segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.33


Nota da Autora: Talvez o capitulo mais difícil dessa fic. Não sou Terri Edda e por mais que me esforce, talvez não consiga escrever votos tão singelos e impactantes como o que ela escreveu para o casamento Caskett. As músicas aqui mencionadas, não me pertencem, assim como a vida daqueles que tornei meus personagens para contar essa história. Espero sinceramente que gostem. Dedicada a todas as Stanathans sonhadoras por aí... enjoy! 

Cap.33                    

Eles passaram a manhã e boa parte da tarde do sábado brincando com a menina. Em um clima acirrado de competição, Stana ganhou algumas vezes, perdeu outras e se divertiu diante das gargalhadas da criança. Quando faziam o lanche da tarde, devorando uma salada de fruta caprichada com sorvete, Nathan trocou olhares com a noiva para conversarem com Anne a respeito do que aconteceria na próxima semana.

Assim que ela terminou de raspar os últimos resíduos do sorvete, a tia levou-a até a pia segurando-a em seus braços para lavar as mãos e a boca.

- Anne, vamos sentar ali no sofá um pouco?

- Vamos jogar video game, tio? – ela perguntou olhando para Nathan.

- Agora não, sua tia e eu queremos conversar com você – a menina ficou séria de repente, Stana notou um ar de preocupação em seus olhos.

- Anne fez besteira? Tá malcriada? Porque Anne pede desculpas pra tia e pro tio. Anne ama muito vocês – a garota segurou a mão de ambos nas suas tentando parecer menos culpada. Tocada com o jeito da menina, Stana a puxou para um abraço beijando o topo da cabeça.

- Não, meu amor. Você não fez nada. Eu e seu tio apenas queremos contar uma coisa para você.

- Outro segredo? Anne é boa com segredos. Ninguém sabe que a tia namora o tio. Não contei e nem vou contar – a menina balançava a cabeça como que aprovasse a si mesma, cruzando os braços sobre o peito.

- Sabemos disso e sim, tem um pouco a ver com segredos – disse Stana – Anne, como você mesmo disse, eu e Nathan namoramos a mais de um ano. Nós nos amamos e tomamos uma decisão – ela entrelaçou os dedos nos dele sorrindo e fitando-o antes de continuar a falar – eu e ele, nós vamos casar – estendeu a mão para mostrar o anel para a sobrinha. A menina arregalou os olhos e boquiaberta diante da tia, as lágrimas começaram a rolar. De repente, ela caiu em um choro tão sentindo que surpreendeu a própria Stana. Nathan também não estava entendendo a reação da menina, esperava tudo menos choro.

Anne não parava de chorar quando a tia a tomou no colo e embalou-a procurando acalmá-la. Com uma das mãos, ela ergueu o queixo da menina forçando-a a encara-la.

- O que foi, Anne? Pensei que você ia ficar feliz. Por que está chorando? Fala pra sua tia.

- Anne... está triste... a tia tá feliz mas... mas....

- Mas? – perguntou Stana.

- A tia vai casar.... vai esquecer de mim porque a tia vai ter o tio e outro bebê. Anne não quer que a tia esqueça. A tia não vai querer mais Anne pra brincar... nunca mais – novas lágrimas escorreram pelo rosto vermelho da garota, um pequeno sorriso se formou no canto dos lábios de Stana. Então Anne estava com medo.      

- Docinho, de onde você tirou essa ideia? Eu não querer você por perto porque vou casar? E quem falou em bebê?

- Quando os adultos casam, ele querem um bebê...- ela soluçou inspirando um pouco mais de ar - tio Nathan vai querer um bebê pra brincar com ele e a Anne não vai poder mais fazer isso.

- Não, Anne. Como pode pensar isso de nós? Você é a nossa princesinha. A menina que mais amamos no mundo. Sou sua dinda e sou louca por você. Nunca poderíamos nos esquecer de alguém tão especial. Nathan e eu vamos casar porque nos amamos, mas isso não muda nada do que sentimos por você, Anne. Continuaremos brincando e trazendo você para perto de nós sempre que possível.

- Eu pensei que vocês iam casar e queriam que Anne fosse embora... – as lágrimas começavam a cessar.

- Claro que não, princesa. Estamos contando porque você é a pessoa mais importante para nós. Porque você guardou o nosso segredo e nós a amamos por isso – Nathan afastou-se e bateu no espaço da almofada do sofá que criara entre ele e Stana – vem cá, sente aqui do meu lado, preciso lhe pedir algo muito importante – a menina ficou por alguns segundos olhando para ele tentando decidir se deveria fazer o que o tio pedira. Por fim, ela sentou-se ao lado dele. Nathan gentilmente enxugou as lágrimas com os dedos deixando o rosto da criança limpo.

- Está vendo aquele anel no dedo da sua tia? – ele apontou para a mão de Stana e acabou pegando-a na sua – aqui. Esse anel significa que iremos nos casar, porém ele será trocado por uma aliança que irá ser usada nesse outro dedo. Isso não quer dizer que sua tia precisa tirar o anel, se preferir pode usar sempre que quiser.  

- E cadê as alianças?

- Esse é o ponto importante. Ainda irei compra-las.

- E quando vai dar pra tia? Quando é o casamento?

- Como você sabe, namoramos em segredo e casaremos em segredo. Não haverá festa. Apenas algo bem simples aqui mesmo nessa casa. É claro que você estará conosco porque preciso da sua ajuda com as alianças. Preciso que tome conta e segure-as para mim até a hora de colocar em nossos dedos. Cuidar das alianças é a principal tarefa de um casamento e quero que você faça isso para nós. Acha que consegue?

- Sim, isso é fácil.

- Então aceita o convite, Anne?

- Aceito. Mas... – virou-se para a tia – como Anne vai fazer isso se a mamãe não pode vir? Anne precisa de um vestido bonito para o casamento da tia.

- Não se preocupe com isso. Vou escolher um lindo vestido para você, docinho.

- Quando vai ser a festa? O tio não respondeu para Anne.

- Essa semana. Ainda não sabemos o dia, você não precisa se preocupar com isso, vou pega-la na casa da sua mãe – ela acariciou os cabelos da menina, sorrindo – você está melhor? Entendeu tudo o que falamos? Principalmente a parte que você é mais do que especial para nós e nada vai mudar isso?

- Entendi, tia – ela jogou-se no corpo de Stana e a abraçou forte para em seguida beijar-lhe o rosto. As mãozinhas emolduraram o rosto carinhosamente tocando-o sorrindo – a tia vai ficar linda de noiva – Anne beijou novamente a sua dinda e virou-se para encarar Nathan. Por ser mais alto, ela ficou de pé no sofá e o abraçou seguindo com beijos no rosto – agora só falta o moço bonito casar com a policial.

- Quem disse que eles não vão? – brincou Nathan. A carinha de surpresa que Anne fez levou-o às gargalhadas – você não nega que é sobrinha da sua tia. Essa semelhança de gênios me espanta.

- A policial vai casar? Verdade, tia?

- Sim, meu amor é de verdade agora – a reação de bater palmas da menina foi impressionante, pareciam dois bobos felizes apreciando a notícia do ponto de vista de uma criança.

- Tia! Quase esqueci! Vai ter bolo? E “brigadeio”? – de repente, Anne colocou as duas mãos no rosto e fez cara de espantada – a tia vai morar aqui!!! Nessa casa boita de piscinão!

- É – disse Stana rindo – mais do que no meu apartamento, aparentemente. E teremos um bolo sim, talvez um pouco de brigadeiro para você.

- Oba! – ela pulou do sofá e ficou olhando para os dois, sorrindo ela viu como estavam alegres, de mãos dadas – se vão casar, Anne quer ver um beijo. Daqueles bonitos, igual da televisão.

- Prometemos que terá beijo no casamento, Anne – disse Nathan.

- Não! Quero um agora.

- Agora? – Stana se perguntava de onde vinham essas ideias dessa menina.

- Sim, por favorzinho... – como resistir aquela carinha linda e sapeca. Stana puxou o rosto de Nathan para si e o beijou. Anne sorria e dava gritinhos enquanto batia palmas. Depois se aproximou deles e olhando séria para Nathan, perguntou.

- Tio Nathan, você ama muito a tia Stana, de verdade? Promete fazer a tia feliz?

- Sim, Anne. Amo demais e irei fazê-la muito feliz – satisfeita com a sinceridade na resposta dele, foi a vez de encarar a tia.

- Tia Stana e você? Ama o tio Nathan? Vai deixar ele feliz?

- Claro, docinho. Amo muito o seu tio. Sei que seremos muito felizes.

- Ah, então assim a Anne também ama vocês – se jogou no meio dos dois colocando seus bracinhos ao redor do pescoço de cada um puxando-os para perto de si – agora Anne quer fazer outra coisa, espera aí que já volto – a menina subiu as escadas correndo deixando os dois abraçados no sofá curtindo aquele momento tão especial visto pelos olhos de uma criança. Não eram necessárias palavras para conseguirem demonstrar o que sentiam. Estava transparente em seus rostos, em seus gestos.

Anne retornou com algo na mão. Abaixou-se próximo ao nicho que ficava sob a televisão e com propriedade ligou o aparelho de blu-ray. Após certificar-se que estava tudo em ordem, com o controle na mão acionou a tecla play indo sentar-se no meio dos dois. Ao reparar a imagem que aparecera na tela, Stana não pode deixar de sorrir. Alguém não ia gostar nada daquilo. Sem conseguir perceber, Nathan perguntou à menina.

- O que vamos assistir, Anne?

- Elsa! – a cara de derrota que ele fez arrancou uma gargalhada gostosa de Stana, sem entender o motivo, perguntou – o que foi, tia? O tio não gosta da Elsa?

- Eu não acredito – ele resmungava com cara de pânico somente de imaginar o que estaria por vir.

- Nathan? Ele adora a Elsa, principalmnete a música dela.

- Incrível, vou cobrar depois Staninha....ah, eu vou....

- Ah, tio. Eu adoro a música também. O tio canta com a Anne, por favor? – Stana fez um movimento com a mão indicando “é criança”.

- Vamos todos cantar, docinho. Eu, você e principalmente o tio Nathan.

