quinta-feira, 25 de agosto de 2016

[Castle Fic] One Night Only?! - Cap.63


Nota da Autora: Desculpem o atraso, gerenciar 3 histórias e mais uma ainda não publicada não é fácil. Angst é o tom da maioria do capitulo além de saudades. Sim, reflexões e saudades. É um periodo critico para Kate e ainda está longe de terminar, esperem por algumas revelações nos proximos. Maddie e Dana brilham nesse e no proximo...just saying... enjoy! 


Cap.63


De volta ao loft, Castle se trancou em seu escritório. Serviu-se de uma dose de whisky e bebeu-a de uma vez. Recarregou o copo. Sentou-se em sua cadeira colocou a garrafa da bebida de frente para o notebook que piscava “You should be writing” na tela de proteção.

Decepção.

Esse era o sentimento que inundava Rick Castle. Depois de quase quatro anos, tantas lutas, idas e vindas, ele não esperava ser apunhalado pelas costas por Beckett. Mentir. Tinha algo pior que a mentira? Todo esse tempo, ele esperando e ela jogando. Sentiu-se um tolo. Já tinha criado uma certa expectativa depois que ela contou sobre o tratamento naquela outra noite. Acreditara que estava próximo de tê-la em seus braços novamente. Beckett parecia querer isso em breve devido ao modo que falava. Mas ela já sabia, por que jogara? Por que escondera isso dele? Havia somente uma explicação. O sentimento não era reciproco.

Ele bebeu o whisky. Não fazia sentido. Ela o desejava, sentia-se atraída. Só que não podia ser apenas isso. Não podia simplesmente usá-lo porque ela já foi apaixonada por ele. Já estivera em outro nível. Viveram o tudo. Não sabia o que fazer. Deveria confronta-la? Ele poderia brigar e gritar com Kate por tudo o que ela o fez passar. E depois? Isso apenas o deixaria mais triste e zangado. E se ele perguntasse se ela o amava e fosse rejeitado? 

Volta a se servir de outra dose.

Não sabia. A única coisa que sabia com absoluta certeza era que a amava. A teimosa Kate.

Escuta algumas vozes e barulhos na sala. Então, os acordes entoados ao piano invadiram seu escritório na voz de Martha cantando. Era capaz de reconhecer a melodia em qualquer lugar. ”You Go to my Head”. As lembranças de um fim de semana longínquo vieram-lhe à mente. O primeiro final de semana nos Hamptons. Aquele Memorial Day. Beckett tocara essa canção ao piano para os dois. Ela estava tão linda, tão cativante. Não havia muros ou traumas. Apenas uma mulher sexy e maravilhosa aproveitando a companhia de um homem, um homem por quem se apaixonara uma vez. E na mente de Castle, ela ainda era, apesar de tudo. É apenas complicado, não? Ele se levantou para pegar um pouco mais de bebida, encheu o copo e escorou-se na estante. Seu cotovelo esbarrou num álbum de fotografias fazendo-o cair ao chão. Castle agachou-se para juntar percebendo que algumas fotos caíram pelo chão. Uma delas, a foto de Kate com flores que tirara próximo ao hotel de Roma. Linda, simplesmente linda. Juntou tudo e voltou a sentar-se em sua cadeira com o copo numa mão e a foto na outra. A voz de Martha continua cantando.  

“You go to my head with a smile that makes my temperature rise like a summer with a thousand Julys, you intoxicate my soul with your eyes. Though I'm certain that this heart of mine hasn't a ghost of a chance in this crazy romance. You go to my head”            

Sua mente fez uma viagem a partir dali. Castle constatou que o jogo de gato e rato sempre se repetia. Nos últimos quatro anos, eles rondaram os mesmos terrenos juntos. Uma noite de sexo. O jogo, a sedução e a amizade colorida. Então, ele suspende a parceria com benefícios porque precisa de mais. Separam-se. Ela luta, eles brigam. Ciumes, pessoas, balas, traumas. O relacionamento, a aceitação do tudo, a fase branda. E novamente o turbilhão, a PTSD, as ameaças, o tiro. A separação outra vez. A parceria com benefícios. O medo. O tratamento. Quatro anos que mais pareciam um loop infinito de encontros e desencontros. 

Ele ainda poderia ter esperança?

Esperança... não era o sentimento que o dominava naquele instante. Raiva, frustração combinava mais. Ele deveria deixá-la, seguir em frente, esquecer tudo, mas se ele escolher ir embora isso poderia devasta-la, destruí-la. Ela sofreria assim como ele agora, seria mais uma culpa nas costas de Beckett. Como tantas outras que ela já tomara para si ao longo dos anos.

Confrontação poderia ser uma opção. Isso era algo que ele não poderia decidir sozinho. Ele precisava falar com Dana, ela saberia o que fazer. Não ligou ou esperou nem mais um minuto. Pegando a chave do carro, saiu sem sequer dar atenção ao que a mãe dizia. Ao chegar no consultório de Dana, perguntou diretamente da secretaria como estava a agenda da terapeuta. Estava com um paciente e tinha mais dois logo em seguida. Não havia pausa até o fim da tarde.

- Quer agendar para outro dia?

