quarta-feira, 29 de março de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.32


Nota da Autora: Desculpem pela demora... o ritmo está complicado. Esse capitulo tem um toque emocional do ponto de vista pessoal e profissional. Vocês entenderão ao ler. Também estou cumprindo uma promessa que fiz há algum tempo nessa fic não poderia termina-la sem escrever uma cena especifica, sei que vao gostar. Divirtam-se!  



Cap.32


Beckett estava saindo da delegacia. Em seu caminho para casa, ela ligou para o pai. 

— Hey, pai… como o senhor está? 

— OI, Katie. Estou bem. E você? Arrumou alguma confusão ultimamente? 

— Nada que possa me fazer mal. Aliás é uma das razões porque estou ligando para você. Eu gostaria de dividir algumas coisas que estão acontecendo na minha vida. Que tal um jantar? 

— Claro! Novidades, filha? Boas, eu espero. 

— Sim - ela não conseguiu segurar o riso - muito boas. Amanhã? Às 8 da noite no Le Cirque? 

— Le Cirque? Não é o tipo de local que você frequenta, Kate. 

— Desde quando você sabe que tipo de lugar eu frequento? Vai se encontrar comigo? 

— Vou sim, você me deixou curioso. Vejo você amanhã, filha. 

Quando ela chegou em casa, o pequeno Dylan correu para suas pernas. Queria subir nas pernas dela. Beckett o colocou em seu colo. O menino segurou seu rosto e colocou a boquinha na dela, as mãozinhas gordas apertavam o rosto da “mamama”. Beijavam-na novamente. Beckett ria. 

— Hey, que ataque é esse na minha namorada, garotão? - Castle saia do escritório - como você chegou tão rápido aqui? Eu tenho pernas maiores! 

— Daddy está com ciúmes. O que você acha? Está sim! Acho que ele quer beijo também… - ela beijava o rosto do menino. Dylan a abraçava com força como se não pudesse larga-la. Beckett ria - vai ser mais difícil do que você imagina, Castle. 

— Não vai não - ele se aproximou envolvendo-a pela cintura, Dylan entre os dois agarrado no pescoço de Beckett - chega para lá, está na minha vez - quando Castle ia beija-la Dylan virou o rosto de Kate para o outro lado. A gargalhada dela encheu a sala. 

— Desiste, Castle. Depois eu prometo que você ganha uns beijinhos. A propósito, pode ligar para o restaurante e fazer a reserva amanhã às oito. Já falei com o meu pai. 

— Mesmo? Isso é ótimo! - ele para e pensa - espera, é ótimo. Certo? Seu pai não vai me interrogar ou mandar você desistir de mim? 

— Castle, meu pai não toma as decisões por mim. É a minha vida. 

— Certo. Vou ligar. E não temos jantar. Vou pedir uma pizza. 

— Estava mesmo ocupado hoje, nao? 

— Entre cuidar do garotão e escrever, sim me mantive ocupado - ela colocou o pequeno no chão - o jantar dele está pronto - Dylan correu até os brinquedos e pegou um carrinho. Voltou para perto de Castle que falava ao telefone. Ele puxou a calça de moletom do pai. 

— Daaddy, vrumvrum…

— Ah… agora você quer brincar comigo? Muito engraçadinho… - ele terminou a ligação e abaixou-se pegando o carrinho que o filho lhe oferecia. Juntos seguiram para o tapete. Beckett estava remexendo na geladeira preparando para dar o jantar de Dylan. Sorria vendo o namorado brincando com o filho. Uma noite normal na vida de Kate Beckett depois daqueles dias difíceis. 

Le Cirque

Castle e Beckett estavam sentados na mesa favorita do seu namorado. Saboreavam um bom vinho tinto. Ele observava o jeito da namorada. Beckett estava nervosa. 

— Você sempre fica nervosa quando vai apresentar seus namorados ao seu pai? Ou o problema é comigo? - ela suspirou, mordeu os lábios. 

— É a primeira vez que vou apresentar um namorado com bagagem. Ele vai ficar surpreso de te ver. 

— Bagagem? Beckett, seu pai sabe que eu tenho uma filha. E a “bagagem” a que se refere, é sua também. Pare de chamar meu filho assim. Seu pai confia em você, ele sabe que eu cuido bem da filha dele. Vai dar tudo certo. Ele chegou. Por favor, é o seu jantar. Faça as honras - ela sorriu para o pai. 

— Hey, pai…

— Katie - ele beijou o rosto da filha - não pensei que tivéssemos companhia. Olá, Castle - cumprimentou o escritor. 

— Bom vê-lo. Sr. Beckett. Sente-se - Castle estava ao lado de Beckett, Jim sentou-se na frente da filha - o que vai beber? 

— Por favor, me chame de Jim. Apenas um suco de laranja. Como andam as coisas na policia? Vejo que ambos estão bem, sem arranhões. Sinal de que os bandidos estão perdendo. 

— Está tudo bem no trabalho - disse Kate - grandes casos? 

— Os comuns, nada realmente interessante apesar que fui chamado para dar uma palestra em Washington daqui a duas semanas. 

— Isso é ótimo - disse Castle. O garçom se aproximou com o suco e um prato de aperitivo. Jim tomou um pouco, descansando o copo na mesa. 

— Presumo que você continua escrevendo? Minha filha ainda ajuda a montar seus crimes? 

— Ah, sim. Seguir Beckett é extremamente produtivo - ela chutou-o por debaixo da mesa - é incrível como a cidade de Nova York tem os casos de assassinatos de dar inveja em Hollywood. 

— Imagino, porém você não me trouxe aqui para conversarmos sobre seu trabalho, investigações, essas coisas que fazem parte da sua vida. Filha, você disse que tinha boas noticias. É sobre trabalho? Sua carreira? 

— Podemos pedir antes? Prometo que já conto - disse Kate pegando o menu. Sorriu para o pai, ele fez o mesmo. Castle olhava para ela concentrada na leitura dos pratos quando já sabia exatamente o que ia pedir. Sentiu o joelho dela balançando continuamente. Com cuidado, ele fingiu ajeitar o paletó para toca-la fazendo o movimento parar - acho que já sei o que quero. Não sei se os pratos são grandes aqui. 

