quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.36


Nota da Autora: Estava devendo, não? Pois é, o problema dessa fic é que acaba sendo mega dependente das filmagens e da vida dos nossos fofuchos, de qualquer forma, taí para matar as saudades. Quem está de volta? Nossa garotinha preferida! Aproveitem porque o próximo.... tá, sairá somente depois do episódio de segunda, mas terá PCA... Enjoy! 

Atenção... pitadas de NC17.


Cap.36      

De volta ao estúdio, eles começaram a filmar o episódio que iria ao ar pós-hiatus. Stana gostou de ver que a mudança feita pelos escritores expulsando Castle do distrito acabou criando uma nova dinâmica que reforçou ainda mais a parceria deles. Agora no clima de competição e ajuda mútua por debaixo dos panos, podiam mostrar uma certa apimentada na vida de casal. Ela realmente gostara do script. Sabia que iria se divertir muito nessas filmagens.  

Terri percebeu que ela estava bronzeada e tratou de brincar.

- Hum, por onde você andou para pegar essa cor toda?

- Fui pro Hawaii com a minha irmã, Gigi.

- Parece que fez muito bem para você, o Nathan voltou ao caribe? Também está bronzeado...

- Como vou saber? – tentou desconversar e rapidamente arranjar uma forma de escapar dos questionamentos duvidosos – estão me esperando na maquiagem, antes que eu me esqueça, adorei o script desse episódio.

- Imaginávamos que você ia gostar – disse Terri com uma cara suspeita.

Ela seguiu para a maquiagem e meia hora depois começaram as filmagens. David já alertara aos dois que para a cena quando eles teorizavam e seduziam um ao outro precisariam fazer na parte da noite, quando o estúdio estava mais calmo. Precisariam de concentração para conclui-la da maneira certa. Essa gravação estava prevista para a próxima segunda.

O episódio foi gravado de maneira tranquila. Stana teve a oportunidade de ver Nathan correndo do ME Perlmutter em pleno cenário do necrotério rachando de rir da besteira. O clima de competição acabou deixando todo mundo agitado pelos corredores do set. Encerraram os trabalhos por volta das oito da noite. Stana ouvira de David que durante essa semana esse deveria ser o horário ideal para terminar as gravações, assim evitavam de filmar no fim de semana pois daria os dias de descanso já que a segunda não tinham hora para sair do estúdio. O produtor os conhecia bem para saber que a cena da disputa e do amasso iria durar bastante. Ambos eram perfeccionistas.

Em uma folga que tivera durante a quarta, Stana pegou o telefone para uma ligação especial. Dois minutos depois, ela ouvia a explosão de alegria do outro lado da linha.

- Tia Stana!!! Que legal, Anne estava com saudades.

- Eu também pequena, está tudo bem com você? Tem comido direitinho? E a escola? – o papo das duas se estendeu por pelo menos vinte minutos, Stana ria das conversas que a menina contava sobre a escola e as coleguinhas. Era um momento de pura descontração para as duas ao que tudo indicava. Foi em um clima de brincadeira e gargalhadas que Nathan a encontrou. Estavam chamando-os de volta para o set – docinho, preciso voltar ao trabalho. Estão me chamando, aliás, espera um pouquinho – ela tampa o telefone – fala com ela, vai adorar – estende o aparelho para Nathan. Ele entra na brincadeira e finge a voz grossa como se fosse um super herói.

- Alô? Você ligou para o senhor dos raios. Está precisando de chuva, garotinha?

- Tio!!! – ela se tocou que gritara – ai, desculpa não devia gritar – respondeu sussurrando – saudades de você. Quer imitar um pouquinho mais o moço da voz grossa? Não, não. Faz o moço da policial, quando ele quer ser engraçado e implica com ela. Por favor, tiooo...

- Tudo bem, mas rápido que precisamos trabalhar. Alíás, sua tia bem que devia ir na frente.

- Esqueceu que o celular é meu?

- Eu dou um jeito depois. Então, Anne onde estávamos? – ele continuou falando com a menina enquanto Stana seguiu para o set. Dez minutos depois, Nathan surge no local rindo.

- Caranba, onde você estava Stana? Procurei em toda parte que nem bobo. Você esqueceu seu celular lá na minicopa – entregou a ela – sempre avoada, não? – disfarçando por estar próximo aos cinegrafistas.  

- Obrigada, eu estava no banheiro. Tomei um café e devo ter esquecido mesmo. Estão todos prontos para gravar. Vamos?

A semana estava chegando ao fim. Era noite de quinta-feira e Stana acabara de sair do banho jogando-se na cama ao lado de Nathan. Mesmo cansada, ela remoía alguns pensamentos sobre a sobrinha. Colocou como meta ligar para a menina pelo menos duas vezes na semana, porém sabia que isso não bastava precisava vê-la, brincar e se dedicar um pouco a Anne para desvincular aquela imagem de dependência e abandono que fora idealizada antes.

Nathan estava concentrado lendo o seu texto para as cenas de amanhã. Estava adorando esse lance de PI. Começou a puxar conversa com a esposa comentando detalhes do texto, recitando cenas somente para perceber que ela não estava prestando atenção ao que dizia. Parecia longe. Ele se calou, tomou a mão dela na sua levando até seus lábios. Colocando-se de lado, fitou-a sorrindo.

- Terra para Stana....hey, onde você está com a cabeça?

- Desculpa – ela disse sorrindo – estava aqui pensando.

- Olha, eu sei que com o tempo a mulher tende a não escutar as besteiras do marido, só não esperava que fosse tão cedo assim. Ainda mais se tratando de trabalho.

- Oh, amor – ela inclinou-se para beijar-lhe o rosto – já pedi desculpas. Estava no mundo da lua.

- Alguma coisa te preocupa, não? O que foi?

- Não é bem preocupação. Talvez seja zelo demais. Desde que falei com Anne ontem, fiquei pensando que precisava passar um tempo com ela, fazer aquilo que você me disse antes, brincar, dar atenção, essas coisas. Acho que vou ligar para irmos ao cinema no fim de semana. Você se importa?

- Claro que não, você quer mesmo sair com ela? Não pensa em trazê-la para cá, passarmos os dois dias juntos, como costumávamos fazer?

- Isso seria muito bom também, mas talvez devesse primeiro ter um tempo com ela, mima-la um pouquinho. Apenas para ela perceber que eu estar casada com você, não mudou nada em nossa relação entende? Soa estranho para você?

- Não, você está certa. Podemos marcar para outra hora a visita dela aqui. Deve ficar melhor mesmo depois de passar um tempo com você somente para ela. Ótima ideia, amor. Amanhã quando você ligar para Anne, ela vai gritar de felicidade posso até ver o jeitinho dela – Stana empurrou-o de volta para o colchão deitou-se sobre o peito dele envolvendo-o num beijo carinhoso.

- Pode falar agora, sou toda ouvidos...

- Sério? Agora? Você acaba de tirar minha concentração para o texto, só quero uma coisa: você – puxou-a contra si e em segundos eles estavam envolvidos um no outro, tocando-se e saboreando pele, cheiro e corpo rumo ao prazer.
      
No dia seguinte, aproveitando um dos intervalos de filmagem, ela ligou para a sobrinha e marcou o encontro para às nove da manhã do sábado. Como Nathan previra, os gritos de alegria quase deixam Stana surda. Ao desligar, suspirou, com a certeza de que apagaria as ideias erradas da cabecinha de Anne.


