quinta-feira, 13 de novembro de 2014

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.31


Nota da Autora: Enfim retomando a fic que sei, nos faz acreditar no sonho. Esse capítulo ainda não é do casamento. Somente o próximo (tenham pena do meu emocional porque não me recuperei ainda). Acho que vocês irão gostar, tem risadas, momentos cuties e hum.... uma surpresa! Enjoy! 

Atenção....pitadas de NC17!



Cap. 31


Logo pela manhã, assim que chegaram ao estúdio, Dara os chamou para conhecerem os convidados especiais do episódio que começariam a filmar hoje. Pelo que lera no script, Stana sabia que tinha tudo para ser um ótimo episódio. Apesar de não ter muitas cenas com Nathan, ela ia adorar observa-lo interagir com as crianças além de estar louca para vê-lo de “princesa”. Na sala dos escritores, Terri conversava com uma linda garotinha.

- Olha quem chegou, olá Stana. Venha conhecer nossa pequena estrela, Rachel Eggleston. A garota que tagarelava diante de Terri, ficou simplesmente estática, boquiaberta olhando para Stana com a cabeça inclinada como se olhasse um ser fantástico, na verdade, era exatamente assim que ela enxergava a atriz. Stana se aproximou abaixando-se para ficar à altura do rosto da menina.

- Olá, Rachel. É um prazer conhece-la – deu-lhe um beijinho na bochecha – seja bem-vinda ao nosso show e se você vir alguém parecendo meio esquisito ou lunático por aqui, não se preocupe, somos meio maluquinhos mas não fazemos nada de mal, ok? Ah! e cuidado com o Nathan porque ele irá querer competir com você pelos doces e brinquedos – claro que ela sabia que ele estava logo atrás dela, falou para implicar piscando para a menina que sorriu do jeito da atriz.

- Não acredite em tudo que ela lhe diz, a formiguinha do estúdio é conhecida de todos, além do mais, ela só falou isso porque está com ciúmes porque vamos trabalhar juntos – ele piscou para a menina se agachou e estendeu a mão – olá, eu sou o Nathan.  Mas a menina continuava perdida olhando para a Stana. 

- Hey! O gato comeu sua lingua? – ele perguntou. A menina finalmente resolveu falar, juntando as mãozinhas no rosto da Stana, sorria.

- Wow! Você parece um anjo... muito linda.... será que quando crescer vou ser igual a você?

- Você também é linda e aposto que será ainda mais linda.

- Rachel, então, você que vai brincar de princesa comigo? – tentando chamar a atenção da pequena.

- Exato!

- Legal. Vai ter que me ensinar porque nunca brinquei antes disso. Fale baixo porque ela – apontando para Stana - vai querer se intrometer na nossa brincadeira. Está louca para ser princesa.

- Stana? Ela não pode ser a princesa porque já é a rainha. Não precisa ter ciúmes, eu sou muito nova pra ficar com seu namorado, mesmo ele sendo bem bonito. Mamãe diz que só depois dos dezoito que posso beijar na boca, mas ela sabe que isso não é verdade. Posso namorar antes – Nathan e Stana se entreolharam, essa menina era esperta.

- Não somos namorados, nossos personagens são – tentou apaziguar Stana.

- É, quando eu disse que ela estava com ciúmes era para ser a princesa ao seu lado – tentou corrigir Nathan meio enrolado diante da sinceridade da garota. Terri segurava o riso enquanto Dara mantinha a cara séria e morria por dentro.

- Tudo bem, podemos brincar depois – Rachel sorriu para ela sinceramente.

- Agora que já estamos ambientados, podemos começar as gravações? Rob está aguardando vocês no set do loft. Rachel, filmaremos amanhã suas cenas ok? Pode ir para casa por hoje.

- Tá, mas posso pedir uma coisa?

- Claro!

- Amanhã posso ver a Stana se maquiar?

- Ah, tudo bem. Aposto que vai adorar ter sua companhia. Não, Stana?

- Sim, faremos uma pequena festinha de garotas, que tal? – colocou a mão para bater um hi-five com a menina que respondeu à altura.

- Sim! Posso te dar um beijo? E em você também, Nathan? – ambos apenas sorriram e abriram os braços para receber a criança. Após beijos e abraços, voltou a dizer – eu queria mesmo trabalhar com vocês em Castle. Muito mesmo.

- Então prometo que você terá o melhor time de diversão, certo Stana?

- Pode apostar. Até amanhã, Rachel?

- Amanhã – e a menina saiu saltitante.

- Sinto que teremos muito trabalho nessas duas semanas.... atuando e sendo crianças de sete anos novamente – soltou Nathan.

- Bem, Nate eu considero isso diversão pura. Já você, parece a mesma coisa, afinal sempre teve nove anos para a Beckett... – e saiu rindo. Dara olhou rindo para Terri.

- Acho que precisamos nos preparar porque acho que esses dois vão dar mais trsbalho que as quinze crianças que contratamos.

No dia seguinte, as gravações começaram cedo para adiantar algumas cenas entre eles, pois à tarde iriam gravar com Rachel as cenas exclusivas da escola. Quando a garota chegou, foi direto atrás dos dois, especialmente Stana. Parece que apesar de Nathan ser o companheiro de gravações, como menina, o interesse em Stana era sempre maior. Por causa do cronograma apertado, eles filmaram as primeiras cenas da escola de Nathan enquanto ela ficou no set do estúdio gravando cenas do distrito. Três horas depois, Stana foi chamada para gravar na escola. Porém, teve que esperar antes de entrar na maquiagem já que Nathan parecia ter se enrolado nas cenas. Ela observava de longe e sorria. Era quase impossível não perceber que ele estava adorando aquela confusão toda, ela podia apostar que a regravação da cena foi proposital somente para ele continuar com a nova brincadeira no gramado com os meninos.

Ao receber o sinal de que gravariam em seguida, Stana foi direto para o trailer se arrumar e fazer a maquiagem. Assim que entrou, Cindy já a esperava.

- Estamos um pouco atrasadas, não? – a maquiadora enfatizou.

- Nem tanto. Podemos recuperar. Nathan ficou empolgado com os meninos. Parece até que tem a mesma idade. Às vezes até acho que isso é verdade – ela sorria ao comentar – Dara! Estamos acabando não precisa vir nos apressar – ao ver a escritora entrar no trailer.

- Relaxe! Nathan ainda nem trocou de roupa. Trouxe alguém para vê-la – Rachel saiu de trás da escritora – você não prometeu um momento de beleza para nossa atriz mirim?

- Sim, podemos fazer isso agora mesmo. Algum problema com o tempo, Dara?

- Não, teremos apenas mais duas cenas dentro da escola e só retornamos amanhã para continuar as filmagens aqui mesmo. Aproveite seu tempo, sem pressa – piscando Dara deixou o trailer.

- Rachel, vamos dar uma olhada no seu rosto – disse Stana – aposto que acharemos um tom bacana para sua pele. Cindy, pode deixar que eu vou cuidar da maquiagem da Rachel. Só deixe o material – piscou para a menina.

- Tudo bem, saindo – quando passou perto de Stana sussurou rindo – quem é a criança agora?