— O filé é suficiente para duas pessoas, podemos dividir se você apreciar carne mal passada. 

— Por que não? 

— Ótimo, e o senhor? Decidiu? 

— Sim, vou ficar com o peixe ao molho de camarão. 

— Excelente escolha - Castle chamou o garçom fez o pedido e voltou sua atenção à mesa, Beckett não podia continuar enrolando o pai, ele ia começar a desconfiar. Não era bobo, advogado, e todo pai sabe quando sua filha está escondendo algo, não? 

— Agora que já escolhemos o que vamos comer, pode me contar a novidade. Não pense que vai me enrolar mocinha, eu não irei esperar até o fim do jantar. - olhou para sua filha, podia ler que ela estava nervosa o que significava que era importante - Vamos, Katie. 

— Tudo bem - ela suspirou - pai, nos últimos meses eu tive algumas experiências novas, aprendi muito e minha visão mudou… 

— Espera, você está falando de trabalho? Você está pensando em deixar a policia? 

— Pai, deixa eu terminar. Eu disse que minha visão mudou, como eu vejo a vida. Não é sobre trabalho embora afete meu trabalho de certa forma. Eu quero dizer que… - ela procurou a mão de Castle - eu estou em um relacionamento agora. Com Castle - ela abriu um sorriso, apertou a mão dele. 

— Então vocês… são um casal? 

— Sim, nós estamos juntos. Pai, eu precisava contar. 

— Faz tempo? 

— Alguns meses. 

— Antes do natal? - Jim olhava a filha sorrindo porém era bem direto. Ela retribuiu o sorriso. 

— Sim, pai. Antes do natal. 

— Bem, quando você falou da primeira vez. Fiquei surpreso, mas tenho que dizer que demorou mais do que eu esperava. Não vou dar nenhum sermão, Castle. De fato, sei que está tudo bem só de olhar para a minha filha. 

— Fico feliz em ouvir isso - disse Castle - interessante o senhor achar que demorou…

— Ora, Castle. Ela não pode negar. Sabe do que estou falando. Todas as vezes que ligava para mim, a conversa se resumia em Castle disse isso, Castle fez aquilo - Kate começou a ficar vermelha, virou um pouco do vinho para resistir ao momento embaraçoso, Jim não parou por ai - ela comentava dos casos e principalmente do que o escritor fazia. Não precisa ser nenhum gênio para perceber o quanto gostava de você. 

— Pai, por favor… 

— Ela e sua teimosia. A mãe também era assim. Demorei para convencer Johanna a aceitar que saia com ela, ia para suas causas para que ela me notasse. Vocês se conhecem há três, quatro anos? Salvaram a vida um do outro - Castle sorriu - e não se lembra o quanto ficou irritada naquele verão que ele… 

— Mesmo? - Castle olhava para ela com a cara mais deslavada. 

— Pai! 

— Isso está ficando muito bom - comentou Castle rindo, porém no instante que a detetive o olhou, conteve o sorriso. 

— Vamos mudar de assunto? - disse Kate vermelha, felizmente a comida chegou. 

— Ótimo! Nosso jantar - disse Castle - Jim, fale mais sobre essas palestras. Já pensou em documenta-las? Escrever um livro? - Beckett respirou aliviada. O pai se animou em falar dele e de seu trabalho com Castle. No fundo, sabia que o escritor tinha feito isso por ela. Mesmo que soubesse que ele a questionaria mais tarde. 

O jantar fluía de forma agradável. Nem poderia ser diferente. Castle tinha um jeito especial de lidar com pessoas, transformar algo chato em interessante. Conseguia convencer todo mundo sempre usando seu charme, suas piadas. Para ela, aquilo era uma vitoria. Ver o homem que ama rindo e conversando com seu pai. 

— Katie me disse que você conhece Joe Torres! Não sabia que era fã de baseball. 

— Na verdade, não sou. Quer dizer, não tive contato com o esporte. Fui criado por uma mãe solteira e artista, esporte não era algo que chamasse a atenção de Martha Rodgers, porém Joe a conheceu em um dos espetáculos que fez. Ele é fã. Acabei por conhece-lo também. Grande sujeito. E sei que é uma lenda. 

— Eu fiquei meio zonza naquele dia, abobada - ela riu. 

— Talvez possamos leva-lo a um jogo dos Yankees. O que acha, Katie? 

— Sim, acho ótimo. 

— Eu adoraria. Com licença, eu preciso ir ao toalete - Castle se levantou. Beckett sabia que era a oportunidade perfeita para falar sozinha com o pai, agradece-lo. 

— Você está feliz, filha. 

— Sim. Muito - ela pegou a mão do pai - eu quero agradece-lo, pai. Pelo que me disse no natal. Foi muito importante para tudo isso. 

— Mas você me disse que estavam juntos antes do natal, como eu posso ter ajudado? 

— Estávamos juntos, mas ainda era complicado por outros fatores, outras decisões que tomamos antes e suas palavras, elas abriram minha mente. Não, elas tocaram meu coração. Falar da mamãe… 

— Então, eu a ajudei? 

— Sim, eu passei o natal com Castle. Eu mudei minha tradição. E algo me diz que o senhor irá mudar a sua em breve. 

— Sabe quanto tempo eu esperei para ver minha filha assim? Vivendo outra vez? Se Castle é a razão de tudo isso, serei eternamente grato a ele. 

— Ele é, de maneira torta e estranha, mas é - disse pensando em como a historia de Dylan e a teimosia de Castle a fizeram chegar até ali - Apenas não diga isso a ele. Pelo menos por um tempo. O ego dele é maior do que o Empire States! - eles riram - pai, eu preciso fazer uma pergunta. 

— Diga. 

— O senhor confia em minhas decisões? Sei que não gostou quando eu abandonei o direito, mas tenho que saber. Confia em mim? 

— Como pode me perguntar isso, Katie? Você é uma mulher forte, determinada, teimosa. Sabe o que quer, você escolheu um caminho e está bem assim. Olhando para você agora, como posso dizer que não confio em suas decisões? É claro que sim. Demorei para reconhecer que você estava trilhando o caminho certo. Eu me preocupo, não vou mentir. Mas confio sim. Por que? 

