quarta-feira, 23 de setembro de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.54


Nota da Autora: Mais um capitulo para vocês. Esse e um bem light para rirmos bastante, afinal temos a presença da nossa mascote linda - Anne! Mas não se engane, o próximo ira trazer alguma tensão para o nosso casal. Aproveitem! So um detalhe: escrevi esse capitulo e o próximo antes da SP, ficou muito grande e tive que adaptar. Vocês irao perceber no próximo porque estou falando isso. 

Cap.54


Por volta de uma hora da tarde, ele retornara para a casa encontrando Stana a beira da piscina com apenas a parte de baixo do biquíni. Estava deitada em uma das espreguiçadeiras, de bruços e olhos fechados. Nathan percebeu que havia um copo com uma espécie de suco ao seu lado. Tentou se aproximar sem levantar suspeitas, não resistiu toca-la. Deslizando as mãos sobre o corpo dela ouviu-a ronronar como uma gata. Ela virou-se e abriu os olhos para fita-lo.

- Você está bem a vontade, não?

- Quer aproveitar a piscina, Nate? A água está uma delicia. Assim como eu...

- Você não ia preparar um almoço especial para nós?

- Isso foi antes de eu perceber quão deliciosa e convidativa essa piscina estava. Por que não entra, troca de roupa, liga pedindo qualquer coisa para comer e se junte a mim.

- Um convite irresistível e tenho novidades sobre o que poderemos fazer com a nossa pequena Anne. Volto num instante – passaram-se quinze minutos ate Nathan retornar encontrando-a na piscina nadando. Ele pulou para alcança-la. Com algumas braçadas agarrou a cintura dela enchendo-a de beijos – já encomendei nossa comida, escolhi tacos e guacamole, mexicana combina com piscina e coloquei algumas cervejas para gelar.

- E a tequila?

- Pensei em fazer uma margarita – ele encostou-se na borda da piscina puxando e prendendo-a rente ao seu corpo. As mãos não perderam a oportunidade de aperta-lhe os seios. A resposta dela foi morder o pescoço dele.

- Então, vai me contar sobre a sua ideia para Anne?

- Vou sim. Na verdade, eu estava sem ideias. Nada vinha em minha mente até que, ao discutir uma parte nova do roteiro com Alan, ele me comentou de uma locação que usaríamos para filmar uma sequencia de três cenas. Trata-se de um campo de paintball que alugamos em Santa Barbara. O local também tem trilhas, piscina e um ótimo restaurante. É claro que tudo está a nossa disposição, o que significa que o restaurante não funciona. Serão três dias de gravações, mas o aluguel é para quatro dias. Pensei em levarmos a pequena Anne até lá. Um lugar diferente, um passeio novo e com privacidade para nós todos. O que acha?

- Parece uma ótima ideia, quando seria essa filmagem?

- Devemos começar na segunda, portanto quinta estaria disponível para a nossa pequena reunião. Você consegue conciliar a sua agenda?

- Acho que sim, mas vou ter que conversar com a direção. Talvez se conseguir antecipar minhas cenas, posso tirar a quinta e a sexta de folga, apesar de achar um pouco complicado. Segunda devo ter uma resposta, então avisamos Anne.

- Ótimo.  
          
Na segunda, Stana comentou sua necessidade com a diretora informando que estava disposta a trabalhar a noite para conseguir a quinta de folga a fim de curtir um tempo com sua sobrinha. Felizmente, as pessoas naquele set eram bastante compreensivas quando o assunto era família. Elas sabiam que Stana era solteira e louca por sua pequena. Ela já mostrara muitas fotos e contara historias de Anne, isso sem nunca revelar a sua relação com Nathan.

Não foi nem um pouco difícil conseguir a folga tão desejada. Sentou-se ao lado da produtora para reorganizar as cenas da melhor maneira possível para não afetar suas colegas de trabalho. Felizmente, ela dera sorte não precisando ficar até muito tarde no set nos próximos dois dias. Trabalhar até as dez horas era algo bem tranquilo se levasse em consideração as gravações de Castle.

No fim do dia, produtora e diretora reuniram o elenco principal para mostrar as mudanças do cronograma para adequar a folga de Stana na quinta. Explicando os motivos, ninguém pareceu se importar com a ideia de fazer a troca. Apenas uma das atrizes teria que trabalhar na terça acompanhando Stana. Na quarta, ela filmaria as cenas solo para adiantar a programação do dia seguinte.

- Nem sei como agradecer a vocês por abrirem essa exceção a mim. Vão fazer uma garotinha muito feliz. E lembrem-se, quando precisarem estarei mais do que pronta para ajudar.

- Não é nada demais. Você tem que curtir sua sobrinha querida. Adoro saber o quanto a relação de vocês é bonita.

- Bem, acabamos por hoje. Vejo vocês as seis da manhã. E Stana? Traga sua marmita, o dia será longo para você.  

Assim que saiu do set de gravações, Stana comprou café e donuts seguindo para casa. Nathan chegara dez minutos após Stana ter trocado de roupa e sentado no balcão da cozinha para saborear os doces.