Ela deixou a maquiadora sair e fez sinal para Rachel se aproximar sentando ao seu lado de frente para o espelho. Mexia nos produtos e nos pincéis separando-os para o que pretendia fazer. a menina observava o que fazia atenta aos movimentos da atriz. Pegou a mão da menina para experimentar colorações. Puxou um saco de bombons de chocolate e colocou na frente da menina. Aproveitando o momento à dois, começou a conversar.

- Quer chocolate? É branco, meu preferido – Rachel pegou um bombom e meteu de uma vez na boca, Stana fez o mesmo rindo da sua própria atitude. Começou a limpar o rosto dela - Sabe, quando eu era um pouco maior que você acho que uns oito para dez anos, minha mãe tinha saído de casa então eu e minha irmã Gigi resolvemos brincar com a maquiagem dela. Nos trancamos no quarto e pintamos uma a outra. Só que naquela época, não tínhamos noção alguma de como fazer aquilo. Víamos na TV e achávamos o máximo. Quando minha mãe chegou, encontrou as duas com o rosto cheio de produtos de cores exagerados. Para você ter uma ideia, nosso rosto estava vermelho maçã de tanto pó e os olhos bem, minha irmã usou sombra verde e eu uma marrom. O batom era rosa bem forte. Conclusão: mamãe nos limpou e colocou as duas de castigo. Não pudemos brincar na rua por duas semanas e nada de TV. Nós éramos muito bobas – as duas riam juntas da história – aposto que você não fez uma bobagem dessa, certo?

- Não. Mas já destrui a cozinha da mamãe tentando fazer cupcakes. Pelo menos foi o que ela disse.

- Pronta para experimentar? – Stana tinha o pincel na mão. Rachel acenou concordando – aqui vamos nós. Durante vinte minutos, Stana se concentrou em trabalhar no rosto de Rachel com todo o cuidado. Ela procurava deixar a pele da menina suave e sem exageros, afinal era apenas uma amostra do que podia ser a maquiagem. Satisfeita com o que criara, ela pegou um gloss cor de rosa e preparou-se para o toque final – querida, abra os lábios assim – demonstrou e a menina a imitou – ótimo! Vou colocar um gloss nos seus lábios e teremos terminado. Hummm, certo. Prontinho! Preparada para ver o resultado?

- Sim, mostra logo – Stana pegou o espelho e entregou a ela. Rachel examinava cuidadosamente o que fora feito em seu rosto – nossa! Você entende das coisas. Ficou lindo. Eu adorei – abraçou Stana por impulso como forma de agradecimento.

- Que bom que agradei.

- Eu não entendo porque você usa maquiagem. Você é linda, só precisa de batom.

- Ah, obrigada – disse Stana – mas a maquiagem é necessaria para as filmagens, por causa da iluminação. A menina sorriu. Ainda incerta sobre como perguntar, Rachel resolveu comentar.

- Nathan é muito legal. Engraçado e bonito. Você gosta dele. Quer dizer, como namorada – Stana se assustou, porém procurou desfazer o mal entendido.

- Gosto dele, mas acho que você está confundindo. Entenda, eu e Nathan somos amigos, parceiros de trabalho. Beckett e Castle são namorados.   

- Eu sou atriz, sei que as personagens são de mentira. Estou falando de você. Gosta dele. Vai casar com ele algum dia? – a pergunta deixou Stana sem ação, boquiaberta. E agora? O que responderia e por que uma garotinha de sete anos fazia uma pergunta dessas? – tudo bem, não precisa responder. Acho que é uma daquelas coisas que a mamãe diz ser feio e rude perguntar, desculpe.

- Tudo bem, Rach. Posso chama-la assim? Rach?

- Pode. Eu gosto. Vocês ficam bonitos juntos – a menina pulou da cadeira ficando de pé de frente para Stana – eu já vou. Obrigada.

- Não ganho um beijo e um abraço?

- Ganha – disse a menina rindo. Saiu do trailer gritando – mamãe,mamãe!!! A Stana me maquiou. Olha como eu estou linda! – sorrindo ao ver a alegria da menina, Stana se olhou no espelho checando se estava tudo em ordem. Ainda intrigada com a abordagem da menina, deixou o trailer. Tinha duas cenas para gravar.

Naquela noite em seu apartamento enquanto jantavam, ela trouxe ao conhecimento de Nathan a conversa que tivera com a garota sobre eles. Depois de contar, com a completa riqueza de detalhes do momento, ela esperou pela reação dele – então, o que você acha? Como iremos agir diante disso?

- Como sempre agimos. Ela é uma criança, Stana. Assim como Anne. É incrível como elas estão cada vez mais inteligentes. Percebem tudo. Não tive muito tempo com ela, só iremos filmar amanhã.

- Você realmente não se preocupa com isso?

- Por que deveria? Relaxe, Staninha. Vamos curtir o momento. Hoje me diverti tanto, amanhã não será diferente.

- Está gostando de poder agir como um deles, não? – ela se aproximou e abraçou-o – estava observando. Adoro ver você desse jeito, se divertindo e se misturando como se tivesse a idade deles, mesmo assim, você lida com todos de uma maneira responsável e natural. Faz parecer a coisa mais simples do mundo.

- Não é simples, mas é divertido e recompensador quando finalmente intriga ou influencia a um deles ou alguns. Você fez isso com Rachel. Percebeu o quão fascinada ela se mostrou por você? Esse momento da maquiagem apenas prova isso. Vamos ser nós mesmos, aposto que agradaremos de qualquer forma. Temos que estar no estúdio às sete. E sinceramente? Estou morto de cansado. Não estou mais acostumados a certas brincadeiras. Rastejar no chão é uma delas. Posso dormir aqui?

- Nem sei porque ainda pergunta. Vem, deixa isso aí. Vamos para a cama, prometo que após um banho eu faço uma massagem em você, por conta da casa – ela o puxou pela mão, inclinando seu rosto para beija-lo.

Pela manhã, Stana e Nathan adiantaram suas cenas internas. Duas da tarde deixaram o estúdio para o set da escola a fim de continuar seu segundo dia de gravações no local. Eles acabaram de gravar mais uma cena de beijo, o que era sempre revigorante do ponto de vista de Stana que anotou em seu subconsciente para perguntar a Dara se isso tinha sido mais uma de suas influências.

Quando chegaram no local, as crianças já estavam arrumadas e preparadas para filmar com Nathan. A cena onde ele se vestia de princesa seria a primeira a ser filmada. Ao vê-lo sair do trailer vestindo asinhas de fada e uma tiara, o sorriso no rosto dela se expandiu. Ao passar por ela, a caminho da sala de aula onde se faria a cena, Stana deixou uma frase sussurrada para Nathan.

- De uma forma estranha, eu acho isso tudo bem excitante e sexy... – a declaração o pegou de surpresa e tentou disfarçar para não dar bandeira, ela percebeu que ele mordia os lábios. Sim, ela conseguiu o efeito desejado. Dando um tempo para manter uma distância saudável para ele. Em seguida, ela aproximou-se de uma das câmeras para observar. Viu o jeito como ele interagia com os meninos. As garotas pareciam fascinadas por ele. Havia pelo menos umas três monitoras no pátio da escola, o objetivo era cuidar das crianças durante o intervalo entre gravações, entretendo-as com brincadeiras para não torna-los entediados.

