segunda-feira, 31 de agosto de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.52


Nota da Autora: Desculpem a demora. mas tive uns probleminhas de saude. Estou de volta. E a nossa pequena adorada tambem! Espero que gostem do capitulo, as fics estao atrasadas, nao se preocupem, chegarei no ritmo de novo. Enjoy! 


NC17....be aware!


Cap.52  

          
Quando estacionou o carro na baía de San Diego, Stana não tinha ideia de como abordaria sobre a reserva no restaurante, por isso decidiu ligar para Nathan. No segundo toque, ele já atendeu.   

- Oi, amor. Estamos aqui na baía. Estacionei o carro na área privada. Como eu faço para chegar ao restaurante? Você já está por aqui, não?

- Estou sim. Vou buscar vocês na entrada do estacionamento. Apenas me de uma referência de onde estão.

- Ta, espere um pouquinho – ela saiu do carro de mãos dadas com a sobrinha, assim que passou pela entrava, viu um logo da coca-cola acima de uma placa que dizia La Taverna. Não havia melhor lugar para encontra-las – estamos debaixo da placa do La Taverna. Tem um logo da coca também.

- Sei onde fica. Estarei ai em cinco minutos. Podem me esperar – Stana desligou o celular e caminhou ate a placa.

- Seu tio já está vindo – Nathan não demorou nem cinco minutos. Logo puderam enxerga-lo acenando na direção delas. Beijando a menina e segurando em sua outra mão, ele as guiou até a entrada do box que reservara para o seu jantar. Tirando um cartão magnético do bolso, ele virou-se para as duas sorrindo.

- Bem, aqui estamos. Prontas para comemorar o aniversário da sua tia em grande estilo?

- Pronta! – a menina gritou sorrindo alegremente.

- Para que tanto mistério para um simples jantar? – Stana perguntou, porém ao invés de ter uma resposta, Nathan abriu a porta indicando o que a esperava. A cena que viu a surpreendera de maneira positiva porque não imaginava nada daquilo. Uma das paredes do local estava repleta de balões azuis e prata, uma faixa enorme de feliz aniversário nas mesmas cores, imagens de unicórnios e corações por todos os lados. Uma mesa com toalha branca continha um bolo de dois andares, docinhos comuns em festas infantis incluindo os brigadeiros, chapéus e copinhos coloridos. Do outro lado da sala, a mesa de jantar com quatro lugares devidamente arrumada como manda as regras da etiqueta e um balde de gelo com uma garrafa de champagne gelando.

- Nossa! Você fez tudo isso? – ela olhava admirada para ele.

- Bem, tive uma certa ajudinha com as cores e o tema – ele esbarrou o corpo em Anne piscando para ela, rapidamente trocaram um hi-five.

- Você sabia, Anne? – a menina balançou a cabeça afirmativamente e não aguentando mais correu para abraçar a tia.

- Feliz Aniversário, tia Stana! – encheu-a de beijos. Sorrindo, a tia retribuía o carinho da menina. Ainda balançada pelo trabalho que o marido tivera para arrumar tudo aquilo, ela aproximou-se dele envolvendo seu pescoço com os braços para beija-lo. Anne observava o jeito dos dois ansiosa. Lembrou-se de algo importante e começou a remexer na mochila. Isso deu uma certa privacidade para Stana se demorar nas caricias com Nathan.

- Não precisava fazer tudo isso, babe... – ela sussurrou ao ouvido dele – era para ser apenas um jantar.

- E será, mas não podia frustar uma garotinha. Anne queria uma festa, sendo assim você ganhou uma festa exatamente do jeito que ela imaginava.

- Você não existe, sabia? Vai ser muito bem recompensado por isso – de repente sentiu um puxão na jaqueta.

- Tia, tia! Está na hora do presente! – a garota carregava um pequeno embrulho com um laço de fita cor de rosa. Stana podia ver a excitação da sobrinha esperando para entregar a caixa. Nathan se distanciou um pouco dela para dar espaço e vez a Anne. Gostava de ver a interação entre tia e sobrinha porque isso despertava o lado maternal de Stana.

- Presente para mim, docinho? Não precisava! Apenas você estar aqui comigo já é um presente. Mas estou curiosa para saber o que vou ganhar – ela se aganhou próximo a menina para receber a caixa. Anne abraçou a tia de novo, beijou e por fim entregou o presente. Stana desfez cuidadosamente a fita rosa, abriu a caixa e não pode deixar de sorrir. Dentro, estavam quatro pulseiras coloridas, preta e prata, vermelha, branca com azul e dourada. Todas feitas com missangas e pérolas. Um trabalho delicado e bem ao gosto de Stana. Ela pegou as pulseiras colocando-as no braço. Ficaram perfeitas.

- Que lindas! Adorei as cores e como são delicadas.

- Fui eu quem fiz. Minha professora de artes ensinou na sala e pedi para a mamãe comprar o material para mim. Queria fazer uma surpresa bem bonita no seu aniversario, tia.

- Você fez? Nossa! Está muito bonito. Você leva jeito, Anne. Pode até vender. Adorei – ela abraçou a menina com força e beijou-a. carinhosamente, ajeitou os cabelos da sobrinha – amo tanto você...docinho, você é uma menina muito especial. Se algum dia tiver uma filha quero que ela seja igual a você – Nathan percebeu que a esposa estava emocionada. Ele também sentiu o coração bater mais forte com a revelação de Stana. Ambos foram surpreendidos pela colocação da menina feita a seguir.

