domingo, 26 de junho de 2016

[Castle Fic] KaRma Castle




KaRma Castle

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Romance
Histórias: Parte do projeto – Guilty Pleasures   
Quando: S7 – entre 7x17
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados!
Beckett começa a se questionar sobre carreira e estabilidade. Ela sente que todos estão avançando menos ela. Vendo a apreensão da esposa, Castle pensa em alegra-la com uma pequena surpresa. O tiro sai pela culatra e ele acaba machucado, o que pode lhe render algo bem interessante como recompensa.

Nota da Autora: Oitava história do projeto – Guilty Pleasures. Essa sugestão veio da Vanessa, conversamos e eu escrevi essa ideia. Não quero me ater ao que Kama Sutra prega ou como fazer sexo, daí o trocadilho no nome. Contexto é sempre importante em oneshots NCs. Obrigada, Van! Aliás, você sempre me salva em nossas discussões. Espero que gostem.

O próximo desafio talvez em Julho? Botem a cabeça para funcionar! Confesso que tenho duas ideias já, mas estão difíceis de desenvolver. Preciso de tempo! Desejo ou fantasia de Castle e Beckett, ok? Lugares... de preferências lugares públicos ou difíceis (não impossíveis, por favor!), cenários, roleplay...    

Lembrem-se é TOP15 a situação tem que ser boa! Deixem as ideias no post oficial do projeto.





KaRma Castle


Beckett entra no escritório com uma bandeja trazendo o almoço de Castle. Ele está sentado em frente ao seu notebook tentando escrever com apenas uma mão. O braço direito na tipoia deixava-o extremamente irritado. Seu rendimento digitando palavras caíra absurdamente.

– Você sabe o quanto é frustrante usar apenas uma mão para escrever? – disse visivelmente chateado. Não esperava que Beckett entendesse.

– Tem certeza que não quer comer na mesa da sala de jantar?

– Vou perder mais tempo se fizer isso.

– E como acha que vai escrever e comer com uma mão ao mesmo tempo?

– Você vai fazer aviãozinho? – perguntou com a carinha de cachorro pidão, o que fez ela balançar a cabeça e sorrir – por favor?

– Você não tem jeito. Devia ter pensado nisso quando decidiu testar a tal posição do Kama sutra.

– Ah! Então, agora a culpa é minha? Tudo que eu fiz foi para melhorar seu estado de espirito. Você estava chateada com o lance da detetive de Hong Kong, com a sua carreira, reclamando da vida. Então lembrei da promessa que fizemos, de nunca nos tornarmos chatos, um casal sem chama, que vive de rotina. E você ficou bem interessada na hora...

– Fiquei, mas o resultado...

– Hey! Eu sou a vítima aqui, você me empurrou!

– Nossa, Castle! Como você está rabugento! Por que homens são piores que criança quando ficam doentes?

– Você também estaria se ficasse sem um dos seus braços durante três semanas. Não sei porque essa droga de luxação demora tanto para melhorar – disse ele apontando para a tipoia em seu braço. Beckett o abraçou por trás, beijando-lhe o pescoço. A mão acariciava o braço machucado de leve. Podia imaginar o quanto aquilo o chateava. Talvez pudesse fazer algo para lhe confortar e colocar um sorriso naquele rosto. Ela fazia uma trilha de beijinhos na nuca dele.

– Desculpe, babe. Sei que não é fácil e acredite apesar de tudo adorei ver você tentando manter nossa relação apimentada. Cumprindo a promessa e confesso que não estava nos meus melhores dias. Vamos, saia da frente desse computador. Iremos comer na sala, juntos, como um casal – ele a fitou – e sim, eu faço aviãozinho – e beijou-lhe os lábios em seguida. De mãos dadas, seguiram para a sala de jantar.

Sentados à mesa, Kate comia e alternava sua atenção dando colheradas do almoço a Castle. Eles conversavam sobre diversos assuntos inclusive a decisão dela em se tornar capitã. Para ele, era difícil vê-la abandonando as ruas, porém a apoiava na escolha.

– Você pretende estudar hoje?

– Preciso se quiser passar no exame daqui a três semanas. Por que?

– Nada...

– Castle...

– É porque quando você estuda esquece de mim, sem o braço não posso me distrair no videogame, aí fico sozinho – ela ofereceu uma outra colher de comida para Castle sorrindo, beijou-lhe o rosto.