- O que faz ai?

- Trouxe café e donuts, você quer um pouco? Acabei de chegar do trabalho. E tenho novidades!

- Mesmo? – ele sentou-se ao lado dela já pegando um dos donuts de chocolate – o que seria?

- Nosso dia de diversão com Anne está confirmado. Eu conversei com a produtora de Sister Cities e vou trabalhar amanhã e quarta até as dez da noite, mas tudo bem. Pela Anne, eu faço sem problemas. Acho que podemos fazer aquela ligação que deixara uma garotinha muito feliz.

- Tenho certeza que ela adorará o convite. Ligue do seu celular, vai ser menos suspeito caso a mãe dela veja – Stana colocou o ultimo pedaço do donut que comia na boca e pegou o telefone discando o numero da sobrinha na sua lista de favoritos. Dois toques depois, ela atendeu.

- Tia! Tia Stana! oi... que saudades!

- Oi, docinho! É bom falar com você. Como você esta?

- Muito bem, estou de férias. E a tia? Trabalhando muito? O tio?

- Sim, estamos trabalhando bastante. E seu tio esta morrendo de saudades. Foi por isso que ligamos. Vou colocar no viva-voz. Pronto. Pode falar com seu tio.

- Oi, tio Nathan! Você está treinando seu videogame para a tia não ganhar de você?

- Bem que gostaria, Anne. O problema é que estamos trabalhando tanto que não tenho tempo para treinar. Fora que a minha parceira preferida não é sua tia, é você.

- Eu sei. Desculpe, tia Stana. Eu sou a melhor do vídeogame. E não entendo porque vocês trabalham tanto. Anne já disse para descansarem um pouco. A gente bem que poderia ir a praia, voltar naquele píer não tia? Foi tão legal.

- Sim, foi ótimo. Bem, não podemos ir a praia, docinho. Mas eu e seu tio temos uma novidade para você. Trabalhamos muito e mexemos em nossas agendas para curtir um dia com a nossa gatinha! Que tal um passeio diferente com seus tios na quinta-feira?

- Jura? Vamos sair? Oba! Para onde?

- Para onde será surpresa. Irei busca-la bem cedo na quinta para não perdermos tempo. Cadê sua mãe? Preciso avisa-la da nossa saída. Iremos passar o dia todo fora, mas você dormirá em casa porque a tia precisa trabalhar no outro dia, combinado?

- Ta bom. Vou chamar a mamãe. Ela está na cozinha lavando as louças do jantar. Perai – Anne saiu correndo com o celular nas mãos aos berros chamando a mãe – manhe!!! Mãe!!! O telefone!  

- Jesus, menina! Você me deu um susto. Para que essa gritaria toda?  

- Telefone pra você. É importante! – a mãe pegou o celular das mãos de Anne, suspirou sorrindo para a menina obviamente importante para ela.

- Alo? Ah, oi Stana! Bem que eu imaginava, o que mais poderia ser importante para Anne? Tudo bem com você? – Stana engajou-se em uma conversa com a cunhada contando um pouco da viagem e da vida corrida que estava levando. Em seguida, mencionou o que queria proporcionar a Anne nessas férias já que tinha tão pouco tempo para curtir a menina, precisava aproveitar esses raros momentos. Como todas as vezes, a cunhada não reclamou, pelo contrario agradeceu a oportunidade de sua filha sair de casa e dela poder ter um tempo para ao menos fazer as unhas.

- Bem, então acredito que o passeio fará bem para todos. Prometo que se der te dou um dia para o cabelo. Devo passar ai por volta das oito da manhã. Deixe-me falar com Anne novamente. Quero lembra-la que terá que levantar cedo – a mãe entregou o celular de volta para a filha.

- Então, tia?

- Tudo certo. Escute bem minhas instruções. Você irá preparar uma mochila com uma muda de roupa, uma toalha e nada de trazer brinquedos porque você não terá tempo para eles. Pode trazer um livro para ler no carro se quiser. Entendeu?

- Tudinho, tia. Pode deixar e Anne já está curiosa. A tia não vai dar nenhuma pista de onde vamos?

- Não.

- Hum... ta bom. Te vejo na quinta, tia! Um beijo grandão da Anne.

- Outro para você, docinho. Duplo, sabe por que não?

- Sei, tia. Boa noite e dessa vez sonhe comigo e não com o moço bonito.... – rindo eles desligaram o celular.

Apesar de chegar dois dias mais tarde em casa, Stana estava satisfeita por saber que passara rápido e amanhã estaria com a sua sobrinha. Conforme combinado, ela pegaria a menina por volta das oito da manhã dirigiria até a casa de Nathan para pega-lo e seguiriam pela estrada até Santa Barbara. Provavelmente parariam no caminho para tomar café em algum lugar deserto. Naquela noite de quarta-feira, ela tomou um banho quente, enxugou o corpo para lambuza-lo de hidratante e apareceu no quarto vestindo uma camisola rosa claro bem curtinha com uma calcinha do mesmo tom também mínima.