- Tia, ela não pode ser igual a Anne, todos são diferentes e Anne é única. Mas prometo que se a tia tiver uma bebezinha, eu ajudo e ensino a menina a ser educada e amar muito a tia e o tio.

- Oh, Deus! Vocês são meus dois tesouros – Stana disse olhando para Nathan e para Anne – isso merece um abraço coletivo – e puxou-os para perto de si. Depois de desvencilhar-se dos braços calorosos da tia, a pequena pediu.

- Obrigada, tia. Mas será que podemos comer? Estou com muita fome e quero esses brigadeiros – rindo Nathan apontou a mesa para elas. Após sentarem, ele apertou um botão na lateral da mesa especifico para chamar o atendimento do garçom. Ele adentrou o local por uma porta aos fundos trazendo o menu. Aproveitou a pedido de Nathan serviu a champagne para ele e Stana. As variedades de comida eram muitas, o lugar era especializado em cozinha contemporânea, tinha um pouco de tudo. Stana escolheu uma massa simples para Anne com molho a bolognesa.

Para ela, escolheu um risoto de frutos do mar, uma sugestão do garçom por esse ser um dos pratos mais pedidos. Nathan optou por um peixe ao molho de camarões acompanhado de arroz piamontese e legumes salteados no alho. Também pediu um suco de morango para Anne e uma porção de batatas fritas com cheddar para satisfazer a vontade da menina.

Enquanto saboreavam as batatas, eles conversavam sobre a decoração do aniversario. Stana elogiava a forma como Nathan utilizara os elementos. Gostava das cores e tinha uma curiosidade sobre os desenhos de unicórnios.

- De quem foi a ideia de usar unicórnios?

- Adivinha? Da sua sobrinha, claro.

- Mesmo, Anne? E por que?

- Porque o unicórnio lembra muito a tia. Na verdade, ela é como ele. Um ser único, lindo e mágico. Não tem outro ser mais perfeito no mundo – ela olhou para a tia que já engolia em seco tão naturalmente mordidcando uma batata frita que encheu o coração de Nathan de orgulho – igual a tia Stana.

- Oh, Anne...eu realmente não sei o que dizer – ela segurava as lágrimas – obrigada, mas não sou perfeita. Eu erro também.

- Para mim você é tia. Eu amo muito muitão a tia.

Nathan esticou a mão para tocar a da mulher a sua frente. Sabia o quanto ela estava emocionada com a declaração da sobrinha. Ele se inclinou beijando o rosto da criança, feliz por ter proporcionado esse momento entre tia e sobrinha. Felizmente, foram interrompidos pelo garçom trazendo os pratos ou provavelmente Stana se debulharia em lágrimas.

Estavam degustando o jantar que por sinal estava excelente quando se envolveram em outro assunto. Stana e Nathan decidiram comentar sobre o hiatus. Ela contou que estaria viajando dali a alguns dias para o deserto ficando um mês por lá. Anne ouvia atentamente as informações da tia, depois foi a vez de Nathan comentar sobre seus projetos. Após ouvir bastante sobre as novidades, a garota comentou.

- Tia, por que você vai pro deserto? Por que não fica aqui? Anne vai entrar de férias e não vai poder aproveitar comigo. Acabou de trabalhar com a detetive, Anne não gosta quando a tia viaja.

- Amor, eu preciso trabalhar. Sempre que termina uma temporada de Castle, eu e seu tio tocamos outros projetos. As filmagens exigem que eu viaje. Estarei de volta em junho para fazer outro trabalho aqui mesmo e em julho já temos filmagens da série.

- Pois é! A tia vai estar trabalhando quando Anne estiver de férias. Não é justo. Quando a tia faz a policial fica trabalhando até tarde, fica cansada e não tem tempo para ficar com Anne. E o tio faz o mesmo.

- Não é verdade, Anne. Quantas vezes eu te levei para sair, para a nossa casa no fim de semana? Trabalhar em Castle nunca foi um problema para passar um tempo com você. Prometemos que assim que eu voltar para Los Angeles em junho iremos leva-la para passar o final de semana conosco, combinado?

- Ta bom – ela ficou calada por um tempo como se estivesse pensando em alguma questão importante. Stana ofereceu os brigadeiros para ela. Antes de se levantar para ir até a mesa, Anne soltou maus uma pérola – não consigo entender os adultos. Vocês já trabalharam como podem não aproveitar as férias? Parece burrice – voltou para a mesa com um pratinho de doces. Stana olhava para Nathan com curiosidade.

- Anne, na nossa profissão esse lance de férias é diferente. Você estuda um semestre e depois tem o descanso. Como atores, precisamos aproveitar cada momento para realizar projetos. Não podemos ter apenas um emprego. Faz parte de quem somos. Seu tio ira participar de eventos e filmar o projeto que ele batalhou para conseguir o dinheiro para investir e eu farei dois filmes. Só que eu tenho que viajar e ficaremos um tempo separados, nada demais.  

- Desse jeito vocês não vão ter um bebê nunca. Não fazem sexo! – Anne revirou os olhos como se tivesse cheia de razão. Stana cuspiu boa parte da bebida que tinha na boca. De olhos arregalados, ela fitou Nathan e em seguida, dirigiu-se a sobrinha.

- O que? Como assim?

- Se você estiver longe do tio Nathan ou ficarem trabalhando direto, não fazem sexo e portanto não tem bebê.

