sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

[Castle Fic] There´s Always Tomorrow - Cap.29


Nota da Autora: Um capítulo cheio de informações. Com destaque para uma personagem secundária ma que sabe como causar: Nadine. Vale lembrar que essa é uma homenagem a uma personagem de NR, ok? Nada de plágio. E tem pitadas de angst... espero que gostem. Enjoy! 


Cap. 29


- Acordem os detetives Ryan e Esposito. Preciso deles aqui - Kate olhava desolada para o corpo estendido no chão. De repente, a raiva foi consumindo seus poros deixando-a vermelha, por pura frustração, ela chutou a lixeira que havia por perto revoltada com a situação.

- Merda, merda, merda! – passou a mão nos cabelos sentindo o braço de Castle a puxar para longe do objeto metálico que estava sendo massacrado. Levando-a até um canto, ele a colocou de frente para si, fitando os olhos cor de mel cheios de ira e vestígios de lágrimas. Os punhos fechados externando a raiva e a vontade de socar a cara de alguém.

- Hey! Calma, Kate. Respire fundo – acariciava os braços dela – de nada vai adiantar você xingar todo mundo ou brigar. Ele está morto. Teremos que recomeçar novamente. O que precisa fazer é descobrir quem o matou. Essa é a sua prioridade zero. Olhe para mim – vagarosamente ela abriu as mãos e o encarou, Castle percebeu que estava se acalmando – gorgeous, preste atenção. Nós já avançamos muito com a ajuda de Collins. Estamos no caminho certo. Não podemos desistir. Jack Collins pode estar morto, mas ainda temos o seu depoimento, suas revelações gravadas. O que ele precisa é da mehor investigadora de homicídios de Manhattan para solucionar esse assassinato. Ele é uma de suas vítimas agora. Faça seu trabalho.

Ela ajeitou sua postura, suspirou e caiu em si. Castle novamente tinha razão. Com o olhar terno, fitou o rosto dele por alguns segundos.

- Obrigada.

- Parceiros servem para isso – ela apertou a mão dele e voltou caminhando para perto da vítima. Seu andar demonstrava que estava de volta. Pisava firme e determinada a fazer justiça mais um vez. Lanie acabara de chegar ao local estando debruçada no corpo. Os policiais que chegaram a cena primeiro, estavam coordenando a vinda da equipe de peritos.

- O que temos, Lanie?

- Duplo ferimento. Apesar do primeiro ser o da cabeça, o segundo tiro foi fatal. Direto no coração, excelente pontaria. Existe uma certa particularidade com esse crime. Vê a forma como o tiro na têmpora o atingiu? Talvez a ideia inicial era simular um suicídio, porém o angulo do tiro me diz que alguém forçou essa arma contra a cabeça dele.

- Talvez ele tenha amarelado e seu assassino foi obrigado a tomar a arma de sua mão e puxar o gatilho fazendo ele mesmo o serviço sujo – comentou Beckett – se for assim, o segundo tiro não seria necessário, ele ia sangrar até morrer.

- Concordo, o suicídio forjado era suficiente, a menos que quisesse uma garantia que o cara não tivesse qualquer chance. A forma como a bala se espalhou pela caixa craniana demonstra hesitação. Isso justificaria um segundo tiro por zelo e raiva – Castle observava as amigas trabalharem, discutindo os acontecimentos.

- Jack estava sobre proteção do FBI, como chegou a essa rua sozinho? – Esposito se aproximava deles respondendo.

- Sei a resposta. Liguei para a casa de Collins no caminho. Já há uma equipe de peritos no local. Os dois policiais foram mortos, provavelmente pela mesma pessoa que trouxe a vítima para cá. Acabei de falar com McQuinn, ele pediu para você recolher todas as informações e ir direto para o distrito. Esse cara parece muito abusado – reclamou Esposito sem necessidade, Beckett revirou os olhos, mas foi Ryan que se juntando ao grupo que retrucou.

- Ele é do FBI, o que você queria? Convite especial, flores? – Castle riu da maneira como Ryan sacaneara o parceiro, mesmo sabendo ser pura implicância do detetive, era melhor deixar os dois pensarem assim do que ter que envolve-los na saga secreta de Beckett, havia muitas vidas em jogo no momento e não precisavam de mais – acabamos de pescar essa arma na lixeira, que devo acrescentar está bem amassada por conta de uns chutes que levou mais cedo – Beckett o fuminou com o olhar – é, tá...bom, como eu ia dizendo, verifiquei a arma encontrada. Uma sig sauer. O interessante de tudo é que estava totalmente carregada exceto por uma posição.

- A que acertou a cabeça de Collins – disse Castle.

- Exato. O que nos deixa sem saber de onde veio a outra bala – completou Ryan.

- Provavelmente de uma outra arma, a mesma que matou os policiais, verifique isso – disse Beckett – você achou fragmentos de pólvora na mão da vítima? E da bala? 

- Tem pólvora na mão dele. Além de uns fragmentos aqui próximo da vítima, todos devem ser do ferimento na cabeça. Sobre a bala do corpo saberei mais quando leva-lo para o necrotério.

- Tudo bem, certifique-se que você examine os dois policiais, Lanie. Vasculhem a área por qualquer coisa. Fios, fibras, DNA. Câmeras e qualquer pessoa que tenha visto ou ouvido algo. Onde está a pessoa que o encontrou?

- Ali com um dos policiais da patrulha – disse Ryan – já verifiquei e não há câmeras nesse quarteirão. Não saberemos quem o abandonou aqui através de videos, mas tenho um palpite que o assassino não saiu a pé. Vou fazer uma busca nas câmeras disponíveis por pelo menos três quarteirões para cada lado. Talvez achemos algo.

- Ótimo. Faça isso. Vou retomar para o distrito. Lanie, assim que tiver maiores informações, me avise – Beckett passou o trajeto até o distrito calada. Os últimos acontecimentos transformaram suas expectativas em fumaça. Pareciam estar em uma montanha-russa, a cada curva era surpreendida por uma pedra em seu caminho. Dava um passo para frente, dois para trás. Quando estavam na delegacia, Castle foi direto para a mini copa atrás de café. Sabia que precisava dar um tempo para Beckett digerir o que acabaram de presenciar. Voltou com duas canecas na mão, entregou uma a ela que sorveu vagarosamente. Deixou a caneca sobre a mesa brincando com a caneta até criar coragem para comentar o assunto com Castle.

- Não conseguimos acertar uma sequer. Como podemos tratar a justiça com esse jogo sujo? Collins foi morto por ser uma ameaça. Você e eu sabemos que isso é obra do senador. Infelizmente, não temos como provar. Estamos em um ciclo sem fim, um beco sem saída. Eu nem sei por onde começar, será um caso sem prisão.

- Mesmo assim, você deve investigar. Nós temos que fechar o caso nem que seja para dizer que é inconclusivo, concordo com você. Bracken está por trás disso. Teremos que achar outra forma de ataca-lo. Vamos lá, Kate. Você não é de desistir. Faremos isso junto como tantas vezes.

- Tudo bem. Vou avisar a Capitã. McQuinn está na sala de interrogatório. Farei um resumo para ele. Castle a acompanhou com os olhos, o grande medo de Kate era ver toda essa investigação cair no esquecimento como aconteceu com o caso da sua mãe. A história se repeteria?
Beckett recebeu uma ligação de Lanie confirmando que a bala do peito era realmente diferente. Uma 9 mm. Quanto ao resto dos itens retirados da cena do crime, nada foi encontrado. Sem fibras ou DNA. A arma também não tinha uma digital exceto a do dono. O assassino se precaviu. Ela estivera certa novamente ao supor que a arma usada para matar os policiais era a mesma, as balas eram 9mm. Resignada, agradeceu e tratou de contar as notícias para McQuinn que já acordara com Gates que Beckett iria ficar a frente das investigações.

