sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Castle Fic] There's Always Tomorrow - Cap.36


Nota da Autora: É isso! Chega ao final mais uma história do nosso casal preferido. Essa fic irá deixar saudades, pelo menos para mim.Uma longa jornada com angst, romance, crises e casos difíceis. como depois da tempestade vem a bonança, acredito que gostarão do final. Ressaltando que Nadine Furst é personagem da série Mortal de JD Robb, portanto não me pertence, Está descrita aqui porque sou fã dela e escolhi essa história para homenagea-la! Enjoy... até a próxima! 

PS.: Desculpe qualquer erro, o blogger ta de implicância... 

Atenção, NC17!!!


Cap.36   

                          
- O que quer dizer com mudanças, Capitã?

- Estive conversando com o Comandante a cerca de duas semanas na Central. Estamos trabalhando na nova cara da polícia de New York. Com equipamentos mais modernos, ferramentas precisas, reformulação de equipes de recrutas de rua a detetives. O objetivo é mostrar aos cidadãos que podem confiar e contar com os agentes da lei que juraram na Academia “Proteger e Servir”. Estou engajada nesse projeto até os ossos. Você deve ter percebido que raramente fico dias inteiros no distrito. Passo a maior parte do tempo na Central.

- Mas continuamos trabalhando, resolvendo casos. O distrito não parou por causa disso.

- Sim, eu sei. Não a chamei aqui para repreendê-la, Beckett. Conversei bastante com o Comandante. As horas exigidas com o projeto da nova cara da NYPD exigirão bem mais de mim. Chegamos à mesma conclusão. Estarei me afastando do 12th distrito para trabalhar lado a lado com o Comandante na 1PP. Diante dessa decisão, cabe a mim comunica-la, com prazer, que você é a mais nova Capitã do 12th distrito. Ele estará sob seu comando a partir de março. Celebre, Kate. Você mereceu. Nunca duvidei do seu potencial, você é um orgulho para nossa corporação.

- Capitã, senhora... eu não sei o que dizer.

- Apenas agradeça a confiança que está sendo depositada em você. Continue sendo quem é, basta isso para que mantenha esse distrito entre os melhores da NYPD.

- Obrigada, senhora – abriu o sorriso – isso é... inesperado.

- E ainda assim, você sonhava com esse dia. E por favor, pare de chamar-me de senhora. Teremos a mesma patente em breve. Vá pra casa, sei que alguém vai realmente vibrar com essa notícia. Talvez bem mais que você. Mr.Castle não gosta de andar na corda bamba sob a minha supervisão, mas tenho certeza que manterá seu marido sob rédeas curtas. É um milagre conseguir isso, de verdade – Kate sorriu.

- Boa noite, Capitã. Mais uma vez, obrigada.

- Boa noite, Kate. Depois conversamos sobre a posse, além de seu treinamento.

Beckett fechou a porta e suspirou. Essa foi a notícia mais importante que recebera nos últimos meses. Aliás, caíra como uma luva na noite que tinha pela frente. Mal chegara no loft, Castle a impediu de seguir em direção ao quarto.

- Nada de banho, trocar de roupa, maquiar. Nossa noite especial não será aqui. Dê um beijo em Alex porque já estamos de saída.

- Nossa! Deixa de ser mandão. Você nem ao menos me cumprimentou.

- Ah, venha cá – ele a puxou pela cintura acariciando o rosto dela com o polegar, beijou-a – sentiu tanto minha falta, amor?

- Por que não sentiria? Onde vamos?

- Four Seasons.

- Então preciso arrumar ao menos uma valise, não posso ir a um hotel cinco estrelas despreparada.

- Pode e deve, mesmo porque estará a maior parte do tempo nua... – ele a olhou com um risinho maroto e olhar provocador – acredite, roupa é algo completamente descartável para mim, para dizer o mínimo – ela abriu o sorriso brincando com a gola da camisa dele. Só de pensar nas várias possibilidades de diversão e prazer que poderiam curtir naquele fim de semana já sentia o corpo reagir em antecipação – vá falar com Alex.

Kate foi até o quarto do filho. Amy estava com ele brincando sobre o tapete cheio de bloquinhos de lego. Ela se ajoelhou, beijou-o e conversou com o menino enquanto brincava. Ficou pelo menos uns quinze minutos com a criança rindo e recebendo muitos carinhos. Ele acabou se aconchegando no colo da mãe, as mãozinhas gorduchas seguravam a bochecha dela, beijando-lhe o rosto várias vezes até se acalmar rente ao peito. Quando Castle entrou no quarto para chama-la, encontrou-a sentada no chão ninando o filho nos braços. Ela o alertou para não fazer barulho. Cuidadosamente, ergueu-se e colocou o menino no berço, cobrindo-o em seguida. Despediram-se de Amy e saíram de mãos dadas.

