sábado, 12 de setembro de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.53


Nota da Autora: E mais um capitulo! Quero lembra-los que minha historia não reflete totalmente a realidade portanto em algum momento, vocês verão coisas que talvez foram mencionadas pelos nossos fofos e o resto, imaginação. O hiatus continua agitado! Enjoy! 


NC17... porque sim! 


Cap.53


Quando o carro adentrou a garagem, Stana foi surpreendida por um Nathan bastante ansioso esperando-a descer do carro com as sacolas de compras.

- Você demorou! Já estava começando a me preocupar. Como foi a reunião?

- Arrume a mesa para almoçarmos e já te conto – ela disse entregando duas sacolas de papel com uma comida bem quente. Passara em um restaurante mediterrâneo para comprar o almoço. Nathan analisou o semblante da esposa. Não podia claramente prever, mas parecia estar mais sereno que hoje pela manhã. Abrindo as sacolas sobre o balcão da cozinha, ele sentiu o cheiro convidativo da comida chinesa. Em outro saco plástico, encontrou um pote novo de sorvete de chocolate com pedaços de chocolate. Algo lhe dizia que a sugestão da noite anterior não fora esquecida por Stana.

Ao vê-la sentar-se no banco a sua frente, inclinou-se para beija-la. Stana pegou um par de hashis e abriu uma das caixas com porco ao molho agridoce. Saboreando a primeira porção, permitiu-se provar um pouco mais antes de começar a conversa. Nathan colocou uma cerveja na sua frente.

- Vai perguntar ou não?  

- Ah, está esperando por mim? Não sabia – provando a comida e mordendo um rolinho primavera, ele cedeu – então, qual o resultado da sua reunião?

- Muito boa. Terence e Alexi adoraram as ideias, entenderam minhas preocupações e concordaram em apontar meu nome como produtora. Eles irão falar com o pessoal da ABC. É claro que eles não decidem nada. Porque a minha proposta é de responsabilidade dos engravatados. Basicamente, eu e você sabemos que se resume a dinheiro. Se a emissora está disposta ou não a pagar – um sorriso despontou em seu rosto – ah, Nathan... você tinha razão. Não foi nada ruim e me senti confiante. Acho que estou mais próxima de obter uma resposta positiva e encerrar esse assunto de vez.

- Está vendo? Basta confiar um pouco mais em você. Espero muito que a resposta saia logo.  

- Sim, de preferência antes de eu viajar. Quanto a nós dois, vou terminar de comer, fazer uma ligação para a minha agente e depois quero saborear a sobremesa – piscou para Nathan demonstrando claramente suas intenções. Ele riu da cara safada que ela fazia.

- Você não vale nada...

- É por isso que você me ama – após o almoço, ela levantou-se para fazer a ligação. Demorou cerca de meia hora ao telefone conversando sobre as possibilidades a partir dessa reunião. Mantinha o otimismo, mas havia um pouco de cautela em seu pensamento. Não podia fazer mais nada. Restava esperar. Ao entrar na cozinha novamente, encontrou-a vazia. Ao procurar por Nathan, o encontrou na sala com o controle do videogame nas mãos. Sentou-se ao seu lado aconchegando-se no ombro dele.

- Tudo bem? Como foi a conversa?

- Foi boa. Ela acredita que será apenas uma questão de tempo. O lance do salário não devera ser um problema. Somente não tem noção de quanto tempo vai demorar para assinar o contrato – ela beijou rapidamente o peito dele – o que você está fazendo com esse controle na mão? Não vai jogar agora, vai? Falta dois dias para eu embarcar para o deserto, você quer passar essa tarde com bonecos virtuais atirando ou com a sua esposa aproveitando bons minutos de distração?

- Ah, Staninha... claro que prefiro ficar com você – Nathan deixou o controle de lado, beijando-lhe o topo da cabeça.

- Ótimo! Que tal você pegar um pouco daquele sorvete que trouxe? Sirva duas porções porque sempre acabo levando a pior, seu vicio por chocolate consome a maioria do doce. E pode colocar a cobertura – ele não se mexeu, ficou apenas acariciando os braços dela – ei! Não vai levantar esse bumbum delicioso do sofá para pegar meu sorvete? – ele riu erguendo-se rumo a cozinha. Stana se espreguiçou no sofá afofando as almofadas. Retirou a camisa e a calça que vestia ficando apenas de sutiã e calcinha. Ela esperava para ver a reação dele completamente esticada no sofá.

Ao voltar para a sala, encontrou Stana deitada super a vontade ali.

- Está confortável, amor?

- Bastante... trouxe meu sorvete? – ela perguntou sentando-se para tirar o pote das mãos dele. Colocou a primeira colher na boca fazendo uma cara marota. Usou a língua para limpar o excesso que ficou no canto dos lábios. O gesto fez Nathan gemer baixinho, ela continuou provocando – sabe, acho que essa noticia merece uma comemoração. Já estive mais preocupada e angustiada com o meu destino. Se tenho mais de 90% de chance de me tornar produtora de Castle, já é uma vitoria – a colher continuava passeando da tigela do sorvete até a boca de Stana sensualmente. Propositalmente, ela deixou umas gotas do chocolate caírem em seu colo, aquela visão da trilha do caldo escorregando rumo ao meio dos seios simplesmente cegou Nathan com desejo.

Ela não se deu conta como tudo acontecera exceto que num piscar de olhos ela estava na mesinha de centro com as mãos presas e a língua dele devorando seus seios. Podia sentir um excesso de chocolate gelado escorrer pela pele da mesma forma como o calor subia-lhe a face. Abriu as pernas para dar maior espaço a ele, porem estava preocupada com a forca que poderiam exercer contra a mesa.

- Nate... a mesa... e se nos quebrarmos...