– Devia ter pensado antes, nas duas últimas semanas venho me dividindo entre cuidar de você, trabalhar, mal tenho tempo para ler os livros preparatórios, amor. Sei que não é o melhor momento, mas se não fizer isso agora...

– Você podia esperar um exame de Lieutenant... assim tinha uma promoção e continuava investigando nas ruas.

– Por que? Com o meu tempo de polícia, eu poderia chefiar um distrito. Gates concorda. Se eu não passar para capitã, penso no que você falou. Espera, você não me quer no comando?

– Não, amor. Claro que quero, sei que tem competência para isso, mas você não estaria mais investigando e sei o quanto ama as ruas e...

– E você não teria a chance de investigar comigo. É isso que o incomoda? Ou isso é um resultado do Castle ranzinza por dores e analgésicos?

– Um pouco de tudo? – ele sorriu como quem pede desculpas.

– É, quem diria que tentar apimentar nossa relação com Kama sutra nos traria tantos problemas. Tenho que concordar que foi muito bom, a experiência.

– Tem que ter sido bom para alguém – ele disse debochado – afinal foi por esse motivo que você me machucou.

– Eu não machuquei você. Eu me empolguei e então excitada eu...

– Exato. Eu lembro muito bem...


Três semanas antes...  


Fazia umas duas noites que ela estava muito irritada. Beckett fez uma reflexão dos últimos meses de sua vida e descobrira que tudo estava normal demais, certo demais, domestico. Essa foi a palavra que ela usara para descrever o momento da sua vida. Kate chegara a essa conclusão quando soube da promoção de um colega de academia para capitão. Percebeu que estava estagnada em sua carreira de detetive há anos e apesar de grandes feitos, agora sua vida parecia tão casual! Ela estava casada, feliz, trabalhando no 12th e só. Onde estava a faísca que nos deixa ansiosos pelo novo? Para onde foram os desafios? Nem ao menos os casos que investigara no último mês trouxeram algo diferente exceto por mais irritação durante o período devido a chinesa que a ajudou na investigação. No fim, após reclamar deitada ao lado de Castle sobre como estava sua vida, resmungando e revirando os olhos quando ele apenas tentava ajuda-la, ela tomou a decisão de prestar o exame para capitã.

Isso trouxe uma nova motivação para Beckett, porém todo aquele período de auto avaliação criou uma preocupação para Castle. Ele se recordara da promessa que fizera a ela sobre não deixar a relação deles cair na rotina. Talvez fosse um bom motivo para tentarem algo novo, entrar no embalo da mudança e propor algo que já quisera fazer antes. Na verdade, ele já tinha sugerido a Beckett para brincarem um pouco com o livro do Kama Sutra, testar algumas posições. A resposta da esposa foi um “não” enfático.

Ele tentaria outra vez. Estavam em casa naquela sexta-feira. Chegaram do distrito por volta das sete e Kate estava fazendo algo rápido para jantarem. Castle correu em seu escritório e após uma rápida pesquisa em seu notebook, pré-selecionou as posições que poderiam tentar. Algumas, ele tinha dúvidas se conseguiria fazer, mas estava disposto a tentar. A concentração era tão grande que sequer percebeu que ela entrara no escritório e se colocara atrás dele, pronta para surpreende-lo.

– Castle, você está vendo pornografia na internet? Qual o problema com você? Eu pensei que estava jogando! – ele tinha os olhos arregalados pelo susto, recuperou-se rapidamente e aproveitou a chance para convence-la.

– Claro que não! Eu não preciso da internet com a esposa que tenho! Não, Kate. Eu estava pesquisando e...

– Sabe, essa desculpa de pesquisar para um livro está ficando muito velha.

– Não é para um livro. Era para nós.

– Ok – ela botou as mãos na cintura – você elogia sua esposa e depois diz que fazer amor comigo está ficando chato? Porque se é isso que está parecendo, não se preocupe, eu posso parar de vez.

– Não! – o pavor foi tão grande que ele agarrou a mão dela e quase ajoelhou-se suplicando – não é nada disso, deixe-me explicar. Eu estava pensando em brincarmos um pouco. Que tal tentarmos algo novo, algo no estilo Kama Sutra?

– De novo essa história, Castle? Você já tentou me convencer no mês passado e eu disse não. O que o faz pensar que aceitarei agora?

