quarta-feira, 6 de abril de 2016

[Castle Fic] The Fault Is In The Stars




The Fault is in the Stars 

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Romance
Histórias: Parte do projeto “Guilty Pleasures” 
Quando: S7 – em tempo de primavera e antes do casamento...depois do 7x04
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados!
Castle e Beckett estão noivos ainda. Continuam enfrentando vários bandidos, colocando criminosos atrás das grades. Após o desaparecimento de Castle e sua volta, Kate estava cansada de passar por situações difíceis. Eles precisavam de um momento tranquilo. Ela é pega por uma lembrança do passado. Só não sabia que estava prestes a criar outra lembrança memorável para seu futuro com Castle.

Nota da Autora: Quarta história do projeto “Guilty Pleasures”. Por falta de sugestão, eu escrevi essa ideia. Desde a primeira vez que vi Beckett mencionar sobre o local, pensei em fazer algo relacionado. Deveria ser algo fofo, agora já era. Será NC para a posteridade. Essa foi a frase que inspirou tudo: “The stars above us, the world at our feet” – sim, a dedicatória de Raging Heat. Divirtam–se!

O próximo desafio deixo para vocês: lembrando que era uma ou duas fics por mês. Botem a cabeça para funcionar! Desejo ou fantasia de Castle e Beckett, ok? Uma dica? Pensem em lugares... de preferências lugares públicos ou difíceis (não impossíveis, por favor!). Quero publicar mais uma em abril.  Já tenho, então foquem em maio.

Lembrem–se é TOP15 a situação tem que ser boa! Deixem as ideias no post oficial do projeto.





The Fault is in the Stars


Kate estava sentada na sala de interrogatório. Ela acabara de prender mais um assassino. Deveria estar sentindo–se bem por provar que seu suspeito era de fato, culpado. Não, definitivamente a sensação incômoda não era referente ao caso. Tratava–se do ponto em que se encontrava em sua vida.

Três meses. Sua vida virara de ponta cabeça em aproximadamente noventa dias. Desde o processo para casar com Castle, seguido de seu sequestro no dia da cerimônia e o sumiço por longos dois meses, ela não sabia o que era paz. Quando se viu tendo que encarar o desaparecimento da pessoa que amava, teve uma recaída. Voltara a temida toca do coelho outra vez. Durante uma semana ela não apareceu no distrito, não mandou notícias. Simplesmente se fechara para o mundo. Foram sete dias revivendo o pesadelo que passara com o caso de sua mãe. Não entendia porque aquilo se repetia em sua vida. Foram anos até superar todas as dificuldades, para desabrochar novamente e se deixar conhecer. Depois desse longo processo, ela se rendeu a Castle. E ele se fora. Desaparecera sem qualquer motivo ou explicação no dia de seu casamento. Ela se perdera outra vez. Sem escolher que rumo seguir, sua próxima ação, estava à deriva, perguntando–se se a perda de quem ama seria uma constante em sua vida. Estaria fadada a ser infeliz?

Depois de uma semana agindo como vítima e se martirizando, ela tomou a decisão que todos esperavam dela. Estava de volta a caçada. Montou um quadro similar ao da mãe com todas as informações disponíveis sobre Castle. Iria caçar as pessoas que o levaram, iria faze-los pagar e traria seu futuro marido de volta para ficar ao seu lado, de onde não deveria ter saído. Sim, durante todo o processo ela nunca duvidou que ele estivesse vivo. A busca lhe consumiu e apesar de não ter ideia do motivo pelo qual ele reaparecera, estava bem.

Castle não se lembrava do que acontecera o que causava uma certa apreensão e também alívio. Era ruim simplesmente não saber o que se passara durante aqueles dois meses, havia uma dúvida quanto ao fato de ser uma condição psicológica ou trauma. Isso deixara Beckett apreensiva, mudara as coisas entre eles. Não poderiam continuar como se tudo estivesse a mil maravilhas. Não era porque ele estava ali ao seu lado que se levantaria no outro dia e iriam se casar. Beckett não perdera a confiança nele, muito menos o amor. Porém, isso não tornava as coisas mais fáceis. Chorou bastante na primeira noite que ele voltara oficialmente para casa. Com ele e mais tarde, em silêncio, durante a madrugada.  

O lado bom era estar novamente com ele. Acordar de manhã e sentir seus braços pesados sobre seu corpo. Estava ali, ao seu lado. Podia sentir seu cheiro, seu calor, seu toque. Vê–lo bem, e ter a chance de seguir com sua vida. A verdade era que precisavam de um momento de paz em suas vidas. Há uma semana eles finalmente cederam ao desejo de estar juntos novamente, pele contra pele. Sim, infelizmente, foram perturbados. Algo que era praticamente uma constante em sua vida romântica. Mesmo assim, tiveram o momento tão esperado mais tarde. A lembrança trazia um sorriso aos lábios dela, fora bem excitante. Delicioso e ela não tinha o que reclamar das duas vezes que vira estrelas.

Contudo, eles precisavam de algo que os fizesse relaxar de verdade. Por Deus! Tiveram muitas complicações ultimamente. Será que não mereciam uma trégua? Ela não reparou que estava sendo observada por ninguém menos que seu noivo. Não percebeu que estava naquela sala há pelo menos vinte minutos.  

– A quanto tempo você está aí me observando?

– Não muito – ele se aproximou sentando–se de frente para ela – o que se passa em sua mente, Kate? Sei que não está aqui remoendo o caso e nem trabalhando na papelada chata. Algo errado? Sabe que pode me contar, Kate.

– Não é nada, Castle... tem razão, eu deveria estar cuidando do relatório e – Castle segurou a mão dela, fixando seu olhar nos dela. Kate sorriu – hey... está tudo bem.

– Você não está pensando em meu desaparecimento ou no nosso casamento abortado, está? Não vou culpa-la se dizer que sim, tem esse direito.