Sem ter para onde fugir, ele se submeteu ao pedido da menina. Pelo menos dessa vez não tinha platéia e Stana cantou junto com ele. No fim, eles acabaram se divertindo muito apesar da repetição quase que em loop infinito da canção cessada apenas quanto Stana bravamente conseguiu arrancar o controle remoto da mão de Anne e convence-la a jantar.

Após saborearem uma comida bem caseira, asinhas de frango, purê de batatas e salada, Stana levou Anne para o quarto. Já passava das nove da noite e a menina dava sinais de cansaço mesmo que lutasse para permanecer de olhos abertos. Em seus pijamas, a tia cobriu-a com o edredon deitando-se ao lado da garota para conversar um pouco antes de desejar boa noite.

- Você se divertiu hoje, Anne?

- Muitão – ela ficou olhando para o anel no dedo da tia por uns instantes – tia, Anne ficou feliz por você. Vai casar com o tio que é a mesma coisa que casar com o moço boito da televisão.

- Nesse caso é a mesma coisa sim – ela passou a mão no rosto da menina admirando a sua inocência com carinho – docinho, você entendeu tudo que eu e seu tio explicamos, sobre o segredo?

- Sim, tia. Anne sabe que não pode falar que a tia Stana vai casar. Anne promete que vai guardar segredo. Tia?

- Oi, docinho...

- Você e o tio vão ter filhos?

- Não sei, talvez algum dia. Independente disso, quero que saiba e guarde essas palavras; você será sempre a minha sobrinha linda e preferida, terá sempre um lugar especial aqui – apontou para o coração – sempre.

- Sempre... é o que o moço fala para a policial porque gosta dela. Anne sabe que é importante. Anne está do lado do tio Nathan no coração da tia?  

- Está sim, eu te amo, docinho – inclinou-se para beijá-la – boa noite. 

- Também te amo, tia Stana. Você também, tio – Stana virou-se para encontrar Nathan encostado na cômoda, caminhou até a cama e debruçou-se para beija-la.

- Boa noite, Anne. Sonhe com os anjos – de mãos dadas, eles deixaram o quarto com Stana apagando a luz, encostando a porta sem fecha-la totalmente. No quarto do casal, ela já despira a roupa zanzando somente de calcinha até encontrar o pijama que vestiria. Nathan observava o jeito dela deitado na cama. Após escovar os dentes, ela deitou-se ao lado dele.

- Eu fiquei preocupada com a reação de Anne. Juro que não esperava aquele choro. Partiu meu coração e confesso que fiquei sem saber ao certo o que deveria fazer.

- Mesmo assim, dominou a situação com maestria. Contornou o problema e fez a pequena sorrir novamente. Fiquei orgulhoso de você, ainda mais agora após essa conversa ao coloca-la para dormir. Você será uma mãe maravilhosa um dia, Stana.

- Eu não sei. Tenho certeza que você será o pai que toda a criança adora – beijou-lhe os lábios – espero que seja para meus filhos...

- Hum, então você não é como a sua personagem. Serão nossos, Staninha, quando você quiser.

- Um dia, Nate... um dia.

O domingo foi bem tranquilo para eles. Anne ficou apenas a parte da manhã com os dois, pois sua mãe já havia informado a Stana que a menina tinha uma festa de aniversário à tarde. Aproveitando a ideia, ao deixa-la em casa, a tia comunicou que passaria para pegar a sobrinha durante a semana à noite para a festinha do filho de Dara, disse que ia confirmar o dia e o horário assim que recebesse o convite. Ao voltar para a casa de Nathan, encontrou-o ao telefone e pela conversa deduziu que era Michelle. Esperou até que ele desligasse para questiona-lo.

- Você não contou a Michelle sobre os nossos planos, certo?

- Claro que não, amor. Eu disse que queria algumas comidas para essa semana, uma reunião que estou organizando. Nosso segredo é nosso. Simples assim.

- Eu tenho umas coisas para preparar também, vou ficar no quarto fuçando meu ipad se não se importa – beijou-lhe o rosto – mas adoraria ser surpreendida por um homem maravilhoso trazendo uma caneca de café para mim. Subiu as escadas e deitou-se na cama à procura do que vestir no dia de seu casamento. Mais tarde como ela esperava, Nathan surgiu trazendo café, biscoitos, panqueca acompanhada de bastante mel e uma tulipa enfeitando a bandeja. Ela saboreou o mimo recebido e fizeram amor preguiçosamente enquanto o sol se punha na grande Los Angeles.

A nova semana começou em ritmo acelerado. A produção de cenários estava de vento em polpa já focando em elementos para o próximo episódio. Paul também exigia bastante dos atores e da equipe técnica acelerando o processo de gravação. Na parte da tarde, entre o intervalo de uma cena e outra, Nathan conseguiu escapar a pedido de Dara que mentira ao dizer para Paul que David queria falar com o ator. Claro que tudo isso era pretexto a fim de arrasta-lo dali para que pudesse ver as alianças. Ela o levou para um dos cenários não utilizados naquele momento.

Estando somente os dois ali, Dara abriu uma caixinha preta mostrando os objetos de cena. Os anéis eram delicados e para a alegria de Nathan, de ouro branco. Quer dizer, sabia que aquelas especificamente eram falsas. Mesmo assim, ao segura-las em sua mão, sentiu um prazer e um arrepio por saber que estavam tão perto de realizar esse sonho na ficção e na vida real.

- Simples e lindas. Segure-as para mim, Dara. Preciso tirar uma foto. Comprarei as nossas idênticas exceto pela gravação que farei internamente.

- Ainda não estou acreditando que vocês vão realmente fazer isso.

- Às vezes, me pergunto se está acontecendo mesmo. Fico feliz somente de lembrar que não é um sonho – devolveu a caixa para Dara e puxou do bolso um pequeno envelope – aqui estão as informações, minha e de Stana para você providenciar a papelada. Esse número aí embaixo é do juiz.

- Pode deixar que estará tudo certo para realizarmos essa cerimônia. Ao que tudo indica pelas últimas conversas na sala dos escritores, a cena do casamento deve ser na sexta. Terri pretende acabar o resto do episódio na quinta ainda cedo pela manhã e marcar a reunião com vocês para discutir e entregar o script. Se algo mudar, aviso.

- Preciso voltar para gravar antes que Paul desconfie ou David apareça para ferrar tudo. Não podemos arriscar nada. Obrigado, Dara.

- Que isso, apenas fazendo meu papel de fada madrinha – piscou para Nathan.

De volta ao set para a filmagem da próxima cena, viu Stana conversando com o diretor enquanto os operadores de câmeras posicionavam seus equipamentos no cenário que simulava um bar. Era o momento de gravar a cena do encontro entre Castle e a Beckett do universo alternativo. A postos, aguardaram o sinal do diretor para fazer a cena. Stana recitou suas falas em diálogo sincronizado com Nathan até o momento que ela pergunta sobre Storm.

- Por que você matou Derrick Storm? – a pergunta simples tinha uma resposta rápida antes de enveredarem para a continuidade da investigação, porém Nathan saiu totalmente do roteito ao responder.

- É complicado, na verdade – ele pega na mão de Stana, algo totalmente fora do script - eu sabia que ia conhecer você, quer dizer, sua outra você. Escreveria Nikki Heat, me apaixonaria e seríamos felizes para sempre, se esse artefato não tivesse nos separado me enviando a outro mundo paralelo.

- Eu gostaria disso...

- Corta! Pessoal, que história é essa? Vocês saíram totalmente das falas...

- Foi o momento, desculpe – disse Nathan.

- Isso era para ser uma cantada? – implicou Stana e ao perceber que Terri e Dara estavam observando a gravação, não perdeu a oportunidade de falar – poxa! Castle e Beckett do mundo real não costumam ter encontros. Aliás, namoraram sem ter um encontro sequer, pelo menos representado em cena. Adoraria vê-los em um restaurante elegante, tomando um bom vinho, saboreando uma refeição deliciosa ao som de um piano. Podia ser em Paris – ela sorriu com um ar de sonhadora para Nathan.

- Eita! Agora o lado shipper da mulher explodiu – disse Dara entre risos – onde vamos arranjar orçamento para mandá-los a Paris?

- Foi apenas um exemplo, Dara. O que deixo registrado é a vontade de ver esses dois agirem como um casal normal. Toda a vez que estão fazendo alguma coisa interessante com a vida deles, o celular da Beckett toca ou são interrompidos por alguém, uma inconveniência danada. Enfim, fiz o meu protesto.

- Ótimo! Já que terminou, que tal voltarmos ao que não interessa, a filmagem. Pode ser? Essa seria a nossa última cena do dia. Quanto mais enrolarem, mais tarde sairão – disse Paul. As risadas, pelo tom da colocação anterior, cessaram. Ambos pediram desculpas e se concentraram em atuar como deveriam da primeira vez. Porém, ao olhar para Beckett prendendo o suspeito, recitar sua fala, Nathan acabou errando pela força do hábito dos velhos tempos.

- We make a pretty good team… like Starsky and Hutch, Turner and Hooch – ele parou e percebeu a besteira - droga! Minha culpa – suspirando em busca de concentração, recomeçaram. E mais uma vez, ele falou o nome da primeira dupla – Puta merda! Desculpa – Stana teve uma crise de riso tirando a concentração dele novamente. Por fim, conseguiram finalizar a cena.

- Nossa! Por que a Terri faz isso. Eu já me acostumei a falar essa frase como nas primeiras temporadas – disse Nathan – sinto falta disso.

- Dos episódios antigos? – Stana pergunta.

- Também, mas de implicar com Beckett e dos lances comédia.

- Pelo menos seu pedido é factível, Nathan porque a Stana só quer Paris... – Dara sacaneou.

- Você entendeu o que quis dizer, Dara. Vou para casa, tenho algumas coisas para resolver com a minha agente. Ah, antes que eu me esqueça, tenho algo para você lá no camarim. Pode vir comigo?

- Claro – as duas seguiram para o camarim de Stana, assim que fechou a porta, ela pegou seu ipad para mostrar a roupa que havia comprado para usar no casamento.

