segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.32


Nota da Autora: Esse capítulo é o começo de um momento especial. Uma das minhas leitoras disse que ao aborda-lo deveria colocar o assunto em dois posts. Confesso que não imaginava tanto assunto para escrever... adivinhem? Fui imaginando, escrevendo, escrevendo.... quando vi tinha mais de 10 páginas e muito assunto ainda! Então, dividir foi fácil. Leiam com calma, apreciem o momento e paciência para o próximo pois não sei se conseguirei escrever tão rápido, ok? Enjoy! 

Pitadas de NC-17....


Cap. 32  


Um silêncio pairou na sala. Marlowe e Terri se entreolharam sem entender direito a colocação dela. Stana suspirou olhando dessa vez para Terri. Sabia que tinha deixado a escritora intrigada apenas pela jeito que falara sem contar a maneira que olhava para Nathan.

- Finalmente Castle e Beckett terão seu final feliz. É real mesmo? Você não planeja mais um truque conosco, não irá me fazer ficar cheia de esperanças e depois partir o coração da Kate, vai?

- Não, Stana. Dessa vez será definitivo – Terri ainda a olhava com desconfiança.

- Ah, meu Deus! Nem acredito. Parece um sonho que finalmente se transformará em realidade – a alegria em seu rosto era reconfortante para quem a olhava. Antes de ter a atriz totalmente focada somente no casamento, Terri tratou de tomar as rédeas da conversa.

- Antes que a Stana queira discutir detalhes e fazer um monte de perguntas, quero falar com vocês a respeito da dinâmica desse episódio. Eu e Marlowe conversamos bastante sobre como deveríamos retomar a idéia do casamento a fim de sermos honestos com a situação que nosso casal enfrentou anteriormente, especialmente Kate. Foi então que eu pensei em algo talvez considerado por muitos clichê, porém que retrata bem criando uma abertura para que Castle e Beckett percebam que precisam viver o hoje, o agora. Não há um momento certo ou planejado para ser feliz, você simplesmente se arrisca, mete a cara. Por isso o episódio é uma espécie de “what if”. E se Castle e Beckett não tivessem se conhecido? Como estaria a vida de cada um deles? Casados, felizes, bem sucedidos? É claro que vocês devem imaginar que um dos dois está bem diferente nessa realidade alternativa.

- Aposto que é o Castle... – disse Nathan – é sempre ele que ferra. Então, como construiremos esse universo alternativo?

- Resgatando algumas coisas clássicas de outras temporadas especialmente o piloto. Eu adorei escrever esse episódio, me trouxe tantas boas lembranças. Vocês vão perceber ao lerem o script. Acho que já chega de enrolar porque estou vendo a Stana a ponto de quebrar seus dedos de tanto contorce-los – ela realmente mexia as mãos excessivamente apertando uma na outra para tentar controlar a ansiedade, Terri entregou o roteiro de cada um. Vendo Stana pular logo para as páginas finais, alertou – nem adianta que essa cópia não está completa. Preciso que vocês se dediquem ao momento alternativo.

Os dois folheavam as páginas do script observando a forma como Terri montara esse novo universo. Quando a escritora tornou a falar, rapidamente as atenções voltaram-se para ela. 

- Castle está primeiramente surpreso por encontrar todos os seus amigos no 12th distrito e constatar que ele nada mais é que um estranho ali. Em poucos minutos, ele vai descobrir que sua vida não é a mesma nesse lugar e que de alguma forma, ele terá que influenciar a Capitã Beckett para ajuda-lo a voltar para sua vida onde pode ser feliz. Nada para ele faz sentido, por não se conhecerem, Castle não escreveu os livros de Nikki Heat e depois da morte de Derrick Storm, ele somente acumulou fracassos literários. Angustiado por perceber que sua vida não é mais a mesma, ele aposta todas as suas fichas em seu charme, seu conhecimento e poder de convencimento. Só que estamos falando de Rick Castle, um cara que não obedece regras e se intromete em tudo. Acredito que deu para captar, certo Nathan?

- Sim, vai ficar melhor após ler o texto na íntegra. Caramba, ela não sabe mesmo quem eu sou.

- Não, apesar que algo a deixará intrigada quanto ao escritor e algumas coisas não mudam. Kate continua fã. Vocês verão referências a outras frases clássicas de episódios. Para Castle é uma sensação de deja vú estranha. O que nos leva ao comportamento de Beckett. Ao invés da detetive destemida, temos... – Stana interrompeu Terri.

- Capitã Kate Beckett, gosto do título. Combina com uma mulher independente e poderosa como ela é.

- Nem tudo são flores. A Beckett desse universo é uma mulher responsável, que vive sob as regras porém não tem a paixão que a verdadeira detetive sempre nutriu por colocar assassinos atrás das grades. Sua vida no distrito não costuma ter muitas emoções, resume-se a papelada e política o que colabora para seu interesse mesmo que discreto em Castle.

- Entendo... – disse Stana – ela não é uma mulher amargurada apenas não está satisfeita plenamente, falta algo na vida dela. Ou alguém. Castle.

- Isso. Parte do descontentamento da capitã vem do passado. Nessa dimensão, Beckett não resolveu o caso da sua mãe, o caso mais importante de sua vida. Posso dizer que a nossa sagaz detetive tão admirada por Castle, acomodou-se.

- Ah, não! – era Nathan quem exclamava – você não fez isso! já não basta tudo o que passei aquela semana, tinha que colocar isso no script?

- O que? – perguntou Stana já curiosa.

- Terri resolveu tirar uma com a minha cara. Olha o que ela escreveu na minha ficha nesse universo paralelo – mostrou a ela o pedaço do script – eu cantando “Let it Go” em dueto com Idina Menzel!

- Ah, Nathan... isso parece coisa do Castle mesmo, para quem andava nu em um cavalo roubado no Central Park isso é mais civilizado.

- E humilhante, você esqueceu de comentar – elas riram.

- Devo concordar com a Stana – implicou Marlowe.

- Isso faz parte, Nathan. Bem, voltando ao que estava comentando sobre Beckett. Ela acaba, ainda que receosa, interessando-se pelo jeito que aquele homem misterioso se apresenta em seu distrito dizendo conhece-la, sabendo tanto sobre o caso que seus detetives estão investigando, além do fato de ser charmoso. Sim, Kate não demonstra tanto mas você vai perceber que alguns momentos tem recomendações nesse script que você, Stana, como shipper compreenderá muito bem.  Por enquanto é isso. Leiam as cenas, decorem, se quiserem ensaiem, agora é com vocês.

- Pode deixar que farei questão de ler e reler toda essa história – disse Stana – começamos amanhã?

- Sim, estejam preparados porque não sei a ordem correta da filmagem das cenas – disse David – ainda vou fechar o cronograma com Rob e os demais.

- Tudo bem, mesmo sem saber a história toda, tenho certeza que esse se tornará um dos episódios preferidos dos fãs. Não acha, Nathan?

- Para você sei que sim – ele piscou para Terri – tem rezão, será muito bem recebido pelos nossos fãs. Até amanhã, Terri.  

Deixaram o estúdio separadamente. Stana mandou uma mensagem para ele a esperar em sua casa. Dentro de uma hora estaria lá. Ele respondeu que providenciaria o jantar. Ela não conseguia conter o sorriso no rosto. Sua reação à pergunta de Terri fora tão simples de responder. Então, era isso? Aquela afirmação significava que ela estava pronta para unir-se ao homem que amava independente das condições? Suspirou ao entrar no metro. Com seus headphones no ouvido, ela se entregou ao som da melodia de Sara Bareilles. A letra da música apenas a fazia sentir-se melhor ainda além de manter o sorriso no rosto.

Após uma rápida passagem pelo seu apartamento, Stana chegou nos portões da casa do Nathan vinte minutos além do tempo que previra. Ele abriu a porta vestindo uma bermuda e camisa polo. Deixou-a entrar primeiro para somente ao fechar a porta beija-la. Notou o brilho no olhar de Stana, desde o momento que Terri revelara sobre o casamento, ela não conseguia tirar o sorriso dos lábios e a luminosidade do olhar. Ainda que intrigado por saber se aquela resposta dela foi espontanea pela pergunta da escritora, Nathan resolveu investigar o assunto mais tarde.

