sexta-feira, 13 de março de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.41


Nota da Autora: Consegui escrever para postar antes de viajar. Que tal uns momentos tensos entre nossos amados? Está na hora de chacoalhar essa relação. E tem um pouco mais de Anne para vocês. E no próximo, Gigi está de volta! Mas... vai demorar! Tenham paciência, ok? 


Cap.41          


Como uma espécie de diversão, Nathan sugeriu a ideia de levar a menina para um passeio no estúdio. Stana adorou ficando encarregada de falar com Dara e claro, seu irmão. Aproveitaria um dos dias que não iria à escola para proporcionar esse momento à sobrinha. Conversou com Dara na segunda arranjando a visita para o dia seguinte. Não houve objeção da produtora, Dara sabia da paixão de Stana por Anne e diante do que acontecera, era uma forma de agradecer, afinal ela lhe contara o motivo pelo qual acabara quebrando o braço.

Stana conversou com o irmão no domingo ficando de confirmar tudo no dia seguinte. Realmente era uma boa ideia. Nathan acreditava que seria muito bom para todos. Uma criança sempre alegrava a atmosfera do estúdio. Teriam um começo de semana cheio, pois no mesmo dia, ela ainda atenderia a um evento da revista Elle. Uma noite para as mulheres. Também descobriu que Nathan tinha um lançamento de quadrinhos com entrevista e um coquetel depois.

- Então, nossa semana será agitada. Que evento é esse? Algum concurso de beleza? Porque eu adoraria participar e torcer para você ganhar, Staninha – eles conversavam enquanto se arrumavam para dormir.

- Nada de concurso, babe. É apenas uma noite especial para honrar as belas mulheres que contribuíram com a revista no ano de 2014. Momento de descontração.

- Hum, em outras palavras, uma espécie de clube da Luluzinha. Meninos não entram, sei. Você não irá falar mal de mim para suas amiguinhas vai?

- Deixa de ser bobo, eu bem que podia falar da sua performance, reclamar um pouco... quem sabe elas não dão algumas dicas para mim? Poderia perguntar da Angie ou da Kate...

- Performance? Você está reclamando da minha excelente participação em seus joguinhos? E que Angie? Harmon? – o olhar de pânico apareceu em seu rosto – não contaria nada, hein Stana? Você não está falando sério sobre, sabe, nós?

- Claro que não, Nate. Temos um segredo a zelar. Mas, sobre a performance... esses últimos dias não tivemos muitas demonstrações...

- Amor, estávamos envolvidos com essa história da Anne e foi você mesma que impôs a regra de nada de sexo perto dela, se quiser podemos brincar um pouquinho agora... – ele a agarrou pela cintura devorando o pescoço exposto pelo coque que usava. Stana ria da sensação de cócegas que tinha, acariciando os braços dele, beijou-lhe os lábios e se afastou.

- Por mais que quisesse, não é o melhor momento. Estou sentindo dores, acho que estou prestes a entrar no meu período. Sinto muito, amor.

- Ah, ótimo! Você só fez me eriçar e cai fora? Muito bom, Staninha, muito bom.

- Eu disse que não queria, mas não falei que não podia animar você – deitada na cama, ela desceu a mão para dentro da calça de moleton que ele usava. Assim que agarrou o membro, ele gemeu – preparado para a diversão? – e ouviu um novo gemido saindo da sua boca obrigando Nathan a fechar os olhos com o movimento.

Ela acordara sentindo uma cólica, logo estaria sendo agravada, pressentiu. Não importava, tinha que trabalhar. Não seria apenas a dor que incomodaria Stana naquela semana. A atmosfera ao seu redor estava prestes a mudar.  Na segunda, Stana conheceu a atriz que faria uma participação especial nesse episodio. Era linda. Assim como a história de Beckett, ela percebeu um certo clima de admiração e galanteios para a moça incluindo Nathan. Não gostaria de sentir-se incomodada com isso. A atriz era muito simpática, mesmo assim, não podia deixar de encara-la como competição. Fazia muito tempo que não se sentia assim, expressando certo ciúme dele. Poderia ser apenas besteira da sua cabeça, Nathan era sempre solicito com os visitantes e novos atores que se juntavam ao elenco ao longo do show. É, não seria nada.   

No dia seguinte, Stana saiu de casa com a missão de pegar Anne. Encontraria Nathan no estúdio. A menina estava sorrindo com as paredes, empolgada por voltar ao seu lugar preferido depois da casa da tia, que era na verdade agora a casa de Nathan. Assim que adentraram as portas do local, Dara estava esperando para abraçar a pequena Anne.

- Anne! É um prazer revê-la – ela se agachou perto da menina para falar baixinho – soube do que você fez, devo dizer que foi bastante corajoso e digno de um protetor do segredo. Toca aqui – Dara levantou a mão para fazer um hifive – agora, você está pronta para seu tour? Sei que não é a primeira vez, mas estou louca para assinar esse gesso, posso?

- Claro, tia Dara! – a menina respondeu sorridente.

- Vamos para a sala dos escritores. Você já tomou café? Tem uns cupcakes deliciosos para o nosso lanche e bolo de chocolate – os olhos de Anne brilharam com a notícia. Stana gostava de ver a sobrinha feliz. A menina puxou o casaco da tia.

- Cade o tio Nathan?

