quarta-feira, 17 de agosto de 2016

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.1



Baby Boom

Autora: Karen Jobim
Classificação: PG13 com potencial para NC17 pelo caminho - Romance/Comédia 
Histórias: Caskett AU
Quando: S3 pós-3x13 
Disclaimer: Castle e Beckett não estão juntos. Existe a atração, a vontade e o medo. Kate está cansada de seu namoro de conveniência, mas não está pronta para encarar Castle em algo mais sério. O destino resolve brincar com eles e uma surpresa acaba por colocar de ponta a cabeça a vida dos dois. Será que dessa vez, ela vai começar a se dar uma chance de ser feliz?
Castle e Beckett me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados!

Nota da Autora: Escrevi essa fic a partir de uma ideia da Miky que discutimos na madruga via what´s. O plot principal foi dela, o desenvolvimento e a storyline, minha. Espero que gostem. Mais comédia que drama, mas estamos falando de Beckett, o drama e o angst são mandatórios sempre. Lembrei de um filme antigo com a Diane Keaton, foi daí que veio o nome da fic. Sim, é uma AU. Não seguirei a cronologia da série, porém alguns elementos e situações se farão presentes mesmo que de outra maneira. Beckett não é tão broken aqui, mas é broken... ah! Vocês irão entendendo ao longo do caminho. Espero que apreciem a viagem. Ah! Ao contrário de outras fics minhas, essa não terá capítulos tão grandes. Vem com o território. Enjoy!





Baby Boom

Cap.1


Kate Beckett estava sentada em um pequeno café próximo ao Columbus Circle à espera de Josh. Seu suposto namorado voltara de uma viagem à África que fizera a trabalho três dias atrás, porém como ela estava envolvida em um homicídio ainda não tinham se encontrado. No fundo, isso não importava muito para Kate.

Esse seu namoro com Josh estava fadado ao fracasso. Eles mal se viam nos últimos meses, de fato ambos priorizavam o trabalho o que tornava mais difícil encarar o que tinham como um relacionamento. Não por Josh, ela sabia. Talvez até quisesse mais, porém o momento em que se conheceram não era o melhor para um namoro. A verdade é que nos últimos meses, Kate usar ao tal relacionamento como uma válvula de escape para os seus próprios sentimentos. Era cômodo fingir ter um namorado apenas para se enganar quanto ao óbvio que teimava em aparecer todos os dias diante dela, seu relacionamento com Castle.

Sim, ele continuava seguindo-a após três anos. Eram parceiros. Ela convivia bem mais tempo com o escritor do que com o próprio namorado e a cada dia, percebia que sua intimidade, sua amizade com Castle começava a ir além da parceria. Especialmente após aquele beijo. Era um disfarce, mas Beckett não conseguiu controlar a vontade de sorver aqueles lábios após o primeiro contato. Ali, um pouco da máscara que usava todos os dias a fim de esconder seus sentimentos, desapareceu. Caiu. Fazia tempo que não sentia as pernas bambas, o estomago revirar. Sim, borboletas. Esse fora o efeito de beijar Rick Castle e embora o ato tenha durado alguns segundos, fora suficiente para marcar sua mente e criar um confuso misto de sentimentos. Atração, amizade, o gostar, o precisar, medo. Ela não sabia qual deles era mais intenso, apenas que isso a fez começar a olhar as coisas de maneira diferente e mesmo não querendo se envolver, pensar em relacionamento, queria Castle a seu lado. Como parceiro na NYPD, nada mais.

Isso era o que Beckett dizia a si mesma. Amizade e parceria, bastava. E ali estava ela, contrariando suas palavras prestes a terminar o seu namoro com Josh. Não precisara de muito para concluir que acabara, se é que chegara a começar. Em sua última conversa via Skype, ela já não ligava para o que ele dizia, nada era interessante. Chato, extremamente chato. O que era algo feio de se dizer considerando o que ele fazia na África, salvava vidas. Mas no meio da conversa, ela se pegou pensando no caso que investigava e no que deveria ser seus próximos passos, que droga! Ela inclusive pensara em Castle, qual seria sua opinião sobre sua estratégia ou se teria uma teoria própria. Foi como Beckett concluiu que precisava dar um basta.

Tomou mais um pouco do café. Suspirou ao ver o médico entrar e caminhar até ela. Momento da verdade. Ele se inclinou para beija-la. Um longo beijo nos lábios e ainda assim comum, sem faíscas. Nem pareciam namorados que não se viam há mais de um mês. Onde a paixão se foi? Se é que um dia existiu, lembrou Kate. Ele sentou-se ao lado dela, fez sinal para a garçonete, pediu um café. Beckett observava. Sim, ele era um homem bonito, interessante, médico, muitas mulheres adorariam namora-lo. Não ela. Sorrindo, perguntou.

– Como foi sua viagem de volta?

– Boa, mas cansativa. Ontem estava de plantão ainda não recuperei meu sono.

– Jetlag... demora uns dias.

– Para mim, talvez mais com o trabalho no hospital e o que preciso fazer.

– Já tem a próxima viagem marcada?

– Provavelmente. Eu não entendi porque você quis marcar nosso encontro aqui. Pensei que íamos para o meu apartamento ou você quer comer em algum lugar primeiro?

– Não, eu escolhi um café porque queria conversar. Precisamos conversar, Josh. Sobre nós.

– Sério? Eu passo um mês fora trabalhando e quando volto você quer discutir a relação? Senti sua falta, não sentiu a minha?

