sábado, 25 de março de 2017

[Castle Fic] I Drove All Night - Oneshot



I Drove All Night 

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Songfic Romance 
Histórias: Castle – S6 Beginning   
Quando: Durante o periodo em DC. Premiere. 
Capítulos: Oneshot 
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados! A canção “I Drove All Night” é de autoria de Roy Orbison sendo a versão usada a de Celine Dion. Não me pertencem. 

Nota da Autora: História criada a partir de uma das primeiras cenas da sexta temporada. Beckett tem estado muito ocupada em sua nova rotina do FBI. Castle também se dedicava aos livros e em turnê suas agendas não coincidiam. Ambos loucos de saudades e a distancia começará a se tornar um problema para os dois. A musica de Celine Dion (na verdade, regravada por ela) me inspirou a criar uma historia alternativa para aquele episódio. Essa canção está martelando na minha cabeça desde a escutei no The Voice outro dia e a presença da diva só fez eu querer escrever mais essa oneshot. Sim, será pequena e ao invés de apenas mencionar parte da canção homônima ao titulo da fic, eu irei usar frases no meio do texto para correlacionar.. Divirtam-se!






I Drove All Night



Nos últimos meses, a vida de Kate Beckett mudara em 180 graus. De uma oferta de emprego  no FBI direto do gabinete da procuradoria passando por uma proposta de casamento do homem que amava até a mudança para Washington DC. Alguns diriam que era muito para lidar em um curto espaço de tempo. Não ela. A destemida Beckett recebera o que a vida lhe oferecera de braços abertos. 

Claro que não fora um passeio no parque. A omissão do emprego em DC para Castle causou uma turbulência em seu relacionamento com o escritor. De fato, ela nunca o vira tão chateado, tão possesso. Naquele dia, Beckett se questionou se fizera a coisa certa, porem mesmo querendo muito ter sua chance no FBI, também tinha medo de afasta-lo ou perde-lo de vez. Naquela tarde de maio, ela foi encontra-lo com o coração na mão porque em sua mente, Castle iria acabar o relacionamento com ela no momento em que revelasse que conseguira o emprego. Omissão ou mentira são claramente razoes suficientes para colocar qualquer relacionamento em cheque. 

Ela sabia muito bem disso, afinal foi esse o motivo que quase custou o fim da parceria, da amizade e principalmente da ausência de Castle em sua vida quando ele jogou em sua cara que sabia sobre ela ter mentido com relação aos seus sentimentos. Ainda lembrava o quão sério ele estava quando sentara-se ao seu lado naqueles balanços e começara a falar. 

O pedido de casamento a pegou completamente desprevenida. Beckett jurava que Castle ia terminar com ela. Em vez disso, ele se ajoelhou a sua frente e perguntou se ela queria casar com ele. Agira como uma boba naquele instante. Perdida, estupefata, sem chão. Alias, Castle tinha o dom de deixa-la sem chão. Sim, ela o amava com todo seu coração. Aceitar casar-se com o seu escritor favorito e melhor parceiro foi a decisão mais sensata e importante que ela ja tomara na vida depois de escolher a profissão de policial. 

Engraçado como tudo parecia interligado. Ambos viviam de crimes, precisavam deles para sobreviver. Um resolvendo-os e fazendo justiça, o outro, escrevendo sobre eles fazendo as pessoas usarem a imaginação e viajarem para um universo alternativo. A definição “feitos um para o outro” podia servir-lhes bem. 

Há precisamente dois meses, o trabalho em DC vinha exigindo demais de Beckett. Por outro lado, Castle acabou escolhendo o mesmo período para sair em turnê. Com essa decisão, eles ficaram mais tempo sem se ver. O que já era complicado de manter uma certa constância, tornou bem difícil com os problemas de agenda. Antes da turnê, eles costumavam se ver de duas em duas semanas, o que ja não era suficiente para Castle e Beckett, contudo era o que podiam arranjar. 

Dois meses sem qualquer contato alem do telefone estava praticamente matando-a. Não era apenas a vontade de fazer amor, a falta do toque dele em seu corpo, era tudo. Os beijos, os carinhos, o sorriso, o abraço. Apenas ficar deitada em seu peito. Pequenas coisas, importantes, significantes. Se ha alguns anos atras alguém pedisse para Beckett definir qual era o seu lugar favorito, certamente diria a delegacia. Hoje, a resposta era completamente diferente. Ela diria que seu lugar preferido seria ao lado de Castle. Sentindo seu toque, seu cheiro, seu beijo. 

A cama era grande demais, fria e perdera sua importância. Era apenas um objeto para desabar após um longo dia de trabalho e dormir. Cerca de um mês atras, eles planejavam se encontrar para matarem as saudades em Vegas, porem uma mudança súbita de planos na agenda de Castle acabou cancelando o reencontro. Isso apenas serviu para agravar a carência que Beckett sentia do noivo. Ela ficara extremamente chateada por não poder vê-lo, mas aceitou. 

