terça-feira, 5 de julho de 2016

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.78


Nota da Autora: Aqui está, novo capitulo. Apesar de conter um pouco do clima de despedida, ainda não estamos falando do angst realmente. Essa parte da história vai falar de futuro, relações, conselhos e bem, Giff está de volta! Enjoy! 

PS;: Acho que todas vão se ver nesse capitulo... em uma parte específica. 


Cap.78  


Ao chegarem em casa, Stana foi direto para o chuveiro. Acreditava que se tomasse um banho quente, permanecendo um bom tempo debaixo da agua, podia eliminar um pouco a sensação incômoda que aquela despedida causara nela. Ainda não tinha o resultado da negociação, sua agente não dera nenhum sinal de vida quanto a sua proposta enviada, porém o dia de hoje com Alexi provara que sua teoria estava correta. A jornada de Kate Beckett estava chegando ao fim.

Nathan deixou-a sozinha por um tempo. Sabia que ela precisava ficar isolada com seus pensamentos. 
Ele preparou umas torradas francesas, queijo, geleia, fez o café e colocou tudo numa bandeja levando até a cama. Tinha certeza que ela diria que estava sem fome e não jantaria, por isso preparou o café, ao menos algo quente ela colocaria no estomago.

Quando saiu do banheiro, Stana se deparou com a bandeja sobre a cama. Nathan trocara de roupa para uma mais confortável e digitava alguma coisa no celular. Tinha o semblante sério.

- Alguma notícia ruim? – ela perguntou sentando-se ao seu lado.

- É Michelle. Irá fazer novos exames semana que vem. Ninguém sabe explicar direito qual o melhor tratamento para a doença dela. Está dizendo que se a ABC me procurar para negociar, devo ir sem ela – viu que Stana se escorou no encosto da cama e fechou os olhos – fiz esse café para você, coma alguma coisa enquanto termino de falar com ela. E nem adianta dizer que não está com fome. Por favor, o dia não foi fácil – ela resolveu não discutir. Pegou um pedaço da torrada francesa e mordiscou. Bebeu o café. Estava sentindo-se melhor, os músculos do pescoço aliviaram-se com o banho quente, mas ainda sentia a cabeça doer. Comeria e tomaria um analgésico.

Ele terminou de conversar e deixou o celular na cabeceira da cama.

- Sente-se melhor?

- Não muito, a tensão no pescoço está melhor – ela comia outro pedaço da torrada. Nathan se serviu de café e provou a torrada – vou tomar um analgésico – Stana pegou o comprimido na gaveta enfiou goela abaixo bebendo um pouco mais de café. Esperou que ele terminasse de comer. Nathan manteve-se calado. Satisfeito, ele pegou a bandeja e desapareceu. Ao voltar para o quarto, viu que a esposa se deitara debaixo do edredom. Seguiu para o banheiro retornando quinze minutos depois já pronto para dormir. Tomou seu lugar na cama e automaticamente a puxou para seu abraço. Cheirou o cabelo dela, lhe beijou o pescoço. Sentiu Stana pegando sua mão, entrelaçando seus dedos.

- Sinto muito, Staninha... pelo dia de hoje. Por tê-lo tornado mais difícil para você.

- Não, babe... não sinta. Vai passar... tem que passar.

Adormeceram.

No dia seguinte, Stana arrumou-se para voltar ao estúdio. Torcia para não ter que encarar Alexi. Após o café, ele perguntou.

- Tem certeza que quer fazer isso?

- Eu preciso, Nathan. Se estou perto de fechar essa porta definitivamente, eu preciso fazer isso. Eu nem falei direito com as pessoas. Só espero não encontrar Alexi por lá.

- Eu também, não quero ve-la triste pelos cantos. Mesmo sem uma decisão concreta deveríamos aproveitar para descansar depois de tanto trabalho duro. Que tal passar uns dias no vinhedo? Posso arranjar tudo. Ou se preferir, falo com Trucco e podemos... – ela se aproximou dele, colocou o dedo indicador nos lábios.

- Não, por mais que eu goste de lá. Temos muito o que resolver ainda em Los Angeles. Talvez daqui há algumas semanas.

- Certo, será como você quiser – ela beijou-lhe os lábios e saiu.

Stana teve um dia interessante no estúdio. Conversou com várias pessoas, se despediu de Rob sem mencionar o que estava por trás daquele ultimo abraço, vagou pelos cenários, distribuiu presentes. Quando esteve em sua sala, sentou-se na cadeira de capitã. Olhando para a placa com o nome de sua personagem, ela sorria. Fora uma bela jornada, havia um furo na história em sua opinião. Negar a Castle e Beckett o direito de aproveitar uma gravidez, ter momentos engraçados, isso era tão errado...

Deus! Porque ela pensava tanto que isso era o fim? Não havia confirmação, nenhuma palavra. Infelizmente, o pensamento e a dor incômoda em seu peito eram suficientes para faze-la acreditar. Tinha as mãos sobre a mesa. Seus olhos pousaram sobre a foto dela e Castle. Sorriu. Depois fitou o anel de ágata na mão direita. Proteção. Sua mãe tinha razão.

Ali naquela sala construída para mexer com a imaginação de milhares de pessoas e contar uma história, Stana se viu fazendo uma viagem no tempo, relembrando toda a trajetória de Kate Beckett. Então, ela passou a imaginar a continuação, somente que agora era o futuro de Stana, seu e de Nathan. Ela reservou-se o direito de ponderar suas opções e sorriu ao pensar que o que ela e Nathan não experimentaram na ficção, iria acontecer na realidade. Ela cansara de pensar sobre contratos, negociações, términos. Já fizera sua escolha naquela tarde nos balanços. Era isso. Nada mais importava. Era com esse pensamento que ela voltaria para casa. Voltaria para Nathan.