– Senti – não soou muito convincente – Mas essa não é a questão. Estamos em um relacionamento de conveniência, mal nos vemos, estamos apenas enganando um ao outro, Josh. Você é um homem maravilhoso, com um futuro brilhante pela frente, salvando vidas, viajando, eu não estou nesse futuro. Talvez em outro momento, essa coisa de relacionamento teria funcionado para nós. Não agora.

– Você está terminando comigo... – a voz fora quase um sussurro – Por que? Você não me ama? – amar, pensou Kate, ela não amava-o nem sequer ficara apaixonada por ele de verdade.

– Eu gosto muito de você, porém nunca daria certo. Meu trabalho e o seu sempre ficariam entre nós. E você vai voltar para a África, eu sei.

– Eu não ia contar isso agora. Esperava que desfrutássemos de um tempo juntos antes de... eles me convidaram para chefiar a equipe por um ano.

– Não importa, Josh. Vai acontecer de qualquer forma. Para que adiar?

– Se eu não fosse para a África, você estaria terminando comigo?

– Sim, não foi a África, somos nós, não funcionamos juntos.

– Mas se eu não fosse para a África, poderíamos tentar e... – Beckett o cortou.

– Não, Josh. Não funciona, sinto muito –  ela podia ver a decepção no olhar do homem a sua frente, a sensação de que falhara – quero que vá para a África, siga seus sonhos e salve vidas. Você nasceu para isso, Josh.

– Eu a decepcionei. Falhei. Tive uma mulher incrível ao meu lado e a negligenciei.

– Não, é errado pensar assim. Não era para ser. Apenas aceite e ambos seguiremos em frente – ele a fitava. Linda e complicada. Ele sabia que havia algo mais nessa mulher. Um mistério, um modo diferente de ver e viver a vida que ele não conseguira compreender, não se dedicara a entender. Tarde demais. Perdera sua chance.

– Tudo bem, Kate. Cuide-se, não cace muitos bandidos e por favor não se machuque.

– Terei cuidado.

– É uma pena, eu achei que podíamos construir uma vida juntos.

– Sinto muito, Josh. Nunca poderíamos. Boa sorte na África.

– Obrigado – ele se levantou. Deu um último sorriso e saiu. Melhor assim, pensou Beckett. Decidiu que queria outro café. Levantou-se indo até o balcão. Voltou com um vanilla late. Era fim de tarde, um domingo preguiçoso, mas ensolarado. Beckett se pegou pensando sobre o seu jantar. Ponderava se devia parar em algum lugar para comer ou se optava pelo delivery novamente. Seus pensamentos mudaram para a semana que iria iniciar. Decidira não contar nada para Castle sobre o fim do namoro, não ainda. Sabia que ele ia gostar da notícia, Castle nunca gostara de Josh. Claro, Kate! Castle nunca irá gostar de nenhum de seus namorados, ele quer ser um deles. Por que estava pensando sobre isso agora?

De repente, a porta do café se abriu e uma mãe entra empurrando um carrinho de bebê. O local não estava cheio, porém o único lugar onde poderia estacionar o carrinho era na mesa que Kate estava devido a espaço. A moça sorriu e perguntou.

– Olá, boa tarde! Será que posso me sentar com você? Preciso de espaço para o carrinho.

– Claro, pode sim.

– Obrigada! Eu realmente preciso de um café, comer alguma coisa e dar uma mamadeira para esse garoto. Está com fome, kiddo?! – ela falava com voz infantil. Beckett sorriu. O bebê era uma graça. Branquinho, cabelos castanhos claros cacheados e olhos azuis. Reparou que os lábios eram bem vermelhos.

– Seu bebê é lindo.

– Obrigada, meu nome é Anna e esse é o Dylan.

– Kate, prazer em conhece-la, Anna.

– Desculpe minha falta de educação é que hoje está sendo um daqueles dias. Vou pegar café, se importa de olha-lo um pouquinho? – Anna não esperou a resposta, Kate ficou sem reação. Olhava para o bebê, depois para a mãe e suspirou. O pequeno Dylan fazia pequenos sons segurando um brinquedinho de plástico que Kate imaginou ser para morder. Ela não conhecia muito nesse departamento. Anna voltou com um café e um brownie. Após alguns goles, ela abriu a bolsa do filho e tirou um pote e uma mamadeira com agua de lá.

– Sabe eu devia estar trabalhando hoje, minha colega de quarto deveria cuidar de Dylan, mas foi chamada de emergência. Ela trabalha em um salão de beleza, aparentemente estavam com pouca gente. Tive que cancelar meu turno na lanchonete, o que me prejudicou totalmente porque amanhã era meu dia de folga. Tenho um teste para uma peça off-Broadway. Eu disse que sou atriz? Eu tenho o emprego de garçonete por causa de Dylan – Beckett observava o jeito como Anna preparara a mamadeira, alimentava o bebê com um só braço e usava a outra mão para comer. Ela nunca conseguiria fazer isso.

– Desculpe perguntar e o pai, não ajuda?

– Sumiu no mundo. Eu tinha uma vida tranquila. Terminei a faculdade, fiz vários testes, trabalhei como pontas em séries, comerciais, fiz duas peças que ficaram em cartaz por longas temporadas. Meu currículo já era bem interessante para alguém prestes a completar 22 anos. Então conheci Bryan. Ele também era ator, inclusive trabalhamos juntos em uma peça de verão. Começamos a namorar, uma coisa levou a outra e eu descobri que estava grávida. Ao contar para Bryan, ele surtou, me xingou e desapareceu dizendo que não ia criar a criança e que eu podia tirar se quisesse. Eu nunca iria fazer isso. Sou mãe solteira com muito orgulho, faço tudo pelo meu bebê, Dylan é a coisa mais importante da minha vida. Eu sei que tentar me firmar como atriz será difícil com uma criança para cuidar, mas chegarei lá.