O ultimo caso que trabalhara ao lado de sua nova parceira e mentora Rachel fora cansativo e difícil. Beckett trabalhara quase 24 horas seguidas para desvendar um quebra-cabeça complicado e chegar ao suspeito e felizmente culpado do crime. Ela não pode evitar lembrar-se de Castle. Ele adorava casos intrigantes e cheios de mistérios. Isso era outro fator que pensara mais do que ela imaginara em sua vinda para DC. Sentia falta de investigar com Castle. 

Apos um banho quente e longo para relaxar e expulsar de vez a tensão que a dominara nos últimos dias, Beckett sentou-se na cama usando apenas calcinha e uma camiseta. Pegou o notebook, checou seus emails e um calendário que ela e Castle criaram e compartilhavam com seus compromissos e as datas dos possíveis encontros. 

Um sorriso genuíno despontou no rosto de Beckett quando ela reparou que seu noivo estaria de volta a Nova York em dois dias. Isso significava que poderia persuadi-lo a visita-la se não tivesse um caso pesado para trabalhar. Alias, convence-lo seria extremamente fácil. Tinha certeza que ele estava tão carente quanto ela. Estava mais próximo do que imaginara, ainda assim parecia muito distante de acontecer. 

No dia seguinte, Beckett estava no escritório revisando seu relatório quando o celular tocou. Ela abriu um sorriso ao ver a foto de Castle no visor. 

— Hey, babe… 

— Oi, Kate. Adivinha quem já está em Nova York? Acabei de chegar. Estou a caminho do loft. 

— Não era amanha? Oh, Castle... essa é uma noticia excelente. 

— Não fique feliz tão rápido. Deveria ser amanha,mas conseguimos fazer dois eventos em um dia e há uma razão para eu ter voltado mais cedo. Gina não faz nada altruisticamente. Ela tem uma reunião hoje à tarde na editora e também quer que eu dê uma palestra em Boston para um grupo de futuros escritores. Gina diz que é parte do meu contrato com a editora. Não posso me recusar a fazer, isso significa que irei amanhã para Boston apenas para falar duas horas. Ela sabe mexer os pauzinhos quando a interessa. 

— Ah, não... eu pensei que poderia convence-lo a vir até aqui me visitar e agora isso? - Castle notou o som na voz de Beckett era meloso quase um choro. 

— Desculpe. Como você está? 

— Cansada, com saudades. E chateada por ter que adiar nosso encontro outra vez. 

— Eu posso sentir pelo tom da sua voz que realmente está chateada.  

— É claro que estou! Dois meses, Castle. Estou com saudades, você não? - novamente ele percebeu outra emoção ao ouvir Beckett falar. Dessa vez, era um misto de desafio e autoridade.  

— Claro que estou. Como ainda pergunta? Acredito que nas últimas semanas realmente descobri o que a expressão "subindo pelas paredes" significa. Infelizmente, eu preciso fazer isso. Se quiser, depois da palestra em Boston eu posso ir a D.C. O que acha?  

— Você viria mesmo? 

— Ainda pergunta? 

— Venha, por favor.  

— Mas você terá que me prometer que não trabalhará até tarde. Nada de encontrar um super caso e me deixar sozinho em seu apartamento. Devia tirar um dia de folga.  

— Não posso ter folga, porém prometo não ficar presa em nenhum caso complicado. Acabamos de fechar um que você iria adorar. Tive que desvendar um sistema de código que o suspeito usava para se comunicar com os seus aliados do outro lado do mundo. Bem estilo Rick Castle. Eu sinto falta da gente, babe. De trabalhar juntos, investigar era mais divertido. 

— Eu sei que sou o melhor parceiro que você já teve, Beckett. Pode admitir. Eu também sinto falta disso. Revelações de Kate Beckett. Quanta evolução, não? Ao que me lembre você me achava irritante.  

— Você era irritante, implicante, charmoso e... 

— Bonitão?  

— Eu te amo, sabia?  

— Eu sei, por isso te dei aquele anel. Eu também te amo, Kate. Vou tentar resolver tudo o que preciso com Gina e chegar o mais rápido possível até você. Aguente só mais um pouco.  

— Vou tentar. Se cuida - ela desligou o telefone. Logo em seguida, Rachel apareceu ao seu lado falando que o chefe queria uns minutos com ela - sobre o que?  

— Eu não sei. Ele pediu por você, especificamente.  

— Tudo bem. Espero que não seja um caso complicado - Beckett se levantou indo em direção da sala de seu superior. Ele fez sinal para que entrasse assim que a viu.  

