domingo, 28 de dezembro de 2014

[Castle Fic] There's Always Tomorrow - Cap.32


Nota da Autora: Sentimentos, dúvidas, surpresas... apenas elementos de uma fic. Mesmo com as ameaças continuo escrevendo. LOL. Espero que gostem e comentem. - Enjoy! 

Pitadas de NC17....

Cap.32


Assim que entraram no carro com Beckett ao volante, Castle se conteve para não comentar qualquer coisa que a deixasse chateada. Queria saber como ela estava, se podia fazer algo para apoia-la naquele momento. Para ele, fora um alivio ouvir que ela não se arriscaria na caçada contra Bracken, colocara sua vida e sua família em primeiro lugar. Porém, isso criava uma nova preocupação para sua mente. Kate sempre lutara por justiça, esse era seu objetivo diário. Não buscar o mesmo pela sua mãe a faria mudar? Castle não acreditava realmente nesse fato. Sua essência não mudaria por conta de uma decisão. Ainda assim, sabia que tudo seria muito novo para ela e cabia a ele não deixar que isso a colocasse para baixo.

Chegaram ao distrito sem conversarem a respeito do assunto. Beckett foi direto a sala de McQuinn chamando Tory para acompanha-la.

- Bom dia... reuni vocês aqui para comunicar duas coisas bem importantes. A primeira é que Nadine acordou. Está bem e devera ter alta amanhã. Ficará um mês afastada do trabalho por conta do acidente, o que também a manterá segura.

- Ótimas noticias! Bom saber que ela não teve complicações – disse Tory.

- Espero que não procure novas encrencas – afirmou McQuinn.

- Isso não posso garantir, McQuinn, porém posso tentar. O que me leva ao outro assunto. Comuniquei a Nadine e Jeff que o projeto em que vínhamos trabalhando acabou. Já fomos longe demais com essa investigação, muitos perigos, quase mortes não vale a pena lutar contra um monstro que não se pode vencer. Eu escolhi minha família, seguir em frente. Agradeço todos os dias, a dedicação e por terem entrado nesse saga comigo. Irei virar a pagina, espero que vocês também.

- Mas e quanto ao atentado de Nadine? – perguntou Tory.

- Essa é uma investigação oficial do FBI, falei que Nadine pode procurar McQuinn para seu depoimento continuando a fornecer o que for necessário para o trabalho. Eu ajudarei na medida do que for possível. Tenho meus próprios casos para cuidar.

- Tem certeza disso, Beckett? – perguntou McQuinn.

- Sim, já fiz minha escolha. Não se preocupe que não estou lhe expulsando do distrito, fique o tempo que precisar.

- Tudo bem, respeitamos sua escolha. Ela sorriu para o amigo e caminhou para a mini copa. Castle a seguiu. Serviu café para os dois sentando-se a mesa para beber antes de começar a trabalhar no caso que estava investigando. Ele quebrou o silencio finalmente perguntando como estava.

- Amor, está tudo bem mesmo? Você ficou calada. Eu reafirmo que apoio sua decisão e farei tudo que estiver ao meu alcance para que se sinta bem com a escolha que fez.

- Eu sei disso, Castle. Tudo o que quero é você ao meu lado investigando casos como fazemos a anos. Trazer justiça a outras famílias, curtir nosso bebê, isso é importante. Lembra quando disse para mim que merecia ser feliz? Eu sou feliz, quero continuar sendo. Isso será possível se não colocarmos nossas vidas em risco. Não é uma decisão fácil, fechar os olhos para dezesseis anos de buscas e frustrações, porém deve ser feito, por nós.

- Tenho muito orgulho de você, Kate. Tanto que nem consigo mensurar.

- Obrigada – acariciou a mão dele – vamos trabalhar?

O dia rendeu muito. Com uma pista nova encontrada por Beckett, um novo suspeito apareceu, após um interrogatório conduzido com facilidade, fechou o caso aberto no dia anterior. Como teria que fazer o relatório para enviar todas as informações para a promotoria, Castle decidiu ir para casa mais cedo para fazer o jantar.

- Alguma preferência para o jantar de hoje, madame?

- Você vai cozinhar para mim? Castle, não quero que isso se torne um pretexto para ficar me mimando, fazendo eu me sentir melhor, quero uma vida normal.

- Exato! Como você mesma disse hoje para Nadine. Trabalhar, ir para casa, jantar comigo, brincar com Alex e fazer amor. Então, estou seguindo seu plano, o que você... – ele se inclinou na mesa dela encontrando seus olhos - minha amada, quer para o jantar?

- Faça algo simples. Seu famoso carbonara será perfeito – ela beijou-o rapidamente nos lábios – prometo estar em casa às seis. Beckett continuou trabalhando no distrito junto com os rapazes em seu relatório.

Enquanto isso, McQuinn recebera várias respostas com relação ao carro, nada concreto ou possível de rastrear. As balas foram compradas por uma loja em Washington, algo que podiam trabalhar. Tory ainda não retornara com o lance da foto, estava sendo bem difícil clarear aquela imagem. Resolveu checar com ela. Ao bater na sala de vídeo, encontrou ela com Esposito e Ryan avaliando uma filmagem, outro caso provavelmente.

