quarta-feira, 7 de junho de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.18


Nota da Autora: E sei que vocês estão curtindo essas fases da gravidez, não? Eu estou adorando colocar a Beckett em situações inusitadas e fora da zona de conforto dela. Nesse capitulo, há algo um pouco mais complicado acontecendo e tem nosso casal Greys Anatomy também... 
Voltando a relembrar que estou concentrando a historia em algumas situações pertinentes a gravidez que todos gostariam de ter visto em Castle. Talvez algumas de vocês considerem a situação monótona, ou que falta angst, casos... o que posso dizer é que tendo colocar um pouco de tudo, porem acredito que a 1a gravidez em particular deve ser retratada diferente. Além disso, Castle pode não ser papai de 1a viagem, mas suas reações e sentimentos ao momento que a esposa vive são especiais, afinal trata-se do amor da sua vida. 
Emoções? Claro! Coisas da maternidade... enjoy! 


Cap.18


Duas semanas depois, o ritmo do relacionamento e das noites de prazer continuavam o mesmo. Porém, outro evento passara a tomar conta do tempo do casal. O loft estava uma loucura. 
Castle estava determinado a montar o quarto da filha o mais rápido possível. Esperava que dessa forma Beckett se inspirasse para escolher o nome da menina. Daria esse prazer a sua esposa. Beckett podia não demonstrar muito, porém ele sabia que o fato da criança ser menina era especial para ela. Mesmo que sua filha não se chamasse Johanna, Castle entendia o valor que essa experiência teria. Seria uma volta ao passado, estar no lugar da própria mãe e ele faria o possível para tornar a jornada inesquecível para a mulher que ama. 
Quando Beckett chegou em casa naquela noite, se deparou com uma surpresa. O quarto estava praticamente pronto. As paredes pintadas de uma tonalidade clara de lilás, as cortinas brancas ainda por pendurar, o berço branco exibia um conjunto de lençóis de um lilás mais forte. No canto, uma cômoda também branca. Uma poltrona para amamentação em um tom mais forte de roxo e sentado nela um urso enorme que mal cabia no espaço. 
— O que você achou? 
— Meu Deus, Castle! Está lindo… mas esse urso está um pouco desproporcional, não? - ela ria abraçando-o - mesmo assim, eu consigo sentir a atmosfera de carinho e amor para um bebê. Você se superou, babe - beijou o rosto dele. 
— Ainda não acabei. Tem alguns detalhes para acertar, quero sua opinião. Se concorda com os móveis, o berço. É importante. Também não escolhi as luminárias e o abajur, precisamos de um na cômoda especialmente para a noite quando estiver amamentando. Nada de luzes fortes, não fazem bem para o bebê. Quero colocar um tapete próximo ao berço, mas você vai escolher a cor. Pode ser um creme, em um dos tons de lilás do quarto… será o seu gosto. 
— Se vai ficar próximo ao berço talvez o lilás suave para contrastar com o branco. Acho que se eu montasse não ficaria tão perfeito. 
— O resto são detalhes, coisas do enxoval. E quando você escolher o nome, colocarei uma placa nessa parede. Minha meta é finaliza-lo no máximo em duas semanas. Ah! Quase esqueci! - ele seguiu para a cômoda. Abriu a primeira gaveta e tirou de lá uma sacola da Barnes & Noble - isso é para você, mamãe - Beckett olhou a sacola. Havia dois livros. Um clássico de maternidade “O que esperar quando se está esperando” e um livro do bebê - para você registrar todos os momentos e os passos da vida da nossa filha. 
— Ah, Cas… - ela o beijou apaixonada - obrigada. 
— Always. 
Três dias depois, Beckett vai ao banco após uma reunião na 1PP. Como passava das duas da tarde, ela acabou parando em um pequeno mercado para comer alguma coisa. Isso era uma das coisas que amava em Nova York. Em um estabelecimento comum era possível encontrar uma variedade de verduras, legumes e frutas para montar uma salada. Também havia sopas, frango, carne e peru, alem de molhos. Ela pegou uma das embalagens plásticas e começou a montar seu almoço improvisado. Depois era só passar na cafeteria e pegar um smoothie. 
Com a salada em mãos, ela optou por pagar de imediato e saborear a refeição ali mesmo. Entre garfadas, ela se entretinha com as capas de revistas de fofocas e suas chamadas sensacionalistas. Foi quando percebeu um movimento estranho. Um jovem de vinte e poucos anos rondava os corredores da loja demonstrando um comportamento esquisito. Parecia assustado, constantemente olhando para os lados e para trás, como se tivesse medo de estar sendo seguido. Beckett intrigada com o rapaz, resolveu checar qual era a intenção dele mais de perto. 
Disfarçadamente, caminhava pelos corredores fingindo interesse em produtos enquanto mantinha o olho no sujeito. Ao chegar mais proximo, notou que ele tinha uma certa protuberância por baixo do moletom que usava e parecia muito preocupado mantendo as mãos por baixo da peça de roupa. Seus instintos de policial não a enganavam. Ele estava armado e pretendia roubar a loja. 
Beckett age com cautela enquanto segue o indivíduo pelos corredores. Sentindo-se acuado e ameaçado, ele se aproxima do caixa. Quando faz menção de puxar a arma, ela grita para o atendente. 
— Feche a porta! Ninguém sai! - o rapaz saca a arma atirando para cima. 
— Cala a boca! Isso é um assalto, passa a grana. Agora! - Beckett faz sinal para o caixa obedecer. Com cuidado, pega seu telefone e disca 911. Ela não tem a chance de falar porque o ladrão vira-se para peita-la - você! Mãos ao alto, onde eu possa ver - ela faz o que ele manda. O celular no bolso da jaqueta permanecia conectado. Com a voz mais baixa possível, ela tentava dar instruções à emergencia. 