- O jantar está quase pronto. Basta cozinhar a massa – com o braço ao redor da sua cintura, ele a conduziu para a sala. Serviu uma taça de vinho deixando-a à vontade enquanto cuidava do macarrão. Stana decidiu escorar-se no balcão da cozinha americana para admira-lo cozinhando. Desde que estavam juntos de fato, ela passava a conhecer habitos e hobbies de Nathan. Além de gostar de bancar o anfitrião, de video game o que não escondia de ninguém, era extremamente romântico e adorava cozinhar. Todas essas qualidades fizeram-na amá-lo muito mais. Bebendo e admirando os gestos dele ao picar alguns temperos e adicionar ao molho já fervendo na panela ao lado, ela sequer percebeu que murmurava uma melodia, na opinião dele, bem gostosa ao mesmo tempo que o observava, ele sorriu perguntando.

- O que você murmura tanto aí,Staninha? Stana?

- Ahn? O que?

- Você não me ouviu? Está no mundo da lua? Perguntei o que você murmura.

- Ah, desculpe. Gosto de admira-lo cozinhando. Você fica tão à vontade, relaxado. E esse cheiro está me dando água na boca. Estava murmurando novamente? É que desde que saí do estúdio escutei uma música que ficou na minha cabeça, linda, por sinal a letra me lembra nós dois.

- Mesmo? Por que não canta para mim? – ele perguntou escorrendo a massa na frente dela. Pegou a taça de vinho que ficara esquecida sobre o balcão e tomou um gole. Virou a comida em uma travessa, regou-a com bastante azeite, temperou com manjericão e oregano. Satisfeito, segurou o prato com uma luva em um das mãos e outro pano para apoia-lo levando para a mesa onde jantariam. Ele retornou e despejou o molho em outro recipiente. Stana segurava o azeite, queijo ralado e sua taça de vinho caminhando em direção à mesa. Retornou para pegar a garrafa de vinho e a taça dele.

Vendo-a já sentada à vontade na mesa, ele tornou a perguntar.

- Não vai cantar a música?

- Não, talvez depois do jantar. Vou pensar no seu caso. Vamos comer? Quer que eu sirva você? É o mínimo que posso fazer depois que você preparou essa comida deliciosa.

- Tudo bem, mas você sabe que faço por prazer. Especialmente para você, Staninha.

Devidamente servidos, eles começaram a comer. Conversavam pouco, bebiam e uma vez ou outra trocavam carícias. A massa estava tão deliciosa que Stana repetiu. A garrafa de vinho acabara, Nathan providenciou outra e mesmo sentindo-se um pouco zonza, ela aceitou mais um copo da bebida. Ele recolheu os pratos colocando-os na pia. Guardou o resto da comida na geladeira e do freezer tirou uma pequena torta gelada de chocolate,crocante e amendoas. Serviu em um único prato para os dois. Com a sobremesa na mão, ele segurou sua mão com a outra puxando-a para sentarem-se no sofá.

A formiguinha quase devorou a sobremesa sozinha, ele não fez objeção porque ela acabava dando pedaços em sua boca ou ele provava através dos beijos que ela distribuia entre uma colher e outra. Quando acabou, deixou o prato sobre a mesinha e voltou sua atenção a Nathan. Já estava escorada em seu peito, sentiu os braços dele a envolvendo. Virou-se para fita-lo e beija-lo enquanto as mãos deslizavam pelo peito dele. Stana enrolava para criar coragem. Sabia que Nathan iria perguntar sobre a reunião de hoje com Terri. De repente, ela se colocou ereta. Lembrando-se da canção.

- “Tell the world that we finally got it all right, I choose you. I´ll become yours and you´ll become mine. I choose you.”

- Essa era a canção?

- Sim, ela é linda e diz tudo o que gostaria de dizer.

- E o que é Staninha?

- Sobre nós. Pensei muito sobre tudo o que você disse a alguns dias atrás, querer ser feliz, viver o momento. Eu me privei tanto de sentir especialmente após eu ter lutado contra sentimentos conflitantes, medo, desejo, amor, insegurança. Hoje estou aqui, ao lado de um homem maravilhoso, muito feliz. Talvez você não tenha a noção de quanto estou sentindo-me completa desde que estamos juntos. Sabe que eu te amo, sim, você é o homem que eu amo, a pessoa que escolhi para viver meus momentos bons, ruins, as conquistas e as derrotas. O riso e as lágrimas. Essa união é importante e interessa apenas a nós dois. Não me importa se vamos continuar fingindo que somos amigos, parceiros de trabalho. É uma escolha nossa, independente do que os outros achem. Um segredo que apenas reforça nossa cumplicidade. Acho que não posso ser mais clara que isso. Eu aceito responder a pergunta que você guardou para fazer no dia que eu estivesse pronta. Depende de você, Nate. 

Ela retirou o colar que usava, deixando o anel escorregar para a palma de sua mão. Ofereceu a jóia a ele. Novamente, ele viu o mesmo brilho no olhar. Seu próprio coração começava a acelerar. Isso estava mesmo acontecendo? Levantou-se do sofá, colocou o anel no bolso e ofereceu a mão para Stana. Em silêncio, Nathan a levou até a área da piscina. A lua nova tinha um branco singular, o céu esta limpo com vários pontos de estrelas iluminando a noite. Ainda segurando a mão dela, ele se colocou sobre um joelho, olhando fixamente para a mulher obviamente tocada pelo gesto que fizera, exibindo o sorriso amplo. Respirou profundamente antes de proferir as palavras tão aguardadas por ambos.

- Não há nada que eu deseje mais do que passar o resto da minha vida ao seu lado. Stana Katic, você aceita casar comigo?

- Eu aceito, Nathan Fillion. É tudo que eu quero – ele se levantou colocando o anel no dedo fino da mão direita. No mesmo instante, Stana segurou o rosto dele com as duas mãos beijando-o com paixão para em seguida envolver os braços ao redor do pescoço dele. Ficaram um bom tempo trocando carinhos, beijos e palavras de amor. Ela estava quase explodindo de felicidade. Era um passo para a realização de um sonho, para uma nova etapa da vida que logo iriam dividir juntos. Porém, antes ela precisava deixar algumas coisas claras.  

- Nate, tem algo que precisamos discutir. Como vamos fazer isso. Ainda viveremos em segredo, não vamos revelar a ninguém o que iremos fazer, quer dizer, quase ninguém.

- Stana, amor, será conforme você escolher. Seu desejo é uma ordem. Na verdade, tenho uma proposta.

- Uma proposta? Outra além do casamento? – ela riu brincando com a gola da camisa que ele vestia. Sentou-se na cama e ele fez o mesmo – não me venha com festa do arromba. A nossa condição não comporta esse tipo de evento. Estou disposta a nem envolver família e talvez uma hora eu conte para a minha mãe. Fazer isso é bem diferente para mim, porém eu reconheço que é mais importante me casar com você – ele beijou a mão com o anel novamente.

- Você não tem ideia do que isso significa para mim. Minha proposta é tão simples que acredito que até você vai dizer que estou meio louco. Apesar de não sabermos ainda exatamente como a situação do casamento acontecerá no episódio, estive pensando que poderíamos fazer a nossa celebração no mesmo dia. Estaremos no clima, preparados. E conhecendo Terri do jeito que conheço, tenho certeza de que ela será maravilhosa com cada detalhe. Nós contratamos um juiz, preparamos os papéis e após o estúdio viríamos para cá oficializar nossa união, exatamente no mesmo dia que Castle e Beckett farão a deles. O que você acha?

- Sou uma garota simples e discreta, Nate. Apenas preciso de uma roupa, alianças e você. Casar no mesmo dia em que nossas personagens também oficializam sua união é de fato algo memorável porque foi onde tudo começou. O que está me preocupando são as testemunhas. Precisamos de duas,não?

- Isso é parte da proposta que estou fazendo. Como manteremos o segredo, só existem duas pessoas que sabem do nosso relacionamento.

- Mas Anne é uma criança, não pode ser nossa testemunha.

- Não estou falando dela, pensei em Dara e Chad. Aliás, pedirei a Dara para influenciar no dia da gravação do casamento. Já imagino que será apenas isso que filmaremos porém, o ideal seria ter algumas horas do inicio da noite para nos prepararmos aqui em casa. Se a gravação for no inicio da tarde será perfeito.