Castle, Beckett e McQuinn conversavam sobre os próximos passos. Beckett continuava a defender que a investigação ia ser inconclusiva, pois já sabiam que o mandante era o senador. Apenas o que Collins revelara para eles em depoimento não era suficiente para conseguirem montar um processo robusto contra Bracken.

- Já percebemos que o senador se sentiu ameaçado com a prisão de Jack Collins então isso pode ser um bom sinal considerando que ele não possua outros inimigos tão poderosos.

- Se vamos seguir nessa linha de abordagem, por que não usar a mídia? Podemos usar Nadine para informar o homicídio em primeira mão e deixar Bracken ciente de que não vamos parar. O FBI continuará procurando respostas. Digo mais, seria bom mencionar as ligações duvidosas de Collins. Não temos muita munição no momento, mas o senador não precisa saber disso.

- Tem certeza que quer fazer isso, Beckett?

- Go to the mattress, McQuinn.

- Ah, adoro quando minha esposa fica determinada dessa maneira. Bem melhor, está até cotando o Poderoso Chefão – disse Castle.

- Vamos em frente, McQuinn. Ligarei para Nadine.

A conversa com a jornalista foi breve. Beckett deixou claro o que deveria ir ao ar referente a essa notícia. Combinou com Nadine que nenhuma imagem ia ser divulgada a princípio, porém saberia que estavam mexendo mais uma peça no tabuleiro de xadrez. Teriam que esperar pela reação do senador.

Assim que saiu do telefone, Ryan pediu para que ela o acompanhasse até a sala onde Tory avaliara as câmeras.

- Rastreei os videos de seis pontos de câmeras existentes na área próxima ao local do crime. Não há muito movimento, nem nada suspeito. Porém pedi para Tory isolar o intervalo sugerido por Lanie de possível morte acrescentando trinta minutos antes e depois, pode apertar o play? – as imagens de carros surgiram – nesse cenário não conseguimos concluir nada. Porém, quando reduzimos a janela de tempo em cinco minutos, três carros permanecem em nosso filtro, se reduzirmos mais cinco, dois carros aparecem em todas as câmeras indo na direção leste. Eu sei que pode não ser nada...

- É um tiro no escuro, mas vale a tentativa. Consegue saber quais as placas desses carros? Temos um oldsmobile preto e um corola azul metálico.

- Estou tentando um outro programa para melhorar a nitidez da imagem, ainda não tive sucesso – disse Tory.

- Continue. Qualquer descoberta, me avise. Obrigada, Ryan. temos algo mais para perseguir.

No jornal das nove, Nadine abriu a edição com mais um furo de reportagem.

- Foi encontrado morto hoje cedo o empresário Jack Collins. Especula-se que o homicídio possa ter sido queima de arquivo. O empresário estava sob custódia do FBI para esclarecer alguns negócios escusos. Acusado de sonegar impostos e praticar atos ilicitos, o FBI garante que a investigação continuará e afirma ter gravações comprometedoras quanto a Collins e seus parceiros, dentre eles um velho comhecido da justiça, Vulcan Simmons além de pessoas do alto escalão do governo. Segundo o chefe da operação federal, agente McQuinn, o homicídio em questão será investigado pela tenente do 12th distrito, Kate Beckett, a pedido do próprio agente. A ABC está trazendo essa notícia em primeira mão para você, telespectador, assim que tivermos nocas informações iremos divulga-las.

Na quinta-feira, não havia novidades no caso e nem sinal de qualquer outra repercussão de parceiros comuns. Eles tornaram a se reunir no Old Haunt para tentar encontrar uma nova forma de reavivar a investigação. Jeff tomou a palavra.

- Tenho boas notícias. Claro que depois da morte de Collins é difícil alegra-los, mas temos que continuar. Com o decodificador que Tory me deu e mais algumas análises e sugestões que troquei com o meu parceiro da NASA. Consegui quebrar a proteção do sistema na casa de Bracken. Tenho acesso a áudio e vídeo. Encontrei uma conversa interessante entre o ex-senador Denver e ele. Observem.

A conversa entre os dois homens tinha teor de discussão. Denver assumia ser o responsável pelo suposto acidente de Castle e o atentado a Beckett. O senador ficou extremamente irritado com o seu parceiro. Mencionava que tinha feito uma péssima escolha ao desafiar Kate Beckett. Se fosse a meses atrás, esse áudio cairia como uma luva no processo de Denver. Apesar de ser uma evidência forte não era suficiente para incriminar Bracken porque realmente ele não tivera nada a ver com os crimes.

- Certo, a informação em si não agrega na investigação. Porém, temos uma  excelente oportunidade de monitorar o senador Bracken de perto. Jeff, muito obrigada. E quanto aos riscos? Uma das coisas que o senador se gabou desse sistema é de poder reconhecer os IP´s que acessavam suas informações.

- Quanto a isso não se preocupe. Consegui um programa de última geração com esse meu amigo da NASA. Com ele posso ir e vir no sistema dele sem ser pego. Meu IP simplesmente não existe, é como se navegasse como um fantasma. Não há como saber quem está acessando.

- Muito bom. Alguém tem mais alguma coisa para falar?

- Ainda estou trabalhando nos dois carros da filmagem, Beckett. Vou aproveitar o Jeff para ver se é possível conseguir as placas – disse Tory.

- Estou estranhando o silêncio com relação à notícia de ontem – disse Nadine – esperava uma procura por informações maior e uma resposta rápida dos nossos inimigos.

- Ele não pode atacar depois de matar Collins – explicou Beckett – vamos esperar.

- Vou mexer meus pauzinhos na emissora para reprisar a matéria.

- Tudo bem, encerramos por hoje. Qualquer informação comnunico vocês.


Loft dos Castle


Kate estava muito cansada, de pé desde às três horas da manhã tudo o que queria era um bom banho e deitar-se. Infelizmenre, sua mente parecia não querer sossegar. A morte de sua testemunha acabou por abalar seu humor, seu estado de espírito e deixa-la preocupada por a cada minuto constatar que estavam em um beco sem saída. Claro que não quis falar isso ao grupo que trabalhava com afinco para encontrar pistas e evidências a fim de incriminar Bracken. Jeff evoluiu bastante criando uma ótima maneira de monitorar o inimigo. Desvendar o software tão falado e considerado hiper seguro, trazia uma vantagem frente aos planos do senador. Mesmo assim, não se sentia confiante.

Castle já notara o cansaço físico e mental da esposa. Precisava afastar maus pensamentos da mente de Kate, fazê-la relaxar.

- Amor, vou preparar um banho especial para você. Por que não vai ficar um pouco com Alex? Está com fome?

- Um pouco. Pede uma pizza, vou estar no quarto dele – Kate limpou as mãos antes de falar com o filho. Ele brincava com uns cubinhos no tapete montado pela babá antes de sair. Martha estava sentada na poltrona dividndo-se entre um livro e observar o neto – Alex... cadê o lindinho da mamãe? – pegou o menino nos braços beijando-lhe o rosto - olá, Martha!

- Katherine, nem vi vocês hoje.

- Saímos de madrugada para atender um caso de homicídio que acabou sendo bem mais complicado do que imaginávamos.

- Você está com olheiras, devia descansar. Cadê o Richard?

- Está no quarto, segundo ele preparando um banho para mim – Alex acariciava o rosto da mãe para beija-lo em seguida – estava com saudades de você, meu amor.

