito suprimido pela boca de Castle quando ele a penetrou de uma vez. Seus movimentos eram sincronizados e a água friccionando entre seus corpos tornava todos os sentidos diferentes, mais aguçados.

Castle a empurrava contra a parede a cada nova estocada. Kate que agora desvencilhava dos lábios, mordiscava seu ombro num misto de prazer e desejo. Quando ele apertou-lhe o bumbum para penetrar ainda mais fundo, ela não resistiu deixando o orgasmo a dominar cravando as unhas para se manter presa ao corpo dele porque nesse momento todo seu corpo estava mole, zonza pelas sensações provocadas pelo prazer que ainda não acabara. Castle continuava movimentando-se dentro dela, Kate o envolveu com os dois braços cravando as unhas nas costas dela.

Recuperada dos primeiros turbilhões do orgasmo, ela deslizou as pernas até encostar os pés no chão da piscina. Ainda abraçada ao corpo de Castle, ela beijou-o enquanto guiava-o até os degraus da piscina. Eles caberiam convenientemente na sua próxima ideia. Kate o fez apoiar as costas em um dos degraus, a fim de ter o corpo quase deitado tornando a altura da água de fácil acesso a ambos. Ela posicionou-se sobre ele tentando preencher o vazio que deixara após escapar de dentro dela. Ele não se preocupou ao ter suas costas pressionadas contra um dos batentes ao sentir Kate deslizar completamente sobre o seu membro.

Com as mãos apoiadas ao peito dele, ela começou a mover-se precisamente e de modo sensual sentindo-o preencher todo o seu interior. Ela fazia aqueles movimentos precisos e extremamente excitantes que faziam Castle esquecer até seu nome, o velho truque da sua primeira noite. A respiração de Castle tornava-se difícil, movendo-se ainda mais rápido que antes, apertava os seios dela. Não aguentaria muito mais tempo, queria que ela atingisse o orgasmo junto com ele. Puxou-a pela nuca, mordiscando seus lábios e fazendo-a se apoiar no batente atrás dele para sentir a urgência dos lábios e o choque da onda que a consumiu nesse exato instante, sentindo o gozo explodir dentro dela, ele fechou os olhos intensificando o beijo e entregando-se completamente ao prazer.

Castle inclinou o corpo para frente segurando-a pela cintura. As mãos não paravam de vagar pela sua pele rumo aos seios para acaricia-los apoiam os lábios exaustos na curva do pescoço dela, aninhando-se até que os últimos tremores cessassem em seus corpos.

Abrindo um sorriso, ela mordiscou o próprio lábio inferior exibindo uma cara maliciosa e satisfeita.

- Feliz aniversário atrasado, Rick Castle...

- Ah, se todas às vezes que não comemorarmos meu aniversário eu tiver essa surpresa deliciosa, por favor, esqueça sempre – a gargalhada gostosa ecoou na noite quando ela jogou a cabeça para trás.

- Você não existe, Castle. Eu te amo tanto...

- Eu também, gorgeous. Muito...

De volta a New York revigorada, Kate Beckett somente pensava nos próximos passos da sua investigação assim que Nadine soltasse a bomba no ar. Uma das primeiras pessoas que encontrou no distrito foi Tory que sorridente cochicou ao ouvido dela.

- Tive um ótimo final de semana, excelentes resultados. Conto pra você na quinta – disse piscando. A curiosidade de Kate apenas aumentou. Sentando em sua mesa, ela pegou o telefone e fez a primeira ligação para McQuinn, ansiosa por saber se estavam todos prontos para a agitação que tomaria suas vidas a partir da noite de terça-feira.

- Oi, McQuinn! Como foi o fim de semana?

- Tudo certo. Já despachei todos os casos e as papeladas que tinha nas minhas mãos apenas para me dedicar à nossa saga. Falou com Nadine?

- Não desde sexta. Vou ligar para ela em seguida.

- Ótimo. Eu já separei uma pastinha exclusiva para o nosso amigo e devo dizer que estou impressionado com o trabalho de Tory. Ela é muito boa, Beckett. Você verá o detalhe das informações que ela montou sobre Collins. Ela tem muito futuro. Quem sabe não venha trabalhar comigo por aqui já que você nos abandonou...

- Se ela quiser, eu só tenho uma condição, tudo após o fechamento do nosso projeto.

- Nem pensaria em algo diferente. Estou preparado para agir no momento que Nadine expor a sujeira na televisão em horário nobre. Mostrei o dossiê ao chefe e expliquei meus motivos para investiga-lo. Diante do pano de fundo do caso Denver, foi muito fácil convence-lo. Já estou correndo atrás dos mandados para quebra de sigilo bancário e a intimação para prestar depoimento, aí mesmo em Manhattan. Expliquei que precisava dividir jurisdição já que o suspeito de fraude reside e trabalha na cidade. Estou viajando hoje à noite. Amanhã começamos a mudar essa história, Beckett.