Castle não apenas a levara para o Four Seasons, ele alugara a suíte presidencial. O espaço enorme tinha sala de estar com direito à lareira, cozinha, sala de jantar e uma suíte enorme com banheira de hidromassagem. Dava para se perder ali dentro, claro que o lugar somente atiçava a imaginação dela, porém antes tinha que contar a novidade para Castle.

- Então, o que achou?

- Maravilhosa! Já estou tendo todo o tipo de ideias para aproveitar esse lugar... – Kate olhava para o espaço sorrindo. Castle se aproximou enlaçando-a pela cintura. Os lábios foram direto para o pescoço dela, beijando,sugando, mordendo a garganta quando Kate jogava a cabeça para trás dando-lhe o acesso desejado. Ela começava a amolescer ao sentir os dedos de Castle desabotoando-lhe a camisa, desviando-lhe a atenção ao sorver a boca pecaminosa que sempre fazia maravilhas em seu corpo. Podia sentir o calor subindo, a umidade em seu centro.

- Não vejo problemas ... – ele mordiscou o lóbulo da orelha dela – em pularmos o... jantar – Castle disse enquanto se deliciava provando a pele macia do colo. Se não brecasse agora, eles iam se perder um no outro entre toques, carícias e loucuras. Ela precisava falar com ele. Tentou empurra-lo.

- Cas, espera... – ele não ligou para a chamada de Kate abocanhando seu seio fazendo-a gemer com o gesto. Recuperando o controle, ela voltou a insistir – babe, por favor... um minuto. Preciso contar... – ela gemeu ao sentir o mamilo sendo puxado entre os dedos – tenho...novidades...- finalmente conseguiu escapar dos braços dele. A camisa que vestia estava aberta, o colo vermelho e uma alça do soutian solta. Ela sentou-se no sofá, sorrindo Castle ficou de frente para Kate sentado na mesinha de centro.

- Ok, o que é tão importante para fazer você parar um amasso? – viu que os cabelos estavam emaranhados, a camisa amarrotada e as pupilas já cobriam parte dos olhos azuis.

- Gates me chamou em sua sala hoje.

- Você definitivamente vai acabar com o clima falando da Capitã.

- Espera, Castle. É algo muito bom. A Capitã Gates está envolvida em um projeto com o Comandante sobre a nova cara da polícia. Por causa disso, está sendo exigida constantemente na Central, então ela será transferida para a 1PP. O que significa que...

- Sumirá das nossas vidas e vou ter acesso livre no 12th? – a cara de felicidade de Castle ao dizer isso, a fez sorrir.

- É quase isso. Ela me indicou e apoiou o meu nome para chefiar o distrito. O Comandante acatou sem questionar. Você está falando com a mais nova Capitã do 12th Distrito.

- Wow! Você conseguiu, Kate! Será dona do seu próprio distrito. Isso é excelente! – ele se inclinou e beijou-a – parabéns, amor. Terei passe livre, não?

- Pensa que é assim? Só porque é casado com a Capitã pode abusar de poder? É claro que sim, babe – sorriu acariciando o rosto dele – temos muito o que comemorar...

- Isso merece champagne! – disse Castle levantando-se rapidamente na direção da cozinha que tinha um frigobar bem abastecido com bebidas e petiscos da melhor qualidade. Voltou entregando uma taça com o liquido e triscou a sua para simbolizar um brinde – a melhor Capitã da NYPD! Minha musa e meu amor.

- Obrigada – ela virou a taça quase de uma vez colocando-a sobre a mesa de centro – o que a sua capit quer é um beijo de tirar o fôlego e sentir todo esse seu corpo pegando fogo junto do meu... vem cá, Castle.

Ela o puxou por um dos lados da camisa trazendo-o para perto de si. Castle tomou-lhe os lábios aproveitando para tirar a camisa dela de vez. Levou o soutian junto. Empurrando-a no sofá, ele a devorou. As mãos exploravam a pele chegando ao botão da calça. Kate arqueou o corpo para que ele puxasse a peça. Quebrando o beijo, ele desceu os lábios pelo colo vagarosamente usando os dentes para marca-la. Apoiando-se no sofá, ele sentou-se e puxou-a para cima. Ela se desvencilhou das mãos dele ficando de frente para arrancar-lhe as calças e a camisa. O membro já mostrava-se ereto esperando por uma oportunidade. Kate sentou-se sobre ele, mordiscou o lábio dele puxando sua cabeça para trás aprofundando o contato das línguas.

