terça-feira, 26 de julho de 2016

[Castle Fic] Three Wishes




Three Wishes

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Romance
Histórias: Parte do projeto - Guilty Pleasures   
Quando: S8 – pós-Death Wish
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados!
Castle e Beckett acabaram de encerrar um caso daqueles que mexem com a cabeça do escritor. Também presenciaram a chegada de mais um membro de sua “imediate Family”, o filho de Ryan. Em meio a lâmpadas, gênios, realidade e sonho, alguns segredos estão prestes a serem revelados e Castle não tem ideia do que o espera. 

Nota da Autora: Nona história do projeto - Guilty Pleasures. Essa sugestão é minha mesma. E acredito que ficou bem engraçada, é sempre bom brincar com o Castelinho. Além de seu proposito primário, essa GP é quase uma oneshot do episódio, uma espécie de continuação. Acredito que ficou bem interessante.... e casou com o resto da season. As palavras usadas em uma parte do texto como citação vieram da canção de Christina Aguilera “Genie in a bottle”. Não ficou tão sexy quanto as outras, mas...   

O próximo desafio talvez ainda em agosto? Botem a cabeça para funcionar! Desejo ou fantasia de Castle e Beckett, ok? Lugares... de preferências lugares públicos ou difíceis (não impossíveis, por favor!), cenários, roleplay...    

Lembrem-se é TOP15 a situação tem que ser boa! Deixem as ideias no post oficial do projeto.



Three Wishes




Depois de um dia intenso e uma noite cheia de emoções com o nascimento do filho de Ryan, o cansaço abateu Beckett. Castle, porém, ficou pensativo.  Apesar de ter dito a Kate que não tinha desejos e que possuía tudo que um homem ansiava, ele não havia sido completamente honesto. Você sempre desenvolve desejos novos, grandes ou pequenos.

Checou o relógio. Duas e meia da manhã. Deixara o quarto há cerca de uma hora. Kate dormia tranquila. Castle estava sentado em sua mesa de frente para o notebook. Percebera que durante sua conversa com a esposa, não perguntara se ela tinha desejos.

Será que se Kate Beckett tivesse a oportunidade de fazer três pedidos a um gênio da lâmpada, ela saberia o que pedir? Por que não perguntara para ela?

Ótimo. Realmente uma discussão filosófica para a madrugada, Castle. Devia estar dormindo. Poderia. Se não houvesse um desejo rondando sua mente. Não percebeu a chegada dela.

- A cama ficou fria... O que faz aqui?

- Não consegui dormir.

- Por causa da adrenalina do dia? - ela se aproximou beijando-lhe o pescoço

- Talvez... - ele acariciou o braço dela.

- Volte para a cama, serio, está frio e eu preciso de seus pês para me esquentar.

- Ah! Então você só quer me usar?

- É para isso que servem os maridos, não? - ela sorriu mordiscando o pescoço dele - vem, Castle - ela o puxou pela mão, ele cedeu. Enroscada no corpo dele, adormeceu.

Na manhã seguinte enquanto ele preparava o café, ainda pensava sobre o lance da gênia. Beckett surgiu pronta desejando café.

- Hey, babe. Estou desejando uma caneca de café.

- Desejando? - ele sorriu entregando-lhe a caneca. Essa era a abertura que estava procurando. Deixou que ela degustasse a bebida um pouco antes de questiona-la - interessante você comentar isso...

- Ainda na vibe da gênia, Castle? - ela brincou.

- Não necessariamente, mas tem algo me incomodando.

- Castle, isso já passou. O caso está encerrado.

- Eu sei, não está relacionado com o caso. É apenas um pensamento sobre a conversa de ontem, sobre desejos. Me ocorreu que eu não perguntei sobre você. Quais os seus três desejos?

- Você sabe que isso não existe, certo? - ela retrucou mordiscando um pedaço de croissant.

- Beckett, por favor, será que você não pode fingir só um pouquinho para mim? Todo mundo tem desejos, alguns simples outros mais difíceis de realizar. Vamos brincar, capitã... quais seriam seus desejos?

- De verdade? Não acha que se eu os dissesse a você a gênia não os realizaria mais? É assim que funciona. São como os pedidos de aniversário, você não conta até que se realizem.

- Beckett, você não sabe brincar? - ele começava a se sentir frustrado.

- E se eu não estiver brincando? Se de fato tiver três pedidos para uma lâmpada mágica?

- Você tem? - perguntou esperançoso.

- Talvez... - e a cara de Beckett revelara que estava disposta a azucrinar e torturar Castle.

- Sabe, como você não acredita em gênios, a única forma para torna-los realidade seria através de mim. Quem diria, seu gênio sou eu - ele se aproximou envolvendo-a pela cintura. Beckett colocou os braços em volta do pescoço dele.

- Mesmo? Qualquer coisa?

- Ah, sim... ele a beijou apaixonadamente.

- Hum, é verdade. Você pode realizar desejos, acabou de fazer isso - ela sorria beijando-o outra vez.

- Você não vai me dizer seus desejos verdadeiros? Já disse que sou o único que pode realiza-los.

- Tudo bem. Quero acabar com o desmatamento na Amazônia - ele a olhou espantado.

- Não, esse não pode ser um de seus desejos e... você está me zoando!

