segunda-feira, 6 de março de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.9



Nota da Autora: Estamos de volta! Esse capitulo não é tao grande quanto os outros, mas prometo que está divertido. A grande dúvida aqui é se o casal GrayShall (sim, deram esse nome ao ship) ou o casal Grey's Anatomy, como um certo alguém gosta de falar, vai se acertar... façam suas apostas! Btw, posso dizer que amo quando vocês aceitam meus personagens originais? Obrigada! E como já expliquei antes, aqui e ali aparece uma referência a nossa série amada. Vem muito mais por ai...Enjoy! 


Cap.9 

Quinta-feira
Paul estava tendo um dia muito complicado. Era apenas meio-dia e ele já enfrentara duas cirurgias. Pensava consigo mesmo: como queria que aquele dia terminasse. Estava de folga na sexta. Andava tão ocupado que nem vira Johanna. Sabia que estava trabalhando porque vira seu nome no quadro de cirurgia. Seu residente se aproximou. 
— Dr. Gray, eu acabei de ser avisado. Tem uma ambulância a caminho. O quadro é complicado. Tiros, parece que foi briga de gangues. 
— Qual o tempo estimado para a chegada da ambulância? 
— Dez minutos. 
— Tudo bem, eu vou ao banheiro - lá se fora sua chance de tomar um café descente, teria que se contentar com o “chafé" do conforto. Ralo e extremamente doce, horroroso era uma boa definição. Ele foi bastante rápido, estava virando o último gole do café quando saia da sala e deu de cara com Johanna. 
— Hey, estranho… nem parece que trabalhamos no mesmo hospital. Não vejo você desde sábado. Terça te vi de relance. 
— Andamos ocupados, não? O dia hoje não está fácil. Falando nisso, tenho que ir, tem uma ambulância chegando. Até que horas você ficará por aqui? 
— Seis - ele se distanciou dela, Johanna segurou seu braço - está tudo bem, Paul? 
— Sim - ele sorriu cansado - pelo menos estou de folga amanhã. Vejo você depois - apressou o passo, alguém precisava de sua ajuda. 
Infelizmente, apesar de todos os esforços, ele não foi capaz de salvar o rapaz. O paciente de 32 anos tinha levado dois tiros. Um no pulmão, outro no coração. Tivera duas paradas na ambulância. Estava no lugar errado, na hora errada segundo os policiais que o socorreram. O médico-legista veio buscar o corpo, chamou por Paul e entregou uma sacola com os pertences do rapaz. O Dr. Gray tinha a difícil missão de comunicar o falecimento à família. 
Encontrou uma mulher na faixa de uns vinte e poucos anos esperando aflita por notícias. A enfermeira alertou-o que era a irmã. O ritual era o mesmo, frustrante, triste e incômodo para quem dava a noticia e quem recebia. Ao entregar a pequena sacola plástica com os pertences do irmão, viu os olhos dela se arregalarem. A moça retirou uma caixa azul de dentro da sacola. 
— Meu Deus - exclamou ao abrir a caixa - ele finalmente criara coragem. Mariah vai sofrer tanto! Ele ia pedi-la em casamento. 
— A namorada? 
— Não, quer dizer, também. A melhor amiga. Eles foram namorados no colégio, decidiram se separar e continuar amigos então os anos passaram, eles namoraram outras pessoas. Nada dava certo. Acho que finalmente ele resolveu arriscar. Deus! - ela olhou para o médico que parecia intrigado com a historia - desculpe, doutor, eu despejando tudo isso na sua frente. Obrigada por tentar salvar meu irmão. Se ao menos ele tivesse tomado essa atitude algum tempo atrás. Podia ter sido feliz. 
— E se morresse do mesmo jeito? - perguntou Paul. 
— Melhor alguns meses de felicidade do que uma vida se privando de amar - limpando as lágrimas, a moça virou as costas para ele e saiu. Paul esfregou os olhos. Visivelmente cansado. Ele consultou o relógio. Quatro da tarde. Ele precisava de um café decente. Já ia se virar para deixar o hospital rumo ao café da esquina quando a recepcionista o chamou. 
— Fale, Cindy. Não me diga que tenho outro paciente. 
— O senhor está cansado. Não é um paciente, acabaram de entregar um pacote para o senhor. Acho que veio em boa hora. Está precisando de uma boa dose de café - ela entregou o pacote. Era um copo de café quente da cafeteria em frente. 
— Quem deixou isso? 
— O barista ai da frente. Disse que se o senhor questionasse era para dizer que foi um amigo. E garantiu que não está envenenado, ele mesmo preparou - como estava desejando um café, ele deu de ombros e tomou o primeiro gole. 
— Obrigado, Cindy - ele seguiu pelos corredores bebericando a bebida que agia como um bálsamo. Voltou ao conforto. Ainda saboreava o café quando notou uma frase escrita com pincel preto no copo “Algumas vezes as coisas mais difíceis na vida são também as que mais valem a pena. Pense nisso”. Não havia assinatura. Paul encostou a cabeça na almofada e fechou os olhos. 
Sentiu uma mão em seu ombro. 
— Paul, hey… está dormindo? Paul… - Johanna se sentava ao lado dele. Abriu os olhos - você cochilou aqui? - ele sorriu. 