Castle a segurou pela cintura e investiu o máximo que podia dentro dela, movimentando-se, usando as mãos para provoca-la. Acariciava os seios inclinando-se para usar a língua neles. O desejo que a inundava era tão louco que em poucos minutos a fez gozar. Queria mais, sempre mais. Não precisou pedir. Castle carregou-a em seus braços levando-a para o quarto. Jogou-a no colchão em meio a muitos travesseiros e não deu tempo para que respirasse. Tratou de abrir as pernas dela, beijando-lhe as coxas e provando seu gosto, chupando seu clitóris arrancando gritos de prazer enquanto Kate arranca os lençóis inconscientemente. Grita por ele. Clama por mais. Castle atende. Então, a explosão aconteceu.

Sentindo-a tremendo diante de si, Castle tombou o corpo totalmente sobre o dela, afastou os cabelos do rosto beijando-lhe os lábios sensualmente. Foi surpreendido com o rápido movimento que Kate fez trocando de posição. Ficando sentada sobre as coxas, pegou o membro nas mãos. Brincava com ele até deixa-lo ereto novamente. Usando a boca, passeou pelo peito dele, mordiscando, lambendo, chupando a pele. Castle foi surpreendido ao sentir uma mordida em seu bíceps. E mais outra. Finalmente sentiu-se pronta para embarcar na viagem em busca de prazer por mais uma vez.

Posicionou-se sobre o membro de Castle deslizou para tê-lo completamente dentro de si. Castle ajudou-a acomodando-se procurando a posição ideal de conforto. Então, ele ergueu as costas do colchão agarrando-se a ela, pele contra pele. Kate manteve as pernas longas semiesticadas. Apoiando-a com as mãos em suas costas, ele a inclinou criando espaço para beijar e provar seus seios. Começou a mover-se vagarosamente dentro dela, deitando-a um pouco mais a cada instante. Os dedos deslizaram ao longo da silhueta esbelta, retornando-a a posição original, tudo isso sem parar de se mexer.

Kate não percebeu quando ele ficou de joelhos na cama, apenas sentiu suas pernas sendo colocadas sobre os ombros de Castle que erguera seu corpo e bombeava sem parar dentro dela. Os corpos de ambos estavam em chamas, ele sentiu quando Kate começara a tremer cada vez que repetia o movimento de maneira mais rápida, não aguentaria esperar tanto mais, queria que gozasse para que ele pudesse render-se por fim. Ele a levantou aproximando seus rostos, ela mordiscou seu queixo e cravou as unhas em suas costas ao receber o último estímulo que a fez sentir as ondas do orgasmo. Castle a acompanhou aumentando o ritmo dos movimentos contra o interior dela.

Desabaram na cama. Mesmo assim, Kate buscou os lábios dele sorvendo-o em um beijo apaixonado. Quando se deixou esparramar-se sobre o corpo de Castle, ela relaxou. Os dedos dele acariciavam seus cabelos, mantinha os olhos fechados.

- Isso foi incrível....

- Um ótima comemoração, gorgeous. Está com fome?

- Um pouco, mas adoraria uma taça daquele champagne – ele a virou com cuidado para o lado, beijou-lhe o queixo – vou buscar. Ele se levantou da cama proporcionando uma vista maravilhosa a Kate daquele bumbum delicioso. Era a parte preferida do corpo dele depois dos olhos. Retornou com a garrafa e as taças. Terminado o primeiro gole, ela pediu – babe, pode deitar de bruços um pouquinho? Preciso ver uma coisa...

- O que você vai aprontar, Kate? – ele ria fazendo o que ela queria. Imaginava que o vício da bela esposa falara mais alto. Não deu outra. Ela derramou um pouco da champagne no bumbum. Começou com beijinhos, mas sua vontade era mesmo morder. Encheu-o de marquinhas de dentes como se aquilo fosse um exímio prato da cozinha francesa, pra lá de apetitoso – amor... por que faz isso?

- Estou apenas exercendo meu direito de esposa – deitou-se sobre o corpo dele ainda de bruços e perdeu vários minutos beijando e mordiscando o pescoço e os bíceps dele até que Castle desse um basta na brincadeira segurando seus pulsos e tirando-a a força de cima dele dando uma nova função aqueles lábios, beijando-os.

- Fique aqui, tenho uma surpresa para você – ele voltou com uma caixa grande com um laço vermelho – ia entregar para você apenas na semana que vem, como deveria ser, não resisti. Sou bobo mesmo. Veja se gosta – Kate desfez o laço e abriu a tampa. O sorriso foi genuíno.

- Castle, é lindo! – ela pegou o casaco nas mãos admirando.

