terça-feira, 7 de junho de 2016

[Castle Fic] One Night Only?! - Cap.55


Nota da Autora: Conforme prometido. Segue a segunda parte do episódio duplo e a continuação do novo plot para ser discutido nos proximos capitulos. Dana quase ganhou o papel de protagonista para os proximos capitulos. Hahahaha! Preparem-se para o angst psicologico e não matem a escritora. Estou apenas tentando desenvolver a neurose de Kate que aparentemente não entende que está em um relacionamento com Castle ha algum tempo... ops! Parceria com beneficios! Enjoy! 

PS.: Muito obrigada pelos comentários! Adoro todos!


Cap.55  
Segundos podem definir o destino de alguém. Salvar uma vida, morrer, desistir. Foi exatamente um desses pensamentos que se passou na mente de Kate Beckett naquele instante. Acabou. Vamos morrer.
O carro deslizava rio abaixo, afundando-se a cada instante. Não! Não poderia morrer! Movida pela adrenalina e o desespero, Beckett começou a brigar com o cinto de segurança, não conseguia abri-lo. As  portas também não abriam.
- Ajude-me a achar minha arma, ela deve ter caído em algum lugar – disse Beckett.
- Talvez tenhamos que quebrar o vidro – respondeu Castle. Enquanto ela brigava com o cinto, Castle já se libertara e procurava a arma. A agua avançava sobre eles lentamente, logo ficariam submersos.
- Estou presa.
- Como assim, está presa?
- Meu cinto está quebrado e meu assento não se mexe – ele tentou abrir o cinto dela sem sucesso.
- E quanto a uma faca, você tem uma?
- Sim, no porta-malas – eles viam a agua adentrar o carro à medida que afundavam – estamos ficando sem tempo. Preciso que você encontre a minha arma para poder atirar no cinto – ele usava as mãos procurando algo em suas pernas.
- Não consigo acha-la – pegou a lanterna – fique aqui – ele mergulhou com a lanterna, as mãos vasculhavam o chão do carro, uma delas segurava o volante para lhe dar segurança, quando emergiu falou – eu encontrei – tomando folego, ele mergulhou outra vez, não antes de ver o olhar de pânico no rosto de Beckett. A arma estava presa em umas fiações do carro, ele usava toda a força que tinha para tentar arranca-la, mas não estava conseguindo ser bem-sucedido na tarefa. Estava lutando contra seu próprio folego. De repente, tudo fica muito calmo. A agua que se movimentava por causa dele estava estática. O pavor nos olhos de Beckett cresceu.
- Castle? – chamou por ele. Ela usava a mão esticando-a debaixo d´agua tentando toca-lo. Nada - Castle? – seu grito era urgente agora. A luz vinda da lanterna focava em um único ponto o que demonstrava não estar em movimento. A agua tomava o carro. Estava na metade das janelas. Ela não tinha muito tempo. Onde ele estava? Será que... não ousou completar o pensamento. Não podia. Tendo a agua quase cobrindo seu rosto, ela voltou a lutar. Usava toda a sua força para tentar arrebentar o cinto. Ele não poderia ter se afogado, não poderia... ela começou a bater no vidro. O carro estava completamente tomado por agua. A respiração era ínfima e Beckett sentiu seus pulmões arderem, as mãos que antes agarravam o volante com força, agora o soltavam. Era o fim.
O carro continuava a afundar no rio. Então, vários clarões surgiam de dentro do carro até que o vidro traseiro se espatifasse. Ele conseguira alcançar a arma, carregara a detetive e com muito esforço conseguira nadar de volta a margem do píer. Kate permanecia desacordada quando chegaram em terra firme. Havia engolido muita agua. Alguém já havia chamado uma ambulância. O próprio Castle ligara para a NYPD. Após um rápido procedimento de ressuscitação, Beckett colocou a agua para fora dos pulmões e recuperou a consciência. Um dos paramédicos lhe dera seu agasalho. Enquanto esperava Castle ser checado pelos médicos, ela fitava o rio. Já era noite.
Como isso foi acontecer? Parecia que ela e Castle sempre se metiam nos piores casos. Outra vez estivera perto da morte, escapara graças a ele. Seu parceiro. A ideia de ter que reviver e pensar sobre o significado disso lhe deixava nervosa, embrulhava seu estomago. Medo. Esse sentimento novamente. Até quando? Involuntariamente, ela se lembrou das perguntas de Dana. Só então percebeu que quase morrera e ainda não era capaz de responder à pergunta de Dana. Entendeu porquê. Estava emocionalmente envolvida. Era isso. Talvez tivesse que olhar tudo sob uma nova perspectiva, a de espectadora.
Seus pensamentos foram interrompidos quando Castle surgiu atrás dela falando.
- Acho que uma das coisas boas de se ter uma filha na cena do crime é que ela pode te trazer roupas secas – ele entregou um copo de café para ela. Segurava um para si.
- Obrigada e obrigada – referindo-se obviamente ao fato de que ele salvara sua vida outra vez.
- Você faria o mesmo por mim.
- É, talvez – ela provocou fazendo-o olhar intrigado para ela até ver o sorriso – estou feliz por ter achado minha arma.
- Esse lance de naufrágio de carro é bem mais legal no cinema do que na vida real.
- Prefiro assistir filmes de espião a estar em um deles – eles foram interrompidos por Esposito que queria saber exatamente como tudo aquilo acontecera, mas Beckett pediu desculpas e informou que era confidencial. Minutos depois, Sophia Turner aparece no local com cara de poucos amigos. Castle foi o primeiro a se aproximar queria explicar, porém Sophia não estava a fim de escuta-lo. Ordenou que entrassem no carro.
De volta ao quartel general da CIA, ela quis dar um showzinho.
- Que diachos pensam que estão fazendo?