- Comprei e apenas falta entregar. Pedi para ser no meu apartamento porque se enviar para a casa de Nate, ele vai vê-lo, algumas tradições precisam ser mantidas.

- Com certeza – quando ela viu com detalhes a foto, não pode deixar de se admirar – oh, Stana! É lindo, você não podia ter escolhido melhor. Essa roupa é a sua cara. Clássica, simples e sexy, como a dona. Você será uma noiva deslumbrante. Mal posso esperar para ver a cara do Nathan. Pode contar comigo para cuidar do algo emprestado e azul. Se está me mostrando é porque quer que eu faça alguma coisa para você, acertei?

- Sim. Preciso que leve o vestido com você para a casa, não deixe Nathan ver. Assim que chegarmos lá, vou me vestir no quarto de hóspedes. Ah, e tem o vestido da Anne – vendo a cara de confusão da escritora, falou – minha sobrinha, depois explico a história por trás disso. Posso contar com você, então?

- Nem precisava pedir. Sou sua fada madrinha, esqueceu?

XXXXXXX

As gravações seguiram-se durante a semana. Nathan gravou com Susan e Molly enquanto Stana fazia alguns ajustes com o assistente de áudio e a editora. Naquela quinta-feira, eles fizeram a última externa do episódio na tal planta abandonada onde reviveram a cena do tiroteio tão famosa referente a season finale da terceira temporada. Terri, claro, fizera algumas mudanças no tal universo alternativo. Dessa vez, quem leva o tiro é Castle evitando que acertasse à Kate. Ao filmarem, aquilo, eles relembraram de bons momentos durante aquela temporada e a reação que causara no fandom. Depois de Always, essa fora a season finale mais impactante até hoje. Também comentaram sobre o personagem de Ruben, o capitão Montgomery morrera para salvar Kate e comentaram que sentiam falta de tê-lo no set.

Terminada as gravações, eles estavam na minicopa tomando um café. Ainda mexidos pela lembrança da cena, Nathan comentou.                        
- Sabe que eu considero essa cena que filmamos agora uma espécie de término, fechamento.

- Por que? – perguntou Stana curiosa.

- Porque desde quando Kate, sua Kate, foi baleada no enterro do capitão, Castle nunca se conformou em não poder evitar que aquilo acontecesse. Naquele instante quando a viu caída no chão, quase se esvaindo pelos seus dedos, viu que poderia ter perdido o grande amor da sua vida. Mesmo se declarando, ele não sabia se ela resistiria. A dúvida pairava na cabeça, será que veria o seu sorriso novamente? No fundo, ele nunca se perdoou por não ter salvo a vida de Kate. Ali, levando esse tiro, ele virou a página, deixou sua marca na história e livrou-se da culpa que o acompanhara durante anos.

- Nossa, Nate! Você realmente pensava tudo isso daquele momento? Estou impressionada. Quer dizer, se isso fosse dito por mim, todos entenderiam afinal meu título de rainha dos shippers, minha reputação mostraria que era um pensamento típico da Stana. Mas você? Sempre foi cético quanto ao relacionamento dos dois.

- O que somente prova que estou na profissão correta. Como escritor e roteirista seria um desastre. Melhor continuar atuando. E admito, estava errado. Unir Castle e Beckett em um relacionamento acabou gerando ótimas histórias e um novo leque de possibilidades. Posso dizer que hoje estou feliz por ter pensado tão erroneamente sobre o casal. E me faz orgulhoso de fazer parte desse projeto, dessa série e conviver com tantos escritores talentosos.

- Estou com uma vontade louca de te beijar depois dessas palavras... – os olhos dela famintos fitavam os lábios dele a sua frente – essa situação às vezes é frustrante – suspirou e bebeu um pouco de café. Sentiu o leve aperto da mão dele em sua coxa, sorriu  – Castle realmente foi um presente em nossas vidas.

- Sim, em todos os sentidos. Profissional e pessoal.

- Imaginei que estivessem aqui – Stana deu um pulo da cadeira ao ouvir a voz de Dara – desculpe, não foi minha intenção assustar você, Stana. Terri mandou chama-los. Quer entregar a próxima cena que vão filmar ainda hoje e depois fará uma reunião para falar do casamento. Será mesmo amanhã. Preparem-se.

- Obrigado, Dara. Em cinco minutos estaremos lá – esperou a escritora sair para comentar – está chegando a hora da verdade. Pronta para encarar o seu futuro dentro e fora das telas, Staninha?

- Mal posso esperar – disse sorrindo deixando as pontas dos dedos vagarem pelo braço dele por uns segundos.

Cinco minutos depois, eles estavam na sala sentados de frente para Terri. Fazendo uma breve explanação da cena sobre a volta de Castle ao seu mundo, quando já convencido de que não imaginava sua vida sem Kate, ciente da dor que ela experimentara durante dois longos meses sem notícias, volta a oferecer uma solução para ambos e pede a noiva em casamento novamente. Lembrou que a reação de Kate seria de total surpresa e deveria demonstrar a excitação por saber que inesperadamente iria realizar seu sonho finalmente. Feito isso, ela entregou o roteiro da cena dando-lhes um tempo para se prepararem e se juntarem a Paul para a filmagem da cena.

Quando eles sentiram-se seguros para gravar, entraram no set. Dessa vez, Paul não teve do que se queixar. Eles conseguiram realizar a cena em um único take, deixando todo o sentimento esperado por Terri gravado na telinha da câmera provando porque a química e o sincronismo deles eram o melhor já visto na televisão nos últimos tempos. Dispensados, dedicaram uma hora de seu tempo para uma pausa e o almoço.

Em um bairro vizinho ao do estúdio, alguém também vivia um momento de ansiedade. Anne esperava muitas horas por uma chance de consultar a mãe sobre a sua tia. Queria saber se ela já ligara. Aproximando-se da cozinha, tomou coragem e perguntou.

-  Mãe, a tia Stana ligou?

- Não, querida. Até agora nada. Acho que nem vai ligar.

- Mas ela disse que ia me levar pra festa e a tia não mente.

- Isso é verdade, porém você tem que se lembrar que ela trabalha muito e seus horários são um pouco diferente dos outros. De repente, acabou se enrolando lá no estúdio ou mudaram a programação e ela sequer pode sair. Capaz de nem ir para o aniversário se tiver que trabalhar até tarde – viu o olhar triste e ao mesmo tempo preocupado da filha, procurou acalma-la – Anee, não precisa ficar assim, a vida de Stana é atribulada, nada de tristeza, é só um aniversário não tem problema se não forem, haverá outras oportunidades. E você já passou o fim de semana com sua tia. Ela também precisa de espaço, de um descanso. Por que não vai brincar? Desenhar? Se ela ligar eu vou chama-la, ok?

- Tá bom – Anne foi em direção ao seu quarto. Não adiantava tentar explicar para a mãe que sua tia não podia esquecer a festa sem falar do segredo e não ia trair a confiança da tia agora. Em seu quarto, ela andava de um lado a outro pensando na tia e sobre o que estava prestes a acontecer. Como criança, Anne não sabia descrever seus sentimentos de maneira a demosntrar o que tudo aquilo significava. A seu modo porém, entendia que era um momento importante para Stana, seu momento de princesa como a Bela do desenho. Nesses últimos tempos, percebera o quanto a tia mudara. Ela sempre fora alegre, sorridente e bonita. Para a pequena Anne, sua tia estava melhor, diferente. Não saberia descreve-la exceto que estava feliz. E para a garota somente havia uma explicação: tio Nathan.

Ela colocou um dvd e ligou a televisão em seguida se esparramando na cama. O desenho da Bela e a Fera começava a passar prendendo parte da atenção da menina que enxergava durante aquela dança, sua tia. Estava inquieta, o que era reflexo do nervoso por ter que esperar pelo momento. Ao mesmo tempo, não conseguia parar de sorrir. Sim, estava tão feliz que era capaz de comer todas as verduras que sua mãe colocasse no prato sem reclamar ou até arrumar seus brinquedos. Foi até seu guarda-roupa abrindo sua caixinha de jóias para retirar um anel com uma pedra azul que havia ganho da tia no último natal. Colocou no dedo da mão esquerda e virou-o ao contrário para se parecer com uma aliança. Esticou a mão para admirar o efeito da jóia imaginando-se casada como sua tia Stana.

Na sua linguagem de criança era como se estivesse acabado de receber um convite para passar uma semana na Disney com todas as suas princesas preferidas, comendo todos os doces que tinha vontade. Era essa a sensação que a dominava. Talvez apenas sua tia entendesse o que estava acontecendo com ela naquele momento.  

O melhor disso tudo era saber que o tio Nathan iria ser seu tio de verdade. Simplesmente adorava Nathan. Com a tia casada, sua maior preocupação era continuar passando dias com os dois, ter a oportunidade de brincar e curtir os dois como tanto gostava. E talvez não fosse tão mal assim se sua tia tivesse um bebê. A tia já garantia que Anne era importante. Assistindo a cena da dança novamente, Anne sorria inclinando a cabeça para admirar o casal na tela, em sua mente ela conseguia ver Stana e Nathan tal como as personagens do desenho.

Ela estava vidrada na televisão brincando com o anel, tirando e colocando em seu dedo, quando a mãe entrou no quarto.

- Anne? O que você está fazendo? – ao ver a televisão passando o desenho, exclamou – que milagre você não estar vendo Frozen. Já enjoou? – a mãe sentou-se ao seu lado – sua tia ligou – no mesmo instante, o olhar voltou-se para a mãe sorrindo – ela pediu para avisá-la que está tudo certo para amanhã. Ela apenas irá confirmar a hora que passará por aqui para leva-la à festa. Disse que assim que tiver uma folga, liga para falar com você.

- Tia Stana falou da roupa?

- Não, disse apenas para eu vesti-la para um aniversário de criança. Por acaso você não andou pedindo roupas novas para sua tia, não Anne? Já falei para você que é falta de educação ficar pedindo presentes dos outros. Ainda mais de Stana que sempre faz tudo para você. Se eu sonhar que fez isso, ficará de castigo e nada de sair ou televisão por um tempo.

- Não! Anne não pediu nada da tia Stana, juro juradinho.