- Dara... ela adorará participar, nossa fada madrinha. Qual será o dia da semana? Não gostaria de deixar Anne fora disso.

- E quem disse que ficará? Anne tem um papel fundamental nessa história, ela segurará as alianças para mim. Somente se preocupe em traze-la com você, o resto é por minha conta.  Teremos nossa pequena comemoração aqui mesmo no quintal da minha casa, ou melhor nossa dentro de muito em breve.

- Nossa, Nate? Você sabe que não poderei morar aqui. Ainda estaremos juntos em segredo.

- Eu sei disso, manteremos o disfarce porém, você pode ficar mais tempo aqui, não uma noite ou outra. Podemos vir juntos do estúdio, acordarmos juntos, fins de semana... de qualquer forma, será nosso lugar, nosso espaço.

- Será sim, seremos muito felizes não? – ela abraçou-o, beijou a bochecha, esfregou o seu nariz ao dele – sei que sim. Eu te amo tanto.

- Eu também. E prometo que farei tudo para ver você feliz, Staninha.

- Será que pode provar agora? – ela o ajudou a puxar a camisa polo que vestia. As mãos dele desfizeram os botões da blusa de seda que ela vestia e jogou-a no chão. O toque das mãos quentes contra a pele a fizeram arrepiar. Tomou-a em um beijo sensual brincando com a língua entre seus lábios enquanto a deitava na cama. O ritmo dos lábios aumentou e a dança das línguas tornou-se intensa resultando em gemidos prazerosos de Stana durante os beijos. A mão rápida de Nathan desfez o cós da calça, quebrou o contato por um instante para puxar a peça levando-a com calcinha de uma vez. Entretendo-a com o beijo, ele a penetrou com os dedos. Ela arqueou o corpo e deixou-se iniciar a jornada em busca do seu momento de prazer.

Uma hora depois, estavam deitados sob a colcha grossa com as pernas enroscadas e a cabeça apoiada no peito de Nathan, lia as suas falas do script do episódio em voz alta para ele que rebatia com as suas. Ao terminarem a segunda leitura, resolveram testar se já haviam decorado as falas. Satisfeitos por saber que estavam bem, Stana deixou o roteiro na cabeceira ao lado e voltou a se aconchegar nos braços dele.

- É incrível como esse episodio é cheio de momentos especiais, muito do nosso piloto, não? Foi uma época especial.

- Foi sim, eu amava o seu jeitinho descolado, contudo sempre preocupada em dar o melhor de si. Você e seu cabelinho curto, charmoso. Eu adorava. E como era carinhosa, sempre abraçando, beijando. Sabia que senti muita falta desses pequenos momentos, desses carinhos, da “canadian girl” de riso fácil? – ela virou-se para fitá-lo.

- Eu não sabia disso. Você nunca me disse.

- Acredito que nunca tive a oportunidade. Notei a mudança, sei que teve a ver com o meu relacionamento da época e claro que hoje sei o real motivo. Seus sentimentos, seu coração. Como agora posso desfrutar de seus carinhos na tela e fora dela, não fico tão chateado por mantermos uma atmosfera de amizade apenas no set, porém, naquela época entre as filmagens da quarta temporada, sua atitude fez muita diferença. Demorei para perceber o quanto estava errado na minha suposição, achava que era uma questão de mágoa, de empatia, como se eu tivesse feito algo muito ruim para você. No fim, precisei de Always e outros sinais para entender o que ambos sentíamos.

- Você teve sim, algumas oportunidades... sabe disso, por que não questionou na época?

- Tem razão, eu tive sim. A resposta honesta? Tive medo de ser mal interpretado. Você poderia pensar que estava apenas querendo criar uma chance de ficar com você, tirar vantagem. Não queria isso. Não se não soubesse expressar meus reais sentimentos por você sem parecer falso ou idiota.

- Eu gostaria que tivesse investido, pressionado. Teríamos poupado tempo, talvez um pouco de insegurança e teimosia também acabou o influenciando, não?

- Nào sei. Talvez não fosse o momento. Percebi o modo como você se fechara em seu mundo. Vestiu a carapuça da profissional, evitava o contato direto. Acho que somos dois cabeças-dura. Ainda bem que resolvemos romper essa barreira.

- Antes tarde do que nunca, babe... – ela se mexeu inclinando o corpo para beija-lo – perdi o sono. Você acha que podemos brincar um pouquinho?

- Brincar? Você quer jogar bola, pular corda? – disse fingindo-se de bobo e inocente – videogame?

- Não, que tal uma brincadeira mais estimulante... – ela desapareceu sob o edredom fazendo Nathan gemer ao que ela estava fazendo. Que mãos e lábios ágeis, não poderia amá-la mais por isso.  

- Ah, Stana... – fechou os olhos apreciando o momento.

Pela manhã, ela acordou com um cheiro de café forte nas narinas. Esfregando os olhos para se ambientar no espaço já claro devido às cortinas abertas, espreguiçou-se esticando o corpo procurando por outro corpo na cama, porém somente encontrou o lugar frio e vazio. Ao sentar na cama, não havia sinal dele no quarto. Levantou-se vagarosamente e foi ao banheiro. Já de roupão e com os cabelos amarrados em um coque sentiu o aroma de ovos e bacon espalhando-se pela casa fazendo seu estomago reclamar. Ao descer a escada, ela se deparou com Nathan à beira do fogão cozinhando.

- Bom dia... – ela o abraçou por trás, beijando-lhe as costas.

- Bom dia, amor. Sente-se e sirva-se de café. Está quentinho. Esperava poder levar até a cama mas como acordou é melhor eu deixar para outra oportunidade. Seus ovos estão quase prontos – ela se serviu de café e tirou um pedaço de croissant levando-o à boca satisfeita por colocar algo no estomago. Estava realmente faminta.

- Não imaginei que estivesse com tanta fome até provar esse croissant – tomou um gole generoso do café – ah, me sinto revigorada após essa dose de cafeína. Nate não demore muito, temos que estar no estúdio em menos de uma hora.

- Acertei quando deduzi que você ia acordar com fome depois da brincadeira de ontem – ele derramou os ovos e bacon no prato em frente a ela. Pegou a mesma caneca que ela bebia e sorveu o café – hum... somos dois viciados em cafeína, temos problemas Staninha – inclinou-se no balcão e beijou-lhe os lábios carinhosamente – agora sim é um bom dia. Quer suco de laranja?

- Não, apenas o café é suficiente. Nossa! Esses ovos estão divinos. Precisava mesmo de um café como esse – disse tirando mais um pedaço do croissant melando no prato coberto de bacon e ovos – muito bom. Da próxima vez quando for me servir o café na cama, eu aceito panquecas com bastante mel e manteiga – ela raspou o prato se servindo de mais um pouco de café.

- Já anotei sua recomendação, madame. Você estava com fome mesmo! – disse vendo o prato limpo a sua frente. Nathan comia um pedaço do croissant dando garfadas no prato de ovos que preparara para si. Ela roubou um pedaço de bacon dele – hey! Você já comeu seu bacon, pare de roubar o meu.

- Os seus são sempre mais gostosos – deu a volta no balcão para deixar as louças sobre a pia, lavou as mãos e colocou o braço ao redor do pescoço dele – vou tomar banho. Não se atrase, temos muito trabalho hoje – beijou os lábios dele e beliscou o bumbum saindo de perto dele rindo pelo gesto. Nathan tinha um sorriso bobo na cara, de repente ele atentou que logo essas manhãs prazerosas na companhia dela, esse ar doméstico, seria uma constante em sua vida.

Por volta das oito e meia chegaram ao estúdio. Ele parara o carro a um quarteirão antes para que ela descesse e disfarçassem o fato de não chegarem juntos ao trabalho. Nathan já estava com a primeira caneca de café nas mãos quando Stana entrou no local dando bom dia a todos. Terri os aguardava junto a David para informar como conduziriam as gravações naquele dia. David combinara com a equipe técnica que iriam se concentrar em fazer as cenas externas com o corpo, as primeiras análises no distrito e a cena da planta de carvão, a única de ação do dia. Seriam ao todo sete takes.

- Tudo bem para vocês? Precisam de tempo para ensaiarem as cenas do distrito? Estou falando das paginas 3,4, 5 até a dez.

- Talvez uma hora para repassar tudo – disse Nathan – Não mais que isso. A cena de ação será a última, correto?