Nathan que lia concentrado o roteiro de filmagens da sexta, ao sentir o perfume de baunilha no ar ergueu os olhos do papel dando de cara com a imagem maravilhosa da esposa. Tirou os óculos lentamente, saboreando cada instante que podia.

- Nossa, Staninha! Isso tudo é para dormir? Com quem você pretende se encontrar nos sonhos para estar vestida assim tão sensual?

- Hum... tem um cara ai... – ela deu de ombros fazendo pouco caso - Ele é alto, tem um porte atlético, provavelmente fez natação durante muito tempo. Ombros largos, bíceps generosos e um bumbum de morrer... daqueles que a gente não resiste e morde com vontade? E o melhor? Os olhos azuis profundos e calorosos. Daqueles que envolve quem os fita – ela já estava de joelhos na cama com as mãos sobre os ombros de Nathan.

- Acho que conheço esse cara, bonitão charmoso, tem um toque mágico e ouvi a boca pequena que beija muito bem... – ele já provocava com seus lábios roçando de leve no queixo e na boca de Stana – não seria ele o mesmo cara que te deu essa aliança? – não esperando resposta tomou-lhe os lábios com um desejo súbito. Apenas de admira-la, sentia a excitação despontar no boxer que usava. A partir dali, não houve mais jogo de sedução, somente a entrega ao puro prazer levando-os a momentos deliciosos culminando em orgasmos múltiplos e dois corpos exaustos esparramados na cama,

No dia seguinte, Stana seguiu o cronograma voltando em casa para apanhar Nathan antes das oito e meia. Seguiram com ele dirigindo pela estrada. A viagem até o campo de paintball era de uma hora e vinte minutos. Com cerca da metade do percuso cumprido, Nathan decidiu a pedido de Anne parar em uma área de descanso para usarem o banheiro e tomarem café. Dependendo do movimento, eles sentariam nas mesas e fariam a refeição. Se houvesse qualquer chance de serem reconhecidos, ele compraria as coisas e comeriam no carro mesmo.

Stana soltou com a sobrinha primeiro. Dando uma rápida olhada no ambiente, elas seguiram direto para o banheiro. A principio, o local estava vazio exceto por uma única mesa com dois rapazes que tomavam café. Cinco minutos depois, foi a vez de Nathan adentrar a área. Realmente não havia nada que os impedissem de comer por ali mesmo.

Logicamente, ele estava de boné e óculos escuros. Stana também usava um chapéu mantendo o cabelo no coque. Ele foi direto a Starbucks pedir seus cafés, pegou um suco de frutas vermelhas para Anne e muffins diversos doces e salgados além de um cookie de chocolate para a menina. Ficou por ali mesmo esperando seu pedido quando as duas se aproximaram. Ao vê-lo próximo a cafeteria, ela escolheu uma mesa para sentarem bem perto.

Anne sentou-se ao lado da tia esperando para comer. A garçonete chamou por Rick e Nathan prontamente se apresentou pegando tudo o que comprara. De frente para Stana, ele distribuiu as bebidas colocando o saco com os muffins sobre a mesa para escolha delas. Bebendo um longo gole do café, a tia observava a menina provar o suco e remexer no saco em busca de um muffin de blueberry. Deu a primeira mordida com gosto. Sorrindo, Stana escolheu um para si e estendeu outro para o marido.

Comiam em silencio por alguns minutos até Anne resolver fazer algum dos seus comentários que acabavam deixando um certo desconforto para seus tios. Dessa vez a menina optou por um assunto diferente de bebes ou sexo, porem não menos importante para o quesito relacionamento.

- Sabe o que eu reparei, tio? Quando a Beckett está com Castle ele nunca dirige. Até achei que ele não sabia, mas aposto que é a policial que não deixa – Nathan trocou um olhar com a esposa, a observação não parou ai – é engraçado porque quando é você e a tia, ela só dirige quando vai lá em casa, depois passa logo o carro para o tio. Você deixa o tio dirigir porque ele é homem?

- Não, docinho. Não se trata disso. Eu dirijo muito pouco, prefiro muitas vezes pegar o metro, a minha bicicleta. O carro é minha ultima opção. Não me importo de ter o Nathan dirigindo para mim.

- Sei, o lance do ATP. Mas a policial ditige porque ela é quem manda, não?

- Acho que você está certa. Na serie, Beckett tem o poder por ser a detetive e sim, ela manda no Castle – disse Stana olhando para o marido com um olhar de vitoria. Para não ficar por baixo, ele comentou.

- Da mesma forma, na vida real quem manda sou eu. O controle é meu inclusive do volante – Anne olhou bem séria para o seu tio para em seguida soltar uma gargalhada.

- Por favor, tio. É claro que quem manda é a tia. Ela manda você dirigir para ficar numa boa. Você não tem controle de nada... talvez – a menina pensou um segundo – talvez só o controle do videogame, mas a tia Stana ainda pode obrigar o tio a desligar o jogo se quiser – quem não aguentou olhar para a cara frustrada de Nathan foi Stana que simplesmente tascou um beijo na sobrinha após uma daquelas gargalhadas que somente ela sabia dar.

- Ouch! Me sinto nocauteado por duas mulheres de uma só vez.