Levantou-se de sua cadeira, passou uma vista em toda a sala e levou a placa de capitã consigo. Suspirou fundo ao fechar a porta.

Quando chegou em casa naquela tarde, encontrou-o no videogame. Trazia uma pequena sacola consigo. Sentou-se do lado dele, cheirou o pescoço pousando um beijo ali, viu o sorriso nos lábios embora os olhos não saíssem do videogame.

- O que é esse cheiro?

- Bearclaws. Quer? – ela viu quando ele se deixou morrer e pausou o jogo. Virando-se para fita-la, ele acariciou a perna da esposa sentando-se melhor no sofá como uma espécie de convite para que ela se aninhasse com ele. Stana entendeu o recado. Abriu o saco, tirou o doce e mordeu-o, pegou o segundo e empurrou na boca de Nathan como fizera antes com Castle. Rindo, ele se esparramou no sofá e ela deitou sobre o peito dele.

- Como foi no estúdio, amor?

- Bom, difícil, estranho. Eu sabia que precisava voltar lá porque pude pensar em qual é o próximo passo – ela sentia a mão de Nathan acariciando seus cabelos, seus braços – eu já decidi o futuro e não voltarei atrás.

- Nosso futuro, Stana? Como assim decidiu? O que você fez? – ela percebeu a preocupação na voz dele. Nathan não gostou do que ela dissera. Esperava sinceramente que a esposa não tivesse metido os pés pelas mãos e... - Stana? – ela se afastou do peito dele, virou-se para fita-lo.

- Eu escolhi nós dois, Nathan. Independentemente do que seja o destino do nosso trabalho. Se não tiver contrato, não tiver Beckett. Não me importa. Eu escolho nosso futuro, nossa família. Existem filmes, outros trabalhos, oportunidades. A única coisa que não abro mão é de nós. Se você tiver que viajar, ir para o outro lado do mundo, vou com você. Não vou desistir de nós. De ser feliz. E se você... se a ABC quiser você em Castle, eu continuarei aqui.

- Você tem certeza? Você não mandou nenhuma mensagem louca para ninguém, certo?

- Não... mandei uma proposta de contrato e só. Estou esperando, mas a decisão já tomei. Nathan, eu tenho certeza. Tanto quanto eu amo você.

- Não será tão simples assim, amor. Ainda acho que, por mais que você esteja inclinada a deixar tudo para trás, mesmo você sendo o ser humano mais altruísta do universo, haverá mágoa, ressentimento. São oito anos, não oito meses.

- Podemos não falar mais disso? Já me decidi.

- Só estou querendo que entenda, se eu renovar, eu não quero que isso seja motivo de briga...

- Você vai renovar, se oferecerem a chance?

- Não gostaria, mas é cedo para dizer – ali estava o olhar estranho. Ele falara aquilo de propósito porque tinha um ponto a provar. Haveria mágoa. Era óbvio.

- Nathan? – ela fechou os olhos lutando para não se chatear com as palavras dele – por favor, vamos parar com esse assunto.

- Desculpe... – mas sabia que teriam que conversar sobre isso eventualmente. Suspirou e puxou-a de volta ao seu abraço.

Dois dias depois, enquanto Nathan estava fora em uma reunião com Wheldon, ela resolveu contatar a sua agente a fim de obter notícias. A negativa deixou-a encucada. Era sexta-feira. A semana acabara e o silêncio da emissora começava a incomoda-la. Novamente, seu sexto sentido parecia estar falando mais alto, o pressentimento ruim voltou ao seu pensamento. Pediu para a agente fazer um follow-up, descobrir o que acontecia.

Porém, não ouviu um retorno sobre o assunto. Os seus pensamentos sobre contratos e negociações foram interrompidos com a campainha. Estranhou. Quem seria? E mais importante, deveria atender? Checou a câmera de segurança e viu que era Jeff. Respirou aliviada e abriu a porta para o cunhado.

- Hey... o que faz aqui, Jeff? – ela percebeu que tinha um olhar preocupado.

- Nate está em casa, Stana?

- Não. Foi para uma reunião. Entre. Jeff... aconteceu alguma coisa? – ele caminhou pela sala e de repente parou.

- Não, é bem... melhor eu voltar quando Nate estiver em casa, e-eu quero conversar com ele e pedir... nada, coisa de irmão e...

- Jeff, você brigou com a Gigi? Está tudo bem?

- Não, quer dizer, não brigamos e... – então o cunhado sentou-se no sofá, colocou as mãos cobrindo o rosto. Algo estava acontecendo. Gigi não dera sinal de vida, não ligara, se tivessem brigado, Stana sabia que a irmã a procuraria a menos... a menos que tivesse com medo por isso afetar seu relacionamento com Nathan. Ela sentou-se ao lado do cunhado.

- Jeff, conte logo o que aconteceu. Nathan não está aqui e você terá que lidar comigo, especialmente se o assunto for minha irmã – ele olhou para a mulher ao seu lado, talvez ela soubesse como lidar com a situação melhor que seu irmão afinal.

- Nós não brigamos. Longe disso. Ontem nós estávamos conversando na cama e de repente, daquele jeito brincalhão de Gigi, ela me pareceu sugerir que nós... que nós morássemos juntos. Na hora, eu desconversei, fingi não ter reparado e aparentemente ela não ligou ou sequer percebeu as palavras que dissera. Só que isso não sai da minha cabeça agora.

- Ela não pediu realmente para vocês morarem juntos?

- Não... talvez tenha jogado para ver minha reação, se foi isso, eu tive a pior possível.

- Jeff, morar junto é um problema para você? Pensei que a amasse e...