- Sim e não. Dependendo do tempo filmaremos por último a cena inicial do loft, ainda no mundo real. Amanhã continuaremos os trabalhos entrando no mundo alternativo. Vamos lá? Cabelo e maquiagem, pessoal.

Como já havia sido previsto na pequena reunião feita por David, o primeiro dia de filmagem foi bem tranquilo. Eles ensaiaram algumas partes das cenas, conversaram entre si e entregaram o que lhes foi pedido de maneira rápida e objetiva. A parte da tarde demandou mais trabalho deles devido à cena de ação. Não que tivesse muita coisa a acrescentar, era apenas a atenção nos pontos onde deveriam ficar e na forma de movimentação de cena. A continuação da cena quando Castle se separa de Beckett, também foi gravada em sequência.

Eram quase sete da noite quando eles terminaram a cena de ação, David perguntou se podiam filmar mais uma. A cena do loft. Claro que eles não se importaram, além de ser uma cena simples, casual ainda tinha beijo. Por que reclamariam? Agiram de maneira descolada para dizer que estava tudo bem sem revelar suas reais intenções. Apenas eles continuavam no estúdio, exceto pelo próprio David, dois operadores de câmera e o diretor Paul. Apesar de tarde, Susan os aguardava para fazer a cena já que não havia necessidade de voltar ao estúdio nos próximos três dias que dedicariam a gravar as cenas do universo alternativo no distrito e fora dele. Gravariam a sequência muito rápido pensou o diretor. Nathan gostaria de conversar com Dara ainda hoje, mas percebeu que não teria a chance.  

Vestidos apropriadamente para a cena, o diretor dava dicas a Stana de como simular o corte do melão em cena, tudo já estava devidamente preparado e obviamente ela não teria que fazer força durante as filmagens. Com todos os elementos em cena já definidos, eles tomaram suas posições e esperaram pelo sinal do diretor.

Paul não se enganara. Nathan e Stana trabalhavam numa sincronia de dar inveja a muitos. A cena com duração de um minuto e vinte seis segundos foi filmada em uma tomada somente, sem necessidade de correções. Satisfeito com o desempenho dos atores que facilitaram em muito o trabalho técnico, Paul os dispensou agradecendo pelo dia muito produtivo.

Stana correu para o camarim a fim de trocar de roupa. Faltava quinze minutos para as nove quando apareceu pronta para ir para casa em frente a sala dos escritores. Ninguém além de Paul e David estava ali. Será que Nathan já fora?

- Pessoal, vou indo. Vocês sabem se Nathan já deixou o estúdio? Ia pedir uma carona para ele, o jeito será encarar o metro.

- Acho que já foi sim. Vi um dos câmeras conversando com ele a meia hora atrás – disse David – eu te daria uma carona se não tivesse que avaliar as cenas com Paul ainda hoje.

- Tudo bem, não se preocupe. Estou acostumada a fazer minhas caminhadas. Vejo vocês amanhã.

- Esteja aqui às sete, mocinha...

- Pode deixar... – ela gritou já distante da porta. Um som indicou que havia uma mensagem em seu celular. Nathan. Checou o que ele escrevera e sorriu. Saindo para o estacionamento do estúdio, viu o BMW quase perdido em um espaço tão vazio. Ele estava escorado na porta, as mãos nos bolsos do casaco esperando por ela. Ao vê-lo, deu uma corrida para diminuir a distância entre eles ficando de frente para o homem charmoso com um ar divertido no rosto.

- Pensou que eu tinha me esquecido de você, Staninha? Como poderia? Você irá voltar para casa comigo.

- De certa forma, pensei que, por ser tarde, tivesse saído logo.

- E deixar você fazer seu amado ATP sozinha pelas ruas escuras de Los Angeles depois das nove da noite? Não mesmo! Vem, entre no carro – ele ativou o alarme, segurando o volante e dando partida após vê-la colocar o cinto – está com fome?

- Não muita. Acho que me satisfaria apenas com uma sopa. Está tarde.

- Sei como resolver isso – dirigiu rumo a sua casa e no caminho parou em um restaurante chinês para comprar a refeição para ambos. Conhecendo a noiva, comprou uns pastéis de pato e uns bolinhos por precaução. Em casa, jantaram rapidamente e após um belo banho, estavam deitados na cama. Stana começava a ler novamente suas falas para o dia seguinte. Não via a hora de começar a filmar a parte do universo alternativo. Por volta de onze da noite, ela deixou o texto de lado e decidiu dormir.

Ás sete e meia da manhã, Stana estava maquiada e pronta para filmar as primeiras cenas do universo alternativo. Captain Beckett, ela gostava do som ao ouvir Jon chamando por ela na primeira tentativa da cena. Os primeiros trabalhos da manhã correram tranquilamente. Com o texto decorado e na ponta da língua, eles se divertiam ao fingir que não conheciam Castle. Seguindo os conselhos de Terri para montar essa outra face de Beckett, Stana demonstrava autoridade sem ser carrasca e ficava ainda mais bonita e sexy segundo Luke no novo look. O mesmo foi elogiado por Nathan sendo parte da sua fala e parte verdade, pois esqueceu o que deveria dizer em seguida fazendo os colegas refilmarem a passagem.

Fizeram a primeira pausa do dia por volta das onze. Stana foi direto para a mini copa servir-se de café e procurar pelos famosos cookies de Dara. Encontrou-a na sala dos escritores discutindo algo como Terri sobre o episódio que estava escrevendo.

- Hey, Dara! Por acaso você não teria aqueles cookies gostosos por aí? Estou com fome e combinariam muito com o café. Oi Terri!

- Acho que tenho um pouco ainda na minha gaveta – ela saiu do quadro e remexeu à procura de uma tupperware – aqui. deve ter apenas três ou quatro, pode comer.

- Ah, obrigada. Acho que não iremos almoçar tão cedo e não tomei café direito. Quase me atraso porque fiquei decorando texto até tarde depois de um dia puxado – sentou-se em uma das cadeiras para saborear o seu café de maneira mais apropriada, só então observou as anotações no quadro ao lado de Terri, não o que Dara escrevia e sim o que continha informações do episódio que filmavam. Era uma espécie de checklist. Ali enumerado lia-se os pontos já com um “ok” de pincel ao lado.

Vestido – não! Fazer reunião com SK
Alianças – ok
Votos – ok (difícil...)
Elementos de cena – ongoing ( prazo final: daqui a sete dias – incluindo extra fim de semana)
Data final para o casamento – somente após todas as filmagens, dia exclusivo. Checar com David.

Olhando para aquelas anotações, não se contentou em ficar calada.

- Terri, você ainda não sabe quando filmaremos o casamento? Posso ver as alianças? E os votos? – a urgência na voz, demonstrava o quanto ela estava ansiosa por esse momento – por favor, Terri...

- Dara, acho melhor continuar a nossa conversa depois do almoço. E Stana, você não deveria estar gravando?

- Ainda não sou necessaria na cena. Nathan está filmando com os rapazes as externas e estou esperando para fazer a cena do interrogatório. Vamos lá, sabe que espero esse momento tanto quanto você, me deixa ver as alianças... serão de ouro amarelo, grossas, finas? Sempre imaginei Beckett usando ouro branco, combina mais com ela e comigo também.

- Stana, Stana quer parar de fazer perguntas? Tudo a seu tempo... você saberá no momento certo.

- Você é implicante, Terri. E má – ela se levantou da cadeira, bebeu o último gole do café e se aproximou da produtora – só me resta trabalhar para ver se conseguimos filmar logo esse casamento – sorrindo, ela abraçou-a e beijou a bochecha dela – mas eu te adoro mesmo assim, tá? Sei que você escreveu o melhor casamento possível para Castle e Beckett, ninguém mais poderia fazer isso a não ser você.

- Stana não adianta puxar saco, isso não vai fazer eu amolescer. Mas, obrigada, eu acho – disse rindo.

- Não estou puxando saco, estou falando a verdade. Estou adorando esse episódio o que me diz que posso esperar o melhor para o final. Vejo vocês depois. Assim que saiu da sala, Terri comentou com Dara.

- Ela não tem jeito. Uma vez shipper, sempre shipper. Seria capaz de invadir a sala onde estivessem as coisas somente para descobrir o que eu estava tramando. Mas não é apenas isso, você não notou que ela está mais relaxada, sorridente. Notei desde que fui anunciar o episódio.