— E-eu acho que sim. Que horas são? 
— Para mim, hora de ir para casa. Seis e quinze. Acabei de passar o plantão. Falei dos seus pacientes também - ele a olhava de modo diferente. 
— Está com pressa? 
— Não, por que? 
— Eu não como há horas. Se importa de me acompanhar para um café? E-eu perdi um paciente hoje. 
— Claro. Isso foi antes ou depois que falou comigo? Eu percebi que não estava bem. 
— Depois. Vou apenas ao banheiro, trocar de roupa. Espere aqui - ele se levantou, Johanna viu o copo sobre a mesa. Pegou para jogar no lixo. Reparou na frase, ficou intrigada. Ela dissera essa frase outro dia. Mas para quem? 
Quinze minutos depois, eles deixavam o hospital lado a lado atravessaram a rua e entraram na cafeteria. 
Havia um carro parado na outra esquina. 
— Viu o que disse? E você reclamando de ficar de tocaia! Ele a convidou para um café, Beckett. Estou sempre certo. 
— Quem disse que foi ele que convidou? - ela roubara o binóculos das mãos dele - a que ponto cheguei de tocaia numa cafeteria mexericando o encontro dos outros. 
— Não é um encontro ainda. E não menospreze a minha missão, Beckett. Você veio pedir minha ajuda. Hora da fase 2. Induzir Paul a convidar Johanna para um encontro amanhã no Le Cirque. 
— É minha missão também. A ideia foi minha, espertinho. 
— Certo. A ideia pode ter sido sua, mas você veio atrás do mestre para executa-la. Deixe-me trabalhar. Vou ligar para o nosso contato - ela revirou os olhos ao ver o marido recitar códigos no telefone - atenção, a águia pousou. Ativar missão 2. Roger - ela não podia reclamar de rotina no seu casamento. Se divertia com Castle.  
Paul e Johanna sentaram-se na mesma mesa que ela e Kate usaram no outro dia. Ele pegou café para os dois e acabou cedendo a insistência de Johanna para comer um sanduíche. Bebericavam o café quando ela perguntou. 
— Vai me contar como foi o seu dia? 
— Você quer mesmo ouvir? - ela tocou o braço dele com carinho. 
— Todos nós passamos por isso, Paul. Se você quiser falar, eu estou aqui. Seria uma péssima amiga se não lhe oferece consolo nesse momento. 
— Você está longe de ser uma péssima amiga, Joh - ele apertou a mão dela, não soltou - não havia muito o que fazer com o meu paciente. Ele já tinha passado por duas paradas. O tiro no peito praticamente o matou. Não tinha nada a ver com a confusão. Era um inocente que acabou uma vitima de gangues. Não podemos ganhar todos os dias. 
— Não, as perdas também ensinam. Algumas vezes mais que os ganhos. 
— Podemos não falar mais sobre isso? - ele notou o livro na bolsa ao lado da cadeira - você está lendo outro livro dele? 
— É o último, Kate me deu. 
— Então vocês continuam se falando. 
— Eles viajam no sábado. Vão cruzar o país de moto. Acredita? 
— Eles são mais doidos que eu pensava. Castle tudo bem, mas ela é uma policial, capitã. 
— Estão vivendo, Paul. Acredito que eles não querem mais perder tempo. A vida já provou a eles o que pode acontecer em um piscar de olhos. 
— É, você tem razão. Presenciei um pouco disso hoje. Além dos livros, o que você gosta de fazer no seu tempo livre? E não fale cuidar da sua filha. Nós nos conhecemos há três anos, nos damos bem, sei da profissional maravilhosa que é, mas fora isso… precisei que seu escritor favorito virasse meu paciente para descobrir que gosta de livros de mistérios. 
— Eu gosto de ir ao cinema, grande fã de Star Wars. Gosto de ver séries, especialmente as médicas. Uma boa caminhada, viajar, vinhos, queijos. Quem não gosta de comer? - ele riu. 
— Star Wars, interessante. Algum esporte? 
— Baseball. Yankees sempre - ele soltou a mão dela para comer o sanduíche. Ela pediu um brownie para acompanha-lo. A conversa enveredou para comida. Um território neutro que acabou fazendo-os darem boas risadas - sério! Eu tinha que provar, estava na China. Não ia perder a chance de comer gafanhoto frito. É gostoso. 
— Você está me surpreendendo. 
— Não é porque eu tive uma filha que a minha vida parou. Minhas férias são sagradas. 
— Pode me dar licença, vou ao banheiro. 
Do lado de fora a saga continuava. 
— O que está acontecendo? Eles estavam rindo. Para onde ele foi? - Beckett puxou os binóculos outra vez. 
— Prepare-se para a segunda parte do plano. Ele deve ter ido ao banheiro. 
— Eu vou fazer alguma coisa - ela pegou o celular, os dedos ágeis escreviam algo - pronto. 
— Você vai estragar meu plano! 
— Cala a boca, Castle. Ela está pegando o celular. 
Johanna ouviu o celular vibrar. Uma mensagem de Kate. Destravou o teclado e leu. Era uma foto de uma moto linda, a legenda dizia “Gostou? Ansiosa pela aventura, qualquer que seja. Carpe Diem. XKB”. Ela sorriu. Estava empolgada. 
Paul lavava as mãos na pia. Ao virar-se para pegar o papel, deparou-se com um cartaz do Le Cirque. Ficou olhando pensativo. Pegou o celular e tirou uma foto. Retornou ao salão. 