— Eu precisava saber. 

— Então, sobre o que estávamos falando?  - disse Castle retornando à mesa. Percebeu que Beckett segurava a mão do pai. Obviamente estavam tendo um momento pai e filha. 

— Papai estava falando sobre a cabana, o natal - ela soltou a mão de Jim. 

— Ah, espero que tenha gostado do seu tempo de reflexão. O meu natal foi excelente. Que tal a sobremesa? Eles tem um cheesecake aqui que é uma delicia! 

— Por que não? - disse Jim. 

Estavam finalizando a noite, Castle pagava a conta e decidiu que era a hora perfeita de fazer o convite para o sogro. 

— Jim, o que acha de ir ao meu loft para um almoço em família? Gostaria muito que conhecesse onde eu moro e com quem. Aliás, minha mãe vai adorar conversar com você. No fundo também é a casa da sua filha - Jim olhou para Castle intrigado. 

— O que ele quer dizer é que passo mais tempo lá que no meu apartamento. 

— Ah… 

— Então, aceita meu convite? Domingo é o dia perfeito para um almoço em família. Aceita meu humilde convite para vir ao loft dos Castle’s? 

— Aceito. Eu gostaria de conhecer sua família, Castle. Será um prazer. 

— Que bom. Podemos ir? O senhor está de carro? Podemos lhe dar uma carona. 

— Não se preocupem. Estou de carro - na porta do restaurante, eles se despediram com um aperto de mão. Beckett abraçou o pai. Beijou-o - vejo você no domingo, Katie. 

— Sim, eu vou busca-lo - apertou a mão do pai sorrindo, eles caminharam em direção contrarias. Jim pode observar a filha abraçada ao namorado, a cabeça no ombro dele. Sorriu. 

Ao chegarem no carro, Beckett suspirou abraçando o namorado. Beijou-o carinhosamente. 

— Obrigada por fazer isso. Eu me sinto bem melhor ao saber que meu pai está bem com o nosso relacionamento. E você sempre jogando charme. Tem alguém que não caia na sua lábia? 

— Muita gente. Ao menos as que me interessam sempre acabam gostando de mim. Não foi sacrifício nenhum. Ele é seu pai. Quer sua felicidade que nesse caso sou eu. 

— Quer parar de se achar? 

— Eu paro se me contar o que você conversava com ele sobre mim. Ainda me deve uma explicação sobre o verão - ela revirou os olhos - nunca me enganou, detetive. 

— Vamos para casa, Castle.  

No quarto, o escritor esperou que ela se trocasse e deitasse para continuar sua investigação. A curiosidade é definitivamente algo perigoso para Castle. Beckett deitou-se na cama. Apenas de olhar para a cara dele sabia que as perguntas estavam longe de terminar. 

— Vamos, Beckett. Conta para mim, porque você ficou tão irritada no verão? Sentia minha falta, não? Foi por isso que me tratou tão mal quando apareci no seu caso de novo. Nem sei porque ficaria chateada, eu a convidei para ir comigo. Claro que sabia que já gostava de mim e… você preferiu o Demming. 

— Quer parar? Não vou ficar falando essas coisas com você. Estamos juntos agora. Não é suficiente? 

— Se você ao menos admitisse que gostava de mim… 

— Sabe, eu tinha pensado em terminar a nossa noite com chave de ouro - ela acariciava o peito dele, falava de um jeito sensual esfregando o rosto no de Castle, empurrou-o e deitou na cama cobrindo-se com o edredom - mas já que você insiste em falar de passado e me irritar, não vejo outra alternativa além de dormir - ele não podia ver, mas Beckett sorria. Ela tinha atiçado o namorado. Castle se debruçou sobre ela, afastou a coberta. Uma das mãos estava em seus quadris, a cabeça descansando em seu ombro. 

— Hum, e o que seria exatamente a chave de ouro?  

— Vai esquecer o assunto de antes? Não sei se você merece… - ela mordiscava os lábios tentando manter-se séria. 

— Se você me disser o que está tramando nessa sua mente… posso pensar - ela virou-se para fita-lo.

— Nada demais… apenas me deu uma saudade do “batman”. Podia usar aquela cueca para mim de novo… - o olhar pervertido dela dizia tudo. Castle deu um pulo da cama. 

— Já volto! - ela ria sozinha - então?  

Castle apareceu na sua frente apenas com a cueca. Beckett já estava sentada na cama. Observava o produto com seus olhos de detetive. 

— Pode ser virar para eu terminar minha inspeção? - ele obedeceu. 

— Não vai usar suas mãos e a boca na inspeção dessa vez, Beckett? 

— Vou, mas primeiro eu preciso ter certeza que está tudo em ordem. E podemos fazer mais dessa vez. Não estou mais ferida. Ela andou de joelhos até a beira da cama próximo de onde ele estava. Deus! Como ela amava aquele traseiro… não resistindo mais, ela passou as mãos pela cueca começando pela parte de trás até a frente onde encontrou o membro dele. Apertou-o rindo da reação de Castle. O corpo dela colado ao seu ainda de joelhos na cama. A mãos não parava de excita-lo. Mordeu o ombro dele. Distanciou-se por alguns segundos. 

Agora as mãos estavam no traseiro dele, beliscou. Uma, duas, três vezes. Os dedos brincavam com o elástico da cueca. Ela abaixou-se para fazer o que tanto desejava. Mordeu um dos lados sobre o tecido. Repetiu o gesto do outro lado enquanto as mãos estavam na cintura dele. Castle fechara os olhos. Estava adorando a provocação.Tornou a mordiscar o bumbum deixando as mãos deslizarem outra vez na direção do membro de Castle. 

Ouvir Castle gemer era muito bom. Com os dentes puxou o elástico da cueca soltando-o em seguida para ouvi-lo reclamar. Riu da travessura e virou-o de frente para si. O sorriso malicioso fez Castle puxa-la para ficar de joelhos outra vez e devorar-lhe a boca. Ainda tinha as mãos no bumbum dele. Ao quebrar o beijo, ela falou. 