- O que você esperava? Ela assim como muitos aqui, incluindo você sonham com esse momento desde o piloto, não? Eu não estava na equipe desde o inicio, mas sempre fui fã da série e torcia por esse dia, sou uma privilegiada por poder acompanhar isso de perto. E Stana respira a sua personagem, não imaginaria outra reação vindo dela.

- Eu sei, ela deixou claro várias vezes o quanto queria Castle e Beckett juntos. O casamento é um marco para todos, em especial para Stana. Não é somente isso, quando ela chegou nessa sala naquele dia da reunião e anunciei a pergunta de quem ia casar, havia um brilho diferente no seu olhar, então ela disse nós, ainda por cima olhando para Nathan. É como se já esperasse pelo anúncio. Há mais no jeito dela do que alegria por ver seu desejo e o da sua personagem se tornar realidade.

- Do jeito que é curiosa, deve ter escutado alguém falando dos detalhes do episódio – fazia o possível para tirar essa desconfiança de Terri, para ela era apenas felicidade por Castle e pelo que vivia diariamente com Nathan - E, vamos lá Terri, meio óbvia sua pergunta, não? Especialmente depois do falso casamento. Stana é como os mais loucos fãs de Castle, tem loucura por ver certas coisas acontecerem e um faro impressionante. Seu apelido faz justiça a ela, shipper Queen a define muito bem.

- Pode ser que você tenha razão. E já que ela elogiou tanto o episódio, acho que vou dar uma conferida nas gravações. quer vir comigo? Retomamos a conversa depois.

- Tudo bem.

As câmeras estavam a postos gravando a cena na sala de interrogatório. Terri se coloca ao lado do diretor para observar a cena. Esposito e Ryan interrogavam Castle quando ela entra em cena pedindo para resolver isso. Séria, senta-se de frente para ele, o arquivo aberto entre ambos, já virado para si. Quando Nathan começou a dizer suas falas, Stana apertou o play do iphone que deixara sobre a mesa. O som do dueto de Nathan e Rachel gravado por ela há algumas semanas encheu a sala onde estavam. Desde que lera sobre isso no script, Stana planejara fazer isso. Ao ver a cara dele gargalhou imediatamente.

Pronto. Foi suficiente para todos que trabalhavam ali caírem na gargalhada. Diretor, assistentes de câmera, iluminação além de Terri e Dara.

- Ah, isso é muito engraçado. Vocês não se cansaram ainda dessa piada? – entortou a boca – pelo visto, não. De quem foi a ideia?

- De quem foi? Ela está bem a sua frente – disse o diretor - Nem sabíamos disso. E pra variar teremos que gravar novamente.

- A sua cara foi muito engraçada... ah, Nathan, vai ser difícil esquecer.

- Você? Isso foi ideia sua?

- Não pude resistir, desculpe – ela acabou tocando a mão dele enquanto dizia essas palavras. Percebendo o que fazia, recolheu o braço de maneira casual sem levantar suspeita. Terri olhou para Dara que disfarçou para evitar ser pega em qualquer comentário bobo que pudesse comprometer os amigos.

- Tudo bem, o horário do recreio acabou crianças. Que tal voltarmos ao trabalho? Se continuarmos nesse ritmo, não vamos almoçar tão cedo, somente para lembra-los que já passam das duas da tarde – disse Paul – será que podemos recomeçar? Stana e Nathan controlaram o riso e fizeram sinais de ok para o diretor. O silêncio instalou-se no set e as gravações foram autorizadas ao sinal do diretor. Dessa vez, a cena saíra perfeita.

- Muito bem. Acho que podemos fazer uma pausa para o almoço. Voltamos em uma hora.

Eles fizeram um almoço rápido e Nathan retornou ao set antes dela para filmar uma cena no loft. A bateria de gravações da tarde foi bem tranquila tanto que por volta das seis já encerravam o dia de gravação. Antes de deixar o estúdio, Stana passou um what’s app para avisa-lo que ia para casa porque precisava ajeitar algumas coisas e estava ficando sem roupas lá. Também escreveu que precisava conversar com ele sobre o que vira na sala dos escritores. Nathan respondeu que passaria em seu apartamento mais tarde.

Stana já deitara em sua cama de pijamas. Passava parte do tempo decorando suas falas para o dia seguinte de filmagens. Adorara as correlações que Terri colocou nesse episódio que tanto lembrava o piloto. Ela repetia o texto em voz alta quando o som de mensagem tocou em seu celular. “Estou chegando, abre a porta. N” ela se levantou da cama atravessando o apartamento. Ouviu as batidas leves na porta. Sorrindo, destrancou a fechadura e o viu parado a sua frente com uma mochila nas costas.

- Oi, gorgeous... hoje é meu dia de acampar aqui.

- Entre, Nate. Estava decorando texto. Preciso de mais um tempo antes de parar, você se importa? Já comeu?

- Não se preocupe comigo, vou aproveitar para tomar um banho. Depois podemos conversar, mas antes, quero um beijinho. Acho que mereço depois do mico que você me fez passar hoje... 

- Claro! – ela colocou as mãos no peito dele e sorrindo abriu os lábios para beija-lo – e não foi mico, era pra descontrair.

- Certo, fazendo todo mundo rir de mim.

- Oh, amor... nem foi assim – beijou-o novamente.

- Foi divertido, admito. E serviu para vê-la gargalhar gostoso na minha frente. Está perdoada. Vá trabalhar enquanto tomo meu banho.

Ele já estava de pijama deitado ao lado dela. gostava de admira-la decorando suas falas. Oras estava sentada na cama, oras andava de um lado para o outro fazendo pose e repetindo caras e bocas típicas de Kate Beckett. Satisfeita consigo mesmo, ela colocou o texto de lado, debruçou-se apoiada no joelho e beijou-o.

- Terminei. Quer um café? Vou preparar para nós.

- Aceito. Ela saiu do quarto e Nathan aproveitou para remexer na sua mochila de onde tirou uma pequena caixinha branca,escondendo-a atrás de si. Quando ela retornou ao quarto, entregou-o uma caneca com café fumegando. Ele tomou o primeiro gole e suspirou – então, o que queria conversar?

- Acredito que você ainda não teve tempo de falar com Dara.

- Não, por quê?

- Eu fiquei por uns instantes na sala dos escritores, Dara e Terri estavam discutindo o próximo episódio dela, mas não foi isso que me chamou a atenção e sim uma lista de itens para o casamento Caskett. Um deles era as alianças. Outro, o vestido que dizia que iria conversar comigo e Luke além de não colocar no quadro a data certa para a filmagem. Eu tentei arrancar alguma coisa de Terri mas não obtive sucesso. Talvez eu não seja a pessoa mais adequada para fazer esse tipo de abordagem. Confesso que ao ver a lista já pensei como Beckett e a ansiedade me dominou. Sou uma negação quando meu lado shipper floresce.

- De certa forma, isso foi bom. Faz com que Terri acredite que você está apenas sendo você mesma, ansiosa por coletar algo sobre o casamento – ele tirou a caixa de trás de si – quase esqueci, pra você.

- Ah, presente! – ao se deparar com o chocolate branco – obrigada – falou com a boca cheia, lambendo os lábios – você pode estar certo, o caso é que precisamos saber em que data teremos o casamento para nos programarmos. Isso é mais fácil de conseguir com Dara, você precisa saber detalhes dela além de contar nosso plano. Precisamos ter a ajuda de Dara, o mais rápido possível. Gostaria de estar preparada.

- Concordo com você. Vou procurar Dara amanhã sem falta, apenas preciso encontra-la longe de Terri para evitar qualquer suspeita. Quanto a data do casamento, acho que já sabemos que ficará para a outra semana. Amanhã já é sexta-feira e ninguém falou de trabalhar no sábado ou domingo. Meu palpite é que fique por volta de quinta ou mesmo sexta que vem.

- Sabe, eu estava pensando. E se chamássemos a Dara para um encontro fora do estúdio, não seria mais seguro?

- Talvez, mas como garantir que não levantaremos suspeitas? Se fóssemos fazer isso, o melhor lugar seria minha casa, Stana.   

- Você não acha possível?