As risadas eram um capítulo à parte no momento de descontração entre Nathan e as crianças. Mais uma vez, ao observa-lo Stana sentiu aquela mesma sensação que vivenciou com Anne alguns dias atrás. O modo como ele agia perto de pequenos enchia seu coração de ternura e afeto. A ideia da maternidade povoando seus pensamentos. Estava tão absorta na imagem a sua frente que não percebeu quando Rachel chegou ao lado dela. A garota estava esperando o sinal do diretor para gravar com Nathan mas, nesse momento parecia estar mais interessada nas reações de Stana ao estar ali, quieta, olhando diretamente para a brincadeira das crianças com um sorriso no rosto.

- Ele é muito bonito, não? Stana? – nenhuma resposta, então Rachel puxou o casaco dela – hey, Stana. Estava falando com você.

- Oh, desculpa Rachel. Estava distraída.

- É percebi. Nathan é muito bonito, minha mãe sempre diz que é bom olhar para as pessoas bonitas – a menina sorriu para ela. Stana tentou de se retratar.

- Não, Rach. Estava olhando para as crianças. Elas são bem divertidas.

- Como o Nathan? – Rachel perguntou – vocês são namorados?

- Você é bem espertinha, não? Eu já disse que nós somos apenas amigos e trabalhamos juntos.

- Se você diz... – a menina deu de ombros não acreditando na resposta de Stana - gosta de crianças, Stana?

- Adoro.

- Que bom, você e ele seriam pais legais.

- Rach, por favor, você pode parar de sugerir isso? Nós não estamos juntos e comentar isso não ajuda porque as pessoas adoram um rumor.  Promete que não fala mais disso?

- Tá, desculpa. Mas você sabe que é ruim e feio mentir. Como gosto muito de você, vou parar. Só que você devia conhecer o Jake.

- Jake? Quem é ele e por que devia conhece-lo? – Stana perguntou intrigada.

- Ele estuda na minha escola, sabe mentir muito bem. A tia na escola sempre acredita em tudo que ele conta, só mentiras.

- Ainda não entendi porque deveria conhecer Jake... – ela se fez de desentendida para a menina que revirou os olhos a exemplo de Anne sempre que adultos tentavam parecer inteligentes e não eram.

- Porque você mente muito mal, oras! – e saiu correndo na direção de Nathan deixando Stana com cara de paisagem.

Já na sala de aula, ela e Nathan se posicionavam para gravar juntos. Ele, como um gentleman, perguntou se ela gostaria de ensaiar primeiro. Rachel aprovou a ideia. Repetindo suas falas, Nathan propositalmente “as” chamou de fadas ao invés de princesas.

- Então fadinha, diga do que você tem medo?

- Não é fada, somos princesas... – ela corrigiu.

- Ah, eu pensei que por causa das asas fóssemos fadas. Meu erro. Vamos repetir – eles ensaiaram três vezes antes de filmar definitivamente a cena. De longe, Stana observava a interação dos dois. A exemplo do que acontecia quando ele se unia para brincar com Anne, Nathan tinha aquele olhar bobo no rosto, o sorriso cativante. Suspirou enchendo seu coração de afeto. Terminada a cena, os dois ficaram sentados ainda por um tempo conversando.

- Posso te dar um beijo? Você é uma princesa muito linda - Nathan perguntou.

- Pode sim, mas a Stana não vai ficar chateada? – ela se aproximou dele falando baixinho - Acho que ela tem ciúmes de você.

- Sério? – fazendo cara de espantado, perguntou – por que você acha isso?

- Ela gosta de você, o jeito dela olhar é como minha mãe diz que eu olho para um pedaço de bolo de chocolate, mamãe diz q fico encantada, no mundo da lua... e mamãe entende dessa coisa de namorado e amor.

- Mesmo? – estava impressionado como a menina era esperta ou sua parceira estava realmente dando claros sinais de apaixonada sem perceber - Stana não tem ciúmes de mim, trabalhamos juntos, somos amigos. Nada mais que isso.

- Se minha mãe tivesse aqui, ela ia dizer que você é cego ou burro – ao ouvir a resposta da garota, Nathan primeiramente fez uma cara de espanto tão desconcertante que fez a menina franzir as sobrancelhas achando aquilo tudo muito estranho, porém, tratou de pedir desculpas mordendo os lábios como quem diz: fiz besteira.

- Desculpe?! Você não é burro, é? – ao ouvir o pedido cheio de culpa e inocência,  caiu na gargalhada.

- Você é uma fofura, Rachel! Vem cá, me dá um abraço e quero o beijo também.

Stana que observava a conversa, teve que sair para não ser percebida. A alguns metros de distância no corredor da escola, fazia um esforço para controlar o riso. A cara dele foi simplesmente impressionante. Teriam muito assunto para comentar nos próximos dias e ambos precisavam ter cuidado com a forma que agiam perto de Rachel, ao contrário de Anne, ela não tinha porque guardar segredo. Eles ainda gravaram juntos duas cenas antes de encerrarem o dia. Amanhã era o último dia de gravações nas dependências da escola.

De volta ao estúdio, Stana tomava um café quando Dara apareceu na minicopa. Serviu-se também e puxou do bolso um pacote de cookies de chocolate.

- Achei que você já tinha ido para casa. As gravações de hoje já encerraram, não?

- Sim, mas estava querendo um café, com cookies fica melhor ainda.

- O que você achou desse episódio até aqui? Parece que a Rachel revolucionou com vocês dois, não?

- Por que? O que você ouviu? – perguntou Stana assustada.

- Além dela estar deslumbrada com vocês, soube que ela deixou vocês de calças curtas – ao comentário de Dara, ela sentiu o corpo retensar.

- Quem falou isso? Onde você ouviu? – a apreensão visível nos olhos – Dara, pelo amor de Deus, não pode ser... eu e Nathan, nós não...

- Calma, Stana. Relaxa. Cindy comentou sobre o que você falou de Nathan e Terri ouviu você conversando com a garota antes dela ir gravar com Nathan. Não é nada que afete vocês. Crianças podem ser bastante sensíveis quanto a assuntos como sinceridade, afeto, carinho. Tem um lado inocente capaz de detectar nossos maiores segredos. E quanto mais natural o sentimento, mais fácil de se perceber. Foi assim que Rachel soube.  

- Você acha que estamos correndo o risco de mais alguém perceber?

- Talvez sim, talvez não. O fato é que ela vai embora amanhã, o trabalho continuará a ser feito. Todos cuidarão de suas vidas. Qualquer desconfiança, cairá no esquecimento. Não perca seu sono por isso. Preciso ir. Chad está me esperando. Nathan já foi?   

- Acho que sim. A última fez que o vi estava indo para o seu camarim.

- Boa noite, Stana.   

- Tchau, Dara. Obrigada.

Stana não passou a noite com Nathan. Porém, antes de dormir ela se pegou recordando os momentos do dia que mais a afetaram bem como as palavras de Dara. O sorriso voltou aos lábios quando pensou nele sentado no chão conversando com a menina. A cada dia que passa, ela se encontrava mais apaixonada por aquele homem de sorriso fácil e alma de menino.

Na manhã seguinte as filmagens começavam cedo na escola. A primeira cena era a da briga entre Emily e o garoto. Depois, foi a vez da própria Stana entrar em cena questionando as crianças. Foram cerca de três horas de gravações antes de terem o primeiro recesso. Conforme a programação, ainda haviam três cenas para encerrar os trabalhos nessa locação.