- Deve estar lá dentro. Vamos encontra-lo – segurando a mão da garota seguiu até a sala dos escritores. Infelizmente, não teve uma grata surpresa. Nathan estava às gargalhadas com a atriz convidada do episódio. Aquilo fez o sangue de Stana ferver, porém não poderia fazer nada para evitar tal cena nem mesmo argumentar algo por estar no trabalho e com Anne a tiracolo. Engolindo seu orgulho e raiva, ela suspirou profundamente antes de dirigir-se aos dois com a menina.

Felizmente, assim que avistou a pequena, Nathan pediu licença e veio ao seu encontro. Sorrindo, agachou-se para falar com a menina.

- Que visita especial! Andou aprontando, não? – apontando para o gesso – está tudo bem com você?

- Tudo bem. Anne quer muito andar pelo loft do moço bonito, o Castle. Quero deitar na cama dele, pode tio?

- Que fixação é essa das mulheres Katics com a cama de Castle? – olhou para Stana sorrindo recebendo em troca apenas um mero balançar de ombros – vou leva-la até lá, mas primeiro, que tal fazer um lanchinho? Dara está louca para te encher de guloseimas – Dara fez sinal para a menina se aproximar dando um tempo para os dois ficarem a sós – hey... tudo bem com você?

- Por que não estaria? – retrucou Stana.

- Exatamente pelo tipo de expressão que vejo em seu rosto agora. Algum problema? Posso ajudar? – Nathan insistia desconfiado.

- Não tem problemas, Nathan. Estou cuidando da minha sobrinha – ele teve sua confirmação justamente pela forma que o chamara. Seja o que for, não era hora nem lugar de conversar sobre isso. Mais tarde entenderia.

Stana afastou-se dele e tratou de se juntar a Dara que comia e assinava o gesso de Anne. Provou o doce, riu e tagarelava muito com as duas. Sua mente, porém não se desligara totalmente do que vira a pouco. Estaria exagerando? Terri e Chad se aproximaram brincando com a menina, ela resolveu dar uma escapada ao banheiro para se acalmar. Após lavar o rosto, sentia-se melhor. Fez uma analise individual e acabou se convencendo que estava vendo demais, levada por um outro motivo, a TPM.

Voltando à sala, foi pega de surpresa com os gritos alegres da menina.

- Tia,tia! Olha só o meu “coiso”. Tia Dara, tia Terri e tio Seamus assinaram – puxando a tia pela mão, ela a levou até o encontro com Nathan – o tio estava esperando para irmos ao quarto do Castle. Podemos ir agora?

- Claro que sim, docinho. Peça para o seu tio lhe mostrar o caminho – a menina pegou a mão dele. Trocaram um olhar no qual Nathan pode ver um sorriso da esposa, parece que estava tudo bem. Ao chegarem no set do loft, a menina foi correndo para o local onde estava o quarto de Castle. Pediu ajuda do tio para ergue-la. Sentada na cama, acariciava o lençol para então deitar-se no colchão.

- Essa cama é muito gostosa. É por isso que a tia e o tio gostam de deitar nela. A policial também. Ela faz sexo com o Castle aqui, não tia? – Stana mordeu os lábios.

- Anne, o que eu lhe falei sobre usar essa palavra?

- Mas tia, a policial pode. Ela é casada com Castle.

- Ela está certa – concordou Nathan sorrindo – o que mais você quer ver, princesa?

- Anne pode ver aquele lugar do velho oeste, da história que a tia contou?

- Infelizmente não, docinho – a tia explicou – esse cenário não foi daqui. Era um outro lugar. Uma fazenda um pouco longe.

- Poxa... Anne ia gostar muito.

- Tem um outro negócio muito bacana que você vai gostar. Uma espécie de foguete, quer ver? O pessoal ainda não desmontou – Nathan saiu de mãos dadas com a menina com Stana a seu encalço. A pequena distância deu a ela a oportunidade de observar novamente a maneira como ele tratava sua sobrinha, ou como ele próprio declarara, nossa sobrinha. Imediatamente, os pensamentos errados sumiram de sua cabeça.

Anne se esbaldou na nave da ficção. Ela e Nathan se divertiam simulando uma cena de ataque. Eles gritavam, faziam barulhos estranhos e riam. Novamente, Stana sorriu e a sensação de amor invadiu seu corpo esquentando seu coração. Pensou na possibilidade de um bebê entre eles, não era algo difícil de acontecer ao ver seu marido amando cuidar de uma criança.

Quando retornaram para a minicopa porque Anne estava com sede, encontraram Dara e a atriz sentadas à mesa.

- Intervalo de gravações? – Nathan perguntou enquanto Stana seguia até a geladeira para servir a sobrinha.

- Sim, resolvi vir tomar um café, mas não consigo mexer nessa cafeteira – queixou-se a atriz. Muito solicito, Nathan prontamente dirigiu-se à maquina para preparar a bebida. Stana mesmo tomando conta da sobrinha ficou observando de longe aquela interação. Ele serviu uma xícara para ela e para si mesmo, esquecendo-se completamente dela. Não podia acreditar no que presenciara. Não, fora só um lapso. Nada importante. Porém, seus hormônios pareciam não concordar com as justificativas de sua mente.

Sem criar qualquer clima, ela se aproximou da máquina e preparou sua própria bebida indo sentar-se bem à frente dele. Anne surpreendeu novamente a tia quando escolheu sentar-se bem no meio entre Nathan e a atriz, como quem quisesse marcar território.

- Tia Dara, ainda tem cupcake? Anne queria um...