— Perdi alguma coisa? - ele se sentou ao lado dela. Johanna olhou para o amigo erguendo uma sobrancelha, mas não questionou. Podia sentir o cheiro do perfume masculino. Hugo Boss. Era o cheiro dele. 
— Essa é a moto de Kate. Essa viagem vai render bons momentos aos dois. 
— É bonita - de repente, os olhos se encontraram. Johanna não percebeu o que acontecera. Apenas sentiu os lábios de Paul nos seus. Ele a puxou e aprofundou o beijo. Rendendo-se ao momento, ela sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo. Ao se afastarem, ela o olhava confusa.
— Paul? O que foi isso? O que estamos fazendo? 
— Recomeçando. 
— E o nosso trabalho? Nossas vidas? 
— O trabalho continuará o mesmo. Somos profissionais. A nossa vida? Espero que possa mudar. Acho que já lutamos bastante, não? Eu posso afirmar muito bem por mim. Eu a admiro tanto, Joh. Sua força, sua dedicação. Sua beleza. 
— Por que agora? 
— Acho que esse último mês em especial. E uma frase que li em um copo de café hoje “Algumas vezes as coisas mais difíceis na vida são também as que mais valem a pena.” 
— Está me chamando de difícil, Paul? 
— Não, Joh - ele riu acariciando o rosto dela - não. Lembra do meu paciente? Ele ia pedir a melhor amiga em casamento, eles já tinham sido namorados antes terminaram e ficaram na amizade por serem teimosos. E agora ele perdera sua chance. 
— Paul, você não costuma se impressionar com histórias de pacientes. 
— Não é questão de me impressionar. Eu não quero mais perder tempo. Não somos tão jovens assim, eu farei 50 anos no ano que vem. A vida que levamos é difícil, solitária, especialmente se não tivermos alguém que compreenda o que fazemos todos os dias. Essa frase… 
— Uma frase… - então ela se lembrou para quem dissera. Kate. Será? Não… 
— Joh? 
— Você está muito bem para a sua idade - ele riu. Dessa vez, os dois buscaram os lábios em um novo beijo. Mais demorado, mais travesso. Johanna sentiu as mãos dele vagando pela lateral de seu corpo. Ela deixou as mãos descansarem sobre o peito dele. Foi Paul quem se afastou - eu preciso ir para casa. Audrey. 
— Eu sei - ele se levantou, ofereceu a mão para ela. Com a bolsa no ombro, caminharam até a porta - quero um encontro. Amanhã. Le Cirque, afinal você gosta do steak de lá, não? Pego você às oito - ele beijou a testa dela, deu um selinho rápido nos lábios. Caminharam em direção contraria. Ele para o carro, ela para a estação de metro. De longe, Castle e Beckett observavam os dois e sorriam. 
— Funcionou! 
— Eles se beijaram, não sabemos se irão jantar. Ele sequer se ofereceu para leva-la em casa, Castle. 
— Detalhes… 
— Não são detalhes, ele podia ser um cavalheiro. Acho que irão devagar. 
— Quer parar? Não estrague a minha história com sua lógica. Vamos para casa - ela o fitou antes de dar partida ao carro. Inclinou-se e beijou-lhe os lábios. 
— Obrigada por fazer isso para mim. 
— Não fiz só por você, fiz por eles. 
— Nós fizemos ou você não reparou que ele a beijou depois que Johanna mostrou minha foto? 
— Por que insiste em ganhar sempre? 
— Porque sou eu que tenho a arma, esqueceu? 
— Está me ameaçando, Capitã Beckett? Dirija. Eu vou provar quem pode ameaçar quem quando chegarmos em casa - rindo, ela ligou o carro.    
Duas horas depois, Beckett estava deitada na cama checando as noticias na tv com uma taça de vinho na mão. O edredom escondia o corpo nu. Castle saiu do banheiro vestindo um roupão. 
— Finalmente! Pensei que ia dormir no banheiro. 
— Eu convidei você para tomar banho… isso é modo de agradecer seu marido pela demonstração que dei a você meia hora atrás? Pelo que me lembre eu só ouvia “Castle, oh…sim, Castle” - levou um soco no peito ao sentar-se ao lado dela na cama - Beckett, você precisa parar com essas demonstrações de violência doméstica. Não cai bem no seu currículo e com a reputação de capitã. 
— Você estava com saudades de me irritar, não? - ela olhava profundamente para o marido. 
— Somente para ter o prazer de ver sua carinha. Fica tão linda… - ela entregou a taça de vinho para Castle, jogou o edredom nele e seguiu para o banheiro desfilando nua. Rindo, Castle se encostou na cabeceira da cama e sorveu o vinho. Não tinha se passado nem cinco minutos que Beckett entrara no banho quando o celular dela começou a vibrar. Ele pegou o aparelho. Sorriu. Sabia que não podia atender, mas a tentação era maior. 
— Celular da Capitã Castle - Beckett o mataria se ouvisse isso. 
— Castle? É você? 
— Sim, quem está falando? 
— Johanna. Dr. Marshall. 
— Olá, Johanna. Como você está? Curtiu a cena do elevador em Driving Heat? Não negue, você é igual a Beckett, uma vez com o livro em mãos não consegue resistir em ler - ele ouviu o riso nervoso da médica do outro lado. 
— Foi bem interessante… 
— Se por interessante você quer dizer estimulante, excitante… somente posso agradecer. 
