sábado, 15 de agosto de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.51


Nota da Autora: Demorou, mas saiu um novo capitulo mesmo que pequeno para vcs. Uma fase boa antes do hiatus, noticias boas, comemorar e olha quem apareceu! A gatinha mais fofa dessa fic! Desculpem qq erro, meu note ta punk! Lembrem-se que essa fic tem timing diferente das outras, por isso a demora nos posts. Enjoy! 

PS.: A autora esta mega gripada, foi milagre postar hoje. 

NC17... be aware! 


Cap.51  

Durante os dias na vinícola,Stana e Nathan aproveitaram demais o tempo juntos. Entre passeios, almoços, piscina, uma boa pesquisada em processos de fabricação de vinho e degustação, eles não se desgrudavam. Conforme a própria Stana havia pedido, ele decidiu não comprar nenhum presente. No domingo pela manhã, acordou cedinho deixando-a dormir no quarto um pouco mais, afinal era seu aniversário. Já havia combinado com o dono do local o que gostaria de ter para o café da manhã no quarto. Em pouco tempo, agilizou tudo o que queria inclusive um grande buque de flores do campo.

Cuidadosamente, Nathan arrumou a mesa da varanda com copos e loucas adequadas. As frutas, os frios, os pratos quentes como ovos, bacon e torradas francesas estavam em um pequeno rechout. Satisfeito com a arrumação e o efeito das flores no local, ele retornou ao quarto para acorda-la.

Debruçado sobre a cama, ficou observando-a dormir de bruços. Usava apenas uma camiseta que deveria ter vestido durante a madrugada já que ambos caíram no sono depois de fazer amor umas três vezes. O lençol cobria apenas parte das pernas. Carinhosamente, ele se debruçou sobre o corpo quente e relaxado começando a esfregar o nariz no cabelo dela, descendo para o pescoço depositando vários beijinhos na nuca e nas costas. Sentindo que ela se movia debaixo de si, Nathan começou a acariciar a pele com as duas mãos movendo-as por baixo da camiseta. O toque quente sobre a pele macia fez Stana suspirar e gemer baixinho. Abriu os olhos vagarosamente. Ao virar o rosto, deparou-se com ele sentado a seu lado.

- Bom dia, aniversariante...

- Bom dia... que horas são? – ela perguntou sonolenta.

- Hoje não importa. Você escolhe o que quer fazer e quando quer fazer. Por exemplo, nesse momento se estiver com fome pode escolher por um café da manhã especial que mandei preparar para você – ela se virou espreguiçando-se enquanto virava-se no colchão para fita-lo.

- Café é musica para meus ouvidos, mas antes – ela o puxou contra o corpo colando os lábios nos dele em um beijo sedutor e apaixonado. Nathan simplesmente a tomou nos braços intensificando o contato, o cheiro do corpo de Stana era uma mistura de perfume, essência de baunilha e suor. Ao se afastar para fita-lo, ela acariciou-lhe o rosto com um sorriso nos lábios.

- Parabéns, Staninha! Esperei ansioso para passar esse momento ao seu lado.

- Obrigada, Nate. Por acaso você preparou algo para o dia de hoje?

- Além do café? Não, segui estritamente as ordens da minha esposa e aniversariante. Nada de inventar. Nem presente comprei.

- Muito bem, não preciso de nada disso. Tudo o que quero é você ao meu lado e uma bela caneca de café. Meu corpo está pedindo.

- Então, mexa esse belo traseiro e me acompanhe até a varanda – ele se levantou estendendo a mão como um perfeito cavalheiro. Ela ergueu-se da cama indo para o banheiro lavar o rosto, acompanhou-o até a varanda onde a mesa estava posta com uma variedade de comidas. Ela sentou-se enquanto ele a servia de café. A fumaça era tentadora exalando o cheiro forte do café.

Stana caiu de boca na caneca para matar a vontade enquanto ele simplesmente ocupava-se em servir os ovos e o bacon acompanhados de torrada e geleia.

- Aqui está, amor. Decidi não pedir por panquecas porque nenhuma supera as minhas. Coma direitinho para curtirmos o dia. Alguma sugestão?

- Não nesse momento, mas... eu percebi que hoje é o nosso último dia aqui e não aproveitamos adequadamente aquela banheira enorme, uma boa hidromassagem com espuma, meu corpo, seu corpo, sais de banho..

- Por favor, Staninha... não faça isso comigo – ela percebeu o corpo dele se retensar, podia ver o desejo se formando nos olhos azuis com as pupilas dilatando-se.

- Calma, babe... tome seu café – pegando um pedaço de baxon do seu prato, ofereceu a ele – está uma delicia.

Eles continuaram na varanda saboreando a mesa a sua frente e a paisagem ao seu redor. O sol despontava em um céu azul praticamente sem nuvens. Qualquer pessoa consideraria um desperdício ficar preso entre quatro paredes ao invés de aproveitar aquele belo lugar. Stana, em outros tempos, também concordaria com eles exceto que nem todos tinham a sorte dela, eles não tinham a companhia de Nathan Fillion. Sorrindo sozinha após colocar o último pedaço da torrada na boca, ela levantou-se da mesa ficando de frente para o marido mantendo propositadamente a uma certa distancia.