Sábado


Stana pegou a sobrinha cedo levando-a para o píer de Santa Monica. Elas passearam na praia, tomaram sorvete e andaram de roda gigante apesar de Anne querer muito dar uma volta de montanha russa, porém não tinha tamanho para tal ainda. Sentaram em um banquinho olhando para o mar enquanto Anne tomava uma água de coco. Stana acariciava os cabelos da sobrinha que acabou se aconchegando em seu peito.

- Tia, você vai passar o natal com a vovó, comigo?

- Claro, por que pergunta?

- Porque você não passou o dia de ação de graças comigo. Quero muito ficar com você, mas agora com o tio quer dizer que pode fazer festa de natal na casa dele, não?

- Até poderíamos, mas você não ia poder participar porque não pode passar o natal longe de seus pais e como ninguém sabe do nosso segredo... não se preocupe, docinho. Vamos todos para a casa da vovó e o Nathan vai passar com a mãe dele também.

- Será que ele não vai ficar triste? Sozinho sem a tia? – ela virou o rosto para fitar a cara de Stana, de repente arregalou os olhos – oh! E se ele ficar zangado e não quiser mais ver Anne?

- Que isso! Deixa de bobagem, Anne. Seu tio adora você. Claro que ele vai sentir minha falta quando estiver com a família dele, mas existem certos sacrifícios que precisamos fazer. Vou contar um segredo para você. Ele queria que fóssemos para casa em vez de sairmos para o cinema. Está com saudades de brincar com você e sabe o que mais? Ele estava morrendo de ciúmes porque eu ia passar o dia com a minha princesa e ele não poderia fazer o mesmo.

- Por que? Ele pensa que a tia gosta mais da Anne do que dele? – perguntou a garota intrigada.

- Não, é porque ele gosta de passar o tempo brincando com você e hoje só eu posso fazer isso.

- Tia, mas a Anne ama os dois. Talvez a tia devesse ligar pro tio, a gente fala com ele e deixa o tio feliz.

- Essa é uma ideia ou nós compramos um presente para seu tio e fazemos uma surpresa, o que acha? Também podemos ligar depois.

- Um presente? – os olhos da menina brilharam.

- Sim, você escolhe.

- Anne pode ganhar um também? – olhando para a tia com aquele olhar de súplica que a fez rir diante da face na menina. 

- Claro que sim, você está encarregada de escolher um para você e outro para ele. Vamos, temos que voltar para a cidade, iremos almoçar senão perdemos o horário do cinema – Anne se jogou nos braços de Stana apertando-a com força, depois beijou o rosto dela várias vezes, pulou do banco e deu a mão para a tia.

- Anne ama muito a tia Stana.

- Eu sei, amo você também docinho.

Elas almoçaram juntas, pegaram a sessão de cinema com bastante pipoca e muitas risadas. Em seguida, foi a vez das compras. Stana a levou numa Toys ‘r ’us para que pudesse se esbaldar na escolha dos brinquedos. Após muito olhar, ela escolheu um conjunto de maquiagem que vinha numa bolsa lilás cheia de acessórios. Puxando a tia pela mão, ela levou-a direto a uma sessão de brinquedos com controle remoto. Encontrando um vendedor, ela prontamente tomou à frente da conversa.

- Oi, boa tarde! Pode me ajudar?

- Claro, qual o seu nome e o que você precisa gatinha?

- Eu sou a Anne e quero comprar um presente pro meu – ela olhou para Stana e deduziu que não era uma boa falar que o brinquedo era para o tio – meu coleguinha.

- Ah, ótimo. Sabe o que quer comprar ou precisa de algumas sugestões? – o vendedor conversava com ela olhando de vez em quando para a tia que observava a cena achando graça em tudo.

- Nãoooo, Anne sabe o que quer comprar. Um “helipoptero” com controle remoto. Ele gosta muito disso. Da polícia! – ela acrescentou erguendo o dedo indicador para enfatizar sua escolha. Sorrindo o vendedor ergueu-se e fez sinal para que ela o seguisse até o outro corredor, Stana ia atrás observando o jeito como a sobrinha conversava com o rapaz. Ela era bem despachada para uma garotinha de apenas seis anos. Viu quando o vendedor entregou a ela uma caixa com o brinquedo. O sorriso de satisfação da menina era enorme.

- Tia, olha! Acho que ele vai gostar desse.

- É muito bonito. Também acho que vai adorar. Vamos levar – ela voltou-se para o vendedor – obrigada por ajuda-la.

- É o meu trabalho e sua filha é muito esperta. Parabéns – Stana se limitou a sorrir, mas Anne logo respondeu.

- Ela é minha tia, mas Anne ama muito, muitão a tia – disse agarrando as pernas de Stana.

- Que bom, você deve ama-la mesmo. Bom final de semana para vocês – Stana colocou o brinquedo na sacola que carregava, deu a mão para a sobrinha e saiu rindo rumo ao caixa. Do lado de fora da loja, assim que Stana voltou sua atenção a uma vitrine segurando a sacola de presentes e a mão da menina, Anne voltou a chamar sua atenção.

- Tia, por que o homem da loja achou que eu era sua filha?

- Ah, Anne porque geralmente as mães trazem seus filhos para essas lojas quando ele a viu comigo deduziu que era minha filha, só isso. Nós somos parecidas não?

- Sim, somos. Tia... mas, ele não estava errado. A tia Stana disse pra Anne que era sua segunda mãe, não? Então, eu sou sua filha também – Stana agachou-se de frente para a sobrinha sorrindo, acariciando os cabelos e passando o dedo em seu nariz, ela completou.

- É sim, você é minha filha do coração. Nunca se esqueça disso – Stana deu um beijo na bochecha da menina e ergueu-se para disfarçar a lágrima teimosa que queria dar o ar da graça – vamos andando, quer comer? Já são – ela consultou o relógio – puxa! Seis da tarde. Como o tempo voa.

- A gente pode comer pizza com o tio? A tia compra no caminho...

- Você quer mesmo ver seu tio, não? – ela balançou a cabeça afirmando – tudo bem, vamos passar na pizzaria preferida dele e levar o nosso jantar.

- Tia, não vai comprar nada? Acho que a tia pode comprar uma camisola ou um perfume...

- Por que uma camisola? – Stana ficou um pouco intrigada com a escolha do item pela menina. Sentou-se em um banco no meio do shopping para escutar o que a sobrinha tinha a dizer.

- Porque o tio vai gostar. A mãe de Jody disse que quando quer agradar o pai dela usa uma camisola bonita porque ele não resiste, fica tão feliz que solta fogos de artifício. Tio Nathan vai gostar de soltar fogos – Stana olhava para a menina surpresa e sem palavras, para Anne era tudo muito natural. Recuperando-se da descoberta, Stana perguntou.

- Anne, quem lhe disse isso?

- Jody. Mas ela nunca viu os fogos que a mãe dela falou.

- Certo... melhor irmos embora. Vamos comprar pizza – disse Stana ainda se recuperando do que ouvira.

- Mas e o seu presente pro tio Nathan?

- Eu já tenho uma camisola nova.

- Ahhh ta bom. Anne abriu o sorriso para a tia.