- Claro, querida. Você quer de chocolate ou de morango. Guardei dos dois para você.

- Tia Stana, pode os dois?

- Não agora, Anne. Por que não fazemos assim, você come um e depois do almoço pega o outro de sobremesa. Que tal? Se não sua mãe vai dizer que só lhe dou besteira para comer. O que não é verdade, em partes. Tudo bem?

- Tá, tia. Quero o de morango agora – quando Dara fez menção de levantar-se para buscar o doce, a menina a interrompeu – não, tia Dara. Deixa que o tio pega para mim. Por favor, tio Nathan – ela fez uma carinha doce que ninguém resistiria e ele levantou-se. No mesmo instante, Anne virou-se para a atriz e começou um pequeno interrogatório.

- Você vai trabalhar com a tia Stana em Castle? O que vai fazer?

- Sou uma detetive muito boa de Hong Kong que vem trabalhar com o Castle. Ela é fera em investigação.

- Por que o Castle ia querer trabalhar com você se tem a policial mais linda e esperta da NYPD? isso é tão chato. E você diz que é boa, mas a tia Stana é muito melhor. Ela prende você rapidinho. E se você quiser o Castle ai que vai morrer mesmo. Ele é da Kate. A tia mata você pelo moço bonito, melhor nem chegar perto.

- Mesmo? Mas, eu acho que posso lutar com ela e ganhar – Dara estava segurando a risada, Anne defendia a tia com unhas e dentes.

- Pode nada! A Kate é fera. Vai te deixar toda quebrada e o tio nunca vai gostar de você, nem o moço bonito porque eles amam a policial, não tia Dara?

- É sim, Anne nesse jogo só há um vencedor. Kate Beckett. E se Castle sonhar em pensar outra coisa, vai dormir no sofá depois de uma boa surra – Dara olhou de solaslio para Nathan e manteve o olhar fixo na atriz como quem diz, se toca!

Nathan voltou com o doce da menina e Anne após a primeira mordida, virou-se para o homem e perguntou.

- Tio, o que acontece se o moço bonito olhar para outra menina sem ser a detetive?

- Acho que nada – ele brincou olhando primeiro para Stana e depois para a sobrinha – por que aconteceria?

- Tio! Você vai apanhar! Kate chuta a bunda do Castle e nada de beijo. Ah, e tia Dara falou que você dorme no sofá. Acho certo. Castle só pode gostar da policial porque ela é linda e a melhor para prender bandidos. E também é casado.

- É, Anne, não tenho como argumentar. Está certa.

- Sei que estou – e virou-se para encarar a atriz. Stana virou-se de costas para evitar de rir na frente dele, sua admiração por sua sobrinha não podia ser maior. Controlando-se para não perder a seriedade na frente de Nathan e não demonstrar que adorara a lição de moral dada, ela acalmou-se antes de virar para a menina e dar a má noticia.

- Amor, está na hora de ir. Eu tenho que voltar a trabalhar, combinei com sua mãe que almoçaria em casa. São quase meio-dia. Vamos? Despeça-se de todos, pegue seu cupcake porque vou te deixar.

- Ah, tia! Eu queria ficar mais... queria ver a tia trabalhando.

- Você sabe que não pode. Já passeou, ganhou autógrafos no seu gesso, comeu, conversou. Chega por hoje – nesse minuto Chad surge na porta à procura de Dara, contudo ao ver a menina finge ficar impressionado com sua presença.

- Wow! Você veio trabalhar para ajudar sua tia a vencer a nova detetive? Ou já deu uma surra nela e por isso seu braço está no gesso? Você é bem valente, não?

- Não, tio. Anne não pode trabalhar porque não é atriz como a tia. Mas a policial não precisa de mim para acabar com essa aí. Ela faz isso sozinha. Quebrei o braço na escola, estava brincando de superherói.

- Mesmo? Quero assinar esse gesso! – Chad já pegou dois pinceis do quadro, um preto e um vermelho – você sabe das coisas, é claro que Beckett é melhor que qualquer detetive. Vou fazer um negócio especial aqui.

- Tá vendo? Todo mundo sabe que Kate é melhor, até o tio Chad – quando terminou, Chad sorriu e assinou seu nome.

- Que tal? Gostou? – Anne viu que ele tinha escrito Castle e desenhado o símbolo da caneta além de um par de algemas no gesso com gotas de sangue.

- Que lindo! Obrigada, tio Chad! – sapecou um beijo no rosto dele – viu que legal ficou, tia? A Alice vai morrer de inveja quando ver.

- Nossa! Caprichou, hein? Agora precisamos mesmo ir – Nathan foi o primeiro a receber um beijo estalado, depois Dara. Pegou seu saquinho com o cupcake, com a ajuda do tio, ela ficou de pé dando a mão para Stana – eu volto logo - Quando passou pela atriz, Anne virou-se para Nathan e falou.

- Comporte-se, tio Nathan! – ninguém aguentou caindo na gargalhada.

- Você não vai deixar eu assinar seu gesso? – perguntou a atriz. Na mesma hora recebeu uma resposta nada agradável, típica de uma criança.

- Não, você não é especial. Stana colocou a mão no rosto, envergonhada sim, porém satisfeita.

- Anne! Desculpe, crianças. Saiu com a menina.

- Espirituosa e decidida, não? Ela gosta mesmo de você, Nathan e da série pelo que vi.

- Esperta, muito esperta. Adora a Stana, você quer dizer. Bem, e o Castle também.