- Ele já devia estar dormindo, quem disse que obedeceu a vó? Talvez esteja mesmo com saudades do seu colo, Katherine. Vou deixa-la curtir seu filho. Vou para o meu quarto. Boa noite, querida – beijou a cabeça do neto e saiu. Vendo-se sozinha com o filho, Kate tirou os sapatos, a blusa ficando mais à vontade. Tornou a pegar o menino do tapetinho sentando-se na poltrona aconchegando-o em seu peito. O contato com a pele da mãe fez maravilhas a Alex. Aos poucos, ele sossegou com a cabeça no seio dela, levou uma das mãos à boca chupando o dedo, fechando automaticamente os olhos. Kate sentiu o corpo relaxar devido ao contato com a criança, acabando por fechar os olhos cochilando.

Foi assim que Castle a encontrou. Cuidadosamente, ele pegou o filho do colo dela retornando-o para o berço. Após cobri-lo, foi a vez de cuidar da mãe. Ele a ergueu nos braços levando-a para a cama. Kate rapidamente se aconchegou ao corpo dele e ronronou feito uma gata. Com pena, ele a colocou na cama, tirou o resto da roupa que vestia deixando-a somente de calcinha. Deitou-se ao lado dela, enroscou-a em seus braços e cobriu-os com o edredon.

Dez minutos depois, ela se espreguiçou despertando. No primeiro momento ao abrir os olhos, assustou-se por estar na cama, porém sossegou assim que viu Castle segurando-a rente ao seu corpo. Devagarinho, ela começou a beijar-lhe o peito, os ombros, o rosto. Ouviu-o gemer baixinho e continuou esfregando seu corpo ao dele até empurra-lo de leve para que pudesse deitar sobre ele. Finalmente, beijou-lhe os lábios, ato que Castle correspondeu imediatamente abraçando-a pela cintura contra si. Ele abriu os olhos para se deparar com aquela mulher bela de olhos que naquele momento estavam verdes admirando seu rosto enquanto acariciava-lhe o rosto com a ponta dos dedos.

- Hey... acho que apaguei.

- Sim, foi um breve cochilo, no máximo de uma hora.

- Que horas são? – ela perguntou.

- Oito e meia da noite. Está cedo. Quer comer? Guardei uns pedaços de pizza posso esquentar para você.

- Eu gostaria sim. Vou tomar um banho rápido e jantamos vendo o noticiário das nove – beijou-o rapidamente nos lábios e seguiu para o banheiro.

Às nove, Kate saboreava duas fatias de pizza acompanhadas com uma taça de vinho de olho na televisão, curiosa por saber se havia algo de diferente sobre o seu caso.     

Durante a noite, o canal da ABC reprisava a cada intervalo a notícia da morte de Collins. Em Washington, Bracken assistia ao jornal aborrecido pelo destaque exagerado dado ao caso pela emissora. Não gostara nada da ideia de ter Kate Beckett como investigadora oficial do crime, apenas esperava que seu capanga tivesse feito um serviço impecável, sem deixar rastros. Estava prestes a desligar a tv quando a campainha da casa foi acionada. Verificando os monitores, se deparou com ninguém menos que Vulcan a sua porta. Logo deduziu que devia estar ali por causa da repercussão da morte de Jack. O interfone tocou. Um de seus empregados anunciou a visita, recebendo a permissão para entrar. Vulcan foi direto para o escritório onde o senador fitava a tela bebericando seu whisky. Ao ver seu parceiro a sua frente, cumprimentou-o cordialmente.

- Vulcan, a que devo a honra da sua visita vindo diretamente de New York para DC?

- É claro que você sabe. Jack Collins.

- Ah, esse assunto...

- Bracken quero saber por que diabos matou um dos meus maiores clientes e geradores de lucro? Nem adianta dizer que não foi um dos seus capangas porque estará gastando saliva à toa.

- Foi um mal necessário. Chame de efeito colateral. O FBI estava chegando muito perto.

- Ah, efeito colateral. Certamente você esqueceu dos meus negócios. Infelizmente essa ação não vale de nada para mim. Além de perder dinheiro, estou sendo exposto em rede nacional por uma repórterzinha de merda, uma mulher intrometida que acha que pode pagar de esperta espalhando boatos e rumores na tv. Você salvou seu rabo, mas expos o meu. E William, você sabe o quanto eu odeio a mídia. Então, vou falar uma única vez. Ou você conserta o que fez ou terei que tomar as minhas providências. Se isso acontecer, esqueça a sua parcela de lucros no próximo mês. Você mais do que ninguém sabe que posso dar uns telefonemas e cortar a sua fonte para a campanmha presidencial. As doações irão cessar, a fonte secar. O que você vai fazer a respeito?

- Vulcan, relaxe. Está tudo muito recente. Logo Collins será esquecido por falta de evidências substanciais para achar seu assassino. Essa notícia se tornará uma vaga lembrança na mente das pessoas. Quanto à reporter, vai arranjar outro furo e seguir em frente.

- E se não acontecer? Se isso apenas atiçar a curiosidade do FBI para cavar ainda mais?

- Se for assim, terei algo para evitar maiores especulações. Confie em mim. Esta notícia estará tão congelada quanto o lago Michigan no inverno.

- Espero que saiba o que está falando. Você tem um mês. Se nada mudar, eu tomarei as medidas cabíveis. Passar bem.  

Bracken continuava sentado na mesma poltrona desde a hora em que assistia o noticiário. O copo de whisky estava vazio, o que apenas percebeu ao leva-lo à boca. Ergueu-se rumo a bandeja no lado oposto da sala servindo-se de mais uma dose, virando-a de uma vez. Ele deixaria a tal jornalista à vontade, mas reforçaria o follow up em seu capanga que a seguia. Queria detalhes do que ela fazia, com quem andava e certificaria-se se ela era uma ameaça realmente.      

XXXXXXXX 

Nadine estava em casa revendo o jornal. Com uma taça de vinho nas mãos, ela estava pensando nas palavras de Kate sobre relacionamento. A história da amiga era de sucesso, começara de forma parecida a dela e de Jeff. Queria dar o próximo passo, sentia-se preparada. E Jeff? Como reagiria a tudo isso? Estaria pronto para encarar um relacionamento ao seu lado. Virou a taça de vinho enchendo-a novamente secando a garrafa.

Decidiu talvez por impulso, talvez por querer seguir seu coração, ligar para Jeff. No instante que pegou o celular, o nome dele apareceu no visor.

- Hey, Jeff. Eu ia mesmo ligar para você nesse minuto. Gostaria de conversar com você, pode vir até ao meu apartamento?

- Agora? Já passam das dez da noite. Eu liguei para marcar um hora com você amanhã. Preciso muito mostrar algo a você. É importante.

- Se ambos temos assuntos importante a tratar é besteira deixar para amanhã. Venha até aqui.

- Eu não sei, Nadine... está tarde – disse ele relutante.

- Por favor, Jeff...

- Tudo bem – suspirou – chego aí em vinte minutos. Diante da confirmação do rapaz, Nadine deu uma rápida ajeitada na sala, colocou outra garrafa de vinho para gelar, verificou o quarto e sentou-se no sofá para espera-lo. Vinte minutos depois, Jeff batia a sua porta. Casualmente ele a beijou assim que entrou no apartamento, conforme estava acostumado a fazer. Ele e Nadine eram parceiros na cama e fora dela. Sua relação era uma espécie de amizade colorida que funcionava bem devido algumas escolhas que fizera ao longo do caminho até uns três anos atrás quando se descobriu apaixonado verdadeiramente pela jornalista. Sendo ele uma pessoa reclusa, introvertida e tímida, julgava não ser nem de longe o parceiro ideal para ela. Uma mulher bonita, independente, determinada que podia conquistar qualquer homem com seu charme e jeito sexy e inteligente. Exatamente por se considerar desmerecedor dela, acabou se acomodando com a questão do sexo casual. Funcionava para ambos e acabara por ser a maneira como encaixara Nadine em sua vida.

