terça-feira, 30 de agosto de 2016

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.83




Nota da Autora: o que posso dizer....o angst continua! Também quero avisa-las que a partir desse capitulo, a história torna-se quase que completamente AU. Podem existir menções a twitters, fotos, porém chegou a hora de desvincular das redes sociais e avançar no futuro do nosso casal. Espero que curtam a abordagem, os plots e se não gostarem, pode comentar. Ao contrario do que a maioria espera com Nathan operado, a abordagem foi outra, vocês entenderão. E não adianta querer matar a escritora... Enjoy!  



Cap.83 


- Certo, babe. Antes de você cochilar na cadeira, vou fazer seu prato. Após o almoço, você se deita e descansa. Quando o médico disse que você pode tomar banho? Por causa dos curativos?

- Amanhã, mas ele disse que são resistentes a agua e não vão causar nenhum dano a cirurgia – ele se sentou na cadeira observando a esposa preparar seu prato. Stana se juntou a ele, trazendo dois pratos de comida.

- Acha que consegue comer com a mão esquerda ou eu terei que alimentá-lo? Já cortei todo o frango e é apenas purê, então não deve ser tão difícil. Quer tentar?

- Por que não? – ele sorriu para ela - mas não me importaria se você me desse na boca. Pode me mimar um pouquinho? – a carinha de cachorrinho pidão estava lá, isso a fez sorrir.

- Como esse meu marido é manhoso! – ela inclinou-se e beijou-o. em seguida, fez o que ele pediu. Ficaram entretidos ali até que Nathan sentiu a necessidade de conversar, faze-la falar para evitar que vagasse em pensamentos obscuros, ele sabia que ela não esquecera que dia era hoje e de qualquer forma, ele teria que tocar no assunto porque faria seu último live tweeting. Escolheu começar a conversa pelas beiradas, não diretamente no assunto.

- Como foi sua manhã com Gigi? Ela não te perturbou muito com os problemas domésticos dela e de Jeff, certo?

- Por que pergunta? Seu irmão reclamou depois daquela pequena discussão na nossa frente?

- Não diria reclamar, ele apenas perguntou se você tinha mania de limpeza, sabe para comparar? 

- É melhor Jeff não entrar nesse território, se ele mencionar que eu sou isso ou aquilo, conheço minha irmã, ela vai pirar. Vai dar briga.

- Não, Jeff é muito tranquilo com essas coisas. Ele já leu Gigi direitinho. Não chegarão nesse ponto, mas acho que ele irá implicar para deixa-la no limite – ela riu – se esse não foi o assunto...

- Falamos um pouco das nossas férias. Comentei onde pretendemos ir, o que quero fazer... tantos lugares, tanto tempo ao seu lado, queria que esse mês voasse para nós desaparecermos de Los Angeles o mais rápido possível.

- Sim, amor. Acho que estamos precisando dessa escapada. Infelizmente, eu tenho que lidar com o tratamento e com Alan antes de ir. Terá que ter um pouco de paciência.

- Eu sei – ela serviu a última colher e encheu a boca de Nathan. Terminou seu próprio almoço e ergueu-se da mesa com os pratos – agora podemos subir. Você vai para a cama e eu irei cuidar das louças – eles subiram as escadas, Nathan se livrou dos sapatos, ela ajudou-o a tirar a calça e vestir um short, abriu os botões da camisa deixando-o com o peito exposto à sua frente. Pela primeira vez, ela pode examinar o que acontecera com o marido. O curativo era pequeno, ela o tocou com delicadeza temendo que a área estivesse dolorida. Sorriu ao encontrar os olhos dele. Percebeu que estava grogue, caindo de sono devido a medicação – deite-se, babe – ela o ajudou. Após ajeitar os travesseiros, ela beijou-o nos lábios e já ia se distanciar para deixa-lo dormir quando Nathan segurou seu pulso com a mão esquerda.

- Será que você pode se deitar um pouquinho ao meu lado? Estou com saudades... – ela sorriu, aparentemente os próximos dias seriam assim, um marido manhoso ansiando por carinho, ela não se importava de fazer o papel da companheira e mima-lo. Gostava disso.

- Não quero te machucar, então você pode mudar de lado? Afaste-se um pouco mais para o centro da cama para que eu possa deitar do outro lado – ele obedeceu e Stana se aconchegou no peito dele com a cabeça em seu ombro bom. Nathan estava querendo mantê-la por perto porque queria evitar que Stana começasse a pensar muito sobre assuntos difíceis e sucumbisse a uma possível depressão.

- Você podia cantar para eu dormir...

- Menos, Nate. Você não precisa exagerar, além do mais está quase dormindo. Não vai levar nem cinco minutos para apagar.

- Você que pensa. Deveria dormir um pouco também, Staninha...ia aju...- ele não terminou de falar, já se entregara aos efeitos do remédio e aos braços de Morpheus. Ela ficou alguns minutos apenas ouvindo a respiração calma dele. Então, sua mente começou a vagar por mares impróprios, perigosos, a forma que estavam deitados a lembrou do que faziam no set. Era estranho estar nessa posição. Estava sempre do outro lado. Como Castle e Beckett. Eles transferiam seus próprios hábitos para as personagens. E assim, Stana começou a reviver momentos de tantos anos. Novamente, partes daquele filme de oito anos encheram sua mente.