- O que você queria, achando Blakely.
- Você descobriu o código e nem pensou em me avisar?
- Em defesa do Castle, era um tiro no escuro e ele não queria que perdesse tempo se estivesse errado. E o estávamos trazendo...
- Quando ele foi morto na sua custodia.
- O que estavam fazendo nas docas? – o colega de Sophia perguntou.
- Ele nos pediu para leva-lo lá.
- Por que?
- Nós não sabemos – Beckett respondeu.
- Descobriram alguma coisa? – perguntou Sophia.
- Sim, ele foi contratado para analisar as vulnerabilidades dos Estados Unidos. Disse que encontrou um ponto fraco em nossa economia, um estopim inesperado que se alguém descobrisse, começaria o efeito dominó.
- Levando a que?
- Ao fim do nosso país como o conhecemos – disse Beckett.
- Então, qual é o nosso próximo passo? – perguntou Castle. Sophia com raiva respondeu.
- Não há próximo passo. Pelo menos para vocês dois. Foi um erro envolve-los. Eu realmente pensei que você tivesse mudado. Você é o mesmo imbecil imprudente, imaturo e egocêntrico que sempre foi e colocou essa investigação em risco – nossa! Ela pegara pesado, pensou Beckett.
- Eu sinto muito...
- Sente muito? Estamos perto do próximo 11 de setembro ou pior. Isso não é um dos seus livros, Rick. É a vida real – Beckett mordia os lábios, estava sendo difícil de escutar tudo isso, penoso – e quando as coisas dão errado, você não pode reescrever o final como fez conosco. Tire-os daqui.
Já no elevador do 12th distrito, ambos se mantinham calados. Na verdade, não trocaram uma só palavra desde que deixaram o quartel general. Beckett estava se sentindo muito mal por ele, porém também tinha perguntas e diante da raiva de Sophia, ela entendera bem o que rolara entre eles e terminara muito mal. Resolveu começar uma conversa.
- Então, você dormiu com ela.
- É, eu dormi com ela – a cara de Castle, embora Beckett não pudesse ver já que estava atrás dele era desoladora. Não pela Sophia, pelas circunstancias. Eles quase morreram e tudo parecia ter sido em vão.
- Teve outras? – droga, Beckett, será que você não pode se controlar? Brigava consigo mesma.
- Mulheres? – Castle se fingiu de tolo. Sabia ao que ela se referia.
- Musas.
- Não, por que?
- Só queria saber o tamanho do clube – droga! Seu ciúme está aparecendo agora... ela se repreendia.
- Não tem um clube e nós não temos uma investigação.
- Eu tenho uma investigação de homicídio. Gage matou três pessoas, uma delas sob minha custódia, nos trancou no porta-malas e jogou meu carro no rio. Vou descobrir no que Blakely trabalhava, achar o estopim e então acharei Gage.
Os rapazes a atualizaram sobre o que acontecera e sobre o que encontraram sobre Blakely. Havia outro par de digitais nele. Se passava por outra pessoa, mas a família nunca o vira. Então, Castle sugeriu um parceiro de xadrez.
- Pensei que estivesse fora do caso – ela provocou. Ele usando as palavras de Sophia sobre si mesmo completou que se ela era teimosa o bastante para continuar, ele era idiota o suficiente para ir com ela. Beckett mandou os rapazes procurarem pelos parques da cidade algum oponente de Blakely. Beckett recebe a notícia de que o corpo de sua vítima não chegou ao necrotério, fora interceptado no caminho e apenas enviaram a ordem judicial.
- Como? Isso é impossível! – disse Castle.
- Talvez devesse perguntar a sua namorada! – Beckett deixou escapar.
- Namorada? – Lanie já se interessara apenas de ver a reação de Beckett.
- Sim, eu dormi com ela. Faz anos. Qual o problema?
- Não tem um problema. Pode dormir com quem quiser. Quanto mais, melhor – sim, ela estava irritada e deixara transparecer não se importando com ninguém ali, nem mesmo com a filha dele. Ao ver Alexis, Beckett queria um buraco para se enterrar. Isso não podia ficar mais estranho. Durante todo o trajeto para casa, Alexis tentava descobrir mais sobre a mulher misteriosa que Beckett falava que já deduzira era a mesma das docas. Castle visivelmente irritado mandou-a dormir. Ao chegar em seu quarto, ele toma um susto. Ninguém menos que Sophia Turner estava sentada em sua cama.
Usando de seu charme, jogando com ele, Sophia encontrou um meio de se fazer de vítima. Castle não percebeu a jogada. Ela inclusive usou o arquivo pessoal que ele mantem de Beckett sobre o atentado para provoca-lo. Por fim, ela entregou uma lista de contas correntes domésticas que não podia investigar. Disse que eles continuavam na investigação desde que a mantivesse informada dessa vez. Naquele momento, ele não percebera a real jogada de Sophia, iria descobrir bem mais tarde.
Na manhã seguinte, ele surgiu no distrito entregando como sempre o copo de café a ela. Ao ver o gesto outra vez, Beckett se sentiu desconfortável ainda pela cena que fizera ontem no necrotério. Estava difícil encara-lo. Ele fez uma brincadeira com ela que a fez engolir em seco. Suas palavras exatas foram “não me faça atirar em você”. Então, Castle revelou que se ela atirasse não poderia investigar a pista que conseguira. Ao perguntar como e onde, ele revelou que Sophia esteve em sua casa ontem à noite. Ao ver a reação de Beckett, ele tratou de corrigi-la.
- Não desse jeito.
- Claro que não. E o que aconteceu com o “imbecil imprudente, imaturo e egocêntrico”?