- Tirar Dara do set numa sexta com que pretexto? E Chad? – ele suspirou e passou a mão na cabeça – a menos que... ela dá aulas na segunda e se inventasse que tem uma aula na sexta?

- Pode ser, mas se vamos convidar os dois para serem nossas testemunhas, ele seria bem-vindo. Marcamos depois das gravações com eles. Estaria fora do meio de trabalho então não haveria porque criar alguma ideia falsa ou fofocas sobre isso.

- Tem razão. Vamos procurar Dara logo cedo e convida-la para estar lá em casa por volta das sete e meia. Você comentou que as alianças já estão prontas?

- Sim, era um dos itens que estavam ticados na lista. Por que?

- Preciso saber e ver. Essa é uma das obrigações do noivo. Staninha, você está tranquila por não ter seu pai nessa cerimônia para entrega-la a mim?

- Oh, Nate... desencana. Não sou muito de tradições. O mais importante de tudo é você e eu. Apenas nós dois, será mais do que suficiente para a nossa felicidade – beijou-o novamente deitando-se com ele, aconchegada em seu corpo – estava pensando em levar Anne para sua casa no sábado, o que acha?

- Será muito bem-vinda, você irá passar o fim de semana lá, não?

- Claro, babe, desde sexta – mordiscou os lábios, beijou o peito dele – vamos dormir, não podemos arriscar chegar atrasados amanhã. Preciso de um café decente.

- Se perdermos a hora, prometo comprar guloseimas na confeitaria próxima ao estúdio para você.      


Raleigh Studios – 7am


Eles chegaram cedo e cheios de guloseimas. Era uma forma de garantir uns minutos sozinhos antes de começarem os trabalhos de gravação do dia. Na mini copa não havia ninguém naquela hora. Stana resolveu ir até a sala dos escritores chamar Dara. Sabia que a escritora chegava bem cedo ao estúdio. Não se enganara. Ela estava de pé olhando para o quadro onde montava seu episódio, pensativa.

- Hey, Dara! Bom dia... – viu a mulher pular.

- Nossa! Você me assustou, maluca.

- Quer tomar café? Em retribuição aos seus cookies. Trouxemos umas coisinhas e queríamos trocar umas palavras com você.

- Claro! Recusar guloseimas? Só se estivesse doida. Vamos lá - Com a mini copa somente para os três naquele instante, Dara se admirou do tanto de comida que havia. Nathan era muito exagerado – bom dia, Nathan! Que bela maneira de começar a sexta-feira.

- Sirva-se à vontade. Estou terminando de fazer café para nós. Stana é melhor você começar a comer porque daqui a pouco teremos que trabalhar. Paul está doido para tirar nosso couro – distribuindo canecas de café para as damas, ele pegou a sua e sentou-se de frente para Dara comendo um dos bagels com cream cheese, percebeu que Stana lambuzava de geleia uma das bear claws saboreando com gosto, Dara comia um croissant – delicioso, não? Essa confeitaria é muito boa.

- Sim, vocês acabam com qualquer chance de fazer dieta trazendo esse monte de gordices para cá. Fácil pra você, Stana que pode atacar um monte de doces e manter esse corpo sarado e perfeito.

- O mesmo você não pode dizer de mim – reclamou Nathan – tenho que ralar muito para não engordar, uma tortura.

- Prefiro você fofinho... – ela sorriu para ele.

- Ah, o amor... vocês são um casal muito perfeito.

- O que nos leva ao assunto que gostaríamos de conversar com você. Não podemos falar no estúdio para não levantar suspeitas. Posso adiantar um pouco do assunto, mas deve prometer que não comentará nada com ninguém, especialmente Terri.

- Nossa, quanto mistério. Às vezes vocês me colocam em cada saia justa. Ontem mesmo a Stana fez isso. Inventou de bisbilhotar na sala e acabou pressionando Terri para falar do casamento. Sabia que ela ficou desconfiada com você. Falou que estava diferente desde que começaram esse episódio. Eu enrolei o que pude falando do seu lado shipper mas não sei se consegui convencê-la totalmente.

- O que nos leva a mais uma razão para não conversarmos aqui. Será que você poderia ir a minha casa hoje à noite, tipo sete e meia, estou convidando você e Chad. E posso adiantar que o assunto tem a ver com essa conversa de Stana, a desconfiança de Terri e o casamento Caskett. Não estaríamos pedindo sigilo e sua ajuda se não fosse importante para nós e por confiarmos demais em você, Dara. Pode atender nosso pedido?

- Vocês realmente querem me ver em apuros, não? Só me metem em saia justa.

- Pense que é apenas uma reunião de amigos na casa de Nate. Não precisa falar para ninguém. Estaremos fora do horário de trabalho mesmo – ela viu nos olhos de Stana a ansiedade pela resposta positiva, estava curiosa diante de tanto suspense, por isso sua posição não poderia ser outra.

- Tudo bem, irei ate sua casa. Só espero não estar me metendo em encrenca.

- Não estará, prometemos – disse Nathan – obrigado, Dara.

- Droga! Vocês conseguiram me deixar curiosa. Agora vou passar a sexta inteira ansiosa para descobrir do que se trata.

- Então, você faz uma ideia de como me senti ontem na sala quando Terri me negou informações – disse Stana rindo.

- Haha! Muito engraçado. Obrigada pelo café, preciso voltar para o meu trabalho e vocês precisam filmar.

A manhã correu tranquila nas gravações. Pela parte da tarde, Terri a chamou para conversar com Luke enquanto Nathan filmava cenas com Molly e Susan no loft. Luke trazia alguns desenhos debaixo do braço para a reunião. Quando Stana sentou-se, Terri foi direto ao assunto.

- Como não é segredo para ninguém, teremos um casamento. Stana, como intérprete da noiva, eu pergunto. O que deu errado para Beckett, no ponto de vista da noiva, em todas as tentativas de casamento que ela teve?

- Além do fato de não ter um noivo a seu lado para casar? O vestido. Não me entendam mal. O último Alberta era lindo demais, tinha um ar clássico, simples e combinou com Beckett. Mas foi totalmente maltratado na sequencia do episódio em meio a água, lama e fuligem, mesmo que de mentirinha. Caramba, o outro pegou fogo. Se perguntasse pra mim, eu não casaria de vestido, parece ser sinônimo de azar para ela, não arriscaria isso novamente. E o fato de você ter mencionado antes que seria um casamento simples, talvez fosse interessante tentar algo diferente.

- Não é à toa que seus atos se confundem com o da sua personagem – disse Luke – nossa rainha acertou em cheio, não Terri?

- Sim, acho que essa mulher tem um sexto sentido quando se trata de Castle. Não queremos Beckett de vestido, Luke trouxe alguns modelos para escolhermos e achamos que nada melhor que a própria atriz para palpitar sobre o que cairia melhor para a ocasião, seu humor e claro procuramos a combinação ideal.

- Aceito com prazer o desafio de escolher a roupa de noiva de Kate. Vamos lá, Luke. Mostre-me o que tem.

Durante uma hora, eles discutiram sobre modelos, cores e o que combinaria melhor com a ocasião e o estado de espírito da personagem. Mesmo não conhecendo o texto que interpretaria, Stana imaginou o que tinha pela frente em sua vida real. Nada de pompa ou exagero, clássico, simples e bonito. Bastava se encaixar nesses aspectos. A decisão ficou entre dois modelos. Para tirar a prova de qual seria melhor, Luke decidiu que seria mais fácil vendo-a vestir cada um dos modelos. Tinha certeza que assim que se visse no espelho, Stana saberia escolher a roupa perfeita. Combinaram de fazer isso, ao final do dia após Stana terminar de gravar. Preocupada com a hora, ela disfarçou muito bem, mas precisava correr para não sair muito tarde do estúdio.

A próxima e última cena do dia era aquela em que surpreendia Castle na sala de observação mesmo depois de tê-lo mandado embora de seu distrito. Enquanto os rapazes interrogavam a possível suspeita, Nathan se preparava para gravar a cena que seria editada e combinada com aquela que estava terminando de ser filmada.

Ia tudo muito bem, Castle prestava atenção às perguntas de Ryan e Esposito fazendo suas próprias suposições e perguntas até ser surpreendido com a porta sendo aberta. Stana fazendo seu melhor momento Beckett como todos se acostumaram durante a primeira temporada, fez Nathan balançar ao ser pego de surpresa pela então Capitã.

