quinta-feira, 23 de abril de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.43


Nota da Autora: Demorou, mas saiu. Algumas infos importantes: essa fic depende bastante dos episódios por isso ela demora. Lembrando que ela está atrasada no tempo, estamos em fevereiro. Nesse capítulo temos a participação especial de Anne! A intenção é fermentar outro assunto importante para o casal . Parte de episódios já vistos também. E que tal curtir o Valentine's Day? 

Obs.1: Perdoem-me por trechos em inglês, eles fazem a diferença, acreditem! Ah, lembrem-se que essa é uma obra de ficção, a realidade não influencia tanto assim, quer dizer, um pouco.  

Obs.2: O destino dessa fic depende exclusivamente da decisão de Stana e da S8, Não se preocupem porque ainda tenho vários assuntos a abordar até a SF. Mas, é bom se preparar ! 

Atenção, NC-17!!!


Cap.43 


Conforme David previra, o cronograma do episódio centrado em Ryan criou uma folga para os demais atores. Eles trabalhariam cinco dias e ganhariam três dias livres, isso se Rob não quisesse antecipar parte de seu episodio, o que dependia da diretora e também da equipe de preparação. Não era algo para se preocuparem nos próximos dois dias, apesar de Nathan estar pensando em comemorar o dia dos namorados antecipadamente ou não. Preferira manter a ideia para si por enquanto.

As filmagens corriam normalmente e durante o seu terceiro dia, Rob Kyker estava agitado para cima e para baixo com materiais do próximo episódio. Ao ver as movimentações, Stana deduziu o que poderia acontecer. No intervalo de uma cena, enquanto tomava café, ela pensou em comentar com Nathan.

- Algo me diz que as nossas folgas vão babar. Do jeito que o ritmo está agitado, capaz de emendar os episódios. Quero saber do que se trata.

- Por que? Quer tentar me enlouquecer nas filmagens? – ela riu – vamos esperar.

E Stana estava certa. Ao final do dia, David e Rob chamaram os dois informando que iriam antecipar o próximo episódio, porém eles reviram o tempo e assim em vez de três dias, eles teriam apenas a sexta como folga. Ainda assim era bom não trabalhar na sexta-feira. Era uma pena que não fosse a outra semana, pois assim poderiam aproveitar para comemorar o dia dos namorados desde o dia treze.

O mais engraçado de filmar cenas com Nathan era lutar para fazê-la em um único take. Na cena de introdução desse episódio com Ryan, ninguém conseguia ficar sério ao ver o jeito como ele vibrava querendo saber se Ryan ia fazer a segurança do One Direction. Conclusão, foram três takes perdidos. Dois por Stana e um por Seamus.

Fora os momentos descontraídos, a semana passou rápida. Por volta de quatro da tarde de quinta-feira, tanto Stana quanto Nathan estavam liberados do trabalho. Iam curtir um fim de semana mais longo. Ela já havia pensado em aproveitar a folga para ver a sobrinha. O problema é que em público, Nathan não poderia acompanha-la e levar a menina até a casa deles, apesar dela gostar, ficava repetitivo demais.

A última cena gravada por Stana ainda atiçava sua curiosidade. Kate iria estudar para o exame de Capitã e aparentemente várias pessoas do meio político conheciam sua reputação. A atriz se perguntava se esse era um novo passo na história de sua personagem que começava a ser desenhado. Sabia que precisavam desenvolver algo para substituir a mitologia de Johanna. A razão de isso ser importante para Stana resumia-se a negociação que sua agente teria que fazer para uma possível nova temporada. Ela ainda não estava certa se faria uma renovação nem por quanto tempo. Por enquanto, ela apenas analisava os futuros episódios procurando importantes peças para negociar. Tambem decidira não comentar o que pensava sobre o assunto com Nathan. Pelo menos não agora, era cedo demais.

Antes de deixarem o estúdio, eles tomavam um café. Combinara com Nathan que ele iria primeiro. Ela o encontratia em casa.

- Estou pensando em fazer algo com Anne, só não sei o que. Se você tiver alguma sugestão...

- Vou pensar em algo. Até mais – piscou para ela antes de ir.

Em casa, ela encontrou Nathan na frente da TV jogando videogame acompanhado de um copo de milkshake. Ela sentou-se no sofá ao lado dele, quando fez menção de pegar o copo em que estava bebendo Nathan foi mais rápido tirando-o da frente dela.

- O seu está na geladeira. Morango. – ela esmurrou o braço dele fingindo estar chateada.

- Seu chato!

- E ainda assim você me ama... – sorrindo ela o abraçou beijando-lhe o pescoço – vê se larga esse videogame. Temos que aproveitar a folga, você vai ter menos dias que eu, lembre-se do que a Dara comentou. Pensou em algo para fazermos com a Anne? – ela já abrira a geladeira, tomava o milkshake que ele guardara para ela observando o jeito dele na frente da TV. Nathan largou o controle.

- Queria leva-la ao zoológico. Pensei em San Diego, mas como iríamos? Você e eu?

- Difícil. Tinha pensado no píer de Santa Monica também, porém o problema é o mesmo sempre tem muita gente especialmente no fim de semana. Encontrar casualmente não é uma opção. E cinema? Conheço um local bem discreto em Burbank, talvez possamos fazer um programa assim. Apenas para sair de casa.

- É uma ideia. E quanto a nós? Como vamos aproveitar essa folga?

- Não me importo de ficar em casa, de preferência na cama com você – ela provocou.

- Hum... de onde vem essa vontade? Tem alguma coisa a ver com as próximas cenas que filmaremos?

- Que cena, Nate?

- Você não leu o script ainda?

- Não, o que tem no próximo episódio? – ele se levantou segurando a mão dela puxando-a contra seu corpo de supetão, num gesto que lembrava um passo de tango. Os rostos muito próximos.

- Ao que tudo indica, vamos dançar em público. Teremos que dançar para um concurso da policia e já posso ver que filmar essas cenas será um barato.

- Ah, adorei saber! Mal posso esperar para filmar isso.

- Vamos nos divertir. Ligue para Anne, marque o cinema. Daremos um jeito de ficar no anonimato. Está com fome? Eu comprei uma coisinha para você, uma torta. Vou pegar.

Stana pegou o telefone e ligou. Conversou com a cunhada e depois com a sobrinha. Combinara ir pega-la por volta das quatro da tarde de sexta, já avisou que dessa vez, ela não iria dormir com eles porque ela explicou que precisava descansar. Fazia muito tempo que não tinha uma folga. Nada disso abalara a menina. A chance de ver os tios já deixara Anne nas nuvens. Nathan aproximou-se trazendo um pedaço generoso de torta de chocolate e amêndoas.

- Para variar, ela está radiante por nos encontrar.

