segunda-feira, 26 de junho de 2017

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.115



Nota da Autora: O que dizer desse capitulo? Love is in the air... para os nossos casais. Em outras palavras, NC. Também uma vaga ideia da nova etapa da vida de S&N a ser explorada mais para frente. Também como dizem algumas leitoras: de vez em quanto surge um elemento do passado, um símbolo. Sim, vocês poderão identificar nesse capitulo... e dessa vez fui bem lá trás hahaha! Enjoy! 



Cap.115


— Nate… nem acredito que você está em casa. Que saudades, amor! - ela continuava pendurada no corpo dele. Nathan sorria tentando abraçar as duas mulheres mais importantes da sua vida.  
— Staninha, você terá que me soltar um pouco para eu colocar Katherine no chão - ela ria. 
— Desculpe, eu só… Isso foi realmente uma surpresa - ela se afastou - como você conseguiu vir? Eu não esperava.
— Essa era a ideia principal, surpreender você - ele colocou Kate no tapetinho - na verdade, eu disse ao meu diretor que tinha um evento em Los Angeles no fim de semana e que já estava agendado há meses. Como estamos adiantados no cronograma não teria problema de tirar o fim de semana. Terminei de filmar às dez horas, peguei minha mala e fui para o aeroporto. Estou de pé desde às cinco da manhã. 
— Você deve estar cansado, se quiser podemos ir para o quarto. 
— Eu dormi no avião e se formos para o quarto, não será para dormir, amor. Você mais do que ninguém sabe disso. Antes de irmos nessa direção, quero brincar um pouco com a nossa filha - eles sentaram-se no tapetinho lado a lado para observar a filha. Stana não conseguia manter as mãos longe de Nathan. Roubava beijos, acariciava sua coxa, mordiscava seu pescoço. Ele retribui as carÍcias enquanto se divertia com a filha. Katherine engatinhava de um lado a outro mostrando os brinquedos para o pai. 
Sentados em lados opostos do tapete, eles faziam a menina levar objetos de Nathan para Stana e vice-versa. Kate estava se divertindo. Em um dado momento, ele deitou-se no tapete o que atiçou a vontade de Stana de ficar junto dele. Como se imitasse a filha, ambas engatinharam até ele. Sem cerimônias, Stana sorveu os lábios do marido deixando parte do corpo sobre o peito dele. Foi a vez de Katherine seguir os passos da mãe. Ela escalou o estômago do pai deitando-se sobre o seu peito e beijando a camisa dele. 
— Olha, Nate… que coisa linda - ela chamou a atenção do marido para a filha. Ergueu o corpo sentando-se para admirar a pequena e facilitar a visão de Nathan. Vendo que o espaço estava livre, Katherine continuou se empurrando no peito do pai até que estivesse bem próxima ao rosto dele. As mãozinhas tocavam-lhe a face. Então, Nathan foi surpreendido com um beijo nos lábios da menina. Kate repetiu o gesto três vezes. 
— Ela faz isso sempre comigo. Eu a ensinei. 
— Dada…dada… 
— Sim, Katie. É o daddy - ele ergueu-se do chão ficando sentado com a menina em seu colo, Stana continuou conversando com a menina - você é linda e inteligente, não meu amor? Mamãe acha. 
— É sim, puxou a mãe. E beija muito bem - Stana gargalhou. 
— Bobo! 
— Nossa! Eu estava sentindo falta desse som. Que tal um café? - ele entregou a filha para a esposa e seguiu para a cozinha. No meio da sala estava a pequena mala que ele trouxera. Nathan remexeu em um dos bolsos tirando um pacote de lá - antes que eu me esqueça, trouxe isso para você - jogou na direção dela. 
— Maple taffy… ah, Nate… 
— Também tem uns cookies de maple - ele pegou a caixa - está na hora de Katherine experimentar um pouco de suas raízes canadenses. 
Rindo, ela acomodou a menina no colo e seguiu com ele para a cozinha. Colocou-a na cadeirinha e entregou um cookie para a menina provar. Enquanto ela se divertia com o doce, Stana aproveitou para curtir o marido. Abraçando-o por trás, encostou sua cabeça nas costas dele, inalou o cheiro em suas roupas, em seu pescoço. Ela queria apenas o contato. Suspirou. 
— Isso é tão bom… - Nathan se virou para entregar-lhe a caneca com café - senti tanta falta disso - ele a beijou rapidamente. Tomou um pouco do café. Roubou um novo beijo. Stana deixou a caneca sobre o balcão da cozinha e deixou seus lábios agirem com todo o desejo que a dominava. O contato era intenso, prazeroso. Ela explorava a boca do marido sentindo o corpo se arrepiar com o toque das mãos dele. Começavam a se perder um no outro quando um pequeno som os alertou. 
— Dada…dada… mais…mais… Kat…mais! - eles se separaram olhando para a filha que tinha apenas algumas migalhas do cookie nas mãos. A boquinha toda suja de farelos e creme de maple. 
— Kat? 
— Estou tentando ensina-la a falar o nome. Até agora isso foi o mais próximo que chegamos. Será que devemos dar outro a ela? Não é muito açúcar? 
— Ela não come isso sempre. Dê mais um, amor. Parece que ela não irá negar as raízes da formiguinha da mãe - ele voltou sua atenção ao café. Pegou um dos cookies e comeu. Os dois observavam a menina comer. Katherine realmente adorara a novidade. Quando ela terminou, dona Cookie apareceu na sala. 