— Castle, a Kate está por perto? 
— Está no banho. 
— Ela deixa você atender o telefone dela? 
— Ah sim. Não temos segredos… - ele olhava atento para a porta do closet, nem em um milhão de anos queria correr o risco dela o pegar falando com Johanna - está tudo bem? 
— Sim, está. 
— Tudo bem. Quer que eu diga que ligou? Ela pode retornar a ligação. Não vai demorar. 
— Deixa que eu ligo mais tarde. 
— Certo. Foi um prazer falar com você, Johanna. Quero que saiba que aprecio muito essa nova amizade com Kate. Sei o quanto ela é reservada e difícil para se relacionar com as pessoas. É parte de quem ela se tornou, mas está mudando. Se cuide. Não trabalhe muito. Um beijo do seu escritor favorito. 
— Tchau, Castle. 
Ele desligou colocando o celular do lado da cabeceira onde ela deixara. Ria sozinho. Minutos depois, Beckett sai do banheiro vestindo apenas uma camiseta da NYPD e calcinha. Os cabelos presos em um coque. Deita-se ao lado dele aconchegando-se no peito de Castle. 
— Hum, está cheirosa. Assim vou ficar com vontade de… - ela colocou o indicador nos lábios dele, beijou o pescoço, mordiscou o lóbulo da orelha e por ultimo sorveu os lábios.
— Contente-se por hoje. Lembre-se que sábado você tem que estar preparado para sentar na moto e dirigir muitos quilômetros. Nem acredito que vou fazer isso. É minha vontade desde quando estava na academia - beijou o peito dele outra vez - e terminar em Vegas. Ainda não escolhemos o hotel que iremos ficar por lá. 
— Temos tempo. Antes você ainda precisa terminar sua missão. Johanna ligou - ela se sentou na cama alcançou o celular.
— Não tem nenhuma ligação perdida - ela olhou boquiaberta para ele - você atendeu? Castle, o que você disse para Johanna? 
— Nada que comprometa a missão, mas vou logo avisando que está nas suas mãos. Ela está nervosa, vai ligar de novo. Vê se não dá uma de Kate Beckett das antigas e a convença a ir ao encontro. 
— Como você sabe que tem um encontro? Ela disse alguma coisa? 
— Eu apenas sei. Meus sentidos de Aranha. Por que outra razão ela ligaria para você depois das nove da noite? Certamente não é para falar do beijo. Jogue direito, Kate. Use suas técnicas de interrogatório… espera onde você vai? - perguntou vendo-a levantar da cama com o celular nas mãos. 
— Preciso de privacidade. É uma conversa particular, Castle. 
— Mas eu quero saber! Coloque no vivavoz enquanto fala com ela - a cara de ansioso do marido a fez rir. 
— Depois! Melhor, por que não usa seus sentidos de Aranha? - ela saiu do quarto deixando um Castle emburrado para trás. 
Kate sentou-se no sofá da sala, não queria correr o risco de fazer a ligação no escritório porque conhecia muito bem o marido que tinha. Estava curiosa, porém precisava parecer surpresa com tudo que Johanna ia lhe contar. Ela atendeu a chamada no segundo toque. 
— Kate…
— Johanna, Castle me disse que ligou. Algum problema? 
— Talvez, eu não sei. Não tenho outra pessoa para conversar e… não quero tomar uma decisão errada. 
— Do que você está falando? 
— Paul. Ele… ele estava diferente hoje, teve um dia difícil e acabou… ele perdeu um paciente. Então me convidou para um café, estava tão cansado. De repente, estávamos conversando sobre hobbies, o pouco que ele me conhece mesmo sendo amigos há três anos e eu não sei o que deu nele. Paul me beijou… 
— E isso é algo ruim? 
— Não! Quer dizer, eu não sei. Trabalhamos juntos e estamos acostumados a apoiar um ao outro como amigos, companheiros de profissão, sempre rolou um carinho entre a gente, mais da minha parte do que da dele. E-eu fiquei confusa e agora…
— O que tem agora? 
— Ele me convidou para um encontro. Um jantar de verdade no Le Cirque! De onde ele tirou essa ideia? - Beckett sorria, Castle tinha razão e acertara de novo. 
— Johanna, vamos por partes. Antes de te convidar para um encontro, ele falou alguma coisa? Deu alguma explicação para agir assim depois de tanto tempo? 
— Acho que teve relação com o paciente dele. Disse que não queria perder mais tempo, que não era tão novo assim. 
— Não era o que você queria? Uma chance? Você gosta dele, está apaixonada. Vá jantar com ele. Pense que são duas pessoas que gostam da companhia um do outro aproveitando uma boa refeição. 
— Kate, ele me beijou! Duas vezes… se o jantar for um desastre? Como conseguimos voltar atrás, continuar amigos depois de um beijo? 
— Vocês conseguem, acredite - disse lembrando de sua própria experiência, seu primeiro beijo com Castle - pelo menos por um tempo… 
— Então tudo fica estranho e amizade acaba. 
— Ou você decide que não consegue ficar mais sem ele. Você vai conseguir disfarçar por um tempo até perceber que ele é tudo o que você quer. 
— Hum, Kate? Você não está mais falando de mim e Paul, certo? - Beckett riu, foi obrigada a admitir que seu pensamento fora longe. 