- Também estou morrendo de saudades dessa pequena – Stana deu uma garfada generosa na torta, o creme sujou o canto dos lábios – foi com toda a sede ao pote não, Staninha? – ele se aproximou e lambeu o canto dos lábios – você se sujou... – e roubou um beijo delicioso com sabor de chocolate.

- De repente, a torta ficou muito mais interessante – disse Stana largando o prato e aprofundando o beijo impulsionando o corpo contra o dele. As mãos de Nathan apertavam sua cintura, deslizavam para cima e para baixo nas costas dela – acho que podemos começar a aproveitar nossa folga – ela deu um grito quando sentiu os pés serem erguidos do chão. Nate a carregava no colo até deita-la sobre o sofá. Com o peso sobre ela, ele continuava a beija-la, prova-la, os lábios na pele macia, os dedos abrindo um a um os botões da blusa que ela usava. Mordiscou o estomago liso provocando antes de alcançar a calça legging que ela usava retirando-a de uma só vez. Afastando-se um pouco, ele tirou a camiseta que vestia, a bermuda, revelando a excitação já despontando apenas daquele primeiro contato.

Tornou a inclinar-se sobre ela para retirar a calcinha com os dentes enquanto as mãos apertavam o seio e soltavam o sutiã. Ela também estava louca para que ele a tomasse nos braços e a levasse ao orgasmo.

- Nate, por favor, preciso de você rápido...

Na mesma hora, ele a atendeu. Apoiando as pernas dela em seu ombro, ele abaixou-se e provou-a. A língua e os dedos revesavam-se, tocando-a, massageando seu clitóris, queria sacia-la, adorava vê-la tomada de prazer. O corpo de Stana arqueava quando ele enfiava os dedos nela, gemendo, querendo mais, mordiscava o próprio lábio para conter o inicio da reação ao orgasmo. Estremecia diante do toque dele e a onda explosiva a invadiu. Porém, ele não parou. Enchia seu corpo de beijos e caricias desfrutando ao máximo de seu corpo enquanto ela, de olhos fechados, gemia baixinho.

Ainda recém extasiada pelo prazer, Stana ergueu-se rapidamente do sofá puxando-o com força para junto de seu corpo. Ela devorou os lábios dele sentindo o membro contra seu estomago. Queria mais. A vontade de tê-lo denteo de si era tanta que ao avançar sobre Nathan, perdeu a noção de espaço e caiu no chão levando-o consigo. Deitada no chão com ele esparramado sobre seu corpo, eles gargalharam.

- Sua louca!

- Quero você, aqui mesmo Nate... – ainda recuperando-se das risadas, ele a beijou preparando-se para penetra-la. O beijo intenso acabou com as risadas trazendo o momento de desejo de volta. Ao deslizar dentro dela, ele pode ver a mudança no semblante de Stana. O gemido de prazer demonstrava o quando ambos ansiavam por isso. Era maravilhoso ama-la, não importava o lugar. Juntos, eles movimentavam-se em sincronia, a cada estocada, o crescimento do desejo apenas o fazia querer mais. Ao erguê-la do chão apoiando-a em seus braços, ela buscou os lábios num beijo apaixonado. Segurando-a pela cintura, eles culminaram juntos para o orgasmo.

Permaneceram sentados no chão, Stana ainda abraçada a ele, descansava a cabeça no ombro dele. Ele acariciava as costas dela, por vezes roçando os lábios no ombro subindo pelo pescoço apenas para ouvir os gemidos de satisfação que ela soltava. Afastando-se um pouco, ela o fitou.

- Acho que agora preciso de um banho.

- Só você é capaz de causar um furacão desses em questão de minutos, Staninha. Eu estava quieto jogando meu videogame, comportado.

- Vai dizar que preferia ficar jogando seus joguinhos do que estar aqui no chão comigo?

- E você ainda pergunta? – ele riu – claro que vou sempre escolher você. O que iremos fazer hoje à noite?

- Que tal um banho de piscina sem trajes de banho? – ela sugeriu.

- Ah, realmente uma boa ideia. Acho que irei ao restaurante do Jon pegar uns tacos para jantarmos, um pouco de guacamole e aquelas asinhas apimentadas deliciosas, que tal?

- Só falta a tequila para fechar a noite – levantando-se do chão, deu um novo selinho nele e subiu as escadas para o quarto. Nathan suspirou passando a mão nos cabelos. Como ele adorava esses momentos com Stana. Mesmo sem muitas chances de aproveitarem seu relacionamento da maneira que gostariam, eram esses pequenos instantes que faziam a diferença na relação.

Mais tarde, ela estava sentada na cama lendo o script do próximo episódio. Eles iriam se divertir muito com a ideia da dança e do concurso. Seriam bons dias de gravação. Nathan entrou no quarto para ver o que ela fazia. Acabara de voltar da rua com o jantar deles.

- Ora, ora, se rendeu ao script? Nosso jantar já está pronto, basta me dizer quando quer comer que esquentamos tudo – ele sentou-se ao lado dela na cama beijando-lhe o pescoço – teremos que ensaiar para fazer bonito. E não se engane, a Susan vai nos fazer dançar de verdade.

- E quem disse que não dançaríamos? Prepare-se para suar, gostoso!

- Quer começar agora? – o olhar cínico fez Stana rir.

- Não seu pervertido! Quero jantar primeiro, plagiando Rick Castle: quer me morder, pague o jantar.

Eles optaram por sentar à mesa da área externa para saborear os shots de tequila e a comida apimentada mexicana. Stana vestia um shortinho e um top. O mês de fevereiro não estava nem de longe frio como das outras vezez. A temperatura estava em torno de dezoito graus e também não era um problema já que a piscina de Nathan possuía controle de temperatura.

A noite foi agradabilíssima. Conforme prometera, ela tirou toda a roupa para pular na piscina atiçando-o, não sem antes levar o marido à loucura atacando de tequilera. Stana sentou-se no colo dele. Primeiro, pegou o limão respingou sobre as costas da sua mão. Em seguida, pincelou o sal no mesmo lugar. Servindo o shot, ela sorriu mostrando o copo para ele.

- Então, não vale trapacear. Vou fazer você beber o shot e nada de engolir, aqui – ofereceu a mão para ele – chupe o sal – ele obedeceu, no mesmo instante ela virou a tequila na boca de Nathan e chacoalhou sua cabeça ordenando por fim – engula – ele fez. Stana ofereceu o limão.

- Nossa! Estou zonzo...

- Ah, que pena. Ia experimentar meu shot especial... – ela pegou o limão espremeu na curva dos seios, colocou o sal – então, vai encarar?