- Ela estava posando para os seus colegas. Beckett, é uma pista. Ela nos quer no caso – ainda pouco convencida da veracidade de Sophia, Beckett aceitou pesquisar porque estava encurralada em seu próprio caso. Encontrou 2 milhões de dólares em seis contas diferentes, nenhuma diretamente no nome de Blakely, mas era claramente o financiamento para a operação pandora. O problema era que os pagamentos oriundos do exterior não possuíam mais a conta aberta. Era um beco sem saída. Por sorte, os rapazes acabaram encontrando o parceiro de Blakely e não por coincidência ele era professor de economia renomado e membro do FMI.
Ao traze-lo para interrogatório, descobriram que era obcecado por teoria econômica especialmente em relação a economia dos Estados Unidos. Felizmente, ele suspeitava de onde Blakely morava. Beckett e Castle foram até o local. Precisavam achar algo que o ligasse a pandora, ou mesmo um sinal do estopim. O apartamento parecia um lugar comum, sem nada fora do normal. Até Castle abrir uma porta.
Em uma sala, um emaranhado louco de informações formava uma espécie de cama de gato. Post-its, fotos, anotações. Em um dos cartazes havia uma anotação fim do estopim: a terceira guerra mundial. O fim ou o começo da trilha de fios vermelhos levava a um mural, mais especificamente a foto de uma garota. Ela era o estopim. Castle disse que tinha que avisar a CIA. Ao pegar o celular, ouviram uma voz.
- Largue o telefone – a arma engatilhada, Beckett se virou para fita-lo.
- Gage?
- Agora corram... corram! – nesse instante uma granada é jogada na sala. Havia atiradores de elite mirando o local. Beckett e Castle saem correndo levando consigo a foto da menina enquanto Gage tenta protege-los. Descobrem que ele não é realmente o bandido. Gage diz para virem com ele. No carro, ele os manda manterem-se abaixados. Obviamente, eram alvos fáceis agora que estavam com ele.
A sós em uma garagem qualquer, Gage conta que estão armando para ele. Tentado transforma-lo em um bandido para que Pandora se realize. Ele era a distração e a real operação além de financiada pela Europa ocidental precisava de autorização interna, ele precisava saber quem era o alvo. Beckett já estava convencida de que ele falava a verdade, porém, antes que pudesse continuar a conversa foram surpreendidos por atiradores e carros. Sophia Turner outra vez.
De volta ao quartel general, Sophia fez questão de dizer que estavam sendo ludibriados por Gage. Ela tentou arrancar informações dele sem sucesso. Ele insistia que era alguém de dentro. Usando a tecnologia da CIA, eles rastrearam o contato que apontou diretamente para o parceiro de Sophia. Ele se negou a baixar a arma e dizia-se leal. Infelizmente, rodaram a foto da garota por toda a base de dados e não descobriram quem ela é. Estavam em um beco sem saída até que Castle deu uma ideia. Olhar para a topografia, as montanhas a fim de saber onde a foto foi tirada e reduzir a área de busca. Beckett foi obrigada a ouvir Sophia dizendo que ele era um gênio com direito a beijo no rosto. Droga, ela tinha razão. Quantas vezes esses insights de Castle a ajudara a resolver casos?
Durante a pesquisa, Castle se afastou das duas para pegar café. Era a primeira chance de Beckett conversar a sós com Sophia. Não podia perder a chance. Precisava saber.
- Você gosta dele.
- Gostei. Uma vez.
- O que aconteceu? Se não se importa em responder.
- Você já encontrou alguém e teve aquela atração intensa? Sabe, aquela tensão? Brigamos por meses por ela, então não conseguimos mantê-la mais. Mas depois parecia que toda aquela tensão era tudo o que realmente tínhamos, e sem ela, tudo que nos restava eram as coisas que nos deixavam loucos – Beckett teve quer rir, sabia exatamente do que ela falava - Você sabe como ele pode ser.
- Sim, eu sei.
- Às vezes, eu desejo que nós nunca tivéssemos dormido juntos. Prolongado aquilo – elas trocaram um olhar. Na verdade, tudo o que Sophia dizia fazia sentido para Beckett, a mesma história, a mesma tensão. Exceto por um detalhe. Ela dormira com ele, várias vezes. E até agora, isso não estragara a relação de parceria e amizade que construíram. Sim, ele a deixava irritada com pequenas coisas, mas também sabia deixa-la nas nuvens com outras. A história com a musa se repetiria afinal?
Ele voltou entregando as canecas de café para as duas. Beckett manteve-se calada. Estava perdida em seus próprios pensamentos avaliando sua vida e a relação com Castle. As palavras de Sophia apenas serviram como complemento para tudo que vinha avaliando nos últimos dias. Desde a última consulta com Dana.
Finalmente acharam algo. A menina é filha de um megaempresário chinês amigo do secretário da fazenda dos Estados Unidos, conhecido como suposto financiador das dívidas do país. Se a filha dele morrer, ele poderia exigir o dinheiro de volta, mas esse pais vive de déficits e não teria como pagar. O mundo entraria em colapso economicamente, um dominó após outro cairia levando-os a terceira guerra mundial como fora previsto por Blakely. A outra notícia era que ele acabara de pousar em Nova York e a filha estava com ele.               
Sophia saiu com Castle e Beckett para intercepta-los e tentar salvar o momento e impedir pandora de acontecer, ou assim eles pensavam. Quando chegaram em uma espécie de salão abandonado, Sophia apontou a arma na direção de Beckett que fez o mesmo para ela. Infelizmente, o outro agente manteve uma arma na cabeça da detetive.
- Desculpe – Beckett perdeu a arma.
- O que você está fazendo? – a ficha de Castle ainda não caíra. Já a de Beckett...