– Não, quer dizer, um pouco. Não é isso... eu apenas acho que nesses últimos meses muita coisa aconteceu nas nossas vidas. Sinto como se estivesse presa em uma montanha russa de emoções em loop constante. E me pergunto, será que isso vai parar? Precisamos viver em dúvida e em perigo constante? É como se andássemos na rua com olhos atrás da cabeça. Você não quer ter ao menos um fim de semana normal juntos?

– Você não pode exigir muito isso quando é uma detetive da NYPD, honey...

– Você entendeu o que quis dizer...

– Sim, entendi e concordo. Merecemos um final de semana de verdade, longe de bandidos, armas, algo divertido.

– Enquanto nada acontece, preciso voltar a trabalhar – ela se levantou. Ele fez o mesmo. Deixaram a sala e Castle seguiu até a mini copa retornando com duas canecas de café fresco, acabara de fazer especialmente para ela. Beckett estava sentada em sua mesa. A pasta do caso aberta, ela tinha olhos na tela do computador – obrigada – ela sorriu. Castle sentou–se em sua cadeira cativa. Ficou observando o jeito dela. Parecia concentrada.

Minutos se passaram quando Beckett levantou–se para ir ao banheiro. Ele continuou ali, quase entediado. No fundo estava pensando em como satisfazer o pedido de Kate. O tal fim de semana. Teria que ser algo diferente, nada de Hamptons, divertido era a palavra de ordem. Ela não estava se referindo a sexo ou um encontro romântico.

Ela retornou.

– Você ainda está aqui? Pensei que ficaria entediado com a papelada, por que não vai para casa?

– Está me expulsando, detetive?

– Não... sei que você não gosta de certas partes da investigação. E por acaso, você não tinha que estar revisando seu novo livro de Nikki Heat?

– Ah, faltam apenas cinco capítulos de revisão, alguns ajustes que Gina pediu, edição de cena, e escrever a dedicatória.

– Pensei que isso era uma das primeiras coisas que você fazia.

– Não, geralmente escrevo quando finalizo todo o trabalho. O senso de fechamento me dá a inspiração que preciso para escolher as palavras certas.

– Tenho que dizer, você acertou em todas até aqui – ela queria algo doce. Lembrou–se que tinha uma barra de chocolate na gaveta. Ao abri-la, pegou o chocolate e permaneceu com a gaveta escancarada. Castle observava o que ela fazia e um pensamento lhe ocorreu. Sem pedir licença, ele meteu a mão procurando por algo especifico. Ao achar, ergueu–o no ar.

– O que você está fazendo?

– Lembra quando me contou sobre esse pequeno boneco?

– Está se referindo as várias tentativas frustradas de adivinhar o que era? Claro que lembro. Tínhamos começado a namorar há pouco tempo.

– Depois daquele dia com seu pai, quantas vezes você retornou ao local?

– Não muitas. Havia um clima nostálgico e triste toda vez que ia sozinha aquele lugar. Acredito que faz pelo menos seis anos que não volto lá. A última vez foi antes de nos conhecermos.

– Interessante. Você sentiu–se triste por não ter alguém ao seu lado para compartilhar a memória ou por que é doloroso voltar aquele lugar por tudo que ele representa na história do caso de sua mãe?

– É um belo lugar. Não deve ser apreciado solitariamente. Sim, acho que não retornei por falta de companhia. Por que tantas perguntas, Castle?

– Estava pensando... e se fossemos juntos a Coney Island não para um passeio em Brighton Beach, mas para um dia ou uma noite de diversão nos parques como o Luna e o Deno´s? Soa interessante para você, Kate? Ou totalmente fora de questão?

– Hum... me sentir como uma criança ao lado de um garoto de nove anos que aparentemente é meu namorado ou talvez agir como adolescente indo dar uns amassos no namorado escondida dos pais... isso certamente me traz lembranças boas da infância.

– Que você pode aproveitar novamente com o seu noivo que definitivamente adora parques de diversão. Então, Kate Beckett, temos um encontro no próximo sábado?

– Sim, adoraria ir a Coney Island com você, Castle – sorrindo, ele devolveu seu pequeno boneco. Ela o guardou na gaveta vendo–o se levantar da cadeira – já vai?

– É melhor, assim você pode se concentrar em seu relatório e eu posso pensar em nosso encontro. Criaremos novas lembranças, dessa vez bem mais felizes de Coney Island. É uma promessa.

– Você está louco para ver que brinquedos radicais eles têm, não?

– Quase morrendo... oh, detetive, você me conhece bem – ela riu – vejo você mais tarde?

– Sai daqui, Castle – rindo ao vê-lo quase correr para o elevador. Mais calma pela conversa, concentrou–se em seu relatório.

Ao chegar no loft naquela noite, Beckett se espantou com o silêncio. Encontrou Castle em seu escritório concentrado no notebook. Será que estava trabalhando no seu livro? Ela caminhou cuidadosamente para não atrapalha–lo. Ao se colocar detrás dele, viu a página de seu suposto capítulo de Nikki Heat pela metade, o cursor piscando na tela, mas os olhos de lince da detetive foram direto para uma janela da web. Fingindo não ter reparado, ela falou.

– Você está tão empenhado na escrita, fico feliz. Sei como fica resmungão quando sua imaginação o trai. Muitas aventuras interessantes? Rook está se comportando? – ela leu parte do texto, começara a escrever uma cena íntima entre o casal. Beckett entortou a boca. Ele abandona a cena por... – Castle, por que não continua a cena, quero observa-lo escrevendo. Quem sabe não dou umas dicas?

– Ah, tudo bem...por que não? Você é a musa – sem graça, ele fitava a tela. Nada vinha em sua mente. Os dedos estáticos próximos do teclado. De repente, ele começa a bater de leve os dedos no teclado sem digitar nada, mostrando claramente sinais de agitação. Te peguei, pensou Beckett.