– Não é fácil. Porém, não é impossível. Conheço um caso – ela disse pensando em Martha.

– É por isso que tenho o emprego da restaurante. As gorjetas me ajudam a comprar o leite, as fraldas. Eu amo o Dylan mais que a mim mesma. Você é casada, Kate? Tem filhos?

– Não para as duas perguntas – Kate observava o jeito que Anna colocava o bebê em seu colo, acalentando após a mamada.

– Mas você pensa nisso, certo? Entenderá o que digo quando tiver os seus. Dylan foi um presente na minha vida. Olha só! Ele está rindo para você! – o bebê estava sentado no colo da mãe e sorria para Kate, as mãozinhas gorduchas pareciam querer toca-la – ele está se jogando para o seu colo, quer pega-lo?

– E-eu não sei se devo.

– Claro que sim! Dylan não é uma criança que vai com todo mundo. Ele deve ter gostado realmente de você – ela colocou o menino no colo de Kate que o segurava meio desajeitada. Não estava acostumada com bebês, aliás não se considerava uma pessoa que gostava de bebês. Anna acomodou-o no colo de Beckett – vou aproveitar que ele está quieto e vou ao banheiro. Já volto, Kate.

Anna não viu, mas a cara de pânico de Beckett parecia de alguém que acabara de ter uma arma apontada para sua cara. O pequeno Dylan estava adorando o colo e as mãozinhas agarravam a blusa de Kate ou seu braço. O bebê a olhava sorrindo, ela acabara sorrindo de volta. De repente, ela começou a conversar com o bebê.

– Oh, Dylan, você é muito lindo. Adoro seus olhos, me lembram os de alguém que conheço. Cadê o sorriso? Tia Kate não é muito boa com bebês... – mas ali naquele momento, algo parecia despertar em Beckett. Ela estava gostando da sensação de segurar um bebê. O cheirinho, a maciez da pele, a delicadeza. A inocência num sorriso de uma criança era capaz de maravilhas e Beckett, pela primeira vez desde que Dylan fora colocado em seu colo, relaxou. Um arrepio percorreu sua espinha, não conseguia explicar o que era aquela sensação realmente.

Anna voltou do banheiro sorrindo diante da cena.

– Vocês realmente se deram bem. Acho que sei porque. Você é um pouco parecida comigo, a cor dos cabelos, magra, os olhos. Deve pensar que sou eu.

– Quantos meses ele tem?

– Cinco. Fará seis na próxima semana. Parece que foi ontem que entrei naquele hospital. Eles crescem tão rápido! Você vai ver quando tiver os seus. Quer que eu tire uma foto para mostrar para o seu namorado?

– Não tenho namorado. Acabei de terminar um relacionamento alguns minutos antes de você chegar.

– Oh, sinto muito. E eu enchendo seu ouvido com histórias de bebê.

– Não, tudo bem. Não foi nada dramático. Já não era bom há algum tempo.

– Ah, então está ótimo! Eu sempre digo que um homem tem que fazer nosso coração palpitar, nosso sorriso se alargar com pequenos gestos e o beijo deve por obrigação nos deixar molinhas e com a sensação de borboletas no estomago. Se não sente nada disso, pode dispensar, não é o certo e nem merece seu tempo. Oh, olha só, Dylan se aninhou em seu peito. Está fechando os olhinhos. Está na hora da soneca. Acho melhor eu ir andando. Incrível! Dylan não é assim, até com a minha amiga que mora conosco ele demorou um tempo para se acostumar e aceitar o colo dela. Você sabe enfeitiçar bebes, Kate.

– Não sei nada. Não entendo nada desse assunto.

– Você me parece bem natural, será uma ótima mãe um dia, talvez mais cedo que imagina – com cuidado, Anna tirou o bebê do colo de Kate e o colocou de volta ao carrinho – foi um prazer, mas devo ir para casa. Quando ele acordar, será a hora de outra mamadeira e talvez uma sopinha de legumes. Foi um prazer conhecer você, Kate.

– Digo o mesmo, Anna. Boa sorte com sua carreira de atriz e – Beckett pegou um cartão seu na bolsa – se precisar de algo, pode me ligar.

– Obrigada. Ah, detetive! Vida agitada. Mas não é desculpa para não ter filhos, viu? Te vejo por aí, Kate.

– Tchau, Anna – Beckett duvidava que fosse encontra-la outra vez. A detetive estava errada.


12th distrito


Na manhã de segunda-feira, tudo que a detetive Beckett podia querer era um homicídio e um copo grande de vanilla latte, não necessariamente nessa ordem. Ela checou o relógio. Quase dez horas. Onde estava Castle?

Mal terminou de se perguntar, ele surgiu na sua frente com os dois copos de café. Como fazia todas as manhãs.

– Bom dia, detetive.

– Dormiu demais, Castle? Muito agito no fim de semana?

– Na verdade, de menos. Se por agito você se refere a estar na companhia de um notebook e Nikki Heat... Varei a madrugada escrevendo e me deitei para um cochilo as cinco da manhã, acordei as nove. 