— Filho? O que faz aqui? 
— Fugi para ver minhas mulheres - ele beijou a bochecha da mãe - como a senhora está? Quer um biscoito de maple? - ela retribuiu o carinho do filho e pegou um biscoito. 
— Estou ótima. Tenho me divertido muito com minha neta e Stana. De vez em quando, ainda ganho bônus com Gigi e seu irmão. 
— Imaginei que Gigi ia acampar por aqui. 
— Nem é assim, babe. Ela anda ocupada, tem muita coisa acontecendo, cabeça cheia e seu irmão está viajando. Deve chegar hoje. 
— Então ela deve estar bem estressada - ele comentou rindo. 
— O normal… espero que ela tenha uma boa noite hoje - ele notou o tom preocupado no comentário da esposa. 
— O que foi, amor? Ela está com problemas? O mano está bem? 
— Calma, Nathan - disse dona Cookie - eles estão sob stress, Gigi e o trabalho, seu irmão anda um pouco preocupado. Acredito que depois dessa viagem, eles vão se acalmar. Vocês cuidem do seu relacionamento. Eles, do deles. 
— Mãe, a senhora não está ajudando… 
— Babe, não pense nisso agora. Gigi está preocupada com seu irmão e vice-versa. O lance da possessão e do ciúme mexeu com os dois. Eu já conversei com ela. Vai ficar tudo bem. 
— Stana tem razão. Eu vou pegar minha neta e dar um banho nela. Já vi que ela se deliciou com os biscoitos. Vou ficar com ela para dar uma certa privacidade a vocês. Aproveitem. O jantar será por minha conta - Cookie pegou Katherine nos braços e subiu as escadas. 
— Você ouviu sua mãe. Melhor aproveitarmos um pouquinho antes do jantar - ela beliscou propositalmente o bumbum dele - vem, Nate - Stana saiu puxando-o pela mão subindo as escadas em direção ao quarto. Assim que a porta se fechou atrás deles, ela o agarrou com vontade. 
Toda a saudade, o desejo, a necessidade aflorou em forma de beijo. Nathan a segurava pela cintura deixando suas mãos deslizarem pelo corpo da esposa. A vontade de tê-la completamente o deixara excitado em muito pouco tempo. Empurrou-a contra a parede do quarto. As mãos livraram-se da calça que ela usava. Stana jogou a sua blusa longe e puxou a camiseta pólo que ele usava em um rápido movimento. Os dedos ágeis trabalhavam na calça de Nathan enquanto sentia os lábios dele em seu pescoço, as mãos apertando-lhe os seios. Gemeu lentamente. Por fim, a peça de roupa veio ao chão revelando o membro pronto para toma-la. Ele ergueu os braços dela acima da cabeça. Mantendo-a sem ação por alguns instantes, ele devorou seus seios sem pressa, tomou-os um a um sugando, lambendo, provando até abocanha-los por completo. Ouvir os gemidos da esposa e o corpo se contorcer em reação ao momento de prazer que estava recebendo era ainda mais excitante e estimulante para Nathan. As pontadas na virilha já começavam a leva-lo a loucura. 
— Nate…oh, Deus… quero… você - a espera havia sido longa demais. Reconhecia a necessidade de Stana e não queria prolongar a sua própria vontade. Ele a carregou até a cama. Não a preparou para o próximo ato, simplesmente a tomou. O corpo dele pesando sobre o dela, os movimentos rápidos e precisos, com a boca, explorava a pele quente e vermelha. Sabia que ela estava quase atingindo o clímax. A cada nova estocada, ouvia os gemidos quase ininteligíveis da esposa. Nathan se aprofundava dentro dela tirando o máximo de proveito da experiência. O beijo urgente transformou-se em um mordiscar de lábios. Ao senti-la tremendo abaixo de si, ele intensificou os movimentos. Stana atracou as pernas na cintura dele e o puxou para perto quase arrancando os cabelos dele ao beija-lo. Com um grito, ela finalmente rendeu-se ao orgasmo. Nathan a acompanhou. 
Por alguns segundos, o silêncio era quebrado apenas por pequenos suspiros ou gemidos. Recuperando parte de suas forças, Nathan fitou o rosto da esposa. Stana tinha os olhos fechados. Lentamente, ele começou uma dança em seus lábios. O beijo agora era carinhoso, apaixonado. Quando ela abriu os olhos, viu as lágrimas escaparem pelo rosto da esposa. 
— Eu te amo, babe… faz amor comigo outra vez? 
— Você não precisa pedir, claro que faço - ele limpou as lagrimas - por que chora, amor? 
— Emoção, e-eu estou feliz - ela acariciou os lábios dele com o polegar - meus olhos azuis. 
— Acho que podemos descansar um pouco antes de recomeçar, não? - ele se deixou cair na cama ao lado dela. Stana se encostou no peito do marido fechando os olhos - faremos uma vez mais e depois podemos tomar um banho antes de jantar, o que acha? 
— Qual a sua ideia de banho, Nate? 
— A mais interessante e depravada possível - gargalhando, ela ergueu o corpo sentando-se no estômago do marido. 
— Acho que não quero esperar… - deixou seu corpo inclinar sobre o dele. Uma das mãos  acariciava o membro de Nathan enquanto os lábios mordiscavam seu pescoço e seus ombros. Ao senti-lo pronto para ela, Stana posicionou-se e deslizou o corpo sentindo-se preencher novamente. O beijo aconteceu de forma apaixonada. Era apenas o começo da nova fase de fazer amor para matar as saudades. 
Duas horas depois, eles saíram do quarto vestindo seus pijamas com um sorriso de orelha a orelha para jantar. 