- Não. Tenho que falar com Dana hoje. É urgente.

- Sr. Castle, sempre é – ele não se importou com o comentário da secretaria, ela não entendia que o seu problema era mais importante. Envolvia a vida de duas pessoas, seu futuro. Impaciente, ele caminhava de um lado para o outro da recepção. O paciente seguinte que já esperava por sua hora o olhava intrigado. Aquele homem devia estar à beira de uma crise, pensou.

- Tem certeza que não quer sentar? Aceita uma agua ou um café? – ao mencionar café, ele travou. Ela saberá que ele estivera no distrito, deixara um café sobre sua mesa. A quem queria enganar? Falara com Esposito. Claro que confirmaria sua presença ali.

- Estou bem. Quanto tempo para a próxima consulta? – ele não via a hora de falar com Dana.

- Quinze minutos aproximadamente – ele bufou. Foram os minutos mais longos da vida de Castle. Enquanto esperava, não conseguia desvencilhar sua mente das lembranças e de tudo o que acontecera entre ele e a detetive após o atentado dela. Meses seguindo-a, adulando-a, tentando provar que poderiam ser mais que parceiros e ela sabia de seus sentimentos. Idiota!

As sensações vinham até Castle como ondas, em seu pico a raiva e a decepção prevaleciam. Em sua baixa, ele recordava-se de quão frágil ela já estivera em seus braços. Durante as crises, o medo do ataque, o caso da mãe. Os pesadelos e a dor provocada pela PTSD. Então, seu coração amansava porque odiava vê-la sofrer.

Quando a porta do consultório de Dana se abriu, ele pulou. Quase não conseguiu deixa-la se despedir do paciente.

- Dana, eu preciso falar com você. É muito importante. É urgente.

- Doutora, eu já expliquei como está sua agenda e urgência não é algo que defina prioridade aqui.

- Castle, eu tenho agenda, compromissos. Não posso simplesmente esquece-los para te atender. Se você esperar, eu posso conversar depois com você.

- Ninguém tem um problema como o meu. E não afeta somente a mim.

- Castle, todos tem problemas, por que acha que os seus são maiores que os dos outros?

- Porque são meus – Dana revirou os olhos – Dana, estamos falando de Kate – havia desespero no olhar de Castle. Ao ver a mudança no semblante da terapeuta, o paciente que esperava falou.

- Dr. Anderson, eu não me importo de ceder a minha hora. Eu posso remarcar. Esse cara está à beira de um ataque de nervos, isso se o coração não for primeiro – a médica olhou para o seu paciente.

- Tem certeza, Miguel?

- Absoluta. Volto amanhã.

- Sendo assim, obrigada. Vamos, Castle. Parece que você sensibilizou alguém – ao fechar a porta atrás de si, Dana virou-se colocando as mãos na cintura encarando-o – certo, Castle. O que é tão importante para você praticamente invadir meu consultório e dizer que tem um problema que afeta você e Kate? – pela primeira vez, ela notou o semblante cansado e desiludido do homem a sua frente – não me diga que apareceu outra pista do caso da mãe dela...

- Não. É pior – ele tinha os olhos fixos em seus sapatos, ao erguer a cabeça, Dana pode ver que havia lágrimas em seus olhos – ela sabia. Esse tempo todo, ela se lembrava que eu a amo. Deus! Como fui idiota!

- Castle, do que você está falando?

- Do atentado de Kate. Ela mentiu para mim – Castle contou tudo o que aconteceu. Dana, como boa terapeuta, ouviu. Ao vê-lo calar-se, Dana sentou-se ao seu lado. Ali, ela era a terapeuta, porém também era a amiga. Se afeiçoara a Castle da mesma forma que adorava sua amizade com Kate. Os dois já viveram muitas coisas juntos, sofreram e continuam se evitando e driblando obstáculos ao invés de fazerem o que seus corações clamam. O que ela temia, aconteceu. A vida encontrara uma forma de fazer Kate encarar uma das difíceis perguntas que a terapeuta impusera a sua paciente.

- Castle, ela sabe que você ouviu isso?

- Não. Ela não sabia que eu estava atrás daquele vidro. E o que importa isso agora, Dana? Todo esse tempo, eu me desdobrei fazendo tudo para agrada-la, para não melindrá-la. Preocupado, querendo mostrar que me importava e para que? Ela sabia! Ela me usou! Estou com raiva dela e de mim por ser tão estúpido. Ao mesmo tempo, eu sei que nada entre nós é fácil. Lembro o quanto ela sofreu com a PTSD, eu vi o quanto ela ficou mexida com a tal experiência. Essa Kate, a que mentiu, ela não é a mesma que esteve em meu apartamento dizendo que estava lutando contra os muros, que me disse querer mais que Roma.... não... eu não sei o que fazer, o que pensar – Castle passou as mãos no rosto nervoso – e você sabia disso, não? Ela não escondeu de você.

Dana suspirou. Ia ser uma conversa difícil e ainda estava intrigada com o que Castle revelara. Ele estava confuso, entre sentimentos contraditórios. Ela precisava ajuda-lo se quisesse que os dois ficassem juntos.