– Então você deve estar inspirado mesmo.

– Ah sim, os capítulos estão voando. Nikki está impossível – ele deu um sorrisinho cínico para Beckett. Era sua chance de perguntar – por falar em fim de semana agitado, o seu deve ter sido muito bom. Você e Josh? – ela o olhou intrigada – Esposito comentou algo sobre ele estar de volta da África. Então, aproveitou? – droga! Esses detetives eram muito linguarudos. E agora? Deveria contar? Não queria engana-lo.

– Ele irá voltar para a África. Passar um ano lá. Nós terminamos.

– Por que? Não acredita em relacionamento a distância? Era o que vinham fazendo, não? – Castle sorria por dentro, por fora instigava para saber mais.

– Isso não é da sua conta, Castle. E não terminei por causa da África.

– Não?

– Eu e Josh, nós não tínhamos um relacionamento propriamente dito, mesmo eu que sou muito ruim nesse lance de sentimentos e relações podia ver isso – Castle sabia disso. Beckett nunca o enganara com esse namoro. Podia não admitir, mas ela sentia algo por ele. Não era só atração apesar disso ter ficado bem explicito naquele beijo. Não, ele desconfiava que Kate Beckett estava apaixonada. Infelizmente, ela não era fácil de se convencer e no fundo, tinha medo de ser feliz.

– Sinto muito por vocês. Você ainda encontrará sua metade da laranja, detetive. Às vezes, ela está bem mais perto do que se imagina – ele a olhava intensamente, Beckett sentiu o poder daqueles olhos azuis, um arrepio percorreu sua espinha. Ela quebrou o contato, fingindo procurar por um dos rapazes.

– Esposito? Nenhum caso?

– Até agora, não.

– O que aconteceu com os mortos dessa cidade? – ela se levantou rumo ao banheiro. Trancou-se numa das cabines e passou a mão nos cabelos. O que estava acontecendo com ela? Primeiro, o beijo que não saia de sua mente, depois o término com Josh e agora Castle ficava mandando essas mensagens subliminares provocando-a. Será que deveriam falar sobre aquela noite? Já tinha um mês que aquilo acontecera. Por que ele a afetava tanto com aqueles olhos azuis penetrantes? Não podia se deixar perturbar por isso. Ela era uma policial, uma profissional. Castle tinha que respeitar isso, havia um limite.

Ela balançou a cabeça, sorriu. Limites e Castle. Duas palavras que não se conversavam e não conviviam bem em nenhuma sentença. Se tem algo que o escritor não conhece é limites. De certa forma, isso acabou os aproximando, porém era errado e irritante as vezes.

– Hey! – ela pulou assustada.

– Castle! O que você está fazendo aqui? – ele havia se pendurado na cabine vizinha. Os pés sobre o vaso – isso é um lugar privado. E se eu...

– Não se preocupe, Beckett. Eu chequei e sabia que não estava correndo risco. Sabia que você estava devidamente vestida.

– Como? – a testa franzida olhava para ele ainda perplexa – não, nem responda. Não quero saber – ela abriu a porta do banheiro – afinal, o que você quer? – perguntou visivelmente irritada enquanto lavava as mãos.

– Temos um caso – sorriu. Ele a examinara bem, não tinha os olhos vermelhos, portanto não estava chorando por causa de Josh, estava irritada somente porque ele a atrapalhou. Bom, ela não está sofrendo pelo fim do namoro – eu vou esperar por você lá fora.

– Certo, porque você não podia esperar eu sair do banheiro para me dizer isso e agora vai fazer exatamente isso... – disse resmungando o que não incomodou o escritor nem um pouco.

Quando ele saiu, Beckett suspirou revirando os olhos. Castle e limites. Definitivamente era algo que não existia.

Mais tarde, Castle chega no loft muito animado. Trazia uma pequena sacola com uma torta de chocolate e uma garrafa de champagne. Encontrou Alexis e a mãe na cozinha.

– Você está cozinhando, mãe?

– Não, apenas fazendo uns aperitivos – Martha se assustou com o beijo que levou do filho. Ele colocou a champagne para gelar e mostrou a torta para Alexis.

– Vou ligar para o Le Cirque. Trouxe champagne para o nosso jantar.

– O que deu em você, kiddo? Algum caso interessante?

– Oh! Será que envolve a CIA e aliens? – Alexis brincou.

– Não, o caso que estamos trabalhando é simples. Nada de extraordinário. Beckett terminou com Josh.

– Por isso a champagne... Richard, você vai celebrar isso? Ela deve estar triste, qualquer rompimento é complicado, não vá aperrear a moça.  

– É claro que vou celebrar. Aquele cara é um bundão, não apreciava a mulher que tinha ao seu lado. Vivia viajando, preferia os doentes, aposto que nem sexo faziam mais.

– Richard! Ele é médico. E não fale assim. Quem em sã consciência não ia querer ter alguém como Katherine ao seu lado?

– Ele. Por isso ela terminou. Quem se importa? Ela está livre, isso é importante.

– Será que agora você vai criar coragem e fazer algo?

– Não é tão fácil. Beckett é... ela tem medo. É complicado.

– Desistindo antes de começar?

– Claro que não, mãe. Apenas preciso achar o momento certo, as coisas não são tão simples assim.

– Se você diz, mas até onde sei, somos nós quem complicamos tudo. Abra logo essa champagne, você quer festejar e eu quero muito beber a melhor bebida do mundo – sorrindo, Castle obedeceu a mãe.