- Como você é inteligente, docinho. A tia ama você. E Nathan? Preste muita atenção a Anne, ela sabe o que diz.

- Hahaha... estou com dor no estomago de tanto rir da sua piada...

- Não é piada, tio. É a verdade – a garota entortava a boca de um jeito tão meigo que a única reação dele fora sorrir.

- Tudo bem, antes que essa conversa se alonge, vamos andando? Ainda temos quase uma hora de viagem até o nosso destino.

O restante do percurso foi tranquilo, eles escutavam musica, brincavam de jogos com palavras e riam bastante. Ao estacionar o carro na propriedade alugada, Nathan abriu a porta para que Anne saísse. Ela podia enxergar um longo campo a perder de vista a sua frente, do lado esquerdo havia um lago com uma pista de corrida ao redor e mais abaixo um murro alto que a menina deduziu ser uma casa ou um lugar para comer. Na verdade, era o espaço onde a brincadeira acontecia.

- Onde estamos tio? O que é esse lugar?

- Tem de tudo um pouco por aqui. Podemos correr, jogar bola, tomar um banho no lago enquanto sua tia pratica jogging, mas o principal encontra-se atrás daquele murro. Quer descobrir o que é?

- Quero!

- Beleza! – Nathan saiu correndo e gritando – quem chegar por ultimo é mulher do padre! – a menina rapidamente entendeu que se tratava de uma competição topando o desafio de correr atrás dele. Stana somente poderia rir diante da maluquice. Viu quando Nathan tropeçou possibillitando para Anne passar-lhe a frente. Ofegante, ele levantou retomando a corrida. Ao finalmente alcança-los próximo ao muro de uma grande quadra cheia de obstáculos, ela o encontrou de cabeça baixa com as mãos apoiadas nos joelhos tentando recuperar parte de seu fôlego.

- Eu ganhei, eu ganhei! – a menina cantava eufórica – o tio é mulherzinha! Lalalala!

- Não perdi... não... sua tia chegou por ultimo, tecnicamente ela é a mulher do padre.

- Não mesmo, a tia não estava competindo. Você perdeu, bobão! – gargalhou para depois perguntar – que lugar é esse, tio?

- Anne, já ouviu falar de paintball? – ela balançou a cabeça em negação – ah! Otimo! Será sua primeira vez. Sabe aquele jogo que Castle brinca com a filha dele na série, o lasertag? O objetivo do jogo é acertar as luzes coloridas na roupa de seu adversário com a pistola de laser.

- E Alexis ganha quase todas as vezes do Castle.

- Não ganha, não! – ele percebeu o olhar de recriminação de Stana – essa não é a discussão aqui. Então, como eu estava explicando o paintball é bem parecido só que ao invés de acertarmos luzinhas, usamos uma pistola com bolas de tinta para atingir um macacão branco, quem for atingido perde. Que tal?

- Parece bem legal. Vamos brincar disso hoje?

- Por isso estamos aqui. Que tal conhecer o equipamento e as regras do jogo. Você também Stana. Todos vamos brincar hoje, por estarmos em numero impar, serei eu contra vocês duas.

- Há! Vai perder tio! – e fez um sinal de hi-5 com a tia, provocando o aparecimento de uma careta nada agradável no rosto de Nathan.

Ele separou o equipamento, mostrou como usa-lo. Entregou os macacões para elas indicando onde podiam se trocar. Também foi se preparar para a brincadeira. Devidamente arrumados, Nathan as levou a um armário onde ficavam as pistolas. Um conjunto de regras estava preso a um quadro explicando as jogadas, tipos de tiros e a contagem de pontos. Valiam apenas marcas no tronco incluindo bumbum. Nada de cabeça, rostos. Serão contadas as marcas no macacão e cada jogador tem uma cor.

- Eu escolho vermelha! – Anne gritou.

- Tudo bem, eu fico com a azul e sua tia com a amarela. Mesmo que sejam vocês duas contra mim, vamos querer saber quem deu o maior numero de tiros. Depois podemos jogar individualmente, cada um por si. Serão quinze minutos ou até que um dos times esteja “morto” antes desse tempo, claro. Não se preocupe que essa tinta caso espirre no cabelo ou pele não é toxica. Prontas para perder?

- Olha só, Anne... seu tio acha que vamos perder...

- A tia é a melhor atirando, até parece!

- Veremos! Em seus lugares – Nathan deixou-as correr escolhendo um lugar para se esconder. O relógio disparava por um pequeno controle remoto que ele colocara preso ao cós. Stana prendeu os cabelos num coque apenas por precaução – atenção... valendo!

E a brincadeira começou. Entre obstáculos e esconderijos, eles se movimentavam no campo esperando pelo melhor momento de disparar os tiros contra os alvos. A primeira tentativa de todos fora frustradas, os tiros desperdiçados coloriram parte dos obstáculos, também não conseguiram nada na segunda tentativa. As risadas ao escaparem dos tiros se faziam ouvir longe. Anne foi a primeira a ficar marcada. Um belo tiro azul em suas costas.