- É meu maior desejo, McQuinn. A gente se fala – ao colocar o fone no gancho, Castle estendeu a caneca de café para ela.

- Fazendo follow up no time? Alguma novidade? – perguntou.

- Parece que nossa reunião na quinta será bem agitada. Vou ligar para Nadine. Fique de olho nos outros para mim, ok? Nada de darmos bandeira – ele piscou pra ela que retornou a pegar o fone discando o número de Nadine, ao terceiro toque, ela atendeu – Olá, Nadine. Como foi seu final de semana?

- Não tão bom quanto o seu, posso garantir. Estou bem, Kate e sei exatamente porque você está me ligando. Está tudo sob controle. Eu já tenho as imagens da matéria editada prontas para ir ao ar. Já decorei o que vou falar e daqui a meia hora pretendo ligar para McQuinn acertando os pontos sobre mencionar o envolvimento do FBI, ele precisa conseguir a autorização do seu chefe para investigar. Em seguida, vou para a minha tentativa de contatar o nosso personagem principal. Aposto que receberei um nada a declarar.

- Tenho que concordar com você, mas não importa. McQuinn está com tudo encaminhado. Mal posso esperar pela repercussão dessa notícia.

- Se você está empolgada, imagina eu que estarei divulgando tudo isso em primeira mão? Aliás, pensei em pegar uma pequena declaração de sua Capitã sobre a cooperação com o FBI, o que acha?

- Melhor não, foque no FBI Nadine, não podemos mostrar todas as nossas armas. Se você divulgar que o FBI pediu a ajuda do 12th distrito, Bracken vai rapidamente fazer a ligação e todo o nosso trabalho vai por água abaixo, isso sem falar na exposição e no risco que estaríamos correndo. Concentre-se no FBI e veremos como tudo irá se desenrolar.

- Você conhece o cara melhor do que eu. Vou seguir seu conselho por enquanto. A gente se fala amanhã.

Na terca, Kate estava sentada no sofá de frente para a TV esperando o jornal da noite na ABC. Castle sentara ao lado dela trazendo um balde de pipoca. Ao perceber isso, ela franziu as sobrancelhas olhando diretamente para ele.

- O que significa isso, Castle? Não vamos assistir a um filme.

- Não, é para passar o tempo enquanto esperamos a notícia da noite. Nadine vai ganhar vários pontinhos com esse furo e se for esperta vai consegur logo o que quer com a emissora. Isso se o resultado final for positivo, o que vai ser, tenho certeza – ele tratou de emendar antes que ganhasse um olhar fulminante de Kate Beckett – eu mesmo estou pensando em escrever um artigo investigativo mais sério sobre esee caso e sua correlação com a política. Posso até concorrer ao Pulitzer.

- Não acha que está sonhando muito alto, Castle? Ainda temos um livro para terminar.

- Não esqueci disso, Kate – ela suspirou passando a mão sobre os cabelos.

- Tudo que quero é colocar esse monstro na cadeia.

- E vamos conseguir, Kate – ele ofereceu o balde de pipoca que ela acabou aceitando, o telejornal acabava de começar. Durante os quarenta minutos que se seguiram, a tela da televisão encheu-se de notícias sobre economia, saúde, mercado financeiro e política. Kate começava a sentir a excitação e o nervosismo tomar conta de si. Tinha o celular ao seu lado além do ipad, pois segundo Castle era possível acompanhar a repercussão da novidade pelo twitter. O seu celular vibrou. Era uma mensagem de Nadine “No ar já no próximo bloco.” A vinheta do jornal acabara de aparecer na tela.

- É agora, Cas... – ele estendeu a mão para ela entrelaçando os dedos para dar-lhe conforto.

- E a última notícia do dia. Parece que o caso Denver descoberto e solucionado pela equipe do FBI alguns meses atrás, teve uma nova reviravolta. O empresário da indústria têxtil Jack Colins está sendo investigado pelo seu suposto envolvimento no crime de fraude financeira e drogas ilegais. A suspeita foi descoberta por uma fonte anônima que chegou às mãos dessa repórter e consequentemente à equipe do FBI já familiarizada com o caso. Jack Collins possui alguns processos e problemas com a lei no seu passado, todos julgados e solucionados em corte interna. Procurado para uma declaração, o empresário se recusou a falar comigo. O agente especial McQuinn está como investigador responsável pelo caso e afirmou que já possuem várias informações que ainda não poderão ser reveladas em respeito ao processo aberto pela polícia federal. Eis alguns dos negócios do Sr. Collins – enquanto Nadine explicava os casos do passado, os comentários no twitter eram bombásticos. Outros jornais que não sabia do furo, demonstravam um certo alvoroço em descobrir mais, já era o momento de encerrar a reportagem – nós da ABC continuaremos trazendo as notícias desse caso em primeira mão. Eu sou Nadine Furst, direto da ABC, boa noite.