Quando se viu sozinho em seu escritório, Castle sentou-se de frente para o notebook pretendendo escrever mais uns dois capítulos de seu livro, ele começou. Já estava na terceira página quando ao escrever uma frase, lembrou-se do comentário da mãe.

Será que estava tratando a situação com mais zelo do que necessitava? Estaria exagerando quanto a sua interpretação de como Beckett reagiria aos seus sentimentos? Acreditava que não. Estavam trabalhando juntos há três anos e apesar de momentos difíceis, com suas vidas postas a prova, eles nunca conversaram diretamente sobre a possibilidade de um relacionamento. Eram amigos, parceiros, por mais que ela não gostasse de admitir, contava com ele para protege-la. Ele já estava apaixonado por Beckett, mas e ela?

Sim, ela o provocava, se insinuava. Podia ser tudo uma brincadeira para mexer com seus sentidos, tortura-lo. Até aquele momento. Aquele beijo que surgira do nada, no calor do momento de uma operação de disfarce acabou tomando outra proporção. Não fora apenas um disfarce. Ela quis o beijo, retribuiu. Ali havia paixão, desejo. Era isso que Beckett sentia? Atração? Não. Havia algo mais naquele beijo da mesma forma que havia naquele abraço da semana passada quando estiveram congelados, à beira da morte.

Ele gostava desse lado complicado dela. Da forma como ela lutava contra suas defesas e seus sentimentos. Escondida em uma fortaleza que criara ao redor de seu coração. Castle se perguntava se algum dia isso mudaria, se ela daria a si mesma a chance de experimentar a felicidade, um momento de paz e amor. Ela já amara antes. Poderia amar outra vez? E mais importante, poderia ama-lo?  


XXXXXX


A semana no distrito foi relativamente tranquila. Apesar de terem novos casos quase todos os dias, nenhum era muito complicado. Assassinatos por motivos banais, vinganças, traições. Nada que exigisse muito dela ou de seus detetives. Ainda tinham dois casos abertos, as investigações fluíam normalmente. Castle até tirou uma tarde de folga para se dedicar a escrever.

Beckett estava aliviada que ele não tivesse mencionado mais o fim de seu relacionamento com Josh. Ela estava bem. Não estava sofrendo como a maioria das pessoas fazia após terminar com o namorado. Castle evitar a conversa era uma forma dela mesma evitar pensar nele.

O que não era de todo verdade. Sempre havia espaço para o escritor estar em sua mente depois do que acontecera no último mês. O beijo, a ameaça de bomba, o fato de quase morrerem congelados. Esses eventos acabaram mexendo com Beckett e seus sentimentos. Foi uma montanha russa de emoções em poucos dias. Ela sabia que isso estava diretamente ligado com a decisão de terminar com Josh.

O problema era que as coisas para Kate Beckett não eram tão simples. Após o assassinato da mãe, ela mudara. Acabara se fechando para o mundo com relação aos seus sentimentos, suas experiências quando se deixou entregar foram as piores. Teve seu coração partido, o que contribuiu para esquecer o lado pessoal e se dedicar exclusivamente aos mortos, as vítimas e ao fantasma do caso de sua mãe.

Um novo fim de semana se aproximava e a última coisa que Kate queria era ficar em casa dando chance para sua mente lhe pregar peças e ficar pensando em Castle. Decidiu fazer uma visita a uma amiga especial.

A movimentação no Q3 estava grande. Era assim quase todo o fim de semana. Maddie não parava um segundo tomando conta dos clientes, checando a cozinha, apressando os garçons. Ela adorava seu trabalho e não se imaginava fazendo outra coisa. Ela estava conversando com a hostess quando viu sua amiga chegar.

– Becks! Que surpresa boa!

– Boa noite, senhorita – disse a hostess – você tem reserva?

– Angela, por favor. Essa é Kate Beckett. Ela é minha amiga e não precisa de reserva. Vem, Kate, vou achar uma mesa para nós – e acabou abraçando-a feliz por ver quão bem ela parecia – estou cheia essa noite, mas não vou deixar de passar um tempo conversando com a minha amiga – elas andavam pelo salão e Maddie chamou um dos rapazes. Era o maitre – Dave, tome conta do salão para mim por umas duas horas, preciso atender uma cliente muito especial.

– Maddie não precisa, não quero atrapalha-la.

– Atrapalhar? De jeito nenhum! Não é todos os dias que se recebe a visita ilustre da melhor detetive da NYPD. Eu li sobre seu último caso nos jornais. Impressionante. Vamos, quero um canto reservado para ninguém nos incomodar – assim que sentaram, Maddie chamou um dos garçons pediu as bebidas e deu um tempo para a amiga escolher o que queria comer. Após revirar o cardápio, ela optou por um prato leve de peixe e cuscuz.

– Então, conte o que a traz aqui, Becks? Fiquei muito impressionada com a história da bomba e Castle como um dos heróis. Como estão as coisas entre vocês?

– Tudo bem. Ele está escrevendo seu terceiro livro de Nikki Heat. E parte do que vai aos jornais não é a realidade, Maddie. Quer a verdade? Nem eu, nem ele sabíamos o que estávamos enfrentando e tudo foi muita sorte.

– Sorte ou não, ele acertou e salvou sua vida, nossas vidas. Mas não foi bem o que perguntei. Você está com ele? Com no sentido total da palavra?

– Não, Maddie. Ele é meu parceiro. Além do mais, acabei de sair de um relacionamento. Terminei com o Josh.