- Não iremos...- e arrancou a calcinha dela provando-a delicadamente em seguida. O clima de tesão e desejo explodia em milhares de sensações diferentes em seu corpo. Tomada pelo momento, ela esqueceu-se de usar de delicadeza. Quase a beira de um orgasmo provocado pelos lábios e o toque de Nathan, Stana arrumou forças para erguer suas costas da mesa agarrando os ombros dele devorando-lhe a boca intensamente. Uma loucura total, mãos, dentes, língua, pele. Juntos foram ao chão.

Num ato de pura luxuria, eles engajaram-se na busca do prazer explodindo em mil pedacinhos após um orgasmo poderoso. Não pararam por ali, recuperando o fôlego, ela levou-o a loucura novamente por três vezes. Duas horas depois, eles continuavam deitados no chão. Os corpos ainda demonstravam os sinais do que ocorrera a minutos atrás. Stana esticou os braços para tirar o peso dos de Nathan de cima de seu abdômen empurrando-o. Ele resmungou um pouco.

Para chamar a atenção dele, Stana fez um movimento rápido ficando sobre ele. Com o rosto alinhado, ela esfregou o nariz ao dele e acabou sorvendo os lábios vagarosamente usando sensualidade. Automaticamente, sentiu as mãos dele na sua cintura descendo para o bumbum.

- Ainda não está satisfeita, Staninha?

- Estou. Além disso, estou com fome. E definitivamente? Preciso de um banho. Que tal um mergulho na piscina? Do jeito que estamos mesmo.

- Hum, essa sugestão é muito boa. E o que você quer comer?

- Qualquer coisa que tenha queijo...

- Ah, super fácil. Vou pedir pizza. Quer ir na frente para refrescar esse corpo? – ela não falou nada, apenas levantou-se para que ele pudesse fazer o mesmo. Já de pé, Nathan beijou-lhe novamente o pescoço distanciando-se dela que não perdeu a oportunidade de bater no bumbum dele – você não perde essa mania, hein?!

- A culpa é sua por ter essa bunda maravilhosa e gostosa – ela saiu rindo em direção a piscina.

Na véspera da viagem, Stana decidiu entrar em contato com a sua agente para uma atualização sobre seu contrato, apesar de já estar conformada com o fato de que viajaria sem sua resposta. Os executivos da ABC parecia estar testando sua paciência, apenas esperava que não demorasse um mês nessa indecisão. Fora alertada que deveria ficar preparada para fazer videoconferências se necessário.

Naquela noite, Nathan optou por um jantar simples e delicado seguido de uma bela noite de amor para faze-la aproveitar o maximo do ultimo momento juntos. Na manhã seguinte, ele a acompanharia até o aeroporto, mas a despedida foi em casa.

- Como vou sobreviver com você tão longe, amor? Queria muito viajar ao seu lado. Curtir mais um tempo juntos.

- Passara rápido, você vai ver. E teremos a tecnologia a nosso favor. Quando eu voltar, prometo que faremos boas noitadas juntos. E lembre-se, qualquer novidade sobre o contrato eu aviso você.

- Não deve demorar tanto assim, Staninha. O fim da temporada está próximo, a ABC precisa acalmar os fãs quanto a renovação – suspirando e sorrindo, ela abraçou-o. Os lábios encontraram os dele em um beijo carinhoso, demorado. Sentia o toque de Nathan em seu corpo. A ausência desse toque seria muito notada por ela quando estivesse longe.

- Comporte-se na minha ausência e sonhe comigo todas as noites, tudo bem babe?   

- Prometo. Ligue a qualquer hora do dia ou da noite, ok? – ele entrou no carro e dirigiu até o aeroporto, trocaram mais um beijo no estacionamento e Stana finalmente seguiu para o terminal internacional de embarque no LAX. Nathan viajaria para Portland apenas a noite, tinha um evento no domingo. Tinha somente um pedido. Que o tempo voasse nesse mês que estivesse separado de Stana.

Três dias depois, Stana recebeu uma ligação de sua agente falando que precisava fazer uma videoconferência com os executivos da emissora. Acertaram uma hora conveniente para ambos já no dia seguinte. Ela ficou primeiramente apreensiva com a noticia, porém com a cabeça no lugar, percebeu que era um bom sinal. Imaginava que receberia uma resposta a respeito de sua proposta. Não comentaria nada para Nathan até ter certeza do que sairia na reunião.

Na hora acordada, Stana ligou seu ipad para a vídeo conferência. Ao ver a imagem, percebeu que estavam na sala oos mesmos executivos da primeira vez, sua agente e outra mulher que ela desconfiou ser advogada. Suas suspeitas foram confirmadas. Era interessante ter a presença de um representante legal, era um sinal positivo na sua visão. Após os cumprimentos, um dos engravatados começou a conversa.

- Boa noite, Srta. Katic. O motivo dessa reunião deve ser bem claro para você. Trata-se da posição de seu contrato. Conversamos com os produtores executivos de Castle a respeito da sua proposta e da pequena reunião que tiveram dias atrás. Ambos deram sinal positivo em te-la na equipe para ajuda-los na produção da serie. A pertir da opinião deles, nos reunimos com o departamento jurídico e financeiro da emissora. Chegamos a uma conclusão.

- E qual seria? – perguntou Stana ansiosa.

- Aceitamos sua proposta, Srta. Katic, porem temos uma condição – Stana sentiu o alivio percorrer sua espinha – Você não poderá revelar que assinou o contrato até o dia nove de maio e muito menos que será produtora da serie. Essa informação será divulgada apenas quando voltar as gravações da próxima temporada. Essas exigências foram acrescidas em seu contrato através de um adendo. Alguma objeção?

- Não, posso concordar com os termos. Qual seria o próximo passo?

- A nossa advogada aqui presente ira enviar uma copia para sua agente e você avaliarem as novas alterações. Estando de acordo, poderemos sacramentar as assinaturas.