As monitoras tomavam conta das crianças. Algumas corriam jogando bola, outras conversavam praticamente gritando e um grupinho de quatro meninas, incluindo Rachel, brincavam de pular corda. Stana admirava o jeito delas lembrando-se também da sua própria infância. Nathan se aproximou trazendo duas canecas de café nas mãos, entregando uma delas para a mulher ao seu lado.

- Não tivemos oportunidade de conversar ontem e nem de cumprimentar-nos com um bom dia hoje, gorgeous. Como você está?

- Bem, melhor agora – ela olhou para ele e bateu sua caneca a dele como se fosse um brinde – ontem eu quase te liguei. Queria ouvir sua voz. Devia ter ido até o meu apartamento....

- E por que relutou em ligar? Estava com saudades ou aconteceu alguma coisa?

- Acho que era um pouco de tudo, saudades, o dia, sentimentos, desejo. E também algumas coisas que Dara me disse. Sobre de uma maneira discreta estarmos nos denunciando. Essa garota é esperta, Nate. Parece que consegue ler além de nós – ela decidiu por não contar o que sentira fervilhando dentro de seu coração ao vê-lo na companhia da garota sendo maravilhoso como era com sua sobrinha, nem que pensou no quanto ele seria um super pai – independente disso, eu gostei muito dela, me lembra a minha Anne.

- É verdade, Rachel é uma menina meiga e talentosa. Falando nela – ele fez sinal apontando com a cabeça a chegada da menina – olá, pequena! Tudo bem? Cansou de brincar? Que tal um picolé?

- De morango? Eu quero mas, onde você vai arranjar isso aqui?

- Toda escola que se preze tem um vendedor de picolé por perto. Espere aqui com a Stana, já volto. Você quer o mesmo, correto?

- Sim, por favor. Ele se distanciou delas e Stana puxou conversa com a menina – estava observando você brincar, pular corda. Acabei relembrando minha infância, eu adorava ficar na rua mas, não podia porque precisava ajudar minha mãe. Sempre fui de correr muito, bola, quando tinha chance eu chamava minhas amigas e fazíamos campeonato de pular corda, o prêmio era uma caixa de biscoitos de escoteiras ou cookies de chocolate. Era divertido – ela suspirou sorrindo ao lembrar do tempo simples e feliz de anos atrás.

- Você era boa? – perguntou a menina.

- A melhor. Uma vez ganhei cinco caixas de biscoitos em um dia. Então, ao invés de dividir com todos lá em casa, decidi comer sozinha. Conclusão: tive uma dor de estomago e fui parar no hospital. Fiquei internada no soro por três dias. Minha mãe me colocou de castigo por um mês. Trinta longos dias sem pisar na rua. O pior mês da minha vida. Quando ela finalmente me liberou do castigo, eu pude voltar a pular corda.

- E você perdeu?

- Que nada. Continuei ganhando. Era a rainha do pular corda. Só que depois do que acontecera, eu sempre dividia os biscoitos que ganhava. Morria de medo de retornar ao hospital, fora que a minha mãe disse que se acontecesse novamente, eu levaria uma surra. Nem pensar em desafia-la.

- Isso é muito legal. Você acha que ainda consegue? Pular muito?

- Tenho certeza. Sou a melhor.

- Do que você está se gabando? – disse Nathan entregando-as os picolés.

- A Stana disse que é a melhor em pular corda. Você sabe, Nathan?

- E quem não sabe pular corda? Por favor! – fazendo cara e jeito de dono do pedaço.

- Está querendo me desafiar, Nathan? Você pode passar vergonha na frente das meninas – o sorriso implicante e maroto se formou nos lábios – tenho certeza que ganho fácil de você. A menina ria do jeito que os dois se encaravam, estavam levando a sério.

- Se eu ganhar, qual será o prêmio? – Stana olhou para Rachel perguntando – você escolhe, Rach. O sorriso se expandiu e os olhos da garota se iluminaram diante da possibilidade de escolher pelos dois.

- Nathan tem que beijar você por um minuto!

- Rachel, eu faço isso no trabalho, por mim está ótimo – apressou-se em concordar antes que Stana tivesse uma ideia pior.

- Ah, não! Se eu ganhar, quero ver Nathan pagando mico. Pense em outra coisa, Rach – a garota colocou a mão no queixo, pensativa. Seu rosto virava-se para Stana e depois para ele como que buscando uma pista do que sugerir. De repente, arregalou os olhos e puxou a atriz em sua direção sussurrando em seu ouvido. Pela gargalhada que soltou, ele sabia que estava em apuros – conte a ele!

- Se a Stana ganhar, você terá que vestir a roupa da princesa e cantar “Let it Go” em dupla comigo.

- O que? – a cara de espanto dele, provocou ainda mais risadas dela – ah, não! Isso é jogo sujo! E se for ao contrário? Você me paga!

- Eu não fiz nada, quem escolheu foi a Rachel. E não vou perder, portanto não perca seu tempo.

- Então, isso é um complô contra mim? Você tem que pagar mico. Você vai... – pensou por um instante – já sei. Vou jogar um balde de gelo em você, bem caprichado.

- Mas a Stana já fez o desafio do balde de gelo... – disse a menina revirando os olhos.

- Eu sei, mas eu quero é vê-la morrendo de frio, implorando por um cobertor.
- Mas – a menina parecia querer insistir, Stana a impediu.

- Tudo bem, Rachel. Ele vai perder mesmo.

- Veremos! – cruzou os braços bem chateado sobre o peito. Stana mordeu os lábios lutando para não agarrá-lo ali. Emburrado, era o próprio Castle. Ela olhou para o relógio fazendo sinal para a menina indicando que precisavam fazer a brincadeira logo, Rachel para deixa-lo mais alegre, aproximou-se e puxou a mão dele enroscando na sua e conduzindo-o até o meio do pátio onde as garotas estavam pulando corda. Stana seguiu logo atrás. Ao vê-los chegar, a monitora tratou de parar a brincadeira achando que era hora de voltar a gravação.

- Tia Jane, voltei e trouxe mais dois para brincar – as demais meninas ficaram olhando para Rachel sem entender – eles estão se desafiando. Stana era fera na corda e vai competir com Nathan. Mas, antes, quero que eles pulem um pouco com a July que é a melhor de todas nós.

- Hey! O combinado não foi esse! Pulo corda contra a Stana.

- Tudo bem, Rach. Eu faço a prova com a July e ele. Nathan não aprecia as regras quando são contra ele – disse provocando – certo, como competiremos?

- As tias vão movimentar a corda. Você terá que entrar e começar a pular junto com a July. Aumenta o ritmo e quem conseguir ficar mais tempo, ganha.

- Parece ótimo para mim, o que acha, Nathan? – ele já demonstrava uma certa hesitação sem nem ver o ritmo que Stana pularia, porém manteve-se firme.

- Tudo bem para mim também.

- July você começa com a Stana. Depois, ela vai com o Nathan. Melhor de três. Nathan viu ela tirando os sapatos, pisando descalça no chão.

- O que você está fazendo?