- Você queria o que, Nathan? Ela é uma Katic. Ninguém mexe com elas – disse Dara alfinetando olhando diretamente para a atriz a sua frente.

Depois que Stana voltara não houve tempo para qualquer conversa. Tinha muito para filmar, pois a visita de Anne atrapalhara um pouco o cronograma. Trabalharam até umas sete da noite. Ambos tinham que estar no evento às oito horas. Deixaram o estúdio as carreiras conseguindo cada um se arrumar e chegar nos seus respectivos compromissos ainda no tempo necessário. A noite de Stana fora bem divertida. Apesar de uns momentos bem estranhos e irritantes durante o dia, o evento com mulheres era o programa ideal para relaxar e rir bastante. Esperava que Nathan estivesse se divertindo também. Ele estava, só não esperava que isso fosse ser um estopim para a primeira briga do casal.

Stana voltou para casa por volta de uma da manhã, Nathan acabara de chegar, estava tirando a roupa.

- Hey, como foi sua noite?

- Muito boa. Estava precisando de diversão. Nada como umas horas em contato com o universo feminino. Vou tomar um banho e cama. Temos que estar às seis no estúdio, lembra? – ela foi para o banheiro. Nathan estava se contendo para perguntar o que ela tinha. Sabia que o humor dela estava alterado. Pensou se deveria. Talvez apenas a chateasse com coisas sem sentido ou pior, estragasse uma noite de sono. Melhor ficar quieto. Quando ela voltou, parou de frente para a sua cabeceira procurando por um comprimido com um copo na mão. A cólica a pegara de jeito. Deitou-se imediatamente na cama cobrindo-se com o lençol, Nathan aconchegou-se ao lado dela envolvendo-a em seus braços. Sentiu-a esquivar-se um pouco ao toque.

- O que foi, amor?

- Está quente e estou com dor.

- Posso fazer alguma coisa? Diminuo a temperatura do aquecedor se quiser.

- Sim, por favor – virou-se para fita-lo vendo a preocupação dele – desculpe, eu só quero descansar.

- Tudo bem, amor. Descanse – sua suspeita estava certa, ela não estava com o melhor humor, entendeu que o comportamento estranho devia-se ao período do mês que ela mesma o alertara, apesar de não se recordar de um outro tempo em que isso acontecera afetando sua convivência. Sem maiores preocupações na cabeça, adormeceu.

Os trabalhos começaram cedo no set essa manhã. Cena após cena, Stana entregou-se a sua atuação mesmo sentindo muitas dores. A primeira parada que fizeram era por volta de dez e meia. Ao escapar para a minicopa, ela lembrou-se da cena do dia anterior quando ela ficara sem café e Nathan servira alegremente a visitante. Esses hormônios estavam acabando com seu juízo, pensou ao sentir a raiva começar a aparecer novamente.

Nesse momento, Terri apareceu acompanhada de Dara. Ao verem a atriz, foram logo brincando.

- Stana, tenho que dizer que a nossa sala não é a mesma sem a presença de uma criança. Quer dizer, Nathan é o nosso menino, mas Anne é simplesmente apaixonante. Fico com saudades desses momentos genuínos de criança – disse Terri – ela me inspira a pensar em bebês, sinto falta mesmo. Pelo menos Dara ainda está passando por isso.

- Anne é uma menina adorável e inteligente. Não nega que é uma Katic. Causou um certo frisson ontem por aqui – disse Dara – autêntica e possui a inocência e a sinceridade de qualquer criança na sua idade. Ela não gostou de saber que haveria uma detetive se dizendo melhor que Beckett, aliás ela não gostou mesmo da atriz.

- Foi mesmo? – interessou-se Terri – Por que?

- Ora Terri, para defender sua tia ou Kate Beckett, sabe como é a cabeça de menina, acredita que Stana é realmente a policial e Castle seu par. Ela deu uma lição de moral em “Castle” dizendo que se gostasse da outra detetive a tia o mataria e à outra detetive que não se achasse melhor que a tia. Foi muito engraçado, menos para a pobre da atriz. Pessoalmente, adorei vê-la constrangida.

- Dara! Pare com isso. Eu morri de vergonha – disse Stana – foi falta de educação de Anne.

- Não, foi sinceridade. Aposto que você não chamou a atenção dela, chamou? – Stana ficou vermelha – é claro! Anne apenas falou o que você gostaria ou pensa que não percebi sua reação a tudo que acontecia?

- Dara! – o que ela estava fazendo? Esquecera que Terri estava ali? – não sei do que você está falando.

- Stana, você não gostou da atriz? – perguntou Terri já quase rindo da forma que Stana ficara embaraçada na frente dela.

- Não é nada disso, Dara está vendo coisas demais.

- Eu também não gostaria se ela começasse a puxar muita conversa ou ficasse de sorrisinhos para o Andrew... – sem conseguir disfarçar, Stana sentou-se boquiaberta na frente de Terri que entregou uma caneca de café para ela – querida, não negue os ciúmes que sente de Nathan. Qualquer uma que demonstre qualquer interesse nele, irá provocar isso em você. Não é motivo para vergonha, estamos somente nós, as garotas.

Stana suspirou. Era tão transparente assim? Resolveu colocar a culpa nos hormônios para acabar com a conversa antes que Dara acabasse comprometendo a relação dos dois.