- Castle, você tem ideia do que tem sido esses meses de tratamento e terapia para Kate? Como terapeuta, eu não posso revelar detalhes do que nós discutimos aqui. Eu a conheço há dez anos, porém nas últimas semanas eu descobri muito mais sobre essa mulher e minha amiga do que pensava antes. Eu arrisquei todo o meu tratamento em uma experiência complicada. Sabia que dependendo da reação que ela tivesse, eu poderia perder tudo o que consegui que ela evoluísse. Mesmo difícil e apavorante até para mim, Kate achou seu caminho, sua lógica. Ela me disse que queria tirar essa muralha de vez da sua vida. E sabe por que? Por você, Castle. Somente por você.

Ele ficou calado. Aquilo era real ou papo de terapeuta querendo se eximir da culpa? Sim, porque Dana era cúmplice da mentira de Kate. Não esperou pela resposta dele.

- Sei que dói, a descoberta que fez põe em cheque a pessoa que você admira. Mentir é grave. Deve estar pensando que ela não é digna da sua total confiança agora porque ela cometeu um erro. Quero deixar um pensamento para que reflita mais tarde. Mentira e omissão são iguais? Omitir algo visando proteger o outro é de fato um pecado mortal? Algo imperdoável?

- Sei porque ela mentiu, Dana. Porque tem vergonha, não sente o mesmo que eu.

- Você acredita nas palavras que está dizendo? De verdade? Castle, você a conhece há quatro anos, eu tenho seis a mais que você de vantagem. Durante todo esse tempo, por tudo que viveram. O flerte, as brigas, os ciúmes, o relacionamento e os traumas. Você ainda acredita que ela não se importa que não tem sentimentos por você? Kate Beckett já se apaixonou por Rick Castle. Viveram um belo romance. Acabou? É essa sua interpretação? Como explica esse desejo reprimido, a saudade de seus beijos, seu toque. É somente sexo?

- Esse é o ponto, Dana. Eu não sei mais! Antes de vir para cá, eu fiz uma retrospectiva. Passou um filme na minha cabeça nesses quatro anos. E constatei que estamos em loop infinito, andando em círculos. Começamos com uma transa única, desejo e sexo, depois virou escapadas casuais, amizade colorida então eu cortei após uma briga, veio o relacionamento, o trauma, o tiro, a separação e outra vez nos vimos correndo atrás de benefícios e nos distanciando novamente. Um jogo de gato e rato, por vezes eu, outras ela. Isso não pode continuar assim.

- Ao meu ver o próximo passo é o relacionamento.

- Dana, não estou falando disso para você me dizer o próximo passo. Não vê o quanto isso é complicado, louco?

- Não estava me referindo ao seu processo de loop infinito, estou dizendo qual o próximo passo na mente de Kate. Ela acabou com a parceria com benefícios porque não queria que fosse apenas sexo e amizade, não quando ela tem sentimentos por você. Ela está se tratando porque quer o tudo outra vez. Castle, Kate nunca deixou de ser apaixonada por você, eu nem deveria estar lhe dizendo isso, mas o tratamento dela não terminou porque existe alguns medos que ela precisa encarar.  Não se trata mais de você, reconhecer o que sente por você. Ela já assumiu seus sentimentos no momento que o procurou para dizer que estava lutando. Talvez nem tenha se dado conta disso. Uma vez resolvido algumas emoções conflitantes, ela estará livre para estar com você.

- Está se referindo ao caso da mãe?

- Sim, porém não apenas o assassinato em si. Kate tem sequelas emocionais. Aos dezenove anos, enfrentou muito mais do que muitos em uma vida toda. Não posso entrar em detalhes, Castle. As feridas foram abertas e sei que aos poucos estão sendo curadas. Não sei se consegue ter uma ideia da extensão do problema que estou falando. Se você tem dúvidas que ela o ama, nesse momento eu estou acabando com elas. Ela apenas não consegue se manifestar ainda porque ela é sim, péssima em reconhecer e falar de sentimentos, porém no fundo de seu coração, ela sabe exatamente o que sente por você.

- Talvez...

- Você ainda está confuso? Não vou perguntar sobre a mágoa porque sei a resposta. Ninguém esquece uma facada nas costas tão rapidamente. Acredito que a pergunta certa é você ainda quer o complicado? Ou chegou a sua hora de sair de cena?

- Eu a vi tombar e se reerguer antes, a encontrei em frangalhos, sangrando por causa das crises de PTSD, já tive a beira da morte com ela, vi Kate atirar no homem que executara sua mãe para salvar minha vida. Percebi sua mudança, sua luta, sempre disposto a esperar. Agora descobri que ela me enganou durante meses, qualquer pessoa consideraria isso a gota d´agua e viraria as costas para ela. Eu me sinto um trouxa ao dizer isso mas, não posso simplesmente ir embora. Apesar de tudo, eu a amo.

- O coração tem razões que a própria razão desconhece. Essa frase de Pascal se aplica a vocês dois muito bem. A Kate porque preferiu esconder que sabia de seus sentimentos até o momento que se considerasse pronta para retribui-los completamente, livre de todos os seus traumas. E a você, por mesmo após uma constatação tão grave, por perceber a guerra de sentimentos que vem travando ao longo dos anos, ainda consegue encontrar o real sentido de tudo isso. Suas feições mudam completamente quando diz que a ama. E Castle? Já disse uma vez e torno a repetir, você não é trouxa. É um homem apaixonado – ela apertou a mão dele sorrindo.