- Oh, Staninha... assim você me mata de vez! – ela virou um novo shot na boca de Nathan e ele sorveu o sal em meio ao limão dos seios dela. Claro que não fora um gesto completamente inocente e os dois emendaram um momento sensual. Ela jogou sua cabeça para trás e deixou-o tomar conta da festa. O tempo esquentou, mas o mergulho na piscina não serviria para refrescar e sim para aumentar ainda mais o momento a la Nikki Heat dos dois. Nem precisava dizer que a noite foi bem longa, fazer amor era a palavra de ordem.              

No dia seguinte, acordaram bem tarde ainda um pouco arrasados pela ressaca da tequila. Mesmo assim, ela preparou uma espécie de brunch para os dois e obrigou-o a tomar um analgésico para a dor de cabeça, afinal tinham um compromisso com uma garotinha muito especial. Stana combinara de pegar Anne às quatro e encontra-lo em seu apartamento já que ficava perto do cinema onde iam. A sessão que assistiriam era a das seis, mas era sempre bom chegar cedo devido ao trânsito de Los Angeles. De lá, eles iriam no mesmo carro. Nathan decidiu colocar um casaco marrom de couro e uma boina para tentar se manter anônimo, pelo menos um pouco. Mesmo ela garantindo que o local era bem low profile, era melhor não brincar.

Assim, por volta das quatro Stana buzinou na frente da casa do irmão levando apenas dois minutos para o pequeno furacão Anne correr ao seu encontro abraçando-a. A mãe apenas ria do jeito como a menina se jogava na tia.

- Cuidado, Anne!

- Ah, que saudades, docinho! Temos que correr para chegar a tempo no cinema.

- Sim, tia. Quero muito ver esse desenho – Stana abriu a porta de trás do carro e acomodou a sobrinha com o cinto de segurança, antes de fechar a porta ela gritou – tchau, mãe!!! – rindo Stana entrou no carro e deu a partida. Conversavam sobre as novidasdes, os estudos, Anne falava das suas notas dez e da apresentação de teatro que estava fazendo para o inicio da primavera. Claro que havia uma pergunta que Anne queria a resposta.

- Tia, o tio Nathan vai encontrar com a gente ou seremos nós duas? Estou com saudade do tio.

- Eu sei que sim. Mesmo sendo complicado para nós sairmos, acho que podemos vê-lo depois da sessão.

- Tudo bem, tia – mas a sua voz deixou transparecer a decepção de não poder encontrar o tio. Ótimo! Isso a faria ficar ainda mais contente com a descoberta. Ao ver a tia parar o carro na frente de seu apartamento, estranhou – por que estamos aqui?

- A tia só precisa pegar um casaco e um chapéu e já saímos. Vem, amor – ela ajudou a menina a sair do carro, quando entravam em casa, Stana viu o carro de Nathan esperando na esquina começando a vir na direção de onde estavam. Ao entrarem em casa, Anne perguntou.

- Tia Gigi está aqui?

- Não, ela está viajando a trabalho. Texas. Deve voltar no início da semana. Fique sentada aí que já volto – ela desapareceu rapidamente para pegar o que precisava e discou para Nathan – pode entrar, babe. Ela está na sala.

Anne balançava as perninhas sentada na cadeira de leitura que a tia tanto gostava. Ela adorava estar no apartamento da tia. Por muito tempo, ela passara fins de semanas aqui. Sempre se divertindo muito com Stana. Ela estava distraída olhando uma foto da madrinha com a vó quando o tio entrou. Ela não percebeu de imediato. Ele se aproximou sem fazer barulho.

- Hey, princesa! Que tal um abraço? – ao levantar os olhos, ela já sorria. Ver Nathan alargou o sorriso, reconhecera a voz. Stana observava de longe a dinâmica dos dois. Anne pulou da cadeira e agarrou-se as pernas do tio. Ela ria do jeito da criança – ah! Que abraço bom – pegou-a no colo, beijando-lhe o rosto.

- Estava com saudades, tio Nathan. A tia Stana disse que você não ia com a gente...

- Queria te surpreender, docinho. Vamos todos ao cinema – os olhos da menina brilharam.

- Oba! – abraçou o tio e a tia que se aproximara de onde eles estavam ainda no colo de Nathan – Anne gostou muito da ideia.

- Tudo bem, agora é melhor irmos andando. Não quero chegar atrasada na sessão e para seu governo, Nate, eu comprei os ingressos na penúltima fila para ficarmos à vontade – de mãos dadas com a menina, deixaram o apartamento entrando no carro de Nathan.

No cinema, Anne fez questão de não largar as mãos dos tios. Stana checou os ingressos e pediu a Nathan para ir à bomboniere.

- Eu quero pipoca, chocolate e coca-cola, tio!

- Certo, doce ou salgada? E você, amor?

- Pegue uma doce e uma salgada, para beber quero água e compre jujuba – rindo, ele foi atender aos pedidos das suas mulheres. Stana tinha razão. O local era bem reservado. Ninguém parecia se importar com ele. Após comprar as guloseimas, ele as encontrou sentadas conversando alegremente. O jeito como Stana arrumava o cabelo da sobrinha, o zelo. Ela era perfeita ao cuidar de Anne – vamos? Aqui estão todas as guloseimas, madames – ele segurava uma bandeja repleta de comidinhas. De mãos dadas com a tia que estava ao lado de Nathan, eles entraram na sala de cinema. Nem ela nem Nathan tiraram os chapéus até que estivessem devidamente em seus lugares, no escuro do cinema. Apesar de adorar a ideia de estar no cinema com Stana, ele sugeriu que Anne sentasse no meio dos dois. Entregou a pipoca e o refrigerante dela, a água de Stana e sua coca-cola.

A sessão foi muito divertida. O desenho era bacana e arrancara ótima risada dos três. Anne comera quase toda a sua pipoca e metade dos chocolates. Stana devorara as jujubas e quase não comeu a pipoca. Melhor para ele que pode ter os dois tipos de pipoca para comer. Mas não iam diretamente para casa. Nathan tinha decidido que iam lanchar em algum lugar.

- O que achou do filme, princesa? – perguntou Nathan assim que entrou no carro.

- Eu adorei. A Mandy é muito esperta e mandona, que nem a policial da tia. Mandava em todo mundo inclusive no Joe. Anne adora quando meninas mandam em meninos. Por isso Anne ama o Castle. Ele deixa a detetive mandar nele.

- Você ouviu isso, Nate? Eu mando, eu e Beckett.

- Ah, sim! Eu ouvi. Castle deixa Beckett mandar, bem diferente do que você está pensando. Valeu, Anne – e fez um hi-five com a menina que ria do jeito dos dois se implicando. 

- Você ouviu o que queria ouvir. Meninas mandam em meninos é essa a observação de Anne – foi a vez dela fazer um hi-five e a garota caiu na gargalhada.