XXXXXX

Em outro canto da cidade, Jeff também esperava para matar as saudades de sua esposa. Seu voo chegara a Los Angeles às quatro da tarde e ele viera direto para casa. Obviamente, ela chegaria mais tarde. Pensou em cozinhar, porém lembrou que a ultima coisa que sua esposa ia querer ao encontra-lo em casa era jantar. Ele concordava. Foram apenas três dias longe, para ele uma eternidade. A distância também o acalmou quanto as dúvidas que rondavam sua mente antes da viagem. Não que suas desconfianças a respeito de Steve tivessem desaparecido. Contudo, estar longe mostrara outra perspectiva. A certeza que não ter Gigi ao seu lado tornara-se algo impossível. Decidiu tomar um banho e após ela voltar para casa, eles podiam resolver o que jantariam. 
Jeff estava apenas de boxer e uma camiseta sentado na cama. Por volta das oito horas, Gigi entra em casa. Os últimos dias foram difíceis. Ela planejava estar cedo em casa para esperar pelo marido, contudo teve que lidar com um erro do seu fornecedor. Simplesmente enviaram a peça errada para a loja. Após muita discussão, o máximo que conseguira foi receber uma nova peça dali a cinco dias. Isso definitivamente iria atrasar seu planejamento. Sua vontade era mandar aquele francês para o inferno, mas o seu lado profissional não deixara. A cabeça latejava quando chegara em casa e tirava seus sapatos. 
A realização da mala no meio da sala fez seu coração pular mais rápido dentro do peito. Seu Jeff estava em casa. Esse seria o melhor momento do seu dia. Subiu as escadas com pressa. Ao abrir a porta do quarto e se deparar com o marido deitado de lado na cama a cueca realçando o traseiro, a fez gemer baixinho. Por mais que tivesse prometido a irmã e a si mesma que conversaria com o marido sobre os últimos acontecimentos, o simples fato de tê-lo de volta em sua cama, apagou todas as ideias racionais que haviam em seu cérebro deixando apenas o desejo falar por si. 
— Jeff… - ele se virou para fita-la. O sorriso despretensioso derreteu seu coração. Ela deu um passo a frente em sua direção. O marido sentou-se na cama, estendendo a mão para Gigi que a agarrou. Seus dedos passeavam pelo rosto dele como se o desenhasse. Ao passar o polegar em seus lábios, ela sentiu um arrepio subir pela sua espinha ao ter a mão de Jeff em suas costas. Abriu o zíper da saia dela, jogou a blusa longe e as bocas se encontraram. 
O beijo começara sensual, provocante, Jeff abriu o fecho do sutiã liberando os seios. Gigi fez o marido erguer os braços para tirar a camiseta que usava para em seguida derruba-lo no colchão da cama king size. Como uma gata, ela se esfregava no corpo dele. Sorvia-lhe os lábios e mantinha os braços de Jeff presos ao colchão. A boca descia pelo pescoço, o peito, sentindo o cheiro da pele, roçando seus dentes pelo caminho. Voltou aos lábios aprofundando o beijo. Então, Jeff se rebelou em um movimento rápido jogando-a de volta ao colchão. Era sua vez de leva-la ao limite e ao céu. 
Sugando os seus seios, lambendo os mamilos, ela sentiu a mão do marido no meio das suas pernas. Gemeu e chamou-o. 
— Oh, Jeff… eu senti sua falta… por favor, me ame. 
— É exatamente o que farei, Gi - e o jogo de sedução se transformou em demonstração pura de prazer. A experiência de acordar e excitar todos os sentidos. Não era sexo apesar da fúria e a força que o desejo louco imprimia em seus atos. Era provocação, devoção e o senso de possessão na cama e fora dela tão característico no estilo de fazer amor daquele casal.Ele estocava repetidamente dentro dela, quando estava próximo de explodir de prazer, Jeff deixou um sussurro escapar de seus lábios. 
— Minha… - e o orgasmo o dominou. Minutos depois, ela estava controlando sua respiração depois de um momento incrível de prazer. A mão deslizava pelo peito do marido. Apoiando-se em seu cotovelo, ela o fitava sorrindo. 
— Meu, você é todo meu, Jeff… adoro que você está de volta. Vamos nos divertir muito nesse fim de semana. Tenho muitas ideias na minha mente. 
— Mesmo? - ele brincava com a gota que pendia do pescoço sorrateiramente distraindo até apertar seu seio - como o que? 
— Como… fazer amor na cozinha, na piscina….- ela sentiu novamente o aperto no seio. Não pode deixar de gemer. Jogou a cabeça para trás - Deus! Por que você faz isso? - antes que ela pensasse em fazer alguma coisa, ele já estava sugava seus seios deslizando a mão para o meio das pernas dela. 
— Apenas sinta, Gi… - perderam-se um no outro numa nova rodada de prazer. 
Na manhã de sábado, Nathan acordou primeiro com o chorinho da filha. Foi até o quarto dela, pegou a menina no colo, beijou-a, checou a fralda. 
— Hum, presente da madrugada, Katie? Daddy vai cuidar disso. Depois, vou fazer seu leite e iremos acordar a mamãe. Que tal? Gosta do meu plano? 
— Dada… dada… 
— Acho que estamos de acordo - Nathan fez tudo o que prometeu, enquanto alimentava a filha na poltrona, ele reparou que a esposa colocara o pequeno alce que ele dera a Stana logo no inicio da sexta temporada, antes mesmo de estarem juntos. Sorriu com a suposta coincidência. Apos terminar, ele a levou consigo para o quarto. Colocou-a na cama do lado que ele dormia quase aos pés de Stana. A menina rapidamente engatinhou até a altura do travesseiro. Deitou a cabeça nele e esticou a mãozinha para tocar o rosto da mãe. 
Aproximou-se mais um pouco deixando a boca encostar na face da mãe a exemplo do que Stana fazia sempre com ela. Finalmente, Nathan viu a esposa abrir os olhos. 