- Tudo bem. Levando em consideração que estou fora do pais, enviarei por escrito uma declaração de que estou ciente e de acordo com o proposta para que minha agencia libere minha assinatura virtual. Quando estiver de volta a Los Angeles, assinarei a cópia em papel.

- Ótimo. Podemos trabalhar assim. Em nome da ABC, esta reunião está encerrada. Foi bom fazer negócios com você, Srta. Katic. Bom te-la em nosso time.  

- Obrigada, tenham um bom dia – assim que desligou, Stana sorriu aliviada. Enfim, a novela de sua carreira chegara a algum lugar. Teria mais uma temporada como Kate Beckett, agora adicionando o papel de produtora. Ela dormiria melhor naquela noite sabendo que estaria ao lado de Nathan para escrever mais um capitulo da historia de Castle e Beckett. Antes de se entregar aos braços de morfeu, ela fez mais uma ligação.

O sorriso que despontara do outro lado da tela fez o coração dela perder uma batida. Os belos olhos azuis estavam bem escuros. Notou que ele ainda estava de pijama em casa. Pela agenda compartilhada com ela, Nathan deveria viajar no dia seguinte para Detroit, outra comic con.

- Hey, gorgeous! A noite foi boa? Está com a cara amassada... – ela brincou.

- Não conseguia dormir. Fiquei até duas da manhã revisando um roteiro de ConMan e depois perdi o sono. Quando finalmente consegui fechar os olhos já eram quase cinco da manhã.

- Sinto muito saber disso, será que essa insônia foi por minha causa?

- Não necessariamente, apesar que essa cama sem você não fica nada atrativa. E não tem uma semana que você viajou. Acho que estou em abstinência de você, Staninha.

- Ah, que bonitinho. Também sinto sua falta, babe. Mas minha ligação não é por causa de saudades. Acabei de sair de uma videoconferência com os executivos da ABC.

- Por favor, me diga que tem boas noticias!

- As melhores. Você está falando com a mais nova produtora de Castle.

- Amor, isso é fantástico! Eu sabia que você conseguiria.

- Ah, Nate! Estou tão feliz! Depois de todo o sofrimento que passei achando que não iria mais encarnar minha personagem, devo dizer que será com um prazer inenarrável que voltarei aquele estúdio na pele de Kate Beckett. E serei meio que sua chefe.

- E essa é a melhor parte na sua opinião, não? – ela riu.

- Nossas vidas de volta aos trilhos. Queria estar ai para poder comemorar com você.

- Eu também. Contudo, acho que podemos fazer um pequeno ensaio. Se não estiver cansada por ter trabalhado o dia todo, Staninha... afinal são o que, meia noite por ai?

- Quase uma da manhã, mas Nate, eu nunca estou cansada para você.

- Essa é a melhor resposta que você poderia me dar – ele sorriu ao ver que Stana retirara a camisola deixando os seios a amostra na frente da tela. Eles engajaram uma conversa picante e sedutora, um provocando o outro sem qualquer restrição. As palavras, os gestos e o clima esquentou mesmo virtualmente. Uma hora depois, Stana estava deitada em sua cama de hotel, após um orgasmo instigado caprichosamente por Nathan que sorria aliviado também sob efeito de prazer.

- Amor, isso foi muito revigorante. Não me importo de ter uma dessas a cada manhã.

- Vou pensar a respeito, com carinho. Agora preciso dormir, tenho gravação cedo. Prometo ligar novamente para você depois que voltar do set, será um dia longo.

- Tudo bem. Va dormir, amor. E sonhe comigo. Beijo, Staninha.

- Outro para você, Nate. Eu te amo – desligando o ipad, ela se acomodou na cama para o descanso merecido. Tirando de debaixo do travesseiro uma camisa azul, levou-a até o nariz. Ele não tinha ideia, mas Stana trouxera escondido uma roupa com o cheirinho especial dele para suportar dias afins longe dele. Abraçada a peça de roupa, ela adormeceu quase que instantaneamente.

Passaram-se dois dias ate que Stana tivesse uma folga nas gravações para dar atenção ao seu contrato. Lendo as condições expostas no adendo, ela achou estranho um dos requisitos da ABC. Por que esse segredo todo quanto ao seu papel de produtora? E a divulgação da sua permanência na série? Um dos pontos colocados ali, era a data de divulgação da renovação da temporada marcada para dia nove, uma sexta-feira antes da exibição da season finale, porém ela não podia falar de seu contrato na mesma data, na verdade, somente falaria três ou cinco dias após a segunda-feira, dia doze.

Pensou em ligar para sua agente a fim de esclarecer essas supostas exigências, mas algo lhe dizia que uma conversa com Nathan seria muito mais proveitosa e explicativa. Checou o relógio, pelo fuso ele devria estar próximo de almoçar, teria que arriscar para falar com o marido. Pegou o ipad chamando-o via facetime. Ele atendeu um pouco surpreso.

- Oi, amor. Ligando a essa hora? O que está acontecendo?   

- Você está na academia? – ao ver Nathan suado e ofegante. A camisa encharcada.

- Estou na rua fazendo jogging e pretendo nadar assim que chegar em casa. Estou testando uma cena para ConMan.

- E eu pensando que estaria almoçando... esse corpo suado me da muitas ideias. Não é saudável você aparecer assim quando estou a milhares de quilômetros de distancia e sozinha. Também não é nada justo – ela fez uma carinha manhosa e tristonha.

- Ah, não faz essa carinha, Staninha. Queria muito poder lhe dar carinho, poder sentir seu calor, beijar sua pele....

- Nate, pare por favor... não foi por isso que eu liguei. Preciso de foco – ele pegou uma toalha, limpou o rosto.

- Tudo bem, por que você preicisa de foco?