Stana seguiu para casa parando na pizzaria no caminho. Trouxe consigo duas pizzas grandes de marguerita, quatro queijos e bacon com milho além de uma pequena de chocolate por insistência de Anne. Em quinze minutos estavam em casa. Ela pediu para que Anne levasse os presentes enquanto ela fechava o carro e se virava com a comida. Tinha mandado uma mensagem para Nathan a fim de não pega-lo desprevinido ou com alguém em casa. Segurando a sacola com os brinquedos, Anne entrou como um furacão em casa gritando pelo tio.

- Tio Nathan!!! Tiooooooooo...

Ele surgiu rindo do escândalo que a menina fazia.

- Wow! Tudo isso é sua voz? Pensei que era um megafone! Vem cá me dar um abraço! – a menina jogou o saco no chão e correu para os braços de Nathan que a ergueu do chão beijando-a e abraçando a pequena Anne – se divertiu com sua tia hoje?

- Muitão! – a menina passou a tagarelar tudo que fizeram no dia com o máximo de detalhes possível. Vendo que os dois iam ficar um bom tempo nesse bate-papo, Stana se adiantou interrompendo-os.

- Sei que querem muito conversar, mas que tal fazer isso jantando? – ela apontou para as pizzas sobre o balcão da cozinha.

- Ótima ideia, estou mesmo com fome – disse Nathan já se antecipando as duas rumo a cozinha para preparar a mesa do jantar. A menina correu até ele ajudando-o a arrumar pratos e talheres enquanto Stana separava as pizzas em pedaços para comerem. Sentados à mesa, ela serviu a todos de pizza. Nathan retomara a conversa do passeio com Anne incentivando para que a menina lhe contasse tudo sobre o dia com a tia. Parte era para saber o que perdeu, porém também queria ver como estava a percepção da relação deles com a garota.

- Então, nós fomos à loja de brinquedos – virou-se para tia como quem lembra-se na hora do presente – tia, esquecemos do presente!!!

- Presente? Para mim? Adoro presentes! – Nathan esfregava as mãos demonstrando ansiedade – posso ver?

- Melhor depois do jantar. Foi a Anne quem escolheu seu presente. Confesso que estou curiosa em saber o motivo.

- Você só está me deixando mais curioso com o seu comentário, Stana – diante da brincadeira criada entre os dois, Anne ria e se divertia vendo que ambos estavam gostando de tê-la por perto. A tia mudou o assunto e continuaram o jantar por mais vinte minutos. Ela fez Anne ajuda-la recolhendo os pratos e checando se havia alguma sobremesa. Felizmente, sempre tinha sorvete no freezer daquela casa. Pediu a Anne que colocasse cobertura nas vasilhas enquanto ela pegava o sorvete.

- Agora, vá se sentar com o seu tio. Já levo o sorvete para vocês – a menina saiu em disparada rumo ao sofá – e nada de pegar os presentes ainda! – viu a sobrinha sentar-se no sofá ao lado de Nathan sorrindo e brincando com o cabelo do tio, aproximando-se, ela serviu a cada um.

- O seu primeiro, Anne. E Nathan, esse é o seu. Aqui tem frutas se quiserem acrescentar. O sorvete é de creme e a calda de chocolate.

- Ela não é um amor, Anne? – disse Nathan beijando os lábios da esposa – então, vocês vão me contar por que tanto mistério com o tal presente? Anne, você podia encher sua tia de beijos para ver se ela libera logo deixando de fazer esse suspense.

- Você é uma criança grande mesmo, não? – era tarde demais. Anne já se jogara sobre a tia enchendo-a de beijos quase derramando sorvete no sofá, Stana caiu na gargalhada para finalmente ceder aos pedidos de suas crianças – ok, fique aí que vou buscar os presentes. Quero uma explicação sua, Anne – em menos de cinco minutos, ela volta com a sacola – esse sei que é o seu – disse retirando o pacote da sacola.

- Certo, Anne. Cadê o meu presente? – Nathan perguntou.

- Aqui, tio. Antes de abrir, deixa eu contar para a tia porque escolhi isso. É bem simples, o tio Nathan tinha um desses e gostava muito de brincar com ele, mas um dia a policial deu um susto nele. Com medo, ele quebrou o brinquedo. Eu sei que ele ficou triste de verdade, por isso comprei. Agora, abre logo!

Stana sorria diante da inocência e da observação da menina. Ela estava falando de um episodio especifico de Castle onde o personagem de Nathan está paranoico com brinquedos e máquinas em geral criando vida e querendo dominar o mundo. Não resistindo, puxou a sobrinha beijando-a com carinho. Nathan a essa altura já abrira o pacote e admirava o brinquedo.

- Nossa, Anne! É lindo, adorei! Você tem razão, desde que destrui acidentalmente o meu helicóptero, tenho vontade de comprar um. Acertou em cheio! – puxou a menina num abraço – vamos testar? O que acha? Ainda temos tempo, Stana?

- Tudo bem, vou ligar para sua mãe. Meia hora pra brincarem e levo você pra casa, certo Anne?

- Tá, tia. E saiu correndo com Nathan para a área externa. Conforme prometera para a cunhada, Stana levou Anne para casa por volta das dez da noite. Na porta da casa do irmão, a menina abraça a tia com carinho distribuindo beijinhos. Ela podia ver a felicidade nos olhinhos da sobrinha.

- Tia, adorei nosso dia. Muito mesmo. Promete que podemos fazer isso outra vez? De preferência com o tio Nathan?

- Tudo bem, faremos outros passeios. E quanto ao seu tio, verei o que posso fazer para continuar a manter o segredo. Vamos, sua mãe já deve estar andando de um lado para outro da casa.

Ao voltar para sua própria casa, Stana encontrou Nathan deitado com o script nas mãos, relendo parte de suas falas. Após um banho, quis saber o interesse dele por trabalho em plena noite de sábado.

- Hey, você está mesmo decorando suas falas agora? Ou está querendo se exibir para mim? – beijou o peito dele, o pescoço, começando a mexer com a libido dele – Nate, é sábado, passei o dia longe de você... larga esse papel – a mão deslizou para o boxer dele fazendo-o reagir ao toque – agora sim, parece que as coisas estão melhorando...

- Antes de você me atacar e me usar como seu escravo sexual, que tal me contar um pouco sobre o dia de hoje? Sua carinha está ótima, sinal de que valeu a pena passar um tempo sozinha com Anne, não? Ela pareceu mais compreensiva do que antes? Matou as saudades?

- Sim, foi muito bom. Vou manter esses programinhas com ela ou traze-la aqui, pois não sou apenas eu o motivo da pequena depressão de Anne, ela me perguntou se da próxima vez você poderia estar junto. Ela gosta da sua companhia, amor. Ah! Tem mais uma coisa. Ela perguntou sobre o natal, já disse que passaremos separados. Acredita que ela ficou preocupada se você ficaria triste?

- É por isso que adoro essa menina, tem bom gosto. Sério, ela é uma criança adoravelmente sensível e emotiva.

- Por causa dessa afirmação, eu pensei em fazermos uma pequena ceia aqui para festejar um natal antecipado com a nossa sobrinha preferida. Podemos organizar algo simples, somente eu, você e ela. O que acha? Rola?