As lembranças, sejam engraçadas ou intensas, a deixavam mexida. Conversas com Dara, ideias discutidas com Terri, Marlowe tirando sarro de sua paixão pelo casal e de seu lado shipper, as implicâncias de Nate com os rapazes, suas escapadas pessoais no set, eram tantas memórias perfeitamente arquivadas em sua mente, tantas emoções diferentes. Agora seriam apenas momentos saudosistas, parte de um tempo que não voltará mais. Destruído por ganancia e orgulho, por pessoas que não entendiam seu real significado, executivos despreparados e escritores invejosos por não serem capazes de criarem algo tão genuíno como Castle. Ela tinha certeza que não haveria outra história de amor tão completa e tão linda como a de Castle e Beckett. Talvez, apenas uma. A sua própria história com Nathan.

Então a onda de saudade e perda a atingiu outra vez. Deitada sobre um Nathan adormecido, Stana chorou por todos os maravilhosos momentos que não teria mais. Não poderia entrar naquele estúdio que fora sua casa por oito anos, era apenas o vazio agora. Não haveria uma mesa para a capitã, não haveria a máquina de café. O loft se fora, o lar de Castle e Beckett. O quarto, a sala onde momentos importantes da história deles foram criados, moldados. Tudo se fora. Era apenas um enorme galpão. A vida que existira uma vez dentro daquele pé direito tão alto desaparecera, se fora no vento. Perdera-se fisicamente para sempre, viveria apenas nas memórias de quem circulara pelos seus corredores e nos registros das imagens gravadas em cada um dos 42 minutos de 173 episódios. Tão perto dos duzentos... essa era uma marca no mundo da televisão que eles não iriam atingir. Um recorde que Castle não iria bater.

E ela chorou, soluçou e finalmente com a cabeça latejando e o coração apertado, ela fechou os olhos e adormeceu.

Quando Nathan acordou, percebeu que Stana se espremera ao lado dele procurando não acordá-lo e também não machuca-lo. Checou o relógio. Sete da noite. O remédio o derrubara de fato. Queria poder sentir-se um pouco mais esperto, mas as drogas pareciam estar ainda em seu corpo. Com sede, ele decidiu se levantar com muito cuidado para não acorda-la. Pelo jeito que ela dormia, sabia que ela simplesmente apagara ali depois dele. Não havia feito outra coisa. O que era bom, a menos que a razão de ter dormido não fosse cansaço e sim o resultado de choro e divagação. Ao checar o semblante da esposa, ele descobrira a resposta. Sim, a mente dela se perdera outra vez em pensamentos sobre os últimos acontecimentos difíceis que enfrentaram.

Ele suspirou. Queria poder arrancar essa dor de seu peito. Stana não superara o fim tão abrupto de sua personagem, da série e da sua vida profissional com a ABC. Claro que entendia sua dor e frustração. O processo, a forma como tudo acontecera fora muito amadora, antiética e desrespeitosa após oito anos de dedicação. Embora concordasse com sua revolta, ele não queria vê-la entregar-se ao lado ruim, a tristeza que o fim dessa parte de suas vidas representava. Stana não podia ceder a depressão.

Levantou-se da cama, inclinando-se para beijar-lhe o topo da cabeça. Deixaria que ela dormisse um pouco mais antes de desperta-la. Desceu as escadas, bebeu um pouco d´agua enquanto preparava um café fresco. Analisando suas opções na geladeira, ele decidiu que ao invés de cozinhar, pediria uma pizza. Hoje à noite ele tinha um compromisso que acabaria por leva-la as divagações. Não podia evitar. Porém, prometera a si mesmo que não deixaria sua esposa se entregar a depressão.

Ele discou o número do delivery e pediu a pizza preferida dela. Assim que a comida chegasse a acordaria e iriam para a sala de tv.

O plano de Nathan parecia perfeito, nenhum problema para executa-lo, exceto pelo poder da mente. Esquecera quão forte e poderosa a mente humana tendia a ser. Agindo por conta própria, tomando o lugar e fazendo do corpo, seu prisioneiro. Ele seria surpreendido por esse poder tão logo começasse a assistir o episódio essa noite.

A pizza chegou e Nathan após preparar a sala de tv, o que fez com alguma dificuldade de quem depende apenas de um braço, ele subiu as escadas para acorda-la. Com um beijo no pescoço, caricias e palavras carinhosas, ele a viu abrir os olhos.

- Que horas são?

- Hora do jantar, amor. Vem, pedi pizza para nós. Está quentinha.

- Eu não estou com fome...

- Mas você vai comer. Pedi a sua favorita. Vem – ele estendeu a mão para ela – está na sala de tv – então ela se lembrou porque. Ele iria fazer um live tweeting. O último de Castle. Ela engoliu em seco levantando-se da cama e acompanhando-o até o sofá da sala. Sobre a mesa estava a pizza, guardanapos, café fresco e agua.