- Damberg não era o traidor. Você é... – disse a detetive. Ela ordenou ao parceiro para matar a garota enquanto cuidava deles. Castle não conseguia acreditar que era ela esse tempo todo. Sophia confirmou. Ela revelou que os trouxera para dentro porque protegia a operação simplesmente porque os dois não paravam. Eles nunca estavam satisfeitos com as respostas. Ela armara para Gage. Tudo por dinheiro. Dar a China o direito de dominar o mundo. Castle não estava convencido. Não acreditava que ela, a Sophia que o inspirou, faria isso. Ela os ordenou a ficar de joelhos.
- Você nunca se safará dessa – disse Beckett.
- Claro que sim, direi que tentamos tudo e vocês foram mortos no processo pelo traidor, claro. Será heroico. Seu pai ficará muito orgulhoso – Castle trocou um olhar com Beckett.
- Meu pai?
- Você não acha que ganhou acesso especial a CIA naquele tempo por causa do seu charme – Beckett não sabia o que pensar, Castle muito menos – você realmente não sabe, não? Acho que nunca saberá – engatilhando a arma na cabeça de Castle, ela se preparou para atirar.
- Não! – foi o grito de Beckett, mas o tiro não veio da arma de Sophia. Ela caíra morta ao seu lado. Damberg os salvara. Beckett se levantou, seu senso de justiça falara mais alto. Saíra correndo atrás do agente. Castle ainda olhava para o corpo de Sophia, de joelhos, incrédulo.
No saguão, o parceiro de Sophia se aproximava de arma em punho. Procurava uma visão clara para atirar. Seguia a menina. Quando ele a colocou sobre a mira foi empurrado por uma furiosa Kate Beckett. Ela salvara o dia.
Mais tarde no distrito, agente Damberg conversava com eles sobre o final da operação, agradecendo por sua ajuda. Castle ainda estava intrigado com o último comentário de Sophia.
- Sophia disse algo sobre meu pai ser da CIA. Você sabe algo sobre isso? – Beckett apenas observava, ele ficara mexido com a revelação. Até ali, Castle nunca mencionara ou se importara com o pai.
- Nunca ouvi nada sobre isso – ele devolveu a chave do carro para Beckett agradecendo por todo o apoio e deixou a sala. Ela esperou um momento, não queria tocar no assunto. Via como ele estava pensativo. Fora Castle quem primeiro falou.
- Acha que ela estava falando a verdade sobre o meu pai? Isso explicaria porque ele desapareceu completamente.
- Eu... – como colocar isso de uma maneira que não o ferisse? Beckett pensou – eu acho que Sophia contou um monte de mentiras. Deve ser difícil descobrir que ela era uma traidora, especialmente depois de inspirar Clara Strike nela.
- Bem, Clara começou com Sophia, mas terminou mais como você, inteligente, feroz e gentil. Acho que foi uma das razoes para ter escolhido você como musa – ela sorriu, o pensamento dele esquentara seu coração, se debatia se devia abraça-lo ou não, ele parecia precisar de um. Havia uma certa decepção em seus olhos. Mas Castle continuou falando – você acha que o Dr.Blakely estava certo? Sobre o estopim? Acha que realmente salvamos o mundo? – o pequeno sorriso no rosto dele tornava tudo melhor, aos poucos ele voltaria a ser o velho Castle.
- Eu acho que salvamos a vida de uma menininha e isso é o bastante para mim – ela se levantou sorrindo, ele retribuiu o sorriso. Deixando a sala da capitã, eles caminhavam lado a lado como fizeram tantas vezes. Ela não dera o abraço por fim, mas usara o próprio corpo para tocar em seu ombro, um gesto que tornara-se outra marca registrada deles.
Ao chegarem na mini copa, Castle serviu outra caneca de café para eles. Beckett o fitava. Nesses últimos dias tinha descoberto um pouco mais do passado de Castle e tudo isso a fazia questionar-se sobre seus próximos passos. Kate necessitava de tempo para pensar, para escolher seu próximo movimento no tabuleiro de xadrez. Havia duas perguntas críticas para responder. Somente conseguiria fazer isso excluindo as emoções dos últimos momentos que vivera ao lado dele. Ou assim ela pensava.
- Vá para casa, Castle. Foi um longo caso com muitas descobertas. Devia aproveitar para descansar e relaxar um pouco.
- Você deveria fazer o mesmo. Também esteve nas mesmas circunstancias que eu.
- Eu vou. Afinal, esse caso não tem papelada. É confidencial – ela sorriu – te vejo por aí?
- Até amanhã, detetive. É sempre um prazer tentar salvar o mundo ao seu lado. Derrick Storm adoraria conhecer Kate Beckett.
- Acho que ele..., meio que, conhece... – isso fez Castle sorrir. Debruçando-se na direção dela, Castle beijou-lhe o rosto.
- Se cuide, Beckett – deixou a sala. Ela se escorou na parede fechando os olhos. Era demais para digerir. Com tudo acontecendo, ele ainda arranjava uma forma de provar como era fofo. Suspirando, Beckett mordeu os lábios. Pegou suas coisas e deixou o distrito.
Em casa, ela se sentara no sofá com um copo de vinho. As imagens de sua irritação, seu comportamento, Sophia, Castle. Todas faziam parte de sua pequena reflexão. Talvez Beckett já soubesse o que esperava, o que deveria fazer. Porém, de alguma forma, ela precisava dividir seus pensamentos com alguém. Conhecer Sophia a fez imaginar ideias de futuro, em um deles nada de bom acontecia, perdia a magia, o encanto. No outro, ela tinha o que precisava, suas respostas. Cada um deles dependia de uma escolha. Qual decisão tomar? Que caminho seguir? Dana. Ela precisava da terapeuta.
Pegando o telefone, ela ligou para a amiga. Explicou que precisava antecipar sua consulta, queria muito conversar. Obviamente, Dana perguntou o que havia acontecido e Beckett negou-se a antecipar qualquer assunto ou comentário. Teriam bastante tempo amanhã, fora a sua resposta.