- Ainda não acabou, certo?

- Não. Estivemos bem mais longe, é verdade.

- Você acha que Kate irá conseguir separar ou esquecer o caso da mãe para ser feliz?

- Ela nunca esquecerá, Castle. Ninguém em uma situação assim esquece. O que espero é que Kate aprenda a superar o medo todas as vezes que se depara com isso. O medo e a impulsividade a tornam perigosa e ao mesmo tempo desesperada, ávida por respostas e isso pode lhe custar a vida. Ela teme que se perder a pista falhará, não terá respostas e decepcionará a mãe. Quando ela aprender a lidar com isso sem sucumbir a obsessão, ela poderá ter os dois mundos.

- Do jeito que fala, sinto que esperarei para sempre – Dana riu.

- Não. Também não é para tanto. Estamos mais perto do que você imagina.

- Talvez você tenha razão. Eu não contei antes, mas esse caso da bomba que estamos trabalhando, ele mexeu com Kate, conosco. Achei uma abertura para falar o que eu sinto por ela e a ironia é que se Ryan não tivesse nos atrapalhado isso teria acontecido, eu me declararia e não seria obrigado a saber da mentira. Entende porque não é tão fácil me livrar da mágoa? Mesmo a amando, eu preciso me afastar de alguma forma. Parecer indiferente. Eu preciso continuar nesse caso.

- Castle, você seriamente acredita que pode ser indiferente perto dela? Não existe um botão que você aperta e desliga o sentimento do amor. Não funciona assim.

- Não? Apenas observe.

- Castle... não vá fazer nada que se arrependa depois.

- Não vou, Dana. Acho que está na hora de sair de cena um pouco. Dar um tempo. Tenho uma turnê para realizar. Talvez não haja melhor momento. Fará bem a nós dois.

- Tudo bem, sempre que quiser conversar, eu estarei aqui.

- Obrigado, Dana.

Castle deixou o consultório da terapeuta retornando direto para o 12th. Ao encara-la pela primeira vez após a descoberta, Castle reparou que ela sorria, alheia a qualquer mal que tivesse causado. Ele preparou sua melhor cara de sério e indiferente para continuar a investigar ao lado dela. Depois de idas e vindas, ele desconfia da repórter e o caso chega ao fim. Gates agradece e parabeniza a todos pela dedicação e solução do caso.

Beckett tentando prolongar seus instantes ao lado de Castle sugeriu que todos fossem beber para comemorar o caso. Quando Ryan e Espo declinaram o convite, ela ficou feliz assim seria apenas ela e Castle, uma ótima oportunidade para retomarem a conversa que fora interrompida antes. Para sua surpresa, Castle também declinou o convite. Intrigada, ela perguntou.

- O que você queria me dizer antes?

- Nada importante. Deixa para lá – ele se despediu dela, porém Beckett notou que havia algo estranho no semblante de Castle, ele estava sério, talvez preocupado. Não sabia dizer com certeza. A recusa de passar algumas horas a mais ao seu lado especialmente sem ninguém do distrito soou estranha para Beckett. Ele sempre torcia por momentos assim. Vestiu o casaco e por falta de opção, seguiu para o seu apartamento.

Dois dias depois, Castle apareceu no distrito por volta das onze e meia da manhã. Beckett reparou que ele não trazia os copos de café.

- Bom dia, Castle.

- Oi, Beckett. Não tem um caso?

- Por enquanto não – ela pensou em perguntar sobre o café, mas desistiu. Reparou que ele vestia roupas esportivas. Estaria somente de passagem? A pergunta foi respondida em seguida.

- Passei somente para avisar que estou a caminho do aeroporto. Amanhã começa minha turnê na costa leste. Tenho vários compromissos. Sete cidades em cinco dias. Terá que investigar uma semana sem mim.

- Já? Assim tão depressa?

- Não foi de supetão, Beckett. Tinha comentado para você sobre a turnê.

- Sim, porém não mencionou datas. Era isso que queria me dizer durante o caso do protesto? – Castle viu nisso a oportunidade perfeita.

- Era. Não era tão importante. Quer dizer, você pode investigar casos sem mim. Já fez isso. Tenho um avião para pegar, Beckett. Você sobrevive uma semana sem mim, certo? Espera, talvez não seja uma semana somente. Ainda terei a costa oeste. Ah, você vai ficar bem.

- É... – Beckett não sabia o que dizer, estava intrigada com o jeito do escritor – então, boa viagem?

- Obrigado. Te vejo em uma semana, Beckett – e da mesma forma abrupta que apareceu naquele fim de manhã no distrito, Castle desapareceu sem maiores explicações deixando a detetive com a pulga atrás da orelha. Ela deu de ombros e continuou seu trabalho comentando para si mesma.

- Aproveite sua turnê e sua viagem, você não fará falta. Já investiguei casos sem você antes.

