segunda-feira, 19 de junho de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.19


Nota da Autora: E mais um capitulo recheado de situações interessantes. Temos hormônios, o bichinho do ciúme, o casal de amigos... um pouco de tudo: comedia, drama, romance enfim, um capitulo grande e divertido. Enjoy! 


Cap.19 

Beckett cumpriu o prometido a amiga. Telefonou para Johanna e comunicou o nome que escolhera para a filha, explicou o significado e contou que a filha mexera. A médica vibrou com as novidades e disse que logo iria visita-la. Os novos acontecimentos mereciam uma longa conversa. 
Johanna a surpreendeu aparecendo no distrito ainda na mesma semana na hora do almoço. 
— Hey, Castle - ela chegou beijando o rosto do escritor que a abraçou sorrindo. Os rapazes olharam um para o outro. 
— Quem é essa mulher? - Esposito perguntou baixinho para Ryan que deu de ombros. Não reconhecera a médica - ela é sexy. Se Beckett vir…vai mata-lo. 
— Que surpresa boa! É sua primeira vez aqui, não? Posso fazer um tour com você e nem adianta dizer que não quer porque eu conheço sua fascinação por esse universo. Você é uma fã hardcore minha e de Nikki. Suas histórias nasceram entre essas paredes. Quer conhecer a famosa sala de interrogatório onde tudo começou? 
— Ah, Castle isso é tentador. De verdade, mas se eu me demorar a capitã não estará disponível para mim. Quero aproveitar seu horário de almoço. Ela é muito ocupada. Talvez ela faça isso depois. 
— Ela sabe que você está aqui? Vão sair? 
— Não, vim por impulso e trouxe nosso almoço. Desculpe, hoje é o clube da luluzinha. 
— Posso conviver com isso, somente porque é você - ela riu - se fosse aquele moreno alto e forte que vive na sua cola teríamos problemas. 
— Ah, escritor… acho que ambos estamos seguros. O moreno é louco por mim e a capitã não vive sem você. 
— Vem, eu levo você até a sala dela - ele guiava a médica para a sala da capitã. 
— Você entendeu alguma coisa? 
— Nah… quem será o tal moreno? Castle parece ter ciúmes dele - disse Espo. Enquanto os dois montavam suas próprias teorias, Beckett lia concentrada um relatório. As batidas na porta desviaram sua atenção. 
— Hey… visita para você - ao ver a amiga, ela sorriu. 
— Joh! O que faz aqui? 
— Como estou de folga resolvi vir visitar minha amiga no seu local de trabalho. Sempre tive curiosidade de conhecer a casa de Beckett e seu alterego Nikki. 
— Eu ofereci o tour, mas ela recusou. 
— Tenho que aproveitar o tempo da capitã. Tenho certeza que você não almoçou e…
— Ah, eu agradeço muito, Joh. Só que estou cheia de trabalho e não posso sair. 
— Quem falou em sair? - ela colocou uma sacola sobre a mesa de Beckett - eu trouxe seu almoço e já avisei para o Castle que esse é um programa somente para garotas. Temos muito o que conversar.     
— Nesse caso, Castle, divirta-se com os rapazes - ela praticamente o expulsou da sala fechando a porta atrás de si - ele vai reclamar depois. 
— Você sabe lidar com o escritor - Johanna acariciou a barriga da amiga - hey, Lily… é a dinda. Como vão as coisas ai dentro, meu amor? - a menina mexeu. Ela riu junto com Beckett - já me reconhece. Você está tão linda, Katie.  
— Obrigada. Gostaria de poder dizer que me sinto linda e ótima. 
— Que isso! Não deixe os hormônios domina-la. Sente-se. Trouxe salada, peixe e frutas para comermos de maneira saudável enquanto você me conta sobre as ultimas aventuras de sua gravidez. Especialmente o lance do nome. 
— Curiosa? - Beckett riu - tudo bem. Lembra a nossa ultima conversa quando você e Paul vieram nos visitar no loft? Quando falei que estava com problemas para entender minha vocação como mãe? - Johanna anuiu - dias depois, eu sai para fazer compras no mercado. Movida por impulso, eu decidi andar pelas ruas de Nova York. Encontrei essa loja com artigos da NYPD. Não resisti. Acabei comprando um onesie para a minha filha. Em casa, eu o admirei e de repente, eu me lembrei das suas palavras. Para conversar com o meu bebê. Eu comecei por sua causa, logo me lembrei da minha mãe. Eu contei um pouco da minha vida, de Castle e claro que falei da vó. E-eu não sei explicar, no instante seguinte, eu estava me declarando para a minha filha com a imagem da minha mãe em mente. Ela se mexeu e eu soube. Ela ia se chamar Lily, a flor preferida da minha mãe, Johanna Beckett. 
— Wow! Esse foi um momento intenso. 
— Sim, eu finalmente me senti mãe. De alguma forma, você também foi parte disso, me ajudou. Joh, foi somente depois que você me salvou que o sonho e do desejo de ter um filho com Castle, de ter Lily, tornou-se real. Por isso serei para sempre agradecida. 
— Ah, Katie… você não precisa me dizer isso. Não me deve nada. No fundo, acredito que nosso  encontro foi algo do destino, que deveria acontecer. Está escrito. Sabe por que? Meu nome, nossa ligação, a maneira como influenciou minhas decisões para mudar, sobre Paul. Sua amizade é mais do que especial e suficiente, Katie. Complementamos uma a outra - Beckett sorriu. 
— Formamos uma boa dupla. A única vez que me senti assim sobre alguém foi com Castle.   
— Sinal de que eu estou certa ao falar de destino e conexão - ela vasculhou por algo dentro da sua bolsa. Beckett viu a amiga tirar de lá uma sacola azul que reconheceu como Tiffany’s - esse era o motivo porque queria saber o nome da minha afilhada. Aqui - ela estendeu a pequena sacola para Kate. 
— Johanna, você não devia ter feito isso - ao abrir a caixa, porém, ela suspirou. Dentro, havia um par de brincos de ouro no formato da letra L. Também um colar com um pingente com a mesma letra - nossa… é lindo. Joh, não precisava. 
— Claro que sim! Que tipo de madrinha eu seria? Lily merece o melhor. 
— Não sei o que vou fazer com você e Castle. Vão estragar essa menina. 
— Olha quem fala, algo me diz que você ainda vai nos surpreender. Posso fazer aquele tour pelo seu distrito agora? Estou curiosa para conhecer a famosa sala de interrogatório onde além de se apaixonar por Castle, você também o agarrou. 
— Eu não me apaixonei por Castle ali. 
— Não é o que ele diz - Johanna gargalhou. 