- Deus! Você é fácil! - ela ria.

- Não tem graça! Quer saber? Não quero mais brincar – satisfeita por ter lhe irritado um pouquinho, ela voltou atrás para satisfazer a criança grande que insistia em tomar conta do corpo de seu marido. Kate ergueu-se do banco que estava sentada e se colocou bem na frente dele.

- Tudo bem, eu posso conversar com você sobre os meus desejos, com uma condição.

- E qual seria?

- Como você mesmo falou, existem desejos de proporções diferentes, precisamos combinar qual deles estaremos abordando. Os factíveis de verdade ou alguns sonhos?

- Factíveis. Três desejos.

- Certo. Hoje à noite, após o trabalho, eu lhe direi qual são meus três desejos e você terá que realizá-los até o fim da semana. Combinado?

- Combinado – ela sorriu e apetou a mão que ele estendera para firmar o acordo. Beckett já maquinava uma ideia em sua mente. Esperava que conseguisse escolher coisas para que pudessem curtir a nova brincadeira juntos. Ela sabia que um deles iria agradar e muito o marido.

A ansiedade acabou tornando o dia de Beckett praticamente um inferno. Como um novo caso não surgiu e aparentemente não havia trabalho no escritório de PI, Castle passou o dia no distrito atormentando seus detetives que por consequência atrasavam seus relatórios e entrando e saindo de sua sala pelo menos umas quinze vezes ao que se lembre, porque desistira de continuar contando. A pergunta era sempre a mesma, se já escolhera seus desejos.

Por volta de cinco da tarde, Castle entra outra vez em sua sala trazendo uma caneca com café. Sentou-se de frente para ela, sorrindo. Beckett já imaginava o que viria em seguida.

- Então?

- Então, o que?

- Já tem a lista de desejos? O tempo está se esgotando. Você pretende deixar o distrito as seis, não?

- Castle, eu juro que se você entrar na minha sala mais uma vez para perguntar sobre desejos, um deles será a sua morte. Eu preciso terminar esse relatório! E não irei deixar o distrito enquanto não acabar, portanto se continuar me atrapalhando, eu vou estar em casa dez da noite – ela viu a cara de arrependido dele, por que sempre a ganhava com esse olhar? – tudo bem, vou lhe dizer meu primeiro desejo quem sabe assim você não consegue realiza-lo ainda essa noite?

- Pode pedir! – ele respondeu visivelmente animado.

- Você já ouviu falar do Masa? O restaurante mais caro de Nova York?

- Claro, é extremamente difícil conseguir uma reserva ali. Uma experiência gastronômica fantástica.

- Meu desejo é ter essa experiência.

- Hoje? Impossível! O mesmo digo do fim da semana, as reservas nesse local são feitas com meses de antecedência, Beckett. E falamos em desejos factíveis.

- Achei que por ser milionário e de alguma forma, famoso, isso não seria um problema para você...

- Acontece que é. Não se trata de um desejo fácil... não pode muda-lo?

- Tudo bem, mas não esquecerei do que pedi. Algum dia espero que possa realiza-lo. Le Bernardin. Um dos melhores restaurantes de frutos do mar. O chef tem várias opções de menus de degustação. Quero que escolha um desses menus de preferência com lagosta e ostras e me sirva em casa.

- Mas, eles não fazem isso! Chefs odeiam que atropelem o tempo das suas comidas, pedir um delivery seria um sacrilégio.

- Não se conseguisse que o Chef ou um de seus sous chefs cozinhasse para nós no loft.

- Meu Deus! Essa é a sua ideia de factível?

- Esses são os meus desejos... que tal correr atrás deles? Afinal, você não disse que poderia realiza-los?

- Está jogando sujo, Beckett. Não sou de desistir fácil. Apenas me aguarde – saiu determinado pela porta enquanto a capitã ria sozinha. Não havia relatório. Ela queria um tempo sem ele por perto para trabalhar em seu terceiro desejo, aquele que ia ser muito agradável aos dois.       


Loft – um pouco mais de sete da noite


Castle checou o relógio. Beckett devia estar enrolada com o tal relatório. Começava a se preocupar porque agendara o início do jantar para as oito da noite. Sim, ele conseguira com que um dos chefs do Le Bernardin viesse cozinhar para os dois em um jantar intimo no loft. Beckett ia ficar impressionada. Onde ela estava? Ainda tinha que se arrumar quando chegasse em casa. Estava prestes a ligar para ela quando seu celular tocou. Finalmente, pensou.

- Hey, Beckett, onde você está?

- Desculpe, acabei me atrasando. Estou saindo do distrito, devo chegar em quinze minutos.

- Por favor, não demore. Estou te esperando para jantar.

- Tudo bem, até daqui a pouco.

Ao desligar o telefone, Beckett suspirou. Ela já tinha saído do distrito há meia hora atrás. Estava aguardando alguém fazer alguns ajustes numa roupa. Desde que essa história de desejos e lâmpada magica começou, uma coisa não saia de sua mente, especialmente após ver a empolgação de Castle com a suposta gênia loira. Uma senhora aproximou-se e entregou a sacola para ela.

- Está tudo aí. Precisa devolve-la com uma semana.