Dessa vez, porém, Beckett estava enganada. Durante a semana que trabalhou sem parceiro, ela sentiu-se incompleta. Quando queria dividir uma teoria, não havia alguém ao seu lado. Ryan e Esposito eram bons, mas não sacavam as coisas como Castle. Muitas vezes ela nem dizia a palavra e Castle já completava a ideia. Em alguns casos, ela se viu pensando: como Castle contaria essa história? Trabalhar sem ele ao seu lado provara ser um desafio. Não era somente de debater o caso que sentia falta. Por vezes pegara-se fitando a cadeira vazia ao seu lado. Pensando no que ele estava fazendo e querendo saber se ele lembrava-se dela em algum momento.

Havia as piadas, as tiradas inteligentes, os olhares, sorrisos e os copos de café. Os momentos que apenas sentavam-se um de frente para o outro saboreando a bebida. Ela continuou indo as sessões de terapia, informara Dana de que ele viajara em turnê, mas não estendera a conversa, algo que a terapeuta acatou. Queria se ater ao outro lado do tratamento, aquele que realmente lhe tornaria livre para ser feliz.

Quando Castle voltou a Nova York, ele percebeu a forma como a detetive o recebeu de volta. Um belo sorriso, um olhar diferente.

- Hey, Castle! Bem-vindo de volta! – foi surpreendido por um abraço no meio do distrito – como foi a turnê? Você me parece cansado – além de surpreso, ele se viu encurralado entre seu caldeirão de emoções. Feliz por perceber que ela sentira sua falta, chateado porque para Beckett nada mudara enquanto Castle tinha a sua mentira martelando na cabeça.

- Muitas cidades, voos curtos outros longos, filas, muitos autógrafos. Noites mal dormidas, só isso. Posso me recuperar e voltar para outra rodada na próxima semana.

- De novo?

- Sim, mais uma semana. Com a última parada em Vegas. Quantos casos aconteceram na minha ausência?

- Uns três.

- Algum interessante?

- Apenas um... envolvendo a CIA.

- Você está brincando? Não aconteceu, certo? Espo? Ryan?

- Ah, sim era sobre alienígenas – disse Ryan – assustador.

- Há! Não vão me enganar... e você, Beckett – ele virou-se para fita-la sério – detesto mentiras. São atos de covardia – ela franziu a testa. De repente uma brincadeira já tantas vezes motivo de risada entre eles se tornara algo estranho. Ele parecia chateado.

- Você está bem? Quer descansar?

- Estou ótimo. Mas se não temos um caso, tenho outros assuntos para resolver.

- É... n-nós não temos um caso, ainda.

- Certo, então me ligue se tiver.

Ela, de fato, ligou para Castle duas horas depois quando um morto fora achado em um beco no Chelsea. Apesar de tê-lo ao seu lado, as coisas entre eles estavam diferentes. Aquela conexão que sempre fora sua marca registrada, os pensamentos similares, não estavam acontecendo. E sorrisos? Tornaram-se raros. Beckett também reparara que ele não trouxera café no dia seguinte, o que serviu de prova para que ela soubesse que havia algo muito errado.

A investigação do caso continuou normalmente. Juntando evidências como sempre faziam chegaram ao assassino. Após arrancarem a confissão, Beckett organizava os papeis e desmontava o quadro. Castle a ajudava. Aproveitando que estavam sozinhos, ela iniciou uma conversa.

- Quando é sua próxima viagem? Para a turnê da costa oeste?

- Sexta à noite. As aventuras começam sábado.

- Você parece cansado. Está tudo bem?

- Estou ótimo – ela colocou as fotos dentro do arquivo e fechou a pasta. Talvez devesse tentar passar um tempo com ele, um jantar, nada demais. Queria desesperadamente entender porque ele parecia diferente.

- Estou com fome. Que tal um cheeseburguer do Remy´s? Eu pago.

- Desculpe, não vai dar. Tenho compromisso, Beckett. Vou jantar com Alexis.

- Oh! Claro, tudo bem. Depois de uma semana longe, ela também deve ser com saudades – Castle percebeu a ênfase na palavra “também”, porém optou por se fazer de desentendido.

- Nem todos conseguem esconder seus sentimentos. Até amanhã, Beckett – ela abriu a boca pretendendo falar algo, mas não conseguiu. O que foi isso? Ela pegou o celular e discou o número de Dana.

- Oi, Kate. Tudo bem?

- Não. Acho que perdi a minha chance. Pode me encontrar no meu apartamento em uma hora?

- Claro – problemas no paraíso, Castle certamente começara a jogar pesado.

Uma hora depois a campainha toca. Kate abre a porta para a amiga que traz uma garrafa de vinho consigo.

- Julguei por se tratar de uma emergência, vinho caia bem. Já jantou?

- Não, estou fazendo um risoto. Sirva esse vinho e venha comigo para a cozinha ou não teremos jantar – Dana caminhou seguindo-a, após sentar-se ficou observando Kate cozinhar. Concentrada, mexia os temperos, provava.

- Tem algo no forno?

- Um bolo de carne, polpetone recheado com muzzarela.

- E risoto não é um prato único?