- Quem lhe disse isso?

- A mãe da Julie. Ela disse que a vizinha delas viaja muito, todo o mês e ficando separado do marido não tem filhos porque não fazem sexo. Estão a dez anos juntos e nada. Se vocês demorarem dez anos para ter um beê, Anne vai ficar grande e não poderá cuidar dele por causa da faculdade – Stana e Nathan se entreolharam, estavam um pouco tontos com os comentários de Anne, claro que a menina sempre saia com alguns deles e já deviam estar acostumados com essas situações, mas a pequena sempre arranjava uma forma de choca-los.

- Sua mãe não sabe dessas conversas com Julie, sabe? – a tia perguntou como quem queria dar uma bronca. Nathan a repreendeu com o olhar.

- Julie é minha amiga e todo mundo sabe disso.

- Tudo bem, Anne. Deixe-me dizer uma coisa: eu e seu tio não vamos deixar de ter um bebê porque trabalhamos na nossa folga. E nem iremos demorar dez anos para isso. Apenas precisamos de um tempo para nos organizarmos na nossa carreira, nas nossas vidas.  

- Espero que sim ou vou ficar muito velha para cuidar dela.

- Quem quer bolo? – Nathan mudou o tom da conversa antes que Stana pudesse insistir naquele assunto.

- Temos que cantar os parabéns! – disse a menina já se levantando animada para perto da mesa e puxou a tia consigo. Juntos, eles acenderam a vela, cantaram e encheram Stana de beijos. Ao apagar a vela, Anne gritou – não se esqueça do pedido, tia!

- Ah, não vou esquecer – assim que apagou as velas, Stana cortou o bolo servindo a primeira fatia para a sobrinha querida. Depois, entregou um pedaço a Nathan e tirou um para si. Trocou um beijo com o marido e provou a torta. Deliciosa – isso está uma delicia. Boa escolha, amor.

- Que bom que gostou. E o que você pediu?

- Tio! Você não pode perguntar isso para a tia. Se ela disser, o desejo não se realiza.

- Viu? Anne tem razão.

Eles continuaram a comer os doces, conversar e fazer planos para quando Stana voltasse a Los Angeles. Beberam o resto da champagne e Nathan pediu dois cafés expressos para eles. Ao fim da noite, ele pagou a conta e seguiram pela estrada de volta a cidade. Anne já chegara dormindo. Stana a carregou até a sala, mas foi Nathan quem subiu as escadas com a menina para coloca-la no quarto de hospedes que ocupava quando ia para lá.

Stana retirou seus sapatos, a saia e a cobriu. Ainda ficou um tempo velando o sono da sobrinha, admirando aquela pequena criatura capaz de fazer seu coração sorrir. Anne era a razão pela qual ela pensava em ter filhos agora. Claro que esses pensamentos somente foram possíveis porque Nathan lhe mostrou que ela podia se aventurar, que tinha tudo o que precisava para ser mãe. De certa forma, Anne tinha razão em se preocupar com o quando, porém ela não mentira para a menina ao dizer que não demoraria tanto. Se ao menos pudesse saber o seu destino na série e com a ABC, talvez essa decisão não fosse tão difícil.   

Nathan a observava. Chegando ao seu lado, ele a abraçou beijando-lhe a testa.

- Foi um dia e tanto, não? Gostou da sua comemoração a la Anne de aniversário?

- Muito. Você sabe como preparar uma festa. Obrigada novamente por esse momento em família. Espero que não demoremos tanto para que seja um aniversario com a nossa própria família.

- Eu também, apenas lembre-se que a decisão quanto ao momento é inteiramente sua. Claro que nada nos impede de praticarmos um pouquinho. Ainda estou esperando alguém me recompensar... pelo menos me prometeram – ela riu quase esquecendo de onde estavam. A menina se mexeu na cama, mas não acordou. Deixaram o quarto na ponta dos pés. No quarto do casal, Stana tirou as pulseiras que ganhara colocando-as na cabeceira. Aproximando-se de Nathan, desfez os botões da camisa deixando-o com o peito a amostra. Depois, foi a vez da calça. Somente de boxer, ela o jogou na cama.

- Anne tem razão. Vamos passar um mês longe um do outro. Quem sabe isso não afete nossa relação. Melhor sairmos no saldo. Que tal uma maratona de sexo?

- Temos uns quatro dias, Staninha. Acha que consegue aguentar a pressão? – ele provocou.

- Você duvida? Vou provar agora – ela respondeu.

A jaqueta, a camisa e a saia foram para o chão. De lingerie, ela subiu no corpo dele usando os lábios para provoca-lo, a língua brincava com os mamilos dele, os dentes deixavam pequenas mordidinhas na pele. Os dedos dela brincavam com as costelas até encontrar o elástico da cueca. Ela o queria completamente nu. Assim que isso aconteceu, ela pode ver a excitação de Nathan despontar com o membro. Sentada sobre o colo dele, inclinou-se para beija-lo quando foi surpreendida pela mão dele adentrando sua calcinha em busca do toque mais ansiado. Ela relaxou ao sentir os dedos penetrando-a e acabou jogando o corpo para trás. Essa foi a chance que ele encontrou de surpreende-la.