— Aqui é a capitã Beckett. Distintivo 41319. Necessito de uma unidade na esquina da Madison e East 14th. Roubo, suspeito armado - ela respirou fundo. Ouviu o rapaz gritando com o atendente para agilizar o dinheiro. Ele tinha uma sacola. A arma de Beckett estava presa no cos da calça nas costas, o que era conveniente e também sinal de sorte já que precisava manter as mãos erguidas. Se estivesse com o coldre na lateral, seu disfarce já teria ido para o espaço. 
— Abra a porta, eu estou mandando ou vou atirar no vidro. Não vou hesitar. Vamos! Você é surdo? - o caixa destravou as portas. Quando ele fez menção de sair, Beckett puxou a arma e apontou para ele. 
— NYPD, parado! - o desespero tomou conta dele e com a arma na mão, atirou contra o vidro da vitrine fazendo os pedacinhos se espatifarem quando corria porta afora. Beckett não pensou duas vezes, foi atrás dele. Ainda ouvira o atendente gritando. 
— Moça, por favor, espere! Você está gravida - ela corria tentando alcançar o ladrão. Havia alguns pedaços de vidro na sua roupa, no seu braço. Avistou a patrulha se aproximando. Ela aumentou o ritmo para persegui-lo. De arma em punho, o meliante corria e quase que de cinco em cinco segundos virava-se para verificar a distância entre eles que diminuía a cada instante. Em uma dessas olhadas, ele se atrapalhou e tropeçou. Beckett viu nisso a chance de dete-lo. Mirou a perna e acertou um tiro de raspão suficiente para ele gritar de dor e cair no chão. Ela se aproximou e tentou segura-lo forçando seu joelho contra as costas dele. O rapaz era forte e não queria se entregar fácil antes que ela pudesse se defender, ele acertou um murro no rosto dela. Isso serviu apenas para deixa-la mais revoltada. Conseguiu algema-lo pisando com um dos pés no local atingido pela bala. Ele urrou de dor e balançou a cabeça. O movimento involuntário acabou atingindo-a na testa. 
Um dos oficiais da patrulha se aproximou e dominou o ladrão afastando-a de perto dele. A testa dela sangrava com o choque da cabeça. Beckett se levantou e guardou a arma. 
— Levem-no daqui. Pode me passar a sacola com o dinheiro? - o policial obedeceu. 
— A senhora está sangrando, capitã. 
— Não foi nada. Vou devolver isso ao atendente. Peça para o seu parceiro colher o depoimento dos funcionários e clientes. 
— Tem certeza que não quer que eu ligue para alguém? 
— Não precisa. Faça seu trabalho - Beckett caminhou de volta para a loja. Apenas após a adrenalina diminuir foi que começou a sentir uma dor de cabeça. O atendente da loja havia ligado para o dono. Ao vê-la, correu para agradecer e a colocou sentada em um banco. 
— Muito obrigada. A senhora está sangrando na testa. Poderia ter se ferido de verdade. Ainda por cima, está gravida - ele começa a limpar o ferimento dela. A bochecha esquerda está vermelha, possivelmente ia ficar roxa no local onde levara o murro. Beckett se lembrou do celular. Pegou-o do bolso e retornou a ligação para a emergência agradecendo o suporte e informando que o responsável fora preso. Nesse instante, Ryan e Esposito surgem no mercado. 
— O que vocês estão fazendo aqui? 
— O que você acha? Ouvimos o seu pedido pelo rádio da policia. Tínhamos que ter certeza que você estava bem. Isso vai ficar roxo - disse Espo. 
— Já ligou para Castle? - perguntou Ryan. 
— Não precisa. 
— Ele não vai gostar de saber que você estava correndo pelas ruas atrás de um ladrãozinho de quinta, ainda mais grávida. Sim, ouvimos os relatos das testemunhas e dos oficiais. O que deu em você? Não é a mulher maravilha. O cara tinha uma arma. Como seu Lieutenant, eu cuidarei das coisas agora. Você vai para casa. Vou deixa-la no loft. Descanse e cuide desses ferimentos. Acho que alguém vai levar um sermão. 
— Ryan, eu estou bem - o que não era completamente verdade. A cabeça estava para explodir.
— Não necessariamente, mas sei que vai ficar. Depois de um bom descanso e uma noite de sono. Vamos, vou leva-la para o loft. Espo, encontro com você no 12th - Beckett não contestou. Gostou de ver a postura de Ryan tomando a frente da situação. Assim que estacionou o carro na frente do loft, ele virou-se para fita-la - sabe Beckett eu a admiro demais. Por esse motivo me sinto na obrigação de puxar sua orelha como amigo. Eu sei que você é competente e podia dominar aquele sujeito tranquilamente. Mas tem uma pequena mudança em sua vida que talvez você ainda não tenha percebido. Em breve você será mãe. Sua vida se resumirá em cuidar dessa criança. Você mais do que ninguém que eu conheça sabe a importância de servir e proteger. Vai querer fazer isso 24 horas por dia com a sua filha. Para isso, não poderá sair pelas ruas correndo atrás de bandidos idiotas. Não deve se arriscar, pelo bem de Castle, de sua familia. Você sabe o que é perder alguém. Pense muito sobre suas ações daqui para frente. Como pai, eu me cobro isso todos os dias que saio de casa - ele sorriu. 
— Obrigada, Kevin. Você tem razão. Eu fui inconsequente. Talvez ainda não compreenda a dimensão do que essa pessoa, minha filha representa na minha vida. Você me ajudou a ver o quanto agi de maneira errada. 
— Para isso servem os amigos. E se prepare porque vai ouvir de Castle também. 
— É… acho que sim - ela saiu do carro. Entrou no elevador e esperou as portas se abrirem no andar do loft. A cabeça latejava. Encontrou-o na cozinha remexendo em umas caixas que julgou serem mais acessórios para o quarto da filha. Ao olhar para ela, o que tendia ser um sorriso foi substituído por uma expressão de preocupação. Imediatamente largou o que fazia para dar atenção a ela. 