- Eu não estou com ciúmes. Meu humor está alterado. Hormônios. Estou naqueles dias, entendem? Não tenho nada contra a atriz. É só estado de espírito. Nada demais.

- Certo. Bem, espero que melhore – Terri disse dando um tapinha no ombro da sua protegida saindo da minicopa em seguida. Sozinha com Dara, ela quase fuzilou a amiga com o olhar.

- O que deu em você? Como pode ficar comentando sobre Nathan na frente de Terri? Quer botar tudo a perder?

- Hey! Antes de me acusar de algo saiba que foi a própria Terri quem abordou o assunto comigo sobre a sua sobrinha e sobre a sua companheira de elenco. Eu apenas escutei e concordei com alguns pontos. Tenho a impressão que ela também não gostou da moça. Devo acrescentar que o comportamento dela é meio audacioso demais. Não esquente com isso. A participação dela termina amanhã. Espero que tudo volte ao normal porque eu não acreditei nessa sua história de hormônios. Está chateada e evitando Nathan, não finja que não é verdade. Eu sei.

- Fiquei com raiva, sim. Ele esqueceu de fazer o meu café! Mas estava todo sorridente para a outra. Quer saber? Adorei o que a Anne fez. É horrível porque como tia e madrinha eu devia repreendê-la, mas não consegui. Desde o primeiro momento que a vi, não gostei dela. Acho que esse episódio está me afetando. Parece que estou me sentindo como Beckett. Isso é loucura. Mas, eu nunca tive uma crise de ciúmes realmente em todo esse tempo com Nathan. Ok, isso não é de todo verdade, já tive e tinha minhas razões. Isso não acontecia a um bom tempo, especialmente depois que casamos.

- Não há nada de errado em sentir ciúmes. Se aceita minha opinião, não vi nada demais nos gestos dele. Estava sendo Nathan, sempre encantador e brincalhão como é com cada convidado que frequenta esse estúdio. Se ele der motivos, serei a primeira a lhe apoiar. Pode deixar que fico de olho nela – piscou para a amiga.

- Obrigada, Nathan parece ter um radar que atrai piriguetes só que ele não se dá conta... – tomando o resto do café, Stana se entreteu olhando as redes sociais. Tudo relacionado ao marido vinha para ela como feeds. Foi assim que ela se deparou com fotos do evento do dia anterior e um nome que acendeu o radar dela. Krista. Onde ela tinha ouvido aquele nome? Usando o Google, ela descobriu o porque da familiaridade. Ex-atriz pornô - Que droga! - Na mesma hora, colocou um aviso de respostas para qualquer menção dela nas redes sociais. Não falaria nada para Nathan, apenas observaria. Esquecera que Dara ainda estava por ali.

- O que foi, Stana?

- Nada, por hora. Espero que fique por isso mesmo. Preciso voltar ao trabalho – quando se levantou para sair, Dara segurou-a pela mão.

- O que quer que seja, estou aqui se precisar conversar. Lembre-se disso – Stana anuiu com a cabeça.

O resto do dia se deu calmo exceto pela quantidade de cenas que eles tiveram para gravar. Stana estava determinada a não se deixar abater pelas fotos que vira essa manhã. Nem pelo twitter, esse assunto teria hora para ser discutido, somente entre os dois. Deixaram o estúdio depois das nove horas da noite, David já sinalizara que precisariam estar de volta às seis da manhã no outro dia.

Stana queria mesmo um bom banho quente. As cenas de ação deixaram seus músculos ainda mais doloridos aliados à situação em que se encontrava, especialmente as batatas das pernas. Nathan sugeriu comprarem algo leve para comer, uma sopa chinesa podia ser uma boa pedida. Ela aceitou, esquentar o estomago antes de dormir era uma boa ideia. Não pretendia conversar sobre o tal fato que descobrira hoje. Queria mais informações. O problema era que seu temperamento estava alterado e sua ansiedade acabara por fazê-la se antecipar nas perguntas e descobertas.

Depois do banho já em seus pijamas, Stana tomava a sopa calmamente. Nathan estava ao seu lado comendo calado até o momento que deixou escapar um gemido de dor.

- Hoje quem precisa de um analgésico sou eu. Minhas costas estão muito doidas. Acho que exagerei ontem e somente se agravou com o trabalho.

- Entao se divertiu bastante na festa? Dançou muito? Geralmente sente as costas quando exagera na dança. Foi isso ou teve outro motivo?

- Não dancei. Acho que foi a posição do videogame. Um dos caras me desafiou para uma partida e não pude resistir.

- Você está acontumado em jogar sem ter dores. Por que isso agora? – perguntou ela já imaginando um monte de coisas.

- Estava de pé e me curvei muito, devo ter ficado de mal jeito em alguma posição.

- Quer dizer que foi somente isso?

- Foi, um bando de fanáticos, seus videogames e as revistas em quadrinhos. Isso que dá ter um marido geek, Staninha. Na verdade, encontrei algumas pessoas que não via há algum tempo – aquilo chamou a atenção dela – me fez perceber que estou ficando velho. Encontrei Tom, um cara que estudou no ensino médio comigo. É engenheiro de games, acredita? E outra pessoa que não via há, pelo menos, dez anos. Talvez você a conheça. Krista Allen.

- Foi sua ex-namorada? – ele percebeu o tom da voz indicando irritação – uma das suas paixões?

- Não, a conheci através de um amigo. Ele trabalhou com ela. Frequentamos algumas festas juntos na época, Ela era, estava enrolada com meu amigo.