– Nada? Nem uma palavra sequer? Eu mesma já escrevi mentalmente duas possibilidades para continuar a história.

– Quer compartilhar?

– Eu não acredito nisso. Você abandonou uma possível cena de sexo entre nós para ver o site do Luna Park. Isso é tão...tão... frustrante.

– Não, eu estava imaginando a cena e... em minha defesa, não somos nós, é Nikki e Rook.

– Não minta para mim, Castle. Você sempre se inspira em nós para escrever essas cenas que eu sei, mesmo antes de estarmos juntos. Você não estava escrevendo. Está aqui a prova do crime – ela clicou na página - trocada por montanha russa – ela fingia estar realmente chateada.

– Não, que isso Beckett. É por uma boa causa, quero que nosso sábado seja incrível. Quero planejar um dia ótimo com você, especial. Você não vai ficar chateada por isso, vai? Nem que eu quisesse poderia deixar de escrever cenas quentes entre Rook e Nikki. Não com você de inspiração. Nada de ficar fazendo bico – sim, ela já tinha esse semblante – embora eu ache lindo, porque você nunca fica feia. Linda de qualquer jeito... – ele acariciava o braço dela, uma das mãos tocava-lhe o queixo – Vamos amor...

– Golpe baixo não vai adiantar, Castle. Pare de usar as palavras para me convencer...

– Tudo bem, posso usar outra coisa... – ele a puxou pelo pescoço sorvendo-lhe os lábios sensualmente. A língua fazia movimentos em sua boca que a faziam gemer.

– Droga! – ela empurrou-o rindo.

– Funciona sempre – ele riu de volta – agora que você parou com a implicância, posso mostrar o que preparei para o nosso passeio. Tenho aqui o itinerário e...

– Você fez um itinerário? Castle é um passeio, não uma viagem de excursão. Deveríamos nos divertir.

– E vamos, amor. Só quero ter certeza que não esqueci nada.

– Tudo bem, mas podemos conversar sobre isso durante o jantar. Estou faminta, o que me lembra, você fez o jantar? – a cara de paisagem respondia a pergunta, ela revirou os olhos – sério? Você veio para casa a umas seis horas atrás.

– Estava ocupado e... – vendo-a resmungar, levantou–se da cadeira com o celular na mão – resolvo isso em um instante. O que quer comer? Chinesa, Thai, pizza?

– Grega. Peça uma salada mediterrânea com carneiro para mim.

– Certo, vou pedir pizza para mim – o olhar de Beckett o fez repensar – não, uma porção de húmus e a pizza, Alexis vai chegar com fome – ela balançou a cabeça. Não adiantava discutir. No fundo, queria apenas implicar com ele, achou muito bonitinho o jeito como ele estava empenhado a transformar a ida deles em um parque de diversões em um encontro memorável.

Loft – Sábado        

Castle acordou particularmente cedo para um sábado. Ela continuava dormindo. Sem querer acorda-la, ele deixou o quarto e foi preparar um café da manhã caprichado. Tudo naquele dia era para ser especial. Estava animado com a perspectiva do dia que teriam pela frente. Conforme o itinerário, sairiam de casa por volta das onze da manhã. Sua primeira parada era a praia, conhecia sua noiva, ela gostava de passeios na orla, observar o mar. Em seguida, eles começariam a aventura no Luna.

Ele mexia os ovos na frigideira pensando em todos os passos do seu dia. O café já cheirava saindo da cozinha e inundando a sala. Tinha cortado as frutas e deixado em um prato para ela. O iogurte permanecia na geladeira. Ao colocar os ovos em um refratário, Castle bebeu um pouco do suco de laranja. Alexis apareceu na cozinha.

– Inspirado logo cedo, pai?

– É um dia especial. Tenho um encontro em um parque de diversões com Kate.

– Mesmo? Parque de diversões? Tem certeza que é o tipo de programa para fazer com ela? Não seria melhor um jantar à luz de velas, em um dos restaurantes chiques de Manhattan? – ela comia uma amora do prato a sua frente.

– Não, Alexis. Estamos precisando relaxar. Viver momentos bobos. E faremos isso em um lugar especial para ela. Coney Island.

– Tudo bem. Acho que você deve saber mais do que eu – Kate entrou na cozinha. O cheiro da bebida levou–a direto para a cafeteira, apenas após o primeiro gole de café, ela falou.

– Bom dia. Você já acordou há muito tempo? – perguntou olhando para as coisas já preparadas sobre o balcão da cozinha – hoje é sábado, Castle. Deveríamos passar mais tempo na cama.

– Espero que seu comentário acabe aí ou vou precisar me retirar – disse Alexis arrancando risos de Castle.

– Quero muito essas frutas – disse Beckett sentando–se ao lado de Alexis – você pode pegar o iogurte para mim? – viu o prato com ovos de Castle, roubou um bacon. Ele entregou a bebida para Kate, ela serviu–se e começou a comer. Ele também a acompanhou comendo seus ovos. Bebia mais suco de laranja. Tornou a colocar mais café na caneca dela. Alexis despediu-se deles. Assim que a menina saiu, Kate colocou uma amora na boca e falou.

– Eu achei que ia poder passar um tempinho com você na cama... – ela puxou a camiseta dele para beija-lo – afinal, é sábado e não iremos sair de casa até as onze. São apenas nove horas.

– Se ainda quiser minha companhia, Kate, podemos trabalhar no seu pedido assim que terminarmos o café – ela desceu do banco indo ao encontro dele. Colocou um dos braços na cintura dele, mordiscou os lábios dele, o queixo. A outra mão esgueirava-se por baixo da camisa tocando o estomago de pele quente, subindo em direção ao peito.