— Agente Beckett, eu tenho um trabalho para você. Estou com a ficha de seis potenciais suspeitos de uma operação grande que poderá vir a ser investigada pelo nosso departamento. Porém há dúvidas se esses nomes estão de fato envolvidos no esquema. Eu sei que você tem bons instintos para julgar pessoas e sabe descobrir conexões e ler nas entrelinhas portanto quero que faça uma avaliação minuciosa na vida desses caras. Quero saber tudo sobre eles e quais potencialmente podem estar envolvidos com esse caso - ele estendeu uma pilha de arquivos para Beckett. Em seguida, pegou um USB drive e entregou nas mãos dela - nem preciso dizer que o conteúdo nesse dispositivo é altamente confidencial. Preferia que evitasse circula-la por aí mesmo entre seus colegas.  

— Certo, senhor. Após a análise de perfil, nosso departamento terá o caso?  

— Ainda há umas pequenas discussões a serem elevadas no bureau, porém tudo indica que ficará sob nossa responsabilidade e talvez tenhamos a cooperação de outro departamento. Obviamente você é minha primeira escolha para comandar essa investigação.  

— E ha alguma previsão de quando irá acontecer?  

— Provavelmente em uns três dias. Depende de quão rápido você entregará os perfis analisados e minha reunião com a direção. Algum problema, Agente Beckett?  

— Não, senhor. Eu apenas gostaria de saber para estar preparada. Terá suas análises no máximo até amanhã.  

— Ótimo. Está dispensada.  

Beckett saiu do escritório de seu superior carregando o material para ser analisado. Ela achou melhor começar o quanto antes o trabalho. Deveria agradecer por seu chefe ter lhe dado essa atribuição. Isso manteria sua mente ocupada e faria o tempo passar mais depressa. Não podia se perder pensando em Castle nesse momento. 

Sentou-se em sua mesa, abriu a primeira pasta e deu início às investigações. Obviamente, perdeu a noção do tempo. Quando Beckett fechou a sexta pasta e salvou seu relatório completo no computador, já passava das dez. Espreguiçou-se na cadeira, desligou os equipamentos, vestiu o casaco e foi para casa.  

Após um banho, ela se deitou na cama. A TV ligada para trazer um pouco de barulho ao ambiente concentrava-se nas notícias do dia. Beckett fechou os olhos por alguns segundos, queria esvaziar a mente dos suspeitos que investigará pelas últimas seis horas. Inevitavelmente, seu pensamento voltou-se para Castle. Ele deveria embarcar para Boston depois do almoço do dia seguinte. Era tão injusto saber que ele estava em Nova York e não podia vê-la. A verdade era que ela se acostumara a ter o escritor ao seu lado, nos momentos bons e ruins. Castle a ajudou em vários momentos de sua vida, viu alem da muralha, conseguiu enxergar o melhor dela. Castle fora a única pessoa que realmente a compreendeu  completamente e quando ela mais precisou, ele estava lá. Porque mesmo com todas as dificuldades sempre houve algo mais entre os dois. Não se tratava somente de parceria ou respeito. A confiança, a certeza de poder contar com o outro, de não ser derrubado. Desde que Castle aparecera em sua vida, Beckett não se sentira mais sozinha. O resumo de todos os sentimentos podia ser traduzido em uma palavra: amor. 

Castle a amara primeiro, se declarara. No fundo, ele falara as palavras primeiro que ela, porem depois de vencer seus medos com a terapia, sabia que ja o amava bem antes de ficarem juntos. Estava em pequenos gestos, palavras, salvava a vida dele não apenas por obrigação da profissão, fizera porque se importava, o amava. Não queria que nada acontecesse ao seu escritor favorito, seu parceiro e agora companheiro. E afinal o que era amor para Kate Beckett? Era estar junto, o calor de um abraço, a beleza de um sorriso, a ternura do olhar de um homem que a tirava o fôlego. Era rir de bobagens, saborear um cafe ao seu lado, passar horas fitando o brilho intenso daquele azul que a lembrava um oceano e sua grandeza infinita, sem dizer um única palavra compreender exatamente o que o outro sentia e pensava.    

De repente, sua mente encheu de imagens do escritor. Momentos compartilhados, beijos, carícias, o ato de fazer amor. Deus! Ela queria estar com ele. Castle prometera que estaria com ela em dois dias. A questão era: aguentaria esperar até lá?  

Beckett mordiscava os lábios pensativa. De repente, ela pulou da cama. Vestindo uma calça jeans, uma camiseta baby look e jogando o casaco por cima, ela enfiou os sapatos nos pés pegou a chave do carro e a bolsa. Saiu.  

Beckett entrou na estrada a caminho de Nova York quase meia-noite.  

Enquanto dirigia pela autoestrada, ela deixava o pensamento vagar pensando em Castle. Não via a hora de estar com ele, sentir seus braços ao redor de seu corpo, seus beijos, mordiscar aqueles lábios. As imagens que surgiam provocavam sensações diversas em seu próprio corpo. Um calor súbito a tomara e a excitação começava a mexer com sua imaginação.  