- Gosto de pular sem sapatos. Estou me preparando - Vendo aquela pequena confusão seguida de alguns gritinhos no pátio com Nathan e Stana entre as meninas, Dara ficou curiosa. Chegando mais perto, viu Stana e uma das meninas observando a corda movimentada pelas monitoras. O que essa maluca estava aprontando, pensou. Nathan observava atento a forma como sua oponente se preparava.

- Pronta? – Stana perguntou para sua rival.

- Pronta! – esperaram três batidas da corda no chão e correram para o meio já começando a pular. O ritmo era bom, suave. Ela sorria para a menina a sua frente. Dara intrigada, observava a cena até que não aguentou mais e perguntou a Rachel.

- O que elas estão fazendo?

- Stana desafiou Nathan a pular corda. Ela disse que era boa então pedi que competisse com July que é a melhor – o ritmo começava a aumentar, uma das monitoras olhou para Rachel que fez um sinal de positivo – a velocidade vai mudar, já! – Dara não estava acreditando no que via. Aqueles dois malucos estavam se trocando e usando as crianças? Desse jeito iam arrumar problemas. Só que a curiosidade e a vontade do circo pegar fogo, faziam com que a escritora se juntasse ás outras meninas para apreciar o momento. O ritmo da corda já estava bem intenso quando Rachel mandou reduzir. Foi aí que July se atrapalhou e pisou na corda. Os gritos de vibração das meninas ofenderam os ouvidos de Dara.

- Ganhei – ela apoiava os braços nos joelhos para recuperar o fôlego. Erguendo a cabeça, ela se deparou com a cara de preocupado do Nathan. Cumprimentou July – ótima competidora, July. Essa foi difícil. Parabéns! – percebeu que Dara estava lhe observando com um jeito de quem não estava gostando do que fazia. Ela se aproximou da escritora, aproveitando o tempo que as próprias meninas levavam conversando com a outra garota que parecia um pimentão de tão vermelha – oi, Dara.

- O que vocês pensam que estão fazendo?

- Eu estou me divertindo no intervalo das gravações. Acho que Nathan está se preparando para sofrer.

- Stana, você não tinha que desafia-lo para nada. Deveriam ser os adultos aqui, no entanto qual a minha surpresa ao saber pela Rachel que a ideia da confusão foi de vocês.

- Ah, Dara... eu estava apenas conversando sobre minha infância. Foi o Nathan quem insistiu em me provocar. Prepare-se porque vai ser engraçado.

- Engraçado? Espero que não tenha maiores danos. Não se esqueça que ele é seu namorado. Quem vai ficar chupando dedo é você se ele cair ou sentir dores ou sei lá o que!

- Nada disso vai acontecer, ele vai ficar cansado, sem fôlego mas isso já acontece de vez em quando – piscou para ela sussurrando – quando exageramos. E sobre a dor nas costas, ele não reclama dela desde que estamos, você sabe. Acredito ser tudo uma questão de jeito e pegada.

- Você não presta! Olhe só, ele está nervoso. Rachel que estava ao lado dele, decidiu que Stana já descansara demais.

- Tá bom, agora é a vez do Nathan – puxou-o pelo blazer – você pode ganhar, ela está cansada – Nsthan tirou a peça de roupa observando-a de longe, sabia que seria muito difícil ganhar. Conhecia sua oponente muito bem, especialmente a resistência física dela. A menina o observava seguindo a mesma direção da visão dele – é, vai ser legal cantar com você.

- Nossa! Isso é o que eu chamo de incentivo. Vamos logo acabar com isso, Stana. Os dois se aproximaram da corda e Rachel deu o sinal para começarem. Os primeiros movimentos foram simples. Nathan pulava corretamente sem tirar os olhos dela, como se fosse tirar sua força com o olhar. Quando o ritmo aumentou, ele começou a sentir a perna ceder e ao pular mais uma vez, sentiu a corda bater na sua panturrilha, desequilibrou-se e começou a cair não sem puxá-la consigo. Os gritos das meninas assustaram as monitoras.  Dara fez cara de dor imaginando que o resultado não podia ser bom.

Nathan caíra de barriga na grama, usou a força do joelho para reduzir o impacto da queda. Ela caiu de bunda ao seu lado. Rachel e Dara correram na direção deles. Ele gemia e ela não conseguia parar de rir. Sentando-se na grama, massageando o joelho observava-a tentar se acalmar. Ao trocarem olhares, sorriram.

- Está tudo bem? – perguntou Dara – e suas costas?

- Está sim, a dor no joelho não irá compensar o meu orgulho ferido – eles se levantaram – ok, você venceu.

- Agora vai ter que cantar!!! – Rachel dançava e falava festejando.

- Só depois de terminar o trabslho.

- Acho bom mesmo! – a vontade que tinha era de puxar a orelha dos dois – vamos logo se preparar porque esse intervalo já durou tempo demais – um pouco mais afastados das crianças, ela finalmente pode ralhar com os dois - Vocês são impossíveis. Acho que até piores que as crianças. Meu Deus! Poderiam ter se machucado feio, já pensaram nisso? Se querem se desafiar ou provar alguma coisa para o outro vão fazer em casa, não no set de trabalho. Nem gosto de pensar em algo pior logo ás vésperas do casa... – então percebeu a besteira que fizera, não era para revelarem ainda sobre isso. Stana arregalou os olhos.

- Espera! Você quis dizer casamento? Nós vamos filmar o casamento? – pronto, era tudo o que não podia acontecer.

- Não disse nada e se perguntar qualquer coisa vou mandar você falar diretamente com a Terri. Vão logo se trocar. Ainda temos filmagens a fazer.

- Ah, Dara.... – ela se aproximou abraçando a escritora – conta vai, só um spoilerzinho, por favor...

- Não tenho nada para contar, não insista. Puxa, vocês dois chegam a ser piores que meus filhos.

- Que isso, você nos adora – disse Nathan dando um beijo estalado na bochecha dela.

- Já que vocês decidiram aprontar, não tem como voltar atrás. Afinal, o que Nathan vai ter que fazer?

- Cantar um dueto e dançar vestido de princesa com a Rachel – disse Stana.

- O que? – a cara de espanto foi seguida de uma gargalhada – essa eu quero ver!

- Ótimo! Mais uma para zombar do meu ego ferido – falou resignado – serei a piada do ano.

- Que isso, Nathan. Faça pelas crianças. Pense que é parte do seu trabalho de ator. Vocês são dois bobos, duas crianças grandes mesmo. Não esqueçam de me chamar para ver isso. Cara! Eu amo meu trabalho – e saiu rindo ao encontro do marido.

- Você me deve uma, Stana. Vai me pagar.

- Aposta é aposta. E não fui eu quem escolheu.

Eles retornaram as gravações concluindo as últimas cenas da escola. Nathan torcia para as coisas ficarem corridas a ponto dele não poder fazer o que prometera ao perder o desafio. Mas não tivera muita sorte  com isso, não somente Rachel não esqueceu como Dara reapareceu assim que soube do fim do trabalho. Propositalmente pedira aos câmeras para avisa-la assim que as filmagens fossem concluídas. Estavam conversando com o diretor quando Rachel se aproximou acompanhada de Dara.

- Nathan, está na hora de pagar o desafio. Minha mãe disse que precisamos ir embora em trinta minutos. Dara já  preparou tudo.

- Como assim? O que você fez, Dara?