- Quer um pouco de vinho?

- Aceito. Vi a maneira insistente que a ABC está reprisando sua matéria. Você deve estar muito feliz com a audiência.

- Sabe que nem olhei a repercussão dos números ainda? – ela entregou a taça de vinho para Jeff – estou mais preocupada com a verdade.

- O que você queria comigo? – ele perguntou no momento que Nadine sentara-se no sofá ao lado dele. A coragem ensaiada alguns minutos antes desaparecera. Concluiu que naquele momento tudo o que queria era estar nos braços dele.

- Você não vai me achar boba? Eu estava com saudades. Uma vontade enorme de beijar sua boca, abraçar você. Apenas vontade. Dorme comigo essa noite? – não que o convite o pegasse de supetão, conhecia Nadine o suficiente para entender suas necessidades e desejos. Era uma mulher que não escondia o que queria principalmente se o assunto era sexo. Foi o tom da sua voz que o fez interpretar aquele pedido de maneira diferente. E o olhar. Detectara uma certa ternura ao ouvir a última pergunta ou era fruto de sua imaginação?

- Claro, se é isso que você quer...

- Quero, agora – Nadine partiu para cima dele com vontade. Agarrou os cabelos dele enquanto seus lábios o tomavam em um beijo intenso. Sentara-se em seu colo mexendo de maneira fantasiosa e sexy com ele fazendo seu corpo responder à altura. Durante os amassos, o clima realmente esquentou, porém do momento que foram para cama, a situação tomou um rumo diferente. Jeff já fizera sexo inúmeras vezes com Nadine, contudo, pela primeira vez havia algo diferente no jeito dela, no toque, no beijo, no modo como aproveitava tudo isso. Havia sentimento. Jeff percebeu que estavam fazendo amor.

Mais tarde deitados na cama, ele acariciava os cabelos dela usando a ponta dos dedos. Nadine estava apoiada em seu estomago, brincando com a outra mão nas suas. O silêncio entre os dois era bem-vindo apesar de gerar um momento muito intimista obrigando-a a pensar sobre o motivo que havia sido a mola precursora de terem parado na cama. O que ela não esperava era a conversa iniciada por Jeff logo em seguida.

- Nad, você está bem? – ela olhou para o homem deitado em sua cama.

- Estou, por que essa pergunta agora?

- Porque quando cheguei aqui, o jeito como você reagiu foi diferente. Na cama, também. Eu me senti feliz, vivo. Nós já fizemos sexo muitas vezes, em diversas condições e sempre foi prazeroso e estimulante para nosso astral, nossa energia.

- Está querendo dizer que não foi bom para você? – uma pequena ruga de preocupação apareceu na sua testa, sentou-se na cama.

- Não! O que quero dizer é que eu me senti maravilhoso, muito intenso – Jeff se colocou sentado na frente dela, seus olhos conectaram-se aos da repórter ainda segurando sua mão – Nad, você pode achar loucura mas isso que nós fizemos hoje não foi sexo, foi amor – Nadine sorriu com o canto dos lábios.

- Sabe, eu olho para Kate e Castle, eles já enfrentaram tanta coisa juntos, são tão devotados um ao outro. A relação dos dois é inspiradora para qualquer pessoa. Jeff, você me vê como uma amiga colorida, parceira de sexo?

- Você quer a verdade? A quantos anos nos conhecemos? Não precisa responder. A quantidade é o tempo exato que estou apaixonado por você. Sempre foi assim. Desde o primeiro momento.

- Por que não me contou? – o coração dela começava a bater mais forte.

- Ah, por favor! Você era a mulher mais linda da universidade, extrovertida, sexy, popular. Eu? Um nerd desajeitado. Até hoje não entendo como pode se interessar por mim nem porque estou partilhando sua cama. São coisas inquestionáveis para mim, se não posso demonstrar o quanto gosto de você, ser seu parceiro sexual já me bastava, era e é, bem mais do que um cara como eu pode esperar e alcançar.

- Como você pode dizer isso? Você é inteligente, sagaz, brincalhão e fiel. Como não poderia gostar de você, Jeff? Eu tenho uma confissão para fazer. No início era apenas sexo, durante um bom tempo apreciava nossos encontros, era uma espécie de terapia. Relaxava e recuperava minhas energias. Agora não é mais assim. Eu me afeiçoei a você, meus sentimentos mudaram. De transa casual passou a companheirismo e hoje posso dizer com certeza, você não está louco, nós fizemos amor. Estou apaixonada por você, Jeff.

- Então você terá que se apressar porque eu já te amo, Nad... – rindo, ela se inclinou para receber um beijo diferente de todos que já haviam trocado, um beijo apaixonado.

O final de semana passou sem maiores novidades. Castle e Kate aproveitaram o momento para repor as energias, curtir o filho e descansar. Ele queria tirar a mente dela daquele caso. As vezes se arrependia por apoia-la nessas causas malucas porque a forma como ela se entregava era intensa demais. Felizmente, Alex fazia toda a diferença na vida deles.

A semana também não trouxe nada de novo para que a investigação do assassinato de Jack Collins evoluisse, tanto que a Capitã a chamou na sala dela e ordenou que deixasse de lado esse caso tratando de outros que se acumulavam no distrito. Meio a contragosto, Beckett teve que acatar a decisão de sua superior. Estava se atualizando em outro caso quando o celular tocou. Era de casa.

- Alo?

- Dona Kate, é a Amy. Desculpe estar ligando em seu horário de trabalho mas estou preocupada com Alex. Ele começou a ter uma febre pela parte da manhã, dei um antitérmico que fez a febre ceder, há duas horas ele tornou a ficar quentinho quando tirei a temperatura estava 38 graus, medi novamente agora já depois de outra dose do remédio e está 39,6. Não cede. Vou dar um banho nele para ver se ajuda mas se subir mais tenho medo dele ter uma convulsão, eu não sei mais o que fazer – o rosto de Kate estava pálido.

- Tudo bem, Amy. Dê o banho. Estou indo para casa – assim que ela desligou o celular, disse a Ryan que precisava sair. Apressada, buscava por Castle encontrando-o preparando café para eles.

- Castle...

- Estou fazendo um café especial para – ao virar e se deparar com a agonia no rosto de Kate, ele estremeceu – o que foi, Kate?

- É o Alex. Precisamos ir para casa.

Ele nem esperou uma explicação. Sairam às pressas do distrito. Kate acelerava o que podia com o carro de polícia. Independente de saber o que estava acontecendo, não iria julgar sua reação. Kate era mãe de primeira viagem por isso era importante concordar com ela e deixa-la entender e decidir como cuidar do filho. Chegando em casa, ela parecia uma bala rumo ao quarto do filho. Encontrou a babá com Alex enroladinho em uma manta no colo sentada à poltrona.

- Dona Kate, eu dei o banho mas ele ainda tem febre. Não quis tomar o potinho, nem a sopa. Tentei o leite, nada. Acho melhor leva-lo no hospital.

Castle estava escutando ao lado de Kate e teve que concordar com a babá. Kate já pegara o filho das mãos de Amy.  