Não se deixou abater e continuou na perseguição ao tio. Nathan já empolgado com a brincadeira, acabou desperdiçando uns bons tiros tentando acertar Stana. Ela também errava, chegou a acertar a perna dele. Quando tentava se esquivar por um pequeno arco, sentiu a bola de tinta passar rente ao rosto. Não pensou duas vezes, virou atirando querendo atingir o peito de Nathan, ele desviou e acertou em cheio o ombro direito dele espalhando tinta pelo peito.

- Peguei você! – a frase foi dita por duas vozes. Por trás dele, Anne ria da situação. A menina tinha atirado nas costas, deixando-o marcado de amarelo na frente e vermelho atrás.

- E ganhamos a primeira, docinho! – Stana ergueu a mão fazendo sinal de high Five para a sobrinha.

- Hey! Não valeu!

- Como não? Atingi você na área permitida. Tronco engloba ombros, Nathan.

- Não estou falando de você, Anne não podia ter atirado. Eu já matei sua aliada.

- E daí? O tiro dela não vale, o meu sim. Não adianta, nós ganhamos.

- É tio, você não disse nada sobre não poder atirar depois que alguém te acerta. Onde esta escrito essa regra? – Stana beijou a sobrinha sentindo-se muito bem representada. Resolveu colocar mais lenha na fogueira.

- Isso mesmo. Não vi essa regra – o olhar provocador de Stana o fez revirar os olhos e suspirar derrotado.

- Tudo bem, posso ter esquecido de estabelecer essa regra. Meu Deus! Você é muito parecida com a sua tia! Até no ato de mandar! Estou perdido com essas Katics, se um dia tivermos um filho é bom que puxe para mim ou estarei em desvantagem – ele suspirou - Vamos dizer que me venceram por sorte de principiante. Vamos jogar novamente, agora seguindo as regras. Quem for atingido sai do jogo.

- Mas isso torna o jogo muito rápido. Por que não estabelecemos o mínimo de três tiros para alguém sair da brincadeira durante os primeiros quinze minutos? Se depois do tempo ainda tiver adversários jogamos mais quinze minutos e por ai vai... o que acha, Anne?

- Gostei da ideia, tia. Fica mais emocionante.

- Tudo bem, vamos fazer do seu jeito Stana e depois jogamos cada um por si – ela se aproximou dele, provocando.

- Apenas para sua informação: quando tivermos um filho, você estará em desvantagem de qualquer jeito – elas riram.  

Eles reiniciaram o jogo. Em meio a correria era possível ouvir os gritos de susto, as risadas, algumas quedas e toda a alegria de um momento em família. Anne estava adorando ajudar a tia a vencer Nathan. Ela avisava a cada tentativa de emboscada que ele tentava fazer contra ela. Ouviu o tio xingando algumas vezes e sento repreendido pela sua tia por falar palavrão. Dessa vez, os primeiros quinze minutos acabaram com os três ainda no jogo. Ele tinha um tiro, Anne tinha dois e Stana nenhum. Quem o acertara fora Stana daí o palavrão.

- Nate controle essa boca! Tem uma criança aqui e deixe-me lembra-lo que isso é uma brincadeira não um lance de vida ou morte.

- Facil para você falar. Não vejo uma marca de tinta no seu macacão.

- Isso é porque sou a melhor! Anne avisou para você, ou acha que aqueles treinamentos como Beckett eram apenas um passatempo? Tenho boa mira.

- Blablabla....fique se gabando porque eu vou pintar esse macacão de azul em dois tempos – de repente os dois foram pegos de surpresa com a cena de Anne. Ela estava sentada no campo, a arma de tinta sobre o colo e um cookie nas mãos que comia tranquilamente – Anne?

- Quando as duas crianças terminarem de brigar sobre quem é melhor, me avisem para a gente voltar a jogar – ela deu um sorriso genuíno que fez os dois adultos olharem-se e cair na risada. Estavam fazendo papel de bobos na frente de uma menina de oito anos. Que coisa mais deprimente.

- Nós somos muito ridículos – disse Stana – e idiotas. Viemos aqui para nos divertir com a nossa sobrinha e olha para a gente? Brigando por querer ser melhor que o outro. Vamos, Anne. A pausa acabou! Vamos detonar o macacão de seu tio de vermelho e amarelo.

Eles retomaram o jogo e nos quinze minutos, Anne acertou o próximo tiro em Nathan. Ele por sua vez manchou o macacão de Stana e acertou a pequena novamente. Agora estava entre os dois. Ela tinha a vantagem de poder tomar um tiro a mais que ele. Nathan não ia perder para ela outra vez. Isso era o que desejava, não o que aconteceu. Ela o acertou bem no traseiro.

- E ganhamos de novo! Vem me dar um abraço, docinho! Somos as melhores! – ela observou o jeito dele enquanto abraçava a menina. Estava apoiando as mãos nos joelhos tentando esticar a coluna. Cansado da correria provavelmente – que tal fazermos uma pausa, bebermos água e uns isotônicos, comomos alguma coisa e voltamos para o desafio individual? Vou pegar as coisas que compramos no carro. Anne sente-se com seu tio naquela mesa de piquenique. Eu já venho – ela passou por Nate, acariciou seu braço e beijou-lhe o rosto sussurrando – sente-se, babe. Você não tem mais vinte anos.