- Ah, desculpe Tory. Pensei que estivesse sozinha. Obviamente está ocupada. Depois pode vir à outra sala para discutirmos os detalhes daquela foto que você está trabalhando?

- Claro, McQuinn. Deve ficar para amanhã, tenho um caso prioritário agora.

- Sem problemas.

Quando finalizou o relatório, Kate enviou por email, desligou o computador. Colocou o casaco e rumou para casa. Assim que abriu a porta do loft, ela sentiu o cheiro maravilhoso de alho, bacon e manjericão. Deixou suas coisas sobre a cadeira da sala e correu para abraça-lo.

- Hey... estou morrendo de fome – beijou-lhe o rosto – cadê o Alex?

- No quarto com a Amy, estava dando banho nele antes de ir embora. Pode ir vê-lo. Mais uns dez minutos está tudo pronto. Quero comer enquanto está quente.

- Tudo bem. Volto já – Kate chegou no quarto do filho para encontra-lo com a babá enrolado na toalha – oi, Alex! Tudo bem meu amor? Amy está dando banho em você. O menino se jogou no colo da mãe. Pode deixar, eu vou vesti-lo. Se quiser pode ir.

- Separei a roupa dele está no trocador. A comidinha está em um potinho azul na geladeira, basta esquentar.

- Obrigada, Amy. Até amanhã.

Kate enxugou o filho ao mesmo tempo que brincava com ele e fazia carinhos. O menino puxava de leve os cabelos da mãe, Alex tinha um fascínio por eles da mesma forma que adorava colocar as mãozinhas no rosto de Kate. Após vesti-lo com a bermuda e a camisa que já estava separada, ela calçou a sandalinha colocando-o no chão ao seu lado. Segurando a mão dele caminharam até a sala onde Castle já arrumara a mesa.

- Olha quem chegou para jantar? – ela soltou a mão do filho que seguiu até onde o pai estava. Agarrou-se na perna dele pedindo “papapapa” – ele está com fome. Vou esquentar a comidinha dele, jantamos em seguida.

Kate cuidou da comida do filho assim como Castle cuidou da deles. Sentaram-se à mesa e jantaram em família. Mais tarde, após brincar bastante com Alex, ela o colocou para dormir. Retornou para a sala onde assistiu o jornal na companhia de Castle, bebendo um resto de vinho. Não havia novidades sobre Nadine ou o crime do FBI. Apenas crimes locais e referências sobre o verão que se aproximava. Sentindo o cansaço de um dia complicado e exaustivo começar a pairar em seus músculos, ela fechou os olhos por uns instantes encostando a cabeça no ombro dele. Era bom ficar assim, curtindo um momento a sós com quem se ama. Sentiu a mão dele acariciando suas coxas. O perfume dele estava misturado ao suor e manjericão. Esticou o pescoço para mordiscar a pele dele. A mão dele subia pelos seus jeans indo parar no meio das pernas. Castle começou a fazer movimentos circulares dando um aperto ou outro quando achava interessante. Aquilo mexeu com os sentidos dela colocando-os alerta. Os pelos do braço se eriçaram antecipando o que estaria por vir.

Kate desabotoou a própria camisa, fez o mesmo com o soutian. Castle mantinha os olhos na tela da TV mesmo que de soslaio pudesse ver o que ela fazia. Continuou fazendo os movimentos deixando-a cada vez mais excitada. Uma de suas mãos penetrou por baixo da camisa que ele usava. O contato da palma fria com a pele quente o pegou de surpresa, Castle virou-se para fita-la e Kate o puxou pelo pescoço em um beijo apaixonado fazendo-o deitar-se sobre ela no sofá.

A pressão do corpo dele sobre o seu significava o conforto de estar nos braços de quem se ama. Ela sentiu as mãos deslizarem pela lateral alcançando a calça. Em segundos, ela livrou-se da camisa dele. Ali, eles fizeram amor. Acabada a primeira rodada, Castle a arrastou para o quarto onde a brincadeira rendeu mais dois grandes orgasmos para eles. Isso não a fez parar, os beijos continuaram fazendo-o ficar excitado novamente quando ele a penetrou em meio a carícias intensas.

Finalmente, eles deitaram-se por um longo momento apenas suas respirações eram ouvidas. Castle sabia que ela não estava bem, aquele comportamento não era normal. Mesmo receoso sobre o que ela poderia pensar, ele arriscou-se.

- Kate, precisamos conversar. Você desistiu do seu projeto, do caso que a fez entrar para a polícia. Eu entendi seus motivos, devia estar feliz por vê-la almejar uma vida normal, mas é isso mesmo que você quer? Esquecer tudo? Estou preocupado com você. Não me entenda mal, acabamos de ter uma rodada excelente de prazer, fizemos amor e sexo por várias vezes. Eu aprecio cada uma delas é só que...é...

- O que Castle? – ela se sentou no colchão – o que há de tão estranho em agir diferente?

- Você mesma disse hoje que queria uma vida normal. De repente, estamos jantando como uma família normal, brincando com nosso filho, vendo jornal. Não me entenda mal, gosto de fazer coisas de casal, porém tenho medo que essa rotina a deixe frustrada, deprimida. Você é Kate Beckett, a melhor detetive de homicídios que já conheci, normal não combina com você.