- Conseguimos, Kate. A notícia espalhou-se como rastro de pólvora. Agora dependemos de McQuinn para o nosso próximo passo – ele percebeu o alívio no rosto da mulher ao seu lado, ela suspirou e o abraçou.

Em Washington, outra pessoa assistia atentamente aquele noticiário. Bracken observava a jornalista que já chamara sua atenção uma vez colocar uma nova pista da sua organização no ar, como uma bomba relógio. Por que as mulheres hoje em dia não se contentavam em achar um marido, casar e ter filhos? Por que queriam provar que podem ser mais que os homens. Essa repórter era outro osso duro de roer. Perigosa. Pegou o celular e discou o número de seu capanga de confiança, aquele que recrutara após a morte de Knoxx.

- Tenho um serviço importante para você. Nadine Furst. Jornalista da ABC. Preciso que a siga. Quero saber tudo o que ela anda fazendo, com quem fala, aonde vai. Entendido? – ele aguardou – certo. Pegue o avião ainda hoje para Manhattan – Bracken desligou o telefone – Jack Collins... por que essa repórter foi mexer em sua vida exatamente agora? Isso não pode ter qualquer resultado que o implique e o atrapalhe. E ainda tem esses federais... o mesmo que trabalhou com Beckett em Washington para prender Denver. Definitivamente precisava ter olhos e ouvidos ao redor de Nadine.


12th Distrito – 8am


A porta do elevador abriu-se. McQuinn caminhou confiante pelo salão do distrito. Parecia bem diferente em seu terno engomado, bem cortado demonstrando autoridade. Ao aproximar-se de Beckett, cumprimentou-a polidamente.

- Lieutenant Beckett, como vai?

- Estou bem. Faz algum tempo, não? – Esposito e Ryan observavam de longe a interação com a colega de trabalho – o que o trás aqui?

- Assunto federal delicado. Pode me levar até sua capitã?

- Claro – ao passar pelos rapazes acenou.

- Detetives, bom dia.

- Olá, McQuinn – Ryan respondeu com um sorriso. Beckett bateu de leve na porta de sua Capitã antes de abri-la.

- Com licença, Capitã. O agente McQuinn do FBI está aqui para vê-la – ela fez sinal para que o agente entrasse em sua sala. Gates levantou-se e o cumprimentou com um aperto de mão, indicando a cadeira para que ele sentasse. Beckett fechou a porta logo atrás de si.

- Então, agente McQuinn, o que o trás aqui ao meu distrito?

- Capitã, acredito que a senhora já saiba. Tenho certeza que assistiu ao noticiário das nove na ABC ontem. Se não, terei o prazer em lhe colocar a par do caso que estou trabalhando e a razão da minha visita – ele repetiu boa parte da matéria de Nadine acrescentando itens pertinentes à sua investigação. Mostrou alguns dos arquivos com evidências suspeitas e os mandados que trouxera para a quebra do sigilo bancário e a intimação para questionar Jack Collins.

- Se você tem tudo isso, por que precisa da minha ajuda? Por que não leva-lo para o bureau diretamente? Ou mesmo para um distrito ligado à fraude ou contrabando?

- Por algumas razões. O que nós temos é uma investigação e algumas evidências que sugerem seu envolvimento em fraude ligada ao caso Denver, o que me leva ao pedido que vim fazer à senhora. Sua equipe trabalhou no caso Denver parcialmente, exceto por Beckett. Ela conhece todas as nuances desse caso assim como eu, éramos parceiros de equipe. Ela seria de extrema ajuda para a nossa investigação. Ah, antes que me esqueça, jurisdição. A empresa de Jack Collins fica em Manhattan, portanto é um caso de coparticipação entre o FBI e a NYPD. Tenho sua cooperação, Capitã?

- Certamente. Um minuto. Irei chamar Beckett – em dois minutos ela voltou com a tenente pedindo que ela sentasse – Lieutenant Beckett, o agente McQuinn está solicitando nossa ajuda em um caso do FBI, especificamente a sua. O que você sabe sobre Jack Collins?

- O empresário da indústria têxtil? Ele estava no jornal ontem à noite. Suspeito de fraude e ligação com o caso Denver. Nadine foi quem apresentou a notícia.

- Exato. E como os negócios dele estão em nossa cidade, algumas coisas deverão ser gerenciada por aqui. Você trabalhará diretamente com o agente McQuinn. Caso precise de mais detetives, pode solicitar diretamente à tenente. Ela será capaz de designar o pessoal adequado. Beckett delegue todos os casos que estava trabalhando. Quero seu foco total nesse.

- Sim, senhora.