– Aleluia! – Kate olhou espantada para ela – ora, Becks, vamos ser honestas. Que namorado passa mais tempo com doentes do que com a namorada? Só você insistia em chamar isso de relacionamento. Se formos olhar o significado da palavra, você verá que Josh nem chegou perto, Castle esteve ao seu lado em todos os momentos, bons e ruins. O que você e Castle tem é um relacionamento, mesmo que seja profissional como insiste em colocar.

– Maddie, quer parar?

– Parar de atestar o óbvio. Posso fazer isso. Afinal, estou muito feliz em saber que dispensou o Josh. Talvez agora você comece a prestar atenção em tudo que Castle vem fazendo por você, Kate. Não é todo mundo que está disposto a arriscar sua própria vida pelo outro. Se alguém me perguntasse porque eu acho que ele faz isso, tenho a resposta. Ele é apaixonado por você, sou até capaz de arriscar ir além. Ele a ama. Pense comigo, Kate. Que homem milionário decide seguir uma detetive, se colocar em perigo, conviver com recursos públicos somente para escrever um livro? Sabemos que Castle tem toda a sua história na cabeça, não precisaria de você. No entanto, ele está lá, ao seu lado, todos os dias. Não é somente pela diversão de trabalhar com a NYPD, é essencialmente sobre você. Por você.

– Maddie, você quer forçar algo que não existe.

– Que ainda não existe porque você não quer se arriscar. Vamos, Kate, reconheça. Aquelas cenas de sexo entre Nikki e Rook? Aquilo é a mente de Castle imaginando vocês dois.

– Nathalie Rhodes disse que era masturbação verbal.

– E ela está certa, exceto por um detalhe. O que está no papel pode se tornar real, basta você querer.

– Não se trata de querer, é complicado – nesse instante a comida de Kate chegara. Maddie esperou o garçom servi-la para continuar a conversa. Deixou Kate provar o prato, saborear a comida por uns minutos antes de continuar.

– Por que é complicado?

– Porque eu não sou boa nessas coisas, e-eu tenho medo de estragar o que temos e... não estou pronta para ter alguém quase que 24 horas por dia comigo, ter que me preocupar com a pessoa, e...

– Caso não tenha reparado, Becks, você já está vivendo isso. Castle está ao seu lado sempre. Você já se preocupa com ele, confia, tem o apoio, estou errada? – o silêncio de Kate provava que não – acho que a única parte que falta para vocês concretizarem esse relacionamento é se entregarem, se jogarem um nos braços do outro. O que estão esperando?

– Não é assim, Maddie. Tenho medo de estragar tudo, sempre estrago.

– Somente me responde uma coisa, você gosta dele?

– Claro que gosto, ele é meu amigo, meu parceiro, confio nele e ainda é meu escritor favorito.

– Kate, não foi esse gostar que me referi. Estou falando de “gostar”, paixão, desejo, atração... – viu que a amiga ficou vermelha na hora. Nem precisava responder. Estava estampado na cara – foi o que pensei.

– Não, você está querendo que eu faça sexo com Castle, sacie o desejo e vá contra o que sinto e...

– Não disse nada sobre sexo, aliás a última coisa que você faria com ele seria sexo. Ambos estão apaixonados, fariam amor. Mas você está cega demais pelo medo de arriscar para perceber isso. O que terá que acontecer para você perceber que seu lugar é ao lado dele? Uma catástrofe? Um acidente? Nem vou dizer homicídio porque com isso vocês já convivem todos os dias. Mas quem sabe? A mira de uma arma ou um caso pesado?

– Você está me desejando mal, Maddie?

– Claro que não! Seria mais fácil se você parasse de ser teimosa e ouvisse o que seu coração quer. Esquece esse medo, Becks. Onde está aquela menina aventureira que me ensinou a curtir a vida?

– Ela cresceu e lida com a morte todos os dias.

– Por opção. Não use seu trabalho como desculpa para não lutar por seus momentos de felicidade ou para se esconder da vida. Não é porque perdeu sua mãe que precisa dedicar sua vida a ela, não se deixe anular por isso, Kate. Sei que é difícil não ter respostas, mas vai deixar outra pessoa importante na sua vida morrer para reconhecer que já perdeu tempo demais?

– Maddie... olha como fala... não meta o caso da minha mãe nisso, por favor...

– Não? Então de onde vem tudo isso, Kate? O medo, a insegurança, essa sua capacidade de se fechar para aqueles que se importam com você? Tudo é consequência da sua perda, você não superou ou simplesmente escolheu usa-la como desculpa. Se isso te incomoda tanto, por que não faz terapia? Pode ajudá-la a enxergar o que está facilmente diante de seus olhos.

– Não quero fazer terapia. Já fiz. Até me ajudou, mas não mudou o que sinto.

– Ah, mudou. Depois que Castle surgiu na sua vida, mudou. Só você insiste em não enxergar. E olha que não estou todo tempo acompanhando o que acontece. Nos encontramos esporadicamente, mas quantos relacionamentos Castle teve no último ano além da recaída com a ex-esposa que não deve ser considerada porque não se trata de alguém novo. Quantos, Kate? Exato. Nenhum. Cadê aquele cara que enchia as colunas sociais, vivia no Page 6? Você não vê esse cara como antes. Sabe por que, Becks? Por sua causa.

– Eu não tenho nada a ver com isso, Maddie.

– Não, realmente. Ele apenas resolveu amadurecer – Maddie deu um sorriso sarcástico – ele se apaixonou pela musa, lide com isso – Kate terminara de comer – quer sobremesa?