– Porque você está mais excitada com seus novos desafios? – ele perguntou relutante sorrindo para tentar faze-la concordar – além do mais, você me pediu para não deixar nossa relação cair na rotina, isso é algo que podemos fazer. Vamos, Beckett. Cadê aquela mulher sexy que me provocava anos atrás dizendo ser flexível, me atiçando e me fazendo sonhar com as posições que ela era capaz de fazer?

– Você sonhava com isso? Comigo sendo flexível na cama?

– A inspiração para Nikki tinha que vir de algum lugar... como você acha que escrevi as cenas quentes dos meus livros antes de estar com você. Aquela cena com Rook em Frozen não se escreveu sozinha... a melhor ferramenta de um escritor são seus sonhos e a imaginação para descreve-los no papel – ela revirou os olhos por pura comodidade, gostou de saber que sempre povoara a mente dele, especialmente nesse quesito – esse não é o ponto da conversa. Quero mostrar algumas posições que podemos tentar.

– Castle, eu não acho que seja uma boa ideia.

– Ah, Beckett, por favor, apenas olhe as figuras. Dê uma chance – ele mostrou a primeira foto para a esposa – que tal?

– Desastre total, você pode se machucar.

– Hum, vejamos a segunda – ele clicou em outra – que tal?

– Essa podemos fazer sem qualquer desafio só precisamos estar no clima e bem a fim de sexo. Podemos encarar como uma rapidinha. Quem sabe um dia?

– Estou falando de hoje ou amanhã....

– Castle... vamos jantar.

– Não, espere... – ele a seguiu com o notebook na mão estava determinado em faze-la aceitar a brincadeira – volta aqui, Kate – ela já estava sentada na mesa colocando o risoto em seu prato quando ele deixou o notebook sobre o balcão e de pé ao lado dela, abaixou-se e sorveu-lhe os lábios apaixonadamente pegando-a de surpresa. O jeito como ele brincava com a língua no interior de sua boca a fazia gemer baixinho, quase ronronar como uma gata.

– Agora, tenho mais uma e particularmente, acho que tem tudo a ver conosco...

– Castle... não adianta chantagear. Não pense que porque me beijou assim que vai me convencer e... – ele a beijou outra vez, segundos depois, ele se afastou sorrindo.

– Ah, detetive Beckett posso fazer isso a noite toda... dê uma olhada...

– Depois do jantar, ok? – ela sussurrou – A comida vai esfriar.

Castle se satisfez com a promessa. Sentou-se ao lado dela e se ateve ao jantar que estava maravilhoso. Mudaram de assunto, riram e ele fez o possível para evitar a palavra naqueles instantes. Sabia que estava bem próximo de convence-la, Beckett sempre gostava de coisas diferentes não havia motivo para descartar uma experiência baseada em Kama Sutra. Ela cederia no fim. O jantar seguiu-se de uma taça de sorvete que ele serviu para dividir com ela no sofá. Estavam abraçados, quase terminando o sorvete quando com os lábios gelados, Castle começou a beijar seu pescoço causando cocegas e arrepios em Beckett. Ela ria e jogava a cabeça para trás.

– Pare, Castle... seus lábios estão gelados – ele estava adorando ver o jeito que sorria e apreciava o momento, ele abocanhou a orelha dele – hum, isso é bom... – sentiu as mãos dela em seus braços. O sorvete foi esquecido. Logo o lóbulo foi abandonado, trocado pelos lábios também gelados de Beckett. Ficaram vários minutos nessa troca de carinhos, beijos até que a temperatura começou a subir. Logo, ambos iam querer mais. Castle usou isso a seu favor. Desabotoou a calça dela, as mãos acariciavam o estomago. Beckett intensificou o beijo. Ele pretendia não mostrar a outra posição, queria apenas sugeri-la quando estivessem bem próximo ao ato.

Quando sentiu que ele já se livrara de sua calça, ela não perdeu tempo tirando a camisa dele e jogando sua própria camiseta no chão da sala. Ele deitou-se sobre o corpo dela no sofá, apenas queria excita-la para então seguirem para o quarto. Os toques, os gestos, faziam o corpo de ambos falarem, clamar por mais. Ele brincava com os seios dela, sugando-os, tocando-os, tudo sobre o tecido. Viu os mamilos enrijecerem sobre a renda quase implorando para serem provados. Abriu o fecho frontal descartando a peça, ao menos tirando-a de seu caminho. Os lábios não resistiram ao belo par de seios a amostra.