- Claro que sim, também é uma forma de termos o nosso natal. Acho que podemos acrescentar uma convidada a essa lista. Por que não chama sua Irmã, Gigi? Estamos devendo um jantar para ela depois de tanta gentileza no Hawaii. Não há segredos entre esse grupo e podemos ter um natal em família.

- Posso mesmo chama-la?

- Deve. Faça o que achar melhor. Quanto ao trabalho, acredito que amanhã devemos reservar um tempinho para pensar na cena de segunda, sincronismo é a alma do negócio – ele largou o script ao lado, na cabeceira e voltou-se para seu par puxando-a para si. Stana sorriu beijando-lhe os lábios. A mão voltou a deslizar para dentro do boxer. Em minutos, os corpos já entravam em sincronia, no belo ritmo do prazer.

Na tarde de domingo, logo após o almoço, Nathan convenceu a esposa a ler o script com ele já pensando no que poderiam fazer na cena. Sabiam que filmariam à noite, porém quanto mais preparados estivessem, melhor seria para não apenas criar a interpretação perfeita como queriam tirar o melhor proveito da cena. Os fãs adorariam esse momento. Discutiram um pouco e treinaram algumas falas. Era um prazer trazer esse tipo de trabalho para casa. Uma das vantagens de ser casado com sua parceira de cena.

No dia seguinte, eles filmaram até três da tarde todas as cenas que estavam previstas para aquele dia excetuando a última conforme David já havia mencionado seria filmada à noite. Porém, eles decidiram que antecipariam para evitar de saírem muito tarde do estúdio.

Como o próprio David previra, eles levariam umas boas horas para filmar de maneira correta aquela cena. O produtor conhecia muito bem os protagonistas que tinham, eles eram super comprometidos com o trabalho além de perfeccionistas. Foram seis horas direto de tentativas para gravar a tal cena. O mais interessante era que apesar das longas horas, a diversão era garantida. Para fazer o sincronismo da cena, eles ensaiaram primeiro umas três vezes antes de gravar. O problema era que ao recitarem as falas juntos, eles até acertavam, mas ou Stana ria da cara de Nathan, ou uma palavra se perdia ou ainda um ataque de risos aparecia do nada.

Quando acertavam tudo, o simples fato de se unirem e sentir um alívio, acabava fazendo-os perder o timing do beijo. Esse era o tipo de cena que exigia concentração e um único take, portanto o erro obrigava-os a gravar tudo do inicio.

- Vamos lá, meus atores preferidos... esse já é o sétimo take, será que conseguem gravar tudo? Estamos aqui há quase seis horas, daqui a pouco é meia-noite. E independente da hora, começamos os trabalhos amanhã às sete, entenderam?

- Tudo bem, vamos acabar logo com isso. Nathan, concentre-se.

- Sou bem eu que estou tendo ataques de risos.

- Estaria concentrada se você não ficasse fazendo caras e bocas – disse Stana com cara marota apenas para implicar com o companheiro.

- Sei, sei – falou Nathan.

- Crianças, por favor, podemos voltar ao trabalho? – rindo, eles se colocaram em suas posições para tentar uma vez mais. Dessa vez, com muito afinco e foco, eles fizeram a cena com maestria – finalmente, parabéns pela cena. Vocês vão fazer a alegria dos fãs. Nada de atraso amanhã, faltam cinco cenas e começaremos o novo episódio. Boa noite.

- Tchau, David.

- Boa noite, David. Sete em ponto, certo?

A semana passou voando. Com muito trabalho, eles já entravam no meio do 712, mais dois dias e iniciariam o décimo terceiro episódio. David informou que fariam cenas mescladas do episódio quartoze. Estando na segunda semana de dezembro, Stana conversou com Nathan a possibilidade de festejarem o natal pelo menos até o dia 20. Sem objeções, ela seguiu com os preparativos e esperou até o final da semana para comunicar as suas convidadas individualmente. Para Anne teria o cuidado de não comentar que se tratava de natal, era apenas uma saída para jantar.   

As atividades de Castle como PI rendera uma nova cena Caskett que Nathan e Stana amaram fazer. Apesar da interrupção, Nathan soube trabalhar direito cometendo erros para que passassem mais tempo que o necessário ao filmar o momento. Sabiamente, ele usou de artifícios para que a duração persistisse.

Na primeira vez, ele se atrapalhou com os botões da camisa de Beckett. Na segunda, Stana caiu na gargalhada ao tentar subir nas pernas dele, depois acertaram tudo tão bem que em meio ao amasso, eles esqueceram da atriz que entraria na cena, sequer a ouviram. O resultado? Outra rodada de gargalhadas. Nessa onda, além do aumento da temperatura no ambiente, David pediu um tempo de cinco minutos para tomarem um ar, uma água e retornarem. Ele iria avaliar as cenas já filmadas para ver se podiam salvar algum pedaço. Doce ilusão.

Stana aproveitou para ir ao banheiro se acalmar. Esperava sinceramente que Nathan decidisse não aprontar depois desse intervalo, se tivessem que se agarrar por mais cinco minutos, ela teria problemas. O toque era sempre um obstáculo difícil de controlar e superar. Essa química entre eles mexia com o corpo e a mente de uma forma que nunca sentira antes na vida. Ao retornar para o set, ela tentou ler qual seria a próxima invenção de Nathan, não conseguiu nada porque ele estava pagando de bom moço ao lado do cinegrafista.

- Certo, vamos ver se esse intervalo ajudou vocês a se concentrarem. Em suas posições... – ele aguardou o movimento dos atores - luz, câmera e rodando!

Stana ficou aliviada ao ver que Nathan resolvera cooperar dessa vez, fizeram os gestos, os sons e as atuações que esperavam deles. A cena finalmente ficara do agrado de David, mesmo que ela estivesse louca para sair dali antes que cometesse uma besteira. Com a permissão do produtor, eles despediram-se e foram para casa. Já passava das nove da noite e Nathan ofereceu carona para Stana como se fosse uma gentileza. Ao entrarem no carro, ela quase implorou.                 

- Pisa fundo ou não respondo por mim!

- O que é isso, Staninha?

- Sua culpa. Você acha que é fácil repetir várias vezes um amasso? Sentir suas mãos no meu corpo? Você sabotou a gravação de propósito, Nate! E se acontecesse algo suspeito? E não estou falando do volume explicito no meio da sua calça. Caramba! Somos dois loucos, parece que não fazemos sexo há anos. Voltamos à fase da adolescência? – ela sorria ao falar disso.

- Certo, sempre tem um culpado na historia. Só que dessa vez não fui eu!

- Sério? E quem foi, amor? – ela perguntou acariciando os cabelos dele enquanto acabava de estacionar o carro na garagem – não venha me dizer que a culpa foi da minha fala “looking for a private Dick” – e Stana sorrateiramente apertou o membro dele sobre a calça.

- Deus! Você sabe como provocar! – ele avançou para cima dela beijando-a com tesão. Com facilidade, ela desabotoou a camisa dele rendendo-se ao desejo que a rondava desde a primeira tentativa da rodagem da cena. As mãos se enroscavam no corpo um do outro, Nathan a puxou para o seu colo aumentando bem mais o calor entre eles.

- Nate... vamos parar... – ele mordiscava o lóbulo da orelha, atiçando-a com sua língua. Era loucura, amor e muito desejo. Uma mistura deliciosa em um cenário inusitado. O banco de um carro. Stana já nem se lembrava quando fora a última vez que fizera isso – Nateeee... – para que completar uma frase quando você percebe que já perdera qualquer argumento ao sentir a mão do homem a sua frente invadir sua calcinha e provocar sensações absurdas?