- É claro que amo a Gi. Sou louco por ela.

- E qual é o problema então? Ela não o convidou oficialmente, você a ama, não estou entendendo o que te preocupa e porque motivo você veio procurar seu irmão para aconselha-lo. O que Nathan poderia dizer para você sobre isso? – antes que o cunhado respondesse, a ficha caiu – oh, entendi. Pelo fato dele ter me chamado para morar com ele antes, por ela ser minha irmã... do que tem medo, Jeff?

- Morar junto é um passo muito grande.

- E disse o cara que praticamente propôs casamento na frente da mãe da namorada... – ela ironizou, porém viu a reação negativa no rosto do cunhado – desculpe, falei besteira. Sim, morar juntos, sob o mesmo teto, 24 horas por dia é um desafio, um passo de intimidade grande. Isso irá colocar seu relacionamento a prova. Porém, é um momento de descoberta. Vocês terão que conviver com as manias um do outro, conhecer o que é acordar de verdade ao lado do outro, dividir tarefas. Não é algo simples ou fácil especialmente se tratando da minha irmã – ela sorriu.

- Como foi para você e Nathan?

- Acho que nosso caso é um pouco diferente. Quer dizer, já convivíamos muito tempo juntos. Ele sabia quando eu estava irritada, entendia quando ele fazia algo errado. Acho que para nós, a convivência de estúdio acabou facilitando o dia a dia, a parte mais difícil foi evoluir o relacionamento. Pelos ciúmes, pelo passado. Não há comparação. Cada casal é diferente.

- Eu sei. Tenho medo de fazer alguma besteira. Irrita-la ou colocar tudo a perder.

- Eu acho que é mais fácil a minha irmã fazer isso – ela esticou a mão tocando a do cunhado – Gigi tem seus defeitos, tem suas maluquices, não é de trabalho doméstico. Não espere chegar em casa um dia e encontra-la cozinhando como eu faço com Nathan. Acredito que você já entendeu isso, não? – ela sorriu – mas, uma coisa eu posso afirmar. Se Gigi chegar a propor isso a você, não se engane. Ela está disposta a tentar, ela não faria isso por diversão. Ela está dizendo de outra maneira que está 100% dentro. Está se dando, se comprometendo com você, Jeff.

- Você pode ter medo. Faz parte. É importante que você compreenda a seriedade de um convite desses vindo de Gigi e Jeff? Vocês encontrarão o ritmo adequado, mesmo brigando ou se aborrecendo com pequenos gestos, o amor sempre prevalecerá. Eu diria para você não analisar demais. Apenas tenha a resposta certa quando ela lhe fizer a pergunta.

- Obrigado, Stana. Acho que se tivesse falado com Nathan não teria sido tão esclarecedor.

- Talvez não pela parte de Gigi. Mas sou capaz de apostar que ele diria para ir em frente e fazer funcionar. Vocês vão se ver hoje?

- Ela tem um evento. Vou acompanha-la e depois voltaremos para a casa dela. Insistiu em dormir lá hoje. Por isso fiquei bolado. Achei que podia ter a ver com a minha omissão diante do que ela mencionara, sabe? Como se não estivesse confortável em ficar na minha casa.

- Jeff, se Gigi tivesse com alguma dúvida sobre isso ou com raiva, medo, acredite, ela já teria falado comigo. Relaxe. Não chegou a hora de tornar isso oficial.

- Tornar o que oficial? – Nathan já chegara questionando a conversa que ouvira pela metade – hey, bro, você por acaso vai pedir Gigi em casamento? – Stana balançou a cabeça, sempre antecipando as coisas.

- Nada disso, Nate. Jeff estava querendo uns conselhos.

- E desde quando ele pede conselhos para você, Stana?

- Desde que namora minha irmã? – ela revirou os olhos – Nathan, você por acaso está com ciúmes por Jeff estar conversando comigo? – ele nem precisava responder estava estampado na cara dele – como você é bobo!

- Ele é meu irmão, devia pedir conselhos a mim. Como você se sentiria se Gigi me procurasse ao invés de você?

- Hey! Querem parar vocês dois? Eu não vim aqui provocar uma briga entre vocês. Eu vim conversar com você, bro, mas como você não estava em casa, eu acabei contando para a minha cunhada o que estava acontecendo. Ela me ajudou.

- Por favor, Jeff... pergunte a opinião dele ou irei ouvir o resto da noite...

- Tudo bem, Nate, eu acho que Gigi vai pedir para morarmos juntos em breve e eu meio que entrei em pânico, fiquei com medo. O que você acha que devo fazer? Como saio dessa?

- Você não sai. Jeff se Gigi o chamar para dar esse passo tão importante é a comprovação de que ela está investindo nessa relação de verdade, que está pronta para esse passo. Não é algo simples, fácil. Mas, caramba! Você a ama, bro. Só posso dizer vá em frente! Faça funcionar e tenho certeza que farão porque depois de assumir que considera casar com ela, acredite, esse convite não veio do nada.
Stana sorriu. Não resistiu e beijou o marido.

- Nossa! – Jeff deixou escapar.

- O que foi, Jeff? – perguntou o irmão.

- Ela realmente o conhece, bro. Talvez melhor que eu.

- Eu disse... – ela sorria.

- É, você disse, ele confirmou. Que bom que vim aqui. Podia ter feito uma besteira sem volta se não tivesse conversado com vocês. Tenho que ir ou vou chegar atrasado para busca-la para a tal recepção. A gente se fala – deu um beijo no rosto da cunhada e uma tapinha nas costas do irmão. Quando ele saiu, Nathan olhou para a esposa intrigado.

- O que você disse para ele sobre mim?

- Apenas antecipei suas palavras. Como foi a reunião?