– Acho que posso me contentar com essas migalhas – ela o beijou. A mão da cintura subiu pelas costas e desceu para encontrar o traseiro dele. Beliscou o bumbum. Ela encostou no balcão puxando–o consigo. Pode sentir a excitação dele batendo contra seu estomago. As línguas se misturavam, querendo sentir seu gosto. As mãos de Castle apertavam seus seios. Ele não tinha pressa, se ela quisesse continuar não se importaria. Gemendo, Kate quebrou o beijo.

– Essa é apenas uma demonstração do que você pode receber hoje à noite depois da nossa farra no parque de diversão – ela sorriu vendo Castle erguer a sobrancelha – temos um dia cheio, escritor. Nem sei se cumpriremos todo aquele itinerário. Aliás, pode incluir essa última etapa lá.

– Jamais discordaria da sua sugestão, detetive.

– Vou tomar banho, depois temos nossa aventura, babe.

– Mal posso esperar.

Deixaram o loft rumo ao metro por volta das onze horas como estava previsto. De mãos dadas, Castle e Beckett caminhavam para a estação. O metro até a Coney Island levava cerca de uma hora. Durante o percurso, eles conversavam, trocavam caricias, beijinhos. O passeio já começava bem. Era a primeira vez que eles tiravam um tempo para os dois depois de todas as dificuldades enfrentadas, a cada minuto que passava para chegar ao destino, Kate se sentia mais leve.

Desceram na estação final. O primeiro destino era a praia, o que já animava Kate. Gostava de caminhar, olhar o mar, e que melhor maneira de namorar? A caminhada foi gostosa, ficar abraçada na cintura de Castle, sentindo o cheiro do iodo, o sol quente. Sim, o dia estava particularmente inspirado. O céu de um azul tão lindo quanto os olhos dele. Céu de brigadeiro como se diz na aviação.

O passeio calmo terminou. Era hora da diversão. Castle a puxava pela mão, ansioso como um menino. Ela ria do jeito dele. Era seu menino bobo, seu garoto de nove anos em busca de aventura. Essa alegria de Castle ainda a surpreendia de modo positivo, era um contraste com a dureza e a seriedade que, muitas vezes, era exigida dela todos os dias.

– Espera, Castle. Mais devagar. Quero ter energia para o dia inteiro.

– Desculpe – ele parou sorrindo para a noiva – essa é a nossa primeira corrida do dia. Uma bela montanha-russa.

– Só você mesmo para me fazer voltar a ser criança – eles entraram no primeiro carro da montanha-russa e Kate acabaria por descobrir que seria assim em todas as aventuras do dia. Fizeram uma primeira pausa por volta das três da tarde para comer cachorro–quente no Nathan´s acompanhados de milk-shake. Depois do almoço, eles deram um tempo nos brinquedos malucos para testar a paciência nos jogos de sorte.

É claro que Castle escolheu o tiro ao alvo para tirar sarro do dono da barraca. Não deu outra, tiraram o prêmio máximo. Kate podia escolher entre um Batman ou um Super-homem. Foi de cavaleiro solitário, pois sabia que ele adorava a personagem. Ainda jogaram um pouco mais em outras barracas. Castle ganhou um boneco do Darth Vader e ele para não ouvir a reclamação de Beckett sobre outro brinquedo no banheiro, comprou um saco de pipoca para ela.

– Tentando me comprar, Castle?

– Não, achei que você tivesse com vontade de comer algo gostoso e clássico em um parque de diversão. Pronta para algo mais radical?

– Pronta.

Eles fizeram quatro jornadas radicais. Emoção, adrenalina, excitação. Castle acertara em cheio ao traze-la aquele local especial, cheio de significado. Estavam criando uma nova lembrança para Coney Island, uma lembrança que Kate não esqueceria por muitos anos.

Já passava das sete da noite quando finalizaram a última aventura radical. Castle comprou café e pizza para eles, porém ela queria uma cerveja, por sorte, havia um bar em frente ao Luna, ele atendeu o pedido da namorada. Brindaram e saborearam a pizza. Para finalizar, um belo sorvete.

Um dos momentos mais divertidos para Beckett, foi o desafio dos carrinhos bate-bate. Ela arrasara com Castle. Perdera a conta das batidas e das gargalhadas que soltara. Ele saíra meio contrariado do brinquedo, afinal Rick Castle não gostava de perder. Hoje abrira uma exceção para deixa-la feliz.

– Você definitivamente não é bom de direção! Perdi as contas de quantas vezes bati no seu carro. Não entendo como você pode ter uma Ferrari. Bem, já provei para você que não sabe dirigir aquela máquina. Essa é uma das razões porque não deixo você dirigir meu carro.

– Ok, detetive, não vou discutir com você.

– Porque você não tem argumentos para provar que estou errada – contrariado, ele torceu a boca.
– Será que podemos mudar de assunto e curtir o nosso dia? Que está sendo excelente até aqui – então, Kate o puxou pela mão até atrás de uma barraca, ela o agarrou beijando-o com paixão. Sim, esse era um dos motivos porque vieram ao parque, não? Agir como adolescentes bobos e apaixonados? Castle acariciava os cabelos dela, os lábios devoravam cada pedacinho da boca maravilhosa que tanto amava. Kate afastou-se um pouco apenas para explorar o peito largo. Os ombros. Os dedos brincavam com os botões da camisa polo que ele vestia, abrindo–a para beijar-lhe ali, próximo ao pescoço, deslizando os lábios até o peito, usando seus dentes contra a pele para provoca-lo.

Ela se afastou ofegando após um outro beijo provocante. Estava vermelha. Castle também tinha o pescoço vermelho e seus olhos demonstravam desejos. Ela deixou a mão deslizar apenas para sentir a excitação dele apontando na calça jeans.

– Isso foi... – ela sorria – era assim que você atacava seus namoradinhos no parque, Kate?

– Tem certeza que quer saber, Castle?

– Oh... você foi além dos amassos? – ela não respondeu nada – então... você não quer fazer algo parecido?

– Por que está assumindo que já fiz algo assim? Não disse nada.