- Mr. Castle! – ao ouvir a autoridade naquele chamado, não resistiu e exclamou.

- Nossa! Você fica tão sexy chamando meu nome desse jeito, wow! – o comentário foi tão espontâneo que o fez esquecer a próxima fala e Stana ruborizar e exclamar.

- Essa merece ir para os bloopers... caramba, Nathan – e começou a rir. Paul já havia dito “corta”.

- Vamos lá, pessoal concentração. Respirem, preparem-se. Mais uma tomada em 3,2,1.... gravando – Nathan repetiu suas falas com precisão, Stana entrou na sala e repreendeu-o como deveria ,mas então Nathan fez aquela cara de Castle tão engraçada que a tirou do sério virando de costas para ele e caindo na gargalhada.

- Desculpa, pessoal – virou-se para Nathan ainda rindo – desculpe mesmo, oh Nathan eu não esperava essa cara, palhaço – os câmeras estavam se divertindo. Aqueles dois eram uma piada juntos.

- Vocês não prestam! – disse Chad rindo da bobagem dos dois – melhor vocês ensaiarem que cara Nathan vai fazer para não lhe pegar de surpresa, Stana. Faça de novo, ela precisa se acostumar ao que vai ver – ele aceitou o conselho de Chad e encarando-a, repetiu três vezes a careta enquanto Stana tentava se manter concentrada olhando para ele. As duas primeiras tentativas foram um fiasco, na terceira ela já se sentiu mais controlada. Nathan repetiu o gesto mais duas vezes e finalmente ela parecia estar por inteiro na cena.

Paul resolveu filmar novamente. Setou o tempo, ajustou a iluminação e com as câmeras preparadas para rodar, deu o sinal aos dois. Felizmente, para alívio do diretor, eles realizaram a cena com maestria da terceira vez. Ao gritar “corta” dessa vez, ele consultou o relógio. Passava das seis da tarde.

- Agora sim, vocês trabalharam direito. Vou dar um desconto por ser sexta. Encerrramos por hoje, aproveitem bem o descanso de vocês. A próxima semana promete.

- Nathan, você tem um minuto? – era Dara quem o chamava.

- Claro – Stana passou por ele casualmente e se despediu para não dar bandeira.

- Bom final de semana pra vocês, até segunda Nathan.

- Você já vai? – Nathan perguntou.

- Não, tenho uns assuntos pendentes com o Luke para resolver. Espero sair daqui antes das sete. Tenho que pegar minha sobrinha, ela vai para minha casa hoje passar o fim de semana.

- Então, aproveite – disse ele – até segunda, Stana.

Ela foi direto para a sala de provas onde Luke já a esperava junto com Terri. As duas roupas estavam esperando por ela. Rapidamente, pegou uma delas e dirigiu-se para trás das cortinas. Em menos de dois minutos, apareceu na frente deles e deu de cara com um espelho de dois metros. A roupa era muito bonita, mas pessoalmente não ajudou a criar o espírito que Stana esperava para o clima do casamento.

- Você está linda, Stana – disse Terri – muito delicada. O que acha, Luke?

- O que posso dizer? É Stana! Alguma coisa não fica bem nessa mulher? É impossível. O que achou, docinho?

- Sinceramente? É bonito, mas não sei, falta algo que me diga: é isso que Beckett se imagina vestindo ao caminhar na direção de Castle. Não tem conexão para mim.

- Entendo. Melhor experimentar o outro – ele entregou a roupa no cabide para ela, Stana voltou para trás da cortina e trocou de roupa, já sentira algo diferente nessa combinação, mas foi somente após se olhar no espelho que conseguiu ver Kate Beckett naquela imagem. Sorrindo, ela suspirou.

- Elegante, clássico e caiu como uma luva para Beckett em uma cerimônia simples e especial. O caimento da calça está perfeito. Adorei o bolerinho, lindo.

- Acho que temos a roupa do casamento para Kate – disse Terri, por fim. Stana não ia perder a chance de questionar.

- Bem, essa segunda roupa ficou bem melhor que a outra, consigo imaginar Beckett mas claro que facilitaria se você me dissesse como tudo irá funcionar. Escolher as coisas no escuro é difícil, Terri.

- Boa tentativa, Stana. Nada de querer saber detalhes antes. Luke, temos o vencedor. E nem precisa de ajustes. Você tem um olho excelente quando se trata de Stana.

- É o costume. Vá lá, amor, tire essa roupa que vou dar um tratamento especial para ela ficar ainda mais deslumbrante quando você for vesti-la de verdade.

Stana tirou a roupa e devolveu a Luke. Terri agradeceu pela ajuda e desejou a ela um ótimo fim de semana. Sorrindo, ela deixou os estúdios. Checou seu relógio e percebeu que não estava atrasada. Faltava quinze minutos para às sete. Tempo suficiente para chegar a casa de Nate. Eram cerca de sete e quinze quando Stana tocou a campainha. Depois de cumprimenta-la assim que fechou a porta, seguiram para a sala onde esperariam por Dara e Chad. Ele serviu duas taças de vinho tinto para começarem bem o final de semana.

Quando o relógio de Nathan marcara sete e trinta, a campainha tocou novamente.

- Isso é que chamo de pontualidade britânica.

- Está parecendo desespero ou ataque de curiosidade – comentou Stana.

- Pode culpá-la? – perguntou Nathan.

- Não mesmo. Ele saiu para abrir o portão enquanto Stana se preocupou em pegar taças e alguns antepastos para comerem antes de pedirem o jantar. Já tinha decidido que seria pizza. Ao ver Chad e Dara entrando, ela sorriu. Chad fez cara de surpreso ao se deparar com Stana.

- Isso é alguma reuniãozinha de Castle? Convidou quem mais, Nathan? Olá, Stana – rindo e balançando a cabeça, ela falou.

- Relaxa, Chad. Sabemos que você conhece o nosso segredo, não precisa disfarçar. E respondendo sua pergunta, somos somente nós quatro. Queremos participa-los sobre alguns assuntos. Vamos, sentem-se. Aceitam vinho?

- Espera, como vocês sabem que eu... você contou a eles? – virou-se para Dara.

- Não tive escolha, eles confiam em mim, em nós.

- É verdade – afirmou Nathan – do contrário não estariam aqui hoje – Stana serviu-lhes o vinho, esperando os dois se acomodarem para contarem o propósito daquela visita. Dara que não cabia em si de curiosidade, não esperou muito tempo para pressiona-los.

- Chega de enrolação. Qual o motivo desse encontro? Porque sei que não se trata de um encontro de casais. O que vocês estão aprontando dessa vez?

- Tudo bem, não é nosso objetivo adiar o que temos a dizer e fazer. Dara, queremos falar sobre o casamento.

- Ah, não! Vocês não tem limites? Caramba, esperem mais um pouco. Terri vai comentar com vocês já na próxima semana. Stana isso é bem ideia sua e Nathan, você deve estar muito apaixonado para estar fazendo isso. não posso dar detalhes, mesmo porque não sei de tudo. Terri tem sido muito misteriosa quanto a tal cerimônia. Por que esse desespero, Stana? Sei que a data é importante para você, é um marco mas um pouco de paciência é bom pra quem ja esperou seis anos, o que são mais alguns dias?

Stana e Nathan se entreolharam, ela deu de ombros como quem diz “fala logo”. Nathan deixou a taça sobre a mesa de centro e tomou a mão de Stana na sua.

- Dara, o motivo de estarmos querendo detalhes sobre esse casamento é bem simples. Eu e Stana resolvemos oficializar nossa união no mesmo dia que Castle e Beckett, do mesmo modo simples e precisamos da sua ajuda para tornar isso possível. Sim, nós vamos nos casar – Dara arregalou os olhos e quase deixou a taça escapulir de sua mão. Por alguns segundos, ela não conseguiu falar nada.

- Vocês... casar... Stana... oficial... Oh, meu Deus! Mas como? Eu... – ela não se aguentou e soltou um grito estérico, se levantou e abraçou Stana com toda a força. Depois puxou Nathan e fez o mesmo dando um beijo estalado na bochecha dele – você conseguiu... fisgou a baleia branca.... isso é a melhor notícia que recebi em anos!

- E tem mais, gostaríamos que você e Chad fossem nossos padrinhos e testemunhas.