— Ainda não terminei minha inspeção - abaixou-se outra vez, os lábios agora brincavam no tecido da frente. 

— Meu Deus… - foi tudo que conseguiu dizer ao ver o que ela fazia. A cueca estava no chão e Castle perdido, completamente a mercê dela. Os dedos nos cabelos dela acompanhando o vai e vem dos movimentos que ela fazia. Beckett sabia que ele não aguentaria muito mais. Mordeu o interior da coxa de Castle. Tirou a camiseta que usava após prova-lo, novamente virou-o de costas e repetiu o gesto de antes agora sobre a pele. Mordia com gosto deixando a marca vermelha na pele. Puxou-o para a cama. Castle já ia se animar para possui-la quando Beckett o forçou a ficar de bruços para perder-se outra vez nas costas e no traseiro dele, instigando-o. Não podia aguentar mais. Ele virou-se na cama com todo seu peso sobre ela. Tomou-lhe os lábios com urgência. As mãos acariciavam os seios . Ele precisava estar dentro dela. A calcinha desapareceu em segundos e ele a penetrou de uma vez. 

Os movimentos foram rápidos, guiados pelo desejo e a luxúria que corria em suas veias como resposta as provocações de Kate. Não demorou muito para que o orgasmo a dominasse. Deixar se render a loucura que ela própria criara. Abraçou-o com as pernas querendo aprofundar o contato. Trocaram um novo beijo e finalmente foram arrebatados pelo orgasmo. 

Minutos depois, ela já estava deitada outra vez sobre o travesseiro. Castle estava estirado ao seu lado na cama. Sorriu. 

— Você vai acabar comigo… essa tortura. 

— Nao vi voce reclamar, vi gemer - ele virou-se para encara-la. 

— Foi melhor que da primeira vez. 

— Não está preocupado se ficou marca? - ela implicou. 

— Não, além do mais, ninguém pode ver - ele trocou uns beijinhos com ela. Acariciava um dos seios percebendo que ela já se aproximava mais do corpo dele - tem algum outro personagem que a excita assim, Kate? 

— Tem sim, Jameson Rook. Ou deveria dizer seu criador? - ela sentiu a mão dele no meio de suas pernas - Castle… 

— Acho que preciso retribuir o que recebi - os lábios já deslizaram pela pele alva a caminho do seu centro. Ao sentir Kate agarrar seus cabelos empurrando-o para baixo, tinha certeza que fazia a coisa certa.  


Domingo


Martha ficou empolgada ao saber do convite do filho. Tinha algum tempo que ela gostaria de conhecer o pai de Katherine e a oportunidade era essa. Ela mesmo se encarregou de fazer o almoço. Pato ao molho de laranja. Uma bela salada de entrada e uma sobremesa a base de chocolate porque sabia quanto o filho adorava. Também estava ciente que Jim não bebia, portanto preparou uma limonada suíça. 

Castle estava impressionado com o esmero da mãe. A mesa para o almoço estava impecável. 

— Kate, foi você que arrumou a mesa? - ela brincava com Dylan no chão da sala. 

— Não, Martha fez tudo sozinha. Nem me deixou chegar perto. 

— Claro, seu pai é o convidado. De certa forma, você também. Eu estava ansiosa por essa oportunidade. 

— Mãe, vá devagar por favor. Jim sabe que eu e Kate somos um casal. Não sabe sobre Dylan ainda. 

— Não contaram? E o que você acha que ele vai pensar quando vir um bebê perambulando pela casa agarrado nas pernas de Katherine chamando-a de “mamama”? Claro que ele sabe que não há a possibilidade dela ter ficado gravida sem ele saber, mas… 

— Mas? 

— E se ele não gostar do fato de você ter outro filho, de outra mulher provavelmente e achar que a filha dele merece algo melhor do que um pai solteiro com dois filhos? 

— Martha, ele não vai pensar mal de Castle, especialmente depois que eu contar a historia. E se não concordar, não há muito que possa fazer. Dylan é meu filho também. Não irei abrir mão dele. 

— Você o conhece melhor do que nós. E se ele aceitou bem seu namoro, deve ter razão quanto ao resto. 

— Só espero que Alexis consiga entrete-lo bastante e que ele durma quando estivermos almoçando. Quero prepara-lo antes de ver meu baby boy de chamego comigo. 

Conforme combinado, Kate foi buscar o pai. Quando saiu de casa, Dylan já estava alimentado e Castle contava historias para faze-lo dormir. Antes de entrar com o pai em casa, ela comentou. 

— Martha está ansiosa para conhece-lo. Por favor, não faça nenhum pré-julgamento sobre ela, pai. Apesar do jeito excêntrico, ela é uma mulher incrível e me ajudou muito quando eu nem sabia que precisaria dela, nos últimos meses. E se algo parecer estranho, eu prometo que posso explicar. 

— Filha, eu sei ser educado. 

— Não se trata apenas de educação, aprovação. Quero que sinta o que eu sinto quando estou aqui - ela abriu a porta do loft com sua chave, o que já chamara a atenção de Jim para a importância da relação dela e Castle.

— Castle, Martha. Chegamos - a sogra aparece com um sorriso no rosto e uma roupa típica da diva. Ela viu Castle saindo de seu escritório, piscou para a namorada. Sinal de que Dylan adormecera.

—Jim, seja bem-vindo. É um prazer recebe-lo na nossa casa - beijou o rosto do pai de Kate. 

— Eu que agradeço o convite. Não gosto de dar trabalho, Martha. 

— Trabalho nenhum. Gosto de agradar Katherine, é um prazer. Venha sente-se - Castle se aproximou de Jim cumprimentando-o. Alexis fez o mesmo. 

— Essa é minha filha, Alexis. A outra mulher sensata na minha vida. 

— Ele precisa disso - disse Alexis - se bem que ultimamente tenho deixado a responsabilidade para Kate. Prazer em conhece-lo, Sr. Beckett.   

— Jim, por favor, querida.  

— Quer beber algo, agua, refrigerante, tenho limonada suíça também. 

— Aceito a limonada. É um belo apartamento, Castle. 