- Apenas separei as roupas e arranjei uma sala vazia para cumprir seu desafio. Vamos, será rápido e quase indolor – gargalhou ao falar. Ele trocou um olhar com Stana que sorriu procurando incentiva-lo. Na sala vazia, ela ajudou-o a colocar as asinhas e a tiara. Permaneceu olhando fixamente para o homem fantasiado a sua frente. Ele ergueu uma sobrancelha como quem pergunta “o que foi?”. Com um sorriso, seguido de uma mordidinha nos lábios ela apenas balança a cabeça. Foi sentar-se ao  lado de Dara enquanto ele se posicionava na frente do quadro negro. Rachel olhava para o homem alto com a pequena tiara na cabeça esperando para começar.

- Vamos lá, eu separei um video da Demi Lovato, assim você não precisa se esforçar muito com a voz. Cantem com ela. Será mais fácil. Prontos?

- Você está se divertindo com isso, não Dara? Quem é a criança agora? – ele disse – vamos logo. Disfarçadamente, Stana puxou o celular e preparou-se para filmar. Não queria que ele visse pelo menos até começar a cantar – hora de entrar na brincadeira. Solta o som, DJ!

Dara apertou o botão e a música encheu o ar. Rachel balançava apenas o corpo nos primeiros acordes da musica, ela quem iniciou a cantoria. Em seguida, ele completava os versos quando os dois juntos e berrando chegavam ao refrão.


“Don´t let them know, now they know…….. Let it go, let it go
Can't hold it back anymore
Let it go, let it go
Turn my back and slam the door
And here I stand
And here I'll stay
Let it go, let it go
The cold never bothered me anyway”                 


Então, ele se empolgou com a brincadeira e passou a repitir os gestos que Rachel fazia imitando a princesa do desenho. Assistindo aquele momento, Stana ria sozinha enquanto filmava. Havia algo de inocente, puro ali e novamente a sensação de dias anteriores acabou voltando. Ela esqueceu de continuar filmando e seus olhos apenas se fixaram no homem maravilhoso que entretia uma garotinha. Dara reparou quando ela deixou um suspiro escapar. Em seus olhos, ela podia ver a admiração sem reservas pelo bobo brincalhão. Do mesmo modo, assim que gritaram a última vez o refrão e ele fez Rachel rodopiar, os olhares se encontraram. Um belo sorriso de Nathan e o reflexo de cumplicidade se formou naqueles olhos azuis.

Dara desligou a música ainda rindo. Esses dois eram incríveis. Ela já estava ansiosa pelo episódio de Terri. Sabia que faria muito bem a eles.
- Excelente. Está de parabéns, Nathan. Especialmente depois dessa reboladinha – Dara fez uma careta – e você também, Rachel. Foi um prazer tê-la esses dias trabalhando conosco. Quero um abraço – a menina abraçou a escritora e ganhou um beijo em retribuição.

- Agora é minha vez – disse Stana no instante que a mãe de Rachel entrava na sala. Correu jogando-se nos braços de Stana que a ergueu do chão – que abraço bom!

- Filha, tenha cuidado.

- Está tudo bem. Foi excelente te conhecer. Continue sendo esperta, estude e obedeça sua mãe. É uma ótima atriz.

- Obrigada pela brincadeira e pela maquiagem. Promete que vai cuidar do Nathan? Não deixa as pessoas implicarem com ele por causa da dança. Ah, e acho que ele merece aquele beijo do um minuto – ela caiu na gargalhada pela forma como a menina disse aquilo. Depois que a colocou no chão, a mãe de Rachel começou a se desculpar com Stana que logo a cortou.

- Crianças. São assim mesmo, tenho uma sobrinha como ela. Rachel se aproximou de Nathan que estava sentado na cadeira. A tiara ja estava sobre a mesa, também tirara o par de asas. Primeiro beijou-lhe o rosto. Sorrindo, abraçou-o bem forte e ele a suspendeu para coloca-la em seu colo.

- Essa princesa está em fim de carreira mas você é um amor. Adorei fazer aquelas cenas. Só me promete que não vai sair batendo nos seus amiguinhos de escola a menos que eles batam em você primeiro.

- Nathan! – Stana ralhou com ele.

- Hey! Estou ensinando autodefesa – ela revirou os olhos

- Falou o nerd da turma.... – ele imediatamente mostra a lingua para ela.

- Você não devia mostrar a lingua para uma mulher é muito feio - Stana teve que segurar o riso diante da expressão de seriedade da menina – Prometo que não baterei em ninguem. Podemos tirar uma foto? Mãe! Tira eu e Nathan e depois eu e a Stana – ele ficou de pé para tirar a foto. Pegou o celular da mãe de Rachel e se encarregou de tirar um selfie – sorria! – a menina gritou antes da foto. Depois, ela correu para o lado de Stana e ele tirou a foto das duas.

- Ficou ótima. Dando um último abraço e um beijo na pequena Rachel, ele finalmente se colocou de pé ao lado de Stana. Acenando para os dois a menina saiu saltitando ao lado da mãe. Dara olhou para os dois. Estavam quase tocando as mãos.

- Bem, melhor eu correr ou vou perder a carona pro estúdio. Vocês vão voltar conosco?

- Estou de carro, levo Stana para casa.

- Ótimo. Melhor levar esses aparatos de volta ou Luke vai ficar possesso se algo sumir. Espero vocês amanhã no Railegh. Juízo, vocês dois. Já aprontaram demais por hoje.

- Nathan, preciso ir ao toilette. Você me espera aqui? Não demoro – ele sorriu concordando. Dara já estava um pouco distante obrigando Stana a dar uma corrida – Dara, espera! – gritando ela correra até chegar ao lado dela. Com um jeitinho e com bastante conversa, conseguiu convencer a escritora do que queria. Sorrindo, voltou para a sala onde tinha deixado Nathan esperando. Ele estava com a cabeça apoiada na mão, parecia cansado e parte disso era culpa exclusivamente dela. Caminhou devagar até a frente dele, com a mão afagou-lhe os cabelos para chamar a atenção para si.

- Hey, babe. Está cansado, não? – beijou a testa dele sentando em seu colo – posso confessar uma coisa? Depois que você cantou e dançou vestido de princesa, eu fiquei ainda mais mexida, estou com muita vontade de dar um amasso bem gostoso em você. O que acha de eu aceitar a recomendação de Rachel e beijar você por um longo minuto?

- Seria o segundo ponto alto desses últimos três dias. O primeiro foi saber por uma criança que eu provoco a mesma sensação de um bolo de chocolate – ela já ia inclinando para colar os lábios nos dele quando Nathan a impediu – gorgeous, por mais que eu adore a ideia de beija-la ininterruptamente, acho melhor não arriscarmos. E se alguém nos flagra? Estamos perdidos.