- Vocês são dois bobocas! Parem de implicar um com outro. Ela adora você e o tio? – Anne olhou para Stana – faz tudo que você quer, até buscar o presente mais difícil no lugar mais longe do planeta. Igual o Castle e a Beckett. Amo vocês – a declaração da menina deixou os dois impressionados. Stana tinha lágrimas nos olhos. Ergueu o queixo da menina para inclina-lo e dar-lhe um selinho antes de abraça-la. Nathan parou o carro no cruzamento e virou-se para encarar a menina. Acariciando o rosto dela, beijou-lhe a bochecha de forma estalada.

- Amamos você também, princesa – trocou um olhar com Stana. Viu nos olhos amendoados, o tom de verde aparecer em meio ao brilho das lágrimas. Ele sabia que com o olhar ela estava dizendo que o amava. Balançou a cabeça em concordância – eu também.

- Anne já vai para casa? Queria ficar um pouco mais com os tios. Pode, tia Stana, por favor?

- Na verdade, nós não vamos para casa. Pensei que podíamos fazer um lanche. Que tal um bom hambúrguer? É um lugar legal, bem família. Tem uma área de brinquedos antigos, fliperama, no estilo dos anos oitenta. Fica em San Fernando. Foi a Molly que me deu a dica. Topam?

- Eu não estou muito com fome, mas adoraria uma batata frita com bastante ketchup! – disse Anne, com o comentário Stana revirou os olhos.

- O que? Não esperava que ela pedisse uma salada, Staninha.

- Eu só achei engraçado o exagero, bobo. Também estou desejando um suculento hambúrguer, só comi doces.

- Ótimo! Vamos ao Rockets.

Meia hora depois, Nathan estacionava o carro. Ao entrar no local, ambos mantinham os chapéus na cabeça ainda avaliando o ambiente. Felizmente, havia apenas três mesas ocupadas. Um casal, dois amigos e uma família de quatro pessoas. Escolheram uma mesa de canto. Anne sentou de frente para a tia deixando que Nathan ficasse ao lado de Stana. Ao olhar o cardápio, descobriram que tinham muitas opções. Após conhecerem bem como funcionava, ele fez os pedidos inclusive a batata frita de Anne e uma com cheddar e bacon.

Enquanto aguardavam o pedido, ele convidou Anne para jogar uma partida no fliperama. Tinha um bem ao lado de sua mesa. A menina topou. Eles se entreteram no jogo competindo e dando altas risadas. Ela os observava pensando em como estar com Anne e Nathan fazia bem para seu humor, estava feliz. O pensamento que há muito não rondara sua mente, apareceu. Nathan seria um ótimo pai, a grande pergunta era se queria isso, afinal não era mais tão jovem. E quanto a ela? Estaria pronta? Suspirou. Viu quando Anne gritou porque ganhara. Nathan olhava para ela, sorrindo. Um simples gesto que fez seu coração pular uma batida.

Os hambúrgueres chegaram e todos sentaram-se à mesa para comer. Estavam no meio da refeição, Anne se enchendo de batata frita com a boca toda manchada de ketchup, uma graça. De repente, a menina sai com mais uma das delas.

- Tia, você e a Beckett são muito parecidas, em tudo. Então, se ela ficar grávida você também vai ficar? – Stana engasgou-se com o hambúrguer e começou a tossir, olhou desesperada para Nathan procurando ajuda, mas ele estava tão perplexo quanto ela. Porém respirou fundo tentando entender o raciocínio da menina, Às vezes, a pergunta embora cabeluda apresentava um contexto bem diferente.

- Por que você está pensando que Beckett ficaria grávida? – perguntou Nathan.

- Ela já casou com Castle. Moram na mesma casa, se amam e ela disse que pensa em ter bebê. A tia tem que ficar grávida pra Beckett ter bebê, não? – entendendo que era uma dúvida justa, Stana pareceu mais calma e tomou a frente para expicar a sobrinha.

- Na verdade, Anne não funciona assim. Na TV, a gravidez não é real. Como sou uma atriz, se Beckett ficar grávida, eu provavelmente vou usar uma barriga postiça. É assim que funciona.

- Ah, tá! Então, os bebês não nascem de verdade na TV... a Sarah Grace não é filha do Ryan.

- Isso. Ela é um bebê que os produtores contratam para fazer um papel, uma mini atriz.

- Entendi – a menina mordeu mais uma batata extremamente pensativa, algo estava sendo maquinado naquela cabecinha – tia, você não quer um bebê? Nem o tio? – eles se entreolharam.

- Não é isso. Ter um bebê não é tão simples assim, já falamos sobre isso com você. Precisa planejamento, tempo, saber se está tudo bem de saúde, essas coisas, docinho.

- Tá, só que não entendo ainda. A mamãe disse que para ter um filho basta querer, o resto.... ah! E precisa fazer sexo para colocar a sementinha lá, né tio? – pronto, a bola estava com Nathan agora. Antes que ele se manifestasse, a menina completou – você não quer, tia Stana? Não quer um bebê? – o olhar dele se fixou na mulher ao seu lado, Anne colocara Stana contra a parede e ele estava interessado em saber qual seria a resposta dela.

- De onde você tirou essa ideia? Por que diz isso?

- Eu ouvi a mamãe conversando com o papai. Ela disse que você era famosa, bem sucedida, mas não tinha um namorado e nem pensava em família. Disse que você não ia ter filho desse jeito porque só pensa na carreira e o tempo está passando. Claro que a mamãe não sabe que a tia casou...

- Agora entendi. Isso é uma conversa de adultos, uma opinião de sua mãe que aliás você não deveria estar ouvindo. É falta de educação e a conversa deles não é assunto para criança. Só falta você me dizer que estava ouvindo atrás da porta.

- Não, tia! Eu estava indo no banheiro e ouvi seu nome, só isso. Anne não escuta conversa atrás da porta. É feio. Mas a tia não respondeu minha pergunta. Quer ter bebê?

- É, Stana você não respondeu a pergunta de Anne. Quer ser mãe? – perguntou Nathan fitando-a. Encurralada seria a palavra certa para descrever como estava se sentindo, contudo não havia como negar uma resposta já que minutos antes ela estava pensando exatamente sobre esse assunto ao vê-lo brincando com a sobrinha.

- Quero, claro que tenho vontade de ser mãe. Ao contrário do que sua mãe disse, não basta querer – somente então ela notou o olhar abobalhado de Nathan em sua direção. Anne sorriu e mudou abruptamente de assunto, o que deu a Stana a chance de tentar se recompor dessa sinuca em que se metera.

- Tio, quero um milkshake. Anne está com sede.

- Claro, qual o sabor?

- Morango...  – ele riu.

- Ah, essas minhas mulheres Katics... por que não adivinhei? Óbvio que seria a mesma escolha da tia.

- Eu vou ao toilette... – quando se levantou, a mão de Nathan apertou a dela, o gesto certamente era de apoio. Ele deveria ter percebido que a conversa mexera com os nervos da esposa.