- Excelente, Staninha – ela viu o brilho nos olhos do marido que animado contava o que conversara com Wheldon e o que o esperava. Ela ficou tão envolvida com os irmãos que apenas voltara a checar seu celular quando terminavam de jantar já se arrumando para dormir. O modo como ela ergueu a sobrancelha ao fitar o visor do celular fez Nathan perceber que era algo importante.

- O que foi, amor?

- Minha agente me mandou uma mensagem. Querem minha presença na ABC na segunda-feira as dez da manhã. Será que finalmente irão conversar sobre meu contrato?

- Pode ser um bom sinal, não?

- Talvez. Não irei me impressionar com isso. Eu ainda estou com aquele pressentimento ruim.

- Stana, você não vai ficar encucada com isso todo o final de semana, vai? Por favor... você mesma tinha dito que não iria se deixar levar por isso, não tomou sua decisão?

- Tomei. E não vou ficar obcecada pensando nisso, babe. Quero ficar obcecada com outra coisa... – ela ajoelhou-se na cama puxando-o pela camisa, beijou-o – você... – rindo, ele se deixou levar por sua esposa para a cama.

Por volta de uma da manhã, Jeff e Gigi finalmente chegavam em casa. Ela chutou os sapatos altos longe assim que entrou em casa. Puxando o namorado pela mão, ela foi até a cozinha. Abriu o armário e tirou uma garrafa de tequila de lá. Colocou-a sobre o balcão. Depois pegou sal, limão e dois copos de shot. Jeff observava os gestos da namorada.

- Gi, você já não bebeu champagne demais por hoje? Por que a tequila? Sabe que essa bebida é perigosa para você, amor. Ainda mais se misturar com outra – ela sorriu.

- A bebida será consumida caso eu precise curar a dor de... – ela parou, não era assim que queria começar essa conversa.

- A dor de que, Gi? – ele perguntou estranhando o comentário.

- Esquece o que disse. Má escolha de palavras. Eu quero dizer outra coisa. Pode se sentar, Jeff?

- O que está... – mas a namorada segurou seus braços e o fez sentar em uma das cadeiras da mesa de jantar. Aproximou seu corpo dele ficando entre suas pernas. As mãos repousaram nos ombros dele. Gigi o olhava com carinho. Suspirou. Ela prometera a si mesma que não passava daquela noite. Os olhares não se desconectavam.

- Jeff, eu quero fazer uma pergunta para você, mas antes preciso de outras respostas. Quero sinceridade. Pode fazer isso? – ele anuiu com um sorriso – nossa relação, aonde estamos indo com isso? Muito rápido, muito devagar?

- Acredito que estamos no ritmo certo. Vivendo nosso relacionamento.

- Sim, mas você acha que temos futuro?

- Isso é uma pergunta retórica, certo? Como não acreditaria em futuro se eu te amo, Gigi? É claro que temos futuro – ela sorriu.

- Você acha que vai me aguentar assim, por quanto tempo?

- Não sei, qual sua ideia de futuro? Dez, vinte, trinta anos? – ao ouvir a resposta do namorado, ela lembrou-se do comentário da irmã, será que esses Fillions não parariam de surpreende-las com palavras? Ela quase perdeu a ideia da conversa que estava tendo – Você escolhe.

- Certo. Sendo assim, você aceita dar um passo a mais no nosso relacionamento, Jeff? Aceita morar comigo? Coabitar? Juntar as escovas de dentes? – o sorriso genuíno que surgiu no rosto dele não diminuiu a seriedade e a ansiedade que ele via em seu semblante naquele momento. Somente Gigi poderia fazer uma proposta para morar juntos mencionando escovas de dentes. Ele pegou a mão dela, beijou-lhe as juntas bem devagar. Sabia que isso só piora a ansiedade que ela já estava sentindo. Seus olhos nunca deixaram de fita-la. Ele a puxou pela cintura fazendo-a ficar a centímetros de seu rosto.

- Gi, só existe uma resposta ao seu convite. Sim, um milhão de vezes sim, com uma única condição – a seriedade que parecia se dissipar no instante que ouvira o tão esperado “sim”, a fez voltar a esconder o sorriso. Condição? Que condição? Oh, Deus! Será que ele ia querer que ela noivasse? Não, isso ia além do que estava preparada a fazer... tinha medo de perguntar.

- Que condição, Jeff?

- Que você se mude para a minha casa – o alívio foi imediato. Podia sentir os músculos das costas dela relaxarem ao ouvir o que ele dissera. O que quer que estivesse se passando na cabeça dela, desaparecera.

- Essa sempre foi minha intenção, afinal essa não é realmente minha casa... oh, Jeff... você disse sim?

- Acho que fui bem enfático nessa parte. Um milhão não é um bom número para você? – ele amara o sorriso que despontara no rosto dela.

- É um excelente número assim como dez, vinte, trinta anos... eu te amo, sabia?

- É, você foi bem convincente ontem, mas acho que ainda preciso de uma dose extra de demonstração... – ela sorveu os lábios dele apaixonadamente. Puxava-o pela nuca aprofundando o beijo, colava seu corpo ao dele e gemia ao sentir as maravilhas que a língua dele fazia em sua boca. Ao quebrar o beijo, ela tinha uma carinha safada.

- Acho que precisamos aprimorar alguns pontos. Tequila?

- Mulher... você será minha perdição... – Jeff sabia que a combinação Gigi e tequila era explosiva e naquele momento agradecia muito por isso.

Ao fim da tarde de sábado, Nathan e Stana foram surpreendidos por uma visita dos irmãos com direito a muitas sacolas de comida tailandesa de um dos restaurantes favoritos das meninas. O motivo do aparecimento repentino era o novo comunicado para a família.