- Relaxa, Nate – mordiscando o lóbulo da orelha dele, sussurrou – não tem ninguém aqui e mesmo que tivesse, não torna tudo mais excitante? – ela não esperou resposta. Segurando o rosto dele com uma das mãos enquanto a outra puxava-o pela nuca em sua direção, beijou-o sensualmente. Os movimentos que ela realizava com a língua dentro da boca de Nathan o fez gemer desfrutando do momento. A mão seguiu para o peito dele, acariciando-o enquanto o beijo continuava tornando-se mais intenso. Stana sentiu as mãos dele subindo da cintura rumo a lateral de seu corpo tocando-lhe os seios. Ela diminuiu o ritmo do beijo para instiga-lo mordiscando-lhe os lábios. A pegação continuou até o momento que finalmente faltou fôlego ao casal. Sentia a excitação dele despontando em contato com as suas pernas. Eles realmente precisavam sair dali antes que arrancasse a roupa dele e cometessem uma loucura ainda maior que poderia causar problemas de verdade. Ela se ergueu da cadeira, puxando-o pela mão, sussurando ao seu ouvido.

- Vamos sair daqui.

A volta até a casa de Nathan demorou cerca de uma hora com o trânsito na estrada. De certa forma, isso foi bom para acalmar os ânimos exaltados de ambos. No caminho parou em um restaurante tailandês para pegar o jantar deles. Assim que chegaram em casa, ela sugeriu que ele fosse tomar banho e vestir algo mais confortável enquanto arrumava tudo para jantarem. Vinte minutos depois, estavam sentados à mesa comendo e saboreando um bom vinho tinto. Nathan obrigou-a a deixar toda a louça ali mesmo na pia que a diarista cuidaria na manhã seguinte. Subiram para o quarto com Stana anunciando que iria tomar banho.

Ao reaparecer no quarto, ela vestia um roupão de seda branco, na cabeça trazia a tiara usada por Nathan. Ela aproximou-se da cama deslizando no colchão na direção dele provocando.

- Está na hora de atuar aquele papel que realmente lhe cabe. O de cuidar e amar uma princesa. Então, você será o príncipe ou o sapo, Nate?- ela ajoelhou-se na cama olhando-o fixamente, seu rosto era um convite à luxúria. Cuidadosamente, puxou o cinto do roupão revelando a silhueta esbelta sem qualquer peça de roupa cobrindo o corpo. Deixou o fino pano escorregar pela pele perdendo-se entre os lençóis da cama. Nathan a puxou pela cintura derrubando-a na cama para imediatamente provar-lhe os seios.

O desejo estava tão aflorado em seus poros que bastou sentir as carícias dele em seus seios, as mãos explorando o contorno do corpo para o seu centro umidecer. Massageando seu clitóris com os dedos ágeis percebeu o quanto ela estava próxima de atingir o orgasmo, ao primeiro sinal do corpo trêmulo, ele intensificou os movimentos sufocando os gemidos pressionando-lhe os lábios quando o prazer a dominou. Ainda sentindo os reflexos da explosão que se deu em múltiplas ondas, mal conseguiu recuperar-se quando o membro dele invadiu seu corpo completando-a perfeitamente. Entre movimentos e carinhos, beijos e mordidas, ambos encontraram o prazer juntos, deixando o desejo drenar todas as suas forças.

Na semana seguinte, eles já iniciaravam as gravações do quinto episódio da temporada. Tudo caminhava muito bem exceto pela gozação que ainda reinava no set por causa do mico que ele tivera que pagar. Ao lhe verem, uns cantavam, outros asssobiavam a música e chegavam a chavecar a “princesa”. Felizmente, logo isso seria esquecido devido ao próprio meme criado para esse episódio. Nathan compareceu em uma das noites a um evento de games e acabou encontrando repórteres. Um deles, velho conhecido dele e Stana, insistiu para que ele fizesse uma entrevista em um dos intervalos de seus compromissos. Aceitou o convite e respondeu às perguntas de bom grado. No sexto dia, a reportagem estava disponível na internet coincidindo com o penúltimo dia de gravação do episódio. Depois de um dia bem cheio, onde Nathan gravou o suposto anúncio de Raging Heat, uma das primeiras cenas que iria ao ar. Foram necessárias cinco tomadas, não apenas pela sequencia de movimentos que ele tinha que realizar, mas também porque acabava se distraindo com as palhaçadas que fazia e as gargalhadas das pessoas no set, inclusive de Stana. O que ele não sabia era que pretendiam pregar uma peça nele até o mandarem para a sala de regravação de aúdio para cantar uma musiquinha daquelas que grudava na sua mente.  

Em casa, eles estavam tomando sorvete na cama. Desde a manhã, Stana queria comentar sobre a entrevista dele. Percebendo o clima propício, resolveu comentar seus pontos favoritos.

- Li sua entrevista, gostei muito do que falou. Será que podemos comentar? Especialmente minhas partes preferidas?

- Adoraria ouvir o que achou.

- Aquilo que você falou sobre a continuidade da série e não saber quando seria o melhor momento de parar, respondeu politicamente correto ou reconheceu que estava errado sobre o relacionamento de Castle e Beckett?

- Na verdade, a uns dois anos atrás achava sinceramente que um dos chamarizes da série era o não-relacionamento das personagens, aquele clima de sedução, provocação. Para mim, se ficassem juntos seria o fim. Reconheço, estava totalmente errado.

- Gostei de saber. Além disso, também me surpreendi com o lance do casamento. Sempre imaginei que, festeiro como você é, iria querer um belo salão, centenas de convidados, muita bebida, comida. Mas, praia? Casamento em um clima dos trópicos? Olha... dessa vez você me deixou de queixo caído.

- Casamento é diferente. É um passo muito grande, sério. Exije compromisso e respeito. Uma cerimônia íntima, reservada é o ideal. Trata-se de um acontecimento que diz respeito apenas aos noivos, no máximo a sua família mais próxima. Fugir para casar me parece uma ótima opção, desde que não paremos em Las Vegas. No quesito casamento, sou mais o estilo de Kate Beckett.

- E eu assino embaixo. Concordo com tudo que você disse e considero algo assim como o casamento ideal – mordeu os lábios, de repente se sentiu nervosa, estranha pelo assunto que discutiam. Era exatamente assim que Nathan pensava em casar se um dia optasse por isso? Se o fizesse, seria com ela? Um frio percorreu a espinha ao pensar sobre o assunto. Melhor esquecer isso tudo. Mas Nathan acabou soltando um comentário que a fez enrubescer.

- Nosso casamento poderia ser assim algum dia, não concorda?

- Acho melhor dormirmos, o dia será pesado amanhã – ela deitou-se ao lado dele puxando o edredom para si. Não satisfeito com a forma dela se esquivar da pergunta, ele foi direto ao ponto.

- Você não respondeu a minha pergunta. Não gostaria de casar-se assim comigo algum dia? – ele viu a apreensão e uma ansiedade no olhar dela.

- Você realmente pensa nisso, para nós, eu e você casando?

- Por que não pensaria, amor? A quanto tempo nos conhecemos? Seis anos. Oficialmente, estamos juntos a um ano mesmo que em sigilo. Porém, isso se deve exclusivamente à pura teimosia. Se fossemos menos turrôes, não tínhamos lutado contra nosso sentimento por tanto tempo – Stana sentou-se na cama e ele pegou sua mão – com quem mais poderia imaginar esse dia? Quem melhor que você para essa ocasião? Eu te amo, não seria natural querer um alguém especial para um evento igualmente especial? – o olhar de Nathan era intenso, a cor azul refletia um brilho que quase hipnotizava à Stana - Eu já disse que quero passar o resto da minha vida ao seu lado, espero o tempo que for para que você esteja pronta para isso, apenas quero que saiba. Minha decisão não tem volta, casando ou não, é com você que quero envelhecer.  