Meia hora depois, ela não tinha clareza de como tudo acontecera, exceto que estava deitada sobre o peito dele com parte das roupas perdidas e uma satisfação maravilhosa envolvendo o seu corpo depois de um belo orgasmo. Quando sentiu-se recomposta, ela o guiou para fora do carro. Entraram cambaleando em casa, parte pelo episódio vivido a pouco, parte pelo cansaço do dia. Ao subir as escadas, ela recordou que Nathan não respondera sua pergunta.

- Nate, você não me disse o que o fez repetir a cena várias vezes...

- Além da vontade de beija-la? Aquela blusa cheia de botões. Por que tinha que ser tão fechada? Por que não facilitaram?

- Quer mesmo a resposta? Se com aquela blusa tivemos que demonstrar uma concentração enorme para não ultrapassar os limites, imagina se tivesse com uma camisa aberta ou sem botões? Ia pegar fogo naquele set! – e caiu na gargalhada.


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Às vésperas da ceia de natal em sua casa, Stana revisitava seu checklist para verificar se estava tudo em ordem. Devido à carga de trabalho, ela optou por encomendar o peru. Fariam questão de fazer uma torta e o famoso purê de batatas com bacon. Ligou para Gigi a fim de confirmar a hora que passaria para pega-la. Em seguida, iriam buscar Anne na casa do irmão. Nathan fora encarregado de comprar o presente de natal da menina, uma forma de retribuir o gesto de semanas atrás. Ela já vira o pacote debaixo da arvore esperando para ser entregue.

Na manhã do sábado, Stana levantou cedo para cuidar dos afazeres culinários. Quando Nathan apareceu, ela estava abrindo a massa da torta.

- Bom dia, dorminhoco. Pensei que ia levantar somente na hora do almoço. Guardei um waffle para você. Se quiser, frito um ovo.

- Não precisa. Waffle está ótimo. Preciso de café – acionou a cafeteira - São dez horas. Desde quando está por aqui?

- Umas oito. O recheio da torta está pronto, só preciso terminar a massa. Depois, será a vez do purê e o trabalho na cozinha termina. Pode colocar as bebidas para gelar?

- Claro. E o peru?

- Será entregue às seis horas. Você recebe enquanto vou buscar Gigi e Anne.

- Tudo bem... – ele se aproximou acariciando os braços dela, beijou o pescoço – sabe que você fica bem sensual abrindo essa massa? Dá vontade de fazer outra coisa nesse balcão...

- Por favor, Nate... tenho que terminar a torta – ele já deslizava as mãos pelo estomago dela subindo para os seios – Deus... - ao sentir o toque das palmas das mãos em seu corpo, sabia que seu trabalho com aquela massa estava perdido. Teria que fazer tudo de novo, mas quer saber? Valeria a pena... nem bem completou o raciocínio na sua mente, Nathan afastou a massa e a ergueu sobre o balcão em meio à farinha.

Os lábios percorriam a pele num rendez-vous de amantes de sangue quente, movidos pela paixão. Tirou a camisa dela, contemplando o corpo encontrando a boca apetitosa que compunha o rosto de anjo capaz de transformar um homem em pecador. Ela baixou o boxer que ele usava deixando o objeto de seu desejo despontar livre. Entre caricias e toques, eles se envolveram nun jogo de corpo e alma, apostando em limites e prazer. Stana não se importou de ter a pele suja de farinha de trigo, não depois de uma demonstração de carinho e desejo num ato de fazer amor que ainda tirava o seu fôlego ao lembrar-se, por fim, que aquele era o homem com quem se casara.

Rindo do estado de ambos e da própria cozinha, ela pediu ajuda dele para descer do balcão a fim de tomar um banho e começar todo o seu trabalho novamente. Antes de sair da cozinha, inclinou-se para dar um novo beijo em Nathan que se servia finalmente de café. O toque lento e carinhoso dos lábios, o fez envolvê-la em seus braços aprofundando o gesto. Satisfeita, ela beliscou seu bumbum sorrindo.

- Obrigada pelo momento especial nessa nossa manhã de natal... tome seu café e depois cuide das bebidas. Nada de inventar mais por hoje, preciso terminar a ceia viu, Nate? – jogando-lhe um selinho no ar recebeu a piscadela dele em meio a um sorriso.

- Fique tranquila, voltarei a checar tarde da noite, somente por uma questão de hábito – com esse comentário, ela subiu as escadas rindo.

Voltando com afinco para a cozinha, dessa vez Stana colocou toda a sua dedicação em fazer a melhor torta de creme recheada com chocolate que Anne pudesse comer. Era uma das suas preferidas. Juntou avelãs e macadâmia ao recheio inferior para agradar a todos. Modéstia a parte, o creme iria ajudar a sobressair os sabores. Estava orgulhosa de seu feito. Rapidamente, tratou de cozinhar uma massa para seu almoço com Nathan, ainda precisava fazer o purê e gratina-lo depois que a torta estivesse pronta.

Almoçaram por volta de uma da tarde. Parou um pouco para descansar as pernas e separar a roupa que vestiria à noite. Lembrou-se que no domingo devia fazer as malas para viajar ao Canadá com a irmã para passar o natal ao lado dos pais. Ficar longe de Nathan nessas duas breves semanas de hiatus por conta dos feriados seria bem difícil. Esquecendo isso por hora, ela retornou aos seus momentos domésticos.

Enquanto esperava a torta assar, descascava as batatas para o purê. Do balcão, podia observar o que Nathan fazia. Estava entretido pindurando luzes de natal, testando lâmpadas na arvore e aumentando a quantidade de neve falsa nas folhas verdes, agora branquinhas. Em seguida, ele passou a arrumar os pacotes de presentes. Ela sabia que a maioria era da família dele, mas estava curiosa para saber o que ele comprara para Anne. Tentara arrancar isso dele sem qualquer sucesso, porém dizia para não se preocupar porque a menina adoraria o que ganharia dos dois.

Em seguida, ele se dedicou a arrumar a mesa. Stana ficou surpresa por ver a dedicação de seu marido à decoração. Ela deparou-se com um suplá especialmente comprado para essa época do ano com motivos natalinos. Os pratos eram vermelhos, guardanapos coloridos cheios de renas, bonecos de neve e bengalinhas. Acabara de descobrir mais um lado dele que ainda não conhecia. O interessante era que não sabia se fora uma coincidência. Nathan demonstrava um mesmo gosto por natal que seu personagem fictício. De repente, sentiu o coração apertar por não estar ao lado dele nessa data importante. Suspirou e mentalmente prometeu que essa seria a primeira e última vez que aconteceria.

Por volta das quatro, Stana terminou o trabalho na cozinha. Dedicou-se então a si mesma. Banho, cabelo, maquiagem simples e um vestido sem grandes pompas. Era azul royal com um pequeno decote na frente e de comprimento um pouco acima do joelho. Calçou os sapatos de mesma cor e pegou sua bolsa. Encontrou-o na sala ao som de músicas de natal e um copo de eggnog nas mãos admirando a árvore. 

- Amor, estou indo pegar as meninas – ela se aproximou dele sorrindo – o que faz ai?