I had to escape
The city was sticky and cruel
Maybe I should have called you first
But I was dying to get to you
I was dreaming while I drove
The long straight road ahead, uh, huh


Como isso podia acontecer? Quando ela ficara tão dependente do toque e do carinho de alguém como Castle? Era quase incontrolável a vontade de estar com ele, agarra-lo, beija-lo. Precisava dele, fazer amor com Castle.  

Could taste your sweet kisses
Your arms open wide
This fever for you is just burning me up inside


Os pensamentos provocavam reações no próprio corpo que ela não podia lutar para controla-las. O calor emanava da pele. Sentiu os mamilos despontarem na camiseta. Instintivamente tirou uma mão do volante e levou-a ao pescoço descendo pelo colo. O corpo todo clamava por ele. Quando se viu colocando a própria mão entre as pernas, sabia que estava perdida. Freou bruscamente o carro. 

Ofegava. Isso era loucura. Deixou a cabeça pender sobre o volante com o carro no acostamento. Estava perdendo o controle. 

Não conseguindo se concentrar na estrada, Kate decidiu fazer uma parada para se recompor e tomar um café. Necessitava clarear a mente e tirar essas ideias insanas do pensamento. 

Em uma das áreas de descanso da estrada, ela foi ao banheiro, comprou um café e caminhou por alguns minutos no ambiente para se manter desperta. Sentindo-se melhor, ela retornou a estrada. Ainda tinha umas duas horas de viagem até chegar a Nova York. Ela poderia ligar, mas para quê? Não. A surpresa, o seu próprio impulso teria que valer à pena. Estava morrendo de vontade de estar com ele.  

I drove all night to get to you
Is that alright
I drove all night

Dirigiu a noite toda. O copo de café a mantinha acordada. Alem da imensa vontade de chegar ate o noivo e jogar-se em seus braços. 

Era quase cinco da manhã quando Beckett estacionou o carro na frente do loft. Com as mãos no volante, ela suspirou. Estava mesmo em Nova York. Sorrindo abriu a porta principal do prédio e subiu. Com cuidado, ela destrancou a porta do loft, tirou os sapatos para não fazer barulho. O cansaço criado pelo impulso de dirigir a noite toda seria finalmente esquecido e recompensado.

I drove all night
Crept in your room
Woke you from your sleep
To make love to you


Pé ante pé, Beckett caminhava até o quarto deles. Parou ao pé da cama para admira-lo. Castle dormia sereno de barriga para cima. Suspirou ao ver seu futuro marido. O coração disparou ao pensar nisso, ao perceber que a saudade era ainda maior agora que podia vê-lo. Ela tirou a camisa, a calça e deixou o frio do quarto atingir sua pele.  

Rastejou pelo colchão ao lado dele. As mãos acariciando o peito de Castle, o nariz se perdendo no cheiro do pescoço, inalando o misto de loção pôs-barba e o odor característico da pele de Castle. Não resistindo, ela deitou sobre ele ficando quieta recebendo o calor de seu corpo.  

Castle moveu-se gemendo, um pequeno sorriso se formava no canto dos lábios. Estaria sonhando?  

— Hum, Kate... isso vem... mais um pouco... - ela riu. Ele estava sonhando. Beckett não queria mais esperar. Colou seus lábios aos dele vagarosamente. Beijou várias vezes a boca até ouvir Castle falar.  

— Sim, Beckett... sim, quero você - automaticamente como em sonho ele envolveu os braços nas costas dela. Beckett beijou-lhe outra vez e sentiu a recepção calorosa do beijo de Castle. Deus! Ela precisava disso! Beckett resolveu chamar por ele, já esperara demais.  

— Castle... hey, Castle. Abra os olhos.  

— Sim, Beckett... - mas ele continuava dormindo.  

— Cas, babe... - acariciava o rosto dele - abra os olhos - de alguma forma, ele a obedeceu. Ao vê-la a sua frente, literalmente sobre o seu corpo teve uma reação mais que esperava.  

— Estou sonhando, não? Essa é a prova do quanto preciso dela. A vontade é tanta que parece real, como se a minha Beckett fosse de carne e osso. Um sonho bem verdadeiro - ela ja sentia a resposta a qualquer que fossem os pensamentos de Castle contra sua coxa. Estava excitado.  

— Você não está sonhando, Castle. Eu estou aqui - ela se afastou para que ele pudesse vê-la, ficou ajoelhada no colchão olhando para o noivo. Sorria. 