- Sim, mas eu não almocei hoje e estava com vontade de comer isso. E nem é um risoto propriamente dito, é mais um arroz cremoso com queijo, tomate e manjericão. Está pronto. Quer provar logo? A carne precisa de mais dez minutos. 

- Por mim, tudo bem – Dana serviu-se do arroz, esperou que a amiga fizesse o mesmo e senta-se a sua frente 

- Certo, o que você quis dizer ao telefone com perder sua chance? Não está sendo um pouco drástica?

- Acho que não, Dana. Castle está diferente. Eu não sei o que aconteceu. Achei que estávamos bem depois que conversei com ele, sobre estar lutando, por querer mais. Só que minha conversa deve ter tido o efeito errado.

- Por que diz isso?

- Porque ele está diferente. Depois do caso da bomba, ele resolveu viajar. Sair em turnê. Ao voltar, está agindo diferente. O semblante está mais sério, carrancudo. Nada das piadinhas inteligentes com os rapazes, trabalhamos nos casos, porém não teorizamos juntos. É estranho e eu não sei porque. Eu pensei que ao dizer para ter paciência, mostrar que me importo, isso serviria para que Castle entendesse que quero mais. Dana, eu mencionei Roma. Não foi suficiente para que compreendesse que estava falando de nós? A última de hoje foi: nem todos conseguem esconder seus sentimentos! Isso foi uma direta para mim. E eu acabava de mencionar saudades.

- Posso falar como amiga? – Kate olhou séria para Dana, ao ver a boca torta sabia que teria que continuar – Lembra quando você me contou que ficou mais aliviada por saber que tinha se explicado do seu jeito para Castle? Eu sei exatamente o que pretendia. Castle, por outro lado, não. Lógico que não tenho dúvidas que ficou feliz de ver que você está decidida, está lutando. Mas será o suficiente? Você se deu conta do que fez, Kate?

- Está dizendo que é minha culpa ele estar diferente?

- Não, Kate... mas o que você esperava? O cara é louco por você, faz de tudo para te agradar, te proteger, respeita suas imposições, então você decide conversar com ele e falar que está lutando, que quer mais... de repente, ele se sentiu estranho. Isso pode acontecer, como se tivesse pisando em ovos. Será que se eu fizer isso, ela vai achar que ultrapassei um limite... esse tipo de coisa.

- Não tinha pensado por esse lado... mas...

- Mas?

- Ele parou de levar café. Não era isso que queria. O café, Dana. Todas as vezes que ele fez isso era porque estava chateado comigo, magoado. Eu não consigo entender, nem pensar em nada que possa ter feito para ele agir assim – o apito do forno soou e Kate tirou o polpetone. Serviu a Dana e ela. A terapeuta começava a se compadecer dela, talvez seria uma boa oportunidade para revisitar a pergunta.

- Hum... esse polpetone é delicioso. Como aprendeu a fazer?

- Receitas de Johanna Beckett. Castle adora....eu já fiz algumas vezes e... – de repente parou de falar. O rosto triste, baixou a cabeça.

- Kate... não é para ficar assim.

- E se ele desistir de mim, Dana? – a amiga suspirou. Insegurança das grandes essa, como pode alguém tão bonita e inteligente ser assim?

- Kate, vamos terminar nosso jantar. Eu prometo que conversamos mais depois – elas passaram alguns minutos comendo, Kate tomou mais um pouco do vinho. Deixou metade da comida no prato, mas nenhum pedaço do polpetone. Dana acabou e pegando a garrafa de vinho e a taça fez sinal para Kate acompanha-la até a sala. Devidamente sentadas, ela volta a falar – agora, podemos conversar. Qual o seu medo, Kate?

- E se Castle desistir de mim? Se for isso que está mostrando?

- Desistir? São quatro anos, ele acatando tudo o que você quer, não jogaria tudo fora sem saber onde isso vai acabar. Kate, o que você conversou com Castle pode ter gerado um desconforto, uma preocupação a mais em seu modo de agir, mas isso não tem volta. Você não irá desdizer, as palavras foram lançadas. Quando ao comportamento no caso, ele pode estar cansado, acabou de sair de uma maratona de viagens ainda não se recuperou. Todos nós temos nosso dia ruim.

Claro que Dana estava tentando driblar o real motivo do comportamento de Castle sem deixa-lo em uma situação difícil, algo que fizesse a detetive recuar.

- Ele vai viajar outra vez no fim de semana. Para a costa oeste.

- Imagino que tenha um monte de assuntos pendentes em mente, que está administrando em paralelo aos casos que investiga com você. Não seja tão analítica, dê uma folga para o cara.

- Talvez você tenha razão. Vai ser duro mais uma semana sem ele – o pensamento saiu sem querer.

- Você sentiu falta, Kate?

- Senti – ela ficou vermelha olhando para Dana – cheguei até a me perguntar como Castle contaria a história. Tinha dias que olhava fixamente para a cadeira vazia. Isso não pode ser normal.

- E ainda assim é, completamente normal quando se ama – Kate ignorou a alfinetada de Dana, mas a terapeuta continuou ao seu jeito – quando se está acostumada com a rotina, a pessoa do seu lado. Tudo porque nos importamos – ao ver o semblante tenso de Kate, ela mudou de assunto abruptamente – o que temos para a sobremesa?