- Você está realmente linda. Adorei o batom vermelho. Estava pensando em quanta coisa boa me aconteceu esse ano. A melhor foi você – beijou-lhe os lábios calmamente deixando Stana sentir o sabor da eggnog na boca – acredito que está na hora de me arrumar. Não demore, tá?

- Serei rápida. E você fique de olho na campainha – foi a vez dela beijar o marido e sair.

Às seis horas em ponto, ela já passara em seu antigo apartamento para pegar a irmã. Gigi estava bem arrumada trajando um vestido amarelo e trazia uma sacola de presentes nas mãos. Seguiram para a casa do irmão. Quando Anne entrou no carro e se deparou com a outra tia, sorriu e a beijou. Fazia um tempo que não via Gigi. Como Stana não havia mencionado nada sobre onde iriam, a menina não se preocupou de estar indo passear com as tias.

- Onde vamos, tia Stana?

- Você já irá saber, docinho.

- Tia Gigi, você vai para a casa da vovó também?

- Claro, amor. Eu e sua tia Stana iremos na segunda para lá.

- Eu vou amanhã de tarde, por isso a mamãe não deixou eu dormir na tia e tem que voltar – de repente a menina parou de falar arregalando os olhos e boquiaberta ao perceber que estavam entrando na garagem da casa de Nathan. O problema não era o lugar e sim a presença de Gigi – tia, não podemos vir aqui. Tia, nãooo... – ela olhava com uma expressão preocupada e mandona para Stana – a tia Gigi, não pode! – o rostinho da menina foi se transformando em pavor. Gigi ficou impressionada de ver a devoção e o respeito de Anne para com sua irmã e Nathan – tia Gigi, erramos de casa, a gente já vai para um restaurante, né tia Stana?

Stana desligou o carro abrindo a porta. Gigi fez o mesmo também abrindo a porta traseira para que Anne saísse.

- Está tudo bem docinho.

- Mas tia... – ela puxou o vestido para que Stana agachasse perto dela e sussurrando, explicou – o segredo, ela vai saber do tio – ela ajeitou uma mecha de cabelo da menina, beijou-lhe o rosto antes de responder.

- Sua tia Gigi sabe. Eu contei para ela, Anne. Gigi acabou ajudando eu e seu tio a passarmos o dia de ação de graças juntos é por isso que ela está aqui hoje. Nathan e eu estamos fazendo uma pequena ceia de natal porque ele gostaria de comemorar a data com pessoas especiais, como você – Anne observou o rosto de Stana e depois o de Gigi como quem quisesse avaliar a informação que acabara de receber. Ambas sorriam.

- Sua tia tentou esconder de mim, acabou me deixando fora do casamento, mas eu já perdoei. Você realmente ia me impedir de entrar na casa e por isso tenho que lhe dar os parabéns. Você sabe como guardar um segredo, pequena. Você e eu somos as guardiãs do segredo, somos especiais. Viu só? Uma festa só para nós. VIP – ela abraçou a sobrinha – ainda bem que vim preparada – disse mostrando a sacola de pacotes.

- Presente? Pra mim?

- É uma celebração de natal, não? – disse Gigi – somente uma lembrancinha. Vamos entrar?

- Vamos. Nathan está esperando – Stana pegou a mão da menina. Quando entraram em casa, Anne se soltou de sua mão correndo em direção ao tio que estava parado na frente da árvore de natal com um copo de vinho na mão.

- Tio Nathan!!! – agarrou-se as pernas dele, Nathan a levantou do chão para beija-la.

- Como você está bonita, Anne. Olá, Gigi!

- Oi, Nathan. Aparentemente você tem uma fã. Precisava ver a pequena com a tia morrendo de medo que eu entrasse aqui. Conquistou mais uma.

- E quem não se apaixonaria por essa menina linda? Está com sede? Quer um refrigerante? E você, Gigi, aceita um vinho?

- Claro, obrigada. Nathan passou pela esposa beijando-lhe a bochecha para pegar as bebidas. Stana o seguiu para adiantar as coisas na cozinha. O peru estava lindo aguardando sobre o fogão. Decidiram jantar às oito para que não ficasse muito tarde para Anne. Stana combinara para deixa-la em casa antes de meia-noite devido à viagem de amanhã. Ajudando Nathan, ela entrega a taça de vinho para a irmã estando com a sua na mão também. Sentaram-se no sofá ao som de cantigas de natal para uma boa conversa.

Gigi estava impressionada com a casa onde a irmã estava morando. Não pode deixar de perceber os toques femininos existentes por toda parte. Havia fotos dos dois espalhadas sobre o aparador, na mesa da sala e apostava que para o andar de cima encontraria muito mais. Vendo a curiosidade da irmã através de perguntas sobre o lugar. Stana tomou uma decisão.

- Anne, o que você acha de fazer o tour da casa com sua tia Gigi enquanto eu preparo a mesa para o jantar? Você conhece tudo mesmo. Mostre as áreas externas e o andar de cima. Consegue?

- Com certeza. Vem, tia Gigi – e saiu puxando a irmã dela pelo braço. Gigi acertou. No corredor de cima, novas fotos de Nathan e Stana inclusive algumas no set estavam espalhadas pelo lugar. No escritório, a típica foto de casamento sobre a mesa dele. Anne fez questão de mostrar seu quarto e apenas apontou o quarto da tia – Anne não entra ali sem a tia. Mamãe ensinou a não entrar no quarto das pessoas.

- Sua mãe ensinou certo. Como eu sou adulta, vou dar uma espiadinha.

- Mas tia Gigi, é feio! – Gigi fez sinal colocando o indicador sobre os lábios.

- É só uma olhada rápida. Estou curiosa para ver o tamanho da cama – abriu a porta do quarto – nossa! King size. E que quarto bonito, realmente Nathan tem muito bom gosto.

- Por isso casou com a tia – Gigi não aguentou a tirada e soltou uma gargalhada.

- Tem toda a razão, Anne. Vamos descer, sua tia já deve estar com os pratos na mesa. Aliás, quero saber mais uma coisinha de você – elas já estavam no último degrau da escada. Percebeu que a mesa minunciosamente arrumada – olha, só! Não disse que estavam esperando a gente para comer? Parabéns por essa mesa linda, dá vontade de comer e muito. O cheirinho está divino.

- Cheiro de peru – disse Anne.

- É sim, pensei que tinham se perdido ali em cima. Venham, o jantar está na mesa.

Eles sentaram-se ao redor de uma mesa farta. Stana fez as honras de anfitriã cortanto peru para todos os presentes. Serviu Anne primeiramente, deixando os demais à vontade. A conversa do jantar foi animada. Gigi aproveitou para elogiar a irmã, estava tudo delicioso.

- Falando em momento especial, me lembrei de um do qual não participei. Disse para Anne que queria um favorzinho dela. Você poderia contar para a tia como foi o casamento desses dois? Aposto que ninguém consegue chegar ao nível de detalhes que eu preciso se não for você, gatinha. Sua tia só me falou por alto. Que tal relembrar aquela noite?

- Conto sim, tia. Anne estava muito bonita com o vestido que a tia Stana escolheu para ela. Anne ajudou o tio a levar as alianças porque o tio Nathan tava nervoso, muitão! A tia Dara quem fez a maquiagem, ficou bem linda – ela seguiu dando detalhes de cada um dos momentos que lembrava, claro que a fascinação pela tia perdurava em cada comentário, inclusive quando falou do vestido.