Castle beijou um dos mamilos antes de roçar seus dentes e abocanha-lo. O gemido dela disse tudo. Estava ficando excitada. Com um seio nas mãos e outro sendo literalmente degustado pela sua boca, ele não tinha pressa. A respiração de Kate tornou–se mais pesada, rápida. Queria muito mais. Sentiu a mão de Castle escorregar por entre suas pernas, apertou seu centro e pode perceber que ela já estava úmida. Sorriu ao levantar a cabeça do meio dos seios dela para fita-la.

– Vamos para o quarto, Castle... quero você.

Ele não esperou uma segunda ordem. De mãos dadas, eles quase correram para a cama. Ainda trocavam beijos. Castle tirou a calça que usava apenas para revelar o membro já extremamente excitado. Ela o tocou provocando espasmos de prazer por todo o corpo dele. Não ainda, ele pensou. Castle a deitou na cama, jogando seu peso sobre o corpo dela. As bocas mantiveram-se ocupadas numa dança prazerosa enquanto as mãos percorriam os caminhos disponíveis de pele. Ela sentiu a mão dele no meio de suas pernas e pediu.

– Agora, por favor...

– Não, ainda não... – ele se colocou entre as pernas dela afastando–as um pouco e flexionando-as contra o estomago dela. Ficou de joelhos. Antes de pensar em penetra-la, Kate já tinha entendido o que pretendia e confessava internamente a si mesma que parecia interessante, estava muito excitada para não se deixar levar pela novidade.

Ele queria apimentar um pouco mais, então usou a posição para estimular seu clitóris. Ao sentir os lábios dele em seu centro, ela gemeu contorcendo o corpo.

– Parece bom para você, detetive? – provocou.

– Sim, Castle...sim...faça... – satisfeito, ele brincou provando-a, massageando seu clitóris, querendo-a realmente a fim para possui-la.

– Vamos brincar de munição, Kate... – foram suas palavras ao se posicionar de joelhos com as pernas dela flexionadas contra a barriga. Os joelhos encostando em seu peito deixando a vagina exposta pronta para recebe–lo. Castle a moveu um pouco mais de maneira que seus pés ficassem contra seu tórax. Ele a penetrou de uma vez. Ela soltou um grito de prazer ao senti-lo dentro de si. Sorriu satisfeita. O desejo nítido em seu olhar.

– Sim, pode usar sua arma... isso é bom...oh! – ela gemeu quando Castle começou a se movimentar dentro dela. Segundo a segundo, eles se deixavam entrar cada vez mais no clima e Kate percebeu que a ideia dele não era tão ruim afinal. Sentia-o bombeando dentro dela, aprofundando-se, indo e vindo, criando sensações muito gostosas.

O corpo de Kate reagia a cada estocada, os arrepios, os toques. Apesar de estar se segurando em suas pernas para garantir seu equilíbrio, ele conseguia deixar suas mãos escaparem de vez em quando para apertar-lhe um dos seios. O desejo crescia a cada minuto. O ritmo das estocadas aumentavam levando seu corpo ao limite. A onda de prazer passava a atravessar o corpo de Kate fazendo-a começar a tremer. Os espasmos involuntários da proximidade do orgasmo, deixaram-na empolgada. Gemia mais alto e pedia mais. Castle obedecia aprofundando-se dentro dela. Então, quando Kate sentiu a explosão acontecer contorceu seu corpo e por puro reflexo, esticou as pernas com força contra o peito dele empurrando-o com vontade. O gesto o pegou de surpresa e Castle se desequilibrou caindo direto no chão soltando um grito.

Kate estava tão envolvida pelo orgasmo que levou alguns segundos para processar o que havia acontecido.

– Castle? – percebeu que ele estava no chão caído sobre o braço. Em seu rosto, uma careta de dor. Por impulso, ela se levantou para ajuda-lo – como isso aconteceu? Você caiu... da cama – ela começou a rir.

– Hey! Você me empurrou...

– Eu? – ela falou entre risos – eu só...oh... sinto muito, babe. Deixe-me ajuda-lo – ela foi tocar no ombro direito dele, mas Castle reclamou na hora – deve ter deslocado. Posso resolver isso. Sente na cama – ele sentou, porém foi logo acrescentando.