- Tudo bem, vou acreditar em você espero que esteja certa – ela se levantou da cama observando o jeito da menina ao remexer no anel – e pare de tirar e por esse anel, coloque-o na posição correta – saiu do quarto e Anne continuou brincando com o anel como se tivesse colocando uma aliança no dedo.

Após o almoço realizado na minicopa mesmo à base de sanduiches e saladas, Stana pediu licença para fazer uma ligação. Entrando numa das salas do estúdio, sentiu-se confortável para conversar reservadamente sem levantar suspeitas. Ao terceiro toque, a cunhada atendeu. Depois de alguns minutos de conversa fiada, foi a vez de falar com Anne.

- Tia Stana?

- Oi, docinho! Preparada?

- Sim! Vamos para o aniversário amanhã?

- Está tudo certo para nossa festa. Não comente nada e deixe sua mãe lhe arrumar para uma festa de criança. Você se arruma na casa do Nathan. Não se preocupe que seu vestido estará lá. Devo passar por aí umas quatro horas, mas aviso antes. Ponha sua mãe na linha. Vou dar as últimas recomendações a ela.

- Tá bom, tia. Eu te espero. Um beijo.

- Outro bem gostoso para você – Stana ainda conversou uns cinco minutos com a cunhada antes de desligar. Ao retornar a minicopa para pegar café, foi avisada de que eles se reuniriam em meia hora na sala dos escritores. Claro que o assunto era um só: o casamento Caskett. De repente, ela sentiu um arrepio no corpo, seu estomago cheio de borboletas, O dia tão esperado estava batendo à porta e independente de ficção ou vida real, a sensação de felicidade era a mesma, a ansiedade pior ainda.

Terri se reuniu com Stana, Nathan, Dara e David. Chegara o momento do casamento.  Calmamente, a escritora organizou alguns papéis formando uma pilha, sem dúvida os scripts deles. Sem querer, percebeu que Stana mordiscava o canto do lábio inferior além de bater incansavelmente as mãos nas pernas. Vendo a agonia que a atriz se encontrava, resolveu acabar com parte do suspense.

- Chegou a hora. Casamento Caskett. Pela última cena gravada, vocês sabem que Castle propõe a união deles. Infelizmente, não poderemos filmar no nosso cenário dos Hamptons. Então, o tão sonhado casamento será gravado aqui mesmo no estúdio para depois simular a paisagem dos Hamptons. Porém, não será menos importante se for assim.

- E quanto às alianças? Podemos vê-las? – apesar de saber exatamente como seria, Nathan preferiu não levantar suspeitas – conte para nós.

- As alianças são simples. Optei por peças que pareçam joias de ouro branco. São clássicas e elegantes, ideal para combinar com o anel de compromisso de Beckett caso ela queira usar junto. Em minha opinião, tem tudo a ver com Kate Beckett – ela tomou fôlego para continuar – são seis anos de trabalho árduo, diversão e dedicação. Por mais que eu já esteja acostumada a tudo isso, confesso que foi difícil escrever a cena do casamento. Eu podia visualizar cada olhar, gesto e sorriso nessa cena. Curti cada momento ao escrever, especialmente os votos. Eles são uma mensagem especial para todos, vocês dois, os fãs e Andrew, ele sabe porque. Palavras são poderosas quando lidas, mas dizê-las da maneira correta causam um impacto ainda maior. Não tenho dúvidas que vocês são as pessoas ideais para transformar as palavras, meros instrumentos de comunicação, em puro sentimentos.

Terri respirou fundo por alguns segundos controlando a emoção.

- Agora é a sua vez. São seis anos de aventura, amizade, lutas e cumplicidade. Resumindo, é tornar os sentimentos dessas personagens reais. Tenho certeza que pelo que já vi vocês fazerem, ficará perfeito. A atuação de vocês irá emocionar o fandom inteiro. Só depende de vocês – ela entrega os scripts – por favor, leiam com calma. Nada de pressa. Pensem em tudo que se passou com Castle e Beckett e façam a mágica de vocês amanhã.

- A cena será gravada provavelmente no início da tarde dependendo dos trabalhos de maquiagem e figurino – disse David - sem esquecer de um ensaio prévio se vocês quiserem ou mesmo uma preparação para a cena. Provavelmente estarão dispensados por volta das três, no máximo quatro. Tudo de acordo com o ritmo de vocês. Não temos pressa para gravar a cena de amanhã. Portanto, recomendo que vão pra casa, trabalhem nos textos, descansem.

- Obrigado, David – disse Nathan - Terri, se depender de nós você terá sua emoção na tela e uma multidão de fãs às lágrimas.

- Não tenho dúvidas, Nathan – respondeu Terri – Stana, tudo bem? Você está calada. Pensei que ia fazer uma festa, tagarelar até que eu mandasse você se calar.

- Está tudo bem, Terri – disse Stana – eu apenas estou absorvendo a situação. Não é segredo para ninguém que eu sonho com esse momento desde o piloto da série. É um momento especial, talvez você não saiba o quanto. Esse momento exige toda a minha concentração. Meu Deus! Eu nem li o script, mas jã sei que eu sozinha ao decorar minhas falas, me emocionarei. O momento de Kate e Castle será perfeito. Pode esperar – ela olhou para Nathan buscando conforto e encontrou um sorriso além do aceno da cabeça concordando com ela – acho que está na hora de colocar isso em prática, não?

- Você tem razão, Stana. Vamos colocar a mão na massa – disse Nathan.

- Ótimo! Não poderia concordar mais com os dois – disse David.

- E quanto ao próximo episódio? – perguntou Dara – não vai contar a eles?

- Não, faremos isso na segunda. Eles tem muitas emoções para digerir, Dara – afirmou Terri – um dia por vez. Bem, dispensados meus amores. Estejam descansados e prontos. Sei que vão me deixar orgulhosa como em outras vezes.  

Stana saiu do estúdio direto para seu apartamento. Mandou uma mensagem para Nathan no caminho dizendo que iria se dedicar ao trabalho.

“Babe, going home. I need to concentrate. Very BIG Day tomorrow. Still feels like a dream. ILY.X S”

Claro que ele respondeu “Staninha, don´t worry. Can´t wait. ILY. So tomorrow? NF”

Após um banho, ela sentou-se na cama com o roteiro nas mãos. Suspirou antes de começar a leitura. A preocupação de Stana era somente uma: conseguir fazer a cena com emoção sem verter em lágrimas. Cuidadosamente, ela leu as observações referentes a cenário. Aquilo criou uma imagem na sua mente que a colocou exatamente no clima da cena. Ao ler pela primeira vez as palavras que Terri escrevera para os votos de Kate, um filme passou na cabeça de Stana. Todas as lembranças, momentos seus, deles, formavam-se na mente. Foi impossível não chorar. De forma simples e bonita, Terri conseguira retratar todo o sentimento de Kate por Castle, o que significava uma espécie de espelho para a sua vida com Nathan.

Seis anos... como o tempo passa quando nos divertimos, quando se faz o que ama! Fechando os olhos, ela recitava as palavras com precisão. Sentiu sua voz embargada enquanto as lágrimas ainda escorriam pelo rosto deixando a emoção aflorar diante de seu momento íntimo. O choro era de felicidade. Aquele seria um momento de demonstração a tudo que ela lutara e buscara na vida. Não podia agradecer mais a Marlowe por seu instinto ao contrata-la apenas por vê-la junto a Nathan enquanto ele cortava a blusa que vestia. Ainda guardava a peça com carinho, da mesma forma que guardava o ingresso do show do Duran Duran que fora com Nathan enquanto filmavam o piloto, o colar de Johanna e seu primeiro script de Flowers for your grave. Stana tinha muitas coisas de Castle em seu escritório, mas essas em especial tinham seu cantinho reservado.  

Levantou-se da cama, abriu o seu armário e retirou a peça de roupa da última gaveta onde guardava com carinho. Colocando sobre a cama, passava a mão sobre o tecido acariciando e sorrindo. Recomeçou a falar o texto. Já sabia de cor e tinha certeza que ficaria marcada na memória e no seu coração para sempre. Então, lembrou-se que amanhã era também seu casamento com Nathan, sua vida real. Precisava ela mesma escrever umas palavras, seus votos. Com papel e caneta na mão, ela começou a tarefa. Após duas horas, ela terminara e decorara os votos. Pegou o celular e decidiu ligar para sua mãe. Apesar de não poder contar sobre o que aconteceria em sua vida amanhã, ouvir a voz dela já ajudaria a domar uma parte da ansiedade que sentia. Assim que sua mãe atendeu, ela sorriu automaticamente.

- Hey, mom... tudo bem?

- Stana, que surpresa. Está tudo bem, filha. E o trabalho?

- Tudo caminhando de maneira excelente. Acho que estou vivendo um momento maravilhoso com relação a minha vida profissional e só faz o lado pessoal ficar melhor. Estava com saudades de ouvir sua voz.

- Tem certeza que está mesmo bem, filha? – sexto sentido de mãe é algo poderoso – se quiser conversar ou me contar algo, você sabe que estou aqui – ouviu a gargaslhada da filha. Aquilo acalmou seu coração. Havia algo de diferente na voz dela. Parecia mais relaxada, mesmo não sabendo por que ficou feliz por sentir sua menina de bem com a vida.

- Dona Rada.... a senhora não tem jeito. Não tenho nada para contar, apenas quero saber se estão todos bem por aí. Vou sair com a Anne amanhã. Temos uma festa. Aiiás, ela passou o sábado comigo. Está muito esperta aquela menina, mãe.

- Sinto falta da minha neta, você é louca por essa menina, um grude só. Será que já não está na hora de ter o seu?

- Mãe, não apresse as coisas. No fundo, nem sei se conseguirei ser mãe.

- Nessa sua indecisão por namorar quem deveria, já vi que dançarei com relação a ter netos vindo de você.

- Não diga isso, a senhora pode se surpreender...

- O que você anda aprontando, menina? – disse Rada curiosa. Será que ela estava escondendo algo? – me avise pelo menos com uma semana antes de ir ao hospital se quiser minha ajuda.