— Bom dia, meu amor. Daddy trouxe você para falar comigo e me acordar, meu bebê? - Katherine encostou o corpo e o rostinho no da mãe, beijou seus lábios. Nathan deitou-se perto da filha. Ela já sentava-se na cama. Voltou sua atenção para o pai subindo em seu corpo querendo pular na barriga dele. Stana ria. Aproximou-se mais do marido - está se divertindo, Katie? - a menina soltava gritinhos e pequena risadinhas. Então ela reparou na mãe. Stana estava nua desde a noite anterior. No mesmo instante, Katherine parou de pular e se jogou na direção da cama onde ela estava. O interesse era apenas um. Deitou-se no peito dela e abocanhou o seio buscando por leite. Nathan ouviu o gemido de prazer escapando pelos lábios da esposa. Sorriu. Ele inclinou-se para encontrar os lábios em um longo beijo. Stana deixou a filha ter seu momento de satisfação. 
Quando julgou que estava feliz, Katherine largou o seio da mãe e deitou-se esparramada na cama. 
— Eu acabei esquecendo um dos presentes que trouxe para Kate. E acredito que andamos com o mesmo pensamento em nossas raízes, Staninha. 
— Do que está falando? 
— Do alce que você colocou no berço dela. 
— Ah, eu achei que ela ia gostar e você sabe o quanto gosto daquele bichinho. Tem um pouco da saudade no gesto e me fez pensar em você, onde estava. Nunca esqueci o bilhete que escreveu. Sou sua Canadian girl, não? 
— Claro. Eu trouxe um para a nossa filha também. Vai ficar ótimo ao lado do outro. É um pouco diferente, mas… 
Os três ficaram deitados até dez da manhã. Desceram as escadas ainda de roupão, Kate no colo de Nathan. 
— Vou fazer o café para nós. 
Dona Cookie já estava na cozinha.  
— Oi, minha Kate... dá um beijo na vovó? - a menina se jogou para o colo de dona Cookie.  
— Eu já tomei meu leitinho com o daddy, agora vou comer frutinha. Morango, banana, melão...  
— Deixe que eu faço isso, Stana. Vá ficar com o Nathan - a mãe reparou que ele já fritava os ovos - vocês têm que aproveitar o tempo. Eu e Katherine vamos nos divertir, não amor?  
— Cooo…  
— O que significa isso?  
— Não sei, Kate tem seu próprio dialeto - disse Stana sentando-se no balcão. Pegou a caneca que o marido deixara para ela sobre o balcão. Sorveu o líquido. Nathan colocou o prato com ovos na frente dela, Stana pegou um pedacinho de bacon. O marido estava sentado ao lado dela. Beijou-lhe o ombro.  
— O que quer fazer hoje, babe? Um banho de piscina, ficar no quarto... - ela se aproximou sussurrando em sua orelha - temos que aproveitar muito, eu só quero tirar sua roupa e começar tudo outra vez... - a mão deslizou para o meio das pernas dele apertando o seu membro.  
— Oh, Staninha não faz isso... - ela sorveu os lábios dele de uma maneira tão sensual que ele fechou os olhos e gemeu colocando a mão sobre a dela querendo evitar o contato ao puxa-la.  
— O que foi? Não quer diversão?  
— Não é isso... privacidade, amor - ela sorriu maliciosa. Afastou-se dele.  
— Tudo bem, depois do café.  
— Sabe, eu estava pensando. Você falou em piscina, que tal chamarmos Gigi e Jeff para almoçar aqui?  
— Eu pensei que queria ficar comigo, sozinho…minha intenção com a piscina é completamente diferente. Nós temos pouco tempo e você vai ficar outro mês longe.  
— É o que mais quero. Só que...  
— Você está preocupado com o seu irmão. Eles estão bem, se tivessem com o problema saberíamos onde é o incêndio. Gigi teria corrido para cá - ela ponderou ao olhar para o marido - tudo bem.  
— Prometo que ficaremos muito tempo juntos. Temos hoje à noite, amanhã pela manhã e meu voo para Vancouver será à noite. Acredite, vamos aproveitar.  
— Eu não posso tentar te convencer? Tenho uns truques ótimos… - ele balançou a cabeça. 
— Por mais tentador que pareça, pode usar seus truques mais tarde com outro propósito. 
— Tudo bem. Vou ligar para a Gigi.  
A irmã pegou o celular espreguiçando-se na cama, parte do corpo estava sobre o marido.  
— É a sis... o que será que ela quer? - atendeu - hey, sis... 
— Você ainda está dormindo, Gigi?  
— Não necessariamente. Estou descansando de uma sessão bastante intensa com o meu maridinho. Manhãs de sábado são bem interessantes. Logo faremos outra.  
— Não preciso dos detalhes.  
— Desculpa, sis. Você não está muito satisfeita nessa área.  
— Na verdade, estou muito bem. Nate está aqui.  
— Ah! Você tirou o atraso. Muito bem.  
— Ele está convidando vocês para almoçar. Quer ver o Jeff.  
— Como assim? Você devia tranca-lo no quarto e abusar dele!  
— Gigi! Tem tempo para tudo. Vocês vem?  
— Claro, você acha que meu Jeff vai recusar? Talvez se eu der um incentivo para ele, Nathan perca a luta. Tem algo que deixaria meu marido bem tentado a ficar comigo e eu sou muito boa nisso... 
— Faça o que quiser sua doida!  
— Eu vou, sis. Relaxa, mas iremos nos atrasar um pouco - desligou o celular - vamos ter que fazer umas correções na nossa programação. Seu irmão está na cidade e quer nos ver - ela se levantou puxando-o para fora da cama.  
— Para que a pressa, Gi? Você mesma disse que ia se atrasar.  
— Sim, para o almoço. Antes quero fazer uma das coisas que concordamos. Um banho de piscina - ela já estava na porta quando Jeff perguntou.  
— Você não vai colocar uma roupa?  
— Para que? O que pretendo fazer não pede por uma...  
— Oh, Gi... pode me dizer a outra coisa que queria fazer comigo? Ouvi dizendo que ia me convencer... 
— Está curioso, gostoso? Então me segue... - ela desceu as escadas muito rápido, Jeff conseguiu pará-la quase nos últimos degraus jogando-a contra a parede sorvendo seus seios com vontade. Ela segurava os cabelos dele incentivando-o a continuar. Em seguida, ela o fez deslizar até o chão. As costas contra os degraus. Ele já imaginava o que ela ia fazer.  
— Gi, não... 
— Você não quer, Jeff? - ela o tocou massageando o membro dele. Os lábios encostaram de leve e ela usou a língua - tem certeza?  