Olhando para Nathan com um sorriso maroto e sensualidade em meio aos olhos amendoados agora com um toque nítido de verde esmeralda, ela tirou a camisa jogando na direção dele, ficou apenas de calcinha.

- Que tal tomar um banho agora? Ou você mudou de ideia?

- Não...- ele gemeu jogando a camisa que vestia longe – está muito quente aqui, demais! – levantou-se para ir em direção a ela quando Stana notou que ele já estava excitado. O membro despontava contra a calca de moleton que vestia. Ela saiu correndo para instiga-lo. Ligou a torneira da banheira, esperando para Nate encontra-la. Quando ele entrou no banheiro, ela já havia colocado os sais e a espuma. Nathan olhou curioso para ela.

- Está fugindo de mim, Staninha?

- Pelo contrário – ela se aproximou dele deslizando a mão pelo peito do pescoço até o elástico da calca do moleton quando apertou o membro dele, com os dedos ágeis puxou a barra da calca pelos dois lados pondo-a rapidamente no chão. Depois, ela mesma tirou a calcinha que vestia e entrou na banheira deslizando delicadamente para dentro d’água. Confortavelmente deitada com a espuma tocando sua pele, ela olhou para Nathan – vai ficar ai somente me olhando?

Nathan pareceu despertar de um transe. Rindo, ele entrou do lado oposto fitando-a. As pernas logo se enroscaram com as dela. A água estava deliciosa, na temperatura ideal. Com os pés, ela acariciava o estomago dele até chegar ao membro. Com gestos circulares, ela o provocava ao mesmo tempo que tocava os próprios seios. Nathan sentiu a virilha doer. Não querendo esperar muito antes de cometer um pequeno desastre, ele se aproximou dela para roubar-lhe um beijo agarrando-lhe os seios apertando e puxando os mamilos. As bocas se perderam e Stana não entendeu como, mas acabou sentada sobre o membro dele antes que se desse conta.

Em questão de minutos, eles adentraram o mundo do prazer. A primeira vez, ela jogou o corpo para trás tremendo em seus braços, então o segundo orgasmo poderoso pegou-o de surpresa. Talvez pela maneira como ela se movimentava, de repente o atingiu quase que explodindo sua mente.

Mais relaxados, Nathan deitou-se com as costas no peito dela. Com uma esponja, ela fazia caricias ao passar o sabonete e massagear a pele. Trocavam beijinhos de vez em quando conversando sobre assuntos diversos. Numa hora, ela comentou sobre saudade.

- Sabe, vai ser bem difícil passar um mês longe de você. Vou sentir saudades – ele a fitou sorrindo.

- E você acha que eu também não? Estou mais do que acostumado, especialmente dormir ao seu lado. Teremos que lutar contra a saudade nos comunicando todos os dias, Staninha.

- Não poderemos fazer isso todos os dias, estarei no deserto, esqueceu? Mas, prometo que sempre que possível eu ligarei para você – ela que mantinha as pernas enroscadas na cintura dele, apertou-as um pouquinho para mexer com Nathan.

- Hummm... não faz isso porque assim perco a concentração e tenho um assunto importante para tratar com você. Anne. Lembra que ela quer comemorar seu aniversário, não? E exigiu a presença dos três. Confesso que já maquinei na minha cabeça, porém não encontrei uma solução, ainda. Temos pouco tempo, você embarca no dia primeiro, certo?

- Não, dia 2. As gravações começam dia 4.

- Mesmo assim, pouquíssimo tempo. Lembre-se que um desses dias será de Anne – vendo-o brincar com os seus dedos dos pés, ela reparou nas condições deles.

- Meus dedos estão enrugados. Sabe o que isso significa? Que passei tempo demais nessa água.

- Mas está tão bom, tão gostoso aqui... – Nathan retrucou fazendo biquinho, mas logo reconheceu que já ficaram tempo demais ali – tudo bem, você manda. O que quer fazer em seguida?

- Tem alguma degustação de vinhos hoje? Ah, quero ir na lojinha comprar algumas garrafas desse vinho sensacional. Precisamos ter em casa e vou levar pelo menos uma garrafa dele comigo para a viagem. Em caso de emergência, sabe.

- Emergência? E o que seria uma situação dessas? – ele perguntou curioso.

- Quando eu sentir muita falta de você, dos nossos momentos. Posso tomar para recordar.

- Hum, interessante. Bom ponto. Vamos lá, sim. Prometo que não demoro muito para ficar pronto – ele se levantou deixando um vazio na banheira e a sensação de frio pela falta do contato da pele. Mesmo assim, sabia que precisavam aproveitar o último dia na vinícola.

Meia hora depois, eles estavam prontos caminhando pela pequena estrada de pedras que contornava a casa principal da vinícola. Ela optou por não secar o cabelo no secador e sim ao ar livre. Ao natural, Nathan se admirava de tanta beleza. Confirmaram na recepção que não havia degustação, porém o almoço seria especial. Na lojinha, ela examinava os vinhos separando aqueles que já provara durante sua estadia. Mas havia um em particular que era seu preferido. O tinto Chianti era diferente. Sempre que tomava, ela não sabia explicar porque a sua reação aquela bebida era tão louca, tão fora do comum e ela adorava a sensação.