- Calma, mãe. Olha preciso desligar, estou trabalhando no texto de amanhã e preciso descansar. O dia será puxado. Por favor, dê um beijo em todos aí.

- Tá, filha. Se cuide.

Stana conseguiu ficar um pouco mais calma após falar com a mãe. Deitada na cama, ela fechou os olhos recitando seus votos novamente enquanto os dedos seguravam a corrente com o anel dado por Nathan. Demorou para dormir e naquela noite, sonhou com ele e sua viagem a New York, um sono bem merecido para a véspera de um dia especial.

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Nathan preocupou-se em fazer o follow up em Michele para garantir que tudo estava em ordem para amanhã. Passou pessoalmente na joalheria para pegar as alianças e seu smoking para a noite. Deixou tudo arrumado em seu quarto, garantindo o quarto normalmente usado por Anne para Stana se arrumar. Estava nervoso. Por mais simples que fosse, a data era importante e não queria nada fora do lugar. Tudo deveria estar perfeito. O quintal à beira da piscina já estava arrumado com uma tenda branca, alguns enfeites como luzes e velas espalhadas ao redor da piscina.

As flores seriam entregues no dia seguinte, além de outros ornamentos da decoração como o tapete vermelho que ele solicitara, além de uma mesa de jantar de tamanho médio. Michele garantiu a ele que tudo estaria lá conforme seu pedido. Ainda não entendera o propósito dessa reunião que Nathan inventara, mas como conhecia algumas excentricidades do ator, não contestou. O jantar solicitado por ele, bebidas e os aparatos domésticos seriam arrumados pela manhã.

Um pouco mais confiante de que Michele tomaria conta dos detalhes, foi sua vez de dedicar-se ao que Terri pedira com relação ao dia de amanhã. Serviu-se de uma taça de vinho, com o script na outra mão, ele sentou-se na cama. A caixinha com as alianças estava sobre a cômoda. Sentiu um desejo incontrolável de admirá-las durante o momento que decorava seu texto. Abriu a caixa para contempla-las mais uma vez. O ouro branco realçava o brilho de uma pedrinha de diamante que ele mandou acrescentar na aliança dela. Colocando-a na palma da mão, Nathan olhava para a jóia delicada e pequena. Por dentro da aliança, as palavras gravadas simbolizavam o amor do modo deles.

Começou a ler os votos escritos por Terri. Em um conjunto de palavras, a escritora resumiu tudo o que Kate significava para Castle, uma singela e impactante homenagem aos seis anos que os levaram aquele momento. Aqueles votos aplicavam-se a eles também. Uma boa parte deles. Repetia um, duas, várias vezes, não mais com o intuito de decorar e sim para absorver cada palavra e seu significado. Retornou as alianças para a caixa, colocando-a ao lado da cama em sua cabeceira.  

O bloquinho de anotações que deixara sempre à mão ao lado da cama para alguma necessidade, estava nesse momento na cama. Nathan começava a rabiscar seus votos para Stana. Ao fazê-lo constatou o quanto era difícil expressar seu amor em palavras. Esse era o problema com as emoções. Sua definição assim como do amor é complicada de descrever. Emoções existem para serem sentidas. Por um bom tempo, ficou riscando e rabiscando no papel até suas ideias tomarem forma diante do papel coberto por lembranças de mais de um ano de relacionamennto e seis longos anos de convivência. Ao largar a caneta, vislumbrou o que escrevera pela última vez. Nathan chegara à conclusão de que podia escrever mil palavras e ainda assim não conseguiria dizer o que ela representava para si.

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A atmosfera no Raleigh Studios naquela manhã de sexta-feira era contagiante. Todos eram só sorrisos. Stana deixava um brilho incomum por onde passava, não tinha como as demais pessoas não envolvidas no desenvolvimento da cena sentirem-se diferentes. Todos se embriagavam da alegria presente no set. Nathan estava tranquilo, ou era assim que sua aparência demonstrava aos que o viam conversando e rindo durante a maquiagem e a preparação da cena, por dentro ele estava uma pilha de nervos. Não somente com a filmagem do casamento Caskett logo mais, como principalmente a sua própria reunião à noite. Dara andava circulando nos corredores checando os últimos detalhes para que tudo estivesse em cena de acordo com o esperado. Circulou pelos camarins de Molly, Susan e Scott. Tudo caminhava bem. Sua próxima parada foi no camarim de Nathan. Bateu na porta de leve. Ele estava ajeitando a camisa, fechando os botões do punho.

- Hey, tudo bem aí? – entrou fechando a porta atrás de si.

- Dentro do programado – fitando-a pelo espelho.

- Você sabe que não estou me referindo apenas aos preparativos para a cena, quero saber como você, Nathan Filion, está.

- Uma pilha. Nem sei explicar direito. As palavras de Terri no meu ouvido, o texto na cabeça e um frio na barriga. Você tem noção de que vou fazer isso duas vezes hoje? Nem consigo imaginar como Stana deve estar se sentindo. Dara, e se ela começar a chorar? Eu estou emocionado então nem preciso dizer que ela está nas nuvens e deve ser a emoção em pessoa.

- Ainda não a vi. Não se preocupe, vocês são atores, sabem controlar as emoções. Pelo menos nesse casamento da ficção sei que ela vai dar conta. Tudo certo na sua casa?

- Sim, os últimos detalhes serão resolvidos agora de manhã.

- E as alianças? Estou curiosa de verdade.

- Você sabe exatamente como elas são. Estão comigo, fui busca-las pessoalmente – ele vestia a parte superior do smoking, Dara ajudou-o a ajeitar a gola das camisa – será que vai demorar muito para gravarmos essa cena? O nervosismo está se tornando ansiedade.

- Segure as pontas. Vou checar a noiva.

- Promete que passa aqui depois para dizer como ela está?

- Tem certeza que quer saber? Você pode ficar ainda mais nervoso porque uma coisa é certa. Stana deve estar elétrica.

- Por favor, Dara - ela piscou para Nathan e saiu. Quando bateu na porta do camarim de Stana, ouviu a voz de Luke perguntando quem era. Ao responder, ele autorizou a sua entrada. No meio do espaço, ela permanecia de calcinha e soutian enquanto recebia a maquiagem. O cabelo já estava arrumado. Dara sorriu ao ver a roupa devidamente arrumada apenas esperando para Stana vesti-la.

- Como está a nossa noivinha da ficção? Oi, Luke!

- Dara estou esperando para vesti-la. Cindy já está terminando. Aproveitando que você chegou aqui, vou dar uma saidinha. Volto em dez minutos. Cuide dela – bastou Luke sair que a maquiagem foi terminada.

- Se precisar de mim, chame. Com a saída de Cindy da sala, Dara se viu sozinha com Stana.

- Então, como vai o coração? Ansioso? Agitado?

- Ai Dara, nem me fale! Eu não sei o que fazer para controlar minhas emoções. Estou usando de toda a concentração que possuo para evitar de desabar. Tenho medo de quando andar com Scott minhas pernas falharem, isso sem contar com a outra cerimônia. Não sei o que esperar dos votos de Nathan, a Terri fez muito mal em não fornecer o script completo. Tenho medo de não me controlar.

- Stana você é uma atriz. Vai conseguir colocar a emoção necessária para o que quer passar e sentir para o nosso público. Aliás, você será verdadeira independente de atuação. Eu quero saber se está tudo certo para o seu outro compromisso.

- Você que deve me dizer- Dara riu ao ver o olhar de espanto no rosto dela – por favor não me dê um susto desses. Não com a tensão que estou passando, meu estomago está revirando, parece que tem um coelho pulando aqui dentro.

- Relaxa, está tudo sobre controle. Suas roupas já estão comigo. Tudo o que precisa fazer é brilhar como sempre, ser Kate Beckett, a mesma de tantas atuações memoráveis, apaixonada por Rick Castle. Todo o universo conspirará ao seu favor. Concentre-se no que virá depois, a sua felicidade. Agora cadê o buquê da Kate? Terri me disse que ficou muito bonito.

- Meu Deus! Esqueci do meu buquê. E agora? Tenho que ligar para uma floricultura, será que consigo comprar quando sair para buscar Anne? – o pânico se instalara no rosto de Stana – vai dar tempo?

- Stana! Pare! – Dara segurou-a pelos braços – olhe para mim. Você já tem um buquê. Eu e Nathan conversamos sobre isso, levarei junto com os vestidos. Acalme-se. Sente-se aqui e respire – nesse instante Luke entrou.

- Podemos arrumar a noiva? – ao ver a cara da Stana estranhou – o que aconteceu? Está tudo bem?

- Está, Luke. Ela só está um pouco nervosa. Vamos colocar o conjunto porque eu estou curiosa para vê-la arrasar – eles ajudaram Stana e quando a mesma se viu no espelho, surgiu um belo sorriso – incrível! Você está linda. Maravilhosa.

- Realmente, não tem roupa que fique ruim em você, Stana. Tudo fica deslumbrante. Aqui – Luke pegou o buquê entregou nas mãos dela – perfeita! Merece uma foto não, Dara? Cadê seu celular? – Dara pegou o celular dela sobre o balcão e tirou a foto.

- Agora é só aguardar Scott vir te chamar. Vou estar assistindo.

Luke a deixou uns minutos a pedido da própria Stana. Olhando-se no espelho respirou profundamente. Chegara a tão sonhada hora para Kate Beckett, era o seu momento também. Sua personagem se fundira a pessoa que era, sua conquista era dela. Aqueles poucos minutos que estavam por vir, representavam seis anos de trabalho e um prelúdio para sua própria felicidade. Em um exercício de concentração, ela procurava manter a calma para que o nervosismo não a atingisse. Seria bem difícil controlar as emoções por si só. Fechou os olhos imaginando Nathan a sua frente. Recitou novamente todas as suas falas. Um sorriso refletiu-se no espelho. Ela ia se casar.  