– Não precisa. Está bem claro no seu rosto – ela fez uma cara de indignada, empurrou-o de volta na parede da barraca, deu–lhe um beijo ardente enquanto uma das mãos acariciava sua calça, apenas para provoca-lo. Ele gemia em seus lábios, se ela continuasse não ia responder pelos seus atos. Apertando a protuberância evidente nas calças, ela se afastou.  

– Isso é o máximo que vai conseguir de mim somente por ter assumido coisas... lide com isso, Rick – ela demonstrou a intenção de continuar a caminhada pelo parque, porém ele não se movera – hey! Vai ficar aí parado?

– Não consigo mexer minhas pernas, no momento... preciso de um minuto – engolia em seco – e Kate? Saiba que vai me pagar por isso – ela riu. Distanciou-se dele para comprar um chá gelado. A imagem dela naquele vestidinho floral, as pernas a amostra, os cabelos voando obedecendo a direção do vento era muito difícil de suportar. Assim não conseguiria se recuperar. Quando ela voltou a caminhar na direção dele, com o copo nas mãos e os lábios no canudinho sugando o líquido, ele desejou ser aquele pequeno objeto de plástico em sua boca.

Pare, Castle! Ele ordenava a si mesmo. Precisava ter um pouco de compostura, não poderia andar pelo parque com um mastro entre as pernas. Respirou fundo. Ao vê-la se aproximar, ele moveu-se rapidamente avisando que ia ao banheiro. Ela o observava caminhar apressado, não podia deixar de gargalhar. Ela conseguira deixa-lo embaraço e perdido. Gostaria de fazer muito mais, porém tinha que se lembrar da sua posição. Aquele era um lugar público e ela, uma autoridade policial. Deixaria para concluir sua pequena aventura em casa.  

Quinze minutos depois, ele reaparecera. Mais calmo e sorrindo. Ofereceu a mão para a namorada. Nada de pensar em sexo, amassos e loucuras. Iria se concentrar em um simples passeio no parque.    

Na primavera, anoitecia um pouco mais tarde. O céu, antes azul, tornara-se estrelado. Ele trocava a matiz de cores entre o azul forte e claro para um tom mais marinho. Kate estava admirada com a quantidade de estrelas sob suas cabeças. A lua estava quieta em seu canto, deixando as verdadeiras donas da noite brilharem.

– Castle, você acredita nesse céu perfeito? Uma noite estrelada – ela estava com a mão entrelaçada na dele. Virou-se para beija-lo. Ao se afastar, ele a abraçou por trás, Kate encostou a cabeça no peito dele sorrindo admirando o céu.  

– Como o quadro de Van Gogh? É, Kate, uma noite especialmente para os amantes.

– Posso passar horas admirando essa maravilha – ela virou a cabeça para olhar em seus olhos – obrigada por esse momento. Não poderia estar sendo melhor. Ambos precisávamos disso, um pouco de normalidade em nossa vida. Eu o amo por isso. Estrelas, eu e você, parece algo saído de uma daquelas histórias clichês de romance. Ainda assim, não trocaria esse cenário por nada.

– É o tipo de coisa boa para se fazer na praia... combina com os romances baratos – ele riu.

– Sim, exceto que estamos em um parque de diversões. Por que não tentar chegar mais perto delas? Que tal um passeio de roda gigante?      

– Depois de tantas rodadas radicais, você quer passear de roda gigante? Sério, Kate?

– Ora, Castle... já completamos todos os passeios radicais, olhe para esse céu! – ela se aproximou dele, colocou seus braços em volta do pescoço dele, a voz suave e melosa – tem que concordar que é um passeio muito romântico talvez não tivesse melhor forma de encerrar nossa noite antes de voltar para casa e completar a última etapa do itinerário – ela beijou-o sorrindo – vamos, Castle, você disse que era uma noite para criar memórias de Coney Island. Desistiu? Posso te convencer – ela tornou a beija-lo, passava a mão nos cabelos dele, mordiscou o queixo e beliscou o bumbum – ainda vai desistir? 

– Não, eu prometi tudo que pudesse para você. O dia foi incrível até aqui, estou mais do que inclinado a fechar a noite com chave de ouro e se isso significa andar de roda gigante, que seja. Você me convence sempre.

– Vamos, Castle – agora quem estava com ar de criança era ela, queria curtir aquelas estrelas em um momento romântico – um detalhe, compra algodão doce?

– Algodão doce?

– Para apreciar a vista, não posso vir a um parque de diversão e não me dar o direito de comer algodão doce, é um clássico. Além do mais, o açúcar deixa os beijos bem mais gostosos.  

– Ora, ora Kate Beckett, você está bem mais empolgada do que eu nesse momento. Gostando de ver esse seu lado romântico aflorando, você está me deixando bastante interessado com toda essa sua ideia de criar um clima.

– Para de enrolar e compra logo esse algodão doce, Castle – ela sorria como boba. Finalmente, entraram na fila da roda gigante. Ela segurava o algodão doce tirando pequenos pedacinhos com os dedos levando-o na boca enquanto sentava na cabine. Não tinham nenhuma expectativa, a intenção era curtir um pouco mais o momento a dois. Assim que a roda começou a girar, Kate se escorou no ombro de Castle aconchegando seu corpo ao dele. O algodão doce estava nas mãos dele, ele tirava os pedaços e dava-lhe na boca. Ela se enroscava nos braços fortes apreciando a vista não apenas da noite como do parque.

Virou a cabeça para beija-lo. O doce dos lábios grudava na pele criando uma nova sensação para o toque das bocas. Kate pegou um pouco do algodão doce e colocou na ponta da língua para em seguida beija-lo. Sim, ela não tentava criar um clima, eles já estavam mais do que envolvidos. A vista ficava cada vez mais bonita diante deles. Quebrando o beijo, ela tirou um momento para admira-la.