— Obrigado - assim que Martha voltou com as bebidas, a conversa fluiu. A mãe de Castle fazia questão de saber mais sobre Jim, elogiar Kate e manter os tópicos bem longe do assunto bebês. Sentaram-se à mesa e o clima continuou agradável. Era a vez de Jim tecer elogios para Martha e acabar lembrando-se da esposa. Do que ela gostava de cozinhar e das farras de domingo como a própria Kate já contara para eles uma vez. 

Após a sobremesa, eles retornaram para a sala e Castle se ofereceu para preparar um café. Alexis pediu licença para atender o celular. Na verdade estava indo checar Dylan que parecia ter acordado. Kate insinuou que ia ajudar o namorado deixando a cargo de Martha entreter o pai. 

Ela preparou uma rápida mamadeira e entregou a Alexis, porém duvidava que o menino quisesse leite nesse instante. Era a hora de comer frutas. Ao se aproximar de Castle, ela falou baixinho. 

— Está na hora de falar sobre Dylan. Quer que eu faça isso sozinha? 

— Claro que não, amor. Fui eu que a meti na confusão e independente de onde chegamos e o que aconteceu conosco, a responsabilidade é minha. Não vou deixa-la sozinha. 

— É nossa. Eu aceitei embarcar na aventura com você - ele apertou a mão dela. 

— Está preocupada com a aprovação de seu pai, eu sei. 

— Não é isso. Não é aprovação, e-eu não sei o que ele vai pensar de mim. E principalmente se poderá aceitar Dylan como… - ela fechou os olhos. Era esse o maior medo de Kate. Jim rejeitar o menino por não ser realmente seu filho. Castle beijou as pálpebras dela, ergueu o rosto da namorada para que ela olhasse em seus olhos. 

— Não acredito que o homem que criou uma mulher tão maravilhosa seja capaz disso. Vai ficar tudo bem, Kate. Vamos, me ajude com o café ainda temos que despachar minha mãe. Pelo menos os dois parecem ter se entendido. 

Castle ofereceu a xícara de café a Jim. Entregou outra para Martha e Kate pegou a sua caneca. O filho fez um sinal com a cabeça para a mãe. Entendendo que precisava se retirar, ela arranjou uma desculpa. 

— Preciso guardar a comida, não quero que nada estrague. Você está em boa companhia, Jim. Volto logo - Kate se sentou no lugar ocupado por Martha ao lado de seu pai. Castle também se colocou do outro lado, tocando seu joelho para lhe dar apoio e confiança. 

— Pai, lembra quando eu perguntei se confiava nas minhas decisões? 

— De novo essa conversa, filha? Eu já disse que sim. 

— Eu preciso lhe contar uma coisa. Uma história. Quero que me ouça antes de falar qualquer coisa. É importante - Jim conhecia bem sua filha para entender que estava nervosa, o assunto era sério. A principio, ele chegou a pensar que ela falaria de casamento, mas ao se referir a uma história, outra preocupação lhe veio a mente. O caso da mãe. Será que ela descobrira algo e não lhe contara? Esse assunto era o mais sério e talvez o mais importante na vida de Kate. Não sabia o que esperar, então concordou. 

— Tudo bem, prometo que ouvirei sua história até o fim. 

Beckett sentiu os dedos de Castle entrelaçando-se aos dela. Trocaram um olhar. Ela fitou o pai e as palavras foram ditas. 

— Tudo começou há dez meses atrás quando atendi um chamado de um homicídio em um beco próximo a um dinner - Beckett narrava a história desde o encontro com Dylan na cena do crime, a prisão dos culpados, a afeição ao bebê de Castle e o porque, a proposta maluca. À medida que avançava na história, Kate via o semblante do pai mudar. De perplexo, para preocupado, para admirado e voltando ao perplexo. Em nenhum momento ela detectou desaprovação ou repulsa. Ele estava intrigado. Continuou falando do sucesso da adoção, do inicio do relacionamento, do seu apego ao bebê. Sua paixão, na verdade. Quando ela contava sobre a dúvida do natal, Alexis interrompe a conversa. 

— Não, Dylan… - mas o menino já escapara da irmã correndo na direção de Kate. 

— Mamama… Xiiiss lei…Dyan… - rapidamente, ele sobe no sofá sentando-se no colo de Kate. 

— Desculpe, Kate. Eu realmente tentei mante-lo ocupado com os livros, mas ele é esperto e rápido, eu me virei para pegar um carrinho e ele correu. 

— Tudo bem, Alexis. Sua irmã estava lendo para você, baby boy? - o pai estava boquiaberto olhando para a filha. Kate beijou a cabeça do filho - você pode ficar um pouquinho com o daddy, meu amor? Ele vai lhe dar frutinha - ela entregou o menino a Castle, Dylan olhou para a mãe. 

— Bananabananabanana… - ela riu. 

— Castle, nem preciso dizer… - ela voltou a atenção para o pai que tinha uma expressão de total incredulidade no rosto - onde eu estava? Ah, no natal. Pai, naquele dia que conversamos, o senhor me deu a maior lição e o maior presente que já recebi. Quando falou da minha mãe, do que ela foi e é. Foi quando eu percebi que não podia negar tudo o que sentia pelo meu bebê. Dylan é meu filho, eu o amo e tenho orgulho de ser a mãe dele. E-eu nunca pensei que minha vida pudesse mudar tanto por causa de uma criança. Nem pensava em ter filhos! E agora… meu baby boy é tudo para mim. E-eu realmente não queria ter escondido isso de você, pai. Só que foi difícil até para mim encarar o que acontecia comigo. Eu espero que me perdoe, mas não vou pedir desculpas pelo que fiz, pelas decisões que tomei, por amar Dylan ou Castle, ele é nosso filho. E espero que o aceite como seu neto.  

Beckett respirou fundo. Passou as mãos no cabelo, fitou o pai. Compreendia que não era fácil, ele tentava absorver tudo o que lhe contara. Sua filha com um bebê. Adotando um bebê com um homem, por ele na verdade. Sua menina com um bebê em seu colo. Kate mexia nas letras da pulseira ainda mantendo o olhar na direção do pai. 