— Deus... Gi.. 
— Hora de ter o que é meu...- inclinou-se sobre o marido para prova-lo. Apenas gemidos saiam dos lábios de Jeff.  
Por volta de uma da tarde, eles chegaram na casa dos irmãos. Gigi sorria enchendo a sogra de beijos e pegando a sobrinha no colo. 
— Hey, Kate. Lembra meu nome? Gigi. Diga: Gigi.  
— Dada... 
— Nathan, eu te odeio!  
— Que recepção hein? É bom ver você, Gigi - ele ria abraçando o irmão - hey, bro! Como vão as coisas?  
— Isso é uma surpresa. Eu acabei de voltar de viagem e você aparentemente decidiu fugir.  
— Eu precisava. Quer beber alguma coisa? Estou fazendo churrasco. Que tal umas cervejas? A linguiças estão quase prontas. Vamos lá fora.  
Gigi brincava com a sobrinha e Stana julgou ser um bom momento para perguntar à Irmã.  
— O sorriso no seu rosto é incrível. Só posso presumir que a volta de Jeff foi muito boa.  
— Ah, sis... a melhor. Para ser completamente honesta foi tudo o que eu precisava ontem. Tinha me aborrecido no trabalho. Entregaram umas peças erradas, tive que brigar com o fornecedor, atrasei meu planejamento. Dai, quando chego em casa encontro aquele homem só de boxer, aquele traseiro maravilhoso me chamando… nossa! Foi muito bom. 
— E o mais importante, você conversou com ele? Disse o que precisava para tirar a ideia de ciúmes de vez da mente dele? - ela viu Gigi mordiscando os lábios - claro que não. Você estava preocupada em transar. Não pretende resolver logo esse impasse, Gigi? 
— Você acabou atrapalhando meus planos. Tive que improvisar o que planejava para hoje. Fomos para a piscina, sabe? Antes eu demonstrei muito bem o quanto quero meu homem. Acho que é o suficiente. Ele não duvida do meu amor, Stana. 
— É obvio que não. Porém, a dúvida persiste. Jeff não esqueceu do seu cliente, ele pensa que o cara é uma ameaça. Homens tem medo do que não veem. 
— Mas isso é ridículo. Eu amo meu marido. Não quero mais ninguém. Você acha que eu o atacaria do jeito que faço se estivesse interessada em outro? Minhas ações falam por si. 
— Eu sei. Estou apenas tentando faze-la entender que para Jeff ainda não acabou. 
— Ele pode ir para a loja se quiser, não me importo. Eu adoraria exibi-lo para o Steve se esse é o grande problema. Possessão e competição. Por que eles são tao bobos? 
— É a natureza deles. Não que ache correto. 
— Nem é, não sou uma propriedade. Eu apenas concordo com meu marido porque também faço o mesmo com ele e Jeff não se importa. Eu sou uma mulher independente e segura de si. Não uma esposa trofeu ou uma dona de casa, eu sei bem o que quero e pode ter certeza que no dia que ele tiver esses pensamentos retrógrados vai comprar uma briga feita e não vou hesitar em bater nele - Stana riu - o que? 
— Menos, sis. Nada de exageros. 
Do lado de fora, Jeff e Nathan bebiam enquanto o irmão contava as novidades das filmagens e de Vancouver. Não se contendo mais, ele acabou trazendo o assunto abordado por Stana à tona com o irmão. 
— Será que pode ser honesto comigo, bro? Está tudo bem com você e Gigi? Eu tive a impressão de que Stana e mamãe sabem de algo que não sei. 
— Estamos bem, Nate. 
— Você não me soou muito convincente, Jeff - ele viu o irmão suspirar. 
— Não é um problema com a Gi ou com o nosso relacionamento, porém o momento que ela está vivendo no trabalho está me deixando preocupado. Esse tal cliente, tenho certeza que ele está com segundas intenções com a minha esposa. Gigi não percebe, diz que eu estou imaginando coisas. Que tipo de cliente pede para ser chamado pelo primeiro nome? Ele deu flores para ela, Nate e o cartão? Foi bem pessoal para mim. 
— Olha, Jeff, eu sei como vocês são possessivos e Gigi? Aquela ali não leva desaforo para casa. Se ela não enxerga uma ameaça talvez não tenha uma. E sabemos que ela te ama. 
— São longas horas na companhia dele, já jantaram juntos, passam horas no telefone. E-eu não sei. 
— Bro, não vá procurar o que não existe… você confia na Gigi. As vezes, porque gostamos muito de alguém deixamos nossa emoção sobrepor a razão. 
— Nós quase brigamos… eu sei que preciso controlar esse ciúme. O cara é um coroa charmoso, rico, sei lá, é o tipo dela. 
— Jeff, isso é bobagem! Gigi não está insatisfeita. Vocês ainda são recém-casados. Gaste sua energia se divertindo. 
— Sei que você, a mamãe e a própria Gi tem razão, mas eu não consigo evitar. Acredito que somente vou me sentir melhor quando eu ficar frente a frente com o tal Steve e perceber que não rola nada além de uma relação profissional da parte dele. 
— Se isso vai fazer você se sentir melhor, por que não vai até a loja? 
— É o que eu ia fazer, mas tive que viajar. Vou lembrar a Gi sobre isso. 
— Ótimo. Onde essas duas se meteram? As carnes já estão prontas. Podemos almoçar. 
Elas apareceram em seguida na companhia de Katherine e dona Cookie. Animadas e bem agitadas, as mulheres lideraram as conversas rindo e falando bem alto. Katherine também estava curtindo a confusão e soltava gritinhos querendo participar da festa. Sentada no colo de Nathan, a pequena estava interessada no que o pai comia. Stana cortou um pedaço de carne e entregou na mão da menina para que ela saboreasse chupando. Foi como estar no céu. 
Gigi falou um pouco de como andava seu projeto e Stana comentou sobre o fim das filmagens de Absentia. 
— E o que você pretende fazer agora, sis? 
— Vou tirar umas duas semanas para descansar, curtir minha filha e depois estou pensando em falar com Dara para darmos continuidade a minha série. Claro que vou contactar minha agencia para olhar possíveis roteiros de filmes também. 
— Terá continuação? - Jeff perguntou. 