Com a boca, ele sugou os seios dela sobre o tecido do sutiã fazendo-a gemer. Roçando os dentes na pele, Nathan foi tirando a peça com a mão livre para tê-los a sua disposição adequadamente. O corpo de Stana respondia aos estímulos dos dedos em seu centro, uma onda de prazer começava a se formar fazendo sua pele arrepiar. De repente, um vazio se formou. Ele tinha deixado o lugar quente para reunir ambas as mãos nos seios dele. Isso, primeiramente, causou um gemido frustrado por parte dela que logo foi substituído por um grito delicioso ao senti-lo sugar o mamilo e as pequenas mordidinhas.

A brincadeira continuou até o momento que o prazer dominou a ambos trazendo gemidos e gritinhos quando sucumbiram a explosão do orgasmo. Depois daquele instante a dois, eles adormeceram prontamente.

Por volta das nove da manhã, Stana espreguiçou-se na cama. Ao abrir os olhos, deparou-se com um Nathan ainda desacordado. Aproximou-se dele usando o nariz para fazer caricias em seu rosto. Ele parecia não querer levantar. Ela havia ligado da estrada para evitar que o irmão e a cunhada ficassem preocupados. Prometera que a deixara em casa após o café. Decidiu se levantar para checar a menina, viu que Anne continuava dormindo. Com pena, desceu as escadas e foi providenciar o café.

Estava terminando de fazer as panquecas quando uma Anne sonolenta apareceu perto do balcão coçando os olhos.

- Bom dia, docinho. Com fome?

- Sim, tem chocolate gelado?

- Tenho certeza que o seu tio tem algum na geladeira. Vou já checar para você, me deixe tirar essa ultima panqueca da frigideira.

- Oba, panqueca! Tem calda de framboesa?

- Claro que sim. Sente-se e já levo para você – Stana foi até a geladeira, encontrou o chocolate e carregou consigo o prato de panqueca. Sentou-se na cadeira ao lado dela servindo a sobrinha com tudo que tinha direito para saborear aquele café da manhã. Anne provou o chocolate dizendo que estava delicioso – seu tio decidiu hibernar hoje. Tentei acorda-lo, mas ele sequer se mexeu. Tomara que não demore muito a acordar porque preciso leva-la para casa, assim vou ser obrigada a deixar um bilhete.

- Bilhete para quem? – Nathan apareceu na cozinha inclinando-se para beijar a menina no topo da cabeça e em seguida a esposa.

- Acordou, belo adormecido! Que bom. Café?

- Por favor... – ele sentou ao lado da menina com o garfo já espetando uma panqueca. A caneca de café já ficou na sua frente exalando o cheiro maravilhoso da bebida, mas Nathan estava saboreando uma panqueca com tudo que podia sobre ela. Stana sorveu um pouco do café e roubou um pedaço da mistura que ele preparava. Anne observava o jeito dos dois, eles eram as pessoas mais legais que conhecia depois de seus pais.

- Essa mistura ficou...interessante. Quer provar, Anne? Aposto que vai gostar tem todo o tipo de doce num mesmo lugar – encheu uma colher oferecendo a menina. Assim que sentiu a mistura das caldas, ela sorriu.

- Está bom mesmo, tio. Gostei. Faz uma para mim?

- Você vai comer outra panqueca? – admirou-se a tia.

- Vou, está muito gostosa. Faz, tio! – Nathan sorriu pegando o prato dela e com cuidado preparou a miscelânea de coisas. Entregou a menina que enfiou a colher com vontade na panqueca. Stana sorria ao observar o jeito dela devorar o prato. De repente, ele se espreguiçou ainda resultado da longa noite passada após um dia igualmente cheio. Observando o jeito do tio, Anne comentou – está cansado mesmo, tio. Você não conseguiu dormir? Será que foram aqueles gritos de noite?

- Gritos? – Nathan trocou um olhar rápido com Stana.

- Sim, vocês não ouviram? Foram muitos. Alguns baixinhos, outros mais fortes. Tipo assim – e Anne começou a imitar o que supostamente eram os próprios sons feitos pela tia na madrugada. Stana virou-se rapidamente para evitar que a sobrinha percebesse a vermelhidão que aparecera em seu rosto.

- Acho que era a televisão. Fiquei assistindo um filme de terror até tarde – disse ele disfarçando. A menina olhou séria para o rosto dele.

- Os gritos não eram de terror. Era outro tipo – agoniada com a conversa, Stana tratou de corta-la logo.

- Anne você já acabou? Vai querer mais fruta ou chocolate?

- Estou terminando a panqueca. Pode me dar um copo com água?

- Claro, depois do café precisa ir se arrumar para que eu possa leva-la para casa.

- Mas já? Não posso nem brincar um pouco de videogame com o tio? – a carinha da menina era daquelas que dobrava qualquer adulto bobo, especialmente a tia coruja.

- Tudo bem. Uma partida. Não quero confusão com a sua mãe. Temos que ser responsáveis. Deixem que eu limpo tudo aqui. Os dois para fora da cozinha – rindo, ele beijou-lhe os lábios e carregou a menina consigo nos braços acima da cabeça com os gritos de alegria da pequena.

- Pronta para perder, Anne? Vai ter sangue hoje – dando uma risada maléfica atacou a garota com cócegas. Stana se ateve aos afazeres domésticos. Duas horas depois, ela descia as escadas em uma roupa casual com a mochila da sobrinha em uma das mãos e a chave do carro em outra. Anne curtia os últimos minutos com o tio na frente da TV pulando com o controle do Playstation 4 nas mãos. Ela não pode evitar de sorrir ao lembrar-se do dia que dera aquele presente a Nathan. Parecia um menino com o melhor presente de aniversario exceto que era um quarentão.