- Nada de álcool?

- Eu não posso beber. Se quiser, fique a vontade.

- Não. Quero café – pegou uma das canecas e despejou o liquido quente. Nathan sentou-se no sofá com Stana a seu lado. A televisão já estava ligada na ABC apenas esperando o começo do episódio. Ele pegou um pedaço de pizza e começou a comer, ela se distraia com o café acabando o conteúdo da caneca em dez minutos.

- Você ainda não tocou na pizza. Tem que comer ao menos dois pedaços.

- Eu pensei que era eu quem deveria estar preocupada com você. Sou eu que estou de babá, não?

- Seria, mas tenho que me certificar de que você está alimentada para aguentar cuidar de mim – ele reparou que ela voltara a encher a caneca com café, suspirando, ele pegou um pedaço de pizza e entregou na mão dela – coma, Stana. Não vou falar novamente – ela o olhou séria, pensando se deveria recusar e brigar com ele ou calar-se. Decidiu calar-se e comer porque lembrara-se que ele estava doente, a base de remédios e não era a sua vez de ser teimosa e chata. Mordiscou um pedaço da pizza e acomodou-se no sofá. Ainda sentia um pouco da dor de cabeça provocada certamente pelo choro de mais cedo.

Continuou comendo calada. Nathan não gostava desse silêncio. Era uma porta aberta para maus pensamentos. Querendo vencer esse obstáculo de estar ao lado de uma Stana apática e introspectiva, ele comentou.

- Amanhã, será que você pode me atualizar sobre a nossa viagem? Qual o roteiro, o que pretende fazer, lugares que iremos visitar. Quero estar a par do que faremos. O que acha? Você não vai me deixar no escuro, certo?

- Não. Posso te mostrar.

- Você já pensou onde poderemos ir após a Alemanha?

- Não, alguma sugestão?

- Ainda não sei. Talvez a Grécia ou a costa amalfitana. Estaremos perto da Itália de qualquer forma. Ou sempre podemos voltar ao Canada.

- Não quero ir a Grécia. Itália ou Londres podem ser algumas opções.

- Londres? Hum... talvez – a conversa foi interrompida por uma chamada de Castle na tv. Series finale. Cada vez que ouvia essas duas palavras, Stana sentia seu coração parar por alguns segundos. Ela virou o rosto lentamente da tv para encarar Nathan. Ele apertou a mão dela. Palavras não eram necessárias. Com muito custo, ela terminou seu segundo pedaço de pizza apenas para agrada-lo. Não tinha fome e sentia-se enjoada. Serviu-se de mais café. O episódio de “Dancing with the stars” acabou e Nathan já estava a postos com o celular na mão esquerda. Stana se aconchegou no sofá apoiando a cabeça no ombro bom. Suspirou. Mesmo não querendo passar pela dor, a curiosidade era maior.    

Calados, eles tinham os olhares voltados para a tela. Nathan dividia-se entre o episódio e o celular. Evitava comentar sobre Beckett, sobre emoções e principalmente sobre Stana. Era, para todos os efeitos, o cara indiferente, considerado traidor e sem coração por alguns fãs. Isso tudo estava presente em suas menções no twitter. Teria que conviver com esse estigma.

De vez em quando, virava seu rosto para observa-la. Ela estava atenta. Pressentia quando seu corpo estava mais tenso diante das imagens. A verdade era que rever cada uma daquelas cenas mexia com ambos, porém desconfiava que a atingia muito mais.

A cena filmada na externa, antes de entrarem no tiroteio, estava na tela. Ele sentiu-a apertando sua mão e um pequeno soluço diante da imagem. Ela e ele, testas coladas, lagrimas por cair e tanto sentimento. Aquele “eu te amo” fora deles, verdadeiro, puro. Ele lembrava de cada segundo assim como ela. Stana chorava. Ele inclinou-se e beijou-lhe a testa. Como ele gostaria de evitar que ela sentisse essa dor. Dava tudo para ouvir sua gargalhada outra vez, tirar aquela nuvem negra de tristeza e revolta de seu olhar. Aquilo estava longe de acabar.

Quando a cena dele com o soro da verdade foi ao ar, ela foi pega de surpresa. Sabia que todos elogiaram a performance dele, porém assisti-la conhecendo todo o significado e o sentimento envolvido era completamente diferente, era avassalador. A forma como Castle falara de Beckett, em se apaixonar, em faze-lo sorrir, em desafia-lo. Todas aquelas palavras, uma linda declaração de amor que certamente a fazia recordar-se de todos os momentos, seus momentos juntos. Ela soluçava. Não consegui para de chorar. A dor de Castle era sua dor agora. Nathan a envolvera em seu braço e beijara-lhe a cabeça. Odiava ser ele o causador de toda aquela tristeza.

- Eu sinto muito, amor... não chore, por favor... – ao ouvir o misto de preocupação e culpa em suas palavras, apenas a fez chorar mais. Não era culpa dele, embora fosse assim que ambos se sentiam culpados por ter que dizer adeus tão abruptamente a tudo. Ela não suportava assistir ainda assim, ao ver a interpretação de Nathan, ela não resistiu e puxou-o para um beijo.