— Não vai falar nada, pai? Por favor, fale alguma coisa. 

Jim percebeu que sua filha tinha mais da mãe do que imaginara. Dylan se aproximou dela outra vez segurando o copo do capitão América no qual bebia seu suco. Olhava interessado para aquele estranho na sua frente. 

— Deixa eu ver se entendi o que você acabou de me contar. Está dizendo que você aceitou mentir sobre um relacionamento com Castle para que ele tivesse a guarda de um bebê pelo qual se apaixonou e agora chama de filho? Que bagunçou a ordem natural das coisas ao assumir uma criança antes mesmo de assumir seu relacionamento? E sequer são casados… e-eu ainda não sei se digeri tudo isso. 

— Pai, eu sei que é difícil. Eu chamo Dylan de filho porque ele é meu filho. Não importa o que o papel da adoção diga. Eu encontrei uma nova família. Não preciso estar casada para ser feliz. Sim, pai - ela sorriu pegando o menino no colo e beijando sua bochecha - eu estou feliz. 

— Essa história… parece um livro de John Grisham encontra, o que? Rick Castle?  

— Exceto que é vida real - Castle falou - Jim, eu sou pai. Posso compreender o que deve estar sentindo nesse momento. Se Alexis chegasse para mim contando uma história dessas, eu francamente não sei como me reagiria. Quero que saiba que em nenhum momento eu enganei ou forcei sua filha a nada. Ambos sabemos que Kate Beckett toma suas próprias decisões e não se deixa levar por ninguém. Também quero dizer que não vou magoa-la, eu a amo. Eu acompanhei a luta e a transformação de Kate durante aquelas três semanas e depois delas. Aceitou a mim e ao meu filho sem querer nada em troca. Eu fiz uma promessa para mim mesmo, vou passar o resto da vida agradecendo pelo que ela fez, amando-a pelo seu gesto. Pelo seu coração e sua fibra. Ela é minha família e Dylan, nosso filho. 

— Meu Deus! Que loucura! - Jim desviou o olhar, balançava a cabeça. O que Kate não podia ver era que ele sorria, não até ele virar-se para encara-la outra vez - você é igual a ela. Johanna teria amado isso! Sua mãe onde quer que esteja, está adorando tudo isso. 

— E você, pai? 

— E-eu preciso de um momento para me acostumar. E-eu sou… sou… - Beckett completou. 

— Avô? Somente se quiser… não estou obrigando-o a nada, pai. Mas eu aceito um abraço ou uma palavra de conforto que me diga que compreende minhas escolhas - Dylan desceu do colo de Kate indo em direção ao tapete. Jim ainda fitava a filha. Pegou sua mão. Viu o solitário da esposa em seu pescoço. Então, outra vez, Kate se viu surpreendida. Dylan andara até o desconhecido e ofereceu um carrinho azul a ele. 

— Binca vrumvrum? - os olhos de Kate encheram-se de lágrimas. O pai pegou o carrinho das mãos do menino sorrindo. Começou a passear com o brinquedo no braço do sofá. Dylan bateu palmas. 

— Esse é o do vovô? E cadê o seu, Dylan? 

— Dyan… red… - e mostrou o outro carrinho que deixara ao seu lado. Dylan olhou para Kate que chorava - voooo Mata? - ela limpou as lágrimas pegando o menino no colo. O pai se levantou. 

— Quero que conheça alguém muito especial, baby boy. Esse é o vovô Jim. Consegue dizer Jim? 

— Im… 

— Voooo Jim, diga baby boy

— Voooo im… 

— Quer segura-lo? - o pai anuiu - vai com o vovô - entregou o menino nos braços do pai. Sentiu Castle se aproximar envolver sua cintura, ela acariciou os braços dele, sentiu o beijo no rosto.  Encostou-se no peito dele, um alivio percorreu seu corpo ao ver seu filho examinando com as mãozinhas o rosto do pai. Apertou o nariz do avô fazendo Jim sorrir, Dylan também riu. 

— Ele aprendeu direitinho com você - Castle sussurrou em seu ouvido - feliz? 

— O que você acha? - Dylan se lembrou do capitão América. 

— Daaddy, meica… - se balançava em direção ao pai. Castle pegou o menino do colo de Jim dizendo que iam buscar o América. Kate olha para o pai que a abraça. Ficam um bom tempo calados apenas no conforto daquele gesto. Jim se afasta para fitar sua menina. 

— Katie…Katie… você sempre sabe surpreender seu velho pai. Saiu de casa para morar com o namorado, entrou para a policia, virou detetive e agora… é mãe de uma forma totalmente não-convencional. Perdoe seu pai por precisar de um tempo a mais para se adaptar. Filha, eu estou querendo dizer que sei que fez as escolhas certas. Eu me orgulho pela sua coragem, e a amo pelo seu coração. Como sua mãe. Parece que ganhei o pacote completo! - eles riram. 

— Desculpe por não contar antes. Não queria envolve-lo no processo de adoção, não era justo. É advogado e naquele momento, eu burlava a lei. 

— Por uma boa causa, mas entendo a sua decisão de me manter de fora. 

— Obrigada, pai. Acho que agora podemos curtir um pouco mais desse domingo, não? Quero mais um pouco daquela sobremesa. 

Kate seguiu para a cozinha. Ao ver a sua “mamama" abrir a geladeira, Dylan correu até ela. 

— Vete? Que vete! 

— Você não nega que é filho do seu pai… - ela tirou a vasilha do doce colocando sobre o balcão. Pegou três potes de sobremesa e serviu. O menino continuava repetindo as palavras “vete” e “mamama” incansavelmente. Castle foi ajuda-la com os potes. Kate pegou o menino no colo sentou-o no balcão - isso não é sorvete, mas é de chocolate. Vou lhe dar um pouquinho para provar - ela pegou a colher e tirou um pedaço bem pequenino do doce dando para o bebê. 

— Ado…mais! - ela ria beijando a boca do filho. De longe, Jim observava o jeito da filha com a criança. Castle ao seu lado. 

— Ela é magnifica… - deixou escapar. 