Após pensar bem, decidiu-se por uma caixa de seis garrafas e mais uma individual para, como já dissera antes, emergência. Havia taças com design excelentes e não resistiu de comprar. Além disso, embalagem para garrafas de vinho térmicas igualmente lindas. Satisfeita com a sua decisão, ela se dirigiu para o caixa a fim de pagar a conta, porém ele a impediu. Fez questão de pagar. Os itens seriam entregues no quarto. Passaram tanto tempo na loja que ao sentir o estomago doer, Stana se surpreendeu ao perceber que já eram quase duas da tarde.

Seguiram de lá direto para o restaurante. O Buffet estava especial e você ainda podia escolher pratos diretamente do cardápio. Fora isso, após comerem muito bem, Nathan falou ao garçom que era aniversário dela. Com isso, Stana ganhou um mini bolo especial com direito a parabéns a você e uma sobremesa a sua escolha por cortesia da casa.

Após terminarem a refeição, ele pediu dois expressos. Degustando o café, ela virou-se para fita-lo entrelaçando seus dedos nos dele.

- Eu te amo, sabia?

- Eu sei... também te amo, Staninha. Muito. Demais.

Terminaram a refeição perto das quatro da tarde, Nathan sugeriu que arrumassem as coisas e pegassem a estrada. Ele queria chegar antes da meia-noite em casa. Claro que era exagero, pois o tempo de viagem era de seis horas. Antes das quatro e meia, eles deixaram a vinícola. A estrada estava tranquila e Nathan acabou pisando um pouco mais, o que facilitou e diminuiu o tempo de chegada em Los Angeles. Com apenas uma parada em uma rest área para irem ao banheiro e comprar café, eles seguiram rumo ao destino final.

Stana nem acreditou quando o carro adentrou a garagem da casa de Nathan por volta das dez e meia. Estava cansada, porém extremamente satisfeita pelo fim de semana proporcionado pelo maridão. Uma excelente comemoração de aniversário. Durante o dia, ela tinha recebido vários telefonemas inclusive de sua mãe e seus irmãos exceto de Marcus. Esperava que Anne quisesse falar com ela.

De certa forma, isso a deixou um pouco triste. Não esperava que a menina a ignorasse. Quando Nathan entrou no quarto, a encontrou deitada já de camisola. Percebeu uma mudança no semblante dela que não estava lá antes. Sentando-se ao lado dela na cama, ele prendeu uma mecha atrás da orelha dela e beijou-lhe a testa.

- O que foi, Staninha?

- Nada.

- Pelo olhar e seu semblante, nada é muita coisa. Eu conheço você. Conte – ela fitou o rosto dele formando um pequeno sorriso amarelo no canto da boca. Suspirou.

- Anne não me ligou. De todas as pessoas que sequer imaginei que me contatariam, ela certamente era uma que esperava ansiosa. Não sei o que aconteceu. Quer dizer, ela queria inclusive comemorar comigo, não pode ter esquecido.

- E não esqueceu. Lembra quando eu falei que você estaria viajando? Para ela era verdade. Meu celular tinha descarregado e não me atentei. Acabei de checar e havia duas ligações dela e uma mensagem pedindo o telefone pra falar com você. Confirmei que era o seu numero mesmo há cinco minutos. Deve tocar a qualquer momento. E bastou calar-se para o celular de Stana começar a tocar. Atendeu.

- Alo?

- Tia! – Anne gritou do outro lado da linha cantando “parabéns a você” aos berros. Imediatamente, ele notou que o brilho no olhar retornara. Ela começou a gargalhar ao telefone. A menina tagarelava desejando milhares de coisas para a tia devido ao aniversario. Stana conversou animadamente com a sobrinha por quase meia hora. Quando estava prestes a desligar, Anne a encurralou perguntando.

- Tia, quando vamos comemorar juntos? Eu, você e o tio? Vai demorar muito onde está ainda?

- Volto daqui a dois dias. Não falei com o seu tio a respeito disso. Vou ligar para ele e quando estiver de volta em casa, ligo para confirmar nosso passeio.

- Ta bom. Eu te amo, tia Stana. Um tantão enorme, maior que o mundo.

- Eu sei, e eu te amo mais que a galáxia inteira.

- A galáxia é maior que o mundo, não? Porque contém todos os planetas e as estrelas. Tio Nathan me disse isso.
- Ah, seu tio e sua obsessão por planetas, foguetes e ficção. Que bom que anda lhe ensinando coisas boas.

- O tio Nathan é muito inteligente que nem o Castle. Ah, tia! Tomara que tenha logo um bebezinho. Anne quer muito cuidar dele. Anne não vai ter ciúmes. Precis dormir, tem escola amanhã.

- Tudo bem. Boa noite, docinho.

- Boa noite, tia Stana.               

Ao desligar o telefone, ela sorria. Achava incrível a capacidade da sobrinha de comentar sobre diversos assuntos em questão de minutos. Nathan tinha que encontrar uma forma de comemerar a data com os três para satisfazer a vontade da menina. Ele a deixara sozinha para ter privacidade ao conversar com Anne. Saindo do quarto, encontrou-o na cozinha servindo-se de um copo de suco de laranja. Fora um longo dia e um agitado fim de semana.