- Ela tem razão, Kate. Vou pegar a chave do carro. Iremos para o pronto-socorro. Amy, por favor, ligue pro pediatra dele.
Levaram trinta minutos para chegar ao hospital. Durante o caminho, Kate ninava o filho, conversando com o menino o tempo todo, beijando-o e acalentando como somente uma mãe sabe fazer. O médico plantonista os atendeu e fez uma rápida avaliação do bebê. Constatou que o pulmão de Alex tinha secreção, uma corisa começava a dar sinais de vida pelo narizinho e a febre mantinha-se na casa dos 39 graus. Ele decidiu interna-lo para acompanhar o desenrolar da evolução após o medicamento. Explicou para os pais que tratava-se de uma virose com amidalite e por isso iria aplicar antibiotico e soro já que o menino não comera nada durante o dia.

Kate estava com o coração na mão ao ver seu bebê naquele berço sendo furado para receber o soro. Castle a abraçava dando carinho e força para encarar sua primeira vez em um hospital com Alex. Ele sequer cogitou perguntar se ela iria dormir ali. Tratou de ir a cantina do hospital atrás de um café além de algo para comer. Seria uma longa noite para os dois.


XXXXXX


Jeff e Nadine mal tinham se desgrugado desde o dia que ela o chamara até seu apartamento. Passaram o fim de semana na cama enroscados um no outro. Quando Nadine saiu para trabalhar na segunda, ela não queria que Jeff fosse embora, queria que ele ficasse alguns dias em seu apartamento, ele cedeu por dois dias mais, porém na quarta-feira, Jeff insistiu que precisava ir para casa não apenas porque precisava de roupas, não que tivesse ficado vestido durante o final de semana, mas também tinha trabalho a fazer. Prometera a Beckett, da mesma forma que prometera voltar à noite para ficar com ela. Os momentos a dois foram tão intensos que nem se lembrou de mencionar o que havia descoberto. De certa forma, omitir a informação dela fora melhor pois poderia ter tempo de apura-la.

Em sua sala particular, Jeff se debruçava sobre o teclado de seu computador em ritmo frenético quase voando teclas enquanto depurava a informação suculenta que conseguira acessar. Acionava seu gravador e analisava milimetricamente as imagens com o fone de ouvido entregando o áudio pertinente ao que descobrira.

Terminada a gravação e melhora do áudio, Jeff se concentrou na imagem ampliada em sua televisão de 42”. Entrou usando seus dotes de hacker no site do departamento de trânsito a fim de descobrir quem era o dono daquela placa. O problema de uma investigação era exatamente o tempo e a dedicação exigida na busca pelas respostas. Jeff era um desses caras que se entregavam de corpo e alma numa batida que o fazia ficar horas na frente do computador e se esquecer do mundo. Tanto que não se lembrou do compromisso que assumira com Nadine até que o celular tocasse por volta das dez.

- Onde você está, Jeff? Acabei de chegar em casa do estúdio achando que ia comer algo com você...

- Desculpe, Nad. Eu me enrolei no trabalho. Mas se você quiser, eu vou agora encontrar com você.                          

- Qual o nível de importância do que você está trabalhando?

- Muito alta. Você vai gostar de saber quando eu conseguir decifrar tudo.

- Além de me deixar curiosa, você me convenceu. Apesar de estar louca para beijar essa sua boca gostosa.

- Oh, Nadine, não faz assim. Vou virar a madrugada, quero ver se consigo fechar logo esse furo, sim na sua linguagem é um furo.

- Oh, Jeff não faz isso... sou uma jornalista não consigo ficar quieta sabendo que há um rastro de pólvora prestes a virar notícia por aí.

- Aguente mais um pouco, Nadine... prometo que será a primeira a saber.

- Estou contando com isso e vou cobrar. Um beijo.

- Outro, linda.

Isso não era papo. Jeff foi até a cozinha fez um sanduíche e tornou a sentar na frente do computador para continuar o que já tinha começado. Como previra, virou a noite conseguindo reunir as informações que julgava pertinentes para dar uma boa reviravolta na investigação do senador. Salvou tudo o que tinha em cartões de memória, em seu drive de backup e no notebook que pretendia levar para a casa de Nadine. Ela ia ficar louca com a novidade. Antes disso, decidiu tirar um cochilo. Afinal, Nadine estava trabalhando na redação. Iria encontrar com ela à noite.

Quando a jornalista chegou em casa, encontrou a mesa posta, um vinho tinto e uma panela no fogo fervendo uma massa. Jeff estava à frente do fogão mexendo uma outra panela com molho vermelho.

- Nossa! Que cheirinho bom de manjericão e orégano. O que você está aprontando?

- Apenas o nosso jantar. Está quase pronto. Sirva-se de vinho – ela obedeceu. Em cinco minutos, eles estavam sentados para jantar. Um momento bem agradável de casal. Em seguida, limparam a mesa e sentaram-se no sofá para namorar um pouquinho. Meia hora depois, Jeff decidiu que era hora de abrir o jogo com Nadine.

- Quer saber o que descobrir? Prepare-se porque é bomba. Vem comigo – puxando-a pela mão, Jeff a guiou até o escritório do apartamento. Colocou-a sentada na frente do notebook e relatou o que havia conseguido fuçando o programa do senador. Não esperava encontrar muito, mas foi surpreendido por uma visita inesperada. A reportagem de Nadine tinha mexido com os brios de alguém. Sem querer dar mais detalhes, ele entregou o fone de ouvido a ela e apertou o play.

Calado observava o jeito dela ao assistir o vídeo. Viu os olhos de Nadine se arregalarem diante da aparição de Vulcan Simmons na tela. Naquele video havia a comprovação de que o senador havia mandado apagar Jack Collins. Aparentemente, salvar a sua pele fora prioridade porém, não contava com a insatisfação de outro parceiro, tão poderoso quanto ele. Viu o semblante de Nadine mudar no momento que ele comentara dela, lembrou-se das palavras de Kate sobre o senador. Um monstro, extremamente perigoso. Ao terminar o vídeo, ela tirou os fones de ouvido fitando Jeff abismada.

- Meu Deus, Jeff! Que bomba! Essa gravação vale ouro. Ela confirma nossa suspeita de que o senador ordenou a morte de Collins. Isso é um baita furo.

- Você está se esquecendo de uma coisa muito importante. Essa gravação é clandestina. Ilegal. Eu invadi um sistema de segurança que segundo Beckett era poderoso demais para ser hackeado. Cometi um crime. Se isso é entregue mesmo anonimamente para a NYPD não poderá ser usado em um processo no tribunal. O pior é que a única pessoa que sabe sobre o sistema de Bracken, seu nível de sigilo é Beckett. Se ele descobrir ela vai ser perseguida por ele e talvez até morta. Ele foi bem claro ao ameaçá-la.

- Então, o que descobriu não serve para nada? Não acredito que isso esteja acontecendo – disse Nadine frustrada andando de um lado para outro, nervosa para achar uma luz ao fim do túnel. Jeff procurou acalma-la.

- Não é tão ruim assim. Isso confirma o mandante do crime e abre outra possibildade de investigação para nós. Vulcan confirmou que recebia lucros de Collins assim como Bracken. Ele também ameaçou o senador, nesse caso falando de você. A exposição na mídia deixou-o furioso. Essa é a nossa deixa. Vulcan tem muito a perder por conta de seu passado escuso, mas está claro que o senador tem mais.

- Você tem razão, eles estão ficando encurralados. Podem começar a fazer besteira. O que não entendo é por que você diz que temos outra linha de investigação. Como ligar Vulcan a Collins?

- Ah, essa é a outra parte da descoberta. Sente-se.
Jeff acionou o outro video. À medida que as imagens e dados surgiam na tela, Jeff explicava a jornalista o que fizera. Com a imagem do carro na tela, ele abriu várias telas para mostrar o que descobrira. Através da placa do carro de Vulcan Simmons, ele rastreou o registro do veículo e chegou a uma empresa farmacêutica. O endereço apareceu na tela bem como o registro da empresa no nome de Vulcan.