- Não, babe. Você entendeu errado. Minha vida, nossa vida não pode ser normal. Eu caço assassinos para viver, você escreve sobre eles. Quando eu digo que quero experimentar não estou dizendo que seremos um casal que não tem aventuras. Sempre haverá telefonemas e mortos nas madrugadas, horas incansáveis de trabalho investigando homicídios. Embora, uma vez ou outra poder sair da dessa realidade por algumas horas torna tudo relaxante, diferente. Não estou mudando ou me tornando deprimida, apenas quero um pouco de paz nas nossas vidas. Faz algum tempo que não nos divertimos, certo?

- Tem certeza que é somente isso?

- Sim, Cas. E sobre o caso da minha mãe, você mais do que ninguém deveria saber que não posso esquece-lo, eu o revivo todos os dias quando traspasso uma fita amarela numa cena de crime, cada vitima é uma nova chance de provar para mim mesma e minha mãe que é possível fazer justiça corretamente. Eu não estou desistindo dela, eu estou postergando. Bracken pode ter mandado matar minha mãe, contudo eu não vou deixa-lo impune para sempre. A lei não irá estar ao seu lado pro resto da vida. O assassino de Johanna Beckett será conhecido, não hoje. O motivo é simplesmente porque não podia arricar a vida de meus amigos, nossos amigos. Você não precisa se preocupar. Um dia teremos nossa vingança e você estará ao meu lado para assistir a justiça ser feita. Eu continuo sendo a mesma detetive teimosa que você conheceu e espero que você continue sendo o mesmo escritor teimoso, com teorias malucas e irritantes que me fizeram ama-lo.

- Tudo bem, entendi – ele acariciou o rosto dela – você não podia ter desistido assim. Disse que tinha algo para me pedir, não seria esse o momento?

- Vai parecer tolo – ela suspirou ao fitar o rosto dele – foi algo que lembrei depois de voltar aquele hospital. Quando você estava em coma, eu visitei o túmulo de minha mãe. Prometi que levaria nosso filho para que ela conhecesse. Sei que Alex não entende nada disso, mas me sinto em débito com ela. Você pode ir comigo até o cemitério?

- Claro que sim, podemos ir quando quiser. Basta dizer. Admiro sua força, Kate. Seu dissernimento diante de algo tão devastador como toda essa história. A gravidez, o coma, as ameaças e você continua sendo a detetive incrível, prática, outros já teriam perdido a objetividade.      

- Eu sou sua musa, afinal. Como poderia escrever as aventuras de Nikki Heat se eu desistisse de tudo? – ela disse piscando para Castle.

- O que me lembra, Gina ligou hoje para saber do livro. Estamos atrasados no nosso prazo e...

- Cala a boca, Castle. Não estrague o momento – ela empurrou-o de volta na cama beijando-o novamente. A brincadeira recomeçou.


Uma semana depois...


 Nadine apareceu no distrito para seu depoimento do atentado e o retrato falado que ela insistiu com Kate que havia memorizado o rosto do seu algoz. Ao vê-la andando pelo saguão, Beckett sorriu. Era bom ver Nadine caminhando e esbanjando sensualidade em um daqueles terninhos vermelhos que ela adorava, os saltos estilo Luis XV de um belo par de JimmyChoos e os cabelos bem arrumados.

- Nadine! – Beckett foi ao seu encontro – bem-vinda. É bom saber que você está sentindo-se melhor. Como vai a fisioterapia?

- Devagar, meu ombro ainda dói muito. E por aqui, muitos crimes para solucionar tenente?

- O que posso dizer? New York é a cidade que não dorme, por que o crime deveria? Você veio falar com McQuinn?

- Eu disse que vinha dar meu depoimento. Olha, Kate eu entendo sua decisão e sua preocupação com todos nós, mas quero que o FBI continue a investigar o meu perseguidor. Eu respeito o que você está fazendo, está certa em viver sua vida, curtir sua família. De certa forma, eu a invejo. Quero que saiba, quando precisar conversar com uma amiga sabe onde me encontrar.

- Nadine, de volta à ativa?

- Bem que eu gostaria, Castle. Mas, o médico não parece querer colaborar com isso. Vejo que nada mudou por aqui – ela comentou olhando para as mãos de Castle segurando duas canecas de café em seguida para o quadro de evidências do caso que estavam trabalhando – como está Alex?

- Ótimo. Acho que posso dizer o mesmo de você.

- Nem tanto, ainda tenho muitas dores. Minhas costelas não estão na melhor forma ainda. Isso é apenas um disfarce. Minha mão ainda não recuperou todos os reflexos. É meio irritante. As coisas estão muito chatas para o meu lado. Espero que McQuinn consiga me animar um pouco com a investigação. Pode me levar onde ele está?

- Claro – disse Castle entregando uma das canecas a Kate – por aqui.

- Você não vai acompanhar meu depoimento? – Nadine olhou para ela surpresa.