Abraçou-o por trás beijando-lhe o pescoço.

- Não vem para a cama?

- Já estava indo. Quer alguma coisa? – se desvencilhando dele, Stana abriu a geladeira pegando um cacho de uva. Mordeu a primeira displicentemente na frente dele. Depois a segunda. Enroscando seu braço no dele, ela comia calmamente as uvas roxas – acho que isso responde a minha pergunta. Vamos, Staninha – quando chegaram ao fim da escada, ele tornou a perguntar – e como foi com Anne? Ela te cobrou quanto a festa?

- Você sabe que sim. Ela insiste na nossa festinha a três. Dessa forma, vamos ter que encontrar um passeio que satisfaça e mostre o nosso comprometimento. Coloque sua mente mirabolante para funcionar, amor – eles deitaram e adormeceram praticamente em minutos.

No dia seguinte, Nathan aproveitou que Stana tinha um compromisso na sua agencia por conta dos próximos trabalhos para pesquisar a ideia que tinha em mente e apresenta-la a Anne. A aprovação dela era mais importante do que a da tia. Pensara em levar as duas para San Diego. Da ultima vez que estivera na cidade, ele frequentou um novo restaurante que abrira no píer. Lembrava-se que o lugar possuía umas salas privativas que podiam ser alugadas para festas nas quais não se tinha nenhuma interação com o resto do restaurante. Essa poderia ser uma saída para a comemoração do aniversário de Stana.

Ele pensava em tornar essa parte um pouco surpresa porque pretendia realmente criar um clima de aniversario, não apenas um jantar. Daí vinha a segunda ideia. Mandar Anne e Stana para o zoológico de San Diego enquanto ele cuidava de tudo. Convencido de que seu plano pudesse dar certo, ele pegou o telefone para conversar com o dono do local. Explicou a necessidade do encontro ser completamente privado, disse o que queria do restaurante e teve sua ideia aprovada para execução dali a dois dias.

Levariam duas horas e meia para chegarem na cidade de San Diego e enquanto elas se fivertiam passando um tempo juntas no zoológico, ele cuidaria do resto. Precisava falar com Anne. Na noite anterior, ele havia pedido para a menina uma forma segura de se comunicar com ela sem que os pais desconfiassem. Para sua surpresa, a menina disse que bastava enviar uma mensagem para o email dela que ligaria em seguida. Sim, Anne tinha email!

Seguindo a orientação recebida, ele enviou o email. Dez minutos depois, seu celular tocava. Não poderia ser outra pessoa. Anne.

- Oi, tio Nathan! Recebi sua mensagem. Tudo bem?

- Tudo ótimo, princesa. Estou ligando para combinarmos nossa festinha de comemoração com a sua tia. Ela chega amanhã e quero ir na quarta-feira para San Diego com vocês. Quer ouvir minha ideia?

- Claro!

- Decidi que iremos todos para San Diego. Lá, você e Stana vão fazer um passeio no zoológico. Aquele lugar é fantástico. Sei que você irá adorar passar um tempo com a sua tia, brincando, trocando carinhos, conversando...

- Mas, tio e você? Eu disse que queria sair com vocês dois!

- Eu sei, Anne. Ainda não terminei de lhe contar toda a minha ideia. Vou precisar da sua ajuda para enganar sua tia. Vou dizer a ela que vocês vão para o passeio e a noite iremos jantar em um lugar reservado. Só que ela vai pensar que é um simples jantar. Ai que entra a surpresa. Vou preparar um lugar com direito a balões, bolo, brigadeiro e faixa de aniversario, além do jantar também.

- Doces? Brigadeiros? Ah, tio! Vai ser muito legal!

- Acha que podemos enganar sua tia? Você não poderá dizer nada para ela quando estiverem no zoo.

- Prometo que não vou dizer nada. Quero um bolo bem bonito para a tia. Quem vem me buscar? Você?

- Não, para manter o nosso disfarce sua tia ira lhe buscar. Eu vou convence-la direitinho.

- É a sua especialidade, né tio? Basta encher a tia de beijos – Nathan riu com o comentário.

- Bem por ai. A gente se fala, um beijo minha sobrinha linda.

- Beijo, tio.            

Quando Stana voltou para casa, ele estava no escritório ao telefone com Michelle acertando detalhes de viagens durante o hiatus. Pela primeira vez, ela sentia a proximidade da separação iminente. Era um sentimento agridoce. Ao mesmo tempo que estava feliz em desenvolver trabalhos diferentes da sua personagem fixa, ficava a sensação de vazio ao ter que passar um tempo longe dele. Pelo menos tinha uma boa noticia para dar a Nathan.

Como percebeu que a conversa demoraria um pouco mais, ela decidiu preparar um lanche na cozinha. Não almoçara grandes coisas então umas panquecas vinham bem a calhar. Meia hora depois, ela colocava na mesa o prato com as panquecas quentinhas, o mel, manteiga e calda de frutas vermelhas porque sabia que Nathan não dispensava as panquecas doces, se duvidar queria o chocolate, problema que ela resolveu preparando um mocacchino para ambos.