- Eu sei quem é Krista. Você tem certeza que ela não estava interessada em você?

- Stana, por que isso agora? Foi há dez anos atrás, eu não via nada demais e também não vi no nosso reencontro. Estou com você, não? – ela ficou calada. Isso era verdade. A foto apesar de Nathan estar abraçando-a, não significava um interesse da parte dele, o mesmo já não podia dizer da mulher. Conhecia aquele jeito de aproveitadora, aquele olhar de quem quer tirar proveito. Resolveu não dizer mais nada sobre esse assunto. Podia ser aqueles encontros de uma vez e nunca mais a veria. Por que não?

- Vamos deitar, Nate. Estamos os dois cansados – ele entrelaçou a mão na dela subindo juntos para o quarto. Deitar na cama era um prazer surreal diante dos dias difíceis e cansativos que estavam tendo. Ela gostaria de pensar que uma vez esse episódio tivesse terminado, poderiam se dar um descanso ou pelo menos tentar. Ele parecia ler seus pensamentos.

- Talvez depois desses dias cansativos, nós pudéssemos nos dedicar a um pouco de diversão. Seria muito bom para nós. Acredito que ambos estejamos merecendo. Ainda nos faltam seis episódios para filmar, muito trabalho pela frente e – ele soltou a mão dela para que se aconchegassem debaixo do edredon – algumas decisões para tomar, portanto um tempo de descanso nos fará muito bem, mesmo que seja apenas um final de semana.

- Nate... não precisamos pensar nisso agora. Depois resolvemos – ele acariciou o rosto dela sorvendo seus lábios em um beijo simples e carinhoso – boa noite.

- Boa noite, amor.

Antes de dormir realmente, Stana passou um tempo pensando no que Nathan falara sobre a festa e Krista. Talvez estivesse mesmo fazendo tempestade em um copo d’agua devido aos seus excesos de hormônios ou havia algo incomodando seu sexto sentido. Dois dias depois, ela descobriria que suas suspeitas não eram infundadas.

No dia seguinte, eles filmaram juntos da manhã até a noite. No meio da tarde, os atores encerraram suas participações especiais. Despediram-se de todos. O cumprimento a Stana foi seco, sem maiores elogios, já com Nathan houve toques, risos e ela percebeu que estendeu um papel colocando-o nas mãos dele, o que ele recebeu de maneira intrigada apesar de manter o sorriso no rosto. Viu quando a mulher falou silenciosamente “me ligue”. O que provava que Stana tinha toda a razão em desconfiar da atriz como o fez desde o inicio.

No próximo dia, outra surpresa aguardava Stana. Eles acabavam de gravar uma cena no distrito quando David se aproxima deles dizendo que havia uma visita procurando por Nathan na entrada do estúdio.

- Visita? A pessoa se identificou? – perguntou ele intrigado, não esperava ninguém.

- Não, apenas disse que era sua amiga – ele e Stana se entreolharam – melhor você checar. Nathan seguiu o conselho de David ainda incerto sobre o que deveria encontrar. Ela, também curiosa, acabou indo atrás. Na porta do estúdio, ambos deram de cara com alguém inesperado. Stana engoliu em seco ao ver a mulher.

- Krista? O que faz aqui? – Nathan perguntou.

- Resolvi aproveitar que estou em Los Angeles para conhecer o local onde trabalha, o que você faz e quem encanta com todo esse charme – ela se aproximou dele já passando a mão em seu peito sem qualquer cerimônia. Não interessava se estava em ambiente profissional ou se ele era comprometido. Falta de senso total – pode me mostrar o estúdio? – já se enroscando no braço dele, como se fosse sua dona. 

Stana escondeu-se numa das salas ali perto para não ser vista. O sangue fervilhava diante do abuso daquela mulher. Uma aproveitadora, mais uma piriguete na vida do Nathan. Claro que reparara no constrangimento dele ao se deparar com a biscate, mas conhecia o marido muito bem para saber que ele iria trata-la bem, fazer as honras da casa e certamente daria uma impressão errada para a mulher que buscava apenas ascensão social em plena Hollywood.

Não podia tolerar isso, contudo, não podia também mostrar-se incomodada. Para todos os efeitos, ela não tinha nada com Nathan, ele era solteiro e livre para fazer o que quisesse. Precisava se acalmar. Dara. A amiga iria ajuda-la. Antes de seguir para a sala dos escritores em busca da única pessoa capaz de lhe entender nesse instante, viu quando Nathan passou pelo corredor conversando e rindo animadamente com a tal zinha.

- Dara? – Stana chamou pela amiga com uma certa urgência na voz – Dara? Você está aí?

- Não, ela foi até o set do loft atrás de Chad – falou Terri que percebeu o semblante de Stana – algum problema?

- Não, nada. Eu só... preciso de uma ajuda, numa cena... vou atrás dela – sem dar maiores explicações, ela saiu apressada. Conforme Terri dissera, Dara estava por lá conversando com o marido. Também percebeu que Nathan e a tal Krista estavam por lá. Ele mostrava o loft de Castle para a mulher irritante que ria exageradamente e não perdia a chance de esfregar-se nele ou toca-lo de uma maneira inconveniente. Ao avista-la chegando, Dara veio ao seu encontro com um semblante preocupado.