— O que aconteceu? Você está ferida. Seu rosto, sua testa… tem sangue na sua calça. 
— Está tudo bem, Castle. Foi apenas uma prisão. Eu estava comendo, almoçando para ser mais exata num daqueles pequenos mercados da 14th e acabei presenciando uma tentativa de roubo. Não foi nada - ela sentou-se no sofá torcendo para que a explicação de que estava almoçando e suas ações fossem suficientes para deixa-lo mais calmo. Doce ilusão. 
— Uma prisão? Você perseguiu um ladrão e brigou com ele para prende-lo? Está maluca? 
— Hey! Olhe como você se refere a mim, eu sou uma policial! 
— Não interessa, você está grávida! Esse sangue…
— Não é meu. É do ladrão. Tive que atirar nele para para-lo e evitar que usasse a arma, ele me acertou no rosto, primeiro um murro, depois uma cabeçada enquanto eu pisava na ferida da perna para algema-lo - ela tocou a cabeça, fechando os olhos na tentativa de controlar a dor, o que não estava surtindo o efeito desejado.  
— E fica pior… ele tinha uma arma. Como pode ser tão inconsequente, Beckett? Ele podia ter atirado em você, na nossa filha. Eu sei que você é uma excelente policial, domina armas como ninguém, mas não se trata apenas das suas habilidades, você tem que pensar na nossa filha. Não é somente sobre você e seu senso de justiça. 
— Castle, pode não gritar? Abaixe a voz, minha cabeça está estourando. Eu estou em casa, estou bem. Ryan fez questão de me trazer. 
— Finalmente alguém de bom senso nessa historia - ele desapareceu na direção do quarto. Minutos depois, voltou com um comprimido e um copo com agua - beba isso. Vai amenizar a dor de cabeça - ele sentou-se ao seu lado. Tocou de leve o curativo na testa, a vermelhidão da bochecha - meu Deus, Kate. Por que você é tão destemida? Teimosa? Será que agora eu vou ter que me preocupar toda vez que você sair do distrito ou de casa sozinha? Você não é uma super-heroína. Pense na nossa filha - ela pode ver a aflição nos olhos dele. 
— Pare de brigar comigo! - ela desatou a chorar, os hormônios atacavam outra vez. 
— O que você quer que eu faça? Meu Deus! Será que é tão difícil entender que agora são duas pessoas que eu amo correndo perigo? - ele a fitava agoniado - por favor, não chore…
— Desculpe, na hora eu não pensei. Droga! Eu fiz tudo errado! Apenas queria evitar o assalto, proteger o mercado, os funcionários, os clientes. Segui meu instinto e minha obrigação como policial dessa cidade. Acho que esqueci que estava carregando outro ser humano aqui dentro - tocou o ventre - ainda estou me acostumando. Johanna mesmo disse que gravidez não é doença. Não posso simplesmente parar minha vida, meu trabalho porque estou esperando um bebê. 
— E quem falou de parar sua vida? Seu trabalho? Eu quero que se lembre que não pode mais enfrentar certas situações de perigo. Você deve protege-la. Não quero nem pensar o que aconteceria se você fosse atingida. Não faça isso de novo. Não posso perder vocês - os olhos azuis traduziam suplica. Beckett suspirou. Entrelaçou seus dedos aos dele. Beijou os lábios de Castle de leve. 
— E-eu não sei o que deu em mim… e-eu esqueci. Isso faz de mim uma péssima mãe? Esposa? Eu desconsiderei tudo que era importante para mim… - os olhos já tinham lágrimas novamente. 
— Claro que não. Você é maravilhosa. Era o seu lado extraordinário que sempre olha pelas vitimas e que me fascina falando. Kate, você sera uma mãe incrível. Nunca duvide disso. E nossa filha? Ela seguirá seus passos porque não poderia escolher melhor exemplo para inspira-la - ele a abraçou - desculpe por ter gritado. Eu não gosto de vê-la em perigo, ferida, não quero passar pelo que aconteceu meses atrás. Não mais. 
— Nem eu, babe. 
— Então prometa que não irá fazer nenhuma loucura desse tipo e se tiver que enfrentar um bandido ao menos use proteção e tenha back-up. Não posso proibi-la de fazer seu trabalho, somente me prometa que terá cuidado e evitará ir a campo sempre que possível. 
— Tudo bem, isso eu posso prometer. Pode me dizer o que estava aprontando quando eu cheguei? 
— Eu peguei algumas luminárias na loja de decoração para testar no ambiente do quarto da nossa mini Beckett - ela riu - o que? 
— Você a chamando de mini Beckett, é engraçado. 
— Você não me dá alternativa se não escolheu o nome da pequena. Quer me ajudar a escolher qual é a melhor? 
— Quero, mas podemos fazer isso mais tarde? Estou me sentindo cansada. Quero me deitar um pouco. 
— Claro! Que cabeça a minha! Vem, amor. Tire essa roupa suja, relaxe. Descanse, durma. Temos tempo para pensar na decoração, sem pressa. Quer minha companhia? 
— Sim, consigo relaxar melhor com você ao meu lado - sorrindo, ele esperou Beckett se despir e juntar-se a ele na cama. Ele acariciava a barriga da esposa sorrindo. Começou a falar bem proximo ao umbigo dela. 
— Gostou da aventura de hoje, meu amor? Tomara que sim porque você não terá outra dessas por um longo tempo. Sua mãe te mostrou um pouco de ação, não? Ela adora essas coisas, correr atrás de bandidos. Algo me diz que você irá herdar esse jeito destemido dela e de sua avó. Terei que me preocupar com o fato de você querer seguir a carreira da mamãe. Você vai aprender muito com ela. Mas se algum dia ela disser que a melhor forma de investigar é ouvindo a historia, saiba que Beckett aprendeu isso comigo. 
— O que mais vai dizer para sua filha sobre nós, Castle? Vai contar o quanto me irritou? Ou sobre as teorias malucas e desnecessárias que inventava? Ah! Não esqueça da vez que roubou evidências. Serão ótimos exemplos do que não fazer - ele riu. 