Consultório de Dana

Kate Beckett chegara meia hora antes do que combinaram. A secretaria avisou que ela ainda estava com um outro paciente. Não se importou. Esperaria. Não tinha para onde ir. O dia no 12th estava muito calmo, nenhum novo caso, nenhum relatório. Consegui tirar um dia de folga. A mente fervilhava. Tinha muito o que discutir com Dana hoje. Se bem que discutir era uma palavra inadequada para usar em um consultório de terapia. A última coisa que a terapeuta fazia era inflamar uma discussão. Quanto a colocar ideias e interrogações em sua mente, nisso Dana era mestra. A porta do consultório se abriu e após cumprimentar um rapaz que saíra de lá com cara de poucos amigos, a terapeuta virou-se para encara-la.
- Sua vez, Kate – virando-se para a secretaria, perguntou – você bloqueou o resto da minha agenda para o dia?
- Sim, senhora.
- Ótimo! – ela deixou Kate entrar antes dela no consultório. Vendo a sua amiga e paciente ir diretamente se sentar no divã podia apostar que a conversa seria longa e porque não dizer difícil. Para quebrar o gelo, ela preparou dois cafés. Sentou-se em sua cadeira e entregou a caneca a Kate que agradeceu.
- Então, Kate. Você pediu por essa conversa. Antecipou sua consulta. Isso somente indica que você tem algum problema, algo te incomoda ou tomou uma decisão que pode ter grandes consequências para a sua vida. E algo me diz que não tem relação com a nossa última sessão. O que aconteceu?
- Nossa! Se vivêssemos nos tempos medievais, lá pelo século dezoito, você seria uma bruxa. Iria morrer enforcada.
- Ouch! Eu poderia encarar como um elogio, mas você praticamente desejou a minha morte... – isso fez Kate sorrir, bom, quebraram o clima pesado.
- É um pouco de tudo isso. Você lembra que comentei na última sessão sobre a minha vida, a minha parceria com Castle estar se tornando doméstica demais e que isso estava começando a atrapalhar meu julgamento. Então, eu andei pensando sobre várias coisas. E durante essa semana, algo aconteceu que acabou me fazendo refletir melhor sobre o que quero de agora em diante.
- Você está se referindo as perguntas que lhe fiz?
- Também, mas antes eu preciso te contar o que aconteceu – suspirando, Kate tomou coragem para contar a Dana as suas últimas aventuras e dolorosas descobertas. Falou de Sophia, do encanto de Castle, do lance da musa. E dos ciúmes. Detalhou cada momento que achou significativo. A terapeuta ouvia com cautela, fazia algumas anotações. Não queria perguntar nada, Kate estava livre para ordenar seus pensamentos e colocar suas dúvidas para fora.
- Não se trata de uma demonstração de ciúmes propriamente dita. Não era como no caso de Serena. A conotação é diferente. Meu Deus! Eu dei um pequeno show no necrotério e para piorar a filha dele ouviu tudo! Desde aquele momento, eu fiquei envergonhada. Era estranho encara-lo, mas minha curiosidade foi maior, fiz perguntas, quis ouvir a história, entende?
Ela se levantou. Começou a andar de um lado para o outro na sala. Tentava escolher as palavras para falar de Sophia.
- Ela não era apenas uma conquista dele. Ela foi sua musa, como eu. Sophia inspirou Clara Strike uma personagem que eu mesma admiro. Independente dela ter mudado de lado, Castle a conheceu antes. Quando Sophia me contou que tudo era um jogo de poder e sedução, não podia deixar de comparar com a minha própria experiência com Castle. É isso que fazemos todos os dias, essa dança. Então, quando ficaram juntos para valer. O clima, a faísca, se fora. Ouvi-la dizer que gostaria que nunca tivessem dormido juntos para preservar a magia me fez pensar no que temos. Em resumo, o que ela quis dizer foi que ao cruzarem a linha, tudo desmoronou. Será esse o meu destino também? Tornar-me uma mera conquista? Eu não quero isso.
- Se me permite interromper, acho que você está esquecendo de alguns detalhes importantes que fazem diferença entre a sua história e a de Sophia. Apesar de vocês duas terem servido de musas para o escritor, não tem o mesmo tratamento e não são vistas sob a mesma ótica por ele. Quando Castle teve contato com Sophia, ele queria a inspiração, as informações da CIA, no fundo queria acesso por pura curiosidade e usou de seu charme para consegui-lo. Flertou, jogou e funcionou. Acabou com as informações e na cama com a sua suposta musa. Na sua história, porém, tem dois fatores que a colocam em outro patamar comparada a Sophia.
- Será que dá para você ser mais clara? – Dana sorriu.