- Eu tenho outro depoimento para tomar do caso que estou trabalhando, depois falo com McQuinn. Castle, vou espera-lo para começar a entrevista com o nosso suspeito.

Castle piscou para ela e seguiu com Nadine pelo corredor. Em frente à sala onde o agente esperava por ela, Nadine virou-se para agradecer e perguntou como estava Beckett. Comentou que achara bem estranho o fato de saber que ela não quisera acompanhar o procedimento. 

- Desde a decisão naquele dia no hospital, ela está sendo a detetive de sempre. Temos muitos casos para investigar, alguns bem óbvios, outros nem tanto. Estamos nos virando. No início, achei que ia perceber mudanças nela por ter desistido da investigação, porém ela está indo bem.

- Sabe Castle, ainda não acredito que ela foi capaz de parar tudo. Acho louvável a atitude dela para não expor os amigos, mas não me parece sensata. Como ela consegue seguir em frente sabendo que aquele monstro continua praticando maldades, roubos, crimes? Estando perto de se tornar a figura mais poderosa desse país? Vou confessar algo para você e conto com sua discrição para não dizer a Kate – ela deu uma rápida examinada a sua volta e diminuiu ainda mais o tom da voz – para mim não acabou. A investigação do FBI vai permanecer aberta se depender de mim. Jeff não desistiu mesmo que Kate tenha pedido, continuamos monitorando o senador. Essa guerra ainda não acabou, Castle.

- Nadine, por favor, não faça nenhuma besteira.

- Não se preocupe. Não irei sair por aí caçando bandidos, aprendi minha lição. Eu e Jeff estamos focando no jornalismo investigativo. Você acha que ia ficar em casa olhando para o nada? Fazendo o que aquela fisioterapeuta chata me ordena e entendiada na frente de uma TV? Eu li seu livro à propósito. Muito interessante a aventura de Storm. Quando você pretende lançar o próximo Heat? Lembre-se que a publicidade é minha, quero a exclusiva – ele sorriu.

- Você sabe que será sua.

- Castle, se você tiver qualquer palpite ou pista que possa ajudar Jeff, basta me contactar – piscou para ele abrindo a porta da sala – olá, McQuinn!

Castle voltou pensativo para o lado de sua tenente. O caso em que estavam trabalhando revelou uma nova suspeita o que obrigou Beckett e ele a saírem para a rua. Quando retornaram ao distrito, Nadine já tinha ido embora a um bom tempo. Não tiveram muito tempo para conversar sobre a visita da jornalista. Ryan já esperava por eles com mais informações da suspeita o que os engajou numa discussão sobre motivo e oportunidade que culminaram em um interrogatirio e a consequente prisão da mulher que trouxeram com eles.

Satisfeita, Beckett começou a recolher os itens do quadro de investigação quando Castle a abordou.

- O que você achou de Nadine? Ela parece bem, não?

- É verdade. Aposto que não vê a hora de estar na frente das câmeras novamente.

- Você acha que ela desistiu de sair por aí fazendo justiça, dando uma de policial? – perguntou Castle para sonda-la.

- Conhecendo Nadine? Duvido. Por isso estou torcendo para que apareça um caso interessante para investigar quando ela tiver que voltar ao trabalho. Se eu conseguir deixa-la cobrindo algo aqui no distrito, evito que se meta em encrenca – percebeu que ele olhava intrigado para ela – não posso deixar Nadine sozinha por ai, Castle. Tenho que mante-la por perto se for para evitar que se machuque. Você já deveria imaginar que eu faria algo assim. Não é o que constatemente faço por você?

- Ah, minha amazona em armadura brilhante... – ele exclamou fazendo-a sorrir. McQuinn se aproximou da mesa dela.

- Beckett, você tem um minuto? Pode vir à sala de interrogatório comigo? Você também, Castle.

- Claro – ela imaginava que o agente quisesse conversar com ela sobre o depoimento de Nadine. Já na sala, a portas fechadas, ele falou.

- Temos novidades. Como você sabe, Nadine veio aqui prestar depoimento. Ela não estava mentindo quando disse a você que tinha informações para ajudar a investigação. Ela é uma ótima repórter investigativa. Talvez não soubesse que possuía tanto potencial até você dar essa oportunidade a ela.

- O que ela contou? – perguntou Castle.

- Além de narrar boa parte da perseguição, graças a sua boa memória, ela também revelou que desconfiava estar sendo seguida antes disso. Suspeitou na segunda vez que ficou de tocaia na frente do escritório de Vulcan. A princípio acreditou ser paranoia de sua cabeça. Chegou a ver um homem todo de preto encostado em um carro na esquina anterior, ele também estava na Starbucks onde entrou para pegar um café. Lá estava o mesmo cara na fila atrás de si. Claro que Nadine já desconnfiava em nossa última reunião e escolheu não falar nada.

- Não falou porque eu iria obriga-la a andar com proteção policial. Era o mesmo homem que a perseguiu e causou o acidente?

- Sim, ela o descreveu muito bem. Fizemos o retrato falado e Tory também conseguiu melhorar a foto tirada por Nadine. Quando comparamos as duas imagens, percebemos ser o mesmo individuo – o agente colocou o retrato falado à frente de Beckett, algo naquele desenho chamou a atenção dela.