- Agente McQuinn, bem-vindo novamente ao 12th – esticou a mão para cumprimenta-lo mais uma vez – a tenente Beckett vai dar todo o suporte que precisar. Por favor, me mantenham informada sobre o andamento.

- Claro, faremos isso. Obrigado, Capitã Gates - Assim que saíram da sala de Gates, caminharam até a mesa de Beckett onde apenas Castle aguardava, percebendo estarem finalmente em território seguro, McQuinn falou – é oficial. Temos um caso.

- Qual nosso próximo passo? – foi a pergunta direta de Castle.

- Mandado. Precisamos fazer o mandado para quebrar oficialmente o sigilo bancário e trazer Jack Collins para interrogatório ser validado pela corte de New York.

- Deixe isso comigo, vou ligar para a promotora Robbins. Tenho certeza que em menos de uma hora teremos isso em nossas mãos, então posso pedir para Ryan vasculhar as contas apenas para juntar as nossas evidências. Por enquanto, vou pedir a eles que nos consigam todos os arquivos de seus processos, especialmente os do cassino. Podemos encontrar algo útil ali.

- Excelente. Onde podemos nos reunir para montar nosso quadro?

- Que tal a mesma sala que usamos da outra vez? Vou pedir para Tory ajuda-lo.

- Será ótimo.

Beckett explicou o que precisava dos rapazes, além do motivo da investigação que ela estaria trabalhando. Em seguida, ligou para a promotora e após dar detalhes do que precisava, ela não errada ao dizer que teriam os mandados validados em menos de uma hora. Levou quarenta e cinco minutos. Passando a tarefa das finanças para Ryan, McQuinn, Beckett e Castle saíram para encontrar Jack Collins e trazê-lo para interrogatório.

O escritório comercial de Jack Collins ficava em uma das torres do Rockfeller Center mais precisamente no 32th andar. Assim que chegaram ao andar após ter a sua entrada liberada por causa de suas credenciais, eles estavam tendo dificuldades para convencer a secretária da recepção de que precisavam falar com Collins. Já sem paciência, Beckett apelou usando a cláusula de obstrução da justiça ameaçando prender a moça, funcionou. Ela os acompanhou até a sala de Collins explicando a situação para a outra secretária. Dessa vez, não houve mal entendidos. Rapidamente, ela contactou o seu patrão informando da visita. Encurralado, não teve outra alternativa a não ser deixa-los entrar. Beckett deixou a comunicação para McQuinn, como autoridade federal.

- Oficiais, a que devo a honra da visita?

- Sr. Collins, sou o agente federal McQuinn, está é a Lieutenant Beckett e o Sr. Castle. Estamos aqui para escolta-lo para o 12th distrito onde querermos interroga-lo sobre algumas atividades estranhas em seus negócios e depósitos financeiros – ele estendeu o mandado. Collins pegou-o da sua mão e antes de abri-lo, perguntou.

- Estou sendo preso? – finalmente observou o papel em mãos.

- Não, senhor. Queremos pegar seu depoimento, algumas declarações, fazer perguntas. Pode nos acompanhar?

- Parece que com esse documento, eu não tenho escolha.
Eles escoltaram Jack Collins de volta ao distrito sem grande alarde. Chegando, Beckett o levou diretamente para a sala de interrogatório, McQuinn se juntou a ela enquanto Castle ficou na sala de observação.                  

- Então, Sr. Collins. Essa conversa pode ser rápida e objetiva ou dolorosa e difícil. Nós apenas queremos sua cooperação para responder algumas perguntas e sanar as lacunas que ainda existem em nossa investigação. Irei ler seus direitos e gravar o que conversamos, estou sendo clara?

- Sim, querida. Apenas acho que esqueceu de mencionar meu advogado. Se existe qualquer chance de você me acusar aqui, por mais bonita e sexy que você seja, eu não sou idiota, portanto não direi nada sem a presença do meu advogado – a cara cínica causava náuseas em Beckett, ela trocou um olhar com McQuinn e abriu o jogo com Collins.

- Sr. Collins, acho que não me fiz entender direito. Eu já tenho provas das acusações contra o senhor. Independente do seu advogado, o FBI pode congelar todas as suas contas e fazê-lo não acessar seus bens. A procuradoria do estado receberá seu dossiê contendo não somente suas atividades pregressas como as últimas. Sendo assim, o senhor pode ser inteligente e cooperar conosco contando um pouco mais ou irá daqui direto para prisão federal, aí sim seu advogado terá muito o que fazer para tira-lo de lá de dentro. Dependendo de sua cooperação podemos até ser mais gentis, negociar algo. O que me diz? Temos um entendimento? – ele permaneceu calado, Beckett jogou com as evidências – certo, talvez isso refresque sua memória para compreender exatamente onde o senhor está pisando – ela colocou uma cópia dos depósitos feitos por ele às empresas de Denver no Alabama, vários prints incluindo a trilha do dinheiro até Vulcan Simmons, um exemplo do passado e outro atual. Collins observava atentamente os papéis com as marcas amarelas simbolizando cada uma das transações – entende a perspectiva, Sr. Collins? Agora fale!