- Kate, quando Castle a escolheu como sua musa, ele ficou fascinado por quem você era. Sua personalidade, seus mistérios. Ele decidiu contar a sua história. Também me lembro de que naquela época, ele era um playboy milionário acostumado a ter tudo que queria. Castle não é mais esse homem. Ele amadureceu. E ao contrário de Sophia, apesar de existir joguinhos de prazer e poder entre vocês dois, você já dormiu com ele. Já esteve em seus braços muitas vezes. Isso mudou o modo de agir, a dinâmica de vocês como parceiros? Foi ruim dormir com Castle?
- Não, você sabe que não. Acho que encontramos um ritmo.
- Viu a diferença entre vocês duas? E tem outro detalhe muito importante. Castle te ama.
- Eu sei, Dana. Pode ser diferente, mas o que estou querendo explicar é que a parceira com benefícios, esse ataque de ciúmes, eles prejudicam minha visão do todo, meu tratamento. Eu preciso focar na minha terapia, nas perguntas que você me fez. Já imaginou se a cada mulher que apareça com algum interesse em Castle eu dê esse piti? E não é só isso, o desgraçado sabe como me deixar confusa. É só ver o que ele falou de Clara Strike depois para mim. As vezes tenho vontade de soca-lo! – ela sentou-se outra vez no sofá, Dana estava rindo do desabafo dela. Era muito interessante ver Kate lutando contra seus próprios sentimentos. 
- Diante de toda essa explicação e de sua própria analise, o que você quer fazer?
- Vou procura-lo. Vou contar para Castle que preciso acabar com a nossa parceria com benefícios. Continuamos parceiros, investigando, mas irei dizer que preciso focar no meu tratamento.
- E você acha que ele vai aceitar isso numa boa? Sem maiores explicações?
- Terá que aceitar.
- Acho que não funciona assim tão fácil, mas respeito a sua decisão.
- Ainda bem que respeita porque eu preciso focar em responder as perguntas que fez para mim. Só então poderei seguir em frente.
- Certo. Quando pretende conversar com ele?
- Amanhã.
- Não tem medo de como ele possa reagir? E se não gostar da sua decisão? Já pensou nisso? Castle pode simplesmente dizer que se não houver benefícios, não haverá parceria.
- Ele não pode fazer isso. Não vai – de repente ela ficou preocupada. Dana podia ter razão? Castle podia se irritar e ir embora? – quer dizer, não tem como. Ele não iria embora. Não depois de tudo.
- Por que você acha que ele não iria embora?
- Porque ele tem um compromisso. Ele está escrevendo livros baseados em mim. Não pode abandonar isso.
- Kate, não é esse o motivo de Castle ficar. Ele tem experiência e talento suficiente para escrever dez livros usando Nikki Heat, não precisa estar lhe seguindo para isso. Ele é o rei dos best-sellers de mistério. Qual o verdadeiro motivo por Castle possivelmente ou hipoteticamente não ir embora do seu distrito, da sua vida?
Ela fitou a terapeuta calada. Claro que sabia a resposta. Dana também, porém queria que ela dissesse.
- Porque ele me ama...
- Exato! Ele está esperando você dizer o mesmo. Talvez essa seja a única razão de Castle não abandoná-la. Porém, você precisa ter cuidado. Castle pode surpreender até a mim.
- Por que você faz isso? Fica me dando argumentos para pensar o pior, para ficar confusa?
- Não quero lhe deixar confusa. Estou tentando faze-la enxergar todos os fatos. Você disse há algumas sessões atrás que estava preocupada com a parceria de vocês porque ela estava se tornando domestica demais, vocês estavam convivendo quase como um casal. Até aí é compreensível sua preocupação, afinal você não quer que Castle pense que está pronta para um relacionamento de verdade. Então, eu leio o seu caderno. A forma como escreveu sobre as coisas. Os momentos. Há ternura ali. Até aqui você está me acompanhando?
- Sim.
- Ótimo. Por conta da sua análise, eu lhe explico como espero ver seu tratamento terminado e lhe formulo duas perguntas. Ao responde-las corretamente saberei que você está pronta para encerrar o tratamento. Isso meio que a apavorou. É perceptível pela sua escrita, seu desabafo, contudo compreensível. Responder as perguntas e encarar seus medos. O futuro. O desconhecido. De repente, uma nova variável é adicionada ao seu cotidiano. Uma outra musa. Sophia Turner. E os ciúmes aparecem, e como é de lei o sentimento a faz reagir de maneira irracional, dando show e perturbando seu próprio julgamento de tudo. Exatamente por esse último acontecimento você decide recuar sua parceria com Castle. Resumi bem, não?
- Sim.
- Diante de tudo o que contei, você consegue perceber o que há de errado na história?
- Nada.
- Kate... – ela suspirou. Dana era terrível!
- O fato de eu tomar a decisão de recuar com a parceria de cabeça quente, baseada em momentos de puro ciúme?
- Está vendo? Você disse, não eu.
- Você me induziu a fazer isso, Dana.