XXXXXX

O sexto mês de gravidez estava provando ser bastante complicado para o casal. Beckett estava com um mau humor terrível. Qualquer pequeno detalhe era motivo de briga. Castle tentava ser o mais paciente possível porque entendia que era apenas uma fase difícil da gravidez. Os rapazes também acabaram entrando algumas vezes no rol de broncas, o que causou um certo bate-boca com Esposito mesmo Ryan tentando evitar e explicar para o amigo que Beckett não estava fazendo isso de propósito. 
O lado bom de ser capitã era que raramente brigaria com eles por causa de um homicídio. Números, prazos, relatórios eram seu foco. Por esse motivo, o marido procurava agrada-la e mantinha-se ocupado com as investigações. Claro que as mudanças de humor também mexiam com a maneira como Beckett via sua aparência e o comportamento do marido. 
Durante uma investigação, ela calhou de deixar sua sala para checar uma informação com um de seus oficiais quando se deparou com uma cena nada agradável do seu ponto de vista. Castle estava sentado na sala de interrogatório junto com Ryan colhendo o depoimento de uma das amigas da vitima. Ele estava sendo cuidadoso com as palavras e sorria todo o tempo para a moça demonstrando simpatia. O sangue de Beckett ferveu, porém foi quando ele estendeu a mão para entregar-lhe um lenço e acariciar de leve o braço da moça que o vulcão do ciúme explodiu dentro dela. Abriu a porta da sala de supetão. 
— Castle, pode vir a minha sala? Agora! - ele arregalou os olhos não entendendo, porém ele conhecia bem o temperamento da esposa e não iria contraria-la. Beckett não gostava de ter seu comando desobedecido, no instante que ficou grávida, ele reconhecia que suas emoções costumavam estar no limite mais vezes do que o comum. Bastou entrar na sala dela para ver que a capitã não estava muito feliz. 
— Hey, o que foi? Precisa da minha ajuda? 
— Não sei, a mesma ajuda que você estava oferecendo para a amiga da vitima? 
— Beckett, por favor acho que você entendeu errado e…
— Entendi errado? Você jogando seu charme para aquela…aquela loira e todo solicito, carinhoso e qual o problema com você? Esse é meu território e você é meu marido. Flertando na minha casa, na minha frente? Não sou mais interessante e atraente para você porque estou carregando a sua filha? É isso? - ela estava possessa, vermelha. 
— Kate, hey… eu não estava fazendo nada disso. Eu apenas estava ajudando. Você está com ciúmes? Tudo bem, mas eu não mereço isso. Eu não quero ninguém além de você, amor. Está tudo bem, são os hormônios falando e… - mas as palavras dele não surtiram efeito, na verdade, ele somente sentiu a dor. Ela puxava a orelha dele torcendo - au,au! 
— Não quero vê-lo jogando charme para ninguém! Entendeu? 
— Eu não fiz nada e embora eu reconheça suas mudanças de humor por causa dos hormônios, eu não mereço ser tratado assim. Acredite o gesto seria interessante como uma memória do passado, mas não assim. Você está exagerando e me acusando de coisas que eu não fiz. 
— Cala a boca, Castle. Você estava todo… todo… - ela grunhiu - sai daqui! 
— Eu vou embora e Beckett, se fosse em outra época, talvez eu gostasse de ver esse ciúme. Agora? É um insulto. Espero que você se acalme antes de vir para casa - ele saiu batendo a porta da sala dela. Com raiva, Beckett chutou a cadeia a sua frente. As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto. Sentou-se na sua cadeira e baixou a cabeça, frustrada, irritada e totalmente a mercê das suas emoções e hormônios. 
Mais tarde, com a cabeça fria e a caminho de casa, Beckett pensava em como iria encarar Castle. Talvez tivesse que admitir que ele tinha razão quanto ao que acontecera hoje, contudo ela detestava a ideia de dizer ao marido que exagerara e morria de ciúmes dele. Castle não podia brincar com seus sentimentos. Por esse motivo, o sangue ainda fervia. A frustração da discussão a incomodava. Temia que ao ver o marido iria querer continuar o bate-boca, imaginava que também estava chateado com ela. 
Ao entrar no loft dez minutos depois, estranhou o silêncio. Ele não estava na sala, nem na cozinha restando o escritório ou o quarto. Ela apostava, pela raiva, que estaria no computador. O quarto seria um ambiente intimo demais para espera-la. Seguia para o local quando uma luz chamou sua atenção. O novo cômodo onde seria o quarto de Lily estava com a lâmpada principal apagada, mas havia um pequeno abajur sobre a cômoda projetando estrelas e planetas no teto. Atraída pela cena, ela entrou no quarto da filha. 
Beckett teve uma surpresa. O quarto estava arrumado, não havia uma caixa ou sacola no caminho. As cortinas, o abajur, as luzes, tudo perfeito. O berço com um conjunto de lençóis em tons de roxos, o elefantinho junto ao travesseiro. Então, ela viu. A placa com o nome da filha. Lily. Ele pensara em tudo. E o quarto estava pronto. Perfeito como ela sequer sonhara. Castle fizera isso. Para agrada-la, para a filha. Ela pegou o elefante, sentou-se na poltrona de amamentação. Por longos minutos, ela ficou ali. Acariciando a barriga, abraçando o bichinho de pelúcia. 
— Seu pai é incrível, Lily… 
Droga! Ela era uma idiota. 
Retornou o elefante para onde estava. Os dedos deslizavam pelas letras do nome da filha. Sorria. Finalmente criou coragem. Caminhou até o quarto. Castle estava no banheiro. Ela tirou o casaco, os sapatos. Acariciava a barriga esperando que ele viesse para o quarto. Ao vê-la, ele fechou a cara e manteve uma certa distância. Beckett fechou os olhos, suspirou. 
— Tem um resto de lasanha na geladeira. Pode esquentar no microondas se estiver com fome. Eu vou para o escritório escrever - ele virou as costas para a esposa, mas Beckett foi mais rápida segurando a mão dele. 