O empresário engoliu em seco. Não tinha como negar o que estava a sua frente. Esses federais tinham vasculhado sua vida, mas não iam conseguir tudo tão fácil. Não. Ele podia enrola-los.

- São transações comerciais. Sou um empresário. Fiz negócios com as empresas de Denver. Ele trabalhava com importação e exportação comprei tecidos dele. O que há de errado nisso?

- Que tal as quantias? Trezentos mil dólares a cada quinze dias e o fato dessa empresa do Alabama não ser de importação e sim do ramo de entretenimento? Boates, Sr.Collins não seria compra de drogas? Onde usaria tanta droga assim... ah! Em seu cassino clandestino, claro! Mesmo depois de ser processado, o senhor ainda mantém o lugar não? Reparou nas datas? O depósito para a empresa no Alabama é recente, já o de Simmons ainda é na época que gerenciava seus negócios escusos no cassino. É por isso que sabemos serem drogas.

Collins patinou nas respostas, mas acabou admitindo o que Beckett queria. As evidências estavam lá. Negando ou não, a palavra dele não faria muita diferença. Foi aí que o assunto mudou para Bracken, Beckett havia guardado essa carta para o final.

- Tem negócios com o senador Bracken, Sr.Collins?

- Não.

- Não... é essa sua resposta final? – ele olhava ainda um tanto debochado para ela avaliando se deveria falar ou deixa-la chegar ao ponto.

- Tenho negócios com muita gente, não posso me lembrar de todos.

- Certo. Mas o senador não é qualquer um, é um homem poderoso e que não gosta de ser esquecido ou comparado com outros. Vou perguntar de novo, você tem negócios com o senador Bracken?

- Eu contribui e participei de um dos projetos que ele lançou no senado, satisfeita?

- E que projeto era esse, Sr. Collins?

- Não me recordo ao certo, algo sobre reciclagem, lixo... minha memória não é tão perfeita assim, detetive.

- É tenente. Sabe o que acho estranho? Os projetos geralmente tem suas próprias contas ou vão para uma conta no Capitólio, certo? Agente McQuinn, talvez o Sr.Collins possa nos ajudar com aqueles depósitos.

- A tenente Beckett tem razão, Sr. Collins. Projetos de lei tem sua própria conta. Então, gostaria que o senhor explicasse esse depósito de duzentos mil dólares na conta pessoal do senador. Alías dois depósitos. Por que na conta pessoal e não na conta do projeto, Sr. Collins? Isso é dinheiro sujo, não?

- Eu depositei onde o Bracken me pediu – estava nervoso.

- É dinheiro sujo? – Beckett perguntou – dinheiro de contrabando e drogas? Como já fez no passado usando Vulcan Simmons? – ela jogou o arquivo do processo do cassino na frente dele – Responda! Ainda trabalha com o dinheiro de operações ilegais de Vulcan?

- Esse caso do cassino foi encerrado. Fui absolvido. As acusações retiradas. Não devo nada do meu passado.

- É verdade, graças a um juiz corrupto que infelizmente não está mais aqui para livra-lo novamente. Porque você não aprendeu, Jack. Continua contrabandeando drogas ilegais compradas de Vulcan, lavando dinheiro no cassino e em sua indústria e beneficiando políticos corruptos e sujos além de empresários como você. Desde muito longe, não Jack? Só que eles estão bem e você, bem ao que parece está prestes a perder tudo o que construiu com dinheiro sujo ou não. Denver já caiu, você quer ser o próximo?

- Eu não tenho nada a declarar.

- Interessante – disse McQuinn - Essa foi a resposta que você deu à repórter da ABC ontem. Apenas deixe-me refrescar sua memória, isso é uma investigação oficial do FBI. Eu o aconselho a ter muito cuidado com o que diz.

- Tudo bem, eu tive ligações no passado com Vulcan – Beckett o fuminou com o olhar e ele cedeu – ainda tenho. Também já admiti que trabalhei com Denver. É isso o que querem?

- E quanto a Bracken? Que trabalho escuso fez com ele? Está ajudando-o a se eleger novamente como há anos atrás quando ele ganhou a primeira campanha para o senado? Qual o seu negócio com Bracken?

- Eu não falo mais nada, quero meu advogado. Beckett olhava séria para ele. Depois de um longo minuto encarando-o, ela fez sinal para McQuinn e deixaram-no sozinho. Na sala de observação, Beckett argumentou com McQuinn sobre a possibilidade de usa-lo um pouco mais.