Quando ia chama-lo, ele apareceu atraído pelo cheiro.

- O que esta rolando nessa cozinha? O cheiro está ótimo.

- Panquecas e café. Que tal fazer um lanchinho? – ela apontou o lugar onde ele deveria sentar, o que Nathan fez tranquilamente já pegando a caneca com a bebida quentinha.

- Sua reunião foi muito boa, não? Chegou inspirada para cozinhar.

- Inspirada ou morta de fome? Mas você acertou. A reunião foi ótima, mas antes que me pergunte, nada relacionado com Castle. É sobre meu projeto de hiatus. Aquele que disse estar em negociação. Ele foi aprovado e eu fui aceita. Chama-se Sisters cities.

- Parabéns, Staninha – ele disse enchendo a panqueca de calda vermelha.

- Sabe o que é melhor nisso tudo? O filme será rodado aqui mesmo em Los Angeles, o que significa que estarei de volta a cidade mais cedo do que imagina. As filmagens começam em junho.

- Isso realmente é uma boa noticia, apesar de ter compromissos com eventos, passarei a maior parte do tempo em junho cuidando de ConMan. Parece que esse hiatus não será tão ruim como imaginava – ele colocou um pedaço de panqueca na boca – hum, isso está muito bom. Não vai comer?

- Claro que sim. Estava apenas preparando meu mocha – ela sentou-se ao lado dele e começou a espalhar a manteiga e o mel sobre sua panqueca – seus projetos estão fechados? Vi que estava no telefone falando de datas e reservas.

- Sim, tudo acertado. O resto é com Michelle. Também tenho novidades. Achei o passeio perfeito para nós e Anne. Iremos para San Diego.

- Nate, somos alvos fáceis lá! Especialmente você. Não podemos nos expor desse jeito.

- É ai que está a diferença da minha proposta. Você e Anne irão para o zoológico curtir um tempo sozinhas entre tia e sobrinha. Mais tarde, eu encontro vocês para jantarmos em um novo restaurante na baia de San Diego. É um lugar super transado que conheci na ultima vez que fui a cidade, ao contrário do que você possa pensar, a privacidade é uma das características principais do lugar. Você reserva um espaço que eles chamam de box para você realizar seu jantar particular e não tem contato com as pessoas do restaurante. Eles utilizaram uma estrutura de armazéns, por isso puderam ter muto espaço para criar esses ambientes.

- A ideia parece ótima, mas não acho que Anne ira concordar com isso. Ela quer nós três juntos. E nem sabe se essa privacidade é verdade mesmo...

- Ela já topou. Conversei com ela mais cedo. Adorou a ideia. E não se preocupe com a segurança, vai funcionar. Conversei com o dono e ele me garantiu que não corro risco. Lógico que não mencionei nada sobre você, disse que queria um momento intimo com uns familiares sem interrupções. Vai dar tudo certo.

- Ta bom. Quando iremos?

- Na quarta. Você pega Anne cedo e saímos juntos daqui de casa. Você me deixa no centro e segue para o zoológico com ela. Voltaremos a nos encontrar as sete horas no píer. Vou lhe dar o endereço.

- Pensou em tudo, babe... – ela se aproximou e deu um beijo carinhoso nele para distrai-lo e roubar um pedacinho da panqueca com a calda de frutas vermelhas – hum, essa mistura está boa – disse colocando o doce na boca.

- Amanhã você liga para Anne, faz o convite e conversa com a mãe dela. Aposto que não terá problema se disser que vai embora em dois dias. Vamos nos divertir muito, Staninha. Agora, que tal me contar um pouco mais sobre esse seu projeto enquanto tomamos um banho de piscina?

- Tudo bem.

Eles passaram o resto da tarde de molho na piscina. Na verdade, após falar com Michelle, ele havia cancelado sua agenda daquela semana. Queria aproveitar os dias ao máximo ao lado dela. Marcara sua primeira viagem para Portland no dia dois, assim ele e Stana começariam as atividades do hiatus juntos. Na véspera de viajar, ele se programara para cozinhar novamente para sua esposa e tomar um vinho daqueles especiais.

Naquela noite como dois preguiçosos, eles se esparramanram no sofá com a companhia de pizza e cerveja para assistir seriados juntos. Stana se recusava a ver qualquer serie procedural. A escolha foi Scandal. Ela adorava ver Kerry atuando, mas sua personagem preferida era Abby, Darby estava simplesmente perfeita nesse papel.

Não aguendando de ansiedade para falar com a sua sobrinha, mas antes que ela conseguisse pegar o celular e discar o numero do irmão, a campainha tocou. Nathan foi abrir a porta, deparou-se com Dara a sua frente.

- Ah que bom que estão em casa. Não queria dar viagem perdida.

- Oi, Dara! Entre. Está sozinha? Cadê o Chad?

- Estou sozinha, sim. Chad saiu com os amigos. Eu queria vir com ele somente amanhã, mas não aguentei. Preciso conversar e contar uma novidade para vocês. Cadê a Stana?

- Deve subido as escadas, para o caso de ser alguém estranho ou um amigo que não conhece a nossa rotina. Vou chama-la. Sente-se e fique a vontade. Estávamos comendo pizza e fazendo maratona no netflix. Quer uma cerveja?