- Agora a cereja do bolo, adivinha quem é parte do conselho administrativo da fábrica?

- Jack Collins?

- Bingo! Beckett vai adorar a notícia. Pretendo mostra-la na reunião de amanhã – Nadine se aproximou dele envolvendo seu pescoço, beijou-lhe os lábios.

- Excelente trabalho. Você merece um tratamento especial – e saiu puxando-o para o quarto.

A noite de quarta-feira não foi tão prazerosa para Castle e Beckett. A febre de Alex ia e vinha. Eles não pregaram os olhos por toda a madrugada. Kate não saíra do lado do berço do filho. Exausta, recusava qualquer tentativa de Castle em fazê-la descansar. Por volta das três da madrugada, a febre atingiu o ápice chegando a 40 graus. Compressa e banho frio foram utilizados além do antitérmico. Diante dessa situação, Castle a viu chorando, arrasada pelo sofrimento da criança. Felizmente, por volta das cinco da manhã a temperatura cedeu dissipando a febre até voltar ao patamar de 36 graus.

Eles esperavam pelo médico para examina-lo novamente. Castle resolveu ligar para a capitã assim que deu oito horas informando-a da situação e pedindo para que compreendesse a ausência de sua esposa no trabalho. Gates foi bastante simpática dando a Beckett a liberdade de usar o tempo que fosse preciso para cuidar do filho.

A próxima ligação de Castle foi para Nadine. Ao saber da notícia, Nadine se compadeceu da amiga colocando-se à disposição para ajudar no que fosse preciso. Castle agradeceu e comunicou que não havia condição de se reunirem hoje como era natural de todas as quintas. Ela pediu para que não se preocupasse. O mais importante era deixar o pequeno Alex bem.

Assim que desligou, Nadine nem descansou o celular ligando para Jeff a fim de informar sobre o cancelamento da reunião.Pediu a ele que mantivesse sigilo com relação à descoberta de ontem pois Kate não tinha cabeça para lidar com isso. Desde a noite anterior quando soube de Vulcan Simmons, ela estava inclinada a fazer pesquisa por conta própria.  A jornalista ligou para Tory e pediu que ela investigasse as finanças da empresa farmacêutica. Quando Tory questionou porque, Nadine disse que tinha um palpite que poderia não dar em nada, mas não custava tentar.

Decidida, ela sai pelas ruas em busca de Vulcan Simmons. Para encontra-lo, bastou uma pesquisa rápida na internet para descobrir o nome de suas empresas legais. Pegando o endereço, a jornalista partiu para o local. Dois cafés e um brownie depois, finalmente Vulcan sai da empresa no mesmo carro que Jeff identificara. Foi assim que Nadine começou a seguir o carro do traficante. Infelizmente, ela não sabia que estava sendo seguida também.

Por volta de oito da noite, após algumas paradas em diferentes pontos da cidade incluindo uma na empresa farmacêutica, o carro de Vulcan estacionou em frente a um engradado a aparência do lugar sugeria abandono. Era um armazém suspeito. Mantendo a sua distância, ela o observava através de um binóculo. Com uma câmera tirou fotos para registrar os passos do homem na entrada. Vulcan adentrou o local e permaneceu por lá durante umas três horas. Quando surgiu pelos portões novamente, Nadine se assustou ao ouvir o barulho da batida do portão metálico, Vulcan carregava uma pasta estilo executivo, não entrara com aquele objeto. Novamente fotografou a saída dele do prédio. As luzes do farol de carro acenderem. O veículo sumiu de vista.

Nadine ainda esperou um tempo antes de sair do carro e atravessar o engradado. Caminhou ao redor do armazém avaliando se havia possibilidade de entrar. Uma das portas do fundo se abriu. Ela escondeu-se atrás de latas de lixo e viu várias chinesas saindo do local, imaginou que era uma espécie de intervalo. Elas falavam bastante, umas fumavam e todas tinham a aparência cansada ou de doente. Ela podia jurar que eram todas ilegais no país. Tirou fotos e percebeu uma pequena placa próximo à porta. Era o suposto nome de uma empresa de confecção. As chinesas retornaram para o armazém. Dando a volta na área, ela encontrou alguns sacos com tecido e várias caixas contendo vidros que pareciam de remédio. Remexeu um pouco mais e constatou que eram comprimidos. Isso acendeu a luz de alerta da repórter. Provavelmente a empresa de confecção era apenas fachada para a fabricação de drogas. Satisfeita com tudo o que obtivera, ela resolveu voltar para casa. Precisava falar com McQuinn logo cedo. Além disso, tinha um furo de reportagem para preparar.

Em casa, ao checar seus emails, havia uma mensagem de Tory com os dados financeiros da empresa de Vulcan. No balanço e nas contas a pagar, Tory encontrou relações com a empresa de Collins. Por que uma empresa têxtil teria negócios com uma farmacêutica? Boa coisa não era. Respondeu o email pedindo outra análise financeira, agora da tal fábrica de confecções.

Elétrica demais para dormir, sentou-se à frente do computador e começou a montar a reportagem que pretendia colocar no ar ainda amanhã no jornal das nove. Por volta de três da manhã, ela adormeceu.

A madrugada de Kate no hospital fora mais calma. Alex conseguiu estabilizar sua temperatura por volta das duas da manhã. A mãe não deixava o lado do berço nem por um minuto. Castle permanecia a seu lado dando toda a assistência possível. Estava com pena de Kate porque permanecia atenta mesmo estando destruída, quando podia, pegava o filho nos braços cantarolando para acalenta-lo, para lembra-lo que estava ali. Por volta de cinco da manhã, o médico passou na ronda para examina-lo. Alex continuava melhorando, sinal de que se na próxima rondas das onze horas isso se mantivesse, ele teria alta ao meio-dia.

Cedo pela manhã, Nadine ligou para Tory para enfatizar a necessidade dos relatórios financeiros da fábrica. Se tudo fosse confirmado, teriam uma pista poderosa. Em seguida, foi até a casa de Jeff. Mal ele abriu a porta, ela beijou-o e foi falando.

- Você não vai acreditar no que eu descobri. Podemos ter não apenas uma pista mas uma boa bomba para jogar no ar.

- Nadine, eu já disse que não podemos usar a gravação do senador, não adianta insistir nisso.

- E quem disse que estou falando da gravação? – ela sentou-se no sofá obrigando-o a sentar de frente para ele. Relatou toda a história, o que fizera e de como estava pronta para levar as informações ao ar – independente do senador, o fato de ligarmos Vulcan a Collins ajuda McQuinn e Kate em suas investigações. O FBI pode dar uma batida no local. Aposto que encontrarão muitos problemas.

- Isso é perigoso, Nad. Você ouviu a gravação. Vulcan vai atacar se for atacado e duvido que ele espere o senador para fazer isso. A própria Kate nos alertou quanto ao estilo de vingança e as armas que Bracken joga. Não acho que é uma boa ideia.

- Relaxa, Jeff. Nós temos o FBI ao nosso lado. Eu apenas vou noticiar o fato, quem vai comandar o show é McQuinn. Só preciso que Tory confirme as minhas suspeitas. Será a continuação do caso Collins.