- Desculpe, não preparei nada.

- Acabou seu estoque de chocolate? – Beckett afirmou ficando vermelha na mesma hora - Hum... nada que a super Dana não consiga resolver apenas de olhar o que tem em seus armários e geladeira – vinte minutos depois, Dana entregava uma sobremesa de sua autoria feita com vários ingredientes diferentes encontrados na cozinha de Kate. Após saborearem, Dana sorriu – parece que meu curso de pâtisserie valeu para alguma coisa afinal. Preciso ir. Não racionalize demais esse lance com Castle e espero você no consultório. Quem sabe após essa semana você não tenha uma boa notícia para dar a ele?

- O que quer dizer com isso, Dana?

- O óbvio não precisa ser dito, Kate. Ainda assim, no seu caso, o óbvio é bem obscuro.

- Hey! O que isso significa?

- Conversaremos no consultório. Boa noite, Kate.       

Castle e Beckett encerraram o caso em que estavam trabalhando na quinta-feira. Durante todo o tempo, ele não trouxera café para a detetive, chegou a servi-la com a máquina de expresso da delegacia, mas não comprara o tão desejado café como sempre fazia. Assim que fecharam o caso, ele se despediu alegando que tinha uns últimos detalhes da viagem para acertar e desejou um bom trabalho para a detetive.

- Vejo você na outra segunda.

- Você não disse que sua turnê era de uma semana? Deveria voltar na sexta não?

- Sim, conforme o cronograma. Mas como estarei em Vegas, talvez seja uma ótima hora para aproveitar e relaxar. Ainda estou pensando sobre isso... de qualquer forma, se cuide e não se atole em papelada.

- Boa viagem, Castle – ele acenou e seguiu para o elevador.

Outra vez, Kate Beckett se viu presa a um sentimento difícil de explicar: saudade. Eles acabaram pegando um caso na sexta-feira cedo e trabalharam sábado investigando. Beckett queria usar o domingo também, tudo para manter sua cabeça focada em algo que a livrasse do pensamento em Castle. Infelizmente, seus planos foram interrompidos por Gates. Ela ralhou com eles dizendo que não iria pagar hora extra ou expor seus detetives ao trabalho de fim de semana em um caso de homicídio comum. Foi o jeito Beckett se contentar em passar o domingo em casa, acompanhada de sua tv, o controle remoto e um cobertor.

Sem muita alternativa do que fazer, após uma bela caminhada seguida de uma corrida no Central Park, Beckett retornou ao seu apartamento com uma sacola de compras que fizera no mercado próximo. Tomou uma ducha e com uma ameixa e um pratinho com uvas nas mãos, ela sentou-se no sofá para buscar um programa ou filme na tv, queria se manter distraída.

Ao zapear pelos canais da tv a cabo, um deles lhe chamou a atenção pelo diálogo e as imagens do filme. Havia começado a assistir sem saber quanto tempo de filme teria passado. Ao consultar a programação, Beckett descobriu se tratar de um filme de Woody Allen. O nome? “Quando em Roma”. A vida adorava mexer com ela provocando-a com esses pequenos momentos.       

E Kate Beckett fez uma nova viagem as lembranças. Os passeios, os jantares, os sorrisos e principalmente os carinhos, o beijo e as sensações experimentadas de quando se está apaixonada. Por mais que tentasse recordar, Kate não conseguia elencar um outro momento em sua vida que tivesse sido tão feliz. Pensar sobre isso, trouxe a imagem de Castle a sua mente. Não aquele Rick de Roma e sim um homem sério, indiferente, nada parecido com o escritor que a instigava, a irritava, a amava. A constatação da mudança trouxe lágrimas aos seus olhos. Ela não queria acreditar que ele mudara, não queria pensar que perdera essa batalha. Rick Castle não podia desistir dela, ou podia?

Os pensamentos a entristeceram. O peito ardia e embora não soubesse explicar, o sentimento que a dominava era saudade.

O resto da semana não fora diferente. Ela sofrera com a ausência do parceiro, do café, dos momentos tão simbólicos que diziam respeito apenas a eles dois. A terapia focava em suas relações familiares, no caso da mãe. Dana não mencionara uma única vez o nome de Castle. Por que? Era um novo teste? Queria saber até quando ela aguentaria não comentar sobre sua ausência? Se estava esperando que ela falasse de como estava sentindo falta dele, Dana podia esperar sentada. Beckett decidira que não iria falar de Castle, simplesmente porque doía, ela ficava mal. Era isso.

Nas vésperas da volta de Castle a Nova York, ela foi surpreendida por uma visita inesperada no domingo. Por volta de umas cinco da tarde, Maddie telefonou dizendo estar a cinco minutos de sua casa. Queria leva-la para jantar. Acabara de sair do restaurante, estava de folga a noite e estava louca para comer sushi. Não aceitaria um não como resposta. Não tendo outra alternativa, Kate sairia com a amiga.