- Obrigada – Beckett não precisaria de uma semana, se tudo desse certo, até sexta Castle teria uma surpresa. Ela saiu da loja, colocou a sacola no banco do carona e seguiu para o loft deixando para trás o letreiro em neon “Mundo da Fantasia”. Descobrira esse lugar através de um relatório de um caso de um dos seus detetives. Nunca pensara que lhe seria útil. Assim que saiu do elevador, ela deu mais uma examinada na sacola para ver se a roupa estava camuflada o bastante. Tinha a desculpa ideal.

Entrou no loft e se deparou com uma calmaria.

- Castle? Cheguei – ela foi caminhando até a cozinha. A mesa estava não estava arrumada para o jantar e a cozinha estava um brinco como se ninguém tivesse pensando em cozinhar nela. Checou o relógio. Sete e meia. Estranho - Castle? Você está aí? – foi caminhando em direção ao quarto, então se depara com ele vestindo uma calça preta social, uma camisa de botão de mangas compridas azul e sapatos sociais.

- Ah, você chegou finalmente. Vá se arrumar, o jantar é as oito.

- Castle, você conseguiu uma mesa no Masa?

- Claro que não, tem uma fila de espera de pelo menos dois meses.

- E onde vamos jantar? Eu realmente pensei que não íamos sair de casa, estou cansada.

- Você terá que se arrumar. Tome um banho e coloque um vestido. Rápido e fácil. O que tem na sacola?

- Ah, só uns terninhos que havia deixado na lavanderia.

- Tudo bem – deu de ombros – vá se arrumar. Confie em mim, Beckett. Você vai gostar.

- Espero que esteja certo – ela desapareceu no quarto. Não tinha ideia do que Castle estava aprontando. Pelo menos, ele não insistiu em saber do conteúdo da sacola. Ela escondeu no seu lado do closet, em uma gaveta que ele não mexia. Satisfeita, foi se arrumar.

Kate aparece vinte minutos depois na sala trajando um vestido preto básico e sapatos escarpam. Ela se assusta com a mudança que ocorrera na sala de estar e na cozinha. A mesa estava impecavelmente arrumada, digna dos restaurantes mais chiques de Manhattan. Na cozinha, um homem mexia nas panelas e vários ingredientes se encontravam no balcão. Também havia um outro rapaz vestido de garçom. Ela franziu o cenho. Castle estava na sala e veio ao seu encontro.

- O que aconteceu aqui? Está tudo diferente de quando eu cheguei...

- Sim, os rapazes são rápidos. Está pronta para jantar?

- Não vamos sair?

- Não. Eu disse a você que iria realizar seu desejo, portanto, Kate Beckett, você aceita jantar comigo no loft com o menu exclusivo do Le Bernardin? – ela olhou para Castle boquiaberta.

- Você não....oh, meu Deus!

- Sim, conheça Tony, nosso garçom e Pierre, nosso chef da noite saído diretamente da cozinha do melhor restaurante de frutos do mar de Nova York – ambos fizeram uma referência a ela, Castle estendeu o braço – está pronta, Mrs. Castle? – ela enroscou o braço no dele ainda maravilhada com o gesto. Ele a guiou até a mesa. Tony puxou a cadeira para que ela sentasse. Devidamente acomodados, ele perguntou a Castle se poderia servir o vinho escolhido. Com a permissão de Castle, ele serviu as bebidas e apresentou o meu da noite.

Beckett avaliou as sugestões e percebeu que Castle havia seguido suas instruções a risca. Tinha ostras e lagosta no menu. Tony perguntou se poderia dar início ao serviço com as entradas. Castle concordou. Assim que o garçom serviu o primeiro prato e se afastou, Beckett teve a chance de conversar.

- Nossa! Você realmente levou a sério o meu desejo. Estou impressionada, surpresa até agora.

- Eu disse que era capaz de realizar seus desejos. O Masa ainda está pendente, mas não é impossível. Esse é o seu segundo desejo, aproveite a noite. Você merece.

- Nós merecemos – ela acariciou a mão dele – obrigada por sempre achar uma maneira de me agradar. Posso dizer com toda a certeza que nosso casamento não é nem de longe tedioso ou chato. Graças a você.

- Eu prometi, não? Agora coma suas ostras.

O jantar seguiu com uma perfeição. A lagosta de prato principal fez Kate murmurar enquanto comia, tudo era extremamente delicioso. O tratamento da comida, a apresentação impecável. Não tinha como não amar cada minuto daquele jantar. A sobremesa não foi diferente e encerraram o serviço com café expresso e licor. Isso era totalmente diferente da forma como Beckett imaginara passar sua noite. Tinha que concordar que era mil vezes melhor que um simples delivery de comida chinesa.

A refeição foi finalizada e Castle enroscou sua mão na dela guiando-a até o sofá dando espaço para os rapazes arrumarem a cozinha. Sentou-se com ela ao seu lado no sofá. Beckett o fitava com cara de apaixonada.

- Vejo que você gostou da noite.

- Demais.

- Está convencida agora, Capitã que posso realizar seus desejos?