— Ela é a mãe toda - riu - Johanna fazia isso mesmo com Katie. Beijava a boca da filha segurando as bochechas como se fosse um biquinho e esfregava o nariz - Kate conversava com o menino e ria dando doces, melando seu rosto e recebendo beijos melados do filho, a gargalhada aparecia de vez em quando - eu nunca a vi assim - olhou para Castle. 

— Nunca a viu… 

— Feliz, tão feliz desde a morte da mãe. Você é em parte responsável por isso. Desde que entrou na vida dela. Katie vem mudando. Eu pude perceber. Obrigado. 

— Ela mudou a minha vida também, Jim. Mais do que imagina.     

— Sabia que alguém tinha acordado. É só ouvir as gargalhadas de Katherine para entender. 

— Martha, ele adorou a torta de chocolate. 

— Mesmo? Teremos que vigiar seu pai, então. Se depender dele vai acabar te enchendo de chocolate, kiddo! - ela beijou a cabecinha do neto e foi até onde Jim estava - como se sente? Avô? 

— É um pouco assustador e intenso ainda. No bom sentido. Kate me comentou antes mesmo de saber de toda essa historia que você foi muito importante para ela em vários momentos. 

— Ah, Jim. Ela é como uma filha para mim. Tenho muito respeito pela mulher que é. Apenas a guiei pelo caminho que ela praticamente aprendeu sozinha. A maternidade. Katherine é perfeita para o papel. 

O resto da tarde correu muito bem. Jim teve a oportunidade de ver a filha no papel de mãe, dando o jantar ao pequeno, brincando. Uma cena que francamente acreditou não ser capaz de presenciar diante de tudo o que já se passara na vida dela. Queria que a esposa pudesse ver essas cenas de onde quer que estivesse. 

Por volta das sete da noite, ele se despediu de todos e disse que pegaria o metro. Castle acompanhou-o até a porta. Beckett estava limpando a boca do menino depois de comer. 

— Espero que volte sempre que quiser para nos visitar. Será muito bem-vindo - apertou a mão do pai de Kate. 

— Eu vou - ela apareceu com Dylan no colo. 

— Pode dar tchau para o voooo Jim, meu amor? Ele quer beijo também? - Dylan balançava a mãozinha na direção de Jim, levou a mão até os lábios e jogou beijo - ah, não é esse beijo que ele quer. Voooo Jim quer na bochecha que nem o do daddy. O menino se inclinou e beijou o rosto do avô - muito bem, baby boy - ela cheirou o filho. Deu um beijo no pai - obrigada por ter vindo, pai. 
— Obrigado você, Katie - o sorriso estampado no rosto da sua menina valia mais que todo o dinheiro do mundo. 

Ao fechar a porta, Castle a fitou. 

— O que eu disse? 

— Castle… - foi tudo o que ela conseguiu dizer antes de abraça-lo. 

Mais tarde, ela saíra do banho e estava passando hidratante no corpo. Castle tinha ido até a cozinha. Voltou com duas taças de vinho. Sentou-se ao lado dela. 

— Acho que ainda não brindamos a esse dia maravilhoso - ela deixou o hidratante na cabeceira. Pegou a taça - à família. 

— A você e às novas lembranças - bebeu o liquido sentindo o nariz de Castle a cheirando, provocando cócegas. Colocou a taça na cabeceira - eu realmente preciso fazer isso - Beckett envolveu seus braços no pescoço dele ficando de joelhos entre as pernas de Castle. Sorveu os lábios dele vagarosamente, em movimentos sedutores e apaixonados. Afastou-se para fitar os olhos azuis - eu te amo, Rick. 

— Always - e tornou a beija-la.  


Outubro


Castle e Beckett voltam a receber a visita do agente Spencer após completarem um ano da adoção de Dylan. Novamente, conversar e passar a tarde da companhia do assistente social foi uma experiência boa. Dylan se divertiu com o novo amigo. Dessa vez, ele não veio acompanhado com a psicóloga. Explicou que não tinha necessidade. Beckett voltou a perguntar sobre o processo. 

— Eu sei que ainda temos mais um ano para termos a aprovação da guarda definitiva e teremos mais visitas, mas seria possível dizer o que pode acontecer? - ela não estava perguntando realmente sobre a visita. Beckett estava preocupada com a afirmação que ouvira da agente Wilson sobre a guarda estar condicionada a Castle ser casado. 

— Não é tão diferente do primeiro processo, porém dessa vez vocês não irão ao tribunal. Eu devo entregar um relatório com o meu parecer ao meu superior e ao juiz que concedeu a guarda provisória anteriormente. Eles analisam e chegam a conclusão final após revisarem todo o caso. 

— Isso leva tempo? Existe algum impedimento no caso de Dylan? 

— Depende da fila de casos e não saberia dizer nesse momento se há algum ponto em aberto no caso de Dylan. Teria que rever toda a documentação. Vamos fazer assim, na próxima visita eu trago essas respostas, tudo bem? 

— Tudo bem - ela teve que concordar. Castle sabia o que a preocupava. Não era a perda da guarda, era o seu papel no processo. Ele se despediu do agente e agradeceu. 

Na manhã seguinte, ela estava terminando um relatório para o capitão quando foi chamada a sua sala. 

— Senhor, eu estou quase acabando. Preciso de meia hora. 

— Sente-se, Beckett. Não lhe chamei aqui por causa de um relatório - ela obedeceu - eu tive uma reunião ontem no 1PP, quero dividi-la com você. Eu preciso de um substituto. Todos sabem que eu a trouxe para essa delegacia porque acreditava em seu potencial. Eu vi a sua tenacidade, sua determinação mesmo como uma simples recruta. Não há ninguém mais merecedora dessa cadeira que você. Infelizmente, as coisas na NYPD acontecem devagar. Para isso acontecer, terá que subir alguns degraus na sua carreira. Não quero que seja sargento. Quero vê-la tenente. Sim, Lieutenant Beckett. Serão abertas três vagas, o exame acontecera em janeiro. Você precisa ter experiência em outra patente para tentar a capitania. Não sei o que irá acontecer no futuro, espero que daqui a cinco anos você já esteja ocupando o lugar que já considero seu. 