- Esse rosto... ele não me parece estranho. Há algo familiar nesses traços.

- Você está dizendo que o conhece? Já o viu? – perguntou McQuinn.

- Não sei dizer ao certo.

- Talvez se vir a foto que Tory melhorou, refresque sua memória – ele colocou a foto ao lado do papel, os olhos dela analisavam cada pedaço em particular daquele rosto – nós rodamos a imagem no sistema de identificação do FBI, além do banco de dados da NYPD. Não encontramos nada. Nenhuma entrada. Um cara como esse não pode ser impune, ele é um criminoso.

- É claro! Eu me lembro. Ele é um dos capangas de Bracken.

- Kate, essa é a nossa suspeita também, provar é o x da questão.

- Não, McQuinn. Não se trata de suspeita. Ele é mesmo um dos homens do senador. Estava com ele no dia que me sequestrou na frente do Presbiterian. Foi ele quem me levou de volta. Vestia-se totalmente de preto e tem um olhar frio. Mesmo eu estando grávida, pude sentir seus olhares pervertidos sobre mim. Ele é esperto. Talvez não tenhamos muita chance em encontra-lo por aí. De qualquer forma, devemos colocar um APB apenas por precaução. Alguém pode vê-lo eventualmente.

- É o que farei. Fiz um follow up no meu amigo de Washington. As balas naquela loja remetem a dois anos de compras, um ano já foi revisado e nada encontrado até o momento. Qualquer novidade, informo a vocês. E caso se lembre de algo relevante, Kate não hesite em me contar.

- Tudo bem. Bom trabalho – McQuinn notou a expressão desanimada em seu rosto.

- Parece que você não acredita muito no elogio que fez, não aposta em nossa investigação...

- Não é isso, desculpe. A impressão que tenho é sempre a mesma, andamos em círculos, nada parece mudar ou nos apontar um novo caminho. Por isso acabei optando por terminar o projeto além da nossa segurança. Estamos correndo atrás do próprio rabo a um bom tempo. Não se trata de um problema na investigação, o modo de trabalho do inimigo que é difícil, árduo.

- Não vou desistir, Kate. Quero o senador atrás das grades tanto quanto você.

- Ele é escorregadio como um quiabo. Boa sorte, McQuinn.

- Obrigado, estou aberto a ideias aqui caso queiram contribuir. Kate sorriu para ele e se retirou com Castle ao seu lado.

Naquela noite ao voltar para casa, eles não comentaram o assunto. Castle ainda matutava sobre uma forma de ajudar Nadine e McQuinn nas investigações sem brigar com a esposa. Muitas vezes estamos tão focados nas mesmas informações sobre um crime que deixamos passar pequenos detalhes, eles fazem a diferença podem ser a ponta do novelo que nos leva às verdadeiras respostas. Em seu escritório, ele optou por pensar um pouco em trabalho. Abriu seu arquivo do livro de Nikki Heat que estava escrevendo. Toda essa perseguição de Nadine lhe dera uma ideia de como abordar a situação de sua investigação fictícia. Com os dedos dançando no teclado, ele se entregou à imaginação. Não percebeu o tempo passar.

- Hey... o que você tanto faz aqui nesse escritório em plena noite de sexta-feira? Já passa das onze. Alex dormiu, eu pensei que você estava na cama, mas vejo que tem algo mais interessante nesse notebook. Por acaso não está fazendo aquelas suas competições de jogos online, hein Castle? – ela se aproximou da mesa por trás querendo saber o que parecia ter prendido sua atenção por tanto tempo.

- Você pode achar estranho, mas estou trabalhando – ela pode perceber por si só.

- Nossa! Gina deve ter lhe dado uma bronca e tanto – beijou-lhe a nuca.

- Engraçadinha. Tive algumas ideias para usar na história a partir do acidente de Nadine. Agora que você colocou o caso da sua mãe de lado, preciso criar um crime que justifique o que originalmente idealizei e o que você escreveu no último livro. Estou quase terminando esse capítulo, quero que leia e me diga o que achou. Podemos trocar ideias e talvez você se empolgue para escreve-la. É sua historia também, amor.

- Eu sei. Por que não termina em dez minutos e vem para a cama? Amanhã podemos conversar a respeito. Já está na hora de trabalharmos em um novo romance.

- Dez minutos e estarei lá – ele beijou-lhe os lábios observando-a caminhar até o quarto deles. Trocando de arquivo, ele voltou a ler suas anotações sobre o caso Johanna Beckett. Se havia uma pista esquecida, ele iria acha-la.

No dia seguinte durante o café, Kate lembrou-o de algo importante enquanto saboreavam as panquecas.

- Você se tocou que daqui a três semanas é o aniversário de um ano de Alex? Eu me lembrei ontem à noite enquanto arrumava algumas coisas no quarto dele. Devemos programar uma pequena festinha, simples para não passar em branco.

- Simples? Alex completa um ano! Vamos dar uma super festa.

- Não, Castle. Isso é bobagem. Crianças de um ano não entendem o significado de aniversário ainda. Não quero fazer uma festança para chamar imprensa, seus amigos escritores, outros famosos só porque o filho de Rick Castle faz um ano. Não quero exibir nosso filho assim. Pelo menos não tão cedo.