- McQuinn ele está quase cedendo. Trazer o advogado aqui só irá comprar o silêncio dele. Não podemos negociar? Podemos dar garantias, redução de pena, imunidade qualquer coisa desde que conseguamos fazê-lo falar sobre Bracken. Ele é peixe pequeno. Nossas evidências o derrubarão facilmente. O que precisamos é de munição para o senador.

- Ela tem razão. Ele estava quase cedendo – disse Castle.

- Tudo bem, vamos ver como ele se comporta. Ao voltarem para a sala de interrogatório, Beckett faz a proposta para o empresário. Um acordo pelo que ele sabe de Bracken. Jack fica balançado, ficar sem dinheiro e bens era algo inadimissivel para ele, além de ser preso. Eles estavam oferecendo esquecer alguns lances do passado e usá-lo como testemunha. Era um preço razoável a se pagar. Bracken era esperto, não ia ser pego tão fácil assim.

- Eu concordo em colaborar. Olha, eu fiz o depósito para o senador. Era uma dívida antiga. Bracken me ajudou a começar meus negócios no ramo têxtil, quando fez isso disse que não me preocupasse, pois chegaria o dia de retribuir o que estava fazendo. Eu fiz o primeiro pagamento na época da campanha para o senado. No segundo mandato, Bracken quis outro tipo de negociação. Queria minha ajuda para a campanha presidencial. Não pude recusar ou você acha que é fácil manter aquele escritório enorme no Rockfeller Center? Eu concordei em fazer depósitos de tempos em tempos na conta dele em valores pré-determinados e a cada quarter com parte dos lucros da minha empresa. É como se ele fosse um sócio.

- Apesar de não ter nada registrado sobre ele ser parte do seu conselho ou acionista, estou correta Sr. Collins? – ele ficou calado por um momento, já estava zonzo com tantas perguntas.

- Olha, tenente. Eu... eu gostaria de parar por hoje. Podemos continuar outro dia? Prometo que respondo suas perguntas, porém não agora. Eu realmente preciso relaxar – Beckett trocou olhares com McQuinn.

- Tudo bem, Sr. Collins. O agente McQuinn vai providenciar proteção para você. Não deve deixar sua residência e a qualquer sinal de perigo avise os policiais que estarão escoltando-o. Fui clara?

- Você acha que corro risco de vida, tenente?

- Nosso dever é garantir sua proteção, Sr. Collins, é uma testemunha de uma investigação federal. Todo o cuidado é pouco. Então, acredito que o senhor entendeu. McQuinn,deixo essa parte com você. Podemos nos encontrar sexta-feira aqui mesmo, Sr. Collins?

- Tudo bem.

Beckett vai encontrar com Castle na sala de observação. O olhar em sua face dizia tudo. Não havia necessidade de palavras. Ela estava feliz com o desenrolar da investigação. Tinha um trunfo nas mãos. Agora era questão de tempo para pressiona-lo um pouco mais no passado até, quem sabe, chegar até ao caso de sua mãe. Por impulso, ela o abraçou. Castle retribuiu e levou-a para tomar um café na mini copa. Tudo estava gravado. Fizeram um excelente progresso com o seu caso pessoal e do FBI. McQuinn cuidou pessoalmente de garantir a segurança de Collins.               

Nadine deixou a redação após um telefonema de McQuinn para deixa-la a par da investigação. Combinou que o encontraria para uma declaração exclusiva. Ela sugeriu um lugar neutro, o hotel onde estava hospedado, podiam usar uma das salas de reuniões para gravar. Todo cuidado era necessário, ainda não queriam revelar a ligação com o 12th distrito para o caso de colocarem Kate e sua família em perigo. A repórter não notou que estava sendo seguida ao deixar o prédio da ABC rumo ao hotel Best Western na 48th. Estava focada na próxima tarefa especialmente depois da repercussão de sua reportagem de ontem à noite.

O encontro com McQuinn foi tranquilo. Ele deu uma declaração parcial sobre o andamento do caso sem mencionar o envolvimento da NYPD. Comentou sobre o suposto acusado e testemunha no processo de investigação estando sobre proteção do FBI. Parte das evidências já haviam sido confirmadas, porém não podia revelar mais informações sem comprometer o caso. Quando perguntado sobre a ligação entre esse e o caso Denver, McQuinn confirmou. Nadine estava mais que satisfeita com a declaração, estava radiante. Essa cobertura iria fazer maravilhas na sua carreira. Decidiu voltar correndo para a redação. Queria editar a matéria o quanto antes. Novamente, não percebeu a sombra que a acompanhava.