- Eu estava analizando o contrato que recebi da ABC e gostaria de entender algumas exigências. Por exemplo, aqui diz que não posso revelar para a mídia e a impressa em geral sobre a minha permanência em Castle antes da ABC falar da renovação, de fato, ela exige que eu não divulge nada sobre minha volta até cinco dias depois. Fora que não posso comentar nada sobre o lance da produção. Há alguma exigência para você nesse sentido?

- Não realmente. Eles apenas disseram que a renovação do meu contrato seria anunciada na mesma data da temporada.

- Então, por que essa condição diferenciada para mim? E como se não quisessem que eu dissesse que estou junto a você. De repente, é uma forma de me colocar como a bandida da historia. Diga que estou errada, por favor.

- Stana não acredito que queiram lhe colocar como a inimiga e nossos fãs certamente não pensariam isso de você. Acho que a intenção da ABC é valorizar a sua participação em Castle.

- Mas ao dizer que Castle está renovado e você está dentro, não me valoriza apenas me coloca em cheque. E quase como e dissessem com ou sem Stana nos iremos fazer a nova temporada.

- Não interpretaria dessa maneira. A duvida perante sua renovação deixara o nosso fandom angustiado. Provavelmente irão questionar a ABC, comentar no twitter e até atingir os trendings sabemos da força que eles tem. Isso tudo gera atenção e ibope para a série e a emissora. Para mim, trata-se de uma jogada de marketing muito bem arquitetada. Deixar uns três a cinco dias o assunto da renovação na mídia até revelar que você acertou o seu contrato.

- Eu não sei. Pode ser um problema para a minha imagem, como se eu não quisesse retornar a série e tivesse dificultando as negociações.

- Stana, você sabe que consegue reverter essa imagem em dois tempos. Basta indicar suas preocupações com o futuro da personagem e atraso nas negociações por conta das gravações pesadas. Garanto que seus fãs não pensarão mal de você. Eles te adoram – ele ainda via a incerteza no olhar da esposa – hey, confie em mim. Os nossos fãs estarão festejando o retorno no outono possivelmente com você como capitã. Vamos mudar de assunto? Como estão seus dias de filmagens no deserto?

- Bem pesados, porém encantadores. As paisagens aqui são lindas. O por do sol simplesmente deslumbrante. Queria que estivesse aqui ao meu lado para ususfruir dessa beleza. E quanto a você? Além de fazer jogging, o que mais tem ocupado seus dias?

- Muitas lidas de roteiros e acertos. Os eventos foram bons. Tenho mais um em Utah nesse fim de semana. Videogames nas raras horas vagas, estou tentando suprir o vazio e o tempo para não sentir tanta saudade. Não vejo a hora de você voltar. Se minha agenda não estivesse tão cheia, eu iria visita-la.

- Seria o melhor dos mundos, Nate. Eu adoraria, mas não posso culpa-lo por estar atarefado, eu também estou. Nem sei se encontraríamos tempo para curtir o local juntos. Mesmo assim, adorei a intenção.

- E quanto ao meio do caminho? Será que você não terá nem um fim de semana de folga?

- Não, infelizmente. Porém, se minhas filmagens forem rápidas, de repente antecipamos, quem sabe não volto antes do previsto para Los Angeles?

- Isso seria maravilhoso, desde que eu estivesse na cidade. A agenda no final de maio, inicio de junho está bastante concorrida.

- Tenho certeza que encontraria umas horinhas para mim.

- Você tem razão, amor... se quiser fazer algo assim, eu não vou ficar nem um pouquinho chateado, Staninha.

- Não é uma promessa, babe... por enquanto apenas um desejo. Vou deixa-lo se alimentar. Já passam das duas da tarde e você certamente está com muita fome, além disso preciso dormir. A gente se fala e obrigada por me acalmar. Você sempre me ajuda a ver as coisas com outra perspectiva.

- É um prazer, amor. E saiba que estou muito feliz por ter uma chefe tão linda como você. Mal posso esperar para vê-la mandar em mim... minha produtora.

- Você sabe que não funciona assim, Nate.

- Na minha imaginação, funciona sim.

A sorte parecia estar mesmo do lado de Stana. As filmagens estavam bem mais rápidas do que programaram. Se continuassem no mesmo ritmo, ela poderia voltar para LA no fim de maio. No dia seguinte, seria o anuncio da renovação da temporada. Ela estaria gravando o dia inteiro, portanto somente poderia ver a repercussão tarde da noite. Conforme Nathan previra, a ABC anunciou a oitava temporada e o retorno dele no papel de Castle. Uma pequena nota dizia que Stana ainda não confirmara sua participação, bem como os demais atores. Tinha razão, era marketing puro.

Stana lera todas as publicações e comentários sobre a reação dos fãs. Definitivamente, o fandom de Castle era extremamente passional. Alguns reclamavam da demora e do descaso da emissora em mencionar a situação da atriz, outros acabavam inventando as mais diversas teorias para justificar o não anuncio de Stana. Não somente isso, as especulações sobre como seria a temporada sem Beckett era bem intensa. A opinião era unanime, não existe Castle sem Beckett. Para Stana, essa foi a melhor conclusão do fandom sobre o assunto.

Obedecendo as regras da ABC e seguindo os conselhos de Nathan, dias depois ela publicou uma nota no twitter falando da renovação de seu contrato, da ajuda sobre o futuro de Beckett e sua conversa com os produtores. Satisfeita pelas respostas e a explosão de alegria de fãs ao saber da novidade, apagou qualquer duvida que Stana pudesse ter ainda sobre a sua volta e o futuro da serie. Um dia de cada vez, pelo menos era garantido mais um ano de trabalho ao lado de Nathan.

Fazia três dias que ela não falava com Nathan. As gravações no deserto estavam demorando muito forçando-os a acampar por lá. Quando finalmente conseguira voltar a civilização, ela postou algumas fotos na sua conta do instagram que tirara no deserto ao lado do produtor e amigo. Não dera nem dois minutos que postara, o seu celular tocou. Nathan.