- Kate, mas ele é filho de uma celebridade. Aliás, dado seu envolvimento com a mídia, diria que de duas, na verdade. Não pode lutar contra essa realidade.

- Cas – ela acariciava o braço dele – reconheço isso. Não vamos esconder Alex do mundo, eu só acho que ele é pequeno demais para ser exposto desse jeito. A maioria dos convidados sequer tem filhos. Vamos manter algo simples e sem grande alarde. Um jantar entre os amigos mais chegados, alguns salgadinhos, bebidas e o bolo para cantar parabéns. Faremos uma decoração adequada, balões, um painel. Pronto! Será um momento nosso, para reunir pessoas queridas que realmente importam para nós e para Alex. No próximo prometo que faremos uma grande festa. Por favor, faria isso por mim?

- Eu já tinha imaginado todos os enfeites, os brinquedos, um foguete com um lançamento de verdade no nosso quintal dos Hamptons. Pura diversão – ele a fitou, Kate tinha aquele olhar irresistivelmente sedutor que costumava fazer quando queria convencê-lo a fazer algo para si – tudo bem, simples será. As coisas que faço por você, Kate – estava perdido e argumentar era inútil.

- Ótimo! Já fiz uma lista de convidados. Podemos realizar a festa aqui mesmo no loft. Mandei um email para Alexis, quero que ela me ajude a escolher a decoração. Toy Story é um tema excelente, não?

- Você já pensou em tudo isso? Quando?

- Ontem quando você escrevia no escritório, falando nisso, você vai me mostrar como está a história hoje. Vou dar banho no Alex e quando acabar podemos começar – ela se levantou da mesa, beijou-lhe a testa e seguiu para o quarto do filho.

- O que acabou de acontecer aqui? – Castle ainda estava impressionado com a forma prática que Kate resolvera tudo, o enganara direitinho – achei que essa ainda era a minha casa... – suspirou resignado enquanto bebia um pouco do café.

Mais tarde estavam na sala com o notebook de Castle pareado com a TV mostrando o quadro da história desenhada até ali por ele para o novo caso da detetive Heat. Além disso, várias anotações e impressões dos últimos capítulos escritos por Castle estavam espalhados no sofá, no colo de Kate e na mesinha de centro. Ela lia atentamente o que escrevera enquanto Alex sentado no tapetinho colorido fazia barulhos diversos com alguns brinquedos que recitavam palavras e tinham sons de instrumentos musicais. Terminada a leitura, ela ficou olhando para a tela com as supostas ligações da história. Vendo-a calada, Castle não aguentou controlar sua ansiedade e perguntou.

- O que achou? Esse seu silêncio não está me ajudando, Kate. Ficou tão ruim assim?

- Não, está bom. Bem escrito, a forma como expressou o sentimento de Nikki diante da caçada e da ameaça. Você revisitou a cena do crime com precisão... – ela remexeu nas folhas que lera até encontrar o que procurava – mas falta algum detalhe aqui, um elemento capaz de fazer a ligação com o motivo real do assassinato. Talvez um objeto, uma pessoa. E tem outra coisa, a briga de Nikki e Rook, ou melhor, a não briga. Não escreveria a cena desse jeito, quer dizer, ele conta com a ajuda de uma suposta ex-namorada sai com a criatura pelas ruas e eles ficam numa boa? Como isso é possível? Nikki não é uma pessoa que aceite esse tipo de comportamento. Cadê a briga? Parece que ele pode fazer o que quiser nesse relacionamento. Não, terei que reescrever essa parte. Não combinou em nada com a Nikki.

- Está mesmo falando da Nikki ou de você?

- E por acaso essa tal de Ingrid não é baseada na sua ex Sophia? – ele entortou a boca – foi o que pensei. Vou reescrever essa cena do último capitulo. Nikki vai querer satisfações e vai inclusive ameaçar o namorado. Você já devia estar acostumado com a personalidade de Nikki, Castle. Não leva desaforo para casa.

- Hum, gostei. Parece que despertei em você seu lado de escritora, não? Infelizmente, trouxe junto o ciúme.

- Só quero a honestidade da história. E o que é melhor que uma briga para criar uma oportunidade para um sexo de reconciliação? No estilo de Nikki Heat.

- Pervertida, isso é o que você é. Somente um pretexto pra falar de sexo. Ainda culpa a Nikki por isso – ele disse rindo.

- Ingredientes indispensáveis em um romance policial. Alex levantou-se de onde estava caminhou até chegar à mãe. Trazia uma réplica de telefone na mão. Entregando-a para a mãe sorrindo.

- Nikki...oh! Nikki – colocou o brinquedo no ouvido e falou novamente – Nikki ... daidai Nikki – entregou novamente para Kate. Ela olhou para Castle ainda meio abobalhada.

- Alex, sua primeira palavra foi...

- Nikki... – Kate completou e o menino respondeu de novo.