No distrito os trabalhos sobre o passado de Collins continuavam. Tory levantou a ficha de Martin Reynolds encontrando várias ligações entre ele e Jack além de Vulcan e Denver. Beckett preparou-se para pedir uma intimação para ele também. Na quinta, o Sr. Reynolds veio ao distrito e apesar de ser advogado e ter socorrido Jack algumas vezes, devido ao seu passado corrupto foi bem mais fácil arrancar tudo o que queria dele. Infelizmente, sua ligação parava em Denver. Não havia nada que os levassem a Bracken, porém o suficiente para confirmar a podridão de Collins e o conectar a Vulcan. Esse seria o alvo do novo interrogatório com a testemunha. McQuinn abriu um processo em separado para investiga-lo e condena-lo. Aconselhou-o a arranjar um bom advogado.

Na quinta à noite, eles se encontraram no The Old Haunt. Como chegara cedo com Castle, Beckett já estava na sala de guerra esperando pelos demais com McQuinn. Nadine chegou ao local e foi direto ao bar pedindo um Martini com cerejas ao invés de azeitonas. O capanga de Bracken entrou no bar para ver se ela iria se encontrar com alguém. Observou detalhadamente o local. Procurou por algo suspeito, mas não identificou nada. Percebeu quando uma moça se aproximou da repórter cumprimentando-a. Sentou-se ao seu lado e também pediu uma bebida, brindaram e tagerelavam. Coisas de mulheres. Provavelmente uma amiga para um momento de happy hour. Já estavam há quase uma hora ali e com o terceiro drinque na mão. Não havia nada de estranho ali. Decidiu ele mesmo tomar uma cerveja e deixou o bar em seguida. Ficaria do lado de fora esperando para o caso dela decidir ir a algum outro lugar. Ao sair do lugar, esbarrou em Jeff pedindo desculpas. Assim que viram o hacker, acenaram e desceram para o escritório.

- Olá, pessoas! – cumprimentou Nadine – estamos todos felizes, não? As coisas lá na redação estão uma loucura. Esse caso realmente irá revolucionar tudo. Sinto que meu lugar como âncora está quase garantido. Já gravei a declaração de McQuinn, vai ao ar na edição de hoje.

- A jornalista vai virar notícia. Bom para você, Nadine – disse Castle – parabéns.

- Sim, tudo parece estar andando muito bem, mas não esqueçam que estamos falando de Bracken e nada parece tão fácil assim. Ainda temos muito trabalho à frente. Tory já conseguiu mais informações e usamos contra o Sr. Reynolds enriquecendo nossa conversa de amanhã com Collins.

- Tenho mais novidades. Finalmente eu dormi com o cara da CIA e devo dizer que valeu a pena em todos os sentidos – ela puxou o minúsculo pendrive do bolso e plugou no notebook abrindo um programa no telão para todos observarem – isso é uma exclusividade da CIA. Um programa de última geração de decodificação de fontes. Tecnologia nova e de ponta. Acredito que isso possa ajudar Jeff a quebrar os códigos do programa de Bracken. Eu mesma brinquei com ele procurando entender, fiz alguns testes e devo dizer que é uma ótima ferramenta – tirou o pendrive do notebook e entregou-o para Jeff.

- Excelente, Tory. Alguém mais tem algo a acrescentar? – perguntou Beckett.

- Além da audiência estar nas alturas? Desculpe, eu estou realmente empolgada.

- Isso é ótimo, Nadine. Mas todo cuidado é pouco. Se notarem qualquer coisa estranha, me avisem. Amanhã espero conseguir boas declarações de Jack para incriminar Vulcan e Bracken. Se tivermos boas provas, sólidas podemos ir atrás de Vulcan. Nem preciso dizer que vocês tem que cavar para encontrar podres. Tudo o que eu quero é uma prova do assassinato da minha mãe, aí sim, teremos realmente pego Bracken.

- Kate, faremos nosso melhor – disse Jeff – eu estou tentando acessar o computador e as câmeras do gabinete do senador, ele usa o mesmo programa também lá. E agora com esse programa de Tory, talvez tenhamos áudio nas conversas de Denver e Bracken.

- Ótimo. McQuinn, você checou a nossa testemunha?

- Tudo sob controle.

- Ok. Dispensados e todos de olho no jornal de hoje à noite.  

- Beckett, pode ficar comigo por um instante? Tem algo que gostaria de conversar com você.

Os demais deixaram o escritório. Jeff agradeceu a carona de Nadine, mas disse que ia ficar para tomar umas bebidas, Tory aceitou sair com ela. O caminho da jornalista era o mesmo seu, ela voltaria à redação para apresentar a reportagem ao vivo no jornal. Ao vê-las saírem juntas do bar, o capanga teve certeza que era apenas uma noite de conversas entre mulheres. Ele a seguiu e viu quando novamente parou seu carro na redação. Faltava meia hora para o jornal.    

Castle abraçou-a por um momento mantendo-a envolvida com o seu braço em sua cintura.

- O que foi, Castle?