— Meu Deus! O que você faz aqui? - o próprio Castle assustado com a realização de que Kate estava em sua cama, sentou-se para entender o que acontecia. Estava completamente desperto e notara que ela estava apenas de calcinha. Olhando para o lado, viu as roupas dela no chão. Voltando a fita-la, ele não deixou de admirar a bela mulher que o olhava com determinação e paixão. A pele alva, o colar entre os pequenos seios completamente rijos trazia o solitário da mãe e o anel de compromisso. Ela estava pronta para ficar com ele. Os mamilos despontando, o corpo quase nu. Apenas para ele. Nunca esquecia o quanto sua pele era macia. Queria toca-la, mas Beckett chamou sua atenção ao começar a dizer o motivo dela estar ali. 

— Eu não podia esperar mais, Cas. Eu dirigi a noite toda. Quase cinco horas para chegar aqui, sei que parece loucura, mas… eu preciso fazer amor com você. Por isso vim. E-eu dirigi… pensando em você, em poder te abraçar, te beijar… a noite toda. Eu só preciso sentir você, pode me entender? - Beckett o olhava intensamente. Pegou a mão de Castle e levou ate o seu peito.

I drove all night to get to you
Is that alright
I drove all night
Crept in your room
Woke you from your sleep
To make love to you
Is that alright
I drove all night

— Meu coração disparou ao vê-lo deitado. Passamos tanto tempo longe. Acho que nunca ficamos separados assim, mesmo que pensássemos um no outro. Sentir, tocar, deitar ao seu lado sentindo seus braços envolta do meu corpo… consegue entender? Quando eu dirigia pensava em seus beijos, a ideia me fez queimar por dentro. 

Could taste your sweet kisses
Your arms open wide
This fever for you is just burning me up inside

— Você realmente dirigiu a noite toda para estar aqui… - ele estava impressionado. 

— Sim, para fazer amor com você, tudo bem? 

— Wow… você dirigiu a noite toda… desculpe soar repetitivo, mas… 

— Eu te surpreendi, não? - ela sorriu, colocando os braços ao redor do pescoço de Castle, ela deu um selinho nele - mas será que agora… - outro selinho - nós podemos… - outro beijo mais demorado - fazer amor? Eu realmente dirigi a noite toda… - as bocas se completaram em um beijo mais caloroso. As mãos de Castle deslizavam pelas costas de Beckett puxando-a mais para perto de seu corpo. 

I drove all night to get to you
Is that alright
I drove all night
Crept in your room
Woke you from your sleep
To make love to you
Is that alright
I drove all night

O toque das mãos de Castle na sua pele traziam a sensação do calor súbito novamente. Gemeu entre seus lábios. Nada substituia a forma como ele a tocava. Era carinhoso, possessivo e excitante. A pele se arrepiava automaticamente. Os lábios de Castle estavam em seu pescoço, devorando-lhe a pele. Não tinha pressa. A boca deslizava sobre o ombro e retornava para o pescoço. O modo sensual que fazia isso mexia com Beckett. Ela podia sentir o desejo se formando em seu centro. Os dedos de Beckett agarraram a beira da camiseta que ele usava puxando-a de uma vez sobre a cabeça. Assim que a peça foi esquecida sobre a cama, ela pode toca-lo. O corpo quente servia de estimulo para que deslizasse suas maos no peito dele. 

Então, Castle segurando na lateral de seu corpo e voltando a beija-la inclinou o corpo de Beckett deitando-a na cama. Colocando seu peso sobre ela por um instante, perdeu-se explorando sua boca. Em seguida, continuou a explorar a bela forma da mulher a sua frente. Beijou-lhe o colo, o meio dos seios, o estômago. Kate gemeu em antecipação ao ve-lo retornar para a região dos seios e abocanha-los um a um. Contorcia o corpo abrindo as pernas e atracando-se propositalmente no corpo dele. Queria muito te-lo dentro de si, mas estava consciente de que ao pedir para fazer amor, Castle iria levar o tempo que precisasse, iria saborear o momento, sem pressa alguma. 

O pensamento se perdeu quando ele sugou-lhe um dos seios e sentiu a calcinha ser descartada. No instante seguinte, os dedos de Castle invadiram seu centro completamente úmido, pronto para recebe-lo. Beckett arqueou o corpo. O movimento facilitou as caricias de Castle na sua pele. Voltou a sorver os lábios de sua noiva. O beijo tornou-se intenso, urgente. Os dedos dele iam e vinha excitando-a a cada segundo. Ela podia sentir o calor dominando seu corpo, o desejo pedindo passagem. O tremor começou a se espalhar pelo corpo dela avisando que o orgasmo se aproximava. 

— Castle… por favor… quero você. 

— Ainda não, vem Kate… se entregue - por mais uma vez, ele remexeu os dedos dentro dela e massageou seu clitoris. Era impossível lutar. 