Terminaram de comer, ele pagou a conta e seguiram para o apartamento de Stana. Lá, ele se despediu apropriadamente da sobrinha com muitos beijos e abraços. Beijou a esposa e disse que a esperava em casa. De lá, Stana seguiu até a casa do irmão. Antes de tocar a campainha, ela conversou com Anne.

- Eu me diverti muito hoje, docinho. Estava com saudades. Não sei se vou ter uma nova folga no trabalho, mas prometo que se acontecer venho te buscar para irmos andar de bicicleta, combinado?

- Combinado – a menina deu um beijo estalado na bochecha dela – tia Stana, Anne torce muito para a tia e tio terem um bebê. Antes Anne ficou chateada com a ideia, mas agora acha legal. Pode ajudar a tia com ele. Esse tal planejamento é difícil? Ele é muito ocupado? – ela riu da pergunta da sobrinha.

- Planejamento não é uma pessoa, mas é algo que nos mantem ocupados sim. Olha, amor, eu não sei quando isso vai acontecer. Não se preocupe, você será a primeira a saber – ela abraçou a menina e tocou a campainha da porta. Jogou conversa fora por uns dez minutos com o irmão e a cunhada para enfim seguir para casa. Ao que tudo indicava, ela provavelmente iria enfrentar uma nova batalha de perguntas de Nathan.

Ao chegar em casa, Stana encontrou o marido já na cama lendo o script do show. Foi direto para o banheiro tomar um banho. Se ia conversar seriamente com Nathan, ao menos precisaria estar relaxada, se é que isso seria possível. Vinte minutos depois, ela aparece sentada do seu lado da cama vestindo o pijama. Em uma última tentativa de evitar o assunto, ela falou.

- O passeio foi muito bom, mas cansativo. É bom se esticar na cama.

- Vire-se, faço uma massagem nas suas costas.

- Não precisa, babe...

- Não estou oferecendo, estou ordenando Staninha – ela obedeceu. Com exímio cuidado, ele começou a massagear as costas dela. A região do ombro e nuca estavam cheias de nós. Ele sabia o motivo. A conversa inusitada com Anne. Aquela garotinha era realmente uma figura! Sempre dava um jeito de coloca-los em maus lençóis. Esse era um assunto delicado. Stana tinha um certo receio em aborda-lo. Não podia deixar de estar feliz ao vê-la admitir abertamente para a sobrinha que gostaria de ter um bebê, porém conhecia sua mulher o bastante para saber que continuar insistindo nisso apenas a deixaria mais nervosa. Era algo que ela deveria sentir-se confiante o suficiente a fim de aborda-lo. Para acalma-la, Nathan decidiu falar.

- Relaxe, Staninha... – beijou-lhe a nuca o rosto – esqueça aquela conversa de hoje. Aqui não há cobranças, nem haverá. No momento certo, tudo se resolverá.  

- Você está falando sobre a gravidez – ela virou-se para fita-lo – Nate, eu... eu sei que isso viria à tona de qualquer jeito. Não é culpa da Anne, eu só.... você quer esse bebê, sonha em ser pai e....

- Shhhh, o que eu disse antes? O que eu quero não é relevante nesse momento. Tudo ao seu tempo, amor.

- Nate? Mas, você pensa em ter um filho comigo?

- Eu seria louco se não pensasse – ele inclinou-se e beijou suavemente os lábios dela – vem, vamos dormir. Esqueça isso por enquanto – ele a aconchegou no peito dele e a observou relaxar, dormindo em seguida.

O resto do final de semana passou de maneira proveitosa para ambos. O retorno ao trabalho foi com força total. Desde a segunda, Nathan aproveitava os momentos de folga para tentar arquitetar o dia dos namorados perfeito. Tudo sem que ela desconfiasse. As gravações iam de vento em polpa e a tão comentada cena da dança estava programada para ser gravada na quinta quando Susan viria ao estúdio. Na quarta, os dois se divertiram tirando sarro de Seamus e Jon ao gravarem a cena deles ensaiando no distrito.

Também no fim daquela tarde, Nathan recebeu o telefonema de confirmação tão esperado. Finalmente seu amigo conseguira disponibilizar o que ele queria. Stana iria adorar esse dia dos namorados.

Na quinta, todos estavam cedo no estúdio para cumprir com a programação apertada que os manteria gravando até altas horas da noite. Era uma forma encontrada por David de dispensa-los no horário na sexta em comemoração a Valentine’s. Depois de filmar três cenas no set do distrito, Nathan e Stana foram para seus respectivos camarins para uma troca de roupa. A próxima cena era deles no loft. A tal dança.  

Susan já estava sendo maquiada e conversava com o diretor sobre a melhor maneira de fazer a cena. Stana foi a segunda pessoa a chegar no set. O diretor logo a chamou para trocar uma ideia sobre o que discutira com Susan. Nathan foi o último a aparecer. Estava um pouco nervoso. Esperava não fazer nenhuma besteira. Era a primeira vez que iam ensaiar, torcia para pegarem o jeito logo ou não terminariam isso hoje.

Não que ele fosse desengonçado para dançar. Longe disso. Mas dança coreografada sempre exigia um pouco mais das pessoas e dançar diante de várias câmeras e pessoas não era nada atrativo.

- Finalmente – Susan disse quando ele apareceu – pronto para bailar? Por que sua parceira está empolgada. Essa é Josie. Ela vai ensinar aos dois a coreografia e se tiverem alguma sugestão. Querida, eu certamente darei – a diretora deixou que ele e Stana conversassem primeiramente com a coreógrafa e fossem apresentados aos movimentos. Na primeira demonstração, ela pegou Stana como par mostrando o que Nathan deveria fazer. Repetiu ensinando como ela deveria se portar e como ele deveria fazer o jogo de passos e troca de mãos.

- A dança é bem simples, à primeira vista assusta, é apenas uma questão de costume. Agora, tente fazer o que eu demonstrei. Eu sou a Stana. Não se preocupe que guiarei você – na primeira tentativa, ele se concentrou em aprender a ordem da dança, quais passos deveria fazer. Na segunda, ele já tentara coordenar os movimentos, mas ainda cometeu erros. Na terceira, a coreógrafa corrigiu a ordem de dois passos e ficou satisfeita por ele já ter decorado praticamente todos os passos – ótimo! Que tal uma primeira tentativa com a sua parceira? Stana, se ele esquecer os passos, eu a guio. Vamos lá, em posição. Dancem!