- Vamos, docinho. É quase meio-dia e prometi que você almoçaria com seus pais. Despeça-se do seu tio – deixando o controle sobre a mesinha de centro, a garota suspirou. Naquele instante, acabara de lembrar que não veria os tios adorados por mais de um mês. Jogando-se no peito de Nathan com um super abraço, ela sentiiu o carinho devolvido em beijos e caricias ao ajeitar seus cabelos.

- Vou sentir muita saudade do tio... promete ligar ou mandar uma mensagem para Anne?

- Prometo, também vou sentir falta de você, princesa – deu um beijo na bochecha dela e Anne retribuiu o gesto.

- Tia, vou ficar sem ver vocês por um mês, não pode me deixar jogar so mais uma partida? Queria jogar com você, por favor... – Stana olhou para a menina pensando se deveria ceder. Nesse ponto, era mesmo coração mole. Não poderia deixar de atender aquele pedido. Sentando-se ao lado de Nathan no sofá, ela abraçou a sobrinha.

- Tudo bem, uma partida eu e você. Mas, eu escolho o jogo – vendo o sorriso da menina, ela entrou na brincadeira. Durante meia hora, eles torceram, gritaram e vibraram quando Stana ganhou de Anne. Satisfeita pela chance de jogar com a tia, ela comentou.

- A tia é rápida com o revolver. Joga melhor que você, tio.

- Não mesmo, ela teve sorte – balançava a cabeça rindo diante da atitude boba de Nathan em não aceitar que ela fosse melhor. Dando um beijo na bochecha da menina e repetindo o gesto com o marido, Stana se levantou para finalmente encerrar o momento de descontração entre os três.

- Vamos, docinho? - Dando a mão para a tia, ela seguiu para a garagem com Nathan atrás das duas. Stana a colocou no banco traseiro, mandou-a apertar o cinto e deixou a mochila a seu lado. Entrou no lugar do motorista, deu uma ultima olhada para o marido e ligou a ignição. Ao chegar na frente da casa do irmão, Stana desceu do carro e ajudou a sobrinha. Agachada a sua frente, Stana lhe deu um longo abraço.

- Vou sentir muita saudade, docinho. Mas prometo que sempre que tiver um tempo darei noticias a você. Quando voltar, marcaremos uma nova saída. Eu, você e o seu tio.

- Ta bom, tia. Vou esperar e também sentirei muitas saudades, assim – esticou os braços – bem grande – como quem pensa por um segundo, ela perguntou – tia, você estava fazendo bebê ontem com o tio Nathan? – a espontaneidade foi tamanha que Stana perdeu o equilíbrio e quase se estatalou no chão. Por sorte, segurou-se na calçada com uma das mãos a tempo de um desastre. Nem precisava de espelho para saber que estava vermelha.

- Anne! Não fale assim!

- Pela cara da tia, já sei a resposta. Você ta parecendo um pimentão, tia Stana.

- Anne, eu já disse que esse tipo de assunto não pode ser falado assim, abertamente. Tenha cuidado, já pensou se sua mãe escuta? O que vai pensar que eu ando dizendo a você? E não estávamos fazendo bebês.

- Ah, ta bom, então era só sexo mesmo. Entendi. O tio Nathan mentiu sobre o filme de terror, vai brigar com ele?  

- Vou porque não se deve mentir, mas se você insistir nesse assunto serei obrigada a brigar com você também. Não quero mais ouvir esse tipo de comentário com a palavra que começa com S, estamos entendidas?

- Sim, tia – Stana se levantou e abraçou a sobrinha mais uma vez. Apertou a campainha e logo foi recebida pelo irmão. Após uma conversa sobre as próximas viagens de Stana, ela se despediu com um beijo estalado da sobrinha entrando no carro para retornar a casa. O restante do dia fora tranquilo e como prometera a Nathan, a maratona continuou antes e depois do jantar.

No dia seguinte, ela começou a arrumar suas malas. Preciava ter ideia do que levaria para o deserto. Ficou entretida boa parte da manhã com a tarefa para terminar com uma pequena lista de coisas a comprar. Nathan estava fora em uma reunião com sua agencia e Michelle. Tinha alguns pontos a acertar sobre o projeto ConMan. Após meia hora de cozinha para preparar um almoço rápido para ambos, subiu para tomar um banho e esperar por ele.

Quando Nathan voltou, eles sentaram a mesa para comer enquanto ele comentava sobre os últimos detalhes que discutira na reunião. Ela comentou que sairia a tarde para comprar algumas coisas que faltava para sua viagem. Ele disse que ia dormir um pouco porque Stana já anunciara que a noite continuariam a maratona.

- Você está adorando essa história de maratona, não?

- Por que não estaria se fui eu que propus? Admita que está sendo muito bom.

Stana saiu de casa depois das três horas da tarde. Ela estava saindo de uma farmácia quando o celular tocou. Um numero desconhecido. Ela estranhou, mas atendeu o telefonema. Era sua agente, estava ligando do celular do marido.

- Oi, Stana. Desculpe estar ligando para você de outro telefone. Fiquei sem bateria e estou indo para casa.  Acabei de falar com os executivos da ABC. Tem um minuto para falar comigo?

- Claro, eu estou dirigindo. Pode me dar um segundo para encostar o carro? – ela manobrou ate uma vaga próxima a esquina. Ciente de que ali não teria problemas tornou a falar – pronto. Pode continuar. Tem novidades para mim? 