- Era de princesa? – Gigi perguntou usando a linguagem familiar da menina.

- Não! Era longo e sem uma saia grande, mas ficou lindo na tia Stana. Ela ficou mais linda que uma princesa. Anne amou quando a tia beijou o tio. Foi muito lindo que nem com a policial.  A tia quase fez o tio Nathan chorar quando falou. Papai disse que homem não pode chorar que nem mulher, só em casos especiais. Foi por isso que ele tava emocionado. Porque era o casamento dele com a minha tia linda.

- Nossa! Essa menina é louca por você mesmo, Stana. Adorei a história, Anne. Obrigada pelos detalhes – Stana se levantou da mesa seguida de Nathan que ajudava a tirar as travessas de comida. Ela pegou os pratos de sobremesa chamando por Anne, pediu para leva-los até a mesinha de centro. Desfrutariam da torta próximo a árvore de natal. Já estava na hora de acabar com o suspense dos presentes.

- Quem quer sobremesa? – ela apareceu na sala trazendo a bela torta. Nathan vinha atrás dela com uma bandeja com quatro copos e uma jarra de eggnog – momento da gordice. Fiz essa torta pensando em você, Anne. Creme com chocolate, mas coloquei alguns ingredientes a mais para agradar a todos.

- Oba! Torta de chocolate... eu quero, eu quero! – a menina saltitava ansiosa.

- Vamos lá, vou servi-los e Nathan, você não acha que está na hora de descobrir o que tem debaixo daquela árvore? Confesso que eu mesma estou curiosa.

- Presentes?! – os olhinhos de Anne brilharam. Nathan aproveitou para zoar com ela.

- Não, foi apenas um bando de caixa que enfeitei para dar um ar de natal na casa essa noite. Somente terei presentes quando for dia 24, na minha mãe. A única pessoa que tem presentes aqui é sua tia Gigi, já viu a sacola dela? – tirando uma garfada da torta, Anne respondeu de boca cheia.

- Não “aquedito”, tio. Isso é “pesete”.

- Nada de falar com a boca cheia, Anne. Já que Nathan comentou, eu tenho mesmo uns presentes para distribuir. Lembre-se que é apenas uma lembrancinha. Deixe-me ver.... – Gigi remexia na sacola fingindo procurar um presente – aqui está, esse é seu – a menina agarrou a caixa e abriu com muita velocidade. Tirando a tampa se deparou com uma bolsa cor de rosa cheia de balangandãs pendurados, bem perua ao estilo de Gigi.

- Que linda, tia! – colocou logo no pescoço – que tal? Anne ficou bonita, tio?

- Muito bonita – disse ele metendo outra garfada de torta na boca – amor, isso está delicioso.

- Está mesmo – disse Gigi – onde comprou? – falou somente para implicar com a irmã.

- Engraçadinha, eu fiz – disse Stana mostrando língua para a irmã.

- Eu sei, só estou zoando. Próximo presente. Nathan, eu fiquei na dúvida do que lhe dar então como sei que você gosta de ser um bom anfitrião pensei em contribuir com itens sempre necessários em qualquer reunião de amigos, espero que você aprecie – disse entregando uma caixa ao cunhado. Ele abriu o presente. Era um kit completo de vinho com sacarolhas, decantador e taças de cristal. Extremamente charmosos.

- Gigi, que elegante. Peças finas. Adorei. Obrigado mesmo – ele inclinou-se e beijou a cunhada no rosto.

- Espera – ela pegou mais um embrulho na sacola - não podia lhe presentear com um conjunto desses sem um vinho para testar.

- Então, vou estrea-lo agora – disse Nathan todo prosa com o presente. Dez minutos depois, ele entregava uma taça para cada uma. Brindaram e saborearam um merlot muito especial dos vinhedos da California. Anne observava um momento a conversa entre os adultos tomando seu copo de eggnog. A cabecinha sempre se virava para os pacotes debaixo da árvore de natal. Tinha certeza que havia presentes para todos ali. Com sua paciência chegando ao limite, Anne, muito espertamente questionou sua tia.

- Tia Gigi, por que não deu presente para a tia Stana?

- E quem disse que ela não vai ganhar um? O dela é bem especial! – tirou uma caixa preta da sacola – aqui, faça bom proveito dela. Stana abriu o pacote deparando-se com uma camisola preta muito linda. Curta, daquelas que ficam na altura do bumbum com uma renda linda nos seios.

- Wow, Gigi! É linda.

- Tia Stana vai ficar muito bonita com essa camisola, o tio Nathan vai gostar também. Não vai resistir.

- Anne, de onde você tirou isso? – perguntou Gigi.

- Ora tia, quando se usa uma camisola assim é pra agradar. Eu tinha falado pra tia Stana comprar uma porque o tio fica feliz. A Jody que me contou.

- Tenho medo de perguntar, mas vou seguir em frente, por que o Nathan ficaria feliz? – perguntou Gigi. Anne revirou os olhos colocando a mão na cintura como quem indica que a pessoa era boba e burra.

- Oh, tia. Por que eles vão fazer sexo – Stana quase se engasga com o vinho que bebia, tossindo muito. Os olhos de Nathan só faltaram pular do rosto.

- Anne! Isso não é coisa que se diga. Você lá sabe o que é sexo! Se sua mãe ouvir isso.... e quem é Jody? – ainda boba com a desenvoltura e naturalidade da sobrinha.

- Jody é minha amiga. Ela tem sete anos. E tia Gigi, eu sei o que é sexo. É quando o tio e a tia se trancam no quarto para namorar. Dar muito beijo na boca e fazer uns barulhos estranhos.

- Jesus! – disse Nathan olhando atônito para Stana – melhor mudar de assunto. Que tal darmos uma olhada nessas caixas aqui de baixo? – ele pegou uma pequena e entregou para Gigi. Isso serviu para manter a atenção da menina no que ele fazia – acho que você vai gostar. É meu e da Stana – Gigi abriu a caixa deparando-se com uma pashimina multicolorida em tons de vermelho, laranja e amarelo. Ela arrumou sobre o pescoço e perguntou.

- Que tal, Anne? Fiquei muito bonita. Porque eu amei.

- Ficou sim, tia. Combinou com seu vestido. Bem bonita, mas a tia Stana é mais linda.

- Anne, não fale assim – repreendeu Stana.

- Que isso, sis. Ela está certa, aliás, Anne é sua fã numero um. Se bem que, agora fica difícil decidir quem ganha, ela ou Nathan.  

- É bem fácil, tia. O tio é o menino fã número um da tia, eu sou a menina. Entendeu?

- Tem razão, é perfeito – concordou Gigi.

- Que tal parar com toda essa conversa e prestar atenção no próximo presente? – disse Nathan pegando uma embalagem bem grande que já atiçou a criança – esse é seu, amor – Stana se espantou com o tamanho. Ao retirar o papel, deparou-se com um quadro, uma pintura sua. A foto escolhida foi uma daquelas feitas na época de gravação do episódio do velho oeste. Aquela na qual Stana vestia branco com a cabeça baixa e o decote revelando a curvatura dos belos seios. Ela não sabia o que dizer.

- Nate.... isso é lindo.