- Vocês não exageraram um pouco na quantidade? – perguntou Nathan ajudando o irmão a tirar as caixinhas das sacolas – dá para alimentar umas dez pessoas com essa comida.

- Nathan, você já comeu essa comida com Stana?

- Já, mas... – então ele lembrou que ficara impressionado com o tanto de comida a esposa era capaz de ingerir, ao menos essa em particular – ah, tudo bem. Imagino que você também seja uma draga perto dessa tailandesa.

- Exato. Esperto ele, não sis? – Stana sorriu.

- Afinal, qual o motivo dessa reuniãozinha? E o que querem beber? Vinho? – perguntou Stana.

- Vinho está ótimo – respondeu Gigi ignorando as demais perguntas da irmã trocando um olhar com o namorado. Nathan estava colocando pratos na mesa e reparou na singela comunicação entre os dois – agora que lembrei. Vocês já estão de folga do trabalho. Não vão dar uma escapada da cidade? Sumir em qualquer lugar desse mundo? A Stana sempre tem uns lugares bem difíceis de ser alvo de mídia. Nada de férias para os dois?

- Não ainda. Temos pendencias para resolver por aqui. Já podemos sentar para comer e vocês dois já podem parar de enrolar fazendo suspense e contar o que estão escondendo – disse Nathan sentando ao lado da esposa. Gigi sentou do outro lado da mesa de frente para Stana e com Jeff ao seu lado.

- É, desembuchem logo – concordou Stana trocando um sorriso com o marido. Tinha uma ideia do que queriam contar para eles.

- Por que vocês acham que temos algo para falar? Não podemos apenas querer desfrutar uma noite agradável com nossos irmãos? – emendou Gigi recebendo uma bela revirada de olhos da irmã.

- Oito anos trabalhando interpretando uma detetive, acho que sei reconhecer quando alguém esconde algo, sis – Gigi suspirou tornando a olhar para Jeff – além do mais, você é minha irmã.

- Vai em frente, amor. Pode contar – ele incentivou-a.

- Tudo bem. Eu e Jeff, nós decidimos morar juntos. Estarei me mudando oficialmente para a casa dele na próxima semana – Stana abriu o sorriso.

- Gigi! Isso é fantástico! Parabéns aos dois por esse passo. Ah, estou tão feliz por você, sis! – ela não se aguentou e levantou da cadeira para abraçar a irmã. Nathan também cumprimentou o irmão. Então os conselhos haviam funcionado.

- Isso merece um brinde – disse Nathan erguendo a taça de vinho. Sim, brindaram e começaram a comer. A conversa fluiu entre atividades domesticas, tarefas e obviamente as coisas que Jeff teria que se acostumar a fazer sozinho como cozinhar. Depois do jantar, Nathan preparou um café fresco e Stana serviu sorvete. Ninguém pensara na sobremesa. Sentados à vontade na sala, os dois casais curtiam esse encontro duplo. Stana resolveu comentar um pouco mais a novidade.

- Sabe, essa mudança vai fazer muito bem aos dois. Vocês irão perceber como é bom chegar em casa e ter alguém para conversar como foi seu dia, sentar à mesa, dormir agarradinho ou tomar um banho juntos. Haverá gentilezas, pequenos gestos, porém também haverá momentos de pequenas brigas. Pasta de dentes, o lance do vaso...

- Hey! – Nathan protestou na hora – você não pode falar assim de mim. Sou ótimo em prendas domésticas.

- Quando quer... ou já esqueceu quantas vezes tive que juntar suas roupas do chão quando você chega cansado o bastante para tira-las no banheiro e colocar no cesto de roupa suja? Aconteceu na semana passada mesmo.

- Foi diferente, eu estava... – mas o olhar da esposa foi suficiente para que ele entendesse que era melhor para por ali – tudo bem, ela tem razão. Só que você também é preguiçosa, principalmente quando se trata das louças do café da manhã. Eu levo o café na cama e ainda tenho que limpar tudo.

- Será que a gente vai chegar a esse ponto, babe? De lavar a roupa suja na frente dos nossos irmãos?

- Não sei, mas que está sendo muito interessante e instrutivo, isso está! – ele riu. Somente então os dois perceberam que haviam se esquecido completamente da presença deles ali.

- Oh, desculpem! Acho que nós nos excedemos – disse Nathan.

- Não se desculpem. Foi bastante esclarecedor – disse Jeff se levantando para ir à cozinha fazer um pouco mais da bebida – alguém quer mais café?      

- Eu aceito – disse Stana – deixa eu ajudar você – na cozinha, ela aproveitou para saber um pouco mais dos detalhes daquela nova decisão – então, Jeff, foi muito difícil para minha irmã fazer o tal convite?

- Um pouco. Ela me encheu de perguntas sobre o futuro, o que estávamos fazendo, se eu realmente gostava dela. Foi interessante ver a forma como Gigi investigou minhas intenções. Era como se precisasse ter certeza que era o passo correto.

- Eu disse a você. Ela não faria uma proposta dessas à toa. Isso é muito sério para ela.

- Nem me diga. Você precisava ver a seriedade como me olhava. Seu semblante, seus gestos. Ela estava ansiosa. No fim tudo deu certo. E estou muito feliz por poder tê-la ao meu lado. Dividindo a cama, o teto.

- Isso que importa – Stana sorriu.

Na sala, outro tópico se desenrolava entre os cunhados. Gigi estava morrendo de vontade de saber a reação de Nathan a possível ideia de ser pai.

- Nathan, satisfaça minha curiosidade. O que achou da novidade? Da Stana estar pronta para engravidar? Eu estive com ela na ginecologista, mas estou doida para saber como recebeu a notícia – ele sorriu.