- Sim, algumas noticias imagino que a seu favor. Então, sobre seu contrato. Eles conseguiram conversar com Terence e Alexi sobre a sua proposta, Stana. Sendo assim, estão intimando para que você compareça na sede da emissora para uma conversa com eles. Querem entender o que você pretendia ao se oferecer para ser produtora. Sua chance de convencer quem realmente entende do show sobre suas intenções e ideias. Amanhã as oito. Tudo bem para você, Stana?

- Claro que sim! Estarei lá. Posso fazer uma pergunta a você? E espero a sua sinceridade.

- Diga.

- Com a sua experiência, você pode nomear as minhas chances de um a cem por cento? Estou realmente nervosa para encarar essa reunião.

- Acredito que suas chances são ótimas. Eles conhecem seu trabalho, convivem com você, diferente de qualquer um dos executivos daquela emissora. Eu daria mais de 95% porque quero evitar de dizer que o numero real é 100%.   

- Obrigada pela confiança. Espero que esteja certa.

- Stana, não é confiança. É resultado de trabalho duro, dedicação e amor pelo que faz. Boa sorte e aguardo as noticias – ao desligar o celular, sentiu que seu coração batia apressado. Será que esse era o sinal de que tudo ficaria bem? Era sua chance de corrigir a burrada que fizera? E se não os convencesse? As pessoas pensam sempre o melhor, mantém a mente positiva. Não que ela também fosse assim, mas deixava a realidade garantir sua saúde mental.

Ela desceu do carro, caminhou até a cafeteria da esquina. Um bom copo de café quentinho ia ser providencial para clarear as ideias. Após pedir a bebida, ela sentou-se numa das mesas de fora para apreciar o movimento. Sua cabeça fervilhava com os mais diversos sentimentos. Precisava ser positiva, otimista, porém não podia esquecer que não era uma reunião entre amigos ou colegas de trabalho. Era um encontro de negócios, sua carreira e seu futuro em Castle e na emissora dependia disso.

Bebericou um pouco mais da bebida. E se falasse besteira e Terence não gostasse da intervenção em seu trabalho? De repente, ela estava nervosa e ansiosa. Eles poderiam interpretar de forma diferente, errônea. E se achassem que ela estaria querendo ensina-los sobre o que fazer, como trabalhar? A mente começava a dar um nó. Não conseguiria fazer mais nada, precisava voltat para casa. Somente Nathan podia ajuda-la a acalmar-se e colocar a cabeça no lugar.      

Ao chegar em casa, ela o encontrou na cozinha preparando um sundae enorme.

- Hey, babe! Já de volta? Pensei que ia demorar um pouco mais. Estou aqui preparando um super sundae daqueles com tudo dentro que você geralmente detesta que eu coma, mas como estava fora eu pensei... por que não? – ele espirrou um pouco de calda de chocolate na mão que acabou sujando o pulso dele. Quando estava prestes a lamber o local, sentiu um puxão seguido do contato da língua de Stana na sua pele. Surpreso pelo gesto, a viu pegar o copo do doce e enfiar a colher cheia com vontade na boca.

- Oh, Deus! Isso era tudo que eu precisava. Obrigada, babe – ela saiu andando com a taça dele até o sofá. Nathan a seguiu intrigado, sentou-se ao lado dela e perguntou.

- O que aconteceu, Stana? – ela permaneceu comendo sem responder – vamos! Alguma coisa se passou a ponto de querer meu sundae, você está devorando um monte de calorias. Fale comigo – ela colocou a taça sobre a mesa limpando o canto da boca sujo de sorvete. Suspirou e encarou-o.

- Eu recebi uma ligação da minha agencia. Aparentemente, os executivos da ABC falaram com Terence e Alexi. Eles querem conversar comigo amanhã, saber minhas reais intenções – Nathan abriu o sorriso e pegou a mão dela na sua.

- Amor, isso é excelente! Não podíamos ter melhor oportunidade. Eles conhecem seu trabalho, o que pensa e sente pela série. Sua paixão pela personagem, tudo a seu favor.

- Eu pensei assim também, mas e se eu disser algo que não deva? E se eles interpretarem minhas ideias como uma forma de me meter no trabalho deles, querer ensinar como fazer seu trabalho? Eles podem ter a impressão errada, Nate.

- Não terão. Vamos lá, Stana. Eles conhecem você. Aposto que ficaram curiosos após saberem da sua oferta. Se tem alguém capaz de convencer os manda-chuvas da ABC de que você e a pessoa certa para ter o cargo de produtora, e Terence. Anime-se, amor. Isso e uma noticia boa. A que horas será a reunião?

- Cedo pela manhã. Oito horas na sede da emissora – ele se aproximou dela puxando-a para ficar de rosto colado. Beijou-lhe o rosto deslizando seus lábios até encontrar o lóbulo de sua orelha. Acariciando seu corpo com as mãos, ele continuou a cuidar dela sussurando.

- Você está a um passo do seu contrato ser assinado, Staninha. Eu sinto isso e acho que diante desse fato, devemos comemorar. Que tal um pouco mais de sorvete? – ele pegou a colher cheia molhando os lábios dela novamente para em seguida sorve-los com paixão. Ao se afastar com o gosto do chocolate na boca, ela acariciou o rosto dele.

- Como você pode ser tão positivo?