Nathan e Stana começaram a dançar. E como era de se esperar, tinham a sincronia perfeita. Ela possui uma leveza capaz de tornar a simples dança bem mais graciosa. Isso não queria dizer que acertaram de primeira. No meio da coreografia, ela errou um passo tombando no corpo de Nathan. Josie corrigiu e mostrou como deveria fazer. Susan observava de longe a interação dos dois. A cada passo errado, o sorriso radiante no rosto de Stana despontava seguido de uma gargalhada. O próprio Nathan se divertia fazendo algumas brincadeiras como inventar passos próprios para descontrair as duas. Até hoje, Susan não entendia como duas pessoas tão brilhantes, divertidas e com tanta química não poderiam ficar juntos. A exemplo de seus personagens, tinham a teimosia em comum, mas nada que justificasse eles não serem um casal.

- Olhe para eles. São perfeitos juntos! Como atriz de longa data posso afirmar que raríssimas vezes eu vi uma química tão forte entre dois atores.

- Eles são especiais mesmo – concordou o escritor. Rob supervisionava todo o trabalho ao lado da diretora.  

- Nathan, presta atenção! Não vai pisar no meu pé.

- Até parece. Sou leve como Fred Astaire. O que faz de você Ginger Rogers se fizer essa rodadinha direito.

- Ok, vocês dois. Quero que se concentrem para fazer tudo certo dessa vez – disse Josie – atenção, na minha contagem: 3, 2, 1, vai!

Por mais que tenham se esforçado, cometeram três erros. A diretora aproximou-se perguntando quanto tempo mais precisariam. Josie chutou meia hora então podiam tentar na frente das câmeras. Pensativa, Kate avaliava a programação que teria a cumprir naquele dia e talvez pudesse dispor desse tempo, não mais que isso.

- Pessoal, vocês não preferem que os dublês façam isso? Eles estão ensaiando desde segunda...

- Não! – eles responderam juntos – de jeito nenhum – completou Stana – vamos fazer a cena. Só mais um tempinho, Kate e acertamos.

- É, Kate confie em nós. Vamos conseguir – sorrindo a diretora se afastou e Nathan cochichou para Stana – quantas vezes você acha que vamos errar esse take?

- De verdade ou porque você quer estender essa dança? Melhor não facilitar...

- Vamos lá, comigo. Um, dois, três giros e troca de mão, Nathan, separa. Stana jogue o corpo, dois giros de volta e Nathan deita! Isso! Muito bom! Apenas alguns ajustes.  

Meia hora depois, eles já haviam feito a coreografia correta três vezes seguidas, pelo menos. Josie estava confiante que poderiam gravar. Chamou a diretora e liberou os dois para fazer a cena. Agora, em vez da coreografia, eles ensaiavam o posicionamento no set. Susan decidiu dar uns conselhos para a Stana sobre como dançar e sensualizar.

- Stana, uma palavrinha – ela se aproximou da atriz – estava observando a dança, você tem um jeito especial para deslizar, sério, poderia ser dançarina se quisesse. Tenho uma dica, aproveite seus cabelos. Vai deixar a dança mais sensual – piscou para ela.

- Anotado, Susan. Dançar é lindo demais. Aqueles momentos divinos entre Fred Astaire e Ginger Rogers. Adorava assistir aqueles filmes antigos com a minha mãe quando criança. Você dança, não?

- Minha segunda paixão depois de atuar – Stana sorriu.

- Ok, pessoal. Dez minutos para se refrescarem, retocarem e colocarem as roupas. Esperou-os para gravar – era a voz da diretora. Recuperando o fôlego, Nathan seguiu para a sala de troca. Stana para maquiagem. Conforme o pedido da diretora, estavam de volta prontos para arrasar - Em seus lugares. Atenção, luz, câmera e.... gravando!   

O primeiro take ficou quase perfeito. A dança ficou, porém os dois ficaram tão animados comemorando que esqueceram da continuidade da cena, afinal era duas em uma, a dança e a conversa com Martha sobre o medo de palco. Eles estavam celebrando quando ouviram o “corta” da diretora.

- Excelente! A dança ficou linda e o resto da cena? – os dois se entreolharam e caíram na gargalhada – foi o que pensei.

- Desculpe, Kate. Acho que nos empolgamos – falou Stana.

- Tudo bem, vamos finalizar dessa vez. Atenção, nas suas marcas. E gravando!

Sim, a cena saira perfeira. Eles dançaram, disseram suas falas, os risos e gritinhos de Stana trouxeram realidade para a cena. Ficara perfeita. Sem contar com o belo momento entre sogra e nora. A diretora não podia estar mais satisfeita.

- Ficou ótimo! Vão tomar um café e me encontrem no set do distrito.

As gravações do episódio continuou. O dia entrou pela noite. Nathan foi liberado por volta das oito. Stana continuou trabalhando até as onze. Pelo menos havia sobrado apenas três cenas para a sexta. Quando chegou à noite em casa, ela o encontrou deitado com o ipad em suas mãos. Reparou uma pequena mala encostada na porta do closet deles que não estava ali pela manhã.

- Hey... conseguiram te liberar finalmente. Comeu alguma coisa?

- Uma maçã e café. O que significa essa mala? Ela não estava ai. Você vai viajar? Tem algum evento?

- Não. Nós vamos, não viajar propriamente – ele deixou o ipad de lado e pegou um envelope pardo que estava em sua cabeceira. Na frente, estava escrito “Para Stana” – aqui. Isso é para você – ela abriu o envelope. Dentro um folder de uma vinícola e um cartão obviamente escrito à mão por ele. Ela olhou as fotos do lugar, parecia lindo. No cartão estava escrito “Um lindo fim de semana com nossas coisinhas preferidas, vinho, lareira, amor. Will you be my valentine, Stana?”

- Você está me convidando?

- É o nosso primeiro dia dos namorados casados. Eu quero algo especial. É meu presente para você. O que me diz?

- Sim – ela jogou seus braços ao redor do pescoço dele – Valentine.... – Nathan a beijou radiante.  

- Partimos amanhã depois do trabalho. E não se preocupe quanto à discrição do local. Eu conheço o dono. Levei algum tempo para convencê-lo a me garantir refeências e privacidade. Por sorte, ele não fará nenhum evento especial para o dia dos namorados então o local não está lotado. De qualquer maneira, pedi o chalé mais reservado. Acho que as chances de alguém nos encontrar é mínima. Faça as malas, Staninha.

- Sou só eu ou você está realmente querendo me embebedar?

- Eu não sei. Somente posso dizer que eles tem vinhos incríveis ali. Quem sabe eu não consiga me dar bem? – ele a abraçou e trocaram um novo beijo. Animada, ela se dedicou a arrumar suas coisas. Ela também tinha uma surpresa para Nathan. Não tão chique ou glamorosa como a dele, mas esperava que ele gostasse.

No estúdio, aquela sexta estava agitada. Todos pareciam estar no clima de festa do dia dos namorados. Risadas, brincadeiras e graças ao bom trabalho da semana especialmente do dia anterior, se focassem nas gravações poderiam estar livres às quatro da tarde. Nathan inclusive considerara essa possibilidade e trouxera as malas em seu carro. Estrategicamente, Stana veio de metrô para o estúdio, assim a carona cairia como uma bela desculpa.