— Ah, Beckett… não esqueça que nossa filha tem seus genes da Rebel Beckett e os meus de como você diz mesmo? Egoísta, irritante e um garoto de nove anos movido a açúcar! Isso! - ela gargalhou. 
— Você é muito bobo. 
— Estou apenas a lembrando do que nossa menina será capaz. Está longe de ser a menina comportada que Alexis foi. 
— Eu tenho esperança dela herdar um pouco de bom senso. Chega de falar abobrinha, deite-se ao meu lado. Preciso do meu travesseiro pessoal - ela se aconchegou ao peito dele, beijou-lhe os lábios - você esqueceu de dizer para sua filha o homem maravilhoso que o pai dela é, excelente com as palavras, carinhoso… me faz rir com seu jeito moleque. 
— Isso eu deixo para as suas conversas com ela. Feche os olhos, Kate - ela adormeceu em poucos minutos pelo cansaço e o efeito do comprimido que ele oferecera a esposa. 
No dia seguinte, Beckett recebe um telefonema de Johanna. 
— Hey, mamãe! Trabalhando muito? 
— Nem tanto. 
— Isso já é um excelente modo de começar a nossa conversa. Hoje é sexta-feira, portanto como eu e Paul estamos milagrosamente de folga, quero fazer uma visita para os nossos amigos e para a minha afilhada. 
— Sua afilhada está na minha barriga, Johanna. 
— E dai? Eu posso visita-la, saber as novidades, ver o que o papai Castle comprou porque tenho certeza que ele está mais interessado no enxoval da criança que você. 
— Nem me fale! Dia sim, dia não eu chego em casa e encontro uma sacola cheia de coisas de bebê. A cômoda está abarrotada de roupas, lençóis, fraldas. Eu já desisti, ele simplesmente não me ouve. Nossa filha tem mais mamadeira que a creche da policia se duvidar. 
— Está certo. Alguém tem que se preparar. Quando estiver cuidando da sua filha vai agradecer Castle pelas mamadeiras. 
— Meu Deus! Você é igualzinha a ele. Ontem mesmo ficou dizendo um monte de bobagens e coisas fofas para a minha barriga, supostamente conversando com a nossa filha. Eu li que isso é bom. 
— Sim, e você deveria fazer o mesmo. Enfim, voltando ao motivo da ligação. Tudo bem se eu e Paul aparecermos no loft hoje, por volta das sete horas? E não se preocupe com comida. É quase uma visita de médico. Literalmente - Johanna gargalhou com o trocadilho.
— Nada disso. Até parece que você não conhece, Castle. Ele fará questão de que jantem conosco. Não será trabalho nenhum. Para isso existe o serviço de delivery do Le Cirque para o seu cliente VIP. Espero vocês às sete. 
Por volta de sete e quinze daquela noite a campainha do loft soou. Castle abriu a porta cumprimentando alegremente as visitas. Ele informou que Beckett ainda estava no banho. Ofereceu bebidas aos médicos e iniciou a conversa. 
— Vocês dois sem plantões em plena sexta é algo raro, não? 
— No passado, sim. Estamos tentando adequar nossos horários para usufruirmos de mais tempo juntos. Eu já tenho que dividir a Joh com a filha, o que torna as coisas um pouco difíceis. Não estou reclamando. Tivemos sucesso nas nossas mudanças de horários. 
— Isso é ótimo. Claro que a possibilidade de trabalhar juntos sempre ajuda. Era o que eu amava em seguir Beckett, mesmo quando não estávamos oficialmente juntos a chance de passar algumas horas ao lado dela eram preciosas. 
— Deve explicar porque vocês se metiam em tantas situações de perigo - disse Johanna. Nesse instante, Beckett surge na sala - oi, Kate. O que foi isso no seu rosto? - ela tinha disfarçado a área vermelha com maquiagem, porém não tivera muito sucesso e o curativo na testa não ajudava a disfarçar que algo ocorrera. 
— Essa é uma longa historia - disse Castle - tenho certeza que você vai adorar ouvir e me apoiar nela. Você também, Paul. Vai ficar do meu lado nessa. 
— Não foi nada. Castle, quer parar? Estamos aqui para ter uma noite agradável. 
— Tarde demais. Castle já atiçou minha curiosidade. Quero saber. 
— Depois, Johanna. Vamos decidir o que iremos comer porque estou morrendo de fome. Você vai ligar para o Le Cirque, Castle? Todos querem filet? 
— Por que não? - disse Paul - eu realmente gostei daquele filet. Castle tem razão, muito saboroso - Castle pegou o celular para providenciar o jantar. 
— Kate, quer ficar quieta para eu falar com a minha afilhada? - Beckett finalmente ficou parada. Johanna abaixou-se tocando o ventre da amiga. A barriga dela já despontava em sua forma arredondada - hey, babe. É a sua dinda. Sua mãe anda lhe tratando bem? Dando boa comida, bastante liquido? Não está enchendo-a de porcarias, certo? 
— Johanna, isso é uma conversa ou uma consulta médica? - perguntou Castle. 
— Não me atrapalhe, Castle. Deixa eu continuar. Eu sei que seu pai adora conversar com você, espero que esteja contando boas historias para você. Não as de Nikki porque seria inapropriado para sua idade, mas ele tem ótimas situações com sua mãe para contar. Eu trouxe um presentinho. Ainda estou esperando pela boa vontade da sua mamãe para comprar algo especial, enquanto isso, trouxe algo que toda criança ama. Brinquedo. 
— Não precisava, Joh… você e Castle andam muito focados em comprar coisas. 
— Esse deveria ser seu papel também, Kate. E não é nada demais. Uma lembrança minha e de Paul - Kate notou a sacola ao lado do médico. 
— Para sua informação eu compro coisas para a minha filha - Castle a olhou intrigado - pelo menos pretendia comprar ontem antes de… deixa para lá - a médica pegou a sacola entregando-a para a amiga. Beckett sentou-se ao lado de Castle e tirou uma caixa e um outro pacote de dentro da sacola. Abriu o embrulho menor primeiro. Era um conjunto de onesies de diversas cores. Cinco para ser mais exata acompanhados de tocas - ah, são lindos! 