- Oi, amor...

- Ah, então você se lembra de mim? Estou sem noticias suas a mais de três dias!

- Desculpe, Nate. Estava presa no deserto com as filmagens. Acampamos por la mesmo. Não tinha comunicação, somente radio. Não queria te preocupar.

- Você não parecia mesmo preocupada, alias parece que se divertiu demais com seu amiguinho no deserto. A propósito, ótimas fotos Stana. Somente por curiosidade, quando mesmo você retornou do deserto? Imagino que a sua primeira preocupação seria ligar para o seu marido ao invés de postar fotos de suas aventuras. Claro que estava errado!

- Meu Deus! Ciúmes, Nathan? Não acredito! Você realmente acha que eu não ia ligar para você? Se não se tocou, são onze da manhã aqui, portanto duas da madrugada para você. Pensei que estivesse dormindo e não queria te acordar. Agora, se apenas uma foto na rede social já o fez ficar desse jeito, no mínimo deve estar achando que tenho um caso com o meu produtor porque tive que acampar durante três dias no deserto para filmar. E o que você faz acordado?

- Você não é a única trabalhando... cheguei meia-noite em casa. Ainda não consegui dormir, estava respondendo emails quando vi sua publicação. Devia ter ligado, já disse que não me importo com horários.  

- Ainda está chateado comigo? Por favor, Nate... deixa de bobagem. Estou com saudades, desfaz essa tromba. Amo você. Estamos longe, não quero usar o único recurso que temos para olhar um para o outro para brigar.

- Tudo bem... – ele suspirou – acampar no deserto não deve ser uma coisa muito agradável... – a partir dali continuaram a conversa de maneira tranquila. 

Dias depois, o desejo tão ansiado de Stana acabara de acontecer. Na reunião de produção daquela manhã no set de filmagens, o diretor do longa revelou que o cronograma avançara tornando possível a conclusão das gravações em dois dias. Todos ficaram contentes com a noticia, ninguém mais que ela, claro. Stana tratou de remarcar sua passagem para o dia seguinte do fim das filmagens. Não contaria nada a Nathan. Queria fazer uma surpresa.

Entrar no avião era uma sensação de felicidade pelo trabalho realizado e por estar voltando para os Estados Unidos, especificamente para Los Angeles, ao encontro de Nathan. Pelas suas contas, chegaria na cidade pela manhã e sabia que Nathan deveria embarcar para Seattle no inicio da noite. Tinha evento no dia seguinte. Sua intenção era matar as saudades até a hora dele ir para o aeroporto.

Eram sete da manha quando o taxi de Stana parou na frente da casa que vivia com Nathan. Usando sua chave, ela abriu o portão da garagem colocando suas malas para dentro. A sala estava arrumada, a cozinha tinha algumas louças na pia. Subiu as escadas com cuidado, naquela hora havia grande chance de Nathan estar dormindo. Ao entrar no quarto, um enorme sorriso se formou diante da cena.

Ele estava dormindo apenas com a calça do pijama de bruços. Um braço agarrado ao travesseiro dela, o outro segurava uma camiseta que costumava usar para dormir. Tinha o nariz enfiado completamente na peça de roupa. Talvez essa não fosse uma cena comum para a grande maioria das esposas, para Stana se julgasse a imagem pelo que conhecia de Nathan nos primeiros anos, também não acreditaria. O fato de saber que havia veracidade naquele simples gesto de adormecer pensando nela, era o que enchia seu coração de orgulho e amor.

Com bastante cuidado, ela despiu sua própria roupa certificando-se que não o acordaria ao deixar as peças pelo chão. Ficando somente de calcinha e sutiã, ela debruçou-se levemente pelo colchão começando a acariciar as costas expostas com os seus lábios. Vagarosamente, ela sentia o cheiro dele sendo absolvido pelas suas narinas, um misto de suor e vanila. Ele definitivamente andava usando o hidratante que ela deixara no banheiro. Deitou o corpo sobre o de Nathan de modo a ter a boca na altura da nuca e ombros. Com a ponta dos dedos, acariciou o rosto sereno.

Alerta pelo peso novo e a sensação de calor que se formara em suas costas, Nathan remexeu-se um pouco incomodado. Foi então que Stana esticou os braços sobre os dele procurando suas mãos entrelaçando os dedos nelas. Ao vê-lo abrir os olhos, apenas falou.

- Não se mexa... – começou a roçar os dentes na nuca enquanto remexia o corpo sobre o dele. Desprendendo as mãos a fim de apertar os bíceps bem torneados de Nathan, ela mordiscou-lhe os ombros e esfregou seu corpo em direção ao traseiro dele. Usando ambas as mãos, Stana abaixou a calça que usava deixando a amostra parte do bumbum arrebitado que tanto adorava. Com uma pequena mordida, ouviu-o gemer e sussurrar.

- Ah, isso... oh, Staninha... me morda...assim... – ela riu diante do murmurrar prazeroso que ele fazia, continuou a vagar pelo seu corpo usando a língua, os lábios, Nathan tornou a falar – vem, amor... esqueça o deserto, volte... por favor... – então ela entendeu. Apesar de abrir os olhos momentaneamente, não estava de fato acordado. Seu marido estava sonhando com ela, tendo um momento erótico e ainda não se dera conta de que ela estava realmente ali. Pretendendo mudar essa situação para algo bem mais palpável e real, Stana empurrou-o para coloca-lo de peito para cima. Em seguida, deixou seu corpo novamente sobre o dele inclinando-se para beija-lo.

- Acorde, dorminhoco... acorde – beijou-o outra vez. As mãos acariciavam o peito, os lábios mordiam o queixo. Por fim, ele abriu os olhos dessa vez de verdade. Ao deparar-se com a esposa sobre si apenas de lingerie, o sorriso formou-se no rosto.