- Eu te amo, meu Deus... Nate... – ela disse essas palavras no mesmo instante que suas personagens se encontraram naquele abraço que durara para os dois mais que os segundos na tela. Dali em diante, ela não precisou assistir. Simplesmente ouvira as falas, os tiros e chorava. Era o fim.

- Amor? – Nathan chamou por ela. Ao ouvir as falas do piloto, Stana levantou a cabeça para ver o que acontecia. E ali na sua frente estava o final mais improvável e triste para uma linda história de amor. Os sorrisos, os gêmeos, os olhares e a declaração de amor mais importante. Always.
Nathan puxou o rosto dela para fita-lo.

- Staninha... esse é o final deles, não é o nosso. Nossa história está só começando – ele limpou parte das lagrimas que marcavam seu rosto inutilmente já que ela não conseguia parar de chorar. Seus lábios tocaram os dela levemente, beijando-a com carinho – sinto muito, amor, eu te amo tanto... por favor... não se deixe levar por isso.

- Oh, Nate... e-eu não... consigo... desculpe... – ela balbuciava entre o choro, levantou-se e olhou-o mais uma vez – vou dormir... – e simplesmente desapareceu deixando-o sozinho. Arrasado por ver o que ela estava causando a si mesma, ele desligou a tv e escreveu seu último tweet. “Castle off. Mic drop”. Resignado e possesso pelo mal que fizeram a pessoa que mais amava na vida, ele seguiu para o quarto. Viu o remédio na cabeceira da cama. Analgésico, provavelmente sua cabeça estava estourando. Ele tomou o próprio remédio que deixara sobre a mesma cabeceira. Deitou-se ao lado dela. Apesar de estar de olhos fechados, Nathan sabia que ela não estava dormindo. Via o claro movimento de seu peito ainda perdido entre respirar e chorar. Essa noite a deixaria sentir a dor, a culpa, a tristeza. Esperava que assim, ela pudesse reergue-se e virar a página de vez. Beijou-lhe a testa e sussurrou.

- Eu te amo, Stana... – foi surpreendido por um sussurro claro e emotivo.

- Always.


XXXXXXX


Na manhã seguinte, Nathan foi o primeiro a acordar. Ao observa-la reparou que dormia. Melhor assim. Levantou-se com cuidado da cama e foi para o banheiro, após a higiene pessoal um pouco mais complicada por estar com pouca mobilidade, ele decidiu preparar um café para então acorda-la.

O que Nathan não sabia era que Stana não estava de fato dormindo. Na verdade, ela acordara de um sonho ruim por volta das três da manhã e não pregou mais o olho. Após vê-lo se levantar, ela pensou em tentar dormir. Talvez ele estivesse preparando café. Seria bom tomar um pouco do liquido e tentar dormir depois. Seu sonho fora com partes do episódio que assistira ontem exceto que não havia aquela última cena anos depois. Como o pesadelo de qualquer fã, ela acordara sobressaltada. Estava desperta o bastante para fechar os olhos na madrugada. Permaneceu deitada pois sabia que Nathan precisava descansar. Ele acabara de fazer uma cirurgia.

Ao ouvir passos na escada, ela rapidamente acomodou-se de volta a cama fingindo dormir. Nathan se aproximou com duas canecas na mão esquerda apoiada na tipoia. Nem sabia como conseguira subir as escadas. Deixando-as sobre a cabeceira, ele inclinou-se beijando a cabeça da esposa, a testa, e chamando por ela.

- Staninha... acorde... já é de manhã. Staninha... – fingindo estar se espreguiçando, ela abriu os olhos.

- Hey...

- Trouxe café – ela sentou-se na cama. Nathan deu uma das canecas a ela. Stana sorveu o liquido devagar – bom dia... – ele lhe deu um selinho.

- Bom dia, babe. Como está seu braço?

- Estou bem, um pouco dolorido, o que o médico disse ser normal pois o musculo teria que se adaptar a posição dos pinos. Estou com fome... que tal descermos para tomar um café decente?

- Ainda estou com sono, mas está na hora de cuidar do meu paciente – ela deu um sorriso e levantou-se da cama indo até o banheiro. Dez minutos depois, desciam as escadas juntos. Ela preparou ovos, esquentou pães e serviu-o de suco de laranja. Colocou cereal e leite disponíveis sobre a mesa e Nathan acionou a cafeteira para uma nova dose de café. Mesmo sentados à mesa, ele reparou que ela não comera nada. Apenas bebera café.

- Não vai comer os ovos? Nem o cereal?

- Estou sem fome, eu disse que ainda queria dormir.

- Estava pensando em fazer uma visita a Alan para tratar do nosso cronograma de gravações e ajustar as datas para a nossa viagem.

- Nate, você acabou de ser operado. Não pode fazer nada que force seu braço. E além do mais, não pode dirigir.

- Eu pego um taxi. Afinal, você não quer que eu resolva logo tudo para que viajemos o mais rápido possível?