- Porque eu conheço bem você, suas intenções e seu coração. Terence e Alexi vão perceber o mesmo que eu ao conversar com você, Staninha. Você vai ver. Quero que esqueça esse encontro por algumas horas. Tenha uma boa noite, descanse e relaxe. Sei exatamente o que fazer para conseguir afastar sua mente disso por um tempo. Quero que você suba as escadas, tome um banho e me espere na nossa cama somente de lingerie. Vou fazer uma massagem especial e cuidar de cada pedacinho do seu corpo. Já subo.

Ela levantou do sofá, enfiou o indicador na taça sobre a mesa levando-o a boca. Repetiu o gesto agora oferecendo o dedo a Nathan. Ele chupou-o lentamente, provocando-a.

- Não me importo de ter um pouco desse sorvete para degustar também. Espero você lá em cima.

Quando Nathan chegou ao quarto, carregava uma bandeja com uma garrafa de vinho, as taças, uma travesa de frios e belo pote com sorvete, cobertura, morangos e chantilly. Stana já deitada para a sua massagem, sorriu ao vê-lo entrar com todo aquele material.

E conforme ele prometera, Stana experimentou todas as sensações possíveis para relaxar através do toque das mãos habilidosas que a massageavam. Além de descansar, logicamente ele atiçou um outro sentimento diretamente em seu corpo. O desejo de permanecer o máximo de tempo sob aquelas mãos a faziam gemer de satisfação. É claro que ele adiou a maior necessidade de sua esposa para curtirem a outra parte das preliminares. Beberam, saborearam queijos deliciosos e dividiram o sorvete preparado por Nathan.

Por fim, eles deitaram na cama e cumpriram a maratona de fazer amor naquela noite, ao terminar após um satisfatório orgasmo, Stana sentiu uma imensa vontade de tomar mais um pouco do sorvete que ele trouxera antes para degustarem. Manhosamente, ela o convenceu a descer para buscar o doce. Sentados na cama, lado a lado dividindo a colher, ela tornou a falar sobre o encontro do dia seguinte.

- Acho que você tem razão. Terence compreenderá muito bem o que eu gostaria de fazer como produtora. Analisando com mais calma, creio ser essa a forma como convencerei a ABC a assinar logo meu contrato.

- Não tenho duvida nenhuma quanto a isso. Você verá. Agora, esse sorvete está me dando uma outra ideia... sabe como poderíamos prova-lo?

- Posso imaginar, mas é melhor descansar por hoje. Quem sabe amanhã não colocamos sua ideia em prática?

- Já está arregando, Staninha? – ele a olhou provocando – sabia que não seria pareo para mim.

- Não cante vitoria antes do tempo, Nathan - dizendo isso, ela beijou-o mais uma vez levantando-se da cama para escovar os dentes. Minutos depois, ela se aconchegava no edredom para dormir. Nathan juntou-se a ela logo em seguida, adormecendo com as pernas dela enroscadas nas dele.

No dia seguinte, Nathan acordou cedo para preparar um café reforçado para Stana. Acompanhou-a durante a refeição e fez questão de ir até o carro dar-lhe um beijo de boa sorte para garantir que sua manhã começasse com o pé direito. Antes de entrar no carro, recebeu o carinho do marido.

- Brilhe, Staninha. Sei que você é capaz disso. Estarei aqui esperando para comemorarmos nossa vitoria. Temos mais dois dias, amor – rindo, ela entrou no carro e deu a partida.

Sede da ABC

Stana andava lentamente pelos corredores do sétimo andar. Ela estava quinze minutos adiantada do compromisso. O tempo extra serviria para acalmar os nervos e diminuir a ansiedade. De frente para a sala de reunião, ela optou por sentar numa das cadeiras disponíveis do lado de fora. As mãos ansiosas, não paravam de tamborilar em seus joelhos. Os lábios eram vagarosamente mordidos pelos dentes. Fechou os olhos e soltou um longo suspiro. A calma seria fundamental naquele momento.

Depois de diversas respirações profundas, ela se sentia bem melhor. Foi quando Terence e Alexi surgiram a sua frente com um largo sorriso nos lábios. Ela se levantou para cumprimenta-los estendendo a mão, porém foi surpreendida pelo abraço de Alexi.

- Bom te ver, Stana. Faz poucos dias que não nos vimos, acredita que já estou sentindo falta?

- O ritmo e as brincadeiras nos deixa meio viciados, não?

- Sim, deixa sim – Terence completou dando um beijo nela – vamos entrar para conversar? – diante do clima mais ameno, Stana relaxou um pouco mais. Talvez a reunião não fosse formal ou difícil como imaginara. Pelo menos, estava confiante.

Sentados de frente para Stana, eles engajaram-se numa conversa bastante informal. Queriam saber como ela estava curtindo o hiatus.

- Na verdade, descansei um pouco esses dias, coloquei o sono em ordem, resolvi algumas pendências. Mas daqui a dois dias estarei viajando para o deserto para filmar meu novo projeto. Então, como podem ver o hiatus será bem agitado.

- Você e Nathan não se importam de assumir projetos no seu descanso. Gosto disso. De qualquer forma, vamos ao que nos trouxe aqui – disse Terence – confesso que ficamos muito surpresos com o contato da ABC sobre você. Ao que nos consta, você e Nathan já deviam ter assinado seus contratos. Quando nos contaram que você fez uma proposta diferente para assumir além do seu papel, a produção da série, claro que ficamos curiosos. O que a levou a considerar essa possibilidade?