- Quero ter certeza que você está bem. Você foi brilhante hoje na sala de interrogatório. Sei o quanto tudo isso significa para você e preciso sentir que está centrada, em controle – ela o beijou com carinho, acariciou seu rosto e sorriu.

- Estou bem, Castle. Estamos no caminho certo. Apesar de acreditar que ainda não tivemos o momento ideal. Precisamos de algo bombástico para pegar Bracken de uma vez. Isso ainda não apareceu. Isso me deixa apreensiva, mas estou focada.

- Apenas peço para não se fechar. Qualquer dúvida, ideia, medo. Qualquer coisa mesmo. Converse comigo, por favor.

- Não se preocupe, babe. Eu sempre contarei a você – eles trocaram um novo beijo – vamos para casa. Quero ver Nadine brilhar.

Eles assistiram o jornal juntos. A declaração de McQuinn foi concisa e objetiva. Para quem assistia, ele fora bem claro. A investigação avançara, a ligação com Denver existia. O senador só precisava fazer as contas e entender que poderia estar exposto. Claro que entendera o recado ao assistir a repórter destilar um pouco de veneno sobre a corrupção na alta cúpula do governo. Algo o dizia que isso estava apenas começando e se dependesse do FBI e dessa jornalistazinha desaforada, eles não desistiriam. Bracken não poderia deixar isso acontecer. Com o celular na mão, contatou seu capanga.

Por volta das três da manhã, o celular de Kate tocava insistentemente. Enroscada nos braços de Castle, ela ouviu um som ao longe ainda não identificado. O toque foi se tornando mais constante até que finalmente percebesse que era o celular. Castle despertou assim que ela sentou na cama com o aparelho nas mãos.

- O que foi? – ele perguntou.

- Beckett. Sei, sim. Tudo bem,estarei aí em quinze minutos – desligou o celular – homicídio. Acabei de ser informada pelo policial que recebeu o chamado – ela jogou as cobertas para o lado se levantando da cama, Castle esfregou os olhos ainda sonolento.

- Você precisa ir? Não tem outro detetive para atender o chamado?

- Eles tentaram. Ninguém respondeu. Se quiser pode ficar, vou sozinha.

- Não, prefiro ir junto. Assim sei que está segura. Deixarei um recado na geladeira para a minha mãe caso não voltemos logo para casa.

Quinze minutos depois, Beckett cumprimentava o policial. Ele atendeu o chamado de um bêbado que os parou na esquima.

- O corpo foi achado na lixeira pelo rapaz ali com o meu parceiro. Segundo ele, estava procurando comida e se deparou com a vítima, está bastante alcoolizado. Ele foi baleado duas vezes, no peito bem no coração e na cabeça. Não tinha como sobreviver. A equipe da CSU já chegou, estamos esperando eles identificarem o corpo pelas digitais, não havia identidade, nem carteira com a vítima apesar de parecer de boa classe social, bem vestida.

Ao olhar para o corpo estirado no chão, Beckett instintivamente deu um passo para trás. Castle a viu empalidecer e segurou em sua mão para dar-lhe equilíbrio e força. Certamente não era quem a tenente esperava encontrar naquela madrugada na rua Amsterdam. Engoliu em seco, tentando se recompor do choque para se dirigir ao policial.


- Não precisamos das digitais. Sei quem é, infelizmente...  A vítima é Jack Collins. 


Continua....

3 comentários:

Pâmela Bueno disse...

O.o nem preciso comentar do acontecimento nos hamptons hahahaha AMEI definitivamente quero mais coisas assim!! Kate e o Alex juntos fofos AMOO definitivamente também quero mais e mais disso!! e o final… nossa tava achando que era a Nadine quase morri kkkk ufa… esse cap foi bom! ansiosa pelo próximo com mais pegação caskett e mais Kate mãezona com Alex

cleotavares disse...

Em primeiro lugar, o showzinho no hamptons vou demais. Agora, acho que a Nadine corre perigo e Beckett também. No aguardo do próximo.

Marlene Caskett Stanatic disse...

Tô atrasada nos coments...Sorry!!!
Ta corrido em casa e no job,mas cá estou eu,vamos ao que importa.
Kate dando conselhos a Nadine sobre o boy magia,quem diria hein?!
A cada reunião fico aflita,mas tudo vai ficar bem né Ká?Vc ñ vai ser muito má ñ por favor!!!
E a Tory Seduzindo e mandou bem,danadinha a titia mah aprovou a tecnica =p
Aaaah o momento hot,que por sinal ñ negam fogo nem dentro d'àgua armaria!!!!
Alex,meu fofuchu lindu,lindu,momento entre mãe e filho são os meus favoritos s2
Nadini brilha,mas isso ta me dando um medo que ñ tô sabendo lidar,o assassinato no fim do cap. fiquei de cara.
Amei like always,mais uma vez desculpe o atraso =?