– Você não vai resolver nada, já me deu um empurrão. E logo quando estávamos chegando na melhor parte... aiii!

– Deixa de ser exagerado, Castle. Eu apenas toquei em seu braço. Deixe-me ver – relutante, ele deixou-a toca-lo – esse é o resultado da sua experiência com Kama Sutra, satisfeito agora? Apesar de que para mim estava bem prazerosa... não posso reclamar... – ele sorriu.

– Não, mesmo...você estava adorando...eu sei o que você gosta, Beckett...– ele falou sussurrando, viu o sorriso dela. Kate se aproximou e beijou-o nos lábios, provocando. Ele se deixara envolver a ponto de quando ela se afastou somente sentiu o estalo e a dor. Ela puxara seu braço para colocá-lo no lugar, exceto que não ajudara.

– Você me enganou! Usou seus truques de sedução e me enganou, Beckett.

– Você precisava de uma distração...

– Não funcionou...está doendo muito.

– Vai funcionar, só precisa de tempo e descanso. Vamos dormir, garoto da munição.

Contrariado, ele subiu na cama e acomodou-se ao lado dela deitado de barriga para cima a fim de evitar maior dano ao seu braço, ela se inclinou sobre o corpo dele tomando cuidado para não machuca-lo ainda mais e beijou-o carinhosamente.

– Eu sinto muito, babe. Não foi minha intenção e para sua informação, estava muito bom. Você tinha razão. Amanhã tudo ficará melhor. Vamos dormir.

Infelizmente, Beckett estava errada e na manhã seguinte, o braço direito de Castle amanheceu inchado e muito dolorido, após irem no médico não deu outra. Ele tinha uma luxação e precisava ficar com o braço imobilizado na tipoia por três semanas. Ela não aguentou as palavras dele.

– Definitivamente eu odeio Kama Sutra.


Dias atuais...


– Tudo bem, foi minha culpa. Por que você acha que estou cuidando de você? Fazendo as refeições, ajudando-o com o banho, administrando remédios, compressas, tendo o maior cuidado com o seu braço? Eu sei que foi minha culpa. Estraguei sua fantasia, babe.

– Se você se sente tão culpada, talvez possamos tentar de novo, não apenas a munição... outras posições?  – a carinha dele de antecipação fez Beckett sorrir.

– Castle, essa ideia está completamente descartada. Não aceito. Eu não quero vê-lo machucado outra vez, além disso estou convencida que nós não precisamos de Kama Sutra quando o assunto é se divertir na cama. Ambos temos muita imaginação... e se você se machucar, serão mais semanas sem diversão... já pensou nisso?

– E sua lógica acaba de me lembrar porque eu não gosto mais de Kama Sutra. Somos melhores juntos do que um livro estúpido. Bobagem minha. Eu sei que você inclusive negligenciou seus estudos por causa disso. Obrigado, amor. Felizmente, amanhã acaba essa tortura. Você vai na consulta comigo?

– Vou. Agora, vamos trocar de roupa que eu preciso ler ao menos um capitulo – com toda a paciência do mundo, Kate ajudou-o a tirar a roupa, esperou ele lavar o rosto. Sentou-se na pia e calmamente passou o creme de barbear no rosto de Castle. Ele sempre aproveitador da boa vontade e da disponibilidade de Kate, resolveu brincar com ela. Buscou seus lábios sujando-lhe o rosto de creme.

– Castle! Assim não está ajudando... deixa eu terminar de fazer sua barba.

– Pensei que gostasse quando ela está ralinha assim... – provocou.

– Gosto, mas amanhã você tem médico e não é como se eu fosse usufruir dela agora.

– Meu ombro está luxado, minha boca está funcionando muito bem, assim como o resto do corpo. Quer testar? – ele voltou a beija-la lambuzando o rosto e o pescoço de Kate com o creme.

– Você não está ajudando... preciso estudar... – ela falava quase sem forças – por favor...