- Na verdade, são sete anos de trabalho intenso. Conheço a série e respeito a sua historia. O ultimo episódio escrito por Terri foi bastante emocional para mim não apenas pelo fato que ela estava indo embora, como pelo que representou a minha personagem. Eu vi no papel de produtora, uma oportunidade de fazer essa nova fase de Castle ser tão maravilhosa como as demais, a vontade de ajudar a contar esse caso de amor, a luta a favor da justiça, e uma maneira de retribuir todo o sucesso e o carinho que ganhei em todos esses anos. Gostaria de ajudar Beckett a enfrentar a nova etapa da vida sem perder a majestade que conquistou. Criar novas aventuras para ela e Castle. Eu tenho algumas ideias, esta encruzilhada me interessa porque precisamos dar algo crível ao publico, nossos fãs tão leais. Foi por isso que sugeri o cargo.

Terence e Alexi se entreolharam. Era fácil perceber o amor e a dedicação de Stana em tudo o que ela fazia. Se queria assumir o cargo de produtora, não agiria de maneira diferente. Apenas de ouvir as palavras dela, podiam perceber o quanto adorava a série. Estava preocupada com o rumo de sua personagem, o que era natural. Precisavam entender um pouco mais sobre o que ela imaginara, ouvir suas ideias.

- Tudo bem, Stana. Sabemos que você tem um interesse particular para compartilhar conosco. Estou falando de suas ideias para a história – disse Alexi – pode falar, fique a vontade.

E com o aval dos dois escritores, ela começou a contar aquelas situações que desenvolvera na companhia de Nathan. Foram muitas sugestões, justificativas para Castle e Beckett com algumas aventuras, o lado romântico da série e com certeza, o ponto mais importante na visão de Stana. Manter Kate Beckett na NYPD. Transforma-la em capitã e cuidando de seu próprio distrito onde poderia influenciar em assassinatos e na justiça.

- Claro que Beckett seria uma excelente senadora para o estado de Nova York, mas não agora. Ela desenvolveu uma vocação, caçar assassinos é seu maior trunfo. Fizera carreira na policia, lutou para virar capitã. Não seria justo com a ela abandonar seu progresso para seguir carreira política. Ela poderá ser representante do povo daqui a alguns anos. Ainda tem muito o que conquistar na NYPD.

- Tenho que dizer seu conhecimento e sua coerência quanto ao show é impressionante. As ideias são bem interessantes, podemos desenvolver várias delas. O cargo de produtora ira exigir horas extras além das que normalmente trabalha gravando, algumas reuniões pré-episódios, algum tempo na sala dos escritores. Se está disposta a isso, não vejo porque não aprovarmos o seu nome, Stana. Será muito bom ter você ao nosso lado nessa temporada. Não concorda, Terence?

- Absolutamente. Será uma ótima adição a equipe. E sobre o destino de Beckett, acredito que estamos todos na mesma pagina. Comunicaremos nossa decisão ao pessoal da ABC, claro que a palavra final será deles. Afinal, não sabemos ao certo o que eles ainda tem para discutir com você ou entre eles.

- Obrigada aos dois. Significa muito para mim. Eu gostaria de salientar um único ponto de preocupação. Caso a emissora de sinal verde para a minha proposta, eu queria sua compreensão para começar a filmar Castle com uma semana de atraso na data marcada. Estarei concluindo as filmagens do meu segundo filme desse hiatus na mesma semana de volta da serie. Sendo assim, qualquer discussão sobre roteiros ou episódios poderemos fazer no estúdio ou via conferencia, somente não poderei filmar.

- Isso pode ser arranjado. Não se preocupe.

- Muito obrigada novamente – Terence se levantou para cumprimenta-la. Alexi fez o mesmo, ambos sorrindo.

- Foi um prazer revê-la, Stana e seja bem-vinda ao nosso pequeno time – disse Terence – que a ABC nos permita! – abraçando-os ela se despediu seguindo pelos corredores da emissora com uma expressão bem mais relaxada do que aquela que a trouxera ali logo cedo naquela manhã. Não havia decisão final ainda, mas dessa vez, Stana saiu sorridente com a confiança restaurada. Dera um grande passo hoje. Restava esperar pela decisão dos executivos.


Dando partida no carro, ela decidiu cuidar dos últimos acertos para sua viagem. Não iria telefonar para Nathan, queria dar a noticia pessoalmente. Checando o relógio, percebeu que eram dez da manhã. Precisaria de apenas meia hora para comprar o que estava faltando e iria para casa.


Continua.... 

2 comentários:

cleotavares disse...

Me acabo de rir com as saídas da Anne. Gostaria de vê a D. Cookie na história, também.

Marlene Brandão disse...

SOS SOS SOS SOS SOS
NUNCA SUPERO ANNE!!!
Tipo eu não consigo falar sobre... aquilo que começa com a letra S com minha mãe,Anne vem e samba na minha cara HAHAHAHA
Festinha de niver foi demais,sempre com a menina colocando seu ponto de vista. ADOROAMO!! !
Maratona de S... Esses dois viu?!
O que dizer do "Filme de terror! " SOS SOS SOS
Mentir é feio Nathan,muito feio!!!!
Stana vai ser produtora,ainda não creio!!!
PS:Desculpa a demora,mas vou me atualizar ok?!
Aconteceram algumas coisas... Perdas e estou tentando voltar ao meu ritmo. Tbm tem as provas no curso,que em si já são uma droga,sendo de francês então... Sai de perto!