- Não me importo se quiser colocar em nosso quarto. Sei o quanto gostou do vestido e das fotos. Tenho recordações maravilhosas desses dias. Nossa lua de mel fake.  

- Espera, a lua de mel no velho oeste não foi de Castle e Beckett? Não entendi... – disse Gigi, mas rapidamente a ficha caiu – seus danadinhos! Vocês aprontaram pelo set, não? O que fizeram, conta logo!

- Gigi! Olha a menina! – repreendeu Stana.

- O que que tem? Ela até já sabe o que é sexo!

- Sei mesmo! – Stana colocou ambas as mãos no rosto como quem diz, “meu Deus! Onde fui me meter?”

- Melhor entregar logo esse presente, Anne quer abrir esse pacote? Meu e da sua tia – entregou um pacote grande para a pequena que rasgou rapidamente, soltando um “awww” muito fofo ao ver o que tinha em sua frente.

- Um unicórnio!!! Igual da Agnes! Ah, ele é tão lindo....obrigada tio! – jogou-se na direção dele beijando-o no rosto. Correndo foi até a tia fazendo Stana se agachar para lhe dar um beijo estalado – amo vocês.  

- Também te amamos, docinho – disse Stana e Nathan concordou completando.

- Muito muitão como você diz, princesa – e piscou para a menina.  

- Parece que a farra acabou – disse Gigi – que tal arrumarmos a bagunça e irmos para casa? Você vai viajar amanhã, mocinha.

- Não, ainda tem mais um presente antes de irmos – Stana pegou uma caixinha e entregou a Nathan. Ele abriu o presente dando de cara com um lindo relógio de titânio. Ele retirou da embalagem direto para o braço, beijou-a nos lábios para agradecer e Stana deixou-se levar pelo beijo. Entretidos, separaram-se apenas com os gritos de Gigi.

- Hey, hey!!! Tem outras pessoas aqui... podem esperar nós irmos embora? – Stana baixou a cabeça envergonhada – você é muito boba, sis. Aproveita! Estou zoando com a sua cara.

- Você tem razão, Gigi. Está na hora de deixar vocês. Prometi devolver essa princesa antes da meia-noite, que nem a Cinderella.

- Tia, posso levar um pedaço de torta para comer amanhã?

- Claro que sim, se despeça do seu tio enquanto separo suas coisas e a torta. Você me ajuda, Gigi? – dez minutos depois, todas as coisas de Anne e os presentes já estavam no carro. Gigi se despediu de Nathan e saíram. Quando voltou para casa, Stana encontrou Nathan já deitado na cama, esperando por ela. Assim que a viu, bateu no colchão convidando-a para cama. Stana, porém passou direto para o banheiro. Saiu com a camisola que Gigi lhe dera. Caminhando vagarosamente de joelhos na cama, ela beijou-o carinhosamente.

- Já vai estrear seu presente? – perguntou Nathan beijando o ombro exposto na camisola.

- Ela merece uma ocasião especial. Quer noite melhor que essa? – ela se colocou sobre Nathan sentando-se sobre uma região bem apropriada – quero agradecer por hoje. Eu sempre soube que você era um homem adorável, carinhoso. Descobri mais um lado de Castle presente em você, o amor pelo natal. Porém, nada comparado ao que vi há pouco. Um homem de família. Claro que via como falava da sua mãe, seu irmão, via suas fotos, só que tudo é diferente. Agora compreendo. Você além de excelente anfitrião,tratou parte da minha família com tanto carinho... é por isso que quero agradecer por uma noite de natal tão especial.

- Stana, elas são minha família também. No momento que escolhi me casar com você. Sou apaixonado por Anne, às vezes ela me assusta como hoje com todo aquele papo de sexo. Aliás, promete que não vamos fazer nada na presença dela, nunca mais – o pavor no rosto de Nathan a fez rir – promete? É sério, Stana.

- Prometo, eu também fiquei um pouco chocada. Ela só tem seis anos. Eu devia proibi-la de ver Castle, mas minha mãe seria a primeira a desfazer minha ordem.

- Castle? Você acha que é Castle que dá essas ideias para ela? A gente nem se agarra realmente. Que tal avaliar algo chamado internet?

- Você pode ter razão, mas quando ela nos vê na série fica tendo essas ideias, você ouviu, beijos e sons. Tá, tudo bem, não era sobre isso que falávamos.

- Não. Você estava me agradecendo por fazer algo que adorei, prazeroso. Sua irmã Gigi é uma figura, gostei mesmo dela. Nossa família, Stana, nossa família.

- Mesmo assim, queria poder retribuir o gesto.

- Tudo bem, um dia você fará isso. E eles irão ama-la. Feliz Natal, meu amor.

- Feliz natal, babe – ela inclinou-se sobre o corpo dele sorvendo os lábios do seu homem, seu amor. As mãos deslizavam sob a camisola sentindo a pele quente com os dedos. O beijo ficou mais intenso movido pelo calor que começava a mexer com seus sentidos, sua libido, seu desejo de querer tê-lo completamente dentro de si. Deitando-a sobre o colchão, ele livrou-se das peças que vestia aproveitando-se de cada centímetro da pele macia e apetitosa ali exposta para seu bel prazer.

Provou-a, beijou-a, instigou-a até arrancar-lhe gritos delirantes de prazer, após ver os lençóis se sentirem maltratados pelas mãos que o apertavam diante de um orgasmo, sentir o corpo dela, arrepiado e tremendo, arquear contra o seu implorando por mais. Dentes, pele, corpo, alma aninhados diante da explosão pronta a ser desfrutada através do ato de amor.

Ofegante, ela se aconchegou nos braços de Nathan. Não havia melhor lugar no mundo que aquela cama onde podia sentir um coração batendo por si, pronto para embalar seus sonhos. Stana sentiu a boca brincando com o lóbulo de sua orelha enquanto a mão lhe acariciava o seio. Com um sussurro quente ao seu ouvido, ela sorriu, fechando os olhos.

- Eu te amo, Staninha.      


Continua....

2 comentários:

cleotavares disse...

hahahahahahah Me acabei de ri com a Annie. Quem mandam, fazerem barulhos com a menina em casa. E a Gigi.... é mesmo um amor de pessoa.

Marlene Caskett Stanatic disse...

POCKER FACE!!!!
Anne eu amo essa guria,ao ler o início e ver que teremos ela segura o furacão. Eu sempre falo que vou parar de ler a fic de madrugada, mas numca paro é bom e é ruim tbm. Bom por que é calmo e ruim por que ñ da pra surtar e o jeito e botar a cara no travesseiro ou morde os labio.
Quase cai da cama com ela sambando em geral,começou no momento tia e sobrinha fazendo compras a dica dela pra Stana foi show e eu pensei"ah vai parar por ai".
Pobre iludida Marlene foi,ai vem o momento Stanathan, Gigi(que ñ é flor que se cheire) e Anne. NUMCA imaginei aquilo que li,sobre sexo perdi o rumo da minha vida, o bom que ñ fui a única.
Agora quem traumatizou foi o casal, sem brincadeirinhas com a Anne por perto. Aprenderam a lição? Ainda tenho minhas dúvidas.
Ps1:Tbm espero que esse seja o último Natal deles longe um do outro.
Ps 2: O assunto sexo gerou uma discussão sobre como e com qual idade descobrimos o que era isso. Marcou minha vida T. T