— Espera… - ele virou-se para fita-la - e-eu sinto muito, Castle. Eu não sei o que deu em mim - ele entortou a boca - tudo bem, eu sei. Essa droga de hormônios! Eles me deixam louca e idiota! E-eu nunca me senti assim tão vulnerável e tive ciúmes sem motivo, mas a gravidez? Ela muda minha maneira de pensar, agir, sentir… por favor, babe… - Castle continuava calado, ela esticou a mão tocando o rosto dele. 
— Quando eu vim para casa, ainda estava irritada com toda essa situação. Imaginava que ia te encontrar e acabar discutindo outra vez ou pior, você iria somente me ignorar como estava prestes a fazer. Então eu entrei no quarto de Lily. Meu Deus! Está tudo perfeito, terminado. Naquele instante, eu percebi o quanto fui injusta. Você fez aquilo sozinho, criou um cantinho especial para a nossa filha. Eu não tenho moral para reclamar ou brigar com você, Castle. Apenas agradecer. 
Os olhares conectados e intensos. Ela segurava a mão dele. Nenhuma palavra fora dita por questão de segundos, para Beckett era uma eternidade. 
— Emoção ou não, hormônios ou não, você com ciúmes é algo incontrolável. Eu não lhe dou motivos para duvidar de mim, da minha fidelidade. Espero que isso não volte a acontecer. 
— E-eu sinto muito, babe. Não vai, prometo. Eu detesto a ideia de ver você com outra mulher que não seja eu. Por mais que eu odeie admitir, eu morro de ciúmes de você. Especialmente agora que não sou mais a mesma mulher por quem voce se apaixonou - ela afagou os cabelos dele com a mão em sua nuca. Beijou-lhe o rosto bem proximo da orelha - desculpe por puxar sua orelha. 
— Sabe, essa parte não foi a pior… eu sempre vou lembrar do quanto te irritava no inicio. Você estava caidinha por mim. Não duvide do meu amor, Beckett. E quero deixar registrado que você é a mesma mulher extraordinária por quem me apaixonei. Talvez agora um pouco melhor principalmente após admitir que morre de ciúmes. Você é linda - sentiu o braço enlaçando sua cintura. Ao aproximar-se o máximo que podia, Castle percebeu a pressão contra seu estômago. Lily - sua filha está se manifestando, sera que é a meu favor? - ela riu - vem, vou esquentar a lasanha e fazer o tour com vocês pelo quarto dela - de mãos dadas, deixaram o quarto. Tudo estava bem novamente. 
Mais tarde, no quarto eles estavam deitados lado a lado. Com seis meses de gravidez, Beckett dormia de barriga para cima. Poucas vezes ela passava a noite deitada sobre a lateral do seu corpo. 
— Cas? Está acordado? 
— Sim. O que foi? 
— E-eu não consigo dormir. Acho que toda a agitação do dia, a briga com você. Isso me deixou alerta. Eu queria desligar, mas não estou conseguindo. E-eu… preciso dormir. 
— Você pode ficar em casa amanhã, Beckett. É a capitã do 12th. 
— Não quero ficar em casa. Lembre-se do que Johanna falou. Gravidez não é doença, não quero me sentir uma inválida e nem que fique me protegendo de tudo e de todos. Eu apenas quero desligar. 
— Tudo bem, desculpe. Não está mais aqui quem falou. O que você precisa é relaxar. Acho que sei como - ele beijou sua testa - suas pernas doem? 
— Um pouco. 
— Eu volto já - Castle desapareceu no banheiro. Voltou com uma bacia, óleo, hidratante, toalhas. Deixou tudo ao pé da cama. Em seguida, saiu do quarto. Quando surgiu outra vez, trazia a chaleira com agua quente. Despejou na bacia - pode se sentar para colocar seus pés de molho um pouco? Vai ser bom para relaxar e amenizar qualquer dor - ela obedeceu. A sensação provocada pelo contato com a agua a fez sorrir. Um suspiro prazeroso escapou de seus lábios - eu nem comecei e você está gemendo? 
— Não estou gemendo. 
— Hum, isso é subjetivo. Como não quero discutir, vou encarar como uma motivação para eu começar minha terapia. Pronta para a massagem? Prometo que vai relaxar rapidinho - ela riu - eu conheço esse olhar, você está pensando em besteiras…
— Você está me dando ideias… - foi a vez dele rir. 
— E depois eu sou o pervertido…- ele colocou um pouco de óleo nas mãos e começou a esfregar as pernas dela. Devagar, o toque de Castle foi fazendo todo o seu corpo amolecer. Ela recebia pequenas ondas de alivio e prazer apesar dele se concentrar somente nos pés nesse momento. Acabou deslizando o corpo deitando novamente na cama. Castle continuava a massagem observando as reações dela. Voltou a sentar-se na cama ajeitando para que pudesse ter uma boa posição e continuar sua tarefa. 
As mãos subiam pelas pernas agora. O óleo foi substituído pelo hidratante. Repetiu os gestos que fazia em seus braços e ombros, aproveitou para roubar um beijo. Beckett segurou o rosto do marido aprofundando o beijo. Castle voltou sua atenção para o corpo a sua frente. Entre toques e gestos, ele acabou por livrar-se da calcinha que ela vestia enquanto ouvia os gemidos de alivio e satisfação que Beckett deixava escapar. Sabia que ela estava relaxando, apenas queria levar a experiência para um outro nível. 
Ela somente percebeu o que ele pretendia quando sentiu os dedos de Castle a penetrando. O olhar que trocou com o marido indicava satisfação e agradecimento. Ao contrario do que ela pudesse assumir por essa iniciativa, Castle não estava buscando relações, ele falara sério ao prometer que a faria relaxar. Esse era o seu objetivo. Não precisava fazer amor com Beckett aquela noite. Observa-la durante o momento no qual o desejo a dominava era igualmente prazeroso. A feição dela mudando com as sensações que a tomavam era algo precioso de se ver, um momento para se contemplar os efeitos que era capaz de causar em sua esposa, não somente no âmbito fisico, mas especialmente no psicológico. 