- Você realmente está aqui... ou esse é um sonho incrivelmente real?

- Estou aqui, babe... de volta para você.

- Eu estava sonhando com você, algo muito bom.

- Eu percebi. Um sonho erótico, não? Fiquei feliz em ver que o nome que você pronunciara entre gemidos era o meu. Estou aqui agora, em carne e osso então não precisa mais recorrer ao sonho ou qualquer outro artifício possível. Deus! Eu senti sua falta, Nate.

- Eu também, gorgeous. Demais – ele a puxou em sua direção tomando-lhe os lábios em um beijo apaixonado. Stana nem percebeu como, mas em questão de segundos ela estava sem sutiã e embaixo do corpo de Nathan. A partir daí, foi brindada com caricias e toques que somente ele sabia fazer para deixa-la simplesmente ligada, desejando e ansiando por ele. Queria muito senti-lo dentro de si, precisava muito que preenchesse o vazio que ele deixara nessse um mês longe. Puxando-o para si, encostando os lábios ao seu ouvido, ela pediu.

- Por favor, Nate... não me torture. Quero você agora... – ele ergueu a cabeça para fita-la, podia ver a urgência em seu olhar, sorrindo ele optou por dar a ela o que queria. Em minutos, ambos engajavam em uma mistura de movimentos, toques, gemidos até o momento que o orgasmo tomou a ambos de forma avassaladora.

Deitados um ao lado do outro para recuperar o fôlego, permaneciam calados. Stana sorria satisfeita pelo que acabara de experimentar há pouco. Nem precisava ser gênio para deduzir que ela queria mais. Usando as pernas para se enroscar no corpo dele, Stana esfregava-se com o corpo quente sobre o peito dele. Buscou os lábios relaxados e mostrou o tamanho de sua saudade ao sorver aqueles lábios. Esse foi apenas o aperitivo para acabarem fazendo amor novamente.

Quando finalmente Stana resolveu levantar-se da cama, estava bem próximo do meio-dia. A fome começava a incomoda-la. Deixou Nathan deitado na cama e foi em busca de uma chuveirada. Revigorada e com os cabelos molhados escorrendo pelos ombros molhando a toalha que tinha ao redor do corpo, ela se deparou com a cama vazia. Onde ele estava?

Tirou a toalha colocando-a pendurada no banheiro, pegou um roupão, vestiu-o descendo as escadas. Encontrou Nathan no balcão da cozinha. O cheiro do café invadiu suas narinas misturando-se ao aroma do bacon tostando. Ela o abraçou por trás enquanto o via colocar os bacons nos pratos que já continham queijo e croissants.

- Está com um cheirinho maravilhoso. Mas, não devíamos estar pensando no almoço? Não me leve a mal, necessito da minha dose de cafeína...

- Eu entendo. Por isso, tem umas bruschettas no forno e coloquei presunto parma e cogumelos nos ovos. Faremos uma espécie de brunch.

- Parece ótimo para mim – ela se afastou dele em busca de uma dose de café. Servindo duas canecas, entregou uma a ele. Sorvendo o liquido forte e quente, ela sentiu o estomago agradecer o carinho ao receber o café. Sentou-se na mesa e esperou ansiosamente pelos pratos de comida que Nathan trouxera cinco minutos depois. Sem pressa, saborearam a refeição com calma, entre comer e namorar, passaram mais de uma hora naquela mesa.

Quando finalmente se mudaram para a sala com Nathan deitado com a cabeça no colo dela, Stana se permitiu fazer um cafuné nos cabelos dele, automaticamente o viu fechar os olhos. Não podia negar que também estava cansada, o efeito do Jetlag ainda era presente em seu corpo. Aconchegando-se na almofada a seu lado acabou adormecendo.

Ao acordar, percebeu que estava deitada no sofá coberta com uma manta em suas pernas. Nem sinal de Nathan perto dela. Sentou-se e esfregou os olhos espreguiçando-se. Levantou-se procurando pelo marido. Encontrou-o no quintal com o calção de banho e uma cerveja nas mãos. A imagem apesar de convidativa para Stana também a preocupara. Checou o relógio espantou-se com o horário. Quase sete horas, isso era difícil de perceber já que o céu somente começava a escurecer por volta das sete e meia a oito horas. Ele deveria estar se arrumando para ir ao aeroporto.

Andando na direção dele, Stana se colocou ao lado de Nathan. Esbarrando levemente em seu ombro, ela sorriu e perguntou.

- O que você está fazendo aqui fora? Não deveria estar se aprontando para pegar um avião? Seu voo sai as dez da noite.

- E quem disse que vou viajar? – ele pegou o celular no bolso do roupão, mostrou a ela o pequeno recado deixado em seu twitter – já falei com a Michelle. Não será um problema tão grande.

- Ordens médicas? Você disse que não pode viajar porque está doente e seu medico o proibiu? – ela estava espantada com a mentira dele na rede social.

- Minha médica. Ela é muito exigente quando se trata da minha saúde. Preciso de repouso, portanto serei completamente seu todo o fim de semana.

- Sua médica?

- Sim. Você é minha doutora. Não me olhe assim, Staninha. Isso tudo é resultado de saudades de você. Uma mentira pequena, branca não ira fazer mal. O evento não é tão grande assim, preferi cancelar para passar o fim de semana com você. Além do mais, um mês longe da minha esposa foi bem difícil e como sei que logo estaremos tão envolvidos com os nossos projetos que mal poderemos passar algumas horas juntos. Vamos, amor... deveria estar lisonjeada.

- Não posso mentiu. Eu adorei a ideia porque estou morrendo de saudades de ficar colada em você.

- Sim, ficar agarradinho com você. Beijar, abraçar, sentir sua pele deliciosa e cheirosa, o calor do seu corpo... então – ele puxou-a contra si retirando a camisa que ela vestia – o que você acha de darmos um mergulho na piscina, depois podemos ver o que a noite nos reservara.