— Senhor, e-eu não sei o que dizer… 

— Não quero que diga nada, prove o que eu já sei. 

— Será uma honra, senhor - ele a cumprimentou. 

— Boa sorte, detetive. 

Kate saiu da sala ainda em choque. Castle percebeu que ela deixara a sala de Montgomery direto para a mini copa, a seguiu. 

— Kate? - ele a encontrou de cabeça baixa, apoiada no balcão de frente para a maquina de café - está tudo bem? - a tocou no ombro. Beckett se vira para encara-lo. 

— Está… e-eu só… o capitão, ele me ofereceu uma possibilidade de promoção, subir de patente. Lieutenant. E-ele quer me fazer sua substituta. Eu vou sentar naquela cadeira, Castle. Não hoje, nem tão cedo, mas… 

— Você merece aquela cadeira, Beckett. Não tenha dúvidas disso. 

— Eu entrei para a policia com um objetivo. E agora, eu descubro que a policia me trouxe muito mais do que eu podia imaginar. Claro que minhas metas foram mudando e sentar naquela cadeira é um orgulho. Eu sonhei com isso desde que me tornei detetive. 

— E vai sentar. E eu estarei ao seu lado orgulhoso de ver o 12th distrito sob o comando da Capitã Beckett. Mas antes… Lieutenant… hum, sexy! - ela riu. 

— Eu ainda preciso passar na prova. 

— Já passou - ele apertou a mão dela. Levou-a até os lábios. 

— Tenho que terminar um relatório. 

— Como você sabe cortar o clima… 

— Não é como se você pudesse me beijar aqui… 

— Posso fazer isso quando você se tornar capitã? Será o seu distrito. 

— E você ainda estará aqui, Castle? Não terá novas aventuras, novas séries para escrever? 


— A menos que me expulse, não me vejo em outro lugar do que ao seu lado, Kate - sorrindo ela bateu o ombro contra o dele. Um gesto intimo, somente deles, que representava carinho. Respirou fundo e voltou para sua mesa para terminar o trabalho.   


Continua...

5 comentários:

rita disse...

O que dizer?? Você surpreende a cada capítulo, não só a mim, mais a todas as suas fiéis leitoras. Essa fic é linda demais , amo , é excelente. Esperando os próximos capítulos com ansiedade, mais sabendo que você é muito ocupada e que tenho que ter paciência, mesmo porque não é a única fic que está escrevendo. Abraços da amiga.

cleotavares disse...

Tudo lindo. O jantar, o "vovô im", a cueca do Batman, ops! hahaha. Estou tão orgulhosa da nossa Kate. E agora...., Lieutenant Beckett, muito sexy mesmo, Castle.

Vanessa Belarmino disse...

Uma das coisas que mais amo nas suas fics é a abundancia de palavras... Isso teria dado ao menos dois capítulos de outras autoras... ahahaha Mas amo essa abastança! ♥
O encontro com Jim foi ótimo. Ver ele entregando Kate e ela vermelha, não tem preço. Sabia que Jim não ficaria surpreso. Demorou mesmo, migo! hahaha Mencionar o natal foi fofo demais.
Castle se achando é hilario hahaha
Pausa para o momento Batman... SOS que ja tinha até esquecido disso... KB é perfeita na inspeção... wow!Foi Heat!
Eu ri do "Não vi você reclamar, vi gemer". Promessa cumprida com louvor!
Vamos para o domingo... Achei incrível a postura da Martha, toda anfitriã, querendo fazer o melhor e mostrar a Jim o quanto ela ama sua nora (filha). Castle acalmando uma Kate nervosa foi muito amorzinho.
O almoço foi perfeito e reação de Jim foi a esperada... Perplexo, confuso e feliz por sua filha... Ver sua Katie mãe deve ser um choque mesmo... Eu adoraria que Johanna participasse disso, ela iria surtar ahahaha
E vovó "Im" se rendeu ao Baby boy, claramente tem o charme do pai... Impossível resistir. Amei as palavras de Castle, querendo enfatizar o quanto aquilo era serio e quanto ama Kate e a família deles.
Ver Castle e Jim babando na mamama Kate foi tão fofinho.
Tb quero vovô Jim mais vezes...
Chega outubro e vem mais mudanças para KB e para Caskett. Ouço sinos e aquela palavrinha "C"...♥♥
E aquele sentimento de que a fic ta acabando mesmo... Faltam 3 ne?
Confio em vc! Vou amar!

Priscila Barros disse...

Amei muito esse capítulo ❤❤❤❤
Quanto nervoso dessa conversa com o Jim, na conversa sobre o namoro um fiquei pouco menos, aliás todo mundo já sabia que esses dois tinham tudo pra ficarem juntinhos ❤❤❤ mas a conversa para apresentar o baby boy? Eu fiquei tensa. Mas tem como alguém resistir ao baby boy mais lindo? Não mesmo ❤❤❤❤❤ 'vooo im', o Dylan é muito fofinho ❤❤❤❤
E no final? Sobrou fofura pra todo lado, amo muito ❤❤❤
Amei amei amei muito, Kah. Muito obrigada por esse capítulo lindo ❤❤❤❤❤❤

Silma disse...

Como respirar depois desse capítulo meus amigos?COMO!!!
Uma palavra pra esse capítulo APAIXONANTE.
Se a Kate estava nervosa com essa conversa com o Jim pra falar que estava namorando o escritor charmoso imagina a galera aqui 👌🏽nóis tava tremendo na base 😂 ainda bem que ocorreu tudo bem 😍não foi uma coisa que ele ficou extremamente surpreso né? No fundo ele já imaginava a possibilidade 😂😜também a cada conversa que tinha com o pai ela enchia o Castle de elogios 😌😎
Nem vamos falar dessa conversa sobre o mais novo vovô do pedaço 😍tendo Dylan como neto não tem como não se apaixonar e ficar perdidamente encantado!!!
Eu fiquei tão emocionada(como sempre 😂),quando o Dylan deu o carrinho pro vooo Im dele 😍😍

Não estou preparada pra dizer adeus pra essa fic 😪🤧 porém eu confio nessa autora que nunca desapontou suas leitoras! 😜
AMEI KAH 💙