- Sei o quanto você gosta daquele casaco de couro marrom, percebi que o seu anda meio batido. Decidi lhe presentear com um novo modelo, ficará lindo na minha nova Capitã. Feliz Dia dos Namorados, amor!

- Mas, a data é apenas na semana que vem...

- Eu sei, só não aguentei esperar – ela ficou de joelho no colchão e vestiu o casaco.

- Que tal?

- Perfeita! – ela se aproximou dele, beijou-o em agradecimento.

- Não me importaria de comer alguns aperitivos acompanhado de um belo conhaque em frente aquela lareira...

- Aceita uns mashmallows, Kate?


XXXXXXXX


Kate Beckett assumiu a direção do 12th distrito em março conforme Gates previra. A nova Capitã não mudou muitas regras na gestão que vinha sendo exercida pela sua antecessora, com exceção da passagem livre concedida ao marido. Porém, o clima do distrito ficou mais leve. Apesar de bem exigente, o respeito e a simpatia conquistada por Beckett durante seus anos naquele local proporcionaram resultados não apenas iguais aos que tinham antes, eles melhoraram significativamente.

O 12th distrito tornou-se a delegacia de melhor desempenho da NYPD em apenas três meses sob a gestão de Beckett. Além disso, Gates continuava mantendo a parceria com a sua pupila. Quis fazer dela a face da campanha. Usando a influência e a repercussão do rosto de Beckett na mídia após o caso Bracken, Gates sugeriu que a Capitã chamasse Nadine Furst para uma entrevista além de divulgar em canal aberto as atividades da NYPD. Beckett que nunca foi muito de gostar de grandes aparições na mídia, se viu em meio a um conflito diante da proposta feita por Gates e o Comandante. Não poderia dizer não, assim viu-se na obrigação de ligar para a jornalista que certamente adoraria a oportunidade de explorar mais uma reportagem exclusiva. Beckett pediu para a amiga encontra-la no 12th pela manhã já trazendo seu cinegrafista de confiança. Nada de revelar do que se tratava, o que faria a repórter estar pontualmente em seu gabinete. Era a primeira reportagem que seria filmada após assumir o comando do distrito.

NadineFurst entrousalão chamando a atenção dos detetives e policiais por onde passava. Com uma batidinha leve na porta, Castle a recepcionou com um sorriso.

- Olá, Nadine! Quanto tempo não nos vemos. Anda tão famosa que esqueceu os amigos?

- Olha quem fala! Você continua me devendo uma entrevista do novo livro de Nikki Heat, ou será que desistiu de escrever sobre a detetive já que sua esposa virou Capitã?

- Não desistimos, na verdade, o livro foi concluído. Para sua informação, já está em gráfica sendo impresso.

- Aleluia! E você, Kate? Que bons ventos a inspiraram a me trazer de volta a esse distrito? Tem um furo para mim? Algum crime hediondo? Um serial killer?

- Nada disso, Nadine. Nem somente de desgraça vive o ser humano. Chamei você aqui para que nos ajude a divulgar uma campanha da NYPD. Darei os detalhes assim que Gates chegar. Por enquanto, como vão as coisas? Ainda está namorando o Jeff ou a televisão assumiu o papel de seu único amante?

- Você não soube? Anda mesmo ocupada dirigindo esse lugar. Jeff está em Quantico. McQuinn mexeu os pauzinnhos, fez propaganda e conseguiu um convite para que ele fizesse a academia. Segundo o nosso amigo, depois do caso Bracken, ele recebeu uma nova posição no bureau e precisava de alguém para chefiar o departamento de apoio de informática. Na opinião dele, não havia ninguém melhor que Jeff.

- Nossa! Meus parabéns para ele. A quanto tempo está por lá? – perguntou Kate.

- Seis meses. Estamos nos virando nos fins de semana e feriados. Não quero deixar New York, então pretendo me manter entre as duas emissoras para não perder o que temos no lado pessoal, preciso brincar na corda bamba com a vida profissional.

- Parece familiar para você, Kate? – ela riu diante da colocação de Castle.

- Então, você perdeu a sua galinha dos ovos de ouro, sua melhor fonte?

- Au contraire, ma cherrie. Quer melhor fonte de informação que um homem no FBI e uma capitã da NYPD?

- Você não toma jeito mesmo, Nadine – disse Kate rindo do jeito prático e descolado da jornalista. Nesse instante, Gates entra na sala – bom dia, Capitã. Estávamos a sua espera para começar. Aceita um café?