- Não mesmo! Você tirou suas conclusões. A verdade é que se analisar esse pequeno resumo que fiz, você poderá ser capaz de responder ou pelo menos começar a achar o caminho para a resposta de uma das perguntas que eu lhe fiz. Sabe, Kate, você é uma mulher admirável. Ler suas próprias reflexões, suas palavras, me fez perceber porque Castle se encantou por você, o quanto você o fascina. Kate Beckett é uma caixinha de surpresas. Não o culpo por ter se apaixonado.
- Eu sei o que você está fazendo, Dana. Não vai funcionar. Você está dizendo todas essas palavras bonitas sobre mim, falando do modo como Castle se sente envolvido comigo apenas para que eu desista de ir adiante com a minha proposta para Castle. Desista! Não voltarei atrás.
- A escolha, como sempre disse, é sua. Você faz sua jornada.      
- Ok, Dana. Por que não diz na minha cara com todas as palavras que estou tomando a decisão errada?
- Você acha que está? – Kate grunhiu na frente da terapeuta.
- Às vezes tenho vontade de socar sua cara com essas respostas evasivas.
- O sentimento é reciproco quanto a sua teimosia – Dana sorriu fazendo a detetive sorrir também – devíamos tentar algum dia. Nos livrarmos do estresse no tatame.
A clássica rodada de olhos. Dana continuou.
- Kate, não existe decisão errada. Cada decisão tem suas consequências, elas levam a diferentes caminhos. Isso não significa que não devem ser tomadas. Você muda o curso da sua vida cada vez que faz uma escolha. É assim que funciona. Ação e reação. Causa e consequência. Isso existe desde que o mundo é mundo.
- Mas você mesma disse que existe respostas certas para as perguntas que me fez.
- Sim, elas existem simplesmente porque suas respostas definirão onde quer chegar no fim do caminho, o que quer para o seu futuro e a sua vida – Kate soltou um longo suspiro.
- Eu não consigo mais pensar sobre as tais respostas, por isso mesmo vou terminar a parceria com benefícios com Castle.
- Tudo bem. Sua decisão. Na próxima sessão você me conta como tudo terminou. Boa sorte, apenas tenha cuidado com a velha Kate – ela balançou a cabeça e deu um sorriso para a amiga antes de deixar o consultório. Dana sabia que era o medo que a dominava porque percebera o quanto estava envolvida e próxima de admitir seus sentimentos em relação a Castle. Como terapeuta, Dana não podia dizer a ela o que fazer, seu papel era de guia. Nesse instante, torcia para que Castle não fizesse uma interpretação errada das intenções de Kate. Caso contrário, meses de terapia seriam perdidos.                 
Na manhã seguinte, Castle apareceu no distrito para acompanhar uma nova investigação que começara. Passaram parte da manhã na cena do crime e depois na delegacia montado o quadro de evidências. Uma novidade aqui, outra ali, as peças do quebra-cabeça começavam a se encaixar. Ryan conseguiu uma informação com os peritos que os levou até o suspeito. Ou pelo menos eles pensaram. Pista errada. Ao final do dia, sem muita direção para continuar a investigação, Beckett decidiu encerrar o dia de trabalho. Começariam de cabeça fresca cedo pela manhã. Após dispensar os rapazes, virou-se para Castle e perguntou.
- Será que você pode vir até a sala de interrogatório comigo? Preciso conversar com você e não gostaria de fazer isso no meio da delegacia.
- Não prefere um terreno mais neutro? É uma conversa difícil? Podemos ir para o loft.
- Não é uma conversa difícil, mas é importante. Talvez você tenha razão. Precisamos de um lugar neutro. Já sei, vou te dar uma carona para casa. Quando estacionar, eu explico.
- Funciona para mim – ela pegou a bolsa, vestiu o casaco, a chave do carro e seguiram para o elevador – você não quer adiantar o assunto? Tem a ver com Sophia? Sei que eu fiquei de responder mais perguntas sobre ela e acabamos nos enrolando com o caso e...
- Não vou começar a falar agora. E não tem a ver com Sophia, trata-se de mim. Consequentemente, de nós.
- Tudo bem – Castle agora estava realmente intrigado. Que mistério era esse, afinal? Ao parar o carro na frente do loft, Beckett desligou o motor. Deixou a chave na ignição. Ajeitando-se no banco, virou-se para ele a fim de fita-lo. Era o tipo de conversa que se deve olhar nos olhos do outro – aqui estamos. O que tem para me falar, Kate?
- Eu andei pensando bastante nos últimos dias e após conversar na minha sessão de terapia, eu cheguei à conclusão que precisamos conversar sobre a nossa parceria.
- O que tem ela? Estamos bem, não?
- Sim, mas eu preciso que recue. Não posso mais continuar com a nossa parceria com benefícios, Castle.
Sem saber se ouvira corretamente, ele olhou intrigado para a detetive e franziu o cenho.
- Desculpe, não entendi. Você disse o que mesmo? – ele não estava surdo, somente não queria acreditar que aquelas palavras saíram da boca de Kate Beckett.
- Eu preciso parar com a nossa parceria com benefícios.