- Não é o que você geralmente me diz quando estamos na cama.

- Tem razão, mas trata-se de uma situação bem diferente – ela sorriu.

Estavam sentados na bela mesa de madeira saboreando um cha gelado e biscoitos doces e salgados, um galão de água bem gelada também estava sobre a mesa. Nate ao lado de sua esposa comia um cookie de chocolate enquanto a pequena se refrescava com a bebida, Stana beijava o pescoço dele descobrindo que havia resíduo de tinta amarela na pele.

- Foi um belo tiro... marcou sua pele.

- Isso, pode se gabar. Vou detonar você no individual – Anne sorria colocando o ultimo pedaço do biscoito na boca para comentar ainda mastigando um pouquinho.

- Tia? Isso aqui está muito bom... mesmo, mas será que a gente vai comer outra coisa? Talvez uma carninha, ou um frango frito com purê, um almoço sabe? Que acha? Depois da individual?

- Bem, aqui não tem restaurante porque hoje está fechado somente para nós, podemos sair nas ruas de Santa Barbara atrás de um KFC se a sua tia permitir você de comer fast food. Posso olhar no GPS. Não vai levar nem um minuto para descobrir.

 - Claro que a tia vai deixar. Estou de férias e hoje vocês me trouxeram aqui para me divertir, não? Anne quer comer frango frito.

- Tudo bem, seu tio pode procurar um KFC e comprar um balde para comermos aqui mesmo. Contanto que traga uma salada para mim e alguns biscuits que vão muito bem com essa comida. Sugiro que se encontrar um café pelo meio do caminho não vou reclamar de tomar uma boa dose. E pra você, Anne? Um milkshake caprichado?

- De morango!

- Não nega que e parente da tia mesmo. Para mim, Anne parece sua filha! De qualquer forma, antes que as mocinhas me questionem já encontrei um KFC, fica a sete minutos daqui. E tem uma Starbucks no caminho. Acredito que satisfaremos os desejos de todos. Então, agora que o almoço já está devidamente arranjado, podemos jogar?

Eles seguiram para o campo. A partida individual acabou com cinco minutos. Stana detonou os dois. Não satisfeito em perder, ele sugeriu outra coisa. Mano a mano. Primeiro, Anne e ele, depois Stana e ele. Elas não se intimidaram. Novamente ele foi derrotado por Anne que vibrou muito ao atingir o terceiro tiro. Felizmente, Nathan ganhou de Stana no ultimo momento o que serviria para não deixa-lo emburrado. Assim que a partida terminou, Anne saiu atirando nos dois como uma desesperada e a brincadeira ficou bem melhor.

Dez minutos depois, os três estavam jogados no campo completamente sujos de tiinta vermelha, amarela e azul. Cansados e sorrindo, estavam embolados uns nos outros. Stana foi a primeira a se levantar. Precisava se livrar daquele macacão. Viu que Anne apontava para seu cabelo cochichando algo para Nathan.

- O que foi? – ela perguntou.

- Alguém acertou tinta vermelha no seu cabelo... – disse Nathan apontando para a pequena.

- Sério? Você fez isso Anne? Oh, Deus!

- Relaxa, Staninha. Isso sai com facilidade. Na verdade, por que vocês não vão tomar um banho, trocar essa roupa psra nos prepararmos para almoçar? Agora deu fome.

- Tudo bem, vamos docinho?

Elas saíram apostando corrida até os banheiros. Nathan sorria ao ver o jeito de moleca da sua esposa. Ela realmente adorava essas farras. Ele se sentia feliz em poder proporcionar esses momentos para aliviar o stress da vida deles. Também precisava se cuidar.

Dez minutos depois, ele se despedia delas prometendo voltar com o almoço em breve. Stana e Anne sentaram-se na mesma mesa após uma pequena limpeza para tirar o excesso de tinta do lugar. Elas conversavam um pouco sobre o que Anne vinha fazendo em suas férias. Isso surpreendeu a tia. Pensava que a sobrinha estava aproveitando muito o período longe da escola, mas seus dias estavam resumidos a tardes em casa, um ou outro dia dormindo na casa de uma amiguinha, brincar de videogame, uma ida ao cinema. Ficou triste por não poder proporcionar mais programas interessantes para a menina. Infelizmente precisava trabalhar.

Nathan voltou com o balde de frango, todos os acompanhamentos a que tinham direito e logicamente os cafés. Anne pegou logo seu milkshake tomando um grande gole. Em seguida, foi a vez de atacar o frango. Stana agradeceu o trabalho do marido com um beijo caloroso nos lábios. Eles almoçaram bem, em clima descontraído a base de muitos sorrisos e palavras de alegria.