- Bom dia, Capitã Beckett. Nadine é um prazer revê-la. Mr. Castle, eu adoraria um café. Sinto falta dessa máquina de expresso – Beckett olhou para Castle que se fazia de desentendido ao comentário de Gates. Ela apenas ergueu a sobrancelha deixando implícito o que ele precisava fazer. Ao vê-lo sair pela porta, Gates sorriu.

- Ela sempre consegue mante-lo sob rédea curta – disse a Nadine – não sei como consegue.

- Tenho meus meios – respondeu erguendo a mão esquerda rodando a aliança – e um bambolê para garantir. Podemos começar? – Gates concordou não sem rir da resposta de Beckett.

Nadine fez um trabalho impecável na divulgação da campanha. Havia telões da ABC reprisando a reportagem e mostrando fotos de Beckett em pleno painel da Times Square. Tudo isso era extremamente novo para a capitã que se via sendo parada nas ruas para dar autógrafos não somente por causa de Nikki Heat e sim pelo seu trabalho na NYPD.

A festa de lançamento do novo livro da série Heat aconteceu na mesma Barnes & Noble onde Kate ainda grávida de Alex, fez um dos discursos mais bonitos que os verdadeiros fãs de Castle puderam apreciar. De volta aquele lugar, ela estava sob outra atmosfera. Ao lado do marido, co-autor de “Heat Wins”, Kate segurava Alex em seu colo ansiosa por saber a reação dos fãs após lerem a conclusão da aventura anterior que fora baseada no caso Bracken. Após a entrevista exclusiva prometida a Nadine, eles subiram juntos ao púlpito para discussar sobre a obra e ler um trecho da aventura assinada por marido e mulher.

A plateia se divertia com eles. O tom emocional pesado do último lançamento fora substituído por uma atmosfera descontraída, alegre, completamente cheia de risos e piadas provocativas entre o casal e seus leitores. Ficaram por duas horas autografando os livros, enquanto Gina coletava, feliz, as informações de vendas daquele que seria, sem qualquer dúvida, o mais novo Best-seller do New York Times.

O livro chegando às livrarias no começo do verão americano apenas intensificou o assédio à Capitã. A campanha ainda persistiria até o fim do verão e Beckett já começara a aprender a tramitar entre a burocracia e o jogo político que passaram a fazer parte do seu cotidiano. Também concluira a primeira parte do seu curso de Direito Criminal devendo iniciar a segunda fase ao final de outubro quando retornasse de suas merecidas férias.

O destino escolhido consensualmente entre os dois fora Paris. Fazia muitos anos que Kate não retornava aquela cidade mágica onde passara meses incríveis durante seu intercâmbio. E que maneira melhor de voltar à cidade do amor do que bem acompanhada com seu marido e amor de sua vida? Deixaria o comando do distrito nas mãos de Esposito, por ser o detetive mais experiente e antigo no seu quadro, contudo estava apreensiva. Esperava poder desligar assim que entrasse no avião.

Castle também estava ansioso por pisar em terras parisienses. Seria a primeira viagem deles sozinhos depois que toda aquela mudança aconteceu. Seu coma, a gravidez, o caso e a promoção de Beckett. Era um momento de descanso e descontração para ambos. O que esperava dessa viagem? Romance, muito romance. As malas já estavam arrumadas. O voo saia às duas da tarde do JFK, ele estava aguardando a chegada dela que havia ido ao distrito para uma última reunião de recomendações à equipe.

Sua ansiedade passou no minuto em que Kate entrou pela porta do loft e beijou-o. Trocando de roupa, despediram-se de Martha, Alexis e do filhote rumando para o aeroporto. O voo foi bem agradável, porém a diversão na cidade-luz deveria começar pela manhã devido ao fuso-horario.

Como afirmou Hemingway em seu livro: Paris era realmente uma festa!

Castle e Beckett resolveram pagar de turistas bobos pelas ruas de Paris. Visitaram o Louvre, a torre Eiffel, o Palácio de Versailles, percorreram a cidade a pé com direito a cruzeiro no Senna. Agiam como um casal de apaixonados. À noite, a diversão continuava. De belos e famosos restaurantes da cozinha francesa, a espetáculos de cabaré, as madrugadas criavam vida própria sempre terminando em uma boa noite de amor regada à legítima champagne francesa.

A ida ao Moulin Rouge foi um capítulo à parte. Kate se divertia com a briga interna de Castle em fingir não estar hipnotizado pelas dançarinas. Ela resolveu não esquentar com o fato, pois com a empolgação criada pelo show pode aproveitar-se da excitação e viver uma tórrida noite de amor em Paris.