- Stana, eu preciso falar com você – saiu puxando a amiga até uma sala vazia. A escritora não sabia que Stana tinha visto o que a tal mulher estava aprontando por isso tratou de tira-la do caminho antes que a atrix acabasse fazendo uma besteira. O rosto de Stana revelava que não apenas tinha visto como estava bufando de raiva. Percebendo que estavam seguras para conversar, Dara tornou a perguntar – quem é essa mulher com o Nathan?

- Você quer dizer essa aproveitadora. O nome dela é Krista. Eu vi uma foto que dela no twitter dele. Encontrou-a num evento. Agora ela deve achar que são melhores amigos. Típico do Nathan, não sei como ele consegue atrair tanta piriguete! Acho que tem o radar estragado, só pode! – ela estava irritada, nervosa e se roendo de ciúmes por ver uma outra mulher roçar seu corpo no do seu marido e não poder fazer nada.

- Calma, Stana. De nada vai adiantar você ficar com raiva. Nathan não tem escolha se não entrete-la um pouco. Do jeito que essas mulheres são, mesmo se colocássemos vocês para fazer uma cena agora, aposto que ela não arredaria o pé daqui.

- Esse não é o problema. Você sabe como Nathan é. Quer ser solicito com todos, bancar o melhor anfitrião e acaba enviando todos os sinais errados. Dara acha que essa mulher veio aqui por curiosidade sobre o trabalho dele? Nada! Ela veio sonda-lo, tentar ganhar um jantar e você sabe mais o que... – ela andava de um lado para outro – droga! Droga! Por que você tem que ser assim, Nate? Tenho vontade de socar a cara dela.

- Hey! Se continuar assim, vai acabar deixando transparecer sua raiva. Ai, além de explicar o ataque de possível ciúmes, ainda vai atrair a desconfiança dos demais. Não confia no Nathan?

- É claro que confio nele. Não confio é nessas mulheres. Você mesma viu o jeito daquela atriz com ele ontem. Agora isso! Dara, ele a conhecia de anos, ela era atriz pornô!

- Quem? Krista? – então era essa a preocupação de Stana, que Nathan e a atriz tivessem um passado, na cama – faz mais sentido agora.

- O que? – ela olhou para amiga com um olhar digno de Kate Beckett.

- Já entendi seus ciúmes, não a culpo. Mas, Stana você precisa esquecer sua crise de ciúmes, se concentrar para atuar porque caso contrario será você quem vai colocar o segredo de vocês a perder.

- Eu sei, eu sei. Só que não tenho sangue de barata! Eu juro, se essa mulher tentar qualquer coisa mais ousada com ele, eu não respondo por mim – vendo o nervosismo de Stana sair do controle, Dara a segurou pelos braços chacoalhando-a.

- Escute! Nada de loucuras, está entendendo? Controle-se! – viu as lágrimas se formarem nos olhos dela – me escute, Stana, você não fará nada do que poderá se arrepender. Está com a cabeça quente, imaginando mil coisas que nem aconteceram. Nós iremos até o banheiro, você irá lavar o rosto, respirar fundo e refazer a maquiagem. Eu vou dar um jeito de encurtar esse encontro colocando-os de volta no set. Vamos trabalhar, é o melhor que fazemos.

As suas saíram da sala apenas para dar de cara com Nathan e Krista no corredor. A cena, Dara reconheceu, deixaria qualquer pessoa louca de raiva. A mulher se projetava no corpo dele pressionando-o contra a parede. Então, as duas pressenciaram algo de cair o queixo. A tal Krista avançou sobre ele beijando-o, ou melhor dizendo, devorando-o enquanto suas mãos deslizavam pelo corpo de Nathan até apertar o meio de suas calças. Sem saída, por conta da arapuca em que se metera, ele se viu envolvido por uma mulher persistente que sabia exatamente o que queria.

O queixo de Stana caiu ao ver aquilo. Cerrou os punhos e impulsionou o corpo para avançar na piriguete, mas Dara com muita força conseguiu dete-la evitando o pior. Involuntariamente, ela deixou escapar um gemido angustiado seguido de uma palavra  sussurrada em meio a dor.

- Não...

Stana saiu quase correndo dali. As lágrimas começavam a escapar. Entrou no banheiro trancando-se em um dos cubículos dexando as lágrimas escaparem. Dara certificando-se que ela estava segura, apenas precisando de um momento para se recompor do choque, voltou ao corredor onde Nathan estava. Surpresa ao ver que a mulher ainda o atacava, apesar de vê-lo afastando-a de si.

- Pare, Krista! Quem lhe deu o direito?

- Ah, qual é, Nathan. Você estava querendo isso desde aquele evento. Agora mesmo ficou todo galanteador, sorrindo, se autopromovendo, estava na cara que queria um beijo e muito mais que isso. Podemos sair daqui agora direto para um festival de sexo que você nem conseguiria imaginar, meu amor. Posso te levar a loucura de tantas formas... e sabe o que é melhor? Você pode colocar onde quiser...tome tudo! Tudinho...

Dara não estava acreditando naquela cena. Que safada! Vulgar! Nathan não podia....simplesmente não podia fazer isso com Stana.

- Krista, eu.... – reunindo forças diante do choque, falou – é melhor você ir andando.

- Está me dispensando, Nathan? Não quer uma tarde de prazer intenso ou você não dá conta? – ela provocou.

- Não posso, tenho que trabalhar. Vá embora.

- Tão certinho... podemos fazer isso hoje à noite, eu te dou meu número , no meu hotel. Que tal? – novamente ela apertou as partes dele.