A irritabilidade, a urgência e o senso de ansiedade que ela estava experimentando há cerca de uma hora transformara-se em calmaria, aceitação e prazer. Ela ficava linda em um cenário assim, completamente relaxada e desconectada da imagem poderosa que a envolvia. Ali ela era livre, tudo o que importavam eram suas emoções. Ela se permitia sentir com ele, era intimo e pessoal para ambos. Todas as reservas desapareciam. Castle inclinou-se e beijou-lhe os lábios vagarosamente, dando a oportunidade a Beckett de receber o carinho e tirar proveito do momento da melhor maneira possível. 
Sentiu a mão dela tocando sua nuca, usando a ponta dos dedos para acariciar a pele próxima ao seu cabelo. Ela aprofundou o beijo usando a lingua, explorando o interior de sua boca. Empurrou-o de volta no colchão. Deitando-se de lado, ela passou a acariciar seu peito, seu rosto, depositando beijinhos rápidos na bochecha, testa, queixo, ombro. 
— Sente-se melhor? - ele notou o que ela pretendia em seguida, a mão estava em sua calça de moletom. 
— Sim, posso mostrar o quanto - sorriu. Ele segurou a mão de Beckett trazendo até os seus lábios. 
— Você já mostrou. Terá várias oportunidades de fazer isso. Carregar minha filha, nossa filha é um exemplo de como se sente, como nos respeita. Isso que fiz agora, foi apenas um gesto, uma retribuição. Faz parte do que prometemos a nós mesmos antes de casar. Nunca seriamos chatos, rotina não é nosso forte. Estaríamos sempre fazendo diferente. Esse é um daqueles momentos. 
— Sabe uma das coisas que mais amo e odeio nessa experiência de gravidez? Esse turbilhão de emoções. A forma como eu vou do zero ao mil em termos de sentimentos. Acredito que nunca estive tão ligada e tão aberta para expressar o que sinto, para o bem ou para o mal. Johanna me explicou que é completamente normal, algumas mulheres sentem mais que outras. Para mim, foi extremo, estranho porque eu não estou acostumada com grandes demonstrações de emoções quaisquer que sejam. Raiva, amor, medo, frustração, alegria. Consegue entender o que eu digo? Estou temperamental. 
— Sim, eu entendo e confesso que estou adorando. 
— Você gosta de me ver fora da minha zona de conforto. Você adora, na verdade. Vibra a cada novo ataque, eu sei. Eu me sinto tão idiota e trouxa em certas ocasiões. Agora é uma delas porque tudo o que se passa em minha mente me leva a apenas uma ação. Eu só quero dizer o quanto eu te amo, repetir a frase várias vezes porque eu estou feliz, me faz feliz - ela olhava para o marido, o tom amendoado de seus olhos mostravam-se parcialmente verdes. 
— O que está esperando? 
— Eu te amo, eu te amo… - ela ria e enchia-o de beijinhos - eu te amo, Cas… tanto… 
— Eu também. Mas eu não acredito que essa reação esteja ligada aos hormônios ou ao seu estado de espirito na gravidez. Você realmente me ama. 
— Convencido! Não é disso que estou falando, seu egocêntrico! - ela gargalhava. 
— A Capitã Beckett também diria o mesmo até segurando o distintivo. 
— Talvez, não nessa intensidade - ela suspirou. 
— Voce está feliz, Kate. É isso que está querendo me dizer? 
— Sim, estou. E um escritor meio famoso me disse que de vez em quando é bom dizer as outras pessoas o que elas significam para nós. Eu te amo por isso. Por me ensinar sempre e tem razão, nós não poderíamos ser chatos, nunca… talvez quando nossa filha nascer eu me arrependa por pensar assim…
— Você não vai, você me ama…o escritor bonitão e que te provoca… 
— Quer parar de se elogiar? - ele a beijou. 
— Estou pensando em causar outra cena de ciúmes apenas para ouvir o quanto sou incrível outra vez - a mão dela foi direto para a orelha de Castle, dessa vez, ele estava preparado - ha! Você errou - Beckett imediatamente mordeu o ombro dele com vontade - ai! Meu Deus, mulher! - ambos caíram na gargalhada. Aos poucos, eles se acalmaram e dormiram. 
Três dias depois, Beckett sente a necessidade de fazer uma visita ao túmulo da mãe. Com tudo o que vinha acontecendo nos últimos meses de sua vida, sentia que precisava estar perto, conversar o que basicamente se resumia a um monólogo, contudo não conseguia explicar a vontade. Saiu da delegacia, passou em um florista e com um ramo de lírios seguiu para o cemitério. 
De frente para a lápide de Johanna, ela releu o epitáfio da mãe. Vincit Omnia Veritas. Sorriu. Algumas vezes houveram meias verdades na sua vida, não… eram omissões. Algumas pessoas acreditam na verdade como um dos seus valores mais preciosos. Inquebrável. Sua mãe era assim, passou esse mesmo conceito e valor para ela. Por muitas vezes em sua vida, Beckett se sentiu frustrada por lutar pela verdade. Mentiras brancas, elas existiam? Hoje sabia que sim, não fora contra o valor que sua mãe a ensinou, apenas aprendeu que existem momentos e razões para omissões. Castle fez isso com ela e embora na época tenha se magoado e o odiado momentaneamente por ter escondido algo tão importante para ela, Beckett foi capaz de compreende-lo, afinal ela também fizera o mesmo quanto ao seus sentimentos por ele, não? 
— Hey, mãe… trouxe algumas flores e várias novidades. Você será avó. Eu estou esperando um bebê, uma linda garotinha. Conheça Lily - ela acariciou a barriga - eu adoraria tê-la aqui para curtir esse momento comigo… de certa forma, você está. Mãe, eu não sei como explicar tem essa médica, também se chama Johanna e não sei se foi o nome, a ocasião em que ela surgiu na minha vida, eu sinto que ela me traz um pouco de você em muitos sentidos. Ela é minha amiga, não tem idade para ser minha mãe, porém representa confiança, conforto e acredito que seja a única pessoa além de Castle que eu me sinta completamente segura para expressar o que eu sinto. Eu estou feliz, mãe. Muito feliz - olhando mais uma vez para a lápide e em seguida para o horizonte a sua frente, ela sorriu. Virou-se e deixou o local.   