- Aceito – Nathan foi até a geladeira e retirou uma garrafa entregando para a amiga – obrigada.

- Volto já. Apenas não tire a pausa da TV! Stana não ia gostar nada.

Cinco minutos depois, ela descia as escadas sorrindo com Nate atrás de si.

- Dara! Que surpresa! Você deu sorte de nos pegar em casa hoje.

- Que bom porque preciso mesmo conversar com vocês – ao observar melhor seu semblante, Nathan percebeu o mesmo olhar preocupado e inquieto do dia do jantar. Estava acontecendo alguma coisa.

- Noticia boa? – Stana perguntou sentando-se de frente para ela.

- De certa forma. Eu queria vir conta-la pessoalmente porque vocês são amigos e pessoas importantes para mim. Vocês me acolheram muito bem em Castle, confiaram seu segredo mais intimo a uma quase estranha face as circunstancias. Quer dizer, eu era uma novata vocês estão a sete anos convivendo com pessoas incríveis. Significou muito para mim – Dara engoliu em seco, Nathan e Stana se entreolharam. Será que era o que vinha a mente deles? – droga! Isso esta sendo mais difícil do que pensei – ela tomou um gole da cerveja.

- Dara, por acaso você vai sair de Castle? – Stana perguntou sem rodeios.

- Para responder sua pergunta, tenho que contar o que aconteceu há um mês atrás. Assim que terminei de gravar meu episódio solo, estava super feliz recebendo os cumprimentos dos colegas, os diretores comentaram que fora uma boa aposta separar a dupla ChaDara e tal. Parecia que uma nova fase estava se iniciando. E realmente eu tinha razão, não do jeito que imaginava. Eu estava editando o episódio do avião quando recebi uma visita de uma amiga também escritora na minha casa. Conversa vai, conversa vem, ela me comentou que estava trabalhando na CW como roteirista de uma série e viu que estavam a procura de escritores para uma outra atração do canal que havia sido renovada para uma segunda temporada. Pensou logo em mim, esse era o motivo da visita.

- Então, você vai trabalhar para a CW?

- Eu não sabia que eles iriam gostar mesmo do roteiro que escrevi. Fiz mesmo para retribuir o favor que ela me fez ao se lembrar de mim. Eu nem conhecia a série direito. Assisti a um resumão e confesso que me diverti muito. O roteiro, nas palavras da criadora da série, foi perfeito. Ela me enviou uma proposta, agendou uma reunião e eu não sabia o que fazer. Estava bem em Castle, amo aquele estúdio, o jeito de trabalhar, a dinâmica da serie. Mas...

- A CW lhe tratou bem melhor que a ABC, não? Isso não me espanta. Estamos indo para o nosso oitavo ano com a emissora e passamos por situações estranhas nessa serie – disse Nathan – confesso que no jantar aqui em casa, desconfiei que havia algo acontecendo com você. Não comentei para não estragar o clima daquela noite especial.

- Você agiu certo. Eu tinha recebido a noticia no inicio daquela semana. Terri e Andrew já sabiam. Eu tinha o dever de contar a vocês pessoalmente. Não é nada contra Castle, eu amo o show. Porém a oportunidade de participar de um show praticamente começando com um reconhecimento e salário de produtor, não pude dizer não ao desafio. O cargo é de escritora fixa. Assinarei todos os episódios. Stana, fala alguma coisa!

A atriz estava calada prestando atenção ao que Dara dizia. Por dentro, ela conseguia se imaginar no lugar de Dara. Sentindo o turbilhão de emoções que faziam seu coração disparar dentro do peito. Estavam falando da saída de uma escritora, porém Stana não podia deixar de pensar que podia ser ela ali na frente dizendo que ia embora.

- Stana? Por favor...

- Desculpe, eu estava absorvendo a noticia. Nossa! – ela passou as mãos nos cabelos – parabéns, Dara. Sei que é importante para você, somente estou surpresa. Estou perdendo minha fada madrinha... – ela se levantou do sofá para dar um abraço em Dara.

- Não diga isso, Stana. Eu sempre serei sua fada madrinha, não abro mão do titulo. E não estou abandonando vocês, continuo na mesma cidade, no mesmo ramo de atividades e Chad continua trabalhando com vocês. Pode ajuda-los se precisarem dar uma escapadinha.

- Não será a mesma coisa, perderei minha psicóloga.

- E celular existe para que? Vamos, Stana. Confesso que é difícil aceitar de primeira. Eu mesma demorei para entender o que seria sair de Castle, não ir com Chad para o Raleigh, a gente se acostuma com certas rotinas. Mas, estou feliz. É uma nova fase, se der certo continurei na série, se der errado... sempre posso pedir ajuda a Terence e Alexi, eu não fechei as portas em Castle, sabe?

- Bom saber disso, mas Dara, você brilhara na CW. Eu sei disso. Você é uma excelente escritora – disse Nathan – aquele seu último episódio do avião provou isso, conseguiu escrever uma história praticamente somente com Castle e a filha sem perder o interesse do público, e ganhou a admiração deles.