- Claro, mas você tem pelo menos um mês. Seu médico precisa lhe dar autorização para viajar. Não é simplesmente resolver tudo com Alan e pegar o avião. Você fez uma cirurgia, mesmo simples, ainda é uma cirurgia. Requer cuidado.

- Eu sei, amor. Não farei nada para prejudicar minha recuperação. Só quero conversar com o Alan, ele também vai precisar se programar – ela bocejou na frente dele. Então, Nathan observou o rosto da esposa. Ela tinha olheiras – você está mesmo com sono... faremos assim, você me ajuda a me arrumar, pego um taxi, vou conversar com Alan e você aproveita para dormir mais um pouco. Quando voltar almoçamos juntos. Trago comida.

- Parece um bom plano – juntos subiram as escadas. Ela o ajudou a se vestir e após um beijo, ela se despediu dele na porta de casa. Retornou ao quarto e tomou dois comprimidos para dormir. Em poucos minutos, ela apagou.  Eram dez horas da manhã.

Nathan chegou ao pequeno estúdio onde produziam ConMan em meia hora. O transito em Los Angeles estava caótico. Ao vê-lo de tipoia no braço, Alan se espantou.

- O que aconteceu com você? Levou uma surra na rua dos fãs de Castle?

- Haha! Sem graça. Eu fiz uma pequena cirurgia. Meus ligamentos resolveram parar de trabalhar de vez. É por isso que estou aqui. Quero revisar o cronograma de gravações da segunda temporada com você.

- Claro! Nem quero fazer você trabalhar em recuperação. Quanto tempo precisa ficar afastado?

- Esse é o problema. Na verdade, eu gostaria de saber se não podemos aproveitar essa pequena mudança e acrescenta-la em nossos roteiros, reescrever algumas cenas de modo que eu possa filmar sem prejudicar o pouco tempo que temos. Você vê algum problema nisso? Não devem ser muitas cenas.

- Problema, não. Mas, você não deveria ficar de repouso? Por que insiste em filmar?

- É que eu já tinha me programado para fechar esse compromisso e viajar. Preciso ficar um tempo longe de LA. Ainda tenho uma comic na Alemanha, então pensei em aproveitar minha ida e dar uma volta pela Europa. Preciso ficar longe desse meio hollywoodiano por um tempo.

- Nossa! O final de Castle mexeu tanto com você assim? Quer dizer, sei que são oito anos, tem o costume, as amizades. É triste ver essa rotina acabar. Onde você está pensando em ir?

- Talvez Croácia, Itália, Londres.

- Hum, Nathan isso tem alguma coisa a ver com o que aconteceu com a sua costar? Quer dizer, não me leve a mal. A forma que as coisas aconteceram... é estranho, ela gosta da Europa, não?

- Alan se você está me perguntando se eu tive algo a ver com a demissão de Stana, saiba que fiquei tão chocado como todo mundo. Aliás, o que fizeram com ela foi vergonhoso. Ela deu oito anos da vida dela pela série, construiu uma das personagens mais amadas pelo público. Eu trabalhava ao lado dela, sei o quanto ela se doou. Eu a admiro como atriz. Merecia respeito.

- Concordo. Eu sei que você a conhece um pouco. Você está com saudades da convivência.

- De certa forma, eram longas horas juntos.

- Você sabe que não é bem isso que estou dizendo, você gostava dela, era atraído por ela. É uma mulher linda e beija-la não era nenhum sacrifício.

- Alan, era trabalho. Somos profissionais.

- Nathan, para cima de mim? Sei o quanto você pode ser “profissional”, eu lembro da Morena. E o jeito que você fala dela é diferente. Há um brilho diferente no seu olhar, seu semblante muda.

- Alan, que droga você anda fumando? O que eu sinto pela Stana é admiração por uma colega de trabalho. Agora será que você pode focar nas nossas mudanças de roteiro? Você não me respondeu se é possível.

- Claro que é. Posso reescrever algumas cenas. Vou te mandando as mudanças aos poucos. Tem alguma ideia que já queira colocar em prática? Acho que com uma semana consigo revisar tudo.   

- E pelo volume de cenas, posso filmar tudo em dez dias. Posso já começar na semana que vem. Quer dar uma olhada em algumas adaptações agora? Eu pensei sobre algumas cenas...

- Claro, sente-se aqui – lado a lado de frente para o computador, Alan e Nathan entraram em um brainstorm sobre as mudanças das cenas de ConMan. Juntos, reescreveram alguns detalhes, pensaram em outros e o tempo passou sem que percebessem. Quando estavam próximos de terminar, Nathan se assustou ao checar o relógio. Três da tarde. Esquecera completamente do que prometera a Stana.

- Ah, droga! Eu tenho que ir. Estou atrasado para um compromisso. Você me manda o resto das mudanças ao longo da semana? Segunda-feira estarei aqui para começar a filmar.

- Fique tranquilo. Eu te ligo se precisar.

Nathan saiu apressado. Ela dever estar morrendo de fome, pensou. Vai acabar brigando. Passou em um dos restaurantes chinês que ela gostava e pegou a comida. Quando chegou em casa, estranhou o silencio, era quase quatro da tarde.