- Isso me agrada bastante – ela se afastou dele, retirando o short que vestia pulando na piscina sem qualquer peça de roupa. Nathan não esperou nem mais um segundo desfazendo seu roupão e pulando atrás dela.

Conforme prometera, o fim de semana foi somente deles. Stana perdeu a conta de quantos beijos, caricias, orgasmos eles tiveram. Foram horas prazerosas ao lado de quem se ama. Os dias passaram com uma certa rapidez. Envolvidos com seus trabalhos, Nathan e Stana mudaram o ritmo de seus dias. Algumas vezes ficavam doze, quatorze horas em estúdio. Outras vezes, trocavam o dia pela noite, o que dificultava o encontro de ambos debaixo do mesmo teto. Tudo bem, faziam isso em nome da arte. Ela filmava em estúdio. Ele fazia seu seriado ConMan ao lado do parceiro Alan e o tempo se encarregava de ditar o ritmo da vida do casal.

Após muitos dias exaustivos de filmagens, Stana finalmente tivera seu primeiro fim de semana de folga. Inspirada, decidiu fazer uma surpresinha para Nathan. Foi para a cozinha preparar o jantar. Enquanto dividia-se entre cortar os temperos, preparar o cordeiro e preocupar-se com o vinho, ela pegou o celular para consulta-lo. Dois toques e ouviu a voz dela.

- Hey, babe. Como está o trabalho? Pés 

- Agitado e difícil. O seu?

- Milagrosamente acabou cedo. Estou ligando para saber se você vai chegar tarde hoje. Queria poder jantar com você, não fazemos isso há quase uma semana. O melhor de tudo é que amanhã é sábado. Então, posso esperar por você?

- Acredito que sim. Nosso cronograma para hoje será encerrar tudo as seis da tarde.

- Excelente. Mal posso esperar para te ver. Um beijo, amor.

Desligando o celular, Stana se concenttou em cozinhar. Queria fazer um cordeiro delicioso para seu marido com temperos mediteraneos, algumas dicas que aprendera em seu tempo no deserto. Para a sobremesa, ela também queria agrada-lo. Optou por uma receita de torta de maçã bem simples de fazer que lembrava um strudel. Tudo teria que estar perfeito. Após colocar o cordeiro no forno, bem como a torta na geladeira para ser assada depois, ela sabia que tinha tempo suficiente para se cuidar para receber o marido numa noite especial.

O longo banho incluía hidratante por todo o corpo, secar cabelo e escolher uma lingerie bem sexy para despertar a imaginação de Nathan. Nada de preto ou vermelho, dessa vez optou por branco, o que incluía um sutiã de renda muito lindo e delicado. A roupa escolhida fora um vestido simples amarelo, mas que colava no corpo acentuando as curvas de Stana. Apenas de calcinha e sutiã, ela vestiu o robe de seda e desceu as escadas para checar o cordeiro. Mais quinze minutos e estaria perfeito. Checando o relógio, faltavam dez minutos para as sete da noite, Nathan chegaria a qualquer momento.

E foi o que aconteceu. Quando ele entrou na sala deparou-se com a mesa posta lindamente. O cheiro do cordeiro também estava no ar. O que será que Stana tinha aprontado? Não demorou para descobrir. Sentada no sofá, tinha a sua frente duas taças e uma garrafa de vinho. E claro que ele percebera a roupa que usava. Um belo vestido amarelo realçando todas as curvas que ele tanto adorava.

- Boa noite, amor – disse ela se levantando do sofá caminhando em direção a Nathan – está com fome?

- Estou sim, além de cansado. Você fez o jantar?  

- Um jantarzinho especial. Acho que fazemos falta um ao outro especialmente nesse ritmo que estamos. Pensei em aproveitar minha folga para proporcionar isso a você. Fora que podemos fazer outras coisinhas, mas apenas depois do jantar com direito a sobremesa.

- Hum, estou começando a ficar curioso... – ele beijou-lhe os lábios deixando as mãos deslizarem pelo vestido para sentir as curvas por baixo do tecido – adorei o vestido, Staninha.

- Otimo, então por que você não sobe, troca de roupa ou toma um banho e me encontra na mesa para jantar.

- Tudo bem, já volto e guarde um pouco de vinho para mim – ele subiu as escadas correndo. Não mentira quando declarou que estava cansado, porém uma surpresa preparada com carinho por Stana merecia toda a sua atenção. Tomou uma ducha rápida e vestiu uma calça jeans e uma camisa polo. Descendo as escadas, encontrou-a arrumando o prato principal. Havia outra coisa no forno que não distinguira. Ao vê-lo, ela tratou de servir o vinho tinto entregando uma das taças já sugerindo um brinde. Ao primeiro gole, ele sorriu. Estava no ponto ideal para ser degustado.

- Agora que você já se refrescou, que tal me acompanhar até a mesa? Acabei de tirar o cordeiro do forno e não deveríamos deixa-lo esfriar. O sabor não será o mesmo.

- Cordeiro? Não sabia que era tão prendada assim, amor.

- Aprendi essa receita no deserto. Cordeio com cuscuz mediterrâneo. Tambem fiz um purê de batata com queijo gratinado para acompanhar. Espero que goste – eles sentaram um ao lado do outro. Stana o serviu curiosa para saber o que ele acharia da comida. Assim que provou a primeira garfada, ele soube que ela havia feito um homerun. Os sabores do cordeiro com as ervas estava delicioso.

- Nossa! Isso está muito bom. De verdade. O molho combinou perfeito com o cordeiro, o cuscuz saboroso. Você me impressionou, Staninha.

- Que bom que gostou. Devo concordar a carne ficou no ponto certo e o purê combina com o molho. Enfim, uma noite decente de casal após tantos dias. Queria muito poder fazer isso mais vezes – Nathan se inclinou para beijar-lhe os lábios – agora o sabor está ainda melhor.