— Deus! - foi tudo o que ela deixou escapar. Beckett se perdeu nas sensações que o momento de prazer a proporcionava. Castle continuava suas caricias tirando um momento para admira-la. Como era possível alguém ficar ainda mais bonita ao receber um orgasmo? Com a mão pode sentir o coração disparado no peito, a pele vermelha e brilhando. Um sorriso despontou em seus lábios. Ele também estava chegando ao seu limite. Queria tê-la por completo. 

Ele afastou-se da cama livrando-se do boxer que usava. Beckett estava outra vez sentada na cama e como uma gata engatinhou ate onde ele estava. Ficando de joelhos no colchão, Kate fez suas mãos passearem pelo peito dele até encontrar o membro ereto bem a sua frente. Acariciou-o com as duas mãos enquanto trocavam mais um beijo. Castle gemeu, ela estava brincando com fogo. 

Beckett o fez sentar na cama. Ergueu-se ficando de frente para ele. Ajeitou os fios de cabelo que caiam sobre a testa do noivo, sorrindo segurou-lhe o rosto com as duas mãos. Roçou seus lábios nos dele. 

— Quero você - ao dizer as palavras, ele sabia o que viria em seguida. Beckett apoiou os joelhos no colchão deixando-se deslizar sobre o membro de Castle sentindo-a preencher vagarosamente. As mãos dele estavam em sua cintura ajudando-a a deslizar completamente. Era muito bom ter a sensação de plenitude outra vez depois de tanto tempo - como conseguimos ficar sem desfrutar disso por tanto tempo? 

— Shhh… esquece isso e apenas curta o momento, Kate - ele a puxou pela nuca calando-a. O beijo urgente demonstrava o quanto ele estava precisando daquele contato. De tê-la, de domina-la. Fazer amor com a mulher que amava. Beckett movia-se com ele, o ritmo sincronizado. Castle deslizava as mãos na lateral do corpo dela. Quebrando o beijo, passou a explorar o pescoço dele, mas ao senti-lo apertar seus seios gritou esquecendo o que fazia. Ele a fez arquear o corpo bem na sua frente facilitando o acesso aos seios. Abocanhou um deles fazendo a língua deslizar ao redor do mamilo, não satisfeito, ele roçou os dentes na parte tão sensível do corpo dela. Beckett gemia sentido o ritmo das estocadas aumentar. Ele abandonou os seios e passou a explorar-lhe o pescoço. Cravou os dentes no ombro dela enquanto empurrava-se dentro dela aprofundando-se por inteiro. 

Não ia aguentar muito mais. O tesão e a excitação eram grandes demais. O orgasmo se aproximava, podia sentir. Ela pressentiu o que estava prestes a acontecer. Por esse motivo, o empurrou de volta ao colchão. Espalmando suas mãos no peito de Castle, impulsionava o corpo rápido contra o dele. Estava claro que ambos estavam no limite. A imagem dela quase pulando sobre seu corpo atingiu o subconsciente de Castle mandando a mensagem de prazer que ele necessitava. A virilha recebeu a pontada e o corpo não conseguiu mais acompanhar. Com uma ultima estocada, ele deixou-se levar pela explosão que o tomou. Kate acabou o seguindo sentindo a pele arrepiar-se com a proximidade do gozo.  

Sucumbiu ao momento de prazer deixando seu corpo desabar sobre o dele. Ofegantes, ambos continuavam a receber os efeitos do orgasmo enquanto seus corações e suas respirações extrapolavam a normalidade. Kate sentiu os braços de Castle a abraçarem. O nariz dela estava na direção do pescoço dele. Castle pode sentir pequenos beijinhos na pele. Beckett se deixou deslizar na cama. O vazio de não tê-lo dentro dela a incomodou por uns instantes. Porém, logo Castle a puxou para um abraço. Apoiando a cabeça no peito dele, ela ficou quieta. 

De olhos fechados, ela sentia as caricias em seus cabelos. Beijou-lhe o peito ouvindo-o suspirar profundamente. 

— Como podemos ficar tanto tempo sem isso? 

— Eu não sei, certamente foi um erro. Caso contrario não teria enfrentado cinco horas de viagem dirigindo a noite toda para encontra-lo. 

— E fazer amor… - ele acrescentou. 

— Sim, fazer amor com você, Castle. 

— Acho que vou escrever uma entrada especial no meu diário. Merece. Seria algo assim: querido diário, hoje Beckett dirigiu a noite toda apenas para fazer amor comigo. isso deve ficar registrado para a posteridade - ela deu um murro de leve no estômago dele - hey! Olha a violência! 

— Deixa de ser convencido. 

— Estou apenas atestando os fatos. Você dirigiu a noite toda - ele beijou-a mais uma vez. Os raios de sol começavam a ficar mais fortes no quarto, devia ser por volta de sete horas - espero que tenha valido a pena. 

— E você ainda duvida depois desse orgasmo? 