- Stana? Amor... hey, cadê você? – nenhuma resposta. Deixou a comida sobre o balcão e subiu as escadas. Nathan a encontrou dormindo. Parecia serena. A quanto tempo estava assim? Será que dormira esperando por ele? Ficou com pena de acorda-la. Resolveu comer e guardar algo para que ela comesse depois.

Ele almoçou, limpou a cozinha e foi para a sala de tv jogar. Acabou se distraindo demais porque o braço não conseguia fazer os comandos e jogar com uma mão somente era algo bem difícil. Por volta das sete da noite, ele estranhou que ela não tivesse aparecido. Entrou no quarto e a encontrou do mesmo jeito que há três horas atrás. Percebeu o vidro sobre a cabeceira. Remédio para dormir. Um arrepio percorreu seu corpo. Será que ela havia tomado comprimidos para dormir? Quantos? Ele se lembrou da reação dela de ontem ao ver o episódio. Não! Ela pode estar em crise, possível depressão. Não pensou duas vezes, iria acorda-la.

- Stana? Hey... – ele tocava o ombro dela de leve – amor, acorde – nada. Beijou-lhe o rosto e acariciou os cabelos – Staninha, acorda por favor... sou eu... Stana... – outro beijo e finalmente ela se mexeu, virou-se na cama e abriu os olhos vagarosamente. Um alivio percorreu o corpo de Nathan, suspirou – hey... você está bem? Desde que horas está dormindo?

- Não muito. Como foi a reunião com Alan? – ela perguntou sentado na cama.

- Foi boa. Acho que conseguiremos filmar tudo antes de viajar.

- Você trouxe o almoço? Quer que eu lhe sirva? 

- Stana são sete horas da noite. Desde quando você está dormindo?

- Desde que voce saiu...

- Meu Deus... amor, voce tomou remédio para dormir? – apesar de não responder, sua cara dizia tudo – quantos comprimidos?

- Nate...

- Quantos, Stana?

- Dois... eu só queria apagar. Estava tão cansada...

- Amor, não faça mais isso. Eu fiquei assustado. Por que você estava tão cansada?

- E-eu não dormi a noite... acordei três horas, não consegui mais dormir depois do meu sonho. Aquelas imagens de Castle e Beckett baleados passavam várias vezes na minha mente e... e-eu fui demitida e...Alexi queria você apenas... – Nathan não deixou que ela continuasse. Sentou-se ao lado dela na cama e com a mão esquerda ergueu o queixo dela para fita-lo.

- Hey... está tudo bem. Foi só um sonho ruim. Por que você não me disse antes? Tinha ficado em casa, com você. Procure esquecer isso, Stana. Por favor...

- É difícil. Ontem depois de ver aquelas cenas, eu me lembrei de tudo. Aquelas crianças, filhos de Castle e Beckett que nunca poderei contracenar, Castle não vai carregar seus filhos no colo, filmar o parto ou leva-los ao parque como fez com Alexis. Kate não vai dividir essas tarefas com ele, curtir a família....oh, Deus... – ela já estava chorando outra vez, automaticamente deitou-se na cama em posição fetal. Nathan se compadeceu da imagem tão frágil e triste da esposa. O que ele podia fazer? Precisava arranca-la daquela cama.

- Não, amor. Você não pode pensar assim. Castle e Beckett são personagens, eles não são nós. Pelo menos não totalmente, são parte de nós. Você precisa lembrar que essas pequenas coisas que imaginou para eles, serão feitas por nós dois. Eu e você, juntos iremos viver esses momentos pelos dois com os nossos filhos – ela continuava chorando – vem, levanta, não posso fazer esforço para tira-la dai. Quero abraça-la, mas preciso que me ajude. Por favor, Stana, não pode sucumbir assim... – o rosto dele era de pura preocupação, se ela entrasse nessa paranoia certamente seria vencida pela depressão. Ele não podia deixar isso acontecer, não agora que estavam melhor, próximos de viajar, fazendo planos.

- Stana... – finalmente ela o encarou. Ainda haviam muitas lágrimas em seu rosto, os olhos vermelhos. Como um clique de um interruptor, ela percebeu o que estava fazendo. Ele estava operado, precisava dela. Lentamente, sentou-se na cama.

- Desculpe... eu não sei como... eu queria esquecer, preciso te ajudar... e-eu sinto muito, babe – ela aproximou-se dele e beijou-lhe o rosto – eu vou tentar melhorar... – ela limpou os olhos e o rosto – você quer comer? Posso fazer o jantar. Eu preciso de um café para despertar.

- Você precisa se alimentar, amor ou ficará doente.

- Primeiro o café – ela se levantou da cama devagar. De pé, ela enroscou o braço no dele e juntos deixaram o quarto. Ela esquentou o resto da comida e o serviu. Nathan havia passado um novo café, Stana encheu a caneca e enrolou comendo apenas um pedaço minúsculo de frango. Ele estava preocupado com o estado dela. Stana perguntou se ele não queria tomar banho e pelas próximas duas horas se dedicou a cuidar de Nathan.