— Desculpe, de repente eu me vi voltando no tempo o que me lembra exatamente do meu ponto. Você precisa ir a esse jantar, Johanna. Se não for, Paul vai duvidar dos seus sentimentos, dos dele. Irá achar que errou e não sei, pode até se fechar. Eu não o conheço realmente, mas se Castle diz que ele lembra a mim, você não vai querer decepciona-lo. Escolha um vestido bem bonito, algo que mexa com a imaginação dele - outra vez ela se lembrava do motivo da escolha do Herver Leger - desfrute da companhia, não foque a conversa nas coisas do hospital. Desligue e se divirta. 
— Para quem se dizia péssima em conselhos amorosos, você está se saindo muito bem. 
— Eu ainda sou péssima, apenas aprendi que evitar as oportunidades pode ser prejudicial, você não vai querer ter arrependimentos. Se Paul a convidou, se arriscou, é porque gosta de você, Johanna. Isso não é um encontro às escuras ou uma noite de prazer apenas. Ele está cortejando-a, não era o que queria?  
— Kate, teve uma coisa que me incomodou nessa história. Lembra daquela frase que disse para você no hospital? Sobre as coisas mais difíceis da vida? 
— Sim, o que tem ela? - terreno perigoso, Beckett pensou. 
— Achei muita coincidência Paul ter tomado um café que tinha essa frase escrita no copo. Você não teve nada a ver com isso, teve? 
— Foi Castle quem disse essa frase para mim, se ele souber que andam distribuindo seus pensamentos em copos de café vai querer azucrinar o barista para ele mesmo escrever. Não, Johanna. Não tenho ideia do que você está falando. 
— Tudo bem - ela não pareceu muito convencida - eu vou ao encontro. 
— Que bom. Pena que eu não vou saber como foi até voltar de viagem. 
— O que você está dizendo? 
— Um jantar, beijos, duas pessoas apaixonadas… não precisa ser nenhum gênio para imaginar o que pode acontecer. Apenas esteja preparada, algo me diz que a noite será interessante. 
— Quem está falando agora: a Kate ou a Nikki? 
— Talvez uma mistura das duas. Vá em frente, Johanna e divirta-se. 
— Obrigada, Kate - ela desligou o celular. Sorria. Isso era algo completamente novo para Kate Beckett, dar conselhos e ajudar alguém a ser feliz. Estava convivendo demais com Castle. 
— Funcionou? - ela deu um pulo no sofá. 
— Castle! Você me assustou! - ele olhava para a esposa com uma cara sacana - ela acreditou. Vai ao encontro. 
— Somos uma dupla imbatível - ela riu, de mãos dadas foram para o quarto. 
Na sexta-feira, Alexis estava sentada em um dos bancos do balcão tomando café. Esperava para se despedir do pai. Tinha um dia cheio e dormiria no apartamento de Hayley para ajuda-la com a mudança o que incluía parte de suas coisas. Castle surgiu na cozinha esfregando os olhos. Beckett viera logo atrás. 
— Pensei que iam acordar ao meio-dia. 
— Bom dia, filha. Estamos de férias - ele voltou sua atenção para a cafeteira, Beckett estava em busca do pão para fazer torradas francesas. 
— Eu tenho que ir daqui a uma hora. Muitas coisas para fazer. Se continuar assim com essa disposição toda, vão chegar em Vegas ano que vem. 
— Não se preocupe, ele vai entrar no ritmo. Nem que seja à força. Além do mais, se fossemos direto provavelmente estaríamos na costa oeste em quatro dias. Temos tempo para curtir uma boa viagem de estrada. Quero ir a Chicago, Boston, Tennessee, Texas, California definitivamente fazer a costa oeste pela US-1 e por fim, Vegas. Estimo um pouco mais de um mês se quisermos curtir de verdade. 
— E todo tempo de moto? 
— Já disse ao seu pai que se ele amarelar, podemos alugar uma van e seguir de carro do Texas até a California. 
— Quem disse que eu vou amarelar? - as duas trocaram um olhar. É claro que ia. 
— Voltam de moto também? 
— Dependerá do tempo de viagem, talvez de avião mesmo. 
— E depois eu que sou o preguiçoso… 
— Castle isso já estava no nosso roteiro - Alexis se levantou, aproximou-se de Kate, a abraçou. 
— Boa viagem, Kate. Fique de olho nele. 
— Pode deixar - em seguida ela se jogou em Castle abraçando o pai com vontade. Demorou-se ali. Beijou o rosto dele. 
— Boa viagem, pai. Comporte-se. Eu te amo. Eu mando noticias de Londres - pegou suas coisas e trocou mais um olhar com o pai antes de sair. Sua garotinha estava ganhando o mundo. Beckett o abraçou. 
— Tudo bem? 
— Sim, eu sempre soube que esse momento ia chegar. Quando acontece, me faz lembrar das vezes que os risos dela enchiam essa casa. Os brinquedos, os desenhos. Está tudo muito silencioso nesse lugar ultimamente - Kate beijou-lhe o ombro. Sorriu. Ela entendia ao que ele se referia embora nenhum dos dois quisesse dizer a palavra em voz alta ou conversar sobre o assunto - vou preparar seu café. Ainda tenho que ligar para o maitre do Le Cirque. Prepara-lo para hoje à noite. 
— Nós não vamos ficar de tocaia hoje, Castle - ao ver o que se passava na mente dele - e nem iremos jantar no Le Cirque. Eles precisam de privacidade. 
— Estraga-prazeres. 