- Oh meu Deus.... eu, eu não sei o que dizer – ela passou as mãos pelos cabelos, ele percebeu que tremia – isso é tão... impressionante...eu – ela suspirou limpando as lágrimas que escaparam, segurou as duas mãos nas suas - Não me entenda mal. Você acabou de fazer uma declaração de amor, eu simplesmente não estava preparada. Eu te amo e não apenas penso em casar como em outras coisas mas... nossa! Sinta meu coração – ela colocou a mão sobre peito, as batidas pareciam uma metralhadora - você me pegou de surpresa. Se o casamento de Castle e Beckett mexeu daquela forma comigo, nem sei o que o meu próprio poderia desencadear. Nate, eu... – mas ele a interrompeu.  

- Stana, você já pensou que, de uma maneira estranha, o casamento de nossas personagens pode ser encarado como o nosso casamento? Nossas histórias são tão similares que não me espantaria se a emoção na tela fosse a real.

- Penso nisso desde o pedido feito nos balanços. E o resto, nossa família. Nós namoramos escondidos! As únicas pessoas que sabem de verdade o que se passa conosco são Dara e Anne. O que isso diz de nós?

- Parece egoísta, insensível e errado. Ao dizer isso, estaria satisfazendo a sua dúvida ou deixando-a com mais perguntas? Eu aceito tudo o que você quiser desde que tenha você. Um relacionamento precisa apenas de duas pessoas para funcionar. Eu já escolhi essa pessoa – ele ajeitou uma mecha de cabelo teimosa sobre os olhos aproveitando para acariciar o rosto terminando por segurar o queixo dela enquanto o polegar roçava-lhe os lábios - Eu já lhe dei o anel, estou apenas esperando o momento que você escolher para dizer “aceito” – os olhos de Stana encheram-se de lágrimas, ele inclinou-se e beijou-a uma vez mais. Fitando-a, Nathan sorriu – apenas me avise para que eu possa pedir a sua mão adequadamente. Acomodando seus braços ao redor do pescoço dele, finalmente a ruga de preocupação marcante desapareceu da testa de Stana dando lugar a um sorriso.   

- Eu prometo que aviso. Obrigada por me dar espaço e tempo. E Nate? Eu também já tenho a única pessoa importante para ser feliz. Ele é doce, lindo e um homem maravilhoso – beijou-o novamente - Eu te amo... – e Nathan debruçou-se sobre ela esmagando seu corpo gentilmente contra o colchão dando a ela uma demonstração de todo o seu amor através de toques e carícias.

Apesar da conversa ter acontecido, o assunto não foi mais abordado por eles. No dia seguinte, porém, Stana tinha um brilho diferente no olhar perceptivel para algumas pessoas que ao invés de perguntar, elogiavam-na dizendo que estava exalando beleza. Dara sacaneou com ela insinuando que sexo fazia bem e ninguém sequer imaginava o real motivo daquela luminosidade que refletia em sua alma. Três dias depois, eles estavam filmando as últimas cenas do episódio. O suposto vídeo de Rick Castle virou motivo de piada entre a equipe técnica inclusive a cena que deveria fechar a história teve que ser regravada pelo menos três vezes porque simplesmente Stana teve um acesso de riso incontrolável.

Ao final da tarde, Rob avisou que David queria falar com eles na sala dos escritores assim que terminassem de gravar. Passava das oito da noite quando finalmente conseguiram chegar ao local já prontos para considerarem o dia como encerrado. A sala estava praticamente vazia exceto por David, Andrew e Terri.

- Olá... por que demoraram tanto para vocês aparecerem?

- Pergunte da Stana que não conseguia controlar o riso e o deboche para cima da minha pessoa quando assistiu o video promocional de Raging Heat. Ainda não sei o que ela viu de tão engraçado ali...

- Nem eu... mas vi. Não tem explicação é só olhar para sua cara... – ela riu um pouco mais.

- Tudo bem, sei que já está tarde e vocês estão cansados então vou ser breve. Queremos trocar algumas ideias com vocês sobre o próximo episódio. Ele foi escrito por Terri e somente tivemos acesso anteontem ao script completo. Ainda precisamos ajustar algumas coisas com Rob quanto à direção e o cronograma. Sendo assim, exceto pelos ajustes finais necessários de amanhã, vocês estão dispensados o resto do dia. Devemos começar as filmagens na quinta. Marlowe, quer complementar?

- Espere, David. Tivemos algum atraso no processo de filmagens ou Terri foi minuciosa demais com o próximo roteiro? – perguntou Nathan e quem respondeu foi Andrew.

- Minuciosa realmente descreve bem o cuidado de Terri quanto ao episódio. E não estamos atrasados com a programação. Vocês ganham um dia de folga merecidamente e nós cuidamos dos detalhes para os próximos passos.

- David acho quinta muito precipitado, melhor usar esse dia para alinhar e discutir com eles os pontos relevantes – disse Terri.

- Você ouviu a escritora. Ninguém melhor que ela para dizer o que precisamos – afirmou Marlowe.

- Posso dizer que acho tão fofo quando você defende a Terri? Dá vontade de apertar essas suas bochechas! – todos riram ao comentário de Stana.

- Tinha que ser você. Obrigada, Stana. Considero isso um grande elogio – Marlowe piscou para ela.

- E quando receberemos nossos scripts? Qual o tema do episódio? – Nathan perguntou. Marlowe olhou para Terri e perguntou.

- Quer fazer as honras? – sorrindo, ela fitou os dois atores e falou.

- Adivinha quem vai casar? – a pergunta fez Stana e Nathan se entreolharem fixamente. Suspirando e totalmente relaxada, Stana abriu um sorriso sem quebrar o olhar.

- Nós....


Continua....


3 comentários:

cleotavares disse...

kkk Amei a história do bolo de chocolate. Me acabo de amores por esses dois.Estou sentido falta da Annie.
Está tudo lindo. Fic linda, Série linda, tt`s lindos.

jessica prochno disse...

QUERIA ESTAR MORTA #$#$@#23 AMO TANTO ESSA FIC SIDNIUSDNI mano pelo amor nos diga que no próximo capitulo tu vai falar do tweet da stana com aquela foto de cama de hotel hhshias

Marlene Caskett Stanatic disse...

Rach chegou causando,menina danada por d+ deixou eles de cabelo em pé,Stana rainha o resto nadinha.Comer chocolate com Stana,ser maquiada por Stana,atuar ao lado de Nate.Aonde aperto para esta no lugar dela?Sortuda!
O que dizer da aposta?!Ri horrores mas antes,lembrei da minha infância pulando corda e o dia que passei mal por comer uma fruta tbm parei na emergência junto com minha irmã e 2 amigas...bons tempos!
Dara chegando pra por ordem na bagunça,amei! Ela chega,chegando!
Ele perdeu e Dara ganhou(no sentido poder zuar com ele),confesso que AMO essa musica ñ pude deixar de cantar tbm"Standing frozen in the life I've chosen."
Stana saber o que fazer para acalma-lo ñ?!O papo sobre casamento mexeu comigo magina,super lindos!
Agora vai ter casorio Staninha,agora vai!!!!
Mal posso esperar pelo proximo cap.
#SaudadesDaAnne