Deu banho, trocou de roupa, o fez tomar o remédio e deitou-se ao lado dele na cama enquanto assistiam a um filme juntos. Finalmente, ela disse estar com sono. Para não contrariá-la, ele resolveu dormir também, mal descansara nesse primeiro dia de recuperação. Ficou mais tranquilo ao ouvir a respiração dela indicando que estava dormindo pesado. Foi bem mais fácil adormecer em seguida.

Por volta das quatro da manhã, Stana desperta. Sua mente estava outra vez remoendo as cenas de Castle, a sua demissão e as lembranças que tinha daqueles oito anos. Sentou-se na cama com cuidado para não acordar Nathan. Não pregou o olho até as oito da manhã quando decidiu levantar-se e fazer um café. Ao descer as escadas, uma leve tonteira a acometeu. Sim, estava fraca, porém não tinha a mínima vontade de comer. Preparou o café e distribuiu-o em duas canecas. Um pouco de cafeína e açúcar a faria bem. Tomou metade da sua e serviu-se de mais. Pensou em retornar ao quarto para acorda-lo com o café, mas era melhor levar algo para comer. Assim, ela começou a preparar os ovos. Estava quase terminando quando ele apareceu na cozinha.

- Você levantou faz tempo?

- Uns quinze minutos. Estou fazendo seu café. Tenho que cuidar do meu paciente – ela bebia mais um gole de café – aqui estão os ovos. Quer cereal?

- Você não vai comer?

- Já tomei café e comi uma tigela de cereal – ela apontou para a pia onde havia uma tigela, estava mentindo, apenas não queria que ele a obrigasse a comer. Colocou a caneca de café quente a sua frente – quer torradas francesas, esquento para você.

- Claro – ela fez o que ele pediu e voltou sua atenção para a pia a fim de lavar as louças e não deixar rastros de sua própria mentira – você dormiu melhor essa noite?

- Dormi - outra mentira.

- Tem certeza?

- Sim.

- Você ainda tem olheiras, amor. Posso ver o negro abaixo dos seus olhos.

- Não me recuperei totalmente de ontem... – ele suspirou. Decidiu mudar de assunto.

- O que você acha de me mostrar o que vem programando para a nossa viagem juntos? Podemos traçar alguns passeios, escrever um roteiro e decidir os próximos destinos. O que acha?

- Sim, podemos fazer isso – ela não pareceu tão animada. Mesmo assim, ele iria insistir. Precisava ocupar a sua mente com algo que não a fizesse pensar na série, na sua personagem e nem na demissão. Ela teria que vivar essa página.

- Ótimo! Depois do café, vamos para a sala de vídeo, pegamos o notebook e iremos preparar nossas aventuras. Nathan a arrastou para a sala logo após o café. A princípio, ela estava animada, participando e mostrando a Dalmatia para ele. Comentou alguns passeios que podiam fazer, o que explorar e ele fazia perguntas para engaja-la na conversa. Ficaram umas duas horas trocando ideias, então Stana disse que ia ao banheiro e Nathan sugeriu que desse uma pausa para pensar no almoço. Iria para a cozinha e a esperaria lá.

Vinte minutos se passaram e ela não aparecera. Ele subiu as escadas e a encontrou deitada na cama, dormindo outra vez. Era fato, Stana estava em depressão. A ficha de Nathan caíra, ela não comera pela manhã. E provavelmente não dormira bem a noite. Stana mentira para ele. A realização disso o deixou apavorado. Será que ela tomara remédios novamente? Receoso, ele checou a cabeceira e os armários do banheiro onde colocara o vidro. Aparentemente não fora mexido, porém encontrou outro frasco no chão ao lado dela da cama. Queria acreditar que ela apenas cedera ao cansaço, mas seu instinto lhe dizia outra coisa. Ela tomara comprimidos. Sem querer entrar em pânico naquele momento, decidiu deixa-la descansar. Se não acordasse em três horas, ele começaria a se preocupar.

Dedicou um pouco do seu tempo ao ver o que Alan lhe mandara no email sobre os roteiros. Acabou ligando para ele e se entretendo com o trabalho. Ao terminar o que fazia, percebeu que já havia se passado quatro horas. Ele estava com fome. Ela também deveria estar. Ao sair da sala de vídeo, deparou-se com a esposa descendo as escadas. O semblante pálido, os olhos fundos e o rosto demonstrava que estava fraca. Visivelmente mais magra. Nathan sentiu um aperto no coração. Respirou fundo. Sabia que não adiantava se dirigir a ela cobrando, isso só pioraria o estágio da depressão. 

- Hey... você acordou. Estou morrendo de fome, quer almoçar? Podemos fazer apenas uns sanduiches, que tal?

- Posso fazer para você. Eu não quero.

- Não está com fome?

- Quero café.

- Stana... – nesse momento, ela descia os últimos degraus da escada. Por estar fraca, ela sentiu tudo rodar e quase caiu se não fosse o reflexo de Nathan que a apanhou quase sem jeito por estar usando o braço esquerdo – você está fraca. Precisa se alimentar. Vai acabar desmaiando.