— Isso é super necessário - disse Castle. Beckett voltou sua atenção para a caixa maior, ao rasgar o papel ela se deparou com duas bonecas da princesa Bela. Uma era macia e própria para bebês usarem como geralmente usam ursinhos para dormir, a outra era uma versão da princesa mais elaborada. 
— Eu sei que Castle vai enche-la de coisas nerds e videogames, mas acredito que essa é a melhor expressão de princesa para inspira-la. Bela é uma aventureira, quer mais da vida, corajosa e ama livros. Lembra alguém, não? 
— De certa maneira - disse Beckett sorrindo, beijou o rosto da amiga - quer conhecer o futuro quarto de sua afilhada? 
— Concordo completamente. Boa ideia - Beckett levou-os até o cômodo do apartamento. Com orgulho contava tudo o que o marido fizera. O sorriso despontando no rosto enquanto falava. Johanna percebeu o quanto a amiga estava empolgada com a gravidez pela primeira vez. O jeito que ela andava pelo quarto, tocava os objetos. Isso também a fez sorrir. Depois da última declaração de Beckett sobre a mãe, Johanna se sentia ainda mais presente na vida da amiga. Era parte importante daquela familia. Tinha uma obrigação maior com a futura mamãe e teria o maior prazer em ajuda-la. 
O interfone tocou anunciando a chegada do jantar. Devidamente sentados à mesa, Castle serviu vinho para os amigos e um suco para a esposa. Eles iniciaram a refeição ao som de risadas e boa conversa. Quando todos já estavam na metade do jantar, ele achou apropriado dividir a peripécia de Beckett. 
— Agora querem ouvir o que ela aprontou? - Castle trocou um olhar com a esposa que claramente entortou a boca diante da sugestão do marido. 
— Ele não vai deixar essa história de lado então melhor vocês ouvirem logo. 
— Alguém está vestindo a carapuça da mea culpa? - implicou Johanna. Castle contou tudo o que Beckett lhe dissera acrescentando a versão dos rapazes que ouvira essa manhã no distrito. Obviamente, a forma dramática com que o escritor contava o que acontecera servia de munição para Johanna passar aquele sermão na amiga e exatamente como Castle previra, até Paul chamou a atenção de Beckett. O médico foi até mais explicito. 
— Olha, eu sei que você gosta de aventuras, está acostumada com o perigo e os riscos de sua profissão, porém sua vida vai mudar, Kate. Tem a responsabilidade por outra vida. Sua filha. Tenho que concordar com Castle nessa. Talvez eu fosse até mais radical. Eu ia proibir você de fazer trabalho de rua enquanto está gravida. 
— Você pode fazer isso, como médico? - Castle perguntou todo interessado - faria isso para  mim? 
— Paul!!! - Johanna e Beckett falaram ao mesmo tempo. 
— Não dê essas ideias ao Castle! Vou virar prisioneira. Eu quase não faço trabalho de rua. Na verdade, eu não estava no local para prender um suspeito. Foi uma daquelas situações de estar no local certo, na hora certa. 
— Você quer dizer no lugar errado - retrucou Castle.  
— Sei que a Kate correu perigo, foi um pouco irresponsável, mas isso não lhe dá o direito de proibi-la de fazer seu trabalho. Aliás, se você fizesse algo assim comigo, Paul, eu o odiaria. Daria em briga com certeza. Ela precisa tomar cuidado, só isso. Ela está gravida, não inválida. 
— Obrigada, Johanna. 
— Detecto um certo feminismo nessas duas, Paul? - o médico riu. Era inteligente o bastante para não começar esse tópico diante de duas mulheres independentes e competentes. 
— Tudo bem, Kate. Só não apronte outra dessas. Suas aventuras sempre são rodeadas de perigo e risco. 
— Falando em aventura, eu gostaria de comunicar que estou usando sua ideia no plot do meu proximo Nikki Heat. Escrevi boa parte do thriller, porém tem alguns detalhes que vou precisar discutir com você, Johanna e mais importante: preciso da sua permissão, não apenas para usar seus conhecimentos. Também quero usar seu sobrenome. Para tornar a investigação mais significativa para Nikki, eu pensei em chamar a médica de Cinthia Marshall. O sobrenome é uma pequena homenagem a você. Não posso usar seu primeiro nome por razões óbvias, é o nome da mãe da Kate, sua identidade verdadeira. Não quero causar problemas. Vocês sabem que existem todos os tipos de fãs, nós mesmos já passamos por um caso complicado que usava Nikki Heat como pano de fundo, como obsessão. Claro que ambos devem concordar. Sei que Paul não se sente à vontade com esse tipo de exposição e ele tem direito de opinar como seu namorado. 
Paul troca um olhar com Johanna claramente surpreso pela forma como Castle queria conduzir essa conversa. Dizer que a opinião do médico importava para o escritor era algo novo. Na verdade, o assunto dizia respeito a Johanna, não a ele. Contudo, em outras palavras, Castle estava afirmando que era uma decisão do casal porque via os dois assim. Quase como se fossem casados, era um relacionamento sério do ponto de vista do escritor. Ele apertou a mão de Johanna. 
— Castle, eu agradeço a preocupação com a nossa relação. Acredito que essa decisão é mais da Joh que minha, eu compartilho das mesmas preocupações que você. A exposição. Sei o quanto minha namorada adora esse universo. Então, eu deixo para ela a responsabilidade de decidir e a apoiarei no que escolher - Johanna não resistiu ao momento fofo do namorado. Era uma demonstração de confiança e respeito. Ela inclinou-se e beijou-o com vontade. 