– Tudo bem, mas deixa eu tirar esse negócio e o médico dizer que estou curado. Você não me escapa – ela riu. Tornou a passar o creme em Castle e deslizou o aparelho com delicadeza na pele fazendo a barba do marido. Depois lavou o próprio rosto tirando o creme também de seu pescoço. Aplicou a loção e beijou-o ao terminar. Depois, ajudou-o a vestir o pijama e foi buscar a bolsa de agua quente para a última compressa da noite. Para que ele não se sentisse sozinho, ela ficou deitada em seu peito acariciando-o enquanto a bolsa perdia seu efeito. Ao acabar o tempo, ela beijou-o outra vez e saiu na direção da cozinha. Deu o remédio da hora e deitou-se ao seu lado com o livro nas mãos. Em poucos minutos, ele se acomodara para dormir, ela percebeu ao ouvir a mudança no ritmo de sua respiração. Cansada, colocou o livro na cabeceira e rendeu-se ao sono deitada com o corpo colado ao dele.

No dia seguinte, a visita ao médico foi o que Castle esperava. O braço estava bem e podia realizar a maioria das funções. Apesar de ainda precisar tomar algumas medicações, ele estava liberado para se alimentar, escrever e fazer o básico. Nada de exageros com pesos pelas próximas duas semanas para evitar que a luxação voltasse. Kate ouviu todas as recomendações do doutor e ficou maquinando uma ideia em sua mente.

Queria encontrar uma maneira de deixa-lo feliz após a tentativa frustrada do Kama Sutra. O médico acabara de lhe dar essa ideia, precisava apenas conseguir alguns acessórios. Podia ser clichê, porém ela tinha certeza que Castle não se importaria.

Duas noites depois, Castle estava no escritório empolgado por poder escrever outra vez. Passara a tarde inteira trabalhando em seu livro o que deu a Beckett a chance de estudar também. Dizendo a ele que ia tomar um banho, ela inclinou-se para beija-lo.

– Não se esqueça, seu próximo remédio é as oito da noite! – ela repetiu o gesto brincando com os lábios dele, mordiscando-os – e escreva por mais quinze minutos apenas, não quero você reclamando de dor depois. Nada de exageros, lembra? – sorrindo, entrou no quarto para se preparar para a pequena surpresa que faria para Castle.

Quando terminou de se arrumar, ela espiou da porta do banheiro se ele estava no quarto. Sorriu ao perceber que não. Então, pegou o comprimido da vez e um copo com agua ficando no meio do quarto, chamou por ele.

– Castle... hora do remédio. Vem aqui...

Castle não acreditou no que via ao entrar no quarto. Kate Beckett vestia um uniforme branco de enfermeira. Não um qualquer, era uma enfermeira vadia. O decote bem cavado revelava a curva dos seios praticamente a amostra, a saia era micro, mal cobrindo a calcinha e deixando as pernas expostas para seu deleite. Ela fizera um coque nos cabelos e o pequeno chapéu com a cruz vermelha estava preso na cabeça. Usava um batom vermelho convidativo a devorar-lhe os lábios. Nas mãos, o remédio. Ele sorriu.

– Oh meu Deus! É você, Beckett ou essa seria a Nikki?

– Posso ser a Nikki, afinal ela é um pouco safadinha demais, não? Enfermeira Heat para você, Sr. Castle. Está na hora de seu remédio se quiser melhorar e receber um tratamento especial.

– Claro que sim, enfermeira Heat, jamais desobedeceria a ordens suas – ele tomou o comprimido bebendo a agua bem devagar fixando seu olhar nos lábios vermelhos dela. Desejava aqueles lábios tão intensamente... – eu preciso desesperadamente beijar sua boca. Esse batom está me deixando louco...

– E está esperando o que? – ele avançou contra Beckett tomando-a em um beijo avassalador. Não sabia dizer se era o jejum das três semanas, o batom vermelho ou a roupa que usava, mas certamente algo no conjunto fez Castle simplesmente surtar. Aquele beijo trouxe lembranças de outras vezes em que se beijaram com uma paixão, um desejo fulminante se apossando de seus corpos. Como ela gostava quando ele a pegava de jeito. Gemia em seus lábios, incentivando-o a continuar. Porém, ela devia estar no comando, ele era o paciente. Contra sua própria vontade, ela quebrou o beijo.

Olhando para a intensidade daqueles olhos azuis, ela sorriu.

– Hum, Sr. Castle... hora de descansar. Já para a cama.

– Esse descansar tem um sinônimo, tipo cochilo?

– Você não deve exagerar, ainda está se recuperando. Lembra-se das ordens médicas? Estou aqui para fazê-lo relaxar. Está a fim de relaxar e descansar, Sr. Castle? Conheço uns truques interessantes. Deite-se.