No set de filmagem, tudo estava em seu devido lugar. Apesar do fundo azul cobrindo a parede que mais tarde simbolizaria o por do sol nos Hamptons, os demais itens do cenário montavam a cena. Susan e Molly já estavam a postos em seus lugares, o mesmo valia para o ator interpretando o juiz. Nathan surgiu trajando o seu smoking. Se ele já era lindo e charmoso, com a roupa ficou ainda mais perfeito. Não era apenas a roupa que o tornava irresistivel, o semblante denotava a alegria do momento, o nervosismo e a ansiedade, sentimentos geralmente não esperados em um casamento na ficção. Claro que ninguém desconfiava que parte do que povoava sua mente era devido ao seu próprio casamento a se realizar logo mais. Ele se colocou na posição de noivo pronto para encenar seu personagem.

O diretor pediu silêncio no set e introduziu a música. Quando Stana apareceu de braços dados com Scott segurando um buquê de flores do campo,lírios e tulipas, Nathan sentiu o coração parar por alguns segundos. Ao se deparar com o sorriso de Stana caminhando em sua direção, pensou em como era emocionante ver um sonho transformar-se em realidade. Os olhares do casal pareciam conectados por uma linha invisível impossivel de romper. Não havia adjetivos para descrever como ela estava, era Stana e ponto final.

Ele estava de tirar o fôlego. Não havia outra forma para descrever o que sentia olhando para aquele homem maravilhoso a sua frente. Ao subir no pequeno púlpito improvisado, ela não se aguentava de alegria.

- Hi...

- Hi! – ele respondeu. O juiz disse sua fala e Stana entregou seu buquê a Molly. Segurando a aliança entre os dedos, Stana pegou a mão de Nathan na sua para desposa-lo com seus votos. O tom de emoção na voz dela não podia ser ignorado. Transbordava a cada palavra.

- “The moment that I met you my life became extraordinary. You taught me to be my best self, to look forward to tomorrow’s adventures. And when I was vulnerable you were strong – ela pausou para conter a emoção que teimava em querer domina-la - I love you Richard Castle, and I want to live my life in the warmth of your smile and the strength of your embrace. I promise you I will love you. I will be your friend and your partner in crime and in life. Always.”                 

Nathan sorria como um bobo, cada palavra entrava pelos seus ouvidos e tocava diretamente seu coração. Pegou sua aliança, tomou a mão de Stana na sua. O simples gesto a fez ficar olhando para o anel em seu dedo como se congelasse o momento para sempre.  Os olhos ardiam e ela lutava para não verter as lágrimas.

- "The moment we met, my life became extraordinary – nesse momento, Stana tornou a fita-lo deixando um gemido de emoção escapar de seus lábios, engoliu o choro em seco - You taught me more about myself than I knew there was to learn. You are the joy in my heart. You’re the last person I want to see every night when I close my eyes. I love you, Katherine Beckett, and the mystery of you is the one I want to spend the rest of my life exploring. I promise to love you, to be your friend and your partner in crime, and life, till death do us part—and for the time of our lives." - cada palavra era pronunciada em meio a um sorriso, ao final delas era exatamente isso que Nathan via a sua frente, o mais belo sorriso acompanhado de pequenos risos extrapolando a emoção de estar vivendo esse momento.

- Pelo poder investido em mim pelo estado de New York, eu os declaro marido e mulher – Stana já não conseguia segurar mais o sorriso, a risada gostosa escapou demonstrando a feliciadade da personagem que também era sua. Ela beijou-o em meio a risos. Não eram Castle e Beckett, eram Stana e Nathan. O diretor gritou corta. Quando o fez, Stana fechou os olhos e suspirou. Nathan percebeu que a mão dela tremia. Apertou procurando conforta-la, porém ela não conseguiu evitar a lágrima que escorria em seu rosto.

Não fora apenas Stana quem sucumbira às lágrimas. Susan, Terri e Dara todas tinham os olhos vermelhos. Imaginavam a reação dos fãs ao ver todo o cenário pronto após o desenrolar do episódio. Ainda tinham uma parte dda cena para gravar. Cindy se aproximou de Stana para retocar sua maquiagem, assim que terminou ouviram o diretor avisar.

- Cinco minutos. Nathan virou-se para ela.

- Está tudo bem? – ela já estava apoiada no ombro dele a exemplo de como deveriam ficar na cena. Sorrindo, virou o rosto em direção ao pescoço, com um meio sorriso roçou o nariz na pele dele. A vontade era de beijar-lhe novamente.

- Está sim.

- Falta pouco, Staninha – o diretor se aproximou indicando o lugar de cada um na cena. Paul fez questão de perguntar se estava tudo bem com os protagonistas principalmente com Stana. Satisfeito, ele ordenou a contagem, gritando ação em seguida.

- Mrs. Castle, would you like to dance?

- There´s no music… - ela o observou puxar o celular do bolso para executar a canção que se tornou deles, Castle e Beckett, “In my veins”. Ele a tomou nos braços para simplesmente curtir o momento. Era um instante somente deles, mesmo que cercados por várias câmeras. Ela se aconchegou apoiando a cabeça no ombro dele colando seu rosto ao de Nathan. Era com uma concentração suprema que evitava se lançar completamente na troca de carícias, estava muito próxima para sentir o cheiro dele, ainda se demorou um pouco mais do que era esperado para dizer sua frase derradeira – it´s perfect.

Eles não ouviram o diretor gritar “corta”. Estavam embalados nos braços um do outro para se deixar incomodar com o que se passava ao seu redor. Stana fechou os olhos permitindo-se colar seu corpo no dele ao som da melodia de Andrew Belle que ainda tocava. Terri observava a cena a uma certa distância. Era um momento deles e não seria ela quem destruiria algo tão íntimo e singelo entre aqueles dois atores e parceiros.

Quando a canção terminou, ela deixou os lábios roçarem no pescoço dele antes de afastar-se de Nathan. Não se separou totalmente colocando as duas mãos em seu peito alisando o smoking, a aliança reluzia em seu dedo junto ao anel. Sorriu para ele uma última vez falando baixinho.

- Vamos dar o fora daqui... acabei de lembrar que tenho outro casamento para ir – Nathan riu, balançou a cabeça para a direita indicando que alguém se aproximava, Stana se afastou vagarosamente. Terri já subira na estrutura onde eles estavam, abraçou Stana com força, beijando-lhe o rosto. Fez o mesmo com Nathan se mantendo entre os dois comentou.

- Foi lindo. Perfeito. Ninguém mais poderia ter feito esse sonho tornar-se realidade como vocês. A emoção estava visivel nos dois como também em toda a platéia. Sim, porque vocês nos levaram as lágrimas. Obrigada por tornar Castle e Beckett reais e adoráveis. Vocês tem todo o meu amor. Mal posso esperar para ver a reação dos fãs – tornou a beija-los. Dara se aproximou com um lencinho nas mãos, queria agradecer, porém precisava alerta-los quanto ao horário.

- Da próxima vez que forem me fazer desidratar, peço que avisem com antecedência. Mágico! De repente me deu uma vontade louca de casar com Nathan Fillion. Que voz foi aquela, o olhar... sério, vocês estão de parabéns, Stana principalmente por conseguir segurar as lágrimas diante do momento. Achei que Kate Beckett ia fraquejar, render-se ao choro, pois eu reparei você engolindo em seco – Stana apenas sorriu evitando comentar muito, tarefa difícil para alguém tão shipper como ela. Então, acabou se dirigindo a Terri.

- Você fica nos elogiando quando no fundo é você que merece todos os elogios por um episódio divertido e cheio de enigmas ou easter eggs que farão os fãs vibrar e ainda termina com as palavras ainda doces e significativas num discurso capaz de emocionar qualquer um, sem esquecer da pegadinha que aprontou conosco no último minuto. Entregar um script onde havia apenas os votos de cada um. Eu não sabia o que esperar quando Nathan estivesse na minha frente!

- E funcionou, não? Tornou a emoção mais verdadeira. Atingimos uma nova etapa importante nessa série, o desejo de Stana desde o piloto foi finalmente atendido e só levamos sete temporadas! Castle e Beckett estão oficialmente casados – Stana mostrava a aliança balançando a mão esquerda na cara de Terri.

- Tenho medo de perguntar quando ela pretende dar ao casal um bebê. Décima segunda temporada? – Nathan brincou e fez todas rirem com ele. Dara resolveu encurtar a conversa para que eles saíssem logo do estúdio e pudessem se preparar para o evento mais importante do dia.

- Como Paul já encerrou, acredito que nossos protagonistas estão liberados, não? Merecem um descanso depois de toda essa emoção. Segunda será a vez de se divertir e dar muitas risadas com a próxima experiëncia de Castle e Beckett. Que acha, Terri, estou errada?

- Não, Dara. Absolutamete. Vocës podem curtir um ótimo fim de semana. Vejo vocës na segunda – quando Terri se afastou, Dara suspirou fazendo cara de alívio.

- Ufa! Estava com medo que ela convidasse vocês para bater papo, tomar um café, essas coisas... chega de perder tempo! Se mandem daqui. Stana, vá logo buscar Anne e me encontre na casa de Nathan. Vou arrumar vocês, cabelo e maquiagem é por minha conta. E quanto a você, mocinho, ligue para Michele e garanta que tudo está em ordem. Eu tenho uma falsa consulta no dentista essa tarde. Chad somente se juntará a nós às seis da tarde.

- Stana, será que estramos em outra realidade alternativa depois do casamento de nossas personagens? Estamos sendo ameaçados, percebeu?

- Sabe como é, Nate algumas pessoas não entendem como o poder funciona. Você lhe dá uma tarefa e de repente acham que vão dominar o mundo – ela revirou os olhos afetada para implicar com Dara.

- Palhaços! Andem logo, temos muito o que fazer.

- Nós te adoramos também, Dara – disse Nathan deiando o set rindo.

Stana saiu do estúdio direto para a casa do irmão. Ela ligara enquanto trocava de roupa para avisar a cunhada que em meia hora estaria passando para pegar Anne. Ela chegou cinco minutos adiantada, porém sabia que a sobrinha estaria prontíssima à sua espera. Despedindo-se da cunhada após jogar um pouco de conversa fora, ela rumou para a casa de Nathan. No caminho quando percebeu ser seguro comentar, ela soltou um grito para a menina.

- Eu vou casar hoje!!! – a reação da menina foi gargalhar batendo palmas ao ver o jeito da tia.