- Obrigada, Nathan.

- Por acaso você pode revelar o nome da série?

- Não devo, acordo de confidencialidade. Para vocês abro uma exceção. Irei trabalhar em “Jane, the virgin”.

- Comédia! Sempre achei que você tinha uma veia para o gênero. Vai se dar muito bem, Dara. Acho que esta na hora de brindar ao seu novo desafio e provável sucesso. Concorda, Staninha?

- Concordo. Vou pegar a champagne – quando ela se afastou, Dara comentou.

- Ela não esta feliz com a noticia. Não recebeu muito bem a mudança.

- É apenas questão de tempo. Você sabe como Stana é sentimental e apegada ao show. Todos somos uma grande família. Acredite, ela está feliz por você.

Stana voltou com a garrafa e as taças. Após servir as bebidas, sentaram-se para ouvir detalhes de como Dara encarou essas ultimas semanas. Logo estavam rindo de algumas situações descritas pela escritora. Duas horas depois, ela deixou a casa de Nathan mais aliviada ao se despedir dos amigos. Fizera bem em procura-los com antecedência. Seria terrível descobrir através de um tweet na internet.

Na cama já prestes a dormir, Stana suspirou antes de soltar o comentário.

- Tudo está realmente mudando. Terri, Andrew e agora Dara. Não consigo deixar de pensar que posso seguir o mesmo caminho.

- Você não vai. Tenho certeza que irão aceitar sua proposta. Não perca o sono por causa disso. Amanhã é um novo dia e você tem um compromisso. Ligar para Anne, certo?

- Certo – beijando-o desejou boa noite.

A ansiedade de Stana fora logo suprida assim que terminou o desjejum. Pegando o telefone, ela discou o numero do irmão. Depois de uma longa conversa com Marcus e algumas noticias de família, ela falou que estava viajando dali a três dias, portanto gostaria de passar um dia com Anne. Afinal não tivera a chance de comemorar seu aniversário ao lado de sua princesa. Sabendo da loucura e do carinho de sua filha pela irmã, ele cedeu e chamou a menina para falar com a tia. No instante que pegou o telefone, Anne já veio rindo e gritando o nome da tia.

- Tia Stana!!! Você chegou! Estou com muita saudades. A tia vem ver Anne?

- É por isso que estou ligando. Vamos para San Diego amanhã? Pensei em irmos fazer um passeio naquele zoológico maravilhoso e depois comemoramos meu aniversário. Topa?

- Claro! A tia vem me buscar?

- Vou sim. Estarei ai bem cedo. Esteja pronta as oito da manhã. E leve um vestido bonito para quando formos jantar. Combinado?

- Combinado! Não vejo a hora de encher a tia de beijos.

- Beijo, linda. Te vejo amanhã. 

Quarta-feira

Anne não mentiu quando dissera que encheria a tia de beijos. Ela atacou Stana. Agarrou os cabelos, acariciou o rosto, abraçou-a, passaram quase cinco minutos entretidas uma com a outra culminando em um ataque de cócegas para fazer a sobrinha parar. Quando finalmente voltou a atenção ao volante, a menina fez a tão ansiada pergunta que não poderia pelo telefone.

- Tia, o tio vai também? Eu disse que ia comemorar seu aniversário com ele.

- É claro que vai. Estou indo para a nossa casa busca-lo. Iremos para San Diego todos juntos, mas seu tio não poderá ir ao zoológico conosco, você sabe porque. 

- Ah.... então o seu aniversario vai ser somente de noite, quando eu, você e o tio formos para o restaurante – ela logo arrumou suas vidas. Isso despertou o riso de Stana. Demorou apenas quinze minutos para chegar a casa de Nathan. Novamente, houve outra chuva de carinhos com beijos e abraços para o tio. Ambos corriam e se divertiam perseguindo um ao outro no quintal para matar as saudades das brincadeiras, tudo isso enquanto Stana terminava de colocar suas coisas no carro. Anne trouxera sua mochila e não entregara por nada a tia. Ela imaginou que havia um motivo para isso. Com tudo pronto, ela chamou pelos dois.

- Anne! Nathan! Está tudo pronto. Hora de ir. Cadê vocês? – ela foi surpreendida por trás com os dois atacando-a com cócegas – seus loucos! Parem... temos uma estrada para pegar. Anne, você está alagada! Vem aqui para eu arruma-la novamente e você, Nathan, vê se faz algo que preste. Feche a casa e de um jeito nessa cara.  

- Sim, mamãe – Anne gargalhou pela forma que ele falou fazendo careta para Stana. Acabaram saindo de casa as nove horas da manhã. Chegaram a San Diego quase ao meio-dia. Stana decidiu parar em algum lugar para comer antes de seguir para o passeio no zoo. Nathan se separou delas no centro marcando de se encontrar as sete na baia de San Diego.

Na lanchonete, Stana pediu um suco de frutas natural e pedacinhos de frango com macarrão e queijo para a menina, uma salada e suco para seu almoço. Concordou em comprar um cookie de chocolate de sobremesa. Sabia que mais tarde no zoológico, Anne provavelmente iria querer sorvete ou pipoca. Hoje era dia de festa, portanto não ia implicar com a alimentação da menina. Ao terminarem a refeição, Stana se levantou da mesa perguntando.