Três horas depois, Nadine recebe a confirmação que precisava. O email de Tory continha os dados financeiros revelando três empresas já marcadas pelo FBI como integrantes da lista negra do caso Denver, além do cassino de Collins. Um dos supostos fornecedores era a indústria têxtil de Jack, tudo para manter a fachada de confecções. Não tinha dúvidas que a matéria iria abalar e colaborar para deixar a investigação de assassinato em alta na mídia. Ela pegou o telefone para adiantar a notícia a McQuinn, ele tinha muito trabalho a fazer.

- Agente McQuinn.

- Olá, McQuinn! Nadine falando, tenho uma bomba para contar. Prepare-se! – ela contou toda a história, o que tinha em mãos de evidência, as fotos e a sua suspeita da fabricação de drogas no estabelecimento usando operários ilegais. Quando terminou de contar, fez suas recomendações ao colega – diante de tudo que falei, sugiro você ordenar uma fiscalização no local, apreender os tais remédios e manda-los para laboratório. Aposto meu diploma como estamos falando de entorpecentes. Posso enviar todo o material para você trabalhar.

- Nadine isso é muito bom, significa que temos uma pista a atacar na nossa investigação. O caso de Collins não está tão parado assim. Kate vai gostar de saber.

- Concordo, porém tenho algumas condições. Gostaria que evitasse contar para Kate. Ela já tem preocupações demais com o pequeno Alex. Deixa a reportagem ir ao ar então converso com ela pessoalmente. Sobre a denúncia da fábrica direi que é anônima por isso preciso que você acione quem quer que seja para fazer essa batida agora. Anote o endereço – após ditar a direção, ela frisou – McQuinn é impressindível que isso ocorra antes da reportagem ir ao ar, dessa forma nós garantimos o não envolvimento de Kate e o meu, será puramente uma operação do FBI. Esse é o outro motivo porque não quero informar Kate, conhecendo a figura aposto que ia querer acompanhar você nessa se colocando em risco e evidência.

- Olha, Nadine entendo sua preocupação mas se não contarmos para Beckett, ela vai querer te matar. Saber pela tv vai deixa-la irritada com você.

- Eu me viro. Isso será entre ela e eu. Farei para protege-la, pode acreditar. Você me dá sua palavra sobre isso? Posso confiar em você?  

- Pode – disse resignado – me passe os demais dados. Vou ligar para o time de NYPD narcóticos agora. E Nadine? Parabéns pela matéria, você vai bombar. Eu ligo assim que tiver a postos para fazer a batida, você vai querer filmar, não?

- Claro! Você acaba de colocar a cereja no meu bolo.   


Loft dos Castle


Alex já estava de volta a casa. Ainda precisava tomar o antibiótico porém, era visível a melhora. Estava mais esperto e voltara a comer. Kate o trouxe no colo dormindo por isso levou-o direto para o quarto. Antes que ela insinuasse ficar ali ao lado dele, Martha tomou as rédeas da situação.

- Katherine, deixe que eu cuido dele por um momento. Você precisa urgentemente de um banho e um pouco de sono. Já liguei para Amy que está a caminho. Concentre-se em você. Ele está sereno. Vá se cuidar antes que você caia doente também.

- Minha mãe tem razão. Uma boa chuveirada, um sono para relaxar e alimento farão você se sentir nova, revigorada.

- Eu estou bem, Martha. Não preciso mesmo.

- Não quero ouvir esse discurso furado. Pode ir para o seu quarto. Como vó tenho o direito de cuidar do meu neto. Richard, leve ela daqui.

- Vamos, gorgeous. É melhor você descansar. Depois pode voltar para vê-lo. Meio a contragosto, Kate seguiu para o seu quarto com Castle. Ele preparou um bom banho para que ela relaxasse na banheira. Enquanto ela fazia isso, ajeitou os lençóis da cama porque estava inclinado a coloca-la para dormir. Aproveitou pra também tomar uma chuveirada insistindo para que ela se demorasse um pouco mais. Com uma roupa mais leve, Castle foi a cozinha preparar um café com torradas e geleia para que ela comesse algo.

Kate saiu do banhiero trajando pijamas apenas para encontrar uma bandeja com a pequena refeição. Sentou-se para alimentar-se. Castle começou a fazer massagem nos pés dela, aquilo foi amolescendo-a. Kate sentiu as pálpebras pesarem. Remexendo-se na cama, aconchegou-se ao corpo de Castle, informando.

- Vou esticar o corpo por cinco minutos, Cas. Depois volto para o quarto de Alex independente do que Martha diga – nem bem encostou no corpo dele, ela apagou. Satisfeito por vê-la finalmente ceder, Castle se deu ao luxo de acompanha-la. Os cinco minutos se transformaram em cinco horas. Quando despertou, Kate se viu sozinha na cama. Após checar o relógio, assustou-se com a hora. Estava levantando da cama quando Castle entrou no quarto.  

- Onde você pensa que vai?

- Ver Alex. Castle, você me deixou dormir todo esse tempo! – ele a impediu de sair da cama empurrando-a de volta para o colchão colocando-se sobre ela enquanto beijava-lhe os lábios. Após corresponder ao primeiro beijo, ela se esquivou dele empurrando-o de volta para a cama – Castle, agora não é hora.

- Kate, relaxa. Alex está bem, Alexis está brincando com ele. Acordou faz uma hora, comeu, não se preocupe. Você pode vê-lo, mas quero que saia dessa paranóia. Estou fazendo um jantar para você e faremos uma refeição tranquila. À propósito, Nadine ligou para saber notícias de Alex, mandou um beijo para você. McQuinn pediu para você ligar, quer uma opinião em algo sobre o caso Collins.

- Tudo bem, ligo pra ele depois que vir Alex. E pare de dar ordens, Castle – ela estava irritada.

- Não estou dando ordens, quero que você fique bem. Sua teimosia é uma droga. Estava cansada, caindo pelos cantos e fica pagando de super mulher. Você precisava dormir, descansar. Admita isso! Quero o seu bem. Tem pelo menos três pessoas para cuidar de Alex além de você, eu posso cuidar do meu filho como fiz a pouco. Desacelere, Kate, por favor... de nada vai adiantar você se estafar. Logo vai querer correr atrás dos casos e ficar virando a noite no distrito. Conheço você, então me ouça.

- Cuido do meu filho como eu quiser. Não quero discutir com você agora... – virou as costas para ele saindo bufando até o quarto de Alex. 

Castle sabia que a deixara com raiva, porém tinha que falar. Se o telefonema de McQuinn fosse sobre qualquer reviravolta no caso, Kate seria a primeira a estar no distrito para morrer de trabalhar. Passou a mão no rosto decidindo dar um tempo para curtir o filho e esfriar a cabeça. Tinha um jantar para fazer.

Kate encontrou Alex no tapetinho brincando com cubos. A filha de Castle mexia com ele fazendo-o rir.

- Hey, bebê. Você está brincando? – sentou-se ao lado do filho colocando-o em seu colo. Beijou-lhe o rosto – oi, Alexis. Ele comeu direitinho?

- Sim, papai conseguiu que comesse banana com mel amassadinha, tomou leite e o coloquei para brincar assim ele se cansa um pouquinho para dormir melhor a noite. Não teve mais febre. Assim que acordou tomou um banho. Amy disse que ia fazer uma sopinha para o jantar.

- Obrigada pela ajuda – disse Kate.

- Que isso! Eu só fiz brincar o trabalho mesmo foi do papai e da Amy – ao ouvir isso, ela sentiu um aperto no coração, seu lado maternal a cegara esquecendo que Castle era bem mais experiente que ela quando se tratava de filhos. Fora injusta com ele.