— Não sabemos. Acredito que a ideia inicial seria não, contudo o desempenho na TV e a forma como a audiência interagir com a historia pode ter alguma diferença no todo. Somente nos resta esperar. Aliás, essa é a minha palavra de ordem ultimamente: esperar pela festa de lançamento, esperar por Nathan e no meio disso tem Kate. Fora que com tempo livre posso dar um descanso para dona Cookie. Ela vem sendo de extrema ajuda com Katherine e as coisas de casa durante esse período. 
— Que isso, Stana. É um prazer ajudar. Estou adorando o tempo que passo com minha neta. 
— Ah, mas se a sis vai ter um tempo livre, a sogrinha podia voltar lá para casa… 
— Eu pensei que você ia sugerir voltar para Edmonton - implicou Nathan - você quer a mordomia de volta, não? 
— Não é nada disso, Nathan! Quer dizer, em partes. Ah, eu sinto falta de tê-la na minha casa à noite. Gosto de conversar com ela. Não é somente sobre a comida, Nathan. 
— Deixa de ser implicante, filho. Eu também gosto da companhia da Gigi. Ela me faz rir e não me importo de cozinhar para eles. 
— Então está decidido, na próxima semana a senhora pode ficar com Gigi. Depois volta para cá. 
— Hey! Ninguém vai perguntar da mãe se ela quer voltar para a casa dela? Ver o pai? - disse Jeff. 
— Filho, eu falei com seu pai ontem. Ele vai sair em outra caçada. Não tem porque eu voltar para Edmonton para ficar sozinha. Ao menos aqui eu me divirto com as minhas noras, mimo meus meninos e curto minha neta. Estou muito bem, obrigada. Ele já disse que virá passar o natal em Los Angeles conosco. 
— Está vendo, amor? A sogrinha quer ficar conosco - Gigi deu um beijo estalado na bochecha da sogra - qual a sobremesa hoje? - todos riram, típico de Gigi. 
— Nate trouxe maple taffy, syrup e biscoito para matar as saudades. 
— Vou fazer panquecas para aproveitarmos a calda - disse Cookie. 
Mais tarde, Jeff estava com Katherine no colo. Brincava com a sobrinha, porém notara que a menina já estava ficando sonolenta. Ele mesmo resolveu faze-la dormir. Gigi observava o jeito do marido de longe. O semblante dela demonstrava o quanto estava fisgada pela cena. Dona Cookie se aproximou. 
— Seu amor pelo meu filho está estampado no seu rosto. 
— Ah, sogrinha… olha para ele. O jeito dele segurar a Kate, o cuidado. Meu Jeff é o melhor homem que conheço. As vezes acho que estou sendo egoísta porque estou focada no trabalho, em querer mais e sei que ele deseja ser pai. Não é como se eu ignorasse, mas eu meio que deixo a vida seguir, vou empurrando. Estou começando a achar que não estou sendo justa com ele. 
— Gigi, você tem o direito de crescer, se estabelecer na sua carreira. Está vivendo um grande momento e seu marido a apoia. Se toda a mulher tivesse a mesma compreensão, talvez o mundo fosse um lugar mais justo conosco. Não acredito que você esteja sendo injusta. 
— Ele quer ser pai… 
— Eu sei. E já esperou muito por isso. Eu também quero ser avó e segurar um netinho ou netinha do meu Jeff, não vou mentir. Contudo, eu e ele não queremos que se sinta pressionada por isso. Alias, nós não estamos lhe cobrando nada, querida. Sim, ele sonha e já espera há algum tempo então o que são mais uns meses, um ano? Ambos precisam estar de acordo para assumir o que vai acontecer. Isso não é um problema para a relação de vocês. 
— Eu sei. Todas as vezes que o vejo com Katherine fico balançada, mas não é a hora. 
— Siga seu tempo e seu coração. 
— Ele não é tão novo assim, sogrinha. 
— Gigi, idade é apenas um numero. Quantos homens continuam tendo filhos por ai com setenta anos? Não se cobre por isso - viu que o marido levantara-se do sofá. Katherine dormia em seus braços. Ao chegar perto de Gigi, recebeu um carinho e um beijo. Ela também cheirou a cabecinha da menina e deixou o marido leva-la até a irmã. 
Por volta das sete da noite, eles estavam sozinhos novamente. Katherine já acordara para jantar e dona Cookie tomou a liderança a fim de deixar o casal à vontade. Stana sugeriu um banho de piscina. Eles trocaram de roupa e se dirigiram a área externa da casa. Quem os visse diria que era um momento para relaxar, fim de noite. Quem os conhecia entendia que as intenções de ambos eram completamente diferentes. 
Stana mergulhou e nadou por uns bons minutos. Nathan, de molho na agua, observava os movimentos da esposa. De repente, ela sumiu embaixo d’ agua. Ele deduziu que ela estava pronta para levar o instante de descontração para outro nível. Sentiu o puxão no meio das pernas. Ela estava literalmente roçando seus dentes no calção que ele usava, sobre seu membro. Ao emergir, ela buscou sua boca. 
O beijo sensual dava margem a novas possibilidades. Para explorar um momento a dois. Nathan se livrou da parte de cima do biquini enquanto a beijava. As mãos de Stana baixaram o calção que ele usava. Puxando-a para um dos degraus da piscina, ele sentou-se e sentiu as pernas dela dobrarem, ajoelhando-se ao seu lado. Stana fazia movimentos instigando-o, esfregando seu centro contra o membro dele. Ele desfez o laço na lateral do biquini fazendo a peça se desprender do corpo da esposa. Com um movimento rápido a penetrou ao mesmo tempo que devorava-lhe a garganta. Ela o puxou para si diminuindo a distância entre seus corpos. A boca ansiava por beija-lo. Em pouco tempo, experimentaram o orgasmo. 
Nathan a levou para a parte rasa da piscina e repetiu a exploração de antes agora bem mais atento aos toques e caricias. Seus dedos massageavam seu clitoris levando-a a loucura. Ele a penetrou outra vez sugando seus seios e tomando-a completamente para si. Os gemidos que escapavam de seus lábios provavam o quanto ela estava desfrutando da experiência. Estocando-a de maneira rápida e profundamente, ele sucumbiu ao prazer. 