Duas semanas depois…

Beckett estava entrando no sétimo mês de gravidez. Continuava trabalhando normalmente embora dividisse muito do que fazia com Ryan, o lieutenant se tornara seu braço direito. Era uma maneira de treina-lo para ocupar seu lugar no período que se afastaria para cuidar de Lily. As mudanças de humor ficaram menos frequentes. A cada dia que passava, ela ficava mais ansiosa por conhecer a filha. Castle estava sempre presente, seja nas investigações ou nos momentos em casa procurava agrada-la e aproveitar a oportunidade que a fase da gravidez o proporcionava. Quase todas as noites conversava com a barriga de Kate, algumas ocasiões ela também acabava entrando na brincadeira e tecendo comentários sobre o pai seja para implicar seja para orgulha-lo. Eram ótimos momentos em familia. 
Vovô Jim começava a sentir parte da experiência. Sempre que visitava a filha e o genro queria saber as novidades sobre Lily, a saúde de Beckett e fez Castle rir quando apareceu com um uniforme dos Yankees para a neta. Parece que ele teria que se acostumar com uma potencial fã de baseball na familia. 
Juntos construíam memórias. Beckett fazia questão de escrever no livro da filha. Outra noite ele a pegou no quarto sentada na poltrona de amamentação com um livro nas mãos. Sim, ela estava contando historias para a pequena Lily. Durante alguns minutos ele a observou. Era um conto de fadas. A Bela e a Fera. Castle sorriu ao ver o jeito que ela recitava as palavras de Bela. Então, ela se pos a conversar com a filha. 
— Aqui quando Bela diz que quer mais do que uma vida provinciana, as pessoas da vila não a entendem. Acham engraçado o jeito dela pensar, Lily. Ela parece estranha porque gosta de livros e de conhecimento. Ah, eu tenho certeza que você adorará a leitura, por mim e pelo seu pai. Quero que aprenda isso com Bela, buscar conhecimento, aventura. Sua vó Johanna me disse algo muito certo. Ela disse que eu poderia ser o que quisesse. É verdade, você também pode ser, Lily. Você será o que quiser - ela colocou o livro de lado. Nesse instante, Castle julgou que poderia atrapalhar o momento entre mãe e filha. Aproximou-se e beijou-lhe o topo da cabeça. 
— Hey… não sabia que você era adepta aos contos de fadas, ou melhor, você me disse que gostava das histórias dos irmãos Grimm. Está lendo uma versão romantizada para a nossa filha. 
— Eu sei. Eu gosto dessa história e sei que posso ensina-la a entender o que está nas entrelinhas. 
— Falou como uma verdadeira mamãe. Vem, hora de ir para a cama - de mãos dadas, ela o seguiu. 
Mas nem tudo se resumia a gravidez e suas experiências, eles valorizavam muito o tempo a sós, para adultos como o escritor gostava de se referir aos momentos íntimos com a esposa. As vezes cozinhava para a esposa ou saiam juntos e o relacionamento ficava melhor a cada dia. A intimidade era respeitada e não deixaram de fazer amor, adaptavam-se as situações. Talvez por isso ele estivesse curtindo tanto o período.
Foi assim que Beckett teve a ideia de convidar Paul e Johanna para um visita aos Hamptons. A médica adorou. Claro que a capitã tinha um pedido especial. Queria experimentar outros truques culinários da médica. 
Eles chegaram no sábado pela manhã para preparar a recepção. Johanna e Paul chegariam depois do almoço por causa do plantão de sexta-feira que fora até meia-noite. Não havia muito o que fazer. A amiga prometera a Beckett que faria o jantar daquela noite e o almoço do dia seguinte ficaria por conta de Castle. Após checar se tudo estava em ordem, eles se aconchegaram no quintal nas espreguiçadeiras de frente para o mar. 
Por volta de duas da tarde, o carro de Paul para em frente a casa. Johanna não pode deixar de soltar um “wow” ao ver a mansão do escritor. 
— Castle, isso é deslumbrante. 
— Acredito que as palavras exatas de Beckett a primeira vez foram “espetacular, Castle”. Bem-vindos a casa de Castle. Entrem! - percebeu que Johanna trazia uma sacola com provavelmente os ingredientes do que pretendia cozinhar. Paul cuidava da bolsa de viagem de ambos. Castle os guiou para dentro da casa. Beckett estava na sala bebendo um suco verde. 
— Hey, bom ver vocês. Pronta para cozinhar? Confesso que estou curiosa para ver o que seus dotes culinários irão aprontar, Joh. 
— Eu tenho algumas ideias em mente, mas quem vai me ajudar a definir é você. Não quero preparar um jantar que faça mal a Lily. 
— Acho que posso dizer que Lily é muito acessível a todo o tipo de comida. Será espanhola? 
— A entrada. O prato principal de uma cozinha mais tradicional. Cordeiro soa bem para você? 
— Muito bem. Você não precisa cair direto na cozinha. Venha conhecer o resto da casa, dar um passeio na praia. Ninguém vai escraviza-la. Vem - Beckett levou os dois para o tour que anos atrás o próprio Castle deu a ela. Explicava a decoração, mostrava a area externa, a piscina. Comentava as mudanças que ela fizera depois de estar com ele e finalmente mostrou o quarto dos hospedes - não se preocupem. A nossa suite fica do outro lado do corredor podem brincar a vontade - ela piscou para Johanna vendo Paul arregalar os olhos - o que foi, Paul? Não é só o Castle que tem ideias. Nós iremos aproveitar com certeza. Vou deixa-los se acomodarem. Sugiro trocarem de roupa e caminharem na praia. Se forem corajosos o bastante, um mergulho no mar seria refrescante. Vejo vocês depois.  
Paul e Johanna aceitaram a sugestão de Beckett e seguiram para a praia. Foi um ótimo momento de pausa para os médicos. Entre beijos e risos, eles experimentavam a sensação das ondas batendo em suas pernas misturando-se a areia. Paul parou a namorada por um instante. Sorveu os lábios dela com voracidade. Os corpos colados criavam a necessidade do toque. Johanna deixou os braços deslizarem pelas costas dele por baixo da camiseta sentindo os músculos se flexionarem. Os lábios de Paul estavam em seu pescoço, instigando, provocando. Ela sussurrou. 
— Paul, me toque… - uma das mãos desceu até seus seios apertando e puxando o mamilo sobre a camiseta. A sensibilidade ao toque fazia Johanna deseja-lo. Paul inclinou a cabeça para usar a boca e suga-los. Ela imediatamente jogou a cabeça para trás e gemeu. Ele se afastou dela. 
— Não podemos… - pode ver a expressão frustrada no rosto da bela mulher a sua frente. Os cabelos castanhos em tom de ruivo brilhavam ao sol. Johanna podia ver a intensidade dos olhos verdes a devorando, tanto que automaticamente levou a mão ao pescoço. Respirou fundo. 