De carro, eles percorreram as estradas até Nice visitando vinícolas fantásticas, paisagens de tirar o fôlego e com direito a ultrapassarem a linha do bom comportamento ao rolarem por um campo de flores convidativo em plena beira de estrada. Felizmente, não apareceu qualquer autoridade ou policial para prendê-los.

Em sua última noite em Paris, Castle reservou um dos restaurantes mais interessantes da cidade, L’Ambroisie. Kate vestia um lindo vestido longo vermelho com um salto agulha que a destacava em meio às outras mulheres do salão. Castle colocara a camisa vermelha por baixo do terno para combinar com a sua dama. Sentaram-se e desfrutaram de uma noite que ela descreveu como “dos Deuses”. Serviço impecável, comida genuinamente francesa e sobremesas de comer rezando. Tudo regado a mais deliciosa champagne. Para encerrar um carrinho de queijos para destacar e deleitar o paladar de qualquer bom gourmet. Deixaram o restaurante por volta da uma da madrugada. Fizeram uma bela caminhada à luz da lua de volta ao hotel. Às margens do rio Senna, eles namoravam. Kate o beija apaixonadamente mantendo seus braços ao redor do pescoço dele.

- Foi a melhor viagem que já fiz na vida, Cas. Reviver a beleza de Paris ao seu lado é um sonho. Você tem ideia do quanto me faz feliz? Sou capaz de explodir de tanta felicidade! Deus! Como eu te amo.

- Je t’aime, mon amour. No melhor clima parisiense. Voltar a Manhattan vai ser bem difícil após essas duas semanas aqui.

- Confesso que sentirei falta desse clima de romance, da elegância francesa e do cheiro de croissants no ar. Porém, nosso lugar é na boa e velha New York. Foi lá que nos conhecemos, nos apaixonamos e reconstruímos nossas vidas. Em Manhattan, criamos laços, ganhamos dinheiro e fama, onde construímos nossa família, nosso lar, nossa Manhattan. Anime-se, Castle. Teremos muitos assassinatos a investigar na Big Apple – tornou a beija-lo.

Eram duas da manhã quando chegaram ao hotel. O saguão estava vazio exceto por alguns funcionários do hotel, o concierge e uns executivos que pareciam estar afogando as mágoas de negócios ruins em doses de whisky. Kate já havia notado um lindo piano de calda no mezanino que sempre era tocado por algum artista local. Pelo horário, a sessão musical para hóspedes estava encerrada. De mãos dadas com Castle, ela subiu as escadas ficando de frente para o lindo instrumento.

Com graça, arrumou o vestido e sentou-se no banco. Abriu a tampa cuidadosamente retirando o pano de proteção das teclas. Castle observava os movimentos da esposa quase que hipnotizado. Com o dedo indicador, ela testou algumas teclas – dó re mi fá – sorrindo, ela olhou para aqueles olhos azuis intensos, da cor do mar. Respirando fundo, ela se deixou levar pela magia das teclas possibilitando que a melodia de uma canção especial fluísse pelo ar através da leveza de seus dedos.

Os belos acordes de “La Mer” encheram o saguão do hotel prendendo a atenção das poucas pessoas presentes ali na madrugada. Castle admirava extasiado a delicadeza e o conhecimento musical de sua amada diante daquele piano. Entendia o quão especial era aquele momento para Kate. Estava reavivando uma doce lembrança com mais de dezesseis anos de vida. Fora impossível não verter lágrimas diante da cena. Ele estava tão emocionado como ela, voltar a tocar aquela canção significava abrir seu coração para ele, uma espécie de declaração de amor. Nos últimos versos tocados ela cantarolou em Francês.


“La mer les a berces
Le long des golfes clairs
Et d'une chanson d'amour
La mer
A berce mon coeur pour la vie”


Os dedos escorregaram do teclado para seu colo. Kate soltou um suspiro ao terminar a canção. Erguendo o rosto, ela buscou o olhar de Castle. Viu as lágrimas enevoando os belos olhos azuis. Ele estendeu a mão oferecendo-a para guia-la de volta ao quarto. Aceitando, pos-se de pé ficando com o rosto praticamente colado ao de Castle. A verdade e o amor que vira naqueles olhos encheu seu coração de um sentimento igual. Havia apenas uma frase a ser dita.

- Faça amor comigo, Castle...

E sob a madrugada de lua cheia em Paris, eles se amaram como se fosse a primeira vez.


XXXXXX


New York, a cidade que nunca dorme se enfeitava para o natal. O vermelho e o verde tomavam as ruas frias de dezembro trazendo o espírito de alegria de uma das épocas mais belas do ano. Sim, assassinatos continuavam a serem cometidos em Manhattan independente da estação. Naquela noite em meados de dezembro, porém, não era um novo crime que povoava a mente da sagaz Capitã Beckett, nem mesmo as compras de fim de ano ou a decoração exagerada de natal que Castle insistia em distribuir em cada centímetro do loft. Não, havia algo bem mais especial para aquele momento.