Ficaram deitados na parte rasa escorados em uma das paredes de azulejo. As mãos entrelaçadas. 
— Acho que isso foi bem refrescante… 
— Sim, eu gostei muito. Terei que me lembrar para mandar limpar a piscina essa semana - ela riu - mas valeu a pena - Stana se aproximou dos lábios dele. Beijou-os vagarosamente. 
— Devíamos entrar, não? 
— O que? Não me diga que você já quer dormir, Nate? 
— Quem falou em dormir? Eu quero tomar um banho de espuma e depois fazer amor com a minha esposa. 
— Mesmo? Estou começando a gostar muito do seu plano. 
— Está? Ótimo… - ele sorveu os lábios dela acariciando os seios. Minutos depois, eles subiam as escadas molhados rumo ao quarto. A noite teve momentos incríveis a dois. Desejo, amor, sedução e risadas se misturavam enquanto o casal adentrava a madrugada em uma brincadeira para lá de excitante. 
No dia seguinte, o ritmo diminuiu. Nathan e Stana reservaram um tempo maior para ficar na sala de video curtindo a filha. Era um momento de família. Apesar de ter aproveitado muito o fim de semana com o marido, dizer adeus era sempre complicado. 
Antes, Nathan tinha um último assunto para conversar com a esposa. 
— Amor, eu queria dividir algo com você. Sobre o nosso futuro - ao ouvir as palavras dele, ela automaticamente pensou em uma possibilidade de ficar mais tempo em Vancouver. Ela não era idiota, sabia muito bem a facilidade que o marido tinha em fazer amizades e aumentar seu networking. Suspirou se preparando para o que ia ouvir. 
— Eu vou gostar do que vai me dizer? - ele sorriu. Acariciou o rosto dela. 
— Não é algo preocupante e sei que sua cabecinha está pensando em Vancouver. É sobre o segredo. Na verdade, sobre Michelle. Eu tenho contornado meus problemas profissionais muito bem ultimamente. Mesmo inventando desculpas, fazendo-a mudar minha agenda, tenho conseguido me adequar ao que ela propõe sem problemas. Só que esse último contrato gerou algumas discussões que não são normais. Fiz algumas exigências e ela me pressionou. Michelle perguntou se eu estava vendo alguém, se namorava escondido porque ultimamente apesar de frequentar eventos, eu geralmente estava com ela ou sozinho. Quase não apareço em festas e obviamente ela ficou com a pulga atrás da orelha. Eu desconversei, porém sei que ela não está satisfeita com a resposta. 
— Você quer contar para ela sobre nós. Por isso falou de futuro. 
— Amor, você mesmo me disse que não vê problemas com a Michelle e ela é uma das pessoas mais importantes na minha vida depois de você, da minha familia. Não gosto de esconder a minha esposa, a minha filha e a minha felicidade. Ela sempre esteve ao meu lado, Stana. 
— Eu sei, babe. Acho que você tem o direito de contar, ela merece saber - ela mordiscou os lábios. 
— Mas? Eu sei que tem algo que você não falou. 
— E-eu não sei até que ponto… e-eu acho que ela pode não aprovar, talvez ela não goste de mim. Depois de toda aquela confusão que rolou com Castle. Os rumores… e se ela achar que são verdadeiros? 
— É a Michelle. Eu nunca escondi dela que nos dávamos bem. Ela não acreditou naqueles rumores tanto que sempre me orientou não revidar as perguntas capciosas. Por que ela não gostaria de você? 
— Talvez ela acredite que eu sou a razão porque você está sozinho, pagando de triste. 
— E você é. Exceto que é apenas um ato. Ela nem sabe sobre Katherine, Stana. Organizou parte da festa do casamento sem ter ideia do que eu pretendia. 
— Tudo bem. Sei o quanto é importante para você, Michelle é praticamente seu anjo da guarda. Vamos contar. Você quer fazer isso quando? No natal? 
— Eu pensei em contar assim que voltar para Vancouver. Não quero mais adiar. Será importante para a nossa amizade e para a relação profissional. Essa viagem mesmo, ela não entendeu porque precisava vir a Los Angeles agora, afinal não havia evento algum. Eu disse que era Alan.  
— E quanto a mim? Pensei que queria revelar o nosso segredo e me inserir no contexto. 
— Acredito que será melhor se eu contar sozinho - Stana olhou-o intrigada. 
— Oh, Nate! Você também tem dúvidas se ela vai encarar numa boa. 
— Não é isso. Será muita informação de uma vez e de certa forma, eu negligenciei nossa amizade quando escondi dela. Sei que era parte da nossa promessa, mas são anos de amizade. Eu terei que ir devagar. Não é por sua causa. Michelle vai ficar feliz. Então, você me permite contar? - mesmo preocupada, ela realmente gostou do gesto do marido. Ele deixara claro que era uma decisão de ambos. 
— Sim, você pode contar desde que depois fale a verdade sobre as reações de Michelle. 
— Você está achando que ela vai se voltar contra você. Não vai aceita-la como minha esposa. Michelle só quer me ver feliz, Staninha. E isso você não pode negar que sou. Muito - ele sorveu os lábios da esposa apaixonadamente. 
Por mais que estivesse feliz e sexualmente satisfeita, era impossível não pensar que ficaria longe dele e sem os seus carinhos durante um mês. Voltaria as noites solitárias em sua cama. Sentiria falta de dormir agarrada a ele. Não podia mudar isso naquele momento. Nathan já lhe proporcionara horas de prazer e carinhos que a manteriam calma por um tempo. Invariavelmente, Stana voltaria a ansiar por sua companhia, seus beijos, seu cheiro. Ao abraça-lo uma última vez antes dele partir, ela suspirou e inalou com vontade o pescoço dele. 
— Eu vou sentir tanto a sua falta, babe. Espero que essas quatro semanas até o natal passem voando. 
— Eu também, Staninha - o último beijo tinha um tom de despedida. A forma como Stana sorvia seus lábios era a expressão do mais puro sentimento. Amor e paixão em um único gesto. 
— Eu te amo, Nate… cuide-se e nao demore para voltar - ela beliscou o traseiro dele. 