- Pronta para se divertir, docinho?

- Sim! – entraram no carro para uma nova aventura entre tia e sobrinha, o zoológico as esperava.   
 
Enquanto Stana divertia-se com a sobrinha no zoológico, Nathan tratava de preparar todos os detalhes que prometera para uma festa de aniversário a caráter e ao gosto de Anne. Comprou chapéus, balões, uma faixa enorme de “Feliz Aniversário”, pratinhos e tantas outras coisinhas bem coloridas e interessantes. Em seguida, era a vez dos doces. Queria um bolo de dois andares, cupcakes e o famoso brigadeiro. Fora a uma doceria que conhecia muito bem na cidade. Satisfeito com as compras qie realizara, era hora de arrumar a pequena festa. Stana não tinha ideia do que a esperava.

Chegando ao restaurante em San Diego Bay, ele conversou com o proprietário, confirmou sua reserva e o cardápio da noite e pegou a chave para arrumar o local. No box, Nathan cuido primeiro da faixa de aniversário, os enfeites de parede e os balões. Depois, afastou algumas mesas encostando-a na parede para colocar sobre elas pratos, copos, os doces e o bolo, queria deixar tudo perfeito para aquele momento em família.

Enquanto isso no zoológico, Stana e Anne acabavam de visitar a jaula dos leões. Iam ver os elefantes quando a menina avistou o carrinho de sorvete. Sem pensar duas vezes, ela correu para pedir uma casquinha a tia. Stana também não resistiu ao colorido e aos sabores disponíveis a sua frente. Pediu uma casquinha para si também. Indicando um banco, ela sentou-se com a menina ao seu lado para saborear o sorvete. Assim que acabaram, deu sede. Em frente a jaula dos elefantes havia um vendedor de limonada. Elas dividiram um copo bem gelado.  

Já tinham percorrido todo o zoológico quando Anne pediu para ir ao banheiro. A tia ficou esperando-a do lado de fora. Checando o relógio, percebeu que eram quase seis da tarde.

- Anne, são quase seis horas. Temos pouco tempo mais aqui. Melhor sairmos daqui por volta das seis e meia. O que mais você quer ver por aqui?

- Podemos ir a lojinha? Já vimos todos os bichos, tia.

- Tudo bem, lojinha será.

Anne se deliciava observando as camisas, lacinhos, canetas e bloquinhos disponíveis na lojinha. A tia acabou comprando um monte de coisinhas para a sobrinha inclusive uns brinquinhos de animais que encantaram a menina. Com as sacolas em mãos, elas deixaram a loja.

- Podemos encontrar seu tio agora? Estou ficando com fome. Será que vou ganhar presente, Anne? – a menina olhava com cara de mistério para a tia – por que não coloca a sua sacola na mochila, assim fica com a mão livre.

- Não precisa, tia. A minha mochila já tem coisa demais.

- Falando nisso, você não vai trocar de roupa? Podemos aproveitar o banheiro do zoológico – Stana apontou para a porta que ficava próxima a saída.

- Então, a tia espera aqui e Anne vai trocar de roupa.  

- Não quer que eu te ajude?

- Nãooo... Anne sabe se vestir! Volto já! – Stana ria do jeito da sobrinha. Aproveitando que a menina estava ocupada, ligou para Nathan a fim de saber por onde ele andava. No segundo toque, ele atendeu.

- Oi, amor! Como está o passeio?

- Muito bem, e você já está indo para o restaurante?

- Daqui a pouco, aproveitei para acertar alguns compromissos em julho e fazer umas comprinhas. Não se preocupe, não foi presente para você.

- Acho bom! Já estamos saindo daqui. Encontramos você na baia.

- Ótimo, beijo.

Nesse instante, Anne saiu do banheiro usando uma saia preta, uma blusa branca com um ursinho rosa e uma jaqueta preta. A botinha nos pés completava o look.

- Você está linda, docinho! Tio Nathan vai adorar!   

- E a tia não vai se vestir?

- Vou sim. Na verdade, somente trocarei minha blusa e arrumarei o cabelo. Você vem comigo? – ela saiu arrastando a sobrinha de volta para o banheiro. Retirou a camiseta simples que usava e colocou uma blusa de seda amarela que combinava com a calça preta que usava. Ajeitou a maquiagem e o cabelo.

- Então, como eu estou para comemorar meu aniversário ao lado das duas pessoas que mais amo na vida?

- Linda, tia. Você poderia usar um saco de lixo e ainda ia ficar bonita.


- Obrigada, docinho. Agora vamos andando, não podemos deixar o tio Nathan esperando muito – de mãos dadas, elas deixaram o zoológico sem saber da surpresa que a esperava.            


Continua....

Um comentário:

Marlene Brandão disse...

AAAAH!!!!!
Bateu até a vontade de tomar um vinho despois desse início de cap
Nathan organizado a festinha dela ficou demais,
o que dizer do momento entre tia e sobrinha? !
Muito cutie ♡_♡
Dara,vou sentir falta da fada madrinha Stanathan =/
Mal posso esperar pra descobrir o que tem na mochila da pequena Annie :)