- Talvez, devo concordar que você marcou um home run com esse jantar. Merece até um prêmio especial – ela se inclinou até ele sorvendo os lábios de maneira apaixonada e sedenta, a forma sensual como seus lábios e sua língua vagavam na boca de Castle o fazia gemer. As mãos dele passeavam nas costas querendo puxa-la mais para perto, queria colar seus corpos. Satisfeita, Beckett se desvencilhou dos braços dele sorrindo.

- Está pronta para me dizer qual o seu terceiro desejo?

- Agora?

- Por que não?

- Acho que os rapazes terminaram – Castle virou-se e constatou o que ela dissera. Levantou-se do sofá e foi ao encontro deles. Beckett permaneceu sentada, a mente enevoada, leve pela ótima sensação que a noite lhe proporcionava. Ela estava pensativa. Não queria queimar sua chance essa noite, não depois desse jantar incrível. Teria que deixar para o dia seguinte.

Quando Castle se juntou outra vez a ela, a conversa de desejos retornou.

- Enfim, sós. Será que agora você pode me contar qual o seu desejo?

- Que tal esquecermos essa história de desejos por essa noite? Tudo já foi tão perfeito, vamos viver um momento de cada vez. Além do mais, eu estou cansada. Quero tirar essa roupa, colocar um pijama e me aconchegar em seus braços. Pode se contentar com isso hoje, Castle?

- Claro que sim. Vamos – ele se levantou estendendo a mão para Beckett – promete que amanhã me conta qual o seu desejo?

- Amanhã.

Eles seguiram para o quarto. Despiram-se e em quinze minutos, ela estava enroscada nele, ronronando feito uma gata em seu peito. As últimas palavras que mencionara foram de agradecimento, sussurrara um “obrigada, Castle. Noite maravilhosa”, ele dissera que o prazer era dele e adormeceu logo depois, caindo em sono profundo muito rápido deixando um Castle sorridente acariciando seus cabelos.


XXXXXXXXX


Contrariando as expectativas de Beckett, os dias seguintes foram de muito trabalho. Casos complicados apareceram tomando o tempo de seus detetives e exigindo sua cooperação inclusive nas ruas. Castle acabou participando de um deles além de ter outro caso em seu escritório de PI. Por conta disso, Beckett acabou enrolada com suas obrigações de capitã. Eles se desencontraram nos dois dias seguintes. Quando Kate chegava em casa, Castle já estava dormindo ou ela estava cansada demais para pensar em outra coisa que não fosse esticar o corpo e dormir.

Ela realmente não gostara de adiar seus planos, foi por isso que naquela manhã de sexta-feira acordara bem cedo para executar seu pequeno momento de diversão com Rick Castle.

Beckett levantou-se da cama com cuidado para não acordá-lo. Pegou seu celular na cabeceira e como sabia que o código era a data de casamento deles, não teve problema em desbloqueá-lo. Com ambos os celulares em mãos, ela digitava e setava tudo o que precisaria para sua brincadeira. Feliz com o seu feito, devolveu o celular de Castle para o lugar e se arrumou para trabalhar.

Meia hora depois, ele acordou e estranhou a falta dela na cama. Não estava no banheiro e nem na cozinha. Foi quando encontrou o recadinho na porta da geladeira.


"Hey babe, bom dia! Tive que sair bem cedo para uma reunião na 1PP. Não quis acorda-lo porque você parecia estar curtindo um sonho interessante, estava até sorrindo. O que eu espero que seja comigo para o seu próprio bem... de qualquer forma, eu não dispensaria uma visita e meu café favorito. ILY, KB"


Ele sorriu porque, de fato, estava sonhando com ela. Eles estavam em uma praia deserta curtindo o sol e o mar. Deveria estar sorrindo quando Kate decidira se divertir dentro d'agua agarrando seu membro. Ótimo sonho. Checou o relógio, dez horas. Ela já devia estar de volta ao distrito. É claro que não negaria um pedido de sua esposa, afinal queria seu beijo de bom dia.

Castle apareceu no 12th quase onze da manhã. O salão estava agitado. Trazia dois cafés nas mãos.

- Hey, Zito! O que rola por aqui?

- Um bando de homicídios de gangues. Facadas, tiros, restos queimados, um prato cheio. Quer se juntar a nós? Bem que estamos precisando de um par de mãos extras nesses casos.

- Apesar de apreciar seu elogio por querer minha ajuda, tenho outras obrigações a cumprir, mais importantes.

- Está falando da Capitã? Se fosse você, não entraria lá agora. Ela está uma fera! Um cara novato da delegacia de roubos misturou umas evidências quando foi pegar seus resultados e perdemos parte do DNA do assassino e a análise. Beckett está arrancando o fígado do capitão dele.

- É o tipo de coisa que adoro assisti-la fazer, acabar com gente incompetente. Adoro a forma como a veia na testa pula e... - ele parou vendo a cara de desinteresse de Espo - certo, você não se importa. Para seu governo, sei muito bem acalmar aquela fera, se me dá licença... - Castle se dirigiu até a sala da capitã. Abriu a porta e entrou sem cerimônia, Beckett discutia ao telefone.

- Não me importa se foi um erro de um novato, sei que isso pode acontecer. O que quero que você resolva é o problema da minha evidência para que meus detetives consigam encerrar o meu caso de homicídio. Você tem duas horas - chateada, ela desligou o telefone - imbecil! Porque essas coisas só acontecem na sexta-feira? Parece carma - ela olhou para Castle - detesto quando tenho que lidar com trabalho de outra delegacia... - ao ver o sorriso no rosto dele, suspirou.