Le Cirque

Paul estacionava o carro no edifício garagem há um quarteirão do restaurante. Ele a pegara na hora combinada. Johanna estava com os cabelos soltos, uma maquiagem leve realçando os olhos cor de mel ou seria amêndoa, ele nunca sabia dizer. A boca coberta por um batom vermelho que o tentava. Mas eles não trocaram mais que um beijo no rosto. Ela usava um casaco mantendo o mistério do que vestia. 
Johanna também reparara no homem ao seu lado. Vestia um paletó azul marinho, calças do mesmo tom e apesar do casaco preto, ela podia ver a camisa em um tom de azul mais claro. O cheiro característico do perfume Hugo Boss. Suspirou. Caminhavam lado a lado até a entrada do restaurante. Antes de entrarem, Paul olhou para a mulher que o acompanhara. Sua mão buscou a dela. Johanna sorriu. Entraram. Após comunicar sua reserva, foram levados para a mesa que era a preferida de Castle. 
Quando tirou o casaco, Paul deixou escapar um gemido baixinho. O vestido em um tom de amarelo queimado, possuía um decote em V que ia até quase o meio dos seios, deixando parte do colo e as sardas que tanto adorava expostas. A saia ia até os joelhos. O garçom perguntou o que gostariam de beber. Paul selecionou um merlot da carta de vinhos. Johanna provou e aprovou a bebida. Pediram mais uns minutos para decidirem o jantar. 
— Eu sei o que irá pedir. O mesmo filé que comeu com Castle, não? 
— Sugiro você pedir o mesmo, podemos dividir. Não sei se consigo comer sozinha. 
— Que tal uma entrada primeiro? 
— Escolha - com os pedidos devidamente feitos, eles voltaram a atenção um ao outro. Johanna quem começou a conversa - como foi seu dia hoje? 
— Descansei bastante. Dormi até às dez, depois sai para correr por uma hora - a ideia de Paul correndo, suado, os músculos, mexeu com a mente da médica. Chegou a prender a respiração antes de tomar um pouco mais do vinho - então vieram as obrigações. A geladeira estava vazia - eles riram - a verdade é que não conseguia pensar em outra coisa além de você e dessa noite, Joh - ele esticou a mão para toca-la. Ela sorriu - e você? Aposto que trabalhou demais. 
— Não, o plantão hoje foi tranquilo - os aperitivos chegaram, o que Johanna agradeceu porque tudo o que passava em sua mente era beija-lo. Ele estava se comportando como um perfeito cavalheiro - não vamos falar de trabalho. 
Paul comentou sobre um colega em comum que saíra de férias e ia fazer um cruzeiro nas ilhas gregas. Tinha fascinação por mitologia. O tópico de viagens serviu para tirar um pouco da tensão da noite. Aos poucos, eles sorriam, conversavam, trocavam pequenos toques evoluíram para gargalhadas. Quando o steak chegou, Paul deu o braço a torcer afirmando que Castle tinha razão, era um excelente prato. Os assuntos da conversa foram muitos. Johanna não se lembrava da última vez que se divertira tanto. Ao terminarem o jantar, eles também estavam finalizando a segunda garrafa de vinho. Paul encheu sua taça mais uma vez e comentou algo que fez Johanna gargalhar. Sorrindo, ele a fitou longamente.
— É bom te ver gargalhando. Gosto do som - ele pegou a mão dela outra vez, puxou sua cadeira para ficar mais próximo a ela. Johanna retribuiu o olhar. Ele inclinou-se e beijou os lábios vermelhos vagarosamente - estava desejando fazer isso desde que você entrou no meu carro. 
— Faça de novo - dessa vez, ela tocou o rosto dele guiando-o para seus lábios. O beijo não fora tão comportado. Os lábios se exploravam, provavam, a língua fez contato, sentiu a mão de Paul em sua cintura. Ele quebrou o contato das bocas para beijar seu pescoço, o sinal que tanto gostava então tornou a olhar para ela. 
Johanna podia ver o brilho e o desejo nos olhos verdes. 
— Preciso confessar uma coisa. Eu amo esse sinal no seu pescoço - sorriu, ela tinha que perguntar. 
— Por que agora? Por que demorou tanto? - ele riu. 