- Parece que o fruto não cai tão longe da árvore assim, pai e filho tem a mesma musa. Castle ligou o gravador do iphone capturando o momento da primeira palavra do garoto. Passado o momento de babação de ambos, eles se concentraram em trabalhar na história. Kate pegou o notebook para reescrever o que queria. Após duas horas, ela se deu por satisfeita naquele momento. Castle ficou com o filho enquanto ela preparava o almoço dele. Alex comeu e acabou dormindo quase que em seguida. Eles se contentaram com uma comida chinesa retomando os trabalhos da escrita.

Quando esgotaram as ideias, ela esfregou os olhos e fechou o notebook. Reescrevera não apenas a cena, porém mais um capítulo. Mesmo assim, faltava algo para conectar a história de vez a fim de leva-la ao seu clímax e desfecho merecido. Aproveitando que ela mencionara o fato pela terceira vez durante a troca de ideias, Castle se aventurou a perguntar de outra forma sobre detalhes e sua importância seja na escrita de uma história, seja em uma investigação policial.

- Kate, você já se perguntou se esgotou todos os detalhes possíveis no caso da sua mãe? Será que não existe algo, por mínimo que seja que tenha passado desapercebido a seus olhos?

- Castle, nós já falamos sobre esse assunto inúmeras vezes, revisitamos todo o material que temos. Sei cada passo daqueles arquivos de cor. Não há o que procurar.

- Justamente por isso que questiono. Você os respira por mais de quinze anos. Conhece-os de trás para frente. Pode ter deixado passar algo. Por que não entrega os diários da sua mãe a McQuinn, Nadine, a mim? Talvez vejamos algo que parecia comum ou banal a você, a chave para desvendar o mistério.

- Eu não quero ninguém investigando os diários da minha mãe, são pessoais demais para mim. Quantas vezes tenho que dizer a você que não quero envolver ninguém mais nessa caçada insana? Não terei a morte de nenhum dos meus amigos sobre meus ombros, especialmente a sua – ele estava chegando onde queria.

- Então, não precisamos envolvê-los. Podemos fazer isso juntos, eu tive acesso aos diários de sua mãe poucas vezes. Minha forma de analisar e ler nas entrelinhas é diferente da sua. Prometo que se desconfiar de algo, você será a primeira a saber. Tudo o que for necessário para uma decisão, virá de você. As escolhas serão suas. Deixe-me tentar uma última vez antes de fecharmos a porta definitivamente. Confia em mim?

- Você parece não ter aceitado bem a ideia de esquecer esse caso. Está entediado, Castle ou sua teimosia não lhe deixa ficar um período sequer sem estar expondo a si mesmo?

- Kate, você mesma disse. Falta um elemento na minha história. Eu concordo e afirmo que também existem elementos faltando no caso de sua mãe. Há sempre uma cadeia de eventos que nos mostram por onde seguir. É uma trilha antiga nesse caso, isso não significa que as respostas não estejam lá – podia ver a relutância no olhar dela – olhe, Kate – pegou sua mão começando a fazer pequenos círculos na pele – não é a primeira vez que peço para me dar a chance de olhar os diários de sua mãe, você acredita em seus instintos de policial, o que eles lhe dizem sobre esse assunto? Não é seguro me deixar tentar uma última vez?

Ela fechou os olhos ponderando as palavras dele. Seria coincidência ela ter mencionado a falta de um elo no livro que escreviam, toda essa conversa sobre pistas e investigação não eram um sinal? A quem estava querendo enganar? Nunca acreditara em coincidências, Castle tinha um ponto válido em expor os diários de sua mãe. Considerava a possibilidade de ter um outro par de olhos examinando-os algo plausível, contudo não tinha muita esperança em encontrar respostas. A verdade é que ela mesma não se achava totalmente pronta para desistir.

- Com uma condição. Você poderá examina-los apenas em casa, nada de leva-los para o distrito, fará sua analise junto comigo.

- Eu aceito as condições – beijou-lhe a mão - Lembra quando escrevi Heat Rises? Estamos procurando pela “odd sock”, vamos encontra-la.

Em outro lugar de Manhattan, outros também não desistiram de fazer justiça. Jeff mudara-se temporariamente para a casa de Nadine a fim de ajuda-la durante sua recuperação. Trouxe consigo seu notebook e algumas ferramentas de rede que o auxiliariam a continuar sua investigação do senador. Ele transformara a internet de Nadine em algo hiper seguro e potente para que pudesse realizar as pesquisas e usar os programas que pudessem forçar a invasão ao sistema de Bracken. Fazia dois dias que ele brigava com as proteções que bloqueavam seu acesso ao computador central da casa do senador, precisava acessar aquele banco de dados.

Nadine estava dormindo quando duas horas depois acordou com um grito de Jeff.

- Filha da puta, te peguei! – ele entrou correndo no quarto, tascou um beijo rápido nela – eu consegui, Nad! Consegui! – ele estava radiante, queria muito compartilhar seu feito – invadi o servidor de dados do sistema. Você não vai acreditar no tanto de documento que existe naquele hardware. Venha ver – Jeff saiu puxando-a pela mão do braço não acidentado. Colocou-a sentada na cadeira ao seu lado e digitando a senha de seu notebook, Nadine viu a tela se abrir a sua frente. – veja que maravilha.