Castle sorrindo feito um bobo, deitou-se na cama. Kate o fez realmente deitar como se fosse dormir. Ela subiu ficando de joelhos na cama. Empurrando-o para o centro. Devagar, começou a puxar a calça de moletom que usava trazendo consigo a boxer. Com cuidado, ela o fez erguer o peito e tirou a camiseta cautelosa com o ombro direito. Empurrou-o outra vez contra o colchão.

Agora foi a sua vez de posicionar-se como gostaria sobre o corpo de Castle. Ela sentou-se em suas pernas para que ele tivesse a visão do que pretendia fazer em seguida. Com o membro dele nas mãos, ela começou a acaricia-lo inclinando-se de modo provocativo para que ele prestasse atenção em seu decote. Ao inclinar, seios ficavam a amostra.

– Hum... está calor aqui, não? – ela abriu o único botão da blusa do uniforme e logo os seios ficaram a amostra. As mãos de Castle foram direto ao seu encontro – devagar, pode aperta-los, faz parte da sua fisioterapia. Mas ele não queria apenas toca-los ou aperta-los, queria prova-los. Teimosamente, ele ergueu o tronco da cama caindo de boca no meio dos seios dela. Kate deixou-o sugar e provar um deles porque ela também precisava de estimulo, então voltou ao comando após um gemido. Afastou-o e pode ver toda a luxuria em seu olhar. Empurrou-o outra vez – disse para tocar, obedeça.

– Já que você não sabe ouvir, vou cuidar da minha parte – dizendo isso, ela voltou sua atenção ao membro dele, massageava-o de cima a baixo, viu-o crescer em suas mãos, Kate abaixou-se e provou a ponta com a língua deslizando-a ao longo de toda a extensão ouvindo Castle gemer seu nome. A brincadeira estava apenas começando.

Propositadamente, ela saiu de cima dele apenas para mudar a posição. Ao fazer isso, o primeiro som que ouviu foi de reclamação. Somente ao perceber o que ela iria fazer, foi que ele deixou escapar um gemido de prazer. Beckett se posicionara com o bumbum na direção dele, não sobre o seu corpo, mas ao seu lado no colchão. Inclinou-se para alcançar o membro, ação que deixou o bumbum empinado para a apreciação de Castle. Foi quando notou que ela usava uma calcinha mínima, fio dental branca. Aquilo o fez gemer e causou-lhe uma dor imediatamente na virilha. O membro já excitado não via a hora de estar dentro dela.

A brincadeira não acabara ali. Beckett tomou-o na boca, provando, usando-o, provocando-o. Ele sentia-se perdido, completamente entregue nas mãos delas embora soubesse que seu destino, em algum momento, era o paraíso. Ela tinha seu próprio ritmo, seu próprio jeito de prova-lo e desfrutar do momento. Ouvir os gemidos e o seu nome ser pronunciado várias vezes era a sua recompensa. Sentiu quando a mão dele começou a acariciar as pernas dela subindo em direção ao bumbum. As mãos dele chegaram ao meio de suas pernas e apertaram-na como se pedisse licença para entrar. O arrepio de prazer percorreu-lhe o corpo. Aumentou o ritmo no membro de Castle e apertou-lhe as bolas. Ele gritou.

– Meu Deus...

Ela sentiu acariciando seu centro. Instigando-a. pagou na mesma moeda. Sabia que ele estaria em ponto de bala em poucos minutos. Para mexer ainda mais com sua mente e também com a dele, ela falou.

– Sr. Castle, pode tirar minha calcinha? Ela está atrapalhando... – ao vê-lo erguer uma das mãos, ela brigou – nada de mãos, ela é descartável. Use os dentes – e tornou a colocá-lo em sua boca chupando para servir de incentivo. Castle estava perto dos céus. Ele certamente iria usar os dentes, ah se ia! Debruçou-se na direção do traseiro dela e roçou os dentes na pele de uma das bochechas para depois beija-la. Somente então, ele usou os dentes como ela pedira para romper a calcinha. Não resistindo, ele a provou fazendo Kate gemer e umedecer ainda mais com o gesto. Ela não estava mais aguentando queria tê-lo dentro de si, precisava senti-lo dentro de si.

Ela continuava com o membro na boca, mas as pernas estavam quase bambas diante do incentivo que Castle lhe dava. Quando ele se afastou, ela viu a oportunidade de recompor-se e concluir o ato. Engatinhou pelo colchão até poder sentar-se nas coxas dele. Trocaram um olhar e Castle sabia o que viria a seguir.