- Eu não acredito nisso... – e ainda assim, ele sabia que ela estava falando sério.

Continua.... 

11 comentários:

Luciana Carvalho disse...

Senhorrrrrrrrrrrr.. se eu não tivesse assistido essa série e não soubesse como termina, queria voarr em cima de Kate e encher a carinha dela de tapas!!kkkkkkkkkkkkkkkk
Essa mulher é muito complicada e Dana é uma terapeuta mt paciente, pq se fosse outra já teria abandonado a causa!!!kkkkkkkkkkk
Aiiiiiiiiiiiiii q raiva que eu tô de Kate Beckett!!!
Ansiando por The Limey, pq ela merece um iceberg!!!

Camila Lorrane disse...

Agora a porra fico seria como sera que Castle vai reagir diante de tudo afs Kate como Sempre complicando ttudo mal posso esperar pelo próximo cap

Gabriela Mendonça disse...

Ai Meu Deus... quando vc acha que a Kate esta caminhando, ela recua 1km. Que mulher é essa... tomara que tome um gelo do Castle. para deixar de ser dodha. Ok ela é Broken... mas poxa, ouve a Dana um pouquinho. E o que dizer da Dana? Mal conheço mas ja considero para caramba. Terapeuta e amiga maravilhosa...

cleotavares disse...

PQP! Eu vou bater na Kate. Sei que o Castle ama muito ela, mas tá difícil, viu. Vou querer vê ela correndo atrás.

alessandra silva rodrigues disse...

Nossa proximo capitulo promete..levando em totalmente em conta como a Genia Karen esta conduzindo essa Maravilhosa Fic.....simplesmente amando... vem lovo cap. 56

alessandra silva rodrigues disse...

Kate não facilita nem um pouco kk

Ana Cavalari disse...

Eu nem sei o que falar, tô bem triste e com raiva ok respira, estamos esperando os próximos capítulos dessa patifaria de Kate Beckett djdnfjfjfjfjfjsjsss

Ana Cavalari disse...

Eu nem sei o que falar, tô bem triste e com raiva ok respira, estamos esperando os próximos capítulos dessa patifaria de Kate Beckett djdnfjfjfjfjfjsjsss

Rosy disse...

Karen Karen estou morrendo de raiva da Kate!#

Vanessa Belarmino disse...

É tão bom ver a Kate com ciumes. Ver ela reconhecendo que surtou, não tem preço. Ai o medo vem, e ela se esconde, recua. E a velha Kate domina e ainda tenta criar argumentos para justificar que sua decisão é a correta. Ela é tao teimosa que é mais facil pensar assim. Eu amo a Dana. E ao meu ver elas ja estao em um tatame e a luta da terapeuta é bem difícil.Dana merecia um premio em Always. Hahaha

Silma disse...

Como é minha fía? 😱 Tu tá loka mulher!!!!