Terminada a refeição, eles ainda se arriscaram em algumas maquinas de fliperama que havia na casa principal. A empolgação durou cerca de duas horas quando Nathan decidiu que era hora de pegar a estrada novamente com a promessa de uma parada para tomar um belo sorvete no caminho. Isso aconteceu em uma das áreas de convivência após uma hora de estrada. Stana optou por um café gelado dessa vez enquanto ele e Anne se dedicavam de cabeça a devorar seus sundaes de chocolate e toda a tranqueira que pudesse imaginar dentro daquela taca.

Ela gostava de observa-los juntos. Nathan parecia uma criança ao lado da pequena Anne. Era através de momentos como esse que Stana se pegava pensando em constituir família. De uma coisa ela tinha certeza, após a renovação da oitava temporada de Castle, esse plano podia estar mais próximo. Tudo dependeria de como iriam tratar essa temporada. Não voltara a comentar desse assunto com Nate porque já percebera que cada vez que o fazia, sentia uma ponta de frustração da parte dele. Quer dizer, não estavam tão jovens como antes, a vontade de ser pai era grande demais para ele por isso mesmo, ela optara por não tocar no assunto se não tinha certeza do quando ele aconteceria.

- Hey, no que está pensando tia?

- Nada demais. Só observando a sujeira que vocês dois lindinhos estão fazendo comendo esse sorvete.

- Está tão gostoso! Tem certeza que não quer um pouquinho, Staninha?

- Não, obrigada – mas Nathan não se convenceu. Ele encheu a colher generosamente e ofereceu a ela. Para provocar, ela aceitou tomando-o de uma forma bem sensual. Não satisfeita, enfiou o dedo na taca dela e provou o chocolate do próprio dedo sem tirar os olhos dele.

- Isso era porque ela não queria né, tio? – mas Nathan não ouviu, estava em transe olhando para Stana. a menina chamou por ele de novo. Nada – pelo amor de Deus! Parem de fazer esses olhares melosos um para o outro, daqui a pouco vão se beijar e esquecer que eu existo. Ai será apenas rude! – esse ultimo comentário de Anne despertou a atenção finalmente dos dois.

- Desculpe, nos empolgamos...

- Acho bom que não se repita – ela fazia pose de quem estava ralhando com os dois, sim ela naquele momento era a adulta da historia.

- Tudo bem, vamos voltar para a estrada – disse Nathan – você quer mais alguma coisa, Anne? Uma água? Um chocolate, ir ao banheiro?

- Não, está tudo ótimo tio.

Assim eles seguiram para casa. Fizeram uma rápida parada em um posto para Anne ir ao banheiro, mas com meia hora estavam em casa. Conforme Stana prometera, ela somente deu um tempo para que a menina curtisse um pouco mais o tio enquanto ela tomava um banho e trocava de roupa para leva-la até a sua casa.

Antes de entrar no carro, Stana num impulso virou-se para sobrinha após dar-lhe um abraço ajoelhada na frente dela.

- Sabado você pode vir para cá se quiser... tem algum problema, Nate?

- De jeito nenhum...

- Oba! Vou adorar, tia Stana!

- Precisa trazer seu biquíni para tomar banho de piscina, combinado? – a menina deu outro abraço e encheu a tia de beijos – tudo bem, isso foi um sim. Agora vamos para que não tenha problemas com sua mãe.

Felizmente tudo deu certo para Anne. Stana conseguiu trabalhar e preparar um dia ótimo para curtir com a sobrinha e o marido. O sol também ajudou fazendo das horas ao lado dos tios outro momento gostoso e perfeito para a menina. Os três se divertiram com suas guerrinhas particulares dentro d’água e fora dela. Entre tombos e caldos, eles passaram boa parte da manhã e da tarde no quintal. Quando estavam fazendo um lanche em frente a TV antes de Anne ir embora, a garota saiu com mais uma daquelas tiradas clássicas.

- Sabe tio, eu estava assistindo um filme onde você era médico. Aquele da garçonete, que ela levava tortas quando ia no seu consultório. Ai, eu fiquei curiosa e descobri que você já fez outro papel de médico de bebes. Na série das donas de casa. Por que gosta tanto de ser médico de bebes?

- Não que eu goste, foram oportunidades que surgiram antes de Castle. Coincidência eu ser médico nas duas vezes.

- Você era médico em Desperate Housewives? Ginecologista?

- Sim, você não me assistiu? Eu me lembro de ter comentado logo nas primeiras semanas de trabalho. Foi quando eu trabalhei com Dana Delany, logo em seguida fiz o teste para Castle e meu papel foi adaptado. Adorei trabalhar com aquele elenco, eram bem divertidos e Dana uma super atriz e parceira.

- É bem engraçado, tia. Quando aquela mulher vai lá fazer a consulta...

- Deve estar falando de Terri, a personagem dela era a Susan.

- Devia ver tia! Ele faz um bebe nascer!

- Hum, acho que vou procurar para ver... me admira sua mãe deixar você assistir essas coisas.

- Ela não sabe que eu vi, estava pesquisando coisas do tio e achei.

- Você não pode ver certos trabalhos que nós fizemos, Anne. Não são para sua idade. Promete que não vai fazer mais isso sem perguntar da gente antes? – era Nathan quem pedia lembrando dos filmes de Stana e também de cenas de nudez que ele mesmo fizera. 