— Porque sou um tolo? Penso demais? 
— Não, você não é - ela segurou a mão dele entrelaçando os dedos - Estamos recomeçando? 
— O que voce quiser, Joh.
— Gosto quando me chama de Joh. Não vai poder fazer isso no trabalho. Pelo menos não na frente dos outros. 
— Prometo me controlar ou tentar - eles riram - sabe que eu sou apaixonado por você, não?  
— A ponto de admitir que sentiu ciúmes de Castle?
— Você não vai deixar isso de lado? Quer sobremesa?   
— Paul, você está evitando a minha pergunta. 
— Tudo bem, fiquei. Satisfeita? 
— Sim - ela sorriu fitando novamente os olhos verdes - estamos mesmo fazendo isso? 
— Sua definição de isso é um encontro, o recomeço ou o inicio de um relacionamento? 
— Todas as respostas? - ele deu um selinho nela. Beijou as juntas das mãos delicadas e firmes. Mãos de cirurgiã - acho que aceito a sobremesa agora, Paul - ele fez sinal para o garçom pedindo o cardápio de sobremesas. Não tinham ideia da surpresa que viria a seguir. O garçom voltou com uma bandeja trazendo um pedaço de uma cheesecake com molho de frutas vermelhas, duas doses de licor, duas xícaras de café com corações desenhados. Ele entrega um cartão para Johanna. 
Surpresa, ela olha para Paul. Pensava que ele havia feito isso, mas seu semblante estava tão intrigado quanto o dela. Abriu o cartão. Sorriu. Em voz alta, recitou as palavras. 
— Essa é a melhor sobremesa do restaurante. A conta está paga. Relaxem e divirtam-se. Paul,  Johanna, por favor, levem a relação à sério e deixem a teimosia de lado. Tudo começou com um café. Castle e Beckett - ela ria - danada! Eu sabia que tinha dedo dela. 
— Como ele conseguiu fazer isso? Como ele…O que você está dizendo? 
— A frase no copo de café. Eu a disse para Kate. 
— Eles armaram para nós? - Paul estava surpreso. 
— Armar talvez seja uma palavra muito forte, digamos que deram um empurrão… - ele balançava a cabeça e ria - arrependido? 
— Não. Claro que não. Exceto que terei que te levar para jantar outra vez. Escolherei o restaurante, não admito levar uma mulher tão especial para jantar e não pagar a conta. Sou um cavalheiro. 
— Eu aceito um novo jantar, mas antes que tal acabarmos esse? - eles saborearam a cheesecake, o café, o licor. Deixaram o restaurante abraçados. 
No sábado pela manhã, Beckett fechava seu saco de viagem. Acabara de colocar sua necessaire com os produtos de higiene e beleza. Estava pronta. Castle descera para amarrar o outro saco na moto. Ela vestia a jaqueta quando o marido surgiu. 
— Pode levar esse também, babe - ela virou-se para encara-lo. Castle sorria feito bobo. Por trás do jeito abobalhado, ela podia ver o desejo nos olhos azuis. 
— Beckett, você realmente quer me fazer sofrer por quilômetros, não? - ele se aproximou dela, beijou-lhe os lábios - está irresistível com essa calça de couro - ela beliscou o traseiro dele - isso quer dizer que podemos perder uns minutos ali no quarto? 
— Isso quer dizer que você vai terminar o que começou. Pegue o meu saco de viagem e vá concluir seu trabalho… - ela se afastou dele rindo. 
— Você me paga, na primeira cidade que pararmos. Ah, se me paga! - puxando o saco de viagem, saiu resmungando pela porta. Ela voltou ao quarto para pegar seu celular e a mochila que levaria nas costas ainda aberta sobre a cama. A caixinha com seu anticoncepcional ainda estava sobre a cabeceira. Reparou que tinha uma mensagem. Johanna. Deslizou o dedo na tela para lê-la. 
“Sobre ontem à noite…Steamy… Thx” - havia um emoticon levado na mensagem e uma chama. Beckett riu. Pegou a caixa com suas pílulas, foi até o banheiro. Jogou todas no vaso, puxou a descarga. Saiu do quarto com um lindo sorriso no rosto. Ao vê-la, Castle ergueu a sobrancelha. 
— Funcionou, babe. Johanna e Paul. Nosso plano deu certo. 
— Eu disse que daria. Pronta? 