Maddie a levou em um restaurante japonês de um amigo. Rapidamente foram guiadas até sua mesa e atendidas. Após fazer o pedido, ela esperou o garçom se ausentar para puxar conversa com Kate. Já percebera que a amiga não estava bem, ou pelo menos não em um bom dia. Sabendo que ela não era de se abrir de imediato, Maddie optou por falar primeiro de si.

- Nossa! Estou tão cansada. Ando trabalhando direto, me dividindo entre os dois restaurantes. Preciso arranjar um novo gerente. Acredita que esse é a primeira noite de domingo que tenho livre em dois meses? Não posso reclamar de Rocco. Ele está sempre disposto a me ajudar. Está lá, trabalhando. Não sei o que faria sem ele. Não tenho vocação para ficar sozinha. Dividir o fardo com alguém é fundamental para o nosso bem-estar e nossa felicidade, não acha? Aposto que pensa o mesmo de Castle. Ele é seu parceiro, afinal.

Kate permaneceu calada. Maddie cutucou.

- Falando nele, onde anda? Estão de folga? Ninguém quis morrer hoje?

- Ele está em turnê na costa oeste. Há uma semana.

- Ah... isso explica muito.

- O que você está insinuando, Maddie?

- Sou sua amiga, conheço pelo menos um pouquinho você. Está se sentindo sozinha, um pouco triste. Tudo isso é saudade?

- Você fala como se eu e Castle tivéssemos um relacionamento como você e Rocco.

- Não como o meu, a propósito porque você é teimosa demais e não dá o braço a torcer quanto aos seus sentimentos, mas vocês têm um relacionamento. A parceria de vocês – Beckett revirou os olhos. Maddie ia continuar sua teoria quando foram interrompidas pelo celular de Kate. Ao checar o visor, percebeu que era Dana.

- Oi, Dana.

- Hey, Kate. Estou ligando para saber como você está. Já jantou? Quer fazer alguma coisa? – a terapeuta estava preocupada com a ausência de comentários da amiga sobre Castle e estando sozinha não queria dar margem para Kate pensar besteiras.

- Eu não estou em casa...

- É a Dana? – perguntou Maddie e Kate confirmou – manda um beijo para ela.

- Estou com Maddie, ela me arrastou para jantar. Está te mandando um beijo.

- Ótimo! Fico feliz em saber que você não está sozinha – de repente, Kate sente o celular ser roubado de suas mãos, Maddie já tagarelava com Dana.

- O que você está fazendo? De bobeira? Que tal se juntar a nós para um excelente jantar japonês e uma conversa somente entre garotas? Algo me diz que alguém precisa se alegrar e ouvir uns conselhos. Topa? – ao ouvir a resposta do outro lado da linha, Maddie vibrou – ótimo! Pode anotar o endereço? – após ter certeza de que a terapeuta chegaria em pouco tempo, sorriu e se despediu – vou pedir algumas coisinhas a mais. Não demore! – desligou e devolveu o aparelho a Kate – ela já está a caminho. Será uma excelente noite entre garotas.


Kate suspirou. Era tudo o que ela não precisava. Dana e Maddie falando sobre Castle e relacionamentos. Agora era tarde, a única forma de desaparecer dali era com um homicídio e pela nova política de Gates. Detetives não trabalhavam no fim de semana. Teria que enfrentar as feras e ficar na berlinda.  


Continua...

5 comentários:

cleotavares disse...

Hahaha! Era tudo que eu queria a Dana e a Maddie juntas, agora vai. Pobre Kate, está subindo pelas paredes e agora vai ser "prenssada" por essas duas. kkkk

Leila Simiao disse...

Como sempre cada capítulo mais emocionante que o outro.

Luciana Carvalho disse...

Clubeda luluzinha é bom demais!!! Kate, vc com certeza estará encurralada por essas duas!!!
Castelinho viajando por duas semanas, até eu fiquei com saudade!!
Vai chegar a parte que amo e odeio..o gelo e o ciúme da comissária de bordo!!! Kkkkkk
Ansiosa pelo próximo!!

Vanessa Belarmino disse...

Aiiii! Eu esperava coisa pior... kkkk Gosto assim, quando ja vou esperando algo muito ruim e sou surpreendida... Mas vc é muito má... A conversa de Castle com Dana. e tb com a kate, me deixou sem ar... Não queria estar na pele dela, ja é dificil ser amiga dos dois, imagina ser a psicóloga tb... Dana arrasou! Castle confuso, perdido e se sentindo trouxa.. Entendo tanto! haha
Vc jogou pesado com as recordações... Hamptons, mas Roma? OMG! Roma é meu ponto fraco e não é apenas Roma, é tudo o que representa... E os detalhes... Olhar para cadeira, a falta do café... Indiferença, indiretas... Kate insegura, Castle ferido... A dificuldade desses dois em se comunicar me irrita profundamente... Poderia ser mais fácil, mas eles escolhem o jeito mais difícil... Não vai ser fácil encarar Jacinda e Colin, mesmo sabendo que terá uma abordagem diferente, com vem sendo ate aqui. Brilhantemente, devo acrescentar.
O Maddie e Dana, contra... ops, a favor da Kate... Isso vai ser muito bom!

Silma disse...

Essas duas vão te animar Kate 😌👌🏽