- É só tomar café. Açúcar no sangue. Vem, faço seu sanduiche – ela caminhava lentamente até a cozinha. Nathan observava seus movimentos. Parecia um zumbi. Aquilo partia seu coração. Ele não sabia o que fazer. Levou mais tempo que o normal para preparar seu sanduiche, seu raciocínio estava lento. Ela estava passando por uma fase difícil, o problema era que ele não tinha ideia de como lidar com isso e faze-la melhorar, recuperar-se e voltar a ser a sua esposa. Palavras seriam suficientes?

Ele comeu o sanduiche enquanto pensava na melhor forma de aborda-la. Stana sentara-se a sua frente e bebia uma caneca de café. Pelo terceiro dia tudo o que ela ingerira fora café. Ela ficaria doente desse jeito. Nathan pensou em começar a conversa em território neutro.

- Nós não terminamos de discutir nosso roteiro, precisamos decidir qual o próximo destino depois que eu voltar da Alemanha.

- Temos tempo.

- Sim, mas teremos que providenciar passagens, hotéis, ver se não queremos assistir a algum espetáculo, essas coisas...

- Nate, eu não estou com cabeça para isso agora... podemos programar isso depois. Temos quase um mês.

- Você não está com cabeça. Por que?

- Estou cansada, não quero pensar sobre isso agora.

- Você não está cansada. Você está fraca, não se alimenta direito há três dias. Só toma café. Sei que mentiu para mim, não comeu cereal. Stana, por favor, converse comigo, eu não quero vê-la doente ou pior... se está triste, chateada e sofrendo, pode falar comigo. Sou eu, seu marido. Lembra o que prometemos? Na alegria e na tristeza... apenas converse comigo, me diga o que posso fazer. Não quero vê-la definhando dia após dia, amor. Quero minha esposa de volta, minha Staninha... – a dor nos olhos azuis era grande, perceptível. Ela mesma notara, ele estava triste e preocupado. Sabia que estava fazendo mal aos dois, infelizmente, ela não tinha forças para discutir, para lutar, estava cansada e tudo o que queria era dormir e chorar. Foi exatamente o que fez.

- Sinto muito, Nate... – as lágrimas voltavam a inundar-lhe o rosto – eu estou cansada...e-eu só quero...eu...dormir e... – desatou a chorar e saiu correndo de volta ao quarto. Com um ar de desespero, Nathan fechou os olhos e apelou para a única pessoa que talvez pudesse fazer Stana acordar, tira-la daquele estado catatônico e depressivo que se encontrava. Pegou o celular e discou o número da cunhada.  

- Hey, Nathan! Tudo bem?

- Gigi, eu preciso de você. Sua irmã... eu não sei mais o que fazer...Stana... eu estou desesperado. Por favor, venha para cá... – o tom de agonia na voz do cunhado acendeu todos os alertas na mente de Gigi. Com o coração apertado, ela respondeu.

- O que aconteceu? Algum acidente? Ela está passando mal?

- Não... ela apenas não é a minha Stana... ela está em depressão, Gigi. E-eu não sei, ela não me ouve... preciso de ajuda.


- Não faça nada. Estou a caminho.


Continua.... 

7 comentários:

Camila Lorrane disse...

Stana em depressão poxa 😭😢💔

cleotavares disse...

OMG! Quanto sofrimento. Dá vontade de abraçá-la.

Priscila Barros disse...

Kah, se eu te disse que eu to sem reação depois desse capítulo matador, você acredita?! Ta doendo? Muito. A vontade que eu tenho é de pegar a Stana, abraçar bem forte e cuidar dela. Poxa, depressão é uma barra tão pesada. To sofrendo junto com o tadinho do Nate nessa situação.
E como deve ter sido difícil pra você escrever tudo isso, toda essa intensidade, esse sofrimento :'(
Ai Kah, quero tanto o próximo capítulo, eu sei que a Gigi vai conseguir ajudá-la, torcendo pela volta da Staninha alegre e cheia de vida <3

ahh, muito obrigada por esse capítulo (já falei que mesmo quebrada/destruída eu gosto do angst) <3

Pâmela Bueno disse...

Meu Deus, eu to em depressão por causa disso!!! carambaaaa!!! aiii vou chorar... mimi

Silma disse...

Um tiro tinha sido melhor que esse capítulo 😭😭😭Stana doente é tão triste!

Luciana Carvalho disse...

Poxaa q triste!! Não esperava vê-la em depressão.. tadinha vai adoecer ainda mais estando tão fraca!! :(

Vanessa Belarmino disse...

Eu não esperava por isso... Achei que ela ja tinha meio que passado por isso... Não a culpo porque foi um momento dificil mesmo... Se pra gente foi horrivel, imagina pra ela que deu vida a KB... Tadinha da minha bichinha... Nate sem saber o que fazer e ainda operado... Agora Gigi entra em ação e espero que as coisas melhorem...
Staninha foca nas coisas boas que Castle te trouxe, inclusive um marido bundudo, lindo e apaixonado... hahaha