— Claro que não, contudo acredito que ainda não a recompensei o suficiente afinal foram dois meses e uma longa noite na estrada para chegarmos até aqui - Castle tornou a deita-la na cama. Inclinando o corpo para fita-la, usava os dedos para fazer carinho na pele macia do estômago em pequenos círculos. Tornou a sorver os lábios em um beijo apaixonado. Kate sentiu as pontas dos dedos de Castle provocando-a sobre a região do baixo ventre. Instintivamente, ela abriu as pernas. A mão dele agora estava tocando o interior de sua coxa. 

— O que você está fazendo? - a voz saiu rouca em antecipação ao que poderia vir. 

Ele não respondeu. Seu olhar falava por si. O desejo estampado nos olhos azuis. Nada de palavras, as ações mostravam o que pretendia. Apenas se movimentou na cama, afastou um pouco mais as pernas de Beckett. Ela sentiu os lábios dele no seu estômago seguindo caminho para o lugar mais ansiado. Não resistindo, ela afundou os dedos nos cabelos dele incentivando-o a continuar. Sabia qual seria a verdadeira intenção de Castle. Entre gemidos, ela insistiu na pergunta. 

— O que… está fazendo…Castle? - ele beijou o interior da coxa dela. Um lado e outro. Voltou a encontrar o seu olhar. 

— O que você acha? Estou me preparando para fazer amor. Você sabe que esse é o melhor horário para se fazer amor, não Beckett? - Castle não tinha a intenção de esperar por uma resposta. Ele a tomou por completo sugando o centro dela com os lábios e a língua. Os dedos massageavam o clitoris. A cada segundo que passava, ela se rendia um pouco mais aos toques e provocações de Castle. Ele a provou varias vezes fazendo Beckett ficar zonza. Balbuciava o som do seu nome uma, duas, três vezes. A voz ficando quase inteligível. As costas arqueadas faziam a joia que trazia no pescoço brilhar com o reflexo do sol. Quando percebera que ela estava muito próximo de receber outro orgasmo, ele a penetrou de uma vez pegando-a completamente de surpresa. O grito dela o fez sorrir. Minutos depois, ambos foram brindados por um novo momento de prazer. 

Permaneceram calados por vários minutos. Toda a energia se fora. Zonzos e exaustos, eles se contentavam em apreciar os últimos minutos dessa experiência individualmente. Então, Castle virou-se de lado puxando-a consigo ficando de conchinha. Beijou-lhe o ombro. 

— Agora sim, acredito que a vinda para Nova York valeu a pena. Estou perdoado por ter que ir a Boston depois do almoço? 

— Eu nunca pensei que você merecesse um pedido de desculpas ou perdão. Não é sua culpa, faz parte de seu trabalho. É só que… nós precisávamos disso. 

— Tem razão. E vai voltar dirigindo? Você não devia estar trabalhando? 

— Não tenho um caso ainda, talvez nos próximos dias. Vou ligar para a Rachel falando de um imprevisto, alem do mais eu deixei o escritório as dez da noite ontem quando terminei a pesquisa que meu superior me pediu - ele sentara-se na cama trazendo-a consigo forçando a olhar diretamente em seu rosto. 

— Espera, você saiu dez horas do trabalho e dirigiu quase cinco para estar aqui? Para me encontrar? 

— Nao foi planejado. Aconteceu.  

— Impulso? 

— Impulso, desejo, chame do que quiser. Eu apenas precisava estar com você - o jeito como ele a olhava fizera Beckett prender a respiração por alguns segundos. Havia tanta ternura naquele gesto, tanto amor. Ela podia guardar aquela imagem para sempre em sua mente. 

— Eu te amo, Kate. 

— Always.

Castle puxou-a pela nuca em um beijo provocante e ainda assim completamente apaixonado. Beckett cedeu aos carinhos retribuindo o beijo na mesma intensidade. Ao se afastarem mantiveram as testas coladas. 

— Promete que nós não ficaremos tanto tempo sem nos ver, Castle? 

— Prometo. Por mais que a ideia de saber que você dirigiu a noite toda apenas para fazer amor comigo seja encantadora, não quero passar dois meses sem tê-la outra vez em meus braços. Vamos achar uma maneira de lidar com essa situação - ele acariciou o rosto dela. Novamente beijou-lhe os lábios de leve. Ergueu-se da cama. 

— Aonde você vai? - ela perguntou ao vê-lo vestir o roupão. 

— Vou preparar o cafe da manha para nós. Acho que merecemos depois da noite agitada. Alem do mais, que tipo de noivo eu seria se não tratasse muito bem a minha futura esposa? - ela sorriu ficando de pé. Vestiu a camiseta dele e a calcinha. Castle entregou o roupão dela que estava atras da porta. Aproximou-se acariciando os braços de Beckett sobre o tecido.  

— Então, Beckett, posso lhe servir seu cafe preferido? 