– Eu aceito com uma condição. Que paremos de falar de Castle. Quero ouvir sobre você, poxa! Quando vim aqui queria um jantar entre amigas, papo de garotas.

– E desde quando falar de homens e relacionamento não é papo de garotas? Tudo bem, entendi. Combinado. Vou te contar o que estou planejando para os próximos meses. Quero abrir outro restaurante, mas antes... vamos aos doces! – ela fez sinal para o garçom, escolheram as sobremesas e continuaram a conversa em um tom bem mais animado que antes. Kate não percebera, mas ela acabara ficando até o restaurante fechar.


Uma semana depois...


Beckett tinha deixado a delegacia por volta das sete da noite após concluir um relatório, Castle tinha convidado a todos para uma rodada de shots no The Old Haunt, mas os rapazes declinaram e pediram para fazer isso outro dia. Ela agradeceu que tenha dado errado, não estava no clima e a ideia de bebida e Castle podia sugerir algo errado. Melhor ir para casa descansar.

Na madrugada da terça-feira, o celular de Beckett começa a tocar. Ryan. Ela esfrega os olhos e ainda sonolenta, atende o telefone.

– Oi, Ryan...

– Desculpe pela hora, Beckett. Eu tentei contatar outro detetive, mas Ramirez está no hospital com a filha então liguei para você. Fui informado há vinte minutos de um homicídio em um beco no Chelsea. Enviei uma unidade do CSU e uma patrulha para isolar a área, estou a caminho.

– Tudo bem, me passe o endereço. Eu te encontro em quinze minutos. Falou com Espo?

– É minha próxima ligação. Até mais – desligou. Beckett checou o relógio. Três e meia da manhã. Ela se levantou e começou seu ritual antes de sair de casa. O solitário da mãe no pescoço, o relógio do pai no pulso. Coldre, arma. Casaco. Antes de sair de casa, pensou em fazer uma caneca de café, mas acabou optando por comprar no caminho. Tinha certeza que encontraria alguma cafeteria aberta, afinal era Nova York. No caminho, ponderou se deveria ou não chamar Castle. Talvez ele estivesse acordado escrevendo. Por que não? O celular tocou três vezes antes dele atender.

– Beckett? Não conseguiu dormir? Ou está ligando para saber spoilers do livro? Nem pense que pode abusar do meu cansaço para descobrir o que estou escrevendo. Não vou dar esse gostinho a você.             
– Estou indo para uma cena de crime, se tiver interessado, passo na frente de seu prédio em cinco minutos, o que vai ser?

– Estou dentro. Cinco minutos.

E realmente aconteceu. Castle estava pronto esperando por ela quando estacionou na frente do prédio.

– Nossa! Você estava a fim de se livrar da escrita, não?

– Não, apenas pensei que um assassinato na madrugada deve ser algo bem intrigante.

– Não tenha muitas esperanças, Sherlock. Pode não passar de uma briga de bar ou gangues. Ryan está nos esperando no endereço – ela mostrou o papel com o lugar para ele.

– Chelsea? Nada de gangues, talvez uma overdose. E não tem nenhum bar por perto, só uma deli e um restaurante – ela o olho intrigada até ver o que ele fazia – o que foi? Google Maps é uma excelente ferramenta de pesquisa, detetive e aposto que já chegaremos com outra visão do crime – ela balançou a cabeça, mas Castle percebeu o sorrisinho no canto dos lábios. Ela concordava com ele.

Desceram do carro e avistaram Ryan conversando com Perlmutter.

– Oi, Ryan. Perlmutter. Podem me dizer o que temos?

– Olá detetive....com prazer... o mesmo não vale para voce, Castle.

– Ah, Perlmutter adoro seu senso de humor em plena madrugada.

– A vítima foi esfaqueada. Quatro no total. Duas no abdômen, uma no ombro e outra na coxa. A hemorragia a matou, difícil resistir a facadas no estomago. O rosto levou alguns socos, tem marcas nos pulsos, uma mancha arroxeada no braço indicando que tentou resistir. Estamos diante de um possível latrocínio, detetive.

– Por que diz isso?

– A bolsa estava jogada a alguns metros do corpo, a carteira vazia, sem cartões ou dinheiro. Não encontramos celular. O rigor mortis indica que o óbito ocorreu entre dez e onze da noite. E duas das facas foram dadas depois que a vítima já sofria hemorragia, há uma força maior para a penetração da lâmina na pele. No fundo, tramita entre roubo que deu errado e latrocínio. Descobrirei mais no necrotério.

– E ninguém a encontrou antes das três da madrugada? Isso é incomum.

– Não para a região – disse Ryan – estamos considerando que ela trabalhava na deli ou no restaurante. Um dinner. Deve ter sido a pessoa responsável por fecha-lo. Tentei contatar o dono. O restaurante não foi invadido, nem a deli.

– Posso ver o corpo? Temos uma identificação?

– Os documentos não estão na bolsa. Devem ter levado, colhemos as digitais.

– Claro, detetive. Deixe-me ajuda-la – Perlmutter se agachou para erguer o lençol que usara para cobrir a vítima. Em dez anos de polícia, Beckett já vira muitas cenas hediondas, crimes que a chocaram, mas nesse caso, não fora a gravidade dos ferimentos em si que a fizeram ter o estomago revirado e respirar fundo ao olhar para o corpo que jazia ao chão. Foi o simples fato de reconhecer aquele rosto. Ela deu um passo para trás lutando contra a biles e o enjoo que teimavam em a atacar. Mordeu os lábios. Anna. Aquela era a garota da cafeteria.