Felizmente nada saíra do programado e passaava das quatro e quinze quando Nathan se despediu de todos desejando um ótimo fim de semana, para os apaixonados muito amor. Stana ainda ficaria enrolando tomando café para evitar perguntas. Quando disse que ia a pé, automaticamente ele se ofereceu para deixa-la em algum lugar no meio do caminho. Então, ela aceitou.

- Você pode me deixar na altura de West Hollywood. Eu me viro de lá – saíram juntos e sem qualquer preocupação ou fuxico. Eles iam direto para a estrada. Cerca de duas horas até o vinhedo após deixar a cidade de Los Angeles. Era um momento de relaxar. Enquanto Nathan dirigia, ela esticara-se no banco, fechava os olhos e cantarola junto com o radio.

Duas horas depois, eles estacionavam na frente da casa principal do vinhedo. Apenas a entrada era espetacular. Era possível ver os campos com parreiras imensos à medida que entrava no terreno. Um caminho de flores completava o visual. Juntos caminharam até a recepção, o gerente os recebeu e providenciou tudo o que era preciso para uma ótima estadia. Também comentou que o seu patrão tinha orientado-o para trata-los como clientes VIPs. Avisou que na noite seguinte, se quisessem algo especial podiam escolher com antecipação na manhã seu jantar especial e o tipo de vinho que tomariam. Essa noite, a partir das oito, haveria uma degustação de queijos e vinhos para que eles conhecessem os produtos do vinhedo. Agradecendo, Nathan e Stana seguiram para seu chalé acompanhados de um mensageiro.

O chalé era outro lugar encantador. Ficava no alto de um monte, um toque realmente especial quando se está em um vinhedo. Com decoração rústica que lembrava as pequenas pousadas da Itália, havia uma lareira com lenha de verdade na sala, o quarto era espaçoso com cama tamanho king size. Uma pequena cozinha e uma varanda com vista para os vinhedos, e que vista! Os caminhos de parreira se perdiam a olhos vistos.

Como era noite, havia muitas lâmpadas iluminando os caminhos dando um toque especial à paisagem. Stana decidiu tomar um banho para que pudessem ir até o lobby encontrar as pessoas que iam participar da degustação. Ela ocorreria em uma das antigas áreas de decantação que foram preparadas para eventos. O caminho foi feito a pé, podiam sentir os aromas característicos das vinícolas. Eles estavam lado a lado, de mãos dadas e ambos usavam suas alianças verdadeiras. Ali eram apenas um casal curtindo o dia dos namorados.

O evento foi impressionante. Stana se apaixonou por vários vinhos produzidos ali, já perdera a conta de quantas taças bebera. A carta continha sete tipos de vinhos, três brancos e quatro tintos. Provara todos e repetira os que gostara mais. A risada tão amada por Nathan era uma constante e teve que contê-la várias vezes quando ela deixava o clima entre carícias e beijos esquentarem. Definitivamente, um dos tintos fora o favorito dos dois e certamente seria o vinho do jantar de amanhã.

Ao voltar para o quarto, todo aquele fogo causado pelos vinhos, serviu aos dois muito bem. Retomaram as atividasdes exatamente do ponto que Nathan a impedira de continuar. As roupas se perderam rapidamente. Nada de preliminares, de dança da sedução. Naquela noite, eles somente queriam sentir o calor de seus corpos e o poder do orgasmo. Força e delicadeza alternavam os movimentos de ambos. Pele, mãos, lábios. Dentes, unhas. Ele a estocava, ela se arqueava entregando-se. As respirações atingiam o nível máximo, deixando-os ofegantes. Os corações martelavam incansáveis movidos pelo desejo. A realização do orgasmo tomou-os de maneira avassaladora e extasiados jogaram-se contra o colchão em meio a suor e lençóis, permanecendo por uns bons minutos calados.  

- Isso foi...

- Louco, eu sei – ele completou beijando-lhe o rosto.

- Sério, o que tinha naquele vinho? Eu me sinto tão bem, tão relaxada. Eu preciso mais daquele vinho.

- Como você sabe que foi um? Você provou todos! – ele sentiu o beliscão – ok, ok, estava brincando. Foi a últma garrafa que derrubamos. É o que iremos ter no jantar amanhã – ele  consultou o relógio – ou deveria dizer hoje? Feliz dia dos namorados, minha linda esposa – ela virou-se para encara-lo, passou a mão em seu rosto, inclinando-se para perto dele, mordiscou o queixo e sorrindo, respondeu.

- Feliz dia dos namorados, meu charmoso marido – as bocas encontraram-se em um beijo apaixonado. Stana se colocou sobre o corpo dele aprofundando o contato das línguas. As mãos dele passeavam pelo seu corpo. Não havia dúvidas, a partir dali era apenas sentir e perderam-se novamente nos braços um do outro.

Pela manhã após o café, eles decidiram fazer o tour pela vinícola para conhecer os campos e as técnicas usadas pela família decendente de italianos como faziam vinho. No processo, ela pode experimentar um dos momentos mais tradicionais na fabricação da bebida, esmagar as uvas com os pés. Stana parecia uma criança. Ali, dentro de um grande tonel de madeira, ela pisava as uvas sorrindo. Nathan apenas observava. Eram momentos assim que faziam a vida valer a pena. Tomaram um café assim que voltaram ao lobby por volta de cinco da tarde. Seu jantar estava marcado para às nove da noite.

Conhecendo bem a sua esposa, sabia que ela gostaria de um tempo para se arrumar. Cabelos, maquiagem, escolha de roupa. Assim, combinou com ela que iria ficar um pouco mais na casa principal conversando para dar a ela um pouco de privacidade para se arrumar. Despediram-se com um beijo. Ele ainda pensava na loucura da noite anterior. Hoje deveria ser diferente. Levantou-se para caminhar um pouco nos jardins. Ao voltar ao chalé, encontrou-a secando os cabelos enrolada na toalha.

- Hey.... – ele puxou a mão de trás de suas costas, um buque de flores apareceu – para você – sorrindo, ela pegou-o das mãos dele, cheirou.

- Obrigada. Se quiser tomar banho agora...

- Essa visão sua enrolada na toalha me lembrou aquela cena que gravamos na segunda temporada. Bem que eu podia ter visto você assim naquele tempo, mas as toalhas encediaram...

- Agora você me vê assim dezenas de vezes. É uma espécie de lugar comum.

- Nada é comum com você, amor – ele a abraçou beijando-lhe o pescoço então seguiu para o banheiro.