— Também amo você. Até a volta - trocando um novo carinho, ele se distanciou dela. Ao vê-lo entrar na garagem, ela correu para alcança-lo. O contato e o beijo foram urgentes, língua, dentes, lábios. Era como se quisesse deixa-lo marcado. Ao se afastar, ela sorria. Contaria os dias para tê-lo novamente ao seu lado.


Continua....

4 comentários:

Glaucia GN disse...

Que gostoso esse casal, haja paixão e fogo,muito lindo a família, os três na cama

cleotavares disse...

Ah! Dia quente hoje, não? hahahaha!
Nossos casais lindos, no maior amor do mundo, que lindo. A D.Cookie é um amor de sogra, até facilita na hora H.
A Gigi e Jeff fugindo da conversa, se ajeitem, vocês dois.
Fiquei muito curiosa com a conversa de Nathan e Michelle, vamos lê sobre isso, certo Kah?

Géssica Nascimento disse...

Bom ver nosso casal favorito juntos novamente.
Adoro ver a Katie, com o seu "dada"... fofo, fofo!! Quem não quer um "dada" desses pra sí????

Marta Santos disse...

Que final de semana hein , que final de semana ,e esse calor 🌋🌋🌋🌋 ... E sempre tão lindo esses reecontro de Almas , paixão , amor , aconchego , tao cheios de tantos sentimentos , é tão lindo. Giff não ficou atrás não, ali não falta fogo 😂😂😂😂😂. Meus bichinhos felizes , todo mundo feliz. Sobre Nate querer contar a Michele achei uma atitude marVilhosa , ela merece rs , nao vejo a hora de eles estaparem os jornais com fotos da família linda deles 😍😍😍 , but tem a Kate , que ainda é tão pequenina. Omg, não tinha percebido como estava com saudades de ler essa fic 😍 , conseguir me apaixonar ainda mais por essa (essas) história(s) , Giff e SN 💙.
Kah💙