— Você é incrível, sabia? - o sorriso e o brilho no olhar da médica não passou despercebido para ninguém. Paul a olhava com ternura - Castle, será uma honra emprestar meu sobrenome a uma personagem do meu escritor preferido e ajuda-la a contar um thriller quase verídico, baseado em fatos científicos. Será muito interessante estar do outro lado. 
— Não tão rápido, não pense que porque irá me auxiliar com a história que lerá spoilers. Nada disso - foi a vez de Beckett rir. 
— Bem-vinda ao meu mundo! Você pensava que eu lia as histórias de Nikki antes porque apresentava a ele os casos bases? Sinto muito, mas preciso estourar a sua bolha. Quando se trata de sua escrita, Castle é extremamente chato. Detesta dar spoilers ou dicas. Existe todo um suspense por trás dos seus livros. Eu inclusive já desisti de pedir. 
— Beckett está certíssima. Não é nada contra você, Johanna. Trata-se de preservar fontes e da minha licença poética. 
— Quem diria! E eu achando que ele adorava se exibir durante o processo de criação dos seus livros - comentou Paul. 
— Que nada! Isso acontece depois que termina e lança. Não se cansa de repetir que é o máximo. Durante a escrita? Ele é chato e meticuloso. Passa dias as vezes, madrugadas isolado no escritório e não admite que ninguém entre lá. Só eu sei o que passo. Não é fácil ser musa e casada com o escritor. 
— Você nunca reclamou… - Castle fez uma careta. 
— Não, eu adoro - ela envolveu seu pescoço e puxou-o para um beijo rápido - que tal uma sobremesa? Você esqueceu de pedir o cheesecake, babe? 
— Claro que não. Seria um pecado um jantar do Le Cirque sem aquele cheesecake maravilhoso. Está na geladeira. 
— Ótimo. Vou buscar. Pode me ajudar, Joh? - a amiga se levantou acompanhando Beckett até a cozinha. Era a chance de ter uma conversa mais intima. Não que Castle se importasse, ele parecia estar a procura de outra coisa em comum entre o ele e o médico. 
— Me diga, Paul, você gosta de videogames? - ao ouvir a pergunta do marido, Beckett comentou. 
— Se a resposta do Paul for sim, sinto informar que você vai perder seu namorado para o vício de Castle. Terá que adotar uma espécie de rédea curta para controla-lo. Eu uso a ameaça e o sexo. Sempre funciona. Exceto uma vez. Mas ele pagou por isso - Johanna riu. 
— Acho que não corro perigo nesse departamento. Eu e Paul mal temos tempo para nós. Duvido que ele se interesse por jogos. 
— Eu não teria tanta certeza - ela apontou na direção dos homens. Castle estava ligando o seu PS4 para mostrar as maravilhas desse mundo ao novo amigo. 
— Ah, não… - a cara de desolada de Johanna fez Beckett rir. 
— Você se acostuma. Em último caso apele para o bisturi e o sexo. Mencionar minha arma sempre funciona - as duas riam agora. Beckett mudou o tom da conversa - aconteceu de novo. Ontem quando Castle brigava comigo, eu fiquei me perguntando o que havia de errado com a minha pessoa. Eu esqueci da minha filha, Joh. Eu a expus ao perigo. Por que não consigo sentir a maternidade ainda? Parece que não é real. Eu estou lendo aquele livro “O que esperar quando você está esperando”. As histórias, as fases, eu não sinto que estejam acontecendo comigo. Como serei uma boa mãe assim? Você passou por isso? Com Audrey? Teve dúvidas? 
— E como! É natural. Eu me lembro que tinha pesadelos. Sonhava que esquecia a minha filha no hospital depois do plantão. É, na minha cabeça louca eu a levava para os meus plantões. Esquecia de alimenta-la. E cheguei a sonhar que ela ficara doente e eu não sabia cura-la. Achava impossível, eu sou médica! Eu me questionava se não devia ficar somente com a medicina. Não se preocupe, você vai encontrar seu ritmo, sua conexão. Talvez escolher como irá chama-la seja parte disso. Da sua descoberta da maternidade, para sentir-se completamente mãe. 
Beckett suspirou. A afirmação de Johanna a deixara mais calma. Não podia querer explicar a maternidade racionalmente, estava pensando demais sobre o assunto. 
— Hey, esse cheesecake sai ou não? - Castle perguntou com o controle do videogame nas mãos. 
— Você tem certeza que quer sobremesa? Está tão interessado em seu joguinho, não? Acho que eu e Johanna vamos desfruta-la sem vocês - Beckett falou implicando e olhou para a amiga para sussurrar - vai aprendendo as técnicas - Johanna tornou a olhar na direção da sala. Castle já largara o controle e vinha ao encontro delas. 
— Claro que prefiro mil vezes saborear esse cheesecake com você, meu amor. 
— Acho bom mesmo ou vai dormir com seu videogame… na sala… - ela frisou. 
— Viu como ela me ama, Johanna? É tanto carinho, sutileza… nem sei o que é uma ameaça na vida! - Beckett puxou a orelha dele - au! 
— Comporte-se! Nada de falar das nossas intimidades para as visitas - Paul segurava o riso, mas acabou cedendo. 
— Talvez você possa me ensinar essa sua tática, Kate. Pode vir bem a calhar para o caso de Paul começar a sair da linha - o médico arregalou os olhos para a namorada. 
— O que foi que eu fiz? 
— Nada. Por enquanto… 
— Eu gostava mais quando você era a boa influência para Beckett, não aprenda esses truques de violência doméstica, Johanna. Eu não tenho escapatória porque sou casado com uma policial, mas Paul pode querer cair fora. Aliás, acho que se elas continuarem agindo assim devemos nos unir, Paul. 
— Castle! - Beckett ralhou na hora - o que a Johanna vai pensar? Sou totalmente contra violência, de qualquer tipo.
— Hum… isso não é de todo verdade, Beckett. Você pode ser bem dominadora e violenta na… -  Beckett cobriu os lábios de Castle. 
— Cala a boca ou vai dormir no sofá! - ela estava vermelha. Ninguém resistiu e logo os quatro estavam rindo e comendo a torta. 