- Por mais que eu adore vê-la xingando outras pessoas e essa veia pulando em sua testa, sou a favor de um sorriso. Alguém pediu café? - ele estendeu o copo para Kate - bom dia, gorgeous.

Ela pegou o copo saindo de trás da mesa para ir ao seu encontro. Tomou um gole da bebida e sorriu.

- Bom dia, Cas.. - ela inclinou o rosto na direção dos lábios dele. O beijo demorado foi extremamente revigorante após o sonho que tivera – então você viu meu recado?

- Claro que sim. E para sua informação, eu estava sonhando com você. Posso descrever o que fazia comigo no sonho se quiser.

- Por mais tentador que isso pareça, estou com muita coisa para resolver. Esse erro atrasou nossa investigação, os rapazes estão muito enrolados e ainda tenho que terminar um relatório que prometi na reunião dessa manhã. Que bela sexta-feira! Se ao menos as pessoas fizessem seu trabalho direito... e o capitão ainda me chamou de grossa - ela já se separara dele voltando para sua mesa.

- Devo dizer ainda bem que é sexta-feira? - ele olhava para Beckett com um biquinho querendo faze-la rir, conseguiu - Espo me disse que poderia precisar de uma ajuda.

- Se estiver disposto, vá em frente. Na verdade, qualquer ajuda é válida.

- Eu adoraria, mas Alexis ligou no caminho para cá. Tenho uma reunião com uma cliente em vinte minutos.

- Mais uma mulher traída querendo arrancar alguns dólares do marido?

- Potencialmente.

- Acho que chegarei tarde hoje, desculpe.

- Mas Beckett é sexta, a semana terminou e você não me disse qual o seu terceiro desejo.

- Nesse momento daria tudo para desaparecer daqui com você, mas tenho responsabilidades a cumprir. Vejo você de noite, ok? Obrigada pelo café e pelo beijo de bom dia...- ele se aproximou inclinando-se para beijar-lhe o pescoço.

- Não se estresse demais - sussurrou - e não chegue tão tarde em casa, amor. Vou estar esperando - com um último sorriso, ele deixou a sala da capitã.

Beckett ainda sorria. Tinha apenas duas missões essa tarde: consertar a burrada da delegacia de roubos em duas horas e deixar o distrito rumo ao loft para uma surpresinha especial para Castle.

Quando a capitã Beckett desligou o telefone, ela sorria. Missão cumprida, ela finalmente podia ir para casa. Desligou o computador, assinou os últimos papeis e pegou seu celular. Quase três da tarde, talvez tivesse tempo suficiente, porém preferia se certificar de que estaria sozinha. Ligou para o escritório de PI esperando que Alexis atendesse, o que aconteceu.

- Oi, Kate – sim, seu número estava gravado e o sistema de Castle o reconhecia.

- Oi, Alexis. Seu pai está com algum cliente?

- Sim, mas não deve demorar. Quer que eu passe a ligação?

- Não, na verdade queria saber se ele vai demorar para ir para o loft.

- Talvez mais meia hora. Algum problema?

- Não necessariamente, você acha que consegue prendê-lo aí por mais tempo? Uma hora?

- Ah, sem problema. E não preciso dizer que você ligou, certo?

- Exato. Obrigada, Alexis - ela fechou sua sala e cruzou o salão. Esposito estava próximo ao elevador 

- Espo, tudo resolvido com a Roubos, mandei um email com as evidências para você continuar a investigação - vendo que ela estava de casaco, ele perguntou.

- Já de saída?

- Tenho umas coisas para resolver na rua, não retorno mais hoje.

- Tudo bem, capitã - Beckett entrou no elevador sorrindo. Hora da ação.

Ao chegar no loft, ela se trancou no banheiro com a roupa e começou a se preparar. Banho, maquiagem, cabelo. Ela fez um belo rabo de cavalo, colocou os ornamentos e vestiu a roupa. Olhou-se no espelho, sorriu. Exatamente como imaginara e melhor que a original.  Castle ia ficar impressionado estava curiosa para ver a reação dele.

Pegou o seu telefone e ligou para o marido.

- Hey... Já está indo para casa, Castle?

- Sim, saindo do escritório. Alexis me atrasou já devia estar em casa. E você?

- Terminando de responder uns emails, mais dez minutos e saio.

- Conseguiu resolver seu problema com o outro capitão?

- Sim, Espo está fechando a investigação. Vejo você em casa. Devo pegar o jantar?

- Não, pedimos alguma coisa por telefone. Até daqui a pouco, Kate.

Ótimo, pensou Kate ao desligar o celular. Apenas esperaria. Ele não irá demorar. Dez minutos depois, ele abre a porta do loft. Claro que imaginou que Beckett ainda não estava em casa. Tirou o casaco. Dirigiu-se até a geladeira, pegou uma garrafa de vinho e serviu-se de uma taça. Ao ouvir o barulho na cozinha, sabia que era hora do show. Com um aparelho pré-pago em mãos, ela discou o número de Castle. Estava na divisa entre o quarto e o escritório a fim de escutar e talvez ver o que ele faria.