- Você está muito feliz, tia Stana! Anne gosta quando a tia sorri muito. Fica feliz também – de repente ela se lembrou da pergunta que passou ontem e hoje querendo fazer – e o meu vestido, tia? É bonito? Que cor? Está aqui, posso ver?

- Oh, oh... calma aí mocinha. Parece uma metralhadora de perguntas! – ela riu enquanto a menina dava de ombros – seu vestido está na casa de Nathan, os detalhes você saberá quando chegarmos.

- Mas tá demorando muito, Anne tá curiosa. E as alianças? Você já viu, tia? Tio Nathan disse que Anne vai tomar conta delas.

- Isso é assunto do seu tio. Terá que se entender com ele – ela estacionou o carro – pronto, chegamos. O portão estava aberto. Provavelmente devido aos preparativos. Anne saiu correndo do carro feito uma bala. Stana não se incomodou. Sabia que a menina estava numa ansiedade e curiosidade grande demais para ser reprimida. Não era para menos, era tudo novidade para uma criança. Quanto à noiva, nossa, ela não podia estar mais nervosa agora que adentrara a casa de Nathan. Estava a poucas horas de se tornar a Mrs. Nathan Fillion, não era a cerimônia ou os minutos que antecediam aquele momento que a deixavam com o coração para sair pela boca, era a excitação de saber que estava prestes a começar uma nova etapa da sua vida, na qual os desafios não seriam menores, as descobertas seriam maiores, o companheirismo seria ingrediente chave, vida de casado, uma daqueles momentos esperados por muitos.

Ao entrar na sala, encontrou Anne agarrada ao tio. Dara conversava sobre bebidas e espaço para sobremesa quando a viu.

- Ótimo que você está aqui. Não podemos perder tempo, preciso arrumar vocês. Sua única preocupação deve ser ficar pronta para o seu grande momento. Vamos, já está tudo separado esperando por nós no quarto de hóspedes.

- Imagino que já foram apresentadas. A tia Dara é minha amiga e também do tio. Gostamos muito dela e parte desse casamento não estaria acontecendo se não fosse pela sua ajuda – o olhar da menina se arregalou assustada.

- Tia! Você falou o segredo! Não pode contar o segredo! – ela balançava a cabeça frizando a testa demonstrando que em sua visão a tia cometera um erro terrível. Stana sorriu agachando-se à frente da sobrinha.

- Hey, docinho. Está tudo bem, tia Dara conhece o segredo da tia e do Nathan. Não se preocupe, todos que estão aqui hoje conhecem nosso segredo – ergueu o queixo dela para que seus olhos se encontrassem – tudo bem?

- Tudo bem – a menina olhou para Dara e sorriu – desculpa, tia Dara.

- Ah, que isso pequena. Não precisa se desculpar e posso dizer que você é muito leal com sua tia. Sabe mesmo guardar um segredo. Parabéns! Agora que tal subirmos e cuidarmos da beleza? Está tudo do quarto de hóspedes.

- No quarto da Anne, tia.

- Que ótimo – ela passou por Dara indo na direção dele, beijando-o suavemente nos lábios – tudo bem por aqui? Com você?

- Tudo sob controle e conforme o planejado. Quanto a mim, não vejo a hora de vê-la caminhar na minha direção para realizar um sonho.

- Falta pouco... – beijou-o novamente e seguiu pelas escadas na companhia de Anne e Dara.

Assim que entrou no quarto e viu o seu belo vestido azul em um tom mais escuro que o bebê lembrando a cor dos olhos de Nathan.  Pendurado numa das portas do armário, Anne soltou um grito. Ela se aproximou do vestido tocando-o com cuidado para admira-lo antes de prova-lo. Viu também os sapatos brancos de verniz.

- Tia Stana é tão lindo... Anne vai ficar tão bonita!

- Gostou, docinho? Então deixe a tia Dara cuidar dos seus cabelos e lhe arrumar. Enquanto isso, vou tomar um banho.             
                  
Dara colocou a menina sentada na cadeira ficando de pé para desembarasar e pentear os cabelos como imaginava ser melhor a fim de combinar com o vestido. Terminada a primeira tarefa com um lindo laço azul de longas pontas preso ao pequeno tufo de cabelo separado por Dara, ela tratou de ajuda-la a calçar os sapatos, deixando como última tarefa colocar o vestido. Assim que subiu o fecho, ajeitou a saia da roupa para ficar bem armada e sugeriu que ela se olhasse no espelho. No instante em que se viu diante da sua imagem, os olhinhos da menina brilharam. Stana acabara de sair do banheiro enrolada na toalha quando a menina sorrindo admirava seu reflexo. Passava a mão sobre a saia com cuidado para não amassar a roupa, virando-se para Dara sentada na cama, abriu os bracinhos e beijou-a.

- Obrigada, tia Dara. Anne tá muito linda.

- Está mesmo, uma princesa – exclamou Stana – estou até com medo de perder o noivo para você, Anne.

- Aí, tia – a menina revirou os olhos – tio Nathan é louco pela tia e muito velho pra Anne – Dara não aguentou e desatou a rir.

- Essa menina vai longe. Tem a quem puxar. Isso mesmo, Anne. Sua tia está falando besteira. Que tal você dar uma olhada em como estão as coisas lá por baixo, veja se o Nathan já está pronto, mas cuidado para não se sujar. Se seu tio ainda não tiver terminado de se vestir, fique quietinha na sala esperando por nós, combinado?

- Tá bom, tia. Vou lá atrás dele – assim que a menina saiu do quarto, Dara virou-se para Stana e suspirou.

- Certo, sua vez. Sente-se aqui, madame. Vamos fazer logo essa maquiagem – com Stana de olhos fechados, Dara começou a trabalhar em seu rosto, pretendia fazer algo muito simples e discreto, típico de uma mulher elegante como Stana, porém não abriria mão do batom vermelho.

Enquanto a noiva se arrumava, o noivo estava praticamente pronto faltando apenas colocar o paletó do smoking. Anne descera as escadas procurando por ele, nem sinal dele na sala. Dirigiu-se para o quintal procurando-o na área da piscina. A decoração estava muito bonita. Anne adorou a tenda. Havia muitas flores enfeitando o caminho onde a noiva deveria passar. Como gostou, tinha certeza que a tia também aprovaria. Avistou Nathan próximo ao lugar onde o homem geralmente fala para os noivos, um lindo vaso de tulipas brancas estava ao lado.

- Tio Nathan como você está bonito. Acho que vai fazer a tia chorar.

- Você também, Anne. Adorei a cor do seu vestido. Lembra quando convidamos você para vir ao nosso casamento, disse que tinha uma tarefa especial para você. Chegou a hora de fazer isso – tirou do bolso uma caixa azul, abrindo-a na frente dela. Anne levou a mão à boca maravilhada com as alianças – que tal? É você quem vai segurar as peças mais importantes da noite, sem elas não tem casamento. Vou colocá-las sobre uma pequena almofada para você segurar, tudo bem?

- Sim, tio. Anne prometeu que ia ajudar o tio, pode deixar – ele arrumou as alianças cuidadosamente na almofada azul marinho que a menina deveria colocar em suas mãos apenas na hora da cerimônia. Mostrando como ficou a arrumação, ela perguntou – o que é esse brilho? Parece uma estrela.

- É um diamante. Eu coloquei na aliança da sua tia porque é como ela, delicado e poderoso.

- Que nem quando ela usa a arma da polícia, né tio?

- Isso – ele checou o relógio, faltavam quinze minutos para às sete horas – está quase na hora – suspirou e esfregou as mãos procurando dominar o nervosismo.

- Tio – a menina puxou a calça dele – não fica assim. A tia vai chegar logo. Ela quer muito casar com você. Está muito feliz e já, já vai aparecer aí – vendo o sorriso de Nathan, ela sugeriu – vou lá ver se ela já tá pronta. Fique aí e se comporte.

No quarto, Stana estava devidamente maquiada, penteada e nesse instante vestia a roupa que ela mesma escolheu para a ocasião. Tratava-se de um vestido longo com um decote todo drapeado caindo como uma gola em três camadas destacando os seios. A silhueta realçada pelo tecido lindamente colado ao seu corpo. Para completar, uma fenda aberta na perna esquerda. Dara sorriu diante da noiva pronta.

- Meu Deus, Stana! Você está divina. Esse vestido está um arraso. Nathan vai ter um chilique ao vê-la. Agora vamos para os acessórios que prometi. Primeiro algo emprestado. As fivelinhas de strass que prendem seu penteado são as coisas emprestadas. Quando ao item azul, escolhi uns brincos de safira – disse colocando as peças em sua orelha – ficou lindo. Chega de enrolação, não? Vamos logo oficializar esse troço – nesse instante, Anne entra no quarto.

- Wow! Tia Stana! Você tá linda, o tio vai ficar mais nervoso.

- Ele está nervoso, Anne? – perguntou Stana sorrindo.

- Está. Muito, mas eu disse que a tia quer casar muito com ele. Para ficar calmo.

- Certo, sua tia já está pronta. Vamos já descer, peça para o Nathan ir para o quintal. Ele não pode ver Stana ainda. Precisamos seguir as tradições – a menina saiu correndo – preparada? – ela se aproximou da amiga pegando-lhe as mãos – é o seu momento, Stana. Hora de fazer na vida real o que a ficção incentivou.

- Sim - ela disse sorrindo – pode me dar um minuto sozinha?

- Claro! – Dara saiu do quarto e aproveitou para ver se Nathan a obedecera. De frente para o espelho, Stana admirava seu reflexo. Seis anos. Nem por um segundo chegou a cogitar que esse dia chegaria. Ali estava, o espelho demonstrava a alegria em seus olhos, a certeza da escolha. Olhou para o anel de compromisso em sua mão, fechou os olhos e respirou fundo. Hora de se tornar a Sra. Nathan Fillion. Abriu a porta do quarto deparando-se com a amiga esperando.

- Pronta?

- Sim, muito. Nathan?

- Já está esperando por você. Chad e Anne estão com ele. Vamos? – ela escondia algo atrás das costas – Aqui – mostrou o buquê, todo feito de tulipas brancas e rosas vermelhas, o sorriso de Stana não podia ser mais sincero - este é o seu buquê.