— Por que você faz isso? Só provoca e me deixa com gosto de quero mais… odeio me sentir assim. 
— Isso não é verdade, você gosta do jogo de sedução, Joh… confessa! 
— Implicante! - ele gargalhou - vou passar uma água no rosto e voltamos. Melhor me ocupar com o jantar. Mais tarde vou fazer você gritar… Castle e Beckett irão ouvir, pode esperar. 
Ao voltarem para casa, Castle chamou Paul para beber whisky a beira da piscina e conversar. Beckett preferiu observar a amiga cozinhando. 
— Agora você já pode me dizer qual é o menu. 
— Vou fazer uma entrada espanhola com polvo. Chama-se Pulpo a Gazella. Para o prato principal eu optei por não fazer um prato espanhol porque ficaria muito pesado. Queria fazer cordeiro, mas não combina com a entrada então escolhi um dos pratos preferidos do Paul. Peixe al papillote. 
— Agora fiquei com vontade de provar o cordeiro. 
— Não combina. Fica para outra vez, talvez amanhã. 
— Se você convencer o Castle para não cozinhar… 
— Esse é o seu papel. Vou fazer suflê de chocolate para a sobremesa. Acha que eu o convenço? 
— Está no caminho certo. Quer alguma ajuda? 
— Não precisa, somente observe e converse. Tem algo novo que queira me dizer? As mudanças de humor começaram a diminuir? Com o passar dos meses a mãe vai se adaptando ao seu corpo, aos sinais. 
— Ainda não estou nessa fase. Duas semanas atrás tivemos uma briga boba, como era esperado. Eu surtei por ciúmes - ela riu - sem motivo! Ah, você está certa. Meus seios estão maiores. Eu gosto. 
— E vão continuar se adaptando devido a produção de leite. Você sabe se sua mãe teve muito leite? Não é regra, mas pode ser um indicio se você irá amamentar por muito tempo. 
— Não sei. Talvez meu pai saiba. Nossa! Isso está bonito - disse Beckett admirando o peixe. 
— Estou preparando porque não demora muito no forno. Quero adiantar e seguir para a entrada. Vou já fazer o suflê. Outro dia, eu fiz o peixe para o Paul. Comeu que lambia os dedos. Eu não sabia que ele gostava tanto de peixe. Nem me atentei que o homem cresceu em Seattle. Acostumado com frutos do mar, mercado de peixes, mas não dispensa uma boa carne. Culpa dos anos de faculdade em Nova York. Sorte a minha que ele se mudou para cá. 
— Você está aprendendo a descobrir o que encanta o seu namorado. Ainda acho que podiam pensar seriamente em morar juntos e quem sabe… - ela usou o dedo indicador para mostrar a aliança - eu não achei que usaria uma dessas. 
— Devagar, Kate. Estamos nos arrumando, combinando plantões, ficando mais tempo juntos. Morar junto está longe de ser o proximo passo. Você será mãe, vai entender o que digo daqui a alguns anos. 
— Eu acho que está subestimando o seu relacionamento e o ponto de vista da sua filha. Pelo que sei, há espaço suficiente para os três no apartamento de Paul. 
— Por que você insiste tanto nisso? Nós ainda estamos programando a nossa próxima viagem. 
— Olha para vocês, Joh. É tão óbvio. Vocês se amam, complementam um ao outro, estão felizes. Não precisam provar mais nada. São bem sucedidos. E convenhamos, Paul é o típico solteirão, nunca casou. Aproveitem o tempo que a vida lhe mostra. 
— Um passo de cada vez, Katie. O jantar está praticamente pronto, podemos chama-los para comer a entrada? 
Eles sentaram-se à mesa para jantar. A entrada fora uma grata surpresa para Beckett. Johanna recebeu os elogios, mas foi o prato principal que arrancou suspiros de Paul. Fez questão de dizer que era um dos seus pratos preferidos beijando a namorada em seguida. Jogaram conversa fora, riram. Castle sugeriu que fossem para a área externa a fim de observar o mar e desfrutar da noite agradável que se formara lá fora. Johanna disse para irem na frente enquanto ela e Kate pegavam a sobremesa. Castle quase pulou de felicidade ao ver o que a médica preparara. O suflê de chocolate desmanchara na boca. 
— Johanna, assim você vai me acostumar mal. Vou acabar virando seu escravo gastronômico - Beckett riu. A amiga viu na declaração a oportunidade de comentar sobre as suas mudanças de planos para o almoço de amanhã. 
— Não é justo. Você não veio aqui para passar o fim de semana cozinhando. Deixe que eu sirvo steaks para nós. 
— É um dos pratos preferidos de Paul. Cordeiro ao molho de menta. E sua esposa ficou doida para provar… - Castle olhou para Beckett. Ela mordiscava o lábio inferior acusando-se - tudo bem, deixemos para resolver isso amanhã. Está tarde, acho melhor nos recolhermos. 
— Essa é a maneira educada que você encontrou para dizer que quer se livrar de nós e ficar sozinha com o Paul? 
— Castle! Não fale assim com as visitas. Um pouco de tato, por favor! 
— Tudo bem, Kate. Não fiquei ofendida. Vocês tem que lembrar que nós estávamos de plantão ontem, não estamos completamente recuperados. Quero aproveitar essa piscina amanhã. Vamos, Paul? - ela piscou para o namorado. 
— Vamos. Boa noite, pessoal. Até agora tem sido uma maravilha. 
— Pela manhã você me conta se o quarto também estava bom para as atividades atléticas e… - sentiu a mão de Beckett beliscando sua barriga - hey! Isso dói! 
— Então pare de falar besteira e constranger nossos convidados. Boa noite, Joh, Paul - quando o casal desapareceu de suas vistas, Beckett comentou - o que deu em você? Assim eles vão ficar se policiando para não fazer nada porque estamos por perto e você está curioso. Eles formam um casal tão bonito, não acha? 
— Se por bonito você quer dizer que eles combinam, eu concordo. Que tal nós irmos para a nossa cama também? Não está cansada? 
— Estou - eles entraram. 
No quarto do outro lado da casa, Johanna vestia a camisola e terminava de passar um creme no corpo. Paul já estava na cama esperando. Ao deitar-se ao lado dele, viu que o namorado virou-se de lado para fita-la. 
— Eu não sabia que escrever dava tanto dinheiro. Essa casa… bem, é uma mansão. Castle estava me explicando que não é original, reformou e conhecendo a figura e sua mania de grandeza dele tê-la tornado maior. 
— Ele tem muito bom gosto e não se trata apenas de escrever, Paul. É preciso escrever as histórias certas. Concordo que o lugar é deslumbrante, mas que tal nós não falarmos de Castle? 
— Eu aprovo. O que você quer fazer, Joh? 
— Eu não menti quando disse que estava cansada, mas uns beijinhos não matam ninguém pelo contrário ajudam a relaxar, sabia? - ele sorriu e beijou-a rapidamente. 