O toque que ecoou na sala foi o tema de “Genie é um gênio”. Intrigado, ele estranhou, não tinha esse som em seu celular. Tocava e vibrava, para aumentar a surpresa, uma foto de uma lâmpada mágica e o nome Genie apareciam no visor. Ele estava feliz por estar sozinho em casa, será que era um gênio de verdade? Beckett nunca acreditaria, mas a ligação era evidência não? Castle fez pose e atendeu.

- Rick Castle, como posso lhe ajudar? - na maior cara de pau, Beckett respondeu com uma voz melosa.

- Oh, Rick Castle... acredito que você é meu novo amo. Veja só o major Nelson precisou se afastar numa missão e me deixou sozinha - Castle ouvia atentamente e não reconhecera a voz da esposa.

- Isso é real?

- Claro que sim, eu sou real. Porém, como você é meu amo temporário, não posso conceder todos os seus desejos como faço com o major, apenas um.

- Como eu vou invoca-la? Você tem uma lâmpada que eu tenha que esfregar?

- A lâmpada é apenas do meu mestre original, mas eu posso aparecer para você se quiser...

- P-pode? Mesmo? - Castle começa a andar de um lado para outro da sala - preciso de um minuto.

- Eu espero - disse Beckett curiosa para saber o que ele faria. Castle começou a falar sozinho analisando suas opções.

- Uma gênia! Beckett devia estar em casa. Ela nunca vai acreditar nisso. Eu poderia chama-la, mas e se ela entra pela porta quando eu estiver com a gênia? Vai achar que estou traindo-a! Ela não estava muito satisfeita no último caso... o que devo fazer? Será que vou perder a chance de ver algo mágico? Oh, Beckett! Onde você está? – Kate estava adorando ver a agonia e a dúvida que ele tinha. Gostou de ver a preocupação com o que ela iria pensar, ele continuava ponderando – talvez devesse chama-la, a ligação serve de evidência, não? Posso provar que não estava fazendo nada errado, apenas estou querendo descobrir qual o mistério por trás dessa gênia. Sim, ela entenderia, certo? Não é como se eu fosse beija-la. Só quero saber dos desejos... – ele suspirou e passou a mão nos cabelos. Beckett se segurava para não rir.

- Certo, eu preciso saber – tirando o telefone do mudo, ele ordenou – por favor, se mostre para mim – claro que ficou esperando algo mágico como uma fumaça, um estalido. Ele estava no meio da sala – você me ouviu? Mostre-se – a ligação caiu - alo? Alo? Ah, não.... – então Castle prendeu a respiração diante da imagem que surgira a sua frente. Não, isso era...

- Olá, amo... – Beckett vestia uma calça igual a da Genie, o mesmo top e o chapéu com o lenço na cabeça. Perfeitamente maquiada e com as mãos unidas em frente ao peito, ela sorria.

- Wow! Por favor, não me diga que estou sonhando...

- Não, sou de carne e osso.

- Beckett, você está... deslumbrante – sim, ele sentiu uma pontada na virilha. Percebeu como o corpo dela ficava perfeito nessa roupa, a cintura, o umbigo exposto, os cabelos. Tudo era incrível! – no telefone, era você? Meu Deus, eu não reconheci sua voz.

- Como falei anteriormente, não tenho uma lâmpada. Funciono de outra maneira. E você tem um desejo.

- Mas eu quero tantas coisas, eu não sei o que pedir... isso é tão difícil, olhar para você e não desejar milhares de coisas. Eu não sei... e-eu quero que dance para mim e e-eu... – mas ela o interrompeu.

- Seu desejo é uma ordem, amo.

- Não! Eu não desejei isso! Sim, eu quero só que saiu sem querer, posso tentar outra vez?

- Infelizmente você só tem um pedido. Vou dançar para meu amo...

- Ah, Beckett, não faz isso... – porém, ela não estava interessada no que Castle queria. Se pedira para dançar, ela ia cumprir. Seria ótimo rebolar como se fizesse uma dança do ventre para ele. Sabia que o deixaria louco. Kate juntou as palmas imitando uma gênia. Tão logo ela começou a se mover, Castle mordeu os lábios. O jeito como ela rebolava e mexia os quadris o deixava enfeitiçado. Não conseguia tirar os olhos do corpo de sua mulher, especialmente na altura do umbigo. Como ela fazia aquilo? Sentiu a dor nas calças aumentar. Sim, ele estava ficando excitado, o que sabia ser o proposito dela desde o início. Estava com os olhos vidrados.

- Deus, Beckett... por que você faz isso comigo?

- É o seu desejo, não? – os olhos de Castle estava vidrados nela. A dor no meio das calças somente aumentava – você vai me deixar louco! Eu preciso toca-la – antes que ele alcançasse-a, ela o repreendeu.

- Não! Nem mais um passo. Talvez essa gênia esteja boazinha hoje, ela pode lhe conceder mais esse desejo de toca-la. O processo não é tão simples. Você terá que esfregar de maneira correta a parte do meu corpo que o presenteará com uma noite encantada com direito a despir essa gênia e fazer amor com ela. Esse é o meu terceiro desejo, Castle. Como diz a canção: “se quiser ficar comigo, querido há um preço a pagar, sou uma gênia na garrafa, precisa me esfregar do modo certo. Se quiser ficar comigo, posso tornar seus desejos realidade, terá que causar uma grande impressão e terei que gostar do que você fizer”. Venha e me liberte, Castle...