– Você não ama essa sensação? É quase como se você tivesse o poder de voar. As estrelas brilhando cada vez mais perto das nossas cabeças e o mundo lá embaixo, aos nossos pés. É poderoso, não?

– Sim, me faz sentir poderoso, sabe por que? – ele acaricia o rosto dela – porque está aqui. Estamos reunidos outra vez. As estrelas criam uma certa ilusão que complementam tudo o que sinto, Kate. Espero que esses pequenos momentos ajudem a aliviar os meses difíceis que fiz você passar.

– Shh...não importa agora. Estamos aqui, babe – ela se inclinou para trocarem um novo beijo quando um solavanco os assustou – o que foi isso? – simplesmente a roda gigante parara e não de qualquer forma, eles estavam bem no meio da viagem o que significava no ponto mais alto do brinquedo – ela parou porque deveria ou ela quebrou?

– Acho que estamos falando da segunda opção. A roda gigante quebrou mesmo.

– E como iremos sair daqui? Vão consertar ou chamar os bombeiros? Eu posso ligar e – ela já tinha o celular nas mãos, porém ele segurou sua mão impedindo-a de fazer a ligação.

– Você quer parar? Vamos esperar o parque se pronunciar – então pelos pequenos alto–falantes do carrinho, ela pode ouvir o anúncio da equipe técnica.

“Atenção visitantes do Luna, estamos experimentando alguns problemas técnicos na nossa roda gigante. Estamos fazendo o possível para conserta-la rapidamente e retomar com a nossa viagem e sua diversão. O tempo estimado para conserto é de uma hora. Entramos em contato com a nossa segurança e infelizmente não poderemos retira-los com a ajuda dos bombeiros, será necessário esperar até o problema ser resolvido. Daremos mais informações de acordo com o desenvolvimento do caso. Pedimos desculpas, antecipadamente. ”

– É isso? Teremos que esperar uma hora? Ou melhor...mais do que isso porque quando eles estimam essas coisas normalmente estão errados. Levam mais tempo. De todas as aventuras, passamos por todos os brinquedos radicais, tínhamos que para vir ter problemas na roda gigante? – ele parecia bem irritado com a situação, ela não ia deixar esse pequeno incidente atrapalhar o dia maravilhoso que estavam tendo.

– Castle, tudo bem. Olhe pelo lado positivo, estamos no melhor lugar da roda gigante, com a melhor vista. Por que não podemos tirar proveito disso? Esqueça a situação e aproveite a jornada – ela inclinou seu corpo para beija-lo não apenas se aproximando, mas sentando-se em seu colo. O beijo sensual fez Castle se calar e esquecer o que acabara de acontecer deixando-se levar pelas ações da namorada. Kate estava inclinada a dar mais do que uns simples beijos no seu noivo, na verdade, ela tinha outra ideia bem mais interessante para fazer com ele, se estivesse a fim.

– Hum... muito bom, detetive. Eu quase esqueci onde estávamos depois dessa demonstração.

– Oh, Castle... sabe que seria bem mais interessante se você não esquecesse onde estamos de verdade, porque eu acho que agora, temos a chance de fazer algo memorável.

– Do que você está falando, Kate? – ele começava a ficar interessado na ideia.

– Você alguma vez já experimentou uns amassos na roda gigante? Seria algo novo para mim. E talvez podemos levar a ação para outro nível? – ela mordiscava o lóbulo da orelha enquanto falava aquelas palavras. Ele já podia imaginar o que estava por vir.

– Seria a primeira vez... – então, Castle ajeitou-a em seu colo, as mãos tocavam-lhe as pernas por baixo do vestido enquanto os lábios se encontraram em um beijo sensual. Kate segurava o rosto dele entre suas mãos intensificando o beijo. O corpo dela já reagia, um arrepio na espinha, a emoção de estar em fazendo algo excitante. Sentiu as mãos de Castle em suas costas, aproximando-se dos seios. Ela soltou um gemido em antecipação ao que viria em seguida.

Ele roçou os polegares sobre o tecido do vestido. Instigando. Os olhares encontraram-se tentando imaginar o próximo passo. Ele apertou-lhe os seios, Kate jogou a cabeça para trás o que apenas deu-lhe mais acesso ao seu pescoço, fez uma pequena trilha de beijos, usando os dentes para provoca-la, tinha uma das mãos em sua nuca enquanto os lábios a provavam de novo e de novo. Kate tornou a olhar para aqueles olhos azuis. Sabia qual seria seu próximo movimento. Porém, não antecipou o dele.  

As mãos foram direto para a calça que ele usava. Desabotoou o botão, abriu o zíper. Castle a impediu. Tirando-a do seu colo, ele a colocou de volta no banco. Com a mão no meio das pernas dela, ele puxou a calcinha dela alguns centímetros para baixo. Enfiou os dedos no centro dela fazendo Kate arquear o corpo em resposta.

Com os dedos, ele fazia maravilhas para Kate. A excitação que já estava presente há alguns minutos atrás se intensificava a cada movimento, não conseguia evitar os gemidos. Queria mais, muito mais. Castle buscou seus lábios em mais um beijo excitante. O corpo começou a tremer nas mãos dele, Kate segurou na barra do carrinho ao sentir que a explosão de prazer estava próxima. Ele aproveitou o momento de vulnerabilidade, quebrou o beijo colocando seus lábios em um dos seus seios sobre o tecido. Ela gritou deixando o prazer arrebata-la. Tinha os olhos fechados por alguns segundos. Castle a observava sorrindo.

Ao abrir os olhos, Kate deparou-se com o brilho das estrelas. Era uma linda noite. Ainda mexida pelo efeito do orgasmo, ela virou-se para fita-lo. Beijou-lhe os lábios. Percebeu que os dedos dele ainda estavam entre suas pernas. Sentiu-o massageando seu clitóris novamente fazendo-a gemer em seus lábios. Aquilo era uma doce loucura. Quando Castle se afastou um pouco dela, ela murmurou.