– Cure a minha dor, Nikki...

Ela não se importou com as palavras dele. Apenas se deixou deslizar sobre o membro de Castle extasiada pela sensação de preenchimento envolvendo seu corpo. Apoiou suas mãos no peito dele e começou a mexer-se. Em poucos minutos, ela já imprimia um ritmo acelerado, com o desejo aflorando por todos os seus poros levando-a ao caminho do prazer. Castle espalmou as mãos no traseiro dela e ajudava nos movimentos. Não demoraria muito.

O orgasmo a fez gritar. Castle a seguiu sentindo o peso dela sobre seu corpo, tremia e gemia. Ele ainda estocava não querendo ceder ao que era iminente. Ao ouvi-la dizer seu nome, ele não se segurou e gemeu recebendo o alivio do orgasmo com vontade. Chegara ao paraíso.

Não sabia quanto tempo ficaram naquela posição apenas ouvindo a respiração um do outro. Não importava. O coração dela estava mais calmo agora. Ainda tinha a blusa e a microssaia em sua cintura. Ela beijou o peito dele para em seguida buscar-lhe os lábios. Ele agarrou-lhe parte dos cabelos próximos a nuca acariciando e trazendo sua boca de encontro a dele. O beijo foi sedutor e ainda assim, apaixonado. Pequenos gemidos escapavam dos lábios de Kate. Ela sorria. Quebrou o contato fazendo sua boca provar a pele dele, o gosto masculino. Suspirou apoiando a cabeça no peito dele. Castle voltara a acariciar os cabelos dela.

– Tudo bem?

– Bem nem começa a descrever o que estou sentindo. Você sabe como cuidar de um homem adoentado, Nikki.

– Não sou a Nikki, sou a Kate. E você estava merecendo um agrado após eu estragar sua fantasia.

– Se soubesse que uma queda da cama a faria se vestir de enfermeira safada para mim, acredite Kate, teria tentado o Kama Sutra há mais tempo. E para sua informação, quem precisa de um livro de relações sexuais quando se tem um furacão chamado Kate Beckett como esposa? Eles não têm ideia... – ela ria satisfeita por ver o quanto Castle apreciara sua pequena brincadeira.

– Agora, acho que é a minha vez de retribuir essa fantasia realizada.

– E o que você pretende fazer para se igualar ao que fiz, Castle?

– O melhor gesto que um marido pode fazer para sua esposa.

– Que seria? – ela perguntou curiosa.

– Fazer amor lentamente, provocando e despertando desejos. Tocando, sentindo e beijando e dizendo o quanto a ama através de gestos – o sorriso alargou-se no rosto de Beckett. Castle e suas palavras.

– Eu amo você, Rick... – ela disse fitando os olhos azuis. Castle sorriu e ao invés da tradicional resposta, perguntou.

– Você quer que demonstre qual seria a resposta adequada a sua colocação?

– Por favor, nem preciso responder... faça! – Castle tomou-lhe os lábios em um beijo sedutor que fora o primeiro de muitos que trocariam pela próxima hora em que fizeram amor.      



THE END 

5 comentários:

Camila Lorrane disse...

Wow que Ccapítulo Hot foi esse Ein kkkkkkkkk amei rashei com esses dois da poisiçao do Kama Sutra hahahahaha

Gabriela Mendonça disse...

Woooooooow... Só vc Kah, para fazer um capítulo ter o drama do Castle, ser quente bem queeeente e ainda assim fofo. Uma história quente e mantendo td essencia de Caskett!!!

rita disse...

Que capítulo foi esse Karen?? Tive que tomar água gelada para acalmar o coração (velho, mais ainda funcionando) e o corpo então!! Excelente e só poderia vir de uma escritora como você. Parabéns! Beijos querida e continue por favor.

cleotavares disse...

Ha! Daí você está lendo uma cena hot, de repente pah! o coitado do Castle se esborracha no chão, ri alto aqui. kkkkk Muito boa.

Luciana Carvalho disse...

Que cap lindooooo, amei Karen!!! Imaginei a cena de Castle caindo da cama na melhor hora!!
kkkkkkkkkkkk...Kate ficou tão empolgada q chutou o pobre homem!!
Não tem Kama Sutra q segure esses dois!!