— Eu adoraria - de mãos dadas seguiram para a cozinha - eu provavelmente terei que sair depois do café, tenho que pegar a estrada de volta. 

— Nada disso. Você vai comigo para o aeroporto. Irei comprar uma passagem de volta para Washington. 

— Castle, eu vim com o carro do FBI. Nao posso deixa-lo aqui. 

— É exatamente ai que a historia fica interessante. Meu voo de volta sai às cinco da tarde de Boston. Estarei em Nova York por volta de seis e quinze. Digamos sete até chegar ao loft, trocar de roupa e me arrumar. Pego a estrada de volta para DC depois das nove da noite. Cinco horas depois, estarei na sua casa alegando que dirigi a noite toda apenas para fazer amor com você? O que acha? Tudo bem? 

— Você faria isso? Compraria uma passagem de avião para ter uma razão para me ver essa noite? 

— Por que não? A menos que não queira minha companhia…

— Não! É claro que quero eu só… quer dizer, você está me mimando, Castle - ela sorria envolvendo os braços na cintura dele enquanto ele preparava o cafe. Beijou-lhe as costas. Ele virou-se para fita-la entregando a caneca com o seu latte preferido. 

— Você é minha noiva. Eu posso mima-la, Kate. E nós acabamos de dizer que não vamos deixar o trabalho e a distância ser um obstáculo para ficarmos juntos. Confesso que vou adorar dirigir e acordar você para fazer amor. 

— Mal posso esperar - ainda segurando a caneca fumegante, ela sorveu seus lábios apaixonadamente.   


I drove all night to get to you
Is that alright
I drove all night
Crept in your room
Is that alright

I drove all night to get to you
Is that alright
I drove all night
Crept in your room
Woke you from your sleep    
To make love to you
Is that alright
I drove all night



THE END

8 comentários:

cleotavares disse...

Oh! Que lindo é o amor. A durona Kate Beckett dirigindo a noite toda pra fazer amor. "Tem algum problema?" Claro que não.

Denise Reis disse...

Que liiindo!! Amei ler cada palavra e cada momento CASKETT que você escreveu neste fic. "Sensacional!", seria pouco para descrever esta linda história de amor e paixão CASKETT. PARABÉNS!

Vanessa Belarmino disse...

Ah, Kah que perfeito! Eu esperava algo angst.
Confesso que estava ate com medo de ler.. Me surpreendi e foi incrível...
Como sou boba ate chorei... Sim, me emocionei mesmo, porque é muito amor, não é apenas a necessidade física, não é so sexo. É tudo! A saudade das coisas mais simples... Da presença, dos beijos, carinhos, risadas, de conversar, de se aconchegar ao peito dele.... E ele sente da mesma forma, porque estava ate sonhando com ela. E foi bem fofinho ele surpreso. E todo o amor depois foi exatamente como a musica... Foi tão eles... Tão perfeito! ♥♥♥
Amei demais! To aqui suspirando ainda... ahahah
Não vai ter textão, mas foi... To sem palavras... Maravilhoso demais ♥♥
Thanks! ♥

Géssica Nascimento disse...

Gente... dizer o quê?
Maravilhoso!! Adorei cada palavra, vírgula, ponto, enfim, tudo.
Nada mais a declarar!!! 😙😙❤❤

rita disse...

Maravilhoso Karen!! Que amor lindo o desses dois.Fiquei apaixonada mesmo tendo só um capítulo.Ele não acreditando que ela estava lá pensando que a saudade era tanto que estava sonhando. Muito lindo. Parabéns!! Abraços da amiga.

TheMikyMel disse...

Beckett mostrando o quanto o ama. Adoro isso, pois é "difícil" vê-la demonstrar o amor, muito menos dizê-lo.
Achei lindo o "sacrifício" que ela fez só para estar com ele. Isso afaga o ego de qualquer um, ainda mais o Castle que sempre parece que está "pisando em ovos" no relacionamento com ela.
Acho válido fazer uma continuação dele acordando-a ;)

Ana Cavalari disse...

Mil vezes melhor do que eu imaginava que seria, chorei? Chorei. Se tem uma coisa que eu amo ler é Beckett demonstrando o quanto ama Castle, o quanto ela se importa é foi exatamente o que você fez, misturou todo esse amor com saudade desejo e paixão. E ele achando que estava sonhando??? Ahhhh que perfeito, eu amei cada pedacinho Kah! Estou até agora sem palavras, simplesmente perfeito like always. 😘❤

Priscila Barros disse...

Que lindooos ❤❤❤
Ai Kah, que fic linda! Olha o que a saudades faz com uma pessoa, dirigir a noite toda pra ver o Castle lindo ❤ para ver o amorzinho ❤❤
Coisa mais linda esse amor todo, essas palavras ❤❤❤
Fico mais trouxa ainda por esses dois ❤❤
Obrigada por essa song maravilhosa, Kah ❤❤