- Nossa! Você caprichou, Dara.

- Não, a escolha foi de Nathan. Vamos, não quero que o noivo passe mal esperando, deixe que infarte ao ver você – rindo elas desceram as escadas. Stana ficou esperando o sinal de Dara para sair rumo ao quintal, ao encontro de Nate. Respirava fundo, ainda maravilhada por isso estar realmente acontecendo. Ao sinal positivo, ela caminhou devagar pela grama até o lugar onde uma tenda fora montada. Ao primeiro encontro dos olhares, Nathan prendeu a respiração ao vê-la a sua frente simplesmente estonteante. Não havia como evitar o belo sorriso no rosto. Stana parecia iluminada pelos anjos.

Ao se colocar na frente dele, Nathan pegou sua mão beijando-a. O juiz após olhar para os dois informou.

- Boa noite. Estamos aqui reunidos para celebrar uma união verdadeira. Essa será uma cerimônia simples, portanto assim que estiverem prontos, podem dar início aos votos.

- Tudo bem – disse Stana entregando o buquê para Dara. Nathan fez um sinal para Anne se aproximar trazendo as alianças até os dois. Stana pegou a maior entre seus dedos, fitou-o longamente para somente então pegar sua mão na dela deslizando a aliança sem tirar os olhos dele.

- Seis anos de convivência. Eu ainda me lembro do dia que estava me preparando para fazer o teste para o papel de Kate Beckett. Você estava sentado, tranquilo saboreando uma xícara de café. Eu sabia quem era, porém não me importei em pedir ajuda, queria mesmo estar preparada para viver aqulele papel. Era o último teste e eu sequer tive que falar o texto que decorara. Somente depois me dei o luxo de surtar. Aquele era Nathan Fillion. Quem poderia imaginar que ele se tornaria verdadeiramente meu? Quero me perder todos os dias nesse azul profundo de seus olhos, compartilhar sorrisos e abraços. Ama-lo cada manhã como se fosse o último dia na terra. E se houverem lágrimas que seja de alegria, caso contrário, estarei aqui ao seu lado, segurando sua mão como parceiros devem fazer. Seja meu menino, meu homem, o dono do meu coração.  Eu te amo, Nathan Fillion. Prometo amar-te a cada segundo. Não há lugar no mundo que eu gostaria de estar a não ser aqui, com você. Que nosso amor seja infinito, hoje e sempre.

Stana engoliu em seco lutando contra as lágrimas. Nathan pegou a aliança colocando-a vagarosamente no dedo dela juntado-a ao belo anel de compromisso. Um sorriso bobo estampado no rosto e uma voz suave recitou as palavras tão especiais para os dois.

- Se alguém me dissesse que eu iria encontrar o amor verdadeiro através da tela da TV, provavelmente eu riria na cara do sujeito. Quando a conheci, a empatia foi espontânea. Não me afeiçoei ao primeiro olhar. Foram uma série de pequenas coisas. Tentei lutar contra a atração, o sentimento. Você me desafia, me faz querer ser uma pessoa melhor. Seu sorriso ilumina qualquer dia chuvoso, sua gargalhada a melhor melodia já inventada. O seu jeito de andar, de mordiscar o lábio. Porém, nada supera o seu olhar, me fascina. Quero ser hipnotizado. Juntos, conquistaremos o mundo, seremos incríveis. Você é única, especial, um anjo com sabor de pecado. Celebrarei todos os dias o meu amor por você, aprenderemos e cresceremos juntos, até o último dia de nossas vidas. Faltam-me palavras para descrever o quão importante você é para mim. Eu te amo, Stana Katic. Always, my Canadian girl.

Stana não conseguiu segurar as lágrimas. Suspirando e gemendo de satisfação, ela não quebrava o olhar com aquele homem charmoso, dono de um coração de ouro. Nathan ainda segurava sua mão, percebendo que ela tremia junto a sua. O juiz tornou a falar.

- Pelo poder investido em mim pelo estado da California, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Stana segurou o rosto de Nathan com as duas mãos sorvendo seus lábios apaixonadamente. As mãos de Nathan a envolveram pela cintura aproximando os seus corpos. Por alguns segundos, esqueceram-se do mundo, alheios aos gritos e palmas que os rodeavam. Quando finalmente se separaram, mantinham as testas coladas, então, um sorriso maroto despontou a frente dele.

- Finalmente aconteceu. Sou o homem mais feliz do mundo nesse instante.

- Não mais que eu por ser a senhora Nathan Fillion – beijou-o novamente – acho que os nossos convidados estão aflitos por estarem nos esperando. Sei que uma delas certamente está – mal terminou de falar, Stana sentiu o puxão no vestido.

- Tia Stana, quero te dar um abraço – Anne pulava como uma coelhinha – quero ver sua aliança. Rindo, ela se afastou de Nathan que recebeu os parabéns de Chad e Dara, ainda de rosto vermelho. Agachando-se mostrou o anel para a sobrinha – é linda – a menina deu um beijo no rosto da tia. Era exatamente igual a de Kate exceto por um pequeno diamante em sua superfície.

Chad se encarregara de serviu o champagne para todos. Anne se aproximara de Nathan abraçando-o com força.

- Cuida muito bem da tia, Anne ama muito ter o tio de verdade pra ela.

- Pode deixar que cuido da sua tia Stana. E Anne, estou muito feliz por ganhar uma sobrinha tão linda e inteligente. Amo você.  

Dara deu um gritinho ao abraçar a amiga. Feliz por ser testemunha dessa união, um amor que transcedeu a ficção.

- Meu Deus! Vocês conseguiram. O casal mais lindo que já conheci. É um privilégio presenciar esse momento. Seja muito feliz, Stana e por favor, ignore as lágrimas. Caramba! Não consigo parar de chorar.

- Sem sua ajuda, nada disso seria possível, Dara. Você sabe muito bem disso. Obrigada por estar ao nosso lado, apoiando e compactuando com esse pequeno delito, guardando o segredo a sete chaves.

Chad aproximou-se com as taças de champagne na mão. Parabenizou-a e entregou uma para cada. Anne segurava uma taça com refrigerante – ao casal. Mr. e Mrs. Fillion. Felicidades nessa nova etapa que se inicia em suas vidas. Saúde! – os tintim das taças misturaram-se aos gritos e risadas entre amigos. A noite estrelada trazia um luar amarelado refletindo uma luz natural ao céu azul escuro.

A uma certa distância dos amigos que entretiam Anne, Nathan abraçava a cintura de Stana por trás, apoiando seu queixo em um dos ombros. A água azul cristalina da piscina, refletia a bela lua. Ela fitava a aliança em seu dedo. Um sonho tornando-se realidade. Vendo a fascinação com a joia, Nathan resolveu mostrar o que fizera aos anéis.

- Parece que essa aliança está recebendo mais atenção que eu... – ela riu beijando-lhe o rosto, revirando os olhos – devo lembra-la que isso é um símbolo do nosso amor e compromisso, portanto – tirou a sua para mostrar a ela – vê o que está escrito dentro? – Stana pega a aliança dele entre seus dedos. Gravado no ouro branco, estavam as iniciais de ambos “S & N - Always”.

- Nathan... é lindo!

- E não se preocupe. Poderemos usá-las no set como se fosse parte de nossos personagens, basta girar escondendo o brilhante, assim – rodou a aliança no dedo dela – pronto, um disfarce perfeito como Kate e Castle.

- Você pensou em tudo mesmo – ela disse sorrindo.   

- Eu tento. Qual seria a graça de casar com você e não poder usar a nossa aliança? – mudando de posição, Nathan se colocou de frente para a sua esposa - O que você acha de dançarmos sob o luar a primeira dança de casados, minha bela esposa? – disse ele.

- Gosto do som da palavra esposa. Vai repetir o feito de Castle surpreendendo a amada com a música no celular? – Stana perguntou.

- Não, pensei em cantar para você – a puxou contra seu corpo colando o rosto junto ao seu, sua boca sussurrava ao ouvido de Stana – “I can only give you love that lasts forever, and a promise to be near each time you call. And the only heart I own for you and you alone. That´s all,that´s all... I can only give you country walks in springtime and a hand to hold when leaves begin to fall, And a love whose burning light will warm the winter night That´s all, that´s all. There are those I am sure who have told you, They would give you the world for a toy. All I have are these arms to enfold you and a love time can never destroy. If you´re wondering what I´m asking in return, dear, you´ll be glad to know that my demands are small. Say it´s me that you´ll adore, for now and evermore. That´s all, babe, that´s all” – Stana acariciou o rosto dele respondendo à altura.  


- My whole heart will be yours forever. This is a beautiful start to a lifelong love letter. Tell the world that we finally got it all right I choose you. I will become yours and you will become mine I choose you I choose you. I love you, Nate...” – dançando ao som do silêncio desta vez, ela fechou os olhos sentindo o aconchego dos braços a envolvendo. Seu suspiro representava uma junção de sentimentos explicados em uma única palavra: plenitude. 


Continua...

2 comentários:

cleotavares disse...

Lindo! lindo! Ai ai, sempre que ver eles de aliança no set, vou lembar dessa fic.
Meus amores lindos casados.

Marlene Caskett Stanatic disse...

Ñ sei por onde começar..... I think que vou misturar tudo i'm sorry.
Anne com medo de ser esquecida que dó, como esquecer dessa coisa fofa da tia Mah?
Só acho que ela é a Dara são duas fofas, momento de descontração nos bastidores ilumina o ambiente adoro.
Ainda ñ superei o casamento Caskett os olhinhos brilhando PERFEITO.
Finalmente o.... CASAMENTO STANATHAN OMG!!!!
FOI TÃOOOOO LINDO, SIMPLES MAS SEM TIRAR O BRILHO DO MOMENTO, OS VOTOS ELE "ALWAYS... MY CANADIAN GIRL "
ANNE PRINCESA AAAAAH GATINHA E A DARA SUPER DARA.... MELHOR QUE ELA Ñ EXISTE SERIO.
MARCOU CONCERTEZA, ABRAÇO DE URSO PQ VC MERECE Z :")
PARABÉNS