— Eu confesso. Sou perdidamente apaixonado por essa mulher. Especialmente pelo seu jeito mandão. 
— O que você não faz para evitar uma noite no sofá, hein Castle? - brincou Paul.
— A declaração é verdadeira, Paul - ele a fitou - ela sabe disso. 
— Sim, eu sei - Beckett beijou-lhe os lábios. Uma hora depois, os amigos se despediram encerrando a noite. 
Dias depois…
Era sábado. Castle havia saído para uma reunião com Gina na editora. Beckett dissera que também iria para a rua comprar algumas frutas e verduras que faltavam. Perambulando pelas ruas de Nova York, ela se deparou com uma loja onde vendiam artigos da NYPD. Não resistiu e entrou. Apos admirar todas as peças, seu rosto se iluminou ao ver uma em especial. Castle ia ficar louco com isso. Comprou. Essa não foi a única indulgência de Beckett. Sapatinhos, chupetas e um elefante lilás porque ela crescera com os animais de pelúcias que a mãe lhe dera e em particular, elefantes tinham um significado especial na história das duas.
Ao chegar em casa e guardar as hortaliças, Beckett se dirigiu com a pequena sacola para o quarto da filha. Sobre a cômoda, abriu a sacola e colocou o pequeno body sobre a superfície.  Os demais produtos na gaveta ou sobre o local que achava melhor. O pequeno elefante, ela escolheu colocar no berço. Os dedos deslizavam sobre as letras NYPD. Esse era o primeiro presente que ela comprava para a filha. Sorriu. 
Beckett sentou-se na poltrona de amamentação. Passou a mão carinhosamente sobre o ventre. Lembrou-se das palavras de Johanna, que devia conversar com ela. 
— Hey, filha… é a mamãe. Hoje eu cometi minha primeira extravagância. Comprei uma roupinha para você que não somente fará seu pai vibrar, mas também tem um significado muito especial para mim. Sabe, muito antes de chegar até aqui, eu tive uma experiência de vida triste, traumática. Eu perdi minha mãe, sua vó. Ela era uma mulher incrível, tudo o que queria era ser como Johanna Beckett. Ela me ensinou a ser determinada, lutar pelo que acredito, disse a mim que poderia ser qualquer coisa que quisesse. Ela não estava errada. Durante muitos anos, devido sua ausência na minha vida, eu me fechei. Bloqueei tudo de bom que ela me ensinara. Até seu pai aparecer. Castle me ajudou a recuperar um pouco daquilo que negligenciei. Seu daddy é um homem maravilhoso. Você irá adorar brincar com ele. Ouvir suas histórias. A pessoa mais carinhosa e divertida que conheço. Tem um coração gigante.
Beckett parou de falar por uns instantes, usava apenas as mãos para supostamente mexer com a filha. O pensamento voou longe. Sua mãe, Johanna. 
— A vovó Johanna ia adorar mimar você, meu amor. Eu vou lhe contar tudo sobre ela quando estiver maior. A vida da mamãe sempre foi um pouco complicada. É engraçado que antes de sequer pensar em ter você, havia esquecido alguns ensinamentos de minha mãe, então outra pessoa muito parecida com seu pai surgiu na minha vida, sua dinda. O nome dela também é Johanna e ela me faz lembrar da vovó, me faz querer ser igual a elas: uma boa mãe - as lágrimas escorriam pelo rosto. Pela primeira vez, o significado de ser mãe começara a fazer sentido para Beckett. Ela quase podia visualizar a mãe sorrindo segurando uma flor nas mãos. Fechou os olhos e a visualização de Johanna tornou-se quase palpável - tudo que eu quero é ama-la e protege-la como vovó Johanna fez comigo. Não é estranho? Tudo que sei sobre você é que é parte minha e de Castle, fruto do nosso amor. Isso basta para saber o quanto eu amo você, meu bebê. 
De repente, ela sentiu uma pontada. Assustada, se colocou ereta na cadeira. Respirou fundo ficando imóvel. O movimento se repetiu. Uma, duas vezes. Foi natural verter lágrimas. Naquele momento, Kate entendeu o que estava acontecendo. 
— Você mexeu.. meu amor, você entendeu a mamãe…oh, meu Deus! - os olhos de Beckett estavam inundados de lágrimas. O choro era livre. A imagem da mãe continuava em sua cabeça. Ela finalmente compreendera porque. Sorria - Lily, você se chamará Lily - ela acariciava a barriga sentindo o bebê se mexer dentro dela - mamãe ama você, Lily Beckett Castle.
— Kate? Cadê você? 
— Aqui no quarto do bebê - ela se levantou da poltrona. Ao vê-la, ele percebeu o rosto marcado pelas lágrimas. 
— O que foi, amor? Está com dor? Não está bem? O que… - ela colocou o indicador nos lábios dele. Pegou a mão do escritor na sua colocando sobre a sua barriga. 
— Sinta - ela direcionava Castle para onde a filha mexia. O escritor arregalou os olhos ao sentir os movimentos. 
— Ela mexeu! Meu Deus! E-ela… Beckett - ele ria, a felicidade estampada nos olhos e no sorriso - nossa filha está mexendo! 
— Sim, está. Babe, eu quero que conheça sua filha Lily Beckett Castle. 
— Lily? - ele olhava um pouco fascinado para a esposa. 
— A flor preferida da minha mãe - Castle se agachou beijando a barriga dela. 
— Hey, Lily… papai está aqui. Eu queria muito que você pudesse ver a cara de felicidade da sua mãe. Acho que ela está nas nuvens. Aposto que pode sentir o amor dela, não? Nós te amamos muito. Você será uma menina muito feliz - Castle apertou a mão de Beckett, ela o puxou até a cômoda. 
— Comprei para ela. O que acha? Também comprei outras coisas e o elefante - ela apontou para o berço. 
— Elefantes eram os animais preferidos da sua mãe… eles nunca esquecem. Ainda lembro do que estava escrito em seu diário. Agora um onesie da NYPD? Ah, capitã… você é muito coruja. Quer que nossa pequena Lily siga seus passos. Eu estou totalmente de acordo. Será tão sagaz e badass como a mãe. 
— Eu amo você, babe. E nossa pequena Lily. 