- Meu Deus! Isso é bom demais... posso saber de onde você tirou essa ideia? E essa fantasia?

- Você queria saber meu terceiro desejo, não? Quero ser sua gênia e ser possuída pelo meu amo. Vamos, Castle... pare de falar e mostre serviço.

Ele sorriu. Aproximou-se dela passando a mão em seu pescoço, seguindo o decote do top deixando os dedos brincarem ali antes de agarrar-lhe os dois seios moldando-os perfeitamente em suas mãos, os polegares roçavam os mamilos, Beckett gemeu com o toque.

- Hummm, isso é bom... mas não é o local certo, Castle.

Ele não se importou, Kate continuava rebolando e propositadamente esfregava-se nele, em especial as coxas entre as pernas dele, percebeu que gotículas de suor escapavam pela lateral de sua testa. Ela sabia que estava abusando dele. Castle deslizava suas mãos pela lateral do corpo de Kate, uma delas escolheu por dirigi-la até o meio das pernas esfregando o seu centro e apertando-a. Por mais gostoso que fosse, ela retrucou.

- Não é esse o lugar... - Castle optou por esfregar-lhe a nuca, usou os dedos e os lábios para roçar na pele – vamos, você pode fazer melhor que isso – já quase impaciente, ele a puxou pela cintura e começou a esfregar o corpo todo no dela, seus lábios a centímetros de se tocarem. Kate resistia bravamente. Então, um pensamento lhe ocorreu. Tirando as duas mãos da cintura, ele as direcionou para o único lugar faltante. Sem qualquer sutileza, agarrou o bumbum dela dos dois lados, Kate soltou um gemido de prazer.

- Acertei, não?

- Está fazendo errado... esfregar, Castle... – ele obedeceu e esfregou o bumbum como ela pediu. De repente, Beckett não quis saber de mais nada. Atracou as duas pernas na cintura dele e sorveu aqueles lábios. Fora com tanta sede ao pote que o beijo foi intenso a ponto de deixa-la sem folego. As mãos ágeis da capitã desceram para a calça do marido e rapidamente a colocara no chão. A sua frente, o membro estava pronto para ela. Sabendo que era o momento de ação, ele desfez o nó do top que ela usava expondo os seios, colocando-a de volta ao chão, ele beijou-os um a um, sorvendo um deles demoradamente.

- Oh, Cas...amo...me possua... – ele não foi gentil. Arrancou a calça de gênia que usava levando a calcinha consigo. Ele a tocou em seu centro constatando que estava excitada e úmida, ambos estavam quase em seus limites. Castle a empurrou contra a porta do escritório e simplesmente a penetrou. Puxou-a pela nuca em outro beijo louco e a estocava. Uma, duas, três... não importava quantas vezes, apenas o calor de seus corpos, os movimentos, a sincronia e o prazer. Kate se segurava como podia em seu corpo, um dos braços puxava seu pescoço buscando os lábios, sedenta por um beijo. Ele sabia que ela estava próxima de gozar, então ele saiu de dentro dela.

Os protestos foram imediatos. Os gemidos eram de chateação.

- O que você está fazendo? – ela dissera ofegante fitando-o com as pupilas dilatadas. Desejo puro no olhar. Foi a vez de Castle a surpreender. Agarrando-a pela cintura, ele beijou-lhe a nuca e virou-a de costas para si. Então a penetrou novamente. Ao sentir-se preenchida, ela gemeu aliviada. Ele afundou-se com vontade dentro dela, fazendo-a gritar. Ele continuava os movimentos precisos, rápidos, quando estava prestes a gozar, ele buscou seus lábios puxando o cabelo pelo rabo de cavalo, beijando-lhes e mordiscando-lhes. Sentiu Castle agarrar-lhe os seios apertando seus mamilos, dor e prazer, ela estava adorando cada minuto. Ao sentir a onda do orgasmo a atingir, ela deixou escapar.

- Oh, Cas... – e o corpo tremeu nos braços dele. Completamente a mercê do desejo, ele também se entregou. Ele a segurava empurrando-a contra a porta. Castle a envolvera nos braços. Descansava a cabeça no ombro de Kate. Os corações disparados. Quando finalmente se sentiu em condições de mexer-se e andar, ele beijou-lhe o pescoço e caminhou lentamente levando-a para a cama. Antes de qualquer movimento, ele a virou para fita-lo.

- Satisfeita com o seu amo, Kate?

- Bastante. Acho que realmente o deixei louco. Essa pegada foi... especial – ela sorria. Castle acariciou o rosto dela, deslizando o polegar pelos lábios dela.

- Você foi a culpada, essa roupa, o clima, esse rabo de cavalo... você me enlouquece, sabia?

- É, vou ter que pagar a fantasia que você destruiu – ela sorria, mordiscou os lábios e acabou deixando escapar o que queria dizer desde o último caso - Sou ou não sou melhor que aquela gênia fajuta que você encontrou?