Aquele caso acabara de tornar-se extremamente importante para Beckett, melhor dizendo quase pessoal. 


Continua.....

11 comentários:

Gabriela Mendonça disse...

woooow, que primeiro capítulo foi esse? Jesus me abana... Parabéns Kah, muito bom.
Tão bonitinha a Kate com o baby...morrendo de receio aposto, mas quem resiste a babys? eles são muito fofuras, dá medo? dá, de derrubar, machucar... Doida para ver a reação do Castle, quando vê a Kate com o bebezinho, vai ficar mais bobo do que já é. E poxa, o bebê e Kate já têm um laço, não a relação que tiveram no café, o fato da mãe ter sido morta num beco a facadas. E nem conhece o Castle, mas tem uma semelhança ambos filhos de atriz, que se dividia entre o sonho de ser atriz e cuidar do filho.
O que dizer dessa fic, que só li o primeiro capítulo e já amo? kkkk

Géssica Nascimento disse...

Que fic é essa???
Adorei!!!
Sem palavras... ou melhor, quero mais!!!

TheMikyMel disse...

Socorro!!! Não é que saiu a fic?
Adorei o capítulo. Maddie sempre sendo Maddie e empurrando Beckett para cima do Castle.
Beckett confusa com relação aos seus sentimentos, isso realmente é novo, já que ela apenas fica confusa após ele declarar-se para ela, que foi quando ela teve certeza que era recíproco.
Ansiosa pelo próximo

rita disse...

Já amei só no primeiro capítulo! Esperando ansiosa pela continuação. Será que a Beckett vai dizer que a aconhecia, e o bebê?? Esfregando as mãos para a próxima postagem.Abraços.

cleotavares disse...

Gente! O destino é muito cruel com a Kate Beckett. A vítima morta em um beco, à facadas, OMG! E esse bebezinho lindo sem a mamãe, agora é contigo Kaherine, sozinha não vai dá, então é melhor pedir uma ajudinha ao Castle.

Ana Cavalari disse...

Cara, eu adorei tanto a Anna, só uma Anna mesmo pra puxar papo com uma desconhecida no parque hahaha obrigada pela pequena homenagem �� eu achei super fofo. Sempre bom saber qual é a impressão que tu passa para os outros hahahaha. Ok vamos falar dessa fic que mal conheço e já considero pacas. Temos um Castle já perdidamente apaixonado; temos uma Kate confusa com seus sentimentos; temos um beijo. Meddie sempre fazendo um ótimo papel na função "abrir os olhos de Kate Beckett". Percebi a referência de Dana, como não iria. ❤ O que falar desse "momento mamãe" de Beckett? Super fofa, o coração dela naquele momento já apertou por Dylan, imagine o choque ao saber que a mãe dele morreu. Imagine o choque quando ela o encontrar (porque eu sei que vai). Aposto que vai lutar com unhas e dentes pra cuidar dele, nem que seja por um tempo provisório. Mais do que nunca irá precisar de Castle, e ele, por sua vez, estará sempre ao lado dela para o que precisar. Amamos a fic Kah, estamos ansiosas para os próximos capítulos. Beijinhos da Aninha.

Ana Cavalari disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silma disse...

Eu estou amando isso aqui!Vc sabe como sempre nos encantar!

Vanessa Belarmino disse...

Eu estou amando a proposta da fic... Essa Beckett broken, mas nao tão broken... Acho que mais "complicated" que broken, mas enfim... Ja deu um passo enorme terminando com Josh... Eu fiquei tensa com a Anna, porque ja fiquei tentando antecipar o que viria.. "ela vai deixar o bebê com a Kate".. "Não, caramba, ela vai morrer,pqp"... Uma pena, mas Dylan é tão baby Caskett... Olhos do Castle e se Kate é parecida com a Anna, o baby tb é parecido com ela...
E não basta lidar com paralelos com a serie, ainda tem os com ONO... Muita maldade nesse coração... haha
Adoro!
Acho que a Dana teria menos trabalho com essa Kate aqui hein... hahaha
Maddie <3

Sandra disse...

Adorei,comecei agora a ler e já estou apaixonada.Adoro a série e tenho pena por ter terminado,obrigado por de alguma forma continuarem com esta história de amor que foi Castle.
Mortinha por ler os próximos capítulos.

Priscila Barros disse...

Que fic é essa, meu pai?! <3 Ai Kah, sorry pela demora, mas eu falei que vinha, e cá estou, amando esse primeiro capítulo <3
Como não amar a Kate dando um belo pé na bunda do mané do Josh? Amo/sou! <3 abre esses belos olhinhos para o Castle amorzinho, esse homem te quer, fia!
O que é essa fofura da Kate com o baby???!!! Queria pular e apertar a bochecha dos dois, tão lindo ver que mesmo achando que não leva jeito, ela conseguiu conquistar o pequeno tão fácil. Já tava até começando a conversar com essa fofufa <3 <3 <3
Preciso dizer que somos todos Maddie? Huahuahauhauahuahuahauhauahuahuahua, isso mesmo Maddie, dá um choque de realidade nela, porque né.... kkkkkkkkkkkkk
Agora tiro mesmo foi a mãe do pequeno morta! A forma como a Kate sentiu tudo, ai meu coração :’(
Ai amei o capítulo, Kah <3