- Como você esperava, Gigi? Ter um bebê com sua irmã é um sonho antigo. Eu sempre quis ser pai, porém desde que nós começamos a namorar, tudo que pensava era em um dia ter um filho com Stana. Agora estamos bem próximos de torna-lo realidade e construir nossa família. Somente de saber que podíamos ir em frente e tentar, fiquei radiante. Imagine quando ela engravidar para valer?

- Você vai ser o pai mais babão que já conheci. Estou louca para ver minha irmã grávida. Ela relutou, protelou, mas a verdade é que já está pronta há um bom tempo. Talvez estivesse esperando pelo cara certo – eles trocaram um sorriso – alguma preferência? Aposto que quer um menino, não? Do jeito que adora videogames, super-heróis...

- O que vier será igualmente amado e ansiado. Mas você errou. Se eu pudesse escolher queria uma menina. Uma mini Stana. Ainda não tinha pensado sobre isso até ver sua irmã com aquelas crianças no set de Castle. Ela foi perfeita com os gêmeos, eles grudaram nela como garotos geralmente fazem com as mães, mas o jeito como conversava com a garota, me conquistou. É só olhar o jeito dela com Anne. Ela nasceu para ser mãe de menina.

- Crianças no set de Castle? Explica isso direito, Nathan – pediu Gigi curiosa.

- Só uma cena que gravamos. Nada demais. Ou melhor, nada que possamos falar.

- Tenho certeza que não é nada. Deve ser algo bem importante. Quer saber? Não me conte. A temporada já está uma porcaria mesmo nem quero criar falsas esperanças – Nathan olhou intrigado para Gigi – o que foi? Vai dizer que não concorda com a minha opinião de fã, Nathan? Esse cara estragou o romance, o casal.

- Sim, você está certa. Assim como todo fã de Castle.

- Tudo bem, voltando ao outro tópico. Tem razão. Minha irmã merece ter uma menininha só terei pena de você quando ela virar adolescente. Se puxar para a mãe... – a cara de pânico de Nathan fez Gigi gargalhar – Oh, meu Deus! Você está ferrado!

- O que tem de tão engraçado na conversa de vocês que a Gigi está gargalhando?

- Nada não. Só acho que Nathan teve uma breve visão do que pode vir a ser seu futuro daqui a uns quinze anos e isso parece que não fez muito bem a ele.

- Quinze anos? Por que tanto tempo assim? – perguntou Stana ainda sem entender ao que a irmã se referia porém bem ciente do olhar assustado do marido.

- As maravilhas de ser pai, sis...

- Vocês estão falando de bebês? – perguntou Jeff – por favor, não me diga que levará quinze anos para aceitar a ideia, Gi – foi a vez dela arregalar os olhos.

- Não estava falando de mim, de nós...

- Oh, entendi, pai de adolescentes... – concluiu Stana.

- Adolescente com genes Katic, devo acrescentar... – disse Gigi.

- Ai meus cabelos brancos... – suspirou Nathan. A forma como dissera a frase foi tão doce que Stana não resistiu sentado no colo dele e o beijando apaixonadamente.

- Você vai ficar lindo grisalho...

- Staninha, você não está ajudando...

- Tome mais um café, Nate. Prometo que vai se sentir melhor. E acredite, essa fase ainda vai demorar, nem começamos a encomendar o bebê ainda...

- Espera, eu perdi alguma coisa? Vocês estão pensando em ter filhos?

- Eles já decidiram, amor. Devem encomendar um logo, pode aguardar. Ainda esse ano. Quer apostar?

- Não, tenho grandes chances de perder a aposta. Nossa! Que boa notícia. Escolhemos a noite certa para nos reunir, não? Vamos brindar com café. Já estou querendo ver meus sobrinhos.

- Jeff, um passo de cada vez. Um bebê...

- Um bebê, certo. Mas a nossa família tem histórico de gêmeos.

- O que? – as duas irmãs praticamente gritaram juntas. Foi a vez deles gargalharem.

- Pegamos vocês! É brincadeira, Stana. Fique sossegada.

- Não foi engraçado – disse Gigi beliscando o braço de Jeff enquanto Stana torcia a orelha de Nathan.

- Ai!!! Viu o que você fez, bro? Não desafie essas mulheres. Elas têm a mão pesada. Vem da mãe, você mesmo presenciou.    

- Acho bom escutar seu irmão, Jeff – disse Gigi apontando o dedo para o namorado.

- Tudo bem, relaxem. Já passou... – ele puxou a namorada para perto beijando-lhe o rosto – vem cá, Gi. Tome um pouco mais de café – as irmãs trocaram um sorriso. De certa forma, elas ainda eram as rainhas das relações.

Uma hora depois, Jeff e Gigi finalmente despedem-se dos irmãos deixando Nathan e Stana sozinhos. Eles arrumaram por alto as coisas na cozinha e subiram para o quarto. A noite agradável fizera a esposa esquecer completamente o lance da reunião com os executivos da ABC, o que Nathan agradeceu. Se dependesse dele, ela também não lembraria do fato, nem agora, nem no domingo.

Stana já trocara o pijama e se enfiara nas cobertas. Nathan se aconchegou distribuindo beijinhos pelo pescoço fazendo-a gemer de imediato.

- Nate, o que você está fazendo? – ela ria sentindo o nariz roçando em sua pele, provocando.

- Acho que precisamos começar uma sessão prática de como ter um bebê.

- Você não estava todo agoniado com o lance da paternidade algumas horas atrás? – brincou Stana retribuindo o carinho que recebia usando as mãos no peito dele.

- Só porque Gigi falou umas besteiras. Mas ainda temos que passar pela parte divertida. Treinar para fazer um bebê, amor.