- Não! – ele tentou ser mais enfático sem ser grosseiro – eu disse que não posso. Krista, vá embora. Eu não quero me envolver em relacionamentos agora.

- E quem falou em relacionamentos? Estamos falando de sexo, excelente sexo. Quero transar até seus neurônios explodirem. Eu posso fazer isso... – quando ela tentou agarra-lo novamente, ele se desvensilhou dela com determinação.

- Já disse não. E por favor, não me procure – ao virar-se deu de cara com Dara – a quanto tempo você está aí?

- Tempo suficiente para saber que você está em apuros...

- Cadê ela? – Dara o calou por um momento, apontando com a cabeça na direção de Krista que ainda estava ali, aparentemente possessa.

- Com licença, você quer que eu lhe mostre a saída? – Dara olhava para ela com desdém.

- O que foi? É você que ele está comendo? Que desperdício! Você é um frouxo, Nathan. Covarde e frouxo. Negando fogo! Quer saber? Tenho mais o que fazer. Eu sempre achei que você era gay, talvez não tivesse tão errada.

- Saia daqui antes que eu chame a segurança para escolta-la.

- Quanta gentileza! – ironizou e saiu pisando duro pelo corredor. Dara pode ver o pavor no rosto de Nathan.

- Cadê a Stana? Dara, eu não... oh, Deus! Ela viu?

- Uma parte. Ela está louca de ciúmes e esse amasso foi a gota d’agua. Você terá que ser paciente. Não vai dobra-la tão facilmente.

- Mas eu não fiz nada! Ela não pode...

- Sei que não fez, mas o simples fato dessa mulher estar aqui, não torna nada mais fácil. Você precisa consertar isso. Eu poderia te ajudar, mas nesse momento, ela não ouviria. Está no banheiro feminino, vem comigo.

Dara o levou até o banheiro onde Stana ficara se acabando de chorar. Pedindo para ele esperar do lado de fora, ela entrou para ver como a amiga estava e se ainda era a única pessoa no banheiro. Stana olhava-se no espelho. O rosto estava seco apesar dos olhos não esconderem o quanto chorara.

- Como você está?

- Como você acha? Confusa, chateada, irritada... o que você está fazendo aqui? Disse que ia cuidar de livrar-se daquela, daquela zinha!

- Ela já foi... Stana, olhe, Nathan está aí fora. Ele quer falar com você... ele insiste.

- Não quero falar com ele – resoluta. A porta do banheiro se abriu, Nathan entrou. Aproximou-se dela procurando toca-la, porém ela se esquivou. Não conseguia olhar para ele. Não queria. Estava demais irritada para encara-lo agora. A imagem do beijo, o jeito como a pirirguete o agarrara. Era demais, um soco no estomago. Sentia-se enjoada.

- Stana... eu não fiz nada... por favor, fale comigo. Por favor, amor! – os olhos dele suplicavam por uma palavra. Dara sentiu pena da maneira como os dois escolhiam lidar com isso. Saber que essa briga era por nada, somente a tornava mais irracional. Porém, em relacionamentos, nada se resolvia de cabeça quente. Ela ergueu os olhos para fita-lo pela primeira vez. Ele estava triste, preocupado, estava ali nos belos olhos azuis. O aperto no peito voltou a incomoda-la.

- Não posso falar com você agora, Nathan. Simplesmente não posso! – fugindo do seu contato, ela caminhou até a porta – Dara, eu não posso ficar, não tenho condições. Você inventa uma desculpa? Eu não vou para casa hoje. Vou ficar no meu apartamento com Gigi.

- Stana, espera! – quando ele fez menção de sair atrás dela, Dara o segurou.

- Não, deixe-a. É melhor que passe um tempo sozinha. Precisa esfriar a cabeça.

- Mas eu não fiz nada, Dara!

- Eu sei. Só que não é apenas o fazer que está corroendo seus pensamentos. É a possibilidade de isso acontecer, o domínio do ciúme a envolver e ela não puder colocar seus medos e sentimentos para fora como qualquer pessoa em um relacionamento normal. Apenas espere, ela mesma cairá em si.

Stana passou feito um furacão pelos corredores do estúdio. Chegando em seu carro, pegou seu celular e discou.

- Gigi?

- Hey, sis. Tudo bem?

- Não, não está nada bem. Estou indo para o apartamento – alarmada, Gigi fez o que podia.

- Eu te encontro lá.



Continua....

3 comentários:

cleotavares disse...

Gente, que confusão. E eu que achei que essa Krista não apareceria na fic. Mas, gostei, quero vê na reconciliação as "coisas" esquentarem, kkkk.
Fic do meu "core".

Marlene Stanatic Caskett disse...

MARGENTE!!!!!!
Não sei quem foi mais Bitch,mas creio que a Krista ganha sem dúvida. Anne sendo Anne não tem coisa mais linda,colocou a atriz no seu devido lugar U. U
Mal posso esperar pelo próximo ainda mais por que teremos Gigi... Não sei o que sinto com relação ao Nate =\ e a Dara sempre rainha ♡

Debora leal disse...

gente o clima ficou pesado como bem disse anne ele vai dormir no sofa anne muito fofa mas agora o nathan esta encrencado e agora como ele resolvera isso primeiro foi o lance do cafe com a outra atriz agora com essa tal krista sabendo que sua esposa nao esta nos melhores dias parece que agora vai tomar bronc da gigi tbm com as katic nao se brinca que venha o proximo capitulo