— Sim, mais do que pronta para a nossa nova aventura. Tenho um ótimo pressentimento de que será memorável - ela o beijou. Despediram-se de Martha e finalmente colocaram os pés na estrada.  


Continua....

5 comentários:

Pâmela Bueno disse...

aiiii to mega curiosa!!!!!

cleotavares disse...

Ótimo. Será que só eu fiquei querendo mais detalhes da noite de Paul e Johanna? Como terminou? Tá tá tá, a apressadinha aqui, já quer pular de fase, hahahaha.
Amei a Kate entrando na "onda" do Castle na missão de juntar os dois. E essa viagem? Hummm! anticoncepcionais foram pro ralo, uhuuuuuu!

Priscila Barros disse...

Eu não sei se caio de amores pelo casal Grayshall ou se morro de rir com Caskett hauahauahuhauahauahu ❤❤❤❤❤
Que capítulo maravilhoso! Finalmente o casal Grayshall foi ❤❤❤❤ amei muito a iniciativa do Paul, perguntando sobre ela e tudo mais, e o beijo então?! Eu amei ❤❤❤❤❤
Eu quase morro de rir com Castle e Beckett vigiando eles no carro hauahauahuhauahauahu, esses dois são ótimos!! ❤❤❤❤
Amei muito o encontro e ainda mais o bilhete enviado pelo nosso casal amado ❤
E o que posso dizer sobre essa viagem de moto é que estou bem ansiosa, ainda mais com a Kate jogando os anticoncepcionais ❤❤ essa viagem promete eim ❤❤❤❤
Aii, eu amei amei amei o capítulo, Kah. Obrigada ❤❤❤❤❤

Marta Santos disse...

Que capítulo maravilhosooooooo , sei tanta risada com caskett 😂😂😂😂😂 , parece dois adolescentes aprotando , é tão bem ler algo assim , ter um pouco de descanso da vida agitada de crimes.
E o que falar de GrayShall 😍😍😍💙💙💙 que lindos, estou morrendo de amores por eles , já estava na hora não ? , Quero muitos amassos no hospital 😈😂😂😂😂😂😂😂 isso vai ser divertido .
Caskett eu ja não duvido de mais nada , essa viagem vai dar o que falar e estou louco pra ler essas loucuras . 💙 Amei Kah💙💙💙💙💙💙💙💙💙💙💙

Vanessa Belarmino disse...

Tão fofinho os dois no trabalho.
Paul falando com a família, me lembrou Beckett fazendo o mesmo em uma situação diferente.
Wow! Mais historias.
"— Melhor alguns meses de felicidade do que uma vida se privando de amar" Guardando essa frase para vida.
Empurrãozinho perfeito. Mentira que eles estão de binóculos observando os dois. hahaha
"...a que ponto cheguei de tocaia numa cafeteria mexericando o encontro dos outros." hahahaha Rindo e não é pouco
Ah, Kate, a vida ao lado de Castle nunca irá ser chata.
Que fofinho os doutores lindos conversando sobre a vida,e rindo.
WOW ele beijou ela. OMG!
Paul tem seu momento Castle tb. Palavras lindas. Não mais perder tempo. Um encontro.
Amei Caskett analisando a reação deles. Kate dizendo que Paul poderia ter sido mais romântico. Ta mal acostumada com Castle hahaa
“Castle, oh…sim, Castle” eu perdi isso hahahah
Joh ligou pra Kate, que legal. Castle atendendo o celular. Achei que Kate ia ficar brava, ta mole essa mulher hahaha
"Vê se não dá uma de Kate Beckett das antigas e a convença a ir ao encontro." hahaha
Joh ta parecendo uma adolescente falando do primeiro beijo.. Kate viajando pensando na historia dela. E de repente KB virou ótima conselheira amorosa.
Eu to rindo dessas duas haahah
Um mês em cima de uma moto não parece ser o programa preferido de Castle. Ele está fazendo pela Kate e pela emoção de estar com ela.
Vai amar nos primeiros dias, mas depois vai ficar reclamão e vai amarelar sim hahahaha
Le Cirque... Tão bonitinhos! Como não gostar dos seus personagens originais? Dana, Anne são a prova disso.
O Casal Greys Anatomy é perfeito. A noite deve ter sido incrível. Kate toda feliz que o plano deu certo.
Kate resolveu agir de acordo com a decisão que tomara. Agora só falta falar com marido... Tb tenho ótimo pressentimento sobre essa aventura.