- Ah, Kate...nem dá para começar a comparar. Se preferir, posso demonstrar, sou capaz de esfrega-la em outros lugares que te deixarão bem impressionada – ela sorriu mordiscando os lábios dele.

- Porque não faz isso, amo? – e dessa vez, Castle a deitou na cama e explorou seu corpo vagarosamente. Tocou-a, esfregou-a de todos os modos certos e Beckett pode experimentar o prazer uma vez mais através dos dedos de Castle. Por fim, ele fez amor com sua esposa, da maneira que apenas eles conseguiam fazer.

Uma hora depois, estavam deitados na cama. Beckett tinha a cabeça apoiada no peito dele enquanto Castle acariciava seus cabelos brincando com o rabo de cavalo. Ela cheirava a pele dele, beijava e suspirava. Sua ideia fora bem melhor do que imaginara. Ela comentou.

- Quem diria que pequenos desejos pudessem ser tão prazerosos...

- Sim, você caprichou. Mas, e quais seriam seus grandes desejos, Kate? – ela apoiou a cabeça no peito dele para fita-lo.

- Você ainda não cansou dessa história de gênio e desejos?

- Não se trata de cansar ou não, tenho curiosidade sobre o que você sonha e almeja, amor – ela apenas sorri – não precisa ser três, talvez um deles... – ambos ficaram em silêncio por vários minutos, ele ponderava se deveria contar a ela, Beckett pensava em qual era seu grande desejo. Então, Castle criou coragem e falou.

- Eu menti – Kate o encarou sentando-se na cama, ele continuou – antes, quando você me perguntou se eu tinha algum desejo no hospital. Eu menti.

- Mentiu? Então você tem desejos.

- Não menti sobre ter tudo o que preciso, apenas... tem uma coisa que eu gostaria de realizar e esse desejo depende exclusivamente de você, Kate – ela brincava com a mão dele.

- Vai me dizer o que é?

- Você quer saber?

- Se não me disser, como vou realiza-lo? – ele sorriu.

- Meu grande desejo é bem simples na verdade. Simples quando duas pessoas realmente o querem. Eu gostaria de ter um filho com você, uma família, Kate.

- Um filho? – ela não parecia surpresa.

- Sim, um bebê. Não importa se menino ou menina desde que seja nosso, fruto de nosso amor – ele sorriu e baixou a cabeça, ela vira direito? Ele estava envergonhado por dizer isso.

- Um bebê... – ela suspirou – sabe, Cas, acho que a nossa sincronia continua funcionando perfeitamente porque meu grande desejo, é um dia ser mãe de um filho seu. Ter um bebê com você – ela tocou o rosto dele – e não há nada de embaraçoso em desejar e dizer isso para a sua mulher – ela enroscou os dedos nos dele usando as mãos que continham suas alianças – vamos tornar isso oficial. Afinal, eu sou sua gênia.

- Como seu amo posso pedir isso a você?

- Um dia. Não algo aleatório e sem significado. Haverá um tempo especifico. Quando derrotarmos Loksat e estivermos livres será esse dia. Não é somente um desejo a mais, Castle. É uma promessa. Minha promessa para você – ele abriu um sorriso e puxou-a para si em um beijo apaixonado. Com as testas coladas, ela tornou a dizer – minha promessa.

- Eu te amo, minha gênia...

- Sim, amo – e remexeu o nariz como a feiticeira costumava fazer. Rindo, ele disse.

- Hey, essa é outra personagem. É uma bruxinha... mágica, quer incorpora-la também, Kate?

- A única magica que faço é na cama. Pronto para um novo round, Cas?

- Hum... não precisa perguntar outra vez – e puxou-a pressionando-a sobre seu corpo, perdendo-se em beijos.        


THE END

   

8 comentários:

cleotavares disse...

Ficou ótimo Kah! Ah! Castle, você é tão "facim", kkkkkkkk

Camila Lorrane disse...

Wow que Per Ka amei sem palavras pra esse Cap fic muito lindo 😱💖

Ana Cavalari disse...

Castle sempre cai tão fácil! Hahaha amei o cap kah, e esse final?? Coisa mais fofa do mundo! Nem preciso falar nada da parte Hot né? Kate tem sempre os melhores "desejos" e Castle sempre disposto a realiza-los hahaha ❤

rita disse...

Excelente!! Amei Karen. Esperando uma continuação ou outra fic maravilhosa que você sabe escrever e passar esses sentimentos tão bem para quem as lê.Beijos.

Vanessa Belarmino disse...

Kah, se te falar que quando compartilhem o post, eu pensei nisso... Ate ia comentar com você, mas nem precisou... Haha
Ficou ótimo! Engraçado, pervinho e esse final? Amei essa promessa! 😍😍

Luciana disse...

Uauuuuuuuuuuuuu Kate gênia deixou seu maridinho super relaxado!!! kkkkkkkkkk
Ameiiiii Karen!!! Castelinho se deu bem nesse desejo!!!

MarluLeles disse...

Devo lhe dizee que essa fic foi um presente em tanto, se compararmos a greve de NC17 que esta tendo em Ono e Kis... Amei ;)

Pâmela Bueno disse...

Aiiiiii eu amei essa!!!! Sabe...não ligaria se vc fizesse uma continuação no futuro da promessa hahhahhahaha