— Always - e sorveu os lábios dela.  


Continua....

4 comentários:

Priscila Barros disse...

Ahh que fofura, que capítulo cheio de fofura e, porque não, um tanto de tensão com essa Beckett policial perseguindo ladrão?!
Eu fiquei com o coração na mão quando ela fez tudo, sei que ela é uma boa policial, mas eu fiquei tensa.
Amei a visita da Dinda mais linda e fofinha ❤❤❤❤ Joh é muito amorzinha, e ela conversando com a baby é sempre uma fofura ❤❤❤
Preciso dizer que amei a Beckett falando pra ela ameaçar o Paul com o bisturi ou sexo hauahauahuhauahauahu, eu ri horrores! ❤❤❤❤
E a Lily mexendo pela primeira vez?! Com a mamãe empolgada conversando com ela, puro amor ❤❤❤❤
Ai, que capítulo lindo ❤❤❤ obrigada por essa maravilha, Kah ❤❤❤❤❤❤

Madalena Cavalcante. disse...

AAAAAAAAAAAAAAAAAH MEUS DOIS CASAIS PREFERIDOS JUNTOS, AMOO! 😍😍😍 Sério,a joh ❤️❤️❤️❤️❤️

Prendi a respiração com a perseguição da Beckett! Entendi o lado dela e tal, mas meu Deus, ela foi bem louca!!!! 🙃🙃🙃

COMK NÃO CHORAR COM ESSA ÚLTIMA CENA????????? QUE COISA MAIS LINDA KAH! A Lily finalmente mexendo, o diálogo da Beckett, o Castelinho descobrindo o nome dela, AAAAAAAAAAAAAAAAAH ❤️
Obrigada kah! ❤️❤️❤️

cleotavares disse...

OMG! A escritora que me matar de susto. Cheguei a pensar que a Beckett levaria um tiro. O Ryan foi um fofo cuidando e dando sermão na sua capitã. Gente do céu! A Beckett ensinado a Johanna a ameaçar o Paul. Coitados desses homens.
E esse final? que coisa mais linda, a presença da mãe e sentir a filha. Meus olhos ficaram "coisados"

Vanessa Belarmino disse...

Amei as notas iniciais. Não estou achando nada monótono, pelo contrário. Está cada vez mais interessante. Você torna cada elemento importante. A gravidez, as reações de Kate, a vida do casal e até mesmo a vida da Capitã.
E se tem uma coisa que me conquistou foi a amizade entre Kate e Joh. Eu disse no inicio que tem pessoas que surgem assim nas nossas vidas,de repente e é tão intenso e natural que parece elas sempre estiveram presentes durante a nossa vida toda.
Só quem ja viveu algo assim sabe com é espontâneo e maravilhoso. Outro ponto positivo é o segundo casal, vc está se tornando especialista nisso.
Confesso que acho uma otima sacada o fato da resistência (ciumes, desconforto) que Paul tem com relação a Castle.
Quanto ao angst, acho que tivemos doses bem elevadas no inicio e acredito que agora precisamos de algo mais leve. Mas conhecendo a autora logo deve ter algumas pitadas...

De volta a historia...
Castle sempre tão maravilhoso. Amo o fato dele conhecer ela tão bem. Amei o quarto. Os dois decidindo juntos. Ele tomando a frente, mas a todo momento querendo que ela participe tb nas decisões. E o presentinhos? Coisa mais fofa.
OMG! Beckett quer me matar? Perseguir o suspeito gravida. Pqp. Quase tive um troço.
Adorei a postura de Ryan!! Acho que Castle vai ser pior hahaha
E ainda tem Kevin tb. Amei demais demais. E principalmente o fato de Kate reconhecer que foi imprudente. Acho que a ficha dela não caiu ainda. Sei que não é fácil, mas ela vai aprender essa lição.
Adoro Castle bravinho, misturado com preocupação e agonia então. E Kate ta chorando? Eu to rindo, de nervoso e sei la o que. De repente a cena ficou hilaria.
Pronto ja estou chorando tb. Castle me quebra, o medo de perder os dois amores da sua vida. Que bom eles se entenderam.
Acho lindo a maneira que Castle respeita o trabalho dela, afinal é quem ela é, e parte de quem ele se apaixonou. Ele entende, e ele quer apenas que ela seja mais cuidadosa.
É incrível a fé que Castle tem nela. Tb gostei dela entender o ponto dele.
Por isso que eles são ótimos juntos. Mini Beckett é fofo. Tão carinhoso. Certamente a mini Beckett vai se inspirar na sua mãe extraordinária.
Coisa mais linda ele falando com a pequena sobre a mãe. Ah, esses dois!
O casal 2 está na área.
Acho que quando a pequena mexer, Kate vai ter "um click maior", claro que ela sabe que está gravida e tal, a barriga está crescendo. Mas quando ela sentir a filha se movendo, acredito que ela vai sentir realmente o que é estar gerando alguém.
Gosto do lado observadora de Joh. Ela toda orgulhosa com os pequenos sinais que Kate dá sobre curtir a gravidez. Paul bem radical, agora ele e Castle concordaram em algo hahaha
Amei o jeito que Castle incluiu Paul no projeto, ouvindo a esposa e realmente entendendo a seriedade do relacionamento deles.
A postura de Paul tb foi muito bacana, ele deu um voto enorme de confiança em Joh, sem falar do respeito. Essa relação está bem séria mesmo. Amo! E ainda demonstrações de afeto.
Joh fangirl é muito engraçado. Castle já cortou a onda, sobre spoilers hahahaah
Adorei Kate descrevendo o processo dele de escrita. Coisa que a gente quase não viu na serie. "Não é fácil ser musa e casada com o escritor." Mas tem muitas vantagens tb né dona Kate? hahaha
Mais um ponto em comum entre os homens, que legal. Beckett dando dicas a Joh foi praticamente "use o bisturi e o sexo"
Kate expondo como se sente para Joh, e ela sendo incrível, citando sua experiencia.
O encontro desses 4 é sempre maravilhoso. Sempre bons momentos, pérolas e ótimas risadas. Espero que Castle não durma no sofá.
Kate comprou coisinhas para filha e ainda está falando com ela pela primeira vez. Que lindo! To chorando de novo.
Que declaração de amor mais linda e sincera. OMG, ela mexeu! Kate escolheu o nome e Castle chegou. E eu to chorando haha
Que emoção, meu Deus! Que momento perfeito e maravilhoso. Eu não tenho palavras para expressar... Só sei sentir.
It's perfect!
Kah, I love you!♥♥♥

P.S Eu disse que estava enorme hahaha