- Gosto de treino... – ela disse mordiscando os lábios dele – faça amor comigo, Nate...

E como já era esperado, o desejo da rainha era sempre uma ordem.

Nathan conseguiu fazer Stana apagar de sua mente o compromisso da segunda até a noite de domingo. Ele estava sentado contra o encosto da cama chegando umas mensagens no celular quando ela saiu do banheiro e se juntou a ele para dormir. Colocando um pote de hidratante na cabeceira, ela esfregava a pele dos braços e das pernas lambuzando-as com o creme. Estava calada. O cheiro de vanilla chamou a atenção de Nathan.

- Hum, que cheiro delicioso.... – ela sequer olhou para o marido. Nem tinha ouvido. A cabeça estava longe, maquinando sobre as possíveis discussões de amanhã - Stana? Hey, gorgeous... – nada. Já sabia que ela embarcara na preocupação com as negociações – amor, hey! – ele tomou seu queixo com a mão forçando-a a olhar para ele – você está perdida em pensamentos. Está imaginando a conversa de amanhã, não? – ela assentiu – amor, eu não pedi para esquecer isso no fim de semana?

- Pediu. Mas o fim de semana acabou. Amanhã é segunda. Meu futuro será decidido.

- Sim, amanhã é segunda. Hoje é domingo, portanto nada de ficar bolando mil e uma teorias nessa cabecinha hoje. Você precisa de uma boa noite de sono. Vem aqui... – ele a trouxe para mais perto. Começou a massagear-lhe os ombros – você já está tensa. Precisamos resolver isso. Pode me passar um pouco desse hidratante? – suspirando, ela colocou um pouco do creme na palma da mão dele. Assim que começou os movimentos em seus ombros e pescoço, ela sentiu-se relaxar. Adorava as massagens dele, porém ainda pensava sobre o que aconteceria no dia seguinte.

- Nathan, se eu ficar sem emprego, o que você vai fazer?

- Acho que se você ficar sem emprego, eu também ficarei. Simples assim.

- Não, a possibilidade de você continuar existe. Só não vê quem não quer – ele sabia que ela estava correta, também sabia que admitir isso apenas serviria para deixa-la ainda mais chateada com a situação, era por isso que evitava comentar sobre o assunto. Travariam uma batalha complicada.

Quando ele estava terminando a massagem, ficou contente em ver que ela não apenas relaxara como estava praticamente dormindo sobre ele. Beijando-lhe o rosto, Nathan a conduziu até o travesseiro, aninhando-se ao corpo dela.

- Boa noite, Staninha...

- Hum... noite, babe... – respondeu completamente sonolenta.

Na manhã seguinte, Nathan fez questão de levantar primeiro que ela para garantir que se alimentasse. Conhecia sua esposa, diante do nervosismo ela era capaz de sair sem ao menos tomar um copo de café. Ao chegar na cozinha completamente vestida para sua reunião, Stana encontrou a mesa posta com frutas, ovos, pães e café. Ele estava sentado esperando por ela.

- Bom dia, amor. Sente-se, acabei de fazer os ovos.

- Nate, não sei se consigo comer... – ele se levantou, foi até onde ela estava pegando-a pela mão e trazendo-a para mesa. Após coloca-la sentada igual como se faz com uma criança, ele serviu o café na xicara, colocou uma fatia do brioche no prato e um pouco dos ovos.

- Você vai se alimentar. Não sabe quanto tempo irá demorar sua reunião. Não vou deixa-la sair de estomago vazio. Sei que está nervosa, ansiosa, mas não quero vê-la passando mal por aí – ela o fitou. Era uma batalha perdida discutir com o marido. Sorriu e tomou um pouco do café mordiscando o brioche em seguida. Nathan continuava de pé por trás dela. Massageava seus ombros.

- Eu estou com medo, Nate.

- Eu sei. Mas o que eles podem fazer? Talvez vão querer reduzir alguns benefícios, ou renegociar salario, já falei antes, não é como se eles pudessem demiti-la.

- Você realmente acredita nisso?

- Stana, pare de pensar o pior – ele finalmente sentou-se ao lado dela e bebeu o café. Continuaram a refeição calados. Ela terminou e subiu para escovar os dentes enquanto ele cuidava das louças. Ao vê-la ao pé da escada, foi ao seu encontro.

- Está pronta?

- Não realmente, mas preciso ir – ele a envolveu em seus braços. Beijou-lhe a boca e manteve-se com a testa colada a dela.

- Amor, vá com calma. Não se exceda e escute. Não tome nenhuma decisão precipitada.

- Prometo que vou pensar em nosso futuro. Nós em primeiro lugar – ela tornou a beija-lo e afastou-se do abraço dele – te vejo mais tarde.

- Boa sorte, amor.


XXXXXXXX


A sede da ABC em Los Angeles ficava em Burbank. Era relativamente próximo de onde Stana costumava morar antes de estar com Nathan. Sua agente e o advogado iria encontra-la na frente do prédio. Stana sentiu o corpo arrepiar ao entrar pelos portões daquele estúdio. O coração que já estava apertado, parecia bem mais ansioso a medida que ela caminhava para o prédio lateral onde a reunião aconteceria. No quarto andar, área da diretoria de programação. Na pequena recepção, ela avisou a secretaria o motivo de estar ali. Enquanto aguardava a volta da moça, ela perguntou a sua agente se ela tinha ideia do que eles queriam de fato conversar. Se era uma negociação ou a assinatura de contrato propriamente dita.

A agente comentou que eles não foram claros quando a contataram. Apenas que queriam sua presença com a agente e um advogado.