— Mesmo? Tem certeza? - ele a beijava outra vez, ouviu o murmúrio dela entre seus lábios, o som de “humhum” o incentivou a continuar. Foram vários beijinhos até que tomasse a boca de Johanna de vez. Seu corpo pressionando o dela contra o colchão, roubando-lhe o fôlego. Ela não se importava. Queria mais. As mãos deslizavam por baixo da camisa que Paul usava tocando a pele quente. Finalmente se afastaram. Ela respirou fundo. Sentiu o namorado puxando-a pela cintura colando seu corpo ao dele. Aconchegados, ela se preparava para dormir realmente. 
— Você comentou algo com Kate sobre a nossa viagem? 
— Ainda não. Vou falar amanhã. Não é uma super viagem, quatro dias em Los Angeles não é o que se chama de viagem, ainda quero ficar umas duas semanas perdida com você em alguma ilha do Caribe. Não que eu esteja reclamando, foi uma ótima ideia aproveitar o congresso de traumatologia para escapar de Nova York. Dois dias de palestras e dois dias inteiros somente para nós. 
— Vai ser muito bom, Joh - ele acariciava o estômago dela, a mão propositalmente subiu para os seios, ouviu-a gemer - boa noite, amor - beijou seu rosto e sorria. Nem precisou contar até três. 
— Que se dane! - ela virou-se e agarrou Paul. Em outras palavras, essa era a maneira de Johanna dizer que não ia dormir sem fazer amor com ele. 
Na manhã seguinte, ela apareceu e se deparou com uma mesa farta de café da manhã. 
— Nossa! Estou me sentindo em um hotel cinco estrelas! - Beckett que estava sentada à mesa comendo um morango displicentemente, sorriu. 
— Você já devia esperar isso em se tratando de Castle, Joh. Sente-se. Ele foi dar umas instruções para o caseiro. E Paul? Ainda dorme? 
— Estava no banheiro, deve estar descendo. 
— Dormiu bem? 
— Maravilhosamente bem - elas riram. 
— Pelo menos alguém aproveitou. Lily não parou de se mexer à noite. Estava agitada. Será que foi a comida? O chocolate? 
— As vezes não tem um motivo, os bebês somente ficam mais agitados, espertos, trocam o dia pela noite. 
— É, está bem quieta agora - Paul descia as escadas no mesmo instante que Castle entrara em casa - oi, Paul. Café. 
— Estou morrendo de fome! - disse Castle sentando ao lado da esposa. 
— E eu querendo experimentar aquela piscina - disse Johanna sorrindo. Durante a refeição, ela contou aos amigos sobre a viagem. Beckett disse que era uma ótima oportunidade. Quatro dias valem muito. Também ficou feliz ao ver que a amiga não desistira de fazer uma viagem mais longa depois. Terminando, eles se trocaram e foram para a piscina. Castle acabou por convencer a médica a não cozinhar. O almoço seria por sua conta. 
A manhã na piscina foi super agradável. As conversas, as risadas, as provocações. Beckett notara que aos poucos Paul se soltava. Quando Johanna foi inspecionar o que Castle fazia proximo a churrasqueira, Beckett teve a oportunidade de ficar um momento a sós com o médico. 
— Sabe, Paul eu sei que não conversamos muito e pouco que sei sobre você foi Johanna ou Castle que me disseram. Contudo eu posso afirmar que está feliz. Acredite eu já fui pior que você em matéria de reclusão e na arte de esconder sentimentos. Você é um homem sensato, gosta de seguir regras, está acostumado com a rotina. Tem muito de mim em você, por isso capto suas emoções - ele sorriu. 
— Somos mesmo parecidos? 
— Um pouco, não em tudo. 
— Tem razão, Joh me deixa feliz. Estar ao lado dela como amigo era muito importante e gratificante. Enfrentamos algumas batalhas, mas poder ser mais que o médico amigo, o conselheiro é melhor ainda. 
— Você quer dizer ser o homem que ela ama. Ela me contou - Beckett disse ao ver a cara intrigada de Paul - não se preocupe, ela não fala de outras intimidades de vocês e não sou tão curiosa e sem noção como meu marido. 
— Sei que não - eles riram - Joh é uma pessoa muito especial. Demais. Não vejo a hora de tê-la 100% comigo, 24 horas do dia. Estou ansioso para essa viagem. 
— Se gosta tanto da companhia dela, podiam morar juntos. Não é uma opção? - Beckett estava claramente jogando verde para colher maduro. 
— Claro que é, porém tem Audrey. Joh não quer prejudica-la nem evita-la. Eu respeito a atitude dela como mãe, não pode simplesmente mudar a vida da garota por sua causa, não é justo e não gostaria de coloca-la em uma situação como essa. 
— Entendi perfeitamente. Um dos meus maiores desafios foi não interferir na relação de Castle com Alexis quando decidimos ficar juntos. Não é tarefa fácil, até hoje não me convenci se fiz o suficiente. Não podemos agradar todo mundo e no meu caso, mesmo ela não tendo a mãe sempre consigo, eu não me tornei uma pessoa querida, uma amiga. No fundo, serei sempre a pessoa que invadiu a vida do pai dela convidando-o a fazer loucuras - ela suspirou - acho que o que quero dizer é não tenha Audrey como uma inimiga, mas não espere que aceite tudo o que você faz por Johanna ou reconheça. 
— Somos parecidos mesmo, não? - Paul a fez rir - vamos mudar de assunto porque o assunto chegou. 
— Acho que vou deixar vocês falando mais um pouquinho da minha pessoa, sei que são muitos elogios. 
— Paul, acredito que sua namorada está andando muito com Castle - da churrasqueira, ele ouviu e retrucou. 
— Johanna, não incentive Beckett. Ela pode falar horas incansavelmente sobre mim - eles gargalharam. 
O resto do dia foi divertido, eles comeram, beberam, aproveitaram a piscina e terminaram o fim de semana em grande estilo. À noite, Castle estava no quarto escovando os dentes apenas com a calça de moletom. Beckett escovava os cabelos para dormir. De repente, ele terminou o que fazia e ficou observando-a pelo espelho. Ela notou. 
— O que foi? 
— Você gosta do meu corpo, Beckett? - ela ergueu a sobrancelha - é sério! Você se sente atraída por mim? 
— Que pergunta boba! Você sabe que sim. Quer ganhar massagem no ego, escritor? - rindo ela escorou seu corpo no dele como podia e deslizava as mãos pelo tórax dele, acariciando. 
— Eu só quero saber. Vi o jeito que você olhou para Paul. Não gostei. Ele todo sarado, sem barriga e….- Castle sentiu a mão dela sobre os lábios. Beckett mordeu o ombro dele. 
— Pare. Paul é atraente para Johanna. Não vou negar que ele é bonito, mas ciúmes agora é tão sem significado, babe. Eu amo você, seu jeito, seu corpo, seu gosto. Sua maneira de pensar, de brincar. Eu nunca funcionaria com alguém como Paul. Ele é travado demais, sério demais. Não quero conversar comigo mesma numa relação - ela o virou para fita-la - deixe de bobagem, eu te amo - sorveu seus lábios. Beliscou a barriga dele - eu adoro meu travesseiro particular. Mas se quiser perder uns quilinhos, não vou reclamar. 
— Você acabou de dizer que gosta de mim do jeito que eu sou. Por que está me dizendo para perder peso? - ela riu. 