- E quando você acha que terá outra folga?

- Tenho que checar meu cronograma. Mas por enquanto, vamos curtir a nossa noite. Como foram as gravações hoje?

- Pesadas, tivemos cenas de ação e para variar eu levei uma queda tentando filmar. Ainda estou com o joelho e a panturrilha dolorida. Você não vai ter muita sorte comigo. Estou quase a exaustão e esse vinho vai ajudar a relaxar bem mais.

- Você está me adiantando que não haverá uma sessãozinha para fazer amor? Nem pense nisso e vou logo avisando que essa desculpa de exaustão não cola. Vamos focar no jantar e depois vemos o que posso fazer para mostrar que você está completamente enganado com os seus pensamentos. Mais cordeiro?

Eles terminaram o jantar, a garrafa de vinho estava apenas com dois dedos de bebida e aproveitavam o momento para trocar caricias ainda sentados a mesa. Com mais um beijo nos lábios, ela se levantou para pegar a sobremesa. Os olhos de Nathan brilhavam ao ver a torta de maçã linda que Stana colocou sobre a mesa.

- Wow! Que torta linda!

- E uma receita simples que beira a torta de maçã comum e o strudel. Caprichei na canela. Quer que eu lhe sirva um pedaço?

- Nem precisava perguntar – Stana o serviu de uma fatia generosa – hum ainda está quentinha.

- Na verdade, a receita sugere que você sirva com sorvete de creme. Para mim é opcional, mas tem no freezer se quiser – o olhar dele dizia tudo – devia imaginar, onde já se viu perguntar se macaco quer banana – ela foi ao freezer e colocou um pouco de sorvere no prato dele – e depois a formiguinha sou eu.

- Ah, mas isso é verdade – terminada a sobremesa, ela pediu para que ele fizesse um café para os dois. Stana guardou as comidas voltando para sentar-se ao lado dele no sofá ainda saboreando seu café – sabe, sem querer abusar, eu gostaria de mais um pedaço daquela torta. Você me serviria? – sorrindo, ela fez o que ele pediu. Após terminar a segunda fatia, ele retribuiu o gesto com um longo beijo nos lábios – acho que podemos ir para cama agora.

- Boa ideia – de mãos dadas, eles subiram as escadas. Stana esperava que ele fosse tirar seu vestido, mas admirou-se de vê-lo trocando o pijama e caindo na cama. Devia estar realmente cansado – você não mentiu quando disse que estava cansado. Nem tirar meu vestido você quis... – ela fez beicinho.

- Oh, amor. Me perdoe. Eu não fiz por mal. Queria muito ter o prazer de aproveitar seu corpo nesse vestido, só que estou acabado...

- Tem certeza? Você realmente não irá fazer amor comigo?

- Posso ate fazer desde que você não se importe que eu esteja dormindo...

- Não acredito em você e vou provar – ela desfez o zíper deixando o vestido cair no chão. Subiu na cama para ir ao encontro dele. Passando a mão pelo seu peito, ela sorria. Deixou uma delas escorregar ate o meio das calças apertando o membro. Ele gemeu, o que fez Stana gritar por dentro a vitoria. Faltava pouco para convence-lo de que não conseguiria dormir antes de “relaxar”. Os lábios dela sorveram os dele. O beijo foi simplesmente intenso. A mão dela continuava massageando a calça já sentindo o membro crescer. Puxou o short revelando que sua meta já fora alcançada.

- Meu Deus, mulher... você não existe.

- Eu sei que você não resistira a mim... – ele a puxou pela cintura devorando a sua boca. Deitou-a de costas para o colchão. Ela não podia deixar de gemer com o contato dos dedos dele em sua pele. Nathan sorveu os seios, um a um levando a esposa a loucura. Após o momento de êxtase, eles continuaram deitados um ao lado do outro.

- Deus... você acaba comigo, Staninha. Nossa... minhas costas doem.

- Como está sua perna? – ela apalpou a panturrilha fazendo Nathan gemer. Ela se levantou da cama voltando com uma pomada e adesivos para colocar no joelho e na perna. Após uma massagem e o curativo, ela o beijou e deitou para dormir. Na manhã seguinte, eles sentaram para tomar o café juntos. Stana não teria gravação e Nathan precisava apenas revisar algumas folhas de roteiro com Alan. Se saísse cedo, poderia voltar para almoçar com ela.

- Nate, estava pensando sobre Anne. Nós prometemos um tempo a ela. Mas para trazê-la para o fim de semana precisamos estar os dois disponíveis. Deveríamos fazer algo diferente. Alguma ideia?

- No momento não, mas prometo que pensarei em algo – ele a beijou levantando-se – vejo você mais tarde.

- Como está a perna e as costas?

- Incrivelmente bem. Você realmente faz maravilhas comigo, Staninha. Em outros tempos estaria todo doido.

- Eu sei que só proporciono coisas boas para você.

- Depois eu que tenho fama de metido, exibido, quanta modéstia!

- Só falo a verdade – ela roubou-lhe um beijo – agora vai logo trabalhar. Quero que volte cedo para curtirmos um almoço juntos – sorrindo, ele saiu pela porta sob os olhos de Stana que não parava de admira-lo.


- E trate de tirar o olho da minha bunda – ele escutou a gargalhada da esposa ecoar na sala.


Continua...... 

2 comentários:

cleotavares disse...

Eita! Coisa boa. O amor é lindo. Oh! O Nathan com ciúmes, coisa mais fofa.

Marlene Brandão disse...

Teve ciúmes senhora!!!!!
Adorei...Foi bem fofo no final,a novela do renovou e não renovou acabou. Amém!
Ainda bem que ele disse o nome dela na hora da chegada surpresa dela Ufa!
Ela cuida muito dele que me deixa... Coisada!