- Ta bom, tio.

- Ok, vamos andando. Hora de ir para casa.

Na semana seguinte, Stana teve que trabalhar bastante. As filmagens de Sisters Cities ficavam pesadas a cada dia e com a proximidade de julho e das novas gravações de Castle, a palavra de ordem era acelerar. Chegava em casa sempre depois das dez durante aqueles cinco dias, Nathan também estava bem atarefado. Viajara no meio da semana e ficara de retornar no domingo. Isso ajudou, pois a diretora de Stana pediu horas extras de filmagem no sábado que ela atendeu numa boa já que ele estaria fora da cidade a trabalho.

A volta de Nathan não desacelerou as coisas entre os dois. Claro que ele reclamara um pouquinho, pois deveria viajar novamente para mais um evento no sábado e queria ao menos um tempo com ela. Milagrosamente na quarta, ela chegara cedo em casa, por volta das seis da tarde. Havia ligado para ele dizendo que ia jantar em casa. Na verdade, ela faria o jantar.

Meia hora depois ao chegar em casa, encontrou a esposa na cozinha terminando de bater um purê de batatas.

- Hum, está cheirando. Qual o menu da noite?

- Deve ser o bolo de carne que está no forno para acompanhar – ela mostrou o purê – e salada.

- Excelente. Dá tempo de tomar um banho?

- Claro que sim, mas antes você não se esqueceu de nada? – ela perguntou. Nathan aproximou-se dela e beijou-lhe os lábios. Ela largou a colher que segurava envolvendo seus braços no pescoço dele aprofundando o contato. Ao afastar-se um pouco sorria.

- Que recepção excelente...

- Tem muito mais de onde esse veio. Quem sabe você não se dá bem hoje a noite? – beliscou o bumbum dele – vai logo se trocar. Tenho um jantar para terminar e preciso do meu garçom oficial para continuar me servindo o vinho.

Ele beijou as juntas das mãos dela subindo as escadas em seguida. Quinze minutos depois estava de volta servindo vinho a ambos enquanto ela colocava a comida na mesa. Sentaram-se um ao lado do outro para saborear um jantar a dois bem caseiro. Era bom fazer um mimo a eles mesmo bem no meio da semana. O jantar simples preparado com carinho recebeu ótimos elogios dele. Após terem terminado de beber o resto da garrafa, eles subiram para o quarto. Stana não o enganara, eles tiveram um excelente fim de noite fazendo amor.

Na quinta, Stana recebe uma ligação de Terence logo pela manhã pedindo para que ela passe no Raleigh para uma reunião sobre os primeiros episódios da temporada. Eles já tinham as storylines traçadas e fechadas para a abertura, algumas ideias definidas para pelo menos seis episódios depois e precisavam conversar com ela sobre isso. A hora ficava a critério dela, pois sabiam que ela estava enrolada com as filmagens de seu filme.        
   
- O dia promete hoje – foi seu primeiro comentário ao sentar-se a mesa para tomar café as sete e meia da manhã – tenho varias cenas para filmar e acabei de receber uma convocação para reunião de Castle.

- Seu dever como produtora. Afinal, os escritores já estão trabalhando desde o inicio do mês. Terence e Alexi foram bem generosos com você deixando-a fora dessas primeiras semanas.

- Sim, não posso reclamar. Eles já tem os primeiros episódios prontos e varias outras ideias para discutir da temporada.

- E como eu sou sortudo! Além de ser o ator principal da série, sou casado com a produtora e posso saber das novidades em primeira mão.

- Quem disse?! – ela riu beijando-o – eu estou nervosa com isso. Quer dizer, eu tenho muitas ideias, sei o que quero para nossas personagens, como imagino algumas aventuras e estou atrasada! Vejo você não sei que horas da noite – ela já estava na porta quando voltou para perguntar – quando você viaja mesmo?

- Sabado de madrugada, ou melhor, domingo. O evento é no domingo. Volto na segunda.

- Ok, outro final de semana separados e trabalhando, já vi que terei gravações no sábado. Tchau, Nate!


Ela tinha toda a razão quando declarou que o dia seria difícil. A programação das cenas que ela precisava filmar estava bem apertada. Stana não sabia como faria para escapar pelo menos umas horas e ir ao estúdio. Para a sorte dela, uma das atrizes teve um contratempo e precisou sair mais cedo. Isso fez com que ela tivesse suas cenas antecipadas terminando o dia mais cedo do que esperava. Por volta das cinco, ela se dirigia para o estúdio ligando no caminho para Terence avisando que já estava chegando.   


Continua....

2 comentários:

cleotavares disse...

Que farra boa, a Anne sempre alegrando os capítulos.

Marlene Brandão disse...

Quando tem Anne,sempre espero por pérolas que só ela é capaz de soltar HAHAHAHHA
Nate perde até pra ela,olha não tá fácil pra ninguém não parça!
Ela pesquisou sobre ele é viu uns filmes meio coisados... Essa é danada!
Stana como produtora vamos ver o que nos aguarda.