- O que exatamente estou vendo? – perguntou Nadine.

- Esse é o meu desktop normal – clicou em um ícone na barra abaixo da tela – aqui é o meu arquivo pessoal, meu HD e aqui – disse clicando em outro quadrado abrindo uma tela bem idêntica a anterior na visão de Nadine – é a tela do servidor de Bracken.

- Desculpe, Jeff. Parece que estou olhando para a mesma tela, como sei a diferença?

- Veja os nomes dos arquivos. Todos estão categorizados em pastas e subpastas. Temos informações por ano, projetos, mandatos políticos. Há todo o tipo de extensão nesse banco de dados. Arquivo de áudio, vídeo, documentos, orçamentos, fotos. Tudo o que precisamos para incriminar o senador está ali. Só precisamos saber o que procurar.

- Já tentou o nome de Denver?

- Claro que não. No instante que entrei, só tive uma reação. Tinha que chama-la. Vamos tentar agora – ele acionou o sistema de busca digitando o nome de Denver. Sem resultados – estranho...

- Não, Jeff. É esperado. Bracken não iria manter documentos com seus nomes originais. Devem estar criptografados ou não possui nada referente ao assunto. Códigos, ele pode usar códigos, anagramas. Tente ao contrário – Jeff digitou Revned, nada – hum... definitivamente deve estar ligado a operação, deve existir uma lógica.

- Podemos tentar por ano também. Qual o ano da morte da mãe de Kate?

- Johanna Beckett? Preciso das minhas anotações. Você pode abrir o armário à direita? Tem uma pasta roxa entre as vermelhas. São todas as minhas anotações para o caso que investigávamos – ele entregou o arquivo a jornalista – mesmo tendo informações classificadas por ano, também não deve ser óbvio para encontrar qualquer coisa – folheando os papeis, ela encontrou o que queria – ela faleceu em 1999.
Jeff acessou o ano em questão, surpreso com o numero de arquvos salvos dentro daquela pasta.

- Wow! Tem 4 mil e setessentos arquivos aqui. Como vamos saber por onde começar? Vamos precisar de ajuda.

- Porque você não copia todos os dados referentes a esse ano para o seu próprio notebook ou um HD externo? Dessa maneira podemos avaliar com calma.

- Estou falando de quase duzentos gigabytes de informações. Deixe-me criar uma pasta exclusiva – ele a nomeou Beckett, porém quando tentou copiar todos os arquivos, o comando foi negado – não pode ser. Protegidos também? – clicou em qualquer um deles que abriu bem na tela – bem esperto... o programa é executado através do meu espelho criado quando invadi o sistema, como se o arquivo fosse somente leitura. Vou tentar imprimir – “comando não executado” era a mensagem na tela – ele nos deixar pesquisar e ler, nada de copiar ou imprimir.

- Então é isso? A sua descoberta, todo o trabalho para quebrar o código não valeu de nada?

- Não necessariamente. Geralmente quando isso acontece é porque o sistema do servidor está setado e protegido contra cópias permitindo faze-las apenas do próprio computador.

- Em outras palavras, teríamos que invadir a casa de Bracken se quisermos copiar os arquivos?

- Isso mesmo. E essa ação está fora de questão, Nadine. Nem comece a pensar nessa hipótese. O que precisamos é reduzir o universo de informação que temos a nossa frente. Procurar aquilo que realmente interessa para a investigação. Quando tivermos certeza de que há uma prova contra o senador que possa leva-lo à cadeia, podemos pensar em como consegui-la. O que acontece com documentos deve ocorrer com vídeos e áudios – ele clicou um arquivo de áudio. Não compatível – apesar de ser um formato de mídia reconhecido pelo meu notebook, ele não deixa executa-lo. Provavelmente tem uma fonte única que o faz rodar apenas naquele servidor.

- De um jeito ou de outro teremos que nos arriscar na casa do senador. Isso depois de concentrar nossos esforços para achar provas que o incriminem de uma vez por todas.

- Basicamente. A melhor pessoa para nos guiar nessa busca é Kate. Ela sabe exatamente o que procurar.


- Nem pense nisso. Nem ela nem Castle podem saber que chegamos a esse nível de conhecimento. Não podemos envolvê-los ainda, Kate foi bem taxativa sobre esquecer essa investigação. Somos somente nós dois, por enquanto. Temos os dados da investigação, temos datas, nomes e tempo. Retorno ao trabalho em duas semanas, até lá, vamos brincar de detetive. 


Continua.......

2 comentários:

cleotavares disse...

OMG! E agora? Eles vão invadir a casa do senador? Será que a Beckett vai ficar tentada?

Marlene Caskett Stanatic disse...

GENTE DO CÉU!!!!!
Tô passada, nem sei por onde começar....
Nadine é vida loka mesmo, juro que pensei que o Castle iria contar a Bex que a Nas ñ desistiu O. o
Alex curte, cute "Nikkiiiii" vomitei arco-íris e festa de um aninho ♡
Eu tomei um susto com o Jeff kkkkkkkkkkkkkkk
"FDP" murri kkkkkkkkkkkk essa Nas ta se arriscando muito tô com medo.