- Acredito que você queira ficar com Alex um pouquinho. Vou aproveitar e tomar um banho – Alexis se levantou deixando Kate sozinha com o menino. Ela substituiu o lugar da irmã na brincadeira. Por saber que era a mãe, tudo era diferente. Alex gostava de mexer com os cabelos dela e acariciar seu rosto, foi desse jeito que os cubos foram esquecidos. Assim que Amy retornou ao quarto, Kate achou melhor deixa-lo com a babá. Tinha outra pessoa que precisava de sua atenção.

Na sala, pegou o celular e retornou a ligação para McQuinn.

- Oi, McQuinn. Castle me deu seu recado. O que aconteceu?

- Oi, Beckett. Tudo certo com o garotão?

- Está bem melhor.

- Ótimo. Na verdade, eu queria trocar uma ideia com você. Analisando as evidências que temos, sabemos que Collins e Vulcan tinham negócios escusos. Você acredita que seria interessante chama-lo para depor sobre o seu envolvimento com a vítima? Ele poderia ser um potencial suspeito. Claro que você não poderia estar presente devido seu histórico com ele. Para todos os efeitos, seria o FBI que o convocaria.

- McQuinn se fosse qualquer outra pessoa, a estratégia funcionaria. Vulcan Simmons não é qualquer um. Apesar das evidências, ele tanto pode se valer do seu advogado, quanto pode alegar que o seu envolvimento é legal colocando a culpa no morto. Incriminar Collins seria muito fácil para um cara ardiloso como Vulcan. Na minha opinião, você estaria queimando cartucho. É preferível esperar termos mais dados porque uma vez que o convoque, perdemos a chance de pega-lo de jeito, se é que conseguiremos fazer isso um dia.

- Você o conhece melhor que eu. Obrigado pelo conselho.

- McQuinn, como está a investigação?

- Movendo-se como tartaruga, quase parada – ele cumpria a promessa a Nadine – eu pedi a Tory para investigar alguns dados financeiros, mas é um tiro no escuro e quanto as placas dos carros no vídeo, uma é de um professor universitário já descartamos. A outra, do Corolla azul, é fria. Muito provavelmente teria relação com o nosso crime, porém tudo indica que seja um carro roubado. Ficamos sem ter como continuar.

- Droga. Perdemos mais uma pista. Possivelmente teremos que desistir dele de vez.

- Mesmo com o caso esfriando, a ligação da fraude ainda existe. Para o FBI essa é a linha de investigação que preciso focar.

- Tudo bem. Amanhã volto ao distrito. Veremos o que pode ser feito a partir daí. Boa noite, McQuinn.

Ela deixou o celular sobre a mesinha de centro da sala caminhando até a cozinha. Castle acabara de fechar o fogão. Restava apenas esperar a carne terminar de assar. Kate se aproximou vendo que estava de cara fechada. Por sua culpa, pensou. Ela encostou o corpo no dele por trás envolvendo seus braços de forma a colocar suas mãos sobre o peito dele. Beijou-lhe as costas e o ombro. Sussurrou ao ouvido dele.

- Desculpe. Fui uma idiota, Cas. Não devia ter reagido ou culpado você. Mesmo que seja o nervoso, o stress, nada disso justifica – ele virou-se para fita-la, Kate dava um meio sorriso – sei que errei. Você tem razão. É melhor do que eu nesse lance de filhos, família. Não quero brigar com você.

- Nem eu, Kate. Só quero que entenda como funciona, somos um time, parceiros, ajudamos um ao outro. E você não deve se isolar achando que pode resolver tudo sozinha.

- É, percebi. Desculpe mais uma vez.

- Tudo bem, gorgeous. Quer um pouco de vinho? O jantar ainda vai demorar uns vinte minutos – ela esticou o corpo para beija-lhe os lábios, empurrou-o contra o balcão intensificando o contato. Depois de alguns minutos, Castle sorria – assim é bem melhor.

- Vou esperar minha bebida no sofá – disse piscando para ele.

Saborearam o vinho, sentaram-se à mesa para jantar em companhia de Alexis e Martha, conversaram sobre Alex mantendo a atmosfera de harmonia. Após o jantar, Alexis se ofereceu para cuidar da louça, Kate voltou ao quarto do filho para coloca-lo para dormir dizendo a Castle que pretendia assistir o jornal das nove com ele. Meia hora depois, Kate colocara Alex dormindo de volta ao berço sentando-se ao lado de Castle esperando pelo jornal. Assim que a vinheta surgiu, o rosto de Nadine foi o primeiro a aparecer na tela. Na legenda de destaque aparecia “Caso Collins ganha nova repercussão”.

- Boa noite. O caso Collins teve uma reviravolta com uma denúncia anônima feita no inicio da noite para o FBI. O agente encarregado esteve com uma equipe de peritos da NYPD e federais em um endereço onde funciona uma empresa de confecções usando ao que parece chineses clandestinos que devem ter entrado ilegalmente no país. Na batida, foram apreendidos comprimidos de remédios, substâncias químicas e pós que nos levam a crer que era uma fachada para fabricar drogas e outros entorpecentes. Também em posse do FBI, estão fotos do empresário Vulcan Simmons visitando o local – com o surgimento das imagens de Vulcan segurando um pasta, Kate estava boquiaberta não acreditando no que estava vendo – as atividades financeiras apontam o envolvimento de empresas de Collins além de mais três ligadas ao caso da máfia chinesa investigado pelo FBI a meses atrás. Cogita-se que o Sr. Simmons possa ser um provável suspeito para a morte de Collins – novas imagens da batida apareciam na tela.

- Eu não estou acreditando nisso... – Kate murmurava indignada, Castle pode perceber os nós de tensão reaparecendo nos ombros e nuca dela.

- Segundo o Agente McQuinn, amostras serão levadas para laboratório a fim de determinar seu tipo. A redação não localizou o Sr. Simmons para ouvir sua declaração. Maiores informações traremos a qualquer momento para você, eu sou Nadine Furst e esse é o seu jornal das nove – a vinheta do programa entrou levando a programação para o comercial. Kate virou-se para Castle vermelha.

- Que significa isso?

- Estou tão perdido quanto você, Beckett. McQuinn não comentou nada sobre isso com você?

- Não! Não estou acreditando que Nadine fez isso comigo – saiu pisando duro.

- Onde você vai? – perguntou Castle mesmo sabendo a resposta.

- Tirar essa história a limpo. Se quiser vir, mexa-se. Ela se arrumou em minutos. Dirigia o mais rápido que podia com Castle ao seu lado rumo a casa de Nadine. Sabia que ela estaria lá porque a edição do jornal fora gravada. Devia estar à frente da tv se deliciando com a repercussão da notícia. Kate bufava. Na porta dela, apertava insistentemente a campainha. Quando Nadine abriu a porta, viu o olhar fuminante de Kate e se afastou para que a tenente entrasse a mais de mil na sala de seu apartamento.

- Olá, Kate. Imagino que viu o jornal.

- Que diabos você pensa que está fazendo, Nadine? 


Continua......

2 comentários:

Pâmela Bueno disse...

UAL!! esse cap foi emocionante hahah muitas ações kkk eu adorei esse cap! nem preciso comentar Katy e Alex né?! AMO esses momentos mãe e filho e o Castle dando sempre apoio…

Marlene Caskett Stanatic disse...

Hi I'm sorry... Pela demora =/
O caso mexeu com os ânimos de todos, coitada da Kate mas ainda bem que ela tem o Castle.
O cap. Foi tenso fiquei com o ♡ na mão Alex dodói, que susto. Huuuuuuuuuum Nadine e Jeff se acertam, amei o que me lembra que preciso de um nome shipper para eles =p
O fim do cap. Eu tipo"CORREEEEEEEEE NADINE, A TIGRESA QUER TEU FIGADO! !!! "
And Now???? ?