- Nós praticamente não alteramos o conteúdo do último contrato assinado, exceto pela cláusula que você nos pediu sobre o tempo de sua personagem em cena e as cenas do casal. O resto é igual com o percentual de aumento que lhe sugeri. Acredito que será essa a discussão, talvez não lhe queiram aumentar o salário.

- Se aceitarem as demais condições, eu não vejo problema – a moça voltou e disse para que ela a acompanhasse a sala de reunião amarela. Os três seguiram a garota e entraram em uma sala vazia. A moça os disse para ficar à vontade que a Sra. Dungey viria em seguida. Assim que a moça os deixou a sós, Stana retrucou abismada – você não me disse que a reunião era com ela!

- Eu não sabia, porém é compreensível. Ela substituiu Paul, foi com ele a nossa última negociação.

Quase cinco minutos depois, Channing Dungey entra na sala acompanhada de dois homens de terno, possíveis advogados. Stana ficara de pé para cumprimenta-la. Após um aperto de mãos, ela reparou que a presidente tinha algumas pastas nas mãos, uma delas tinha o nome de Stana.

- Bom dia, Srta. Katic. Sente-se. Vou procurar ser o mais breve possível. Afinal, não há muito o que conversarmos depois da minha última reunião com os advogados da emissora e com o que estavam vislumbrando para o futuro da rede.

- Tiveram tempo de avaliar a proposta que mandamos? – a agente perguntou.


- Na verdade não foi necessário. Tivemos que considerar outros pontos. Já temos uma decisão – o olhar da presidente fitou Stana com seriedade. Não apenas isso, ela sentiu um tom de ameaça naquele olhar. Stana sentiu o estomago revirar. Engoliu em seco e percebeu que segurava a respiração. Após soltar um longo suspiro, ela manteve a conexão com a mulher a sua frente. Qualquer que fosse a decisão, ela sabia que eram péssimas notícias.


Continua... 

7 comentários:

justsmile disse...

Meu Deus do Céu, coitadinha da Stana. Nunca pensei em que isso pode ealmente ter acontecido com ela...
Será que vai ter briga com o Nate depois disso?
Eu realmente quero que ela se foque no baby Stanathan, pq por Deus, isso é a unica coisa boa que pode acontecer depois da demissão dela :(
Amei o Capítulo.
Gigi e Jeff morando juntos? Prevejo muitas confusões hahah Gigi é quase impossivel de se conviver :p Mas eles se amam, e isso basta...

Ansiosa pro proximo capítulo

rita disse...

Se isso foi como realmente aconteceu, foi cruel, vergonhoso, torno a dizer Castle sem Kate e Rick nunca daria certo e foi muito bom ter sido cancelado, embora na fic ela esteja casada com o Nathan, na vida real ela também está casada e parece muito feliz. Mais continuo achando que foi um desrespeito com a atriz e com o enorme fandon de CASTLE!! Amei o capítulo! Espero que continue a fic para o lado bom, não deixando que nada atrapalhe o relacionamento deles. Abraços Karen.

luciana disse...

E acaba na melhor parte!!!

Tô super ansiosa p saber o desenrolar dessa conversa com a presidente da ABC!!! Que dó da Stana, foi tenso o q fizeram c ela!!!
Acho q SN vão brigar feio depois q ele e os demais renovarem o contrato!!!

Ansiosa pelo próximo...

Vanessa Belarmino disse...

Eu fui ler o capitulo com o coração na mão. Por motivos que a gente já sabe. Não será fácil reviver isso. Mas eu amei a maneira como vc soube dosar toda a tensão (mau pressentimento, clima de despedida) com a suavidade de Giff, e os momentos hilários dos quatro juntos. Ficou incrível.
Deixa eu surtar por Giff!!! Começando por Jeff, todo nervoso e fofo desabafado "espontâneamente" com Stana... Haha Nathan enciumado, é muito lindo ela conhecer tao bem o marido.
Gigi apelando para tequila e insegura, pensando no pior... Tao katic haha
Mas foi a coisa mais fofa desse mundo... Sem falar dessa coisa Fillion de saber dizer as palavras certas... Eu amei.
Eu amo a Gigi!!! Essa temporada foi uma porcaria mesmo (me senti representada pela minha bichinha). Acho que foi intencional. Obrigada, de qualquer forma.
Esses quatro juntos é sempre ótimo. Adorando essa dinâmica Stana,Jeff- Nathan , Gigi... Quase engasguei na hora dos gêmeos kkk
Meu shipp morando juntos, juntando as escovas de dentes... Mal posso esperar!
Ai voltamos para realidade, a hora da verdade...
No final do próximo capitulo, alguém recolha meus caquinhos... Obrigada!

Pâmela Bueno disse...

puts doeu um pouco por pensar que pode ter acontecido assim de verdade... mass tirando isso eu ameiii os 2 casais juntos hahah a conversa sobre o baby stanathan, eu estou MEGA ansiosa pelo baby, pq depois dessa demissão que já sabemos é a melhor coisa que pode acontecer com eles!!

Silma disse...

Lendo o capítulo e coração saindo pela boca.É muito difícil de acreditar que tudo isso de fato aconteceu e ainda mais de forma tão tosca e maldosa.Não falo só demissão da Stana e da Tamala mais da série,destruíram a mesma desde o começo da 8a temporada.É algo tão revoltante pra nós fãs e difícil de aceitar.
Giff acabando com meu emocional,tão maravilhosos juntos.Querendo que a Stana fique grávida logoo.Depois de tanto sofrimento com essa "demissão desnecessária" precisamos de algo pra alegrar nossos corações!!!

cleotavares disse...

Ai que tenso. Amei o avanço na relação Giff e a união dos 04. E como dói reviver isso tudo (o que imaginamos que aconteceu) e querendo dá voadora na presidente da ABC.
kah, está perto do fim? Eu não queria que acabasse.