– Acho que você acabou de me fazer perder a cabeça...incrível... – ele sorria – mas eu quero mais.

Colocando-se ereta no colo dele, ela passou a língua nos próprios lábios. Em seguida, ficou de pé de frente para ele. Castle aproveitou para deslizar suas mãos nas pernas dela e puxar a calcinha até a altura do joelho. Então, puxou-a com força rasgando a peça. Ela olhou espantada para o noivo, porém sua excitação estava tão grande que não quis pensar sobre isso. Queria apenas aproveitar-se um pouco mais dele.

Afastando as pernas, ela se debruçou sobre ele sentando em seu colo. Ajeitou os cabelos antes de prosseguir. Inclinou-se até seus lábios usando a língua sobre eles para explorá-los antes de seguir com o seu verdadeiro plano. Desabotoou o botão da calça dele, abriu o zíper.

Com uma das mãos, ela sentiu o membro dele já excitado. Puxou-o para fora, perdendo um pouco de tempo acariciando-o, seu olhar não deixava o dele enquanto fazia isso. Podia ver o desejo estampado nos olhos azuis. Então, sentiu as mãos dele segurando seu bumbum por baixo do vestido, trazendo-a para mais perto indicando o que queria. Ela se apoiou nos ombros dele para poder preparar-se. Então, deslizou calmamente sobre o membro dele ajustando-se na posição correta. Quando se sentiu completamente preenchida por ele, Kate sorriu. Com as mãos na cintura, ele movimentava-se com ela. Para cima, para baixo, os lábios de Castle encontraram o decote do vestido entre as alças, beijou-lhe o colo, o meio dos seios. Ela segurou em seus ombros aumentando o movimento.

Era uma doce loucura. Por falar em doce...sim, ainda havia um pedaço de algodão doce dentro do saco plástico ao seu lado. Ele pegou o doce e colocou entre os seios dela fazendo questão de suga-lo sobre a pele dela. Castle beijou-lhes os lábios com vontade. O tesão estava levando-o a loucura, não sabia se ia aguentar esse jogo de gestos e toques. Kate cedeu ao beijo, uma das mãos apertava seu ombro em busca de apoio, a outra vagava pelos seus cabelos.

O corpo começava a ceder as tentações e reações do orgasmo. Kate sentiu o corpo tremer querendo atingir o êxtase o mais rápido possível. Castle ainda não queria terminar. Puxou-lhe os cabelos sugando-lhe os lábios. Que beijo louco e avassalador, ela quase perdeu os sentidos, porém ele estava lá para lembra-la que ainda podia sentir muito mais. Envolvendo os braços no pescoço dele, ela deixou-se levar pela explosão que atingiu. O gemido ecoou pelo parque perdendo-se no ar. Castle não pode mais esperar, entregou-se ao desejo também.

Assim que os primeiros efeitos do orgasmo passaram, ela sorriu tomando os lábios dele em um novo beijo, dessa vez apaixonado e cheio de carinho. As mãos de Castle estavam novamente sobre os cabelos de sua namorada. De repente, outro solavanco os atingiu. A roda gigante começava a girar outra vez.

Assustada, Kate se ajeitou. Sentiu-se tão vazia. Pensou em deixar o conforto do colo dele, porém lembrou-se que perdera a calcinha, portanto fora obrigada a ficar sentada em sua coxa enquanto Castle tentava se recompor. Ambos estavam vermelhos e suados, efeitos da pequena brincadeira que realizavam há poucos minutos. Ela ainda tentava recuperar o ritmo da respiração resultado do sexo e do susto.

Quando a sua cabine estava prestes a atingir a posição final do passeio, Castle sussurrou em seu ouvido.

– Jornada radical, detetive... nunca pensei sobre isso em uma roda gigante...

– Deveria dizer o prazer é meu, em realidade, foi nosso... – ela deu um rápido beijo nele. A cabine parou. O funcionário do parque abriu a alavanca enquanto Kate se colocava de pé. Castle fez o mesmo.

– Eu sinto muito pelo inconveniente, pessoal. Aqui estão cupons para seu retorno ao parque de graça. E logo a frente temos refrescos. Espero que isso não estrague sua visita a Coney Island e considere voltar sempre.

– Acredite, a experiência foi bem além do que eu imaginava – disse Castle sorrindo o que lhe rendeu um soco no peito. Ao se afastarem do local, Kate pegou um copo de refresco. Sim, estava com sede e precisava de algo para se recompor. Castle a observava.

– O que foi? – ela perguntou.

– Você é incrível, sabia? Acho que conseguimos tornar o nosso dia ainda mais memorável do que esperávamos, não? O que me diz, Kate? Valeu o passeio a Coney Island?

– O fato de eu estar com muito calor apesar da temperatura estar em 14 graus e ter perdido minha calcinha lhe diz alguma coisa?

– Sim, um pouco – ela se aproximou dele, acariciou o rosto dele – acha que vamos completar nosso itinerário em casa ou a nossa pequena experiência na roda gigante já foi suficiente?

– Ah, Castle... aquilo foi apenas uma demonstração da adolescente que curte parque de diversão. Você pode culpar as estrelas, porém, eu quero poder agir como sua noiva, não uma adolescente cheia de hormônios e o loft será o melhor lugar considerando que eu não tenho uma calcinha e estou usando um vestido...

– Por mais excitante que isso possa parecer para mim, eu posso esperar até chegar no loft, mas quando chegarmos ... oh, detetive Beckett, prepare-se para receber a visita de Jameson Rook – ela riu. Beijou-lhe suavemente os lábios.

– O que estamos esperando?

De volta ao loft, ela mal teve tempo de fechar a porta atrás de si. Castle a agarrou jogando-a no sofá puxando o vestido sobre sua cabeça. Em minutos, ambos estavam nus entregando-se aos braços um do outro.