— Alguém não gosta quando prova do próprio veneno da implicância… estou brincando, mas poderia comer mais salada e menos bacon… - ao ver a cara de desgosto do marido, ela riu. Puxou-o na direção da cama - vem cá, eu sei como resolver seu problema, bonitão - beijou-o com vontade fazendo a calça que vestia ir ao chão.  


Continua....

3 comentários:

Géssica Nascimento disse...

Uau...
Eita coisa boa!!!
😍😍😍❤❤❤

cleotavares disse...

Coitadinho do Castle,apanhando de graça. E ainda tira onda.
Ai! D. Joh deve está muito orgulhosa de sua filhota. E a Lily cada dia mais sapequinha na barriga da mamãe.
Amo esses casais reunidos, principalmente se for no Hamptons.

Vanessa Belarmino disse...

Ela lembrou da promessa. Joh no distrito, que maravilha.
To rindo da reação dos meninos.
Lily mexeu para a dinda, que fofa.
Kate contando a experiencia incrível do capitulo anterior, não superei isso. A amizade delas é tão linda, porque uma ajudou e ajuda a outra.
Tão lindinho o presente e claro que Joh quis fazer o tour no distrito.
Essa gravidez está uma montanha russa maravilhosa. hahaha Amando esses hormônios!
Beckett toda ciumenta e violenta hahaha
Castle se ofendeu, eita...
Que bom que ela entrou no quarto da filha. Ele pensa em tudo mesmo, e é incrível tb.
Ele ainda estava bravo, ia ignorá-la. Kate foi rápida, sincera, mas essa de hormônios não colou para ele. Ele está certo, que ele não dá motivos para ela duvidar dele ou da fidelidade dele.
Mas em sentir ciumes, ela tem todo direito, só não precisava de um show desses hahaha
Acho que o fato das mudanças do corpo e a intensidade dos hormônios não ajudam. Ela exagerou e sabe disso e agora ela sabe reconhecer isso tb, e admitir que sim, ela morre de ciumes do marido gostosão. hahaha
Bonitinho ele fazendo ela relaxar e não no sentido pervo (ao menos não inicialmente). Adoro essas provocações deles.
Gosto do jeito que ele faz as coisas serem sobre ela, e não sobre ele. Muito amor e carinho envolvido. Ela querendo retribuir e ele sendo lindo.
Kate está bem intensa em demonstrar seus sentimentos e tb estou amando.
E principalmente a maneira que ela expõe o que sente. Ver o quanto os dois cresceram nesse relacionamento é lindo de ver.
Ela falando com a mãe sobre a Joh, a filha e sua felicidade.
Sétimo mês, ja? Wow. Acho magico esse momento em que os dois conversam com a filha. É como se eles estivessem na própria bolha deles, uma bolha de felicidade.
Ela lendo Bela e a Fera para filha e explicando, e ainda citando o conselho da mãe. Meu Deus que fofura.
Mais um encontro entre casais e dessa vez nos Hamptons.
Kate deixando Paul com olhos arregalados hahaha
O doutor provocando a namorada. Quero ouvir ele gritar mesmo, merece hahaha
As Luluzinhas estão animadas. Kate querendo casar Joh com Paul, ta vendo o que a gente sofreu com vcs dois? hahaha
Castle sendo implicante haha
Vamos para o casal 2. So beijinhos? Sei. hahaha
Adorei a conversa de Paul com Beckett. Quem diria KB ficou ótima em conselhos... Ja to querendo conhecer a filha de Joh, espero que ela não seja uma Alexis.
Castle encanado com o corpo. Gostei dele falar que não gostou dela olhar para o corpo de Paul.
Amei a declaração de amor dela. Ela praticamente disse que ele era o Yang dela.
E claro que tem que provocar. Dos beijos de bacon ela gosta né? Beijo de salada não deve ser legal. hahaha
Acredito no talento de Kate para resolver o problema do marido.