Ao chegar em casa, encontrou-o sentado ao chão da sala desenhando na companhia de Alex, faziam uma espécie de calendário para contagem regressiva do natal. Aproximou-se deles beijando cada um individualmente.

- O que há para jantar?

- Estava esperando você chegar. Quer pedir comida? Thai?

- Hum... estou com vontade de comer porco e cheesecake.

- Posso pedir as costeletas ao molho agridoce, quanto ao cheesecake não conheço uma doceria que entregue a essa hora.

- Eu comprei no caminho, babe. Alex já comeu?

- Sim, eu mesmo o coloquei para comer, mas deixei o leite da noite para você. Que tal leva-lo para cama enquanto faço o pedido? – ele se ergueu do chão, beijou-lhe os lábios e seguiu para a cozinha. Kate pegou o filho nos braços, a mamadeira e rumou para o quarto onde o alimentou, cantou as mesmas canções de ninar e o fez dormir colocando-o no berço que já se transformara em uma caminha. Com dois anos e meio, Alex era um menino independente e genioso, tinha a quem puxar com a dupla de teimosos como pais.

Encontrou Castle na sala com duas taças de vinho. Antes de brindar com ele, Kate tornou a beijar-lhes os lábios aconchegando-se em seu abraço. Depois de vários carinhos trocados, ela decidira ser o momento ideal para contar o que estava em sua mente desde a hora que saira do loft aquela manhã para trabalhar no distrito.

- Castle, eu tenho algo importante para contar. Fiquei feliz quando decidiu ficar em casa hoje para escrever. Isso me deu a chance de constatar uma desconfiança que me incomodava desde a semana passada.

- Você não vai me proibir de investigar ao seu lado por causa daquele pequeno incidente com Perlmutter, vai? Por favor, Kate, não faça isso, por favor... – ele já estava implorando, Kate não pode segurar o riso.

- Não é nada disso, Castle. Tem a ver com aquelas semanas maravilhosas de outubro que passamos em Paris – ela pegou a mão dele colocando sobre seu ventre – eu estou grávida, babe. Vamos ter outro bebê.

- Você tem certeza? Não é alarme falso? – ele ficou um pouco atuardido – quer dizer, pode ter se enganado, o stress do seu último caso pode ter atrasado seu período, não?

- Eu fiz o teste, Castle, o de farmácia e o beta-hcg. Eu realmente estou esperando um bebê seu – Castle não podia conter a emoção, apesar de ser pai pela terceira vez, aquele momento era especial. Quando Kate recebera a notícia da gravidez de Alex, ele não estivera por perto para dividir e curtir o momento a seu lado.

- Isso é... isso – mas não conseguiu completar a frase, a alegria que sentira permitia a ele somente abraça-la e beija-la com todo amor do mundo – um novo membro da família Castle. Eu te amo tanto, Kate. Está acontecendo de novo, dessa vez estaremos juntos amor, pelos nove meses.

- Sim, estaremos sim. Cas, eu sei que é muito cedo, mas a ciência nos deixa saber o sexo do bebê antes do quinto mês. Eu estou muito curiosa, o que você acha de fazermos esse exame?

- Ora quem diria, a Kate Beckett que eu conheci sequer pensava em ter filhos, agora não aguenta de ansiedade para saber o sexo do bebê? Como esse mundo dá voltas, não?

- Hoje sou Kate Castle e realmente não pensava em filhos até me apaixonar por você... podemos fazer o teste, babe?

- É claro que sim, será a primeira coisa que faremos pela manhã.

Castle cumpriu com sua palavra e cedo estavam no laboratório para realizar a sexagem fetal. O resultado saia em 24 horas. Valera a pena antecipar a novidade, Kate não cabia em si ao descobrir que carregava em seu ventre uma menininha.


Sete anos depois...


Kate chegara ao loft carregando várias pastas com processos. Torceu o nariz ao se deparar com o estado da sala. Havia bonecas no sofá, “action figures” pelo chão, os controles do videogame jogados na mesinha de centro em meio a um emaranhado de fios e o que era pior, um silêncio pairava no ar. Isso não podia significar boa coisa. Não era fácil lidar com o trabalho pesado e chegar em casa para enfrentar três crianças. Mesmo a frente de uma coluna fixa de jornalismo investigativo no New York Ledger, Castle trabalhava em reportagens por conta própria em busca da melhor matéria para o seu segundo Pulitzer. Isso lhe dava a chance para cuidar das crianças parte do tempo em que eles não estavam na escola. Cuidar era, na verdade, uma palavra capciosa. Eles somente aprontavam na ausência dela.