XXXXXXX

Kate não se lembrava do momento que voltara para cama. Todo o dia de ontem fora bem diferente. A 
noite intensa ao começar pela aventura maluca na roda gigante. Um sábado memorável. Certamente, ela não esqueceria por muitos anos. Entraria para sua lista de lugares inusitados onde fizera sexo. Checou o celular na cabeceira. Nove da manhã. Ao seu lado na cama, apenas o vazio.

Castle despertara cedo outra vez? Estava virando uma espécie de hábito ou ele estava apenas empolgado com os resultados do dia anterior? Não reclamaria se ele estivesse fazendo café para agrada-la novamente. Estava com fome. Ao chegar na cozinha, estranhou. Nem sinal dele. Serviu-se de uma caneca de café e dirigiu-se para o escritório. Ouvira o barulho da impressora. Se não fosse ele, era Alexis e ela saberia dizer onde seu pai se metera.

Castle estava de costas para a porta. De frente para a impressora tinha umas folhas de papel na mão. Ela sorriu. Ele estava trabalhando no seu livro. Ela se aproximou abraçando-o por trás, beijou-lhe as costas.

– Trabalhando tão cedo, babe?

– Sim, quero entregar logo esse livro para Gina. Está terminado.

– Você fez tudo o que estava faltando essa manhã? Desde que horas está acordado?   

– Seis, talvez... o nosso passeio de ontem me inspirou – ela sorriu ficando de frente para ele, fazendo-o desviar sua atenção do trabalho para fita-la.

– Sobre ontem, Castle. Eu queria agradecer. Não apenas pelo momento a dois, a diversão, mas por transformar minha recordação de Coney Island em algo memorável. Realmente posso substituir um pouco daquela tristeza que sempre rondava meus pensamentos do lugar por algo que vale a pena recordar, alegre, excitante.

– Kate, eu não fiz tudo sozinho. Você foi quem sugeriu a roda gigante e acredite, nem nos meus sonhos mais loucos eu imaginei aquilo. Talvez seja mais uma camada de Kate Beckett que acabei de conhecer.

– É justo, o crédito é dos dois. Afinal se você não tivesse arrancado minha calcinha não tínhamos chegado tão longe na nossa aventura. Vou lembrar dela por um bom tempo ou pelo menos até inventarmos outra no mesmo nível.

– Isso é um convite, detetive? Por que posso pensar em tantas coisas loucas... – ela riu e beliscou o bumbum dele.

– Não tão rápido! Deixe a lembrança da roda gigante durar ao menos um mês – ela fez careta – não, é muito, duas semanas?

– Bem, Kate, acho que você terá que contar com mais de um mês, porque ela foi, como devo colocar isso, eternizada em uma frase de um livro.

– Do que você está falando? – ele entregou uma cópia de seu livro nas mãos dela – você escreveu a cena entre Nikki e Rook?

– Veja você mesma a terceira página – Kate olhou para Castle intrigada, em seguida fez o que ele pediu. A terceira página do livro era a dedicatória. Não pode conter o sorriso quando as palavras apareceram diante de seus olhos.



“To KB,
The stars above us, the world at our feet”


– Castle…

– Como eu disse antes, há sempre algo especial que faz um escritor escolher a dedicatória perfeita. Coney Island e você foram os motivos dessa vez.

– Tem razão, vai ser difícil esquecer a aventura. Toda vez que eu vir essa frase a lembrança estará presente. Obrigada, babe.

– Você acha que pode pensar em outras formas de me agradecer, além de palavras? – a cara safada indicava que ele queria começar as atividades físicas de domingo mais cedo do que ela previra.

– Que tal começarmos comigo preparando um ótimo café da manhã para o meu escritor preferido e quem sabe? Ele acabou de escrever um novo best-seller, as chances de se dar bem estão ao seu favor... – ela o puxou pela mão de volta a cozinha – além do mais, temos entradas grátis para o Luna Park. Não estou pensando em um bis, nah... quem sabe uma experiência a mais no trem fantasma...

– Oh, Kate... não perturbe minha imaginação assim... – ele a puxou de volta para seus braços beijando-a no meio da cozinha.

Um momento de paz.

Exatamente como Beckett pedira, em um domingo qualquer.




THE END       

8 comentários:

cleotavares disse...

Aha! Fiquei imaginando a calcinha cair na cabeça de alguém. kkkk

rita disse...

Muito, muito bom!! Quem não gostaria de ter um dia assim num parque de diversões, com a pessoa amada e fazendo tudo, tudo o que tem direito. Maravilhoso!! Amei!! Abraços.

TheMikyMel disse...

Imaginando o funcionário limpando a roda gigante e encontrando a calcinha la na gaiolinha... HUEUHUAHAUHAUHA "esses não perderam tempo durante o conserto da roda gigante..."
Trem fantasma, TERA que escrever essa também!!! O dia que eles usarão os bilhetes grátis.

Ana Cavalari disse...

Hahahahaha rindo de mais com os comentários sobre a calcinha. Foi maravilhoso como sempre Kah, apesar de não ter dado nenhuma idéia para GP (pois não sou tão criativa como você) estou amando o projeto (aquela carinha) hahaha

Ana Cavalari disse...

Hahahahaha rindo de mais com os comentários sobre a calcinha. Foi maravilhoso como sempre Kah, apesar de não ter dado nenhuma idéia para GP (pois não sou tão criativa como você) estou amando o projeto (aquela carinha) hahaha

Denise Reis disse...

Garota, muito lindo, muito engraçado, muito emocionante... rsrsrs Uma mistura de tudo isso e algo mais... rsrsrs

Silma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silma disse...

Nunca mais na vida que eu vou em uma roda gigante e não me venha Kate e Castle na cabeça sem esquecer o detalhe da calcinha 😂😂👌🏽 Os melhores sempre! 😏 Que fogo gente 👌🏽
Amei o capítulo! ❤️