Às nove da noite, eles deixavam o chalé. Stana vestia um preto longo coberto com seu casaco branco, pois a temperatura estava por volta dos dez graus essa noite. Nathan, uma calça social, a camisa de manga comprida e o blazer, também tinha o seu sobretudo para protege-lo. O salão do restaurante estava muito bem arrumado para o jantar. Com exceção da iluminação central, o resto era coberto por velas, tornando o clima mais romântico.

Como eles esperavam, o jantar tinha tudo para ser perfeito. Ao fundo, uma pequena banda com direito a piano tocava músicas suaves naquele momento. Primeiro, foi-lhes servido vinho, o mesmo que os conquistara na noite anterior e a entrada. O maitre avisou que o salão de dança estava aberto caso eles quisessem aproveitar. O próximo prato demoraria cerca de vinte minutos. Nathan sorriu para a esposa.

- Quer me dar o prazer dessa dança, Stana?

- Com toda a certeza, babe – ao conduzi-la ao salão, eles começaram dançando agarrados uma música lenta. Stana acomodara o rosto colado ao dele, por vezes roçando o nariz na pele cheirosa de Nathan ou mesmo se entregando completamente à música fechando os olhos. Quando o ritmo mudou, Nathan se viu empolgado para dançar a coreografia que aprendera. Eles trocavam passos com uma velocidade maior.

- O que acha de terminarmos nossa performance com a coreografia que ensaiamos? – ele sussurrou ao ouvido dele – vamos, Staninha...

- Você vai me segurar?

- Claro! – ela concordou e seus passos ao final da música chamaram a atenção dos poucos casais ali. Quando terminaram foram aplaudidos. Satisfeita com a ideia dele, ela o beijou no meio do salão. Retornaram para mesa e continuaram o jantar. O resto da noite foi maravilhoso. O maitre veio cumprimenta-los pessoalmente pela dança antes deles deixarem o restaurante. De volta ao chalé, antes que eles se perdessem fazendo amor, Stana queria entregar a surpresa que preparara para ele. A lareira estava acesa, queimando as primeiras lenhas mantendo o ambiente aquecido.

- Foi você que pediu para acenderem a lareira? – ela se dirigia a sua mala enquanto ele pendurava os casacos.

- Não, deve ser política do lugar. A noite está fria – viu que ela caminhava em sua direção com o que parecia uma caixa embrulhada com fita e papel vermelho.

- Nate, lembra da nossa viagem para Nova York?

- Sim, o que tem?

- Foi uma escapada após o fim da temporada. Uma viagem a dois. Eu me diverti tanto ali. Adorei cada momento. Passar um tempo na big Apple com você é algo que repetiria quantas vezes quisesse. Você tinha aquela entrevista no Letterman e eu confesso que não esperava ter tanto tempo para aproveitar ao seu lado. Ainda estava receosa. Quando eu acordei naquela manhã sem você ao meu lado deitado, senti um vazio, o mesmo que sentiria quando estivesse na Europa. Então, eu me sentei na cama e vi aquele pedaço de papel sobre a minha cabeceira. Sua letra... suas palavras, babe. Eu me lembro de rir ao lê-las e de repente, eu estava sorrindo e me sentindo bem novamente. Memórias que ficam conosco para sempre. Abra, babe – Nathan cuidadosamente desfez a embalagem e retirou a tampa da caixa. Dentro dela, havia um pequeno quadro. O bilhete. Ele recitou em voz alta as palavras.

- “Good morning, sleeping beauty. Don’t stay in bed til late, I’d leave a coffee just the way you like it but it’d go cold. Embrace the city and seize your day, but don’t you dare forget about me with some model you probably will find on the streets. I love you, Stana… see ya later. Yours, NF”

Ao lado da nota, estava o ingresso e o encarte do musical que assistiram. Ela escrevera do próprio punho com caneta permanente “Will you still love me tomorrow?”, abaixo ela respondera “Tomorrow and always” e assinou “ILY, S”. Nathan engoliu em seco. Olhou para ela, sorrindo.

- Eu não sei o que dizer, não esperava isso Stana. Você guardou o bilhete? – estava surpreso com o gesto e o presente dela.

- Sim, ele foi muito importante. Como tantas outras coisas em nossa história.

- Esse presente é muito... especial. Obrigado, amor.

- Feliz dia dos namorados, Nate – ele a puxou pela cintura em um beijo apaixonado. Naquela noite, ele prometera que iriam se amar sem pressa, sem loucuras. E foi o que aconteceu. Gentilmente, ele tirou o vestido dela, deitando-a na cama. Por um longo tempo, ele explorou o corpo, a pele, tudo com carinho. O toque leve e vagaroso despertava nela sensações deliciosas. Os lábios de Nathan sobre sua pele era algo que a deixava arrepiada. Sentia a umidade em seu centro clamando por ele, pronta para ele. Quando ele a provou, o orgasmo foi imediato. Fora apenas o primeiro da noite.

Era a vez dela prova-lhe a pele. Stana mordiscava os ombros, o peito, o mamilo. Fazia questão de beijar cada pedacinho do peito e estomago dele. Ao tocar o membro, ouviu o gemido de Nathan. Massageou o membro dele com as mãos e sorriu ao vê-lo experimentar o prazer. Posicionando-se sobre ele, deslizou calmamente sentindo-se preencher totalmente. Então, a dança começou e continuou até que ambos experimentassem o prazer pela terceira vez, deixando-se entregar completamente ao ato de amar. Dormiram agarrados.

Na manhã de domingo, ela acordara afastada dele. Nathan dormia de bruços, completamente nu para seu deleite. Sem cerimônia, ela deslizou pelas costas dele, beijando, cheirando a pele, ouvia os gemidos baixinhos dele de satisfação. Ao morder as nadegas dele, Nathan levantou a cabeça.

- O que você pensa que está fazendo, Staninha?

- Aproveitando o que é meu por direito – mordeu novamente a bochecha do bumbum.

- Ai! Isso dói!

- Mentiroso! – e caiu na gargalhada.

- Você vai ver quem é mentiroso aqui – ele se levantou de supetão jogando-a sobre o colchão enchendo-a de beijos o que apenas a fazia gargalhar mais alto. Foi exatamente assim que começaram o domingo.

Amando.


Mais que perfeito.


Continua..... 

2 comentários:

cleotavares disse...

Ahhhhhh! Lindo. Amei a surpresa do dia dos namorados. E a Anne, sempre muito esperta. Imaginem a Stana aparecer grávida, a reação de sua mãe e quando souber quem é o pai. Há alguma chance Karen?

Marlene Brandão disse...

AAAAAH ANNEEEEE.... MINHA DOCE ANNEEEE!!!!
Ela sempre que aparece causa horrores,adoooooooooooro!!!!!!
Fico imaginando o Baby deles ♡_♡ e o que dizer da fugidinha para uma comemoração a altura,vinho e Stana... Boa combinação hein?!
:)