- Castle? Alex? Estão em casa? Cadê vocês? – ela caminhou até o escritório do marido – Nadine? Mamãe está em casa. Nad? – ela enxergou a menina encolhida no canto da mesa de trabalho do pai. Ao ver que a mãe podia denunciar sua presença, a pequena, agora com seis anos, era a cópia da mãe. Desde o sorriso até a cor dos olhos amendoados e claro, tinha a mesma personalidade. Nadine levou o indicador aos lábios pedindo silêncio. Só faltava essa! Castle resolvera brincar de pique esconde no apartamento. Kate ia descobrir que a brincadeira ia além disso.

Ao deixar o escritório, deparou-se com Alex pulando sobre o sofá para disparar a arma de lasertag contra o colete do pai que tentava se esconder por trás do balcão da cozinha, mas era tarde demais e os gritos de felicidade do menino encheram os ouvidos da mãe.

- HáHá! Eu ganhei! Eu ganhei!

- Como assim? E sua irmã? Pegou-a também? – ela podia ver o rosto contrariado de Castle por ter perdido para o filho de apenas nove anos. Nadine saiu correndo do escritório apontando a pistola para o irmão desativando seu colete.

- Eu ganhei! Fim de jogo! – a menina ria das caras emburradas dos dois adversários. Correu na direção da mãe para dar-lhe um beijo – olá, mamãe! Senti saudades. Papai disse que vamos jantar no Le Cirque hoje, é verdade? – Kate sorriu por perceber que a filha sempre tomava como a última palavra a da mãe – quero muito comer aquele mousse de chocolate que tem lá. Comi todo o meu brócolis e as couves no almoço pode perguntar para a vovó.

- Castle, lasertag?

- Estava entediado, sem inspiração para escrever, amor. Não se preocupe, todos fizeram o dever de casa e Alex já estudou para o ditado surpresa de amanhã, eu mesmo supervisionei e testei. Está afiado – ele se aproximou dela beijando-lhe os lábios – já vi que trouxe trabalho para casa – ele contemplou as pastas que ela deixara sobre o balcão da cozinha.

- Estamos fechando o orçamento anual, preciso ter certeza de que está tudo em ordem. Meu prazo termina na sexta.

- Levando em consideração que hoje é terça acredito que cumprirá seu prazo. Como tenho orgulho dessa minha esposa. Não é todo homem que pode dizer ser casado com a Procuradora geral do Estado de New York.

- Bobo! O famoso dessa relação sempre foi você, meu escritor e Sr. Pulitzer... – ela beliscou o bumbum dele, mordiscando o lábio e piscando – crianças, vão se arrumar, seu pai estava certo. Jantaremos no Le Cirque. Tem meia hora para estarem prontos aqui na sala – viu os dois saírem em disparada para seus quartos. Vendo-se sozinha com Castle, ela livrou-se do colete de lasertag e puxou-o para o quarto. Trancando a porta, ela tirou o casaco de couro e a camiseta que usava, claramente indicando que estava a fim de uma rapidinha – então, Castle, um desafio de vinte minutos é suficiente para você?

- Ah, Kate, você não tem ideia de quanto... – e a jogou na cama arrancando gargalhadas da sua bela e eterna musa.



THE END

2 comentários:

Marlene Caskett Stanatic disse...

The End!
Adiei para ler, ñ queria o fim como vou ficar sem o Alex???? Como???
Ela primeiro como capitã sonho realizado,tomou conta de sua segunda "casa" super merecido,orgulho define no momento.
A viagem a Paris rendeu mordidinhas no bundão adoooooooooroamo♡♡♡♡
Ainda por cima tbm a little BECKETT CASTLE,meu corassaum ñ aguenta assim tanta emoção e ainda Procuradora Geral e no fim Caskett sendo Caskett. APPLAUSE AMIGA👏👏👏👏
Vou realmente sentir falta desse povo... Vamos para mais uma nova jornada 😘😘😘

Pâmela Bueno disse...

Sei que dei uma abandonada hihi mais voltei kkk e AMEI AMEI AMEI esse ultimo cap. 1 Paris hahahaah suuuper amei!! 2 Beckett capitã e depois procuradora geral Oo FODAA 3 mais um baby caskett SUBI PELAS PAREDES!!! olha foi tudo perrr,o final do caso do senador arrasou e a escrita tmb sempre detalhada, mt bom! PARABÉNS pela fic e que venham mais fics caskett haahahah vou sentir falta dessa… :(