- Padrinhos? – ela estava com lágrimas nos olhos – preciso me sentar... estou meio zonza.

- Dara não é tão simples quanto parece. Stana e eu decidimos que mesmo oficializando a nossa união, ainda manteremos segredo de tudo. É aí, que vocês entram para nos ajudar. Precisamos correr com os papéis o mais rápido possível, nas nossas contas temos no máximo quatro dias para contratar um juiz, arranjar as alianças e estarmos prontos para o nosso casamento.

- Esse era um dos motivos que perguntei sobre as alianças a Terri  - disse Stana – queríamos ter certeza de como elas serão porque já que Castle e Beckett vão usar as deles todo o tempo, podíamos usar as nossas.

- Entendo. Bem, ainda não sei como vou fazer para conseguir mostrar essas alianças a vocês, darei um jeito. E a cerimônia? Vocês não vão chamar mesmo ninguém? Será como se nada tivesse acontecido? Isso é tão estranho. Quer dizer vocês estarão casados, felizes e não poderão dividir essa alegria com as pessoas. Tem certeza que é isso mesmo que querem fazer?

Stana suspirou olhando para Nathan e sorrindo. Trocaram um beijo antes dela responder à amiga.

- Sim, exatamente isso. Para celebrar o amor basta duas pessoas, um casamento se faz assim. Um dia teremos a chance de dividir a nossa felicidade com o mundo. Já estamos a mais de um ano juntos, em pensamento quase seis. Não há nada que deseje mais agora do que carregar um símbolo do meu amor por Nathan, ser considerada a Sra. Nathan Fillion, mesmo que seja somente entre nós já me deixa explodindo de felicidade – Stana suspirou segurando as lágrimas ao olhar para ele.

- Ah... isso é tão, tão lindo e romântico que me deixa com vontade de casar de novo. É claro que ajudarei vocês, talvez eu seja a maior torcedora dessa união, fã número um desse casal. Nossa! – ela limpou os olhos que estavam cheios de lágrimas – desculpa, eu estou muito feliz por vocês. Preciso de outro abraço, Stana – rindo, fez o que a amiga pediu. Nathan reparara quue Chad mantivera-se calado durante toda a conversa, então perguntou.

- Chad, tudo bem? Por que está tão calado? – ao ver o sorriso do colega, seu coração ficou um pouco mais aliviado.

- Estou tentando assimilar tudo isso. A impressão que tenho é de ter acabado de ser puxado para dentro de um episódio da própria série. De repente, não sei se estou falando com Castle ou Nathan. Stana ou Beckett. Estou confuso. Trabalho a muitos anos com ficção, escrevendo, dirigindo, lembro de estar na faculdade discutindo sobre Shakespeare, amor e uma das nossas colegas soltou aquela velha frase de Oscar Wilde “a vida imita a arte”, confesso que nunca acreditei nessa máxima, até esse momento. Que a exemplo da arte, a sua felicidade se multiplique infinitamente. Acho que devemos brindar a isso – ele ergueu a taça oferecendo o gesto ao casal. Todos pegaram as suas também e brindaram sorrindo. Nathan agradeceu.

- Chad, belas palavras. E concordo que é um pouco extraordianário se analisarmos o contexto. Porém, se pensarmos com o coração, é simplesmente amor.

- Parem! Vocês vão me fazer chorar – disse Stana puxando Nathan para beijar-lo de supetão.

- Vamos voltar aos negócios – disse Dara – o que precisamos fazer para concretizar nosso plano? – empolgados diante da novidade, eles começaram a discutir a melhor forma de transformar o desejo daquele casal em realidade. A conversa seguiu durante o jantar e terminou com um belo café expresso. O planejamento estava traçado, restava agir como combinado para estarem prontos. Nathan e Stana os levaram até a porta, antes de se despedirem, Dara fez um último comentário.

- Isso pode até custar uma briga com Terri, mas farei com prazer. Aqui entre nós, ela vai ficar magoada quando descobrir porque já ficou desconfiada... de qualquer forma, teremos tempo até lá.

- Pode ficar chateada, no fundo sei que entenderá nossos motivos – disse Stana.

Ao voltarem para a sala depois de uma noite agitada, cheia de bons momentos e presságios, Stana sentia-se leve. Subiram logo para o quarto e após namorarem um pouco, adormeceram.

Por volta das nove da manhã quando levantou da cama, Nathan notou a quietude do quarto. Descendo as escadas encontrou Stana cortando algumas frutas. O balcão da cozinha estava cheio de ingredientes e o cheiro do café já podia ser sentido. Ao vê-lo, ela sorriu.

- Bom dia, Nate. Já vou servir uma caneca de café pra você. Estava esperando você acordar para eu fritar os ovos. Daqui a pouco vou sair para buscar Anne – ao perceber a cara de interrogação, completou – você não esqueceu que ela vem para cá hoje, certo?

- Não, amor. Acho que ainda estou meio sonolento. Você, pelo visto, está com a corda toda – pegou o café das mãos dela – algum motivo especial? - Em longos goles, bebeu metade da xícara. Roubou uns pedaços de melão e morangos que ela havia cortado antes.

- Nada demais, estou feliz e pensei em retribuir o carinho do meu noivo, afinal ele sempre faz coisas gostosas para mim. Meu noivo... gosto do som disso – ela disse sorrindo e mordendo o lábio inferior com a cara sapeca. Nathan se aproximou dela e beijou-a.

- Também gosto. Noivo. Fica melhor ainda na sua voz e em breve será marido... Mrs. Fillion – ele sorriu.  

Em cinco minutos, eles estavam sentados à mesa saboreando um omelete delicioso. Stana devorava o cereal com frutas e apenas para não perder o costume tirava os pedaços de bacon do prato de Nathan. Assim que terminou, lavou as mãos, pegou a bolsa e saiu para buscar a sobrinha levando a chave da casa consigo.

Nathan estava deitado no sofá zapeando os canais ainda preguiçoso quando sentiu aquele peso sobre o estomago. Recuperado do susto, ele entendeu o que se passara.

- Tio Nathan!!! Anne tava com saudades... – e encheu o rosto dele de beijos e apertos nas bochechas.

- Minha princesinha... também estava com saudades – colocou-a sentada em seu colo e Stana ocupou o lugar a seu lado – pronta para as nossas brincadeiras?

- Sim! Vamos competir com a tia hoje? Não estou a fim de perder...

- Veremos como derrotar sua tia Stana, tá bem? Hoje temos uma surpresa para você. Algo muito especial.

- Ah, tio... conta! Anne adora surpresa! É presente para mim? Conta, por favor...

- Quando chegar a hora você vai saber. Troque de roupa e vamos já para a piscina.


- Oba! – a menina saiu em disparada subindo as escadas para o quarto que ocupava, como se aquele lugar fosse realmente seu. Vendo a alegria da sobrinha, Stana abraçou Nathan e beijou-o. Sua felicidade estaria completa em poucos dias.


Continua......

3 comentários:

cleotavares disse...

Omg! Omg! "Morrida" Eles casando também. Amoooooooooooo.

tatiana_greys anatomy disse...

Eu to amando eles casando mas vivendo casados escondidos?! Isso N vai dar certo

Marlene Caskett Stanatic disse...

Acho ilario sempre que tem alguma noticia pra dar no fim todos esperam a reação Stana,huuuum pq sera??? =p
Dessa vez ñ vão iludir a pobrezinha,agora vai que é tua tafarel...ops! Stanão!!!!!
Confesso que até EU zuaria o Nate com “Let it Go" kkkkkkkkkkk essa musica numca mais sera a mesma para mim.Ai estou lendo na Santa Paz e...STANATHAN DECIDI CASAR,COMO ASSIM PRODUÇÃO????
E NO MESMO DIA QUE CASKETT,PODE ISSO ARNALDO????
FIQUE =0 LI UMAS 3X PRA VER SE MEUS OLHOS Ñ ESTAVAM ME TRAINDO,NO CREIO AINDA SE NI OR...E QUEM SERA A MADRINHA??? SIM,A VERDADEIRA FADA MADRINHA,CUPIDO,RAINHA DAS RAINHAS DARA...APPLAUSE DE PÉ E AINDA TEREMOS ANNE,PRONTO POR AGORA DIGO PERDI O RUMO DA MINHA VIDA DE VEZ,NO PROXIMO GAME OVER!!!!
é isso ;)